A Organização das Nações Unidas (ONU) elogiou o Brasil pelo acolhimento a crianças refugiadas em escolas públicas e destacou a atuação do País ao receber refugiados de regiões distantes.
Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, desde 2011, o Brasil já recebeu mais de dois mil refugiados sírios e a previsão é que esse número continue a subir.
"Eles se unem a nós como cidadãos que estimulam o crescimento de nossa nação multiétnica e multicultural. Suas crianças são nossas crianças e têm, sim, direito à matrícula em nossas escolas públicas”, disse Alexey Dodsworth, assessor especial do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, durante sabatina na ONU, em Genebra.
Direitos das Crianças
A delegação brasileira, composta por representantes dos Ministérios da Educação, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Justiça e da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, foi enviada a Genebra para participar da 70ª sessão dos Direitos da Criança da ONU. O último encontro foi realizado em 2004.
Os representantes brasileiros responderam a diversas questões relativas aos direitos das crianças e adolescentes. Eles explicaram a situação do País e apontaram caminhos e esforços do governo para promover melhoras.
“Vocês têm muitos desafios pela frente, terão de vencer muitos problemas, mas são nossa esperança”, disse a equatoriana Sara Oviedo, vice-presidente do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas.
A ONU vai publicar recomendações para o Brasil. Com base nelas, o País definirá ações e estratégias para melhorar a qualidade da educação oferecida a crianças e adolescentes
Fonte: promenino
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
CUIDAR É PRECISO. ABUSAR É PROIBIDO
MARIA BERENICE DIAS
Advogada, vice-presidente do Ibdfam
Todo o Rio Grande chorou ao ler as reportagens sobre os maus-tratos cometidos contra crianças e adolescentes por quem deveria cuidá-las e protegê-las (ZH de 26 e 27/7).
Não há como não se sensibilizar com a verdade escancarada, de maneira nua e crua, do que acontece nos abrigos, que, como o próprio nome diz, deveria abrigar, acolher.
Quem lá está depositado já passou por situação de negligência, maus-tratos, violência física ou abuso sexual. Ou tudo isso junto.
Foram retirados do lar _ que deveria ser um lugar de proteção _ para serem cuidados pelo Estado. Não são.
Claro que, diante de tudo o que passam, anos a fio, não é difícil entender porque, ao serem adotados, acabam testando quem as acolhe. Afinal, foram inúmeras vezes traídas pelas pessoas nas quais confiaram: primeiro os pais e depois os chamados “educadores”. Quem sabe não é esta a origem de algumas devoluções que acontecem o que, é claro, gera mais traumas e a crença de que se tornaram um verdadeiro estorvo social.
Na reportagem chama a atenção a história de José. Foi institucionalizado aos quatro anos por ter sido abusado sexualmente pelo companheiro da avó. Por que não foi imediatamente disponibilizado à adoção? O que levou o Estado a permitir que lá permanecesse até a adolescência? Acabou sendo encaminhado à internação psiquiátrica por apresentar depressão, automutilação e ingestão de substâncias não alimentares. Durante anos continuou sendo abusado, inclusive depois que se encontrava hospitalizado, oportunidade em que denunciou os abusos de que foi vítima.
Às claras que situações como esta, e todas as demais retratadas nas reportagens, não podem se perpetuar. É necessário que o Estado assuma a responsabilidade de garantir a crianças e adolescente o direito à convivência familiar, que lhes é assegurado constitucionalmente.
Não é buscando de maneira negligente e morosa a reinserção na família biológica ou tentando encontrar alguém da família extensa e que, muitas vezes, sequer a criança conhece, para só então ter início o processo de destituição do poder familiar.
Fonte: Opinião ZH
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Flamengo anuncia parceria com Unicef
Rio - A parceria envolvendo Flamengo e Unicef foi confirmada oficialmente na manhã desta sexta-feira. O anúncio foi realizado no salão nobre da Gávea. A parceria é baseada na adesão do Flamengo ao compromisso “Meu time é nota 10”, um conjunto de dez princípios relacionados à proteção e à promoção de direitos de crianças e adolescentes – atletas e não atletas – dentro e fora do clube.
Durante o evento, a presidente Patricia Amorim, falou da importância do acordo para o clube.
"É um dia que se consolida uma parceria inédita na América Latina. O Unicef se alia ao Flamengo. Somos um grupo e tenho muito orgulho do Flamengo ser pioneiro nessa parceria", disse a mandatária, que explicou a ausência de Ronaldinho Gaúcho no evento.
"Ronaldinho foi chamado, mas não tinha compromisso formal de vir. Seria bom. Os outros atletas (olímpicos) estão de férias. Ontem ele disse que ia tentar, mas que tinha um compromisso na escola do filho. A gente entende. O Cielo veio de São Paulo, está de férias, mas gostaríamos que o Ronaldinho viesse. Assim como Flamengo é Flamengo, Ronaldinho é Ronaldinho", completou Patricia Amorim.
O diretor executivo Anthony Lake, representante do Unicef, exaltou a parceria com o rubro-negro.
"Estou muito impressionado com apresença de tantos campeões. Estou muito satisfeito em lançar esta parceria, que envolve o poder e a energia de um os maiores clubes do mundo", afirmou Lake.
O evento contou com a presença de dirigentes do clube. Além deles, os atletas César Cielo, Fabiana Beltrame e Jade Barbosa também estiveram no local. Maurício de Souza e Ziraldo também prestigiaram o anúncio da parceria.
Já o departamento de futebol foi representado por Vanderlei Luxemburgo e as jovens promessas da Gávea, Thomás e Adryan.
O DIA ONLINE
Durante o evento, a presidente Patricia Amorim, falou da importância do acordo para o clube.
"É um dia que se consolida uma parceria inédita na América Latina. O Unicef se alia ao Flamengo. Somos um grupo e tenho muito orgulho do Flamengo ser pioneiro nessa parceria", disse a mandatária, que explicou a ausência de Ronaldinho Gaúcho no evento.
"Ronaldinho foi chamado, mas não tinha compromisso formal de vir. Seria bom. Os outros atletas (olímpicos) estão de férias. Ontem ele disse que ia tentar, mas que tinha um compromisso na escola do filho. A gente entende. O Cielo veio de São Paulo, está de férias, mas gostaríamos que o Ronaldinho viesse. Assim como Flamengo é Flamengo, Ronaldinho é Ronaldinho", completou Patricia Amorim.
O diretor executivo Anthony Lake, representante do Unicef, exaltou a parceria com o rubro-negro.
"Estou muito impressionado com apresença de tantos campeões. Estou muito satisfeito em lançar esta parceria, que envolve o poder e a energia de um os maiores clubes do mundo", afirmou Lake.
O evento contou com a presença de dirigentes do clube. Além deles, os atletas César Cielo, Fabiana Beltrame e Jade Barbosa também estiveram no local. Maurício de Souza e Ziraldo também prestigiaram o anúncio da parceria.
Já o departamento de futebol foi representado por Vanderlei Luxemburgo e as jovens promessas da Gávea, Thomás e Adryan.
O DIA ONLINE
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sociedade Brasileira de Pediatria lança campanha contra a violência infantil, subnotificada no Brasil

SBP quer conscientizar pediatras e famílias sobre a prevenção da violência infantil, que pode trazer sérios danos ao desenvolvimento das crianças
Às vésperas do Dia das Crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria lança, durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, em Salvador, a campanha “Violência é Covardia – crescer sem violência é direito fundamental das crianças e adolescentes”. O problema, que é subnotificado e que não possui dados nacionais confiáveis, é a principal causa de morte de crianças e adolescentes a partir dos cinco anos de idade. “Cerca de 70% dos casos ocorrem dentro das casas, considerados ambientes 'sagrados' – e por isso faltam estimativas que abranjam o território brasileiro”, diz Rachel Niskier Sanchez, coordenadora da campanha. Segundo ela, a primeira causa de violência é a negligência e a segunda é a agressão física.
"No Brasil, temos o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos e o SIPIA, que é o sistema de informação para a infância e adolescência. Nenhum dos dois representa a magnitude do problema", diz Sanchez.
A ideia da campanha, segundo ela, é mostrar que é possível educar sem violência, evitando que a agressão seja uma forma legítima de solução de conflitos. Crescer em um ambiente violento e sofrendo maus tratos pode trazer consequências ao desenvolvimento e aprendizado das crianças, que são incapazes de se defender. Além disso, quem sofre violência pode apresentar maior índice de depressão, comportamento violento, tentativa de suicídio e distúrbios do sono. Entre os mais vulneráveis, estão crianças que têm pais desempregados, alcoólatras e dependentes de drogas ilícitas. Aquelas com deficiências mentais ou físicas também são mais suscetíveis a sofrer agressões.
Os sinais podem ser invisíveis para quem não está atento, explica Sanchez. Eles podem vir com queixas de falta de apetite, tristeza, problemas para dormir. Quando os sinais são aparentes, as crianças apresentam hematomas, histórico de ossos quebrados, queimaduras, fraturas de crânio, entre outros sintomas. "A campanha tenta trazer para a agenda do pediatra um olhar perceptivo e atento para os casos. Infelizmente, ainda é comum que um menino violentado passe por médicos e enfermeiros sem que a causa de determinada queixa seja identificada", diz.
Em determinados casos, é preciso que o médico peça ao acompanhante para sair do consultório e abordar a criança. Quem souber de algum caso de abuso, pode denunciar para o número 100 — a notificação pode ser anônima. "A prevenção começa no pré-natal, quando o pediatra olha a paciente no olho e dá a atenção que ela precisa. E se prolonga por toda a vida."
Crianças com deficiência sofrem maus tratos. E ninguém sabe
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fernandes Figueira, referência em doenças genéticas da FioCruz, sugere que crianças com deficiência também são vítimas de violência – mas recebem pouco ou nenhum amparo. Uma análise feita a partir de um total de 8.000 notificações, de oito Conselhos Tutelares do Rio de Janeiro, mostrou que apenas 3% são relacionadas a crianças com deficiência. "Essas crianças que são ainda mais vulneráveis são também invisíveis aos olhos de quem pode ajudá-las", diz Rachel Niskier Sanchez, autora do estudo.
Os dados foram coletados entre janeiro e dezembro de 2009. Segundo Sanchez, este é um estudo pioneiro, já que não constam estudos parecidos na literatura internacional. Os resultados preliminares serão apresentados durante o Congresso Brasileiro de Pediatria e deverão ser publicados no início do próximo ano. Na amostra, foram consideradas deficientes crianças com incapacidade física e mental, além de pequenos com distúrbios do comportamento, como crianças com transtorno de déficit de atenção (TDAH)
Tipos de violência infantil:
SÍNDROME DE MUNCHAUSEN
Quando a criança é trazida para cuidados médicos devido a sintomas inventados ou sinais provocados por seus responsáveis. A partir disso, ela é submetida a exames, uso de medicamentos, sofrendo consequências físicas e psicológicas.
ABUSO SEXUAL
É todo ato sexual em que o agressor está em estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado que a criança ou o adolescente. Pode ser induzido, influenciado ou forçado.
MAUS TRATOS PSICOLÓGICOS
Englobam rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança ou punição exageradas. Pela falta de evidências, é o tipo mais difícil de ser diagnosticado.
NEGLIGÊNCIA
Omissão do responsável em fornecer cuidados básicos e todos os elementos necessários para o desenvolvimento da criança.
Fonte: Guia de Atuação Frente aos Maus Tratos da Sociedade Brasileira de Pediatria
Veja
Às vésperas do Dia das Crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria lança, durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, em Salvador, a campanha “Violência é Covardia – crescer sem violência é direito fundamental das crianças e adolescentes”. O problema, que é subnotificado e que não possui dados nacionais confiáveis, é a principal causa de morte de crianças e adolescentes a partir dos cinco anos de idade. “Cerca de 70% dos casos ocorrem dentro das casas, considerados ambientes 'sagrados' – e por isso faltam estimativas que abranjam o território brasileiro”, diz Rachel Niskier Sanchez, coordenadora da campanha. Segundo ela, a primeira causa de violência é a negligência e a segunda é a agressão física.
"No Brasil, temos o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos e o SIPIA, que é o sistema de informação para a infância e adolescência. Nenhum dos dois representa a magnitude do problema", diz Sanchez.
A ideia da campanha, segundo ela, é mostrar que é possível educar sem violência, evitando que a agressão seja uma forma legítima de solução de conflitos. Crescer em um ambiente violento e sofrendo maus tratos pode trazer consequências ao desenvolvimento e aprendizado das crianças, que são incapazes de se defender. Além disso, quem sofre violência pode apresentar maior índice de depressão, comportamento violento, tentativa de suicídio e distúrbios do sono. Entre os mais vulneráveis, estão crianças que têm pais desempregados, alcoólatras e dependentes de drogas ilícitas. Aquelas com deficiências mentais ou físicas também são mais suscetíveis a sofrer agressões.
Os sinais podem ser invisíveis para quem não está atento, explica Sanchez. Eles podem vir com queixas de falta de apetite, tristeza, problemas para dormir. Quando os sinais são aparentes, as crianças apresentam hematomas, histórico de ossos quebrados, queimaduras, fraturas de crânio, entre outros sintomas. "A campanha tenta trazer para a agenda do pediatra um olhar perceptivo e atento para os casos. Infelizmente, ainda é comum que um menino violentado passe por médicos e enfermeiros sem que a causa de determinada queixa seja identificada", diz.
Em determinados casos, é preciso que o médico peça ao acompanhante para sair do consultório e abordar a criança. Quem souber de algum caso de abuso, pode denunciar para o número 100 — a notificação pode ser anônima. "A prevenção começa no pré-natal, quando o pediatra olha a paciente no olho e dá a atenção que ela precisa. E se prolonga por toda a vida."
Crianças com deficiência sofrem maus tratos. E ninguém sabe
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fernandes Figueira, referência em doenças genéticas da FioCruz, sugere que crianças com deficiência também são vítimas de violência – mas recebem pouco ou nenhum amparo. Uma análise feita a partir de um total de 8.000 notificações, de oito Conselhos Tutelares do Rio de Janeiro, mostrou que apenas 3% são relacionadas a crianças com deficiência. "Essas crianças que são ainda mais vulneráveis são também invisíveis aos olhos de quem pode ajudá-las", diz Rachel Niskier Sanchez, autora do estudo.
Os dados foram coletados entre janeiro e dezembro de 2009. Segundo Sanchez, este é um estudo pioneiro, já que não constam estudos parecidos na literatura internacional. Os resultados preliminares serão apresentados durante o Congresso Brasileiro de Pediatria e deverão ser publicados no início do próximo ano. Na amostra, foram consideradas deficientes crianças com incapacidade física e mental, além de pequenos com distúrbios do comportamento, como crianças com transtorno de déficit de atenção (TDAH)
Tipos de violência infantil:
SÍNDROME DE MUNCHAUSEN
Quando a criança é trazida para cuidados médicos devido a sintomas inventados ou sinais provocados por seus responsáveis. A partir disso, ela é submetida a exames, uso de medicamentos, sofrendo consequências físicas e psicológicas.
ABUSO SEXUAL
É todo ato sexual em que o agressor está em estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado que a criança ou o adolescente. Pode ser induzido, influenciado ou forçado.
MAUS TRATOS PSICOLÓGICOS
Englobam rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança ou punição exageradas. Pela falta de evidências, é o tipo mais difícil de ser diagnosticado.
NEGLIGÊNCIA
Omissão do responsável em fornecer cuidados básicos e todos os elementos necessários para o desenvolvimento da criança.
Fonte: Guia de Atuação Frente aos Maus Tratos da Sociedade Brasileira de Pediatria
Veja
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Anvisa proíbe a comercialização de mamadeiras com bisfenol A no Brasil
A decisão, baseada em estudos recentes que apontam os riscos da exposição ao BPA, visa proteger crianças de 0 a 12 meses
Mamadeiras que contenham bisfenol A não poderão mais ser fabricadas e comercializadas no Brasil. As empresas terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para paralisar a fabricação e até o dia 31 de dezembro de 2011 para vender os produtos que estão estocados.
Essa determinação foi baseada em estudos recentes que indicam que o BPA, substância presente no policarbonato, o material mais utilizado na fabricação de mamadeiras, oferece diversos riscos à saúde. Crinças de 0 a 12 meses são as maiores vítimas potenciais, porque, no primeiro ano de vida, o organismo delas ainda não é capaz de eliminar a subtância. Enquanto o mercado brasileiro não se adequa a determinação, você tem como opções as mamadeiras de vidro ou de polipropileno.
Embora ainda não existam resultados conclusivos a respeito dos riscos oferecidos pelo BPA, diversos países já proibiram seu uso, entre eles o Canadá, Costa Rica, alguns estados americanos e toda a União Europeia. De acordo com a Anvisa, os países do Mercosul devem adotar a mesma medida em breve.
Crescer
Mamadeiras que contenham bisfenol A não poderão mais ser fabricadas e comercializadas no Brasil. As empresas terão 90 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para paralisar a fabricação e até o dia 31 de dezembro de 2011 para vender os produtos que estão estocados.
Essa determinação foi baseada em estudos recentes que indicam que o BPA, substância presente no policarbonato, o material mais utilizado na fabricação de mamadeiras, oferece diversos riscos à saúde. Crinças de 0 a 12 meses são as maiores vítimas potenciais, porque, no primeiro ano de vida, o organismo delas ainda não é capaz de eliminar a subtância. Enquanto o mercado brasileiro não se adequa a determinação, você tem como opções as mamadeiras de vidro ou de polipropileno.
Embora ainda não existam resultados conclusivos a respeito dos riscos oferecidos pelo BPA, diversos países já proibiram seu uso, entre eles o Canadá, Costa Rica, alguns estados americanos e toda a União Europeia. De acordo com a Anvisa, os países do Mercosul devem adotar a mesma medida em breve.
Crescer
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Mortalidade infantil cai 62% em duas décadas no estado de São Paulo
São Paulo – A mortalidade infantil no estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos, tendo atingido, no ano passado, o menor índice histórico. De acordo com levantamento divulgado hoje (26) pela Secretaria de Saúde, em 2010, o índice ficou em 11,9 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade a cada mil nascidas vivas, contra 31,2, em 1990. A marca, porém, ainda está um pouco acima da mínima indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideais índices abaixo de dez óbitos.
Nos últimos dez anos, a redução ficou em 30%, o que equivale a 4,8 mil óbitos evitados. Com relação ao ano de 2009, quando o índice ficou em 12,5, o estado teve uma redução de 4,8%. “Quanto menor a taxa, mais difícil é o trabalho de redução. Consideramos os índices satisfatórios, mas vamos continuar atuando. Fatores como o alto número de cesarianas merecem, agora, uma atenção especial”, disse o governador Geraldo Alckmin.
Dos 645 municípios paulistas, 301 apresentaram, em 2010, índices abaixo de dois dígitos. Em 2007, foram 250 municípios onde os índices tiveram um dígito só. Considerando as regiões do estado, apenas na de Piracicaba houve aumento. Em 2009, a taxa era 10,7 óbitos para mil nascidos vivos e, em 2010, o índice subiu para 12,5. A região da Baixada Santista também merece atenção especial do governo, já que apesar da redução de 19,6%, verificada de 2009 para 2010, duas de suas cidades, Guarujá e São Vicente, apresentaram índices próximos de 20 óbitos por mil nascidos vivos.
Considerando os municípios isoladamente, as melhores taxas foram encontradas em Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínia, que ficaram com índices próximos de 7,5 óbitos por mil nascidos vivos. Já as taxas mais elevadas foram as de Avaré (21,8), São Roque (20,8) e Ibiúna (19,4). “As diferenças justificam-se pelo índice de desenvolvimento e riqueza de cada município. A relação entre o PIB [Produto Interno Bruto] e a redução da taxa é nítida”, ressaltou Alckmin.
Para a médica Tânia Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as reduções se devem principalmente à capacitação de profissionais. “Qualificamos os médicos do Sistema Único de Saúde [SUS] para um atendimento neonatal adequado. Além disso, a ampliação da rede de hospitais e a melhoria do saneamento básico também foram fundamentais”, declarou.
Sobre as principais causas de óbitos, ela declarou que predominam os problemas perinatais. “Nas décadas de 70 e 80, as crianças morriam por doenças infectocontagiosas, como desinteira e desidratação. Hoje em dia, problemas na gravidez, parto e doenças congênitas são os principais motivos”, disse.
Agência Brasil - 26/08/2011
prómenino
Nos últimos dez anos, a redução ficou em 30%, o que equivale a 4,8 mil óbitos evitados. Com relação ao ano de 2009, quando o índice ficou em 12,5, o estado teve uma redução de 4,8%. “Quanto menor a taxa, mais difícil é o trabalho de redução. Consideramos os índices satisfatórios, mas vamos continuar atuando. Fatores como o alto número de cesarianas merecem, agora, uma atenção especial”, disse o governador Geraldo Alckmin.
Dos 645 municípios paulistas, 301 apresentaram, em 2010, índices abaixo de dois dígitos. Em 2007, foram 250 municípios onde os índices tiveram um dígito só. Considerando as regiões do estado, apenas na de Piracicaba houve aumento. Em 2009, a taxa era 10,7 óbitos para mil nascidos vivos e, em 2010, o índice subiu para 12,5. A região da Baixada Santista também merece atenção especial do governo, já que apesar da redução de 19,6%, verificada de 2009 para 2010, duas de suas cidades, Guarujá e São Vicente, apresentaram índices próximos de 20 óbitos por mil nascidos vivos.
Considerando os municípios isoladamente, as melhores taxas foram encontradas em Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínia, que ficaram com índices próximos de 7,5 óbitos por mil nascidos vivos. Já as taxas mais elevadas foram as de Avaré (21,8), São Roque (20,8) e Ibiúna (19,4). “As diferenças justificam-se pelo índice de desenvolvimento e riqueza de cada município. A relação entre o PIB [Produto Interno Bruto] e a redução da taxa é nítida”, ressaltou Alckmin.
Para a médica Tânia Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as reduções se devem principalmente à capacitação de profissionais. “Qualificamos os médicos do Sistema Único de Saúde [SUS] para um atendimento neonatal adequado. Além disso, a ampliação da rede de hospitais e a melhoria do saneamento básico também foram fundamentais”, declarou.
Sobre as principais causas de óbitos, ela declarou que predominam os problemas perinatais. “Nas décadas de 70 e 80, as crianças morriam por doenças infectocontagiosas, como desinteira e desidratação. Hoje em dia, problemas na gravidez, parto e doenças congênitas são os principais motivos”, disse.
Agência Brasil - 26/08/2011
prómenino
terça-feira, 16 de agosto de 2011
É lançado em Minas Gerais programa para reduzir a mortalidade infantil
Mães poderão se cadastrar no programa pelo telefone
O programa “Mães de Minas”, lançado dia 9 de agosto, tem como objetivo reduzir a mortalidade infantil de 13% para 9% no estado de Minas Gerais. De acordo com o Datasus, até maio deste ano, já foram registrados 551 óbitos infantis por causas evitáveis, sendo 11,2 % em Belo Horizonte. Em todo o ano de 2010, ocorreram 1835 mortes, das quais 11,3% ocorreram em Belo Horizonte.
Com o programa, o governo pretende oferecer acompanhamento médico e social para as grávidas mineiras. As mães têm que se cadastrar pelo telefone 155 para ter ajuda de agentes de saúde e 70 mil voluntários. “Os dados vão nos ajudar a traçar um perfil dos problemas médicos e sociais das mães e nos ajudar a reduzir a mortalidade infantil e materna”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge.
Inicialmente, o programa será voltado para as regiões de Minas que apresentam maior risco de mortalidade infantil e materna: região metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Jequitinhonha e Norte do Estado. O governo planeja também abrir um edital este ano para a criação de 25 casas de apoio a gestantes que atenderiam grávidas em situação de risco.
O “Mães de Minas” vai receber parte do orçamento dedicado ao programa Rede Cegonha, do Governo Federal, que é de R$ 9 bilhões. Na região metropolitana, o investimento será de R$ 230 milhões. Para a criação das casas de apoio às gestantes, serão R$ 3,2 milhões, e para abertura de novos leitos de UTI neonatal, R$ 2,4 milhões.
Fonte: Oficina de Imagens
promenino
O programa “Mães de Minas”, lançado dia 9 de agosto, tem como objetivo reduzir a mortalidade infantil de 13% para 9% no estado de Minas Gerais. De acordo com o Datasus, até maio deste ano, já foram registrados 551 óbitos infantis por causas evitáveis, sendo 11,2 % em Belo Horizonte. Em todo o ano de 2010, ocorreram 1835 mortes, das quais 11,3% ocorreram em Belo Horizonte.
Com o programa, o governo pretende oferecer acompanhamento médico e social para as grávidas mineiras. As mães têm que se cadastrar pelo telefone 155 para ter ajuda de agentes de saúde e 70 mil voluntários. “Os dados vão nos ajudar a traçar um perfil dos problemas médicos e sociais das mães e nos ajudar a reduzir a mortalidade infantil e materna”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge.
Inicialmente, o programa será voltado para as regiões de Minas que apresentam maior risco de mortalidade infantil e materna: região metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Jequitinhonha e Norte do Estado. O governo planeja também abrir um edital este ano para a criação de 25 casas de apoio a gestantes que atenderiam grávidas em situação de risco.
O “Mães de Minas” vai receber parte do orçamento dedicado ao programa Rede Cegonha, do Governo Federal, que é de R$ 9 bilhões. Na região metropolitana, o investimento será de R$ 230 milhões. Para a criação das casas de apoio às gestantes, serão R$ 3,2 milhões, e para abertura de novos leitos de UTI neonatal, R$ 2,4 milhões.
Fonte: Oficina de Imagens
promenino
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
PARABÉNS AMIGA!
Uma singela homenagem a todos que lutam contra a violência às crianças e adolescentes, principalmente à minha querida amiga e companheira de blog Carmen Monari.
Uma amizade que surgiu quando éramos contra ao que fizeram à pequena Isabela Nardoni em um fórum da mídia, começando daí o nosso blog e o ínicio do que ela é hoje.
Desejamos que cada vez mais aumente o seu sucesso como EDUCADORA e CONSELHEIRA TUTELAR, pois sabemos quão grande é sua dedicação e seu valor!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Proposta prevê placas em estradas sobre exploração sexual de crianças

O governo poderá colocar placas em rodovias federais com informações sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes, caso seja aprovado o Projeto de Lei 533/11, da deputada Lauriete (PSC-ES), em tramitação na Câmara.
Pela proposta, postos de combustíveis, restaurantes, boates, hotéis e outros estabelecimentos de beira de estrada também deverão colocar cartazes sobre a legislação relacionada ao crime.
O projeto, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê ainda a inserção de informações sobre esses crimes e as penas previstas na programação de rádio e televisão e em sites.
Nas rodovias
Segundo a autora da proposta, a exploração sexual de crianças e adolescentes tem crescido vertiginosamente. “Um dos pontos em que essa prática tem sido frequente é ao longo das rodovias federais”, disse.
De acordo com Lauriete, medidas preventivas como campanhas educativas são de grande importância para produzir bons resultados.
Tramitação
O projeto terá análise conclusiva das comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
prómenino
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Manifesto marca Dia Internacional da Criança Desaparecida


Fundação Abrinq - Save the Children inicia campanha de captação de recursos Com o intuito de conseguir mais doadores e dessa forma ampliar o número de beneficiados, a Fundação Abrinq - Save the Children começa uma nova campanha para arrecadação de recursos.
De porta em porta, captadores de recursos percorrerão os bairros da cidade de São Paulo, com o objetivo de esclarecer como e qual é o trabalho desenvolvido pela Fundação Abrinq - Save the Children e consequentemente buscar novos doadores.
Ao assumir um compromisso com a organização, a contribuição de cada um será repassada aos programas e projetos da organização, que já beneficiou mais de 6 milhões de crianças e adolescentes no país.
Bairros abordados:
Aclimação
Alto do Ipiranga
Ana Rosa
Artur Alvim
Barra Funda
Bela Vista
Belém
Berrini
Brás
Butantã
Cambuci
Campo Grande
Campo Limpo
Carrão
Casa Verde
Centro
Centro Empresarial
Chácara Santo Antonio
Conceição
Consolação
Faria Lima
Giovani Gronchi
Granja Julieta
Higienópolis
Interlagos
Ipiranga
Jabaquara
Jaçanã
Jaguará
Jaguaré
Jardim Franca
Jardim Jabaquara
Jardim Paulista
Jardim Paulistano
Jardins
Lapa
Lauzane Paulista
Liberdade
Mandaqui
Monte Azul
Mooca
Morumbi
Paraíso
Pacaembu
Parada Inglesa
Parque Continental
Patriarca
Penha
Pinheiros
Pirituba
Pompeia
República
Sacomã
Santa Cruz
Santana
Santo Amaro
São Judas
Saúde
Sé
Socorro
Sumarezinho
Tamanduateí
Tatuapé
Teodoro Sampaio
Tucuruvi
Vila Brasilina
Vila Carrão
Vila Castelo
Vila Clementina
Vila Esperança
Vila Gomes
Vila Granada
Vila Guilhermina
Vila Indiana
Vila Jaragua
Vila Madalena
Vila Mariana
Vila Matilde
Vila Medeiros
Vila Nova Mazei
Vila Prudente
Vila Sônia
Você também pode ser abordado por um dos nossos captadores nos seguintes locais:
De porta em porta, captadores de recursos percorrerão os bairros da cidade de São Paulo, com o objetivo de esclarecer como e qual é o trabalho desenvolvido pela Fundação Abrinq - Save the Children e consequentemente buscar novos doadores.
Ao assumir um compromisso com a organização, a contribuição de cada um será repassada aos programas e projetos da organização, que já beneficiou mais de 6 milhões de crianças e adolescentes no país.
Bairros abordados:
Aclimação
Alto do Ipiranga
Ana Rosa
Artur Alvim
Barra Funda
Bela Vista
Belém
Berrini
Brás
Butantã
Cambuci
Campo Grande
Campo Limpo
Carrão
Casa Verde
Centro
Centro Empresarial
Chácara Santo Antonio
Conceição
Consolação
Faria Lima
Giovani Gronchi
Granja Julieta
Higienópolis
Interlagos
Ipiranga
Jabaquara
Jaçanã
Jaguará
Jaguaré
Jardim Franca
Jardim Jabaquara
Jardim Paulista
Jardim Paulistano
Jardins
Lapa
Lauzane Paulista
Liberdade
Mandaqui
Monte Azul
Mooca
Morumbi
Paraíso
Pacaembu
Parada Inglesa
Parque Continental
Patriarca
Penha
Pinheiros
Pirituba
Pompeia
República
Sacomã
Santa Cruz
Santana
Santo Amaro
São Judas
Saúde
Sé
Socorro
Sumarezinho
Tamanduateí
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Vila Nova Mazei
Vila Prudente
Vila Sônia
Você também pode ser abordado por um dos nossos captadores nos seguintes locais:
25 de março
Faria Lima
Rua Augusta - Metrô Consolação
Av. Paulista: Hospital Santa Catarina, Trianon
Av. Paulista: Masp; Itaú; Renner
Shopping Paulista
Av. Brigadeiro Luis Antônio
Praça Oswaldo Cruz
Praça João Mendes - Metro Sé
Liberdade
Rua Direita
São Bento
Viaduto do Chá
Av. Brigadeiro Faria Lima - Metrô Faria Lima
Praça Benedito Calixto - Metrô Clinicas
Av. Angélica
Av. Rebouças
Pesquise o nome do Captador de Recursos
Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone: 0300 10 12345
Fundação Abrinq
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Fundação Abrinq
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Conteúdos de programas voltados para crianças são tema de debate

Conteúdos de programas voltados para crianças são tema de debate
Workshop, que conta com o apoio do UNICEF, será transmitido ao vivo pela Internet no dia 26 de maio
Brasília, 9 de maio – O programa Vila Sésamo e a TV Cultura realizarão no próximo dia 26 de maio, a partir das 9h, um workshop para tratar de questões relacionadas à infância que devem ser abordadas nas diferentes mídias para ações educacionais.
A iniciativa tem o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e será transmitida ao vivo por meio do site http://www.tvcultura.com.br/criancasdobrasil. Os internautas poderão enviar mensagens em tempo real e participar da discussão no dia do evento.
A partir da apresentação da situação das crianças no Brasil, serão organizadas discussões para o levantamento de temas e propostas de ação no contexto do programa Vila Sésamo e de acordo com as necessidades da realidade das crianças brasileiras de até 6 anos de idade. Trata-se, portanto, de uma oportunidade de refletir e pautar um programa de tevê pública, além de levantar outras ações educacionais relacionadas à série.
E você pode participar! Clique aqui e envie sua opinião até o dia 18 de maio. O resultado dessa consulta pública servirá como base das discussões do evento.
Sobre o programa Vila Sésamo – O programa foi criado originalmente nos Estados Unidos pela Children’s Television Workshop, atual Sesame Workshop, para crianças de até 6 anos de idade, sendo adaptado ou coproduzido em diversos países desde a década de 1970. Em cada país, procura contemplar a realidade local, com conteúdos educativos e de entretenimento que atendam às características e especificidades do público infantil de 3 a 6 anos de idade. No Brasil, teve sua primeira veiculação entre 1972 e 1977, retornando às telas da TV Cultura em outubro de 2007.
Fonte: Unicef Brasil
prómenino
segunda-feira, 14 de março de 2011
Governo lançará em maio pacto de proteção às crianças
Informação é da Ministra Maria do Rosário e cumpre compromisso assumido pela Presidenta Dilma Roussef durante campanha presidencial
A presidenta Dilma Rousseff lançará em 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual, um pacto nacional visando à proteção das crianças. A informação foi divulgada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário durante o carnaval.
“Em maio, vamos lançar um pacto com ações que a presidenta Dilma vai apresentar ao Brasil para proteção das crianças”, afirmou.
Acompando de perto a participação das crianças nos desfiles das escolas de samba mirins, na Marquês de Sapucaí, maria do Rosário aproveitou para divulgar a campanha Carnaval para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
“Vamos todo o Brasil assinar, empenhar nossa palavra, que no país não aceitamos a violência contra as crianças. Já temos uma série de ministérios trabalhando integrados, formulando projetos”, disse Maria do Rosário. Segundo ela, o pacto envolverá programas como o Bolsa Família com ações em escolas e creches.
A ministra ainda lembrou que o Brasil terá um Plano Decenal para a promoção dos direitos da criança. “Nosso objetivo não é apenas lançarmos as metas, mas também termos indicadores e estratégias de monitoramento,” finalizou.
Erradicação da pobreza
A presidenta Dilma Rousseff tem deixado claro em vários pronunciamentos a prioridade às mulheres e crianças. Na homenagem que fez ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta terça-feira, 8 de março, no Programa de Rádio Café com Presidente, ela comentou o aumento médio de 19,4% no benefício do Programa Bolsa Família e afirmou que sem a participação ativa das mulheres, a iniciativa não seria capaz de reduzir a pobreza no país.
“No Brasil, a pobreza tem cara: ela é muito feminina, está ligada às mulheres. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada por uma mulher”, disse.
Na avaliação da presidenta, programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) “são eficientes porque privilegiam as mulheres”.
“No Dia Internacional da Mulher, quero ressaltar que a eliminação da discriminação de gênero e a valorização das mulheres e das meninas são estratégias indispensáveis para alcançarmos êxito em nossa luta contra a pobreza”, acrescenta Dilma Rousseff.
Dilma destacou que dos 13 milhões de benefícios distribuídos anualmente, 93% são destinados a mães de família. “Com esse dinheiro, a mãe de família compra alimentos, compra os produtos de higiene e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos”, explicou.
De acordo com a presidenta, até o momento, os resultados proporcionados pelo programa na área de sáude incluem a queda da desnutrição infantil. Para ela, esse talvez seja o maior benefício do Bolsa Família. “Iimagino como é difícil para uma mãe ouvir um filho pedir comida e não ter para dar”, disse.
Na educação, os avanços incluem o aumento de crianças na escola, já que o abandono escolar é menor entre benefíciários. Manter os filhos na escola é uma das condicionalidades do programa para que a família receba a transferência de renda.
A presidenta afirma ainda que o governo também tem o compromisso de combater a violência contra as mulheres, “ intensificando e ampliando as medidas adotadas no governo passado”, como a Lei Maria da Penha.
Fonte: Direitos da Criança, com informações da Agência Brasil – 09/03/2011
A presidenta Dilma Rousseff lançará em 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual, um pacto nacional visando à proteção das crianças. A informação foi divulgada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário durante o carnaval.
“Em maio, vamos lançar um pacto com ações que a presidenta Dilma vai apresentar ao Brasil para proteção das crianças”, afirmou.
Acompando de perto a participação das crianças nos desfiles das escolas de samba mirins, na Marquês de Sapucaí, maria do Rosário aproveitou para divulgar a campanha Carnaval para o Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
“Vamos todo o Brasil assinar, empenhar nossa palavra, que no país não aceitamos a violência contra as crianças. Já temos uma série de ministérios trabalhando integrados, formulando projetos”, disse Maria do Rosário. Segundo ela, o pacto envolverá programas como o Bolsa Família com ações em escolas e creches.
A ministra ainda lembrou que o Brasil terá um Plano Decenal para a promoção dos direitos da criança. “Nosso objetivo não é apenas lançarmos as metas, mas também termos indicadores e estratégias de monitoramento,” finalizou.
Erradicação da pobreza
A presidenta Dilma Rousseff tem deixado claro em vários pronunciamentos a prioridade às mulheres e crianças. Na homenagem que fez ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta terça-feira, 8 de março, no Programa de Rádio Café com Presidente, ela comentou o aumento médio de 19,4% no benefício do Programa Bolsa Família e afirmou que sem a participação ativa das mulheres, a iniciativa não seria capaz de reduzir a pobreza no país.
“No Brasil, a pobreza tem cara: ela é muito feminina, está ligada às mulheres. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada por uma mulher”, disse.
Na avaliação da presidenta, programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) “são eficientes porque privilegiam as mulheres”.
“No Dia Internacional da Mulher, quero ressaltar que a eliminação da discriminação de gênero e a valorização das mulheres e das meninas são estratégias indispensáveis para alcançarmos êxito em nossa luta contra a pobreza”, acrescenta Dilma Rousseff.
Dilma destacou que dos 13 milhões de benefícios distribuídos anualmente, 93% são destinados a mães de família. “Com esse dinheiro, a mãe de família compra alimentos, compra os produtos de higiene e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos”, explicou.
De acordo com a presidenta, até o momento, os resultados proporcionados pelo programa na área de sáude incluem a queda da desnutrição infantil. Para ela, esse talvez seja o maior benefício do Bolsa Família. “Iimagino como é difícil para uma mãe ouvir um filho pedir comida e não ter para dar”, disse.
Na educação, os avanços incluem o aumento de crianças na escola, já que o abandono escolar é menor entre benefíciários. Manter os filhos na escola é uma das condicionalidades do programa para que a família receba a transferência de renda.
A presidenta afirma ainda que o governo também tem o compromisso de combater a violência contra as mulheres, “ intensificando e ampliando as medidas adotadas no governo passado”, como a Lei Maria da Penha.
Fonte: Direitos da Criança, com informações da Agência Brasil – 09/03/2011
sábado, 5 de março de 2011
Medidas de segurança no Carnaval evitam acidentes com crianças

Se engana quem pensa que Carnaval é uma festa só para adultos. As crianças também adoram participar da folia, aguentam a maratona melhor que muitos marmanjos e estão sempre animadas. Mas os pais que estão pensando em levar os pequenos para os bailes precisam ter cuidados redobrados. Algumas medidas preventivas evitam acidentes comuns nesta época do ano.
De acordo com a ONG Criança Segura, o Carnaval de rua, uma das opções prediletas dos foliões, exige dos pais um cuidado maior. “Os adultos devem redobrar a atenção para evitar que a criança se dirija sozinha para vias abertas e com tráfego de automóveis.”
Além do alerta de acidentes nas ruas, o aumento do movimento nas estradas durante o feriado eleva o risco de acidentes também no trânsito. “Na estrada ou na cidade, os responsáveis devem estar atentos ao uso adequado do bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação”, lembra a ONG. Respeitar as leis de trânsito também é fundamental.
A supervisão deve ocorrer sempre se o feriado incluir banho de mar ou de piscina. Segundo a instituição, os afogamentos representam a segunda maior causa de morte entre os acidentes de crianças até os 14 anos. “Além do monitoramento durante a brincadeira na água, as crianças devem utilizar colete salva-vidas como item de segurança.”
A Polícia Militar também alerta aos pais para que, antes de saírem de casa, sempre coloquem uma pulseira na criança com nome dos responsáveis, endereço e telefone. Caso o menor se perca na multidão, é necessário entrar em contato com a PM. A orientação para quem encontrar uma criança perdida é sempre entregá-la a algum policial ou autoridade competente.
Fantasias
A escolha da fantasia também precisa de alguns cuidados. Segundo a ONG, se a criança tiver menos de três anos, os responsáveis devem evitar adereços soltos como cintos, faixas ou partes da roupa que soltem facilmente e possam causar sufocação.
As lantejoulas, que podem se desprender facilmente das fantasias, e os confetes, jogados em grande quantidade, podem também provocar sufocações.
Para as divertidas pinturas no rosto, o ideal é utilizar maquiagens próprias para o público infantil, além de produtos antialérgicos e atóxicos para evitar irritações de pele e intoxicações.
Seguindo as medidas de segurança, não há com o que se preocupar e é só curtir o Carnaval com toda a família.
De acordo com a ONG Criança Segura, o Carnaval de rua, uma das opções prediletas dos foliões, exige dos pais um cuidado maior. “Os adultos devem redobrar a atenção para evitar que a criança se dirija sozinha para vias abertas e com tráfego de automóveis.”
Além do alerta de acidentes nas ruas, o aumento do movimento nas estradas durante o feriado eleva o risco de acidentes também no trânsito. “Na estrada ou na cidade, os responsáveis devem estar atentos ao uso adequado do bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação”, lembra a ONG. Respeitar as leis de trânsito também é fundamental.
A supervisão deve ocorrer sempre se o feriado incluir banho de mar ou de piscina. Segundo a instituição, os afogamentos representam a segunda maior causa de morte entre os acidentes de crianças até os 14 anos. “Além do monitoramento durante a brincadeira na água, as crianças devem utilizar colete salva-vidas como item de segurança.”
A Polícia Militar também alerta aos pais para que, antes de saírem de casa, sempre coloquem uma pulseira na criança com nome dos responsáveis, endereço e telefone. Caso o menor se perca na multidão, é necessário entrar em contato com a PM. A orientação para quem encontrar uma criança perdida é sempre entregá-la a algum policial ou autoridade competente.
Fantasias
A escolha da fantasia também precisa de alguns cuidados. Segundo a ONG, se a criança tiver menos de três anos, os responsáveis devem evitar adereços soltos como cintos, faixas ou partes da roupa que soltem facilmente e possam causar sufocação.
As lantejoulas, que podem se desprender facilmente das fantasias, e os confetes, jogados em grande quantidade, podem também provocar sufocações.
Para as divertidas pinturas no rosto, o ideal é utilizar maquiagens próprias para o público infantil, além de produtos antialérgicos e atóxicos para evitar irritações de pele e intoxicações.
Seguindo as medidas de segurança, não há com o que se preocupar e é só curtir o Carnaval com toda a família.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Banco Mundial defende investimentos na primeira infância
Cuidados até os dois anosEm novo relatório, órgão destaca importância da medida na vida das crianças para quebrar o ciclo da pobreza
Um estudo do Banco Mundial sugere que investir em educação e desenvolvimento nos primeiros anos da infância é uma estratégia efetiva de combate ao ciclo da pobreza entre gerações.
O relatório realizado em parceira com a Comissão Nacional da China para Populações e Planejamento Familiar foca o desenvolvimento de crianças de até 6 anos.
Desenvolvimento
Segundo o estudo, divulgado nesta terça-feira, intervenções e investimentos na primeira infância podem ajudar a superar disparidades como baixa renda doméstica e nível educacional dos pais.
O especialista em educação do Banco Mundial, King Bing Wou, disse que o desenvolvimento do cérebro é mais ativo nos primeiros dois anos de vida e é essencial fornecer cuidados adequados de saúde e nutrição para fortalecer o desenvolvimento psicológico e cognitivo das crianças.
Investimentos
O Banco Mundial e a organização Alas, fundada pela cantora Shakira, já investiram mais de US$ 100 milhões, equivalentes a R$ 170 milhões, no desenvolvimento de crianças na América Latina e no Caribe.
Robert B. Zoellick, presidente do Banco Mundial, acredita que melhorar as oportunidades nos primeiros anos de vida é essencial para reduzir a desigualdade social.
Fonte: Rádio ONU, Pedro Nakano
Um estudo do Banco Mundial sugere que investir em educação e desenvolvimento nos primeiros anos da infância é uma estratégia efetiva de combate ao ciclo da pobreza entre gerações.
O relatório realizado em parceira com a Comissão Nacional da China para Populações e Planejamento Familiar foca o desenvolvimento de crianças de até 6 anos.
Desenvolvimento
Segundo o estudo, divulgado nesta terça-feira, intervenções e investimentos na primeira infância podem ajudar a superar disparidades como baixa renda doméstica e nível educacional dos pais.
O especialista em educação do Banco Mundial, King Bing Wou, disse que o desenvolvimento do cérebro é mais ativo nos primeiros dois anos de vida e é essencial fornecer cuidados adequados de saúde e nutrição para fortalecer o desenvolvimento psicológico e cognitivo das crianças.
Investimentos
O Banco Mundial e a organização Alas, fundada pela cantora Shakira, já investiram mais de US$ 100 milhões, equivalentes a R$ 170 milhões, no desenvolvimento de crianças na América Latina e no Caribe.
Robert B. Zoellick, presidente do Banco Mundial, acredita que melhorar as oportunidades nos primeiros anos de vida é essencial para reduzir a desigualdade social.
Fonte: Rádio ONU, Pedro Nakano
Leda Letra - 23/02/2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Carnaval livre de acidentes

Medidas preventivas evitam riscos comuns desta época do ano
Carnaval alegre é aquele acompanhado de muita segurança para evitar acidentes com as crianças.
Durante as viagens e festas de rua elas ficam mais expostas a alguns riscos. Seja qual for a opção da família para o feriado, a CRIANÇA SEGURA dá dicas para que os possíveis perigos não prejudiquem a folia.
O aumento do movimento nas estradas durante o feriado eleva o risco de acidentes. Por isso, no veículo, a criança deve ser transportada sempre na cadeirinha, não só na estrada, como na cidade também.
Se a opção é pular o Carnaval na rua, a atenção deve ser redobrada para que a criança não caminhe sozinha para locais com movimento de carros. Entre o total de mortes de crianças até 14 anos vítimas de acidentes de trânsito, 1.971 em 2008, a maior parte representou atropelamentos: 42%.
O afogamento também é um risco já que praia e piscina têm tudo a ver com as altas temperaturas do feriado. Este acidente representa a segunda maior causa de morte entre os acidentes de crianças até 14 anos.
Confira também algumas dicas para a escolha das fantasias:
- Evitar adereços soltos como cintos, cordões e faixas ou partes que se soltem facilmente e possam causar sufocação.
- As lantejoulas que podem se desprender facilmente das roupas e os confetes, jogados em grande quantidade também representam risco de sufocação, por isso a brincadeira deve ser acompanhada por adultos.
- Pintura nos rostos: maquiagens próprias para o público infantil e atóxicas evitam irritações de pele e intoxicações.
Fonte: ONG Criança Segura - 21/02/2011
Carnaval alegre é aquele acompanhado de muita segurança para evitar acidentes com as crianças.
Durante as viagens e festas de rua elas ficam mais expostas a alguns riscos. Seja qual for a opção da família para o feriado, a CRIANÇA SEGURA dá dicas para que os possíveis perigos não prejudiquem a folia.
O aumento do movimento nas estradas durante o feriado eleva o risco de acidentes. Por isso, no veículo, a criança deve ser transportada sempre na cadeirinha, não só na estrada, como na cidade também.
Se a opção é pular o Carnaval na rua, a atenção deve ser redobrada para que a criança não caminhe sozinha para locais com movimento de carros. Entre o total de mortes de crianças até 14 anos vítimas de acidentes de trânsito, 1.971 em 2008, a maior parte representou atropelamentos: 42%.
O afogamento também é um risco já que praia e piscina têm tudo a ver com as altas temperaturas do feriado. Este acidente representa a segunda maior causa de morte entre os acidentes de crianças até 14 anos.
Confira também algumas dicas para a escolha das fantasias:
- Evitar adereços soltos como cintos, cordões e faixas ou partes que se soltem facilmente e possam causar sufocação.
- As lantejoulas que podem se desprender facilmente das roupas e os confetes, jogados em grande quantidade também representam risco de sufocação, por isso a brincadeira deve ser acompanhada por adultos.
- Pintura nos rostos: maquiagens próprias para o público infantil e atóxicas evitam irritações de pele e intoxicações.
Fonte: ONG Criança Segura - 21/02/2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Combate ao racismo na infância está na pauta do governo federal
O combate ao racismo na infância e à violência sexual contra meninas e mulheres foram temas do encontro entre as ministras Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, e Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, ontem em Brasília.
A igualdade étnico-racial e os impactos do racismo na infância estão na pauta do governo federal. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e outros órgãos governamentais estão apoiando a campanha Por uma infância sem racismo. Confira mais informações no Blog do Planalto.
Dados do IBGE apontam que 57 milhões de crianças e adolescentes vivem no Brasil. Desse número, 31 milhões são negras e cerca de 100 mil são indígenas. Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, cerca de 330 mil (62%) são negras e 190 mil são brancas.
Ação em Rede
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Vacinas podem reduzir risco de leucemia infantil

Incidência da doença é menor em países com altos índices de imunização
Crianças vacinadas contra pólio e hepatite B seriam menos propensas a desenvolver o câncer, principalmente a leucemia linfoblástica, um tipo específico da doença caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos na medula óssea. Essas células de defesa do organismo nascem defeituosas e impedem a formação de células saudáveis. Segundo estudo publicado no periódico americano The Journal of Pediatrics, o risco de crianças desenvolverem a doença cai 20% quando elas são vacinadas contra a hepatite B. Já se a imunização inclui também a pólio e a hepatite B, entre outras, o risco é reduzido entre 30% e 40%.
Apesar da aparente ligação vacinas e prevenção do câncer, os pesquisadores ainda não conseguiram estabelecer a exata relação entre os fatores. De acordo com Michael Scheurer, do Baylor College of Medicine e um dos líderes do estudo, a vacinação ainda não pode ser encarada como um método preventivo contra o câncer. “Não chegamos ao fim da questão. Mais estudos precisam ser levantados para confirmar com precisão nossa descoberta”, diz.
Estudos anteriores já apontavam uma série de resultados mistos. Algumas hipóteses, por exemplo, afirmavam que infecções comuns podem elevar as chances de uma criança desenvolver leucemia ou câncer no sangue, já que afetam diretamente o desenvolvimento do sistema imunológico. As vacinas, portanto, reduziriam os riscos do câncer, uma vez que são criadas para evitar essas infecções.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 9.580 novos casos de leucemia surgiram no Brasil em 2010. A leucemia é ainda o tipo de câncer mais comum em crianças. “Apesar de raro, o câncer infantil é devastador quando acontece”, diz Scheurer.
Metodologia – Os autores focaram os estudos em crianças diagnosticadas com leucemia quando tinham dois anos de idade, fase em que o ciclo de vacinação já está completo. Para cada criança com câncer, os pesquisadores encontraram quatro outras com a mesma idade e gênero que não tiveram a doença. Em seguida, compararam as percentagens de crianças que moravam em países com e sem programas de vacinação.
De acordo com Michael Scheurer, o resultado mais importante da pesquisa foram as baixas taxas de leucemia em nações com elevados índices de vacinação contra hepatite B e pólio. “Isso prova a importância da vacinação não apenas na prevenção de doenças infecciosas. Elas trazem ainda outros benefícios à saúde”, diz.
Crianças vacinadas contra pólio e hepatite B seriam menos propensas a desenvolver o câncer, principalmente a leucemia linfoblástica, um tipo específico da doença caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos na medula óssea. Essas células de defesa do organismo nascem defeituosas e impedem a formação de células saudáveis. Segundo estudo publicado no periódico americano The Journal of Pediatrics, o risco de crianças desenvolverem a doença cai 20% quando elas são vacinadas contra a hepatite B. Já se a imunização inclui também a pólio e a hepatite B, entre outras, o risco é reduzido entre 30% e 40%.
Apesar da aparente ligação vacinas e prevenção do câncer, os pesquisadores ainda não conseguiram estabelecer a exata relação entre os fatores. De acordo com Michael Scheurer, do Baylor College of Medicine e um dos líderes do estudo, a vacinação ainda não pode ser encarada como um método preventivo contra o câncer. “Não chegamos ao fim da questão. Mais estudos precisam ser levantados para confirmar com precisão nossa descoberta”, diz.
Estudos anteriores já apontavam uma série de resultados mistos. Algumas hipóteses, por exemplo, afirmavam que infecções comuns podem elevar as chances de uma criança desenvolver leucemia ou câncer no sangue, já que afetam diretamente o desenvolvimento do sistema imunológico. As vacinas, portanto, reduziriam os riscos do câncer, uma vez que são criadas para evitar essas infecções.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que 9.580 novos casos de leucemia surgiram no Brasil em 2010. A leucemia é ainda o tipo de câncer mais comum em crianças. “Apesar de raro, o câncer infantil é devastador quando acontece”, diz Scheurer.
Metodologia – Os autores focaram os estudos em crianças diagnosticadas com leucemia quando tinham dois anos de idade, fase em que o ciclo de vacinação já está completo. Para cada criança com câncer, os pesquisadores encontraram quatro outras com a mesma idade e gênero que não tiveram a doença. Em seguida, compararam as percentagens de crianças que moravam em países com e sem programas de vacinação.
De acordo com Michael Scheurer, o resultado mais importante da pesquisa foram as baixas taxas de leucemia em nações com elevados índices de vacinação contra hepatite B e pólio. “Isso prova a importância da vacinação não apenas na prevenção de doenças infecciosas. Elas trazem ainda outros benefícios à saúde”, diz.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Classificação indicativa de filmes gera discordância entre o Ministério da Justiça e a Vara da Infância do Rio

RIO - Desde outubro do ano passado, alguns cinemas do Rio vêm sendo surpreendidos por fiscais da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso ordenando a proibição da entrada de crianças que não tenham a idade recomendada pela classificação indicativa, mesmo que elas estejam acompanhadas de seus pais. No entanto, o órgão responsável pela classificação indicativa é o Ministério da Justiça, e a portaria número 1.100, de julho de 2006, permite no artigo 19 a entrada de menores com a presença ou a autorização dos pais ou responsáveis. O artigo do ministério se aplica a todas as formas de espetáculo, exceto àqueles recomendados para maiores de 18 anos. Apesar da suposta clareza do texto, integrantes da Vara da Infância do Rio usam o artigo 255 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para legitimar a atitude oposta.
- Em direito, não falamos em certo e errado, mas em interpretações diferentes. Desde que entrei no ministério, em 2007, nunca ouvi casos parecidos, em nenhum lugar do país. É uma interpretação isolada. Para mim, a questão da classificação indicativa já estava superada - conta Davi Pires, diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça.
Pires explica que o ministério, assim como a Constituição, trabalha com o conceito de corresponsabilidade entre sociedade, família e Estado. Desta maneira, o dever do ministério é fornecer a informação sobre o conteúdo dos espetáculos e filmes, mas cabe à família decidir se está de acordo ou não.
- Ainda não consegui falar com a vara. Mandei um ofício no dia 12 de janeiro, imagino que eles já tenham recebido, mas não obtive resposta. O que me foi passado é que eles dizem que o ECA está acima da nossa portaria, mas isso não faz sentido. Trabalhamos alinhados com a Constituição. A portaria é uma forma de entender como as leis existem e como devem ser aplicadas na prática - ele diz.
Ao longo de três dias, O GLOBO tentou falar com a juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, Ivone Ferreira Caetano, mas não foi possível contactar a magistrada antes do fechamento desta reportagem.
Classificação funciona na TV
No meio do fogo cruzado das leis, os mais prejudicados são os cinemas e, claro, o público. O supervisor das salas do Grupo Estação, Bruno Sá, conta que recebeu uma notificação da vara em dezembro e desde então tenta, sem sucesso, driblar as reclamações dos clientes.
- Desde 2006, a classificação indicativa funcionava normalmente, como prevê o Ministério da Justiça. Em dezembro, os oficiais vieram aqui com uma notificação proibindo a entrada de crianças ou adolescentes que não tenham a idade recomendada. Nossos clientes ficam revoltados. A classificação indicativa funciona na televisão e no teatro. Só no cinema que não? - reclama Bruno.
Para os responsáveis pelo Grupo Estação, a explicação da vara foi a mesma desculpa passada para o diretor Davi Pires: que o ECA seria mais importante que a portaria do Ministério da Justiça e estaria à frente dela. Já no Unibanco Arteplex a história foi outra. Segundo Lili Monteiro, uma das donas do cinema, fiscais apareceram por lá na época do lançamento do filme "Tropa de elite 2" com a "novidade" e disponibilizaram um número de telefone para mais informações. Ao ligar perguntando o que havia se passado com a lei da classificação indicativa, o cinema ouviu que o artigo 19 da portaria 1.100 teria sido cassado.
- Os pais vêm até a gente reclamar porque não conseguem entrar no cinema, falam que é uma grande hipocrisia. Há poucos meses, emissoras de TV transmitiram imagens de bandidos no Alemão fugindo, trocando tiros com policiais, tudo em plena tarde e sem nenhum pudor. Simplesmente não faz sentido. Nos dias de hoje, o que a Justiça acha que nós (exibidores) podemos proibir crianças e adolescentes de ver? - questiona Lili.
Os cinemas continuam obedecendo a ordem da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, uma vez que o Ministério da Justiça não pode interferir diretamente na determinação.
- Já entrei em contato com o Ministério Público Federal e pedi para chamarem os oficiais da vara para a oficina que vamos dar no Rio no próximo dia 18 para explicar justamente a classificação indicativa. Acho estranho tudo isso agora. A classificação foi um tema muito discutido na sociedade, inclusive representantes do ECA e de outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente costumam apoiar a lei - comenta Davi Pires.
Apesar do amparo constitucional, os cinemas não podem ignorar o ofício da Vara da Infância e da Juventude, pois ela tem autoridade para autuar e até fechar o recinto por 15 dias. A multa varia entre 20 e cem salários mínimos.
Enquanto isso, quem é penalizado é o público.
- Eu tinha levado minha filha, que hoje tem 10 anos, para assistir aos filmes anteriores do Harry Potter no cinema, e nunca tivemos problema. Mas, no fim do ano passado, fomos assistir a "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1", cuja classificação é de 12 anos. Não nos deixaram entrar, alegando uma mudança na lei. Minha filha, agora, está com medo de não conseguir ver o próximo filme do "Crepúsculo" - conta a jornalista Carla Almeida.
- Em direito, não falamos em certo e errado, mas em interpretações diferentes. Desde que entrei no ministério, em 2007, nunca ouvi casos parecidos, em nenhum lugar do país. É uma interpretação isolada. Para mim, a questão da classificação indicativa já estava superada - conta Davi Pires, diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça.
Pires explica que o ministério, assim como a Constituição, trabalha com o conceito de corresponsabilidade entre sociedade, família e Estado. Desta maneira, o dever do ministério é fornecer a informação sobre o conteúdo dos espetáculos e filmes, mas cabe à família decidir se está de acordo ou não.
- Ainda não consegui falar com a vara. Mandei um ofício no dia 12 de janeiro, imagino que eles já tenham recebido, mas não obtive resposta. O que me foi passado é que eles dizem que o ECA está acima da nossa portaria, mas isso não faz sentido. Trabalhamos alinhados com a Constituição. A portaria é uma forma de entender como as leis existem e como devem ser aplicadas na prática - ele diz.
Ao longo de três dias, O GLOBO tentou falar com a juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, Ivone Ferreira Caetano, mas não foi possível contactar a magistrada antes do fechamento desta reportagem.
Classificação funciona na TV
No meio do fogo cruzado das leis, os mais prejudicados são os cinemas e, claro, o público. O supervisor das salas do Grupo Estação, Bruno Sá, conta que recebeu uma notificação da vara em dezembro e desde então tenta, sem sucesso, driblar as reclamações dos clientes.
- Desde 2006, a classificação indicativa funcionava normalmente, como prevê o Ministério da Justiça. Em dezembro, os oficiais vieram aqui com uma notificação proibindo a entrada de crianças ou adolescentes que não tenham a idade recomendada. Nossos clientes ficam revoltados. A classificação indicativa funciona na televisão e no teatro. Só no cinema que não? - reclama Bruno.
Para os responsáveis pelo Grupo Estação, a explicação da vara foi a mesma desculpa passada para o diretor Davi Pires: que o ECA seria mais importante que a portaria do Ministério da Justiça e estaria à frente dela. Já no Unibanco Arteplex a história foi outra. Segundo Lili Monteiro, uma das donas do cinema, fiscais apareceram por lá na época do lançamento do filme "Tropa de elite 2" com a "novidade" e disponibilizaram um número de telefone para mais informações. Ao ligar perguntando o que havia se passado com a lei da classificação indicativa, o cinema ouviu que o artigo 19 da portaria 1.100 teria sido cassado.
- Os pais vêm até a gente reclamar porque não conseguem entrar no cinema, falam que é uma grande hipocrisia. Há poucos meses, emissoras de TV transmitiram imagens de bandidos no Alemão fugindo, trocando tiros com policiais, tudo em plena tarde e sem nenhum pudor. Simplesmente não faz sentido. Nos dias de hoje, o que a Justiça acha que nós (exibidores) podemos proibir crianças e adolescentes de ver? - questiona Lili.
Os cinemas continuam obedecendo a ordem da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, uma vez que o Ministério da Justiça não pode interferir diretamente na determinação.
- Já entrei em contato com o Ministério Público Federal e pedi para chamarem os oficiais da vara para a oficina que vamos dar no Rio no próximo dia 18 para explicar justamente a classificação indicativa. Acho estranho tudo isso agora. A classificação foi um tema muito discutido na sociedade, inclusive representantes do ECA e de outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente costumam apoiar a lei - comenta Davi Pires.
Apesar do amparo constitucional, os cinemas não podem ignorar o ofício da Vara da Infância e da Juventude, pois ela tem autoridade para autuar e até fechar o recinto por 15 dias. A multa varia entre 20 e cem salários mínimos.
Enquanto isso, quem é penalizado é o público.
- Eu tinha levado minha filha, que hoje tem 10 anos, para assistir aos filmes anteriores do Harry Potter no cinema, e nunca tivemos problema. Mas, no fim do ano passado, fomos assistir a "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1", cuja classificação é de 12 anos. Não nos deixaram entrar, alegando uma mudança na lei. Minha filha, agora, está com medo de não conseguir ver o próximo filme do "Crepúsculo" - conta a jornalista Carla Almeida.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Projeto no Ceará reduz para menos da metade taxa de mortalidade infantil

FORTALEZA E RIO - Com uma ideia simples, de baixo custo e que recebeu o sugestivo nome de Trevo de Quatro Folhas, o município de Sobral, no Ceará, mudou a sorte de milhares de crianças e mães na última década. Desde a implantação do projeto em 2001, que consiste num acompanhamento cuidadoso com assistência social e alimentar para grávidas e crianças de até 2 anos, a taxa de mortalidade infantil caiu de 29 para 13,6 a cada mil nascidos vivos em 2010; há dois, não há registro de morte materna no município.
No Trevo, o papel de protagonista fica com as mães sociais. São mulheres treinadas por uma equipe formada por enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais que vão de casa em casa dando orientação às gestantes sobre aleitamento materno, cuidados de higiene; e também estimulam os pais a dividirem com as mulheres o cuidado com os filhos.
O sucesso do projeto ganhou reconhecimento internacional. O Trevo tirou o primeiro lugar na categoria Inovação Social, numa das edições do prêmio concedido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal), organismo da ONU, e pela Fundação Kellogg dentro do projeto Experiências em Inovação Social.
O Trevo também é um dos destaques do livro "Da inovação social à política pública. Histórias de Êxito na América Latina e Caribe", de autoria dos jurados do concurso Nohra Rey de Marulanda e Francisco B. Tancredi, que está sendo traduzido para o português e será lançado no Brasil neste primeiro semestre.
A publicação da Cepal (já editada em inglês e espanhol) apresenta os 25 programas mais inovadores, com participação comunitária, e mostra como ideias simples e de baixo custo viram políticas públicas, se houver vontade dos governos.
Mães sociais atuam como cuidadoras
Para María Elisa Bernal, diretora do programa Experiências em Inovação Social da Cepal, o que mais impressionou no projeto desenvolvido no Ceará é que a mortalidade materna e infantil não é tratada apenas como uma questão de saúde. Mas também como um questão socioeconômica.
"Muitas mulheres grávidas não podem seguir orientações médicas porque não têm quem as ajude. A mãe social cumpre o papel" - afirma María Elisa, uma das responsáveis por fazer recomendações aos governos dos países da América Latina para que adotem medidas como estas.
No Ceará, há dois meses o Projeto Trevo virou política pública graças a uma lei aprovada. A novidade garante a permanência do projeto, com dotação orçamentária, independentemente da troca de prefeitos. A ideia surgiu após análise feita com as famílias sempre que alguma criança morria. O trabalho minucioso foi chamado de "autópsia verbal". Além do pré-natal iniciado tardiamente, verificou-se que a principal causa de mortalidade materna na gravidez é a hipertensão, conta a enfermeira-obstetra Júlia dos Santos Sousa, coordenadora do Trevo. Além de medicamentos, elas precisavam de repouso que dificilmente cumpriam.
"Se o médico prescrevia repouso, não era possível fazer, pois tinham que continuar a rotina de cuidados com a casa, marido e os filhos" - diz Júlia. "Aí surgiu a ideia da mãe social: uma pessoa da comunidade, paga pelo município, que atua como educadora e cuidadora" - conta a pediatra Ana Cecília Sucupira, idealizadora do Trevo que no início da década de 2000 dava consultoria à prefeitura de Sobral.
Outro atrativo é o baixo custo do projeto. Em 2009, o Trevo acompanhou 2.076 famílias em Sobral. Foram investidos R$ 686 mil - menos de 175 dólares por família ao ano. O valor inclui as despesas com pagamento de pessoal, logística e custeio.
Foram cinco edições do concurso organizado pela Cepal, com 4.800 concorrentes, todos de iniciativa popular. Dos participantes saíram ideias eficientes em vários países da América Latina que podem ser replicadas, segundo Martín Hopenhayn, Diretor da Divisão de Desenvolvimento Social da Cepal.
O Brasil se destacou, apresentando 1.004 projetos. Cinco deles estão relatados no livro Da Inovação Social à Política Pública, lançado primeiramente no Instituto das Américas, em San Diego, na Califórnia, para dar visibilidade às ideias.
Além do Trevo de Quatro Folhas, há destaque para o Observatório Social de Maringá (PR), de fiscalização das contas públicas; o Pintando o Sete (BA); Projeto Erradicação do Trabalho Infantil (MG), o Saúde Alegria (AM) e o Projeto de Reflorestamento Econômico (RO).
No Trevo, o papel de protagonista fica com as mães sociais. São mulheres treinadas por uma equipe formada por enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais que vão de casa em casa dando orientação às gestantes sobre aleitamento materno, cuidados de higiene; e também estimulam os pais a dividirem com as mulheres o cuidado com os filhos.
O sucesso do projeto ganhou reconhecimento internacional. O Trevo tirou o primeiro lugar na categoria Inovação Social, numa das edições do prêmio concedido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal), organismo da ONU, e pela Fundação Kellogg dentro do projeto Experiências em Inovação Social.
O Trevo também é um dos destaques do livro "Da inovação social à política pública. Histórias de Êxito na América Latina e Caribe", de autoria dos jurados do concurso Nohra Rey de Marulanda e Francisco B. Tancredi, que está sendo traduzido para o português e será lançado no Brasil neste primeiro semestre.
A publicação da Cepal (já editada em inglês e espanhol) apresenta os 25 programas mais inovadores, com participação comunitária, e mostra como ideias simples e de baixo custo viram políticas públicas, se houver vontade dos governos.
Mães sociais atuam como cuidadoras
Para María Elisa Bernal, diretora do programa Experiências em Inovação Social da Cepal, o que mais impressionou no projeto desenvolvido no Ceará é que a mortalidade materna e infantil não é tratada apenas como uma questão de saúde. Mas também como um questão socioeconômica.
"Muitas mulheres grávidas não podem seguir orientações médicas porque não têm quem as ajude. A mãe social cumpre o papel" - afirma María Elisa, uma das responsáveis por fazer recomendações aos governos dos países da América Latina para que adotem medidas como estas.
No Ceará, há dois meses o Projeto Trevo virou política pública graças a uma lei aprovada. A novidade garante a permanência do projeto, com dotação orçamentária, independentemente da troca de prefeitos. A ideia surgiu após análise feita com as famílias sempre que alguma criança morria. O trabalho minucioso foi chamado de "autópsia verbal". Além do pré-natal iniciado tardiamente, verificou-se que a principal causa de mortalidade materna na gravidez é a hipertensão, conta a enfermeira-obstetra Júlia dos Santos Sousa, coordenadora do Trevo. Além de medicamentos, elas precisavam de repouso que dificilmente cumpriam.
"Se o médico prescrevia repouso, não era possível fazer, pois tinham que continuar a rotina de cuidados com a casa, marido e os filhos" - diz Júlia. "Aí surgiu a ideia da mãe social: uma pessoa da comunidade, paga pelo município, que atua como educadora e cuidadora" - conta a pediatra Ana Cecília Sucupira, idealizadora do Trevo que no início da década de 2000 dava consultoria à prefeitura de Sobral.
Outro atrativo é o baixo custo do projeto. Em 2009, o Trevo acompanhou 2.076 famílias em Sobral. Foram investidos R$ 686 mil - menos de 175 dólares por família ao ano. O valor inclui as despesas com pagamento de pessoal, logística e custeio.
Foram cinco edições do concurso organizado pela Cepal, com 4.800 concorrentes, todos de iniciativa popular. Dos participantes saíram ideias eficientes em vários países da América Latina que podem ser replicadas, segundo Martín Hopenhayn, Diretor da Divisão de Desenvolvimento Social da Cepal.
O Brasil se destacou, apresentando 1.004 projetos. Cinco deles estão relatados no livro Da Inovação Social à Política Pública, lançado primeiramente no Instituto das Américas, em San Diego, na Califórnia, para dar visibilidade às ideias.
Além do Trevo de Quatro Folhas, há destaque para o Observatório Social de Maringá (PR), de fiscalização das contas públicas; o Pintando o Sete (BA); Projeto Erradicação do Trabalho Infantil (MG), o Saúde Alegria (AM) e o Projeto de Reflorestamento Econômico (RO).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Mãe cria comunidade no Facebook para incentivar a doação de leite materno

Inspirada na Eats on Feets, comunidade norte-americana que compartilha leite materno, a pedagoga Simone, mãe de dois filhos, criou o Aleitamento Materno Solidário
Depois que leu uma reportagem no site CRESCER sobre a Eats on Feets (algo como comer em pé), comunidade norte-americana no Facebook que compartilha leite materno, a pedagoga Simone Carvalho, 35 anos, se inspirou para criar algo semelhante no Brasil. No fim de 2010, procurou Emma Kwasnica, fundadora da EOF, para entender melhor como funcionava a troca de leite (em intermédio de um banco de leite oficial), e foi quando descobriu que as leis no Brasil não permitem essa prática.
Simone, mãe de Rebeca, 10 anos, e Rafael, 6, não se abateu, apenas mudou o projeto inicial. Criou, então, o Aleitamento Materno Solidário no Facebook com o objetivo de trocar informações sobre a amamentação e incentivar a doação para os bancos de leite. “Quando meu segundo filho nasceu, eu doei leite por seis meses. Sei o quanto esse ato é bacana e importante e lembro como ficava encantada quando recebia o relatório que mostrava como meu leite era usado”, diz. Atualmente, a comunidade já conta com quase 400 seguidores.
A pedagoga, que está fazendo mestrado de psicologia na educação e a amamentação será parte de sua tese, diz que entre as principais dúvidas das mães estão o jeito certo de amamentar e como lidar com a angústia de voltar ao trabalho e não prejudicar o aleitamento.
Simone CarvalhoSimone está surpresa com seu projeto. “Eu não pensei que a repercussão fosse tão rápida nem como essa troca com outras mães me ensinaria tanto também, apesar de meus filhos serem maiores”, afirma.
E você? Já pensou em doar o leite excedente para outros bebês? Em algumas cidades, os bancos de leite humano realizam parcerias com outros órgãos para receber o leite doado.
Depois que leu uma reportagem no site CRESCER sobre a Eats on Feets (algo como comer em pé), comunidade norte-americana no Facebook que compartilha leite materno, a pedagoga Simone Carvalho, 35 anos, se inspirou para criar algo semelhante no Brasil. No fim de 2010, procurou Emma Kwasnica, fundadora da EOF, para entender melhor como funcionava a troca de leite (em intermédio de um banco de leite oficial), e foi quando descobriu que as leis no Brasil não permitem essa prática.
Simone, mãe de Rebeca, 10 anos, e Rafael, 6, não se abateu, apenas mudou o projeto inicial. Criou, então, o Aleitamento Materno Solidário no Facebook com o objetivo de trocar informações sobre a amamentação e incentivar a doação para os bancos de leite. “Quando meu segundo filho nasceu, eu doei leite por seis meses. Sei o quanto esse ato é bacana e importante e lembro como ficava encantada quando recebia o relatório que mostrava como meu leite era usado”, diz. Atualmente, a comunidade já conta com quase 400 seguidores.
A pedagoga, que está fazendo mestrado de psicologia na educação e a amamentação será parte de sua tese, diz que entre as principais dúvidas das mães estão o jeito certo de amamentar e como lidar com a angústia de voltar ao trabalho e não prejudicar o aleitamento.
Simone CarvalhoSimone está surpresa com seu projeto. “Eu não pensei que a repercussão fosse tão rápida nem como essa troca com outras mães me ensinaria tanto também, apesar de meus filhos serem maiores”, afirma.
E você? Já pensou em doar o leite excedente para outros bebês? Em algumas cidades, os bancos de leite humano realizam parcerias com outros órgãos para receber o leite doado.
Para saber se há coleta domiciliar na sua cidade acesse: http://www.redeblh.fiocruz.br/.
Ana Paula Pontes
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