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sábado, 12 de novembro de 2011

Na zona leste, mãe esfaqueia menino de seis anos que pediu para comer


Bêbada, ela atirou a faca e atingiu a perna do filho, de acordo com a Polícia Militar

Uma mulher foi presa na madrugada deste sábado (12) ao esfaquear seu filho, um menino de seis anos, dentro da casa em que moram, na rua Amélio Koga, zona leste da capital paulista.

De acordo com a Polícia Militar, ela chegou bêbada em casa e o filho, que ficou o dia todo sozinho, lhe pediu algo para comer. Irritada, a mulher teria pegado uma faca e tentado atingir o peito da criança, que conseguiu fugir. Então, ela arremessou o objeto e conseguiu ferir a perna da criança.

O tio do menino, ao ouvir os gritos, impediu que a mãe continuasse com a agressão. Ele foi encaminhado ao hospital João XXIII.

Ainda de acordo com a PM, não é a primeira vez que ela agride um dos filhos. O caso foi registrado no 56º Distrito Policial, da Vila Alpina.

R7

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mais da metade dos motoristas do país bebe, diz associação de medicina de tráfego


Para especialistas, exame para medir teor de álcool no sangue deveria ser obrigatório

Mais da metade dos motoristas do país bebe, e quase um quinto desse total é alcoólatra. A afirmação é da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego). Segundo o diretor da associação e médico, Dirceu Rodrigues Alves Junior, 54% dos motoristas brasileiros ingerem bebida alcoólica e 17% desse índice fazem uso crônico da bebida.

O médico afirma que os dados não significam que mais da metade dos motoristas bebe e na sequência dirige, mas mostram que 54% da população com carteira de habilitação têm o hábito de beber. O número é alto, segundo Junior, e revela um dos motivos do crescimento dos acidentes envolvendo motoristas alcoolizados.

- Os alcoólatras crônicos bebem todo dia, de manhã, à tarde e à noite, e dirigem. Quarenta e cinco milhões é a frota de motoristas no Brasil e 54% fazem o uso de álcool, sendo que 17%, cronicamente e outros 37%, socialmente.

Em São Paulo, por exemplo, a mistura de álcool e direção resultando em acidentes tem se tornado frequente. Segundo a Polícia Militar do Estado, o número de motoristas bêbados flagrados em blitze entre janeiro e setembro deste ano é 38% maior do que a soma de todo o ano de 2010. No dia 22 de outubro, o gerente de banco Fernando Mirabelli, de 32 anos, matou dois garis atropelados na marginal Pinheiros, na zona sul da capital paulista. Ele ficou preso em um CDP (Centro de Detenção Provisória), pagou fiança de R$ 50 mil e foi solto.

No início do mesmo mês, um estudante embriagado dirigia um carro de luxo modelo Camaro e se envolveu em pelo menos três acidentes em sequência. Em uma das batidas, a vítima Edson Domingues teve 90% do corpo queimado e morreu. O estudante pagou uma fiança de R$ 245 mil e também foi liberado.

Na madrugada de 23 de julho, a nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, retornava de uma casa noturna com o namorado em um Land Rover, quando perdeu o controle da direção e atropelou o administrador de empresas Vitor Gurman, de 24 anos. O jovem foi levado ao Hospital das Clínicas, ficou em coma por quatro dias e morreu.

"Furo na Lei Seca"
De acordo com o diretor da Abramet, outro fator responsável pelo aumento de acidentes do tipo é “um furo na Lei Seca”. Para ele, a fiscalização de motoristas alcoolizados é precária.

- A fiscalização é muito fraca ainda, é irrisória. Ela é ostensiva pontualmente, como na Vila Madalena e na zona sul do Rio de Janeiro. Saiu desses locais, você não tem mais nada.

O vice-presidente da Anatran (Associação Nacional de Trânsito), Luis Francisco Flora, concorda com Júnior e diz ainda que algum exame para comprovar a embriaguez ao volante deveria ser obrigatório, principalmente em casos de acidente.

- Eu defendo que a pessoa tem que ser rigorosamente examinada na hora da abordagem, ou na hora que ela causou o acidente. Pelo menos nos casos em que há acidente, a legislação deveria ser um pouco mais dura. O que eu acho é que precisa ter um pouco mais de rigor na hora em que você constata o acidente e que você tem um agente causador do acidente naquele momento. Se não for assim, as pessoas não vão ter o exemplo de que não devem fazer aquilo.

Porém, para o exame de bafômetro ou de sangue se tornar uma obrigatoriedade, é necessário que haja uma mudança no código penal, já que os brasileiros não são obrigados a produzir provas contra si.

- Não só a Lei Seca [precisa se tornar mais rigorosa], eu acho que você precisa ter uma alteração no Código Penal [...] Precisa ter uma mudança na legislação penal que permita ou que obrigue as pessoas quando elas se recusarem [a fazer exame de nível de álcool no sangue], que haja pelo menos uma obrigatoriedade.

Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Transportes de São Paulo e especialista em trânsito diz acreditar que a Lei Seca é positiva, mas que a aplicação da legislação tem que ser mais rígida.

- A fiscalização precisa ser mais rigorosa, ostensiva. Eu sou contra fiscalização escondida, a fiscalização tem que estar presente, o cidadão tem que sentir que existe uma autoridade policial presente, ou uma autoridade responsável pelo trânsito. A fiscalização ostensiva é uma forma de constranger o cidadão.

Hanashiro comparou a Lei Seca à lei do cinto de segurança, que passou obrigar os motoristas a usarem o acessório depois de uma intensa fiscalização.

- A lei do cinto de segurança pegou porque houve uma fiscalização massiva. A Lei Seca vai pegar quando houver essa fiscalização. O pessoal perdeu o medo, perdeu o receio.

R7

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Médicos recomendam três dias sem álcool por semana


Uma noite de bebedeira deve ser seguida por dois ou três dias sem álcool, afirmam médicos britânicos.

Segundo a associação Royal College of Physicians (RCP), o fígado precisa de tempo para se recuperar.

"Além das quantidades, limites seguros para o consumo de álcool também precisam levar em conta a frequência. Há um maior risco de problemas no fígado para aqueles que bebem diariamente ou quase diariamente na comparação com aqueles que bebem esporadicamente ou alternadamente", disse Ian Gilmore, conselheiro sobre álcool do RCP.

"Recomendamos um limite seguro de consumo de álcool entre zero e 21 unidades por semana para homens e um máximo de 14 unidades para mulheres, desde que o total não seja consumido em apenas um ou dois episódios e que haja dois ou três dias sem álcool por semana."

Uma garrafa de 330 ml de cerveja tem em torno de 1,7 unidades, enquanto uma taça pequena de vinho (125 ml) tem 1,5 unidade.

"Se alguém bebe um drink por dia, uma bebida pequena todos os dias de sua vida, é improvável que haja algum problema, mas se você sai e bebe muito, é aconselhável deixar seu corpo descansar."

De acordo com números oficiais, as internações relacionadas a álcool chegaram a um número recorde no ano passado na Grã-Bretanha.

Mais de um milhão de pessoas foram admitidas em hospitais em 2009-2010 no país e, em quase dois terços dos casos, os pacientes eram homens.

BBC Brasil

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Envenenamento por álcool foi causa da morte de Amy, diz polícia



Londres (Inglaterra) - A polícia britânica afirmou, nesta quarta-feira, que a cantora Amy Winehouse morreu por excesso de álcool. De acordo com a investigação, Amy teria consumido cinco vezes o limite de álcool permitido para dirigir. A estrela da música internacional foi encontrada morta em seu apartamento em Camden, ao norte de Londres, em 23 de julho.

O resultado de um exame post-mortem inicial foi considerado inconclusivo e as causas de sua morte não foram reveladas. Mas devido a sua batalha pública contra as drogas, a notícia de sua morte foi rapidamente seguida por sugestões que poderia estar relacionados com a utilização de substâncias ilícitas.

No entanto, exames toxicológicos realizados logo após sua morte não revelaram traços de drogas no organismo da cantora. "Os resultados indicam que o álcool estava presente, mas não pode ser determinado ainda se ele desempenhou um papel em sua morte", afirmou o laudo pericial.

Na última terça-feira, o ex-namorado da cantora, Reg Traviss, afirmou que Amy estava há dois anos sem consumir qualquer tipo de drogas. "As drogas faziam parte do passado dela, bem antes de nos conhecermos", disse o diretor de cinema.

O DIA ONLINE

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vender ou Oferecer Álcool para crianças e adolescentes é CRIME!



Bom-dia Casé, parabéns pelos avanços, pela coragem, seriedade dedicação, sacríficio e esforço do trabalho e as conquistas alcançadas. Tentando ajudar repassando material nos Blogs- Ternura de Deus, Mulher-Potencialidade Revelada visão Bahá'i e Tribuna Escrita , no Twitter, Facebook...

Repassarei esta Postagem hoje para amigos e redes, blogs.

A Comunidade Bahái é uma promotora de uma vida sem alcool, pois adoção de álcool e drogas é totalmente desestimulada l - uma lei espiritual para que se possar viver bem encontrando alegria no viver , aceitando os desafios , provações, perdas sem buscar alento nestas falsas fontes de alegria.

Todos somos convocados a uma vida sem alcool e drogas , e no caso de adoção, as pessoas devem buscar ajuda terapeutica e fortalecer o proósito da vida e como caminhar nas dificuldades sem se volver para este mecanismo , e se livrar das mesmas. Nenhuma atividade comunitária ou festiva se utiliza o alcool. Obrigada. Fiz uma Postagem hoje sobre Dia das Crianças no Blog-Ternura de Deus, e deve estar na minha página ao lado.

Sônia - ao lado de todos que desejam o melhor para as crianças.

Coloquei a tela de pintura, para que possamos estimular nossa criatividade e pintar nossas vidas com as cores da PAZ....colorida, diversa, mas no fundo paenas uma cor a cor da PAZ( quando rodamos todas as cores elas se fundem) Assim devemos ver a divesidade de ações - com um único propósito...Minhas ações são voltdas para Educação para a PAZ- sem pedofilia, sem violencia familiar, sem drogadição.

Um abraço carinhoso.

No Blog tem a poesia ;"MINHAS CORES" - algo especial escrito por uma criança que anseia pela PAZ vivendo em áreas de conflito...... Sônia

Comentário feito no blog de Casé Fortes
Todos Contra a Pedofilia

sábado, 8 de outubro de 2011

Jovem com sinais de embriaguez atropela cinco pessoas em São Paulo



O universitário, de 25 anos, deve responder pelo crime de tentativa de homicídio. Após atropelar cinco pessoas, o jovem tentou fugir e por pouco não foi agredido pelos outros estudantes.

R7

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fotos de consumo de álcool no Facebook podem ser um alerta para o vício de jovens


NOVA YORK - As páginas de universitários no Facebook podem oferecer pistas quanto àqueles que correm risco de abuso e dependência de bebidas alcoólicas, segundo um estudo americano.

Pesquisadores liderados por Megan Moreno, da Universidade de Wisconsin-Madison, constataram que estudantes que exibiam fotos ou textos que os mostravam bêbados ou desacordados por consumo exagerado de álcool tinham maior probabilidade de enfrentar problemas de alcoolismo.

- Os resultados sugerem que os critérios clínicos para definir problemas com a bebida são aplicáveis às referências ao consumo de álcool no Facebook - afirmaram Moreno e seus colegas no estudo, publicado pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

Eles acrescentaram ser possível que páginas do Facebook ajudassem as escolas a constatar quem precisa ser avaliado por problemas relacionados ao álcool - embora questões éticas e de privacidade possam complicar esse processo.

A questão era determinar se "aquilo que se pode encontrar nesses sites... pode de fato prever condições clínicas", disse James Rosenquist, pesquisador de mídia social e psiquiatra do Massachusetts General Hospital, que não participou do estudo.

Ele disse, no entanto, que as constatações sugerem que mensagens no Facebook parecem estar conectadas ao que acontece "no mundo real".

Moreno comandou uma equipe de pesquisadores de sua universidade e da Universidade de Washington em Seattle, que estudaram páginas de Facebook, incluindo textos e fotos, de 224 alunos de graduação universitária cujos perfis estão abertos ao público.

Cerca de 65% dos universitários estudados não fazem referência a álcool em suas páginas. Os demais ou mencionavam bebida em situações sociais, consideradas não problemáticas, ou uso de álcool mais grave e arriscado, o que incluía conduzir veículos enquanto embriagados ou se envolver em problemas pelo excesso de bebida.

Depois, os universitários responderam um questionário de dez perguntas para determinar quem corre risco de ter problemas de alcoolismo. O questionário avalia a frequência do consumo de álcool e das situações de embriaguez, além das consequências negativas do consumo de álcool.

Quase 60% dos universitários cujas páginas no Facebook faziam referências a embriaguez e hábitos de bebida considerados perigosos tiveram resultados que indicavam risco de abuso e dependência alcoólica, entre outros problemas relacionados à bebida.

O Globo

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

17% dos alcoólatras morrem em cinco anos, diz pesquisa


Número está próximo da mortalidade de usuários do crack

Um estudo que deve ser divulgado na próxima edição da revista Brasileira de Psiquiatria aponta que o incide de mortalidade entre dependentes de álcool está próximo dos dependentes de crack. Nesta segunda-feira (19) foram divulgados dados preliminares da pesquisa.

O estudo analisou 232 pessoas internadas em um centro de saúde do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. Em cinco anos, 41 dos estudados morreram – 34% relacionado a violência e 66% por doenças relacionadas ao alcoolismo.

O estudo é assinado pelo professor da USP (Universidade de São Paulo) e psiquiatra Ronaldo Laranjeira.

Em um estudo anterior publicado em 2006, Laranjeira chegou a conclusão que 48% dos brasileiros não tomaram nenhum tipo de bebida alcoólica em um ano.

Porém, 29% declararam consumir usualmente cinco ou mais doses por ocasião, nível considerado de risco. Esse número sobe para 38% quando apenas pessoas do sexo masculino são consideradas.

Nesse estudo foram entrevistados 2.346 brasileiros com 18 anos ou mais, respeitando a proporção demográfica das regiões do país.

R7

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cresce número de casos de mães que perderam a guarda dos filhos em São Paulo


SÃO PAULO - Levantamento da Secretaria Estadual de Saúde mostra que o número de mães que perdem a tutela dos filhos durante a gestação ou logo após o parto têm crescido anualmente na cidade de São Paulo. Na maior maternidade da Zona Leste da capital, região mais populosa da cidade, 99 mães perderam a tutela dos filhos desde 2007.

Naquele ano, houve um caso em que a Vara da Infância decidiu pela perda da tutela. Em 2008, foram 15 casos. Em 2009, 26 casos. No ano passado, 43 crianças foram tiradas das mães que não tinham condições de criá-las, devido à dependência química.

- Temos percebido que há uma tendência clara de aumento desses casos, de mães dependentes químicas que não têm como criar os filhos - diz Graziella Pacheco Velloni, diretora do serviço de Neonatalogia da Maternidade Leonor Mendes de Barros.

Graziella lembra que a perda da tutela é a medida mais extrema tomada pelo juiz. A medida vem após análise do relatório de uma equipe interdisciplinar formada por médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

- Nesses casos, a Justiça considerou que a mãe não tinha como criar a criança e nenhum outro membro da família poderia ficar com a guarda - explica.

Em 2011, somente nos três primeiros meses do ano, foram registrados 14 casos de perda de tutela. A Secretaria não tem dados completos de toda a rede de Saúde, mas há uma indicação de que o fenômeno se repita nas demais regiões da cidade. Dados de outras tês maternidades indicam 50 casos do mesmo tipo no primeiro trimestre de 2011.

- Infelizmente são pacientes que se encontram em uma grave situação de vulnerabilidade social, com rompimento dos laços com familiares e a comunidade, e até estão em situação de moradia de rua - afirma o diretor da maternidade Leonor Mendes de Barros, Corintio Mariani Neto.

O estudo mostra o perfil das mães que acabam perdendo a guarda dos filhos. São jovens, com idade entre 15 e 25 anos, têm baixa escolaridade e sem profissão estabelecida. As drogas usadas são, principalmente, o crack e a cocaína. O estudo na maternidade mostra também que a dependência acaba atrapalhando o acompanhamento médico das gestantes. Quase metade delas não aderiram ao total de consultas de pré-natal oferecidas.

Além do problema com as mães, as próprias famílias não têm estrutura para criar os recém-nascidos.

- No geral, essas mulheres possuem companheiros que também são usuários de drogas. E elas acabaram perdendo a relação com tias, mães e a família no geral.

A perda da tutela é apenas um dos problemas que os recém-nascidos irão enfrentar. De acordo com Graziella, o uso das drogas durante a gestação pode provocar a ocorrência de deslocamento prematuro de placenta, parto prematuro, anomalias congênitas, retardo do crescimento, baixo peso do recém-nascido, morte neonatal, entre outros problemas

De acordo com a secretaria, existe a previsão de dobrar, até 2012, o número de leitos de internação para dependentes químicos (álcool e drogas) em todo o Estado, que passará de 400 para 800. O acompanhamento ambulatorial é feito nos Caps Ad (Centros de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas) municipais.

O Globo

sábado, 10 de setembro de 2011

Vencido pela bebida


O que o drama de Sócrates revela sobre o alcoolismo, uma epidemia subterrânea que devasta a sociedade brasileira e mata 30 mil pessoas por ano

Na segunda-feira passada, dia 5 de setembro, o cidadão Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um sangramento digestivo que ameaçava matá-lo. Aos 57 anos, ele é um rosto familiar aos brasileiros. Ídolo do Corinthians e da Seleção Brasileira, foi um dos grandes jogadores do futebol mundial nos anos 1980, notável tanto pela elegância e precisão de seus passes quanto por suas posições públicas contra o regime militar. Formado em medicina, inteligente e carismático, o Doutor, como costuma ser chamado, assumiu, ao deixar os gramados, a função informal de intelectual do futebol, alguém capaz de expressar com autoridade a dimensão pública desse esporte que apaixona os brasileiros.

Além disso tudo, Sócrates é também alcoólatra. Ele começou a beber pesado durante a universidade e nunca mais parou, mesmo em seus anos de atleta. Em consequência de décadas de excesso, desenvolveu cirrose hepática, doença degenerativa que destrói o fígado e provoca o colapso do restante do organismo. A cirrose causada por álcool mata mais de 11 mil pessoas por ano no Brasil. Sócrates esteve assustadoramente próximo desse desfecho na semana passada – um drama que tocou milhões de pessoas que o admiram e trouxe para os holofotes, novamente, a epidemia subterrânea de alcoolismo que devasta o país. “O drama de uma pessoa pública querida mostra que pessoas inteligentes e fortes também podem se tornar dependentes”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, da Universidade Federal de São Paulo, uma das maiores autoridades em alcoolismo no país. “Sócrates é um homem bem-sucedido, brilhante e, além de tudo, médico. Se aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um.”

O Brasil tem um número de alcoólatras estimado em 15 milhões, o dobro da população da Suíça. Mas a realidade pode ser ainda pior. Os médicos da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas, que se dedicam a estudar a dependência química no Brasil, estimam que, na verdade, 10% dos 192 milhões de brasileiros, ou 19 milhões, tenham problemas graves com a bebida. O alcoolismo mata 32 mil pessoas por ano no Brasil, está por trás de 60% das mortes no trânsito e 72% dos homicídios. Mas é algo que nosso cérebro parece ignorar para seguir operando com sanidade – até que a história de um ídolo popular como Sócrates rompe essa barreira de proteção e indiferença.

No dia 19 de agosto, ele foi internado às pressas no Hospital Albert Einstein. Seu fígado deteriorado pela cirrose comprometera a circulação sanguínea no aparelho digestivo. O órgão normal tem a consistência de uma gelatina porosa. Na cirrose, adquire a consistência de borracha. O sangue não mais segue seu caminho, fica represado e desencadeia sangramentos no estômago e no esôfago, que podem ser fatais.

Naquela primeira internação, Sócrates esteve bem perto de morrer. Primeiro, os médicos tentaram diminuir a pressão interna com medicamentos. Não funcionou. Por meio de uma endoscopia, tentaram também tratar varizes no esôfago. Não resolveu. O sangramento continuou. Na madrugada do dia seguinte, os radiologistas Breno Boueri Affonso e Felipe Nasser foram chamados ao hospital, sinal de que a situação fugia do controle. “Pode-se dizer que somos o Bope. Quando está tudo praticamente perdido, quando não há outra alternativa, pedem para a gente entrar”, diz Affonso. Eles fazem cirurgias minimamente invasivas, também chamadas de cirurgias sem bisturi. “Sócrates sangrava muito. O estado dele era praticamente de choque hemorrágico pré-óbito”, diz Affonso. Os médicos fizeram uma punção no pescoço. Guiados por um aparelho de raios X que funcionava continuamente, introduziram um cateter na veia jugular. No fígado, instalaram um pequeno tubo flexível de 1 centímetro de diâmetro, feito de níquel com titânio, pelo qual o sangue flui. A intervenção durou quatro horas. Sócrates teve uma recuperação rápida e surpreendente. “Como ele foi atleta, seu corpo é uma coisa fantástica. O coração e os pulmões aguentaram coisas que outras pessoas não aguentariam: drogas, perda de sangue, transfusões”, diz Affonso. Sócrates distribuiu autógrafos e tirou fotos com a equipe médica. “Quer dizer que você fez um furo no meu fígado?”, perguntou, brincando, a Affonso. O médico, são-paulino, respondeu: “Sim. E deixei uma marca tricolor lá”.

No dia 27, Sócrates recebeu alta. Na madrugada da última segunda-feira, começou a reclamar de tosse, mal-estar e náuseas. Foi levado ao Einstein de novo. “Ele chegou conversando, mas falando pouco”, diz Affonso. Quando os médicos suspeitaram de um novo sangramento, Sócrates recebeu anestesia geral e passou a respirar com a ajuda de aparelhos para poupar o organismo. Os médicos localizaram um novo sangramento, desta vez no esôfago. Para controlá-lo, bloquearam o vaso e ofereceram outro caminho para o sangue fluir. O que fazer se Sócrates voltar a sangrar? Os médicos poderão tentar fazer novamente tudo o que fizeram até agora, mas a cada intervenção o risco aumenta.

Época

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Família diz que exame toxicológico de Amy Winehouse deu negativo para uso de drogas


Análise revelou, no entanto, presença de álcool no sangue da cantora

Amy Winehouse não tinha drogas em seu organismo quando morreu, segundo revelaram as análises toxicológicas. As informações foram dadas pela família da cantora na segunda-feira. Os exames detectaram a presença de álcool, mas não se pode determinar ainda se essa foi a causa da morte da cantora.

A diva do soul de 27 anos foi encontrada morta em sua casa no dia 23 de julho. Uma autópsia inicial não pode determinar a causa da morte. Amy foi cremada em cerimônia particular no dia 26 de julho. O porta-voz da família, Chris Goodman, disse em um comunicado que os resultados entregues para a família pelas autoridades confirmaram que não havia presença de substâncias ilegais no organismo de Amy.

Ele afirmou também que os familiares aguardam o resultado da investigação policial prevista para começar em outubro.

Zero Hora

domingo, 14 de agosto de 2011

Elas bebem sim, mas tiram de letra a Lei Seca


RIO - São muitas as histórias que rondam as batidas da Lei Seca. Como aquela do sujeito que se saiu com essa diante do resultado negativo no teste do bafômetro: "Não pode ser! Eu juro que pedi ao garçom cerveja sem álcool...!" Ou a outra, do cidadão que, depois de sair de um terreiro de umbanda, disse que só bebeu "uns goles porque o santo pediu". Ou ainda aquela do jovem que atribuiu o resultado ao chocolate com licor que ele havia provado. Mas histórias como essas, que viram piada pelos bares da cidade, são contadas, na maioria das vezes, por homens. E há bons motivos para isto: as mulheres, apesar de estarem bebendo mais, ainda são minoria nos flagrantes das operações policiais.

Quando se trata de álcool e sexo, as pesquisas têm resultados surpreendentes. Os médicos garantem que o organismo feminino é mais sensível aos efeitos do álcool. Elas metabolizam a bebida mais lentamente e ficam mais embriagadas do que eles, com doses iguais. E, mesmo assim, as mulheres se mostram responsáveis e evitam dirigir depois de beber.

Com vida social agitada, as brasileiras estão aumentando as doses: segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2010, a quantidade de mulheres que admitiu ter já exagerado na bebida passou de 8,2% para 10,6%. A pesquisa considerou "excesso" quatro ou mais doses de bebida para elas e a partir de cinco doses para eles. No que se refere ao trânsito, porém, só 0,2% das brasileiras confessaram ter dirigido após beber demais, contra 3% dos homens. A comparação surpreendeu até os pesquisadores do Ministério da Saúde.

Fígado feminino demora mais a metabolizar o álcool
Um exemplo que explica como as mulheres lidam com os efeitos do álcool está na história das amigas Daiane Baddini, Júlia da Matta e Lívia Lemos. Os encontros das três costumam ser acompanhados de chope. Mas só para duas delas, porque a motorista da rodada fica no refrigerante. Na última quinta-feira, num bar em Botafogo, foi a vez de Daiane:

- Não dirijo quando bebo. Fico preocupada com a noção de distância e com minha capacidade de reação. Mas não me incomodo de não beber quando vou pegar o carro. Eu me divirto mesmo assim - diz ela, que nunca foi parada pela Lei Seca.

O cuidado tomado pelas amigas tem explicação médica. A bebida afeta o sexo feminino mais rapidamente do que o masculino. O consumo de uma dose por um homem de 70kg produz uma concentração de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (g/l), em média. Numa mulher de 60kg, a mesma dose resulta em 0,3 g/l.

Não que todas sejam fracas para beber. É que, normalmente, a mulher tem menos água no corpo (o etanol se dilui em água) e o fígado feminino demora mais a metabolizar o álcool.

- Além de ficarem embriagadas mais facilmente, elas sofrem mais de doenças relacionadas ao abuso de bebidas - diz Camila Silveira, do Instituto de Psiquiatria da USP e do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

O médico José Montal, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego explica que, além de menos água, as mulheres têm percentual de gordura maior que os homens. Como as moléculas de água são essenciais para eliminar a bebida do organismo, elas ficam mais tempo com o álcool na corrente sanguínea.

- Tenho medo de dirigir depois de beber e acontecer algum acidente. À noite, já estou com sono e é mesmo complicado - diz Júlia, que mesmo sem conhecer a química do álcool no corpo feminino, toma as suas precauções.

Uma vez, voltando de um bar, ela e uma amiga foram paradas numa blitz. Como aquele tinha sido seu dia de motorista, o exame do bafômetro deu zero, é claro.

Nas batidas de fim de semana da Lei Seca entre junho e agosto de 2010, em Botafogo, Copacabana e Barra, 20% das pessoas paradas eram mulheres. Para nenhuma delas o bafômetro deu diferente de zero, segundo estudo feito por uma equipe do Departamento de Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFRJ. Os homens se mostraram cautelosos, mas em menor medida: o aparelho acusou teor alcoólico acima do permitido para 2,7% deles. A cautela ocorre, sobretudo, quando elas saem com eles.

- A gente percebe que algumas delas estão no volante porque eles beberam além do permitido - conta o coordenador da Operação Lei Seca, major Marco Andrade.

Álcool consumido por adolescentes preocupa
É preciso reconhecer, porém, que há casos alarmantes de mulheres no volante, como o da nutricionista Gabriela Pereira, que no início do mês atropelou e matou um jovem em São Paulo. Ela alegou ter bebido apenas um drinque à base de tequila e que disse que só assumiu a direção porque o namorado havia bebido mais do que ela. Mas Gabriela é a triste exceção que confirma uma regra, altamente favorável para as mulheres.

Entre os mais de cinco milhões de motoristas no Rio, alguns parecem atrair o teste do bafômetro. Em dois anos e meio de operação, a especialista em Saúde Pública, Erica Cavalcanti Rangel, já foi parada três vezes. Em todas, seu teor alcoólico era zero. Há um ano, ela estava saindo de uma festa em Ipanema, com um vestido preto e um laçarote vermelho amarrado no braço. Foi a única vez em que tentou argumentar com o agente, mas isto não ocorreu por causa do álcool:

- Fiquei constrangida de ficar na fila do teste com aquela roupa. Uma amiga até passou, brincou comigo e acabou ficando lá do meu lado.

A maioria das brasileiras que bebe é adulta, mas a preocupação recai sobre as adolescentes. Uma pesquisa feita em 2007 pela Secretaria Nacional Antidrogas, em parceria com a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp, mostrou que a diferença da quantidade de álcool consumida entre homens e mulheres de 14 a 17 anos é menor que nas outras idades. Vinte por cento das meninas disseram beber pelo menos uma vez por mês.

- As mulheres que bebem costumam ser mais cuidadosas ao dirigir. Mas se o índice continuar aumentando, você terá uma quantidade maior de mulheres dirigindo alcoolizadas - avalia Ronaldo Laranjeira, professor da Unifesp.

Mesmo em dose pequena, álcool altera comportamento
Jovens com até 0,2 g/l tem 1,5 vezes mais de chances de sofrer acidentes graves. E, a partir de 0,2 g/l, o risco aumenta para 2,5 vezes, em todas as idades. Com 0,5 g/l, as chances são seis vezes maiores em comparação ao motorista sóbrio. A maioria dos desastres de trânsito envolvendo álcool e direção ocorre entre adultos de 21 a 45 anos, e chega a 57% na faixa de 21 a 29 anos, segundo o Cisa.

Leonardo Gama Filho, chefe do serviço mental do Hospital Municipal Lourenço Jorge, diz que o álcool faz as pessoas perder a noção do que é perigoso e também de suas limitações:

- É uma sensação de onipotência chamada de pensamento mágico: a pessoa tem uma ideia infantil em relação às situações e acha que tudo vai dar certo.

Não é difícil ser pego no teste do bafômetro. Uma dose padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50ml de destilada) contém cerca de 10g de álcool puro. E o permitido no Brasil é até 0,2g/l. E o medo de ser flagrado faz com que motoristas tentem burlar a lei pagando R$ 100 a taxistas que se oferecem para dirigir e passar pela blitz com o carro. A multa por guiar sob efeito de álcool é de R$ 957, além da perda de sete pontos na carteira e um processo que pode suspender a habilitação por um ano. Sem contar a eventual apreensão do carro.

Esta semana, o treinador Wanderley Luxemburgo perdeu a carteira e o apresentador Bruno De Luca, do programa "Vai Pra Onde?", do Multishow, escondeu-se num condomínio para escapar de uma blitz, depois de se recusar a soprar o bafômetro. Levou duas multas, uma pela recusa ao teste e outra por evasão. E ainda dizem que, com mulher no volante, o perigo é constante...

O Globo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

São Paulo amplia combate ao álcool


Duplicação do número de leitos para tratamento de dependentes e interdição de bares que venderem bebidas alcoólicas a menores de 18 anos estão entre as medidas anunciadas pelo governador

O governo do Estado de São Paulo anunciou ontem que duplicará o número de leitos para dependentes de álcool nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A medida será paralela ao Programa de Combate ao Álcool na Infância e Adolescência, que promete uma ofensiva estadual contra a bebida à semelhança da incisiva política antitabagista paulista.

A preocupação vem ao encontro dos índices que apontam, por exemplo, que 11 anos é a idade que 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que buscaram tratamento no Centro de Referência em Álcool e Outras Drogas de SP já haviam experimentado bebida alcoólica.

Em um ano, conforme o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), serão somados 200 leitos aos atuais 200 que atendem alcoólatras pelo Caps. O projeto do programa foi enviado ontem à Assembleia Legislativa paulista, que deve apreciá-lo em até 60 dias.

O projeto prevê multa e interdição de bares que venderem e permitirem o consumo de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. Também prevê campanhas educativas nas escolas. Se aprovado, bares terão que afixar placas sobre a proibição e lojas que vendem bebidas deverão deixá-las em estandes separados dos demais produtos. A apresentação do RG será obrigatória.

Bar que vender bebida a menor pagará até R$ 87 mil
As multas previstas pelo texto são de R$ 1.745 a R$ 87.250, a depender da infração, do tamanho do estabelecimento e de reincidência. A fiscalização será feita pelos 500 fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon que já monitoram a lei antifumo. O governador diz que, se houver necessidade, o número será aumentado. Hoje, essa fiscalização é feita por agentes das subprefeituras.

Especialistas têm receio de que aumentar as punições no caso do álcool não seja tão eficiente quanto nas leis antitabagistas.

— A lei antifumo só pegou porque há décadas há campanhas desestimulando o uso e proibindo propaganda. Grandes astros do futebol fazem publicidade de bebida — analisa o promotor da vara da infância e juventude de São Paulo Thales de Oliveira.

Para Oliveira, o mais importante é a campanha educativa, sobre a qual a Secretaria da Educação paulista ainda não divulgou detalhes.

Para Arthur Guerra, coordenador do grupo de álcool e drogas da Faculdade de Medicina da USP e membro do comitê que ajudou a elaborar o projeto, a primeira resistência vai vir justamente dos pais que não veem problema em dar bebida ao filho.

— A curto prazo vamos encontrar resistência, piadas, desqualificações. Mas a médio prazo esperamos visão da sociedade mais rigorosa com seus valores — afirma Guerra.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo, Joaquim Saraiva, a fiscalização não vai afetar os bares, porque eles “já praticam” a proibição. Mas ele considera a medida boa porque dará respaldo para não venderem a quem não mostrar o RG.

A entidade foi uma das frentes contrárias à lei antifumo em São Paulo que, entre outras medidas, proibiu as áreas dedicadas a fumantes em restaurantes.

ZERO HORA

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Edmundo passa por exame no IML de SP e será transferido para o Rio


Ex-jogador foi localizado em um flat no Itaim Bibi, região nobre de SP.
Segundo delegado, ele não esboçou reação ao ser abordado.


O ex-jogador de futebol Edmundo, que foi localizado pela polícia em um flat no Itaim Bibi, região nobre de São Paulo, durante a madrugada desta quinta-feira (16), passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. Às 6h50, ele estava na Delegacia Seccional de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, onde aguardava transferência para o Rio de Janeiro.

Durante a abordagem, ocorrida por volta das 2h, o ex-jogador tentou ligar para seu advogado, mas não conseguiu. Segundo o delegado Eduardo Castanheira, responsável pela detenção, o ex-jogador não esboçou reação ao ser abordado por policiais civis.

Edmundo era considerado foragido da Justiça. A Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) expediu mandado de prisão contra Edmundo na noite desta terça (14).

O ex-jogador foi condenado em 1999 a quatro anos e seis meses de prisão por homicídio culposo, após o juiz rejeitar a alegação da defesa de prescrição do processo em que Edmundo responde por acidente de carro, em 1995.

“Recebemos denúncia anônima dando conta que ele estava em um flat na Rua Amauri. O recepcionista nos levou ao seu apartamento. Ele não esboçou nenhuma ação. Solicitei que ele tomasse banho e se arrumasse”, disse Castanheira.

A polícia do Rio informou que vai buscar ainda nesta quinta-feira o ex-jogador. O delegado titular da Polinter do Rio, Rafael Willis, disse que está se informando a respeito dos trâmites legais para a transferência. O delegado verifica, por exemplo, se Edmundo será trazido em um carro da Polícia Civil.

Rio
Doze agentes da Polinter percorreram quatro endereços diferentes registrados em nome do ex-jogador no Rio, mas ele não foi localizado na quarta-feira. O delegado titular da Polinter, Rafael Willis, chegou a dizer que as buscas tinham sido interrompidas temporariamente.

Em um dos endereços onde a polícia foi, estava a mulher de Edmundo que informou aos policiais que ele esteve no local pela manhã e saiu sem dizer para onde ia.

Segundo o TJ-RJ, a defesa do ex-jogador ainda pode recorrer da decisão. O advogado Arthur Lavigne informou na terça que ia entrar com pedido de habeas corpus. No entanto, nesta quarta, ele não foi encontrado para confirmar se já deu entrada no documento.


G1

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Jovens entre 18 e 24 anos são os que mais consomem álcool no país


9% deles bebem cinco doses em duas horas, diz relatório da secretaria de drogas

Jovens entre 18 e 24 anos são os que mais consomem álcool no país. De acordo com a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, 9% dessa população bebem mais de cinco doses de álcool em menos de duas horas. Desses, 15% consomem bebidas alcoólicas mais de uma vez por semana.

- Nosso grande problema é o exército de jovens entre 18 e 24 anos que bebe desbragadamente. [Esses jovens] Têm uma intensidade de consumo muito alto, afirmou nesta terça-feira e (31) a secretária, durante audiência pública na Comissão Especial sobre Bebidas Alcoólicas da Câmara dos Deputados.

Segundo Paulina Duarte, 52% dos jovens que consomem álcool com frequência apresentam problemas de saúde, psicológicos e familiares. Desse total, 38% têm problemas físicos, 18% têm problemas familiares e 23% relataram que já se envolveram, pelo menos uma vez, em uma situação de violência. “Essa é a população mais vulnerável no Brasil em relação ao álcool.”

Entre os universitários, o consumo é mais intenso. Nos últimos 12 meses, 76% dos estudantes de ensino superior consumiram bebidas alcoólicas e, nos últimos 30 dias, esse percentual chega a 60%.

- A dependência do álcool é uma doença crônica e progressiva, 3% dos jovens estão em altíssimo risco de se tornarem dependentes químicos, disse a secretária.

Estudos feitos pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) têm apontado que o início do consumo no Brasil tem ocorrido entre os 11 e 13 anos de idade. “Lamentavelmente, grande parte da população informa que teve o primeiro contato com o álcool dentro de casa”, afirmou Paulina Duarte.

Nas escolas públicas e particulares das 27 capitais brasileiras, 42% dos alunos dos ensinos fundamental e médio consumiram bebidas alcoólicas no último ano. “Isso é muito grave. Quase a metade dos estudantes do país [já tomou bebida alcoólica]”.

Para a secretária de Políticas sobre Drogas, a adoção de medidas isoladas não diminui o impacto do consumo de álcool entre a população.

- Temos trabalhado, no Brasil, na implantação da política nacional sobre álcool, que prevê modificação da legislação, como já fizemos com a Lei Seca, além do aumento do custo da bebida, da fiscalização e da educação [da sociedade].

De acordo com o especialista em dependência química, Walter Coutinho, existem 22 milhões de dependentes de álcool no país. Para ele, é necessário investir primeiro na desintoxicação do paciente, para, depois, vir a ajudá-lo psicologicamente.

- O problema dele não é parar de beber, mas a decisão de não voltar a beber. Isso o governo não tem condições de fornecer de maneira alguma. Existem apenas 186 Caps [Centros de Atenção Psicossocial] para esses 22 milhões de pessoas.

R7

sábado, 7 de maio de 2011

Polícia apreende pelo menos 26 menores em festas com drogas e álcool em Goiânia



GOIÂNIA - A Polícia Militar (PM) encontrou em uma chácara no Jardim Camargo, em Goiânia, pelo menos 40 jovens participando de uma festa com drogas e bebidas. Pelo menos 26, entre eles 13 meninas e 13 meninos, são menores de idade. A PM chegou ao local após uma denúncia da diretoria do Colégio Estadual Robinho Martins Azevedo no Setor Nova Esperança

No imóvel foram encontradas porções de crack, cocaína, bebidas alcoólicas e camisinhas. Todos os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Há cerca de uma semana, uma outra festa organizada por maiores de idade provocou alta evasão escolar no colégio.



O Globo

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Síndrome de alcoolismo fetal causa danos permanentes ao bebê



Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), 12 mil bebês nascem com a SAF (Síndrome de Alcoolismo Fetal) por ano.

Quando a mulher consome bebida alcoólica em excesso, a substância é absorvida pelo bebê por meio da placenta e pode causar deficiências aos recém-nascidos.

Após o parto, surgem alguns sintomas que são conhecidos como EAF (efeitos do álcool no feto). São eles: baixo peso ao nascer, disformismo facial (lábio superior mais fino ou cabeça menor do que a média), má formação de alguns órgãos e dificuldade em desenvolver habilidades, como a fala e a coordenação motora.

De acordo com Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, tudo o que a grávida absorve, seja alimentação, bebidas ou drogas, é levado diretamente ao organismo do feto, o que pode trazer benefícios ou danos à saúde do bebê.

“É importante que as mães saibam que qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer riscos à saúde do bebê, e isso também vale para medicamentos e outras drogas”, explica Huberman.

Para que a doença seja diagnosticada é necessário que o pediatra seja informado sobre os hábitos da mãe na gravidez e se existe histórico de alcoolismo na família.

No Brasil, não existe nenhum dado oficial que determine quantos bebês são atingidos pela enfermidade, mas o número de casos pode ser muito grande, já que na maioria das vezes ela não é diagnosticada.

Tatiane Moreno

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Proporção de fumantes cai e consumo de bebidas alcoólicas aumenta no país, segundo pesquisa do Ministério da Saúde


RIO - Nos últimos cinco anos a proporção de fumantes no Brasil caiu de 16,2% para 15,1%, segundo dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.

A redução mais expressiva aconteceu entre os homens: o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9% entre 2006 e 2010. Entre as mulheres o índice continua estável em 12,7% no mesmo período. Pessoas com menor escolaridade (0 a 8 anos de estudo) fumam mais (18,6%), em relação às pessoas mais escolarizadas (12 anos e mais), que fumam 10,2%.

A pesquisa entrevistou 54.339 adultos residentes nas 27 capitais e apontou ainda um aumento no consumo de bebidas alcoólicas no país, que subiu de 16,2% para 18% da população, entre 2006 e 2010. Nas mulheres, a variação no período foi de 8,2% para 10,6%. Entre os homens, a proporção passou de 25,5% para 26,8%.



O Globo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Jovens alcoólatras começam a beber antes dos 11 anos


Cerca de 40% dos adolescentes que procuram tratamento para se livrar do vício experimentam bebida alcóolica ainda crianças

O manobrista Johnny, de 22 anos, tomou o primeiro gole de vinho aos 11 anos, com o irmão mais velho. Aos 7 anos, a doméstica Madalena, de 50, bebeu um copo de pinga em casa, pensando que era água. Hoje, os dois engrossam as estatísticas do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod): 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram tratamento para se livrar do vício experimentaram bebida alcoólica antes dos 11 anos.
Os dados sobre o primeiro contato com a bebida impressionaram a psiquiatra Marta Ezierski, diretora do Cratod, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. “Uma coisa é falar de alcoolismo na população em geral. Outra é falar com base em uma população triada, já dependente. O número é muito alto.” As informações são resultado de duas análises: uma de 684 pacientes adultos e outra de 138 adolescentes que procuraram o centro nos últimos dois anos.
O ponto que mais chamou a atenção foi o fato de os jovens terem começado a beber ainda crianças, geralmente em casa ou na presença de familiares. Segundo o levantamento, em 39% dos casos o pai bebia abusivamente; em 19%, a mãe; e em 11%, o padrasto. O relatório aponta ainda que, após o contato com álcool e tabaco, metade relatou ter experimentado maconha.
“Eram crianças que tinham o consentimento da família para beber, porque o pai ou a mãe bebiam. Eles começaram a ingerir bebidas sem culpa e não se deram conta de que estavam se viciando. Um paciente chegou a dizer que havia 'nascido dentro do álcool'”, diz a diretora do Cratod.
Segundo Marta, o levantamento também demonstrou que, em geral, os adultos procuram ajuda quando já se envolveram com outras drogas, estão deprimidos, tentaram suicídio ou porque estão com alguma doença ou sequela decorrente do consumo abusivo. Já os adolescentes, diz a médica, normalmente vão ao Cratod por causa de conflitos em casa ou na sociedade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


RAC

quinta-feira, 17 de março de 2011

Menino de três anos passa por tratamento contra álcool

Álcool na infância: mais de 70 adolescentes de entre 13 e 16 anos foram hospitalizados por abuso de álcool no Reino Unido (Jupiterimages/ Thinkstock)

Criança é considerada alcoólatra mais jovem da história do país
Um menino de três anos foi internado em um hospital público da Grã-Bretanha para passar por um tratamento contra o alcoolismo, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS na sigla em inglês). O garoto, considerado o alcoólatra mais jovem da história do país, é um dos 13 menores de 12 anos diagnosticados com problemas ligados ao álcool entre 2008 e 2010 pelo NHS.
Os dados compilados pelo órgão mostram também que mais de 70 adolescentes entre 13 e 16 anos foram hospitalizados em unidades de emergência por abuso de álcool. Outros 106 da mesma idade apresentaram dependência. Segundo um estudo realizado em outubro de 2009, os britânicos são os maiores consumidores de álcool entre os cidadãos dos 27 países da União Europeia (UE).
Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. Não existem doses seguras para o consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Como o corpo está em desenvolvimento, a substância pode danificar todos os órgãos em formação. Entre os principais danos decorrentes da ingestão da bebida, estão distúrbios comportamentais, além de problemas de memória e aprendizado.

Leia mais: Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo

(Com Agência France-Presse)


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