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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mônica Bergamo: Avós de Sean terão audiência nos EUA para pedir visitas ao menino


Foi agendada para o dia 31 de agosto a audiência dos avós do garoto Sean Goldman nos Estados Unidos na ação em que pedem direito de visitar o neto. A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta quarta-feira da Folha
Desde que ele foi entregue ao pai americano, David Goldman, no fim de 2009, por decisão da Justiça brasileira, o casal não consegue ver a criança. No mês passado, a avó materna do garoto, Silvana Bianchi, disse que conversou com o neto pelo telefone nos dias 11 e 22 de junho. Na ocasião, ele falou apenas em inglês.
A criança é alvo de uma disputa judicial que culminou com sua mudança para os Estados Unidos há seis meses. Desde que foi morar com o pai, em dezembro de 2009, Sean conversou seis vezes com a família brasileira, sempre por telefone. A última conversa durou 16 minutos, segundo Silvana.
Sean morava com os pais, Bruna e David, nos Estados Unidos. Em 2004 Bruna, filha de Silvana, trouxe o filho para o Brasil, com autorização do pai, mas decidiu não voltar mais. Com a morte de Bruna, durante o parto da segunda filha, em 2008, o padrasto de Sean, João Paulo Lins e Silva, passou a disputar com David a guarda do menino. Em 24 de dezembro, por ordem judicial, Sean foi entregue ao pai, com quem mora nos EUA.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Após mais de três meses, Sean Goldman fala com avó materna


Família brasileira reclama do pouco contato com criança que teve a guarda entregue ao pai norte-americano há seis meses

Há exatos seis meses, no dia 24 de dezembro, Sean Goldman foi entregue ao pai norte-americano David Goldman, após uma disputa pela guarda do menino com Silvana Bianchi, a avó, e João Paulo Lins e Silva, o viúvo da mãe de Sean, Bruna Bianchi – que morreu na mesa de parto no nascimento da filha. De lá para cá, segundo a avó, a família brasileira só conseguiu falar com Sean seis vezes.
As últimas foram nos dias 11 e 22 de junho. Nas duas vezes foi Sean quem ligou para a avó. Antes disso, ele havia ligado no dia 2 de março. A ligação do dia 11 foi a primeira em 101 dias. O padrasto, contudo, ainda não conversou com o menino, desde que ele saiu do Brasil.
O primeiro telefonema neste mês durou cerca de cinco minutos e o segundo quase 16 minutos. Segundo contou João Paulo, ambas as ligações foram feitas a partir de um telefone nos Estados Unidos que não eram o da casa de David Goldman. Silvana Bianchi afirma que o celular do David está sempre em secretária eletrônica e o número da casa deles foi trocado assim que Sean foi para lá.
“Nossos advogados aqui no Rio estão com um pedido na Justiça para que haja pelo menos uma ligação semanal. Espero que Sean mantenha contato com a irmã dele e com a família brasileira”, disse o padrasto.
A avó contou como foi a última conversa. “Ele falava em inglês e eu em português. Era um papo pouco espontâneo, mais uma coisa de eu perguntando e ele respondendo. Eu queria saber como ele estava, se estava de férias, o que anda fazendo, se está indo ao cinema, qual era a programação dele... E ele me respondia. Falei da irmãzinha (de 1 ano e 10 meses), que ela está gordinha, falando muito.... E disse a ele que quero ir o mais rápido possível lá para dar seu beijo do aniversário. Ele escutava calado”, relatou a avó do menino.
O pouco que o menino falou, segundo a avó, foi a respeito das atividades que tem exercido. “Diz que vai ao cinema, tem pescado, ia entrar de férias... Não é uma coisa de emoção, é papo travado. Ele falou que tem amigos na escola, que tem ido à piscina, que iria para o camping, que equivale a nossa colônia de férias aqui”, disse ela.

Mensagens por email
Uma pessoa próxima à família Lins e Silva conta que Sean mantinha um email, criado enquanto esteve morando no Rio. Era através desse email que ele conseguia trocar algumas mensagens com o padrasto e a avó. “Ele dizia que amava todos aqui, que estava com saudades, mandava beijos... coisas de criança”, contou a pessoa que teve acesso às mensagens e pediu para não ser identificada. Na última ligação que Sean fez para a avó, ele teria dito que o pai descobriu a conta de email e trocou a senha.
João Paulo Lins e Silva não falou com a criança. “Se eu tentar ligar ou se a avó dele falar no meu nome, desligam na cara”, justifica. Ele também reclama das consequências do clima belicoso criado entre a família brasileira, o pai norte-americano e a opinião pública nos dois países. Ele diz que costuma receber emails com insultos e xingamentos em inglês. “Criou-se, nos Estados Unidos, uma mobilização enorme em torno do caso. Qualquer coisa que eu fale, recebo em seguida recados agressivos me chamando de mentiroso”, contou.
Hoje, João Paulo já não tem tanta certeza se ainda espera reaver a guarda de Sean. “Quero que ele, independentemente de onde estiver, esteja sendo bem cuidado da melhor forma possível. Só quero o bem dele. Se ele estiver bem e feliz, não me incomodo”, disse.

Vida em Nova Jersey
Paulo Roberto Andrade, advogado de David no Brasil, contou à reportagem do iG que estas ligações feitas à família brasileira são exemplos da “boa conduta” por parte de seu cliente. “Isso só demonstra que jamais houve qualquer resistência por parte do David do contato do Sean com a família no Brasil. É um delírio achar que o David deixou o menino enclausurado. Ele deixou bem claro que não colocaria resistências a este contato.
O advogado contou ainda que esteve com David e Sean há um mês e meio, em Nova Jersey, onde pai e filho moram atualmente. “Sean vive com o pai numa boa casa. Ele está super bem, integrado à escola, aos amigos. Mora num bairro típico de cidadezinha americana, onde há casas sem portão, sem muro e grade, com quintal.
Sem o conforto de uma família de alta classe brasileira, mas vivendo dignamente nos Estados Unidos”, afirmou.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Família brasileira consegue falar com o menino Sean após 101 dias


DO RIO

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Depois de mais de três meses sem notícias do neto, Sean Goldman, 10, alvo de uma disputa judicial que culminou com sua mudança para os EUA há seis meses, a avó materna Silvana Bianchi conseguiu conversar com o menino. Nos dias 11 e 22 de junho, os dois se falaram por telefone.
Ela contou que nesse intervalo ligou dezenas de vezes e chegou a ir aos EUA, mas não teve autorização para falar com ele. A família brasileira tenta na Justiça dos EUA autorização para visitas regulares a Sean.
Sean nasceu nos Estados Unidos e aos 4 anos veio com a mãe, Bruna Bianchi Goldman, passar férias no Rio. Dias depois da chegada, Bruna comunicou a David que pedira o divórcio pelas leis brasileiras. Casou-se, pouco depois, com o advogado João Paulo Lins e Silva e em 2008 morreu durante o parto da filha.
Desde então, as famílias brasileira e norte-americana disputam a guarda do menino. O assunto chegou a ser tratado em encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a secretária de Estado Hillary Clinton, no ano passado.
Em dezembro, David Goldman obteve a guarda do filho, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).


Folha Online

terça-feira, 25 de maio de 2010

Família pede ao governo dos EUA para falar com Sean em seu aniversário


O advogado Carlos Nicodemos afirmou que o Brasil encaminhou nesta segunda-feira (24/5) a autoridades norte-americanas um pedido de intervenção para que o pai de Sean Goldman, David Goldman, permita à família materna manter contato com o menino, que completa 10 anos nesta terça-feira (25/5).
"O pedido é baseado nos princípios da Convenção de Haia", explicou Nicodemos. O pai de Sean nega o direito de acesso ao menino para os avós maternos, o que, segundo o advogado, fere a Convenção. A resposta do governo dos EUA deve sair em 30 dias.
Na véspera do Natal de 2009, Goldman conseguiu embarcar com o filho para os EUA. Silvana Bianchi, avó do garoto, reclama que não consegue falar com Sean desde o início de março.
Também nesta segunda-feira, o Ministério Público denunciou por homicídio culposo os médicos Nadir Farah e Eduardo Pessoa Farah pela morte de Bruna Bianchi, mãe de Sean. Ela morreu em 2008, depois de dar à luz a filha de seu segundo casamento.
De acordo com a certidão de óbito, Bruna morreu em consequência de hemorragia pós-parto, atonia e rotura uterina.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Avó de Sean pede ajuda ao governo brasileiro para garantir visitas ao neto


Pedido foi protocolado na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.
Defesa tem como base princípios da Convenção de Haia.

A família brasileira de Sean Goldman entrou com um pedido na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República solicitando que seja garantido o direito de visita e comunicação. Desde o dia 2 de março de 2010, Silvana Bianchi, avó de Sean, não consegue se comunicar com o neto. “A comunicação está blindada. Não consigo falar com o Sean por telefone, e-mail ou carta”.
Os advogados da família solicitaram à Secretaria de Direitos Humanos que, com base na Convenção de Haia, consiga uma autorização para visitas e comunicação com Sean. O objetivo é fazer com que o governo brasileiro acione diretamente o governo norte-americano.
A Convenção de Haia trata, entre outros temas, da proteção de menores. Os Estados signatários da Convenção de Haia reconhecem que “para o desenvolvimento harmonioso de sua personalidade, a criança deve crescer em meio familiar, em clima de felicidade, de amor e de compreensão”. Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos são signatários da convenção.
Sean retornou aos Estados Unidos no dia 24 de dezembro de 2009, após uma batalha judicial entra a família brasileira - representada pela avó Silvana Bianchi e pelo padrasto João Paulo Lins e Silva – e o pai do garoto, o norte-americano David Goldman. Desde então, Silvana não manteve contato com o neto.
“Não tive direito de visitação. Estou há mais de quatro meses sem ver meu neto. Fomos aos Estados Unidos durante a Semana Santa para visitar o Sean, mas o pai não permitiu. Ele disse que decidiria o melhor momento. Fizemos um pedido de visita emergencial à corte norte-americana, mas o pedido também foi negado”, disse Silvana.
Silvana disse esperar agilidade do governo brasileiro para solucionar o problema. “Espero que não demore. A situação do bem-estar do menor não foi levada em conta neste caso. Espero que a Secretaria de Direitos Humanos seja mesmo de direitos humanos, que os direitos do Sean sejam respeitados. É uma situação muito dura para nós. O Sean não tem o direito de ver a própria avó”, afirmou.
David Goldman pediu a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman e regressou com o filho ao Brasil. Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.
A Secretaria de Direitos Humanos não divulgou informações relativas ao caso.


G1

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mãe de Sean Goldman foi vítima de erro médico, diz polícia


Bruna morreu após parto de irmã do menino em 2008. Equipe foi indiciada por homicídio

Rio - O delegado Carlos Jorge Sodré, da 10ª DP (Botafogo), indiciou por homicídio culposo o médico Nadir Farah e mais quatro profissionais de sua equipe pela morte, em 2008, de Bruna Bianchi, mãe do menino Sean Goldman. A estilista morreu horas depois de dar à luz a filha Chiara, do segundo casamento, com o advogado João Paulo Lins e Silva.
De acordo com o relatório da polícia, há provas “que revelam culpa por parte dos médicos particulares da vítima”. O documento menciona a equipe do médico Nadir Farah. Ainda segundo o delegado, “os médicos não teriam agido de acordo com as normas técnicas preconizadas pela medicina e, portanto, a causa mortis poderia ter sido evitada”.
Silvana Bianchi, mãe de Bruna, vai aguardar a posição do Ministério Público para se pronunciar, mas admitiu que a família ainda guarda revolta pela morte de Bruna. “Ele era meu médico há 40 anos. Colocou a Bruna no mundo, por isso ela confiava tanto nele”, disse.
O sogro de Bruna, o advogado Paulo Lins e Silva, antes do parto, tentou demover a nora da ideia de ser operada por Farah. “Esse mesmo médico fez o parto de minha esposa há mais de 30 anos e minha filha morreu. Achamos que foi uma fatalidade, até porque o bebê era prematuro, mas ele liberou ela do repouso determinado por outros médicos”, contou.
Depois da morte de Bruna, o pai de Sean, de 9 anos, o americano David Goldman, entrou na Justiça pela guarda do menino e conseguiu levá-lo de volta aos Estados Unidos, no fim do ano passado.
O advogado Ricardo Loretti, que representa o médico, não retornou as ligações feitas por O DIA, depois de inúmeros recados deixados em seu escritório. O advogado Alexandre Sigmaringa, que também representa Farah, disse que retornaria a ligação, mas não o fez.

Entenda o caso
A história da luta do americano David Goldman para reaver a guarda do filho mobilizou a opinião pública e o governo americano. O pai de Sean, David Goldman, luta para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro.
A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Ao desembarcar no país, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos. A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avós brasileiros de Sean Goldman devem respeitar decisão da Corte dos EUA, diz juiz americano


Representante da Convenção de Haia, porém, defende direito de visitas ao menino

Pivô de uma disputa entre o Brasil e os Estados Unidos, o menino Sean Goldman vive desde o fim do ano passado com o pai, o americano David Goldman, a quem os avós brasileiros acusam de não deixar visitá-lo. Para o juiz federal dos Estados Unidos Peter Messitte, a família materna do menino deveria ter o direito de vê-lo. Mas ele explica que a decisão cabe à Justiça americana.
Nesta sexta-feira (16), o caso Sean Goldman será um dos destaques do segundo dia de palestras e debates da 5ª edição do “FOR-JVS, International Forum of Justice” (Fórum Internacional de Justiça), que acontece em São Paulo. Para o magistrado – que durante o impasse trabalhou como mediador entre os poderes Judiciários brasileiro e americano – apesar de o Brasil ter demorado em devolver o menino ao pai, não ficaram rusgas entre os dois países.
- Para os americanos, esse caso foi mesmo uma aberração na relação entre o Brasil e os Estados Unidos. [...] Mas nós sabíamos que o governo brasileiro tinha a intenção de respeitar a convenção, apesar da demora do sistema Judiciário local.
Messitte acompanhou de perto o impasse entre as duas famílias. Na ocasião, ele foi convidado a ajudar no diálogo com a Justiça brasileira, e chegou a defender o Brasil ao Congresso dos Estados Unidos. Embora seja americano, o jurista viveu no Brasil por mais de 10 anos entre a década de 60 e 70.
- Eu defendi o Brasil no Congresso [dos Estados Unidos], porque sei que a questão da demora do Judiciário não era exclusividade do caso, e tenho simpatia pela família brasileira do Sean. Mas não há dúvidas que ele tinha que ficar com o pai.
Durante o Fórum, o juiz espera tomar conhecimento sobre a repercussão e a interpretação que os brasileiros fizeram do tema. Segundo ele, o caso Goldman se tornou um exemplo para os americanos no combate ao sequestro internacional. O juiz evita julgar os erros e acertos dos dois lados, mas destacou que a decisão final sobre o caso sempre coube aos Estados Unidos.
- Ele nasceu nos Estados Unidos, eles [David Goldman e a brasileira Bruna Bianchi, mãe de Sean] viveram quatro anos com a criança no país. [...] Então, pela Convenção de Haia [acordo internacional sobre seqüestros de crianças], a decisão tinha de seguir as regras da Justiça americana.
Nascido nos EUA, Sean veio ao Brasil em 2004 com a mãe. Desde então, o pai dele e a família brasileira do menino travavam uma disputa judicial, que originou uma crise diplomática entre os dois países. No final de 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a devolução da criança ao pai.

Fórum
Voltado para juízes, promotores da Justiça, advogados, acadêmicos e delegados das polícias Civil e Federal, o fórum tem como objetivo elaborar propostas para viabilizar reformas na Justiça brasileira, tornando-a mais independente e democrática. Promovido pela APM (Associação Paulista de Magistrados) e pelo Jornal da Justiça, o Fórum Internacional de Justiça conta com o patrocínio da Rede Record, da Odebrecht e da Fiesp. Mais informações no site do evento.



terça-feira, 4 de maio de 2010

Advogados retiram pedido de audiência no caso Sean


Família brasileira vai rever estratégia para conseguir visitar o menino nos EUA

Os advogados da família brasileira do menino Sean Goldman retiraram o pedido de audiência emergencial que aconteceria na próxima sexta-feira (7). A retirada ocorreu na última semana, quando os advogados e família decidiram mudar a estratégia que empregavam no caso.
Agora a ideia é usar a Convenção de Haia, que trata da resolução de conflitos também em casos como o do brasileiro, para estabelecer as visitas ao menino.
Após 102 dias sem ver Sean, a avó materna, Silvia Bianchi, viajou para o país onde ficou dez dias para mais uma tentativa encontrar o neto. Durante o período que passou em Nova Jersey, Silvana Bianchi chegou a se reunir com o psicólogo e com o pai biológico do garoto, o americano David Goldman, mas o pedido de encontro foi recusado.
Sean Goldman foi levado pelo pai em dezembro de 2009, após uma disputa judicial no Brasil, e mora em uma cidade perto de Nova York.


terça-feira, 20 de abril de 2010

Avó de Sean se encontra com senador e pede ajuda para visitar neto nos Estados Unidose


Cristovam Buarque diz que governo tem obrigação de ajudar a família do menino

A avó brasileira do menino Sean Goldman, Silvana Bianchi, deverá se encontrar na tarde desta terça-feira (20) com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para pedir que o governo brasileiro ajude a família a reencontrar a criança. O garoto foi levado no final de 2009 aos Estados Unidos pelo pai, o americano David Goldman, e desde então a família brasileira não o viu mais.
Buarque, que integra a Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse ao R7 que o governo brasileiro tem obrigação de ajudar a família a visitá-lo. Segundo o senador, após o encontro – previsto para ocorrer às 17h em um café no Senado, em Brasília – serão avaliadas as medidas que podem ser tomadas.
- O papel do governo brasileiro é defender os brasileiros. Esse menino também é brasileiro. A família é brasileira, então o governo tem que ajudar.
Em abril deste ano, a Justiça dos Estados Unidos proibiu que a família brasileira visite o garoto. Silvana foi ao país para tentar visitar o neto, porém, Goldman não teria permitido a visita. O advogado Sergio Tostes, que representa a família, disse que a Justiça aceitou os argumentos do pai, para quem a visita “seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai”.
O senador defendeu que o governo federal peça ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que interceda a favor da família de Bruna Bianchi, mãe de Sean, morta em 2008. Dessa forma, diz Cristovam, a família não precisaria recorrer à Justiça, evitando que a criança passe por novos desgastes.
- Eu não vejo por que o governo americano não tentaria ajudar. [...] A avó criou ele até os nove anos. Aí de repente perde o contato. Isso é muito ruim pra criança.
Para o senador, a eventual ajuda do governo brasileiro à família não deve gerar uma nova crise diplomática entre os países.
Sean, que nasceu nos Estados Unidos, veio com mãe passar férias no Brasil quando tinha quatro anos, mas eles não retornaram. Bruna se casou novamente no Brasil e morreu no parto da segunda filha.
Desde 2008, o padrasto de Sean, João Paulo Lins e Silva, passou a criar o garoto no Brasil, enquanto o pai biológico travava uma batalha judicial para levar o menino de volta. Em dezembro de 2009, David recebeu uma liminar da Justiça brasileira determinando a devolução do garoto e os dois voltaram juntos para os Estados Unidos.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Família de padrasto de Sean perde ação para David Goldman


Paulo Lins e Silva se disse prejudicado por declarações do pai do menino. Justiça do Rio negou indenização por dano moral.

A história envolvendo o menino Sean Goldman, enviado sob guarda do pai americano aos Estados Unidos em 2009, a contragosto da família brasileira, tem mais um capítulo na Justiça. O padrasto de Sean, o advogado João Paulo Lins e Silva e seu pai, Paulo Lins e Silva, entraram com uma ação contra David Goldman, o pai americano, pedindo indenização por danos morais. A Justiça do Rio decidiu, no dia 14, negar o pedido.
A decisão é da 13ª Vara Cível do Rio e a ela ainda cabe recurso.
Segundo a ação, a “boa imagem dos advogados” foi prejudicada pela “conduta irresponsável e despropositada” de David, que “envidou esforços no sentido de transformar a vida dos autores em um verdadeiro inferno”.

Campanha teria prejudicado participação em congresso
De acordo com o texto da a ação, a campanha feita por David, chamada Bring Sean Home (Traga Sean para casa) atacava de maneira “direta e agressiva” a Justiça brasileira e a família Lins e Silva.
Na ação, os autores alegaram que a campanha de David teria prejudicado suas carreiras profissionais e que Paulo teria tido cancelada sua participação em um congresso em Buenos Aires, na Argentina.
A família pediu que David se abstivesse de divulgar ofensas aos dois num prazo de 48 horas.

Não há provas de que David foi responsável
No entanto, o texto da decisão da Justiça diz que não há qualquer prova de que David foi o responsável pelo cancelamento da palestra que o advogado faria no evento de Buenos Aires, mas sim porque os organizadores entenderam faltar isenção ao palestrante por estar vivenciando um caso concreto relativo ao conteúdo de sua palestra.

Autores são condenados
A juíza da ação, Ledir Dias de Araújo, registrou ainda que “grande parte das manifestações externadas pelo réu (David) constam de decisões judiciais. Assim, não se tratam de manifestações aleatórias ou de opiniões pessoais, mas embasadas em fontes. Quanto ao dano moral, este é o sofrimento humano, a dor, a mágoa, a tristeza imposta injustamente a outrem". E disse ainda que “no caso, não se vislumbra qualquer prática do réu (David) que possa ter acarretado dano moral aos autores (João Paulo e Paulo Lins e Silva), já que o mesmo não praticou qualquer ação ilícita capaz de ofender a moral dos autores, tendo apenas exercido seu direito de manifestação, não se vislumbrando qualquer excesso.
Os autores da ação foram condenados ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 20% sobre o valor dado à causa.
O G1 entrou em contato com o advogado que defende a causa, mas ele não retornou à ligação da redação.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Sean não parece infeliz com o pai David


Ao contrário do que insinuam os familiares brasileiros de Sean Goldman, que dispõe de poderoso lobby na mídia, o garoto não parece estar vivendo infeliz e em "cárcere privado", com seu pai, David Goldman. Fotos (acima) divulgadas no site ShoreCatch.com revelam um menino com expressão de contentamento ao lado do pai, durante uma pescaria nos Estados Unidos.

Claudio Humberto


Blog Movimento Ordem Vigília Contra Corrupção

sábado, 10 de abril de 2010

Sean só voltará se juiz dos EUA ordenar, diz advogado do pai


São Paulo - O advogado do americano David Goldman, pai de Sean Goldman, 9 anos, disse na quinta-feira que o menino só retornará ao Brasil por decisão da Justiça americana, independentemente da posição do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu liminar que ordena a volta da criança ao País. A medida, entretanto, depende da análise dos demais integrantes do Supremo. Ainda não há data prevista para o julgamento. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o advogado Ricardo Zamariola, a Convenção de Haia sobre sequestro internacional de menores determina que a Justiça do país de residência habitual da criança deve decidir sobre a guarda. Dessa forma, apenas um juiz americano poderia determinar seu retorno ao Brasil. Já Sergio Tostes, que representa a família brasileira de Sean, afirma que "é impensável que a grande democracia do mundo ocidental deixe de cumprir aquilo que a Justiça brasileira decidir". Tostes disse que a posição de Zamariola "representa um desrespeito tanto à soberania da Justiça brasileira quanto aos princípios internacionais de respeito a decisões judiciais".

Braga


quarta-feira, 7 de abril de 2010

MANIFESTAÇÃO RJ: Dia de Conscientização contra Alienação Parental. Dia 25 de abril.


Avó de Sean Goldman sente na pele a dor de não poder ver um ente querido.


Durante os mais de cinco anos de luta para ter o seu direito de conviver com o filho Sean Goldman, seqüestrado pela mãe e mantido ilegalmente no Brasil, o PAI, David Goldman, sofreu por não poder sequer ter contatos com o menino.
Mas o mundo dá suas voltas. Agora os papéis se inverteram. O menino está morando com seu PAI, David Goldman, nos Estados Unidos e a família do ex-padastro, principalmente a avó materna, Silvana Bianchi, lamenta não ter liberdade para tais contatos, como vem sendo mostrado em alguns veículos de comunicação, como na matéria abaixo do jornal carioca O DIA.
A família brasileira continua na Justiça tentando reverter a situação, querendo trazer de volta a criança para o Brasil, o que dificilmente irá acontecer e serve apenas para manter um clima litigante e tenso, tendo então, razão o PAI de não permitir que seu filho continue sendo contaminado por pessoas que querem aliená-lo de seu filho.

FIRMEZA NA LUTA, DAVID GOLDMAN! ESTAMOS COM VOCÊ



MATÉRIA DO JORNAL O DIA:
Avó de Sean: 'O amor não é imposto, é feito de liberdade'
Rio - O apartamento da avó materna de Sean Goldman, Silvana Bianchi, na Zona Sul do Rio de Janeiro guarda as únicas recordações que a família brasileira tem do menino. Fotos espalhadas por porta-retraos contam a vida do garoto que, por decisão da Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, não pode ter nenhum contato com a avó materna. Silvana se queixa do cerceamento à liberdade do menino.
"Se eu pudesse mandar um recado a ele diria 'Sean eu te amo, tenha força'. O amor não é imposto. Ele é feito de liberdade. Nas últimas vezes que nos falamos, ele dizia estar com saudade e sempre perguntava quando iríamos visitá-lo. As ligações que fazíamos para falar com meu neto eram totalmente controladas pelo pai biológico, que nos obrigava a falar em inglês e sempre com a escuta dele. Assim se perde a espontaneidade. O que resulta em uma conversa monossilábica com Sean, o inglês não é a minha língua nativa", afirmou.
"Desde o dia 24 de dezembro do ano passado, não tivemos nenhum contato físico. Desde que o Sr. David tomou o controle do processo, está terrível", disse. A avó falou do drama que passou nos Estados Unidos tentando visitar o neto durante 10 dias. "Tenho certeza que ele não soube que estive lá para vê-lo. Apesar de o psicólogo americano que acompanha o caso recomendar que era importante a visitação, David disse que isso ocorrerá quando ele achar oportuno", disse.
Com os olhos marejados, Silvana disse que após a atitude "irredutível" de David, entrou com um pedido emergencial de visitação na Corte de Família de Nova Jersey, mas que foi indeferido. "A juíza entendeu que não havia emergência e marcou uma audiência para o dia 7 de maio. Para mim foi como uma punhalada no coração. Tive que acatar a decisão. Não restou alternativa. Não irei aos Estados Unidos para acompanhar a resposta ao meu pedido. É uma incógnita", disse a avó.
"Se eu pudesse mandar um recado a ele diria 'Sean eu te amo, tenha força'. O amor não é imposto. Ele é feito de liberdade. Nas últimas vezes que nos falamos, ele dizia estar com saudade e sempre perguntava quando iríamos visitá-lo. As ligações que fazíamos para falar com meu neto eram totalmente controladas pelo pai biológico, que nos obrigava a falar em inglês e sempre com a escuta dele. Assim se perde a espontaneidade. O que resulta em uma conversa monossilábica com Sean, o inglês não é a minha língua nativa", afirmou.
Segundo a avó, a irmã dele, Chiara, sempre pergunta pelo irmão quando passa pela porta de seu quarto. "O quarto ainda está com os móveis que ele tanto gostava e o computador em que ele sempre jogava games", disse.
Na primeira fase do processo, Silvana Bianchi foi acusada pelo pai do garoto de participação do sequestro de Sean. "Pura fantasia, loucura, fui acusada de co-autora de um sequestro que não existiu. Nunca fiz nada ilegal. Insanidade, não tem como tirar uma criança dos Estados Unidos sem a documentação correta", afirmou.

Entenda o caso
David Goldman, o pai biológico de Sean, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele brigou pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/4/avo_de_sean_o_amor_nao_e_imposto_e_feito_de_liberdade_73513.html




terça-feira, 6 de abril de 2010

Sean Goldman


A mídia assola o país novamente com notícias sobre Sean Goldman, o garoto de pai americano e mãe brasileira que agora vive nos Estados Unidos com o pai, após uma ação judicial que se arrastou por alguns anos.
Apareceu no Fantástico e está em vários jornais que a avó esteve agora nos Estados Unidos e não conseguiu ver o neto - isso tudo noticiado de uma forma dramática.
Sean veio para o Brasil com a mãe que não retornou mais pois decidiu se separar. Após falecer, a família materna do garoto decidiu que ele ficaria por aqui. Entrou com uma ação de pedido de guarda permanente. A avó declarou: "Os direitos humanos desta criança mais uma vez não estão sendo respeitados. Há 33 dias que não falo com ele."
Ora D. Silvana, os direitos humanos desta criança já foram desrespeitados por vocês anteriormente e feio.
Não é porque os avós são brasileiros que vou ficar em definitivo ao lado deles.
Os avós maternos erraram e muito. Reclamam hoje mas se esquecem de que privaram esse pai de falar, ver e visitar o menino por anos a fio. Lembram? Se achavam no direito de ter o garoto a qualquer custo pois assim o decidiram, numa demostração de desrespeito total àquele que por direito teria a guarda do filho. Então essa medida de agora não seria uma atitude do pai em defesa e proteção de sua relação pai-filho que demorou tanto a conseguir? Ele já declarou que se a família materna de Sean retirar o processo que move para ter o garoto de volta, ele abre as visitas normalmente.
David Goldman me parece ser um pai amoroso, dedicado e presente. A luta que travou para ter o filho impressiona e em suas entrevistas é notório o seu carinho e vontade de pai em criar seu filho.
Sofre mais Sean que poderia desfrutar de seu pai e visitar seus avós e o país natal de sua mãe sempre que possível. Mas do jeito que a coisa vai, parece que não vai ser assim.
Acho que os avós deveriam repensar o que estão fazendo retirando a ação. Porque David Goldman não pode criar seu próprio filho se assim o quer sendo que não há nada que o desabone de fazê-lo?

Mariangela Buchara


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pai do menino Sean quer permitir visita de família brasileira, diz advogada


Segundo Patricia Apy, pai quer que relação seja mediada por psicólogo.
Avó de Sean voltou ao Brasil após Justiça negar pedido para ver o neto.

A advogada Patricia Apy, que representa David Goldman, pai do menino Sean, disse nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos, que seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob orientação de um psicólogo.
“Nós dissemos à Silvana [Bianchi, avó de Sean] e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.
Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.
Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.
David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto.
Ela e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.
Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.
Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.
“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”
O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.
“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”
Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.
De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.


domingo, 4 de abril de 2010

David Goldman Vs Silvana Bianchi


Há 32 dias a avó materna Silvana Bianchi perdeu o contato com neto Sean Goldman, de 10 anos, depois que o menino foi entregue ao pai americano, David Goldman, pela Justiça...

Sean não responde emails nem atende seus telefonemas...

Silvana Bianchi acredita que 'Sean está sendo vítima de uma espécie de lavagem cerebral'...

Quinta feira passada, uma juiza de Nova Jersey negou pedido para que a avó Silvana pudesse visitá-lo...

Sexta feira Silvana Bianchi ainda estava nos EUA:

- Me encontrei com David dias antes, na frente do psicólogo que acompanha Sean nos EUA. O psicólogo tinha recomendado o encontro, ajudaria na adaptação do menino em Nova Jersey.

Sabem o que eu acho?

Nada!

Quando a briga pela guarda de Sean Bianchi Goldman tornou-se um caso diplomático em que Lula e Hilary Clinton resolverem intervir achei inadequado...

Apesar das partes usarem a mídia para sensibilizarem a opinião pública; quando alguém opina eles acham ruim...

A Justiça americana e brasileira possui mecanismos a não permitir que desavenças familiares se transformem num balcão de escambo de sentimentos contrariados ou campo de batalha de egos melindrados...

Se o menino Sean preferiu se calar e sua ausência deixou uma lacuna...

Que tal preencher adotando uma criança de orfanato?

Jorge Schweitzer



sábado, 3 de abril de 2010

Justiça dos EUA proíbe avó de ver S.

Imagem do Google

A família brasileira do garoto S. - levado em dezembro passado pelo pai americano, David Goldman, após uma disputa judicial no Brasil - vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey (EUA), que negou um pedido da avó materna, Silvana Bianchi, para visitá-lo. A informação foi dada hoje pelo advogado Sérgio Tostes, que representa a família. "O pai sempre negou e impediu o contato", afirmou o advogado.
Segundo Tostes, o pedido de Silvana foi baseado na Convenção de Haia, o mesmo argumento usado pelo pai na Justiça brasileira para conseguir ficar com o filho. "Ele alegava que (o contato) seria prejudicial à adaptação da criança. Também obrigava que os telefonemas fossem em inglês, para que pudesse monitorar as conversas. Não restou alternativa a não ser ir à Corte com um pedido para ter direito à visitação, com base na Convenção de Haia", declarou.
A Justiça norte-americana, segundo relatou Tostes, aceitou os argumentos de Goldman de que, no momento, a visitação "seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai". Ainda de acordo com o advogado, houve apenas um encontro da avó com o neto depois que ele foi para os EUA, mas "foi um fracasso total" por causa das "restrições".
O advogado de David Goldman no Brasil, Ricardo Zamariola, foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar o assunto. Ele disse que as questões relacionadas à visitação de Sean nos EUA são tratadas pela advogada norte-americana de Goldman, Patricia Apy, que não foi localizada até o início desta tarde.

FELIPE WERNECK - Agência Estado


Estadão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Autoridades são responsáveis por confusão


O caso do menino Sean Goldman, recentemente devolvido a seu pai americano, David Goldman, desperta paixões e muita polêmica. Contudo, parece-me ser um serviço de utilidade pública rever o assunto à luz da Convenção de Haia Sobre os Aspectos Civis do Sequestro de Menores. Embora tenha sido incessantemente citada e invocada ao longo de todo o processo relativo ao menino, a Convenção foi alvo de interpretações esdrúxulas e distorções que contribuíram para prestar um desfavor à população.
Em meio à tanta desinformação, os brasileiros que se encontram na dramática situação de tentar reaver um filho ilegalmente levado a outro país podem acabar desconhecendo os importantes mecanismos que a Convenção oferece para ajudar a solucionar casos como esses – de acordo com levantamento feito pela Advocacia Geral da União, há 63 pedidos de devolução de crianças brasileiras mantidas no exterior que ainda estão sem solução.
O episódio envolvendo Sean começou em junho de 2004, quando ele, na época com quase quatro anos de idade, fez uma viagem de férias para o Brasil em companhia de sua mãe, Bruna, então casada com o pai do menino, David Goldman, com quem residia nos Estados Unidos. Durante a viagem porém, Bruna decidiu não retornar para os EUA. A explicação do que ocorreu a seguir é dada pelo advogado João Paulo Lins e Silva, que posteriormente iria se tornar marido de Bruna e padrasto de Sean.
Em carta aberta publicada em jornais em março de 2009, Lins e Silva afirma que: “durante o prazo autorizado pelo americano para Bruna aqui ficar em conjunto com seu filho, requereu perante a Justiça Brasileira a guarda provisória de Sean, que foi prontamente concedida”. Mais adiante, ele acrescenta: “o americano (David), por sua vez, não mais se interessou em conversar com Bruna amigavelmente. Procurou um escritório de São Paulo e através dos mesmos (sic) ingressou, meses após a vinda de Bruna, com uma ação alegando sequestro internacional!! Como se a mãe pudesse pedir resgate ou estar em lugar não sabido”.
É aqui que entra a Convenção de Haia, da qual o Brasil se tornou signatário por meio do Decreto Presidencial 3.413, de 14 de abril de 2000. No artigo 1º da Convenção fica estabelecido que seu objetivo é “assegurar o retorno imediato de crianças ilicitamente transferidas para qualquer Estado Contratante ou nele retidas indevidamente”. Observe-se que não é mencionada a palavra “sequestro”, porque sequestro é uma tradução não muito correta da palavra inglesa abduction, que, no caso da Convenção, refere-se à transferência ilícita de crianças. Embora a palavra sequestro apareça na tradução brasileira do título da Convenção, fica claro, após analisar seu conteúdo, que a mesma não se refere a sequestro conforme a tipificação dada a esse crime por nosso Código Penal.
Portanto, a observação de Lins e Silva quanto a “resgate” e “lugar não sabido” não se justifica, pois uma criança pode ter sido transferida ilicitamente mesmo que não haja pedido de resgate e mesmo que seu paradeiro seja conhecido.
E o que seria a transferência ou retenção ilícita de um menor? A Convenção fornece a explicação em seu artigo 3º, o qual estabelece que o ato ilícito ocorre quando há violação do direito de guarda, atribuído individual ou conjuntamente pela lei do Estado na qual a criança residia antes de sua remoção.
Como Bruna ainda era casada com David quando veio ao Brasil com Sean, a guarda do menino pertencia aos dois. Qualquer contestação a respeito deveria ser feita nos Estados Unidos, local de domicílio de Sean, David e da própria Bruna.
A decisão da Justiça brasileira, mantida em mais de uma instância, de conceder a guarda à mãe, contraria a Convenção de Haia. O artigo 17 estabelece que essa concessão, feita no país onde a criança está sendo retida ilicitamente, não poderá servir de base para que o retorno do menor seja negado. A Convenção também admite a possibilidade de que a devolução da criança seja negada, caso haja provas de que isso implica expor o menor a perigos de ordem física ou psíquica (artigo 13). Contudo, não foi cabalmente comprovado que Sean estivesse correndo esse risco.
Com a morte de Bruna, a situação complicou-se ainda mais. A partir daí, o que estava em jogo não era apenas a guarda do menino, mas o poder familiar – ou seja, os direitos que pais e mães biológicos têm em relação a seus filhos. Como David nunca perdeu nem abriu mão de seu poder familiar sobre Sean, era ele – e não a avó materna, nem muito menos o padrasto – que deveria ficar com o menino.
A possibilidade de que Sean continuasse no Brasil sob a alegação da existência de laços afetivos entre ele e a família brasileira, prevista tanto pela Convenção quanto por nossa legislação, suscita uma questão complexa, para dizer o mínimo. Afinal, os laços se formaram devido à permanência prolongada do menino em território brasileiro e consequente afastamento do pai, o que ocorreu devido à morosidade do Judiciário em aplicar a Convenção de Haia logo no início.
A triste conclusão é que não há vencedores nesse lamentável episódio. Mas há responsáveis, sim: autoridades brasileiras que – ao contrário das americanas – não trataram com a devida atenção e respeito um acordo internacional cujo objetivo é exatamente tentar evitar, ou pelo menos reparar, o sofrimento e a injustiça resultantes de situações como essas.

Ivone Zeger


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