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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Momentos eternizados: dia mundial da amamentação é comemorado neste 1º de agosto



Carinho, ternura, dedicação e paciência, são palavras que traduzem a amamentação. Para comemorar essa fase tão importante para toda a família de um ser que acaba de chegar ao mundo, 1º de agosto foi escolhido para comemorar o Dia Mundial da Amamentação.
Sentimentos e benefícios que já foram reconhecidos pela mãe de Maria Luíza. Aos 26 anos, Janaína Gasparini teve seu primeiro filho, a quem ela chama de herança. E conta com emoção sua experiência como mãe que faz questão de dar à pequena, um alimento bem natural e puro. “São muitas as vantagens que encontrei na amamentação. O leite materno tem benefícios muito grandes. Possui os anticorpos necessários para evitar muitas doenças no bebê, como por exemplo, a gripe”.

Mas nem sempre o pensamento da mamãe Janaína foi assim. No início, o sentimento de medo, comum para a maioria das mães, tomou conta, mas poderia ter sido evitado se não fossem alguns conselhos. “Tinha medo porque as pessoas ficam dizendo que amamentar machuca, que vai ficar ferido, mas na realidade, isso passa por uma experiência. Com paciência, calma, tudo flui e fica mais tranquilo. Me sinto uma mãe heroína por poder proporcionar isso à minha filha”, conta emocionada.

E o dia 1º de agosto é comemorado por Janaína e Maria Luíza. “Quando acordei, meu peito estava mais cheio que o normal e brinquei dizendo que é para comemorarmos a data de hoje”, conta em meio a risadas.

Data comemorativa
O dia 1º de agosto foi escolhido para comemorar o Dia Mundial da Amamentação e promover o exercício da amamentação natural, com o objetivo de combater a desnutrição infantil.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o aleitamento materno é a mais antiga estratégia natural de vínculo, proteção e nutrição para a criança. Constitui a mais econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil.

O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os seis meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão. Funciona como uma vacina, protegendo a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Entrevista
A enfermeira com especialidade em Saúde da Família, Luciana Travassos, participa do Jornal da Folha, pela Folha FM, na próxima quarta-feira (3), de uma entrevista que vai informar sobre os benefícios da amamentação e ainda desvendar os mitos. Participe com opiniões e perguntas. Ligue para 3421-1426 ou 3421-2529.

Samira Cunha

Folha de Guanhães

Ministério da Saúde lança guia de direitos da gestante e do bebê

Juliana Paes é a madrinha da campanha de amamentação do governo federal; em foto, atriz aparece com o filho Pedro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou na manhã desta segunda-feira no Rio de Janeiro a campanha da Semana Mundial de Amamentação. Acompanhado da atriz Juliana Paes, madrinha da campanha este ano, ele apresentou o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê --cartilha que informa como garantir os direitos das mães e dos recém-nascidos.

"A ideia é que todas as gestantes do Brasil, as famílias, saibam dos direitos que têm desde o pré-natal, passando pela assistência ao parto, o desenvolvimento e crescimento da criança até os dois anos de idade", afirmou o ministro.

Com ilustrações do cartunista Ziraldo, o guia destaca os benefícios do aleitamento materno. Segundo o Ministério da Saúde, amamentar é a forma mais eficaz para a redução da mortalidade infantil, além de proteger a criança de inúmeras doenças.

"Desde que engravidei do Pedro, eu queria muito ter parto normal e amamentar. O parto normal não foi possível, mas amamentar eu consegui. O Pedro vai fazer oito meses e adora mamar no peito", contou Juliana Paes.

A semana da amamentação é comemorada anualmente e este ano será do dia 1º a 7 de agosto. A partir desta segunda-feira, cartazes e folhetos serão distribuídos pelas Sociedades de Pediatria dos estados e do Distrito Federal, pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. Também foram produzidos filmes para a TV e internet, além de um spot para o rádio.

Atualmente, apenas 41% dos bebês menores de seis meses no país são alimentados exclusivamente com leite materno, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A taxa é semelhante à média mundial, calculada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em menos de 40%, mas é bem abaixo do percentual ideal definido pela organização --entre 90% e 100% das crianças nessa faixa etária.

"Nós queremos chegar sim a 80% do aleitamento materno exclusivo. Não fechamos uma meta por ano, mas tem um conjunto de ações porque não depende só do governo, depende das empresas", afirmou Padilha.

De acordo com o ministro, em um ano 10.000 empresas passaram a cumprir a lei que garante licença maternidade até seis meses para incentivar o aleitamento materno.

"Esse número ainda é pequeno. Nós podemos aí duplicar, triplicar. Isso deve crescer bastante, mas não só a licença maternidade como outras alternativas que as empresas podem buscar para apoiar a amamentação materna", disse o presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges Santiago.

O Ministério da Saúde informou que apoia as empresas a terem salas de amamentação. "Também pedimos que os pais ajudem as mães a fazer o aleitamento materno, assumam tarefas de casa", disse Padilha.

No primeiro dia da Semana Mundial da Amamentação, o Ministério da Saúde informou que a estratégia deste ano é conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, o hábito precisa de apoio de todos da família, profissionais de saúde e empresas.

Um dos objetivos do milênio ratificados pelo Brasil é reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade infantil entre menores de cinco anos. De acordo com a OMS, o aleitamento materno exclusivo é capaz de diminuir em até um quinto as mortes nessa faixa etária.

Para mãe Sheila Oliveira, 37, "a amamentação previne o bebê de várias doenças, inclusive de alergias". "Minha filha está com um ano e até hoje ela amamenta. Tenho uma filha de 11 anos que eu não amamentei por falta de acompanhamento. É uma diferença enorme. A pequena não teve nada até agora, já a outra tinha um monte de alergias quando bebê", disse.

Folha Online
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