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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Justiça de Catanduva, em SP, condena acusados de pedofilia à prisão em regime fechado


SÃO PAULO - A Justiça de Catanduva, a 379 quilômetros de São Paulo, condenou os dois principais acusados de integrar uma rede de pedofilia que teria abusado de pelo menos 30 crianças e adolescentes moradores da cidade. Foram condenados o borracheiro José Barra Nova de Melo, vulgo Zé da Pipa, e o sobrinho dele, William Melo de Souza à prisão em regime fechado. Ambos não podem recorrer da decisão em liberdade.
A sentença, da juíza Sueli Juarez Alonso, titular da Vara da Infância e Juventude do Fórum de Catanduva, foi dada no dia 28 de dezembro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira. José Barra Nova de Melo foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão e William Melo de Souza, a 12 anos. Zé da Pipa está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.
Segundo a sentença, Zé da Pipa foi condenado por constranger, 'mediante violência física presumida', sete menores com idades entre 7 e 12 anos de idade. Já William responderá por abusos em três menores, todos também crianças. Os crimes aconteceram no segundo semestre de 2008.
Esta é a segunda condenação do borracheiro e do sobrinho dele pelo mesmo crime. A primeira sentença saiu no começo de 2009. As investigações sobre casos de pedofilia em Catanduva começaram no final de 2007, e envolveram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, a polícia, e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado.
O borracheiro e o sobrinho são acusados de abusar sexualmente de crianças na casa de Zé da Pipa, no bairro Jardim Alpino, na periferia da cidade, e também em outros locais de Catanduva, como uma casa de classe média alta, no bairro Bosque. As crianças eram aliciadas pelo borracheiro, que prometia que na casa dele as crianças ganhariam pipas e doces, além de poder jogar videogame.


domingo, 27 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009: Borracheiro é preso em Catanduva acusado de abusar de crianças aliciadas na saída da escola


15 de janeiro: O borracheiro José Barra Nova de Melo, de 46 anos, foi preso na tarde de quinta-feira na cidade de Catanduva, com 115 mil habitantes e distante 379 quilômetros da capital, acusado de pedofilia. Segundo a polícia de Catanduva, algumas crianças molestadas por ele eram aliciadas na saída de escolas onde estudam.
Relembre a matéria completa aqui
Um verdadeiro show foi o que vimos entâo: transmissão ao vivo do julgamento; vítimas compartilhando o espaço com os agressores; fuga cinematográfica dos envolvidos;autoridades afastadas; viaturas por todos os lados. O saldo? Uma cidade destruída, dezenas de famílias expostas, crianças e adolescentes vítimas da exploração da mídia. Estas crianças além das marcas do abuso ainda terão que conviver com as sequelas de tal exposição.
Qual foi o resultado? Todos os culpados foram punidos ou as vítimas é que sofreram as consequências de tal espetáculo? Que tipo de acompanhamento foi realizado? Como elas se encontram atualmente? O procedimento visou realmente proteger as crianças e adolescentes ou fazer parte de um mirabolante projeto político?
O tintim vai para os verdadeiros heróis desta batalha necessária e urgente contra a pedofilia.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pedofilia em Catanduva: Erros de delegadas ajudam rede de pedofilia


Chico Siqueira
Direto de Araçatuba
Depois de nove meses de investigações, a corregedoria da Polícia Civil afirmou que as delegadas Maria Cecília de Castro Sanches e Rosana da Silva Vanni falharam na condução dos inquéritos policiais que apuraram as denúncias de abuso sexual contra 50crianças da periferia de Catanduva (SP) por uma suposta rede de pedófilos. Segundo a corregedoria, entre as falhas está a contribuição para a destruição de provas contra suspeitos.
As falhas, segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, facilitaram para que suspeitos escapassem da prisão e teriam contribuído para que possíveis provas contra acusados fossem destruídas ou não chegassem às mãos das autoridades. Até agora, apenas dois acusados - um borracheiro e seu sobrinho - estão presos. Um médico e um empresário da cidade chegaram a ter prisão decretada, mas conseguiram habeas corpus.
As investigações da Corregedoria culminaram num relatório de mil páginas, entregue nesta quinta-feira ao corregedor-chefe em São José do Rio Preto, Emílio Paschoal, que abrirá processo administrativo para apurar as responsabilidades das duas delegadas. "Ao final do processo, a Corregedoria poderá sugerir a punição das duas, caso conclua que são culpadas; ou sugerir a absolvição, se achar que são inocentes", disse Paschoal.
De acordo com o relatório, a delegada Maria Cecília, que presidiu o primeiro inquérito sobre as denúncias, falhou ao deixar de investigar suspeitos apontados pelas crianças. Ela também teria deixado de apurar a identidade de dois suspeitos que aparecem numa fotografia apreendida pela polícia. Os dois seriam um ex-funcionário do empresário e o filho de um conhecido comerciante da cidade.
Essas falhas levaram pais das crianças para o fórum da cidade. Depois de não conseguir falar com representante do Ministério Público, os pais tiveram uma audiência com a juíza da Infância e da Juventude de Catanduva, Sueli Juarez Corrêa. Depois de ouvir as denúncias, a juíza determinou a abertura de um segundo inquérito para corrigir os erros do primeiro.
Escolhida para presidir o segundo inquérito, a delegada Rosana Vanni ouviu novamente as crianças, mas no dia 20 de fevereiro teria falhado ao avisar, com antecedência, o advogado do médico suspeito de que faria buscas na casa deste. Quando os policiais chegaram à casa do médico, o CPU do computador havia sido retirado, impedindo assim a coleta de supostas provas. Somente cinco dias depois é que o computador foi apreendido.
Em depoimento à CPI, Rosana disse ter falhado ao avisar o advogado sobre a diligência que faria em seguida. A situação levou o senador Magno Malta (ES-PR) a afirmar, em sessão da CPI realizada em Catanduva, que o erro da delegada poderia ter comprometido todas as investigações para prender os integrantes ricos da suposta rede de pedofilia.
Procurada ontem, delegada Maria Cecília não quis comentar o assunto. "Não tenho nada a declarar. Acho que você pode procurar a corregedoria, pode ser que eles tenham (alguma informação)", disse ela. Já a delegada Rosana não foi localizada nem em seu celular, que estava desligado, nem no 2º Distrito Policial de Catanduva, onde trabalha. Um agente e um escrivão disseram que a delegada, que estivera de plantão na noite anterior, não tinha hora para retornar ao trabalho.
As apurações sobre os abusos contra as crianças ainda continuam no Ministério Público Estadual, onde o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) trabalha na conclusão de perícias em computadores apreendidos e na análise de interceptações telefônicas feitas durante as investigações. No entanto, nenhum relatório conclusivo foi divulgado.

Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pedofilia: Novos depoimentos são colhidos em Catanduva



O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São José do Rio Preto, colheu o depoimento de novas supostas vítimas e testemunhas, como professoras, de uma rede de pedófilos de Catanduva, cidade paulista de 115 mil habitantes que fica a 384 km da capital.
Esses depoimentos poderão ajudar na solução do caso que está completando um ano sem que haja explicação, por exemplo, sobre o acobertamento da Polícia Civil de alguns dos suspeitos.
Esse é o caso do endocrinologista de crianças Rodrigo Brida Gonçalves, 32, filho de um conhecido médico de Catanduva, e do empresário José Emanuel Volpon Diogo, 44.
Um borracheiro – o José Barra de Melo, 46, o Zé da Pipa – e o seu sobrinho William Melo de Souza, 19, já foram condenados em primeira instância a 11 anos de prisão e a sete, respectivamente. Eles esperam novo julgamento, que deverá ocorrer nesta semana, informa o Estado de S. Paulo.
O médico e o empresário nem sequer foram denunciados formalmente pelo Ministério Público por falta de provas.
O MP teve de assumir as investigações por causa de atitudes suspeitas de policiais, como a da delegada Rosana da Silva Vanni (foto á direita), que informou ao advogado do médico que o computador dele seria confiscado para uma vistoria.
Quando os policiais foram à casa do médico para pegar o computador, ficaram sabendo que ele tinha sido levado um dia antes para o conserto. A delegada admitiu ter errado.
Gonçalves contratou para defendê-lo José Luis Oliveira Lima, advogado também do médico Roger Abdelmassih, acusado de ter estuprado pelo menos 56 de suas pacientes.
As famílias cujos filhos teriam sido vítimas de pedófilos tentam voltar à normalidade, mas não tem sido fácil.
Cristiane José Lima, por exemplo, disse que preferiria que um ladrão levasse tudo que tem em casa a ter os seus três filhos molestados por tarados.

Paulo Lopes Weblog
[Com informações da imprensa da região]

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Caso Catanduva: Empresário e médico atribuem acusações de pedofilia a equívocos


Os dois depoentes desta quinta-feira (6) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia negaram envolvimento com a rede de pedofilia de Catanduva (SP). O empresário José Emanuel Volpon Diogo disse que se tornou suspeito porque seu carro foi confundido com o usado por pedófilos e que, em abordagem da polícia, omitiu que havia estacionado na frente de uma escola na companhia da amante para preservar o casamento. Já o médico Wagner Rodrigo Brida Gonçalves atribuiu seu suposto envolvimento à descrição que crianças fizeram da casa em que sofreram abusos, o que levou a polícia a examinar a casa de sua família naquela cidade.
José Emanuel Volpon Diogo contou à CPI que mantinha um caso extraconjugal com S. C. B. há oito anos e que costumava se encontrar com ela no estacionamento de um hospital ou de uma escola para tratar assuntos rápidos, como a entrega de dinheiro. Ele disse que o diretor da escola acionou a Polícia por ser sua camionete uma S-10 preta, mesma cor do veículo usado para transportar crianças e adolescentes pela rede de pedofilia. Ele lamentou que a Polícia não tenha chegado ao estacionamento a tempo de constatar o equívoco.
Segundo o empresário, ao ser abordado, mais tarde, com a acusação de dirigir em alta velocidade, ele não informou que esteve na frente da escola. Com isso, foi intimado a prestar depoimento à delegada Rosana Vanni, sem que tenha sido informado que era suspeito de integrar rede de pedofilia. Somente no segundo depoimento à delegada ele resolveu contar a verdade, relatou.
Respondendo ao presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), José Emanuel disse não temer o resultado da perícia em seu computador e se disse tranquilo quanto ao rastreamento de suas ligações telefônicas. A quebra de sigilo foi por ele próprio solicitada.
O empresário também negou ser fugitivo e informou não ter participado da audiência que a CPI da Pedofilia realizou na cidade em março porque havia saído da cidade em razão do “linchamento moral” sofrido pela população. Ele ainda ressaltou não ter sido reconhecido por nenhuma das vítimas.
O senador Romeu Tuma (PTB-SP) destacou que o depoimento à CPI tem a finalidade de esclarecer fatos e não de condenar os depoentes. Na opinião do senador, o empresário “abusou da sorte” ao namorar dentro de um carro, na frente de uma escola, o que prejudicou sua imagem, a de sua família e da cidade.
O senador José Nery (PSOL-PA) enfatizou que não foi o trabalho da CPI que colocou Catanduva no cenário da pedofilia, mas os crimes contra crianças e adolescentes praticados na cidade. O senador sugeriu que entidades de empresários da cidade, das quais José Emanuel Volpon deve participar, contribuam com as organizações governamentais e não governamentais que denunciam a prática de pedofilia para que os criminosos sejam punidos.

Piscina
O médico endocrinologista Wagner Rodrigo Brida Gonçalves também afirmou que não compareceu à audiência da CPI da Pedofilia em Catanduva por estar fora da cidade. No entanto, ele disse que prestou depoimento à Polícia e que 13 crianças não o reconheceram como agressor.
Wagner Brida afirmou que a casa de seus pais foi confundida com o local onde os pedófilos abusavam de crianças e adolescentes porque, segundo depoimento de vítimas, ela possui uma piscina com um golfinho que jorra água pela boca. O médico disse que na casa da família o único golfinho que existe é o da logomarca da piscina. As demais descrições feitas pelas crianças – cama redonda e luminárias – não existem na casa da família.
Ao responder ao senador Tuma sobre o aviso por parte da delegada sobre a operação de busca e apreensão na casa de seus pais, o médico disse desconhecer esse fato. Afirmou, porém, que a polícia não encontrou o computador da residência porque o equipamento havia sido levado para o consultório de seu pai. Já o seu notebook, explicou, estava em seu poder por utilizá-lo para lecionar na faculdade de Medicina de Catanduva. Os equipamentos, ressaltou, já foram entregues à Polícia.

Sindicância
O senador Magno Malta, presidente da CPI, comunicou que a deputada estadual pelo Maranhão Eliziane Gama, que participou da reunião desta quinta-feira, pediu à CPI da Pedofilia que realize sindicância naquele estado.


Agência Senado
Leia mais no blog:

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Caso Catanduva: Adiados depoimentos dos averiguados


Uma falha em processo administrativo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia adiou para o dia 5 de agosto os depoimentos dos averiguados, o empresário J.E.V.D. e o médico W.R.B.G., e de Geraldo Corrêa, presidente do Instituto Pró-Cidadania, um dos que teriam denunciado o caso. A informação é do presidente da CPI da Pedofilia, o senador Magno Malta (PR-ES).
Em entrevista ao O Regional, no início da noite de ontem, o senador explicou que as oitivas dos averiguados de supostamente participarem de uma rede de pedofilia em Catanduva não foram colhidas pela falta de notificação.“Provavelmente houve falha no setor administrativo da Secretaria da CPI, que não emitiu em tempo hábil as notificações para que os averiguados pudessem prestar os depoimentos”, comentou.
Segundo o senador, a expedição das notificações chegou a ser votada. “Elas foram aprovadas e a expectativa era de que eles fossem estar em Brasília. Conversei com os advogados dos averiguados e eles afirmaram que seus clientes nem foram notificados”, explicou.Além dos três, o promotor Antônio Bandeira Neto, da Infância e Juventude de Catanduva e o vereador Marcos Crippa, também poderiam comparecer nessa oitiva. “Oficialmente, ainda não recebi nenhum tipo de notificação para prestar esses esclarecimentos”, comentou o promotor.
Ontem pela manhã, o Senado Federal havia divulgado nota dando conta da realização dos depoimentos dos averiguados.
Reconhecimentos
No último mês, o senador esteve em São José do Rio Preto para participar de uma nova sessão de reconhecimentos dos averiguados nos supostos casos de pedofilia em Catanduva. Entretanto, o resultado desses reconhecimentos ainda não foi divulgado por essa comissão.

Saiba mais sobre o caso no pesquisando no próprio blog


O Regional

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pedofilia em Catanduva: responsável por denúncias relata "pressões" à CPI


Após aprovação dos requerimentos de audiência para as investigações da suposta rede de pedofilia em Catanduva, foram convocados, o médico W.R.B.G e o empresário J.E.V.D ambos de Catanduva. Os convocados prestarão depoimento em Brasília. Também foram aprovadas as convocações ao presidente da Câmara Municipal de Catanduva, vereador Marcos Crippa, e ao promotor de Justiça Antônio Bandeira Neto. O senador e presidente da CPI, Magno Malta, disse que a atuação dos dois convocados tem causado constrangimentos a Geraldo Correa, integrante de uma organização não-governamental do município responsável por denúncias que permitiram a descoberta da rede de pedofilia. Ainda segundo o senador, Correa sofre perseguições e pressões de todo tipo. Geraldo Correa, será convidado a relatar o seu caso para à CPI em Brasília. Adriano Salles Vanni, advogado do empresário J. E. V. D., um dos averiguados sobre as investigações do caso de pedofilia, informou no início da semana, que foi agendado para o mês de agosto o depoimento de seu cliente em Brasília para os membros da CPI da Pedofilia. Após a realização dos reconhecimentos no último dia 17, realizada na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José do Rio Preto, ficou definido em comum acordo entre o presidente da CPI da Pedofilia, Magno Malta e os advogados de defesa dos supostos suspeitos do caso, a realização desse depoimento. “Ficou ‘pré-agendado’ para agosto, o depoimento diante dos membros da CPI em Brasília”, informou Vanni. O promotor de Justiça Antônio Bandeira Neto, comentou que está ansioso para ir até Brasília. Porém comentou que essa ação poderia ser adiantada quando o Senador Magno Malta viesse para novo reconhecimento das crianças com o "Zé da Pipa". “Poderia ser ouvido em São José do Rio Preto. Assim penso que ganharíamos tempo e os cofres públicos não seriam mais onerados. Mas se querem Brasília, para Brasília iremos”, comentou o promotor. Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Catanduva, afirmou que Marcos Crippa até o momento não recebeu oficialmente a convocação para prestar depoimento a CPI. Diante disso, prefere não se pronunciar a respeito.

Ministério Público
A Universidade de São Paulo (USP) entrou em contato com o Dr. Antônio Bandeira Neto, para se prontificar, por meio do Diretor de Psiquiatria, que um grupo de médicos especialistas da USP viessem para Catanduva, para avaliar as vítimas e dar-lhes o atendimento desejado. O Ministério Público, através do Dr. Bandeira desde então, solicitou a Dra. Sueli Juarez Alonso, Juíza de Direito, que estas crianças fossem avaliadas, mas não houve apreciação ou deferimento.
O Dr. Antônio Bandeira Neto, Curador da Infância e Juventude comentou que é indispensável que médicos de renome na área da psiquiatria infantil, venham ajudar, até para que se saiba exatamente o número de vítimas e se efetivamente esta ou aquela foi vitimizada. “Queremos que tudo seja devidamente apurado e colocado em pratos limpíssimos. A verdade pura e simples. Caso contrário, Catanduva poderá futuramente ser conhecida mundialmente como a capital da farsofilia” disse o promotor.

Fonte: O Regional

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Caso Catanduva: Empresário será ouvido em Brasília pela CPI da Pedofilia no mês de agosto


Adriano Salles Vanni, advogado do empresário J. E. V. D., um dos averiguados sobre as investigações do caso de pedofilia, informou que foi agendado para o mês de agosto o depoimento de seu cliente em Brasília para os membros da CPI da Pedofilia.

Apesar da definição do mês, o advogado não soube informar a data da realização da nova oitiva.
Após a realização dos reconhecimentos no último dia 17, realizada na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José do Rio Preto, ficou definido em comum acordo entre o presidente da CPI da Pedofilia, Magno Malta e os advogados de defesa dos supostos suspeitos do caso, a realização desse depoimento.

“Ficou ‘pré-agendado’ para agosto, o depoimento diante dos membros da CPI em Brasília”, informou Vanni.
Na oportunidade, o advogado comentou que os reconhecimentos serviram para inocentar o seu cliente. Para Vanni, as crianças estavam “tranquilas” e puderam ver atentamente seu cliente no reconhecimento.

“Nenhuma das crianças o reconheceu”, garantiu. Ainda segundo o advogado do empresário catanduvense, foram disponibilizados aos promotores do caso o sigilo telefônico e os computadores do suspeito.

“Eu me adiantei e antes que me solicitassem, encaminhei a eles o sigilo. Afinal meu cliente é inocente e não tem nada a esconder”, mencionou o advogado. Vanni disse ainda que as investigações prosseguem, e aguardam os resultados dos laudos periciais.

“Como o depoimento está pré-agendado para agosto, estarei de férias em julho”, informou.
O advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende o médico W. R. B. G., um dos averiguados de integrar a suposta rede de pedofilia em Catanduva, não foi encontrado para confirmar se o seu cliente também teria “pré-agendado” para agosto o depoimento em Brasília na CPI da Pedofilia.

A equipe de O Regional entrou em contato com o assessor Augusto Panisset da Secretaria da CPI, mas o mesmo não foi encontrado para falar sobre o assunto.A assessoria do senador Magno Malta também não confirmou seu retorno para o interior de São Paulo.

Gaeco
No total, 12 crianças participaram da sessão de reconhecimentos, que contou com outros 12 averiguados.Um dos promotores que investiga o caso, João Santa Terra, membro do Gaeco, afirmou que alguns dos averiguados haviam sido reconhecido pelas crianças. Entretanto, Santa Terra não divulgou quais dos suspeitos teriam sido reconhecidos.


O Regional

quinta-feira, 18 de junho de 2009

CATANDUVA: Vítimas de pedofilia fazem novo reconhecimento


São José do Rio Preto - Crianças de Catanduva, no interior paulista, voltaram a apontar hoje seus agressores em mais uma sessão de reconhecimento realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia e pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Doze crianças e 13 suspeitos de crimes de pedofilia participaram das sessões, entre eles um médico, dois empresários e um comerciante. As 12 crianças, que fazem parte de um total de 47 que relataram os abusos, apresentaram novos suspeitos e, por isso, passaram pelo reconhecimento.
As sessões foram realizadas na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José do Rio Preto, município a 60 quilômetros de Catanduva, para onde grupos de três e quatro crianças eram levados de carro após cada depoimento. Segundo o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a medida foi tomada para evitar exposição das crianças e problemas como os que ocorreram no primeiro reconhecimento, realizado em fevereiro, quando os menores ficaram sem amparo psicológico, sem comida e os pais não tiveram acesso aos depoimentos dos filhos.
O promotor João Santa Terra, responsável pelo caso, afirmou que alguns suspeitos foram reconhecidos, mas não apontou nomes e número de crianças que reconheceram seus agressores. Cristiane Silva, mãe de três crianças, disse que uma de suas filhas reconheceu o médico, além do comerciante. "Ela trocou os nomes, mas reconheceu quatro agressores, entre eles, o doutor", afirmou. Porém, o advogado do médico, José Luís Oliveira Lima, negou que seu cliente foi reconhecido. "Nenhuma das crianças o reconheceu", disse.


Agência Estado
Por Chico Siqueira

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Caso Catanduva: Reconhecimento de supostos pedófilos reúne 52 crianças

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado inicia na manhã desta quarta-feira nova sessão de reconhecimento dos suspeitos de suposto abuso sexual contra dezenas de crianças da cidade de Catanduva, interior de São Paulo. Os suspeitos, entre eles um médico e um empresário, serão submetidos a reconhecimento por 52 crianças, que relataram ter sido abusadas ou assediadas.
O reconhecimento será feito na cidade de São José do Rio Preto, a 60 km de Catanduva. As crianças serão levadas de carro, em grupos separados, para as sessões na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “Essa medida é para evitar que as crianças fiquem expostas como ocorreu no primeiro reconhecimento realizado em Catanduva. E também atende pedido dos promotores que acompanham o caso”, disse o senador Magno Matla (PR-ES), presidente da comissão.
Segundo Malta, na primeira sessão de reconhecimento realizada em Catanduva, as crianças ficaram expostas à imprensa e também não foram bem tratadas, ficando, inclusive sem alimentação adequada durante o dia.
Além disso, segundo o senador, “a DIG tem uma sala especial para reconhecimento, que será acompanhado também pelos promotores do Grupo Especial de Ação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Rio Preto”.
Além do médico e do empresário, o borracheiro José Barra de Melo, 46 anos, o Zé da Pipa, e seu sobrinho, William Melo de Souza, 19 anos, serão submetidos ao reconhecimento. Os dois foram os únicos, entre nove suspeitos, condenados até agora em um primeiro processo sobre o caso. Zé da Pipa pegou 11 anos de prisão e William sete anos e meio. Os trabalhos da CPI devem durar dois dias.
Malta disse que a CPI não tem poder para condenar nenhum dos suspeitos, mas tem juízo formado sobre o assunto. “O que posso dizer é que quem deve não foge, não tenta se esconder”, disse referindo-se a suspeitos de classe média e alta, como o médico e o empresário, que se recusaram a prestar depoimentos e teriam fugido para não cumprir mandado de prisão expedido pela Justiça. “A CPI não pode condenar, mas pode indiciar e recomendar e o que eu posso dizer, com certeza, é que a CPI não deixará de dar uma dar uma resposta firme e que satisfaça a sociedade”, declarou.



Terra

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Caso Catanduva: CPI afirma que suspeitos serão intimados

O médico W. R. B. G. e o empresário J. E. V. D., de Catanduva, serão intimados para participarem do reconhecimento que será feito com as crianças vítimas da pedofilia na cidade. A informação foi confirmada ontem pelo senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. Segundo ele, há possibilidade do reconhecimento ser transferida para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto, em razão da estrutura do prédio. Malta não confirmou quando os senadores da CPI devem retornar a Catanduva para a sessão de reconhecimento. “Se dependesse de mim, a CPI já tinha retornado. Sei que está demorando demais.”
De acordo com o presidente da CPI, um dos motivos da demora em marcar o reconhecimento está na dificuldade em reunir as vítimas e suspeitos no mesmo local. “Mesmo com a reforma na DIG de Catanduva a sala é pequena e isso levaria um dia inteiro, por isso estudamos transferir para Rio Preto, apesar da dificuldade em transportar as crianças.” Ontem, a promotora Noemi Corrêa não confirmou se o médico e o empresário serão intimados. “Não tenho a relação de quem vai participar do reconhecimento, justamente porque ainda estamos levantando o número exato de vítimas.” Segundo ela, a sessão de reconhecimento não vai acontecer essa semana. “Isso está descartado.” De acordo com Noemi, 65 crianças, supostamente vítimas de crimes de pedofilia, foram ouvidas pelo psicólogo do Fórum. No entanto, a relação com o número real de vítimas não foi confirmado.

Declarações
O presidente da Câmara Municipal de Catanduva, Marcos Antônio Crippa (PTB), teve que se explicar sobre declarações feitas durante sessão no último dia 19, quando fez críticas sobre as investigações da pedofilia. Na ocasião, ele disse que o nome da cidade foi jogado na lama por pessoas irresponsáveis. Ele ficou quase três horas reunido com a promotora Noemi, o delegado Silas José dos Santos e os promotores José Santa Terra Junior e Paulo Cesar Neuber de Alice, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Antes de deixar o prédio do Ministério Público (MP), o presidente da Câmara afirmou que “está com a consciência tranquila e não ofendeu ninguém.”
Crippa disse que aproveitou a reunião para apresentar elementos que podem ajudar nas investigações do MP. Segundo ele, muitas informações distorcidas foram repassadas às autoridades. “Criaram uma fantasia e nomes de pessoas inocentes foram citados como culpados.” Segundo Noemi, as informações repassadas pelo vereador serão apuradas e as investigações não mudam o foco. Sobre as declarações na tribuna da Câmara, a promotora esclareceu que Crippa se explicou e o MP não se sentiu ofendido sobre o ocorrido. “O vereador pode falar o que bem entender e tem imunidade parlamentar.”



Diárioweb

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pedofilia em Catanduva

Com o crescente número de casos de pedofilia em Catanduva, aliado ao grande destaque que a mídia nacional tem dado ao assunto, o pedófilo precisa ser encarado pela sociedade como um criminoso.

Com o crescente número de casos de pedofilia em Catanduva, aliado ao grande destaque que a mídia nacional tem dado ao assunto, o pedófilo precisa ser encarado pela sociedade como um criminoso. A opinião é do representante do Ministério Público, o promotor Antônio Bandeira Neto (foto).
Nos últimos meses, três casos de abusos sexuais contra crianças foram registrados, além dos já citados, que estão sob investigação e prococou a vinda da CPI do Senado a Catanduva. Em abril, uma criança denunciou o próprio avô, que teria tentado assediá-lo, ao pedir que ele abaixasse suas calças longe de sua avó.
No início deste mês, uma criança reclamou para seus familiares que um amigo próximo da família também teria tentado molestá-la em uma praça próxima à residência.
Nesta semana, uma criança de quatro anos também teria sido vítima de um vendedor em Catanduva, que morava a um quarteirão da vítima.
O crime de pedofilia, para ser caracterizado, o indivíduo deve ter mais de 16 anos e, no mínimo, 5 anos mais do que a vítima. Em regra, o pedófilo é um adulto e prefere crianças do sexo masculino.
Para Bandeira, o crime de pedofilia ocorre sempre na clandestinidade. “A pedofilia nada mais é do que a perversão sexual do adulto, dirigida prioritariamente para crianças. Trata-se de uma desordem mental e pode estar ligada a incontáveis fatores”, argumentou.
Na visão do promotor, na maioria dos casos o criminoso age de forma solitária. “Eles agem na intimidade, sem um prévio acerto entre outros elementos.
O crime ocorre sempre na clandestinidade. Há hipóteses em que, com a utilização da internet, há uma exposição maior e onde gravita o comércio de fotografias e vídeos”, argumentou.
O delegado responsável pela Seccional de Catanduva, Édson Antônio Ermenegildo, comenta que não há um histórico de casos de pedofilia na cidade. “Sempre foram casos esporádicos, como em qualquer outra comunidade”, disse.
Segundo Ermenegildo, municípios menores que Catanduva apresentam mais casos desse tipo. “Trata-se de um crime que choca bastante e que precisa ser combatido”, comentou.
Bandeira corrobora com a opinião do delegado, ao dizer que é um crime de pouca incidência na cidade.
A repercussão das investigações desse caso também contribuiu para que ocorressem novas denúncias.
“É um crime grave e de pouca incidência. Mas o que chamou a atenção foi o número exagerado de vítimas e toda esta exposição na imprensa, que de certa forma contribuiu para que novas denúncias viessem à tona. Também há o lado negativo, que permitiu o surgimento ou poderá permitir a existência de novas denúncias sem o menor e filigrânico indício de prova, calcado em distúrbios de ordem psicótica”, disse.

Doente ou criminoso?

Para o delegado, o pedófilo deve ser encarado pela sociedade como um criminoso.
“A pedofilia é um crime previsto nos códigos penais. Quem a comete deve ser punido, assim como os demais criminosos”, comentou. Bandeira explicou que o pedófilo não é um doente. “No meu entendimento, ele deve ser visto não como um doente, um psicopata, mas sim como um criminoso, que deve ser punido de acordo com as leis brasileiras”, disse.
Esse crime, segundo Bandeira, é mais comum de ocorrer do que se pensa. “Os crimes de atentado violento ao pudor e estupro, sempre existiram em nosso meio, como de resto em inúmeras cidades do Brasil. Catanduva nada deve em face de outras cidades de igual porte”, finalizou.


Por: Ênio Franco
Para: O Regional - Catanduva

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pedofilia em Catanduva

Borracheiro acusado de pedofilia em Catanduva é condenado a quase 12 anos de prisão

SÃO PAULO. O borracheiro José Barra Nova de Melo, de 47 anos, foi condenado ontem a 11 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por crimes de pedofilia em Catanduva. Conhecido como "Zé da Pipa", o borracheiro é acusado de abusar sexualmente de crianças do bairro Jardim Alpino, na periferia da cidade. Barra Nova, que alegava inocência desde sua prisão, em janeiro, admitiu à Justiça ter feito sexo oral em uma das crianças, mas negou os outros crimes.
O sobrinho do borracheiro, William Melo, de 19 anos, foi condenado a 7 anos e 6 meses por ter participado dos crimes, segundo as vítimas, que são crianças entre 5 anos e 11 anos. Este foi o primeiro processo julgado no escândalo da pedofilia em Catanduva. O Ministério Público deve apresentar à Justiça o resultado da segundo investigação sobre o caso, que foi aberta depois de denúncia publicada pelo GLOBO, em fevereiro passado, de que as famílias das vítimas haviam denunciado mais suspeitos e um número maior de crianças supostamente abusadas.
No segundo processo que deverá ser instaurado na Justiça da cidade, o Ministério Público poderá acusar novamente Barra Nova e William, apresentando mais vítimas. As crianças afirmaram ter sido abusadas não só na casa do borracheiro, mas levadas para outros locais, como uma casa de classe média alta, no bairro Bosque. Embora os suspeitos tivessem usado outros nomes para lidar com as crianças, as investigações levaram ao médico endocrinologista Rodrigo Brida Gonçalves e ao empresário José Emmanuel Volpon Diogo, que também é fazendeiro criador de gado. Os dois tiveram prisão provisória decretada, mas obtveram habeas-corpus e estão em liberdade. Volpon Diago e Gonçalves disseram ser inocentes.
O juiz Celso Mazitelli Neto, da 1ª Vara Criminal de Catanduva, foi quem condenou os dois acusados. O julgamento ocorreu em quatro meses; e a sessão de ontem foi determinada depois de seis horas de audiência com as vítimas, as testemunhas e os suspeitos.
- A sociedade tem de ver o resultado. Reclama-se muito da impunidade, de que a Justiça está longe. Então, o julgamento tem o saldo mais positivo possível, com a maior transparência_ disse o juiz em entrevista por telefone.
Mazitelli Neto afirmou que o julgamento é "a primeira resposta" do Judiciário às denúncias, lembrando que o outro processo será conduzido pela juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e Juventude.
Barra Nova deve continuar preso, pois teve prisão preventiva decretada pela juíza Sueli Alonso no decorrer do segundo inquérito. Já William, que ficou detido em prisão provisória, poderá recorrer da sentença em liberdade. Isso de acordo com a nova norma do Supremo Tribunal Federal, que prevê liberdade para os acusados até que o julgamento seja feito em última instância, o chamado "transitado em julgado".
O Ministério Público não divulgou o número de crianças que constam como vítimas no segundo inquérito, mas dezenas de pais e crianças foram ouvidos pela polícia. Em fevereiro, as famílias denunciaram ainda ao GLOBO que não receberam a atenção adequada da polícia e do poder público. Os casos de pedofilia na cidade chamaram a atenção da CPI da Pedofilia do Senado, que em março instaurou uma sessão na Catanduva para ouvir vítimas e suspeitos. Com as denúncias de falta de apoio do poder público, o caso também interessou à Secretaria Nacional de Direitos Humanos, da Presidência da República, que mandou uma equipe à cidade para saber que tratamento as famílias das vítimas estavam recebendo da prefeitura.
A prefeitura informou que ofereceu apoio médico e psicológico às crianças, além de uma cesta básica por mês já que algumas mães perderam ou deixaram o emprego para cuidar dos filhos depois das denúncias.

sábado, 9 de maio de 2009

Senador magno Malta aguarda posicionamento dos delegados em Catanduva


O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pedofilia, senador Magno Malta, afirmou que, na tarde de quinta-feira, dia 7, foi votada em plenário a liberação da vinda da comissão a Catanduva.
“A comissão está liberada, realizamos a votação em plenário e, agora, espero o posicionamento dos delegados responsáveis pelo caso”, disse o senador.
A comissão aguarda que sejam feitas as intimações para as vítimas e para os averiguados, para participar do reconhecimento que vai-se dar na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Após a data marcada, a comissão virá para Catanduva acompanhar todas as etapas do reconhecimento.
Na quarta-feira, dia 6, o presidente da CPI afirmou para a reportagem do Notícia da Manhã que, independentemente da posição do Tribunal de Justiça de São Paulo em julgar por unanimidade a ordem definitiva dos habeas corpus de José Emanuel Volpon Diogo e Wagner Rodrigo Brida Gonçalves, eles serão ouvidos na CPI.
“Eu vou acompanhar o reconhecimento em Catanduva e as oitivas com os averiguados serão feitas em Brasília. Vou definir a data”, explicou Malta.
Para o senador, o caso de pedofilia que mais lhe chamou a atenção foi o de Catanduva, devido ao número de vítimas e as barbaridades que acompanhou nos depoimentos das vítimas.
As vítimas e os averiguados deverão ser constrangidos a fazer o reconhecimento

Por Marcelo Ono
Para o Portal Notícia da Manhã

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pedofilia: Senador Magno Malta afirmou que averiguados serão ouvidos na CPI

Caso de pedofilia de Catanduva é o maior presenciado pelo Senador

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pedofilia, Senador Magno Malta, afirmou que independentemente da posição do Tribunal de Justiça de São Paulo, em julgar por unanimidade a ordem definitiva dos habeas corpus dos averiguados no caso de pedofilia de Catanduva, José Emanuel Volpon Diogo e Wagner Rodrigo Brida Gonçalves, serão ouvidos na CPI.
Com exclusividade a reportagem do Notícia da Manhã conversou com o senador na tarde de quarta-feira, dia 6.
Na quinta-feira, dia 7, será definido a data para o retorno da CPI, em Catanduva.“A comissão depende do posicionamento dos delegados que estão cuidando do caso. Acredito que até o final da tarde de quinta-feira terei um posicionamento a respeito”, disse o senador.
Recentemente a sala usada para reconhecimentos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva recebeu algumas modificações para receber todas as crianças, vítimas de pedofilia, que serão acompanhadas pelos psicólogos, Ministério Público e advogados.
Os averiguados José Emanuel Volpon Diogo e Wagner Rodrigo Brida Gonçalves passarão por novo reconhecimento em Catanduva e deverão ser ouvidos em Brasília, pela CPI.“Nós vamos acompanhar o reconhecimento em Catanduva e as oitivas com os averiguados, serão feitas em Brasília. Vou definir a data e reeditar para a Polícia Federal”, explicou Malta.
Com relação ao posicionamento do Tribunal de Justiça, o senador alegou que a CPI nada têm haver com o tribunal e os averiguados serão convocados coercitivamente.“Eu lamento a posição do tribunal, porque aqueles que são considerados pequenos estão presos. Tenha certeza que a CPI irá cumprir o seu papel. Não imagine que o caso vai encerrar sem o depoimento deles”, alegou o senador.
“Um dos maiores casos de pedofilia no País que já acompanhei foi em Catanduva”, afirmou Magno Malta
O senador Magno Malta afirmou que diante de tantos casos de pedofilia que já acompanhou no País, Catanduva foi o que mais lhe chamou a atenção, devido ao número de vítimas.
“Todos os casos merecem ser atendidos com responsabilidade, mas o de Catanduva, devido as barbaridades que acompanhei nas declarações das vítimas, envolvendo problemas psicológicos nas famílias, é o maior que já vi. Não tenho dúvida que todos os culpados pagarão pelos erros”, disse o senador.
Habeas corpus
Conforme divulgado na edição de quarta-feira, dia 6, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou na segunda-feira, dia 4, os habeas corpus dos averiguados no caso de pedofilia de Catanduva, José Emanuel Volpon Diogo e Wagner Rodrigo Brida Gonçalves.Os habeas corpus foram impetrados pelos advogados José Luís de Oliveira Lima e Adriano Salles Vani.
A ordem foi concedida por votação unânime e os acórdãos serão publicados para jurisprudência.
Para os advogados três pontos foram fundamentais, o reconhecimento, a liminar e a concessão da ordem.


Por Marcelo Ono
Portal de Notícias

domingo, 26 de abril de 2009

Ministério Público denuncia dois que seriam da rede de pedofilia em Catanduva


Borracheiro e sobrinho foram presos após denúncias de abuso sexual.
Os dois vão aguardar o julgamento em São José do Rio Preto.


O Ministério Público de Catanduva, a 385 km de São Paulo, denunciou na sexta-feira (24) um borracheiro de 46 anos e seu sobrinho de 19 por atentado violento ao pudor e participação numa suposta rede de pedofilia. Os dois foram os primeiros presos após mães denunciarem abuso sexual cometidos por adultos contra crianças e adolescentes na cidade.
Os promotores também pediram a prisão preventivas dos dois, que já estão presos e vão aguardar o julgamento no Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo.
Em março, senadores que fazem parte da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia estiveram em Catanduva para acompanhar as investigações e ouvir suspeitos e vítimas. De acordo com as investigações, pelo menos 40 crianças teriam sido molestadas
Problemas
No dia 19 de março, o senador Magno Malta, presidente da CPI, afirmou que seria necessário refazer todas as sessões de reconhecimento dos suspeitos, porque as primeiras foram marcadas por irregularidades. Ele quer psicólogos do Rio Grande do Sul, que seriam especializados no assunto.
Na primeira sessão de reconhecimento, os suspeitos tiveram oportunidade de comparecer com roupa e cabelos diferentes dos habituais. Na segunda, as crianças foram colocadas frente a frente com os suspeitos de as agredir sem acompanhamento das mães.

Fonte: G1
Foto: Roney Domingos
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