Pesquisa divulgada pelo instituto britânico Ipsis MORI, chamada “Perils of Perception” (Perigos da Percepção, em tradução livre do inglês), colocou o Brasil como o terceiro país mais ignorante entre 33 nações avaliadas.
Os brasileiros demonstraram níveis de ignorância mais baixos apenas do que os indianos, que ficaram em segundo lugar, e os mexicanos, que lideraram o ranking.
A ideia era levantar percepções de diversas pessoas ao redor do mundo sobre seus próprios países. Perguntas sobre a quantidade de pessoas que moram em áreas ruais, ou qual é a porcentagem de brasileiros com acesso à internet fizeram parte da enquete.
Os mil brasileiros que participaram das perguntas entre os dias 1 e 16 de outubro, em sua maioria, passaram longe das alternativas corretas. O pior desempenho foi na questão sobre a idade média dos habitantes do país. O palpite médio dos entrevistados apontou que o povo do Brasil tem média de idade de 56 anos, quando, na verdade, a resposta correta seria 31.
Ao serem questionados sobre a porcentagem de mulheres no poder, os voluntários acreditavam que 31% dos políticos brasileiros fossem mulheres, sendo que a resposta correta é menos que a metade disso: 14%.
A Coreia do Sul foi a nação que apresentou melhor conhecimento sobre si mesma entre as 33 participantes. Em segundo ficou a Irlanda e, em terceiro, a Polônia. Dos países que chamam a atenção por ficarem entre os 10 mais que são mais ignorantes, destacam-se a Itália em décimo lugar e a Nova Zelândia em quinto.
Fonte: Diário do Brasil
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Passividade faz cientistas investigarem se há Rivotril na água dos brasileiros
Corrupção de milhões, acordos , limitação da ideia de família, retirada de direitos da mulher, porte de armas para deputados, projeto que anistia o dinheiro legal no exterior, impostos altos sem contrapartida social, semana de terça a quinta no Congresso…
Diante de tanto escândalos e decisões que prejudicam a vida do brasileiro, cientistas de um pool de universidades nacionais e estrangeiras estão apurando uma desconfiança antiga: a existência de calmantes na água que o brasileiro toma. “Claro que a falta de conhecimento da atualidade que existe a partir da educação de qualidade do brasileiro é um fator que merece ser levado em conta”, diz Eduardo Santanna, da Universidade do Sudeste. “Mas este nível de passividade diante de tudo merece ser investigado a fundo”, garante.
Os cientistas vão apurar também por que mesmo as pessoas esclarecidas têm energia para discutir e clamar por justiça apenas nas redes sociais. “O ativista de Facebook é um personagem contemporâneo nefasto”, opina Santana. “Porque dá a sensação de que a pessoa está fazendo algo, quando de verdade não está, e gasta sua energia em algo inócuo”.
Fonte: UOL
Diante de tanto escândalos e decisões que prejudicam a vida do brasileiro, cientistas de um pool de universidades nacionais e estrangeiras estão apurando uma desconfiança antiga: a existência de calmantes na água que o brasileiro toma. “Claro que a falta de conhecimento da atualidade que existe a partir da educação de qualidade do brasileiro é um fator que merece ser levado em conta”, diz Eduardo Santanna, da Universidade do Sudeste. “Mas este nível de passividade diante de tudo merece ser investigado a fundo”, garante.
Os cientistas vão apurar também por que mesmo as pessoas esclarecidas têm energia para discutir e clamar por justiça apenas nas redes sociais. “O ativista de Facebook é um personagem contemporâneo nefasto”, opina Santana. “Porque dá a sensação de que a pessoa está fazendo algo, quando de verdade não está, e gasta sua energia em algo inócuo”.
Fonte: UOL
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Que país é esse, minha gente?
"O Brasil, um país com enormes desigualdades econômicas e sociais e historicamente classista, adultocêntrico, machista e racista, é extremamente violento com crianças e adolescentes pobres. Trata-se de uma violência cumulativa e excludente."
Fonte: Facebook de Carmen Monari
FALEIROS - (2007)
Fonte: Facebook de Carmen Monari
FALEIROS - (2007)
sábado, 19 de setembro de 2015
Milionárias brasileiras dão à luz em Miami para ter filhos americanos
por João Almeida Moreira, em São Paulo
Milionárias brasileiras dão à luz em Miami para ter filhos americanos
São ricos que buscam alternativas fora do país para fugir à crise. Classe média, mesmo crítica do governo, resiste a sair do Brasil
Wladimir Lorentz, médico brasileiro radicado em Miami há 17 anos, teve há um mês uma ideia luminosa: montar o site Ser Mamãe em Miami para atender brasileiras que desejem que os seus filhos nasçam nos Estados Unidos da América e, assim, garantir automaticamente a cidadania norte-americana. Logo nos primeiros dias recebeu quatro clientes - agora, as solicitações não param.
Juntamente com um sócio colombiano, Ernesto Cárdenas, o pediatra brasileiro já prestava serviços a turistas internacionais desde que mães russas milionárias começaram a procurá-lo com o mesmo objetivo: ter filhos norte-americanos. Seguiram-se dezenas de clientes das elites económicas da Venezuela, país que vive sob a instabilidade do regime bolivariano de Nicolás Maduro, e de outros países latino-americanos, até surgir o tal clique. Porque não um site dedicado só ao Brasil? "Com esta instabilidade económica e política, é a hora certa", explicou Lorentz, que já denota um ligeiro sotaque americano, ao DN.
"Mas eu, além de oferecer o conforto de falar português com as grávidas, só presto serviços médicos, todo o processo burocrático é com o cliente", adverte. Processo simples, sublinhe-se: por mais que o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump venha censurando os chamados "bebés-âncora", a Constituição dos EUA garante cidadania a quem nasça no seu território, o que a posteriori facilita visto ou dupla nacionalidade aos pais.
Fonte: DN GLOBO
Milionárias brasileiras dão à luz em Miami para ter filhos americanos
São ricos que buscam alternativas fora do país para fugir à crise. Classe média, mesmo crítica do governo, resiste a sair do Brasil
Wladimir Lorentz, médico brasileiro radicado em Miami há 17 anos, teve há um mês uma ideia luminosa: montar o site Ser Mamãe em Miami para atender brasileiras que desejem que os seus filhos nasçam nos Estados Unidos da América e, assim, garantir automaticamente a cidadania norte-americana. Logo nos primeiros dias recebeu quatro clientes - agora, as solicitações não param.
Juntamente com um sócio colombiano, Ernesto Cárdenas, o pediatra brasileiro já prestava serviços a turistas internacionais desde que mães russas milionárias começaram a procurá-lo com o mesmo objetivo: ter filhos norte-americanos. Seguiram-se dezenas de clientes das elites económicas da Venezuela, país que vive sob a instabilidade do regime bolivariano de Nicolás Maduro, e de outros países latino-americanos, até surgir o tal clique. Porque não um site dedicado só ao Brasil? "Com esta instabilidade económica e política, é a hora certa", explicou Lorentz, que já denota um ligeiro sotaque americano, ao DN.
"Mas eu, além de oferecer o conforto de falar português com as grávidas, só presto serviços médicos, todo o processo burocrático é com o cliente", adverte. Processo simples, sublinhe-se: por mais que o pré-candidato presidencial republicano Donald Trump venha censurando os chamados "bebés-âncora", a Constituição dos EUA garante cidadania a quem nasça no seu território, o que a posteriori facilita visto ou dupla nacionalidade aos pais.
Fonte: DN GLOBO
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Que país é esse ?
17 de agosto às 09:11 · Editado ·
Semana passada, Suzane foi liberada para dia dos pais . Mas comemorar com quem, se acabou com a vida de seus pais? Essa justiça é piada. (vergonha )
Se vivo num país onde a justiça age desta forma, me pergunto:
- Discutir política pra quê?
Fonte: Gilberto Maha
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Germana de Lamare 25 min · Rio de Janeiro ·
Bom dia, com uma quarta-feira em que somente o azul predomine nas mentes nubladas dos que não vêm quando o perigo se aproxima. Não conseguem olhar a realidade e distorcem versões. Quando isso acontece com metade do país é perigoso porque algo está muito errado, ou há manipulação de ideias, convencimento por meio de interesses, baixos às vezes. E também por um povo iludido que acha que o paraíso é para sempre.Não é, Miami não vai lhe esperar para sempre. Seu carro vai precisar trocar, como a sua televisão que foi comprada a crédito em muitas prestações.também vai quebrar uma hora. Em resumo um país com a industria parando também para de lhe trazer emprego, condições de compra, boas condições de saúde e escolas. Talvez você não saiba mas é o crescimento da economia que enriquece um país. E um país sem riqueza para ajudar os pobres não há esperança. O país empobrece e adoece e com ele vai a liberdade, pois um doente não pode sair de casa, fica confinado. Simples assim
domingo, 21 de setembro de 2014
Na favela Dilma Rousseff, falta água, luz, saneamento – mas tem Bolsa Família
Site de VEJA visitou a "vila" que leva o nome da presidente-candidata na periferia de Teresina, no Piauí, Estado onde metade da população recebe benefícios do Bolsa Família
O sol a pino, o tempo seco e a temperatura diária por volta dos 38 graus castigam Teresina entre setembro, outubro e novembro, época do ano que os nativos apelidaram de "b-r-o-bró", sílaba final dos três meses mais quentes do ano na capital do Piauí. A condição é ainda mais penosa para os moradores da Vila Dilma Rousseff, uma favela formada por casebres de taipas na Zona Norte da cidade. A vegetação local, formada por cajueiros e palmeiras (ou pindobas, como são chamadas no Estado), oferece pouca proteção do sol. Caminhar nas vielas de terra durante o dia torna-se uma tarefa árdua. Apesar de levar o nome da presidente-candidata, líder de intenção de voto no Estado, a invasão, distante 18 quilômetros do centro, parece ainda mais longe do poder público: falta água encanada, energia elétrica e saneamento básico mínimo – banheiro em casa é um privilégio.
Criada há mais de três anos, a “vila” (um eufemismo local para favela) abriga atualmente cerca de 1.000 famílias, segundo moradores ouvidos pela reportagem. As palavras mais pronunciadas entre eles são "água", "energia" e "gambiarra", um resumo das carências mais urgentes. No último levantamento, em meados de 2013, havia 658 famílias e mais de 800 barracos de pé – os que continuam vazios ou fechados pertencem a quem os vizinhos chamam de aproveitadores. Os moradores construíram os casebres de cômodo único por conta própria, erguidos com talo de babaçu preenchido com barro. A madeira fina, típica da região, compõe a cerca. As folhas secas das palmeiras cobrem os telhados – embora a maior parte dos moradores esteja comprando telhas para evitar ataques incendiários na madrugada. A palha tem outra serventia: funciona como tampão nos cercadinhos nos quintais, onde se toma banho de balde.
Na entrada da invasão, destaca-se um pé de faveiro, árvore do cerrado com copa mais larga. Nela, está pregada a placa que dá ares de legalidade: "Assentamento Dilma Rousseff". Não há nenhuma outra formalidade que indique a presença do poder público na favela, aberta na periferia do bairro Santa Maria da Codipi. A água e a luz são puxadas ilegalmente das redes de um condomínio vizinho, construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida. Para se refrescar, os moradores armazenam água em baldes e anilhas de concreto que funcionam como caixa d’água improvisada. Ou vão tomar banho de rio.
A invasão estabeleceu-se ao lado do maior conjunto habitacional do Estado, o Residencial Jacinta Andrade, com 4.300 casas de alvenaria. Uma nova leva de casas do Residencial Mirante de Santa Maria da Codipi, de 648 unidades e orçamento de 20 milhões de reais, também permanece fechada, sem nenhum morador, à 700 metros de distância. Apesar da condição menos degradante, lá também passou a faltar água neste ano, o que levou os mutuários a abandonarem o lugar. O Ministério Público do Piauí investiga a distribuição de casas a moradores que não se encaixavam nas regras do programa e a revenda proibida. Moradores também denunciaram à Polícia Federal que casas eram usadas como “veraneio”, para festas e churrascos. O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública para apurar desperdício de dinheiro público na obra do Jacinta Andrade, que atravessou os períodos de governo dos últimos três chefes do Executivo locais, ex-aliados que agora protagonizam a disputa. Ao custo de 147 milhões de reais, a construção lançada no governo Wellington Dias (PT), candidato a retornar ao posto, atravessou o mandato do seu sucessor e agora desafeto, Wilson Martins (PSB), e permanece incompleta no mandato-tampão de Zé Filho (PMDB), ex-vice de Martins, que assumiu o governo em abril e concorre à reeleição.
Trabalhadores sem-teto que não conseguiram ser sorteados para receber uma casa do condomínio Jacinta Andrade ergueram a favela. O terreno baldio era rota de fuga, esconderijo de traficantes e local de desova de corpos, além de palco de execuções e linchamentos. Em uma reunião com catorze líderes comunitários na prefeitura de Teresina, decidiram homenagear a presidente recém-eleita. “Na época a gente precisava de um nome forte e o mais forte era o da presidente”, diz Branca, como é conhecida a auxiliar de serviços gerais Risomar Granja Nascimento, de 45 anos.
Branca é um exemplo do pragmatismo teresinense. Filiada ao PCdoB, trabalhou em 1989 na campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Neste ano, é cabo eleitoral do governador Zé Filho (PMDB). Ela conta que passou a presidir o conselho comunitário da Vila Dilma Rousseff com ajuda da primeira-dama de Teresina, Lucy Soares, mulher do prefeito Firmino Filho, do PSDB. Neste ano, também comprometeu-se a trabalhar pela eleição do sobrinho do prefeito, Firmino Paulo (PSDB), para deputado estadual. Mas vota em Dilma – não no PT, ressalva. “Voto para presidente é uma questão minha, eu que tenho de escolher”, justifica. “A presidente Dilma tem um cartaz doido por aqui. Meu voto é da Dilma. Mas por causa do Lula, isso não nego para ninguém. Eu preferia que ele fosse candidato, porque sou pernambucana como ele. E ele só ganha meu voto para a Dilma, porque eu conheço os outros candidatos do PT daqui.”
A quem lhe pergunta sobre a coerência das escolhas políticas, Branca responde: “Dizem que a água e vinho não se misturam, mas isso só vale para nós que somos pobres. Os ricos se misturam. Os políticos aqui de Teresina são assim, vão para cima do palanque e se esculhambam, mas quando termina vão para um lugar de rico que tem acolá na Avenida do Jóquei tomar whisky e conversar como se nada tivesse acontecido, enquanto os bestas ficam brigando por eles.”
A Associação de Moradores do Residencial Dilma Rousseff abriu seu CNPJ em novembro de 2011. Por iniciativa da vereadora Graça Amorim (PTB), que pediu votos na comunidade em 2012, o prefeito sancionou a lei que deu o título de “utilidade pública” à associação em março do ano passado. Segundo Branca, Firmino Filho prometeu ajudar os moradores a se fixarem no local. Há mais de um ano, o prefeito anunciou, durante reunião pública para evitar a reintegração de posse da ocupação, o lançamento de um Plano Diretor de Regularização Fundiária em Teresina. Apesar disso, os vizinhos da Vila Dilma Rousseff convivem com o iminente medo de despejo – o terreno é particular – e reclamam de nunca terem recebido qualquer benefício governamental.
Eles reclamam da precariedade do lugar: no inverno, entre fevereiro e abril, chove e venta forte em Teresina, o que derruba os postes de madeira levantados para passar a fiação. Uma parede inteiriça da casa do pedreiro Antonio dos Santos Soares, de 30 anos, foi ao chão. Ele teve de correr com a mulher e a filha para não ser atingido. Para o pedreiro, os políticos desperdiçam dinheiro com campanhas eleitorais e deveriam ver "se alguém está com fome". “Esse dinheirão danado que eles andam gastando com carreata e soltando fogos, deviam dar uma carga de barro para um pobre que está precisando”, diz.
Bolsa Família – Soares é eleitor convicto de Dilma, assim como a maioria dos moradores da vila. Ele acredita que só a presidente-candidata tenha condições de aumentar a geração de empregos no país. Também desconfia que postos de trabalho serão fechados se ela for derrotada. “O emprego ficou mais facilitado depois que ela entrou e ela fez um bom trabalho ajudando as mães com o Bolsa Família.” O raciocínio político de Soares ajuda a entender os índices de intenção de voto ostentados pela presidente no Estado: Dilma atinge 61%, ante 24% de Marina Silva (PSB) e 6% de Aécio Neves (PSDB). A preferência por Dilma sobe para 67% entre os piauienses que ganham até um salário mínimo – o inverso do que ocorre com Marina e Aécio, que atingem, respectivamente, 16% e 3% nessa faixa do eleitorado.
Mulher de Soares, a dona de casa Cleudia Regina Gomes Sales, de 31 anos, é uma das beneficiárias do programa na vila. Ela ganha auxílio de 112 reais para manter na escola a filha Adrielle Suyane, de 4 anos. A vizinha Maria de Lourdes Pereira da Costa, de 22 anos, também passou a receber a quantia após o nascimento do menino Luís Eduardo, de 1 ano e 4 meses. Elas fazem parte de uma realidade massificada no Piauí: atualmente o governo federal paga a Bolsa Família para 458.081 no Estado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. De janeiro a setembro, o governo federal desembolsou 729 milhões de reais em benefícios para famílias que equivalem a 48% da população piauiense. Em 2013, foram 903 milhões de reais.
Durante a conversa com o site de VEJA, Cleudia pediu por três vezes que o repórter lhe arranjasse uma indicação para trabalhar na prefeitura de Teresina. Ao contrário do marido, Cleudia relata dificuldade em conseguir um emprego. Ela elogia Dilma, mas é categórica ao dizer que o governo não levou benefícios para a ocupação. "Até agora não recebemos nada. Os postes são gambiarra, a encanação também, não tem fossa e falta água direto numa quentura dessa para as crianças”, relata. “Acho que a Dilma deve ter ajudado, ela é muito querida aqui. Eu não tenho o que dizer [reclamar] dela não. Muita gente aqui diz que está com o voto garantido para ela.”
A adesão a Dilma, contudo, não é unânime. Um dos primeiros moradores da invasão, o camelô Carlos da Silva Gomes, de 45 anos, eleitor da petista em 2010, agora pensa em anular o voto. Ele afirma que perdeu a confiança nos políticos. “Votei na Dilma devido à incerteza. Ela já vinha com o Lula e eu sabia que ia continuar o governo dele”, diz o vendedor ambulante. “Hoje a gente vê que a corrupção já vem de muito tempo, é só o que a gente houve falar na televisão. A gente não vê o benefício, não vê eles se dedicarem ao voto da pessoa. Eu mesmo nunca fui beneficiado pelo governo municipal, estadual nem federal.”
Mais nova moradora da vila, a mãe de Gomes, Maria Isabel da Silva, de 68 anos, também está indecisa sobre a quem confiar o voto presidencial. “Estava pensando na Marina, mas ainda não tenho opção”, diz a dona de casa, que lembra ter tido como último benefício do governo o Bolsa Escola, de 32 reais, para um neto. O benefício, que "servia para comprar uma merenda no colégio", foi cortado quando o rapaz completou 16 anos. No domingo passado, Maria Isabel se juntou ao terreno em que a família ergueu três casebres, o primeiro há 3 anos e 7 meses. Reflexivo, Gomes cobra a presença do Estado no local onde deseja viver pelos próximos anos. “Não penso em sair daqui. Já me sinto como dono mesmo. É muito bom ter o que é da gente.”
Veja
sábado, 13 de setembro de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Dicas de segurança para o período da COPA.
Que horror - parece que estamos em GUERRA!
Não estamos - mas estamos em estado de "ANARQUIA" .
DESABASTECIMENTO E MANIFESTAÇÕES:
Faça compras antecipadas de mercado e reforçadas (mais quantidade), pois além do abuso dos preços no período da Copa, caso o país passe por revoltas e manifestações (que acontecerão com certeza!), você poderá ficar em casa seguro.
- A mesma dica acima se aplica aos medicamentos de uso pessoal e combustível nos carros (tanques cheios).
CLONAGEM DE CARTÕES: Procure sacar dinheiro em seu banco com antecedência e guardar em casa, pagar as coisas com cartão vai ficar mais perigoso, pois com os bares, hoteis e restaurantes lotados "a pressa cega a segurança", muitas clonagens de cartão vão ocorrer em especial nos terminais de saque dos aeroportos e shoppings.
Se não acredita, confira: Quadrilhas especializadas em clonar cartões de crédito instalam ‘chupa-cabra’ em equipamentos do aeroporto em http://oglobo.globo.com/rio/turistas-sao-alvo-de-golpe-em-caixas-eletronicos-no-tom-jobim-12148651#ixzz2yvWHY5N4
ASSALTOS: Saia de casa com o mínimo necessário para ir e voltar em segurança, evite joias, relógios, celulares, tablets.
- Não utilize taxis e vans sozinho, sempre em grupos grandes e sempre de cooperativas cadastradas que emitam recibo com CNPJ ou cadastradas em Aplicativos de Taxis, tais como Easy Taxi e Jump.
- Instale em seus smartphones e tablets programas que permitam rastreá-los em caso de furto, bem como deletar seus dados para os bandidos não lerem seus conteúdos, tais como: Android lost, Icloud.
GREVES E PARALIZAÇÕES: Muitas greves e paralizações estão previstas para ocorrer próximo a Copa, em especial serviços importantes: Polícia Federal, Bombeiros, Médicos. Procure colocar tudo em dia para não depender destes serviços durante este período.
ACIDENTES E DOENÇAS ESTRANGEIRAS: Se você não for viajar para os jogos da Copa ou a trabalho, Evite os aeroportos, estádios e rodoviárias bem como suas proximidades, não só pelo risco dos engarrafamentos, mas pelo risco de desabamentos, acidentes, atentados terroristas e até mesmo contaminação com doenças estrangeiras.
ALERTA DA Organização Mundial da Saúde - Saiba mais em: Vírus da poliomielite já ameaça Europa -
http://www.publico.pt/mundo/noticia/virus-da-poliomielite-ja-ameaca-europa-1634709
Não estamos - mas estamos em estado de "ANARQUIA" .
DESABASTECIMENTO E MANIFESTAÇÕES:
Faça compras antecipadas de mercado e reforçadas (mais quantidade), pois além do abuso dos preços no período da Copa, caso o país passe por revoltas e manifestações (que acontecerão com certeza!), você poderá ficar em casa seguro.
- A mesma dica acima se aplica aos medicamentos de uso pessoal e combustível nos carros (tanques cheios).
CLONAGEM DE CARTÕES: Procure sacar dinheiro em seu banco com antecedência e guardar em casa, pagar as coisas com cartão vai ficar mais perigoso, pois com os bares, hoteis e restaurantes lotados "a pressa cega a segurança", muitas clonagens de cartão vão ocorrer em especial nos terminais de saque dos aeroportos e shoppings.
Se não acredita, confira: Quadrilhas especializadas em clonar cartões de crédito instalam ‘chupa-cabra’ em equipamentos do aeroporto em http://oglobo.globo.com/rio/turistas-sao-alvo-de-golpe-em-caixas-eletronicos-no-tom-jobim-12148651#ixzz2yvWHY5N4
ASSALTOS: Saia de casa com o mínimo necessário para ir e voltar em segurança, evite joias, relógios, celulares, tablets.
- Não utilize taxis e vans sozinho, sempre em grupos grandes e sempre de cooperativas cadastradas que emitam recibo com CNPJ ou cadastradas em Aplicativos de Taxis, tais como Easy Taxi e Jump.
- Instale em seus smartphones e tablets programas que permitam rastreá-los em caso de furto, bem como deletar seus dados para os bandidos não lerem seus conteúdos, tais como: Android lost, Icloud.
GREVES E PARALIZAÇÕES: Muitas greves e paralizações estão previstas para ocorrer próximo a Copa, em especial serviços importantes: Polícia Federal, Bombeiros, Médicos. Procure colocar tudo em dia para não depender destes serviços durante este período.
ACIDENTES E DOENÇAS ESTRANGEIRAS: Se você não for viajar para os jogos da Copa ou a trabalho, Evite os aeroportos, estádios e rodoviárias bem como suas proximidades, não só pelo risco dos engarrafamentos, mas pelo risco de desabamentos, acidentes, atentados terroristas e até mesmo contaminação com doenças estrangeiras.
ALERTA DA Organização Mundial da Saúde - Saiba mais em: Vírus da poliomielite já ameaça Europa -
http://www.publico.pt/mundo/noticia/virus-da-poliomielite-ja-ameaca-europa-1634709
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Revista francesa detona o Brasil
Um texto cruel para nós brasileiros nos sentirmos humilhados e
lastimar com muita dor, essa verdade absoluta observada e criticada por estrangeiros.
Hoje, muitos de nós estamos esbarrando na triste reflexão de que só interessou
à política (PT, Lula e os periféricos populismos) a realização dessa Copa.
Para o povo brasileiro um desastre total.
Um investimento gigante e sem retorno, em descompasso com as
verdadeiras necessidades de um povo que assiste a desgraça de
uma gestante dar à luz no chão, numa calçada em frente a um
hospital, por total falta de recursos públicos para acolher essa mãe com seu bebê.
Um fato entre outros tantos que sangram a nossa dignidade.
O jornalista Arnaldo Jabor publicou uma matéria no Estadão de São Paulo, onde escreveu:
“estamos chegando à barbárie sem termos conhecido a civilização”.
Tudo muito triste e desesperador...
É como bem escreve o autor do texto da revista em questão:
A FIFA não pediu ao Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.
lastimar com muita dor, essa verdade absoluta observada e criticada por estrangeiros.
Hoje, muitos de nós estamos esbarrando na triste reflexão de que só interessou
à política (PT, Lula e os periféricos populismos) a realização dessa Copa.
Para o povo brasileiro um desastre total.
Um investimento gigante e sem retorno, em descompasso com as
verdadeiras necessidades de um povo que assiste a desgraça de
uma gestante dar à luz no chão, numa calçada em frente a um
hospital, por total falta de recursos públicos para acolher essa mãe com seu bebê.
Um fato entre outros tantos que sangram a nossa dignidade.
O jornalista Arnaldo Jabor publicou uma matéria no Estadão de São Paulo, onde escreveu:
“estamos chegando à barbárie sem termos conhecido a civilização”.
Tudo muito triste e desesperador...
É como bem escreve o autor do texto da revista em questão:
A FIFA não pediu ao Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
O PAÍS CAMINHA PARA UMA RUPTURA APÓS ELEIÇÃO
Leiam a contundente avaliação negativa feita pelo economista-chefe de investimentos do Saxo Bank da Dinamarca,durante o evento “Criando Sucesso Operando em Mercados Globais”, terça-feira passada, em São Paulo.
Steen Jakobsen advertiu que, se atual a presidenta não for reeleita,vai ser bom para a economia,
onde hoje reina uma conjuntura de intensa volatilidade,crescimento baixo e inflação nas alturas.
Dilma já acusa o golpe e já ensaia discursos defensivos sobre problemas econômicos.
Steen Jakobsen fez o discurso que caberia na boca dos candidatos de oposição ao Palácio do Planalto:
“A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei.
E eu visito 35 países por ano.
O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês,brasileiros, que votam errado e colocam eles lá.
A atual presidente, por exemplo,não sabe o que quer e está completamente perdida.
Além disso, o Banco Central também está perdido,e os conflitos aumentam a cada dia.
A falta de reformas e as decisões políticas fora do bom tom deixaram a situação insustentável.
O Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
O economista dinamarquês, sem meias palavras,acertou um chute no calcanhar mais frágil do desgoverno Dilma:
“Sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foi a pior coisa que o Brasil deveria ter decidido fazer.
O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes,está indo para coisas inúteis.
O Brasil só estará pronto para receberuma copa do mundo em 20 ou 30 anos”.
O economista Steen Jakobsen avalia que:
“O Brasil precisa de uma crise de verdade,com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito”.
O dinamarquês acredita que“uma ruptura irá acontecer após as eleições e
essa será uma oportunidade de o País mudar”.
O quadro tétrico pintado por Steen Jakobsen apenas confirma o que o Alerta Total vem antecipando, exaustivamente, desde o final do ano passado.
A chamada Oligarquia Financeira Transnacional quer o PT fora do poder.
Por isso, por força do poderio econômico,que decide efetivamente qualquer eleição,
Dilma é cabra marcada para perder a reeleição.
Os petistas fanáticos e fundamentalistas só raciocinam com o cenário de vitória.
Farão o diabo para não perder.
Mas, se forem derrotados,preferem perder para Eduardo Campos,seu ex-aliado até outro dia,
com quem sempre há espaço aberto para interlocução e negociação política.
O foco principal da marketagem petista, agora,é tentar desmoralizar e fazer de tudo para tirar Aécio Neves do páreo.
O tucano tem força,pois é um velho parceiro da Oligarquia Financeira Transnacional.
Por isso,a previsão é de uma campanha eleitoral com os maiores índices de baixaria nunca antes vistos na História do Brasil.
Sendo forçado a deixar o poder,e com a máquina federal taticamente aparelhada,o próximo governo tende a ficar refém do previsível caos.
Aí sim, conforme previsão do economista-chefe do banco dinamarquês, cresce a chance de uma ruptura institucional.
O cenário facilmente programado para o Brasil é de alta instabilidade política para depois de 2015.
Steen Jakobsen advertiu que, se atual a presidenta não for reeleita,vai ser bom para a economia,
onde hoje reina uma conjuntura de intensa volatilidade,crescimento baixo e inflação nas alturas.
Dilma já acusa o golpe e já ensaia discursos defensivos sobre problemas econômicos.
Steen Jakobsen fez o discurso que caberia na boca dos candidatos de oposição ao Palácio do Planalto:
“A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei.
E eu visito 35 países por ano.
O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês,brasileiros, que votam errado e colocam eles lá.
A atual presidente, por exemplo,não sabe o que quer e está completamente perdida.
Além disso, o Banco Central também está perdido,e os conflitos aumentam a cada dia.
A falta de reformas e as decisões políticas fora do bom tom deixaram a situação insustentável.
O Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
O economista dinamarquês, sem meias palavras,acertou um chute no calcanhar mais frágil do desgoverno Dilma:
“Sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foi a pior coisa que o Brasil deveria ter decidido fazer.
O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes,está indo para coisas inúteis.
O Brasil só estará pronto para receberuma copa do mundo em 20 ou 30 anos”.
O economista Steen Jakobsen avalia que:
“O Brasil precisa de uma crise de verdade,com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito”.
O dinamarquês acredita que“uma ruptura irá acontecer após as eleições e
essa será uma oportunidade de o País mudar”.
O quadro tétrico pintado por Steen Jakobsen apenas confirma o que o Alerta Total vem antecipando, exaustivamente, desde o final do ano passado.
A chamada Oligarquia Financeira Transnacional quer o PT fora do poder.
Por isso, por força do poderio econômico,que decide efetivamente qualquer eleição,
Dilma é cabra marcada para perder a reeleição.
Os petistas fanáticos e fundamentalistas só raciocinam com o cenário de vitória.
Farão o diabo para não perder.
Mas, se forem derrotados,preferem perder para Eduardo Campos,seu ex-aliado até outro dia,
com quem sempre há espaço aberto para interlocução e negociação política.
O foco principal da marketagem petista, agora,é tentar desmoralizar e fazer de tudo para tirar Aécio Neves do páreo.
O tucano tem força,pois é um velho parceiro da Oligarquia Financeira Transnacional.
Por isso,a previsão é de uma campanha eleitoral com os maiores índices de baixaria nunca antes vistos na História do Brasil.
Sendo forçado a deixar o poder,e com a máquina federal taticamente aparelhada,o próximo governo tende a ficar refém do previsível caos.
Aí sim, conforme previsão do economista-chefe do banco dinamarquês, cresce a chance de uma ruptura institucional.
O cenário facilmente programado para o Brasil é de alta instabilidade política para depois de 2015.
domingo, 10 de novembro de 2013
Carta de uma senhora de 84 anos ao "Estadão", nesse final de semana... Ruth Moreira, expressou aquilo que muitos brasileiros decentes estão sentindo...
Estou com vergonha do Brasil.Vergonha do governo, com esse impatriótico,
antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.
Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais e comprovadamente corruptos. (Renan, Z Dirceu, Collor e etc).Pensar no bem do País, hoje é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros (e ele não sabia de NADA!!).Vergonha de termos 42 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. Vergonha de ver a presidentA de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos
(onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante
seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades,
envergonhando-nos perante o mundo.Vergonha por pagarmos tantos impostos e
nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta.
Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação.
Agora pergunto: Onde estão os homens de bem deste país?Onde está a Maçonaria? a OAB? CNBB? os Militares?? LYONS? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor?
Porque os congressistas, ao inves de instituirem Pena de Morte para assassinos e estrupadores, lhes concedem gorda Bolsa Presidiario?Enquanto isso, grande parte do povo brasileiro, trabalha honestamente, pra pagar impostos absurdos e ganhar bem menos do que aqueles que mataram e estupraram. Isso, somente estimula a marginalidade! Estou com muita vergonha do Brasil!
Por que tantos estão calados?Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas?
Estou com muita vergonha do Brasil. Eu estou com vergonha dos BRASILEIROS.
RUTH MOREIRA http://../undefined/compose?to=ruthmoreira%40uol.com.br
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Vaticano critica oportunismo de Dilma e quer distância das armadilhas políticas da presidente
Plano frustrado – Na tentativa desesperada de escapar da crise que chacoalha o governo, a presidente Dilma Rousseff acrescentou mais uma derrota política ao seu currículo. Aproveitando a visita do papa Franciscopara distrair a opinião pública, Dilma abusou do oportunismo ao pedir ao religioso apoio da Igreja Católica para projetos internacionais de combate à fome.
Trata-se de uma estratégia velha e conhecida, muito utilizada pelo então presidente Lula, agora um bem sucedido lobista de empreiteiras, para minimizar os efeitos colaterais dos escândalos de corrupção que marcaram seus dois governos.
A cúpula do Vaticano já descartou a possibilidade de aceitar o pedido da presidente, assim como não quer ver a Igreja Católica sendo utilizada como massa de manobra por um governo que está debaixo de sérias acusações e enfrenta uma incontestável crise de credibilidade.
A necessidade de colar sua imagem à popularidade crescente do papa Francisco levou Dilma a um ato impensado. A presidente enviou ao Vaticano uma carta em que pediu para que o papa transformasse sua vinda ao Brasil em viagem de chefe de Estado, o que, de acordo com o protocolo, o obrigaria a fazer escala em Brasília. Conhecedor das muitas artimanhas que impulsionam a política, o papa descartou de pronto o pedido de Dilma.
O papa Francisco está no Brasil como chefe da Igreja Católica e com o objetivo específico de participar da Jornada Mundial da Juventude, não para encontros políticos. Além disso, Jorge Mario Bergoglio, por sua trajetória, dificilmente se submeteria a uma armação partidária.
O viés meramente religioso da viagem papal ficou claro no posicionamento do pontífice, que não quer a presença de políticos durante a visita à favela Varginha, no Rio de Janeiro. “O contato é com o povo, e justamente com o povo mais esquecido pelos governantes”, declarou um representante do Vaticano ao jornal “O Estado de S. Paulo”.
Fonte: Ucho.info
Altervista
Trata-se de uma estratégia velha e conhecida, muito utilizada pelo então presidente Lula, agora um bem sucedido lobista de empreiteiras, para minimizar os efeitos colaterais dos escândalos de corrupção que marcaram seus dois governos.
A cúpula do Vaticano já descartou a possibilidade de aceitar o pedido da presidente, assim como não quer ver a Igreja Católica sendo utilizada como massa de manobra por um governo que está debaixo de sérias acusações e enfrenta uma incontestável crise de credibilidade.
A necessidade de colar sua imagem à popularidade crescente do papa Francisco levou Dilma a um ato impensado. A presidente enviou ao Vaticano uma carta em que pediu para que o papa transformasse sua vinda ao Brasil em viagem de chefe de Estado, o que, de acordo com o protocolo, o obrigaria a fazer escala em Brasília. Conhecedor das muitas artimanhas que impulsionam a política, o papa descartou de pronto o pedido de Dilma.
O papa Francisco está no Brasil como chefe da Igreja Católica e com o objetivo específico de participar da Jornada Mundial da Juventude, não para encontros políticos. Além disso, Jorge Mario Bergoglio, por sua trajetória, dificilmente se submeteria a uma armação partidária.
O viés meramente religioso da viagem papal ficou claro no posicionamento do pontífice, que não quer a presença de políticos durante a visita à favela Varginha, no Rio de Janeiro. “O contato é com o povo, e justamente com o povo mais esquecido pelos governantes”, declarou um representante do Vaticano ao jornal “O Estado de S. Paulo”.
Fonte: Ucho.info
Altervista
segunda-feira, 17 de junho de 2013
CARTA ABERTA À PRESIDENTA!!!!!
Senhora presidentA. Sábado o Brasil conversou com a senhora olho no olho. Face a face. Sábado o Brasil, disse à senhora, em uma conversa de cerca de 45 segundos, o que ele pensa sobre esse momento que vive o Brasil. Abra os olhos presidentA. O que lhe dizem os institutos de pesquisa não refletem a realidade.
Foi visível o quanto lhe doeu receber aquelas sonoras vaias. Mas acredite, sua dor é nada perto da dor do povo brasileiro.
O brasileiro sente dor quando enxerga que 40% do que ela produz é destinado a sustentar os camaradas que estão todos aninhados na máquina estatal cada vez mais inchada e consequentemente menos qualificada. Ela sente dor quando vê que seu suado diploma do ensino superior vale menos que uma carteira de filiado partidário com a contribuição mensal em dia.
O brasileiro sente dor quando enxerga que paga impostos britânicos e recebe serviços africanos. O brasileiro sente dor quando vê suas universidades sucateadas e seus professores precisando fazer greve, lutando não por um bom salário, isso parece até já ter sido sublimado, mas lutando por dignidade.
Os médicos brasileiros estão sentindo muita dor, presidentA, já que a senhora vai trazer pro Brasil seis mil outros médicos, que ao contrário deles, que precisavam comprovar seu conhecimento em avaliações que seguiam as normas do Brasil, não precisarão comprovar absolutamente nada, já que vem com um diploma chancelado não pelo MEC, mas por uma ditadura quinquagenária que sob o pretexto da divisão igualitária dos bens, persegue, prende e oprime aqueles que dela divergem. Logo a senhora, que bravamente combateu uma ditadura...
Os exportadores brasileiros sentem dor quando enxergam o real ora supervalorizado ora desvalorizado por uma política econômica que parece agir por eliminação. Tenta uma medida num mês, pra avaliar o resultado, depois desfaz e tenta outra, e assim vai. PresidentA, nessas tentativas, quem quebra não é o governo, é o empregador. Quem fica desempregado não é o camarada, é o operário despolitizado.
PresidentA, dói em todos nós, ver a seu lado homens como José Dirceu, um dos maiores bandidos que esse país teve o desprazer de conhecer, um criminoso condenado, chefe de quadrilha.
Dói em todos nós ver ao seu lado, João Paulo Cunha, José Genoíno, e aqui nem vou mencionar Lula, pois estou me atendo nesta reflexão apenas a fatos judiciais, não a juízos de valor que eu venha a fazer.
Dói vê-la abraçada a Rennan Calheiros. PresidentA, ainda que a achemos uma mulher correta e bem intencionada, aprendemos desde cedo, com nossas avós: “Diga-me com quem anda e te direi quem és.”.
Os brasileiros sentem dor quando assistem trapalhadas dos “camaradas” que eles sustentam, a mais recente foi a humilhação por que passaram os usuários do Bolsa Família. Na cabeça daquelas pessoas, duas perguntas reverberavam enquanto eram humilhadas naquelas filas. A primeira era: “Será que vou conseguir sacar?” E a segunda era: “E no mês que vem?”. Isso dói presidentA.
Doeram demais naqueles meninos as borrachadas, as bombas, os tiros de bala de borracha, as dentadas de cachorro, os coices da cavalaria que aqueles meninos combateram com flores em São Paulo, protestando contra o aumento da passagem de ônibus, autorizado pelo governo dirigido pelo prefeito Fernando Haddad do PT e pela Vice prefeita Nádia Campeão, do PC do B.
Dói ver o governo transformando o Congresso Nacional em cartório do executivo. Governando por MP`s e agora enviando-as no limite do vencimento pra pressionar sua aprovação a toque de caixa e sem qualquer discussão consistente.
Dói no judiciário ver seus camaradas tentando limitar a atuação do Ministério Público, como que numa retaliação pelo trabalho realizado por esta instituição no maior julgamento da história deste país, o mensalão petista.
Dói na nossa constituição federal ver que os seus camaradas querem retirar a última palavra constitucional do Supremo Tribunal Federal.
Dói olhar pra trás e ver que seu partido, já no poder, lutou por um marco regulatório da imprensa.
Me gela a espinha imaginar se todos os planos do PT tivesse tido sucesso. Imagine um Brasil com uma imprensa regulada, um ministério público limitado e um supremo que não pode dar a última palavra...
É presidentA... Dói ver que se o PT tivesse conseguido levar a cabo suas ideias, hoje estaríamos vivendo numa ditadura. Entristece-me demais, presidentA. Ao invés de mudar o país, vocês preferiram mudar de lado.
PresidentA, nós vimos o quanto doeu em seu ego as vaias que o Brasil lhe deu. Mas eu repito, a dor que a senhora sentiu não é nada perto das dores que sentimos.
VEREADOR ROZENHA
Madrugada do dia 17, segunda feira do mês de junho.
Foi visível o quanto lhe doeu receber aquelas sonoras vaias. Mas acredite, sua dor é nada perto da dor do povo brasileiro.
O brasileiro sente dor quando enxerga que 40% do que ela produz é destinado a sustentar os camaradas que estão todos aninhados na máquina estatal cada vez mais inchada e consequentemente menos qualificada. Ela sente dor quando vê que seu suado diploma do ensino superior vale menos que uma carteira de filiado partidário com a contribuição mensal em dia.
O brasileiro sente dor quando enxerga que paga impostos britânicos e recebe serviços africanos. O brasileiro sente dor quando vê suas universidades sucateadas e seus professores precisando fazer greve, lutando não por um bom salário, isso parece até já ter sido sublimado, mas lutando por dignidade.
Os médicos brasileiros estão sentindo muita dor, presidentA, já que a senhora vai trazer pro Brasil seis mil outros médicos, que ao contrário deles, que precisavam comprovar seu conhecimento em avaliações que seguiam as normas do Brasil, não precisarão comprovar absolutamente nada, já que vem com um diploma chancelado não pelo MEC, mas por uma ditadura quinquagenária que sob o pretexto da divisão igualitária dos bens, persegue, prende e oprime aqueles que dela divergem. Logo a senhora, que bravamente combateu uma ditadura...
Os exportadores brasileiros sentem dor quando enxergam o real ora supervalorizado ora desvalorizado por uma política econômica que parece agir por eliminação. Tenta uma medida num mês, pra avaliar o resultado, depois desfaz e tenta outra, e assim vai. PresidentA, nessas tentativas, quem quebra não é o governo, é o empregador. Quem fica desempregado não é o camarada, é o operário despolitizado.
PresidentA, dói em todos nós, ver a seu lado homens como José Dirceu, um dos maiores bandidos que esse país teve o desprazer de conhecer, um criminoso condenado, chefe de quadrilha.
Dói em todos nós ver ao seu lado, João Paulo Cunha, José Genoíno, e aqui nem vou mencionar Lula, pois estou me atendo nesta reflexão apenas a fatos judiciais, não a juízos de valor que eu venha a fazer.
Dói vê-la abraçada a Rennan Calheiros. PresidentA, ainda que a achemos uma mulher correta e bem intencionada, aprendemos desde cedo, com nossas avós: “Diga-me com quem anda e te direi quem és.”.
Os brasileiros sentem dor quando assistem trapalhadas dos “camaradas” que eles sustentam, a mais recente foi a humilhação por que passaram os usuários do Bolsa Família. Na cabeça daquelas pessoas, duas perguntas reverberavam enquanto eram humilhadas naquelas filas. A primeira era: “Será que vou conseguir sacar?” E a segunda era: “E no mês que vem?”. Isso dói presidentA.
Doeram demais naqueles meninos as borrachadas, as bombas, os tiros de bala de borracha, as dentadas de cachorro, os coices da cavalaria que aqueles meninos combateram com flores em São Paulo, protestando contra o aumento da passagem de ônibus, autorizado pelo governo dirigido pelo prefeito Fernando Haddad do PT e pela Vice prefeita Nádia Campeão, do PC do B.
Dói ver o governo transformando o Congresso Nacional em cartório do executivo. Governando por MP`s e agora enviando-as no limite do vencimento pra pressionar sua aprovação a toque de caixa e sem qualquer discussão consistente.
Dói no judiciário ver seus camaradas tentando limitar a atuação do Ministério Público, como que numa retaliação pelo trabalho realizado por esta instituição no maior julgamento da história deste país, o mensalão petista.
Dói na nossa constituição federal ver que os seus camaradas querem retirar a última palavra constitucional do Supremo Tribunal Federal.
Dói olhar pra trás e ver que seu partido, já no poder, lutou por um marco regulatório da imprensa.
Me gela a espinha imaginar se todos os planos do PT tivesse tido sucesso. Imagine um Brasil com uma imprensa regulada, um ministério público limitado e um supremo que não pode dar a última palavra...
É presidentA... Dói ver que se o PT tivesse conseguido levar a cabo suas ideias, hoje estaríamos vivendo numa ditadura. Entristece-me demais, presidentA. Ao invés de mudar o país, vocês preferiram mudar de lado.
PresidentA, nós vimos o quanto doeu em seu ego as vaias que o Brasil lhe deu. Mas eu repito, a dor que a senhora sentiu não é nada perto das dores que sentimos.
VEREADOR ROZENHA
Madrugada do dia 17, segunda feira do mês de junho.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
QUE PAÍS É ESSE? DIREITO HUMANOS SÓ PARA MARGINAIS!!!!!
DOIS DIAS QUE A REDE LIXO ESTÁ FALANDO DA MORTE DO NOBRE CIDADÃO TRABALHADOR MATEMÁTICO....MAS ESSE AÍ QUE ESTÁ FARDADO E QUE DEU POR POUCO TEMPO O SANGUE PELA SOCIEDADE E PAI DE FAMÍLIA.....ESSE NÃO TEM VALOR NENHUM !! MELHOR PAÍS DO MUNDO ? QUAL ? AONDE ?
O CARRO DESTE SOLDADO FOI ENCONTRADO ABANDONADO, COM SEU FARDAMENTO E MASSA CEFÁLICA NO PORTA-MALAS...
E ATÉ HOJE SEU CORPO NÃO FOI ENCONTRADO...
SUA FAMÍLIA HOJE AINDA SE ENCONTRA SEU A PENSÃO, DEIXANDO MULHER E FILHOS COM SÉRIAS DIFICULDADES FINANCEIRAS!
E AÍ? O QUE A PORRA DA REDE GLOBO FEZ PARA AJUDÁ-LOS?
QUAL COBERTURA ELA DEU SOBRE ESTE CASO?
CADÊ A PORRA DOS DIREITOS HUMANOS E SEUS DEFENSORES DE BANDIDOS NESSE CASO?
QUE PAÍS É ESSE ONDE UM BANDIDO TEM MUITO MAIS IMPORTÂNCIA DO QUE UM POLICIAL MILITAR PAI DE FAMÍLIA?
INFORMAÇÃO RECEBIDA PELO FACEBOOK
domingo, 21 de abril de 2013
Remédio que ajudou a curar câncer de Dilma é vetado em parecer de comissão do SUS
Publicado em 20 de abril de 2013 por Equipe Combate ao Câncer
Rituximabe, medicamento usado para tratamento de linfoma não Hodgkin, não ganhou aprovação para combater versão folicular da doença
RIO- Um remédio usado pela presidente Dilma Rousseff para o tratamento do câncer no sistema linfático que teve em 2009, o rituximabe, foi vetado em caráter preliminar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ser prescrito a pacientes da rede pública. O documento, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), esteve até esta segunda-feira em consulta pública e causou protestos de médicos e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Já na rede privada, o mesmo medicamento tem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser receitado desde 1998.
Dilma foi curada de um linfoma não Hodgkin de grandes células B. Para este tipo de linfoma — um entre os 20 tipos existentes e que acomete 30% dos pacientes com a doença — o SUS já aprovou o uso do rituximabe. Mas para o linfoma não Hodgkin folicular, responsável por outros 20% dos casos, o parecer prévio da Conitec informou que não foram encontradas evidências que justificassem o uso do remédio. Em média, o tratamento completo com o medicamento custa cerca de R$ 50 mil, de acordo com a Abrale.
A Conitec fez o parecer usando informações da Roche, farmacêutica que fabrica o remédio e pediu à comissão a licença para fornecer o remédio à rede do SUS.
Agora, terminado o prazo para consulta pública, a comissão do SUS terá que divulgar se mudou de ideia ou manterá o medicamento fora da lista fornecida pela rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, o parecer final deverá ser anunciado entre os meses de maio e junho.
— A comunidade médica internacional inteira recomenda o uso deste medicamento para o tratamento da doença. É como prescrever penicilina para tratar pneumonia. Não foi usado um critério médico, mas sim econômico para vetar o uso do rituximabe — afirma o oncologista Daniel Tabak, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer.
Diretor da Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular, Carlos Sérgio Chiattone demonstrou perplexidade com o parecer técnico da Cointec. O hematologista diz que o documento distorce estudos científicos que comprovam o efeito do remédio no tratamento do linfoma folicular, associado à quimioterapia:
— É de absoluto conhecimento da comunidade científica no mundo desenvolvido da prescrição da imunoterapia (classe de medicamento à qual pertence o rituximabe) para o linfoma não Hodgkin folicular. Até os planos privados, que costumam ser altamente restritivos com custos, aceitam o tratamento.
Chiattone diz que a Conitec conseguiu ir na contramão inclusive do que prescreve a Rede Nacional de Compreensão sobre o Câncer, dos EUA (NCCN, na sigla em inglês), entidade que usa informações das 23 principais instituições de estudo de câncer do mundo.
— É razoável que o governo diga eventualmente que não tem dinheiro para determinado remédio e prefira usar o recurso para outro fim, mas com argumentos honestos. Nestes termos que a Cointec usou, é inaceitável.
No Brasil, o linfoma não Hodgkin é diagnosticado em cerca de 10 mil pessoas por ano e 3.500 pessoas, em média morrem da doença no mesmo período.
—Toda semana, entre 10 e 15 pacientes entram em contato conosco com dificuldades em obter o remédio. Acabam entrando na Justiça para consegui-lo, o que acaba sendo mais oneroso para o governo. É uma tristeza ver um paciente ter que vencer a burocracia para ter garantido um direito constitucional — disse Merula Steagall, presidente da Abrale — que submeteu à comissão do SUS uma lista mais de 61 mil assinaturas colhidas na internet contra o parecer.
Fonte: ABRALE
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
ISSO É BRASIL...
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome.
São tratados como se fossem uma 'COISA'
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Que Brasil é esse?
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei ..
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo,um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988,um programa que custeia a educação em todos os níveis
para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino
freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega,empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro,de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e,com dinheiro ganho no meu primeiro emprego,
numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito...
"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."
EU APOIO ESTA TROCA
TROQUE 01 PARLAMENTAR
POR 344 PROFESSORES
O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba
Essa é uma campanha que vale a pena!
Repasso com solidária revolta!
O GRUPO GUARARAPES LEMBRA QUE VIVEMOS NO MUNDO DOS ABSURDOS. VEJA MAIS ESTE:
VIVA A DESIIGUALDADE
“SALÁRIO MÍNIMO PARA TRABALHADORES a partir de 1 de janeiro de 2013 vai de 622,00 para 678.00.
No PAÍS CHAMADO BRASIL PARA PRESIDIÁRIOS DE 810,00 PARA 915,00.
TRABALHADOR GANHA MENOS DO QUE BANDIDO. VIVA
sábado, 19 de janeiro de 2013
A cada cinco dias, uma pessoa é vítima do tráfico de seres humanos no Brasil
Europa é o principal destino das pessoas neste novo mercado escravagista
George morreu na Alemanha. Cláudia viveu por lá, mas em cárcere privado. Outras três mulheres, também gaúchas, foram presas em Hamburgo. Talita padeceu como escrava na Itália. E uma sexta jovem se viu forçada a virar dançarina de boate na Espanha. Parece ficção, roteiro perfeito para ser incluído na novela Salve Jorge. Mas é a pura realidade. São histórias de quem virou mercadoria nas mãos de traficantes internacionais de seres humanos.
A Europa é o principal centro deste novo mercado escravagista do século 21. Alemanha, Itália e Espanha estão entre os países onde brasileiros são subjugados, como ocorreu com os personagens desta reportagem.
Todos eles jovens ambiciosos, cruzaram o Atlântico sonhando alto com uma oportunidade de dar uma guinada na vida. Mas todos foram enganados. Cláudia Guedes, aos 28 anos, acreditou em um agente de modelos que a ajudaria a encontrar um príncipe encantado na Alemanha, mas acabou vendida a um comerciante por R$ 20 mil.
Também na Alemanha, George Teixeira, 23 anos, caiu na conversa de que seria instrutor de academia e sucumbiu como stripper, até ser encontrado enforcado. A versão oficial é de suicídio, mas a família nunca acreditou nisso.
— Mataram meu filho — esbraveja em prantos a cozinheira desempregada Terezinha Natália de Souza, 59 anos, que jamais viu o corpo de George, enterrado em Hamburgo, há 14 anos.
Estudos indicam que o Brasil é o maior "exportador" de pessoas da América Latina. E, este ano, deverá assumir o segundo lugar como país onde mais são julgados processos criminais referentes ao tráfico de seres humanos.
A cada cinco dias, uma vítima é alvo deste tipo de crime em solo brasileiro — seja para o tráfico interno ou externo, conforme levantamento de outubro realizado pela Secretaria Nacional de Justiça, em conjunto com o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC). A maioria é explorada sexualmente, predominantemente jovens mulatas e negras, um fetiche dos europeus.
A CPI do Tráfico de Pessoas do Senado, finalizada em dezembro, listou 867 inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) sobre este tipo de crime nas últimas duas décadas, incluindo 29 no Rio Grande do Sul.
Um deles resultou na prisão, às vésperas do Natal, de Ernani Fernandes da Silva, 49 anos, ex-dançarino em boates da Alemanha que se escondia em Viamão, onde atuava como xamã — uma espécie de curandeiro. Ernani estava foragido da Justiça Federal desde 2006, quando foi condenado a seis anos e dois meses de prisão por aliciar três jovens para prostituição na Alemanha, onde acabaram presas no aeroporto de Hamburgo e deportadas, em 1999. A pena imposta a Ernani inclui a acusação de induzir outra mulher que foi trabalhar em uma boate na Espanha. E foi na casa de Ernani, em Hamburgo, que George desembarcou para a viagem sem volta à Alemanha.
O tráfico de pessoas é crime, mesmo que a vítima seja conivente com a situação. E é considerado de difícil repressão, principalmente quando o destino é o Exterior, porque nem sempre quem é coagido se dispõe ou tem chance de delatar o algoz.
— A pessoa está em um país estranho, irregularmente, não fala o idioma local e tem medo de procurar as autoridades. O seu único elo de segurança acaba sendo o explorador, a quem fica completamente à mercê, sofrendo humilhações e espancamentos — analisa a delegada Diana Calazans Mann, da Delegacia de Defesa Institucional, da PF gaúcha.
Diana critica a complacência com os que estão à frente de casas de prostituição, os cafetões, atividade classificada como crime:
— Existem sentenças de absolvição de donos de prostíbulos sob o princípio da adequação social. É um contrassenso. Há uma política de repressão ao tráfico de seres humanos e, ao mesmo tempo, uma leniência com a exploração sexual. A sociedade precisa refletir sobre isso.
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, lembra que o governo desenvolve o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, visando qualificar o combater ao crime.
— Precisamos estar mais articulados com outros países, dar mais apoio às vítimas, para que elas não se transformem em novas aliciadoras. É comum retornarem ao Brasil para buscar outras mulheres com intenção de pagar dívidas com quem as explora — alerta.
A viagem sem volta de George
Egresso do Exército, ambulante, George Teixeira, 21 anos, tinha pressa em mudar de vida. Queria ajudar a mãe, a cozinheira Terezinha Natália de Souza, e os dois irmãos a sair da situação difícil de pobres migrantes catarinenses refugiados em uma casa da Vila São José, em Porto Alegre.
Não titubeou quando uma vizinha ofereceu R$ 200 por dia como instrutor de academia na Alemanha, além de cama e comida de graça. George vendeu um Fusca, comprou passagens de ida e volta, tirou fotos para o passaporte, e convenceu a mãe de que tinha tomado a decisão certa.
— Ele era muito ambicioso e dizia para mim: mãe, deixa eu ir, volto em três meses e nossa vida vai mudar — lembra Terezinha, vivendo hoje em Urubici, na serra catarinense.
Em junho de 1996, George embarcou para a Europa. No voo estava a vizinha Maribel Fernandes Pinto, cujo irmão, Ernani Fernandes da Silva, ajudaria George com o emprego.
Terezinha não tinha telefone, e George se comunicava por cartas. Começou a se queixar da falta de trabalho e dinheiro, disse que virou stripper em uma boate e que tinham furtado sua passagem de volta ao Brasil.
Quase um ano depois, George apareceu de surpresa em casa. Para a mãe, tinha o semblante estranho. Ficou apenas um pedaço de uma tarde de abril de 1997 na casa dela e contou que retornaria logo para a Alemanha porque viajara com dinheiro emprestado pelo dono da boate e precisava trabalhar para quitar a dívida. Foi a última vez que Terezinha viu o filho.
Em julho de 1998, George escreveu contando que tinha se casado com uma alemã, e que pretendia casar-se com a jovem em Porto Alegre, prevendo chegar em setembro. Em 24 de agosto daquele ano, um fax chegou às mãos de Terezinha, informando a morte do rapaz. O corpo tinha sido encontrado no banheiro de casa, com um cinto de roupão enrolado no pescoço. Para a polícia alemã, suicídio.
— Como pode uma pessoa se casar em julho e se matar em agosto? Ele foi assassinado, mas não consegui provar nada — afirma, aos prantos.
Cláudia foi vendida por R$ 20 mil
Julho de 1995. No salão de beleza em que trabalhava, no bairro Azenha, na Capital, a cabeleireira Cláudia Guedes ouviu de uma amiga modelo a oferta de "virar mulher de europeu rico, ganhar dinheiro para dar uma casa para a mãe".
Cláudia só teria de ir a Europa para ser apresentada a um bem-sucedido comerciante siciliano, que vivia em Neuss, na região de Düsseldorf. O interesse do italiano era se casar com uma negra brasileira e viver na Bahia. Se Cláudia aceitasse, teria vida de princesa. Do contrário, poderia trabalhar lá ou voltar para casa.
Morena, solteira, 28 anos, com uma criança para criar, Cláudia cedeu aos apelos e embarcou para a Alemanha. Foi recebida pela irmã do agenciador de modelos. A mulher levou Cláudia para lojas de roupas, salão de beleza e depois para a "nova casa". O futuro marido saiu com Cláudia para um passeio de carro. Com o dobro da idade dela, o homem decidiu: ficariam juntos, Cláudia teria carro, moradia, comida, mas não poderiam se casar — ele já era casado. Estava proibida de sair sozinha da casa da amiga e teria de esquecer o filho deixado com a mãe:
— Àquela altura, já tinha me arrependido, me desesperei e gritei: "meu Deus". Ele, enfurecido, dirigindo a 150 km/h, tirou as mãos do volante e disse que não acreditava em Deus, que tinha de ser do jeito dele, porque tinha pago por mim. Perguntava se eu tinha recebido dinheiro.
Desnorteada, Cláudia foi levada ao "cativeiro". Quinze dias depois, o agente de modelos apareceu na casa. O italiano cobrou explicações, e exigia de volta o que tinha pago — R$ 20 mil. Além de Cláudia, Salvatore também fora ludibriado.
— Aí, teve muita confusão e entendi que tinha sido vendida. Bateu o pavor.
Foram 25 dias de angústia até que Cláudia recebesse o passaporte para embarcar de volta. De mãos e bolsos vazios.
Filha de uma família de classe média da Paraíba, Talita Sayeg — nome adotado ao assumir a condição de transexual — foi expulsa de casa aos 15 anos. Ganhava a vida nas ruas de João Pessoa, até ser atraída por Isnard Alves Cabral, a Diná, travesti paraibano que vive em Roma, suspeito de comandar uma rede de tráfico para exploração sexual na Europa a partir do Nordeste.
Decidida a se dar bem na Itália — um dos destinos preferidos de transexuais brasileiros —, aos 18 anos, em 2002, Talita arriscou se aventurar. Na Paraíba, uma irmã de Diná organizou a viagem. Bancou as despesas e a colocou em um avião com outros dois travestis rumo à Toscana, cada um com R$ 2 mil na bolsa para serem aceitos como turistas.
Na chegada à cidade litorânea de Viareggio, teve de entregar o passaporte a Diná e o dinheiro com o qual passou na alfândega. Talita sabia que teria de pagar pela viagem, já conhecia histórias de pessoas que se rebelavam e eram vendidas a redes de traficantes europeus. Mas não esperava que a conta fosse tão alta: US$ 12 mil, o equivalente a R$ 24 mil. Ainda tinha de pagar R$ 100 por dia como diária da casa, gastos com alimentação e transporte e um regalo para agradar Diná, em geral, uma joia ao custo de R$ 3 mil.
Talita conta que trabalhava das 20h às 6h, chegando a 15 programas por noite. Lembra que foi escravizada por dois anos, até conquistar sua carta de alforria, em Roma.
— Tinha gente que se revoltava, se atirando nas drogas, desesperada por ganhar o dinheiro, mas vê-lo ir embora. Passavam nas casas recolhendo a grana todas as manhã.
Diná, o feitor de Talita, foi denunciado em 2010 pelo Ministério Público Federal da Paraíba com outros quatro paraibanos e um italiano sob suspeita de traficar dezenas de travestis para a Europa.
Talita ainda chora o dinheiro perdido, mas se considera uma sobrevivente. Desde maio mora em Porto Alegre, buscando uma nova vida.
ZERO HORA
Moradora do DF ganha bolo mofado em festa surpresa e hipermercado se recusa a fazer a troca
Vanderlane só percebeu que o bolo estava estragado depois que dois convidados já tinham comido um pedaço
Valderlane Antonio Ribeiro, moradora da Candangolândia, região administrativa do Distrito Federal, ganhou uma festa surpresa de aniversário na noite dessa quinta-feira (17). O evento foi organizado pelo marido dela, que reuniu familiares e amigos para receber a esposa quando ela voltasse do trabalho. Vanderlane, no entanto, teve duas surpresas: quando chegou em casa e na hora de oferecer o bolo aos convidados.
O bolo, comprado pelo marido no dia festa no hipermercado Extra por R$ 74, estava mofado e com mau cheiro.
A festa tinha aproximadamente 20 pessoas. A filha de Valderlane, de apenas dois anos, e um tio chegaram a comer o alimento. Os sintomas de intoxicação alimentar foram sentidos na manhã dessa sexta-feira (18). A criança sentiu enjoos e o homem uma forte dor na barriga.
— Quando eu percebi que o bolo estava estragado muitos convidados já haviam comido. Fiquei morrendo de vergonha. Fomos até o mercado que funciona 24h e os dois fiscais que estavam falaram que não tinha como entrar porque estava fechado para balanço.
A aniversariante conta que explicou a situação para os fiscais e que os convidados ficaram esperando ela voltar com um bolo novo. Mas os homens barraram a entrada dela com os carrinhos do próprio local. De acordo com Valderlane, havia clientes dentro do estabelecimento.
— Falei que queria apenas trocar a mercadoria. Disse que caso contrário iria procurar o Procon. Eles simplesmente olharam para a mim e disseram pra eu fazer o que quiser.
Valderlene desconfia ainda que a embalagem do produto foi adulterada. Segundo ela, a nota que indica a data de validade está como se estivesse sido feito na última quinta-feira. No entanto, sinais de rasuras são visíveis.
— O verso da atual embalagem está intacto, mas tem como visualizar que tinha outra etiqueta por baixo. Parece que tinha uma original e eles retiraram e pregaram outra por cima.
Outro lado
Em nota, o Extra informou que pauta suas ações no respeito ao consumidor e mantém controle de qualidade dos produtos comercializados em suas lojas. A rede comunicou ainda que o fato relatado é pontual e não condiz com o padrão de qualidade exigido pela empresa. A rede já entrou em contato com a cliente para realizar a troca do produto e iniciou a apuração do fato, para que não volte a ocorrer
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