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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Criança perdida há um ano recebe visita de mãe, mas não vai para casa

Criança de 10 anos foi encontrada por policial na rua em setembro de 2011.
Desde então, menino está no abrigo e não havia sido procurado por família.


O garoto de dez anos que vive há um ano em um abrigo de Salvador, após se perder de casa, recebeu a visita da mãe nesta quinta-feira (30). Jaciara Lima Gonçalves, que não abraçou o filho durante o encontro, afirmou que foi ao local apenas para vê-lo, mas que não pretende levá-lo para casa. Em entrevista à equipe do Juizado, a mãe disse ainda que não quer que o filho seja adotado.

"Só quero olhar para cara dele, não quero nada mais não. Repito o que meu pai disse, o que todo mundo disse, que não era para ele ir para casa, porque vai fugir, traquinar. Quando a gente ia bater nele, ele fugia. Ainda sou mãe de olhar para cara dele", relatou a mulher, que possui oito filhos. O menino também pediu à juíza da Infância e Juventude para continuar no Abrigo Lar da Criança, que fica no bairro Vila Laura.

Ele chegou ao local após ser encontrado só na rua pela polícia nas imediações do bairro Mata Escura e, desde então, nunca mais teve contato com a família. "No dia 8 de setembro, ano passado, por volta da meia-noite, ele foi encontrado por uma ronda policial e entregue à 1ª Vara [da Infância e Juventude]. Nós acolhemos no abrigo. Tentamos localizar familiares, ele passou por assistente social, psicóloga, é menino bem esclarecido. Ele contava tudo, nome de pai, de mãe, irmãos, só não sabia o endereço. Falava muito de uma irmã pequena, a que ele mais gosta", afirma a juíza Mariana Varjão, que acompanha o caso.

A mãe foi buscada pelo Juizado em casa e foi até o encontro acompanhada de um dos filhos. "Para a nossa surpresa e a nossa tristeza, a mãe já veio dizendo que ele continuasse abrigado. Mas ele também verbaliza que não quer voltar para a casa. Vai continuar institucionalizado, vamos fazer a reinserção aos poucos, através de visitas domiciliares", explica a magistrada.


Segundo Mariana Varjão, a mãe da criança disse que ele "sabe o que passou, que sofreu muito" e, por isso, quer que ele continue no abrigo. "Mas nós vamos ver o que é melhor para ele. Ele é muito esperto, está na segunda série, brinca, gosta de futebol. Muito ativo, só não quer voltar para casa", retrata a juíza. O motivo do sofrimento não foi relatado pela mulher.

O Juizado ainda descobriu nesta quinta-feira que um irmão da criança também vive abrigado. O irmão tem quatro anos, possui síndrome de down e está em uma das unidades especiais há quatro anos. A juíza afirma que ele será procurado nos próximos dias.

Em Salvador, cerca de 600 crianças e adolescente moram em abrigo, por situações diversas. A juíza explica que algumas são filhos de moradores de rua, outras vivem em conflito doméstico, além de filhos de pessoas muito jovens.

G1

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Corpo de criança é encontrado em açude no Sertão da Paraíba

Criança foi encontrada na tarde da segunda-feira em Igaracy, no Sertão.
Essa é a sexta morte por afogamento registrada na Paraíba em quatro dias.


Uma criança de dez anos de idade morreu afogada na tarde da segunda-feira (20) na zona rural da cidade de Igaracy, no Sertão da Paraíba. De acordo com o 13º Batalhão da Polícia Militar, o garoto estava desaparecido e familiares encontraram o corpo boiando em um açude da cidade. Essa é a sexta morte registrada por afogamento na Paraíba em quatro dias.

A família não informou como a criança teria se afogado. O Corpo de Bombeiros retirou a criança de dentro do reservatório por volta das 13h da segunda-feira e o corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Patos, também no Sertão.

Também na segunda-feira (20), o corpo de uma criança de cinco anos de idade foi encontrado em um açude no distrito de Galante, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. De acordo com o 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), a criança estava desaparecida desde o sábado (18), quando a mãe dela participava de uma comemoração e não observou que o garoto havia desaparecido.

Na manhã do domingo (19), o corpo de um deficiente físico foi encontrado boiando em um reservatório conhecido como Três Lagoas, no bairro de Oitizeiro, na Região Metropolitana de João Pessoa. De acordo com a Polícia Civil, o homem, que tinha 40 anos de idade, estava desaparecido desde a tarde do sábado (18). Segundo o delegado Alberto Egito, testemunhas disseram que a vítima teria ingerido bebida alcoólica antes de entrar na água.

Na tarde da sexta-feira (17), três adolescentes morreram afogadas em um tanque de pedra na cidade de Esperança, no Agreste do Estado. O Corpo de Bombeiros informou que cinco garotas estavam fotografando o local, onde é proibido tomar banho, quando quatro delas acabaram caindo dentro do reservatório. Uma delas conseguiu se salvar. As outras três somente foram retiradas do tanque já mortas com a chegada dos bombeiros.

G1

sábado, 11 de agosto de 2012

Mãe deixa filha de um ano trancada dentro de um carro em Registro, SP

Veículo estava em um estacionamento no centro da cidade.
Mãe disse que precisou ir ao banco e acabou esquecendo a criança.


Uma mulher esqueceu a própria filha de apenas um ano trancada dentro de um carro em Registro, no Vale do Ribeira, no final da tarde desta sexta-feira (10). O veículo estava em um estacionamento no centro da cidade e o som do alarme do veículo acabou chamando a atenção de quem passava pelo local.

Uma das pessoas que estava no local, o publicitário Edson Antônio Moreira, conta que viu um rapaz observando a criança dentro do veículo. "A criança estava chorando e fui verificar. Aí constatei que o veículo estava trancado e sem circulação de ar", diz.

Elias Martins Souza, um dos bombeiros que fez o resgate do bebê, tentou acalmar a criança. "A gente efetuou a abertura no vidro e permitiu que entrasse ar para a criança respirar", conta.

A mãe do bebê foi notificada pela Polícia Militar e afirma ter esquecido a criança, que apesar do susto estava bem. "Eu fui no banco e esqueci minha filha dentro do carro", explica.

A mulher foi levada para prestar depoimento em uma delegacia da cidade. Segundo o delegado Flávio Gastaldi, a mãe da criança será indiciada. "Ela alegou que tinha que resolver um problema bancário e demorou alguns minutos. Nesse tempo ela foi comunicada que tinha uma criança dentro do carro. Ela irá responder pelo delito de abandono de incapaz, com pena de seis meses a três anos de prisão", finaliza.

G1

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Polícia encontra 3 crianças com fome em casa cheia de insetos; mãe é suspeita de abandono


Vizinhos de família em Jacarepaguá chamaram a polícia após três dias

Uma mulher é suspeita de abandonar as três filhas menores de idade na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo vizinhos, que chamaram a polícia, ela deixou meninas de dois, 11 e 13 anos sozinhas em casa por três dias. Ocaso aconteceu no bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá.

Segundo a polícia, a mãe teria saído de casa dizendo que iria trabalhar e não voltou mais. As crianças foram encontradas com fome. Ainda de acordo com agentes, a casa estava suja e cheia de insetos.

Uma vizinha, que não quis se identificar, relatou que é a segunda vez que a mãe faz isso com as crianças.

As menores foram levadas para o Conselho Tutelar. A mãe responderá por abandono de incapaz.

R7

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Chinesa de seis anos tem corpo coberto por pele preta e não consegue fazer amigos



A menina Liu Jiangli, de seis anos, nasceu com um revestimento de pele preta e grossa em seu rosto e por mais de 60% do corpo. A mãe de Liu a abandonou quando a menina tinha apenas dois anos de idade. Pouco depois, seu pai a deixou na creche e nunca mais voltou. A escola colocou anúncios no jornal, buscando parentes de Liu. Foi apenas seis meses após o primeiro anúncio que a avó de uma das primas de Liu apareceu para buscar a menina.

Desde então, Liu Mingying tem tomado conta da menina, mas se preocupa que ela sempre será discriminada por sua aparência. A pequena Liu não consegue fazer amigos e outras crianças se assustam ou implicam com ela. Não existe uma explicação oficial para a condição de Liu, apesar de ser parecida com a hipertricose universalis, que deixa a pessoa coberta de pelos por todo o corpo.

Os textos e fotos são do jornal inglês The Sun

Extra Online

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mãe abandona filhos em condições subumanas na zona sul de SP


Segundo denúncia anônima que chegou à PM, crianças estavam sozinhas havia dois dias

SÃO PAULO - Em um quarto que de tão sujo alguém com noções básicas de higiene sentiria dificuldades para permanecer por 10 minutos, uma mãe deixava seus filhos, um menino de dois anos e uma menina de cinco, sozinhos. Ambos foram encontrados pela polícia, na noite de segunda-feira, 7, em um cômodo localizado na Rua Flor do Pinhal, número 93, na favela de Heliópolis, zona sul de São Paulo, dentro de um cortiço de três andares. A denúncia anônima recebida pela Polícia Militar (PM) informava que o abandono já durava dois dias. O Conselho Tutelar encaminhou as crianças para um abrigo.

Ao chegarem na residência, os policiais militares tiveram a ajuda de vizinhos para abrir a porta da morada de um quarto, cozinha e banheiro. As crianças dormiam em um colchão jogado no chão. "As crianças estavam com fome e sujas", contou o soldado Reginaldo Ferreira, do 46º Batalhão. "Tivemos que dar banho nelas na casa de um vizinho, pois ali não havia condições", acrescentou. Após aproximadamente uma hora da chegada d a PM, a mãe apareceu.

Adriana Barbosa Leite, de 26 anos, alegou que havia saído para trabalhar em um "bico", e que precisava do dinheiro para comprar comida para as crianças. Sobre a insalubridade da moradia, disse que estava deprimida por não ter quem a ajudasse e por isso não teria ânimo para limpar a residência. "Eu chorava a todo momento e não conseguia fazer mais nada. Sei que preciso de ajuda", disse Adriana. O pai, segundo ela, está preso.

Na residência, o cheiro fétido é insuportável. Há fezes pelo chão, comida azeda na pia da cozinha e teias de aranha nas paredes. Roupas estão amontoadas no chão e nos colchões. Restos de comida espalhados por toda a parte. "É assustador", disse o conselheiro tutelar Emerson de Abreu Santana, acostumado a lidar com este tipo de situação.

A mãe será encaminhado para uma assistente social e para recuperar a guarda das crianças terá que comprovar que possui condições de cuidar delas. Enquanto isso elas ficarão em um abrigo. O caso foi registrado como abandono de incapaz no 16º Distrito Policial (DP).

Estadão

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Superior Tribunal de Justiça condena pai a pagar R$ 200 mil por abandono afetivo


Filha, após conseguir paternidade, entrou com ação por abandono material e afetivo

Decisão inédita no STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou um pai a pagar indenização de R$ 200 mil por abandono afetivo. De acordo com a assessoria de imprensa do STJ, a filha, após ter obtido reconhecimento judicial da paternidade, entrou com uma ação contra o pai por ter sofrido abandono material e afetivo durante a infância e adolescência. A autora da ação argumentou que não recebeu os mesmos tratamentos que seus irmãos, filhos de outro casamento do pai.

Na primeira instância o pedido foi julgado improcedente, tendo o juiz entendido que o distanciamento se deveu ao comportamento agressivo da mãe em relação ao pai. Por sua vez, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), reformou a sentença e reconheceu o abandono afetivo. O TJSP condenou o pai a pagar o valor de R$ 415 mil como indenização à filha.

Conforme informações do STJ, o pai recorreu da decisão afirmando que a condenação não era aceita em todos os tribunais. O STJ, então, reviu o caso e passou a admitir a condenação por abandono afetivo como um dano moral. A condenação, segundo o STJ, saiu na terça-feira, 24 de abril, e o homem terá que pagar a indenização - que foi reduzida - de R$ 200 mil.

Em entrevista à Rádio CBN, a ministra da Terceira Turma do STJ, Nancy Andrighi, afirmou que os pais têm o dever de "fornecer apoio para a formação psicológica dos filhos". A ministra ressalta, ao longo da entrevista, que a decisão do STJ "analisa os sentimentos das pessoas, são novos caminhos e novos tipos de direitos subjetivos que estão sendo cobrados".

— Todo esse contexto resume-se apenas em uma palavra: a humanização da Justiça.

R7

quarta-feira, 28 de março de 2012

Corpo de bebê esquecido em carro vai para presídio


Pai da criança está preso e quer se despedir do filho; mãe foi presa em flagrante

O corpo do bebê de um ano que foi encontrado morto dentro do carro da família na garagem da casa em Aparecida de Goiânia, Goiás, será levado para o presídio da cidade para que o pai, que cumpre pena, possa ver a criança. O diretor da unidade informou que o pai cumpre pena em regime fechado por tráfico de drogas e que ele não deixou o presídio por um pedido da família e decisão judicial.

Os familiares paternos do bebê conseguiram uma autorização no IML (Instituto Médico Legal). Depois de deixar o presídio, o menino deverá ser levado para a cidade de Itumbiara, no interior de Goiás, onde será enterrado. A data e o horário do sepultamento ainda não estão confirmados.

Mãe esquece bebê em carro e criança morre

O menino foi esquecido pela mãe no veículo na última terça-feira (27). Segundo a polícia, ele ficou cerca de quatro horas debaixo de sol e com os vidros do carro fechados. A morte foi causada por asfixia.

Enquanto funcionários do IML retiravam o corpo do local, os vizinhos foram para o portão da casa. A mãe da criança, Andressa do Prado, foi presa em flagrante e teve de sair escoltada pela polícia para não ser agredida.

Cadeira com sensor avisa se pai esquece bebê dentro do carro

Na delegacia, ela, que é garota de programa e vendedora, disse que costumava deixar a criança brincando no carro.

- Ele gostava. Eu entrei, fui tomar banho, deitei na cama um pouquinho, fiquei jogando no celular e adormeci. Quando eu acordei, com o meu marido me chamando e dizendo que ele estava morto.

O pai da criança, que está preso, mandou uma mensagem por celular dizendo que Andressa conseguiu o que queria. O homem, que disputava a guarda da criança, disse que ela já havia tentado matar o menino antes, em uma banheira.

R7

sexta-feira, 9 de março de 2012

Carteira descobre irmãos de 5 e 11 morando em ônibus abandonado nos EUA


Uma carteira descobriu dois irmãos, um menino de 5 anos de idade e uma menina de 11, vivendo sozinhos em um ônibus escolar abandonado na cidade de Splendora, no Texas, Estados Unidos.

Depois de ver as crianças sozinhas no local diversas vezes ao longo de quase um ano, Vanessa Picazo decidiu entrar em contato com as autoridades para informar que elas pareciam estar morando no veículo, que não tinha motor ou rodas da frente, mas tinha cortinas nas janelas, ar condicionado e até cama beliche do lado de dentro.

Com ambos os pais na prisão, condenados por fraude envolvendo um empréstimo para pessoas afetadas por furacões, as crianças passaram a viver sozinhas.

Parentes e vizinhos disseram checar de vez em quando se as crianças estavam bem, mas as autoridades decidiram que isso não é supervisão suficiente para crianças tão pequenas e as colocou aos cuidados do Estado.

'Moradia temporária'

A mãe das crianças, Sherrie Shorten, disse ao canal local KTRK, por telefone, que o objetivo era que o ônibus fosse uma moradia temporária para a família, que pretendia construir uma casa no local.

"Tem uma TV de tela plana, um computador e um telefone, para eles ligarem para a emergência, se necessário", disse ela da prisão.

Shorten não sabia que o terreno estava coberto de lixo ou que as crianças ficavam sozinhas durante o dia, enquanto uma tia, que é a guardiã legal, trabalha.

"As crianças ficavam lá por cerca de 12 horas durante o dia, enquanto a tia ia para o trabalho. Isso acontecia diariamente", disse o policial Rowdy Hayden à KTRK.

A tia, de 60 anos de idade, tem de viajar até Houston para chegar ao emprego e pedia a vizinhos para checar se as crianças estavam bem. À noite, ela diz que dormia com eles no ônibus.

'Felizes'

Vizinhos disseram à mídia local que a situação não era tão ruim como parecia.

"A menina e o menino vão à igreja junto com meus filhos e minha esposa. Minha esposa sempre pergunta pelas crianças. Elas são crianças felizes", disse o vizinho Derrick Foster.

As autoridades dizem, no entanto, que as crianças viviam em péssimas condições e não eram supervisionadas por adultos constantemente.

A mãe das crianças diz que vai ser libertada em 30 dias, enquanto o marido permanecerá preso até julho.

Ela diz esperar resolver a situação em breve e recuperar a custódia dos filhos.

BBC Brasil

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Crise faz pais abandonarem filhos na Grécia


A crise financeira grega casou tamanho desespero em algumas famílias que estas estão abrindo mão de seus bens mais preciosos: seus filhos.

Certa manhã, algumas semanas antes do Natal, uma professora pré-primária em Atenas encontrou um bilhete que dizia respeito a uma de suas alunas de quatro anos de idade.

Não voltarei para buscar Anna hoje porque não tenho dinheiro para cuidar dela", dizia o bilhete. "Por favor, tome conta dela. Desculpe. Sua mãe."

Nos dois últimos meses, o padre Antonios, um jovem sacerdote ortodoxo que dirige um centro de juventude para a população carente, encontrou quatro crianças em sua porta - entre elas, um bebê com menos de um mês de idade.

Outra organização não governamental teve de atender um casal cujos bebês gêmeos estavam hospitalizados, sendo tratados por desnutrição. Isso porque a mãe, também desnutrida, não conseguia amamentá-los.

Casos como estes estão chocando um país em que laços familiares são bastante valorizados. O fracasso em cuidar de seus filhos é visto como algo inaceitável socialmente: para os gregos, parecem histórias saídas do Terceiro Mundo, e não se sua própria capital, Atenas.

Desempregada, sem-teto e desesperada

Uma das crianças cuidadas pelo padre Antonios é Natasha, uma esperta menina de dois anos levada ao centro por sua mãe, algumas semanas atrás.

A mãe se disse desempregada, sem-teto e desesperada por ajuda. Mas, antes mesmo que a equipe do centro pudesse oferecer-lhe algo, a mulher desapareceu, deixando sua filha ali.

"No último ano, recebemos centenas de casos de pais que querem deixar seus filhos conosco, por nos conhecerem e confiarem em nós", diz o padre Antonios. "Eles dizem que não têm dinheiro, abrigo ou comida para suas crianças e esperam que nós possamos prover-lhes isso."

Pedidos desse tipo não eram incomuns antes da crise econômica grega. Mas Antonios diz que, até agora, nunca havia se deparado com crianças que haviam sido simplesmente abandonadas.

Maria é uma das mães solteiras pobres a deixar sua filha sob o cuidado de terceiros. "Choro em casa sozinha todas as noites, mas o que posso fazer? Dói meu coração, mas não tive escolha", justifica.

Ela passava seus dias e parte das noites procurando trabalho, tendo que deixar sua filha Anastasia, de oito anos, sozinha em casa durante horas. As duas dependiam da comida doada por uma igreja. Maria diz que perdeu 25 kg.

Até que decidiu deixar Anastasia em uma ONG chamada SOS Children's Villages. "Eu posso sofrer, mas por que ela (Anastasia) teria que sofrer também?", diz Maria.

Maria agora trabalha em um café, mas ganha apenas 20 euros por dia. Visita Anastasia mais ou menos uma vez por mês e espera retomar a guarda da filha quando sua situação econômica melhorar - mas não sabe quando isso vai acontecer.

Longe dos pais

O diretor de assistência social da SOS Children's Villages, Stergios Sifnyos, diz que a ONG não está acostumada a receber crianças de famílias afetadas pela crise, nem quer fazê-lo.

"Maria e Anastasia são muito próximas. Não há razão para ficarem separadas", afirma ele. "Mas é difícil para ela receber sua filha de volta sem ter certeza se vai continuar tendo um emprego no dia seguinte."

No passado, a SOS Children's Village costumava cuidar de crianças afastadas de seus pais quando estes tinham problemas com álcool e drogas. Agora, o principal fator é a pobreza.

Outra ONG, The Smile of a Child, atendia no passado principalmente casos envolvendo abusos e negligência de menores. Hoje também está tendo que atender crianças prejudicadas por carências econômicas.

O psicólogo-chefe da ONG, Stefanos Alevizos, diz que, quando uma criança é deixada por seus pais nessa situação, suas fundações psicológicas ficam profundamente abaladas.

"Elas experimentam (os sentimentos de) separação como um ato de violência, porque não conseguem entender as razões disso", explica.

Mas, para Sofia Kouhi, da mesma ONG, a maior tragédia da atual situação grega é que os pais que deixam seus filhos sob os cuidados de terceiros costumam ser os que mais amam essas crianças.

"É muito triste ver a dor em seu coração por deixar seus filhos, mas eles sabem que é melhor assim, pelo menos neste momento", opina.

O padre Antonios discorda. Ele acredita que, por mais pobres que sejam seus pais, as crianças sempre estão em melhor situação se estiverem com suas famílias.

"Estas famílias serão julgadas por abandonarem seus filhos", afirma. "Podemos prover comida e abrigo, mas a maior necessidade de uma criança é sentir o amor de seus pais."

BBC Brasil

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Filhotes deixados na neve ilustram campanha contra abandono de cães após Natal




Dois cãezinhos abandonados na neve e no frio no fim do ano passado, e readotados em seguida, foram usados por uma fundação britânica em uma campanha para que os animais não sejam dados de presente de Natal, para evitar o seu abandono depois do período de festas.

Desde 1978, a fundação Dogs Trust adota, durante as festas de fim de ano, o slogan "Um cão é para a vida, e não só para o Natal". De acordo com a fundação, assim como os brinquedos da moda que as crianças geralmente abandonam algumas semanas depois do Natal, o mesmo ocorre com os filhotes dados de presente.


Em 2011, a Dogs Trust adotou mais um slogan em sua campanha de fim de ano: "tire os filhotinhos da lista de presentes de Natal".

Um exemplo destes casos, segundo a fundação, são Brandy e Pudding, dois filhotes que foram abandonados em meio ao frio e à neve no período de Natal do ano passado, em Reading (a oeste de Londres).

Brandy, que é um bull terrier, foi deixado no meio da rua, enquanto Pudding, que é metade boxer, foi encontrado em uma mata coberta de neve.

A Dogs Trust diz ter certeza de que Brandy e Pudding foram comprados como presentes de Natal, e depois abandonados quando seus donos se deram conta da dedicação que um cão demanda.

Brandy e Pudding, ambos com 15 meses de idade, foram adotados por moradores das redondezas de Reading.


"Nem todos os cãezinhos são tão sortudos, e nós pedimos a todos que consideram comprar um filhote no Natal que levem em conta a responsabilidade que isso traz", afirma a gerente da Dogs Trust, Maureen Iggleden.

"Eles (os filhotes) demandam muito tempo e comprometimento."

A Dogs Trust, que possui 17 centros de adoção em todo o Reino Unido, diz que toma conta de cerca de 16 mil cães todo ano, com o objetivo de reencaminhá-los para novos donos.

BBC Brasil

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Recém-nascido é achado em terreno de hospital em construção em MG

Um bebê recém-nascido foi encontrado abandonado em um lote, com obra em andamento, na manhã desta terça-feira (6) em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o parto deve ter acontecido recentemente, porque o bebê do sexo masculino foi achado sujo de terra e sangue.

Segundo a corporação, ao ser encontrado, o recém-nascido recebeu os primeiros atendimentos dos militares do Corpo de Bombeiros. Depois ele foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em estado estável. No lote onde ele foi localizado está sendo construído o Hospital de Pronto-Socorro municipal.


O Corpo de Bombeiros informou ainda que a mãe da criança não foi encontrada e a Polícia Militar foi acionada para tentar localizá-la. O G1 entrou em contato com a unidade de saúde. Às 12h, o hospital informou que o bebê é prematuro e pesa 1,4 quilo. Segundo a unidade, ele vai passar por exames e o estado de saúde não é considerado grave.


G1

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Meninas de 12 e 13 anos fazem série de roubos em Suzano, SP


SÃO PAULO - Quatro adolescentes foram apreendidas em Suzano, 49 KM de SP, nesta quarta-feira depois de furtar várias lojas. Elas têm entre 12 e 13 anos e confessaram que tinham furtado três lojas apenas durante a tarde.

Discretamente elas pegavam os produtos e colocavam nas bolsas. O funcionário do último estabelecimento desconfiou e seguiu as meninas. Ele então encontrou uma viatura da polícia e fez a denúncia.

Com elas, foram encontrados os produtos furtados também das outras lojas. As menians foram levadas para a delegacia central de Suzano e respondem apenas por ato infracional. Todos os objetivos roubados foram devolvidos às vítimas.

Para as mães, as meninas disseram que iriam à escola.

Na vizinha Mogi das Cruzes, dois adolescentes mataram aula das escolas estaduais Washington Luiz e Aprígio de Oliveira nesta quarta-feira para roubar uma tabacaria. Eles conseguiram levar quase 750 reais.

O dono do estabelecimento chamou a polícia. O 1º Distrito Policial, onde o caso foi registrado, não informou se os jovens seriam liberados ou se seguiriam para a Fundação Casa.

O Globo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bebê com síndrome de Down é abandonado em hospital do Rio


O bebê foi abandonado em uma clínica particular na zona sul do Rio. Ele permanece internado com problemas cardíacos e luta para sobreviver.

R7

Transeuntes ignoram bebê atropelada na China


Vários transeuntes de uma cidade no sul da China ignoraram uma menina de dois anos de idade que havia sido atropelada, segundo a agência oficial de notícias do país, Xinhua.

O acidente na cidade de Foshan causou morte cerebral no bebê.

A menina é então ignorada, durante sete minutos, por várias pessoas que passam pelo local. Ela é ainda atropelada por um segundo veículo.

Yue Yue é socorrida por um lixeiro que pede ajuda a vários lojistas do mercado, mas é ignorado por eles. Por fim, ele consegue localizar a mãe da menina, que a leva ao hospital.

A Xinhuã afirma que a polícia prendeu os motoristas dos dois veículos envolvidos no acidente.

O incidente causou ultraje nos populares sites de redes sociais da China. Alguns sugeriram que os transeuntes temeriam ser responsabilizados pelo ocorrido se ajudassem a menina.

Alguns mencionaram o caso de um homem que tentou ajudar uma idosa que sofreu um tombo e acabou sendo processado, aparentemente porque sua intervenção teria violado as regras do governo sobre como lidar com vítimas de acidentes

Figura ilustrativa

sábado, 15 de outubro de 2011

Pais abandonam criança com Síndrome de Down em hospital no Humaitá


RIO - Ele nasceu há pouco mais de uma semana, na Clínica São José, no Humaitá, e passou o Dia das Crianças sozinho, numa UTI neonatal. Portador da Síndrome de Down, o bebê tem complicações cardíacas e luta para sobreviver. Seu drama, que vem comovendo médicos e enfermeiros do hospital, tem ainda um ingrediente familiar.

Semelhante à história contada por Manoel Carlos na novela "Páginas da vida", o bebê foi deixado pelos pais logo após o nascimento. Na clínica, o caso tem sido tratado com discrição, já que corre em segredo de Justiça, na 1ª Vara da Infância.

O futuro dele está agora nas mãos da equipe médica que o acompanha e da juíza Ivone Caetano, titular da 1ª Vara. Em situações como essa, a Justiça pode encaminhar a criança para adoção, e os pais poderão responder por abandono de incapaz, crime cuja pena pode ser de até seis anos de prisão. Para o advogado Antônio Sérgio Pereira Gonçalves, especialista em direto de família, é pouco provável que os pais consigam ter de volta o bebê, caso se arrependam:

- A meu ver, já houve um crime. Está consumado. A Justiça não costuma considerar um possível arrependimento dos pais.

Em "Páginas da vida", a personagem vivida pela atriz Lilia Cabral abandona a neta no hospital ao saber que ela tem Down. A menina é adotada pela pediatra Helena (Regina Duarte).

O Globo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Crianças assassinadas em vida, lentamente, por um gesto que não aconteceu.


Há uma outra fome que também mata. É nela que o pediatra Lauro Monteiro pensou quando criou o concurso de fotografias do Observatório da Infância. Ao desafiar os fotógrafos de todo o país a captar algo tão intangível quanto a falta de afeto vivida por uma criança, ele queria denunciar a mais invisível das violências. As onze imagens selecionadas desvelam as cenas cotidianas que preferimos ignorar. São pequenos corpos que não são tocados, olhares que não encontram nenhum outro para saber que existem. Crianças assassinadas em vida, lentamente, por um gesto que não aconteceu.

É para essa brutalidade que só deixa hematomas na alma que essas fotos nos levam. Não apenas ao desamparo da infância miserável, dos meninos e meninas de rua. Mas também à solidão das crianças dentro dos lares de classe média, que choram não pelo último lançamento da indústria de brinquedos, mas por um afago que mostre a elas o contorno de seus pequenos corpos. E que um dia estancam o soluço no peito porque ninguém as escuta. Desistem. É essa a indigência que gera subnutridos de espírito, adultos partidos pelas ruas do mundo. Mutilados na infância do invisível essencial.

Lauro Monteiro criou o Observatório da Infância há pouco mais de um ano para trocar informações sobre os direitos de crianças e adolescentes. E o concurso de fotografias para estimular um olhar mais sensível e menos óbvio. Foram 90 inscrições e 266 imagens.

O resultado do concurso, porém, já aconteceu. Não há dor maior que a da invisibilidade. É no olhar do outro que nos reconhecemos, é ele o princípio do afeto. Ao desafiar fotógrafos no país inteiro a captar uma fome que não se mede em calorias, o médico conseguiu sua primeira vitória. A que dezenas de crianças recebessem, talvez pela primeira vez, o seu primeiro afago.

Educativa FM

Negada indenização por falta de afeto


A 7ª Câmara Cível do TJRS negou pedido de indenização por danos morais para filha que foi abandonada pela mãe biológica e criada pela sua tia materna, que no registro de nascimento constou como sua mãe. Quando a autora da ação descobriu que sua mãe era na verdade sua tia, saiu de casa e pediu reparação por danos morais na Justiça, pela falta de cuidados atenção com que teria sido criada.

No 1º Grau foi negado o pedido. A decisão foi confirmada pelo TJRS, sob o argumento de que a falta de carinho, de afeto, de amizade ou de atenções que denotem o amor de pai ou de mãe, é fato lamentável, mas não constitui, em si, violação de direito algum.

Caso
A mãe biológica da autora a deixou com sua irmã por não ter condições de sustentar todos os filhos. Aos dois anos de idade, a criança foi deixada com a tia materna. O nome da tia constou no registro de nascimento da menina porque a mãe biológica, que não sabia ler, apresentou a certidão de nascimento da irmã para realizar o ato registral.

Quando a autora da ação descobriu o caso, decidiu sair de casa. E resolveu processar sua mãe, que na verdade era sua tia, pela falta de cuidados que uma mãe deve ter com o seu filho.

No pedido de indenização por danos morais, na Justiça, a autora alega que sofreu angústia e solidão, em razão do abandono, além de não conhecer o pai. Ressaltou a negligência de sua tia materna nos cuidados de mãe.

Sentença
O Juiz de Direito Carlos Frederico Finger, da 3ª Vara Cível da Comarca de Caxias do Sul, considerou o pedido improcedente. Segundo o magistrado, as provas testemunhais comprovaram que a autora da ação sempre foi tratada como sobrinha pela ré, e não como filha.

Todos os elementos coletados evidenciam que a demandada é tia da autora, e não sua mãe. O registro de nascimento em seu nome foi evidentemente lavrado de forma equivocada. Inexistindo a relação parental entre as partes e não tendo sido demonstrado que a requerida abandonara ou desprezara a requerente, descurando dos seus deveres de mãe, não pode ela ser responsabilizada pelos danos extrapatrimoniais invocados pela requerente, afirmou o juiz.

Houve recurso da decisão.

Apelação
Na 7ª Câmara Cível do TJRS, o recurso teve como relator o Desembargador Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves. A decisão de 1º Grau foi mantida.

Segundo o magistrado, o mero distanciamento afetivo entre pais e filhos não constitui, por si, situação capaz de gerar dano moral, nem implica ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, pois constitui antes um fato da vida.

Em seu relatório, o Desembargador também ressaltou que o afeto é conquista e reclama reciprocidade, não sendo possível compelir uma pessoa a amar outra. E o amor não pode ser imposto, nem entre os genitores, nem entre pais e filhos. E muito menos, no caso sub judice, pois a autora é sobrinha da ré.

Considerou, por fim, que o sofrimento experimentado não decorreu de qualquer conduta negligente e irresponsável da tia, mas das atitudes da mãe biológica, que a registrou como filha da irmã e entregou a criança para que outra pessoa cuidasse.

Participaram do julgamento, votando com relator, os Desembargadores André Luiz Planella Villarinho e Jorge Luís Dall'Agnol.

Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Revista Jus Vigilantibus

Episódio 5 - Não abandone os animais



Blog TemporadaFora

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Acusada de tentar vender bebê para ir à Disney paga fiança e deixa cadeia


Juiz ordenou que ela fosse monitorada eletronicamente.
Bridge Wismer tentou vender o filho para John Gavaghan.


A americana Bridge Wismer, de 33 anos, que foi presa no estado de Delaware (EUA), acusada de tentar vender o filho recém-nascido por US$ 15 mil (cerca de R$ 26,4 mil) para levar os outros dois filhos para a Disney, compareceu nesta sexta-feira (7) em uma audiência no tribunal de Wilmington. Ela deixou a cadeia após pagar fiança de US$ 750.

Um juiz ordenou que ela fosse monitorada eletronicamente e passasse por uma avaliação mental e teste par detectar uso de drogas.

De acordo com a polícia, Bridge tentou vender o filho para John Gavaghan, de 54 anos, da Filadélfia. Os dois foram flagrados por câmeras de vigilância realizando a negociação. A criança nasceu no dia 31 de agosto.

A polícia recebeu uma denúncia da avó de Bridge no início de setembro de que a neta pretendia vender o bebê. A mulher negou a acusação. "Eu dei ele a um amigo", contou.


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