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sábado, 11 de novembro de 2017

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2017 superam números do ano passado em Santa Rosa

Polícia investiga mais de 20 casos de estupro de vulnerável na cidade. Na maioria dos casos abusos acontecem dentro de casa.
 Casos de estupro de vulnerável aumentaram em Santa Rosa em 2017 (Foto: Reprodução / RBS TV)

Os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em Santa Rosa, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, superaram o número registrado em 2016. Desde o começo de 2017, mais de 20 casos foram investigados.
Entre os casos investigados no ano, 17 são referentes a estupro de meninas. Os registros são referentes ao que foi contabilizado até o mês de outubro. Em todo o ano passado foram 12 casos semelhantes na cidade.
Conforme a polícia, a maioria dos casos foi cometido dentro de casa. "O que chama mais atenção é que os abusos têm acontecido dentro de casa, onde se imagina que as crianças tenham maior proteção, e nem sempre é assim. Não que esse abuso ocorra em regra, digamos, que ele seja praticado pelos pais, mas sim por pessoas que convivem naquele ambiente familiar", afirma a delegada Josiane Froehlich.
Além dos abusos terem sido cometidos dentro de casa, as vítimas têm em média 12 anos de idade. A delegada diz que os pais devem ficar atentos para mudanças no comportamento.
"Daí o alerta, a atenção que deve ser dada pelos pais, pelas pessoas do convívio do ambiente familiar, assim como pelos professores e as demais pessoas que têm contato com aquelas crianças e adolescentes. Situação que a criança passa a não mais conviver, não brinca mais com os coleguinhas, não tem mais aquela iniciativa para nossas brincadeiras ou então para fazer os deveres da escola, torna-se triste, são comportamentos que se identificam, muitas vezes agressivas", detalha a delegada.
Em todo o estado o número é considerado alto. De janeiro a outubro foram quase 2,3 mil denúncias de estupro de vulnerável no Rio Grande do Sul. E são, justamente, essas denúncias que ajudam a combater esse tipo de crime.
A denúncia pode ser feita de forma anônima junto à Polícia Civil de sua cidade por meio do número 197, através do disque-denúncia 181, ou por meio do Disque 100. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Rede de pedofilia mantinha cativeiro em Campos dos Goytacazes, no Rio

Deputado federal suplente, Nelson Nahim, foi condenado por estupro e outros crimes / Divulgação

Vereadores, empresários e homens da alta sociedade estão presos no Complexo de Bangu


O irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, Nelson Nahim, que é ex-vereador de Campos de Goytacazes, está preso junto com outros políticos locais pelos crimes de estupro e submissão de criança e adolescentes à prostituição e exploração sexual. Eles estão no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro.

Os quatro políticos e outras dez pessoas, incluindo um policial militar, foram condenados pelo caso que ficou conhecido como “As Meninas de Guarus”, investigado desde 2009, mas nenhum dos acusados tinha sido preso até junho passado.

Cerca de 12 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos de idade foram mantidas presas em uma casa, localizada em Guarus, distrito de Campos, onde eram obrigadas fazer sexo com homens adultos e a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha.

A sentença foi divulgada, no mês passado, pela juíza Daniela Barbosa Assunção, da terceira Vara Criminal de Campos, após 17 juízes se declararem suspeitos para julgar o caso, justamente por envolver figurões de cidade. “A juíza veio do Espírito Santo, veio escoltada, quase em uma operação de guerra, para julgar o caso”, conta a professora Odisséia Carvalho, que na época era vereadora (PT), e foi uma das pessoas que denunciou o caso e batalhou para que fosse investigado.

Nelson Nahim, que nesse momento é deputado federal suplente (PSD-RJ), foi apontado como um dos integrantes da rede pedofilia por uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, com quem manteve relação por diversas vezes. Ele também foi acusado de ameaçar uma das vítimas, para não revelar o esquema.

Segundo Odisséia Carvalho, essa organização criminosa atuou durante pelo menos 3 anos seguidos. “O chefão da rede, conhecido como Alex, chegou a construir uma pousada, onde eram feitos os ‘atendimentos’. Inclusive os materiais de construção fornecidos em troca de sexo com as crianças e adolescentes”, afirma a professora.

As crianças chegaram a fazer 30 programas por dia. Muitas vezes com o nariz sangrando, devido ao uso de cocaína. Duas dela morreram em 2009. Uma das meninas, de 12 anos, fugiu e procurou a mãe. Ela tinha presenciado a morte de uma criança de 8 e outra de 12 anos, que tinham se recusado a fazer sexos com os comerciantes Thiago Calil e Fabricio Calil, segundo informações delacionadas às investigações.

As duas tinham sido estupradas, em uma visita anterior dos dois homens. Muito machucadas, as crianças se recusaram a praticar o ato sexual e foram obrigadas a cheiras cocaína até a morte por overdose. “Uma espécie de punição, para servir de exemplo”, relata a ex-vereadora Odisséia Carvalho.

O caso que só foi denunciado porque uma das vítimas conseguiu fugir do cativeiro. A casa tinha as portas e janelas trancadas com correntes e cadeados e era vigiada por homens armados. Os clientes eram políticos, empresários e homens ricos e influentes de Campos Goytacazes.

Algumas dessas crianças vinham de casas-abrigos do Conselho Tutelar de Campos e muitas eram de outros estados, como Minas Gerais e Espírito Santo. “Algumas delas estavam em listas de desaparecidas, vítimas de tráfico de pessoas”, explica Odisséia.

Os condenados recorreram da decisão da juíza e agora, presos, esperam novo julgamento.

A reportagem procurou o escritório Bergher & Mattos Advogados Associados, que faz a defesa de Nelson Nahim, mas não foi atendida.

Fonte: Brasil de Fato

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Trinta homens, uma adolescente e o silêncio de 200 milhões


Cerca de 30 homens estupram uma menina de 16 anos, filmam, postam na internet e uma leva de tantos outros homens fazem piada da situação na internet. Nas filmagens, a adolescente nua, sangrando em suas partes íntimas, e os estupradores comemorando o ato e ridicularizando a jovem que, desacordada, não faz ideia do que está acontecendo.

Quando lemos uma notícia destas e simplesmente passamos para a próxima notícia como se estivéssemos lendo o horóscopo, é um triste sinal de que estamos perdendo a noção do que é aceitável, do que é normal.

É claro que você repudia o comportamento destes estupradores. Mas o que de prático temos feito, eu e você, para que este tipo de atrocidade não seja tratado com tamanho descaso e indiferença? O que temos feito para que estas pessoas sintam vergonha e se sintam realmente pressionados por uma sociedade que não tolera este tipo de gente?

Se estes estupradores fizeram isto com apoio dos que estavam em volta, com apoio de quem filmou e com o apoio de quem comentou zombando da situação, é porque nós, que somos contra este tipo de comportamento, estamos em silêncio. Não estamos impondo o padrão de comportamento que consideramos aceitável. Ficamos omissos, acabamos coniventes.

Porque ninguém tomou uma atitude de defender a moça? Porque ninguém ligou para a polícia? Porque ninguém reprovou a atitude destes criminosos? Porque ninguém daquela festa impediu que isto acontecesse? Por que eles optaram pelo silêncio. Por que tinham dúvidas se realmente aquilo estava totalmente errado. Por que ficaram com medo do julgamento dos amigos de ser taxado de “careta” que não entende uma “zueira” com uma menina.

Os estupradores tiveram orgulho do que fizeram enquanto deveriam ter medo e vergonha. E se eles se orgulham é porque recebem mais elogios do que críticas. É por que seus familiares, seus amigos apoiam, ou no mínimo, não se manifestam explicitamente contra.

Quebre o silêncio. Converse sobre isto com seus amigos, irmãos, primos, na fila do banco, ou com o cobrador. Demonstre seu repúdio, demonstre o quanto isto é inaceitável. Ajude a criar um ambiente de absoluta e total intolerância com este tipo de comportamento. Rechace qualquer comentário que venha colocar alguma sombra de culpa na moça, pois, novamente: Nada justifica um estupro.

Enquanto formos indiferentes a este tipo de crime, enquanto não colocarmos nossa opinião, não impusermos o que é aceitável para um convívio em sociedade, continuaremos a ver este tipo de atrocidade e seremos parte responsável por estes atos.

Seu silêncio apoia este crime, seu silêncio cria novos estupradores a cada dia.

Veja o vídeo abaixo “Quem você vai ajudar”, e tome uma posição



Fonte: Leonardo Lopes

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Jovem vítima de abuso sexual por 10 anos recebe autorização para eutanásia


Redação Atualizado em 12 de maio de 2016 às 14:37

Uma jovem holandesa vítima de abuso sexual durante dez anos morreu após receber autorização da Justiça de seu país para se submeter à eutanásia por meio de uma injeção letal.

Conforme informou a Comissão de Eutanásia da Holanda nesta semana, a garota preferiu a eutanásia do que continuar a lidar com os danos psicológicos causados pelo abuso que sofreu dos 5 até os 15 anos de idade.

Fonte: Catraca Livre

terça-feira, 12 de abril de 2016

Alunas do Colégio Pedro II denunciam abuso sexual

Alunas do Colégio Pedro II denunciam abuso sexual - Hudson Pontes - 22/11/2009 / Agência O Globo

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alunas-do-colegio-pedro-ii-denunciam-abuso-sexual-19063966#ixzz45dqBpDg5
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Casos ocorridos em unidade do Humaitá são relatados em carta aberta


RIO - Alunas do Colégio Pedro II (campus Humaitá II) foram às ruas e às redes sociais denunciar casos de assédio e abuso sexual dentro da escola. Numa carta aberta à comunidade, publicada na quarta-feira passada na página do grêmio estudantil no Facebook, as jovens relatam atos de violência cometidos por estudantes e professores. De acordo com as jovens, o estopim da manifestação foi o caso de um aluno do 9º ano — hoje maior de idade — que, de acordo com as estudantes, desde o 7º ano vinha importunando as colegas de turma.

— Ele tinha como prática trancar colegas na sala e se esfregar nelas. Mandava mensagens de cunho sexual e, muitas vezes, foi fisicamente agressivo. Descobrimos que a solução desse caso seria a transferência dele para outro campus, o que consideramos absurdo, porque isso iria apenas acobertar o caso, não resolvê-lo — diz a estudante, acrescentando que alguns pais procuraram o Ministério Público.

As alunas se queixam de que as denúncias à direção da instituição são minimizadas ou ignoradas. A escola, por sua vez, negou a omissão e rebateu as acusações com uma carta, publicada no site do colégio, garantindo que todos os casos que chegam ao conhecimento da direção são apurados.

Para divulgar as histórias e pedir maior rigor na apuração, as estudantes da Frente de Mulheres do Grêmio Marcos Nonato da Fonseca decidiram protestar. No dia 7, alunas ocuparam o pátio da escola para fazer uma “roda de denúncias". Vestidas com o uniforme, muitas colaram adesivos com frases contra o machismo nas blusas e mochilas. Depois do encontro, elas saíram pela Rua Humaitá em passeata.

ESTUDANTE AFASTADO

No dia seguinte, o reitor do Pedro II, Oscar Halac, solicitou que a unidade preparasse os documentos do aluno do 9º ano, e o mesmo foi convidado a se retirar — a decisão foi comunicada ao Conselho Tutelar, à Delegacia de Mulheres e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

A carta das jovens conta outros casos. “Um aluno do Ensino Médio levou uma aluna do 8º ano para matar aula e a embebedou. Ao acordar, a menina notou sinais claros de abuso sexual. O aluno é conhecido por abrir botões do uniforme das meninas enquanto elas cochilam no colégio ou no ônibus". Mais grave ainda são as denúncias que envolvem professores, diz a carta.

— A escola diz que só age se tivermos um boletim de ocorrência. Não dão importância às denúncias — reclamou a estudante.

A direção do campus Humaitá II diz que “se solidariza com todos aqueles que são vítimas de quaisquer tipos de assédios, ofensas, intolerâncias e sempre esteve — e estará — de portas abertas para receber os estudantes que sentirem-se ameaçados em seus direitos”.

Fonte: O Globo


sábado, 28 de novembro de 2015

Polícia apura denúncia de estupro dentro de alojamento da UFRJ

Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor

Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo


RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.

O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.

A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.

— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.

Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.

PROTESTO NO CAMPUS


Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".

Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor

Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.

OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO

Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.

Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.

Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.

Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.

Fonte: O Globo

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Se alguém mostrar para você a palma da mão com um ponto preto, ligue para a delegacia!



Se você um dia encontrar uma pessoa, que lhe mostre a palma da mão pintada com um ponto preto, não pense duas vezes, por favor ligue imediatamente para a delegacia. Esta pessoa precisa da sua ajuda rapidamente.

Na verdade esta é um propaganda chamada de “Black Point”, ela começou na rede social Facebook e é um movimento de massas para reconhecer as pessoas que são vítimas de abusos ou violência doméstica.

Este simples ponto preto na palma da mão, representa um pedido de ajuda imediato. Você vai ficar indiferente ?

Esta pequena dica, pode se mostrar muito eficaz, para qualquer um que seja vítimas de violência doméstica, mostrando que as vitimas estão em perigo de forma rápida e eficaz, sem ter que tomar qualquer ação que poderia chamar a atenção de seu agressor. Já sabe o que fazer, não faça qualquer questão para pessoa que lhe mostrar este sinal, chame um delegado, policial, ou PM.

"O ponto preto na mão permite que aos profissionais saber que você é um sobrevivente de violência doméstica, e que precisa de ajuda, mas não pode mostrar para o seu agressor, que está vendo tudo o que você faz. Em apenas 24 horas, a campanha arrecadou mais de 6000 pessoas em todo o mundo e já ajudou muitas mulheres. Por favor, espalhe esta campanha e publique uma foto com a marca preta em sua mão, para mostrar seu apoio aos sobreviventes de violência doméstica “, disseram os organizadores responsáveis por esta propaganda de sensibilização para combater a violência domestica ou qualquer outro tipo de violência.

Este é o relato de uma sobrevivente da violência doméstica:

“Estou grávida, o pai do bebê é abusivo. Com palavras … e mãos. Ele estava no hospital ontem, ele estava comigo, e nunca me deixa em paz. Eu estava para fazer um exame médico e a enfermeira me pediu para deitar na cama e fechou a cortina. Então ele disse, que eu poderia levantar-me e tirou uma caneta do bolso, estendeu a mão e escreveu HELP ME. Eu não tenho que dizer qualquer palavra. “Esta campanha deu-me a força e a idéia sobre como obter ajuda. Agora estou finalmente segura, em outro lugar, graças a essa enfermeira e uma campanha de Black Point. Obrigado por tudo, eu estou a semanas de dar à luz, e finalmente estou a salvo."

Vai fingir que não sabe ?

Por favor, espalhe esta mensagem par chegar no mundo inteiro!

Fonte: www.rolloid.net

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Advogado pede documentos do caso Thyê, mas polícia de Toronto nega

Thyê quando ainda estava em Kazan para a disputa do Mundial de Esportes Aquáticos (Foto: Satiro Sodré/SSPress)

Marcelo Franklin aguarda próximo passo das autoridades canadenses e faz apelo para ajuda de cônsul: "Preciso ver as provas que amparam as acusações"

O caso de Thyê Mattos continua um mistério para a sua defesa. Nesta segunda-feira, a primeira tentativa de obter os documentos da acusação ao atleta da seleção brasileira de polo aquático de abuso sexual a uma canadense foi frustrada pela polícia de Toronto. Segundo Marcelo Franklin, advogado da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o pedido feito pelo escritório local acabou sendo negado e o auxílio do Consulado Brasileiro no Canadá será necessário.

Marcelo, que está no Rio de Janeiro, vai manter as tentativas pela via particular e através do cônsul para conseguir as cópias. O advogado ainda não sabe em que provas a polícia de Toronto baseou a sua acusação. Ele já se encontrou com Thyê depois da chegada do atleta ao Brasil na tarde de domingo. Ele estava em Kazan, na Rússia, para a disputa do Mundial de Esportes Aquáticos

- É um brasileiro que está tendo seu direito de defesa cerceado. O pessoal nem deu satisfação. Apenas disseram que não é possível fornecer cópia da documentação. Falei com o cônsul (José Vicente de Sá Pimentel) e ele falou que vai tentar ajudar - afirmou Marcelo.

As autoridades brasileiras seguem em compasso de espera, mesma atitude do advogado da CBDA. A expectativa é para saber qual será o próximo passo do Canadá em relação ao caso. As informações divulgadas pela polícia de Toronto ainda deixam dúvidas na defesa do atleta em como agir diante da acusação.

- O próximo passo vem de lá. Preciso ver as provas que amparam essas acusações. Disseram que teriam mandado documentos aqui para o Brasil, mas até agora nada. Não tenho como especular. Podem tentar extradição, mas pela legislação fica difícil, já que não permite que aconteça para brasileiros natos - explicou.

Para o advogado, as autoridades canadenses ainda precisam explicar melhor o caso. Segundo ele, Thyê se declarou inocente na conversa que tiveram.

- Eles só fizeram acusações, não apresentaram nada. Não disseram quem depôs contra o atleta, quem é essa pessoa, o que faz da vida, se tem motivação. Simplesmente, acusaram. Meu trabalho é fazer a melhor defesa possível, pois o atleta é inocente totalmente. Não teve qualquer relação - garantiu Marcelo.


Entenda o caso


Thyê Mattos foi acusado de abuso sexual pela polícia do Canadá na última sexta-feira. Uma mulher de 22 anos acusou o brasileiro de tê-la abusado na madrugada ou pela manhã do último 16 de julho, um dia depois da derrota do Brasil para os EUA na disputa pela medalha de ouro.

De acordo com a polícia canadense, em declaração da inspetora de crimes sexuais, Joanna Beaven-Desjardins, o brasileiro esteve na casa da vítima na data informada na companhia de outro atleta, que não teve a identidade revelada, e outra mulher. No local, Thyê teria aproveitado da vítima estar dormindo para abusá-la sexualmente, indo embora na sequência. Com a identidade preservada, a responsável pela acusação alegou ter sido abusada enquanto estava dormindo.

Thyê negou a acusação e ficou muito abalado com o episódio. O atleta não concedeu entrevista, mas confirmou à comissão técnica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos ter se relacionado com a vítima de forma consensual, garantindo ser inocente.

A polícia canadense garantiu ter evidências suficientes para incriminar o atleta brasileiro e emitiu ordem de prisão. Joanna Beaven-Desjardins entrou em contato com autoridades brasileiras pedindo apoio para uma extradição. De acordo com o site da Polícia do Canadá, "todo aquele que comete uma agressão sexual é culpado de infração grave, passível de prisão por um período de, no máximo, dez anos ou de delito punível e passível de prisão por, no máximo, 18 meses”. Porém, Joanna disse que a pena máxima para o crime é de 15 anos.

Fonte: globo.com

terça-feira, 7 de julho de 2015

Bill Cosby admite que deu sedativo a uma mulher para ter relações sexuais


Ator e comediante admitiu que deu metaqualona, sedativo e hipnótico, a pelo menos uma mulher em 1976

O astro da televisão americana Bill Cosby, acusado de estupro por quase 20 mulheres, admitiu em um documento legal ter fornecido um forte sedativo a pelo menos uma vítima para ter relações sexuais com ela.

Na transcrição de seu depoimento de 2005, que só foi divulgado na segunda-feira pelas autoridades americanas no site pacer.gov, Cosby admite que deu Quaalude, nome comercial da metaqualona – substância sedativa e hipnótica –, a pelo menos uma mulher em 1976.

Cosby foi interrogado em setembro de 2005 por Dolores Troiani, advogada de Andrea Constand, ex-diretora do departamento de basquete da Universidade Temple, na Filadélfia, onde Cosby estudou e foi integrante da direção. O comediante deixou o posto em dezembro do ano passado, quando as acusações de estupro contra ele aumentaram consideravelmente.

RS é o Estado com maior número de tentativas de estupro no país
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Constand apresentou uma denúncia por estupro em 2005, mas o caso foi arquivado pelo tribunal por evidências insuficientes.

Os advogados de Cosby conseguiram bloquear por vários anos a divulgação das transcrições, mas a confidencialidade acabou na segunda-feira. Durante o diálogo entre Cosby e Troiani, o ator admitiu que conseguiu receitas para comprar Quaalude. Troiani perguntou se ele havia dado a droga a outras pessoas e Cosby respondeu "sim".

Universitária faz desabafo sobre estupro à luz do dia na Redenção


Ao ser questionado se quando "conseguiu os Quaaludes tinha em mente utilizá-los com jovens mulheres com as quais desejava ter sexo", Cosby respondeu "Sim".
Mas ele disse ter confundido "women" com "woman" (mulheres e mulher) e afirmou:

– Eu entendi errado. Mulher, apenas T (nome da vítima) ...., e não mulheres.

Mais tarde, no depoimento, Cosby detalhou a situação:

– Conheci a senhorita (T, cujo nome não aparece no documento para proteger o anonimato da suposta vítima) em Las Vegas (em 1976). Ela veio me ver no camarim. Eu dei o Quaalude. Nós fizemos sexo.

* AFP

Fonte: Zero Hora

Casal é preso no DF por abuso sexual, agressão e morte de filha de 3 anos

Raquel Morais  
Do G1 DF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um casal suspeito de violentar sexualmente, espancar e matar a filha de 3 anos. O crime aconteceu em novembro do ano passado na região administrativa de São Sebastião, mas as circunstâncias só foram divulgadas na quinta-feira (2). Os pais da garota – um motoboy e uma universitária – negam as agressões.

De acordo com o delegado André Leite, o casal levou a garota para a UPA em um domingo alegando que ela estava vomitando e tinha febre. A menina morreu cerca de três horas depois. O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia anônima a respeito, e o caso foi encaminhado para a delegacia da região.
Durante as investigações, os pais afirmaram supor que a menina tivesse sido agredida na creche ao longo da semana. Os laudos do Instituto Médico Legal apontaram, porém, que a menina sofreu um golpe na cabeça instantes antes de ser levada à unidade de saúde. Ela tinha manchas roxas no pescoço, nas costas e perto dos ombros, além de indícios de estupro.
“O conjunto de lesões apresentadas é visivelmente compatível com violência sexual. Não houve penetração, mas possivelmente essa violência sexual foi provocada com a introdução de um dedo. Essas lesões podem ter sida produzidas até dois dias antes da morte, mas o fator determinante foi mesmo esse golpe que aconteceu horas ou minutos antes da entrada na UPA”, explica o delegado.

A corporação ouviu ainda todos os funcionários da creche que a criança frequentava. A irmã da menina, atualmente com 2 anos, mora com a avó materna, mas vai ser encaminhada para o Conselho Tutelar e também deve passar por exames.
“Eles seguem negando, evocam justiça divina, mas não souberam ao mesmo tempo explicar como, porque, com o quê a garota foi atingida”, diz Leite. “O quadro que se desenha é de um pai que tenha se excedido e uma mãe que foi conivente ou tenta acobertar a versão do pai. É inverossímil que uma criança não tenha gritado após receber o golpe, que ela não tenha percebido.”
O casal está preso temporariamente e vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e tortura. Se condenados, o pai e a mãe da criança podem passar mais de 20 anos presos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

POLÊMICAS


1ª) Suzane pediu para ficar no regime fechado. A situação de Suzane (que está presa porque colaborou para a morte dos seus pais) já está resolvida: a Justiça, levando em conta seu pedido e o recurso do Ministério Público, revogou o regime semiaberto e determinou a continuidade dela no presídio onde se encontra. Foi revogada a sua progressão de regime. Mas de onde Suzane Von Richthofen não quer sair (Presídio de Tremembé), Abdelmassih jamais gostaria de entrar. Ele acaba de dizer que não gostaria que seus filhos menores e sua mulher lhe visitassem na prisão.

2ª) Cabe prisão domiciliar para Abdelmassih? Matéria publicada pelo Estado de S. Paulo (22/8/14: A17) diz o seguinte: “Ex-médico pode ir para prisão domiciliar. Lei das Execuções Penais permite benefício para quem tem mais de 70 anos ou problema de saúde; mas ele não sairá às ruas antes dos 101 anos”. O dispositivo invocado está equivocado. O artigo 117 da Lei de Execução Penal só permite o regime domiciliar para quem está cumprindo pena em regime aberto. Não é o caso de Abdelmassih, que está preso preventivamente. Nem sequer condenação definitiva existe contra ele. A prisão preventiva acontece antes da sentença final.

3ª) A pena de 278 anos de prisão contra ele pode ser modificada? Sim. Seu recurso contra a sentença de primeiro grau ainda não foi julgado. A pena pode ser alterada radicalmente (porque os crimes foram cometidos de forma continuada e a lei penal prevê redução de pena nesse caso). O recurso está nas mãos do desembargador relator desde 13.09.12.

4ª) Se o recurso não julgado em breve o réu Abdelmassih será liberado? Sim, por excesso de prazo. Seguramente seu recurso será julgado em breve por vários motivos: ele agora está preso, o caso é midiático, o réu tem direito de ser julgado em prazo razoável etc. Mas se o julgamento demorar abusivamente a partir de agora, o réu deve ser posto em liberdade em razão do “excesso de prazo”.

5ª) Em tese, cabe prisão domiciliar para Abdelmassih? Sim (teoricamente). Considerando-se que Abdelmassih está preso cautelarmente (preventivamente), a prisão domiciliar cabível, em tese, não é a prevista no art. 117 da LEP (porque ele não está no regime aberto), sim, a do art. 317 do Código de Processo Penal. De fato, pode o juiz substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar (a) quando o réu for maior de 80 anos ou (b) quando está extremamente debilitado por motivo de doença grave.

Em razão da idade não é o caso (o réu tem 70 anos). Pode então ir para a prisão domiciliar por motivo de doença grave, mas tudo tem que ser devidamente comprovado, por médicos do estado (e isso deve ser feito com absoluta transparência, pois do contrário confirmará a sensação popular de que a Justiça criminal beneficia os “iguais”, os poderosos, as pessoas com status etc.).

Visão Panorâmica

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Corregedoria recomenda federalização de processos contra prefeito de Coari

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

A Corregedoria Nacional de Justiça recomendou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que peça a transferência dos julgamentos de três processos instaurados contra o prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro (PRP), da Justiça do Amazonas para a Justiça federal. Acusado de abuso sexual infantil e de formação de quadrilha, entre outros crimes, Pinheiro foi preso a pedido do Ministério Público do Amazonas. Ele está detido em uma cela da Polícia Militar, em Manaus (AM), desde o último sábado (8). Segundo a assessoria da PGR, a recomendação da corregedoria ainda está sendo analisada e não há data para que o procurador-geral, Rodrigo Janot, se manifeste sobre a federalização dos processos.

Além de pedir a transferência dos casos para a esfera federal, a corregedoria decidiu incluir no Programa Justiça Plena os três processos em que Pinheiro é acusado de abusar sexualmente de meninas com menos de 18 anos.

promenino

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nova lei afegã proíbe que mulheres denunciem abusos sexuais

Crimes como abuso sexual, venda, prostituição forçada e assassinato por conta de comportamento “imoral” não poderão mais ser denunciados ao Ministério Público

Uma alteração em lei no Afeganistão vai proibir que mulheres denunciem homens por abusos sexuais. A mudança no Código Penal vai impedir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. Ativistas consideram que a lei é um retrocesso na luta contra a violência de gênero no Afeganistão.

A mudança do Código Penal já foi aprovada pelo parlamento e aguarda a assinatura do presidente, Hamid Karzai. Em entrevista ao The Guardian, a ativista Manizha Naderi, do grupo Women for Afghan Women, declarou que a nova lei fará “com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres, as pessoas mais vulneráveis não vão conseguir”.

De acordo com o texto da lei, casos como o de Sahar Gul, de 15 anos, que ficou acorrentada pelos sogros no porão, passando fome e sofrendo agressões, porque se recusou a se prostituir, não poderão mais ser registrados no Ministério Público. Além disso, os assassinatos cometidos por pais e irmãos que considerarem o comportamento de uma mulher negativo, o casamento forçado, venda de meninas, não serão mais punidos.

Revista Forum

sexta-feira, 8 de março de 2013

Meninas são as que mais sofrem com violência sexual no país


 Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, voltam-se as atenções para a garantia dos direitos de nossas meninas. Segundo o Censo 2010, o país possui mais de 22 milhões de crianças e adolescente mulheres, cerca de 28% do total populacional. Infelizmente, elas continuam sendo parte da população que mais sofre violações aos seus direitos, condição que as impede de ter um desenvolvimento saudável.

A Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, avalia o cenário. “Isso ocorre em função das raízes históricas, culturais e econômicas, de dominação de gênero, de classe, que se mantêm pela reprodução da cultura do machismo e pela questão da sobrevivência e do consumo”, aponta. Além disso, entre as violências que mais atingem as meninas, continua em destaque as de caráter sexual. “Continua sendo uma grave violação de direitos humanos de crianças e adolescentes em nosso país, sobretudo no que se refere aos direitos sexuais”, explica Karina.

De acordo com a legislação, toda e qualquer criança tem direito a um desenvolvimento saudável e integral, sem violações de direitos, inclusive, livre da violência sexual. Por isso, é dever da família, do Estado e de toda a sociedade proteger as crianças e adolescentes. No entanto, a eliminação de violações tais como a exploração sexual e o trabalho infantil, continua sendo um desafio em nossa sociedade.

A violência sexual pode ocorrer de diferentes formas, mas essencialmente trata-se quando ocorre o uso de uma criança ou de um adolescente para a satisfação sexual de um adulto, ou alguém mais velho, em uma relação assimétrica de poder e dominação. Os abusadores podem ser pais, mães, padrastos ou madrastas, avós, tios e primos. Podem ser também vizinhos, babás, líderes religiosos, professores ou treinadores. Pertencem a todas as classes sociais, raças, gêneros, orientações religiosas e sexuais.

Segundo a coordenadora de programas da Childhood Brasil, Anna Flora Werneck, o abuso e a exploração sexual são crimes graves, que deixam marcas profundas nos corpos das vítimas, como lesões, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. Além disso, também prejudica o desenvolvimento psicossocial, gerando estresse, depressão e baixa autoestima. “Interferem perigosamente nos afetos e sensações, na autoimagem, nos relacionamentos, nas possibilidades de viver o prazer, o desprazer, enfim, na sexualidade, que é aspecto fundamental da saúde física e mental e da singularidade de cada indivíduo”, explica a profissional.

Ainda de acordo com a coordenadora dessa instituição, um dos principais caminhos para mudar essa situação é o fortalecimento das redes de atendimento. “É fundamental que o Sistema de Garantia de Direitos ofereça serviços de saúde, educação e assistência integrados para oferecer às vítimas de violência e sua família cuidados para diminuirmos consideravelmente esses prejuízos”, defende.

Belo Monte

Uma adolescente de 16 anos denunciou ao Conselho Tutelar de Altamira, no Pará, a existência de um prostíbulo localizado em área limítrofe de um dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte, que mantinha pessoas em regime de escravidão e cárcere privado. A jovem também estava vivendo sob as mesmas condições, mas conseguiu fugir. A Polícia Civil local foi acionada e prendeu dois funcionários da boate, mas não encontrou o proprietário.

Desde então, o caso ganhou destaque na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, criada em abril de 2012 pela Câmara de Deputados. Nesta semana, a Comissão ouviu a conselheira tutelar Lucenilda Lima, envolvida no caso, que afirmou que a exploração sexual infantil triplicou na região após o inicio das obras da usina. De acordo com a polícia rodoviária federal no Estado do Pará, os pontos vulneráveis aumentaram em 400%.

Segundo a deputada Liliam Sá (PSD-RJ), relatora da CPI, essa situação é inaceitável e continuará sendo investigada pela Câmara. “Na semana que vem vamos ouvir os gestores das grandes obras e apresentaremos requerimento convidando o Prefeito, o delegado e o engenheiro responsável. Depois de ouvir esses depoimentos vamos ao Pará em diligência, para investigar este caso”, explicou a deputada.

Meninos

Após as conclusões desse caso, a CPI passará a investigar denúncias de exploração sexual envolvendo escolas de futebol. Além da exploração do trabalho infantil ocorrer nesses locais, há ainda casos em que os meninos sofrem com promessas de emprego e o sonho de ser jogador de futebol facilita o aliciamento e o tráfico interno e internacional.

Outro motivo relacionado à exploração sexual de meninos continua sendo a homofobia. “Muitos sofrem rejeição da família por sua orientação sexual e são seduzidos por propostas de trabalho ou mesmo de transformação estética do corpo. Acabam sendo aliciados por uma rede de exploração e vivendo em regime de semi escravidão”, explicou a coordenadora de programas da Childhood.

Denuncie

Um dos principais canais que atualmente o Governo Federal disponibiliza para que as pessoas façam denúncias de casos de exploração sexual infantojuvenil é o Disque 100. Ao receber a denúncia, o canal a encaminha para a rede de proteção e responsabilização e informa o denunciante sobre os encaminhamentos dados.

Foram 130.029 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes registradas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) em 2012 e 82.117 em 2011, o que representa um crescimento de 58,3%. 37.727 destas denúncias de 2012 se referem à violência sexual.

Conheça os diversos canais do Disque Direitos Humanos:

Por telefone: discagem direta e gratuita do número 100;
Por e-mail envio de mensagem para o endereço disquedenuncia@sdh.gov.br;
Portal: o www.disque100.gov.brrecebe denúncias sobre pornografia na internet
Ligação internacional: para quem estiver fora do Brasil, o telefone é +55 61 3212.8400


Pró-Menino

domingo, 20 de janeiro de 2013

Em quatro anos, registros de estupro cresceram 157%

Uma mulher que, assim como na Índia, foi estuprada dentro de ônibus - Hans von Manteuffel

Entidades protestam contra impunidade; mudança no texto do Código Penal, em 2009, encorajou denúncias

RIO e BRASÍLIA A notícia do estupro de uma jovem de 23 anos por seis homens em um ônibus em Nova Délhi chocou o mundo e jogou luz sobre o problema da impunidade contra esse crime na Índia. Os registros mais recentes do Brasil, no entanto, mostram que somente entre janeiro e junho de 2012 ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.

O número representa uma queda de 28% em relação a 2011, mas um crescimento de 54% em relação ao mesmo período de 2009. Essa estatística inclui os casos de estupro, assédio sexual, atentado violento ao pudor, pornografia infantil, exploração sexual e outros crimes sexuais. Em média, a cada dez casos, 8,5 são contra mulheres. No caso específico de estupros, de 2009 a 2012, houve crescimento de 157%.

Até 2009, o Código Penal só tratava como estupro a agressão com penetração vaginal comprovada. O toque e até a penetração anal eram tratados como atentado ao pudor. A mudança na lei, na avaliação de Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, encorajou as mulheres a denunciar as agressões, influindo sobre as estatísticas.

— As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar, elas estão se sentindo menos culpadas — avalia Aparecida.

O Ministério da Saúde diz que os casos de violência passaram a ter notificação obrigatória em todos os serviços de saúde apenas em 2011, o que contribui para o aumento da quantidade de casos. Aparecida ressaltou o aumento dos estupros coletivos no país, especialmente em festas. Em agosto de 2012, os dez integrantes de uma banda de pagode teriam estuprado duas adolescentes após um show na Bahia. Em fevereiro do mesmo ano, cinco mulheres foram estupradas, das quais duas morreram, em uma festa em Queimadas, na Paraíba. Nove homens foram detidos.

A secretária diz que os movimentos em defesa das mulheres têm usado bem as redes sociais para protestar. As ONGs teriam conseguido, por exemplo, evitar a contratação da banda de pagode para eventos e até retirar o patrocínio de empresas ao grupo.

— Não tem revolta como teve na Índia. Mas existe um outro tipo de mobilização no Brasil que tem funcionado, que são as redes sociais — avalia Aparecida.

Se os casos se contam aos milhares no Brasil, entidades de defesa da mulher advertem que a punição ainda é muito baixa, apesar do aumento progressivo das denúncias que chegam à polícia. Segundo o Ministério da Justiça, há no Brasil 12.704 presos por estupro — 99,2% são homens. Há ainda 8.005 presos por atentado violento ao pudor e 665, por corrupção de menores.

Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da Cepia, uma ONG que atua contra a violência sexual, acredita que um dos motivos da impunidade é o baixo índice de mandados de prisão cumpridos neste tipo de crime.

— Uma coisa é a polícia mandar prender, outra coisa é o indivíduo ser achado para ser preso — afirma Leila, ao concordar que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar seus agressores. — De fato, muitas mulheres estão mais corajosas para denunciar. Quanto mais se divulgam informações sobre direitos e quanto mais se oferecem serviços, vai aparecer mais violência. O que acontece é que o aumento da demanda das vítimas aos serviços públicos dá visibilidade maior aos crimes.

Proporcionalmente ao número de habitantes, o Rio de Janeiro tem o menor índice de estupradores presos: 1,4 por 100 mil pessoas. Já Roraima está em primeiro lugar: são 26,15 presos por estupro para cada 100 mil habitantes.

No estado do Rio, 16 estupros por dia

Se os dados do SUS apresentam um aumento nas notificações, os dados da Secretaria de Segurança do Rio apresentam números ainda mais assustadores. De janeiro a outubro do ano passado, foram registrados 5.055 casos de estupro, mais do que as 4.022 ocorrências, registradas entre janeiro e dezembro de 2011, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em 2012, houve, em média, a ocorrência de 16 estupros por dia no estado. Os agressores mais frequentes são amigos ou conhecidos, com 1.333 registros; o pai, com 447; e o padrasto, com 444.

Para enfrentar as agressões sexuais no país, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres tem investido em duas frentes: campanhas educativas para atingir principalmente crianças e adolescentes, uma vez que o agressor normalmente é um parente ou conhecido da família; e fortalecer os serviços de atendimento públicos disponíveis para a vítima, como as delegacias e os profissionais nos hospitais e postos de saúde.

— Isso mostra o comportamento machista da nossa sociedade, que autoriza que homens se apropriem do corpo da mulher. É como se o homem não pudesse ouvir o não. Se a sociedade não começar a reagir, nós logo vamos estar numa situação como a da Índia —afirmou Aparecida.

O Globo

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Itália desmantela rede que explorava transexuais recrutados em favelas


A polícia italiana anunciou ter desmantelado nesta semana uma rede de prostituição que levava à Itália transexuais brasileiros recrutados, principalmente, em favelas do Rio de Janeiro.

Segundo informações de autoridades italianas, divulgadas pela agência de notícias ANSA, 28 supostos integrantes da rede teriam sido detidos em três regiões italianas - Lazio, Campania e Umbria.

O grupo, formado por italianos e brasileiros, foi acusado de "associação criminosa" com a finalidade de fazer "tráfico de seres humanos" e "explorar prostituição".

A rede enviava a transexuais de favelas cariocas passagens aéreas para viagens do Rio de Janeiro a cidades europeias como Madrid, Zurique, Paris, Budapeste ou Bucareste.

A ideia era encaminhar os brasileiros dessas cidades para a Itália, segundo a polícia.

Doze casas que seriam usadas para prostituição também foram revistadas e interditadas.

Consulado
O consulado brasileiro em Roma diz não ter sido oficialmente informado sobre a prisão dos brasileiros.

Segundo o cônsul-geral adjunto, Paulo Roberto Palm, a polícia italiana não costuma fazer consultas a respeito de operações em curso "até por uma questão de sigilo das investigações" e, em geral, entra em contato apenas na hora de enviar cidadãos brasileiros de volta ao país.

Palm diz, porém, que alguns transexuais brasileiros teriam se queixado para o consulado a respeito dessas redes, embora tenham tido medo de entrar em detalhes "por se sentirem ameaçados".

Em 2009, o travesti brasileiro Brenda, pivô de um escândalo que causou a renúncia do governador da região de Lazio, Piero Marrazzo, foi encontrado morto no apartamento em que morava, em Roma.

BBC Brasil

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Adolescente sem documentos hospeda-se em hotéis do Paraná. Situação facilita abuso e exploração sexual


Hotéis falham no controle de entrada é a primeira matéria. A investigação constata a facilidade com que uma adolescente, sem documentos, registra-se nos hotéis do Paraná. Em cinco cidades, 29 hotéis, apenas quatro se recusaram a hospedar a jovem. O comportamento facilita o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Centro de Curitiba tem 40 hotéis piratas é a segunda matéria. Os alunos de Jornalismo visitaram 104 endereços da região central da cidade onde havia uma placa informando a existência de um hotel. Descobriram 40 estabelecimentos piratas.

Assinam as reportagens os alunos Ana Kruger e Gustavo Panacioni, do 4° período. Colaboraram com a produção: Amanda Bacilla, Amanda Lima, Matheus Klocker, Tayná de Campos Soares, Thomas Mayer Rieger, Renata Silva Pinto e Paola Marques.

Hotéis falham no controle de entrada

Tudo de que um criminoso precisa para ficar impune é diminuir seus rastros. E uma falha no sistema de fiscalização dos hotéis do Paraná pode estar tornando empresários e autoridades cúmplices de uma série de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Uma investigação feita por professores e alunos de Jornalismo da Universidade Positivo em parceria com a Gazeta do Povo revelou o problema: menores de idade podem se registrar em hotéis do estado sem qualquer documentação, mesmo em companhia de adultos, o que facilita a ação de pedófilos e de redes de exploração sexual.

Sob a orientação de duas professoras, durante cinco meses oito alunos da universidade visitaram estabelecimentos em cinco cidades: Curitiba, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Guaratuba e Matinhos. A reportagem fez um teste simples: pediu a uma adolescente que tentasse se registrar em 33 hotéis. Acompanhada de um repórter, a menina, de 17 anos, conseguiu entrar sem problemas em 29 deles. Foi barrada apenas em quatro, como a lei exige que ocorra em todos os casos. Isso significa que, do total de hotéis pesquisado, 88% descumpriram uma obrigação legal.

Proteção

Os hotéis são parte fundamental da barreira que a sociedade pode erguer contra casos de exploração sexual. Se os criminosos não tivessem locais como esses para cometer seus crimes, dificilmente ocorreriam casos como o de Rachel Genofre, morta aos 9 anos por um pedófilo possivelmente em um hotel de Curitiba, em 2008. É para evitar histórias como essa que a lei exige determinados cuidados por parte das empresas. “A facilidade de entrada de menores em hotéis agrava bastante a questão da exploração sexual de menores”, explica Juliana Sabbag, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil.

A legislação obriga os estabelecimentos a preencherem a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes. É preciso informar nome completo, o número da carteira de identidade e o tempo de estadia. Além disso, menores de 18 anos, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não podem se hospedar em hotéis desacompanhados de pais ou responsáveis ou sem sua autorização expressa.

Durante a pesquisa feita pela reportagem, foram identificados dois tipos diferentes de irregularidades. Em uma das situações, os hotéis não pediam os dados. Em outra, pediam as informações, a adolescente mostrava sua identidade e, mesmo assim, sua entrada era permitida.

Recepcionista burla leis com “um jeitinho”

O Hotel Paraty, no Centro de Curitiba, foi o ponto de partida da série de investigações. Logo na entrada percebia-se o descaso com a identificação de quem entrava. O repórter não precisou apresentar documentos, apenas preencheu uma ficha sem que seus dados fossem confirmados. O funcionário até desconfiou da situação, mas não barrou a entrada. “Poder não pode, mas a gente dá um jeitinho”, afirmou sobre a entrada da acompanhante adolescente.

O Hotel Granville, também no Centro, foi outro que não solicitou documento. A ficha foi preenchida pelo próprio repórter e o nome da adolescente foi apenas anotado no verso da ficha, sem que nenhuma identificação fosse pedida – prática que se repetiu em diversos outros estabelecimentos.

O Mercure Curitiba Golden Hotel, no bairro Batel, tem cartazes nas paredes contra a exploração sexual de menores de idade e a televisão interna exibe programas declarando que o estabelecimento não permite a entrada de adolescentes desacompanhados e sem a autorização dos pais. Mesmo assim, o cadastro da equipe de reportagem foi feito em nome da própria adolescente. O documento foi pedido, mas a idade dela foi desconsiderada.

Quatro hotéis foram investigados em Paranaguá, onde a equipe constatou um comportamento adequado apenas em um deles: o San Rafael. A funcionária exigiu todos os documentos necessários e chegou a cadastrar o repórter, mas, ao perceber que um dos hóspedes tinha menos de 18 anos e não possuía autorização dos pais, barrou a entrada. Na região de Matinhos e Guaratuba, no Litoral, e em Foz do Iguaçu, apenas um hotel não permitiu a entrada da adolescente. O Hotel Santa Paula alegou que sem a autorização autenticada a adolescente não poderia hospedar-se.

Setor resiste em reconhecer que há exploração

A exploração sexual infanto-juvenil ocorre em Curitiba, como em outras grandes cidades brasileiras, ainda que setores indiretamente envolvidos não reconheçam o problema. Em muitos casos, hotéis são o local escolhido para esse tipo de crime. Camila e Bianca (nomes fictícios) são duas adolescentes que viveram histórias desse gênero na cidade. Quando eram menores de idade, as duas frequentavam hotéis para fazer programas.

Bianca usava o documento de uma amiga mais velha para entrar nos estabelecimentos. Muitas vezes, os recepcionistas nem chegavam a solicitar informações. “Uma vez, num hotel no Centro, estava com um cliente do exterior. Por ser um hotel bem bonito, fiquei com medo, mas ninguém me pediu documento”, conta. Camila também viveu situações semelhantes em estabelecimentos no Centro, Boqueirão e Pinheirinho. “Nunca fui barrada em nenhum hotel. Em alguns casos, os funcionários até ligavam para mim para avisar que havia um cliente novo”, diz.

Parte da rede hoteleira relativiza o problema, ainda que o reconheça em alguma medida. “Curitiba não é uma cidade litorânea e a população é estressada com os afazeres cotidianos”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Henrique Lenz César Filho. “É difícil que algum turista venha para cá para fazer turismo sexual. O nosso povo é mais exigente e até mais culturalmente evoluído que o resto do Brasil. Não é que não exista, mas o índice é muito pequeno”, afirma.

O diagnóstico é contestado por Juliana Sabbag, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil. “Não só nas principais cidades como Curitiba, Foz do Iguaçu e no Litoral. O problema existe no interior também e em todo o estado.”

Ana Kruger e Gustavo Panacioni, 4º período

Colaboraram Amanda Bacilla, Amanda Lima, Matheus Klocker, Tayná de Campos Soares, Thomas Mayer Rieger, Renata Silva Pinto e Paola Marques.

O projeto que deu origem a esta reportagem, que continua amanhã, foi vencedor da Categoria Temática Especial do 6º Concurso Tim Lopes de Jornalismo investigativo, realizado pela Andi e Childhood Brasil (Instituto WCF), com apoio do Unicef, OIT, Fenaj e Abraji. Esta reportagem foi produzida pelo Núcleo de Jornalismo Investigativo da Universidade Positivo sob a orientação das professoras Rosiane Correia de Freitas e Elza de Oliveira e publicada originalmente na edição de terça-feira, dia 25 de setembro de 2012 do jornal Gazeta do Povo.

Fonte: Blog da Andi - 28/09/2012

promenino

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Em rede social sadomasoquista, suspeito de abusar de menor usava apelido oriental

Rodrigues e a namorada tinham perfis no site, onde divulgaram quase 2.000 fotos eróticas

Em uma rede social voltada para adeptos do sadomasoquismo, o técnico em informática Rodrigo Pereira Rodrigues, 36 anos, - preso junto com a namorada Luciana Senna Simões por suspeita de aliciar uma menina de 14 anos em São Paulo - era apenas o Sr. Shibari. O apelido, que soa estranho para os não familiarizados com o tema, é uma alusão a uma técnica oriental de amarração, com raízes no Japão feudal. Incorporado ao universo erótico, o shibari exige habilidade de quem o executa. O prazer não está em somente imobilizar o parceiro, como no Bondage ocidental, mas em produzir um resultado estético.

E Rodrigues gostava de exibir sua destreza com nós na rede social. Só no seu perfil, ele postou 776 fotos. Grande parte delas, da namorada amarrada, a professora Luciana, 35 anos, doutoranda de anatomia pela USP. Luciana também apreciava a exposição virtual. No perfil dela, há 1.001 imagens, a maioria impublicável.

Até aí, só mais um casal adepto da perversão sexual em que as pessoas atingem o prazer ao inflingir ou sentir dor. A conduta dos dois, porém, passou a ser criminosa quando decidiram divulgar também fotos da adolescente, que chegou a ganhar um perfil no site, segundo boletim de ocorrência registrado no 27º Distrito Policial, no Campo Belo. As imagens teriam sido produzidas, de acordo com o boletim, em 29 de julho deste ano, data do encontro da menor com os suspeitos. Segundo a polícia, a garota os conheceu pela internet e foi induzida a encontrá-los pessoalmente.

Diz o boletim: "Tais fotos, que ainda se encontravam no computador de Luciana [quando ela foi presa], foram produzidas e postadas na internet[...], colocando a adolescente vítima em situação vexatória e constrangedora".

A menina, ainda de acordo com o registro policial, chegou a apagar as imagens, mas elas teriam sido postadas novamente pelo casal. As fotografias foram retiradas do ar pela polícia após a prisão de Rodrigues e Luciana, mas ainda é possível ver o registro do perfil da adolescente no site, embora ele esteja desativado.

Dominador X submissa

Em seus perfis no site, Rodrigues se apresentava como dominador, e Luciana, como submissa, o que é fácil de identificar ao observar as fotografias postadas pelos dois. Em mensagens, ela se referia ao namorado como "dono" e chegou a publicar declarações de amor.


Para o técnico em informática, a namorada era a "sub número 1".

Prisões

A doutoranda e o técnico em informática foram presos em flagrante no último dia 27 de agosto, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Eles acabaram enquadrados nos artigos 241-A e 241-B. O primeiro refere-se a oferecer, disponibilizar, publicar ou divulgar, incluindo pela internet, pornografia envolvendo menores de 18 anos. A pena prevista é de reclusão, de três a seis anos, e multa.

Já o segundo artigo diz respeito a adquirir, possuir ou armazenar este tipo de material. Quem comete o crime pode pegar de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

R7

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Homem que tentou estuprar mulher na Lagoa era parceiro de pelada do marido dela

Vigia foi preso ainda pelado, escondido debaixo da caixa d’água de edifício

RIO – O vigia de rua que foi preso na madrugada desta quinta-feira, na Lagoa, na Zona Sul do Rio, por tentar estuprar uma mulher, era colega de pelada do marido da vítima. Os dois jogam no mesmo time de futebol há cerca de seis meses, de acordo com ele, que é porteiro do edifício que o preso invadiu para cometer o crime. Eles jogam no campo conhecido como 'Maconhão', nas proximidades da saída do Túnel Rebouças, todos os sábados.

José Batista dos Santos Filho, de 29 anos, havia tentado estuprar a esposa de um porteiro que trabalha e mora em um prédio na Rua Carvalho de Azevedo, na Fonte da Saudade, na Zona Sul. O casal mora no primeiro andar do edifício. De acordo com a polícia, por volta das 2h, José escalou o muro do prédio para chegar até o quarto do casal. Como o marido estava trabalhando na portaria no momento, a mulher estava sozinha no apartamento.

A mulher dormia e acordou com o homem esfregando-se nela. Ao perceber que ela iria fugir, o criminoso tentou asfixiá-la. Ela gritou e ele fugiu, deixando as roupas para trás.

A vítima chamou os policiais do 23º BPM (Leblon), que fizeram buscas pela região. O criminoso foi encontrado escondido na cisterna do próprio edifício e levado para a 14ª DP (Leblon). A vítima prestou depoimento, acompanhada do marido, e deixou o local no fim da manhã desta quinta-feira. Abalada, ela saiu sem falar com a imprensa.

De acordo com o segurança da rua onde mora a vítima, o vigia subiu a ladeira da Rua Carvalho de Azevedo visivelmente bêbado:

- Ele sempre tem problema com bebida. Já discutiu e arrumou confusão várias vezes – disse Israel Gonçalves, de 44 anos.

Segundo a polícia, a vítima fará um exame de corpo de delito após o registro do caso, mas Santos teria fugido antes de consumar o crime. Entretanto, como o ato já constitui abuso sexual, Santos foi autuado por estupro, além de invasão de domicílio qualificada.

O Globo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nos EUA, evangélico ativista antigay é preso por molestar crianças

Caleb Hesse, 52, é conhecido por ser um ativista antigay e ex-professor em uma escola primária. Ele foi detido após confessar que teve atos sexuais com crianças em acampamentos de verão de sua igreja. A investigação está em estágio inicial. Os abusos ocorreram desde 1987, mas não são descartadas as possibilidades de ter ocorrido outros casos. Algumas vítimas de Hesse podem ter hoje mais de 40 anos de idade.

O grupo de jovens voluntários confessou à polícia que o acusado teve contato “impróprio” com crianças ao longo das últimas três décadas. Eles afirmaram que o abuso sexual mais recente havia acontecido há menos de uma semana. Muitos dos casos ocorreram em acampamentos de verão organizados pela Igreja Evangélica Livre de Yucca Valley, em que Hesse era membro ativo – com cargo de importância – desde o início de 1980.
A fiança para o acusado, preso na cadeia de Morongo Basin, é de $2,5 milhões de dólares, equivalente a R$4,5 milhões de reais, segundo o portal de notícias da localidade.
A igreja de Hesse é conservadora e exige ainda que seus membros repudiem o estilo de vida homossexual. Segundo o estatuto social da igreja, a atividade homossexual é um tabu. A igreja estabelece diretrizes específicas sobre o assunto. Uma delas é que se você já foi homossexual assumido e não “pratica” mais, é determinado que você prove que tem vivido segundo essas diretrizes por, no mínimo, 5 anos.
O ex-professor também é dono do protectmarriage.com, site ligado a conservativebabylon.com, frente utilizada para coletar doações ao “fundo de defesa da proposição 8″. Proposição 8 foi uma lei que alterou a Constituição da Califórnia para dizer que o casamento é especificamente apenas entre um homem e uma mulher. A lei foi aprovada por uma margem de mais de 700 mil votos, mas posteriormente foi considerada inconstitucional por várias sentenças da Suprema Corte da Califórnia e dos tribunais de apelação.
 Fonte: Pavanews e Paulopes
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