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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Preso pai acusado de abusar da própria filha


Mãe percebeu o comportamento estranho e fez a denúncia

RIO - Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente e Vítima (DCAV) prenderam hoje Alexandre Paula de Abreu, de 40 anos, acusado de abusar sexualmente da filha. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pelo Juízo da 38ª Vara Criminal da Capital pelo crime de estupro de vulnerável.

Segundo o delegado Marcelo Braga Maia, a mãe da menina disse que havia notado que o companheiro apresentava um comportamento estranho em relação à filha e passou a observá-lo, quando então o viu acariciando a criança. A vítima foi ouvida por psicólogos e confirmou os abusos, dizendo ainda que o pai deu ordens a ela para que não contasse nada a ninguém.

Ainda segundo o delegado, Alexandre confessou o crime e disse ter perdido o controle. Ele alegou que estava contaminado por pornografia, pois assistia filmes com conteúdo sexual todas as noites.

Casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, como os sofridos pela apresentadora Xuxa Meneghel, são comuns, e as denúncias aumentam a cada ano. O Disque-Denúncia Nacional (Disque 100) recebeu, nos quatro primeiros meses deste ano, 30 mil ligações, sendo 11% delas sobre violência sexual contra crianças dentro do lar — um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Itamar Gonçalves, gerente de programas da Childhood Brasil, entidade que luta pela proteção da infância, em 38% dos casos, o pai da vítima é o responsável pelo abuso. O envolvimento de outros parentes e de pessoas conhecidas da família também é frequente.

O abuso sexual de crianças de 0 a 9 anos é o segundo tipo de violência mais frequente nessa faixa etária. O número de notificações só fica atrás dos registros de negligência e abandono. Levantamento do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada, mostra que, em 2011, foram registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros.

Há duas semanas, em entrevista ao Fantástico, Xuxa contou que as violências só acabaram quando completou 13 anos e que os agressores era também próximos da família: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor. Xuxa disse ainda que, como a maioria das vítimas, a vergonha e o medo a impediram de procurar ajuda.

O Globo

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Xuxa revela ter sofrido abuso sexual na infância


Apresentadora diz que violência durou até ela completar 13 anos e que trauma a fez lutar pelos direitos das crianças

RIO - Um drama que a apresentadora Xuxa Meneghel guardou durante anos foi revelado neste domingo: ela sofreu abuso sexual na infância. Como na maior parte dos casos, os agressores eram pessoas próximas: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor. As violências só acabaram quando Xuxa completou 13 anos. A revelação foi feita em entrevista para o quadro “O que vi da vida”, do programa “Fantástico”, da Rede Globo. Muito emocionada, Xuxa chorou durante o depoimento e explicou que o trauma a levou a lutar pelo direito das crianças:

— Nunca falei nada para ninguém porque tinha vergonha, não sabia o que fazer. Se falasse para o meu pai, ele acharia que a culpa era minha, que eu provocava. Deviam ter notado que havia algo de errado; que eu, sempre muito falante, tinha virado uma pessoa calada.

Segundo Xuxa, o pai dela, Luís Floriano Meneghel, era militar e sempre foi muito ausente e distante. A mãe, Alda Meneghel, de acordo com a apresentadora, era muito amorosa e presente, mas inocente. Tinha que cuidar de cinco filhos e não reparou:

— Eu não tinha experiência, não sabia o que fazer. Me calava porque me sentia suja, errada, achava mesmo que a culpa era minha, das minhas roupas, do meu jeito. Até hoje me sinto culpada. Mas a gente não pode pensar assim. Porque uma criança não sabe o que fazer em uma situação dessa.

Sem ter dado detalhes sobre a violência nem ter dito em que idade ela começou, a apresentadora foi enfática. Garantiu que, se não tivesse o amor da mãe, teria saído de casa, como fazem muitas crianças que hoje vivem na rua e precisam se prostituir ou roubar para sobreviver.

Na entrevista, Xuxa falou ainda sobre o início de sua carreira como modelo, dos seus amores, do medo de envelhecer. E garantiu que o trauma afetou sua vida afetiva:

— Por que você acha que eu não consigo me casar? Deve ter uma explicação. Talvez eu tivesse que passar por isso tudo para hoje querer lutar por essas crianças. Tenho o sonho de que, um dia, nenhuma criança seja vítima de abuso— disse, chorando.

No quadro do Fantástico, Xuxa revelou também que recebeu uma proposta para casar e ter filhos com Michael Jackson quando fazia um trabalho na Espanha, em 1992.

— A assessoria dele me chamou para ver um show e, como eu era muito fã dele, claro que aceitei. Logo depois me convidaram para ir a Neverland (residência do cantor na época), jantamos, vimos um filme, ele sabia tudo da minha vida. Logo depois, o empresário dele perguntou se eu não gostaria de formar uma família com Michael.

Nas palavras da apresentadora, eles achavam a ideia interessante porque ela trabalhava com crianças na América do Sul e ele gostava de crianças.

— Michael me mostrou clipes que ele tinha feito com crianças, eu chorei, ele pegou na minha mão, eu chorei mais, mas disse que não, que, para mim, ele era só um ídolo.

Xuxa falou ainda sobre alguns amores de sua vida, menos numerosos do ela que gostaria. Com Pelé, ficou de 1981 a 1986.

— Muita gente falou que eu estava com ele por interesse, quis até terminar no início do namoro por causa disso. Ao contrário do que se pensa, gostei muito dele.

Mas o grande amor da vida da apresentadora foi o piloto Ayrton Senna.

— Foi a única pessoa com quem pensei em me casar, combinávamos em tudo. Terminamos porque trabalhávamos muito.

O namoro durou de 1988 a 1989. Mas, segundo Xuxa, eles continuaram se falando periodicamente.

— Na véspera do acidente que o levou embora (ocorrido em 1 de maio de 1994), estava decidida a procurá-lo para dizer que ele era a minha alma gêmea e perguntar se ele sentia o mesmo por mim. Um dia vamos nos encontrar de novo.

Ela disse que hoje é difícil encontrar um homem que entenda a sua independência e a prioridade que ela dá à filha e ao trabalho. Mas que, às vezes, os hormônios falam mais alto e ela sente falta de um relacionamento amoroso.

— Entre quatro paredes, eu não penso em nada, nem em ninguém, só no momento. E dependo muito do cara. As poucas pessoas que me conhecem falam “nossa, não sabia que você era assim”. Será que os caras acham que na hora H eu vou cantar “tá na hora, tá na hora” e “é bom estar com você”?

Sobre os 49 anos de idade e envelhecimento, Xuxa se disse tranquila.

— O tempo é cruel, as coisas caem. Às vezes dá vontade de esticar a pele, mas não consigo. Entendo que tem gente que fica afoita, que quer esticar tudo, mas fica com cara de tamanco, todo mundo igual. Não quero isso, estou bem assim

E sobre os 32 anos de carreira, a apresentadora, nascida em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, e crescida no subúrbio de Bento Ribeiro, no Rio, demonstrou estar satisfeita com a trajetória de modelo à ídolo nacional, apesar do preço alto da fama.

— Não tenho liberdade nenhuma, nem privacidade. Não deixo de ir a shoppings, mas, quando vou, é quase um evento. Me sinto mal, como se estivesse atrapalhando as pessoas. Mas aprendi que esse é o preço. É alto, mas tenho muita coisa, não quero abrir mão. Não só aceito, como gosto e quero o assédio das crianças.

Casos como o de Xuxa são frequentes. Levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro em 2010, constatou que, de um total de 4.589 mulheres violentadas naquele ano, 23,2% tinham até 9 anos de idade. As vítimas de 10 a 14 anos respondiam por 30,3% dos casos e as de 15 a 19 anos, 15,3%. Em 2011, foram registrados 4.871 casos. E, de acordo com a instituição, nos últimos onze anos, a quantidade de registros aumentou 88,5%.

Denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas, por telefone, através do número 100, serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados.

O Globo

sábado, 14 de abril de 2012

Professores precisam estar preparados para ouvir vítimas de abuso


Como lidar com alunos vítimas de violência doméstica ou abuso sexual ainda é um tema pouco abordado na formação de educadores nas universidades. Para tentar suprir esta deficiência, a Secretaria de Educação Municipal de Sinharém, em Pernambuco, tem promovido, desde 2010, em parceria com a Childhood Brasil, cursos de capacitação para os profissionais das escolas trabalharem o tema em sala de aula e formarem jovens multiplicadores, por meio do projeto Laços de Proteção. “Depois das oficinas, percebemos que professores e comunidade têm um cuidado maior com as crianças e o número de denúncias tem aumentado, já que as pessoas estão mais confiantes para falar”, afirmou a secretária municipal de Educação de Sinharém, Margarida Maria Couto Silva, no debate “Como a não garantia dos direitos das crianças e adolescentes compromete a educação de qualidade?”, promovido durante o 7º Congresso Gife, no dia 28 de março em São Paulo.

Sem o apoio familiar, o professor é a primeira pessoa que a criança vai procurar para fazer uma denúncia de abuso. Por isso, é preciso que estes profissionais criem vínculos com seus alunos, de acordo com a consultora Rita Ippolito. “A única forma de não perpetuar o silêncio e fazer a criança revelar uma situação de abuso é criar uma relação de confiança e respeito”, disse. A especialista destacou, no entanto, que, na prática, muitos educadores acabam se omitindo, porque não sabem como enfrentar o problema. Ela também comentou a importância de se trabalhar a questão da prevenção nas escolas. Hoje, pesquisas mostram que os casos de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual estão relacionados com o abandono escolar. Segundo, Rita, é preciso que as escolas façam parte de uma rede de ajuda com outras instituições e a comunidade para combater as redes de comercialização sexual.

O debate também contou com a participação do gerente de programas da Childhood Brasil, Itamar Gonçalves; da gerente de mobilização comunitária do Canal Futura, Marisa Vassimon, e da vice-presidente do Instituto Gerdau, Beatriz Johannpeter.

Fonte: Childhood Brasil

prómenino

sábado, 7 de abril de 2012

Noivas-crianças

Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos durante a próxima década, uma prática que traz como consequência a maternidade precoce. Desprovidas de direitos, crianças menores de 15 anos estão à mercê desta forma de escravatura e abuso sexual.

Condicionadas por sociedades arcaicas, costumes ancestrais, leis religiosas e pobreza, crianças são casadas à força em todo o mundo. Grande parte das vítimas de casamentos forçados são meninas provenientes das camadas mais marginalizadas e vulneráveis da sociedade, que ficam isoladas ao serem retiradas das suas famílias e escolas e separadas das suas amigas. Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década, segundo o estudo da UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, que revela que a taxa de casamentos de menores é de 39 por cento na África Subsariana.

Os casamentos de crianças ocorrem em todo o mundo, mas são mais comuns no Sul da Ásia e em zonas da África Subsariana. As taxas de casamento de menores atingem 65 por cento no Bangladesh e 48 por cento na Índia. Em África, alcançam 76 por cento no Níger e 71 por cento no Chade.

O relatório «Child Marriage – Girls 14 and Younger at Risk», promovido pela organização IWHC, foca o noivado e o casamento de meninas de 14 anos ou menos, especialmente vulneráveis a violações da sua saúde e dos seus direitos e classifica tais casamentos como «forçados», porque raparigas tão jovens raramente têm capacidade jurídica ou interferência pessoal para desobedecer aos mais velhos ou para fornecer ou negar o seu consentimento.

Em 2007, a iniciativa «UNICEF Photo of the Year» denunciou a prática de casamentos forçados ao premiar como imagem do ano a foto de um afegão de 40 anos casado com a menina Ghulam, de 11 anos. A família de Ghulam vendeu-a ao «marido» para poder comprar alimentos a outros filhos. A representante especial do secretário-geral das Nações Unidas sobre a Violência contra as Crianças alerta que «ao casar e ao assumir responsabilidades no seio da família, as meninas não só ficam dependentes da autoridade do marido, mas também da família do marido». Marta Santos Pais explica que «muitas vezes, sem terem direito à educação e poder contribuir, construtivamente, para o desenvolvimento da família e da sociedade. Ao engravidar, dão à luz com uma idade muito baixa e isto cria riscos gravíssimos no momento do nascimento da criança», acrescenta a portuguesa representante especial sobre a Violência contra as Crianças.

As menores casadas têm pouca ou nenhuma escolaridade e fracas oportunidades de educação, o que lhes limita a capacidade para ingressar na força de trabalho remunerada e ter um rendimento independente. Factores que criam uma maior insegurança pessoal perante a possibilidade de divórcio ou viuvez precoce e isolamento social da sua própria família e amigos.

Violação desumana

Na África Subsariana e no Sul da Ásia, os pais frequentemente acreditam estar a preservar a segurança das suas filhas menores ao casá-las com homens com dinheiro ou condição social mais elevada. Nestas regiões, os estupradores não são punidos caso concordem casar com a vítima violada.

O casamento arranjado de meninas na puberdade, ou até antes, costuma ocorrer com o objectivo de «proteger a virgindade», a «honra da família» ou para aumentar o seu «valor de troca». Os pais podem sentir-se também eles forçados a casarem as suas filhas cedo por temerem pela sua protecção e segurança económica. Nos países nos quais o registo dos recém-nascidos não é efectuado imediatamente em virtude de registo a posteriori, a idade das meninas pode ser fixada arbitrariamente, o que facilita os casamentos precoces, já que as meninas menores de idade podem facilmente ser declaradas como maiores para legitimar casamentos forçados. As meninas que se casam muito jovens sofrem um maior controlo por parte da família do marido, inclusive restrições à sua procura de serviços de saúde e planeamento familiar. As menores casadas têm também maior probabilidade de sofrer de violência doméstica e abuso sexual.

Nos países em desenvolvimento, a idade mínima mais comum do casamento sem o consentimento paterno é de 18 anos. Contudo, muitos destes Estados permitem casamentos mais cedo com o consentimento dos pais, responsáveis legais ou autoridades judiciais ou religiosas. Particularmente, os casamentos antes dos 15 anos violam as leis que estabelecem uma idade mínima para o consentimento de uma jovem para a prática de sexo.

A esmagadora maioria dos países já legislou sobre o casamento de crianças, inibindo-o, ou são signatários de tratados internacionais que o proíbem. Mas estes procedimentos não se traduziram, na prática, em mudanças reais. No Níger, o Código Civil proíbe que os rapazes se casem com menos de 18 anos e as raparigas com menos de 15 anos. Contudo, o código raramente é aplicado por causa da existência de dois sistemas legais, o judicial e o islâmico, que permitem o casamento com menores de idade. Mesmo sem estas excepções, a legislação que rege a idade mínima para o casamento pode ser ignorada ou burlada. Uma menina pode casar-se numa cerimónia tradicional muito antes de a união ser registada junto das autoridades civis ou as idades podem ser falsificadas na ausência de certidões de nascimento. Na Zâmbia, a idade legal mínima para o casamento é de 21 anos, mas 10 por cento das meninas casam quando chegam aos 15 anos. Torna-se necessário fortalecer os sistemas de registo de casamentos para exigir o registo civil obrigatório, comprovação da idade e «consentimento livre e total» dos noivos e eliminar o mito do casamento como zona de segurança para as meninas.

Entrave ao desenvolvimento

O casamento infantil tem sido um grande entrave para o progresso em seis dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, promovidos pelas Nações Unidas. As expectativas globais na redução da mortalidade infantil e materna, no combate ao VIH/sida e na educação primária universal são prejudicadas pelo facto de uma em cada sete mulheres (15 por cento) nos países em desenvolvimento se casar antes dos 15 anos. O casamento infantil também frustra as ambições para eliminar a extrema pobreza e a promoção da igualdade de género.

A probabilidade de as meninas menores de 15 anos morrerem durante a gravidez ou no parto é cinco vezes maior do que as mulheres na faixa dos 20 anos. A falta de informação e a impossibilidade de negociar práticas sexuais seguras também aumenta o risco de as noivas-crianças serem infectadas pelo VIH, em comparação com as outras meninas solteiras da sua classe etária. Além disso, as noivas-crianças são mais propensas a abandonar a escola para se concentrarem nas tarefas domésticas e na criação dos filhos.

A pobreza é um dos principais motores do casamento infantil. Em muitos países e comunidades pobres, casar uma filha representa menos uma boca para alimentar. Por outro lado, o «preço» da noiva, ou o dote, é um factor encorajador, dado que a entrada de bens, em géneros ou dinheiro, é um benefício para as famílias desesperadas. Tudo isto tem um impacto negativo intergeracional. Os filhos de meninas jovens e pouco instruídas tendem a ter um pior desempenho na escola e salários mais baixos, perpetuando o ciclo da pobreza.

Os ex-presidentes dos Estados Unidos e do Brasil Jimmy Carter e Fernando Henrique Cardoso, membros da parceria Girls Not Brides, promovida pelo grupo de líderes The Elders, alertam que «há relutância em intervir no que é tradicionalmente considerado um assunto de família. O casamento infantil é uma tradição enraizada em muitas sociedades, muitas vezes sancionada pelos líderes religiosos e não pela doutrina religiosa. A distorção da fé e os costumes antigos são usados para ignorar os direitos das raparigas e para manter as suas comunidades em situação de pobreza».

Com a imigração, estes problemas transferiram-se também para os países desenvolvidos. Na Europa, os casamentos forçados entre imigrantes estão na «moda», dado que o casamento representa uma possibilidade legal de imigração. São frequentes os relatos de jovens muçulmanos de ambos os sexos que subitamente se encontram no estado civil de casados no território da União Europeia ou após umas férias no seu país de origem, sendo muito ténue a barreira entre um casamento «forçado» e um casamento «combinado». O casamento forçado, que também constitui uma expressão da recusa de integração, é uma prática mais comum do que se supunha no território da União Europeia e já suscitou polémica após o líder espiritual da Arábia Saudita, mufti Abdul Aziz al-Ashaikn, defender que «as meninas de dez ou doze anos estão aptas a casar e quem pensa que são demasiado jovens está a ser injusto para com elas», numa clara violação dos direitos da criança.

Carlos Reis

«Moi Nojoud, 10 ans, Divorcée»

Em 2008, Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos, foi notícia mundial quando, ao ousar pedir e obter o divórcio, desafiou não só as tradições ancestrais do seu país, mas também a autoridade paterna. Casada à força, com idade inferior à legal para a contração de matrimónio, Nojoud Ali manifestou uma maturidade que só a violência pode forjar na cabeça de uma criança, indo ao tribunal da sua cidade pedir o divórcio ao juiz, quando se julgava que tinha ido comprar pão.

Libertando-se de um casamento indesejado com um homem três vezes mais velho do que ela, Nojoud Ali tornou-se um símbolo da causa das mulheres do Iémen, criando um antecedente que ajudou outras crianças casadas à força, antes da idade legal do casamento, a obterem também o divórcio. No livro Moi Nojoud, 10 ans, Divorcée, conta a sua história «para que outras meninas, nas mesmas circunstâncias, possam ter a coragem de pedir o divórcio». A narrativa foi escrita em colaboração com a jornalista francesa Delphine Minoui, especializada no Médio Oriente, e publicada em 2009 pela editora Michel Lafon.

Revista Além-Mar

terça-feira, 6 de março de 2012

Acusado de estupro diz que tudo foi um mal-entendido


O ex-jogador do Corinthians, Fábio Roberto Teixeira Fontes, o Fabinho Fontes, de 37 anos, acusado de ter abusado sexualmente uma menina de cinco anos pelos pais da criança, negou o abuso e disse que tudo não passou de um mal-entendido em um entrevista feita pela Rede Record.

“Foi um mal-entendido, o que eles estão falando eu não fiz. Eu quero esclarecer que jamais vou fazer uma coisa dessa, sou pai de duas filhas, uma de 15 e outra de 17. Todo mundo me conhece, sou um cara do bem, nunca fiz nada de errado”, declarou o ex-jogador, que foi preso ontem.

A prisão teria ocorrido após uma briga entre o pai da criança e Fabinho Fontes, como era conhecido o ex-jogador. Os pais deram carona depois de um jogo Fontes, que estava sentado no banco de trás do carro, junto com a criança.

Na versão dos pais, a mãe da menina estranhou o que acontecia no banco de trás e avisou ao pai, que teria flagrado o abuso, parado o carro e começado a agredir Fontes.

Segundo o ex-jogador, ele é amigo do casal, que conhece há 1 ano. Na entrevista, ele negou ter colocado a criança no colo.

Ele reconheceu que tinha bebido após a partida, mas afirmou que o pai da criança estaria mais alterado do que ele. Fabinho Fontes disse estar disposto a fazer exame de corpo de delito para provar sua inocência.

A criança passou por uma consulta com psicólogo após o ocorrido e afirmou que estava sentada no colo do ex-jogador.

Jornal da Tarde

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Religioso pagou R$ 2 para abusar sexualmente de menina de 6 anos


Um caso de pedofilia praticado por um religioso de 79 anos chocou os moradores da Vila Santa Tereza, em Belford Roxo. O presbítero da Assembleia de Deus Franezio Eleotério de Oliveira pagou R$ 2 para atrair a vítima, de apenas 6 anos. Ele pediu à garota para erguer a blusa. O suspeito foi preso em flagrante pela Delegacia Especial de Atendimento Mulher (Deam) de Belford Roxo, por estupro de vulnerável.

O episódio ocorreu nesta segunda-feira à tarde, quando a garota foi à casa de Franezio para pagar uma dívida de R$ 10 a pedido da mãe, que havia pedido dinheiro emprestado a ele. Quando chegou lá, encontrou o religioso deitado na cama. Na volta para casa, a mãe perguntou como ela havia conseguido os R$ 2. A garota disse que foi um presente do irmão Franezio, como o religioso é conhecido na área.

A mãe desconfiou e foi com a menina, em direção à casa de Franezio. No caminho, a criança começou a chorar e contou a história para a mãe.

— Cheguei a pegar uma faca em casa. Quase fiz uma besteira, mas consegui colocar a cabeça no lugar e liguei para a polícia — contou a dona de casa.

A criança foi submetida a um exame pericial, que confirmou as marcas no corpo da menina. Nesta terça-feira à tarde, a menina ainda se queixava de dores no local, que estava roxo.

— Não houve conjunção carnal, mas houve um ato libidinoso. O pior disso tudo é que o suspeito é um líder religioso, que contava com a confiança das pessoas — disse a delegada Soraia Vaz de Sant‘ Ana, da Deam.

Na carceragem, o religioso confessou ter cometido o crime. Mas admitiu que o caso ficaria impune caso a mãe dela não denunciasse o abuso.

— Se a mãe não denunciasse, eu ficaria impune e agiria como se nada tivesse acontecido. Ela é uma criança e sei que o que fiz foi errado. Mas confio em Deus para que eu nunca mais faça isso. O que vai acontecer comigo? Aí, só Deus sabe.

Religioso distribuía doces e frutas às crianças

Na Vila Santa Tereza, os moradores ainda custam a acreditar que o irmão Franezio tenha praticado um crime tão grave. Um dos moradores mais antigos da rua, o religioso mora na mesma casa, ao lado da Assembleia de Deus da Vila Santa Tereza, há mais de 30 anos. Costumava distribuir doces e balas para as crianças. E abria o portão de casa para que as crianças apanhassem frutas no seu quintal.

— Ele era uma pessoa prestativa, que nunca tinha feito mal a ninguém. Fiquei chocada — surpreende-se a doméstica Maria do Carmo Valentim Souza, de 50 anos.

“Só não contei nada porque fiquei com medo”

Mas há um relato que destoou da maioria dos moradores, contado pela estudante Viviane Vasconcelos Santos, de 18 anos. Assim como a menina de 6 anos, ela disse ter sido vítima de um abuso, ocorrido há três anos, quando foi à casa do religioso com outra amiga, que tinha 8 anos na época.

— Ele alisou as minhas pernas. Aí, dei dois tapas na cara dele e saí de lá. Só não contei nada na época porque fiquei com medo que o meu pai fizesse uma besteira — conta.

Extra Online

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Heróis anônimos ajudam na prisão de acusado de estupro em ônibus


Motorista do veículo brigou com suspeito, que saíra da prisão um dia antes do crime

RIO - A prisão do homem suspeito de estuprar uma menina de 12 anos dentro de um ônibus, no Jardim Botânico, no último dia 15, só foi possível graças a heróis anônimos: o motorista e o cobrador de um coletivo da linha 540 (Largo do Machado-Leblon) e pedestres que passavam pela Praça Santos Dumont, na Gávea. Quando Paulo Roberto da Silva Dias entrou no veículo, os dois funcionários da Viação São Silvestre perceberam que ele era o mesmo homem que havia praticado um assalto no veículo na última quarta-feira. Desconfiados de que fosse também o autor do estupro ocorrido dias antes, os dois decidiram monitorá-lo. Quando Paulo Roberto assaltou uma jovem e tentou descer, o motorista entrou em ação. Pulou a roleta e deu início a uma briga que só terminou com a chegada da polícia.

Com medo de sofrer represálias, o motorista pediu para não ter o nome publicado. Ele descreveu a sequência de fatos que levaram à prisão do suspeito:

— Quando desconfiei de que fosse o estuprador, procurei um carro da polícia que costuma ficar próximo ao Jockey, mas não o encontrei. Na altura da Praça Santos Dumont, ele mandou a passageira descer, anunciando um assalto. Ela fez sinal para eu parar, mas não abri a porta. Pulei a roleta, e começamos a brigar. Falei para ele devolver o que tinha roubado. Ele devolveu e, depois, tentou fugir, mas o cobrador o segurou. Um pedestre correu até a delegacia da Gávea e chamou a polícia. Depois, seguimos a viagem — contou o motorista.

Depois de passar a noite na 15ª DP (Gávea), Silva Dias foi transferido para a Polinter na manhã deste domingo. A polícia encontrou com ele um relógio, supostamente roubado no dia anterior. Na delegacia, ele foi apontado por quatro pessoas como estuprador de uma menina de 12 anos dentro de um coletivo da linha 162 (Glória-Leblon).

Na ficha criminal do suspeito constam 14 anotações desde os 18 anos. Oito delas são por roubo — dois deles cometidos em coletivos —, uma por homicídio, uma por sequestro e uma por tráfico de drogas, além de outras infrações menos graves. Silva Dias começou a responder pelos crimes em 2004. Em 2006, ele recebeu o benefício da Visita Periódica ao Lar (VPL). No mesmo dia, no entanto, foi preso em flagrante, acusado de cometer um roubo no Leblon. No ano passado, seu caso voltou a ser analisado, após a realização de um Mutirão do Conselho Nacional de Justiça. Depois de quatro meses de procedimentos, o benefício da liberdade condicional foi concedido. O preso foi solto um dia antes da denúncia de estupro.

A menina de 12 anos foi poupada de reconhecer o suspeito. Dez dias depois do crime, a menina ainda está muito abalada.

— Entramos em contato com a família dela, que nos informou sobre seu estado psicológico. Ela está traumatizada com o crime. Preferimos não ouvi-la, já que temos o reconhecimento do motorista, da cobradora e de outras duas passageiras que estavam no ônibus no dia do crime — afirmou o delegado Fábio Barucke, responsável pelo caso.

Ainda segundo Barucke, outras duas vítimas de roubo também reconheceram o suspeito como sendo o autor dos crimes. Em todos os casos, de acordo com a polícia, ele fingia estar armado. Por isso, apenas o estupro pode ter agravante, já que o acusado teria de fato ameaçado a vítima com uma arma de fogo.

O Globo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Menina de 12 anos é estuprada em ônibus no Jardim Botânico


Homem armado pediu que ela fosse para os fundos do veículo

RIO - Uma menina, de 12 anos, foi vítima de estupro dentro de um ônibus da linha 162 (Glória/Leblon), da Viação São Silvestre, na tarde de quarta-feira. Segundo relatos da menina, na 15ª DP (Gávea), ela estava sentada no coletivo quando um homem armado pediu que ela fosse para parte traseira do veículo com ele. O estuprador mandou que ela tirasse a calça e consumou o ato. No momento do estupro, o ônibus passava pela Rua Jardim Botânico. Além da vítima, outras duas passageiras estavam no coletivo. Elas não viram quando a garota foi estuprada. Logo depois de cometer o crime, o homem ainda tentou passar a mão na perna de uma outra mulher, que gritou. De acordo com o delegado Fábio Barucke, da 15ª DP, o motorista parou o coletivo, e o homem saiu correndo. Ele fugiu em um outro ônibus pelo Jardim Botânico, sentido São Conrado.

Além do motorista, uma cobradora e as duas passageiras já prestaram depoimento. A menina foi encaminhada para o hospital onde tomou o coquetel anti-Aids. Ela também passou por exames de corpo delito. A polícia quer tentar localizar o estuprador pelas imagens gravadas dentro do ônibus. Ele é mulato, tem cerca de 1,60 metro, tem uma cicatriz no braço direito e vestia blusa vermelha e calça, além de usar o cabelo raspado.

Conforme uma das passageiras, o estuprador pegou o coletivo por volta das 12h30m, quando ele passou na esquina da Rua Conde de Bernadote, no Leblon. A menina, que mora na Zona Sul, usava a roupa de colégio no momento do estupro.

O delegado pediu para que as pessoas que tenham informações sobre esse homem entrem em contato com a 15ª DP por meio do telefone 2332-2905 ou pelo Disque-Denúncia 2253-1177.

O Globo


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Padres são condenados a prisão por abuso sexual de menores


Vídeos com as cenas chegaram a ser vendidos, nas feiras de Alagoas, a R$ 5,00

MACEIÓ - A Justiça de Arapiraca, no agreste de Alagoas, condenou à prisão três padres acusados de pedofilia. Eles mantinham relações sexuais com coroinhas, menores de idade.

O monsenhor Luiz Marques foi condenado a 21 anos de prisão e os párocos Raimundo e Edílson cumprirão pena de 16 anos e 4 meses. Todos respondem ao crime em liberdade. Os advogados de defesa têm cinco dias para recorrer da sentença, no Tribunal de Justiça. Do contrário, eles ficam presos.

A condenação sai cinco meses após o início do julgamento. Os casos de pedofilia foram reconhecidos pelo Vaticano. Os padres foram flagrados por câmeras, tendo relações sexuais com os coroinhas, e tudo foi exibido em um programa de televisão. Os vídeos chegaram a ser vendidos, nas feiras de Alagoas, a R$ 5,00.

Os três integrantes da igreja são acusados de atentado violento ao pudor contra os coroinhas Fabiano Silva Ferreira, Cícero Flávio Vieira Barbosa e Anderson Farias Silva. A denúncia foi oferecida em março de 2010, pelo Ministério Público.

Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado estiveram em Arapiraca em 2010 para colher depoimentos. Em um deles, padre Edilson confessou ser homossexual e que participava de orgias com jovens na catedral da cidade, pagando os programas com o dízimo recolhido pelos fieis e citando a participação de outros membros da Igreja em festas reservadas.

Na denúncia, o MP afirma que "aproveitando-se da qualidade de sacerdote, os denunciados aproximaram-se das vítimas, coroinhas à época, que tinham entre 12 e 17 anos, com o intuito de satisfazer seus desejos sexuais. Para conseguir o intento, constrangiam os jovens utilizando-se da confiança que desfrutavam, ofereciam vantagens econômicas e, ainda, intimidavam aqueles para que não revelassem os encontros sexuais ocorridos com frequência".

"Fabiano da Silva passou a sofrer abusos a partir do ano de 2001, quando contava com apenas 12 anos de idade. Inicialmente, Luiz Marques Barbosa passou a fazer carícias, abraçar e manipular a genitália do menor e, ao perceber que este se afastava, continuou a assediá-lo ainda mais fortemente, até conseguir realizar cópula anal e sexo oral com a vítima", diz um trecho da denúncia do MP, sobre o monsenhor Luiz Marques.

O Globo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

“Meu ex-marido era um pedófilo”

O mundo da americana Darlene Ellison (foto) caiu sete anos atrás, quando seu marido, Philip Todd Calvin, 43 anos, foi preso pelo FBI por participar de uma organização pedófila, a North American Man-Boy Love Association (Associação Americana de Amor entre Homem e Menino). Darlene era casada há mais de uma década e tinha filhos – mas nem suspeitava das atividades ilegais do companheiro.

Em vez de se calar e esconder-se do mundo, Darlene decidiu alertar outras mulheres sobre o risco de viver com o inimigo. Escreveu um livro sobre sua história e decidiu lutar contra o abuso infantil e a pedofilia.

Neste fim de semana, Darlene escreveu um artigo para o site Daily Beast sobre o caso de Jerry Sandusky, técnico assistente de futebol americano da Universidade de Pensilvânia preso este mês acusado de abusar de meninos por 15 anos.

Darlene fala que, como ela, Dorothy Sandusky, mulher do acusado, poderia não ter ideia das atitudes do marido – por mais inviável que isso pareça para quem observa de fora. O depoimento de Darlene é especialmente importante porque mostra que a pedofilia pode estar mais próxima do que imaginamos e do que gostaríamos de acreditar. Sua fala é um alerta que vale para todos.

Traduzo aqui alguns dos principais trechos:

“Eu era uma mulher de 39 anos bem educada, envolvida com caridade, mãe que, até recentemente, estava vivendo uma vida bacana em Dallas, casada com um dentista conhecido que viveu uma mentira durante toda a nossa relação.

Ele tinha sido ministro da juventude na igreja local, um voluntário vibrante na escola primária de nossos filhos, o preferido das crianças nas excursões. Meu ex-marido, Todd, revelou-se um criminoso que causou um prejuízo tremendo, físico e emocional, para meninos prestes a se tornar adolescentes. Ele estava na cúpula da NAMBLA – um dos membros da diretoria – procurado pela polícia federal. Durante nosso casamento, que acabou num confuso divórcio logo antes da chegada do FBI, acreditei quando ele me dizia que estava viajando para convenções de dentitas – quando, na verdade, estava em conferências de pedófilos. Ele manteve uma caixa postal secreta no correio local, onde recebia suas correspondências sobre pedofilia e outros materiais suspeitos. Nunca encontramos nenhuma prova de atividades ilegais na internet – o disco rígido dele havia sido apagado –, exceto pelo recibo de um filme pornô com garotos. Geralmente, como depois aprendi, esses predadores são mestres da fraude, criam uma fachada de “família ideal” para proteger sua imagem, ou talvez convencer-se a si próprios de que não são depravados, isso tudo enquanto agem em prol de seu desejo doentio de ter relações sexuais com crianças.

Sei por mim mesma que alguém pode ser casada com um homem por anos, dividir a cama com ele, e ainda assim não saber que ele gasta seus dias como um predador.

Quando as acusações na Universidade da Pensilvânia surgiram, muitas pessoas perguntaram publicamente: Dorothy sabia? Como ela podia não saber? Tenho certeza de que as pessoas pensaram o mesmo sobre mim, por que eu mesma pensei. Embora eu não me atreva a presumir o que a família de Sandusky sabia, é inteiramente plausível para mim que ele estivesse levando uma “vida secreta” bem embaixo de seus narizes; que ele sofreu para esconder seu comportamento abusivo dos mais próximos. As famílias de predadores sexuais são, geralmente, danos colaterais de seus crimes.

(…)

Encolho-me de medo ao lembrar os dias que se seguiram à minha confusão inicial depois de tomar conhecimento dos crimes recentes de meu ex-marido. Demorou um tempo para eu sair do amortecimento inicial do choque. Enquanto me esquivava dos telefones e da mídia, passei horas deitada, curvada sobre meu próprio corpo, querendo morrer. Não saí de casa por meses a não ser para ir ao escritório do meu advogado. Por meses, não consegui encarar ou falar com pessoas que não fossem da minha família ou meus melhores amigos. A vergonha e a humilhação eram pesadas demais.

Apenas depois que meu ex-marido foi preso comecei a entender os problemas conjugais que vínhamos tendo. Ao londo do tempo, começamos a nos afastar um do outro, e eu me sentia aliviada quando ele viajava; viagens que eu soube depois estarem ligadas à pedofilia. Embora os crimes deles tenham explicado, por fim, por que eu sentia o nosso casamento como um fracasso, também abalaram minha já frágil autoestima. Como mulher, senti-me rejeitada ao saber que, durante nossos mais de 10 anos de casamento, meu ex-marido tenha preferido ter contato físico com garotos. Como mãe, fiquei furiosa que ele tenha dito que amava nossos filhos, e tenha cometido crimes que revelam qualquer coisa menos amor.

(…)

O que o futuro reserva para a família Sandusky, as vítimas colaterais? As vítimas primárias, os meninos que teriam sido abusados por esse homem, vão, possivelmente, começar a se curar e trabalhar para viver o resto de suas vidas com algo próximo de paz e felicidade, e suas famílias vão seguir um processo semelhante. As outras vítimas, a sua própria família, vai lutar com a raiva resultante das mentiras e da traição. Embora meu ex-marido tenha perdido seus direitos parentais, meus filhos tiveram que lidar com as consequências emocionais das ações dele a cada momento. O trauma nunca termina; eles são forçados a revisitar o que aconteceu a cada fase de suas jovens vidas.

Quanto à família Sandusky, suspeito que eles terão meses muito dolorosos pela frente, enquanto lidam com o tornado de acusações legais, o escrutínio público e, pior de tudo, se ele for julgado culpado, a dúvida: Como não vimos isso? Independentemente de suas ações, quando as luzes se apagam à noite, Dorothy está sozinha com seus pensamentos e deve pensar: O que ele fez com aqueles jovens inocentes? e Será que ele tocou em nossos filhos e netos? Só podemos esperar que, quando a poeira baixar e aqueles que sabiam dos abusos e não denunciaram sejam punidos, e que esse sirva de alerta contra os predadores sexuais de crianças. Só podemos esperar que a luz no fim desse túnel tão escuro nos encontre mais habilitados para prevenir o abuso contra crianças.”

Época

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Homem de 61 anos é preso em motel com menina de 12 anos



RIO - Um homem foi preso em flagrante, na noite desta quarta-feira, dentro do quarto de um motel, na Rodovia que liga São Gonçalo a Itaboraí, com uma menina de 12 anos. Omero Mendes da Silva, de 61 anos, vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.

Os policiais chegaram até o acusado após a mãe da adolescente comparecer na unidade policial pedindo ajuda, uma vez que sua filha estava com comportamento estranho e com dinheiro de origem duvidosa.

Na delegacia, a menina contou ter saído com um homem, que lhe pagava após os encontros. Foi feito o exame de corpo delito, confirmado que a adolescente já tinha tido relacionamento sexual. Os agentes, então, armaram o flagrante.


O Globo

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Carta de menina de 9 anos ajuda a prender três por abuso sexual em Itapuí, SP


SÃO PAULO - A mãe, o padrasto e o marido da avó de uma menina de 9 anos foram presos em Itapuí, a 311 km de São Paulo, acusados de abusar sexualmente da criança. Durante as investigações, iniciadas após uma denúncia anônima, foi encontrada uma carta escrita pela vítima na qual ela dizia que o marido da avó cometia os abusos e que, por isso, ela não mais poderia chamá-lo de vovô. A prisão foi uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.

Na delegacia, a menina confirmou o fato e escreveu uma outra carta aos agressores. O padrasto Josival Oliveira confessou o crime à polícia. Ele disse que os abusos aconteciam desde que a menina tinha 4 anos e que mãe era conivente com o crime. A criança, inclusive, já teria pedido ajuda a ela, mas não teria sido atendida.

- Ela (a vítima) foi categórica em apontar e várias vezes suplicou socorro para a mãe, contando o que acontecia, pedindo a ajuda da mãe - diz o delegado Tiago José dos Santos Húngaro.

A família da menina está indignada.

- Ele faz isso com a criança há algum tempo e ela sabia. Que amor é esse que deixa uma mãe cega de um filho? - questiona a tia da vítima, Vanessa Francisca Ribeiro, indignada.

O marido da avó, de 44 anos, da criança negou o crime.


O Globo

Brasileiro pega prisão perpétua na Suíça por estuprar menina de 4 anos



Homem bateu em mulher de 77 anos e abusou sexualmente de sua neta, em Lucerna

Um brasileiro de 30 anos, que em 2002 estuprou uma menina de quatro anos na cidade suíça de Lucerna, foi condenado à prisão perpétua após o Tribunal Federal suíço rejeitar nesta quinta-feira (26) um último recurso.

O homem, que na época do crime estava com 21 anos, tinha um encontro com um traficante de cocaína, mas errou de apartamento e bateu na porta de outro imóvel.

Nessa casa estava uma mulher de 77 anos e sua neta de quatro. Após bater na avó até deixá-la inconsciente, o homem estuprou a pequena.

O agressor foi preso e identificado por meio de um teste de DNA. Em um primeiro momento, ele foi condenado à prisão perpétua, mas, após a apresentação de um primeiro recurso ao Tribunal Federal, esta sentença foi cancelada e o tribunal de Lucerna o condenou a sete anos de prisão por estupro, relações sexuais com crianças e lesões corporais graves.

Ele também foi obrigado a passar por um tratamento psicoterapêutico em uma clínica.

Nesta quinta-feira, no entanto, o Tribunal Federal confirmou a condenação à prisão perpétua depois que uma investigação realizada em 2010 mostrou, de acordo com os analistas, que o homem era "incurável" e que o tratamento não podia ter êxito.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

R7

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quatro em cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai, diz pesquisa

São Paulo – Uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP) revela que o combate e a prevenção de abusos sexuais a crianças precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai e três, pelo padrasto.

Os resultados foram obtidos após a análise de 205 casos de abusos a crianças ocorridos de 2005 a 2009. As vítimas dessas agressões receberam acompanhamento psicológico no HC e tiveram seu perfil analisado pelo Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do hospital.

Segundo Antonio de Pádua Serafim, psicólogo e coordenador da pesquisa sobre as agressões, em 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança.

O pai (38% dos casos) é o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) é o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos são 9% dos agressores e os desconhecidos são a minoria, representando 3% dos casos.

“É gritante o fato de o pai ser o maior agressor. Ele é justamente quem deveria proteger”, afirmou Serafim, sobre os dados da pesquisa, que ainda serão publicados na Revista de Psiquiatria Clínica da Faculdade de Medicina da USP. “As crianças são vítimas dentro de casa.”

A pesquisa coordenada pelo psicólogo mostra também que 63,4% das vítimas de abuso são meninas. Na maioria dos casos, a criança abusada, independentemente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.

Para Serafim, até pela pouca idade das vítimas, o monitoramento das mães é fundamental para prevenção dos abusos. Muitas crianças agredidas não denunciam os agressores.

Elas, porém, dão sinais de abusos em seu comportamento, segundo Serafim. Por isso, as mães devem estar atentas às mudanças de humor das crianças. “Uma mudança brusca é a maior sinalização de abuso”, disse.

Fonte:Agência Brasil, Vinicius Konchinski, Edição: Lílian Beraldo - 18/05/2011


prómenino

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Governo divulga mapa da violência sexual contra crianças nesta quarta-feira


Em oito anos, Disque 100 recebeu mais de 52 mil denúncias de exploração infantil

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulga a partir das 14h desta quarta-feira (18), em Brasília, um levantamento sobre as denúncias de agressão sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.

Saiba quais sinais podem indicar que uma criança sofreu abuso

A divulgação do estudo, elaborado pela UnB (Universidade de Brasília) a pedido do governo, marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, celebrado hoje.

De acordo com a secretaria, entre 2003 e 2011, o Disque 100 (serviço nacional de denúncias de casos de violência contra crianças e adolescentes) registrou mais de 52 mil casos de violência sexual contra menores – sendo que 80% das vítimas eram meninas.

Nesta terça-feira (17), durante evento sobre turismo, no Rio de Janeiro, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) defendeu o engajamento da rede hoteleira no combate à "teia" de exploração sexual de crianças e adolescentes.

- Quando grandes redes hoteleiras dizem não à exploração sexual, estão cuidando, estão prestando mais atenção na hospedagem de crianças e na situação de meninos e meninas desacompanhadas em torno de motéis e hotéis.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi criado há 11 anos, com o objetivo de mobilizar a sociedade para lutar contra a violência infantil.

*Com Agência Brasil


R7

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Menina de 10 anos é engravidada por padrasto na Bahia


SÃO PAULO - Uma menina de apenas 10 anos teria sido engravidada pelo padrasto no município de Ribeira do Pombal, Nordeste da Bahia. A gravidez foi descoberta porque a diretora da escola onde a menina estuda percebeu mudanças no corpo da criança e acionou o Conselho Tutelar.

Ao chegar à casa da família, a mãe afirmou que a menina estava com a barriga grande por estar com verme. Ela e o marido teriam levado a menina a um posto de saúde para tentar fazer um aborto.

Edson dos Santos Andrade, de 39 anos, estuprava a menina havia dois anos. Segundo a polícia, a mãe, Luciene Pereira de Santana, 41 sabia de tudo. O padrasto dormia com a criança na mesma cama.

Ele foi detido no fim de semana. A mãe foi presa nesta segunda-feira.

- Ele confessou o abuso e a mãe admitiu que sabia - diz o delegado responsável pelo caso, Equiber dos Santos Alves.

Luciene tem outros dois filhos, que moram com os avôs.

A menina foi levada a uma Casa de Passagem, onde recebe atendimento médico e psicológico.De acordo com o delegado, a gravidez, de risco, pode ser interrompida com ordem judicial.

- Estamos avaliando isso - afirmou.


O Globo

terça-feira, 17 de maio de 2011

Violência sexual contra crianças e adolescentes é debatida em Rondon


O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Marechal Cândido Rondon promoveu (11), evento para lembrar que dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, intitulada “Quem não denuncia, incentiva a violência. Violência contra crianças e adolescentes é crime”. O evento, que engloba uma mesa de debate, está marcado para iniciar às 19h00 no auditório do Tribunal do Júri da Unioeste.
Na ocasião, a professora e graduada em Serviço Social, Zelimar Soares Bidarra, irá coordenar a mesa de debate que contará com a presença do promotor, Dr. Ronaldo Costa Braga, delegado, Nagib Nassif Palma, Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude, Clairton Mario Spinassi, além de lideranças que atendem a política de direitos da criança e do adolescente, membros das Secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social, coordenação do curso de Direito da Unioeste, assistente social e psicóloga. Entretanto, a população também está convidada para participar.
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é uma conquista que demarca a luta pelos direitos humanos de crianças e adolescentes no território brasileiro. Há 11 anos a sociedade civil e o poder público organizam atos em todo o Brasil para marcar esse dia conhecido como “Show pela vida, contra a violência”. A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, gênero, raça, etnia, orientação sexual, classe social e condições econômicas.
Na violação, são estabelecidas diversas relações de poder nas quais pessoas ou redes satisfazem seus desejos e fantasias sexuais, tiram vantagens financeiras e lucram usando crianças e adolescentes. A violência sexual contra eles ocorre por meio do abuso sexual intrafamiliar, interpessoal, exploração sexual e podem estar vulneráveis. Ou seja, se tornam mercadorias e, a partir disso, as crianças e adolescentes são usadas em várias formas de exploração sexual como tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo. Em vista disso, o CMDCA realizará pela segunda vez uma mesa de debate que têm como objetivo buscar o reconhecimento da existência do problema pela sociedade, pois este é o ponto de partida para que se possa criar uma atitude que envolva lideranças em postos de decisão das políticas públicas na área de violações dos direitos das crianças e adolescentes em relação à violência sexual que não é apenas um problema de quem é vítima dela, mas sim de toda a sociedade o que justifica o intuito de encontrar meios para erradicar tal violência.
Aos adultos, além da responsabilidade legal de proteger e defender crianças e adolescentes, cabe-lhes o papel pedagógico de orientação e acolhida, buscando superar mitos, tabus, preconceitos e oferecer segurança para que possam se reconhecer como pessoa em desenvolvimento e envolver-se coletivamente na defesa, garantia e promoção dos seus direitos. Portanto, o CMDCA convoca as famílias, escolas, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, universidades e a mídia para assumir um compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo o desenvolvimento da sexualidade de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida.


O Presente

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Social lança campanha contra a violência sexual infantil


A Prefeitura de Jaraguá do Sul, através da Secretaria da Assistência Social, está lançando uma campanha contra a violência sexual infantil no mês em que se comemora o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil, 18 de maio. Neste ano, a mobilização será feita através de veículos de comunicação. No total, são 15 outdoors, 300 camisetas, 300 cartazes e anúncios em jornais impressos da região. O investimento na campanha é de R$ 39 mil, recurso do governo federal administrado pelo Fundo Municipal da Assistência Social.

Com a frase "Tem criança e adolescente que vira brinquedo de adulto. Abuso sexual não tem graça", a campanha tem por objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade para o enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil. De acordo com a diretora de Proteção à Criança e ao Adolescente, Tatiana Uber, a campanha é permanente e acontece através da rede de atendimento às crianças e aos adolescentes (Conselho Tutelar, programas da Assistência Social, Ministério Público) com a conscientização da comunidade sobre como prevenir e como denunciar casos de abuso sexual infantil. Mais de 200 casos de abuso, exploração ou violência sexual infantil já foram registrados no município.

...
O telefone para denúncias de abuso, exploração ou violência sexual infanto-juvenil é 100.

O telefone do Conselho Tutelar de Jaraguá do Sul é 0800-642-0122.


Blog Por Acaso

domingo, 15 de maio de 2011

Campanha contra o abuso sexual infantil



Secretaria do Desenvolvimento Social chama atenção ao problema através de ampla divulgação.

Quinze outdoors, 300 camisetas e ainda outros 300 cartazes e anúncios em jornais impressos da região.

Este é o material preparado para a campanha contra a violência sexual infantil deste ano, que já começou a ser veiculado e deve ter seu auge no dia 18 deste mês, marcado como o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual. A campanha, que custou R$ 39 mil aos cofres do governo federal, teve os recursos administrados pelo Fundo Municipal da Assistência Social – e a ideia, este ano, é enfatizar a importância das denúncias e da atenção que possíveis vítimas precisam receber com uma “mobilização visual”, como define a diretora de Proteção à Criança e ao Adolescente, Tatiana Uber.

A frase da Campanha é “tem criança e adolescente que vira brinquedo de adulto. Abuso sexual não tem graça”. O trabalho, que acontece em Jaraguá desde 1006, em duas datas especiais do ano – 18 de maio, dia nacional, e 24 de setembro, dia estadual de combate à violência sexual infantil, é o momento de mobilização dos órgãos públicos para chamar a atenção da população.

“Essas datas são mais para marcar mesmo. Porque a campanha nesse sentido, na verdade, ocorre o ano todo. Estamos sempre cuidado da prevenção e do atendimento das vítimas. A chamada de mídia, escolhida em 2011, é para tornar o problema mais visível, e não camuflá-lo”, ressalta a diretora. Nessa edição, não deve haver a distribuição de panfletos ou outros tipos de intervenção.

O programa parece estar dando resultados. Tatiana afirma que o número de denúncias está crescendo gradativamente a cada ano – o que seria causado pelo aumento da consciência da população, e não especificamente por um maior número de ocorrências. Em Jaraguá do Sul, até o final de agosto do ano passado, 211 casos de violência já haviam sido registrados – sendo que 168 deles eram de abuso sexual.


Correio do Povo

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Suspeito de abuso sexual contra crianças é preso na Bahia


O homem é suspeito de abusar de três crianças, uma de sete anos e duas de oito

Um homem ainda não identificado, de 55 anos, suspeito de abuso sexual, está detido na delegacia de Porto Seguro, no extremo sul baiano, desde a manhã desta terça-feira (11).

Os pais das crianças denunciaram o suspeito à polícia no mesmo dia da prisão. As vítimas reconheceram o homem, segundo agentes da delegacia da cidade. O homem é suspeito de abusar sexualmente de três crianças, uma de sete anos e duas de oito.


R7
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