(*) Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.
O Instituto Avante Brasil realizou um levantamento mundial sobre mortes no trânsito em 2010, estruturando um ranking comparativo dos dez países mais violentos. O levantamento, inédito, teve por base o relatório "Global Status Report on Road Safety 2013", da Organização das Nações Unidas, que mostra o número de mortes de 183 países. Em relação aos que não disponibilizaram dados recentes, o total de mortos foi estimado por meio de uma análise regressiva, o que viabilizou com confiança a comparação entre eles.
Em termos absolutos, o Brasil é 4º país do mundo com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás somente da China, Índia e Nigéria. É possível notar que essas mortes também estão intimamente conectadas ao IDH (índice de desenvolvimento humano), que, por sua vez, tem por base a educação, a longevidade e a renda per capita. Dentre os 10 países mais violentos do planeta não aparece nenhum do grupo do capitalismo evoluído e distributivo, fundado na educação de qualidade para todos, na difusão da ética e no império da lei e do devido processo legal e proporcional (Dinamarca, Suécia, Suíça, Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Áustria etc.).
Nenhum dos 10 países comparados está no grupo dos que contam com mais elevado IDH (47, no total), com exceção dos Estados Unidos, que é responsável pela maior frota de veículos do grupo e do mundo. Apresenta, de qualquer modo, o menor número de mortes por 100 mil pessoas (11,4, contra 22 do Brasil). Vejamos:
Segundo o Datasus, em 2010, foram registradas 42.844 mortes no trânsito do Brasil. Esse número, atualizado em 2011, chegou a 43.256 mortes (o ranking, no entanto, foi feito com base nos números de 2010 de todos os países). Em 2014, de acordo com projeção feita pelo Instituto Avante Brasil, o número de mortes no trânsito estimado é de 48.349. Sendo assim, este ano, estima-se que ocorram 4.029 mortes por mês, 132 mortes por dia e 6 mortes por hora, ou seja, uma a cada 10 minutos. Com a chegada do Carnaval esse número pode ser ainda maior. Em 2013, só nas estradas federais, ocorreram 157 mortes nesse período. Com o aumento da frota assim como do fluxo viário, os acidentes e mortes podem ter incremento.
O Brasil somente deixará de ser um país pobre, ignorante, corrupto e violento (também no trânsito) quando suas instituições essenciais (Estado/democracia, sistema capitalista, império da lei e do devido processo e a sociedade civil) deixarem de seguir a lógica do capitalismo selvagem, extrativista e concentrador, para se alinhar aos países do capitalismo evoluído e distributivo (Áustria, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul etc.), que contam em média com 5/6 mortes para cada 100 mil habitantes.
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quinta-feira, 6 de março de 2014
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Jogadora atingida durante racha na pista em São João morre aos 20 anos
Jovem é a 2ª vítima fatal de acidente ocorrido na rodovia neste sábado.
Comerciantes de São João da Boa Vista tinham bebido e foram presos.
A jogadora de futsal feminino de São João da Boa Vista (SP), que estava no acidente provocado por comerciantes que disputavam uma racha na Rodovia Governador Ademar Pereira de Barros (SP-342), na madrugada deste sábado (13), morreu no início da noite. A informação foi confirmada pela Santa Casa da cidade, onde Paloma Heloísa da Silva, de apenas 20 anos, estava internada com morte cerebral. O velório ainda não foi marcado.
A jovem foi a segunda vítima fatal do acidente que também tirou a vida de um técnico de futsal de 63 anos. Ainda há outra vítima de 25 anos internada em estado estável.
A colisão aconteceu por volta das 3h. Segundo a Polícia Civil, duas caminhonetes tiravam uma racha na rodovia sentido São João, quando uma delas atingiu a traseira do carro em que o técnico de futsal José Carlos Chessa Luiz, de 63 anos, estava com as duas jovens. Foguinho, como era conhecido, morreu na hora. Os motoristas que disputavam a corrida ilegal foram presos.
Ao fazer a abordagem dos dois motoristas, os policiais constataram que eles estavam com sinais de embriaguez, entretanto, se recusaram a fazer o teste do bafômetro.
Ambos são comerciantes de São João da Boa Vista, um de 32 anos e o outro de 38. Segundo o boletim de ocorrência, eles estavam a 170 quilômetros por hora, mais que o dobro do permitido no local que é de 80 por hora.
Eles prestaram depoimento e foram indiciados por homicídio qualificado, embriaguez ao volante, prática de racha e lesão corporal dolosa.
O delegado responsável pelo caso, Fabiano de Almeida, disse que a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois. "Foi comprovado segundo o relatório elaborado pela Polícia Rodoviária o estado de embriaguez dos autores", afirmou. Os dois foram encaminhados para a cadeia de São João da Boa Vista.
Velório
No velório de Foguinho, o sentimento era de dor e indignação. “Perdi um cara que pra mim era como um pai. A gente fica revoltado da maneira que foi. Espero que os culpados sejam punidos”, falou o genro Evandro Vedovatti.
José Carlos Chessa Luiz foi técnico de futsal por mais de 30 anos, período em que trabalhou no Reio, time de São João da Boa Vista. O treinador participou de todas as edições da Taça EPTV. Neste ano, disputou como técnico da equipe de Santa Rita do Passa Quatro.
Para nós que fazemos parte do Reio é uma perda de um pedaço da gente. Vivi com ele 43 anos, ficamos muito indignados”, desabafou o presidente do Reio Futsal, Rubens Pamplona de Oliveira.
G1
terça-feira, 23 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Vítima diz que passageiro chutou motorista antes de acidente no Rio
Estudante, que está internada, disse que rapaz chutou o rosto de André.
Mulher do motorista diz que ele não lembra do acidente.
A cabeleireira Conceição Rodrigues Santana, mãe de Amanda Santana Silva, de 19 anos, estudante de farmácia da UFRJ que está internada no Hospital Getúlio Vargas, contou, na manhã desta quarta-feira (3), ter ouvido da filha que um passageiro teria chutado o rosto do motorista que conduzia o ônibus linha 328 (Bananal/Castelo) antes do acidente que matou sete e deixou 10 feridos.
A agressão, de acordo com a jovem, ocorreu durante uma discussão e fez com que o motorista perdesse a direção e despencasse do Viaduto Brigadeiro Trompowski, na Avenida Brasil, terça (2). Outras testemunhas já haviam relatado a briga. Duas delas vão ao Hospital Miguel Couto nesta tarde, onde o suposto agressor está internado, para fazer o reconhecimento.
Amanda disse à mãe que um estudante fez sinal para que o motorista parasse em um determinado ponto. Como ele não parou, o jovem teria pulado a catraca e iniciado uma discussão com o condutor. A jovem estava na frente do ônibus e não conhecia o estudante que iniciou a briga.
A garota também contou para a mãe que as pessoas gritaram muito na hora da queda, mas quando o ônibus caiu houve silêncio.
A briga
Em entrevista por telefone nesta manhã ao programa "Encontro com Fátima Bernardes", da TV Globo, Amanda lembrou dos momentos de pânico na linha 328. "O motorista era bastante grosseiro. Passou vários pontos sem parar. Ele parou no ponto para o rapaz descer, mas não deu tempo. Aí o rapaz se alterou, pulou a catraca e começou a discutir. Quando chegou no ponto seguinte, o motorista não quis abrir a porta da frenter. O rapaz também não quis pular a catraca de volta e começou a discussão", contou.
No programa, ela lembrou ainda de como foi ajudada. "Começou a vazar muita gasolina do ônibus, passou um rapaz e eu pedi ajuda. Ele me ajudou a sair. Aí olhei para trás e vi o rapaz que agrediu o motorista em pé com muito sangue, e o motorista caído. Não vi mais nada."
Amanda voltava do segundo dia de trote na UFRJ, na Ilha do Governador, para casa, que fica em Irajá, no Subúrbio do Rio.
Segundo Conceição, a filha tem o quadro estável, mas está com uma fratura no cóccix. "Ela chora, ela sente dor".
Motorista não lembra do acidente
A mulher do motorista André Luiz da Silva Oliveira, de 33 anos, que dirigia o ônibus da empresa Paranapuã que caiu do viaduto, afirmou nesta manhã que o marido não se lembra de nada. “Ele não lembra de nada, nem do acidente nem da filha de 2 anos”, disse, Francilene dos Santos.
Francilene esteve nesta manhã no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte, para visitar o marido, que continua internado. Ao chegar no hospital, ela também reclamou da empresa de ônibus Paranapuã, que, segundo ela, não prestou qualquer auxílio ao motorista.
Quatro feridos ainda em estado grave
Na manhã desta quarta, seis corpos das sete vítimas da queda do ônibus já tinham sido liberados pelo Instituto Médico-Legal.
Dos 10 feridos, quatro pessoas estão em estado grave. O motorista do ônibus está internado com fratura no fêmur e traumatismo craniano.
A polícia está com as imagens registradas pela câmera do circuito interno do ônibus.
Há ainda pessoas internadas nos hospitais Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, no Miguel Couto, na Zona Sul, no Souza Aguiar, no Centro e no HGB, em Bonsucesso. Um jovem de 18 anos está em estado gravíssimo com traumatismo craniano no Hospital Getúlio Vargas. Na mesma unidade, um senhor de 80 anos, também com traumatismo craniano, passa bem. Ainda no Getúlio Vargas, uma jovem de 18 anos, que teve um trauma leve no tórax, passa bem.
As pessoas que morreram foram Marcos do Nascimento, de 42 anos, José de Jesus, de 42 anos, Ângela Maria Reis da Silva, 62 anos, luiz antônio do Amaral, de 41 anos, Francisco Batista de Souza, de 40 anos, Oséas da Silva Cardoso, 39 anos e Luciana Chagas da Silva.
O delegado José Pedro Costa da Silva, da 21ª DP (Bonsucesso), que investiga a queda de ônibus, disse que a agressão pode ter causado o acidente. José Pedro ouviu sobreviventes e o próprio motorista, e contou que os primeiros relatos confirmam a discussão entre os dois e que o veículo estava em alta velocidade. O delegado destacou que pretende ouvir o motorista novamente nesta quarta, pois na terça ele não estava em condições de prestar depoimento.
G1
terça-feira, 26 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Bebê internado morre após tomar injeção e pais acusam erro médico
Menina de 9 meses morreu após medicação dada por enfermeira, diz família.
Hospital não tem UTI e o Samu não compareceu para transportar criança.´
Um bebê de 9 meses morreu em um hospital de Anápolis, na tarde de terça-feira (12). Segundo a mãe da criança, Thays Oliveira Souza, a filha, Emily Vitória, passou mal após receber uma injeção. Revoltada, a família afirma que houve erro médico.
Na porta do hospital, Thays chorava, desesperada, a perda da única filha. Ela conta que Emily Vitória foi internada na segunda-feira (11), com princípio de pneumonia. Um dia depois, quando já estava melhor, uma enfermeira do hospital aplicou uma injeção e, imediatamente, a bebê começou a passar mal.
Segundo Thays, a enfermeira teria dito que aplicaria um antibiótico na bebê. Mas a mãe acredita que ela tenha aplicado o remédio errado.
“Acho que foi medicamento errado, não tem lógica. A minha filhinha estava boa, brincando, rindo. Só foi aplicar o remédio na veia dela, ela roxeou a boca, virou os olhos. Ela caiu”, relatou Thays.
Aos prantos, o pai da criança, Thiago Souza, relatou como Emily Vitória foi levada ao hospital: “Ela estava só com uma dorzinha no peito. Estava gripada, resfriada e minha esposa trouxe ela para cá”.
Falta de UTI
Com o hospital não tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teve de ser acionado. Pacientes contam que ligaram inúmeras vezes, mas o socorro não apareceu.
“Muitas pessoas ligaram e eles [Samu] não vieram. Foi negligência da enfermeira, mas foi negligência deles também, que tinham a aparelhagem e não deram o socorro”, diz a administradora Raiane Ferreira Rocha.
Quase uma hora depois da morte da menina, uma ambulância chegou ao hospital, mas para atender a mãe da criança, que havia desmaiado. A família pede justiça.
O diretor-geral do Samu, Sérgio Marques, disse que o serviço não fez o transporte da criança porque ela estava em parada cardíaca e a unidade não pode transportar pacientes em reanimação. Informou também que o Samu ofereceu um médico para ajudar na reanimação, mas a menina morreu antes do hospital responder sobre a proposta.
Procurada pela reportagem, a direção do Hospital da Criança de Anápolis informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois que sair o laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento deve ficar pronto em 30 dias.
G1
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Meteoro cai na Rússia e deixa centenas de feridos
.Onda de choque quebrou janelas e balançou prédios na região dos Montes Urais
.Rocha teriam cerca de 10 toneladas, segundo agência russa
MOSCOU - Ao menos 500 pessoas ficaram feridas após a queda de um meteoro na região dos Montes Urais, na Rússia, nesta sexta-feira. Onze estão em estado grave e foram levadas a centros médicos locais, segundo agências internacionais. A rocha, estimada em 10 toneladas, entrou na atmosfera e começou a se desfazer. Parte dela atingiu um lago na pequena cidade de Chebarkul, causando pânico entre moradores de todos os arredores. A onda de choque causada pelo fenômeno destruiu janelas e balançou prédios, enquanto equipes de resgate foram deslocadas para socorrer a população.
O Globo
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Pai conhecia motorista que matou criança atropelada: 'É colega nosso'
Menino foi atingido por condutor bêbado e inabilitado em Aparecida de Goiânia.
Garoto de seis anos era filho único; mãe não pode engravidar mais.
A família de João Victor Lima Rodrigues, de 6 anos, está revoltada com a morte do menino, que foi atropelado por um carro desgovernado enquanto brincava com o pai, Waldemir Rodrigues, na porta da casa onde morava, no Setor Comendador Walmor, em Aparecida de Goiânia, no domingo (10). O motorista do carro, que está preso, é inabilitado e estava bêbado. Ele é conhecido do pai de João Victor. “Era colega nosso, nunca esperava isso dele”, conta Waldemir.
O pai do menino nem pode ir ao velório do filho, pois não consegue se levantar da cama, já que machucou as pernas no atropelamento. João Victor foi velado no início da noite de segunda-feira (11), em Aparecida de Goiânia.
O pai conta que o tentou salvar o garoto, mas não foi o suficiente. “Vi o carro e tentei empurrar meu filho. Mas, quando trisquei o dedo nele, o carro já estava batendo na minha perna”, lembra Waldemir Rodrigues.
“Ele tirou nosso chão, nossa vida. Queremos justiça”, lamenta a tia Vanúsia Silvia. O menino de 6 anos era filho único. Além disso, a mãe não pode engravidar de novo.
Embriaguez
O motorista que atropelou João Victor e Waldemir Rodrigues estava bêbado, além disso, ele só tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo A, ou seja, apenas para motocicletas. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro no momento do acidente. Entretanto, os policiais militares que atenderam à ocorrência afirmaram que ele estava bêbado. “Estava em visível estado de embriaguês”, ressaltou o sargento José Ribeiro Barbos.
O exame de sangue feito no Instituto Médico Legal (IML) comprovou que o motorista tinha ingerido bebida alcoólica. Como ele, outros 35 motoristas foram flagrados dirigindo bêbados no final de semana, em Goiás. O número é sete vezes mais do que o carnaval do ano passado, segundo a Polícia Militar..
O condutor está preso no 4º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. Ele será indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo e lesão corporal. O homem não teve o direito de pagar fiança e está à disposição da justiça.
G1
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Menino que teve 80% do corpo queimado continua em coma
Pai foi atear fogo em teia de aranha e faísca caiu em colchão
O menino de um ano e meio que teve 80% do corpo queimado após um acidente doméstico em Baliza, cidade de Goiás, continua internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado gravíssimo neste domingo (10). De acordo com a direção do Hospital de Queimaduras de Goiânia, ele continua em coma induzido.
O hospital informou que o garoto respira com a ajuda de aparelhos, mas mantém as funções renais. Ele corre risco de morte e deve permanecer internado na UTI por tempo indeterminado.
O pai da criança foi queimar uma teia de aranha no teto da casa e as faíscas atingiram o colchão em que a criança dormia. O fogo se alastrou e o menino teve 80% do corpo atingido.
Ele chegou a ser levado para o hospital Infantil de Goiânia, mas foi transferido no fim da segunda-feira (4). Ele aguardou na fila de espera para uma vaga na UTI.
R7
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Criança de dois anos morre espancada pelos irmãos, diz polícia
Meninos de 11 e 13 anos disseram que brincavam de luta com o 'caçula'.
Criança é a mesma que foi abandonada e entregue a um vendedor de picolé.
Uma brincadeira de luta entre irmãos fugiu do controle e terminou de forma trágica na noite da segunda-feira (4), no Conjunto Virgem dos Pobres III, na periferia de Maceió. Segundo a polícia, um menino de dois anos morreu vítima de espancamento dos próprios irmãos. A criança foi encaminhada pelo pai, Daniel Lealdo Melo, para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas já chegou sem vida.
O menino é o mesmo que em dezembro de 2012 foi abandonado pela mãe e entregue a um vendedor de picolé. Na época, o pai resgatou a criança e disse que a mãe era viciada e drogas.
Vizinhos relataram à polícia que a criança e os irmãos estavam trancados em casa havia dois dias e que o pai saiu para trabalhar. Os militares foram acionados pelos vizinhos após ouvirem pedidos de socorro dos meninos de 13 e 11 anos.
Os irmãos confessaram a agressão em depoimento ao delegado responsável pelas investigações, Odemberg Paranhos. “As duas crianças disseram gostar muito de luta, e que os três sempre “treinavam” em casa, mas que o caçula apanhava muito”, contou o delegado.
O estado em que se encontrava a criança em óbito causou revolta dos vizinhos e até dos médicos. “Os pediatras que estavam de plantão disseram nunca ter visto algo parecido, a criança estava muito suja e cheia de hematomas” contou a delegada Maria Aparecida, que recebeu a denúncia.
A mãe da criança é viciada em drogas e o pai por diversas vezes tentou interná-la por intermédio da Defensoria Pública. Em outras ocasiões Daniel Melo chegou a alegar que não teria condições de cuidar do filho e nem de contratar uma babá para cuidar dele.
Daniel Lealdo esteve na Central de Polícia após a morte da criança, mas não quis falar com a imprensa. Segundo Paranhos, ele foi liberado após o depoimento. Já os menores serão levados para a Casa de Custódia, e o Ministério Público (MP) irá dizer o local definitivo onde ficarão. A depender da infração eles poderão ficar detidos por até três anos.
G1
sábado, 2 de fevereiro de 2013
'Antídoto' contra fumaça tóxica chega ao RS para tratar feridos de incêndio
São 140 kits de hidroxicobalamina para tratamento de intoxicados com gás.
Doses serão distribuídas em hospitais de Porto Alegre e Santa Maria.
'Antídoto' contra fumaça tóxica chega ao RS para tratar feridos de incêndio
São 140 kits de hidroxicobalamina para tratamento de intoxicados com gás.
Doses serão distribuídas em hospitais de Porto Alegre e Santa Maria.
Os medicamentos doados pelo governo dos Estados Unidos chegam à base aérea de Santa Maria (RS), na tarde deste sábado (2) (Foto: Wesley Santos/Estadão Conteúdo)Chegaram a Santa Maria pouco depois das 15h deste sábado (2) os medicamentos vindos dos Estados Unidos para auxiliar no tratamento dos feridos no incêndio da boate Kiss. O fogo na danceteria no último domingo (27) matou 236 pessoas. O material será distribuído entre os hospitais de Porto Alegre e Santa Maria.
São 140 kits do medicamento hidroxicobalamina (vitamina B12 injetável), indicado para o tratamento de intoxicação por gás. A expectativa do Ministério da Saúde é a de que as doses, chamadas de "antídotos", anulem os possíveis efeitos tóxicos do cianeto no organismo.
Chamado de “antídoto de gás tóxico”, a hidroxicobalamina ainda não está aprovada no Brasil, que possui apenas uma versão similar, porém menos concentrada. Os medicamentos foram doados pelos Estados Unidos. A decisão pelo seu uso será feita pelos profissionais de saúde que acompanham os pacientes internados, com base nos sintomas e no histórico de cada paciente.
G1
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Advogado de boate culpa bombeiros por tragédia
Jader Marques apontou problemas na fiscalização
O advogado Jader Marques, que representa Elissandro Callegaro Spohr, um dos sócios da boate Kiss, disse nesta quarta-feira (30) que o estabelecimento estava em "plena condição" de funcionamento no momento do incêndio.
Para ele, o que ocorreu na noite da tragédia foi uma "desastrosa" operação de resgate por parte do Corpo de Bombeiros.
"Foi uma desastrosa e deficiente operação dos bombeiros. Os bombeiros estavam com máscaras devidas, estavam com equipamento? Não. Mais grave do que isso, eles próprios, se sentindo impotentes, usaram os civis [para auxiliar no resgate]", disse em entrevista coletiva.
Por determinação do governo do Estado, a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros de Santa Maria disse que não comentaria as declarações do advogado.
Marques destacou, no entanto, que vários fatores contribuíram para o episódio, além da deficiência dos bombeiros.
"Desde as autorizações, a banda [que usou os fogos], os bombeiros, não foi uma só causa, estamos diante de um fato que poderia ter acontecido em qualquer casa aqui em Santa Maria", disse.
Ontem (29), o delegado regional da Polícia Civil, Marcelo Arigony, que coordena as investigações do incêndio, disse ter certeza de que o funcionamento do estabelecimento era irregular.
De acordo com ele, uma série de circunstâncias possibilita "até a uma criança" concluir que a casa não deveria estar funcionando.
Segundo o advogado, a documentação estava em dia, e a boate tinha um Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio que comprova que o Corpo de Bombeiros foi ao local e fez vistoria. Questionado sobre a validade do documento, Marques reconheceu que estava vencido.
"O alvará venceu, mas o que isso provoca? Nenhuma consequência. Em agosto [de 2012] expirou o papel do alvará. Mas nas condições da casa não houve alteração de nada. Não houve uma sequer alteração da casa. O que havia era um problema documental."
Jornale
O futuro roubado dos jovens de Santa Maria
A tragédia no Rio Grande do Sul marcará tristemente nossa época. Ela é especialmente chocante porque, dos mais de 200 mortos, pelo menos 172 tinham menos de 35 anos
Tragédias em que vidas são arrancadas de forma violenta – incêndios, desastres aéreos, acidentes rodoviários – marcam tristemente as épocas e os lugares em que ocorrem. Por muito tempo os brasileiros se lembrarão do incêndio da boate Kiss em Santa Maria – assim como as imagens do fogo destruindo o Gran Circo Americano, em Niterói (1961), ou o Edifício Joelma, em São Paulo (1974), ainda assombram os que viram tais catástrofes ao vivo ou pela televisão. A tragédia de Santa Maria teve um componente extra de crueldade: a maior parte de suas vítimas era muito jovem. Dos 235 mortos até o fechamento desta edição, 172 tinham menos de 35 anos. Entre eles, os irmãos Mirela Rosa da Cruz, de 21 anos, e José Manuel, de 18, que aparecem na reportagem da edição 767 – ela retrata também a tristeza dos que sobreviveram e têm de lidar com a dor da perda.
É uma dor que se propaga em ondas. Ao longo da semana, o país se solidarizou com os pais que viveram a provação mais terrível – enterrar seus filhos. Soa sempre absurdo quando vidas são abreviadas antes de realizar todo o seu potencial. Em parte por causa desse tipo de choque, artistas que morrem jovens – como o ator James Dean (morto aos 24 anos num desastre de carro), a cantora Amy Winehouse (aos 27, de overdose) e, no Brasil, a atriz Leila Diniz (aos 27, em desastre de avião) – se tornam mitos instantâneos. Fica a sensação de que eles teriam muito mais a criar em suas áreas. O que dizer então de jovens que ainda nem haviam iniciado sua vida profissional, aqueles que estavam na boate Kiss? Pode-se dizer que, de certa forma, seu futuro foi roubado na madrugada do dia 26 para o dia 27 de janeiro.
>> Quem são e como viviam os proprietários da boate Kiss
>> Depoimentos mostram como produtor e barman reagiram ao fogo
>> Ruth de Aquino: A estupidez humana
O que ocorreu na boate Kiss não é uma fatalidade, como a maior parte dos desastres aéreos ou rodoviários. As primeiras investigações policiais mostram que erros, ilegalidades e negligências somaram-se para compor a grande tragédia. É importante que os responsáveis sejam punidos, depois de julgados e condenados. Mais importante, no entanto, é tirar lições do episódio para evitar tragédias semelhantes no futuro. As reportagens que começam nas páginas 56 e 62 esmiúçam o comportamento das grandes multidões e os procedimentos de segurança necessários para evitar tragédias como a de Santa Maria.
Por último, vale fazer uma reflexão sobre o Brasil. Somos um país de jovens. Cerca de 51% da população brasileira tem menos de 29 anos. Como tratamos esses jovens? O primeiro número a considerar: são justamente eles que mais morrem de causas violentas. A estatística de homicídios entre os que têm de 15 a 24 anos foi de 52,4 por 100 mil em 2010, o dobro da média nacional. Outra causa comum de morte é a imprudência no trânsito. “O ritmo de acidentes automobilísticos entre os jovens, especialmente por motocicletas, cresce a uma taxa tão alta que deve superar os homicídios daqui a uns cinco ou dez anos”, diz o pesquisador Julio Jacobo Waiselfiz. É inevitável constatar que os jovens morrem menos em culturas onde há menos violência. E também mais cuidado – e respeito – com a vida e as leis que a protegem. Enquanto o Brasil não entrar para esse time de países, o futuro roubado não será apenas de jovens como os de Santa Maria. O futuro roubado será o próprio futuro do país.
Época
Corpo de atleta vítima de incêndio é velado em quadra de basquete no RS
Matheus Raschen, de 20 anos, será enterrado em Santa Cruz do Sul.
Ele ficou quatro dias hospitalizado após incêncio na boate Kiss
O corpo de Matheus Rafael Raschen, 20 anos, está sendo velado nesta sexta-feira (1º) na quadra de basquete do Corinhtians Sport Club, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. O jovem foi a vítima número 236 do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Ele estava internado no Pronto Socorro de Porto Alegre, mas morreu na noite de quinta-feira (31). O corpo será sepultado às 18h no Cemitério Municipal da cidade.
Desde a manhã desta sexta, familiares e amigos se despedem de Matheus. A cerimônia ocorre embaixo de uma das cestas de basquete da quadra. Uma homenagem para quem era uma promessa no esporte. Destaque em quadra, Matheus chegou a jogar pela seleção brasileira sub-18.
"O que fica de lembrança é uma passagem dele pela nossa seleção gaúcha, ele ficou uma semana com febre, fomos jogar um jogo decisivo no Paraná e ele saiu como cestinha do jogo de forma espetacular. Era um guerreiro. Era incansável", disse Athos Calderaro, técnico de basquete do jovem.
Matheus concluiría em 2013 a faculdade de tecnologia de alimentos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Quando começou o curso, deixou o basquete de lado. Mesmo assim, o talento do camisa 7 seguiu sendo lembrado pelos colegas de time.
"Era um capitão, uma liderança. Caráter excepcional dentro e fora de quadra", comentou o amigo Marcelo Stahlecker. "Ele fazia tudo o mais correto possível. Sempre, sempre, sempre", completou outro colega, Cássio Carvalho.
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 236 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.
G1
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Jovens perdem a mãe: 'Eu tive que olhar corpo por corpo para reconhecê-la'
Roseanne Rehermann acompanhava o marido em festa na boate Kiss
Na tragédia de Santa Maria, muitos pais perderam os filhos, afinal, o incêndio aconteceu em um lugar muito frequentado pelos mais jovens. Centenas deles se divertiam na festa da boate Kiss que reunia estudantes da Universidade Federal local. Entretanto, para uma família a perda foi diferente, mas não menos dolorosa. Marília e Pedro Rafael Rehermann perderam a mãe, Roseanne, de 46 anos, e o padrasto, Luís Antônio, de 36 anos. Ela acompanhava o marido, aluno da faculdade, e que era considerado pelos colegas de estudo como o "tiozinho" da turma.
"Ela gostava muito da juventude, como ela era servidora do judiciário, ela era conhecida como a defensora dos estagiários. E vivia saindo com eles", descreveu Marília, com lágrimas nos olhos. O irmão contou que soube da tragédia pelo pai. "Me preocupei primeiro com a minha irmã, mas nunca iria imaginar que minha mãe estaria lá", admitiu o rapaz.
Marília relembrou como recebeu a notícia da morte da mãe. “Eu só me atinei quando uma amiga dela me mandou uma mensagem: 'Marília, tua mãe me disse que iria em uma festa da veterinária ontem. Acha ela pelo amor de Deus, porque estou ligando para ela a manhã inteira'. Eu comecei a ligar e ela não atendia", explicou a menina. Emocionado, Pedro Rafael contou: "Eu levantei e parecia que eu já estava sabendo, levantei correndo, chorando. Eu não tinha como ir, estava impotente aqui. Não tive como ajudar".
Mesmo diante de tanta dor, a filha ainda precisou fazer o reconhecimento da mãe. "Como ela estava sem documento, pois devia estar na bolsa, eu tive que olhar corpo por corpo para reconhecê-la. Eu reconheci a minha mãe, porque ela tinha uma tatuagem na perna com as nossas inicias. Então, não tinha como não ser ela. Era ela”, emocionou-se a jovem.
Mãe perde o segundo filho que estava internado em estado grave
Depois de enterrar o filho Deivis, falecido no incêndio da Boate Kiss, Elaine Marques Gonçalves se prepara para velar seu outro filho, Gustavo. O jovem conseguiu sair da casa noturna com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ontem, terça-feira, no hospital em Porto Alegre. “É um pesadelo! Eu perdi dois filhos, a minha casa vai ficar praticamente vazia agora, porque o meu marido já foi há dois anos. Eu só quero justiça!”, exigia ela, emocionada.
Na segunda-feira, Elaine conversou com Ana Maria e falou sobre a dor que sentia. Na ocasião, ela velava o filho Deivis no Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, enquanto Gustavo estava internado em estado grave no hospital de Porto Alegre. Mesmo assim, Elaine ainda tinha esperanças de que o filho se salvasse.
MaisVocê
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Total de mortos em Santa Maria chega a 234
Posto Médico Legal confirma mais três óbitos na tragédia. Ministério da Saúde informa que 118 vítimas ainda estão internadas, 75 delas em estado gravíssimo
O Posto Médico Legal da cidade de Santa Maria confirmou, na manhã desta terça-feira, que o total de mortos na tragédia da boate Kiss, na madrugada de domingo, subiu para 234. Nos três atestados de óbito que não constavam na lista consolidada até a noite de segunda-feira estão os nomes de Vinícius Marconato Uggeri, Thailan de Oliveira e Lucas Dias de Oliveira. A perita médica legista Maria Ângela Zucchetto confirmou os três novos registros de óbito ao site de VEJA. Ela comanda a 5ª Coordenadoria Regional de Perícias. Os três nomes não haviam sido computados na lista que, até a segunda-feira, informava 231 mortos.
O Ministério da Saúde informou, nesta manhã, que 118 vítimas ainda estão internadas. Dentre elas, estão 75 pessoas em estado crítico, em risco de vida, e outras vinte com queimaduras graves pelo corpo.
Segundo informações da Agência Brasil, o número de internados com problemas menos graves diminuiu com a alta hospitalar de seis pessoas entre segunda e terça-feira. O ministro e a Secretaria de Saúde do município comemoram que nenhuma outra morte tenha sido registrada mais de 50 horas após a tragédia. “Nós temos 75 pacientes que estão em estado crítico, precisam de atenção e podem vir a óbito. Mas, em uma tragédia como essa, conseguir 54 horas sem mortes é muito bom”, disse Padilha.
Um comitê de gerenciamento de crise foi montado no Hospital Caridade, em Santa Maria, para monitorar os pacientes que correm risco de vida e os novos casos de pneumonite que surgirem. Segundo o ministro, até seis dias após inalar a fumaça tóxica do incêndio, podem aparecer sintomas como falta de ar, cansaço e tosse, que tendem a evoluir de forma rápida para insuficiência respiratória. As autoridades de saúde mantêm a prática de transferir os pacientes de Santa Maria para Porto Alegre, de modo a garantir reserva de vagas para novos casos de pneumonite química que possam surgir entre as vítimas na cidade.
Assistência às famílias – De acordo com Padilha, foi feito um mapeamento para localizar as famílias que perderam parentes na tragédia para que recebam assistência psicológica. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde estudava a maior parte dos jovens que morreram no incêndio, forneceu os endereços dos estudantes de outros municípios, e as prefeituras dessas cidades já foram acionadas para oferecerem suporte aos familiares dos mortos.
Segundo Padilha, o Centro de Apoio Psicossocial (CAPs) de Santa Maria está funcionando 24 horas para o atendimento de familiares e amigos que estejam sentindo algum tipo de distúrbio emocional. Também está atuando na cidade um grupo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). “Eles atuaram na tragédia das Torres Gêmeas e são especializados em cuidar do suporte psicológico de pacientes de traumas como esse”, disse o ministro.
Padilha segue para Porto Alegre nesta terça-feira para acompanhar a situação dos pacientes internados na capital, mas retorna à tarde para Santa Maria. Ainda não há previsão para que o ministro deixe o Rio Grande do Sul.
Veja
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sumiço de vídeos motivou pedido de prisões temporárias, afirma delegado
Um dos donos da boate afirmou que equipamento teria sido retirado para manutenção há cerca de três meses
Os quatro pedidos de prisão temporária, dos quais três já cumpridos, foram solicitados após ser constatada a ausência dos equipamentos responsáveis pelo videomonitoramento do local da tragédia em Santa Maria. A afirmação do delegado Sandro Meinerz foi dada em coletiva realizada nesta manhã.
Em depoimento, um dos sócios da boate, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, afirmou que o equipamento foi retirado há cerca de três meses para manutenção. De acordo com Meinerz, devido a quantidade de fuligem no local, somente a perícia poderá dizer há quanto tempo o material foi retirado do local.
Também foi requisitada à empresa responsável pela manutenção do equipamento informações relativas ao conserto. Outra frente da investigação está apurando a parte documental da boate, verificando a quem pertence o estabelecimento, coordenado por dois sócios, a empresa está registrada no nome de duas mulheres.
Outra averiguação que está sendo realizada é a da capacidade de lotação da casa, que segundo informações extraoficiais seria de 900 pessoas.
Até esta manhã, haviam sido ouvidas 20 pessoas, entre sócios, funcionários e frequentadores, e uma das informações que chamou a atenção de Meinerz foi a de que a boate geralmente estava mais cheia do que neste final de semana. Além disso, foi confirmado que o local só possuía uma única porta de entrada e saída.
Investigação virtual
Durante a coletiva, o chefe estadual da Polícia Civil Ranolfo Vieira Júnior, afirmou que estão sendo empregadas três frentes de investigação. Na primeira, estão sendo levantadas provas documentais, como alvarás e registros dos proprietários formais da boate.
A segunda frente está nas mãos da perícia, que é realizada desde ontem no local, e a terceira é constituída de provas testemunhais. Uma das alternativas utilizadas para localizar testemunhas está sendo realizar um rastreamento em redes sociais, que possibilitará identificar algumas possíveis testemunhas.
Zero Hora
domingo, 27 de janeiro de 2013
Desespero marca reconhecimento dos 231 corpos de vítimas do incêndio
A redução foi divulgada durante coletiva à imprensa, no ginásio do Centro Desportivo Municipal (CDM)
O major do Batalhão de Operações Especiais (BOE), Cleberson Braida Bastianello, corrigiu o número de mortes confirmados. O número de vítimas é 231 e não 245, como havia sido informado inicialmente.
Bastianello acrescentou ainda que outras 117 pessoas estão hospitalizadas em decorrência do incêndio em Santa Maria. Até as 13h30min a lista de mortos não havia sido divulgada oficialmente.
A redução foi divulgada durante coletiva à imprensa, no ginásio do Centro Desportivo Municipal (CDM). De acordo com o coronel Guido Pedroso de Melo, comandante do Corpo de Bombeiros no local, a perícia teria recontado todos os corpos.
O cadastro dos familiares, que está sendo feita no Centro Desportivo Municipal (CDM), já atinge fila com mais de 500 metros de extensão para reconhecer corpos das 245 vítimas da tragédia em Santa Maria — ocasionada por um incêndio na boate Kiss, no centro da cidade, na madrugada deste domingo.
Pouco depois das 12h20min, foi dado início ao reconhecimento dos corpos pelo familiares das vítimas, no ginásio do CDM.
Zero Hora
Ao menos 180 morrem em incêndio em casa noturna de Santa Maria (RS), segundo Bombeiros
O incêndio em uma boate deixou ao menos 180 mortos e mais de 200 feridos em Santa Maria (a 286 km de Porto Alegre), na região central do Rio Grande do Sul, segundo o Corpo de Bombeiros, o que o caracteriza como a pior tragédia do Estado. O fogo começou por volta das 2h deste domingo (26). O número de mortes pode passar de 200, de acordo com os Bombeiros, ainda há muitos corpos dentro do local esperando para serem recolhidos e identificados, além das pessoas que morreram nos hospitais da cidade.
Ainda não uma lista oficial de feridos ou mortos, e nem uma previsão de quando haverá.
Em entrevista à rádio Gaúcha, o delegado Sandro Luís Meinerz, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, disse que, a princípio, as pessoas não morreram queimadas, e sim asfixiadas pela fumaça por não terem conseguido sair do local.
"Estamos retirando os corpos do local e tomando as providências necessárias para o início das investigações. Não se sabe ainda o número exato de corpos. Mas, em princípio, não há nenhum corpo em situação precária que possa prejudicar a identificação. As pessoas não conseguiram sair. A saída parece pequena para o número de pessoas que estava lá dentro, e o pânico acabou gerando essa situação", contou.
A boate possui apenas uma saída, o que gerou tumulto na hora da fuga das chamas. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede externa para auxiliar no salvamento.
"Terminamos o rescaldo no local e estamos fazendo a remoção dos corpos. É impossível avaliar quantos corpos ainda devem ser retirados do local", disse o comandante dos Bombeiros de Santa Maria, Moisés da Silva Fux à rádio Gaúcha.
"Os bombeiros estão fazendo o rescaldo e procurando outras vítimas. Não podemos precisar o número exato de vítimas. A maior parte dessas pessoas morreu asfixiada. Elas entraram em pânico e acabaram pisoteando umas às outras. O principal fator [para as mortes] foi a asfixia. O isopor gera uma fumaça muito tóxica", afirmou o comandante-geral do Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido de Melo.
Conforme um segurança que trabalhava na boate no momento do incêndio, entre mil e 2.000 pessoas deveriam estar no local durante o incidente, a maioria era adolescente.
Causas
Informações preliminares dão conta de que o fogo teve início com um sinalizador utilizado no show de uma banda, faíscas teriam atingido o teto da boate Kiss, na rua dos Andradas, e incendiaram a espuma de isolamento acústico.
A quadra do Centro Desportivo Municipal está isolada, pois o local está recebendo corpos para serem identificados pela perícia. Ao menos cinco pessoas que receberam atendimento não resistiram e morreram.
Os bombeiros estão sendo auxiliados por militares da Base Aérea de Santa Maria, por agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Rodoviária Estadual, pela Brigada Militar, além do auxílio de ambulâncias de urgência de hospitais e clínicas.
Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, lamentou a tragédia e, via Twitter, disse que se encaminha para a cidade.
A Federação Gaúcha de Futebol confirmou que a rodada do campeonato regional deste domingo está cancelada.
Fonte: uol
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sábado, 26 de janeiro de 2013
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