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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Jovem negra coloca foto com namorado branco no Facebook e sofre racismo


Quando M. D. M. R., uma jovem negra de 20 anos, colocou uma foto sua com o namorado no Facebook, ela não imaginava do que seria vítima. Ela foi atacada em uma enxurrada de comentários com ofensas racistas.

Em um primeiro momento, a vítima, que pediu para ser identificada apenas pelas iniciais de seu nome, mas autorizou o uso da imagem, disse ter ficado triste com a situação. Com o apoio da família e do namorado, resolveu procurar a polícia e denunciar o caso. Ela diz também ter recebido muitas mensagens de conforto. Em uma delas, um advogado de Brasília a aconselhou a procurar as autoridades.

O caso ocorreu na cidade mineira de Muriaé (a 320 km de Belo Horizonte). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, um inquérito foi aberto nesta quarta-feira (27) para investigar o caso.

Segundo a polícia, a jovem publicou a foto no dia 17 deste mês na rede social e surgiram vários comentários racistas. Ela procurou a polícia no dia último dia 26 para registrar a queixa.

Em um dos comentários feito na página da jovem na rede social, um internauta escreve: "Onde comprou essa escrava?", para em seguida pedir: "Me vende ela".

A estes seguiram outros comentários: "Parece até que estão.... na senzala"; "Seu dono?"; "um branco e uma negosa (sic)"; "Tipo assim tia eu acho que vc roubou o branco pra tirar foto (sic)".

Em entrevista ao UOL, a moça afirmou que quer que sua atitude sirva de exemplo para outras pessoas. "Achei muito triste. Na hora, fiquei surpresa com tudo o que estava acontecendo, mas depois meu namorado e minha família me deram força. Foi uma atitude corajosa minha mesmo [de ter feito a denúncia], porque muitas pessoas não têm coragem de denunciar esse tipo de crime. Acho que todo mundo deve denunciar", afirmou, pedindo também punição aos que postaram as mensagens de cunho racista.

"Eu acho que toda pessoa sofreu algum tipo de preconceito, seja qual for, tem de denunciar à polícia. Não pode ficar impune. Eu quero que seja descoberto quem foi e que paguem pelo que fizeram comigo", afirmou.

A moça afirmou ter desativado a página na rede social após a repercussão do caso, mas a reativou depois de ter feito a denúncia.

"Eu vou continuar com ela [a página no Facebook]. Em um primeiro momento, muitas pessoas ficaram me procurando, aí eu achei melhor desativar. Mas não por medo, só por conta disso mesmo", disse.

Injúria racial
De acordo com o delegado Eduardo Freitas da Silva, o caso vai contar com apoio da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, de Belo Horizonte. Ele adiantou que já conseguiu precisar o Estado de origem da maioria dos internautas que postaram as mensagens.

"Nós fizemos uma análise preliminar e verificamos que nenhum dos autores das ofensas raciais é daqui da cidade. Grande parte é de São Paulo. Alguns são perfis falsos, mas outros são de pessoas reais, identificáveis", afirmou.

O policial disse que vai encaminhar um ofício aos administradores do Facebook solicitando a identificação dos que postaram comentários racistas na página da vítima. Segundo ele, os suspeitos serão intimados a depor por meio de carta precatória.

"Vamos contar com a ajuda da Polícia Civil de São Paulo para que essas pessoas sejam ouvidas nas delegacias mais próximas de suas residências. A injúria racial prevê de um a três anos de prisão e multa", afirmou.

Rayder Bragon

Do UOL, em Belo Horizonte

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Plantão na Fan Fest de Brasília recebe denúncias de violações de direitos


O Comitê de Proteção da Criança e do Adolescente para Grandes Eventos no Distrito Federal registrou 24 ocorrências do início da Copa até 23 de junho. Instalado no espaço da Fan Fest, o Comitê atende casos de violações dos direitos das crianças e dos adolescentes e conta com uma equipe multidisciplinar para dar encaminhamento às ocorrências.

Entre os casos atendidos, estão quatro de trabalho infantil, um de discriminação racial contra um adolescente e uma denúncia de exploração sexual, envolvendo uma criança de 12 anos e um estrangeiro. Outras ocorrências dão conta do uso de álcool e outras drogas e crianças desacompanhadas. No mesmo período, o serviço de denúncias por telefone do Distrito Federal recebeu 147 casos, sendo o mais recorrente o de negligência, mas há denúncias também de exploração sexual e trabalho infantil.

promenino

segunda-feira, 10 de março de 2014

Mãe soube da morte do pequeno Alex pelo Facebook

Digna Medeiros quer que madrasta seja presa por não denunciar tortura contra o menino de 8 anos, assassinado pelo pai por "gostar de lavar louça"

Pouco depois das oito da noite do último dia 17, Digna Medeiros se preparava para dormir. Já havia colocado o caçula de oito meses na cama e foi ver “as novidades” no Facebook. A mensagem de uma sobrinha fez desabar a mulher de 29 anos. "Tia, vem para cá porque aconteceu um negócio com meu primo. Alex bateu tanto no seu filho que ele morreu", dizia a mensagem. Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, Digna explodiu em um grito de dor e raiva. Ela estava, então, a 2.500 quilômetros do Rio de Janeiro, onde o filho de 8 anos passara a viver com o pai, Alex André Moraes Soeiro, na favela da Vila Kennedy.

Soeiro foi preso horas depois. E admitiu que batia frequentemente no pequeno Alex Medeiros para “ensinar o menino a ser homem”. O fato de Alex gostar de lavar louça, brincar com maquiagem e ser delicado foi o motivo da última surra. O pequeno Alex, acusado de ser afeminado, apanhava sem chorar.

O menino que havia viajado para o Rio ansioso para conhecer o pai e descobrir se eram parecidos — afinal, tinham o mesmo nome — morreu devido a uma hemorragia interna provocada pela dilaceração do fígado. O corpo magro de Alex, com sinais de desnutrição, era coberto por cicatrizes, manchas roxas, edemas e escoriações. No laudo do Instituto Médico Legal, ao qual o site de VEJA teve acesso, a perita Áurea Maria Tavares Souza identificou lesões na face, nas pernas, nos joelhos, no punho, nos braços, nos antebraços, nos cotovelos, nas pernas, nas costas, no tórax, na região cervical e próximo ao ouvido esquerdo.

Sem querer acreditar no que havia lido, Digna chorou e gritou enquanto tentava, em desespero, falar por telefone com Soeiro. "Senti uma dor imensa no corpo inteiro. Não conseguia me manter de pé, não conseguia pensar, nem reagir. Eu só implorava a Deus para que Ingrid estivesse enganada", disse. Ingrid não havia mentido.

O crime bárbaro chocou a favela, onde vivem 120.000 pessoas. A notícia correu a cidade e ganhou destaque nos jornais locais e nas emissoras de TV. A crueldade de Soeiro rendeu imediatamente o apelido de “monstro” na favela.

Menino inteligente e carinhoso, Alex nasceu no Rio Grande do Norte. Meses depois do nascimento, a família se mudou para o Rio de Janeiro. O casamento de Digna e Soeiro terminou antes que Alex completasse um ano. Com o bebê, ela voltou para Mossoró. Em maio de 2013, grávida do quarto filho, ela pediu que Soeiro cuidasse de Alex. Àquela altura, Digna não conseguia administrar o cotidiano dos filhos. Segundo conta, as dores da quarta gravidez — depois de três cesarianas — a impediam de levar a criança ao colégio, o que já tinha motivado uma visita do Conselho Tutelar de Mossoró a sua casa, cobrando cuidados com a educação do menino.

"Conversei com Alex e expliquei que depois que o irmão nascesse ele voltaria para me ajudar. Ele foi tranquilo porque queria conhecer o pai. Ele sabia que tinha o mesmo nome do pai e vivia me perguntando coisas sobre ele", conta, acrescentando que Soeiro pagou a passagem aérea do filho.

A convivência no Rio entre o menino amável, acostumado a ajudar a mãe nas tarefas de casa, e o pai desempregado, que havia cumprido pena por tráfico de drogas, foi trágica. Na tarde de 17 de fevereiro, o garoto foi levado desacordado pela madrasta Gisele Soares para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Vila Kennedy. Apesar de a madrasta afirmar que Alex havia desmaiado de repente, os médicos não tiveram dúvidas de que ela estava mentindo: a criança estava morta e os sinais dos maus tratos repetidos eram evidentes.

Os sinais da violência no corpo do menino chocaram a equipe do Conselho Tutelar de Bangu, na Zona Oeste, que acompanhou o caso. "Trabalho há três anos no Conselho Tutelar de Bangu e nunca tinha visto tanta covardia. O corpinho do menino estava todo marcado. Não há duvidas de que ele vinha sendo espancado há meses. Ele levou uma pancada tão forte que provocou o rompimento do fígado. Esse tipo de ruptura acontece em vitimas de acidentes de carro que sofrem forte impacto", disse ao site de VEJA o conselheiro Rodrigo Coelho.

Duas semanas depois da perda do filho, Digna não consegue apagar a imagem de Alex com o rosto desfigurado. O menino foi sepultado no dia 19, no cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. "Eu beijava o rosto no meu filho e pedia baixinho para que ele acordasse. Implorei para que ele abrisse os olhinhos", conta a mãe.

Digna por pouco não chegou para o enterro do filho. Ela desembarcou no Rio no dia 19 e foi direto para o IML para tentar ver o filho. Lá, soube que o corpo havia sido liberado. Acompanhada pelo conselheiro, Digna chegou ao cemitério dez minutos antes do sepultamento e viu Gisele, a madrasta, e Ailton, um irmão de Soeiro. "Ninguém soube que meu filho seria sepultado. Nenhum parente ou amigo estava lá. Eles fizeram tudo escondido".

Soeiro teve a prisão temporária decretada. Ele está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu. A madrasta, que morava com o suspeito e outras quatro crianças, prestou depoimento e foi liberada. Digna quer que ela também seja presa. “Se ela tivesse denunciado as agressões, que aconteciam na casa dela, meu filho estaria vivo”, diz.

A mãe do menino diz que não desconfiava que ele estava sendo espancado pelo pai, a quem, depois da tragédia, passou a chamar de monstro. Desde maio, segundo afirma, só falou duas vezes com o filho. Digna afirma que o celular de Soeiro deixou de funcionar no ano passado — ela não sabe dizer quando perdeu contato telefônico com o ex-marido. "Eu falava com Ailton, tio do meu filho, e ele dizia sempre que estava tudo bem. Eu pedi diversas vezes o número do celular da Gisele, para tentar falar com meu Alex, mas Ailton dizia que não tinha. Algumas pessoas me culpam, dizem que eu larguei meu menino, mas não é verdade. Deixei meu filho com o pai e pretendia buscá-lo", diz Digna.

Nesta segunda-feira, Digna volta para Mossoró, onde mora com o caçula e o marido. Ela tem ainda outros dois filhos: um menino de três anos, que mora com os avós paternos, e um garoto de 15, que mora com o pai, no Rio. "Tudo o que eu queria era acordar desse pesadelo e voltar com meu filho para casa. Meu mundo desabou", diz.

VEJA

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mulher indígena dá a luz em jardim após ser expulsa de hospital por não falar corretamente o idioma

Com dores de parto , Irma veio para o Centro de Jalapa Diaz de Saúde , quando ainda era noite, acompanhada pelo marido. A clínica estava parcialmente parada, porém teria uma equipe de emergência. Então para os poucos que estavam trabalhando disse-lhes que estava prestes a dar à luz. A paciente relatou que estava a horas tendo contrações e estava completamente dilatada.

Os médicos fizeram -lhe algumas perguntas , mas não a atenderam argumentando que a indígena não fala espanhol perfeitamente e que não a compreenderam. Ou que , como havia sido assistido por parteiras durante a gravidez , eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Como era, eles decidiram que não entendia e ignorou o óbvio : a mulher precisava de ajuda.

Irma López Aurelio esperou mais de duas horas. Tentou obter o apoio de enfermeiros e pessoal administrativo , mas ninguém a internou, ou se quer deu-lhe atenção.

Assim, nas primeiras horas da quarta-feira passada , quando o sol tinha acabado de sair , foi para o jardim do centro de saúde , e lá, sem assistência , deu à luz a uma criança de 2 quilos 400 gramas, só então a socorreram .

A polêmica
Um cidadão que estava no local tirou uma foto do que aconteceu, logo após o parto . Ele a vê de cócoras mulher e criança na grama, ainda ligado pelo cordão umbilical.

A partir da sua conta do Facebook, Eloy Pacheco Lopez explicou: " Depois de esperar atenção por duas horas deu à luz no pátio do hospital depois de ser ignorada pela equipe sob a direção do médico curso Adrian Rene Cruz Cabrera " (sic) .

A imagem foi tirada pelo Portal Route 35 e começou a se espalhar no Twitter, onde se multiplicavam comentários a condenar a conduta da equipe médica do hospital eo secretário de saúde , Germán Tenório Vasconcelos .

O governo do Estado , em resposta , emitiu um boletim afirmando que ordenou " uma imparcial e completa equipe médica do Centro de Saúde de Jalapa Diaz, para determinar responsabilidades sobre a suposta negligência médica no processo de Irma cuidado Aurelio Lopez, que deu à luz uma criança na manhã de quarta-feira 03 de outubro . "

No entanto, o secretário de saúde tentou voltar-se contra os holofotes. Comunicado do governo diz: "Falha de que este crime tenha sido utilizado para fins de curiosidade por meio de redes sociais, prejudicando a imagem da mulher e de seu filho , em primeiro lugar , e em segundo lugar , afetando a imagem dos trabalhadores da saúde " .

A irritação oficial aumentou porque o internauta que subiu a foto também tinha adicionado em sua publicação : " ENQUETE : Você acha que o governo está cumprindo a sua oferta de mudança para melhorar o sistema de saúde em Oaxaca ? " (Sic). As respostas para a pergunta induzida foram esmagadoramente contra o governo.

Sim não
Os funcionários que trabalharam no Centro de Saúde Rural "C" do município se deu conta da falta de material e humano com quem deve atender às mulheres que vêm para a prestação de cuidados .

Para clínica rural , não têm o suficiente quartos expulsão e muitas vezes drogas escassos como a oxitocina , substância aplicada para iniciar ou acelerar concentrações uterinas.

Contrariamente a esta informação , a Secretaria de Saúde informou através de um comunicado de imprensa que a mulher foi apresentada ao Centro de Jalapa Diaz entrega prazo de dilatação e avançado de saúde , resultando na expulsão do bebê antes de entrar na unidade de saúde para atendimento.

Ele disse que o incidente ocorreu " na manhã de quarta-feira 03 de outubro ", e não se refere ao meio-dia como usuário do Facebook . O problema é que em 3 de outubro foi uma quinta-feira.

"O progresso do trabalho das mulheres e, juntamente com a falta de pessoal noite no Centro de Jalapa Diaz de Saúde fez com que a mãe de ter seu filho em condições precárias . "

Ele explicou que, segundo a equipe de plantão Centro de Saúde de Jalapa Diaz, na quarta-feira a mulher foi com o marido para a unidade médica para ser atendida, pelo qual recebeu instruções precisas para a preparação para o parto, tudo ao apresentar um estado de trabalho muito avançado .

"Infelizmente a mulher em desespero, decidiu ir para a parte de trás deste espaço, o que, eventualmente, deu à luz seu filho, que apresentava boa saúde e tinha um peso de 2 quilos 400 gramas e um tamanho de 48 centímetros. "

Só quando isto aconteceu deram atenção ao recém nascido e sua mãe e os levaram imediatamente. As imunizações de menores foram aplicadas e os procedimentos neonatal , enquanto a mãe recebeu os cuidados adequados.

Mais tarde, em uma entrevista à televisão Milenio insistiu que a equipe do centro disse a ele para esperar " do lado de fora enquanto se prepara o serviço" , por isso fui para a parte de trás do lugar, mas " quando fui olhar não encontrei" .

A mulher "tem problemas em entender espanhol ", mas " nada disso é desculpa ", ele admitiu, " mesmo nas áreas mais remotas do país isso é uma obrigação com o ser humano " .

Questionado sobre uma suposta paralisação no centro, admitiu que é a suspensão de atividades em algumas unidades , mas ressaltou que o sindicato tem sido "muito responsável " para fechar apenas escritórios administrativos e " sem motivo " para negar atendimento aos cidadãos.


Fonte: losvideosmas

Rondoniavip

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MÉDICOS BRASILEIROS ENVERGONHAM O PAÍS

A foto acima diz tudo; um médico cubano negro, que chegou ao Brasil para trabalhar em um dos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum profissional brasileiro, foi hostilizado e vaiado por jovens médicas brasileiras; com quem a população fica: com quem se sacrifica e vai aos rincões para salvar vidas ou com uma classe que lhe nega apoio?
27 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 06:59


247 - Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de "escravos" por colunistas da imprensa brasileira (leia mais aqui) e hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras.

Detalhe: os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão atuar nos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, a despeito da bolsa de R$ 10 mil oferecida pelo governo brasileiro. Ou seja: não estão tirando oportunidades de ninguém. Mas, ainda assim, são hostilizadas por uma classe que, com suas atitudes, destrói a própria imagem. Preocupado com a tensão e com as ameaças dos médicos, o ministro Alexandre Padilha avisou ontem que o "Brasil não vai tolerar a xenofobia" (leia mais aqui).

Ontem, o governo também publicou um decreto limitando a atuação dos profissionais estrangeiros ao âmbito do programa Mais Médicos – mais um sinal de que nenhum médico brasileiro terá seu emprego "roubado" por cubanos, espanhóis, argentinos ou portugueses. Ainda assim, cabe a pergunta. Com quem fica a população: com o negro cubano que vai aos rincões salvar vidas ou com os médicas que decidiram vaiá-lo?

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a carteira provisória dos profissionais estrangeiros:

Aline Leal Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo federal publicou ontem (26) decreto determinando que a carteira provisória dos médicos com diploma estrangeiro que atuarão pelo Mais Médicos deverão trazer mensagem expressa quanto à vedação ao exercício da medicina fora das atividades do programa.

Para atuar no Brasil, médicos formados no exterior precisam fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). No entanto, a medida provisória que cria o Mais Médicos prevê que os profissionais que forem trabalhar por meio do programa não precisarão passar pelo procedimento para atuar no local especificado pelo Ministério da Saúde. Se o médico inscrito quiser atuar em outro local, deverá passar pelo Revalida.

O registro provisório do "médico intercambista" deverá ser solicitado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde o médico atuará. Os conselhos regionais disseram que entrariam na Justiça para terem o direito de não registrar os profissionais que não têm o Revalida. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que esta é uma determinação legal, e portanto, deve ser cumprida.

Segundo o decreto presidencial, a declaração de participação do médico intercambista no Mais Médicos, acompanhada dos documentos especificados, é condição necessária e suficiente para a expedição de registro profissional provisório e da carteira profissional.O registro deverá ser expedido pelo CRM no prazo de 15 dias a partir da apresentação do requerimento pela coordenação do programa.

O decreto publicado hoje prevê ainda que o supervisor e o tutor acadêmico, que acompanharão trabalho dos médicos que atuarão pelo programa, poderão ser representados judicial e extrajudicialmente pela Advocacia-Geral da União, entidade que defende a União.

Os tutores são professores indicados pelas universidades federais que aderiram ao programa. Já os supervisores podem ser profissionais de saúde ou docentes das instituições. De acordo com o Ministério da Educação, que determina o processo de supervisão, haverá um tutor para cada dez supervisores, e um supervisor para no máximo dez médicos. Os supervisores deverão fazer visitas periódicas aos médicos, no mínimo uma por mês.


247

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Desabafo da minha filha!

"Estava sentada ao lado da minha mãe e do meu filho dentro do avião. Um funcionário me perguntou: vc tem atestado? Falei: do q? Do medico sobre a criança. Apontando na cara do meu filho. Falei: ele esta bem, tem um problema genético, sou mãe dele e responsável por ele. Insatisfeito, O cara foi até a cabine. Voltou uma mulher funcionaria. O constrangimento começou. Falei em tom ja ríspido. Ele eh o meu filho tem eb e nao tem problema nenhum em viajar sua doença nao eh contagiosa e ele esta bem. Ja viajei inúmeras vezes c ele para dentro e fora do Brasil. Nunca passei por isso. Basta olhar para mim, p pai e para avo q vivem agarrados nele e nao tem nada. Falei p Peu filmar o q ela ia dizer. Na hora ela disse q nao falaria se fosse filmada e q nao podemos filmar. Neste momento uma mulher a 3 filas de distancia grita p mim; chama o ministério publico! Isso eh preconceito e discriminação! Comecei a chorar. O theo vendo isso tudo. Surreal. A funcionaria saiu. Ficou 10minutos fora. Jurava q o avião seguiria viagem e ainda falei , deviam pedir desculpas p theo e para mim. Volta a funcionaria dizendo q o avião só vai partir com aval do medico. As pessoas começaram a se manifestar mt. Minha mãe q estava controlada até então levantou. Afinal de contas, meu filho passaria por uma analise de um medico q iria até nosso assento para avalia-lo! Surreal! Qd o medico chegou falamos: ele tem uma deficiência Genetica! Epidermolise bolhosa! E o medico fala: Ah ! Epidermolise bolhosa! Nao tem problema nenhum. O cenário dentro do avião era: quase tds passageiros em pé, indignados, vindo falar comigo, com meu filho. Super chateados. Mts tinham conexão e estavam perdendo suas conexões. Ja tinham 40 min de atraso. O medico foi falar com o comandante. Mesmo assim o comandante disse q nos só viajaríamos se ele , o medico, fizesse atestado. Aí nao tinha papel, nao tinha carimbo... Pegou um papel branco sem nada timbrado e fez o atestado. Minha vontade era descer do avião e Qd disse quero sair daqui. A mesma mulher, a primeira a gritar sobre o MP, disse q se nos saíssemos do avião tds desceriam conosco. Me sensibilizei demais. Estavam tds as pessoas do avião super solidarias, preocupadas com o constrangimento com o Theo. Resolvi ficar no avião. Nisso ja passava 1hora de atraso e o constrangimento mega. Theo me viu chorando. Tentei disfarçar q o avião inteiro nao estava atrasado por causa dele. Sei q ele percebeu. Sei q ele eh mais forte do q esse bando ignorante. Estou mt triste.
Chegaria no rio 13h50. São 14h50 e ainda estamos no ar. Devemos chegar as 15h30. Chegamos no rio as 16h10.
Como deve ser abordada uma pessoa com um problema de saúde aparente?"

sábado, 18 de maio de 2013

Chinesa com olhos azuis é chamada de 'ET'


Chen Guixiu, de 11 anos, é atração no vilarejo de Tieqiao (província de Chongqing, China). A menina nasceu com olhos azuis. Os vizinhos a tratam com distância e, pelas suas costas, chamam a criança de "aberração" e "ET". Os pais têm olhos castanhos e não há qualquer registro na família de olhos azuis.

A cor da pele e dos cabelos de Chen é a mesma de outras crianças chinesas. Mas a chinesinha, que é surda, tem grande dificuldade de fazer amizades por causa da cor dos olhos.

Médicos de um hospital público em Nanchuan examinaram a menina. Segundo eles, a paciente enxerga normalmente, mas o fato de ela ter olhos azuis continua sem explicação, de acordo com a agência Barcroft Media.

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Diferenças de gênero no trabalho infantil e adolescente são históricas e culturais

Créditos: Margarida Sardo

Yuri Kiddo, da Cidade Escola Aprendiz

São históricas, sociais e culturais as diferenças de gêneros entre homens e mulheres, embora caminhemos, mesmo que a passos curtos, rumo à emancipação feminina pelo seu espaço e igualdade de direito aos dos homens perante uma sociedade machista, sexista, patriarcal, conservadora. Diversos estudos nacionais apontam que, apesar de terem mais anos de escolaridade que os homens, as mulheres ainda estão em desvantagem no que se refere a condições de trabalho, melhorias salariais, ocupação de postos de liderança e na partilha do trabalho doméstico – ainda sob responsabilidade predominante delas.

Estas disparidades acontecem já desde a infância, com crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. As respostas sobre a divisão desigual do trabalho devem estar associadas à compreensão das diversas construções de gênero e diferentes culturas, como afirma a coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira. “A sociedade define, por meio das ações culturais, o que é trabalho de menino e o de menina. Até os 18 anos, os tipos mais comuns de atividade laborativa para as elas são o trabalho doméstico e a exploração sexual”. Para os meninos, os tipos mais comuns envolvem atividades físicas ou situações que expõem maiores riscos, como trabalhou em lavouras ou cuidadores carros. “Se analisarmos a faixa etária abaixo de 14 anos, a maior incidência é rural, envolvendo trabalho de garotos na agricultura familiar. De 15 a 17 anos o trabalho concentra-se na área urbana com atividades informais”, analisa.

A forma como o trabalho manifesta-se nas diferenças de gênero é recorrente na história do povo brasileiro. Atualmente, de cinco a 14 anos, 638.412 crianças e adolescentes executam atividades econômicas ou serviços domésticos. As mais atingidas são negras, do sexo masculino, das zonas urbanas das regiões Nordeste e Sudeste, oriundas das camadas mais pobres da população, segundo relatório Todas as Crianças na Escola em 2015, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Deste total, 41.763 não frequentam a escola. “É uma realidade bastante complexa que exige um olhar sensível. O trabalho infantil e adolescente está vinculado a esse desafio da desigualdade histórica no Brasil em relação à classe, gênero e cor”, afirma a coordenadora da Campanha Educação Não Sexista e Anti Discriminatória, Denise Carreira.

Para ela e para ele

Não há dados específicos sobre a questão de gênero no trabalho infantil. O que se pode afirmar é que a rua ainda é um lugar a ser “ocupado” pelo masculino, enquanto o espaço doméstico é construído como sendo feminino. “As mulheres sempre exerceram esse lugar no mundo de cuidar da família e da casa, e os homens como responsáveis por trabalharem fora e ocuparem lugares públicos. Predominantemente sempre houve uma divisão social, que vem mudando ao longo dos anos,” analisa Oliveira.

Destaca que, enquanto os meninos estão em atividades que exigem esforço físico e sofrem mais acidentes de trabalho, as meninas geralmente estão inseridas em atividades domésticas, sem controle de horas. “Muitas vezes o trabalho infantil doméstico não é visto como trabalho, e sim como uma ajuda. A situação de meninos trabalhando é mais fácil de ser observada do que das meninas porque estas são inseridas no mundo do privado, dentro de casa e no próprio meio familiar”, concorda Carreira.

O trabalho infantil doméstico é tido como uma das piores formas de trabalho, na lista da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A coordenadora do Fórum Nacional explica que, de uma forma geral, as crianças e adolescentes que exercem atividades domésticas estão sendo penalizadas por uma jornada que chega a ser tripla, quando estudam, trabalham e ainda têm que organizar a casa e cuidar dos irmãos quando voltam para casa à noite.

“O impacto do trabalho infantil pode se diferenciar quando a menina, além de já realizar algum tipo de trabalho, acumule isso com as tarefas domésticas. Culturalmente o cuidar da casa é tido como natural para meninas, e não uma forma de trabalho, diferentemente dos meninos”.

Mas uma situação é possível de ser comprovada porque vem sendo diagnosticada há anos: quando a criança está envolvida com algum tipo de exploração econômica e o adolescente está trabalhando, mas não na condição de aprendiz, a educação é deixada sem segundo plano. “Independente de gênero, o trabalho infantil compromete a frequência e o rendimento escolar, quando não motiva o abandono dos estudos,” confirma Oliveira. A coordenadora da Campanha concorda que o trabalho é um dos fatores que ajudam na evasão escolar, “mas deve-se considerar fatores e processos da própria escola, que ajudam nessa evasão que contribuem para a exclusão dessas crianças.”

promenino

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Governo lança projeto de prevenção à violência contra a juventude negra


Brasília - O governo federal lança, em Maceió (AL), a primeira etapa de um programa piloto que visa enfrentar o crescente número de homicídios entre jovens negros de todo o país. Intitulado Juventude Viva, a iniciativa é a primeira etapa de uma ação mais ampla, o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no país vitimam pessoas jovens. Destas, mais de 75% são negras. Além disso, enquanto as mortes de jovens brancos caíram de 9.248, em 2000, para 7.065, em 2010, a morte de jovens negros cresceu de 14.055 para 19.255 no mesmo período.

Em Alagoas, o programa irá complementar iniciativas que já estão em curso, como o Programa Brasil Mais Seguro, do Ministério da Justiça. A escolha do estado também se justifica porque a capital, Maceió, ocupa o segundo lugar entre as cidades com o maior número de homicídios no país. Nesta primeira etapa, além de Maceió, o Juventude Viva também será testado em outras três cidades alagoanas: Arapiraca, Marechal Deodoro e União dos Palmares. A meta do governo federal é, a partir da experiência inicial, estender a iniciativa para os 132 municípios mais violentos do país.

"O Juventude Viva representa um plano de enfrentamento à mortalidade da juventude negra. Vai começar como uma experiência em Alagoas, com os vários ministérios envolvidos desenvolvendo um conjunto de ações de inclusão e contra a cultura de violência", explicou a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, logo após participar, esta manhã, do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Também participou do programa o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Entre as iniciativas a serem desenvolvidas, a ministra mencionou a adoção, pelas escolas estaduais, de aulas em período integral; a criação de espaços culturais em territórios violentos e o estímulo ao empreendedorismo juvenil, principalmente quando associado à chamada economia solidária. Além disso, segundo a ministra, o programa também prevê ações de capacitação dos profissionais que atuam com os jovens, especialmente dos policiais.

"Será extremamente importante o trabalho que faremos com as forças policiais para que possamos ter um comportamento diferenciado dos policiais em relação aos jovens, especialmente em relação ao jovem negro que, por conta da discriminação racial, acaba sendo mais atingido por essa violência", explicou a ministra.

O Juventude Viva, segundo a ministra, irá beneficiar não apenas jovens negros entre 15 e 29 anos, mas toda a população das regiões contempladas com iniciativas como a construção de espaços culturais.

"Pretendemos atingir os jovens negros, que, nos últimos anos, são os que mais têm sofrido com esses altos índices de homicídios, mas, embora o diagnóstico que conduza o programa leve em conta a população negra, seu caráter é amplo. A instalação de uma praça de cultura em um bairro de maioria negra faz toda a diferença para toda a população", acrescentou a ministra.

"Embora tenhamos experimentado, nos últimos anos, uma melhoria dos indicadores sociais da população negra, temos ainda milhões de jovens negros que estão fora da escola e do mercado de trabalho, sendo uma população vulnerável às possibilidades de se envolver em situações violentas e que tem a vida pouco valorizada, já que não está inserida em nenhum tipo de rede social mais forte."

Coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, o programa contará com a colaboração dos ministérios da Cultura, Educação, Saúde, Trabalho e Esportes.

Fonte: Agência Brasil

promenino

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.


Dentre as ações realizadas pela Secretaria da Cidadania e Direitos Humanos, através da Superintendência dos Direitos da Mulher e da Superintendência da Igualdade Racial, temos a comemoração do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

Esta data foi criada durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana. Nesse encontro, foi estipulado que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta as condições de opressão de gênero e étnico-raciais em que vivem estas mulheres.

Por esta razão estamos lhe convidando a participar deste evento, no dia 27 de julho, cujo objetivo é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres, em especial as negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais.

Não deixem de comparecer:
Dia 27 de julho de 2012, de 9 às 13 horas,na Casa da Terceira idade, situada na rua Carlos Benedetti s/nº, Nova Cidade, Nilópolis -Rio de Janeiro.

Informação recebida por e-mail

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Jovem é condenada por mensagem contra nordestinos no Twitter


Ela vai prestar serviço comunitário e pagar multa de R$ 500.
Caso ocorreu em outubro de 2010, após resultado da eleição presidencial.


A estudante Mayara Petruso foi condenada a 1 ano, cinco meses e 15 dias de reclusão pela Justiça de São Paulo por ter postado mensagens preconceituosas e incitado a violência contra nordestinos em sua página no Twitter, em outubro de 2010. A decisão é da juíza federal Mônica Aparecida Bonavina Camargo, da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, e foi divulgada nesta quarta-feira (16). A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa e indenização de R$ 500. A decisão é de 1ª instância e cabe recurso.

A equipe de reportagem do G1 tentou entrar em contato com Oswaldo Luíz Zago, advogado de defesa da jovem, mas não conseguiu localizá-lo por telefone.

Na época, ela admitiu ter publicado as mensagens como uma reação ao resultado da eleição presidencial, quando a candidata do PT, a hoje presidente Dilma Rousseff, venceu em todos os nove estados nordestinos (veja o mapa da votação). Durante o processo, ela alegou que não tinha a intenção de ofender os nordestinos e disse também que não é preconceituosa.

A jovem foi denunciada pelo Ministério Público com base no artigo 20, § 2º, da Lei n.º 7.716/89, que trata do crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional. “Reconheço que as consequências do crime foram graves socialmente, dada a repercussão que o fato teve nas redes sociais e na mídia [...]. O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo”, disse a juíza em sua decisão.

“[A jovem] pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”, completou a juíza.

Mônica Camargo rejeitou a alegação da estudante de que sua expressão foi uma posição política. “As frases da acusada vão além do que seria politicamente incorreto, recordando-se que o ‘politicamente correto’ geralmente é mencionado no que toca ao humor, hipótese de que não se cuida nesta ação penal.”

O caso
O caso começou em 31 de outubro de 2010, um domingo, no dia em que Dilma foi eleita. Irritados com a decisão das urnas, alguns usuários do Twitter começaram a insultar moradores do Nordeste. Entre as mensagens estava a da jovem.

Ao longo da semana seguinte, o Ministério Público Federal recebeu documentos da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco e da procuradora regional de São Paulo Janice Ascari pedindo a investigação do caso. O MPF preparou um laudo e a Polícia Civil também abriu inquérito sobre as mensagens.

Na ocasião, a jovem cursava o primeiro ano de Direito, residia na capital com duas amigas e estagiava em escritório de advocacia de renome. Após a repercussão do fato, perdeu o emprego, abandonou a faculdade e mudou-se de cidade com medo de represálias.

G1

terça-feira, 20 de março de 2012

França: atirador que matou 4 em escola pode ter filmado ataque



Segundo ministro, extremista estava com câmera muito usada entre paraquedistas

TOULOUSE, França — Um dia depois de um homem em uma scooter matar quatro pessoas em uma escola judaica de Toulouse, na França, testemunhas revelaram que o atirador levava uma pequena câmera em volta do pescoço. Policiais investigam se o vídeo foi disseminado na internet. Enquanto isso, a França prepara uma das maiores caçadas humanas de sua História. Cerca de 200 homens vieram de Paris para Toulouse ajudar nas investigações, e todas as escolas e prédios religiosos — islâmicos ou judeus — na região dos Pirineus estão sendo vigiados por policiais.

Segundo a imprensa francesa, a câmera usada pelo atirador de Toulouse seria de um modelo popular no país, custaria cerca de 200 euros e seria comum entre paraquedistas. A polícia francesa trabalha com duas hipóteses principais: um crime ligado ou ao Islamismo ou à extrema-direita.

— As câmeras de segurança mostram que o assassino gravava enquanto atuava. Isto soma mais um elemento ao perfil do assassino. Alguém cruel o bastante para gravar tudo, alguém muito frio, determinado, com gestos precisos e muito cruel — disse o ministro do Interior, Claude Guéant, nesta terça-feira.

Guéant disse que os investigadores acreditam que os responsáveis pelos três últimos atentados na região dos Pirineus — o ataque à escola judaica na segunda-feira e a morte de três policiais de origens árabe e caribenha — seriam ex-militares expulsos das Forças Armadas por comportamentos neonazistas. Uma fonte próxima ao caso, no entanto, teria dito à Reuters nesta manhã que os homens já não seriam mais suspeitos. Dois dos três soldados reformados teriam sido interrogados na noite de ontem e o terceiro já teria sido ouvido pela polícia na semana passada.

Nesta manhã, todas as escolas francesas fizeram um minuto de silêncio em homenagens às vítimas da tragédia. Em um ato de solidariedade, o prefeito de Toulouse, Pierre Cohen, condenou os incidentes recentes que classificou de “atos racistas”. Cohen pediu para a população ser prudente e “se manter vigilante” e não descartou a hipótese de um quarto ataque. Em Paris, o presidente Nicolas Sarkozy participou de uma solenidade no colégio François Couperin.

— Infelizmente, não temos nada — disse Sarkozy sobre o avanço das investigações.

Paris aumenta cerco em Toulouse

Logo após o atentado que deixou três crianças e um homem morto, na segunda-feira, autoridades francesas acionaram o alerta máximo para terrorismo na região de Toulouse. O “sinal vermelho” permite que autoridades implementem medidas de segurança mais duras, incluindo patrulhas de policiais e militares, suspendam o transporte público e fechem escolas.

Uma equipe de 200 investigadores foi de Paris a Toulouse para ajudar no caso, e guardas estão sendo posicionados em frente a todas escolas e prédios islâmicos e judeus da região. A scooter usada pelo atiradora — um modelo preto da marca Yamaha — foi roubada cinco dias antes do atentado na cidade. Segundo fontes policiais, o número da placa do veículo foi encontrado nas imagens do circuito de segurança da escola.

Na segunda-feira, Sarkozy, confirmou que a mesma arma foi usada na escola e em outros dois atentados envolvendo policiais de origem estrangeiras também nos Pirineus. O governante chamou o episódio de “abominável”.

Na manhã de ontem, um homem abriu fogo em frente ao colégio judaico Ozar Hatora, matando o professor de religião Jonathan Sandler, de 29 anos, um rabino israelense que havia se mudado recentemente para a França e que dava aulas no colégio, segundo o jornal israelense “Yediot Ahronot”.

Ele foi assassinado junto com os filhos Gabriel, de 3 anos, e Arie, de 6 anos. A quarta vítima foi a filha do diretor da escola, Miriam Monsonego, de 7 anos. O atirador teria entrado na escola e continuado a disparar. Os quatro serão repatriados nesta noite para Israel, onde serão enterrados na quarta-feira. O chanceler francês, Alain Juppé, deve acompanhar os funerais. Um adolescente de 17 anos também estaria gravemente ferido.

O Globo

sábado, 10 de março de 2012

Estudante é apedrejado até a morte por ser 'emo'


Mais de 90 estudantes apedrejaram até a morte em Bagdá (Iraque) um outro aluno considerado "emo"

Os jovens extremistas reagiram contra a vítima depois que a Polícia Moral do país emitiu nota no site do Ministério do Interior condenando o "fenômeno emo" entre os jovens iraquianos, noticiou o "Daily Mail".

"O fenômeno Emo, ou culto ao diabo, está sendo acompanhado pela Polícia Moral, que tem a aprovação para eliminá-lo o quanto antes, já que ele está afetando de forma nociva a sociedade e se tornando um perigo. Eles usam roupas estranhas e apertadas e tem fotos com caveiras. E também usam anéis no nariz e na língua, e fazem outras atividades estranhas", escreveu a polícia, dando combustível ao radicalimso religioso.

A denúncia foi feita por um grupo ativista. O nome da vítima não foi revelado.

O deputado Safiyyah al-Suhail afirmou que, recentemente, "alguns estudantes foram presos por usarem jeans americano ou por terem corte de cabelo ocidentalizado".

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Diretor cria banheiro exclusivo para homossexual em colégio de Londrina


Colégio no interior do PR também disponibilizou o banheiro dos professores.
AGLBT desaprovou medida e vai encaminhar ofício a Secretaria de Educaçã
o.

A partir deste ano, o colégio estadual Vicente Rijo, em Londrina, terá um banheiro exclusivo para alunos homossexuais. O assunto dividiu opiniões nesta quarta-feira (8), primeiro dia de aula. O colégio destinou um banheiro que era pouco usado e outro, que até então, era exclusivo dos professores.

A medida, segundo o diretor Donizetti Brandino, foi adotada porque alunos reclamaram de constrangimento no sanitário masculino e foi aprovada pelo Conselho Escolar.

Um estudante de 17 anos que não quis se identificar afirmou que aprova a medida. “Meninos ficam olhando com cara feia”, afirmou o jovem. Ele contou que em 2011 uma inspetora do colégio o flagrou dentro do banheiro feminino e o encaminhou para a direção do colégio. O rapaz disse também que foi pedido para que ele usasse o banheiro dos professores para evitar constrangimentos para as meninas.

Na avaliação dos professores e da direção da escola, a medida não é discriminatória e não visa isolar os homossexuais, mesmo assim, afirmam que não pretendem estimular que mais alunos utilizem os banheiros já denominados de alternativos. “O nosso objetivo é a educação. É conscientizar para que essas realidades possam ser trabalhadas de forma que todos tenham direitos”, declarou o diretor Donizetti Brandino.

A opinião, entretanto, não é compartilhada por Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AGLBT). Segundo ele, ainda que tenha sido para beneficiar os homossexuais, a atitude representa uma solução simplista que não se aprofunda na questão do respeito.

“Nós queremos uma escola inclusiva que respeita a diversidade na biblioteca, na sala de aula e banheiros”, disse o presidente da AGLBT que também é doutor em educação. Toni Reis afirmou ainda que é preciso sensibilizar a comunidade escolar e capacitar os profissionais para que haja o entendimento de respeito a individualidade. “Não podemos fazer essa segregação”.

Flávio Arns, secretário estadual de Educação, disse desconhecer a existência banheiros alternativos para homossexuais nas escolas e vê com cautela a medida. “Consideramos completamente desnecessário. Não é importante, não é necessário. Nós temos, sim, criar na escola um clima de respeito à diversidade”, disse o secretário.

Ainda nesta quarta-feira, a AGLBT vai encaminhar um ofício para a Secretaria Estadual de Educação solicitando uma intervenção na escola londrinense. A ideia, de acordo com Reis, é suspender a medida e evitar que ela seja replicada em outras unidades de ensino. Caso o pedido não seja atendido, a Associação pretende recorrer ao Ministério Público (MP).

G1

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rapaz sofre fraturas no rosto ao ser espancado na Rua Augusta, em SP

Ele acredita que foi confundido com gay por agressores.
Irmão e um amigo dele, que é gay, também foram agredidos no sábado
.

Um jovem de 21 anos sofreu três fraturas em ossos da face e ficou com um coágulo no cérebro ao ser agredido por um grupo de ao menos dez pessoas na manhã de sábado (19), em frente a um bar localizado na esquina das ruas Augusta e Fernando de Albuquerque, na Consolação, região central de São Paulo. O irmão dele, de 24 anos, e um amigo de 24 anos que afirma ser gay, também foram agredidos pelo grupo, segundo ocorrência registrada na polícia.

As vítimas conversaram com a equipe de reportagem do G1 sob a condição de que não tivessem os nomes divulgados. A agressão ocorreu quando o trio deixou uma casa noturna próxima à Praça Roosevelt e se dirigia à residência do jornalista, que mora em um apartamento na Avenida Nove de Julho.

Para o amigo de 24 anos, tratou-se de um ataque homofóbico, versão que deverá sustentar quando prestar depoimento à polícia. Ele diz que em momento algum o grupo recorreu a palavras homofóbicas ou a xingamentos durante o ataque ao trio.

Mas afirma que estava com uma roupa justa e foi visto dando um abraço em um dos amigos, fatos que, na sua visão, poderiam ser interpretados como sinal de sua sexualidade. Também diz que os agressores repetiam a frase "Vocês vão morrer"."Um deles chegou a pegar uma pedra enorme para jogar na cabeça do meu amigo que já estava no chão desmaiado", disse.

A ocorrência da agressão foi registrada no 4º Distrito Policial, da Consolação, como lesão corporal. Por enquanto, nenhum dos três agredidos prestou depoimento, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Segundo a polícia, após os depoimentos, será analisado se o caso tem conotação homofóbica.

A agressão

Segundo o amigo dos irmãos, ao entrar no bar na Rua Augusta, ele estava abraçado ao jovem de 21 anos que posteriormente foi agredido. "Estávamos abraçados como costumamos fazer algumas vezes quando conversamos. Inclusive ele estava triste porque havia reencontrado uma ex-namorada. Com certeza, eles acharam que nós éramos gays. O meu amigo não é gay; eu sou. Namoro com o irmão deles há quatro anos", contou.

Ele diz que, quando os três entraram no bar, um dos agressores ficou encarando de forma sistemática o amigo dele, que permaneceu do lado de fora, enquanto os outros dois foram ao banheiro. O jovem de 21 anos que apanhou questionou por que o outro estava olhando para ele e, depois disso, foi agredido com um soco no rosto e partiu para o revide.

Outros jovens que acompanhavam o primeiro agressor entraram na briga e passaram a espancar o rapaz. O irmão dele levou uma garrafada no braço esquerdo e também foi agredido com socos e pontapés.

Após cessar as agressões, o trio se dirigiu a outro bar, nas proximidades. Eles entraram no banheiro para limpar o sangue dos ferimentos. Ao saírem, mais uma vez foram atacados, desta vez por dois agressores. "Quando estendi o braço para chamar um táxi, um cara me deu um murro na cabeça e me agarrou pelo pescoço. Depois, ele meu deu uma cadeirada. Sofri cortes dentro da boca e fiquei com o joelho machucado", contou o amigo de 24 anos.

O rapaz de 21 anos também foi agredido na cabeça logo após deixar o a bar e desmaiou. Em seguida, passou a receber chutes no rosto dos agressores. O irmão tentou proteger a vítima e também levou pontapés. O jovem permaneceu desmaiado na rua e foi levado por policiais militares para a Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, na região central.

Depois de receber os primeiros socorros, ele foi transferido na noite de sábado para um hospital do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, onde permanecia internado em observação na tarde de segunda-feira (21). Ele deverá ser submetido a pelo menos três cirurgias na face devido às fraturas em ossos da bochecha, nariz e maxilar. Ao G1, o jovem disse que não se lembra de quase nada da agressão. “Depois que tomei a pancada na cabeça não vi mais nada. Quando acordei, horas mais tarde, já estava no hospital e a cabeça ainda rodando”, relatou.

G1

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Brancos têm duas vezes mais acesso a planos de saúde no Brasil que negros


A população branca tem duas vezes mais acesso a planos de saúde em comparação aos negros, no Brasil.

Os dados são do Instituto Data Popular e vêm de uma pesquisa feita em parceria com o Fundo Baobá.

Segundo a pesquisa, 15,2% dos negros têm plano de saúde, contra 31,3%, dos brancos.

Para Athayde Motta, diretor do fundo, que levanta recursos para projetos voltados à população negra, "o acesso aos serviço é em geral pior para os negros, que vivem em locais mais distantes, onde o tratamento não é de qualidade".

"Se você ganha um pouquinho mais, a primeira coisa que faz é ter um plano de saúde privado e pagar escola particular para o filho. O sistema público de saúde e educação no Brasil ainda é muito ruim".

O dado sobre acesso a plano de saúde reflete a desigualdade racial no país, onde, segundo dados do Censo 2010 divulgados em maio passado, o número de pobres pardos ou pretos é 2,7 vezes o número de pobres brancos.

Dados da pesquisa do Instituto Data Popular indicam ainda que os negros continuam sendo minoria nos estratos mais ricos.

A classe A, por exemplo, é formada por 82,3% de brancos e 17,7% de negros. Já na classe E, os negros são 76,3% do total e os brancos 23,7%.

A classe C é a camada social onde há menos desigualdade entre brancos (56,9%) e negros (43,1%).

Médico particular
A cabeleireira Dulcinéia Luz, de 32 anos, nunca teve um plano de saúde.

Para o marido, a filha e os cinco irmãos, todos residentes em Araçoiaba da Serra, a 120 km de São Paulo, o SUS é a primeira opção quando precisam de atendimento médico.

"Penso em ter um plano de saúde no futuro, você nunca sabe quando pode precisar. Mas acho também que o SUS poderia melhorar. Se o SUS fosse bom, eu nem pensaria em ter um plano de saúde", diz.

Assim como outros milhões de integrantes da classe C, Dulcinéia viu a vida melhorar nos últimos anos. Sua filha hoje tem um computador, luxo impensável há alguns anos, assim como o acesso a um médico particular.
Sem plano de saúde, e descontente com os serviços do SUS, ela recorre a consultórios particulares se "a necessidade for grande".

"Quando acho que dá para ser atendida no SUS, vou ao SUS. Se for mais grave, eu pago", diz.

A pesquisa mostra que quando precisam de tratamento médico apenas 10,9% dos negros e 27,3% dos brancos recorrem a um médico particular.

Ambulatório

A primeira opção, para a maioria dos negros (64,5% deles), é o ambulatório de empresas e sindicatos. O índice entre os brancos que recorrem a ambulatórios é de 49,2%.

Esse é o caso de Marcelo Antonio de Jesus, 36 anos, residente na Penha, zona leste de São Paulo.

Jesus teve, por cinco anos, plano de saúde pago pela empresa para a qual trabalhava.

"Hoje os planos de saúde mais baratos têm pouca qualidade, o atendimento é demorado. Já os planos bons são muito caros", explica.

Educador de uma ONG, Jesus conta que gostaria de voltar a ter acesso a um plano privado, "com atendimento mais rápido".

Leia mais: Negro sofre 'discriminação institucionalizada' no serviço de saúde, diz diretor de ONG

BBC Brasil

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil está na 82ª posição em ranking de desigualdade entre os sexos


País é um dos piores do mundo na questão da diferença salarial entre homens e mulheres

NOVA YORK - Mesmo com uma mulher na Presidência pela primeira vez em sua história, o Brasil ocupa a 82ª posição no ranking de desigualdade elaborado pelo World Economic Forum publicado nesta terça-feira, logo atrás de países como a Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana.

A má colocação do Brasil, que está em último na América do Sul, se deve a um desempenho extremamente fraco na iniciativa para combater a desigualdade entre os sexos na economia e na política. Um dos problemas mais graves é a diferença salarial entre homens e mulheres que exercem o mesmo cargo.

"O Brasil é um dos piores países do mundo nesta questão salarial. As mulheres chegam a ganhar metade dos homens em alguns casos para trabalhar na mesma função", disse ao Estado Saadia Zahidi, pesquisadora do World Economic Forum responsável pelo levantamento.
Na política, mesmo com a eleição da presidente Dilma Rousseff no ano passado, o Brasil também tem uma performance que o coloca fora dos cem primeiros colocados. Segundo Zahidi, "faltam mulheres em posições ministeriais e acima de tudo no Parlamento".

O Brasil é o 103º e 111º colocado quando se leva em conta as mulheres em cargos ministeriais e parlamentares respectivamente em um desempenho considerado péssimo para um país com uma das maiores economia e democracias do mundo.

O World Economic Forum também adverte que faltam no Brasil mulheres em posições de liderança na iniciativa privada, ainda dominada pelos homens, de acordo com o levantamento.

Apesar de ter subido duas posições em relação ao mesmo ranking no ano passado, o Brasil manteve uma posição praticamente idêntica ao levantamento anterior. Mais grave, o país está bem distante da 67ª colocação de cinco anos atrás, quando teve a sua melhor performance.

Na América do Sul, Colômbia, Peru, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Uruguai, Chile, Equador, Argentina estão à frente do Brasil. Os argentinos, com um desempenho incomparavelmente superior ao dos brasileiros, estão na 28° colocação.

Apesar da fraca performance para igualdade entre os sexos na economia e na política, o Brasil ocupa a primeira colocação no ranking na área da saúde, empatado com vários outros países. Na educação, os brasileiros também lideram quando se leva em conta a educação secundária, mas despencam para 105ª colocação na primária.

Estadão

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Justiça determina que Gol deixe menina com paralisia viajar


A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que a Gol providencie o embarque em um de seus voos de uma menina de três anos que tem paralisia cerebral.

O pai da garota, de Bento Gonçalves (a 113 km de Porto Alegre), acusa a empresa de discriminação e afirma que a companhia se recusou a transportá-la.

A família do comerciante Volnei Pertile, 50, viajaria no próximo sábado (22) da capital gaúcha para Porto Seguro (BA) pela Gol. Na semana passada, diz Pertile, a empresa enviou um e-mail à família afirmando que uma junta médica não autorizou o embarque da criança.

No comunicado, diz o pai, a companhia cogitou a possibilidade de transportá-la durante toda a viagem em uma maca. Pertile não aceitou e foi à Justiça, que concedeu uma liminar.

O juiz responsável afirmou que o transporte em maca "viola os direitos da criança" e constitui discriminação.

O comerciante fala que enviou à Gol laudos médicos garantindo que a menina tinha condições de viajar e até ofereceu a possibilidade de levar uma cadeirinha para ela. "Imagina o desconforto em uma maca. A minha filha não é bicho", disse à Folha.

Pertile diz ainda que outras companhias não fizeram objeção à viagem da criança.

Apesar da confusão, ele manteve o plano de viajar pela companhia aérea. Mas vai pedir uma indenização por danos morais na Justiça.

OUTRO LADO
Procurada, a Gol, por meio de sua assessoria, disse que decidiu oferecer o transporte por meio de maca após uma "minuciosa avaliação" do caso por seu departamento médico.

Afirmou ainda que fez a exigência para garantir a "total segurança" da criança e que a medida segue normas estabelecidas por autoridades aeronáuticas.

Disse também que não foi notificada sobre a liminar e que está à disposição do cliente para esclarecimentos.

Folha OnLine

domingo, 16 de outubro de 2011

Muçulmana se recusa a tirar véu e é impedida de fazer exame de motorista


Uma funcionária de um CFC (Centro de Formação de Condutores) de São Bernardo do Campo impediu neste sábado (15) que a brasileira muçulmana Ahlan Saifi (foto) terminasse um prova teórica de renovação de carteira de motorista por ter se recusado a tirar o véu. Ahlan chamou a PMs, e o caso foi parar na polícia.

“Eles [funcionários] me falaram que nenhum aluno pode entrar de boné, de gorro, com alguma coisa que não tenha como identificar", disse.

Ela argumentou que não podia tirar o véu porque se trata de uma vestimenta religiosa, mas não conseguiu convencer a funcionária. A prova foi bloqueada via rede de computador pelo Detran.

O 1º DP (Distrito Policial) da cidade vai apurar o que aconteceu. Orivaldo Marchi, dono do CFC, disse que provavelmente houve um travamento no computador da Ahlan. Ele informou que ela poderá se submeter a um novo exame na segunda-feira.

Ahlan foi acompanhada à delegacia por Sheikh Hassan Hammdeh, representante da Sociedade Islâmica de São Paulo. Ele disse ter havido uma discriminação por motivo religioso, o que é crime no Brasil.

Em alguns países islâmicos, como o Irã, mulher é proibida de dirigir.

Não há um levantamento oficial sobre o número de muçulmanos no Brasil. De acordo com algumas estimativas, o número de brasileiros convertidos aumentou 25% nos últimos dez anos.

Com informação das agências

Paulopes

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aeromoça é agredida ao ser confundida com travesti, em Sergipe



ARACAJU - Uma aeromoça foi agredida por dois homens no bairro Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju. Segundo Geilsa da Mota, os agressores a confundiram com um travesti. As informações são do site Emsergipe.

A agressão aconteceu na Avenida Otoniel Dória, após a vítima sair de uma boate. Os acusados perseguiram aeromoça com um carro até chegar em um posto de gasolina, localizado na Avenida Francisco Porto.

No estabelecimento, ela foi socorrida pelos frentistas que fizeram uma barreira humana e chamaram a polícia. Os dois agressores foram presos em flagrante.

O Globo
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