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sexta-feira, 27 de maio de 2016
Trinta homens, uma adolescente e o silêncio de 200 milhões
Cerca de 30 homens estupram uma menina de 16 anos, filmam, postam na internet e uma leva de tantos outros homens fazem piada da situação na internet. Nas filmagens, a adolescente nua, sangrando em suas partes íntimas, e os estupradores comemorando o ato e ridicularizando a jovem que, desacordada, não faz ideia do que está acontecendo.
Quando lemos uma notícia destas e simplesmente passamos para a próxima notícia como se estivéssemos lendo o horóscopo, é um triste sinal de que estamos perdendo a noção do que é aceitável, do que é normal.
É claro que você repudia o comportamento destes estupradores. Mas o que de prático temos feito, eu e você, para que este tipo de atrocidade não seja tratado com tamanho descaso e indiferença? O que temos feito para que estas pessoas sintam vergonha e se sintam realmente pressionados por uma sociedade que não tolera este tipo de gente?
Se estes estupradores fizeram isto com apoio dos que estavam em volta, com apoio de quem filmou e com o apoio de quem comentou zombando da situação, é porque nós, que somos contra este tipo de comportamento, estamos em silêncio. Não estamos impondo o padrão de comportamento que consideramos aceitável. Ficamos omissos, acabamos coniventes.
Porque ninguém tomou uma atitude de defender a moça? Porque ninguém ligou para a polícia? Porque ninguém reprovou a atitude destes criminosos? Porque ninguém daquela festa impediu que isto acontecesse? Por que eles optaram pelo silêncio. Por que tinham dúvidas se realmente aquilo estava totalmente errado. Por que ficaram com medo do julgamento dos amigos de ser taxado de “careta” que não entende uma “zueira” com uma menina.
Os estupradores tiveram orgulho do que fizeram enquanto deveriam ter medo e vergonha. E se eles se orgulham é porque recebem mais elogios do que críticas. É por que seus familiares, seus amigos apoiam, ou no mínimo, não se manifestam explicitamente contra.
Quebre o silêncio. Converse sobre isto com seus amigos, irmãos, primos, na fila do banco, ou com o cobrador. Demonstre seu repúdio, demonstre o quanto isto é inaceitável. Ajude a criar um ambiente de absoluta e total intolerância com este tipo de comportamento. Rechace qualquer comentário que venha colocar alguma sombra de culpa na moça, pois, novamente: Nada justifica um estupro.
Enquanto formos indiferentes a este tipo de crime, enquanto não colocarmos nossa opinião, não impusermos o que é aceitável para um convívio em sociedade, continuaremos a ver este tipo de atrocidade e seremos parte responsável por estes atos.
Seu silêncio apoia este crime, seu silêncio cria novos estupradores a cada dia.
Veja o vídeo abaixo “Quem você vai ajudar”, e tome uma posição
Fonte: Leonardo Lopes
sábado, 28 de novembro de 2015
Polícia apura denúncia de estupro dentro de alojamento da UFRJ
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo
RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.
O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.
A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.
— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.
Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.
PROTESTO NO CAMPUS
Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.
OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO
Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.
Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.
Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.
Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.
Fonte: O Globo
Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo
RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.
O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.
A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.
— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.
Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.
PROTESTO NO CAMPUS
Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.
OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO
Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.
Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.
Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.
Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.
Fonte: O Globo
terça-feira, 7 de julho de 2015
Bill Cosby admite que deu sedativo a uma mulher para ter relações sexuais
Ator e comediante admitiu que deu metaqualona, sedativo e hipnótico, a pelo menos uma mulher em 1976
O astro da televisão americana Bill Cosby, acusado de estupro por quase 20 mulheres, admitiu em um documento legal ter fornecido um forte sedativo a pelo menos uma vítima para ter relações sexuais com ela.
Na transcrição de seu depoimento de 2005, que só foi divulgado na segunda-feira pelas autoridades americanas no site pacer.gov, Cosby admite que deu Quaalude, nome comercial da metaqualona – substância sedativa e hipnótica –, a pelo menos uma mulher em 1976.
Cosby foi interrogado em setembro de 2005 por Dolores Troiani, advogada de Andrea Constand, ex-diretora do departamento de basquete da Universidade Temple, na Filadélfia, onde Cosby estudou e foi integrante da direção. O comediante deixou o posto em dezembro do ano passado, quando as acusações de estupro contra ele aumentaram consideravelmente.
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Constand apresentou uma denúncia por estupro em 2005, mas o caso foi arquivado pelo tribunal por evidências insuficientes.
Os advogados de Cosby conseguiram bloquear por vários anos a divulgação das transcrições, mas a confidencialidade acabou na segunda-feira. Durante o diálogo entre Cosby e Troiani, o ator admitiu que conseguiu receitas para comprar Quaalude. Troiani perguntou se ele havia dado a droga a outras pessoas e Cosby respondeu "sim".
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Ao ser questionado se quando "conseguiu os Quaaludes tinha em mente utilizá-los com jovens mulheres com as quais desejava ter sexo", Cosby respondeu "Sim".
Mas ele disse ter confundido "women" com "woman" (mulheres e mulher) e afirmou:
– Eu entendi errado. Mulher, apenas T (nome da vítima) ...., e não mulheres.
Mais tarde, no depoimento, Cosby detalhou a situação:
– Conheci a senhorita (T, cujo nome não aparece no documento para proteger o anonimato da suposta vítima) em Las Vegas (em 1976). Ela veio me ver no camarim. Eu dei o Quaalude. Nós fizemos sexo.
* AFP
Fonte: Zero Hora
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Estupro
O estupro tornou-se um problema endémico na África do Sul. Uma técnica da área médica, Sonette Ehlers desenvolveu um produto que imediatamente chamou a atenção mundial. Ehlers nunca se esqueceu de uma vítima de estupro que lhe disse, "Se ao menos eu tivesse dentes lá em baixo..." Algum tempo depois, um homem chegou ao hospital no qual Ehlers trabalha com uma dor terrível, por conta do zipper que havia fechado sobre o seu pénis. Ehlers misturou as duas imagens e desenvolveu um produto chamado Rapex.
O produto parece um tubo, com farpas dentro. A mulher coloca-o como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que a tentar estuprar irá rasgar-se com as farpas e precisará de ir a um hospital para remover o Rapex.
Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."
A África do Sul tem índices nada agradáveis de violência sexual e, por isso, Sonette Ehlers inventou uma arma contra estupro, a camisinha feminina chamada Rape-aXe. Sonette é sul-africana e trabalha com vítimas de violência há bastante tempo.
A idéia de haver dentes num lugar tão inesperado é aterrorizante para qualquer homem e, segundo a inventora, a simples visão do mecanismo já inibe a acção de estupradores. Ela conta que um director de polícia lhe disse , depois de uma apresentação do produto, eles ficaram três meses sem registar qualquer queixa de violência contra mulheres.
A camisinha é cheia de farpas que ficam na parte interna e, depois que ela "morde", só pode ser solta com ajuda médica. Daí, além do desconforto de ter as suas partes pudentas (órgãos genitais) perfuradas, o homem também vai ter que conviver para sempre com o estigma de estuprador.
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O produto parece um tubo, com farpas dentro. A mulher coloca-o como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que a tentar estuprar irá rasgar-se com as farpas e precisará de ir a um hospital para remover o Rapex.
Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."
A África do Sul tem índices nada agradáveis de violência sexual e, por isso, Sonette Ehlers inventou uma arma contra estupro, a camisinha feminina chamada Rape-aXe. Sonette é sul-africana e trabalha com vítimas de violência há bastante tempo.
A idéia de haver dentes num lugar tão inesperado é aterrorizante para qualquer homem e, segundo a inventora, a simples visão do mecanismo já inibe a acção de estupradores. Ela conta que um director de polícia lhe disse , depois de uma apresentação do produto, eles ficaram três meses sem registar qualquer queixa de violência contra mulheres.
A camisinha é cheia de farpas que ficam na parte interna e, depois que ela "morde", só pode ser solta com ajuda médica. Daí, além do desconforto de ter as suas partes pudentas (órgãos genitais) perfuradas, o homem também vai ter que conviver para sempre com o estigma de estuprador.
terça-feira, 21 de maio de 2013
"Me arrependo de ele não ter ficado pior", diz menina de 12 anos que cortou estuprador
A menina de 12 anos que usou um caco de vidro para se livrar de um homem que tentava estuprá-la em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na manhã de quinta-feira (7), disse não se arrepender de ter reagido, por mais que tenha corrido risco. Segundo ela, a única lamentação é por não ter conseguido machucar mais o agressor.
— O meu arrependimento é de ele não ter ficado pior, porque alguém que faz isso é doente.
A mãe da menina teme pela segurança da filha. A família pensa até em tirar a jovem da escola, com medo de que o suspeito tente ir atrás dela quando for solto.
— Nós estamos muito abalados com o que aconteceu. Não sei o que vamos fazer daqui para frente, se tiro ela da escola, se paro de trabalhar para ficar com a minha filha. Tenho medo de deixar ela sozinha e algo de ruim acontecer.
A vítima estava sozinha em casa quando um rapaz de 19 anos tentou estuprá-la. Segundo a mãe da adolescente, que não quis se identificar, a menina aproveitou um momento de distração do criminoso para atacá-lo com um caco de vidro de um copo quebrado. Inicialmente, a informação era de que ela teria usado uma faca para atacar o suspeito.
— Como ele pediu para minha filha tirar a roupa, ela tirou e pediu para ele tirar a dele também. Quando ele se abaixou para tirar a calça, ela aproveitou, quebrou um copo que estava na estante e foi para cima dele. Foi aí que conseguiu fugir e pedir ajuda.
O homem invadiu a casa da garota depois que o pai dela, um guarda municipal, foi trabalhar. Mesmo após a tentativa de abuso sexual, ele se vestiu e saiu tranquilamente da casa, quando foi espancado pelos vizinhos. Logo depois, policiais militares do Batalhão de Belford Roxo (39º BPM) conseguiram resgatar o homem da fúria dos moradores do bairro do Malhapão.
Após ser atendido em um hospital da região, o criminoso foi encaminhado para a Delegacia de Belford Roxo (54ª DP). Já a adolescente, acompanhada do pai, foi levada para o IML (Instituto Médico Legal) de Nova Iguaçu, também na baixada, para fazer exame de corpo de delito. Apesar do que aconteceu, os pais da jovem disseram que a menina aparenta estar bem.
Brasil e Mundo
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Pastor suspeito de estuprar seis fiéis dizia que vítimas estavam 'possuídas'
Ao ser preso, Marcos Pereira afirmou não saber quais eram as acusações.
Religioso comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias no Rio.
O delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, disse nesta quarta-feira (8), após ouvir as supostas vítimas do pastor Marcos Pereira, que o suspeito dizia às mulheres que elas estavam "possuídas" e que só iriam se livrar do "mal" caso tivessem relação sexual com um religioso.
Marcos Pereira, que comanda a Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na noite de terça-feira (7) suspeito de ter estuprado seis fiéis. Entre as vítimas está a ex-mulher e uma jovem que disse ter sido estuprada dos 14 aos 22 anos. A polícia apura a possibilidade de outras mulheres terem sido abusadas.
Ao ser encaminhado para a delegacia, o pastor não quis comentar a prisão e disse que não sabia quais eram as acusações. "Não tenho ideia", disse. Imagens gravadas pela Polícia Civil do Rio mostram o momento da prisão de Marcos Pereira (assista ao vídeo acima).
"Ele tinha um comportamento semelhante quando estuprava as mulheres dentro da própria igreja. Ele dizia que elas estavam possuídas, demoniadas e ele fazia crer que a única forma que essas pessoas pudessem ser libertadas daquele demônio era tendo relação com uma pessoa santa", afirmou o delegado Márcio Mendonça.
Marcos Pereira também é investigado por homicídio, associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele foi transferido nesta quarta para o Complexo de Bangu, na Zona Oeste. Trinta pessoas já prestaram depoimento contra o pastor.
A prisão ocorreu na Avenida Brasil, quando o pastor seguia em direção a Copacabana, na Zona Sul da cidade. Ele estava acompanhado por fiéis da igreja. Contra Marcos, havia dois mandados expedidos pela Justiça.
De acordo com as investigações, parte dos crimes ocorreu em um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana. O local seria usado pelo pastor para promover orgias e violência sexual. O imóvel, avaliado em R$ 8 milhões, está registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
O G1 entrou em contato com a assessoria da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, localizada em São João de Meriti que informou, por meio de nota que o pastor Marcos Pereira é inocente e sua conduta como homem de Deus, prova isso. A assessoria acrecentou ainda que todos estão "indignados com a injustiça e que isso não passa de especulação".
O pastor Marcos Pereira ficou conhecido por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e no resgate de criminosos que seriam mortos por traficantes. Em 2004, ele negociou o fim de uma rebelião em um presídio do Rio de Janeiro.
Denúncia foi feita há 1 ano
O inquérito para investigar a associação do pastor Marcos Pereira com tráfico foi instaurado há um ano, depois que, em fevereiro de 2012, o líder do AfroReggae José Junior prestou depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre supostas ameaças que o religioso teria feito ao grupo.
Segundo José Júnior, o pastor teria também participado da onda de ataques cometidas por traficantes no Rio de Janeiro, entre 2006 e 2010. Na ocasião, em nota, o religioso disse que "durante muitos anos atraímos o olhar desconfiado de muitas pessoas, o que me colocou sob investigação e monitoramento intenso e permanente dos órgãos policiais, sem que nenhuma, repito, nenhuma ligação minha ou da igreja que presido tenha sido identificada. Trabalhar com criminosos visando a sua recuperação é diferente de se envolver com criminosos, e esta fronteira eu nunca ultrapassei".
A partir dessa investigação policial apareceram as informações sobre estupros. Segundo o delegado Márcio Mendonça, "as pessoas tinham medo de denunciar" porque começaram a ser ameaçadas. Segundo os relatos ouvidos pela polícia, o medo das vítimas devia-se ao fato do pastor abrigar criminosos e guardar armas na igreja.
Segundo o delegado, o pastor Marcos Pereira estuprava as vítimas também dentro da igreja, muitas vezes em seu gabinete. "Na igreja, tem pessoas que prestam serviço para ele e que não recebem nada. Elas servem o café, ajudam na limpeza, fazem o almoço. Ele se aproveitava e abusava das pessoas naquele local mesmo.", disse Márcio Mendonça, citando ainda que o religioso praticou "atos agressivos" e que fazia orgias com homens e mulheres no apartamento em Copacabana.
Homicídio
Segundo a polícia, uma jovem assassinada em 2008 queria denunciar o pastor depois de ter sido vitima de abuso. Três pessoas foram presas suspeitas do crime, entre elas, o sobrinho do religioso.
Há tambem uma investigação que aponta que, além do homicídio desta jovem, que já era maior de idade, há outros homicídios. "São pessoas que teriam descoberto as orgias e aí foram assassinadas", afirmou o delegado.
G1
terça-feira, 30 de abril de 2013
Indiana de cinco anos estuprada e torturada morre no hospital
.Ela teria sido sequestrada e violentada por um amigo de seus pais
NOVA DÉLI - A menina de cinco anos violentada e torturada há duas semanas morreu no hospital na Índia, anunciaram fontes médicas nesta terça-feira. Ela sofreu uma parada cardíaca, depois de passar oito dias em coma induzido, disse um porta-voz.
A menina teria sido estuprada e torturada por um amigo de seus pais e abandonada em um quarto trancado por dois dias na região central da Índia. O ataque ocorreu quatro meses após o estupro coletivo de uma estudante em um ônibus de Nova Déli, que provocou uma onda de protestos contra a violência de gênero no país.
O Globo
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Adolescente sofre estupro coletivo após sair da escola na Paraíba
Exames médicos já comprovaram o abuso; polícia ainda tenta identificar suspeitos
Cinco homens são suspeitos de praticar um estupro coletivo contra uma adolescente de 14 anos em Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, na tarde de quarta-feira (10). A garota saía do Colégio Carlos Chagas, no bairro do Tibiri II, quando foi abordada por dois homens que a colocaram em uma van. Outros três rapazes estavam dentro do veículo.
Segundo a Polícia Militar, a estudante teve o rosto coberto com um pano e foi dopada. O estupro coletivo ocorreu em um matagal e depois a adolescente foi abandonada na avenida Campina Grande, cerca de três horas depois de ter sido levada pelos criminosos.
O pai da vítima foi chamado e levou a estudante ao hospital. A PM informou que os exames realizados já comprovaram os abusos.
A única pista é de que a van era de cor branca, mas nenhum suspeito identificado, segundo a PM. O caso foi registrado no 14ª Delegacia Distrital de Santa Rita.
R7
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Após estupro, prefeitura proíbe películas escuras em vans
Decisão ocorre seis dias após turista americana ter sido violentada por três homens dentro de um veículo que atravessou 3 cidades sem levantar suspeita
A prefeitura do Rio proibiu o uso de películas escuras nos vidros de vans usadas no transporte de passageiros. A decisão, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, é tomada seis dias depois que um casal de turistas foi submetido a seis horas de violência dentro de um desses veículos, que atravessou três municípios sem levantar suspeitas.
Leia: A van do horror
Segundo o decreto, que começa a valer a partir de segunda-feira, "a falta de visibilidade prejudica a compreensão por parte dos passageiros quanto à ocupação dos veículos, comprometendo a segurança" dos usuários do transporte. Quem desrespeitar a nova regra pode ser multado em 1.251,48 reais e ter o veículo lacrado.
Relembre o caso - O pesadelo da turista americana e do namorado francês começou em Copacabana, quando os dois entraram em uma van que tinha os vidros escuros e já levava outras pessoas. Em Botafogo, Wallace Aparecido Souza Silva anunciou o assalto. No elevado da Perimetral, via que dá acesso à Ponte Rio-Niterói, ele exigiu que todos os passageiros descessem - exceto o casal.
Dirigido por Jonathan Froudakis de Souza, o veículo conseguiu atravessar a ponte, passar pelo pedágio e voltar a Copacabana, sem que ninguém desconfiasse das sessões de espancamento e estupro que ocorriam em seu interior. Os dois criminosos e as vítimas cruzaram vários bairros da Zona Sul do Rio até voltar a Niterói, e seguir para São Gonçalo, onde entrou o terceiro acusado, Carlos Armando Costa dos Santos - todos estão presos.
A certeza de que a película impedia a visibilidade de dentro da van permitiu que os criminosos parassem em locais públicos, como postos de combustíveis, sem qualquer preocupação. Segundo os policiais da Delegacia de Atendimento Especial ao Turista (Deat), ao relatar o crime, o turista francês disse não conseguir entender como o Rio permitia que um veículo com os vidros completamente escuros transportasse passageiros.
Veja
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Acusado de estuprar o próprio filho e outras quatro crianças tinha uma creche informal em casa
De acordo com a polícia, o ambiente onde as crianças eram abrigadas não tinha a mínima estrutura
Rossini Costa e Silva Nascimento preso na semana passada acusado de abusar sexualmente de cinco crianças, sendo que uma delas seria o próprio filho, tinha uma creche informal em casa. A mulher dele, Cléia Gomes Machado, cuidava de crianças de três a oito anos.
A suspeita da polícia é que o homem aproveitava o momento em que ela saía para cometer os abusos. Nesta segunda-feira (25), outras denúncias chegaram à Polícia Civil, após a divulgação do caso na imprensa. Mais quatro crianças teriam sido violentadas por ele. Com as novas denúncias, a polícia acredita que os crimes aconteciam pelo menos desde 2004. Época que a mulher do acusado já cuidava de crianças na própria casa, no centro de São Sebastião, região administrativa do DF.
De acordo com o delegado Érito Pereira Cunha, o ambiente onde as crianças eram abrigadas não tinha a mínima estrutura e é bastante hostil. Durante a investigação, a polícia descobriu que o acusado conquistava atenção das crianças com brinquedos e um comportamento carinhoso.
— Ele colocava todas as crianças na sala, pedia para elas tirarem a roupa e dava beijos nelas. Nós também temos conhecimento de que a mulher dele sabia do comportamento dele.
R7
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Estuprador procurado por 23 anos é preso no Havaí
Salvador Orozco, de 48 anos, deverá ser extraditado ao Reino Unido
Um homem foragido há mais de duas décadas acusado de participar de um estupro brutal de uma garçonete em Gateshead, no nordeste da Inglaterra, foi preso no Havaí.
Salvador Orozco, de 48 anos, deverá ser extraditado ao Reino Unido.
O crime do qual ele está sendo acusado aconteceu em 17 de maio de 1990.
Uma garçonete de 20 anos foi brutalmente atacada enquanto voltava para casa. Segundo a mulher, o estuprador disse ser japonês e afirmou que se chamava Sushi.
As informações são do tabloide britânico Daily Mail.
Salvador conseguiu fugir da polícia inglesa por mais de 20 anos. Ele foi preso na última quinta-feira (7).
R7
domingo, 20 de janeiro de 2013
Em quatro anos, registros de estupro cresceram 157%
Uma mulher que, assim como na Índia, foi estuprada dentro de ônibus - Hans von Manteuffel
Entidades protestam contra impunidade; mudança no texto do Código Penal, em 2009, encorajou denúncias
RIO e BRASÍLIA A notícia do estupro de uma jovem de 23 anos por seis homens em um ônibus em Nova Délhi chocou o mundo e jogou luz sobre o problema da impunidade contra esse crime na Índia. Os registros mais recentes do Brasil, no entanto, mostram que somente entre janeiro e junho de 2012 ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.
O número representa uma queda de 28% em relação a 2011, mas um crescimento de 54% em relação ao mesmo período de 2009. Essa estatística inclui os casos de estupro, assédio sexual, atentado violento ao pudor, pornografia infantil, exploração sexual e outros crimes sexuais. Em média, a cada dez casos, 8,5 são contra mulheres. No caso específico de estupros, de 2009 a 2012, houve crescimento de 157%.
Até 2009, o Código Penal só tratava como estupro a agressão com penetração vaginal comprovada. O toque e até a penetração anal eram tratados como atentado ao pudor. A mudança na lei, na avaliação de Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, encorajou as mulheres a denunciar as agressões, influindo sobre as estatísticas.
— As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar, elas estão se sentindo menos culpadas — avalia Aparecida.
O Ministério da Saúde diz que os casos de violência passaram a ter notificação obrigatória em todos os serviços de saúde apenas em 2011, o que contribui para o aumento da quantidade de casos. Aparecida ressaltou o aumento dos estupros coletivos no país, especialmente em festas. Em agosto de 2012, os dez integrantes de uma banda de pagode teriam estuprado duas adolescentes após um show na Bahia. Em fevereiro do mesmo ano, cinco mulheres foram estupradas, das quais duas morreram, em uma festa em Queimadas, na Paraíba. Nove homens foram detidos.
A secretária diz que os movimentos em defesa das mulheres têm usado bem as redes sociais para protestar. As ONGs teriam conseguido, por exemplo, evitar a contratação da banda de pagode para eventos e até retirar o patrocínio de empresas ao grupo.
— Não tem revolta como teve na Índia. Mas existe um outro tipo de mobilização no Brasil que tem funcionado, que são as redes sociais — avalia Aparecida.
Se os casos se contam aos milhares no Brasil, entidades de defesa da mulher advertem que a punição ainda é muito baixa, apesar do aumento progressivo das denúncias que chegam à polícia. Segundo o Ministério da Justiça, há no Brasil 12.704 presos por estupro — 99,2% são homens. Há ainda 8.005 presos por atentado violento ao pudor e 665, por corrupção de menores.
Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da Cepia, uma ONG que atua contra a violência sexual, acredita que um dos motivos da impunidade é o baixo índice de mandados de prisão cumpridos neste tipo de crime.
— Uma coisa é a polícia mandar prender, outra coisa é o indivíduo ser achado para ser preso — afirma Leila, ao concordar que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar seus agressores. — De fato, muitas mulheres estão mais corajosas para denunciar. Quanto mais se divulgam informações sobre direitos e quanto mais se oferecem serviços, vai aparecer mais violência. O que acontece é que o aumento da demanda das vítimas aos serviços públicos dá visibilidade maior aos crimes.
Proporcionalmente ao número de habitantes, o Rio de Janeiro tem o menor índice de estupradores presos: 1,4 por 100 mil pessoas. Já Roraima está em primeiro lugar: são 26,15 presos por estupro para cada 100 mil habitantes.
No estado do Rio, 16 estupros por dia
Se os dados do SUS apresentam um aumento nas notificações, os dados da Secretaria de Segurança do Rio apresentam números ainda mais assustadores. De janeiro a outubro do ano passado, foram registrados 5.055 casos de estupro, mais do que as 4.022 ocorrências, registradas entre janeiro e dezembro de 2011, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).
Em 2012, houve, em média, a ocorrência de 16 estupros por dia no estado. Os agressores mais frequentes são amigos ou conhecidos, com 1.333 registros; o pai, com 447; e o padrasto, com 444.
Para enfrentar as agressões sexuais no país, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres tem investido em duas frentes: campanhas educativas para atingir principalmente crianças e adolescentes, uma vez que o agressor normalmente é um parente ou conhecido da família; e fortalecer os serviços de atendimento públicos disponíveis para a vítima, como as delegacias e os profissionais nos hospitais e postos de saúde.
— Isso mostra o comportamento machista da nossa sociedade, que autoriza que homens se apropriem do corpo da mulher. É como se o homem não pudesse ouvir o não. Se a sociedade não começar a reagir, nós logo vamos estar numa situação como a da Índia —afirmou Aparecida.
O Globo
Entidades protestam contra impunidade; mudança no texto do Código Penal, em 2009, encorajou denúncias
RIO e BRASÍLIA A notícia do estupro de uma jovem de 23 anos por seis homens em um ônibus em Nova Délhi chocou o mundo e jogou luz sobre o problema da impunidade contra esse crime na Índia. Os registros mais recentes do Brasil, no entanto, mostram que somente entre janeiro e junho de 2012 ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.
O número representa uma queda de 28% em relação a 2011, mas um crescimento de 54% em relação ao mesmo período de 2009. Essa estatística inclui os casos de estupro, assédio sexual, atentado violento ao pudor, pornografia infantil, exploração sexual e outros crimes sexuais. Em média, a cada dez casos, 8,5 são contra mulheres. No caso específico de estupros, de 2009 a 2012, houve crescimento de 157%.
Até 2009, o Código Penal só tratava como estupro a agressão com penetração vaginal comprovada. O toque e até a penetração anal eram tratados como atentado ao pudor. A mudança na lei, na avaliação de Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, encorajou as mulheres a denunciar as agressões, influindo sobre as estatísticas.
— As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar, elas estão se sentindo menos culpadas — avalia Aparecida.
O Ministério da Saúde diz que os casos de violência passaram a ter notificação obrigatória em todos os serviços de saúde apenas em 2011, o que contribui para o aumento da quantidade de casos. Aparecida ressaltou o aumento dos estupros coletivos no país, especialmente em festas. Em agosto de 2012, os dez integrantes de uma banda de pagode teriam estuprado duas adolescentes após um show na Bahia. Em fevereiro do mesmo ano, cinco mulheres foram estupradas, das quais duas morreram, em uma festa em Queimadas, na Paraíba. Nove homens foram detidos.
A secretária diz que os movimentos em defesa das mulheres têm usado bem as redes sociais para protestar. As ONGs teriam conseguido, por exemplo, evitar a contratação da banda de pagode para eventos e até retirar o patrocínio de empresas ao grupo.
— Não tem revolta como teve na Índia. Mas existe um outro tipo de mobilização no Brasil que tem funcionado, que são as redes sociais — avalia Aparecida.
Se os casos se contam aos milhares no Brasil, entidades de defesa da mulher advertem que a punição ainda é muito baixa, apesar do aumento progressivo das denúncias que chegam à polícia. Segundo o Ministério da Justiça, há no Brasil 12.704 presos por estupro — 99,2% são homens. Há ainda 8.005 presos por atentado violento ao pudor e 665, por corrupção de menores.
Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da Cepia, uma ONG que atua contra a violência sexual, acredita que um dos motivos da impunidade é o baixo índice de mandados de prisão cumpridos neste tipo de crime.
— Uma coisa é a polícia mandar prender, outra coisa é o indivíduo ser achado para ser preso — afirma Leila, ao concordar que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar seus agressores. — De fato, muitas mulheres estão mais corajosas para denunciar. Quanto mais se divulgam informações sobre direitos e quanto mais se oferecem serviços, vai aparecer mais violência. O que acontece é que o aumento da demanda das vítimas aos serviços públicos dá visibilidade maior aos crimes.
Proporcionalmente ao número de habitantes, o Rio de Janeiro tem o menor índice de estupradores presos: 1,4 por 100 mil pessoas. Já Roraima está em primeiro lugar: são 26,15 presos por estupro para cada 100 mil habitantes.
No estado do Rio, 16 estupros por dia
Se os dados do SUS apresentam um aumento nas notificações, os dados da Secretaria de Segurança do Rio apresentam números ainda mais assustadores. De janeiro a outubro do ano passado, foram registrados 5.055 casos de estupro, mais do que as 4.022 ocorrências, registradas entre janeiro e dezembro de 2011, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).
Em 2012, houve, em média, a ocorrência de 16 estupros por dia no estado. Os agressores mais frequentes são amigos ou conhecidos, com 1.333 registros; o pai, com 447; e o padrasto, com 444.
Para enfrentar as agressões sexuais no país, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres tem investido em duas frentes: campanhas educativas para atingir principalmente crianças e adolescentes, uma vez que o agressor normalmente é um parente ou conhecido da família; e fortalecer os serviços de atendimento públicos disponíveis para a vítima, como as delegacias e os profissionais nos hospitais e postos de saúde.
— Isso mostra o comportamento machista da nossa sociedade, que autoriza que homens se apropriem do corpo da mulher. É como se o homem não pudesse ouvir o não. Se a sociedade não começar a reagir, nós logo vamos estar numa situação como a da Índia —afirmou Aparecida.
O Globo
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Pizzaiolo é preso suspeito de estuprar o próprio enteado de apenas 11 anos na Serra
Um pizzaiolo de 31 anos foi preso por suspeita de estupro na noite de quinta-feira (10), no bairro Nova Carapina, na Serra. A vítima é o próprio enteado do suspeito, um menino de apenas 11 anos.
No DPJ da Serra, o homem chegou a chorar. Ele negou o crime, apesar de exames apontarem indícios da violência. “Eu estou sendo acusado, mas não fiz nada não. Ele confirmou, mas eu não tenho porque mentir, porque já estou preso. Porque eu mentiria?”, disse o homem.
A criança, que era tranquila, ficou agressiva depois do abuso. A mudança de comportamento do filho despertou a atenção da mãe, que chamou o garoto para conversar e descobriu os abusos praticados pelo padrasto.
“De uns tempos para cá, ele começou a ficar mais acanhado, a apresentar um comportamento mais quieto, não conversava com ninguém. A partir disso, a mãe foi pressionando para ver o que estava acontecendo. Ontem [quinta], ele tomou coragem, contou para a mãe e ela acionou a Polícia Militar”, disse o delegado Rodrigo Sandi Mori.
De acordo com a polícia, os abusos aconteceram em cinco ocasiões. Em todas as vezes, o pizzaiolo ameaçava matar a mãe do menino caso o enteado contasse o que acontecia entre eles. “O padrasto o ameaçava de morte, falava para ele tirar a roupa. Quando ele tirava a roupa, ocorria o ato sexual. O menino relata que havia penetração. Depois do ato, ele falava para o menino não contar para ninguém ameaçando matar a mãe da criança”, contou o delegado.
O suspeito diz que está sendo vítima de vingança da mulher por conta de uma suposta traição. “Devido a umas falhas minhas em relação à conversas com mulheres na internet, ela supostamente perdoou. Ela sempre tocava nesse assunto e falava que uma hora faria alguma coisa comigo, me acusaria de alguma coisa e que eu teria que sair da vida dela de uma vez. Eu creio que possa ter sido armação dela sim”, afirmou o suspeito.
Mas a alegação do suspeito não convenceu o delegado responsável pelas investigações, que vai encaminhar o caso para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. “Para a polícia, é convincente o depoimento do menino. Esse caso vai ser encaminhado para a DPCA e lá eles vão investigar melhor o ocorrido”, comentou o Rodrigo Sandi Mori.
Folha Vitoria
Defesa de indía estuprada cobra indenização do colégio Pedro II
Empresa Confederal Rio Vigilância será acionada judicialmente
Advogados que defendem a índia estuprada em uma festa ocorrida no dia 23 de dezembro ingressaram na tarde desta quinta-feira (10) com uma ação indenizatória contra o Colégio Pedro II, por ter sido dentro da unidade de São Cristóvão onde o fato ocorreu. Segundo eles, é uma “conduta de responsabilidade para coibir a violência num ambiente frequentado por muitas crianças”.
Além do colégio, eles estão acionando judicialmente também a Confederal Rio Vigilância, empresa para a qual trabalha o vigilante autor da violência contra a indígena, que se encontra preso preventivamente por ordem judicial.
A ação contra o colégio foi impetrada na Justiça Federal. “Se trata de uma ação de responsabilidade civil objetiva do Estado por danos morais a uma cidadã. Entramos na esfera federal porque o Pedro II é uma instituição pública federal”, explica um dos advogados da índia, André de Paula.
Pelo fato de a índia não ter registro na FUNAI – embora os próprios indígenas da Aldeia Maracanã, onde ela reside, a considerem como tal, o que caracterizaria o estupro de vulnerável, como consta nos autos do inquérito –, os advogados optaram por entrar na Justiça do Estado do Rio contra a empresa de segurança Confederal.
“Em relação à Confederal, vamos com cautela, pois eles podem indagar sobre a questão da falta de registro indígena. Caso isso ocorra, ainda poderemos recorrer e declinar a ação para a esfera federal”, ressalta outra advogada que prefere não se identificar.
Em relação à ação criminal que tramita na 17ª Vara Criminal contra o estuprador, os advogados estão se habilitando para acompanharem o caso na condição de assistentes da acusação. Desta forma, pretende fiscalizar o andamento do processo.
O crime
O estupro, como o Jornal do Brasil noticiou ocorreu durante uma festa na madrugada do dia 23 de dezembro, que reuniu representantes de órgãos sociais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Como a própria índia informou ao JB, ao pedir informações sobre a saída do colégio, o segurança a conduziu para um local escuro nas dependências da escola e a estuprou.
O estupro não foi assimilado por seu companheiro que passou a questionar se ela não havia consentido o ato, como ela confessou ao JB. O casamento acabou não acontecendo, foi adiado e o índio encontra-se em uma viagem à São Paulo, a mando do cacique, para "ele esfriar a cabeça", explicou a própria índia à reportagem
Procurado pela reportagem, o colégio Pedro II não atendeu às ligações tanto no telefone central, como no da filial de São Cristóvão, onde ocorreu o crime. O JB também tentou entrar em contato com a Confederal e não conseguiu.
*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil
JB Online
domingo, 6 de janeiro de 2013
Pai da estudante indiana estuprada revela nome da filha
O nome de Jyoti Singh Pandey, violentada e morta por seis homens dentro de um ônibus, foi mantido em segredo
O pai da estudante indiana estuprada e morta em um ônibus de Nova Délhi no dia 16 de dezembro revelou a um veículo britânico o nome sua filha, Jyoti Singh Pandey, por considerar que isso dará "coragem" a outras mulheres. Até o momento, seu nome havia sido mantido em segredo, e a imprensa se referia à vítima como "Amanat".
Em entrevista publicada hoje pelo britânico The Sunday People, o pai da menina, Badri Singh Pandey, de 53 anos, quis que "o mundo conhecesse seu nome verdadeiro". "Minha filha não fez nada mau, morreu enquanto se defendia", afirmou. "Estou orgulhoso dela. Revelar seu nome dará coragem a outras mulheres que sobreviveram a esses ataques. Encontrarão fortaleza na minha filha", disse.
Badri disse ainda que embora a princípio tenha desejado ver frente a frente os responsáveis pela morte de sua filha, depois mudou de ideia. "Agora só quero ouvir que os tribunais os condenaram e que vão ser enforcados". O pai de Jyoti disse ainda que quer "a morte para os seis", que definiu como "animais". "Tudo que posso dizer é que (os criminosos) não são humanos, nem sequer animais. Não pertencem a este mundo".
A jovem estudante de fisioterapia morreu em um hospital de Cingapura poucos dias após sofrer uma brutal violação nas mãos de seis homens quando estava em um ônibus, sendo jogada do veículo em movimento na estrada, junto com um amigo. O caso comoveu a sociedade indiana e gerou uma rara onda de protestos e manifestações no país.
Um tribunal de Nova Délhi acusou ontem cinco dos seis envolvidos no estupro e tortura da estudante e a juíza Namrita Aggarwal ordenou que os acusados, que estão presos, compareçam ao tribunal na segunda-feira (7). A magistrada acusou todos os réus de uma longa série de crimes, entre eles estupro e assassinato, eque pode ser condenado com a pena de morte na Índia. O sexto envolvido no crime tem 17 anos, por isso está preso em um centro de detenção para menores
Época
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Polícia interroga colegas de trabalho da estagiária que morreu ao cair de prédio
Ela teria deixado carta contando que foi estuprada após festa de fim de ano da firma
A polícia concentra esforços para desvendar a misteriosa morte da estagiária de direito que caiu do prédio onde morava no dia 3 de dezembro. A tese inicial era de que Viviane Alves Guimarães havia se suicidado e, por isso, a queda da jovem não estava sendo investigada.
Policiais só entraram em ação depois que a família entregou na delegacia uma carta que teria sido escrita pela estudante. Na mensagem, Viviane revelou que foi violentada após ser dopada em uma confraternização de fim de ano da firma.
Nesta semana, a polícia começa a colher depoimentos dos colegas de trabalho de Viviane. De acordo com a polícia, a mãe dela disse que, no dia da festa da empresa, a jovem voltou para casa de táxi com um homem com quem ela havia mantido relações sexuais.
Foi após esse episódio que Viviane teria apresentado sintomas de depressão e, uma semana depois, caído do sétimo andar do edifício onde morava, no Morumbi. No apartamento, policiais recolheram computador, celular e bilhetes escritos por Viviane.
R7
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
[REALIZATTO] AIDS = ESTUPRO DE PESSOA INCONSCIENTE
Refletindo sobre acontecimentos nos últimos 5 (cinco) anos, deparo-me com uma constatação assombrosa. A AIDS, ou o vírus que provoca falta de imunidade, é tão e quão somente o resultado de anos de estupro pessoa inconsciente, o que em síntese remete a uma super bactéria "candida", que atua de forma irracional.
A pessoa que é vítima de estupro inconsciente, ou subjugada com pratica de sexo anal, desenvolve diversas doenças, entre elas: infecções intestinais, infecções pulmonares, alterações circulatórias, envelhecimento precoce, ressecamento de pele e de cabelos, obesidade, diabetes, artroses, alterações esqueléticas, doenças neurológicas, exacerbamento da agressividade, confusão mental, esquecimento, dificuldade de aprendizado, infecções urinárias, cansaço, pressão alta e doenças congênitas, entre outras.
A vítima está constantemente sendo acometida de doenças e infecções, o que a obriga a usar antibióticos e outros medicamentos. O excesso de antibióticos num organismo que não tem tempo de se recuperar, provoca baixa de imunidade, até que esta deixe de existir.
Quando o organismo está debilitado, algumas bactérias oportunistas se desenvolvem. A Candida Albicans é uma delas. Esta bactéria infesta o organismo, causando diversas infecções. Se este organismo não reage estará instalada a AIDS.
Informação recebida por e-mail de Fátima Leme
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Estuprador se passa por pai de família em anúncio de adoção e revolta população
Inglaterra - Uma propaganda de incentivo à adoção está causando revolta na cidade de Doncaster, na Inglaterra. Tudo isso porque o homem que representa o pai de várias crianças no anúncio foi condenado, em 2011, a quatro anos de prisão por cometer vários abusos sexuais contra mulheres e crianças. Darren Manyou, de 42 anos, fazia parte de uma agência de modelos quando foi contratado pela campanha de adoção e estava disponível para o trabalho.
Uma fonte mostrou toda sua indignação ao "The Sun" e disse que é inadimissível um fato como este. "É repugnante que coloquem um estuprador para interpretar um pai de uma família feliz em uma propaganda na Internet", contestou ela.
A fonte ressaltou, ainda, que pessoas como Darren Manyou devem ter suas fichas criminais verificadas antes de serem tachadas como indôneas por algum veículo de propaganda. Ela espera que o homem não tenha ganhado nenhum tipo de benefício com o anúncio.
O conselho de Doncaster disse que todos os modelos do anúncio eram da agência contratada pela empresa que fez o site. As autoridades pediram a remoção das imagens e a investigação do caso está em andamento.
O Dia Online
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Desenho de aluna de 5 anos ajuda polícia a deter suspeito de estupro
Desempregado reconhecido pela vítima foi indiciado por estupro em escola.
Mas por conta da lei eleitoral, morador de rua de São Paulo foi solto.
Um desenho de um homem barbado, com traços infantis, feito à mão por uma menina de 5 anos, e o depoimento assinado por ela mesma ajudaram a Polícia Civil de São Paulo na identificação do suspeito de violentar sexualmente a garota.
O crime teria ocorrido em agosto deste ano, dentro da escola municipal onde ela estudava, na Zona Leste da capital paulista. Um desempregado de 37 anos chegou a ser preso pela suspeita do crime de estupro, no início de outubro, mas foi posto em liberdade porque não havia sido detido em flagrante, como determina a lei eleitoral. Ele é morador de rua, dormia numa obra vizinha à escolinha, e teria entrado no local ao pular um muro.
A criança contou no 24º Distrito Policial, em Ermelino Matarazzo, que naquela tarde de agosto ela brincava sozinha no pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Professora Ana Marchione Salles, no Jardim Popular, quando o agressor a agarrou por trás, beijou sua boca e abusou dela.
O delegado titular Marcel Druziani afirmou nesta quarta-feira (24) ao G1 que investiga se funcionários falharam na segurança da menina. Procurada para comentar o assunto, a Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou nota informando que abriu procedimento para apurar o caso (leia íntegra abaixo).
A equipe de reportagem teve acesso a uma cópia de um dos desenhos do estuprador que foram feitos pela menina. “Eu pedi para ela desenhar quem a atacou. Ela mesma que fez a barba comprida do homem e o cabelo encaracolado. Ela desenhou o agressor na frente de um dos investigadores, que ficou com um dos desenhos”, disse a mãe da menina, a auxiliar administrativa Priscila, de 26 anos, que tem outra filha, de 3 anos, e é separada.
Depoimento
A garota fez questão de assinar o boletim de ocorrência juntamente com a sua mãe. “Resolvi procurar a polícia depois que minha filha voltou para casa com a calcinha ensanguentada. Antes, tinha levado a roupinha dela para a escola, mas as professoras me fizeram acreditar que a menina teria caído do escorregador. Eu achei a história estranha porque ela me falou de um homem mau e fedorento que a pegou”, disse Priscila, que tirou a filha da escola. "Ela agora faz aulas de balé e artes marciais. No próximo ano, vou colocá-la numa escolinha particular".
Laudo
Logo após prestar as declarações na polícia, a menina passou por exames no departamento de sexologia forense do Programa Bem-me-quer de Atendimento Especial às Vítimas de Violência Sexual, do Hospital Pérola Byington, onde apresentou “equimose arroxeada, com 1,5 centímetros de extensão, irregular” no ânus.
Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Técnico Científica, feito no hospital, indicou que a criança “apresenta lesão anal compatível com a prática de atos libidinosos”. O documento, no entanto, não é conclusivo ao sugerir também que o ferimento pode ter sido causado de forma “acidental, automanipulação ou decorrente de alterações de hábito intestinal”.
Mesmo assim, a mãe da vítima contou à equipe de reportagem que, por precaução, a filha tomou coquetel anti-HIV e outros remédios contra doenças sexualmente transmissíveis.
Em 2 de outubro, um homem com roupas sujas e com as mesmas características físicas da ilustração feita anteriormente pela vítima na delegacia, foi reconhecido pela criança quando ela caminhava com avó em direção ao mercado. Ele foi detido pela Polícia Militar e levado para o 24º DP, onde negou o crime. Mesmo assim, acabou indiciado por estupro de vulnerável, já que laudo do IML, indicou que a garota apresentou ferimentos similares aos de vítimas de abuso. Outros exames complementares foram requisitados pela polícia para tentar corroborar a acusação da menina de que foi o morador de rua que a violentou.
Lei eleitoral
“A menina é muito inteligente e não iria mentir. Tudo indica que ela foi atacada dentro da escola mesmo. O desenho feito por ela, bem como seu relato preciso, o reconhecimento feito por ela e a ida dela com os investigadores até a escola, indiciando onde foi pega, o laudo do IML, enfim, todas essas provas formaram a convicção da autoridade policial para determinar o indiciamento do suspeito. Para se ter uma ideia, o suspeito chegou a ser colocado do lado de mais três homens, com as mesmas características dele e a menina voltou a reconhecê-lo. Não há dúvidas que foi ele”, disse o delegado Marcel Druziani.
Para revolta da família da menina, no entanto, esse homem foi posto em liberdade na mesma data em que tinha sido detido pela PM, que em cumprimento à lei eleitoral só permite a prisão de suspeitos em flagrante. No dia 7 de outubro ocorreria a votação para a escolha do prefeito da cidade. Nenhum eleitor pode ser detido ou preso cinco dias antes e 48 horas após o encerramento das eleições, exceto em casos de flagrante ou mediante sentença condenatória.
“Como a prisão dele não foi em flagrante tivemos de soltá-lo para não ferir a lei eleitoral”, justificou o delegado, que deve pedir a prisão preventiva do suspeito para que ele fique detido até um eventual julgamento. "O pedido à Justiça deverá ser feito após o período eleitoral".
“É lamentável que uma lei tão arcaica dessa ainda prevaleça e coloque nas ruas um monstro desses que estuprou minha filha e pode estuprar outras meninas mais por aí”, afirmou Priscila, que criticou a falta de segurança da escola e a omissão de funcionários. “Além de não prestarem atenção nos alunos, minha filha me contou que disse às professoras que tinha sido abusada por um homem, mas elas pediram para ela não falar nada para mim porque era um segredo delas”.
O que diz a escola
Questionada, a assessoria de imprensa da SME divulgou a seguinte nota: “A direção da EMEI Prof. Ana Marchione Salles abriu apuração preliminar em agosto passado para apurar episódio envolvendo aluna da unidade. A determinação foi feita pela Diretoria Regional de Educação Penha (DRE Penha), a qual a escola está subordinada. O processo se encontra em fase de conclusão. A diretoria está colaborando com a polícia para a total elucidação dos fatos.”
G1
terça-feira, 2 de outubro de 2012
STJ unifica jurisprudência e diz que qualquer estupro é hediondo
O Superior Tribunal de Justiça unificou sua jurisprudência para considerar que qualquer modalidade de estupro ou atentado violento ao pudor (ato sexual sem penetração vaginal) é crime hediondo. A decisão vale para crimes cometidos antes de 2009, quando uma mudança na lei unificou os dois tipos e acabou com a divergência.
Até então, parte da doutrina e dos tribunais considerava crimes hediondos apenas os estupros e atentados violentos ao pudor dos quais resultassem lesão corporal grave ou morte.
O crime hediondo se difere do comum por não aceitar anistia ou indulto. Além disso, todos os crimes hediondos são inafiançáveis, a pena começa a ser cumprida em regime fechado e o condenado precisa cumprir 2/5 da pena para progredir de regime --o criminoso comum deve cumprir 1/6.
Com a unificação em 2009, pacificou-se o entendimento de que o estupro simples já é considerado crime hediondo. Ficou a dúvida, entretanto, quanto aos crimes cometidos antes dessa data, que ainda estão sendo julgados no STJ.
Na quarta, o tribunal deu ganho de causa ao Ministério Público, que pedia que um acusado de atentado violento ao pudor fosse julgado por crime hediondo. A decisão uniformiza a jurisprudência do tribunal: todos os recursos que forem levados ao STJ sobre o tema terão a mesma solução.
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