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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Parentes de Bianca Consoli fazem protesto na Paulista
Parentes da estudante Bianca Consoli, assassinada em setembro de 2011, iniciaram por volta de 13h deste sábado (18) um protesto para cobrar celeridade no andamento do processo sobre o crime.
A passeata teve início na alameda Ministro Rocha Azevedo e deve seguir até o prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), no sentido Consolação. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a manifestação era pacífica e não causava bloqueios até as 13h30.
O evento foi organizado pela UDVV (União em Defesa das Vítimas de Violência).
Estupro
Na semana passada, foi divulgado de que o crime de estupro foi incluído no processo sobre a morte da estudante. A informação foi confirmada pelo advogado da família de Bianca, Cristano Medina. O caso corre em segredo de Justiça.
Daiana conta que a notícia mexeu com os familiares.
— Nós já tínhamos a suspeita [do estupro], mas quando ouvimos falar que realmente aconteceu, isso mexeu muito com a gente. O que ela [Bianca] sofreu nas mãos dele [Sandro]... Só Deus para nos dar força. Principalmente, para minha mãe. Nenhuma dor supera a da minha mãe.
Segundo Daiana, o sentimento de todos é de revolta.
— É revoltante. A minha vontade é que seja cumprida a justiça e que ele [Sandro] seja levado a júri popular e seja condenado. É para isso que nós lutamos a todo o momento.
Na semana passada, Ricardo Martins, advogado que defende Sandro Dota, confirmou que seu cliente responde por estupro, mas negou o crime.
— É verdade que o Sandro responde hoje um processo criminal de um crime de homicídio e estupro. A acusação diz isso, mas não quer dizer que seja verdade que ele cometeu o crime. Assim como não é verdade que o médico legista tenha afirmado de forma categórica a ocorrência do estupro.
Crime
O corpo de Bianca Consoli foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir para a academia.
Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada por ela, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram encontradas mechas de cabelo pelos degraus.
As investigações da polícia apontaram Sandro Dota, na época cunhado da vítima, como o principal suspeito do crime. Preso desde o dia 12 de dezembro de 2011, ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. O motoboy nega as acusações e alega inocência.
R7
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Homem que tentou estuprar mulher na Lagoa era parceiro de pelada do marido dela
RIO – O vigia de rua que foi preso na madrugada desta quinta-feira, na Lagoa, na Zona Sul do Rio, por tentar estuprar uma mulher, era colega de pelada do marido da vítima. Os dois jogam no mesmo time de futebol há cerca de seis meses, de acordo com ele, que é porteiro do edifício que o preso invadiu para cometer o crime. Eles jogam no campo conhecido como 'Maconhão', nas proximidades da saída do Túnel Rebouças, todos os sábados.
José Batista dos Santos Filho, de 29 anos, havia tentado estuprar a esposa de um porteiro que trabalha e mora em um prédio na Rua Carvalho de Azevedo, na Fonte da Saudade, na Zona Sul. O casal mora no primeiro andar do edifício. De acordo com a polícia, por volta das 2h, José escalou o muro do prédio para chegar até o quarto do casal. Como o marido estava trabalhando na portaria no momento, a mulher estava sozinha no apartamento.
A mulher dormia e acordou com o homem esfregando-se nela. Ao perceber que ela iria fugir, o criminoso tentou asfixiá-la. Ela gritou e ele fugiu, deixando as roupas para trás.
A vítima chamou os policiais do 23º BPM (Leblon), que fizeram buscas pela região. O criminoso foi encontrado escondido na cisterna do próprio edifício e levado para a 14ª DP (Leblon). A vítima prestou depoimento, acompanhada do marido, e deixou o local no fim da manhã desta quinta-feira. Abalada, ela saiu sem falar com a imprensa.
De acordo com o segurança da rua onde mora a vítima, o vigia subiu a ladeira da Rua Carvalho de Azevedo visivelmente bêbado:
- Ele sempre tem problema com bebida. Já discutiu e arrumou confusão várias vezes – disse Israel Gonçalves, de 44 anos.
Segundo a polícia, a vítima fará um exame de corpo de delito após o registro do caso, mas Santos teria fugido antes de consumar o crime. Entretanto, como o ato já constitui abuso sexual, Santos foi autuado por estupro, além de invasão de domicílio qualificada.
O Globo
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Vítimas que teriam sido estupradas por pagodeiros eram virgens, diz irmã de uma delas
Policial também foi preso suspeito de participação; ele teria segurado adolescente
A irmã de uma das duas vítimas que disseram ter sido estupradas por integrantes da banda de pagode New Hit, Cirlã Barbosa Peres, disse que as duas adolescentes eram virgens. Dez suspeitos foram presos no domingo (26) na cidade de Ruy Barbosa, a 320 km de Salvador, na Bahia.
— Eles acabaram com a vida da minha irmã. Elas eram apenas fãs. Aqueles meninos são uns monstros e vamos provar. Já fizemos todos os exames e vamos lutar por justiça.
As vítimas contaram à polícia que pediram para tirar uma foto com o grupo e, neste momento, o produtor teria pedido para elas entrarem no ônibus. Então, segundo elas, os integrantes teriam dito para que as jovens fossem para o banheiro e as estupraram. Elas ainda disseram que eles entraram de dois em dois no local.
Uma delas teria sido segurada por dois rapazes e estuprada por apenas um, o vocalista da banda. A outra contou que foi abusada pelos dez, mas o delegado Marcelo Cavalcanti informou que não acredita que todos os envolvidos tenham abusado da jovem, mas que alguns teriam colaborado segurando as garotas dentro do banheiro.
— As peças de roupas delas foram recolhidas e fizemos exames que irão comprovar se ocorreu ou não os estupros. Como as vítimas prestaram queixa e fizeram o reconhecimento, todos ficarão detidos até que o resultado do exame seja divulgado.
Um dos envolvidos é policial militar e também foi preso suspeito de envolvimento no caso. Ele foi transferido nesta segunda-feira (27) para um batalhão.
O delegado disse que nos próximos dias deve ouvir depoimentos de outras testemunhas. Dois integrantes da banda já admitiram ter feito sexo com as menores, mas afirmaram que elas consentiram no ato. Os demais jovens negaram qualquer relação sexual. O Conselho Tutelar foi acionado.
As adolescentes passaram por um exame de corpo de delito na Polícia Técnica de Feira de Santana. O resultado do exame ainda não foi divulgado e não há uma data definida.
Depois do exame, as jovens voltaram para a cidade de Itaberaba, onde moram. O advogado da banda, Cleber Andrare, disse que entrará com o pedido de habeas corpus na quarta-feira (29) porque na terça-feira (28) é feriado em Ruy Barbosa.
R7
sábado, 18 de agosto de 2012
Rio teve média de 335 mulheres vítimas de estupro por mês em 2011
O estudo apontou também um aumento de 7,2% no total de vítimas mulheres em relação ao ano anterior, mais 271 vítimas. Os registros de estupro ocorridos no estado no ano passado tiveram uma média de 335 mulheres vítimas desse tipo de crime, por mês.
Em 70,9% das notificações, o estupro aconteceu dentro da casa da vítima. Na metade dos casos (50,2%), a vítima conhecia o acusado e em 30,5%, elas tinham relação de parentesco com o estuprador (pais, padrastos, parentes).
O diretor-presidente do ISP, coronel Paulo Teixeira, disse ter esperança que os números apresentados gerem uma reflexão profunda, já que o fato desse tipo de violência ocorrer dentro dos domicílios ultrapassa a fronteira da polícia e exige mudanças também dentro da sociedade. “Precisamos pensar sobre que mudanças precisamos implementar para termos uma sociedade mais segura, não apenas no espaço público, mas também nas próprias casas e nas relações com as pessoas”, observou.
O dossiê aponta ainda que pouco mais de 10% dos registros foram feitos por mulheres que denunciaram seus companheiros ou ex-companheiros pelo crime. Para a coordenadora da pesquisa, major Cláudia Moraes, o aumento no número de notificações está relacionado à ampliação de redes de apoio às mulheres vítimas de violência, como os juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e as delegacias especializadas, bem como a uma maior conscientização por parte das vítimas.
“A existência de uma rede de apoio faz a mulher se sentir mais acolhida, mais encorajada a romper o silêncio. Da mesma forma, temos hoje campanhas educativas na mídia que insistem que violência contra mulher é crime; que o sexo não é uma obrigação do casamento ou da convivência.”
Cláudia Moraes lembrou que, com a mudança na Lei 12.015 de 2009, que incluiu o estupro de pessoas do sexo masculino, o número de registros desse tipo de crime praticado contra meninos também tem tido certa expressividade. Em 2010, o número de notificações para esse tipo de crime foi 15,6% do total e em 2011, 15,5%.
Para ela, os números, que chamou de alarmantes, servem também como alerta para as mães que, por terem que trabalhar, acabam não podendo participar mais ativamente da criação dos filhos. “Muito dessa violência é detectada por outras pessoas e a mãe, muitas vezes, trabalha fora, chega tarde em casa e a criança já está dormindo. Mas a criança deixa sinais, ela muda, dá sinais de depressão. Quando divulgamos esse número alto [de estupros], é importante que cada um olhe para sua casa e observe seus filhos”.
Sobre o perfil das vítimas de estupro do sexo feminino, foi observado que 37,3% eram brancas e 54,4% eram pardas ou pretas, 76% eram solteiras e 29,5% tinham entre 10 e 14 anos de idade. A maior incidência de vítimas de estupro do sexo feminino ocorreu na Baixada Fluminense na zona oeste.
O dossiê completo pode ser acessado no endereço no site do ISP
Fonte: Agência Brasil
promenino
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Mais de 70% dos estupros no Rio acontecem em casa; 53% das mulheres têm menos de 14 anos, diz ISP
Relatório de 2011 revela que, na maioria dos casos, as vítimas conheciam os agressores
O Dossiê Mulher, divulgado pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), nesta terça-feira (14), analisou os números de violência contra a mulher em 2011 e constatou que os principais crimes contra o sexo feminino – estupro, ameaças, homicídios e lesão corporal – aumentaram de 2010 para 2011. Grande parte dos delitos praticados ainda ocorre em ambiente familiar: 70,9% dos estupros, 58,1% de lesões corporais e 62,5% das ameaças. Outro dado mostra que, do total de vítimas estupradas, 53,6% eram meninas de até 14 anos de idade.
Em 50,2% dos casos de estupro, as vítimas conheciam os agressores (companheiros, ex-companheiros, pais, padrastos, parentes e conhecidos); 30,5% tinham relação de parentesco com a vítima (pais, padrastos, parentes); e 10,1% eram companheiros ou ex-companheiros.
Ao analisar este tipo de crime por área, verificou-se que a maior incidência de vítimas ocorreu em Nova Iguaçu, na baixada, com 435 vítimas. Entretanto, a maior taxa de vitimização em relação à população feminina foi verificada em Seropédica, Itaguaí, Paracambi, Queimados e Japeri - 8,58 em cada 10 mil mulheres.
A analista criminal do ISP, major Claudia Moraes, lembrou que a lei Maria da Penha, que completa sete anos de existência neste mês de agosto de 2012, mudou a forma das pessoas de encarar o abuso contra o sexo feminino.
— Não houve diminuição dos crimes contra a mulher com a lei Maria da Penha. Houve até um aumento das notificações. Isso não quer dizer que houve aumento dos crimes, mas elas estão mais seguras e com mais coragem para denunciar esses crimes.
Ainda de acordo com o dossiê, as maiores incidências dos abusos contra as mulheres ocorreram na Baixada Fluminense e na zona oeste da capital.
Homicídios dolosos e tentativa de homicídio
Do total de homicídio doloso, 7,1% eram mulheres. Esse delito apresentou um aumento de 1,3% no total em relação a 2010, com média mensal de 25 mulheres vítimas. Das 303 mulheres assassinadas, 34,3% tinham entre 18 e 34 anos e 19,1% conheciam os agressores.
Em relação à tentativa de homicídio, foi constatado que 16% das vítimas eram mulheres, 51,6% delas conheciam os acusados, sendo que 37,8% das vítimas eram os ex-companheiros ou companheiros.
Ameaças e lesão corporal
As ameaças contra mulheres registraram o número de 54.253, um aumento de 8,6% em relação ao ano de 2010. São, aproximadamente, 147 vítimas por dia.
Somente na área dos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, que apresentou o maior número de vítimas em 2011, foram registradas 4.193 ameaças contra mulheres. Quase metade das vítimas de ameaça (49,4%) tinha o companheiro ou ex-companheiro como o provável autor desse delito. Sofreram ameaças por parte de pais ou parentes 10,7% das mulheres, e 12,5% delas foram vítimas de pessoa conhecida ou próxima.
O delito lesão corporal dolosa apresentou um aumento de 7,2% no total de mulheres vítimas em comparação com 2010. No ano de 2011, mais 3.644 mulheres sofreram lesão corporal. Do total de vítimas do sexo feminino, mais da metade (54,9%) tinha entre 18 e 34 anos. Do total de vítimas, 51,8% eram companheiras ou ex-companheiras dos acusados.
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R7
terça-feira, 3 de julho de 2012
Menina de 13 anos denuncia técnico em raio X por abuso sexual em hospital público na zona norte do Rio
Por falta de provas, suspeito vai responder em liberdade por estupro de vulnerável
Com sintomas de conjuntivite, uma adolescente de 13 anos foi ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio, para tirar um raio X da face. Após esperar quatro horas na fila, a jovem recebeu a autorização para entrar na sala de exame, mas a madrasta, que a acompanhava, foi orientada a permanecer do lado de fora. Lá dentro, segundo a moça, o técnico em radiologia teria passado a mão nas partes íntimas dela.
A polícia foi chamada e o caso foi parar na delegacia da Penha, onde o suspeito prestou depoimento por cerca de cinco horas durante a madrugada desta terça-feira (3). Ele negou todas as acusações. Um exame de corpo de delito foi feito e nada ficou comprovado, já que a menina disse que foi apenas levemente tocada.
Por falta de provas, o técnico vai responder em liberdade por estupro de vulnerável. O delegado abriu um inquérito e agora procura outras possíveis vítimas do suspeito. Veja na reportagem o relato da jovem sobre o episódio.
R7
sábado, 23 de junho de 2012
Pai suspeito de estupro tratava a filha como sua mulher
Jovem de 20 anos já tinha denunciado o homem quando era menor de idade
O corretor de imóveis Hélio Barcelos Guimarães, de 49 anos, preso em flagrante estuprando a própria filha dentro de casa em Vicente Pires, região administrativa do DF, tratava a garota com possessividade. Segundo o delegado Raimundo Vanderly, da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Hélio passou a ter a filha como mulher. A jovem de 20 anos chegou a terminar o namoro por conta do ciúme e das agressões sexuais do pai, que não gostava que a filha saísse nem para trabalhar.
De acordo com a polícia, o homem já tinha passado dez anos preso por ter matado a ex-mulher e tem passagem, também, por ser acusado de estuprar a sobrinha, de 14 anos, há mais ou menos cinco anos.
A garota veio morar em Brasília com o pai aos 15 anos de idade. A polícia conta que quando o homem descobriu que tinha uma filha morando em Palmas, Estado do Tocantins, fez contato com ela e pediu para que a garota viesse morar com ele em Brasília. Segundo o delegado, quando o pai começou a se insinuar para a garota, desde que começaram a morar juntos, ela mesma denunciou o caso à DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Na noite desta quinta-feira (21), os vizinhos ouviram o grito de desespero e pedido de socorro da jovem e ligaram para a polícia, que chegou ao local e pegou o homem no ato sexual contra a própria filha dentro de casa.
R7
terça-feira, 8 de maio de 2012
STJ mantém prisão de padrasto e mãe acusados de estuprar menina de 12 anos
A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de um casal que foi denunciado por suposta prática de estupro de vulnerável. A denúncia considerou as agravantes previstas no artigo 226 do Código Penal, visto que os acusados são mãe e padrasto da vítima – uma garota de 12 anos – e que o crime foi praticado em concurso de duas pessoas.
A prisão preventiva foi decretada, em outubro do ano passado, pela juíza da comarca de Lucena (PB), que determinou a citação dos acusados. A magistrada entendeu que, diante da gravidade do crime e da periculosidade dos agentes, a prisão é necessária para manter a ordem pública, não só com relação à possibilidade de ocorrência de novos fatos, mas também para “acautelar o meio social e preservar a própria credibilidade da Justiça”.
Ameaças
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que denegou a ordem, considerando que a prisão deveria ser mantida para assegurar a instrução criminal, porque a vítima teria sofrido ameaças para não contar a respeito dos abusos sexuais que sofria.
No STJ, a defesa sustentou que houve ilegalidade na decisão do TJPB, por falta de fundamentação idônea. Alegou a falta de justa causa para a ação penal, pois, segundo ela, as acusações feitas pela vítima teriam sido desmentidas por provas técnicas e exames periciais. Pediu, por fim, a revogação das prisões preventivas e o trancamento da ação penal.
Decisão
Do ponto de vista processual, o relator do habeas corpus no STJ, ministro Marco Aurélio Bellizze, explicou que a falta de apreciação do pedido de trancamento da ação penal pelo TJPB impede o seu conhecimento. Mas afirmou que a prisão de natureza cautelar não é incompatível com a presunção de inocência, desde que sua necessidade seja fundamentada pelo juiz. Para ele, a devida fundamentação foi feita, tanto pelo juízo de primeiro grau quanto pelo tribunal estadual, com a demonstração de elementos concretos.
Ordem pública
“Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do paciente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o 'modus operandi' (modo de execução) do suposto crime e a garantia da ordem pública”, sustentou Bellizze ao constatar a gravidade concreta da conduta dos acusados e a sua periculosidade.
O ministro cioncluiu que “dessa forma, se os fatos mencionados na origem são compatíveis e legitimam a prisão preventiva, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal, não há ilegalidade a ser sanada na via excepcional”.
A decisão da 5ª Turma foi unânime. O número deste processo e os nomes dos acusados não foram divulgados em razão de sigilo judicia
JB Online
domingo, 22 de abril de 2012
Em onze anos, casos de estupro aumentaram 88% no Rio de Janeiro
Para a polícia, criação de lei em 2009 e prisões contribuíram para crescimento
Apesar de os principais índices de criminalidade apresentarem queda nos últimos anos, principalmente após a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), um crime gravíssimo tem aumentado no Rio de Janeiro: o estupro. Nos últimos onze anos a quantidade de registros aumentou 88,5%, de acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública).
A quantidade de casos notificados chegou a 4.871 em 2011, uma média de 13 pessoas violentadas sexualmente a cada dia. Em 2000, a média era de sete casos por dia, ano em que houve 2.583 notificações, uma diferença de 2.288 casos na comparação entre os dois períodos. Entre 2010 e 2011, também houve aumento, mas menor, de apenas 6%. Este ano, nos dois primeiros meses, já foram registrados 962 casos de estupro no Estado, com uma média superior à do ano passado, com 16 casos a cada 24 horas. Em março, a quantidade de casos aumentou ainda mais. Foram 545 casos no mês, média de 18 registros por dia.
No sábado (21), PMs foram presos por suspeita de estuprar uma moradora da Rocinha que teria praticado furtos na comunidade. Há uma semana, um caso de estupro em Campo Grande, na zona oeste do Rio também traz como suspeito um policial militar. Uma jovem de 21 anos foi diz ter sido atacada por um PM, que fugiu da delegacia após ser preso. Em fevereiro, um homem foi preso após estuprar uma menina de 12 anos dentro de um ônibus no Jardim Botânico, na zona sul do Rio.
"Ele fugiu e nós não saímos de casa", diz irmão de vítima de estupro
Para a delegada Márcia Noeli, diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, há três principais motivos para explicar o aumento no número de casos de estupro. Um deles é a criação de uma lei, em 2009, que tipificou como estupro casos que antes eram considerados como atentado violento ao pudor, quando não há penetração pelo órgão sexual masculino, por exemplo.
— Essa lei também inovou ao permitir que, em caso de vítimas menores de 18 anos ou pessoa vulnerável, a ação pública seja incondicionada. Ou seja, qualquer pessoa pode denunciar. Antes, só a representante legal da vítima poderia registrar o caso. Outro fator é o trabalho da polícia, que prende os autores e encoraja as mulheres a denunciar. Mesmo com o aumento de registros, ainda há muitas mulheres que têm medo ou vergonha de denunciar.
Um estudo do ISP divulgado no ano passado com base em dados de 2010 revelou o perfil das vítimas de estupro. As mulheres responderam por 81,2% e os homens ficaram com 15,6%. Em 2009, houve uma mudança na lei e os casos de atentado violento ao pudor passaram a ser considerados como estupro também. Antes, o crime previa penetração vaginal e por isso só as mulheres poderiam ser vítimas deste tipo de crime.
Ainda de acordo com o estudo, do total de mulheres violentadas em 2010, 23,2% tinham até nove anos de idade. As vítimas de 10 a 14 anos respondiam por 30,3% e as de15 a 19 anos, 15,3%. Quase a metade das mulheres vítimas de estupro se declarou branca (43,6%) e apenas 11,9% se declararam pretas.
Outro dado da pesquisa mostra o tipo de relação entre estuprador e vítima. Em 18,2% dos casos, o autor do crime era o pai ou padrasto. Outros parentes respondem por 11,5% dos casos, conhecidos (10,8%), companheiro ou ex-companheiro (10%) e nenhuma relação (26,7%).
Para a delegada, é importante que os filhos tenham confiança nas mães para que contem a elas tudo o que aconteça.
— A criança precisa estar orientada a não permitir que ninguém a toque de forma que incomode, ensinando que é errado um adulto passar a mão em suas partes íntimas, essas coisas. Os pais também precisam estar atentos sobre onde seus filhos andam.
Baixada concentra casos
O capítulo sobre o crime de estupro do Dossiê Mulher também aponta as regiões de maior incidência de casos. Entre as dez áreas com maior quantidade de registros de violência sexual, quatro ficam na Baixada Fluminense. Em primeiro lugar aparece a região patrulhada pelo Batalhão de Mesquita (20º BPM), que inclui as cidades de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. Em segundo, a cidade de Duque de Caxias.
Para a Márcia, a quantidade de denúncias na baixada está diretamente ligada ao comportamento das mulheres na região.
— Trabalhei muito tempo na Baixada Fluminense. O que percebi é que, tanto na violência sexual quanto na doméstica, as mulheres denunciam mais. Talvez porque, em muitos casos, as casas são geminadas e os vizinhos sabem o que ocorre naquela família. Elas não têm muita coisa a perder. Já em família de alta renda vejo que, quando uma criança é violentada, eles a levam para clínicas psicológicas, mas não a levam para delegacia, pois geralmente são homens ou mulheres públicas.
Vulnerabilidade
Também entraram na lista as áreas patrulhadas pelos Batalhões de Cabo Frio (25º BPM), São Gonçalo (7º BPM), Rocha Miranda (9º BPM), Campo Grande (40º BPM), Belford Roxo (39º BPM), Queimados (24º BPM), Niterói (12º BPM) e Macaé (32º BPM). Conforme reportagem do R7 revelou no dia 4 de março, a baixada sofre com a falta de policiais nas ruas. Enquanto na capital, a proporção é de um PM para cada 478 pessoas, na baixada esse número chega a um PM para cada 1.254 habitantes. As cidades de Belford Roxo e São João de Meriti, por exemplo, contam individualmente com menos policiais do que a UPP do morro Mangueira, por exemplo.
A diretora do DPAM também faz um alerta importante, principalmente para as mulheres.
— Nas questões de crimes sexuais é bom evitar andar sozinha de madrugada ou em ruas escuras. Geralmente os estupradores aproveitam a vulnerabilidade da mulher. Se ela tiver acompanhada será mais difícil ele abordá-la. Se estiver em uma rua iluminada, a abordagem também fica mais difícil. A mulher tem que dificultar para que o autor pense que poderá ser visto e ele geralmente não quer arriscar ser preso.
R7
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Monique Evans vai contar detalhes dos estupros que sofreu
A ex-modelo assinou contrato para escrever sua biografia
Monique Evans vai contar detalhes dos estupros que sofreu. A ex-modelo assinou contrato para escrever sua biografia, que deve trazer à tona muitas histórias polêmicas.
Monique disse ao colunista Léo Dias, do jornal carioca "O Dia", que vai falar de tudo, incluindo as três décadas como modelo, a época em que ficou viúva muito jovem e os estupros que diz ter sofrido.
"Terão várias surpresas nesse livro e talvez eu tenha que omitir o nome de algumas pessoas famosas. Eu vivi cercada de coisas que eu não vou poder contar o nome do santo", disse Monique, que terá de 6 a 8 meses para escrever a autobiografia
Gazeta Online
sábado, 10 de março de 2012
Polícia do Rio investiga pastor-celebridade por denúncias de estupro, tortura e ameaça de morte
Com bom trânsito entre políticos, artistas e ONGs, o pastor Marcos é agora acusado de abuso sexual, tortura de crianças e conivência com a bandidagem que ele diz “curar”, conforme revela reportagem de VEJA desta semana
Na última década, o pastor carioca Marcos Pereira, 55 anos, conquistou respeito em rodas que mesclam políticos, desembargadores, artistas e uma vasta turma egressa de ONGs. Entre os que já o viram em cima de um púlpito gesticulando com um de seus Rolex em punho e desejando “rajadas de glória” à plateia, estão o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a produtora Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho, que, mesmo sem se eleger, alcançou 1,3 milhão de votos na última disputa para o Senado tendo o pastor Marcos como cabo eleitoral. Alçado à condição de religioso-celebridade, Marcos extrapolou, e muito, as fronteiras de sua igreja, a pentecostal Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio e filiais no Paraná e no Maranhão. Desde 2004 — depois de pôr fim a uma sangrenta rebelião em um presídio do Rio, a pedido do então secretário de Segurança, Anthony Garotinho —, ele passou a ser visto como o mais habilidoso apaziguador de conflitos liderados pela bandidagem, com um currículo que, segundo o próprio, inclui o resgate de centenas do tráfico. Tem feito esse trabalho no Brasil inteiro e já foi várias vezes aos Estados Unidos, onde quer erguer um templo, para falar da experiência. Pois por trás dessa fachada, ao que tudo indica, se esconde um enredo de atrocidades que não deixa pedra sobre pedra da imagem de bom religioso do pastor.
Em um recém-instaurado inquérito, cujo número é 902-00048/2012 e que está em poder da Delegacia de Combate às Drogas do Rio, ele é acusado de encenações de cura pela fé, estupro, tortura de crianças e relações criminosas com os marginais aos quais esbravejava promessas de “salvação do demônio”. VEJA teve acesso a trechos da investigação, um conjunto de relatos de gente que diz ter sido vítima ou testemunha da perversidade do pastor. Um de seus homens de confiança durante mais de seis anos, longe da igreja há dois, traz à luz uma história escabrosa, que dá a dimensão de como o pastor se enfronhou no mundo do crime. Essa testemunha sustenta, por exemplo, que Marcos ficou claramente do lado dos bandidos que engendraram a mais sangrenta onda de terror no Rio, em 2006. Depois dos ataques, reuniu seu séquito mais íntimo em uma churrascaria. “Ele queria que os bandidos tivessem até explodido a Ponte Rio-Niterói. O objetivo era aparecer depois como o intermediário salvador”, conta o ex-fiel. A trama piora na voz de outra testemunha, que situa o pastor como braço operacional da selvageria. “Marcos foi ao presídio de bangu 1 e saiu de lá com um recado dos chefões do tráfico para que suas quadrilhas dessem sequência à carnificina”, rememora. Como sabe disso? “O pastor me encarregou de repassar a ordem nas favelas. E foi o que eu fiz.”
A polícia já colheu uma dezena de depoimentos, e muitas das histórias se repetem nos mínimos detalhes. A investigação começou há duas semanas, depois que o coordenador da ONG Afro- Reggae, José Junior, 43 anos, veio a público denunciar que o pastor tinha um plano para matá-lo. A informação vinha de integrantes da própria igreja. “Trata-se de um psicopata”, dispara Junior, que hoje tem a seu lado na ONG um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 39 anos. Afastado do templo de Marcos desde 2008, ele fala pela primeira vez sobre os dezessete anos que viveu sob suas asas. Tomou a decisão depois de ter sido ameaçado de morte três vezes — na última, os traficantes de uma favela esfregaram um fuzil contra seu rosto e pronunciaram o nome Marcos.
Seu depoimento ajuda a elucidar o que tanto unia o pastor aos traficantes que ele dizia “curar”, e certamente não era a fé. Não raro, Marcos lhe pedia que escondesse mochilas cheias de dinheiro em sua casa. Contou duas vezes a coleção de notas. “Numa delas, havia 200 000 reais. Na outra, 400 000 reais”, lembra Rogério. Detalhe: traziam resquícios de cocaína e crack. Segundo Rogério, o pastor cobrava até 20 000 reais para pregar nas favelas, o que os traficantes pagavam de bom grado, já que assim mantinham sua base assistencialista. Três deles chegaram a ser presos em propriedades da igreja do pastor, no Rio e no Paraná, mas a polícia nunca comprovou que estavam ali com a conivência do religioso. Todos pagaram uma taxa equivalente a 10% de tudo o que haviam acumulado no crime.
Em seu templo, o fundador é tão reverenciado quanto temido. Até hoje, manteve todos em silêncio à base de benesses e ameaças. Duas mulheres contam como a igreja se tornou um show de horrores no qual lhes cabia o papel de vítimas do pastor. Ambas dizem que foram violentadas sexualmente por ele diversas vezes. À polícia, uma das moças afirma ainda que Marcos obrigava as fiéis de sua preferência a manter relações sexuais com outros homens, em orgias das quais também participava. “Depois, mandava a gente confessar tudo com outro pastor, sem revelar nomes, é claro”, ela conta. Constam ainda do inquérito denúncias de crueldades contra crianças que o pastor mantinha sob sua guarda, em geral abandonadas pelos pais. Uma delas, de 7 anos, teria pago caro por testemunhar, casualmente, as peripécias sexuais do religioso. Ao se dar conta, o pastor agarrou-a pelos cabelos e lançou-lhe a cabeça no vaso sanitário, segundo um dos relatos à polícia.
Ex-garçom, o pastor Marcos é casado e tem dois filhos que já seguem seus passos no mundo da fé. Convertido em 1989, fundou sua igreja dois anos depois e constituiu ali um reinado de trevas. Proíbe refrigerante, rádio, televisão (apesar de ter um telão em seu gabinete) e remédios, já que a igreja se encarrega da cura (aos que pagarem uma taxa extra via boleto bancário, distribuído durante a pregação). Os cultos, que juntam até 15 000 pessoas, são barulhentos e teatrais — literalmente, segundo narra um ex-assessor do pastor, que ajudava a armar o show: “Ele dava dinheiro a viciados para comprarem droga, filmava a turma em degradação e depois levava para a igreja, como se os estivesse salvando”. Na última segunda- feira, um rapaz adentrou a Assembleia de Deus dos Últimos Dias de muletas, que usava desde um acidente que lhe machucara o fêmur. Depois das orações do pastor Marcos, caminhou em frente aos fiéis dizendo-se curado. Findo o culto, subiu na mesma moto que havia conduzido na viagem de ida à igreja e foi embora.
Veja
terça-feira, 6 de março de 2012
Acusado de estupro diz que tudo foi um mal-entendido
O ex-jogador do Corinthians, Fábio Roberto Teixeira Fontes, o Fabinho Fontes, de 37 anos, acusado de ter abusado sexualmente uma menina de cinco anos pelos pais da criança, negou o abuso e disse que tudo não passou de um mal-entendido em um entrevista feita pela Rede Record.
“Foi um mal-entendido, o que eles estão falando eu não fiz. Eu quero esclarecer que jamais vou fazer uma coisa dessa, sou pai de duas filhas, uma de 15 e outra de 17. Todo mundo me conhece, sou um cara do bem, nunca fiz nada de errado”, declarou o ex-jogador, que foi preso ontem.
A prisão teria ocorrido após uma briga entre o pai da criança e Fabinho Fontes, como era conhecido o ex-jogador. Os pais deram carona depois de um jogo Fontes, que estava sentado no banco de trás do carro, junto com a criança.
Na versão dos pais, a mãe da menina estranhou o que acontecia no banco de trás e avisou ao pai, que teria flagrado o abuso, parado o carro e começado a agredir Fontes.
Segundo o ex-jogador, ele é amigo do casal, que conhece há 1 ano. Na entrevista, ele negou ter colocado a criança no colo.
Ele reconheceu que tinha bebido após a partida, mas afirmou que o pai da criança estaria mais alterado do que ele. Fabinho Fontes disse estar disposto a fazer exame de corpo de delito para provar sua inocência.
A criança passou por uma consulta com psicólogo após o ocorrido e afirmou que estava sentada no colo do ex-jogador.
Jornal da Tarde
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Heróis anônimos ajudam na prisão de acusado de estupro em ônibus
Motorista do veículo brigou com suspeito, que saíra da prisão um dia antes do crime
RIO - A prisão do homem suspeito de estuprar uma menina de 12 anos dentro de um ônibus, no Jardim Botânico, no último dia 15, só foi possível graças a heróis anônimos: o motorista e o cobrador de um coletivo da linha 540 (Largo do Machado-Leblon) e pedestres que passavam pela Praça Santos Dumont, na Gávea. Quando Paulo Roberto da Silva Dias entrou no veículo, os dois funcionários da Viação São Silvestre perceberam que ele era o mesmo homem que havia praticado um assalto no veículo na última quarta-feira. Desconfiados de que fosse também o autor do estupro ocorrido dias antes, os dois decidiram monitorá-lo. Quando Paulo Roberto assaltou uma jovem e tentou descer, o motorista entrou em ação. Pulou a roleta e deu início a uma briga que só terminou com a chegada da polícia.
Com medo de sofrer represálias, o motorista pediu para não ter o nome publicado. Ele descreveu a sequência de fatos que levaram à prisão do suspeito:
— Quando desconfiei de que fosse o estuprador, procurei um carro da polícia que costuma ficar próximo ao Jockey, mas não o encontrei. Na altura da Praça Santos Dumont, ele mandou a passageira descer, anunciando um assalto. Ela fez sinal para eu parar, mas não abri a porta. Pulei a roleta, e começamos a brigar. Falei para ele devolver o que tinha roubado. Ele devolveu e, depois, tentou fugir, mas o cobrador o segurou. Um pedestre correu até a delegacia da Gávea e chamou a polícia. Depois, seguimos a viagem — contou o motorista.
Depois de passar a noite na 15ª DP (Gávea), Silva Dias foi transferido para a Polinter na manhã deste domingo. A polícia encontrou com ele um relógio, supostamente roubado no dia anterior. Na delegacia, ele foi apontado por quatro pessoas como estuprador de uma menina de 12 anos dentro de um coletivo da linha 162 (Glória-Leblon).
Na ficha criminal do suspeito constam 14 anotações desde os 18 anos. Oito delas são por roubo — dois deles cometidos em coletivos —, uma por homicídio, uma por sequestro e uma por tráfico de drogas, além de outras infrações menos graves. Silva Dias começou a responder pelos crimes em 2004. Em 2006, ele recebeu o benefício da Visita Periódica ao Lar (VPL). No mesmo dia, no entanto, foi preso em flagrante, acusado de cometer um roubo no Leblon. No ano passado, seu caso voltou a ser analisado, após a realização de um Mutirão do Conselho Nacional de Justiça. Depois de quatro meses de procedimentos, o benefício da liberdade condicional foi concedido. O preso foi solto um dia antes da denúncia de estupro.
A menina de 12 anos foi poupada de reconhecer o suspeito. Dez dias depois do crime, a menina ainda está muito abalada.
— Entramos em contato com a família dela, que nos informou sobre seu estado psicológico. Ela está traumatizada com o crime. Preferimos não ouvi-la, já que temos o reconhecimento do motorista, da cobradora e de outras duas passageiras que estavam no ônibus no dia do crime — afirmou o delegado Fábio Barucke, responsável pelo caso.
Ainda segundo Barucke, outras duas vítimas de roubo também reconheceram o suspeito como sendo o autor dos crimes. Em todos os casos, de acordo com a polícia, ele fingia estar armado. Por isso, apenas o estupro pode ter agravante, já que o acusado teria de fato ameaçado a vítima com uma arma de fogo.
O Globo
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Menina de 12 anos é estuprada em ônibus no Jardim Botânico
Homem armado pediu que ela fosse para os fundos do veículo
RIO - Uma menina, de 12 anos, foi vítima de estupro dentro de um ônibus da linha 162 (Glória/Leblon), da Viação São Silvestre, na tarde de quarta-feira. Segundo relatos da menina, na 15ª DP (Gávea), ela estava sentada no coletivo quando um homem armado pediu que ela fosse para parte traseira do veículo com ele. O estuprador mandou que ela tirasse a calça e consumou o ato. No momento do estupro, o ônibus passava pela Rua Jardim Botânico. Além da vítima, outras duas passageiras estavam no coletivo. Elas não viram quando a garota foi estuprada. Logo depois de cometer o crime, o homem ainda tentou passar a mão na perna de uma outra mulher, que gritou. De acordo com o delegado Fábio Barucke, da 15ª DP, o motorista parou o coletivo, e o homem saiu correndo. Ele fugiu em um outro ônibus pelo Jardim Botânico, sentido São Conrado.
Além do motorista, uma cobradora e as duas passageiras já prestaram depoimento. A menina foi encaminhada para o hospital onde tomou o coquetel anti-Aids. Ela também passou por exames de corpo delito. A polícia quer tentar localizar o estuprador pelas imagens gravadas dentro do ônibus. Ele é mulato, tem cerca de 1,60 metro, tem uma cicatriz no braço direito e vestia blusa vermelha e calça, além de usar o cabelo raspado.
Conforme uma das passageiras, o estuprador pegou o coletivo por volta das 12h30m, quando ele passou na esquina da Rua Conde de Bernadote, no Leblon. A menina, que mora na Zona Sul, usava a roupa de colégio no momento do estupro.
O delegado pediu para que as pessoas que tenham informações sobre esse homem entrem em contato com a 15ª DP por meio do telefone 2332-2905 ou pelo Disque-Denúncia 2253-1177.
O Globo
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Mulher presa por ter sido estuprada recebe perdão judicial no Afeganistão

Liberdade da jovem pode ficar condicionada a casamento com estuprador
Não ficou claro se a moça, de 21 anos, conhecida como Gulnaz, continua tendo a intenção de se casar com o estuprador, que é marido de uma prima dela. O casamento havia anteriormente sido apresentado como alternativa à pena prisão, e ela inicialmente aceitou.
Mas a advogada de Gulnaz disse que o perdão não depende mais de ela aceitar o casamento com o estuprador, que está cumprindo pena de sete anos de prisão pelo crime.
O perdão presidencial, divulgado na noite de quinta-feira (1º), é raro nesse país muçulmano fortemente conservador. O caso de Gulnaz atraiu a atenção internacional porque ela participou de um documentário encomendado pela União Europeia, mas que permaneceu inédito a pedido de diplomatas europeus em Cabul, temerosos de que as mulheres retratadas sofressem represálias.
Kimberley Motley, advogada americana que defende Gulnaz, espera que sua cliente seja libertada em breve e vá para um abrigo feminino. A advogada disse que está tentando descobrir se o estuprador também será solto caso o casamento se realize.
Gulnaz solicitou nesta semana o perdão do presidente Hamid Karzai, e a nota do palácio disse que uma comissão de juristas foi favorável.
Moça foi sentenciada a nove anos de prisão por ter sido estuprada
A moça foi inicialmente sentenciada a dois anos de prisão por "adultério à força." Em segunda instância, a pena subiu para 12 anos. Num terceiro recurso, caiu para três anos, e a exigência de que ela se casasse com o estuprador foi retirada.
Gulnaz engravidou em decorrência do ataque, e sua filha nasceu há quase um ano na penitenciária feminina da Badam Bagh.
Motley disse que o caso criou uma jurisprudência que pode levar à libertação de outras mulheres com base na Lei de Eliminação da Violência contra as Mulheres.
- Entendo que, hoje, o Judiciário está também revendo os prontuários de outras mulheres em Badam Bagh.
O palácio presidencial não comentou se há outros casos sendo avaliados.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Roger Abdelmassih usa habeas corpus de Gilmar Mendes para fugir do país
O médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, pode ter
aproveitado o habeas corpus concedido no Supremo Tribunal Federal
(STF), de acordo com parecer favorável do ministro Gilmar Mendes, e
fugido do país. Abdelmassih foi julgado culpado por estupros em série
às suas vítimas, mas não respondeu ainda às acusações de manipulação
genética. Considerado como foragido há duas semanas, Roger Abdelmassih
deixou a prisão em 2009, por força da medida acatada na Suprema Corte
do país.
As investigações acerca dos crimes cometidos por Abdelmassih começaram em 2008, quando ex-pacientes procuraram um grupo especial do Ministério Público para denunciar os crimes sexuais cometidos pelo médico, que estuprou e violentou mulheres com idades entre 30 e 45 anos, de vários Estados do país. Mais de 200 pessoas foram ouvidas no processo. Entre elas, 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que relataram os ataques sexuais de Abdelmassih na clínica mantida em uma região nobre da capital paulista. Algumas afirmam ter sofrido abusos sexuais mais de uma vez. Roger Abdelmassih chegou a ficar preso durante um curto período, entre 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, quando foi beneficiado por um gesto do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que lhe concedeu o direito de responder o processo em liberdade.
Outro habeas corpus famoso é o do ministro Marco Aurélio de Mello, que liberou o banqueiro Salvatore Caciolla e, em seguida, disse que
Caciolla tinha mesmo todo o direito de fugir para a Itália. Caciolla,
no entanto, foi preso novamente, no principado de Mônaco, por pressão
do delegado Romeu Tuma Jr., que à época ocupava um posto de destaque no Ministério da Justiça.
Um dos países para o qual Abdelmassih pode ter fugido é o Líbano, que
não mantêm laços diplomáticos com o Brasil suficientes para garantir a
extradição do condenado. Dono de uma fortuna relevante, Rober
Abdelmassih tem origens libanesas e dispõe de recursos suficientes
para montar uma rede de proteção nos meios governamentais daquele país.
dk
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pai de gêmeos
Foragido - Roger Abdelmassih: que prisão que nadaPor Lauro Jardim
Veja
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
'Algo falava que eu tinha que fazer ', diz suspeito de estuprar filhas em MS
Homem tem 42 anos e foi preso após denúncias feitas por vizinho.
Crimes ocorriam há pelo menos seis anos contra uma das filhas, diz polícia.
“Tinha algo que falava na minha cabeça que eu tinha que fazer”, disse o suspeito de estuprar as filhas de 13 e 17 anos, em entrevista à TV Morena, nesta terça-feira (25), em Campo Grande. O homem, que tem 42 anos, foi preso pela Polícia Civil.
Para manter relações sexuais com as filhas, o suspeito as ameaçava com uma lança afiada de ferro, segundo a polícia. O pai das adolescentes disse à polícia que nunca abusou da filha de 13 anos, mas confessou que mantinha relações sexuais quase todos os dias com a adolescente de 17. De acordo com as investigações, os crimes contra a jovem anos ocorriam há pelo menos seis anos, e como resultado do relacionamento teria nascido uma menina. A criança está com dois anos de idade.
Alexandra Favaro, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), disse ao G1 que a jovem acredita estar grávida novamente do pai e manifestou o desejo de não prosseguir com a gestação.
O suspeito trabalhava como funileiro e morava com oito filhos, com idades entre oito e 17 anos. A polícia chegou até ele depois da denúncia de um vizinho, que desconfiou do abuso porque a criança de 2 anos era muito parecida com o avô. O suspeito confirmou que pode ser o pai da criança. Agora as investigações estão voltadas para o exame de DNA, que foi feito nesta tarde, e que deve comprovar ou não a paternidade. O resultado deve ser entregue à Depca em até 15 dias.
Outras suspeitas
Ainda nesta tarde, outros três filhos do funileiro foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exames de corpo de delito que devem apontar se eles sofriam violência sexual ou maus tratos. Todos os filhos do suspeito foram encaminhados para um abrigo na capital.
A delegada informou ainda que vai ouvir testemunhas para saber se a mãe era conivente com os crimes. Ela prestou depoimento na delegacia nesta terça-feira. Disse que estava separada do suspeito e que saiu de casa em fevereiro deste ano. Ao G1, ela alegou não ter conhecimento da violência sofrida pelas filhas.
G1
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Pai é preso suspeito de abusar de filha com Síndrome de Down no RS
Mãe da vítima denunciou agressor por violência doméstica e estupro.
Um homem de 58 anos foi preso nesta quinta-feira (29) em Porto Alegre após a denúncia de que estaria abusando sexualmente da filha de 26 anos, que tem Síndrome de Down.
Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a denúncia por violência doméstica e estupro de vulnerável foi feita pela mãe da vítima.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Delegacia de Polícia de Capturas (Decap), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Segundo o titular da Decap, delegado Eduardo de Oliveira Cesar, o homem foi preso e encaminhado ao Presídio Central.
G1
Inspetor de escola é suspeito de violentar aluna de 13 anos na Paraíba
Menina teria sido dopada com comprimidos.Violência foi filmada e vídeo será periciado.
Um inspetor de uma escola pública em Bayeux, cidade da Grande João Pessoa, é suspeito de violentar uma aluna de 13 anos e ainda filmar o fato. Um outro adolescente, de 15 anos, também seria cúmplice do crime.
Segundo informações da delegada Lídia Veloso, da Delegacia da Mulher de Bayeux, o caso aconteceu na manhã do último dia 20 de setembro, quando o rapaz de 15 chamou a adolescente para a casa dele. Em seguida, o inspetor chegou no local e os dois trancaram a casa.
A menina informou à polícia que os dois a forçaram a tomar comprimidos e a levaram para o banheiro da casa. Ela explicou que não lembrava de nada que aconteceu depois que foi drogada.
O ato teria sido filmado pelo adolescente. O caso veio à tona depois que uma amiga da menina contou à família que o vídeo estaria circulando entre pessoas da escola. Depois que teve acesso às filmagens, o pai da vítima prestou queixa na Delegacia da Mulher, nesta quinta-feira (29). O vídeo será periciado.
A vítima vai fazer exame de conjunção carnal para detectar se houve desvirginamento. O inspetor está foragido e o adolescente foi ouvido pela polícia, mas já foi liberado. Dois inquéritos vão ser abertos, um para cada suspeito.
Outro caso
Uma estudante universitária foi abordada por um desconhecido na manhã desta sexta-feira (30) nas proximidades da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no bairro dos Bancários, na Zona Sul de João Pessoa. Segundo a delegada Renata de Almeida, da Delegacia da Mulher, a violência foi realizada na mata em frente ao Centro de Tecnologia da UFPB.
A vítima explicou à polícia que ele aparentava estar armado e achou que a abordagem se tratava de um assalto. Além da violência sexual, o criminoso levou o celular da jovem.
Ela não soube informar quanto tempo passou na mata e só apareceu, ao lado da Escola Polivalente dos Bancários, por volta das 12h30. A polícia está fazendo rondas para localizar o suspeito e um retrato falado deverá ser divulgado.
G1










