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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Acusados de agressão na av. Paulista colecionam "expulsões" de escolas

Suspeito de participar de agressões na av. Paulista deixa delegacia; jovens colecionam "expulsões" de escolas

Um dos adolescentes acusados de agredir quatro rapazes na avenida Paulista, na manhã do último domingo, tem um histórico de indisciplina nas escolas por onde passou. A informação é da reportagem de Talita Bedinelli publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, após estudar por sete anos no Dante Alighieri, o rapaz de 17 anos "foi convidado" a não se rematricular na escola, em 2009, devido a problemas disciplinares. Segundo o colégio, ele levou advertências verbais e por escrito e pelo menos seis suspensões durante o ano.
Amigos do rapaz afirmam que ele mudou para o colégio Objetivo em 2009, de onde também foi expulso após atitudes "sem noção, como fazer xixi na sala de aula", diz um ex-colega de colégio. Ainda de acordo com amigos, o adolescente de 16 anos também acusado de agressão foi expulso do Objetivo após se envolver numa briga.
O Objetivo diz apenas que os dois foram embora "porque não conseguiram acompanhar o ritmo do colégio". No Objetivo, na mesma Paulista das agressões, os rapazes eram o assunto ontem: eles têm fama de briguentos. Os alunos dizem que eles já haviam batido em um homossexual em uma festa. A Folha não localizou a família dos jovens ontem.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O beijo gay chega à campanha nacional no programa eleitoral da TV do candidato do PSTU, Zé Maria


RIO - Depois da polêmica em São Paulo, onde foi exibido no horário eleitoral gratuito do PSOL , o beijo gay chegou à campanha nacional - desta vez na propaganda do PSTU. O candidato do partido à Presidência da República, Zé Maria, disse no programa desta quinta-feira que "a luta contra todas as formas de opressão é parte fundamental do programa socialista". Enquanto isso, apareciam no vídeo cartazes com frases como "Não há capitalismo sem homofobia" e fotos de casais homossexuais se beijando.
O programa do PSTU foi aberto com a candidata a vice, Cláudia Durans, criticando a violência contra as mulheres e fazendo a defesa da política de inclusão social. Para ilustrar o discurso de Cláudia, foi exibido um vídeo de Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno.
- As mortes de Eliza (Samúdio) e Mércia (Nakashima) são um retrato da impunidade. A Lei Maria da Penha não protegeu Elisa, como não protege as mulheres trabalhadoras, negras e pobres. O racismo ainda é forte no Brasil - disse Cláudia.

Segundo a assessoria do PSTU no Rio, o beijo gay está dentro da linha do partido, de propor temas para serem debatidos com a sociedade. Ainda de acordo com o PSTU, a luta contra a homofobia é uma das principais bandeiras do partido e por isso será mostrada no horário eleitoral gratuito. Outros temas polêmicos, como a legalização do aborto e a retirada das tropas brasileiras do Haiti, deverão ser abordados na propaganda do partido.
Em São Paulo, um beijo gay entre dois jovens exibido no programa eleitoral do PSOL, no último dia 18, causou enorme polêmica. O candidato do partido ao governo do estado, Paulo Búfalo, defendeu a estratégia:
- Nós avaliamos que as demonstrações de carinho precisam ser mostradas. São manifestações legítimas e mostram que o estado precisa ter políticas públicas para isso. Esse debate não aparece nas campanhas por conta de um forte conservadorismo vigente. Não posso querer governar um estado apenas em virtude dos princípios religiosos ou puramente ideológicos. O estado precisa ser laico, democrático. Precisa combater a homofobia nas suas políticas - disse o candidato ao portal IG. Pedro Ekman, que dirigiu a peça publicitária do PSOL, explicou que a intenção não foi chocar, mas simplesmente celebrar a diversidade.

Paulo Marqueiro e Maiá Menezes


O Globo

domingo, 6 de junho de 2010

Parada Gay começa ao som do Hino Nacional em versão eletrônica em SP

A 14ª edição da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) começou por volta das 12h30 deste domingo com um pedido especial aos governantes, o fim da intolerância e do preconceito sexual. A passeata teve início com a execução do Hino Nacional em uma versão eletrônica.

Usando um vestido com as cores do arco-íris, o travesti Silvetty Montilla fez a apresentação da abertura do evento em cima de um trio elétrico, em frente ao prédio do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Montilla contou que participa desde a 1º edição da Parada Gay em São Paulo e que acredita que o movimento já é uma vitória contra a discriminação.
"A Parada é importante porque significa uma luta pelos nossos direitos. Eu espero muita emoção neste domingo e que as pessoas sejam muito felizes", disse com entusiasmo.
A caminhada que começou na avenida Paulista, passará pela rua da Consolação e termina na praça Roosevelt. A concentração começou às 12h e o término está previsto para as 20h.
Cerca de 1.400 homens das polícias Militar e Civil fazem a segurança do evento. A Guarda Civil Metropolitana disponibilizou outros 700 agentes. Durante o percurso, há 900 banheiros químicos espalhados, 70 deles adaptados para deficientes físicos.
Os vendedores ambulantes de bebida e comida estão proibidos. A Secretaria Municipal da Saúde, por meio do programa de DST/Aids, convocou mais de 200 pessoas, entre técnicos e agentes de prevenção, para distribuir preservativos e divulgar os serviços especializados de atendimento da cidade de São Paulo.
A parada gay de São Paulo é considerada a maior do mundo. O evento é realizado pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, uma organização fundada em 1999.


sexta-feira, 5 de março de 2010

Relatório diz que 198 homossexuais foram mortos em atos homofóbicos no país em 2009


Um relatório divulgado na noite de quinta-feira (4) pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) informa que 198 homossexuais foram mortos no Brasil no ano passado por homofobia, nove a mais do que em 2008. De acordo com a entidade baiana, que há três décadas coleta informações sobre homofobia no país, Bahia e Paraná foram os Estados que registraram o maior índice de homicídios contra homossexuais (25 cada um).
Segundo o antropólogo Luiz Mott, um dos fundadores do GGB, dentre os homossexuais assassinados no ano passado, 117 eram gays, 72, travestis, e nove, lésbicas. “Mesmo com todos os programas lançados pelo governo federal, o Brasil é o país com o maior número de homicídios contra lésbicas, gays, bissexuais e travestis”, disse Mott, professor aposentado da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
“A cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil e precisamos dar um basta nesta situação”, afirmou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Segundo o grupo baiano, o levantamento que contabilizou o número de gays mortos foi feito em delegacias, publicações em jornais e revistas, Internet e por outras entidades que lutam pelos direitos dos homossexuais. “Isto demonstra que o número deve ser ainda maior, porque muitas famílias têm vergonha de revelar que possuem parentes homossexuais”, acrescentou Luiz Mott.
O número de gays assassinados no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Em 2007 foram 122. “Depois do Brasil, o México (35) e os Estados Unidos (25) foram os países mais homofóbicos em 2009”, disse Marcelo Cerqueira. Os dados do GGB revelam, ainda, que entre 1980 e o ano passado foram mortos 3.196 gays no Brasil. Entre as vítimas estão padres, pais-de-santo, professores, profissionais liberais, profissionais do sexo e cabeleireiros. Do total das vítimas, 34% foram mortas com armas de fogo, 29% (arma branca), 13% (espancamento) e 11% (asfixia). Os demais 13% foram mortos por outras modalidades.
Segundo o professor de filosofia Ricardo Liper, da UFBA, “mesmo em crimes envolvendo drogas e outros ilícitos, a condição homossexual da vítima sempre está presente, fruto da homofobia cultural e institucional que impregna a mente dos assassinos”. “Se a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República não implementar as deliberações do Programa Brasil Sem Homofobia, vamos denunciar o governo brasileiro junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), e à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais”, disse Luiz Mott.

Uol Notícias
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