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sábado, 6 de fevereiro de 2016
Idoso morre após misturar bebida alcoólica com estimulante sexual
Vítima, de 73 anos, estava com uma garota de programa num hotel no Centro
Um idoso, de 73 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (5) após passar mal em um hotel na rua General Osório, no Centro de Ribeirão Preto.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima teria combinado o uso de estimulante sexual com conhaque, antes de ter relações sexuais com uma garota de programa.
Em determinado momento, o idoso deixou o quarto passando mal e uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas a vítima não resistiu e morreu no local.
Fonte: Jornal A Cidade
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Guarda municipal é afastado por agredir idosa na Urca
Agente derrubou celular da vítima, que fazia fotos de carro que estaria parado irregularmente
RIO - Um agente da Guarda Municipal foi afastado de suas funções, acusado de agredir, na quarta-feira, uma aposentada moradora da Urca. Conforme noticiado na quinta-feira no blog do jornalista Ancelmo Gois, no site do GLOBO, Regina Helena Raso Neto, de 65 anos, teria sido atacada logo após, com o telefone celular, fazer fotos de um carro da corporação supostamente estacionado em local proibido, enquanto guardas municipais multavam motoristas por parar em local proibido. A idosa filmou o momento em que o agente bateu no braço dela, derrubando o celular. Segundo o comando da Guarda Municipal, um processo disciplinar foi aberto na corregedoria para a demissão do agente.
O caso aconteceu na bifurcação da Rua João Luís Alves com a Avenida Portugal. Após a agressão, moradores cercaram o carro da Guarda Municipal em apoio à aposentada, perguntando se os agentes tinham alguma acusação contra a moradora. Avisaram ainda que todos iriam para a delegacia como testemunhas a favor da vítima. O guarda acusado imediatamente ligou o carro e deixou o local.
VÍTIMA RECLAMA DE DEBOCHE
Entrevistada pela coluna, Regina Helena contou que passava de bicicleta pela via quando viu o guarda multando seis motoristas, apesar de o carro oficial também estar estacionado em local proibido.
— Eu perguntei se ele podia estacionar em local proibido, e o guarda citou uma lei que lhe dá esse direito. Então eu disse que ia fotografar o carro, para saber se ele estava falando a verdade. Ele então saiu do carro e começou a me fotografar, como se eu fosse uma bandida, e a debochar de mim, dizendo “simpática, agora de lado”, e bateu no meu braço para jogar meu telefone no chão — contou Regina Helena.
O comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Fernandes, destacou que a cena registrada em vídeo não é a conduta esperada de seus agentes e que não tolera esse tipo de comportamento. Segundo ele, “a orientação, passada durante treinamentos e cursos de formação, é para que os guardas tratem todos os cidadãos com respeito, cortesia e dignidade, independente da situação”.
O Globo
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Dia Nacional do Idoso
Dia Nacional do Idoso
Dia 1°de outubro se comemora o Dia do Idoso, a data tem como objetivo valorizar e sensibilizar a população sobre o respeito à pessoa idosa
Divulgação
O Dia do Idoso foi criado em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de estimular a sociedade a refletir sobre a situação do idoso na sociedade.
Até o ano de 2006, esta data era celebrada, no Brasil, no dia 27 de Setembro, porém, em razão da criação do Estatuto do Idoso em 1º de Outubro, o Dia do Idoso foi transferido para esta data de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.
A população idosa, ou seja, de pessoas com idade acima de 60 anos, cresce exponencialmente em diversos países e principalmente nos países em desenvolvimento. Isto se deve às facilidades da vida moderna e melhorias sociais, assim como assistência em saúde, possibilitadas pelo crescimento econômico e pelo alcance às novas tecnologias e terapias para enfrentar as doenças e causas de morbidade e mortalidade.
Mas, muito tem que melhorar para eles. O acesso a saúde, lazer e vias públicas como; calçadas, rampas, ônibus e seus pontos adequados e, o principal que é o respeito a essa parcela da população que mais cresce no mundo.
Para garantir e melhorar os direitos da Pessoa Idosa toma posse nesta quinta-feira (27), na Câmara Municipal, a partir das 18h, o Conselho Municipal da Pessoa Idosa, de Chapada dos Guimarães.
A presidente do Grupo Mais Feliz da Terceira Idade, de Chapada, Maria Rondon, salienta que o grupo está se mobilizando cada vez mais na sociedade e o próximo passo é conseguir a sede própria. “Este é o nosso sonho e a nossa prioridade. Precisamos ter o nosso espaço físico para as nossas reuniões, cursos e encontros”, disse.
Hoje o grupo conta com mais de 100 associados, sendo a grande maioria de mulheres. Ele se reúne todas as quartas-feiras no restaurante Chapada House, no centro da cidade.
Neste sábado (29), às 15h, na Praça Dom Wunibaldo, o Grupo Mais Feliz vai fazer uma mobilização pelos direitos e respeito da terceira idade.
Assessora de Imprensa
Mara Carnevale
Dia 1°de outubro se comemora o Dia do Idoso, a data tem como objetivo valorizar e sensibilizar a população sobre o respeito à pessoa idosa
Divulgação
O Dia do Idoso foi criado em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de estimular a sociedade a refletir sobre a situação do idoso na sociedade.
Até o ano de 2006, esta data era celebrada, no Brasil, no dia 27 de Setembro, porém, em razão da criação do Estatuto do Idoso em 1º de Outubro, o Dia do Idoso foi transferido para esta data de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.
A população idosa, ou seja, de pessoas com idade acima de 60 anos, cresce exponencialmente em diversos países e principalmente nos países em desenvolvimento. Isto se deve às facilidades da vida moderna e melhorias sociais, assim como assistência em saúde, possibilitadas pelo crescimento econômico e pelo alcance às novas tecnologias e terapias para enfrentar as doenças e causas de morbidade e mortalidade.
Mas, muito tem que melhorar para eles. O acesso a saúde, lazer e vias públicas como; calçadas, rampas, ônibus e seus pontos adequados e, o principal que é o respeito a essa parcela da população que mais cresce no mundo.
Para garantir e melhorar os direitos da Pessoa Idosa toma posse nesta quinta-feira (27), na Câmara Municipal, a partir das 18h, o Conselho Municipal da Pessoa Idosa, de Chapada dos Guimarães.
A presidente do Grupo Mais Feliz da Terceira Idade, de Chapada, Maria Rondon, salienta que o grupo está se mobilizando cada vez mais na sociedade e o próximo passo é conseguir a sede própria. “Este é o nosso sonho e a nossa prioridade. Precisamos ter o nosso espaço físico para as nossas reuniões, cursos e encontros”, disse.
Hoje o grupo conta com mais de 100 associados, sendo a grande maioria de mulheres. Ele se reúne todas as quartas-feiras no restaurante Chapada House, no centro da cidade.
Neste sábado (29), às 15h, na Praça Dom Wunibaldo, o Grupo Mais Feliz vai fazer uma mobilização pelos direitos e respeito da terceira idade.
Assessora de Imprensa
Mara Carnevale
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Polícia encontra idosa trancada em casa e sem comida no ES
Segundo a aposentada, a neta a deixou trancada para viajar no carnaval.
Prefeitura de Vila Velha conseguiu vaga em um abrigo para a idosa.
Uma aposentada de 79 anos foi encontrada pela polícia, nesta quarta-feira (13), trancada dentro de casa, sozinha e sem comida, no bairro Cobilândia, Vila Velha, na Grande Vitória. Dona Judith Kosken de Souza contou que foi a neta que a prendeu na residência, onde passou quatro dias trancada. A idosa foi examinada em um hospital no município. Ainda nesta tarde, a prefeitura conseguiu uma vaga para a senhora em um abrigo, onde será avaliada por uma assistente social. Caso necessário, ela será encaminhada para uma casa de repouso. A polícia ainda não localizou a neta. Inicialmente, dona Judith disse ter 82 anos, mas, na identidade, consta 1934 como a data de nascimento.
Os militares que encontraram a aposentada explicaram que ela pedia socorro para tentar sair da casa. “Precisamos romper o cadeado do portão e demos socorro para ela. Verificamos a situação da casa e vimos que não havia alimentação, estava suja, com cheiro forte e ruim. Realmente uma situação desumana”, explicou o cabo Giordano, na Polícia Militar.
De acordo com a idosa, a neta e uma amiga a trancaram na residência no último sábado (9), para viajarem durante o carnaval. Mas essa não foi a primeira vez que a dona Judith foi maltratada pela jovem. “Elas se trancam no quarto e eu preciso ficar batendo para ver se elas abrem, me deixam sozinha. Elas sempre me xingam. Minha neta se misturou com quem não presta e levou para dentro de casa. Não quero mais voltar para lá”, contou.
Depois de resgatar a aposentada e registrar o boletim de ocorrência, a polícia começou a procurar lugares onde a senhora pudesse permanecer em segurança. Tentaram em um abrigo municipal, mas não havia vaga. De lá, recorreram a outros três locais, mas também não foi possível. A idosa passou cinco horas dentro de um carro de polícia a procura de um local para ficar.
Em um dos hospitais, após muita insistência, os militares conseguiram que uma médica examinasse a idosa e, com o laudo médico, conseguiram uma internação social por maus tratos. “Essa situação foge da nossa rotina do dia a dia. Tentamos em vários locais, buscamos apoio da prefeitura, mas enfim conseguimos”, disse o cabo.
A neta e a amiga ainda não foram identificadas para a polícia. Por meio de nota, a PM explicou que o procedimento foi encerrado no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha e o caso segue para a Delegacia do Idoso do Espírito Santo nesta quinta-feira (14).
G1
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Gol terá que indenizar idoso que levou oito horas para fazer trajeto Rio-São Paulo
.Em condições normais, viagem demora cerca de uma hora
.Empresa não avisou à família do passageiro sobre atraso causado pelo mau tempo
RIO — A empresa aérea Gol terá que indenizar em R$ 8 mil reais o aposentado Luiz de Carvalho e a filha dele. A decisão do desembargador Marcelo Lima Buhaten, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), negou agravo pedido pela companhia.
Luiz demorou oito horas para viajar do Rio para São Paulo. Em condições normais, o trajeto leva cerca de uma hora. O motivo do atraso foi o mau tempo.
No entanto, a empresa não avisou nenhum parente do idoso sobre o atraso, o que angustiou toda a família. A aeronave onde Luiz estava teve que voltar para o aeroporto Internacional Tom Jobim. Ele, então, foi reconduzido ao Santos Dumont e embarcou novamente, horas depois, para a capital paulista.
Na sentença, o magistrado criticou a atitude da empresa aérea e endossou a sentença em 1ª instância, que já havia determinado a indenização.
“Correto o entendimento do magistrado sentenciante ao condenar ao pagamento de dano moral, em decorrência do aborrecimento, tensão e angústia a que foram submetidos pela prestação defeituosa do serviço da ré/1ª apelante, que deve, assim, reparar os danos provocados, merecendo a sentença reforma para reconhecer a legitimidade ativa da 2ª autora/3ª recorrente e, por conseguinte, o seu direito a ser recompensada pelos danos suportados”.
O Globo
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A CONFUSÃO MENTAL DOS IDOSOS ( UTILIDADE PÚBLICA )
Confusão mental do idoso ( Leia, é pequeno,importante e sério )
Principal causa da confusão mental no idoso
Arnaldo Lichtenstein, médico
Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam: *"Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"
Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja
e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem queestão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços,fora do ar, atenção. É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
"Líquido neles e rápido para um serviço médico".
(*) Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Gostou?
Então divulgue.
Informação recebida por e-mail
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Flagra de funcionários maltratando idosa em asilo causa escândalo na Grã-Bretanha
Imagens mostrando uma senhora de 80 anos com Alzheimer e artrite sendo maltratada em uma casa de repouso provocaram escândalo na Grã-Bretanha e críticas à comissão reguladora estatal de cuidados a idosos.
A britânica Jane Worroll notou hematomas no corpo da mãe e decidiu colocar uma câmera escondida no quarto de sua mãe, Maria, no asilo de Ash Court, em Londres. Ela se chocou com o que gravou: viu funcionárias levantando sua mãe sem nenhuma delicadeza, e um deles, encarregado de dar banho na senhora, dando-lhe um tapa.
Esse funcionário, Jonathan Aquino, acaba de ser condenado a 18 meses de prisão.
As imagens foram obtidas pelo programa Panorama, da BBC.
"Minha mãe é tão vulnerável; não consegue se levantar, não consegue gritar por ajuda", lamenta Jane Worroll. "(A agressão) é simplesmente algo sádico."
Antes das gravações virem à tona, o asilo que hospedava Maria Worroll era qualificado como "excelente" pela Comissão de Qualidade de Cuidados, que regula as casas de repouso britânica.
A agência também está sendo criticada por um relatório, posterior ao caso, que supostamente minimiza o episódio da família Worroll - algo que o organismo nega.
'Protegidos'
Para a comissão, o asilo Ash Court ainda "assegura que os usuários do serviço estão protegidos de abuso e do risco de abuso".
Mas Jane Worroll diz que se sentiu ofendida pelo relatório oficial. "Quando li, foi como um tapa na cara. Senti que eles basicamente deram (ao asilo) um registro limpo novamente, (pedindo ajustes mínimos). Isso me preocupa, pelas outras pessoas que estão prestes a colocar seus parentes em casas de repouso."
Os responsáveis por Ash Court, por sua vez, dizem que os maus-tratos sofridos por Maria Worroll são um caso isolado.
BBC Brasil
domingo, 11 de março de 2012
Aos 84 anos, homem se forma na terceira faculdade
Seu Leur é um verdadeiro exemplo de dedicação e amor aos estudos. Com 84 anos, ele acaba de se formar em Direito - já havia cursado Administração e Pedagogia. Conheça a história!
R7
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Câmera de segurança registra atropelamento de idosa em SP
Mulher atravessava a faixa de pedestre quando foi atingida por moto.Polícia diz que motociclista estava em alta velocidade e com carteira vencida.
Câmeras de segurança registraram o momento em que uma mulher de 60 anos foi atropelada por um motociclista em Botucatu, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (24). Ela estava atravessando a rua, na faixa de pedestre, quando foi atingida pela moto.
Outra câmera gravou o motociclista caindo alguns metros à frente. Ele quebrou o braço. A mulher ficou desacordada no asfalto e sofreu vários ferimentos. Ela passou por cirurgia e, segundo os médicos, não corre risco de morrer.
De acordo com a polícia, o motociclista estava acima da velocidade permitida e com a carteira de habilitação vencida.
G1
Câmeras de segurança registraram o momento em que uma mulher de 60 anos foi atropelada por um motociclista em Botucatu, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (24). Ela estava atravessando a rua, na faixa de pedestre, quando foi atingida pela moto.
Outra câmera gravou o motociclista caindo alguns metros à frente. Ele quebrou o braço. A mulher ficou desacordada no asfalto e sofreu vários ferimentos. Ela passou por cirurgia e, segundo os médicos, não corre risco de morrer.
De acordo com a polícia, o motociclista estava acima da velocidade permitida e com a carteira de habilitação vencida.
G1
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Vacinação contra a gripe termina abaixo da meta e ministério pede que Estados continuem campanha

Santa Catarina foi o local com maior adesão da população
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terminou nesta sexta-feira (13) com a adesão de pouco mais de 18 milhões de pessoas, o que representa 60% do público-alvo da vacina. Como a meta é atingir ao menos 80%, a recomendação do Ministério da Saúde é a de que os Estados e municípios que não atingiram o objetivo mantenham a mobilização.
De acordo com o balanço do governo, nenhum Estado vacinou 80% do público-alvo (profissionais de saúde, indígenas, idosos acima de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos e grávidas). O Estado que vacinou uma parcela maior da população foi Santa Catarina, com 75,4%. O menor índice aparece em Roraima, com 22,7%. Em São Paulo, 56,09% das pessoas que fazem parte desses grupos se vacinaram.
O ministério diz que “cabe aos gestores locais de saúde definir as estratégias locais para prorrogar a campanha, com base nas coberturas vacinais de cada grupo prioritário”.
– Nos locais onde a campanha for adiada, as pessoas dos grupos prioritários devem procurar a secretaria de saúde do seu município ou Estado para se informar sobre a lista de postos, bem como o endereço e o horário de funcionamento.
A vacina protege contra os três tipos de gripe que mais circulam no Hemisfério Sul, incluindo o vírus A (H1N1), causador da gripe suína. No ano passado, quando o mundo ainda vivia uma pandemia (epidemia em nível global) desse tipo de gripe, houve uma campanha de vacinação específica contra o H1N1.
Em 2011, esse vírus foi incluído na mesma vacina que protege contra a gripe comum. Essa foi uma recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A decisão de ampliar os grupos que vão receber a vacina tem o objetivo de reduzir as complicações causadas pela gripe (pneumonias bacterianas e agravamento de doenças já existentes, como diabetes ou pressão alta), que acabam sendo mais graves nesses grupos.
Com isso, a expectativa é reduzir internações e mortes causadas por esses problemas, além do dinheiro gasto com medicamentos.
No caso das crianças, a vacinação é um pouco diferente. A vacina é dividida em duas partes, então os pais precisam levar a criança de volta ao posto 30 dias depois da aplicação da primeira dose.
O produto é seguro para a população em geral, mas há exceções: não devem tomar a vacina as pessoas que têm alergia à proteína do ovo, e indivíduos imunodeprimidos (com sistema imunológico muito sensível), como aqueles que estão passando por tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, devem consultar um médico antes de se vacinar
R7
domingo, 30 de janeiro de 2011
O maior asilo do mundo

Desafio é definir quem pagará pelo atendimento Em Xangai, a cidade mais rica e dinâmica da China, cerca de 120 mil habitantes sofrem do mal de Alzheimer ou de alguma forma de demência. Porém, existem poucas clínicas capacitadas para cuidar desses pacientes.
Além do crescimento da população idosa, existe a preocupação com o problema denominado “4-2-1”. Em parte devido à política do filho único, em breve uma única pessoa na China terá que cuidar dos pais e de quatro avós. E, quanto maior for a longevidade, maior será a probabilidade de desenvolvimento de demência, aumentando as despesas com tratamento. Para lidar com a escassez severa das casas de repouso, Xangai está propondo um plano chamado “90-7-3”, no qual 90% dos idosos receberão cuidados em casa, enquanto 7% deles farão visitas ocasionais a um centro comunitário e 3% viverão em casas de repouso.
– Planejamos construir ao menos uma clínica capaz de cuidar de pacientes com demência em cada distrito – afirma Zhang Fan, diretor adjunto de bem-estar social da Secretaria de Assuntos Civis de Xangai. – Precisaremos de pelo menos cinco mil leitos adicionais por ano.
Um dos maiores desafios é definir quem precisará pagar pelo atendimento profissional. Nos anos 90, a China desmontou seu velho sistema “tigela de arroz de ferro”, no qual o governo oferecia ajuda financeira desde o nascimento até a morte dos cidadãos. Esse sistema fazia parte da abertura da economia para o mercado. Mas agora, a rede de segurança social do país está fraca e falta dinheiro para atender à população idosa.
A Universidade de Boston está realizando um estudo para medir os índices de demência na China e identificar os fatores que levam a um risco maior de contrair a doença. A meta é retardar o início do mal e reduzir os custos com saúde.
Atualmente, há pressão para uma ação mais rápida. Apesar dos chineses seguirem a tradição de cuidar de seus idosos em casa, as famílias nas grandes cidades se queixam da falta de opções.
Lu Peiyu tem dificuldades em encontrar um lugar para seu marido de 63 anos, que foi diagnosticado com demência há três anos.
– Nós pensamos em enviá-lo para um hospital, mas ele já fugiu duas vezes em dois anos – conta o genro. – O problema é que não há nenhuma clínica de repouso que ofereça um lugar adequado para meu sogro.
Os hospitais profissionais estão lotados e as clínicas de repouso particulares não contam com pessoal qualificado
Além do crescimento da população idosa, existe a preocupação com o problema denominado “4-2-1”. Em parte devido à política do filho único, em breve uma única pessoa na China terá que cuidar dos pais e de quatro avós. E, quanto maior for a longevidade, maior será a probabilidade de desenvolvimento de demência, aumentando as despesas com tratamento. Para lidar com a escassez severa das casas de repouso, Xangai está propondo um plano chamado “90-7-3”, no qual 90% dos idosos receberão cuidados em casa, enquanto 7% deles farão visitas ocasionais a um centro comunitário e 3% viverão em casas de repouso.
– Planejamos construir ao menos uma clínica capaz de cuidar de pacientes com demência em cada distrito – afirma Zhang Fan, diretor adjunto de bem-estar social da Secretaria de Assuntos Civis de Xangai. – Precisaremos de pelo menos cinco mil leitos adicionais por ano.
Um dos maiores desafios é definir quem precisará pagar pelo atendimento profissional. Nos anos 90, a China desmontou seu velho sistema “tigela de arroz de ferro”, no qual o governo oferecia ajuda financeira desde o nascimento até a morte dos cidadãos. Esse sistema fazia parte da abertura da economia para o mercado. Mas agora, a rede de segurança social do país está fraca e falta dinheiro para atender à população idosa.
A Universidade de Boston está realizando um estudo para medir os índices de demência na China e identificar os fatores que levam a um risco maior de contrair a doença. A meta é retardar o início do mal e reduzir os custos com saúde.
Atualmente, há pressão para uma ação mais rápida. Apesar dos chineses seguirem a tradição de cuidar de seus idosos em casa, as famílias nas grandes cidades se queixam da falta de opções.
Lu Peiyu tem dificuldades em encontrar um lugar para seu marido de 63 anos, que foi diagnosticado com demência há três anos.
– Nós pensamos em enviá-lo para um hospital, mas ele já fugiu duas vezes em dois anos – conta o genro. – O problema é que não há nenhuma clínica de repouso que ofereça um lugar adequado para meu sogro.
Os hospitais profissionais estão lotados e as clínicas de repouso particulares não contam com pessoal qualificado
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Jovem é preso suspeito de matar o avô a facadas e arrancar coração em Mairiporã (SP)

Um jovem de 24 anos foi preso na madrugada desta quarta-feira sob suspeita de matar o avô de 70 anos a facadas no Jardim Maria Antolina, na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo. O coração da vítima foi arrancado e deixado ao lado do corpo.
Segundo o delegado Antônio José Pereira, titular da delegacia da cidade, vizinhos acionaram a polícia durante a madrugada e relataram uma briga na residência. Já no local, foi encontrado o corpo de Catão Ferreira dos Santos, 70.
Ainda de acordo com Pereira, o neto Edmilson Silva Santos, 24, já tinha deixado o local do crime, quando os policiais chegaram no local. "Ele foi encontrado ainda na região, com a roupa toda suja de sangue", disse.
O delegado afirmou ainda que, inicialmente, no momento da prisão, o rapaz confessou o crime, mas acrescentou que ele se recusou a responder as perguntas sobre o crime no interrogatório.
A avó de Edmilson também estava na casa no momento do crime. Ela foi localizada em estado de choque e precisou ser hospitalizada. Até as 10h30 desta quarta-feira ela ainda não tinha prestado depoimento e o delegado aguarda a liberação médica dela.
O suspeito permanecia na carceragem da delegacia de Mairiporã no horário, mas, segundo Pereira, deve ser transferido para a cadeia de Franco da Rocha (Grande SP) ainda hoje.
Segundo o delegado Antônio José Pereira, titular da delegacia da cidade, vizinhos acionaram a polícia durante a madrugada e relataram uma briga na residência. Já no local, foi encontrado o corpo de Catão Ferreira dos Santos, 70.
Ainda de acordo com Pereira, o neto Edmilson Silva Santos, 24, já tinha deixado o local do crime, quando os policiais chegaram no local. "Ele foi encontrado ainda na região, com a roupa toda suja de sangue", disse.
O delegado afirmou ainda que, inicialmente, no momento da prisão, o rapaz confessou o crime, mas acrescentou que ele se recusou a responder as perguntas sobre o crime no interrogatório.
A avó de Edmilson também estava na casa no momento do crime. Ela foi localizada em estado de choque e precisou ser hospitalizada. Até as 10h30 desta quarta-feira ela ainda não tinha prestado depoimento e o delegado aguarda a liberação médica dela.
O suspeito permanecia na carceragem da delegacia de Mairiporã no horário, mas, segundo Pereira, deve ser transferido para a cadeia de Franco da Rocha (Grande SP) ainda hoje.
Polícia procura homem suspeito de espancar mulher e sogra em SP
Agressão aconteceu após discussão entre casal; mulher está internada.
Idosa ficou ferida; crime aconteceu em Sorocaba, no interior do estado.
A Polícia Civil de Sorocaba, a 99 km de São Paulo, abriu inquérito para investigar a agressão a uma idosa na cidade. Ela afirma ter sido espancada pelo genro. Ele também teria batido na própria mulher, que está no hospital.
De acordo com a família, a agressão ocorreu porque Simone Rosires Assis, 31 anos, quis se separar do marido. Os dois viveram juntos por sete anos e estavam separados há três meses.
A agressão aconteceu na madrugada de segunda-feira (3), após uma discussão entre o casal. De acordo com Maria de Lourdes Assis, de 67 anos, mãe de Simone, o genro bateu nela com um cabo de vassoura, além de dar socos e pontapés.
“Veio dando soco, coice. Na hora eu pensei: ele vai me matar”, afirmou ela, que não consegue andar e tem dificuldade de falar devido aos ferimentos. A idosa ainda contou que o genro tentou atropelar as duas. “Ele arrastava ela [a filha], que não aguentava nem andar. Deus me deu força para eu andar mais e arrastá-la”. Simone está internada na Santa Casa de Sorocaba.
A idosa foi atendida na Santa Casa e a família registrou boletim de ocorrência. O caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher. O homem tem passagem pela polícia por uso de documentos falsos e falsificação. Ele vai ser enquadrado na Lei Maria da Penha e a pena pode chegar a 3 anos de prisão. Ele é considerado foragido.
G1
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Acusada de agredir a irmã de 83 anos é presa por tortura
Segundo o depoimento que prestou à polícia, a acusada disse que é inocente, que nunca a havia machucado. As agressões costumavam acontecer pela manhã, quando dava banho na irmã
Brasil Urgente
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Dançar faz bem para a saúde. Do corpo e da cabeça
Confira também o roteiro com bailes em Vitória e Vila Velha
Movimentar os músculos e melhorar a resistência física são apenas duas das inúmeras vantagens que a dança traz para o corpo. Balançar o esqueleto é uma atividade gostosa para todas as idades e gostos. Basta encontrar o ritmo preferido e pronto. Samba, salsa, dança de salão, forró, funk ou sertanejo: não importa a preferência. O importante é não ficar parado, para manter a saúde e a felicidade sempre em dia, como você pode conferir em reportagem que o jornal A GAZETA publica neste domingo (7).
E o gazetaonline também entrou na dança. A reportagem foi até um baile especializado em forró para mostrar que para se dedicar aos passos e coreografias não existe idade. Passamos a tarde na Associação Capixaba dos Idosos (ACI), no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória, na última quinta-feira (4). No local, muita empolgação, amizades, gargalhadas e, claro, dança.
De acordo com o presidente da associação, Joaquim Antônio do Nascimento, 58 anos, atualmente são 2.176 associados. Eles pagam uma mensalidade de R$ 10 por mês e têm direito a 16 bailes. Muita coisa? Joaquim garante que não. "A frequência é muito boa aqui. Todos os dias eles estão aqui. Eles vêm pra jogar baralho, se divertir, conversar, namorar. Mas o principal é dançar. O único que não é animado sou eu. Mas também fico dentro da bagunça (risos). O que mais tem aqui é gente que dança bem", afirma.
Leonardo Soares
gazeta online
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Comparsa de empresária suspeita por sequestro de idosa é preso

Policiais da 77ª DP (Icaraí) identificaram e prenderam o namorado e cúmplice da empresária Flávia Machado Pinheiro, José Paulo Nunes de Lima. Vulgo Baiano, ele teria acompanhado a empresária no sequestro relâmpago de uma idosa, no dia 5 deste mês.
Quando a idosa estava na delegacia, nesta terça-feira, para identificar Flávia, Baiano acompanhava a cúmplice. A vítima imediatamente reconheceu-o. A polícia pediu um mandado de prisão, e ele foi preso nesta quarta-feira. A empresária já havia sido detida, na terça-feira, e está presa na Polinter de Mesquita.
José Paulo Nunes de Lima já havia três anotações criminais por receptação, além de ter sido preso por 12 anos na cidade de São Paulo por roubo.
Extra Online
Quando a idosa estava na delegacia, nesta terça-feira, para identificar Flávia, Baiano acompanhava a cúmplice. A vítima imediatamente reconheceu-o. A polícia pediu um mandado de prisão, e ele foi preso nesta quarta-feira. A empresária já havia sido detida, na terça-feira, e está presa na Polinter de Mesquita.
José Paulo Nunes de Lima já havia três anotações criminais por receptação, além de ter sido preso por 12 anos na cidade de São Paulo por roubo.
Extra Online
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Polícia prende idosa que fazia aborto clandestinos na própria casa em Criciúma (SC)
Uma idosa de 75 anos foi presa acusada de cometer abortos clandestinos dentro da própria casa há mais de 15 anos. A suspeita estava sendo investigada há algum tempo e acabou confessando a prática à uma policial disfarçada, que foi até a casa da idosa procurando pelo aborto.
R7
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O Alzheimer, pelo paciente

Arthur Rivin - O Estado de S.Paulo de 03/02/2010
Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer. Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.
Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.
Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.
Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET,que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept,que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite. Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda.Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.
Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal. Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.
Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.
No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.
Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.
Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.
Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.
Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.
A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.
Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.
ARTHUR RIVIN FOI CLÍNICO-GERAL E É PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA
Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer. Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.
Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.
Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.
Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET,que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept,que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite. Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda.Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.
Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal. Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.
Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.
No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.
Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.
Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.
Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.
Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.
A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.
Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.
ARTHUR RIVIN FOI CLÍNICO-GERAL E É PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Francesa é presa por manter marido octogenário em cativeiro por um ano

Uma francesa de 45 anos foi indiciada e está em detenção provisória por ter mantido seu marido octogenário em cativeiro durante um ano na residência do casal.
François Deweille ficou trancado na lavanderia no subsolo da casa, sem janelas, sofreu maus tratos e era alimentado somente com produtos com a data de validade vencida.
Béatrice Fautré foi indiciada por sequestro, violência sobre pessoa vulnerável e abuso da fragilidade de outra pessoa e está detida desde sábado passado na prisão de Versalhes, nos arredores de Paris.
Fautré havia trabalhado como empregada do octogenário e se casou com ele no início de 2008.
Dinheiro
De acordo com a polícia, ela teria retirado 500 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão) de uma conta bancária conjunta. As investigações, que estão na fase inicial, vão determinar se houve mais desvios de dinheiro no passado.
“Há sem dúvida o fator financeiro. Ela se aproveitou amplamente da fortuna de seu marido. Mas isso não explicaria tudo. Nada a impedia de desviar o dinheiro sem precisar sequestrá-lo nessas condições”, afirmou o comandante Bruno Arviset, da polícia militar do departamento de Eure-et-Loir, no centro-norte da França.
O octogenário, que tinha a visão reduzida, ficou totalmente cego após ter ficado preso por um ano na lavanderia sem janelas no subsolo da casa, situada na cidade de Arrou, em Eure-et-Loir.
Ele foi hospitalizado em estado de choque na quarta-feira passada em um hospital da região. Seu corpo estava coberto de hematomas e ele sofria de desnutrição, segundo a polícia.
O amante de Fautré, dono de um supermercado da cidade, morava na casa onde o octogenário estava preso. Ele e o filho mais velho da esposa, de 22 anos, foram indiciados por cumplicidade no sequestro e por não ter denunciado os maus tratos.
Eles permanecem em liberdade, mas sob controle judicial, com obrigação de cumprir exigências impostas pela Justiça, como não sair da cidade e comparecer às convocações das autoridades.
“A esposa alimentava o marido duas vezes por dia com produtos estragados. Não havia refeições quentes. Somente ela detinha a chave do local e era a única a ter contato com o octogenário”, afirmou o comandante Arviset.
Denúncia da filha
Segundo a promotoria de Chartres, responsável pelo caso, a polícia foi alertada pelas declarações da filha mais jovem de Fautré, cuja guarda está sob os cuidados dos serviços sociais franceses.
A criança havia declarado a presença na casa “de uma pessoa suja, que furtava comida e sofria violências porque deixava sua mãe irritada”.
O advogado de Béatrice Fautré declarou que a mulher “não está em condições de compreender as acusações que pesam contra ela”. A esposa nega as acusações de maus tratos.
Os moradores da cidade de Arrou afirmaram à imprensa francesa pensar que o idoso havia sido transferido para um asilo. Ele havia sido visto pela última vez em uma farmácia de Arrou em julho de 2009, segundo a polícia.
O prefeito de uma cidade vizinha, onde a vítima e Fautré moravam antes, havia no início se recusado a realizar o casamento no civil em razão da grande diferença de idade e havia exigido um atestado médico do idoso.
O documento foi obtido, e o casamento foi realizado pelo adjunto do prefeito no início de 2008.
François Deweille ficou trancado na lavanderia no subsolo da casa, sem janelas, sofreu maus tratos e era alimentado somente com produtos com a data de validade vencida.
Béatrice Fautré foi indiciada por sequestro, violência sobre pessoa vulnerável e abuso da fragilidade de outra pessoa e está detida desde sábado passado na prisão de Versalhes, nos arredores de Paris.
Fautré havia trabalhado como empregada do octogenário e se casou com ele no início de 2008.
Dinheiro
De acordo com a polícia, ela teria retirado 500 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão) de uma conta bancária conjunta. As investigações, que estão na fase inicial, vão determinar se houve mais desvios de dinheiro no passado.
“Há sem dúvida o fator financeiro. Ela se aproveitou amplamente da fortuna de seu marido. Mas isso não explicaria tudo. Nada a impedia de desviar o dinheiro sem precisar sequestrá-lo nessas condições”, afirmou o comandante Bruno Arviset, da polícia militar do departamento de Eure-et-Loir, no centro-norte da França.
O octogenário, que tinha a visão reduzida, ficou totalmente cego após ter ficado preso por um ano na lavanderia sem janelas no subsolo da casa, situada na cidade de Arrou, em Eure-et-Loir.
Ele foi hospitalizado em estado de choque na quarta-feira passada em um hospital da região. Seu corpo estava coberto de hematomas e ele sofria de desnutrição, segundo a polícia.
O amante de Fautré, dono de um supermercado da cidade, morava na casa onde o octogenário estava preso. Ele e o filho mais velho da esposa, de 22 anos, foram indiciados por cumplicidade no sequestro e por não ter denunciado os maus tratos.
Eles permanecem em liberdade, mas sob controle judicial, com obrigação de cumprir exigências impostas pela Justiça, como não sair da cidade e comparecer às convocações das autoridades.
“A esposa alimentava o marido duas vezes por dia com produtos estragados. Não havia refeições quentes. Somente ela detinha a chave do local e era a única a ter contato com o octogenário”, afirmou o comandante Arviset.
Denúncia da filha
Segundo a promotoria de Chartres, responsável pelo caso, a polícia foi alertada pelas declarações da filha mais jovem de Fautré, cuja guarda está sob os cuidados dos serviços sociais franceses.
A criança havia declarado a presença na casa “de uma pessoa suja, que furtava comida e sofria violências porque deixava sua mãe irritada”.
O advogado de Béatrice Fautré declarou que a mulher “não está em condições de compreender as acusações que pesam contra ela”. A esposa nega as acusações de maus tratos.
Os moradores da cidade de Arrou afirmaram à imprensa francesa pensar que o idoso havia sido transferido para um asilo. Ele havia sido visto pela última vez em uma farmácia de Arrou em julho de 2009, segundo a polícia.
O prefeito de uma cidade vizinha, onde a vítima e Fautré moravam antes, havia no início se recusado a realizar o casamento no civil em razão da grande diferença de idade e havia exigido um atestado médico do idoso.
O documento foi obtido, e o casamento foi realizado pelo adjunto do prefeito no início de 2008.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Caminhadas marcam o Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa

Eles já viveram muitas dificuldades na vida e mesmo depois de tanto sofrimento ainda são vítimas da violência, muitas vezes dentro do próprio lar. Para lembrar a sociedade das diversas formas de agressões contra os idosos várias ações serão realizadas nesta terça-feira (15), em Vitória. A data marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa.
Em Jardim da Penha, Centro, Maria Ortiz e Jardim Camburi idosos vão para as ruas para dizer "não" à violência. Em Maria Ortiz, uma caminhada acontece pelas ruas do bairro seguida de um ato público. Os idosos sairão às 8h do Centro de Convivência da Terceira Idade e seguem até a Praça de Goiabeiras. Já em Jardim da Penha, os idosos se reúnem, a partir das 8h, na Praça do Supermercado Epa, onde participam de atividades físicas, apresentações de dança e música. Quem passar pelo local, também poderá aferir a pressão e medir a glicemia.
A violência está mais perto do que se imagina
O número chega assustar funcionários que trabalham dando assistência à população da terceira idade. De acordo com dados do Centro de Apoio aos Deficientes Físicos e Idosos Vítimas de Violência de Vila Velha (Cadivivi), durante o período de janeiro a maio do ano passado foram realizados 190 atendimentos, entre eles domiciliar, psicológico e familiar. No mesmo período deste ano, o aumento foi de 70%. O centro já recebeu aproximadamente 400 denúncias, uma média de três idosos agredidos por dia.
Segundo o coordenador do Cadivivi, Aljesmar Lima de Moura, 95% das agressões são registradas em ambiente familiar. São filhos, netos e até genros e noras agredindo pessoas acima de 60 anos. "As principais situações que atendemos são as violações de direito. Que ocorrem por abandono, negligência, maus tratos, violência física, apoderamento de benefícios ou de aposentadoria".
Após receberem a denúncia, funcionários do núcleo vão até o local para saber se o caso é verdadeiro. Se constatada a violência, a vítima passa por um processo de atendimento. A finalidade do projeto é conscientizar as pessoas a conviverem de forma harmoniosa com as pessoas mais velhas.
Os cuidados vão desde atendimento psicossocial até a serviços na área jurídica. Em algumas situações, os casos são encaminhados para o Ministério Público. O tempo de observação acompanhada pode variar de uma semana até meses. Tudo depende da aceitação do agressor e também da família da vítima.
Para o coordenador do Cadivivi, o aumento no número de denúncias ocorre pelo fato das pessoas terem mais conhecimento do trabalho realizado pelo núcleo. "Quando os idosos passam a saber que têm um programa que vai atender a violência cometida contra eles, o número das denúncias aumenta. Afinal, a partir deste momento, eles sabem que têm como tomar uma atitude sobre os fatos. Por isso conseguimos sensibilizar e temos a nossa demanda aumentada cada vez mais".
Casos
Mesmo tendo que lidar com diversas situações, a psicologa do Cadivivi, Rita Paula Rodrigues Galvão, fica sensibilizada com as histórias que atende. Em um dos atendimento que teve resultado positivo, a vítima era agredida fisicamente pela filha e o genro, além de receber ameaças.
"Nós fortalecemos a idosa, no sentido dela procurar os direitos dela. Fizemos acompanhamento jurídico e psicológico. Entramos em contato com a filha e também com a juíza. E em dois meses a vítima conseguiu tirar a filha e o companheiro de dentro de casa".
Mas infelizmente nem todos os atendimentos terminam com um final feliz. Rita já teve casos em que a vítima não resistiu as agressões e acabou morrendo. "A agressão física pode levar ao óbito. Mas, principalmente a emocional. Os idosos entram num estado de alteração tão grande que pode acontecer de ter um infarto, um AVC. Afinal, eles estão propensos a isso por causa da fragilidade. Infelizmente já perdermos alguns atendidos. É extremamente frustrante para a equipe, pois em uma semana conseguimos avançar, mas na outra perdemos o idoso por causa da situação avançada".
Em Vitória há o Núcleo Contra Violência ao Idoso (Nucavi). As denúncias também chegam por meio de telefonemas, encaminhamentos de outras instituições e até mesmo pela ida da vítima ao local.
De acordo com a assistente social, Carla Silva Xavier, muitas pessoas ainda não conhecem o trabalho do núcleo. Mas a dificuldade em realizar o atendimento ocorre por conta da resistência do idoso ao denunciar as agressões.
"O idoso tem muito medo, porque na maioria dos casos o agressor é o próprio filho. Assim a vítima fica muito temerosa, pois sabe que vai expor a família e muitas vezes o filho".
Ajuda
Para ajudar a família no entendimento ao processo de envelhecimento, o Conselho Municipal do Idoso (Comid) criou uma cartilha que é distribuída de graça no Comid. "Nela estão contemplados alguns temas, como saúde, nutrição, saúde bucal e psicológico. Afinal o nosso país é a sexta nação em população idosa. Não somos mais um país de jovens".
A cartilha pode ser retirada na sede do Comid, na avenida Desembargador Santos Neves, nº 1489, na Praia do Canto. O telefone de contato é: 3382-6174.
Para quem precisa de ajuda o telefone do Nucavi em Vitória é: 3347-0076, já em Vila velha a assistência é feita pelo Cadivivi no telefone: 3229-0981.
(Com informações de Carla Einsfeld)
Gazeta Online
Em Jardim da Penha, Centro, Maria Ortiz e Jardim Camburi idosos vão para as ruas para dizer "não" à violência. Em Maria Ortiz, uma caminhada acontece pelas ruas do bairro seguida de um ato público. Os idosos sairão às 8h do Centro de Convivência da Terceira Idade e seguem até a Praça de Goiabeiras. Já em Jardim da Penha, os idosos se reúnem, a partir das 8h, na Praça do Supermercado Epa, onde participam de atividades físicas, apresentações de dança e música. Quem passar pelo local, também poderá aferir a pressão e medir a glicemia.
A violência está mais perto do que se imagina
O número chega assustar funcionários que trabalham dando assistência à população da terceira idade. De acordo com dados do Centro de Apoio aos Deficientes Físicos e Idosos Vítimas de Violência de Vila Velha (Cadivivi), durante o período de janeiro a maio do ano passado foram realizados 190 atendimentos, entre eles domiciliar, psicológico e familiar. No mesmo período deste ano, o aumento foi de 70%. O centro já recebeu aproximadamente 400 denúncias, uma média de três idosos agredidos por dia.
Segundo o coordenador do Cadivivi, Aljesmar Lima de Moura, 95% das agressões são registradas em ambiente familiar. São filhos, netos e até genros e noras agredindo pessoas acima de 60 anos. "As principais situações que atendemos são as violações de direito. Que ocorrem por abandono, negligência, maus tratos, violência física, apoderamento de benefícios ou de aposentadoria".
Após receberem a denúncia, funcionários do núcleo vão até o local para saber se o caso é verdadeiro. Se constatada a violência, a vítima passa por um processo de atendimento. A finalidade do projeto é conscientizar as pessoas a conviverem de forma harmoniosa com as pessoas mais velhas.
Os cuidados vão desde atendimento psicossocial até a serviços na área jurídica. Em algumas situações, os casos são encaminhados para o Ministério Público. O tempo de observação acompanhada pode variar de uma semana até meses. Tudo depende da aceitação do agressor e também da família da vítima.
Para o coordenador do Cadivivi, o aumento no número de denúncias ocorre pelo fato das pessoas terem mais conhecimento do trabalho realizado pelo núcleo. "Quando os idosos passam a saber que têm um programa que vai atender a violência cometida contra eles, o número das denúncias aumenta. Afinal, a partir deste momento, eles sabem que têm como tomar uma atitude sobre os fatos. Por isso conseguimos sensibilizar e temos a nossa demanda aumentada cada vez mais".
Casos
Mesmo tendo que lidar com diversas situações, a psicologa do Cadivivi, Rita Paula Rodrigues Galvão, fica sensibilizada com as histórias que atende. Em um dos atendimento que teve resultado positivo, a vítima era agredida fisicamente pela filha e o genro, além de receber ameaças.
"Nós fortalecemos a idosa, no sentido dela procurar os direitos dela. Fizemos acompanhamento jurídico e psicológico. Entramos em contato com a filha e também com a juíza. E em dois meses a vítima conseguiu tirar a filha e o companheiro de dentro de casa".
Mas infelizmente nem todos os atendimentos terminam com um final feliz. Rita já teve casos em que a vítima não resistiu as agressões e acabou morrendo. "A agressão física pode levar ao óbito. Mas, principalmente a emocional. Os idosos entram num estado de alteração tão grande que pode acontecer de ter um infarto, um AVC. Afinal, eles estão propensos a isso por causa da fragilidade. Infelizmente já perdermos alguns atendidos. É extremamente frustrante para a equipe, pois em uma semana conseguimos avançar, mas na outra perdemos o idoso por causa da situação avançada".
Em Vitória há o Núcleo Contra Violência ao Idoso (Nucavi). As denúncias também chegam por meio de telefonemas, encaminhamentos de outras instituições e até mesmo pela ida da vítima ao local.
De acordo com a assistente social, Carla Silva Xavier, muitas pessoas ainda não conhecem o trabalho do núcleo. Mas a dificuldade em realizar o atendimento ocorre por conta da resistência do idoso ao denunciar as agressões.
"O idoso tem muito medo, porque na maioria dos casos o agressor é o próprio filho. Assim a vítima fica muito temerosa, pois sabe que vai expor a família e muitas vezes o filho".
Ajuda
Para ajudar a família no entendimento ao processo de envelhecimento, o Conselho Municipal do Idoso (Comid) criou uma cartilha que é distribuída de graça no Comid. "Nela estão contemplados alguns temas, como saúde, nutrição, saúde bucal e psicológico. Afinal o nosso país é a sexta nação em população idosa. Não somos mais um país de jovens".
A cartilha pode ser retirada na sede do Comid, na avenida Desembargador Santos Neves, nº 1489, na Praia do Canto. O telefone de contato é: 3382-6174.
Para quem precisa de ajuda o telefone do Nucavi em Vitória é: 3347-0076, já em Vila velha a assistência é feita pelo Cadivivi no telefone: 3229-0981.
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