notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
Mostrando postagens com marcador idoso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador idoso. Mostrar todas as postagens
sábado, 29 de maio de 2010
Em Canoas (RS), médico se esquece de fazer cirurgia marcada há um ano
Uma senhora marcou uma cirurgia de hérnia há um ano, mas na hora de realizar o procedimento, o médico não apareceu. O doutor simplesmente esqueceu-se do compromisso.
R7
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Idosos que tomam medicamentos da forma incorreta têm mais chances de sofrer quedas

Essas pessoas caem 50% mais vezes do que as que seguem a medicação
Idosos que não tomam seus remédios da maneira correta têm mais chance de sofrer uma queda do que os demais. Essa é a conclusão de um estudo publicado na última edição da revista científica Journals of Gerontology.
Os pesquisadores avaliaram moradores com mais de 70 anos da cidade norte-americana de Boston. Eles descobriram que aqueles que não tomavam corretamente a medicação caíram cerca de 50% mais vezes do que aqueles que tinham alta adesão a seus tratamentos.
Segundo a autora do estudo, Sarah Berry, cientista do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento de Boston, as quedas podem ser consideradas como mais uma das consequências relacionadas à medicação irregular.
A falha dos pacientes em seguir direito a prescrição médica é considerada o problema número um no tratamento de doenças em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade da Flórida chegaram até a anunciar uma pílula com um chip que avisa quando o remédio é ingerido.
Já os pesquisadores de Boston avaliaram 246 homens e 408 mulheres com uma idade média de 78 anos entre os anos de 2005 e 2008. Desse total, 376 reportaram 1.052 quedas.
Os idosos eram considerados com baixa adesão à medicação quando se esqueciam de tomá-la ou então quando a dispensavam pelo fato de se sentirem bem. Entre as pessoas avaliadas, 48% não tomavam a medicação corretamente. E esses idosos sofreram quedas com uma frequência maior do que os demais.
Segundo Berry, essa relação se manteve a mesma independentemente da idade, do sexo e da quantidade de remédios.
- Como é simples e comum não tomar os remédios, os responsáveis devem discutir essa questão com seus pacientes.
Idosos que não tomam seus remédios da maneira correta têm mais chance de sofrer uma queda do que os demais. Essa é a conclusão de um estudo publicado na última edição da revista científica Journals of Gerontology.
Os pesquisadores avaliaram moradores com mais de 70 anos da cidade norte-americana de Boston. Eles descobriram que aqueles que não tomavam corretamente a medicação caíram cerca de 50% mais vezes do que aqueles que tinham alta adesão a seus tratamentos.
Segundo a autora do estudo, Sarah Berry, cientista do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento de Boston, as quedas podem ser consideradas como mais uma das consequências relacionadas à medicação irregular.
A falha dos pacientes em seguir direito a prescrição médica é considerada o problema número um no tratamento de doenças em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade da Flórida chegaram até a anunciar uma pílula com um chip que avisa quando o remédio é ingerido.
Já os pesquisadores de Boston avaliaram 246 homens e 408 mulheres com uma idade média de 78 anos entre os anos de 2005 e 2008. Desse total, 376 reportaram 1.052 quedas.
Os idosos eram considerados com baixa adesão à medicação quando se esqueciam de tomá-la ou então quando a dispensavam pelo fato de se sentirem bem. Entre as pessoas avaliadas, 48% não tomavam a medicação corretamente. E esses idosos sofreram quedas com uma frequência maior do que os demais.
Segundo Berry, essa relação se manteve a mesma independentemente da idade, do sexo e da quantidade de remédios.
- Como é simples e comum não tomar os remédios, os responsáveis devem discutir essa questão com seus pacientes.
quarta-feira, 17 de março de 2010
A Polícia precisa da participação popular para melhor proteger o idoso

A Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Idoso representa uma mudança significativa no sistema protetivo dessa vulnerável camada social, contudo, apesar de contar com mais de seis anos em vigor continua sendo pouco divulgada e não muito respeitada por parte considerada da população brasileira.
É obrigação da família, da sociedade e do poder público, zelar e assegurar com absoluta prioridade o efetivo direito à vida do idoso, assim como a sua saúde, alimentação, educação, cultura, cidadania, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade, respeito e a convivência familiar e comunitária, além da prioridade no atendimento público e privado.
Apesar desses direitos e garantias constituídos, do rigor penal do Estatuto do Idoso e do próprio Código repressivo brasileiro que complementa as diversas punições para os seus transgressores, essa classe social continua sendo desrespeitada e vítima dos mais diversos tipos de violência e maus tratos, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima da Lei.
O idoso é vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.
No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos, netos ou parentes próximos dos idosos, além da prática dos maus tratos físicos e psicológicos, usando de artifícios e fraudes, de posse de procurações ardilosas passam a administrar os seus bens e proventos ou realizam empréstimos em nome desses desviando o dinheiro em benefícios próprios.
Resta ainda a problemática freqüente em que muitos familiares ao saírem de casa, trancam os idosos sozinhos que por vezes estão acamados, em cadeiras de rodas ou seriamente doentes, tratando-os como verdadeiros animais inclusive deixando-os a passar fome ou em situação de higiene totalmente subumanas.
A Polícia está atenta a qualquer tipo de ocorrência envolvendo o idoso, não só na esfera familiar, como nas ruas, em bancos, transporte coletivo e outros locais públicos, entretanto precisa ainda mais da ajuda de toda a população para tomar conhecimento de tais ilícitos. Os olhos do povo têm que ser a extensão dos olhos da Polícia.
Deve, cada vez mais, a população por uma questão de Justiça e respeito, abandonar a postura passiva frente a tal problemática tomando para si o sofrimento e maus tratos que ainda se praticam contra essa classe social, agindo com mais sensibilidade, consciência, para denunciar com mais freqüência as diversas ilicitudes pelas quais passam os nossos idosos que por vezes preferem calar e até desmentir as suas próprias dores para não prejudicar outras pessoas.
Espoliados, vilipendiados e humilhados, na condição de dependência daqueles com quem vive, ou sobrevive, muitos idosos recuam e omitem informações por medo, resquícios de amor para com seus familiares, falta de amor a sua própria vida, ou até mesmo por impossibilidade absoluta de fazê-lo como é o caso dos idosos prostrados em leito sendo maltratados ou aqueles deficientes mentais e certos deficientes físicos mantidos em família como espécie de cárcere privado.
Todas as Polícias podem receber as denúncias das ilicitudes praticadas contra os idosos para as primeiras providencias, entretanto, para cumprimento e iniciação dos procedimentos investigativos criminais, temos nas principais cidades do país as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, e quando não, as Delegacias de Policia comuns que dão conhecimento dos fatos devidamente apurados ao Judiciário para punição aos transgressores.
As denuncias também podem ser feitas para o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Guardas municipais, Conselhos Estaduais ou Conselho Nacional do idoso, Igrejas, Associações de classes inerentes ou para os diversos órgãos municipais que realizam o trabalho social, que por certo endereçarão o problema para a Polícia Judiciária iniciar a investigação pertinente.
Não bastasse toda essa problemática que vai de encontro as Leis e aos direitos do Idoso, ainda existe a questão da luta pela reposição das perdas salariais que são frequentemente desrespeitadas, com aposentadorias ínfimas e com Projetos de Lei que visam melhoria para a classe que se arrastam no Legislativo por anos sem solução, bem como da falta de educação e sensibilidade do povo que frequentemente o descrimina em diversas áreas sociais.
Todo idoso tem a sua história de vida, experiências diversas e, os seus conselhos e ensinamentos também devem ser mais observados e seguidos. O idoso é antes de tudo um sobrevivente desse mundo tão conturbado, um exemplo para todos. O respeito aos seus direitos é o mínimo que podemos ofertá-los.
Só uma luta vigilante e permanente das entidades de classe inerentes com mobilizações constantes e ajuda do povo para cobrança de providencias pelo poder público, além da exaltação e amor próprio no âmbito dessa camada social são capazes de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br
É obrigação da família, da sociedade e do poder público, zelar e assegurar com absoluta prioridade o efetivo direito à vida do idoso, assim como a sua saúde, alimentação, educação, cultura, cidadania, esporte, lazer, trabalho, liberdade, dignidade, respeito e a convivência familiar e comunitária, além da prioridade no atendimento público e privado.
Apesar desses direitos e garantias constituídos, do rigor penal do Estatuto do Idoso e do próprio Código repressivo brasileiro que complementa as diversas punições para os seus transgressores, essa classe social continua sendo desrespeitada e vítima dos mais diversos tipos de violência e maus tratos, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima da Lei.
O idoso é vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.
No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos, netos ou parentes próximos dos idosos, além da prática dos maus tratos físicos e psicológicos, usando de artifícios e fraudes, de posse de procurações ardilosas passam a administrar os seus bens e proventos ou realizam empréstimos em nome desses desviando o dinheiro em benefícios próprios.
Resta ainda a problemática freqüente em que muitos familiares ao saírem de casa, trancam os idosos sozinhos que por vezes estão acamados, em cadeiras de rodas ou seriamente doentes, tratando-os como verdadeiros animais inclusive deixando-os a passar fome ou em situação de higiene totalmente subumanas.
A Polícia está atenta a qualquer tipo de ocorrência envolvendo o idoso, não só na esfera familiar, como nas ruas, em bancos, transporte coletivo e outros locais públicos, entretanto precisa ainda mais da ajuda de toda a população para tomar conhecimento de tais ilícitos. Os olhos do povo têm que ser a extensão dos olhos da Polícia.
Deve, cada vez mais, a população por uma questão de Justiça e respeito, abandonar a postura passiva frente a tal problemática tomando para si o sofrimento e maus tratos que ainda se praticam contra essa classe social, agindo com mais sensibilidade, consciência, para denunciar com mais freqüência as diversas ilicitudes pelas quais passam os nossos idosos que por vezes preferem calar e até desmentir as suas próprias dores para não prejudicar outras pessoas.
Espoliados, vilipendiados e humilhados, na condição de dependência daqueles com quem vive, ou sobrevive, muitos idosos recuam e omitem informações por medo, resquícios de amor para com seus familiares, falta de amor a sua própria vida, ou até mesmo por impossibilidade absoluta de fazê-lo como é o caso dos idosos prostrados em leito sendo maltratados ou aqueles deficientes mentais e certos deficientes físicos mantidos em família como espécie de cárcere privado.
Todas as Polícias podem receber as denúncias das ilicitudes praticadas contra os idosos para as primeiras providencias, entretanto, para cumprimento e iniciação dos procedimentos investigativos criminais, temos nas principais cidades do país as Delegacias Especializadas de Proteção ao Idoso, e quando não, as Delegacias de Policia comuns que dão conhecimento dos fatos devidamente apurados ao Judiciário para punição aos transgressores.
As denuncias também podem ser feitas para o Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Guardas municipais, Conselhos Estaduais ou Conselho Nacional do idoso, Igrejas, Associações de classes inerentes ou para os diversos órgãos municipais que realizam o trabalho social, que por certo endereçarão o problema para a Polícia Judiciária iniciar a investigação pertinente.
Não bastasse toda essa problemática que vai de encontro as Leis e aos direitos do Idoso, ainda existe a questão da luta pela reposição das perdas salariais que são frequentemente desrespeitadas, com aposentadorias ínfimas e com Projetos de Lei que visam melhoria para a classe que se arrastam no Legislativo por anos sem solução, bem como da falta de educação e sensibilidade do povo que frequentemente o descrimina em diversas áreas sociais.
Todo idoso tem a sua história de vida, experiências diversas e, os seus conselhos e ensinamentos também devem ser mais observados e seguidos. O idoso é antes de tudo um sobrevivente desse mundo tão conturbado, um exemplo para todos. O respeito aos seus direitos é o mínimo que podemos ofertá-los.
Só uma luta vigilante e permanente das entidades de classe inerentes com mobilizações constantes e ajuda do povo para cobrança de providencias pelo poder público, além da exaltação e amor próprio no âmbito dessa camada social são capazes de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br
Fonte: http://www.infonet.com.br/
domingo, 14 de março de 2010
Idoso de 96 anos é espancado pelo namorado da nora em Florianópolis

FLORIANÓPOLIS - O idoso Mário Machado, de 96 anos, voltou para casa neste sábado depois de ficar dias na residência de amigos. O idoso diz que foi agredido pela nora e o namorado dela. Em depoimento à delegada Maria Carolina, o suspeito teria confessado o espancamento, mas foi liberado por falta de flagrante.
O idoso foi espancado na madrugada de quarta-feira e chegou a ser hospitalizado, em Florianópolis. Segundo Mário, essa é a quarta surra em menos de um ano.
As marcas no corpo do idoso denunciam a força da violência. Há hematomas no rosto e nos dois braços.
Os problemas com a nora começaram depois que o filho de Mário morreu por consequências do uso de drogas, há um ano e meio. Um mês depois da morte, ela trouxe um novo namorado para dentro da mesma casa com o idoso.
Na última quarta-feira, o homem pediu para ele assinar um documento comprovando que morava no local. Após a recusa em assinar, Mário teria sido agredido.
- Não assinei, achei que era uma chantagem. Depois, só lembro que eu estava deitado no chão, ensanguentado - relembra.
Cansado de apanhar, ele registrou um boletim de ocorrência. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso.
O Globo
O idoso foi espancado na madrugada de quarta-feira e chegou a ser hospitalizado, em Florianópolis. Segundo Mário, essa é a quarta surra em menos de um ano.
As marcas no corpo do idoso denunciam a força da violência. Há hematomas no rosto e nos dois braços.
Os problemas com a nora começaram depois que o filho de Mário morreu por consequências do uso de drogas, há um ano e meio. Um mês depois da morte, ela trouxe um novo namorado para dentro da mesma casa com o idoso.
Na última quarta-feira, o homem pediu para ele assinar um documento comprovando que morava no local. Após a recusa em assinar, Mário teria sido agredido.
- Não assinei, achei que era uma chantagem. Depois, só lembro que eu estava deitado no chão, ensanguentado - relembra.
Cansado de apanhar, ele registrou um boletim de ocorrência. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso.
O Globo
sábado, 3 de outubro de 2009
O que pensa o idoso brasileiro

Em 2010, 10% da população brasileira será composta por idosos e a expectativa de vida no país alcançará 73,4 anos. Uma enorme diferença em relação a 1980, quando apenas 6% dos brasileiros eram idosos e a expectativa não ultrapassava 62,6 anos. Mas pouco na comparação com o que se espera para 2050, quando os idosos representarão 30% da população, ou 64 milhões, e a expectativa de vida alcançará os 81,3 anos.
Mas quem é o idoso brasileiro?
Segundo pesquisa apresentada nesta quinta-feira (01/10), Dia Internacional do Idoso, pelo Bradesco Seguros e Previdência, a maioria dos idosos brasileiros tem orgulho e satisfação de ter chegado onde estão, tendo superado desafios e criado seus filhos.
A aposentadoria representa para eles um divisor de águas. “É como se eles tivessem a sensação de que o dever foi cumprido e que agora é a hora de aproveitar a vida”, afirma Jorge Nasser, diretor-executivo do Bradesco Seguros e Previdência.
Mas essa fase da vida não é feita só de conquistas. Ela vem acompanhada por uma redução drástica dos rendimentos da família e da necessidade da “invenção” de uma nova rotina.
Essa situação, segundo apontou a pesquisa, costuma ser mais difícil para os homens. Eles se ressentem mais com a perda de status financeiro. “Ele vê seu papel de provedor acabar”, explica Nasser. Além disso, os homens têm maior dificuldade para se socializar.
Já as mulheres se revelam mais joviais e com mais energia, conseguindo se integrar mais na sociedade, estabelecendo mais facilmente grupos de amigos.
Solidão
Os maiores medos enfrentados nessa etapa da vida são a falta de recursos financeiros, a solidão e as doenças. Os idosos, de modo geral, não acreditam que contarão com a ajuda dos filhos na velhice e tendem a carregar um certo amargor por isso.
De acordo com o levantamento, eles consideram o porteiro seu melhor amigo. “Os idosos vêem neles alguém que está lá na hora em que eles precisam, que pode ajudá-los com tarefas extras como levar as compras do supermercado e em quem podem confiar”, fala o diretor-executivo.
Levando em consideração essa realidade, o Bradesco Seguros e Previdência irá lançar em novembro o projeto piloto do programa Amigo do Idoso. A iniciativa começará nos bairros de Higienópolis, em São Paulo, e Copacabana, no Rio de Janeiro.
Pelo Programa de Aperfeiçoamento Profissional de Porteiros de Condomínios, os profissionais serão capacitados para lidar e ajudar os idosos. O curso, que será gratuito, terá 16 horas de duração e classes de até 30 porteiros. As primeiras turmas devem ser iniciadas em janeiro.
Quem sou eu?
Ser idoso para 53% dos mais velhos é ter que lidar com doenças físicas. Para 44% é ser mais experiente, para 33% ter mais tempo e para 20% ter que lidar com maus tratos e desrespeito, aponta outra pesquisa do Bradesco Seguro e Previdência, realizada com 1, 2 mil entrevistados.
A maioria concorda que o idoso não é respeitado no Brasil, 80% dizem que “a sociedade ainda não está preparada para o idoso”.
Para 59% dos idosos, os parentes acabam mesmo se esquecendo deles. Os que mais concordam com essa frase são os homens (62%) e a classe C (64%).
A falta de dinheiro (37%), de tempo (29%) e de saúde (20%) são os principais motivos apontados que impedem os idosos de fazerem mais o que gostam. Segundo a pesquisa, 37%querem viajar mais a lazer, 4% querem sair para dançar ou ir à academia, enquanto 3% querem trabalhar
Época Negócios
Segundo pesquisa apresentada nesta quinta-feira (01/10), Dia Internacional do Idoso, pelo Bradesco Seguros e Previdência, a maioria dos idosos brasileiros tem orgulho e satisfação de ter chegado onde estão, tendo superado desafios e criado seus filhos.
A aposentadoria representa para eles um divisor de águas. “É como se eles tivessem a sensação de que o dever foi cumprido e que agora é a hora de aproveitar a vida”, afirma Jorge Nasser, diretor-executivo do Bradesco Seguros e Previdência.
Mas essa fase da vida não é feita só de conquistas. Ela vem acompanhada por uma redução drástica dos rendimentos da família e da necessidade da “invenção” de uma nova rotina.
Essa situação, segundo apontou a pesquisa, costuma ser mais difícil para os homens. Eles se ressentem mais com a perda de status financeiro. “Ele vê seu papel de provedor acabar”, explica Nasser. Além disso, os homens têm maior dificuldade para se socializar.
Já as mulheres se revelam mais joviais e com mais energia, conseguindo se integrar mais na sociedade, estabelecendo mais facilmente grupos de amigos.
Solidão
Os maiores medos enfrentados nessa etapa da vida são a falta de recursos financeiros, a solidão e as doenças. Os idosos, de modo geral, não acreditam que contarão com a ajuda dos filhos na velhice e tendem a carregar um certo amargor por isso.
De acordo com o levantamento, eles consideram o porteiro seu melhor amigo. “Os idosos vêem neles alguém que está lá na hora em que eles precisam, que pode ajudá-los com tarefas extras como levar as compras do supermercado e em quem podem confiar”, fala o diretor-executivo.
Levando em consideração essa realidade, o Bradesco Seguros e Previdência irá lançar em novembro o projeto piloto do programa Amigo do Idoso. A iniciativa começará nos bairros de Higienópolis, em São Paulo, e Copacabana, no Rio de Janeiro.
Pelo Programa de Aperfeiçoamento Profissional de Porteiros de Condomínios, os profissionais serão capacitados para lidar e ajudar os idosos. O curso, que será gratuito, terá 16 horas de duração e classes de até 30 porteiros. As primeiras turmas devem ser iniciadas em janeiro.
Quem sou eu?
Ser idoso para 53% dos mais velhos é ter que lidar com doenças físicas. Para 44% é ser mais experiente, para 33% ter mais tempo e para 20% ter que lidar com maus tratos e desrespeito, aponta outra pesquisa do Bradesco Seguro e Previdência, realizada com 1, 2 mil entrevistados.
A maioria concorda que o idoso não é respeitado no Brasil, 80% dizem que “a sociedade ainda não está preparada para o idoso”.
Para 59% dos idosos, os parentes acabam mesmo se esquecendo deles. Os que mais concordam com essa frase são os homens (62%) e a classe C (64%).
A falta de dinheiro (37%), de tempo (29%) e de saúde (20%) são os principais motivos apontados que impedem os idosos de fazerem mais o que gostam. Segundo a pesquisa, 37%querem viajar mais a lazer, 4% querem sair para dançar ou ir à academia, enquanto 3% querem trabalhar
Época Negócios
domingo, 27 de setembro de 2009
Idosos cariocas entre os mais independentes

Cidade tem 5ª maior taxa de pessoas acima de 60 anos capazes de fazer atividades sem ajuda
Rio - Os idosos do Rio de Janeiro estão entre os mais independentes do País. Pesquisa do IBGE sobre os Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil, divulgada na semana passada, mostrou que a cidade tem uma das menores taxas de incapacidade funcional (deficiência para realizar atividades básicas diárias, como caminhar e subir escadas, segundo a Organização Mundial da Saúde). O Rio perde para São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT).
Na cidade do Rio, só 19% dos homens com mais de 60 anos têm dificuldades para agir com autonomia e independência. Em São Paulo, que tem o menor número de idosos com incapacidade funcional, são 15%. Entre as cariocas da mesma faixa etária, só 26,7% sofrem com o problema da mobilidade, contra 20,1% das paulistas, que foram apontadas como as mais independentes.
Mas qual será o segredo dos idosos cariocas? De acordo com o médico Roberto Lourenço, chefe da geriatria do Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, a 'fórmula' é composta por atividades físicas constantes, nutrição balanceada e controle das doenças ao longo da vida. “Metade das pessoas a partir dos 60 anos apresenta problemas como hipertensão. É como se o organismo pifasse. Por isso, é fundamental adotar cuidados para retardar essa tendência. A cidade oferece meios para os idosos viverem bem e isso pode ter influenciado o resultado”, explica.
A cidade dispõe de quatro academias da Terceira Idade: em Copacabana, Santa Cruz, Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes. Até o fim do ano, outras 50 começarão a funcionar em diferentes bairros, como Centro e área da Leopoldina. A ação vai reforçar o projeto Ginástica na Praça, que hoje concentra 120 núcleos com cerca de 18 mil idosos praticando atividades físicas gratuitas. A capital também conta com a Universidade Aberta da Terceira Idade, da Uerj, que além de serviços de saúde gratuitos, oferece atividades educativas e socioculturais e ações que buscam a inserção social para a população acima de 60 anos.
Iara Meireles, presidente da ONG Amigos da Terceira Idade, que também oferece atividades gratuitas para idosos, na Fortaleza de São João, na Urca, reconhece os esforços, mas defende que ainda há muito o que fazer. “A parte psicomotora tem a maior demanda, mas o apoio psicológico é necessário porque um dos principais problemas ainda é a solidão”.
DICAS
ACADEMIASDA TERCEIRA IDADE
(2ª, 4ª e 6ª, aulas de 7h às 8h e de 8h às 9h):
Praça Serzedelo Corrêa, Copacabana
Posto de Saúde Mário Rodrigues Cid, Campo Grande
Posto de Saúde Aluísio Amâncio, Santa Cruz.
Posto de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho, Recreio
ONGATI - Atividades psicomotoras de 2ª a 6ª, a partir das 7h
Incrições: 2235-6208
UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE
Tel: 2334-0168 e 2334-0604
POR FLÁVIA SALME, RIO DE JANEIRO
O DIA ONLINE
Rio - Os idosos do Rio de Janeiro estão entre os mais independentes do País. Pesquisa do IBGE sobre os Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil, divulgada na semana passada, mostrou que a cidade tem uma das menores taxas de incapacidade funcional (deficiência para realizar atividades básicas diárias, como caminhar e subir escadas, segundo a Organização Mundial da Saúde). O Rio perde para São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT).
Na cidade do Rio, só 19% dos homens com mais de 60 anos têm dificuldades para agir com autonomia e independência. Em São Paulo, que tem o menor número de idosos com incapacidade funcional, são 15%. Entre as cariocas da mesma faixa etária, só 26,7% sofrem com o problema da mobilidade, contra 20,1% das paulistas, que foram apontadas como as mais independentes.
Mas qual será o segredo dos idosos cariocas? De acordo com o médico Roberto Lourenço, chefe da geriatria do Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, a 'fórmula' é composta por atividades físicas constantes, nutrição balanceada e controle das doenças ao longo da vida. “Metade das pessoas a partir dos 60 anos apresenta problemas como hipertensão. É como se o organismo pifasse. Por isso, é fundamental adotar cuidados para retardar essa tendência. A cidade oferece meios para os idosos viverem bem e isso pode ter influenciado o resultado”, explica.
A cidade dispõe de quatro academias da Terceira Idade: em Copacabana, Santa Cruz, Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes. Até o fim do ano, outras 50 começarão a funcionar em diferentes bairros, como Centro e área da Leopoldina. A ação vai reforçar o projeto Ginástica na Praça, que hoje concentra 120 núcleos com cerca de 18 mil idosos praticando atividades físicas gratuitas. A capital também conta com a Universidade Aberta da Terceira Idade, da Uerj, que além de serviços de saúde gratuitos, oferece atividades educativas e socioculturais e ações que buscam a inserção social para a população acima de 60 anos.
Iara Meireles, presidente da ONG Amigos da Terceira Idade, que também oferece atividades gratuitas para idosos, na Fortaleza de São João, na Urca, reconhece os esforços, mas defende que ainda há muito o que fazer. “A parte psicomotora tem a maior demanda, mas o apoio psicológico é necessário porque um dos principais problemas ainda é a solidão”.
DICAS
ACADEMIASDA TERCEIRA IDADE
(2ª, 4ª e 6ª, aulas de 7h às 8h e de 8h às 9h):
Praça Serzedelo Corrêa, Copacabana
Posto de Saúde Mário Rodrigues Cid, Campo Grande
Posto de Saúde Aluísio Amâncio, Santa Cruz.
Posto de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho, Recreio
ONGATI - Atividades psicomotoras de 2ª a 6ª, a partir das 7h
Incrições: 2235-6208
UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE
Tel: 2334-0168 e 2334-0604
POR FLÁVIA SALME, RIO DE JANEIRO
O DIA ONLINE
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Maioria dos idosos brasileiros sofre de doenças crônicas

No Brasil, as pessoas estão vivendo mais – e sem qualidade de vida: 75,5% dos idosos – ou 3 em cada 4 – sofrem de doenças crônicas, como o câncer, e apenas 29% (5 milhões) deles possuem plano de saúde.
Quem dependente do SUS (Sistema Única de Saúde) enfrenta problema de escassez de especialistas e de equipamentos. Os aparelhos mais sofisticados inexistem.
A situação tende a piorar nos próximos anos, se os recursos para a saúde continuarem insuficientes.
O estudo Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil 2009, do IBGE, mostra que o custo de internação é proporcional à idade do paciente. Quanto mais idoso, mais custa o atendimento hospitalar.
Na faixa de 60 a 69 anos, o gasto per capita é de R$ 93, chegando a R$ 179 em relação aos idosos com 80 anos ou mais. De acordo com dados de 2006, o custo para homens idosos é de R$ 100 e para mulheres, R$ 135.
Em consequência, mudou o perfil de mortalidade, que passou do típico de uma população jovem para o característico dos idosos, com a predominância de enfermidades crônicas.
Tanto para melhorar a qualidade de vida dessa faixa da população como para que o custeio dessa assistência deixe de ser um saco sem fundo, a solução, além do investimento na prevenção, exige mudança de mentalidade.
Coisa difícil em um país onde homens das mais diferentes idades resistem, por exemplo, ao exame de toque da próstata – doença muito comum entre os idosos.
Quem dependente do SUS (Sistema Única de Saúde) enfrenta problema de escassez de especialistas e de equipamentos. Os aparelhos mais sofisticados inexistem.
A situação tende a piorar nos próximos anos, se os recursos para a saúde continuarem insuficientes.
O estudo Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil 2009, do IBGE, mostra que o custo de internação é proporcional à idade do paciente. Quanto mais idoso, mais custa o atendimento hospitalar.
Na faixa de 60 a 69 anos, o gasto per capita é de R$ 93, chegando a R$ 179 em relação aos idosos com 80 anos ou mais. De acordo com dados de 2006, o custo para homens idosos é de R$ 100 e para mulheres, R$ 135.
Em consequência, mudou o perfil de mortalidade, que passou do típico de uma população jovem para o característico dos idosos, com a predominância de enfermidades crônicas.
Tanto para melhorar a qualidade de vida dessa faixa da população como para que o custeio dessa assistência deixe de ser um saco sem fundo, a solução, além do investimento na prevenção, exige mudança de mentalidade.
Coisa difícil em um país onde homens das mais diferentes idades resistem, por exemplo, ao exame de toque da próstata – doença muito comum entre os idosos.
Paulopes Weblog
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Entenda as consequências do envelhecimento da população no mundo
Podem faltar jovens no mercado e crescem gastos com previdência.Fenômeno é tendência em todos os países nos próximos anos.
O envelhecimento da população mundial, uma tendência em todos os países nos próximos anos, pode trazer problemas sociais e econômicos.
Para ajudar o vestibulando a entender as consequências do crescimento demográfico, o professor de geografia Reinaldo Scalzaretto, do Anglo, explica em uma aula em vídeo quais são as três etapas desse fenômeno pelas quais passam, já passaram ou ainda não passar todos os países do mundo.
“Em um primeiro momento, as taxas de natalidade e mortalidade são muito altas, e a população cresce pouco. Em um segundo momento, a natalidade permanece relativamente alta e a mortalidade desaba, havendo uma verdadeira explosão demográfica. Recentemente os países subdesenvolvidos passaram por isso. A terceira etapa, na qual os países desenvolvidos já estão, é o momento em que a natalidade também diminui, se aproximando da mortalidade, reduzindo muito o crescimento populacional", afirma o professor (confira o vídeo).
Na terceira fase, em que há a diminuição da população jovem e o aumento significativo da população idosa, a população envelhece. O Brasil, segundo Scalzaretto, está caminhando em direção a essa situação. O envelhecimento da população traz problemas como a possibilidade de faltar jovens no mercado de trabalho - o que eleva inclusive o custo da mão de obra gerando problemas econômicos - e a elevação nos custos da previdência social e gastos com saúde.
G1
sábado, 29 de agosto de 2009
Sindicato: Lei que garante estacionamento gratuito para idosos é inconstitucional

RIO - Idosos e deficientes que tentarem estacionar de graça seus carros em estacionamentos particulares do Rio de Janeiro, conforme estabelece a Lei 5.522, sancionada na última quarta-feira pelo governador Sérgio Cabral, podem encontrar bastante dificuldade. O Sindicato das Atividades de Garagens, Estacionamentos e Serviços do Estado do Rio de Janeiro (Sindepark Rio) está orientando os estacionamentos particulares a não cumprirem a determinação. De acordo com o presidente do sindicato, Hélio Cerqueira, a lei aprovada pelo governador altera os artigos de uma outra lei estadual que há três anos foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio.
- A lei aprovada pelo governador faz menção a alteração dos artigos 1º e 5º da Lei 4049 de dezembro de 2002. O problema é que essa lei foi declarada inconstitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça em 28 de agosto de 2006. Por isso o sindicato está orientando a todos para não conceder desconto nenhum e nem gratuidade, pois essa lei não existe mais. Eu considero que houve um erro do Legislativo - afirmou Cerqueira.
De acordo com o sistema do Tribunal de Justiça, o Estado do Rio de Janeiro chegou a recorrer da decisão, mas em dezembro de 2006 uma nova decisão do Órgão Especial confirmou a sentença e declarou a lei inconstitucional. Segundo Hélio Cerqueira, o sindicato já está estudando quais medidas deve tomar:
- Estamos reunidos com nossos advogados, e na segunda-feira nós devemos tomar uma providência. Para mim, isso foi um erro do Legislativo. O que não pode é o usuário arcar com essa decisão.
O deputado Glauco Lopes (PSDB), autor da lei sancionada pelo governador, no entanto, tem outra visão. Para ele, uma vez que a lei foi aprovada pelo Executivo, ela é válida.
- O Executivo pode retomar isso, pode fazer valer a lei, tanto que o Detran está orientando as pessoas. Em minha visão, essa é uma nova lei. Eu acredito que agora passa a ser uma nova discussão - afirmou Lopes, que acrescentou ainda que se precisar irá brigar na Justiça:
- Vai ser uma luta deles [sindicato] com a nossa lei, e eu apelo para o bom senso da Justiça. Eu entendo que vamos brigar de novo por essa lei, até que se faça Justiça com esse segmento da sociedade. Eu quis fazer uma correção adequando a realidade ao Estatuto do Idoso, que até então previa gratuidade apenas para maiores de 65 anos.
De acordo com a lei sancionada por Cabral, o descumprimento pode gerar ao concessionário ou proprietário do estacionamento uma multa de mil Ufirs. Caberá ao Detran fiscalizar os locais. A assessoria de imprensa do Detran afirmou que o órgão não vai se manifestar quanto ao assunto, uma vez que sua função é apenas cumprir o que manda a lei.
Desde a quinta-feira o Detran já está recebendo as solicitações do cartão especial que permite aos idosos maiores de 60 anos estacionar gratuitamente em vagas públicas e privadas. O documento é emitido em até 30 dias após a requisição e terá a mesma validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista beneficiado. Além de pessoas maiores de 60 anos, têm direito ao benefício portadores de deficiência física e mental, com comprovada dificuldade de locomoção.
- A lei aprovada pelo governador faz menção a alteração dos artigos 1º e 5º da Lei 4049 de dezembro de 2002. O problema é que essa lei foi declarada inconstitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça em 28 de agosto de 2006. Por isso o sindicato está orientando a todos para não conceder desconto nenhum e nem gratuidade, pois essa lei não existe mais. Eu considero que houve um erro do Legislativo - afirmou Cerqueira.
De acordo com o sistema do Tribunal de Justiça, o Estado do Rio de Janeiro chegou a recorrer da decisão, mas em dezembro de 2006 uma nova decisão do Órgão Especial confirmou a sentença e declarou a lei inconstitucional. Segundo Hélio Cerqueira, o sindicato já está estudando quais medidas deve tomar:
- Estamos reunidos com nossos advogados, e na segunda-feira nós devemos tomar uma providência. Para mim, isso foi um erro do Legislativo. O que não pode é o usuário arcar com essa decisão.
O deputado Glauco Lopes (PSDB), autor da lei sancionada pelo governador, no entanto, tem outra visão. Para ele, uma vez que a lei foi aprovada pelo Executivo, ela é válida.
- O Executivo pode retomar isso, pode fazer valer a lei, tanto que o Detran está orientando as pessoas. Em minha visão, essa é uma nova lei. Eu acredito que agora passa a ser uma nova discussão - afirmou Lopes, que acrescentou ainda que se precisar irá brigar na Justiça:
- Vai ser uma luta deles [sindicato] com a nossa lei, e eu apelo para o bom senso da Justiça. Eu entendo que vamos brigar de novo por essa lei, até que se faça Justiça com esse segmento da sociedade. Eu quis fazer uma correção adequando a realidade ao Estatuto do Idoso, que até então previa gratuidade apenas para maiores de 65 anos.
De acordo com a lei sancionada por Cabral, o descumprimento pode gerar ao concessionário ou proprietário do estacionamento uma multa de mil Ufirs. Caberá ao Detran fiscalizar os locais. A assessoria de imprensa do Detran afirmou que o órgão não vai se manifestar quanto ao assunto, uma vez que sua função é apenas cumprir o que manda a lei.
Desde a quinta-feira o Detran já está recebendo as solicitações do cartão especial que permite aos idosos maiores de 60 anos estacionar gratuitamente em vagas públicas e privadas. O documento é emitido em até 30 dias após a requisição e terá a mesma validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista beneficiado. Além de pessoas maiores de 60 anos, têm direito ao benefício portadores de deficiência física e mental, com comprovada dificuldade de locomoção.
O Globo
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Conselho do Idoso já pode usar a verba de R$ 600 mil destinada pelo Vereador Tripoli em emenda ao orçamento

Já está à disposição do Grande Conselho Municipal do Idoso a verba de R$ 600 mil, destinada especificamente a este órgão por emenda ao orçamento 2009, que o Vereador Roberto Tripoli (PV) conseguiu aprovar no final do ano passado. Esta destinação é inédita, porque em geral os conselhos de idosos, em todas as cidades do País, não possuem verba própria. A idéia é promover medidas e eventos que fortaleçam a cidadania dos idosos, e até mesmo beneficiar grupos formais e informais.
O presidente do Grande Conselho Municipal do Idoso, Antonio Santos Almeida, explica que está resolvendo com a assessoria financeira da Secretaria Municipal de Participação e Cidadania exatamente quais eventos e ações a verba poderá contemplar. Antonio Almeida frisa a importância da emenda do Vereador Tripoli, “pois nosso Conselho nunca teve verba própria, verba que só pode ser gasta a favor dos idosos. Só temos a agradecer ao parlamentar e trabalhar muito para empregar da melhor forma possível esse montante.”
(Texto: Regina Macedo / jornalista ambiental)
Informações do Gabinete do Vereador Roberto Tripoli enviadas por e-mail
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Violência: Poder público garante assistência em abrigos
Abrigo recebe crianças que sofrem maus tratos pela família em Sobral Creas realiza triagem das crianças e idosos que precisam ser atendidos pelos três abrigos mantidos pelo município
Sobral. Este município garante assistência a três abrigos na cidade que funcionam como acolhimento a crianças de zero a 6 anos que perderam a guarda dos pais; adolescente que sofreram algum tipo de violência ou abuso sexual e idosos vítimas de maus tratos. A triagem para encaminhamento desses casos é feita por intermédio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que funciona desde maio de 2008, como uma unidade pública e de referência no atendimento às crianças, adolescentes, mulheres, idosos e famílias com direitos violados.
Esse serviço integra à Coordenadoria de Proteção Social Especial de Média Complexidade, da Fundação de Ação Social do Município (Fasm). A presidente da entidade, Jeovânia Aragão, reconhece que a vida num abrigo, por melhor que ela seja, é bem diferente da vida na família. “As pessoas que sofrem maus tratos, principalmente idosos que sofrem de algum tipo de distúrbio mental, só são encaminhados aos abrigos numa extrema necessidade”, disse Jeovânia, acrescentando que o apoio que o município oferece a esses abrigos são técnicos e financeiros, ao contrário do abrigo domiciliar, que funciona no bairro da Santa Casa.
“O abrigo domiciliar é todo mantido pelo município, existe um convênio entre o município e o Governo Federal que garante essa ajuda”, disse. Essa ajuda é suficiente para que as crianças sejam atendidas e disponham de serviços no local. Os casos enfrentados pelo Creas estão atribuídos à violência, abuso e exploração sexual; apoio e orientação às vítimas de violências e acompanhamento às medidas sócio educativas em meio aberto e encaminhamento aos abrigos. De acordo com as estatísticas da Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM), refentes a 2008, houve registro de 203 inquéritos policiais e mais de mil Boletins de Ocorrências (B.O.) de agressão contra a mulher. Somente este ano já somam mais de 100 inquéritos e os B. O. são quase 600.
De acordo com dados da DDM, a maioria das mulheres vítimas de violência possui grau de escolaridade baixo, não tem emprego e mora de aluguel. Elas chegam à delegacia depois de terem passado por muitos maus tratos. Lá realizam uma queixa contra o agressor, embasadas na Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Como Sobral não oferece acolhimento de vítimas desse tipo de agressão, elas são orientadas a procurar a casa de um parente. “98% dos casos são resolvidos antes de chegar à Justiça”. Garante o escrivão de polícia que não quis ser identificado.
Esse serviço integra à Coordenadoria de Proteção Social Especial de Média Complexidade, da Fundação de Ação Social do Município (Fasm). A presidente da entidade, Jeovânia Aragão, reconhece que a vida num abrigo, por melhor que ela seja, é bem diferente da vida na família. “As pessoas que sofrem maus tratos, principalmente idosos que sofrem de algum tipo de distúrbio mental, só são encaminhados aos abrigos numa extrema necessidade”, disse Jeovânia, acrescentando que o apoio que o município oferece a esses abrigos são técnicos e financeiros, ao contrário do abrigo domiciliar, que funciona no bairro da Santa Casa.
“O abrigo domiciliar é todo mantido pelo município, existe um convênio entre o município e o Governo Federal que garante essa ajuda”, disse. Essa ajuda é suficiente para que as crianças sejam atendidas e disponham de serviços no local. Os casos enfrentados pelo Creas estão atribuídos à violência, abuso e exploração sexual; apoio e orientação às vítimas de violências e acompanhamento às medidas sócio educativas em meio aberto e encaminhamento aos abrigos. De acordo com as estatísticas da Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM), refentes a 2008, houve registro de 203 inquéritos policiais e mais de mil Boletins de Ocorrências (B.O.) de agressão contra a mulher. Somente este ano já somam mais de 100 inquéritos e os B. O. são quase 600.
De acordo com dados da DDM, a maioria das mulheres vítimas de violência possui grau de escolaridade baixo, não tem emprego e mora de aluguel. Elas chegam à delegacia depois de terem passado por muitos maus tratos. Lá realizam uma queixa contra o agressor, embasadas na Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Como Sobral não oferece acolhimento de vítimas desse tipo de agressão, elas são orientadas a procurar a casa de um parente. “98% dos casos são resolvidos antes de chegar à Justiça”. Garante o escrivão de polícia que não quis ser identificado.
Acolhimento
No abrigo que funciona como acolhimento familiar instalado na Rua Pintor Lemos, bairro da Santa Casa existem quatro crianças recolhidas com idade entre 10 e 12 anos, entre elas uma criança do sexo feminino abandonada pela mãe juntamente com o irmão de 10 anos. O motivo delas se encontrarem ali, segundo uma das coordenadoras, que pediu para não ser identificada, é o abandono causados pelos pais.
O abrigo recebe crianças que sofrem de maus tratos, abandono, órfãos, violência sexual e exploração de qualquer natureza que venha atrapalhar ou impedir o desenvolvimento humano destes adolescentes. “As crianças e os adolescentes que são encaminhados para esse abrigo são acompanhados por psicólogos e educadores. Existem casos em que em menos de 24h são resolvidos, outros demoram quase uma eternidade”, disse Luzinete Larisse Morais de Oliveira, que há nove meses coordena o Creas.
“A nossa finalidade é acolher e dar a estas crianças e adolescentes um lar que atenda às suas necessidades físicas, psicológicas, morais, de lazer e educação”, acrescentou Larisse.
Mais informações
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)Avenida Dom José, 2139 – Sobral(88) 3695.5200
Diário do Nordeste
terça-feira, 28 de julho de 2009
AM: Fundação Dr. Thomas registra 69 denúncias de maus tratos a idosos
MANAUS – A Fundação Doutor Thomas, em Manaus, registrou 69 denúncias de maus-tratos contra idosos nos seis primeiros meses deste ano, segundo balanço semestral divulgado hoje (28) pela entidade municipal.Segundo a diretora-presidente da Fundação Dr. Thomas, Martha Cruz, os casos mais frequentes são de abuso financeiro e psicológico, negligência, abandono e abuso físico. Conforme as estatísticas da fundação, o agressor geralmente é filho, mora com o idoso, tem histórico de uso de drogas ou bebidas alcoólicas e é dependente economicamente do idoso.Os dados da entidade apontaram que, das 69 solicitações, 39 referiam-se a idosos do sexo feminino e 30 do sexo masculino. Em todos os casos, de acordo com Martha Cruz, os procedimentos foram realizados pelo Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso (PADI), caracterizado pela realização de visitas às casas por psicólogos e assistentes sociais.Além do disk-idoso, as visitas são geradas pelos encaminhamentos da Delegacia Especializada de Atenção à Pessoa Idosa, do Ministério Público e das instituições da sociedade civil, nos casos em que a agressão é constatada.As solicitações externas neste primeiro semestre totalizaram 528 atendimentos. Desse total, foram registrados 234 novos casos gerados a partir de denúncias do disk-idoso (1401) e de denúncias apresentadas na própria instituição.Fonte: Amazonia.com
Foto: Luiz Rodrigo Cerqueira de Souza - Olhares.com
Assinar:
Postagens (Atom)
Verbratec© Desktop.