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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Psicologia e Comportamento Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI



Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP


Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.


Separação e responsabilidade


Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.


A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.


Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem. Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente. Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade. E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem. Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice. Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia. Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos. Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então. É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050. O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes. As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.


Fonte: Pazes

domingo, 21 de setembro de 2014

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer


Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer

O apagamento progressivo da memória é um dos principais sinais desse problema neurodegenerativo que já atinge 35 milhões de pessoas no mundo. Em decorrência da destruição de células nervosas, ele também afeta outras funções cognitivas, a exemplo da linguagem e da capacidade de atenção. Por isso, a data reforça a importância de procurar orientação de um profissional de saúde assim que os sintomas derem as caras. Afinal, a doença está longe de ser uma consequência natural da passagem dos anos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Idosos gays chineses se casam e mostram que não existe idade para amar


Cerimônia foi transmitida em tempo real pela Internet

China - Um casal de idosos gays se casou, nesta quarta-feira, e mostrou que não há limites de idade para o amor. Ambos com 60 anos, eles decidiram transmitir a cerimônia em tempo real por uma rede social semelhante ao Twitter. Uma das curiosidades do casamento inusitado foi a vestimenta de um dos noivos que era composta por um tradicional vestido de noiva, com direito a véu.

A cerimônia contou com a presença de amigos e familiares que assistiram ao casal - apelidado de "pequeno tesouro" e "grande tesouro" - trocarem as alianças. Apenas um fato deixou a festa um tanto quanto triste para os noivos. O filho de um deles não compareceu ao evento por não concordar com o casamento.

Os "pombinhos" se conheceram quando um deles, que é entregador de água, foi levar um garrafão na casa do outro, um professor de história aposentado.

Na China, a homossexualidade é um tema tabu, embora, segundo estimativas, haja cerca de 30 milhões de gays no país. Como a lei chinesa não permite uma união homoafetiva, a cerimônia dos idosos foi simplismente um compromisso privado de união. "Nós estamos determinados a não abandonar um ao outro, a não ser que um de nós venha a morrer. Vamos lutar pelo nosso amor, não importa quão difícil ou doloroso seja", afirmaram os idosos de 60 anos.

Um ativista do Centro LGBT de Pequim declarou que "eles têm uma coragem extraordinária, ainda mais no contexto da cultura chinesa". "É difícil até para jovens homossexuais chineses expressarem abertamente sua orientação sexual", afirmou.

As informações são do Sun.

O Dia Online

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Idosos levam 40% mais tempo para frear carro que adultos, diz pesquisa


Estudo realizado pelo Hospital das Clínicas aponta que frenagem mais lenta está relacionada com a velocidade reduzida com que os motoristas mais velhos dirigem

Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que o tempo de reação dos motoristas idosos para frear um veículo é 39,6% maior em comparação ao de adultos jovens. A média do tempo de reação a partir do momento que uma placa "Pare" é avistada até a frenagem foi 1,34 segundo para os idosos, enquanto que para o grupo de adultos jovens, o tempo foi 0,96 segundo. O estudo (15), foi feito com o uso de um simulador e teve a participação de 30 idosos e 15 adultos jovens.

Apesar do tempo de reação maior, 97% dos idosos participantes do estudo não se envolveram em acidentes nos últimos cinco anos, nem foram multados no último ano. O estudo detectou que os idosos evitam colisões diminuindo drasticamente a velocidade. “Intuitivamente ou não, eles diminuem a velocidade e aí eles têm um tempo maior para parar”, diz a pesquisadora do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, Angélica Castilho Alonso.
A pesquisadora afirma que com o aumento do número de idosos no país – em 2020, o Brasil terá a quinta maior população idosa do mundo – as cidades terão de se adaptar ao modo, mais lento, deles ao volante. “A adaptação não é proibir os idosos de dirigir. Teremos que pensar quais serão as modificações na cidade para que o idoso possa fluir sem atrapalhar o trânsito e sem correr riscos,” diz a pesquisadora, sugerindo algum tipo de identificação nos veículos.

A idade média dos avaliados foi 74,3 anos para homens e 69,4 para mulheres. Eles dirigem em média há 48,5 anos, e elas há 40,6 anos. Os carros das mulheres têm em torno de 5,7 anos de uso, e o dos homens, 10,7 anos. Todos os avaliados dirigem os próprios veículos em dias de chuva, vias congestionadas e em horários de pico. A maior parte dos motoristas pesquisados – 73% mulheres e 87% homens – dirige à noite. “Antes, pensávamos em um idoso motorista como aquele que dirige no entorno da sua residência, que leva os netos à escola. Mas esse perfil mudou 100%", diz Angélica.

Todos os entrevistados afirmaram ser cuidadosos no trânsito. Entre as mulheres, 27% já pensaram em parar de dirigir, e entre os homens, apenas 13%. “Recomendação médica, pedido familiar, facilidade de usar outro meio de transporte ou a autopercepção de incapacidade são os motivos que levariam o grupo pesquisado a parar de dirigir”, afirma a pesquisadora.

Época

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aposentado Aerus no limite

Excelentíssimos Senadores Álvaro Dias, Ana Amélia, Paulo Paim e Deputado Federal Rubens Bueno:

Sei que é uma enorme ousadia de minha parte escrever para tão importantes personalidades de nosso país. Afinal, sou um simples aposentado, o que para o Governo Federal não significa NADA, ou melhor, significa um bando de velhos que vive reclamando, exigindo, reivindicando um ou dois por cento de reajuste de suas aposentadorias.

Pior do que um aposentado comum, sou um ex-trabalhador da Varig. Desde o dia 12 de abril de 2006 cerca de 10 mil aposentados da Varig pelo fundo de pensão Aerus caíram num poço e dele não conseguem sair. Foram jogados neste poço por pessoas irresponsáveis da Varig, do Aerus e da Secretaria da Previdência Complementar (SPC), órgão do Governo Federal.

Estes cidadãos brasileiros há longos seis anos e cinco meses vêm sendo DESPREZADOS pelos governos Lula/Dilma. Já morreram 727, sendo que quatro por suicídio, o que contraria o ditado "Deus não dá uma carga maior do que podemos suportar". Esses quatro pobres coitados não suportaram essa carga e preferiram acabar com suas vidas do que suportar uma morte em vida. Estando no meu limite é muito provável que eu aumente esta estatística para cinco.

Excelentíssimos Senadores Álvaro Dias, Ana Amélia, Paulo Paim e Deputado Federal Rubens Bueno, venho fazer um derradeiro apelo a Vossas Excelências. Como todos sabem há uma decisãojudicial da 14ª Vara Federal de Brasilia que determina que a União assuma a folha de pagamento do Aerus. O Governo Federal não se conforma com tal decisão e está envidando TODOS os esforços para não cumprir esta decisão. A Advocacia-Geral da União já entrou com recurso, foi derrotada pelo TRF, entrou com novo recurso e continuará assim procedendo até que o último aposentado do Aerus venha a falecer.

Por todo o exposto venho fazer um apelo desesperado para que Vossas Excelências promovam uma reunião com o Dr. Luiz Inácio Adams, Ministro Chefe da Advocacia-Geral da União. Creio que esta será a única forma de a União cumprir a determinação judicial e com isto voltarmos a receber nossos benefícios e assim voltarmos a viver com um mínimo de dignidade. Tenho esperança que diante de quatro importantes autoridades o Dr. Adams finalmente se convencerá que 10 mil cidadãos brasileiros entre 65 e 85 anos não podem ser jogados na rua da amargura e enfrentar sérias dificuldades por falta de recursos para adquirir alimentos, remédios, cumprir seus compromissos básicos e manter um plano de saúde. Creio que ele irá admitir que é DESUMANO o que está sendo feito a pessoas idosas, que trabalharam e contribuíram a vida inteira para um fundo de pensão visando a uma aposentadoria digna e agora, no ocaso de suas vidas, estão vivendo um pesadelo sem fim.

Tenho real esperança que Vossas Excelências, numa conversa franca e direta com o Dr. Adams, conseguirão convencê-lo da necessidade URGENTE do cumprimento da decisão judicial. Assim procedendo, o Dr. Adams estará tão-somente fazendo justiça, assim impedindo um final de vida terrível e insuportável para 10 mil IDOSOS. Que seja feita JUSTIÇA, no mínimo para que este confronto entre o Executivo e a Justiça não represente um perigo para o futuro da Democracia.

Tenho ainda um pouco de fé, de esperança que consigamos nossos direitos de volta, e que esta audiência de Vossas Excelências com o Dr. Adams represente de forma definitiva a solução para o drama dos aposentados do Aerus.
Agradeço desde já a atenção, pedindo a Deus que ilumine vossos caminhos, conduzindo-os a que sempre tomem as decisões mais acertadas
Recebido por e-mail

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Em vídeo, caseiro confessa crime e pede desculpa a filho de idosa

Ênio diz que está arrependido e que tem que pagar pelo assassinato.
Suspeito foi preso caminhando na manhã desta quinta (2) pela Lagoa.


Em um vídeo divulgado pela Polícia Civil, o caseiro Ênio Tomaz da Rocha, de 47 anos, confessa ter matado Alpha Dias Kieling, de 76 anos. Ele também diz que está arrependido e que tem que pagar pelo crime. Além disso, Ênio pede desculpas ao filho da vítima. "Se pudesse daria minha vida para ter a dela de volta", diz Ênio no vídeo.

Mais cedo, o inspetor Rafael Rangel, chefe de investigação da Divisão de Homicídios (DH), já havia informado que Ênio tinha confessado o crime.

O caseiro diz ter matado a idosa por ela ter suspeitado que ele tivesse roubado algum objeto do armário que havia limpado por R$ 50. Foi quando, segundo Ênio, ele empurrou Alpha e ela caiu. Em seguida, ainda segundo seu relato, ele enforcou a idosa.

Ainda de acordo com o seu relato, quando percebeu que a idosa não estava mais respirando, Ênio primeiro pensou em pedir ajuda a seguranças que ficavam na rua, mas percebeu que a rua estava deserta. Então, segundo ele, cavou um buraco no quintal da vítima e enterrou o corpo.

Foi ao chegar em casa, na Rocinha, que ele diz ter se arrependido do crime.

Ele afirma que se sentiu pressionado ao ver policiais fazendo buscas pela Rocinha. "Quando vi entrando e saindo da minha casa, aquilo me doeu muito. Procurei a delegada e disse que queria me entregar, mas com defensor público."

Ênio conta que ao receber R$ 100 do filho da vítima, pensou em mostrar onde Alpha estava enterrada, mas não teve coragem.

Ele conta ainda que quando foi encontrado pela polícia, estava a caminho do Centro para procurar um defensor público.

Ao ser questionado sobre o que diria ao filha da vítima, Ênio disse chorando: "Todo mundo que comete erros tem chance de mudar. Não sei o que aconteceu", contou, pedindo desculpas a todos pelo crime.

O suspeito fazia serviços na casa de vítima e foi preso na manhã desta quinta-feira. A idosa foi encontrada morta e parcialmente enterrada nos fundos da casa, em São Conrado, Zona Sul do Rio, no domingo (29).

O policial informou que, em depoimento na delegacia, o caseiro disse que foi contratado para arrumar o quarto de ferramentas de Alpha, e que eles acabaram discutindo depois que ela o acusou de furtar um objeto. Ênio disse que teria perdido o controle e esganado a vítima. O inspetor informou que o suspeito vai responder por homicídio doloso.

Filho se sentiu aliviado
O executivo Robert Dannenberg, filho de Alpha, disse na manhã desta quinta-feira (2) que se sente aliviado com a prisão do caseiro. Segundo Robert, ele não tinha contato com o empregado e que a mãe nunca comentou sobre ele.

"A sensação que eu tenho é de alívio. Retiramos das ruas um assassino cruel e isso é um grande alívio para toda a população. Foi retirado das ruas um criminoso muito perigoso, isso que é importante. Eu nunca tinha visto esse rapaz antes de sexta-feira, quando ele abriu os portões da minha casa para eu entrar", disse.

O executivo acompanhou a prisão do suspeito na Divisão de Homicídios. Ele afirmou que acredita que o caseiro seja o autor do crime: “A Justiça agora vai tratar de condená-lo adequadamente. Eu estou muito seguro que todas as evidências que me foram apresentadas apontam ele como o assassino. Esse é um momento de muita emoção para os familiares”, completou.

Suspeito foi preso na manhã desta quinta
O caseiro foi preso na manhã desta quinta-feira (2). De acordo com o 23°BPM, que efetuou a prisão, os policias efetuaram a prisão do suspeito após receber uma denúncia.

Segundo o tenente Edilson Bezerra, PMs que faziam ronda foram acionados e encontraram Ênio caminhando na altura do Clube de Remo do Vasco da Gama. Ao avistar os policiais, o suspeito teria tentado fugir, mas foi alcançado. Ênio chegou a ser encaminhado para a 15ª DP, na Gávea, mas, por se tratar de assasinato, foi levado para a Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Apresentado à imprensa por volta das 11h30, Ênio não falou com a imprensa sobre o caso.

Na tarde de quarta (1º), a polícia fez buscas na Rocinha. No mesmo dia, o Disque-Denúncia divulgou um cartaz para auxiliar a polícia a prendê-lo.

O suspeito trabalhava na casa de vítima, Alpha Dias Kieling, de 76 anos. A idosa foi encontrada morta e parcialmente enterrada nos fundos da casa onde morava, no domingo (29).

Passagem pela polícia
O delegado Rivaldo Barbosa informou, na terça, que Ênio já tinha passagem pela polícia por roubo e furto e que já havia sido investigado pela DH por ocultação de cadáver e homicídio. Em maio deste ano, ele já tinha cometido o mesmo crime. Segundo Barbosa, Ênio matou e ocultou o corpo de uma funcionária de uma creche, em Botafogo, também na Zona Sul da cidade.

"O que nos fez crer que ele é o autor, foi porque este cidadão usou o mesmo modo operante no crime contra a Alpha. Tudo isso foi levado em consideração. E uma das circunstâncias do procedimento, foi porque somente ele tinha acesso à casa", explicou Rivaldo.

O titular da DH acrescentou ainda que Ênio tentou despistar o filho da vítima, quando ele foi procurá-la. "Quando [o executivo] Robert [Dannenberg] foi até a casa onde sua mãe morava a procura dela, o Ênio disse que Alpha tinha viajado para Teresópolis, para poder despistar não só o filho, como a polícia também", completou.

O delegado disse também que o suspeito possui tatuagem com o símbolo de uma cruz em cada um dos braços.

G1

domingo, 10 de junho de 2012

Mulher de 87 anos mata homem a tiros no centro de Caxias do Sul



Ele invadiu a residência dela na esquina entre as ruas Do Guia Lopes e Sinimbu

Uma mulher de 87 anos matou um arrombador que invadiu o apartamento dela, na esquina das ruas Do Guia Lopes e Sinimbu, no Centro de Caxias do Sul. O homem levou três tiros e morreu enquanto era socorrido. A invasão aconteceu por volta das 17h deste sábado.

A hipótese da Polícia Civil é de que o arrombador tenha entrado pelos fundos do prédio, após pular do telhado para o poço de luz. A identidade do morto ainda não está confirmada. Supostamente, a intenção dele era furtar objetos da residência.

A mulher entregou um revólver calibre 38 e prestou depoimento à noite no plantão da 2ª Delegacia de Pronto-atendimento (2ª DPPA). Como a princípio o caso se trata de legítima defesa, ela responderá ao inquérito em liberdade. As circunstâncias da morte ainda não estão totalmente esclarecidas.

Segundo familiares da idosa, o homem abriu a janela que dava acesso a uma sala. Naquele momento, a mulher estava sozinha no apartamento e dormia em um dos quartos. O arrombador teria circulado por alguns minutos na moradia. Em seguida, ele entrou no quarto e acordou a idosa. O invasor tentou acalmá-la e deixou o quarto pouco depois.

— Só me pedia para ficar calma. Não entendi o que estava acontecendo — relatou a mulher.

O homem continuou caminhando pelo apartamento. Assustada e sonolenta, a mulher levantou, pegou um revólver no roupeiro e seguiu o arrombador. O homem já havia aberto a porta da sala e tentava destrancar um portão que separa o hall do apartamento das escadas.

A hipótese é de que o homem pretendia fugir com os bens da idosa pela portaria do prédio. Ao perceber a mulher por perto, o arrombador teria tentado atacá-la. A idosa reagiu e atirou contra o peito do invasor. O homem caiu e, mesmo ferido, tentou investir contra ela. A mulher atirou mais duas vezes na perna dele. Apavorada, ela se refugiou na moradia e telefonou para familiares.

A Brigada Militar (BM) foi acionada em seguida. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou reanimar o arrombador, mas ele não resistiu. Peritos encontraram uma faca e um molho de chaves da moradia nas mãos do invasor. Ele não portava documentos.

O revólver era mantido no apartamento como herança de família e estava municiado. Parentes da idosa afirmam que ela nunca havia usado a arma.

Zero Hora

domingo, 18 de dezembro de 2011

Idosa de 78 anos é espancada por filho adotivo na Barra



Rio - Já acostumada a levar volta e meia uns empurrões de seu filho adotivo, Maria Daisy Barreto, de 78 anos, nem se surpreendeu ao ganhar um olho roxo na noite deste sábado. "Sempre foi de me empurrar. Não tem jeito. Ele vai continuar fazendo isso. Eu estava sentada na minha cama e ele veio e meu deu um tabefe, depois outro. Já tinha me batido ontem. Mas hoje foi pior", conta a idosa, que foi socorrida por vizinhos depois que Rudy dos Passos Sales, 32, deu sucessivos socos do lado esquerdo de seu rosto.

"Ela vive xingando a minha mãe. Eu tinha acabado de acordar, agora preciso sair do País", justificou ele, dizendo frases totalmente sem sentido. De acordo com Maria Daisy, que o criou desde que nasceu, Rudy sempre teve um temperamento explosivo e até hoje não se conforma com a adoção.

"Ele vive falando do pai e da mãe dele. Esses dois não estão nem aí para o Rudy. Agora ele está desempregado, vive me pedindo dinheiro, me roubando. Guardo meu dinheiro junto do meu corpo para ele não pegar", conta ela, confirmando que o filho adotivo também tem envolvimento com drogas. "Já vendeu um monte de coisas lá de casa", completa ela.

Segundo policias da 16ª DP (Barra), Rudy não disse nada com nada em seu depoimento e estava bem alterado. Antes de ir à delegacia, Maria Daisy fez exames no Hospital Miguel Couto e foi liberada porque não sofreu nenhuma fratura. Já Rudy foi autuado na Lei Maria da Penha e pode pegar de três meses a três anos de cadeia por causa da agressão, sem direito à fiança.

O DIA ONLINE

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bonecos ensinam respeito a vagas de deficientes e idosos em SP



Bonecos coloridos, em tamanho real, estão sendo usados pela Prefeitura de Guarulhos (Grande São Paulo) para mostrar aos motoristas a importância do respeito às vagas para idosos e deficientes.

A campanha leva os bonecos, que retratam um menino cadeirante e uma idosa, para shoppings e supermercados e os posiciona justamente nas vagas reservadas. Uma placa que diz "obrigado por respeitar as vagas exclusivas" dá o recado.

Além de utilizar os bonecos, a prefeitura também está distribuindo folhetos educativos e colocando avisos nos carros já parados nas vagas reservadas, questionando se o motorista está agindo corretamente.

A iniciativa nasceu em 23 de agosto, durante a Semana da Pessoa com Deficiência do município, e não tem prazo para acabar. Já ocorreu em nove pontos da cidade e atingiu, segundo a prefeitura, cerca de 8.000 pessoas.

Ela é focada, especialmente, em estacionamentos de locais particulares.

"Na via pública a prefeitura pode autuar o motorista [que para na vaga sem ter um selo que comprove o direito], mas em mercados e shoppings, não. Por isso, é importante conscientizar a população", diz Fernanda Mayumi, gerente de educação para o trânsito da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito de Guarulhos.

MULTAS

Nas vias públicas, quem estaciona em local reservado sem ter um selo que comprove a necessidade pode levar multa de R$ 53,20, além de três pontos na carteira.

Na capital paulista, o desrespeito às vagas exclusivas rende 88 multas diárias.

A infração teve alta de 52,6%, segundo dados da CET. Entre março e dezembro do ano passado, a companhia regis­trou 20.736 autuações.

Só no primeiro semestre deste ano, foram 15.825. O balanço mostra que a média mensal de multas passou de 1.728 para 2.638.

Folha Online

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Números de violência contra idosos são alarmantes no Rio de Janeiro


Delegacia Especial ao Idoso registra uma média de 120 casos por mês

A Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da 3ª Idade, em Copacabana, registra uma média de 120 casos de violência contra idosos por mês. A lista de ocorrências policiais em que as pessoas com mais de 60 anos são vítimas é extensa.

Segundo dados da Secretaria Municipal do Idoso, os maus tratos começam a partir da negligência, com 24% dos casos. Na sequência são os casos de abandono, com 19% e agressão física, com 16%. Os números mostram ainda que 71% das vítimas são mulheres e 70% dos agressores são os próprios filhos.

De acordo com a delegada Catarina Doble, uma vez noticiado o crime, a polícia irá apurar o delito.

- Se o crime for de menor potencial ofensivo, o caso segue para o juizado especial criminal, caso contrário, será instaurado o inquérito policial.

R7

terça-feira, 7 de junho de 2011

Curitiba será sede de evento internacional


Seminário discute atividades físicas para a 3ª Idade

A Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, promoverá o 11º Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade (Siafti), nos dias 23, 24 e 25 de junho, no Parque Barigui. O encontro será realizado pela primeira vez na capital paranaense.

“Este evento é mais uma ação da Prefeitura no objetivo de garantir a defesa dos direitos da pessoa idosa”, diz o secretário do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa. “Serão três dias de palestras, cursos e oficinas que irão abordar diferentes áreas de atendimento a terceira idade, disseminando informações, capacitando profissionais e contribuindo para o envelhecimento ativo e saudável da população”, acrescenta.

A programação do Siafti foi estruturada para estimular o diálogo e a troca de ideias sobre os direitos da pessoa idosa, o planejamento e práticas de atividades físicas, bem como discutir os aspectos fisiológicos do envelhecimento e os benefícios de uma vida ativa e saudável.

Entre os destaques do evento, estão os cursos de “Atividades Recreativas para Idosos”, ministrado pelo professor Raúl Lorda, coordenador e membro do Conselho de Educação Física do Mercosul, e o curso de “Hidroginástica”, que será realizado pelo professor doutor Pablo Jorge Marcos Pardo, da Faculdade de Saúde, Atividade Física e Esporte da Universidade Católica Sant Antonio de Murcia (Espanha).

No site www.siafti.com.br estão disponíveis as programações dos três dias do evento e informações para a realização de inscrições. Serão disponibilizadas 750 vagas para estudantes, profissionais da área e público em geral, além de 300 vagas específicas para o público idoso.

Serviço
XI Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade (Siafti)
Data: de 23 a 25 de junho
Local: Parque Barigui (Salão de Atos, Salão Barigui e Salão do Lago)
Inscrições: por meio do site www.siafti.com.br (limitadas a 750 vagas para profissionais, estudantes e público em geral e 300 vagas para idosos)


Jornale

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pets terapeutas levam alegria à clínica de idosos no Rio


Além de muita diversão, cães estimulam a prática de exercícios fisioterápicos


Os idosos da Clinica Geriatria La Vivencia, na Tijuca,Rio de Janeiro, receberam neste sábado(14) um visita especial em quatro patas. Treze cães do Projeto Pêlo Próximo, passaram uma tarde com cerca de 60 idosos da instituição com diversos tipos de patologia e receberam muito carinho dos pets terapeutas caninos. Entre lambidas e afagos, os voluntários do projeto realizaram diversas atividades com os idosos, estimulando os exercícios fisioterápicos com pés e mãos, como a massagem no cão e escovação de pelos. No final da visita, os voluntários realizaram uma sessão de musicoterapia, acompanhados dos idosos do La Vivencia.“-Tivemos uma tarde maravilhosa.Os idosos interagiram com nossos pets terapeutas e conseguimos realizar diversos exercícios de uma forma lúdica. Eles brincaram, cantaram e se exercitaram com a ajuda dos animais” – finaliza Roberta Araújo, coordenadora do Projeto Pêlo Próximo.

Criado em 2009, o Projeto Pêlo Próximo – Solidariedade em 4 Patas, visa levar alegria e descontração, além de contribuir na recuperação da saúde de idosos, pessoas portadoras de necessidades especiais e crianças que estão em tratamento contra o câncer. Extremamente dóceis, os cães terapeutas estão sempre com a vacinação e vermifugação em dia, e perfeita condições psicobiológicas. Além dos 40 cachorros e 2 calopsitas que compõem o staff de ‘terapeutas’, o projeto conta com o apoio de voluntários veterinários, psicólogos, médicos e terapeutas ocupacionais.

As visitas com os animais têm como objetivo proporcionar atividades para trabalhar e estimular o raciocínio dos pacientes. A próxima visita dos cães terapeutas, acontece no próximo sábado (21), na Casa Emilien Lacay – Cruzada do Menor em parceria com o E-solidário, e contará com a participação dos idosos e crianças da Instituição.

Para conhecer o trabalho filantrópico do Projeto Pêlo Próximo, visite nosso site: http://www.peloproximo.com.br/
Alessandra Fabro(21) 2245-6105/9835-8822



Projeto Pêlo Próximo"Solidariedade em 4 patas"

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vagas para idosos em shoppings é desrespeitada


Embora a maioria dos 53 shoppings da capital respeite o número de vagas exclusivas para deficientes e idosos determinado por lei, a fiscalização contra o mau uso desses espaços é ineficiente, principalmente no caso dos idosos. Na sexta-feira, o JT visitou cinco centros de compras, um em cada região da cidade. Em dois deles flagrou motoristas parando de forma irregular nesses espaços.

Em outros dois, funcionários disseram ser comum flagrarem a irregularidade e disseram ter dificuldade em coibir o uso inadequado dos espaços. Já os consumidores reclamaram da demora para encontrar um local para parar, levando até 25 minutos rodando em busca de uma vaga.

Os shoppings visitados foram Ibirapuera (zona sul), Anália Franco (zona leste), Center Norte (zona norte), Bourbon (zona oeste) e Pátio Higienópolis (centro). Nos dois primeiros, havia diferença entre as vagas de idosos (que tinham apenas pintura de solo diferenciada) e de deficientes físicos, que, além da pintura, eram isoladas com cones ou cavaletes (leia mais ao lado).

No Anália Franco, às 11h30, ainda havia muitas vagas. Mesmo assim, em meia hora, foi possível flagrar dois motoristas parando na área para idosos do piso térreo. “Sinceramente, parei porque fica mais perto da entrada”, disse a turismóloga Maria Madalena Vito, de 44 anos. “Tenho consciência de que estou errada, mas não achei vaga. Não vejo tanto idoso assim no shopping.”

Pouco depois, o dentista Ricardo Rodrigues, de 46 anos, parou ao lado. “Não tenho constrangimento. Se um idoso tem condições de conduzir, não precisa de vaga preferencial.” Os dois motoristas disseram ter gastado 5 minutos procurando uma vaga comum, mas não viram que havia ao menos 11 delas vazias a poucos metros. Não havia fiscalização.

A história se repetiu no Center Norte, onde um jovem de menos de 30 anos ocupou uma vaga de idoso. No Ibirapuera e no Pátio Higienópolis, seguranças disseram que o desrespeito é comum e quando abordam os motoristas, ouvem todo o tipo de desculpa e há, até mesmo, alguns que se recusam a sair da vaga.

“O grande problema não é o número de vagas, mas a fiscalização”, diz Silvana Cambiaghi, presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Leis municipais determinam a reserva de 5% de vagas para idosos e 3% para deficientes, mas fiscais da Prefeitura não podem atuar preventivamente nos espaços privados. Só se houver denúncia. “O Código de Trânsito Brasileiro não permite a atuação de agentes”, diz Silvana.

Os shoppings visitados pela reportagem afirmaram que fiscalizam os espaços e encaminham deficientes e idosos à área VIP quando não há lugar, sem cobrança adicional. A prática passou a ser adotada em 2009, após o Ministério Público Estadual (MPE) começar a investigar a questão.

No mesmo ano, começaram a ser assinados Termos de Ajuste de Conduta (TAC) entre o MPE e os estabelecimentos. Hoje são 27 shoppings signatários na capital, mas a punição é branda: multa de 500 cestas básicas em caso de não haver controle das vagas.


Jornal da Tarde

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aposentados do interior de SP estão sendo vítimas do 'golpe da aposentadoria'


SÃO PAULO - Aposentados estão sendo alvo de uma quadrilha de golpistas no interior de São Paulo. Os bandidos se apresentam como representantes de uma suposta associação nacional da previdência e se oferecem para intermediar o recebimento de benefícios atrasados. Eles chegam a fazer depósitos na conta corrente das vítimas. Os bandidos entram em contato com as vítimas através de telefonemas.
- O valor total que ele tem a receber é de R$ 55.236,00 - diz a voz da golpista.
O valor se refere a benefícios atrasados que o aposentado teria direito segundo informações da suposta agência nacional da previdência. Nesta carta a vítima é orientada a ligar para um escritório de advocacia e descobre que para receber o dinheiro precisa fazer um depósito bancário.
- Existem os 'atributos fiscais', que totalizam-se em 10%, como divulgado na correspondência, mais R$ 740, que dá um total de R$ 6.263,60, tá? - diz a estelionatária.
A ousadia é tanta que os golpistas chegam a fazer um depósito na conta corrente da vítima, mas o dinheiro só seria liberado depois que fosse feito o pagamento das taxas do processo.
Este golpe contra os aposentados e pensionistas no interior de São Paulo tem prazo de validade: 24 horas. Esse é o tempo suficiente para que os funcionários da agência bancária, onde foi feito o suposto depósito, descubram que o cheque depositado, não tem fundos. No dia seguinte, o valor depositado some da conta.
Luci Gereto Abriel recebeu a carta e chegou a entrar em contato com a associação, mas desconfiou que se tratava de um golpe.
- A senhora vai me pagar todas essas taxas, vou te mandar todos os papéis para a senhora e eu mando o cheque. Só que ele vai ficar bloqueado enquanto a senhora não me mandar as taxas - contou a aposentada.
A polícia descobriu que os golpistas estão usando nomes de advogados registrados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para enganar os aposentados.
- São dados públicos. Em qualquer projeto que ele atua, consta o nome e o número da OAB. Qualquer cidadão comum pode ter acesso - explica Lexandro Paulo Godinho Brígido, presidente da Ordem dos Advogados de Lençóis Paulista.
Por isso, a orientação é não se empolgar com a proposta e procurar a ordem dos advogados em caso de dúvida.
- Perder um dinheiro assim, a troco de nada. Acho que eu morria de desgosto - diz Luci Gereto Abriel.
O INSS informou que qualquer aposentado pode se informar sobre a sua real situação na previdência. É só procurar uma das agências espalhadas pelo Brasil.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Japão registra recorde de furtos feitos por idosos em lojas


Um relatório anual divulgado pela polícia no Japão revelou que o número de furtos em lojas atribuídos a idosos atingiu um nível recorde no país no ano passado.

Segundo o documento da Agência Nacional de Polícia, 26,1% dos acusados de furtos em lojas detidos em 2010 tinham mais de 65 anos.
Um total de 27.362 idosos nessa faixa etária foram presos em 2010 sob acusação de furto em lojas, um número quase igual ao de adolescentes.
De acordo com a polícia, este recorde representa uma tendência constante nos últimos anos.
Quando a polícia iniciou este tipo de registro em 1986, o número de aposentados presos foi de 4.918. Desde então, este número aumentou, chegando a 10 mil em 1999 e 20 mil em 2004.

Alimentos e roupas
Em 2010 a maioria dos idosos furtou alimentos ou roupas em vez de objetos mais caros, segundo a agência.
Uma autoridade da polícia informou ao jornal Mainichi que os aposentados não furtam apenas por uma questão financeira, mas "também devido a um sentimento de isolamento, peculiar à idade".
A sociedade japonesa está passando por um rápido processo de envelhecimento e sua economia continua enfrentando dificuldades.
Mais de 20% da população do país tem mais de 65 anos, um número que deve aumentar para cerca de 40% em 2050.
Nas últimas décadas as residências japonesas mudaram. Tradicionalmente três gerações de uma mesma família moravam em uma única casa, mas esta estrutura mudou.
Muitos jovens se mudaram para as cidades maiores para encontrar emprego, e os idosos acabaram morando sozinhos.
Os aposentados que querem trabalhar têm dificuldade em encontrar um emprego devido à crise econômica.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Enfermeira é flagrada comendo refeição de paciente



A enfermeira Patricia Young era responsável por cuidar da paciente britânica Ivy McCluskey, mas ao invés de alimentá-la, ela aparece em imagens comendo suas refeições ou até mesmo jogando parte da comida fora.
A aposentada de 70 anos é portadora de Alzheimer e incapaz de se comunicar.
Patricia Young admitiu não ter alimentado a paciente corretamente após ter sido gravada pela família da vítima.
Os filhos de Ivy McCluskey começaram a desconfiar de Patricia depois que sua mãe começou a perder peso. Eles decidiram então instalar uma câmera escondida.



BBC Brasil

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Idosos: saibam quais são os seus direitos em relação aos planos de saúde


O Estatuto do Idoso, que vigora desde 2004, é enfático: proíbe os aumentos por faixa etária depois dos 60 anos. As empresas alegam que os reajustes são permitidos nos contratos antigos ou mediante aprovação da Agência Nacional de Saúde (ANS), mas a Justiça tem julgado de forma diferente.
O Estatuto do Idoso é válido também para os contratos que entraram em vigor antes da sua criação. É uma decisão unânime no Tribunal de Justiça.
A lei também favorece quem se aposenta e quer manter o plano de saúde da empresa onde trabalhou. Quem contribui com o plano da empresa por dez anos pode mantê-lo pelo resto da vida. Se o tempo de plano for menor, ele pode continuar por um período proporcional. Por exemplo, contribuiu por três anos, fica com o plano mais três anos.
Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo, os planos contratados entre janeiro de 99 e 2004 devem observar as normas da ANS. Para contratos de 2004 em diante, valem normas do Estatuto do Idoso e para os anteriores a 99, é válido o que está no contrato. Inclusive o reajuste na mudança de faixa etária.
Outras questões sobre o assunto:
As condições de cobertura do plano continuam as mesmas?
Sim. São mantidas as mesmas coberturas do plano a que o trabalhador tinha direito quando na ativa.

A empresa empregadora é obrigada a manter o aposentado no plano que ela contrata?
Sim, sob algumas condições e desde que seja essa a vontade do aposentado. Essa decisão do aposentado precisa ser informada no prazo máximo de 30 dias após o seu desligamento da empresa.

Quais são as condições para que o aposentado seja mantido no plano?
As condições são:ser beneficiário de plano coletivo com vínculo
empregatício; ter contribuído pelo menos com parte do pagamento do seu plano por meio de desconto em folha;não ser admitido em novo emprego; e assumir o pagamento integral do plano.

Em caso de morte do titular, os dependentes continuam mantidos no plano?
Sim, pelo mesmo tempo que tiver sido de direito do aposentado. Ou seja: com mais de 10 anos de contribuição do titular para o plano, pelo tempo que os dependentes desejarem; se menos de 10 anos de contribuição, pelo mesmo tempo estabelecido para o titular.

Os dependentes também têm o direito de serem mantidos no plano?
Sim. Esse direito é extensivo obrigatoriamente ao grupo familiar que estava inscrito quando da vigência do contrato de trabalho, se assim desejar o aposentado. Vantagens obtidas pelos empregados da ativa

Quem paga o plano a partir do desligamento do aposentado?
O aposentado tem que assumir o valor integral da mensalidade do plano. No caso do contrato do plano prever pagamento posterior à utilização, o valor da mensalidade deverá ser calculado pela média das 12 últimas contribuições integrais ou do número de contribuições, se menos que 12.

Como é calculado o valor da mensalidade assumida pelo aposentado?
Se o contrato do plano previa pagamento antecipado à utilização, o demitido ou exonerado passa a pagar o valor da sua parte e mais o da parte paga pela empresa. No caso do contrato do plano prever pagamento posterior à utilização, o valor é calculado a partir da média das últimas 12 contribuições integrais ou pela média do número de contribuições, se menos que 12.

Todos esses direitos e benefícios estão escritos em leis e normas, muitas vezes desconhecidos pelos idosos. Por isso, vale sempre pesquisar, manter documentos, carteirinhas e recibos organizados e não ter medo de lutar pelos seus direitos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meditação ajuda idosos a tratar doenças crônicas e a transformar suas vidas

Meditação diária acaba com problemas de hipertensão,
diabetes, depressão, dores físicas e outras doenças crônicas

Pesquisa da Unifesp mostra melhoras também na postura, disposição, sono, entre outros

Primeiro passo:
recuperar a percepção sensorial. Não sinta apenas os pés sobre o chão, mas, sim, sinta os pés, perceba-os separadamente. Segundo passo: respirar profundamente. Leve o ar até o baixo-ventre, movimentando o músculo do diafragma. Valorize as pausas após a inspiração e a expiração, fazendo uma respiração em quatro tempos.
Essa receita fez com que idosos da periferia de São Paulo melhorassem a qualidade do sono e se curassem de problemas como hipertensão, diabetes, depressão, dores físicas, entre outras doenças crônicas. A prática da meditação interferiu não apenas na saúde, mas transformou a vida dessas pessoas, trazendo outro benefício: qualidade de vida.
Um projeto desenvolvido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) no Hospital Geral de São Mateus, na zona leste da capital paulista, está acompanhando 140 idosos que adotaram técnicas de meditação para alterar o estilo de vida. Após dois meses de acompanhamento em um primeiro grupo de 70 pessoas, 59 deles (84%) afirmaram praticar meditação ao menos uma vez por dia. Os 11 restantes disseram meditar ao menos uma vez por semana.
Nesse grupo que manteve o hábito diário, resultados preliminares mostram que 71% melhoraram a postura e o humor (42 pessoas), 64% a respiração (38), 62% a disposição (37), 57% o sono e a alimentação (34) e 45% acusaram melhora em relação a suas doenças crônicas (27). Uma parte deles melhorou ainda o hábito intestinal, dores físicas e a memória. Já no grupo que afirmou fazer meditação apenas uma vez por semana, houve melhora em relação à postura, alimentação, respiração, hábito intestinal, respiração, sono e humor – porém, em percentual mais baixo. Não houve alteração em relação a disposição, memória, dores físicas e doenças crônicas.
De acordo com os pesquisadores, coordenados por Fernando Bignardi, médico homeopata, geriatra, gerontólogo e coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Unifesp, “a meditação tem se mostrado um importante recurso de promoção de saúde e transformação de vida". Bignardi conta que, "com a prática da meditação, observou-se um resgate do sentido da vida e da libido, acarretando saúde e bem-estar”.

Quarto nível
Segundo Bignardi, a meditação é um recurso que permite ao ser humano atingir um quarto estágio de consciência, reconhecido pela neurociência. Os três primeiros níveis são: a vigília, o sono e o REM (sigla em inglês que significa movimento rápido dos olhos; é o sono dos sonhos).
Além da percepção sensorial e da respiração profunda, quem medita tem mais outros dois passos. O primeiro é reconhecer sua verticalidade. Ou seja, a prática é feita na postura vertical: sentado, em pé ou até andando, só não deitado (existem exceções). E, por último, diz Bignardi, a formação de uma âncora: toda vez que um pensamento roubar sua concentração, é preciso trazê-la de volta para o ato meditativo.
- Na meditação, o cérebro está funcionando em ondas cerebrais mais lentas, que normalmente se apresentam em sono profundo. Só que, na meditação, as pessoas têm essas ondas cerebrais em estado de alerta.
Nilda Maria de Jesus, de 64 anos, é uma das participantes do projeto no Hospital Geral de São Mateus. Ela pratica meditação uma vez por dia, pelas manhãs, desde abril deste ano. Nilda conta que o hábito fez com que ela diminuísse a quantidade de remédios que precisa. Ela continua tomando diariamente um remédio para diabetes, mas diminuiu de cinco para quatro o número de comprimidos para hipertensão, e de dois para um o recomendado para as dores.
- Eu fiquei mais ativa, mais disciplinada e mais criativa. Não tenho mais dores nas costas e nas pernas. Não sinto mais falta de ar por causa do diabetes. Hoje faço tudo com mais tranquilidade, sou mais firme nas minhas decisões.
Segundo Bignardi, a partir da meditação (que foi a única intervenção nos participantes), observou-se mudanças na atitude mental.
- Isso era seguido de alinhamento postural, mesmo sem prática de fisioterapia. Essas pessoas passaram a respirar conscientemente ao longo do dia. Passaram a ter um sono reparador. Houve grande resposta no ritmo da vida.
Nilda conta que a meditação também provocou mudanças nos hábitos alimentares. Sua dieta hoje se compõe de leite desnatado, arroz integral, frango, lentilha, grão de bico e frutas. Antes da meditação, ela já vinha fazendo uma dieta alimentar, mas, com a prática, ela conta que ficou mais rigorosa. Resultado: dona Nilda emagreceu oito quilos em dois anos.
- Agora tenho mais responsabilidade comigo mesma. Se não fizer direito, eu acabo doente.

Missão de vida
A explicação para o potencial da meditação, segundo o professor da Unifesp, tem a ver com a missão que cada um tem na vida. Desviar desse caminho, diz o médico, é abrir as portas para as doenças.
- Todos nós temos uma razão para nossa vida, uma razão essencial. E, muitas vezes, as intempéries do cotidiano nos desviam disso. Nesse processo, o organismo reage com uma doença, que é um mecanismo para alertar a pessoa que ela precisa voltar para seu caminho original. A meditação possibilita a reconexão com a sua dimensão essencial.
Bignardi explica que, ao se trabalhar o homem num modelo quântico, e não mecânico, o humano é compreendido em cinco dimensões: física (em que se manifestam as doenças crônicas e dores físicas); metabólica (alimentação); vital (hábito intestinal, respiração, sono e disposição); mental (memória e humor, além da postura, que está na transição com a dimensão vital); e a supra-mental (em que age a meditação).
O que o hábito meditativo faz, diz o médico, é agir na última dimensão, a supra-mental, e, com isso, passa a agir nas outras dimensões por efeito cascata, interferindo, portanto, na memória, humor, postura, respiração, sono, disposição e assim por diante, até chegar ao começo, onde se encontram as dores físicas e doenças crônicas.
É por esse motivo que, no projeto na zona leste de São Paulo, aqueles que praticaram meditação todos os dias conseguiram modificações nas doenças crônicas, enquanto que os que só praticaram uma vez na semana não foram tão longe. O efeito cascata não alcançou as doenças crônicas.
Dona Nilda diz que 2010 foi o ano de mudança em sua vida, quando aconteceu “muita coisa boa”.
- Antes eu era a coitadinha, queria que meus filhos tivessem dó de mim. Não de propósito, mas lá dentro, sabe?
A razão da mudança, diz, é a sua calma e tranquilidade para resolver os problemas. Ela afirma até que voltou a realizar atividades que antes não fazia. Há quatro meses, ela foi à praia e voltou com muitas conchinhas. Mas, ao chegar em casa, não sabia o que fazer com aquilo.
- Fazia dois anos que eu não trabalhava com artesanato. E, quando vi as conchinhas, comecei a pintar dentro delas. Já até comprei mais tinta. É uma criatividade que estava se apagando e que agora está florescendo. São coisas simples que estão reativando. Vontade de viver e coragem.

Dona Nilda já ensinou a filha a meditar.

Diego Junqueira


R7

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Crimes contra idosos e crianças aumentam em 2010


A criminalidade em Portugal está a aumentar, principalmente na área fiscal, mas também contra idosos e nas escolas, segundo o último relatório da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), a que o Diário de Notícias teve acesso.
Até ao fim de terceiro trimestre deste ano já entraram 166. 002 novos inquéritos, mais 11.058 do que o período homólogo do ano passado aproximando-se dos máximos de 2008, onde se registaram 166.900 novos casos.
Este ano, os crimes fiscais aumentaram substancialmente, segundo declarações da directora do PGDL, Francisca Van Dunem. Em 2009 registaram-se 16.112 crimes nesta área enquanto este ano já foram cometidos 24.734 crimes fiscais.
«São reflexos da crise em que vivemos», explica, acrescentando: «Só ao tribunal da Amadora chegaram de uma só vez quatro mil processos».
Houve um aumento, em particular, no número de pessoas singulares que falseiam os rendimentos declarados ao fisco. Outra área em crescimento prende-se com os crimes de corrupção.
Registou-se também um aumento dos crimes contra idosos, que subiu de 52 para 79 e de crimes nas escolas que aumentaram de 93 para 127. Os crimes contra crianças registaram um aumento de 245 para 269.


Diário Digital

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Incêndio em asilo na Coreia do Sul mata dez idosas


Chamas atingiram abrigo para mulheres em Pohang, a 375 km de Seul.
Fogo ainda deixou 17 feridos.

Um incêndio atingiu nesta sexta-feira (12) um asilo para mulheres em Pohang, a 375 km de Seul, na Coreia do Sul, e matou dez pessoas, informou a polícia local. Outras 17 pessoas ficaram feridas.
O fogo começou pouco antes antes do amanhecer, por volta de 4h30 (17h30 n Brasil) no primeiro andar do imóvel e se espalhou por outros dois pavimentos. Cerca de 200 bombeiros combateram as chamas, segundo a agência de notícias estatal Yonhap, em uma operação que levou ao menos meia hora.
Não há informações sobre as causas do incêndio.
Todas as vítimas tinham entre 70 e 90 anos. Os feridos foram internados em hospitais da região, mas não há informações sobre o estado de saúde deles.


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