Após abertura de inquérito civil, o Ministério Público Federal (MPF/SE) e o Ministério Público Estadual (MPE/SE) ajuizaram ação conjunta contra a administração do Zoológico do Parque da Cidade, localizado em Aracaju (SE). A ação pede a interdição total do zoológico, transferência de animais e pagamento de indenização. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (EMDAGRO) é responsável pela administração do zoológico.
"O inquérito contou com vistoria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Durante a vistoria, foram constatadas diversas irregularidades no zoológico. A ação pede a interdição total e imediata até que a reforma seja realizada, transferências de animais para um local adequado, além de um pedido de indenização por conta do dano ambiental. Das irregularidades, grande maioria é por conta da falta de estrutura, bem como a falta das licenças ambientais e de manejo", explica Emanuel Matias, advogado da ONG Anjos de um Resgate.
A ação pede ainda a transferência do leão para outra instituição, onde possa ter a companhia de outros de sua espécie. "Além das reformas necessárias no recinto, existe uma Instrução Normativa (07-2015 do IBAMA) que indica que esta espécie (além de outras) não pode estar trancado sozinho sem um par. Além do mais, fica evidenciado no processo, inclusive com palavras de Joubert, médico veterinário coordenador do zoológico, que a administração não possui recursos para uma boa alimentação e bem menos o auxílio técnico veterinário de urgência", conclui Emanuel. ONGs como a Anjos de um Resgante e Elan Animais vêm lutando há muito tempo para que isso acontecesse.
Por Bruno Matos Franco
Fonte: Jornal de Segipe
notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
Mostrando postagens com marcador maus tratos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maus tratos. Mostrar todas as postagens
domingo, 26 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Galgos são forçados a operar máquina de abastecimento de água na Espanha
Na Espanha, cerca de 50 mil cães galgos são abandonados ou mortos todos os anos, após serem explorados principalmente na indústria das corridas.
Trata-se de um universo cruel, em que os cães são treinados por meio de choques elétricos, espancamentos e outras formas de tortura, para que gerem lucros aos apostadores. Depois de chegarem à exaustão, os cães demoram aproximadamente um ano para se tornarem aptos para adoção, tamanhos os traumas causados.
Mas as corridas não são o único problema dos galgos. Uma nova denúncia, feita pela Comunidade Proteção e Ativismo Animal, mostra cães galgos sendo obrigados a operar um tipo de máquina para abastecimento de água, onde ficam presos a um mecanismo e precisam girá-lo o dia todo embaixo de sol e chuva.
De maneira geral, esses cães são vistos de forma utilitarista, como máquinas de performance que podem ser exploradas, ao invés de vidas sencientes. A imagem revoltante mostra mais um trabalho escravo a que esses animais são submetidos, e provavelmente também serão abandonados ou mortos quando não suportarem mais a carga.
Há uma petição para impedir a tortura e abuso contra os galgos na Espanha, que pode ser assinada aqui.
Fonte: Direitos dos Animais
terça-feira, 1 de março de 2016
Tratado como cão: mãe é presa após publicar fotos de filho preso a coleira e comendo ração
Filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi encontrada pela polícia após o caso repercutir na internet
A filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi presa após publicar fotos de seu filho sendo arrastado por uma coleira no Facebook. Ela foi encontrada pela polícia, que iniciou uma busca depois do caso repercutir na internet.
Ela recebeu diversas críticas nas redes sociais pelo tratamento desumano dado ao seu filho, que aparece pelado e agachado próximo a uma tigela com ração de cachorro. As informações são do Daily Mail.
A mãe tentou abafar o caso excluindo sua conta do Facebook, mas as imagens já haviam sido salvas e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Após a prisão da mãe, que está sendo avaliada psicologicamente por especialistas, a criança foi entregue ao Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social do país, de acordo com o The Mirror.
Fundadora da ONG No Longer Victims (Vítimas Nunca Mais), entidade que visa alertar as pessoas sobre todas as formas de abuso e fornece ajuda para proteger e resgatar vítimas, a ativista Lurleen Hilliard viu as imagens na internet e denunciou a mãe por abuso infantil.
– Quando vi as imagens, fiquei furiosa. Meu sangue estava fervendo, literalmente em ponto de ebulição. Casos como esse não podem ser tolerados.
Ela entrou em contato com seus contatos nos Estados Unidos, que avisaram as autoridades filipinas sobre o caso.183763_ext_arquivo– Nós, como sociedade, temos que lutar contra o abuso de crianças. Para isso, temos que assegurar que pessoas como esta mulher, que para mim é um insulto para as mulheres, seja considerada responsável. A criança deve ser tirada dela e protegida para poder crescer com a inocência de uma criança, sem ter que conviver com abusos.
Fonte: R7
A filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi presa após publicar fotos de seu filho sendo arrastado por uma coleira no Facebook. Ela foi encontrada pela polícia, que iniciou uma busca depois do caso repercutir na internet.
Ela recebeu diversas críticas nas redes sociais pelo tratamento desumano dado ao seu filho, que aparece pelado e agachado próximo a uma tigela com ração de cachorro. As informações são do Daily Mail.
A mãe tentou abafar o caso excluindo sua conta do Facebook, mas as imagens já haviam sido salvas e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Após a prisão da mãe, que está sendo avaliada psicologicamente por especialistas, a criança foi entregue ao Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social do país, de acordo com o The Mirror.
Fundadora da ONG No Longer Victims (Vítimas Nunca Mais), entidade que visa alertar as pessoas sobre todas as formas de abuso e fornece ajuda para proteger e resgatar vítimas, a ativista Lurleen Hilliard viu as imagens na internet e denunciou a mãe por abuso infantil.
– Quando vi as imagens, fiquei furiosa. Meu sangue estava fervendo, literalmente em ponto de ebulição. Casos como esse não podem ser tolerados.
Ela entrou em contato com seus contatos nos Estados Unidos, que avisaram as autoridades filipinas sobre o caso.183763_ext_arquivo– Nós, como sociedade, temos que lutar contra o abuso de crianças. Para isso, temos que assegurar que pessoas como esta mulher, que para mim é um insulto para as mulheres, seja considerada responsável. A criança deve ser tirada dela e protegida para poder crescer com a inocência de uma criança, sem ter que conviver com abusos.
Fonte: R7
domingo, 7 de fevereiro de 2016
A mobilização do 'Caso Samuel': Protesto em frente ao Fórum de Riacho Grande, Brasília
Os manifestantes combinaram o encontro pela Internet. No ato pedem a reversão de decisão da Justiça.
A fisioterapeuta Marcia Silva conheceu o caso do menino Samuel através da Internet. Incomodada com a situação do caso (sobretudo com a falta de informações), ela decidiu se mobilizar através das redes sociais, e criou o evento pelo Facebook, que logo teve aderência de outros interessados que também aguardavam informações. Márcia não conhece a família de Samuel, mas decidiu propor o protesto por estar muito sensibilizada com a história. Ela e milhares de brasileiros.
O caso continua repercutindo muito. A falta de novas informações tem incomodado a todos. As fotos e vídeos postados na página "Ajudem o Samuel" (Facebook) foram tiradas do ar pela administração da rede social. Mas assim que postadas novamente, bastou um pedido da tia de Samuel para que voltassem a compartilhar, e logo aqueles que haviam curtido a página (mais de 180.000 pessoas) refizeram os compartilhamentos. A repercussão popular nesses casos costuma ser muito rápida. O mesmo se deu no início desse mês, com um vídeo de um pai espancando a filha de 3 anos. O vídeo foi feito pela mãe da menina, para ser usado como prova de sua denúncia, e causou revolta na sociedade, sobretudo através das redes sociais.
Ontem (28), na frente do Fórum do Riacho Fundo, em Brasília, mulheres que seguravam seus filhos pela mão gritavam por justiça, cartazes eram vistos nas mãos de manifestantes, carros que passavam buzinavam em apoio ao ato. O protesto pedia a reversão da decisão da Justiça, e clamava por informações sobre o caso (o Ministério Público já havia declarado segredo de Justiça ao caso). Entre as maiores indagações dos manifestantes está a dúvida "Por que o juiz não ouviu Samuel"? No vídeo veiculado na internet, o menino pede para falar com o magistrado, no desespero de pedir para ficar com a mãe.
O homem que o pequeno Samuel chama de "tio" no vídeo é Israel Souza, amigo da família. Ele falou sobre o tratamento do menino, que tomava remédios para amenizar os traumas que teria adquirido vivendo com o pai. Ele conta ainda que a família está muito abalada, e ao mesmo tempo muito surpresa com o apoio que as pessoas estão dando através da web. A mãe do menino está angustiada pela falta de contato, e diz ter medo pelo que seu filho possa estar passando.
Em entrevista ao portal G1, a advogada e professora de Direto Renata Malta disse achar ótima a mobilização da sociedade no caso, mas que isso não deve influenciar uma decisão judicial. Frisou também a importância de levar em conta que o vídeo mostra apenas uma parte da história.
No entanto, apesar dos esforços da imprensa e de pessoas de certa forma envolvidas, "a outra parte da história" ainda não se mostrou interessada em manifestar sua posição.Da decisão do juiz (27/01) até o momento, ninguém conseguiu falar com o pai do Samuel, nem mesmo a mãe do menino, que afirma não ter tido contato com o filho.
Fonte: blastingnews
sábado, 30 de janeiro de 2016
Por favor...devolvam essa criança para a mãe!!!
Garotinho implora para não morar com o pai após decisão da Justiça. Assista ao vídeo comovente http://r7.com/p3oP (via Programa Hoje em Dia Ajudem o samuel) #R7 #PortalR7• Leia as principais notícias do dia no r7.com
Publicado por Portal R7 em Sexta, 29 de janeiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Famílias abandonam crianças com microcefalia e paralisia cerebral
Tratamento. Uma profissional atende a uma criança na Cruz Verde: hospital é o único para paralisia cerebral grave - Marcos Alves
Em hospital de referência 70% dos pacientes não recebem visita
SÃO PAULO — Guilherme* estava de mau humor. Deitado em um berço de metal, seu corpo franzino não revelava os 14 anos de idade. Por trás da máscara de um respirador artificial, apenas seus olhos entristecidos apareciam. Uma pneumonia o impedia, naquela manhã, de circular, distribuindo irônicos apelidos a pacientes, enfermeiras e médicos. Desde os sete meses, ele mora no único hospital do Brasil de atenção exclusiva para pessoas com paralisia cerebral grave: a Associação Cruz Verde, na Zona Sul de São Paulo. Nunca foi pra casa, nunca recebeu visitas de parentes. Foi deixado pela família ainda na maternidade, assim que nasceu e recebeu o diagnóstico de que não viveria mais de quatro anos.
Guilherme é um dos 204 pacientes que moram na Cruz Verde. No prédio arejado e iluminado, de paredes claras e equipe sorridente, crianças, adolescentes e adultos que sofrem com paralisia cerebral e microcefalia graves, recebem diversos tratamentos, como fisioterapia, fonoterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Nenhum deles consegue caminhar, todos usam fraldas, a maioria não pode engolir e se alimenta por sondas, poucos falam. Cerca de 70% foram abandonados pelas famílias e irão viver no hospital até a morte.
A paralisia cerebral é uma condição na qual o paciente tem uma ou mais partes do cérebro lesionadas, causando a morte de neurônios. Pode ser provocada enquanto a criança ainda se desenvolve dentro do útero da mãe, por doenças contraídas ou pelo uso de drogas. No momento do parto, por falta de oxigênio, ou nos primeiros anos de vida, por paradas cardiorrespiratórias ou acidentes que afetem diretamente a oxigenação do cérebro.
O estado provoca graves dificuldades motoras, com atrofia e entortamento dos membros, dificuldades respiratórias, epilepsia e algum grau de atraso intelectual. Em alguma medida, todos eles compreendem o mundo ao redor e têm as interações limitadas pelos problemas de fala e de visão que resultam das lesões neurais. A paralisia cerebral pode acontecer associada à microcefalia - situação em que as crianças nascem com cérebros menores ou não o desenvolvem com o passar do tempo - em uma interação ainda pouco explicada pela ciência. O atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês.
— As mães que abandonam as crianças não têm qualquer estrutura econômica, social ou familiar para fazer frente ao desafio de cuidar delas. Além do preconceito, da rejeição, essas mães normalmente já foram abandonadas pelo pai da criança. Algumas são usuárias de drogas, não têm família e já têm muitos filhos — afirma a assistente social do hospital Jéssica Pereira da Silva.
Atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês - Marcos Alves
Ricardo* tinha 10 anos quando a casa onde morava pegou fogo. Ele era o responsável pelos cuidados de três irmãos menores enquanto a mãe trabalhava. Embora tenha sido o primeiro a sair da casa em chamas, ele acabou voltando para tentar salvar os familiares. Depois de resgatar os irmãos e de inalar uma grande quantidade de fumaça, sofreu uma parada cardiorrespiratória que lhe causou paralisia cerebral grave. Ainda no hospital, Ricardo foi abandonado pela família que salvou. Ocupa há oito anos um dos berços de uma ala da Cruz Verde. Não fala, nem anda. Mas segue o interlocutor com o olhar. Nunca recebeu visita ou foi procurado.
Aos 12 anos, Luana*, que nasceu com paralisia cerebral, pesava apenas 12 quilos quando chegou ao hospital, em extrema desnutrição, depois de ser retirada da família por maus-tratos. Ela depende de uma traqueostomia e um respirador para se manter viva. Júlia*, uma simpática menina de dois anos que distribui sorrisos quando alguém chega perto de seu leito, nasceu de uma mulher que teve sucessivas crises de epilepsia durante a gestação, e teve o cérebro lesionado. A mãe a deixou, visita raramente.
— Quando a mãe vem, ela diz: "isso eu não quero na minha casa". As pessoas não querem cuidar, mal querem olhar, há muito preconceito. Temo que o aumento de casos de microcefalia provoque um surto de abandonos — afirma a neuropediatra, especialista em paralisia cerebral, Adriana Ávila de Espíndola.
A dor da rejeição Fernanda Silva Costa, de 38 anos, conheceu dentro de casa. Ela é mãe de Artur, de 3 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. A criança não enxerga, não fala, não anda, não consegue se sentar sozinha, não engole nenhuma comida que não seja pastosa. Ela e o marido se desdobram nos cuidados com o pequeno, que incluem uma agenda médica extensa. Mas a mãe de Fernanda, avó de Artur, se recusa a chegar perto da criança.
— Ela não o pega no colo, arruma desculpas para não acompanhar no médico, parece que sente nojo dele. Isso machuca muito. Agora estamos tentando matriculá-lo em alguma escola, mas nenhuma delas aceita, dizem que não têm condições. Os pais não deixam suas crianças chegarem perto do Artur. Não querem deixá-lo entrar na sociedade — conta Fernanda, que leva o filho para tratamento na Cruz Verde.
Além do preconceito, as mães enfrentam a falta de terapias e opções médicas no sistema público de saúde para tratar suas crianças. Pacientes com paralisia cerebral precisam de estimulação contínua para uma maior qualidade de vida. Com custo de R$ 15 milhões anuais, a Cruz Verde se equilibra entre a escassez de verba pública - o SUS custeia 50% das despesas - e a necessidade de doações de mais de 50 empresas para seguir funcionando. Os administradores se assombram diante da possibilidade de que a demanda por seus cuidados aumente diante do nascimento em massa de bebês com microcefalia, resultante da infecção por zika vírus. A superintendente do hospital Marilena Pacios resume a aflição:
— O que faremos agora diante de uma parcela dessa geração nascendo quase sem cérebro? Isso é uma tragédia.
*Nomes fictícios
Fonte: O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/familias-abandonam-criancas-com-microcefalia-paralisia-cerebral-18447204#ixzz3yT3A2v6P
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Em hospital de referência 70% dos pacientes não recebem visita
SÃO PAULO — Guilherme* estava de mau humor. Deitado em um berço de metal, seu corpo franzino não revelava os 14 anos de idade. Por trás da máscara de um respirador artificial, apenas seus olhos entristecidos apareciam. Uma pneumonia o impedia, naquela manhã, de circular, distribuindo irônicos apelidos a pacientes, enfermeiras e médicos. Desde os sete meses, ele mora no único hospital do Brasil de atenção exclusiva para pessoas com paralisia cerebral grave: a Associação Cruz Verde, na Zona Sul de São Paulo. Nunca foi pra casa, nunca recebeu visitas de parentes. Foi deixado pela família ainda na maternidade, assim que nasceu e recebeu o diagnóstico de que não viveria mais de quatro anos.
Guilherme é um dos 204 pacientes que moram na Cruz Verde. No prédio arejado e iluminado, de paredes claras e equipe sorridente, crianças, adolescentes e adultos que sofrem com paralisia cerebral e microcefalia graves, recebem diversos tratamentos, como fisioterapia, fonoterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Nenhum deles consegue caminhar, todos usam fraldas, a maioria não pode engolir e se alimenta por sondas, poucos falam. Cerca de 70% foram abandonados pelas famílias e irão viver no hospital até a morte.
A paralisia cerebral é uma condição na qual o paciente tem uma ou mais partes do cérebro lesionadas, causando a morte de neurônios. Pode ser provocada enquanto a criança ainda se desenvolve dentro do útero da mãe, por doenças contraídas ou pelo uso de drogas. No momento do parto, por falta de oxigênio, ou nos primeiros anos de vida, por paradas cardiorrespiratórias ou acidentes que afetem diretamente a oxigenação do cérebro.
O estado provoca graves dificuldades motoras, com atrofia e entortamento dos membros, dificuldades respiratórias, epilepsia e algum grau de atraso intelectual. Em alguma medida, todos eles compreendem o mundo ao redor e têm as interações limitadas pelos problemas de fala e de visão que resultam das lesões neurais. A paralisia cerebral pode acontecer associada à microcefalia - situação em que as crianças nascem com cérebros menores ou não o desenvolvem com o passar do tempo - em uma interação ainda pouco explicada pela ciência. O atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês.
— As mães que abandonam as crianças não têm qualquer estrutura econômica, social ou familiar para fazer frente ao desafio de cuidar delas. Além do preconceito, da rejeição, essas mães normalmente já foram abandonadas pelo pai da criança. Algumas são usuárias de drogas, não têm família e já têm muitos filhos — afirma a assistente social do hospital Jéssica Pereira da Silva.
Atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês - Marcos Alves
Ricardo* tinha 10 anos quando a casa onde morava pegou fogo. Ele era o responsável pelos cuidados de três irmãos menores enquanto a mãe trabalhava. Embora tenha sido o primeiro a sair da casa em chamas, ele acabou voltando para tentar salvar os familiares. Depois de resgatar os irmãos e de inalar uma grande quantidade de fumaça, sofreu uma parada cardiorrespiratória que lhe causou paralisia cerebral grave. Ainda no hospital, Ricardo foi abandonado pela família que salvou. Ocupa há oito anos um dos berços de uma ala da Cruz Verde. Não fala, nem anda. Mas segue o interlocutor com o olhar. Nunca recebeu visita ou foi procurado.
Aos 12 anos, Luana*, que nasceu com paralisia cerebral, pesava apenas 12 quilos quando chegou ao hospital, em extrema desnutrição, depois de ser retirada da família por maus-tratos. Ela depende de uma traqueostomia e um respirador para se manter viva. Júlia*, uma simpática menina de dois anos que distribui sorrisos quando alguém chega perto de seu leito, nasceu de uma mulher que teve sucessivas crises de epilepsia durante a gestação, e teve o cérebro lesionado. A mãe a deixou, visita raramente.
— Quando a mãe vem, ela diz: "isso eu não quero na minha casa". As pessoas não querem cuidar, mal querem olhar, há muito preconceito. Temo que o aumento de casos de microcefalia provoque um surto de abandonos — afirma a neuropediatra, especialista em paralisia cerebral, Adriana Ávila de Espíndola.
A dor da rejeição Fernanda Silva Costa, de 38 anos, conheceu dentro de casa. Ela é mãe de Artur, de 3 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. A criança não enxerga, não fala, não anda, não consegue se sentar sozinha, não engole nenhuma comida que não seja pastosa. Ela e o marido se desdobram nos cuidados com o pequeno, que incluem uma agenda médica extensa. Mas a mãe de Fernanda, avó de Artur, se recusa a chegar perto da criança.
— Ela não o pega no colo, arruma desculpas para não acompanhar no médico, parece que sente nojo dele. Isso machuca muito. Agora estamos tentando matriculá-lo em alguma escola, mas nenhuma delas aceita, dizem que não têm condições. Os pais não deixam suas crianças chegarem perto do Artur. Não querem deixá-lo entrar na sociedade — conta Fernanda, que leva o filho para tratamento na Cruz Verde.
Além do preconceito, as mães enfrentam a falta de terapias e opções médicas no sistema público de saúde para tratar suas crianças. Pacientes com paralisia cerebral precisam de estimulação contínua para uma maior qualidade de vida. Com custo de R$ 15 milhões anuais, a Cruz Verde se equilibra entre a escassez de verba pública - o SUS custeia 50% das despesas - e a necessidade de doações de mais de 50 empresas para seguir funcionando. Os administradores se assombram diante da possibilidade de que a demanda por seus cuidados aumente diante do nascimento em massa de bebês com microcefalia, resultante da infecção por zika vírus. A superintendente do hospital Marilena Pacios resume a aflição:
— O que faremos agora diante de uma parcela dessa geração nascendo quase sem cérebro? Isso é uma tragédia.
*Nomes fictícios
Fonte: O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/familias-abandonam-criancas-com-microcefalia-paralisia-cerebral-18447204#ixzz3yT3A2v6P
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Cão morre enforcado, com fome e sede após dona ir para praia em Campos
Um cachorro morreu de sede e fome na tarde desta segunda-feira (11), em uma casa na rua Eudoxo de Brito Falcão, no Parque Nova Brasília, em Campos. Agonizando, o animal ainda se enforcou na coleira tentando encontrar sombra e água. Segundo vizinhos, a dona do animal o deixou no quintal sem assistência e foi para a praia, onde passou o final de semana e só retornou no final da tarde de hoje.
Revoltado, um vizinho fotografou os maus-tratos e procurou a redação do jornal Notícia Urbana para divulgar a crueldade. Nas redes sociais, uma jovem escreveu. “Isso aconteceu hoje aqui em Campos… A dona do cão foi veranear e deixou o cachorro no sol. Ele morreu com sede, fome e enforcado. Ela ainda não chegou, não sei o que fazer e a quem recorrer!”, desabafou.
Em apenas uma hora, a postagem teve centenas de curtidas, comentários e compartilhamentos.
Cabe ressaltar que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime e a pena varia de detenção, de três meses a um ano, e multa.
Fonte: Notícia Urbana
Revoltado, um vizinho fotografou os maus-tratos e procurou a redação do jornal Notícia Urbana para divulgar a crueldade. Nas redes sociais, uma jovem escreveu. “Isso aconteceu hoje aqui em Campos… A dona do cão foi veranear e deixou o cachorro no sol. Ele morreu com sede, fome e enforcado. Ela ainda não chegou, não sei o que fazer e a quem recorrer!”, desabafou.
Em apenas uma hora, a postagem teve centenas de curtidas, comentários e compartilhamentos.
Cabe ressaltar que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime e a pena varia de detenção, de três meses a um ano, e multa.
Fonte: Notícia Urbana
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Campeã das chicotadas leva coice de cavalo e morre
Conhecida como a ‘campeã das chicotadas’, depois de ser filmada dando 450 chicotadas em 30 minutos - Cristine Wels aos 67 anos de idade, literalmente recebeu seu castigo ‘à cavalo’, morrendo em decorrência de um coice que acertou seu crânio no dia 17 desse mês.
Nos últimos anos, Cristine Wels já havia sido condenada diversas vezes por crueldade com os animais.
Em 2007, já havia sido divulgado um vídeo mostrando Wels golpeando repetidamente um cavalo em treinamento.
Ela ainda tentou justificar seu comportamento defendendo-se contra a acusação de crueldade contra os animais, dizendo; "Claro que eu tenho uma mão forte, então os cavalos tem que obedecer e aceitar a guia.” E que ela não era a única a tratar os cavalos de competição daquela maneira.
Ela costuma treinar os cavalos na guia com rédeas auxiliares super apertadas, sempre fazendo uso excessivo e inadequado do chicote, e quando montava deixava marcas e feridas causadas pelas esporas,
Em 2008, ela foi condenada a uma pena de prisão de um ano e nove meses em liberdade condicional e uma proibição profissional de três anos sem trabalhar com cavalos. Depois disso parou de montar e se tornou somente adestradora de cavalos, utilizando-se dos mesmos métodos cruéis.
No vídeo de 2 anos atrás divulgado pela TV da Alemanha, o repórter faz uma série de perguntas a adestradora;
Repórter: Esse é o treinamento de um cavalo de competição: Uma e outra vez a amazona em cima do cavalo, e cujo nome não podemos revelar, devido a razões legais, bate no animal por 30 minutos sem parar. A câmera não consegue mostrar o rosto do cavalo totalmente aterrorizado, sendo espancado com a coronha do chicote. Mostramos as imagens para o editor-chefe de uma revista equestre respeitável (Oldenburger Sportpferd Magazine). Ele ficou chocado.
Jan Toenjes: Você não entende "O que ela está fazendo lá?" e o cavalo certamente não vai entendê-la também! Uma surra sem sentido ... Eu só estou sem palavras! "
Repórter: Uma antiga amazona de provas equestres bem conhecida golpeia seu cavalo quase 500 vezes nesta sessão de treinamento de 30 minutos, mas quando ela é confrontada com suas ações, ela lhe nega.
Repórter: "Por que você faz isso?"
Wels: "eu não faço" isto "em tudo!"
Repórter: "Por que você está negando isso?"
Wels: "Eu não torturo os cavalos-por que você não vai lá e olha para os cavalos?"
Mas as imagens falam uma linguagem diferente:
Um ativista da proteção animal levou os cavalos para fora dos estábulos e eles mostravam sinais evidentes de maus-tratos. Os metacarpos tinham sangramento e suas bocas mostravam as cicatrizes de feridas profundas, obviamente o resultado dos métodos de treinamentos brutais. E esta não é a primeira vez que esta ex-atleta, hoje treinadora foi acusada de maus-tratos de animais, e esse é provavelmente a razão pela qual ela agora se mudou para Dinamarca. As organizações de proteção animal tem a intenção de entregar esse vídeo para as autoridades para que nunca mais haja dúvidas sobre estas imagens de cavalos torturados novamente.
Nota do blog: Testemunhas oculares do acidente que mataram Wels, disseram que o cavalo estava deitado no chão, e ao subir de repente, deu um pontapé na cabeça de Cristine, que esperamos que mesmo morta receba as mesmas chicotadas que distribuiu em vida, em sua estadia eterna no reino do inferno.
Uma vez que ela era somente a treinadora do animal pertencente a um haras, e que o erro de estar com a cabeça abaixada próxima da pata quando o animal se levantava, significa que não existe nenhuma possibilidade do animal ser sacrificado por isso.
Fonte: Mural Animal
segunda-feira, 27 de julho de 2015
CUIDAR É PRECISO. ABUSAR É PROIBIDO
MARIA BERENICE DIAS
Advogada, vice-presidente do Ibdfam
Todo o Rio Grande chorou ao ler as reportagens sobre os maus-tratos cometidos contra crianças e adolescentes por quem deveria cuidá-las e protegê-las (ZH de 26 e 27/7).
Não há como não se sensibilizar com a verdade escancarada, de maneira nua e crua, do que acontece nos abrigos, que, como o próprio nome diz, deveria abrigar, acolher.
Quem lá está depositado já passou por situação de negligência, maus-tratos, violência física ou abuso sexual. Ou tudo isso junto.
Foram retirados do lar _ que deveria ser um lugar de proteção _ para serem cuidados pelo Estado. Não são.
Claro que, diante de tudo o que passam, anos a fio, não é difícil entender porque, ao serem adotados, acabam testando quem as acolhe. Afinal, foram inúmeras vezes traídas pelas pessoas nas quais confiaram: primeiro os pais e depois os chamados “educadores”. Quem sabe não é esta a origem de algumas devoluções que acontecem o que, é claro, gera mais traumas e a crença de que se tornaram um verdadeiro estorvo social.
Na reportagem chama a atenção a história de José. Foi institucionalizado aos quatro anos por ter sido abusado sexualmente pelo companheiro da avó. Por que não foi imediatamente disponibilizado à adoção? O que levou o Estado a permitir que lá permanecesse até a adolescência? Acabou sendo encaminhado à internação psiquiátrica por apresentar depressão, automutilação e ingestão de substâncias não alimentares. Durante anos continuou sendo abusado, inclusive depois que se encontrava hospitalizado, oportunidade em que denunciou os abusos de que foi vítima.
Às claras que situações como esta, e todas as demais retratadas nas reportagens, não podem se perpetuar. É necessário que o Estado assuma a responsabilidade de garantir a crianças e adolescente o direito à convivência familiar, que lhes é assegurado constitucionalmente.
Não é buscando de maneira negligente e morosa a reinserção na família biológica ou tentando encontrar alguém da família extensa e que, muitas vezes, sequer a criança conhece, para só então ter início o processo de destituição do poder familiar.
Fonte: Opinião ZH
domingo, 28 de junho de 2015
Cachorro agredido pelo tutor em elevador está sob cuidados de defensoras de animais
Final feliz para Adam, o pug agredido pelo tutor na última segunda-feira no elevador de um prédio em Boa Viagem. O cão foi resgatado por uma defensora de animais que virou sua fiel depositária após prestar queixa do crime na Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma). O momento em que o tutor agride o animal com uma sandália e o arrasta de um lado ao outro foi registrado por uma câmera de segurança.
O vídeo foi assistido pela síndica do prédio – que não quis se identificar – na noite do incidente. No outro dia, ela entrou em contato com Mayne Almeida, 50, defensora dos animais há sete anos, e informou sobre a agressão. Mayne foi então ao local com outra defensora, Amanda Kelle, 20, visitar o animal e conversar com seu tutor.
“Ele gritou com o cachorro quando tocamos a campainha, dizendo para ele sair de lá. Quando abriu a porta, ele passou correndo para o lado de fora e Amanda já pegou ele nos braços”, contou Mayne. “Ele falou que estava em um momento de insanidade quando machucou o animal. Dali levamos o animal e avisamos que, caso ele o quisesse de volta, teria que lutar por ele e ir à delegacia.”
À reportagem da TV Clube/Record, o tutor do cachorro, um cabeleireiro que não revelou sua idade, ressaltou que as agressões foram um “ato impensado” e que vai tentar recuperar o animal na Justiça. O cabeleireiro, que tinha o cachorro há quatro meses, chamava o animal de Roco. O pug foi rebatizado pelas defensoras.
Ontem, após depoimento de duas horas, Mayne explicou na delegacia o acontecido e mostrou as imagens. “Quando eu estava na delegacia, ele (o tutor) ainda me ligou e disse que seu advogado entraria em contato comigo. Mas, para reaver o animal, ele agora precisa prestar uma queixa contra mim e justificar aquilo que todos veem”, explicou. A pena para quem maltrata animais é de três meses a um ano de detenção, além de multa.
O delegado Erivaldo Guerra abriu inquérito para investigar o caso. “O que aconteceu é muito grave e é necessária punição exemplar”, disse Erivaldo. Adam foi levado pelas defensoras a um consultório veterinário, onde foram averiguadas dores nas costas.
Revolta nas redes
A revolta diante das agressões também ganhou espaço nas redes sociais. Citado em alguns comentários, um salão de beleza situado no Pina, onde o tutor do cachorro já trabalhou, publicou um post informando que o profissional já não fazia mais parte de seus quadros e declarando-se “contra quaisquer maus-tratos a animais.”
Fonte: Diário de Pernambuco
terça-feira, 23 de setembro de 2014
A CAMPANHA ALERTA VERMELHO AVANÇA!
AMPA - Associação Amigos do Peixe-boi
23 de set de 2014 — A Campanha Alerta Vermelho avança e cria o Fundo Alerta Vermelho.
Nas últimas semanas, representantes da Ampa, Batalhão Ambiental e do Ministério Público Federal estiveram reunidos na sede do Ministério Público, em Manaus –AM, para a regulamentação do fundo financeiro, criado pela Ampa, na Campanha Alerta Vermelho, destinado a apoiar a fiscalização de frigoríficos, entrepostos de pesca e o combate ao comércio ilegal de produtos derivados da fauna silvestre; assim como, buscar soluções e alternativas sustentáveis para as comunidades.
De acordo com o diretor-executivo da Ampa, Jone César Silva, o “Fundo Alerta Vermelho” foi criado para dinamizar o gerenciamento de recursos financeiros e evitar os entraves burocráticos que órgãos de fiscalização ambiental do Estado do Amazonas, como o Batalhão Ambiental, por exemplo, sofre para manter suas ações rotineiras de fiscalização.
“Além de auxiliar na manutenção destas instituições, o Fundo será utilizado para oferecer cursos técnicos de reciclagem e capacitação ambiental, que serão oferecidos por especialistas de instituições parcerias, entre elas, o Inpa”, explica Silva.
“O Ministério Público Federal pretende colaborar na medida em que, ao celebrar um termo de ajuste de conduta, poderá fixar como destinação o repasse para esse fundo. Essa participação do Ministério Público confere legitimidade à instituição para que possa acompanhar o trabalho do fundo e solicitar a prestação de contas, o que também é vantajoso, em relação a quem administra o fundo, porque confere transparência para consolidar o trabalho e segurança às pessoas que estão fazendo as doações”, ressalta o Procurador da República, Rafael Rocha.
“O fundo é importante primeiro porque com ele vai vir com a cooperação técnica, que é uma cooperação de informações, educação ambiental, dentro de um planejamento. Com os recursos do fundo, a gente vai poder realizar coisas que o Estado não tem a rapidez de realizar, por conta da burocracia brasileira, que é necessária; mas, para uma organização não governamental como a Ampa, ela facilitaria ser mais rápido para a gente abordar o problema com mais eficiência”, salienta o tenente-coronel do Batalhão Ambiental, Flávio Diniz.
A campanha “Alerta Vermelho” foi lançada no dia 20 de julho e pretende combater a matança cruel e indiscriminada dos botos da Amazônia que servem de isca para a captura de um peixe liso, chamado piracatinga. A iniciativa é Ampa e do Inpa.
AJUDE A COMPARTILHAR NOSSA PETIÇÃO: www.change.org/boto
ACESSE O HOTSITE DA CAMPANHA: www.alertavermelho.org
FACEBOOK AMPA: www.facebook.com/peixeboi.ampa
Agradecemos o apoio de você, em breve enviaremos novas atualizações da Campanha Alerta Vermelho.
Obrigado pelo apoio,
Jone César e equipe Alerta Vermelho.
sábado, 26 de julho de 2014
Vigilância Sanitária encontra crianças amarradas em creche de Curitiba
Caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (23), no bairro Uberaba.
Conselho Tutelar foi acionado pelos fiscais da Vigilância.
Crianças com idades entre dois e três anos de idade foram encontradas amarradas com fraldas em uma creche particular, no bairro Uberaba, em Curitiba. O flagrante aconteceu durante uma vistoria de rotina da Vigilância Sanitária ao estabelecimento, nesta quarta-feira (23).
De acordo com a Secretaria de Saúde, as crianças estavam amarradas às cadeiras da sala em que estudavam. A equipe da Vigilância Sanitária que presenciou a cena fez imagens do flagrante e denunciou o caso ao Conselho Tutelar.
Ao G1, a Secretaria da Saúde não quis informar o nome da escola em que aconteceu o flagrante. A reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar do bairro Cajuru, que cuida da região, mas ninguém retornou a ligação para dizer se o caso será investigado e se a creche pode sofrer algum tipo de sanção.
G1
terça-feira, 22 de julho de 2014
Em abrigos, programa resgata história de crianças e adolescentes com brincadeiras e expressões artísticas
Acolhido em abril de 2013, Roberto* sempre teve dificuldade em se comunicar e desabafar sobre o que acontecia na sua casa e os motivos dele estar num abrigo. Porém a voluntária Julia*, do Instituto Fazendo História, percebeu que o garoto de 11 anos de idade gostava muito de brincar e encontrou no lúdico a oportunidade de se aproximar e conhecer mais sobre Roberto. Juntos, faziam um resgate de sua história por meio de conversas e brincadeiras, e ainda registravam em um álbum, com pinturas, fotos e colagens, imagens que expressavam suas memórias para que conhecesse e se apropriasse de sua história passada e presente.
É dessa forma que funciona o programa Fazendo Minha História, do Instituto Fazendo História, localizado na capital paulista. “Buscamos o direito de a criança ter sua história de vida, elaborada, contada, vivenciada por ela. Isso contribui para trabalhar melhor algumas questões com ela e com sua família”, explica a coordenadora técnica dos programas do Instituto, Isabel Penteado. “Antes, pensavam que a história dessas crianças e adolescentes era cheia de mazelas e coisas ruins, então era omitida, mas todos nós temos vivencias boas e ruins em nossas vidas e elas não são esquecidas. Vimos que é preciso compreender o que se viveu e buscar transformarem potencias as dificuldades.”
Esse é o fio condutor do programa que, a partir da mediação de leitura e brincadeiras com fantasias e personagens, traz como resultado o prazer em ler, o valor de se registrar a própria história e ainda incentiva os profissionais dos serviços de acolhimento a conversarem de forma afetiva com as crianças e adolescentes sobre suas próprias histórias de vida. “É um trabalho inovador. Não é fácil para as crianças falarem, então criar personagens ou histórias fictícias são ótimas formas para ajudar a criança a enfrentar o que viveram”, aponta Isabel.
Todo o trabalho desse programa é feito em parceria com voluntários ou profissionais dos abrigos, que se encontram semanalmente com as crianças durante um ano, para ler e compartilhar histórias, além de ajudar na construção do álbum. “Os educadores, psicólogos e voluntários passam por formação de mediação de leitura e aprendem como trabalhar as histórias dos livros e das crianças. Dessa forma, os acolhidos conseguem trabalhar a própria história, os motivos de estar ali e as suas relações, com os pais, com os colegas e com seu redor”, relata a coordenadora do Instituto.
Espaço de proteção
Dados do Ministério do Desenvolvimento Social apontam que, em 2010, 36.929 crianças e adolescentes estavam sob medida de acolhimento, espalhados entre os 2.624 serviços de atendimento no Brasil. Negligência na família (37,6%), pais ou responsáveis dependentes químicos ou alcoolistas (21%) e abandono (19%) são os principais motivos para que uma criança seja afastada por um tempo de sua família.
De acordo com a coordenadora técnica dos programas do Instituto, Isabel Penteado, há crianças que estão esperando por uma família adotiva, outras que ainda não estão disponíveis para adoção, mas que as famílias não foram encontradas. E ainda há aquelas que somente ficam por alguns meses até que a situação em sua casa se resolva. “Quando se denuncia uma família, os órgãos responsáveis verificam essa denúncia e, se entendem que essa família não pode cuidar dessa criança, ela fica abrigada por um tempo.”
Previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos de violação ou ameaça dos direitos de meninos e meninas, os abrigos institucionais, casas lares ou famílias acolhedoras, devem oferecer um espaço de proteção que favoreça o desenvolvimento da autonomia e da criatividade dessas crianças e adolescentes. A permanência máxima é de, no máximo, dois anos, salvo casos em que seja necessário um tempo maior. “Antigamente os meninos eram esquecidos no abrigo, hoje isso é menos frequente”, compara Isabel.
Fazendo história
Formado por um grupo de psicólogas, o Instituto Fazendo História é uma organização não governamental que atua há quase 10 anos na cidade de São Paulo, colaborando com o desenvolvimento de meninos e meninas nos serviços de acolhimento e junto à rede de proteção à infância. “A ideia é que a rede de atendimento ajude a família a se reorganizar para receber a criança de volta. Lugar de criança e adolescente crescer é na sua família e estamos aqui para ajudar”, afirma a coordenadora.
Hoje são 144 abrigos parceiros que recebem o Instituto, dividido em cinco principais programas de acolhimento institucional, que oferecem desde rede de psicólogos voluntários e formação de educadores a serviços de desenvolvimento para bebês, crianças e adolescentes. “Muitas vezes os voluntários e educadores são pessoas sem conhecimento técnico, então precisamos sempre alinhar com eles a importância, os cuidados e proteções com a criança”, explica Isabel.
Ela destaca também a relação com os adolescentes, que pode ser um pouco mais delicada. “Os abrigos têm muita dificuldade em trabalhar com adolescentes. É uma fase intensa e de descobrimento, de autonomia e ao mesmo tempo dependência”. Nesse sentido, outro programa do Instituto, o Grupo Nós ajuda os abrigos em como trabalhar com esses meninos e traça com eles projetos de vida para os próximos três anos, pensando em moradia, profissionalização, estudos e nos vínculos de suporte desses adolescentes.
“Muitas histórias se repetem, a família é violenta com seu filho e, diversas vezes, os adultos responsáveis viveram isso com seus pais. Essas crianças têm especificidades, foram retiradas e precisam de acolhimento. Então, devemos quebrar esse ciclo de violência e não alimentar o pensamento de que não há nada a ser feito com essas famílias”.
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade das pessoas citadas
promenino
sexta-feira, 18 de julho de 2014
MÉXICO: 500 CRIANÇAS VÍTIMAS DE ABUSO SÃO RESGATADAS DE ABRIGO
Os primeiros testemunhos entre as 600 crianças e jovens encontrados em um internato do México
confirmam as denúncias sobre maus-tratos, abusos sexuais e cárcere
privado cometidos no local, situado na cidade de Zamora, estado de
Michoacán, informou nesta quarta-feira (15) a promotoria.
Um dia após a operação policial, a promotoria divulgou detalhes dos
relatos de 12 jovens vítimas de abusos no orfanato "A Grande Família".
Os testemunhos narram agressões físicas, castigos em um cubículo sem
água ou comida, alimentos podres e com baratas e abuso sexual, revelou à
imprensa Tomás Zerón, diretor da agência de investigação criminal da
promotoria.
Algumas crianças revelaram que foram forçadas a fazer sexo oral por
maiores não identificados, e um relato cita um funcionário do orfanato
que "pagou por atos sexuais" com um menor, disse Zerón.
Uma jovem com mais de 18 anos disse que foi mantida contra sua vontade
no orfanato para ser abusada sexualmente por um dos administradores que,
quando soube que ela estava grávida, a agrediu para "provocar um
aborto", revelou o funcionário.
Fernando Román, um jovem que viveu durante 11 anos no orfanato, disse à
AFP que sofreu severos castigos durante sua permanência no local, mas
estimou que há exagero em certas acusações.
"Se você se comportasse, tudo ia bem", mas o roubo de sapatos novos era
punido com "três dias sem comer" e a tentativa de fuga, "com uma semana
preso no banheiro sem alimentos".
Nesta quarta-feira, a promotoria revisou o número de crianças e jovens
encontrados na véspera no internato: 607; sendo 438 menores e 159
maiores, além de 10 indivíduos cuja idade não pode ser determinada
devido ao "alto grau de desnutrição", precisou Rodrigo Archundia,
titular da vice-promotoria especializada no crime organizado.
As forças federais foram ao orfanato, que funcionava há 40 anos no
município de Zamora, após a denúncia de cinco pessoas de que o
estabelecimento retinha crianças à força.
Na operação, que teve o apoio do Exército, as autoridades encontraram
crianças sequestradas, adultos com idades entre 18 e 40 anos privados de
sua liberdade e menores de idade - entre eles bebês de entre dois meses
e três anos - que viviam em condições de abuso e insalubridade.
G1
domingo, 29 de junho de 2014
Boto não é isca
Das centenas de mamíferos que povoam a Amazônia, um animal quase sempre vem à mente de todo brasileiro quando falamos de nossa maior floresta. A beleza, inteligência e graciosidade, aliadas ao folclore que o rodeia, transformam o boto vermelho (ou cor-de-rosa para outros) em um ícone da cultura e biodiversidade brasileiras.
Esse cetáceo endêmico da bacia amazônica, apesar de protegido pela lei brasileira desde 1987, está sendo morto de modo extremamente cruel. Sua carne está sendo utilizada para pescar um tipo de bagre conhecido como piracatinga (Calophysus macropterus).
Esse peixe, praticamente um urubu aquático porque come restos de animais mortos, não tem muito valor, digamos, gastronômico para a população da Amazônia, que já conhece sua fama. Mas está sendo vendido filetado e congelado para outras regiões do país sob outras denominações: douradinha, pintadinha, piratinga, pirosca, pati, pati-bastardo, piraquara, piraguaruga.
Fora do Brasil, ele é exportado principalmente para a Colômbia, onde enganosamente é vendido como capaz ou capacete, um peixe apreciado pelos colombianos, mas que está se tornando escasso devido à sobrepesca.
Uma morte cruel
Desde que a pesca da piracatinga ganhou valor comercial, há pouco mais de dez anos, estima-se que a população de botos vem se reduzindo a uma taxa de 10% ao ano. Apesar de não constar na lista oficial de animais ameaçados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), não é difícil imaginar o risco que ele corre. O boto vive até 30 anos, começa a se reproduzir por volta dos cinco, e tem apenas um único filhote a cada dois a quatro anos.
A caça ao boto é extremamente cruel. Os animais são presos nas redes e arpoados até a morte. Outro método é ferir o animal com o arpão e amarrá-lo pela cauda a um tronco de árvore, até que o pescador precise utilizá-lo como isca. Nestes casos, os botos podem demorar vários dias para morrer, lutando para se libertar, com fome e extremo sofrimento.
Posteriormente, a carne em decomposição é colocada em caixas de madeira chamadas de curral, atraindo uma grande quantidade de piracatinga. O peixe então é capturado nessas caixas e retirado à mão pelos pescadores.
Moratória não é a única solução
Em uma tentativa de conter a morte dos botos, o Ministério da Pesca e o Ministério de Meio Ambiente brasileiros estabeleceram no dia 22 de maio uma moratória para a pesca do piracatinga. Essa moratória se iniciará em janeiro e terá uma duração de cinco anos.
Apesar de ser uma medida que pode ajudar a combater a matança cruel dos botos, é difícil acreditar que, sozinha, ela consiga resolver o problema complexo, que atravessa fronteiras.
Afinal, matar boto já é ilegal no Brasil há 27 anos, e nem por isso esse cetáceo esta a salvo.
Precisamos de uma solução definitiva e efetiva para salvar o boto. É preciso fiscalizar frigoríficos e fronteiras para garantir que o piracatinga deixe de ser exportado irregularmente para a Colômbia ou outros países da América Latina. É preciso reforçar a polícia ambiental e punir os responsáveis pela morte do boto. É necessário trabalhar com as comunidades ribeirinhas a ajudá-las a entender a importância deste mamífero, o risco que ele está correndo e que o boto, vivo, pode ser um aliado a seu desenvolvimento.
Proteção Animal Mundial
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Já basta!!!!!
Preciso da ajuda de todos vocês em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. Preciso que vocês reverberem e amplifiquem esta denúncia nas redes sociais porque esta vai ser a luta dos cavaleiros que não esqueceram seu compromisso de amor e lealdade a seus animais contra o poder do dinheiro e da influência, que trata esses animais como cifras e objetos.
Na manhã deste sábado, 05 de Abril de 2014, dois cavalos morreram eletrocutados nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB) e outros dois estão feridos em estado grave devido a um acidente com uma instalação elétrica precária. Os animais participariam do evento de abertura do calendário hípico da Feerj e foram alojados em baias improvisadas com fiação elétrica exposta. Cavalos, como os responsáveis pela SHB e pela Feerj certamente sabem, são animais irracionais e curiosos que não entendem o que é eletricidade e que representa perigo. Um deles mordeu o fio que pendia solto em sua baia, causando o curto circuito que vitimou os animais. Essa crueldade, esse descaso com a vida e segurança de seres vivos, não aconteceu nas ruas, não aconteceu em uma favela. Aconteceu na zona sul carioca, em um clube de elite e por isso tende a ficar impune.
Nós que vivemos com cavalos, sabemos que acidentes acontecem e é nossa responsabilidade para com esses animais que estejamos alertas para evitar esse tipo de fatalidade. Acontece que um acidente que se repete a cada ano não é mais um acidente. É descaso, é crime ambiental porque deixar fiação elétrica pendendo dentro de uma baia é nada além de negligência e desleixo. Quando você conhece um risco e o assume, existe o dolo não a fatalidade. A SHB expôs voluntariamente esses animais à dor e morte.
Expõe frequentemente e impunemente. Em 2013, durante o concurso de aniversário da SHB, cavalos também foram eletrocutados no mesmo cenário, sob as mesmas condições. O que aconteceu hoje foi uma tragédia anunciada, da qual a administração da SHB e a federação que deveria zelar prioritariamente pelo bem estar dos animais envolvidos em suas provas tentam se esquivar, como é de costume. Só no ano de 2013, um animal morreu de exaustão em uma prova chancelada da Feerj na SHB, outro teve uma parada cardíaca também por exaustão e outros foram eletrocutados com graus diversos de gravidade e agora, graças ao profundo descaso que estas instituições têm pelos seus cavaleiros e cavalos, dois tiveram uma morte dolorosa. Animais amados por seus donos, animais que deram a seus cavaleiros o melhor de si, seu esforço e confiança.
A Feerj, como sempre, alega que não pode fazer nada, embora conste do seu estatuto postura muito diferente. A SHB tentará novamente abafar este novo, reincidente, episódio de maus tratos e negligência. Cavaleiros e amazonas do Rio de Janeiro temem retaliações dentro dos órgãos a que estão filiados. Por eles, amigos e companheiros das pistas, pessoas decentes e honestas que amam seus animais, e pelos cavalos, que foram tirados de nós dessa forma brutal, eu peço a ajuda de vocês e vou ser sincera em meu apelo: não é a primeira vez que tentamos responsabilizar tanto a Feerj quanto a Sociedade Hípica Brasileira pelo que acontece em suas dependências e competições, e repetidas vezes, esbarramos no profundo silêncio com que nossas denúncias são recebidas devido ao poder da influência de seus membros. Quantos cavalos mais morrerão na SHB vítimas de exploração, maus tratos e descaso até que sua administração seja responsabilizada? Para que a morte brutal desses animais não esbarre novamente nesta barreira de silêncio e normalidade erguida em torno dessas instituições, é preciso que a denúncia alcance o maior número possível de pessoas, que lote as caixas de entrada de jornalistas e ouvidorias. Este é o meu pedido de ajuda, e estes são os animais que perderam a vida por causa do descaso da Sociedade Hípica Brasileira e da Federação que deveria protegê-los. “Não podemos fazer nada”, disse a Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Mas eu posso. E farei.
Isso é por eles e é só o começo, Sociedade Hípica Brasileira e FEERJ - Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Por eles. — com Suzete Zete.
Na manhã deste sábado, 05 de Abril de 2014, dois cavalos morreram eletrocutados nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB) e outros dois estão feridos em estado grave devido a um acidente com uma instalação elétrica precária. Os animais participariam do evento de abertura do calendário hípico da Feerj e foram alojados em baias improvisadas com fiação elétrica exposta. Cavalos, como os responsáveis pela SHB e pela Feerj certamente sabem, são animais irracionais e curiosos que não entendem o que é eletricidade e que representa perigo. Um deles mordeu o fio que pendia solto em sua baia, causando o curto circuito que vitimou os animais. Essa crueldade, esse descaso com a vida e segurança de seres vivos, não aconteceu nas ruas, não aconteceu em uma favela. Aconteceu na zona sul carioca, em um clube de elite e por isso tende a ficar impune.
Nós que vivemos com cavalos, sabemos que acidentes acontecem e é nossa responsabilidade para com esses animais que estejamos alertas para evitar esse tipo de fatalidade. Acontece que um acidente que se repete a cada ano não é mais um acidente. É descaso, é crime ambiental porque deixar fiação elétrica pendendo dentro de uma baia é nada além de negligência e desleixo. Quando você conhece um risco e o assume, existe o dolo não a fatalidade. A SHB expôs voluntariamente esses animais à dor e morte.
Expõe frequentemente e impunemente. Em 2013, durante o concurso de aniversário da SHB, cavalos também foram eletrocutados no mesmo cenário, sob as mesmas condições. O que aconteceu hoje foi uma tragédia anunciada, da qual a administração da SHB e a federação que deveria zelar prioritariamente pelo bem estar dos animais envolvidos em suas provas tentam se esquivar, como é de costume. Só no ano de 2013, um animal morreu de exaustão em uma prova chancelada da Feerj na SHB, outro teve uma parada cardíaca também por exaustão e outros foram eletrocutados com graus diversos de gravidade e agora, graças ao profundo descaso que estas instituições têm pelos seus cavaleiros e cavalos, dois tiveram uma morte dolorosa. Animais amados por seus donos, animais que deram a seus cavaleiros o melhor de si, seu esforço e confiança.
A Feerj, como sempre, alega que não pode fazer nada, embora conste do seu estatuto postura muito diferente. A SHB tentará novamente abafar este novo, reincidente, episódio de maus tratos e negligência. Cavaleiros e amazonas do Rio de Janeiro temem retaliações dentro dos órgãos a que estão filiados. Por eles, amigos e companheiros das pistas, pessoas decentes e honestas que amam seus animais, e pelos cavalos, que foram tirados de nós dessa forma brutal, eu peço a ajuda de vocês e vou ser sincera em meu apelo: não é a primeira vez que tentamos responsabilizar tanto a Feerj quanto a Sociedade Hípica Brasileira pelo que acontece em suas dependências e competições, e repetidas vezes, esbarramos no profundo silêncio com que nossas denúncias são recebidas devido ao poder da influência de seus membros. Quantos cavalos mais morrerão na SHB vítimas de exploração, maus tratos e descaso até que sua administração seja responsabilizada? Para que a morte brutal desses animais não esbarre novamente nesta barreira de silêncio e normalidade erguida em torno dessas instituições, é preciso que a denúncia alcance o maior número possível de pessoas, que lote as caixas de entrada de jornalistas e ouvidorias. Este é o meu pedido de ajuda, e estes são os animais que perderam a vida por causa do descaso da Sociedade Hípica Brasileira e da Federação que deveria protegê-los. “Não podemos fazer nada”, disse a Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Mas eu posso. E farei.
Isso é por eles e é só o começo, Sociedade Hípica Brasileira e FEERJ - Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Por eles. — com Suzete Zete.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Liberem o medicamento veterinário para Leishmaniose - MILTEFORAN 20mg
Por que isto é importante
Esse medicamento é usado para tratar a Leishmaniose Visceral em cães, com êxito. Ele é permitido em diversos países e no Brasil que é o 4º país no panorama mundial e responde por 90% dos casos da doença na América Latina, o medicamento é proibido. O Laboratório VIRBAC que o produz, tem filial no Brasil e não tem autorização para vendê-lo no Brasil. Milhões de cães são assassinados inutilmente em todo o território nacional por estarem com a doença, sendo que há tratamento para eles. Precisamos desse medicamento em nosso país, bem como, medidas efetivas para combate ao VETOR da leishmaniose. Esse medicamento salvará animais e ajudará a proteger a sociedade dessa doença terrível. Cães sem o parasita, diminuirão a transmissão em pessoas. As medidas de responsabilidade do Estado que diminuem a incidência da doença envolvem a promoção da saúde e nutrição da população mais excluída; diagnóstico precoce e tratamento imediato em humanos e cães, ou seja, exterminar cães que podem ser tratados, não é a saída.
Esse medicamento é usado para tratar a Leishmaniose Visceral em cães, com êxito. Ele é permitido em diversos países e no Brasil que é o 4º país no panorama mundial e responde por 90% dos casos da doença na América Latina, o medicamento é proibido. O Laboratório VIRBAC que o produz, tem filial no Brasil e não tem autorização para vendê-lo no Brasil. Milhões de cães são assassinados inutilmente em todo o território nacional por estarem com a doença, sendo que há tratamento para eles. Precisamos desse medicamento em nosso país, bem como, medidas efetivas para combate ao VETOR da leishmaniose. Esse medicamento salvará animais e ajudará a proteger a sociedade dessa doença terrível. Cães sem o parasita, diminuirão a transmissão em pessoas. As medidas de responsabilidade do Estado que diminuem a incidência da doença envolvem a promoção da saúde e nutrição da população mais excluída; diagnóstico precoce e tratamento imediato em humanos e cães, ou seja, exterminar cães que podem ser tratados, não é a saída.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Manaus registra mais de 600 casos de maus-tratos a crianças e adolescentes em 2013
Por mês, em média, 55 crianças e adolescentes foram vítimas de maus-tratos em Manaus em 2013. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) registrou 604 casos de janeiro a novembro, 7,2% superior ao mesmo tipo de crime cometido no ano passado, quando houve 563 denúncias de casos de maus-tratos.
Segundo a delegada titular da Depca, Linda Gláucia de Moraes, normalmente esses crimes acontecem dentro do lar por causa de problemas de desemprego, bebidas alcoólicas ou drogas. “O infrator acaba jogando toda essa explosão de raiva ou energia em uma criança ou adolescente no momento de corrigir o filho”, explicou a delegada. O principal infrator, no caso de maus-tratos, são os pais.
Para a delegada Linda Gláucia, o aumento deste crime na delegacia deve-se a partir de denúncias de vizinhos por meio do disque-denúncia da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, pelo telefone 100. “Aqui mesmo na delegacia os casos aumentaram porque as pessoas estão vindo denunciar e não ficam mais caladas diante dessas injustiças”, revelou a delegada.
promenino
Segundo a delegada titular da Depca, Linda Gláucia de Moraes, normalmente esses crimes acontecem dentro do lar por causa de problemas de desemprego, bebidas alcoólicas ou drogas. “O infrator acaba jogando toda essa explosão de raiva ou energia em uma criança ou adolescente no momento de corrigir o filho”, explicou a delegada. O principal infrator, no caso de maus-tratos, são os pais.
Para a delegada Linda Gláucia, o aumento deste crime na delegacia deve-se a partir de denúncias de vizinhos por meio do disque-denúncia da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, pelo telefone 100. “Aqui mesmo na delegacia os casos aumentaram porque as pessoas estão vindo denunciar e não ficam mais caladas diante dessas injustiças”, revelou a delegada.
promenino
sábado, 30 de novembro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Trio de ativistas leva oito beagles para São Paulo após invadirem laboratório
Ativista que invadiu o laboratório está com dois cães em seu apartamento.
Ao todo, 178 animais foram levados; instituto registrou boletim por furto.
"Um pesadelo. Era uma cena horrível, eles estavam todos presos dentro de uma sala clara [o que dá a entender que não dormiam direito], cheio de cocô no chão. Para você ter uma ideia, os nossos pés deslizavam no chão, de tanto cocô que tinha no chão. Era um cheiro horrível", disse a ativista, que não quis se identificar nem mostrar o rosto porque teme que o instituto a encontre e leve os cães de volta ao laboratório.
Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.
Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. "Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada", disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.
Amedrontado
O G1 foi ao apartamento em que estão dois cães do instituto. Os animais aparentavam estar contentes e brincaram durante a reportagem, apesar de um deles ainda estar "amedrontado" – ele tremia um pouco e pedia por carinho. "Ele está assim por tudo o que passou, pelas condições que estava vivendo", afirmou a ativista que levou os cães..
Ela e a amiga saíram da capital ontem por volta das 23h, de carro, para encontrar o grupo de ativistas que entraram no laboratório para retirar os cães. Ela disse que, quando chegou, as portas já tinham sido abertas e que o grupo buscava as salas onde estavam os animais.
A ativista relatou que estava com um grupo de pessoas quando abriram a porta de uma das salas e encontraram cerca de 40 cachorros. De acordo com ela, os cães estavam separados por grupos em salas diferentes. "Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra", disse. "Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão", relembrou.
Os beagles que ficaram com a ativista foram trazidos para a capital dentro do carro. "Eles estavam nervosos, vomitaram no caminho, foi muito tenso", disse. De acordo com ela, as pessoas que participaram da ação são de lugares diferentes. Ela mesma ficou sabendo do movimento pelas redes sociais.
Além das duas amigas, uma terceira ativista, que também não quis se identificar, ficou sabendo do movimento pela internet e saiu ontem da capital, às 21h, para ajudar. "Eu não sabia o que ia acontecer. Eu nunca imaginei que faria isso [levar os cães]. Eu fui lá mais para ajudar", disse ela, que está com outros dois animais.
Agora, segundo as ativistas, a intenção e levar os cachorros para tratamento em um veterinário e encontrar alguém que queira adotar os animais. "Agora vamos levar para um veterinário para saber a situação de saúde deles." A ativista disse que sempre gostou de animais. Ela tem três cachorros em seu apartamento, todos vira-latas.
Instituto admite testes, mas nega maus-tratos
A gerente-geral do Instituto Royal, Sílvia Ortiz, que registrou boletim de ocorrência contra a invasão da empresa por ativistas ligados à associações protetoras dos animais, classificou o ato dos ativistas como terrorismo. Ela admite que a empresa realiza testes com animais, mas nega qualquer tipo de maus-tratos. Afirma ainda que o laboratório segue as regras e tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No boletim de ocorrência de furto qualificado, policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto disseram que dependências do estabelecimento foram depredadas e que os cães ali mantidos foram subtraídos. Eles afirmaram ainda que não houve agressões por parte dos manifestantes contra seguranças do local.
Pastas com documentos, computadores, medicamentos e placas de acrílico contendo o que parecem ser testes foram recolhidos e apresentados na delegacia. Segundo o delegado Marcelo Sampaio Pontes, a polícia faria uma perícia no local ainda pela manhã. Ele disse que a única coisa comprovada até o momento é que os cachorros foram furtados.
O promotor Wilson Velasco Júnior afirmou que, em reunião com representantes de ONGs na quarta-feira (16), orientou para que os ativistas não invadissem o laboratório. "Quando eles invadiram e depredaram o laboratório eles destruíram provas", afirmou. "É primordial neste momento encontrar esses cães e apurar se eles podem causar algum dano à saúde de outros animais e das pessoas. Também precisamos examiná-los para saber se foram vitimas de maus tratos", completou o promotor.
Nota de esclarecimento
A empresa Royal Canin, multinacional de origem francesa que fabrica alimentos para animais domésticos, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (18) informando que, apesar da similaridade entre os nomes das duas empresas, não possui qualquer relação com o Instituto Royal.
G1
Ao todo, 178 animais foram levados; instituto registrou boletim por furto.
"Um pesadelo. Era uma cena horrível, eles estavam todos presos dentro de uma sala clara [o que dá a entender que não dormiam direito], cheio de cocô no chão. Para você ter uma ideia, os nossos pés deslizavam no chão, de tanto cocô que tinha no chão. Era um cheiro horrível", disse a ativista, que não quis se identificar nem mostrar o rosto porque teme que o instituto a encontre e leve os cães de volta ao laboratório.
Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.
Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. "Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada", disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.
Amedrontado
O G1 foi ao apartamento em que estão dois cães do instituto. Os animais aparentavam estar contentes e brincaram durante a reportagem, apesar de um deles ainda estar "amedrontado" – ele tremia um pouco e pedia por carinho. "Ele está assim por tudo o que passou, pelas condições que estava vivendo", afirmou a ativista que levou os cães..
Ela e a amiga saíram da capital ontem por volta das 23h, de carro, para encontrar o grupo de ativistas que entraram no laboratório para retirar os cães. Ela disse que, quando chegou, as portas já tinham sido abertas e que o grupo buscava as salas onde estavam os animais.
A ativista relatou que estava com um grupo de pessoas quando abriram a porta de uma das salas e encontraram cerca de 40 cachorros. De acordo com ela, os cães estavam separados por grupos em salas diferentes. "Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra", disse. "Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão", relembrou.
Os beagles que ficaram com a ativista foram trazidos para a capital dentro do carro. "Eles estavam nervosos, vomitaram no caminho, foi muito tenso", disse. De acordo com ela, as pessoas que participaram da ação são de lugares diferentes. Ela mesma ficou sabendo do movimento pelas redes sociais.
Além das duas amigas, uma terceira ativista, que também não quis se identificar, ficou sabendo do movimento pela internet e saiu ontem da capital, às 21h, para ajudar. "Eu não sabia o que ia acontecer. Eu nunca imaginei que faria isso [levar os cães]. Eu fui lá mais para ajudar", disse ela, que está com outros dois animais.
Agora, segundo as ativistas, a intenção e levar os cachorros para tratamento em um veterinário e encontrar alguém que queira adotar os animais. "Agora vamos levar para um veterinário para saber a situação de saúde deles." A ativista disse que sempre gostou de animais. Ela tem três cachorros em seu apartamento, todos vira-latas.
Instituto admite testes, mas nega maus-tratos
A gerente-geral do Instituto Royal, Sílvia Ortiz, que registrou boletim de ocorrência contra a invasão da empresa por ativistas ligados à associações protetoras dos animais, classificou o ato dos ativistas como terrorismo. Ela admite que a empresa realiza testes com animais, mas nega qualquer tipo de maus-tratos. Afirma ainda que o laboratório segue as regras e tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No boletim de ocorrência de furto qualificado, policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto disseram que dependências do estabelecimento foram depredadas e que os cães ali mantidos foram subtraídos. Eles afirmaram ainda que não houve agressões por parte dos manifestantes contra seguranças do local.
Pastas com documentos, computadores, medicamentos e placas de acrílico contendo o que parecem ser testes foram recolhidos e apresentados na delegacia. Segundo o delegado Marcelo Sampaio Pontes, a polícia faria uma perícia no local ainda pela manhã. Ele disse que a única coisa comprovada até o momento é que os cachorros foram furtados.
O promotor Wilson Velasco Júnior afirmou que, em reunião com representantes de ONGs na quarta-feira (16), orientou para que os ativistas não invadissem o laboratório. "Quando eles invadiram e depredaram o laboratório eles destruíram provas", afirmou. "É primordial neste momento encontrar esses cães e apurar se eles podem causar algum dano à saúde de outros animais e das pessoas. Também precisamos examiná-los para saber se foram vitimas de maus tratos", completou o promotor.
Nota de esclarecimento
A empresa Royal Canin, multinacional de origem francesa que fabrica alimentos para animais domésticos, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (18) informando que, apesar da similaridade entre os nomes das duas empresas, não possui qualquer relação com o Instituto Royal.
G1
Assinar:
Postagens (Atom)
Verbratec© Desktop.

















