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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Principal suspeita da FAB para acidente aéreo é de falha humana
Manobra do piloto após arremetida em Santos pode ter levado a perda de sustentação e queda
BRASÍLIA — Militares que acompanham as investigações das causas do acidente com o avião Cessna que caiu na última quarta-feira no litoral paulista, matando o candidato à Presidência da República do PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas, acreditam que é forte a possibilidade de ter havido falha humana, depois do procedimento de arremetida. O entendimento é que o piloto, ao desistir do pouso, pode ter tentado se manter em condições visuais com a pista e fez uma curva mais acentuada do que deveria. Segundo militares, a manobra pode ter levado o avião a perder sustentação, e, mesmo com as turbinas ao máximo, não haveria como o piloto controlar a aeronave.
‘DESORIENTAÇÃO ESPACIAL’
Durante o procedimento, o piloto pode ter perdido sua total concentração na arremetida por instrumentos, desviando sua atenção para fora da aeronave. Com isso, pode ter sido levado à uma situação de “desorientação espacial”, o que explicaria a curva fora do previsto e a consequente perda de sustentação, resultando na forte colisão com o solo.
A avaliação tem como base as últimas informações da Aeronáutica de que o voo estava normal, da decolagem até o momento do ponto crítico, em que o piloto deveria visualizar a pista e realizar a aterrissagem. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto falou ao sistema de rádio da base área de Santos que estava arremetendo por causa da visibilidade ruim e que iria aguardar a melhora do tempo para pousar.
A FAB já refez a trajetória do avião e tem condições de projetar o grau de angulação da curva realizada pelo piloto, pelo local da queda, considerando que a aeronave já estava sobre a pista, quando o piloto decidiu abortar o pouso. Além disso, a rota do avião é captada pelos radares.
O brigadeiro da reserva Jorge Kersul Filho, que chefiou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) até 2010 e comandou três grandes investigações (acidentes de Gol, TAM e Air France), disse que essa linha de investigação parece ser bem provável diante do que já foi divulgado. Mas, lembrou o brigadeiro, a equipe de investigadores terá que demonstrar essas possibilidades. Os peritos podem, também, concluir que faltam dados e informações suficientes para provar as causas do acidente e encerrar a investigação, apontando apenas as hipóteses:
— Essas linhas de raciocínio estão corretas. As investigações devem apontar para isso. Mas os peritos terão que demonstrar essas hipóteses, no final do processo. Podem também concluir que não é possível provar nada e encerrar a investigação, apontado apenas as hipóteses — explicou.
Sobre a dúvida de que o grau de inclinação da curva realizada pelo piloto teria levado à perda de sustentação da aeronave, Kersul respondeu:
— Com um grande ângulo de inclinação, o piloto fica sem condições de recuperar o avião da situação de queda. Ou seja, ele pode puxar o motor e não conseguir realinhar as asas do avião. O nome técnico do procedimento é recuperação de altitude anormal. Os pilotos fazem muitos treinamentos para isso. Acontece que a pessoa não vê o excesso de inclinação, falta horizonte, e, aí, só puxa o motor e não adianta mais nada.
Um experiente piloto da FAB explicou ao GLOBO que a tentativa de se manter em condições visuais, durante a arremetida é uma manobra arriscada, em condições meteorológicas adversas. De acordo com a carta de aproximação da base de Santos, o correto seria o piloto subir para 4 mil pés (o ponto de espera de melhora do tempo), em curva ascendente à esquerda. Nessa posição, ele poderia circular o aeroporto e, quando o tempo melhorasse, realizar o pouso novamente. A tentativa de se manter visual significa permanecer abaixo das nuvens, que já estavam baixas naquele dia, explicou essa fonte.
BRIGADEIRO: É DIFÍCIL HAVER UMA ÚNICA CAUSA
Segundo militares, em caso de perda de sustentação, o avião “ganha vida própria, e o piloto vira um mero passageiro”. Kersul destacou, no entanto, que é preciso aguardar a conclusão das investigações e lembrou que um acidente quase nunca tem uma única causa, mas acontece por uma conjunção da fatores.
Na tarde do dia 13 de agosto, dia do acidente, a Aeronáutica divulgou um Notam (um comunicado para pilotos), a fim de informar que estava suspendendo temporariamente o procedimento de descida por instrumentos na pista para verificar se o instrumento de auxílio à navegação aérea estava funcionando sem problemas. A medida é uma rotina em casos de acidente, e, durante o período de restrição, um avião do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) faz procedimentos para testar o equipamento. Depois dos trabalhos e sem encontrar falhas, o Notam foi cancelado, e o pouso com instrumentos voltou a ser liberado.
Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2003, um jato particular Mitsubishi MU-300 enfrentou problemas semelhantes ao do Cessna na pista da base aérea de Santos. O avião tinha partido do Rio e, por conta das condições meteorológicas, teve que arremeter na primeira tentativa de pouso. Na segunda, o piloto conseguiu pousar, mas não teve como parar o avião, que caiu na água. Não houve feridos.
O Globo
sábado, 10 de agosto de 2013
Sargento da Rota morreu 10 horas antes dos parentes, dizem legistas
Polícia de SP analisa computador usado pelo filho do casal de PMs, apontado como autor do crime, e celulares da família
SÃO PAULO - O sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, foi morto dez horas antes que os outros familiares, dentro de suas casas, na semana passada, na Vila Brasilândia, na Zona Norte da capital. A informação preliminar é de médicos legistas que trabalham no caso. A Polícia Civil suspeita que o filho do sargento, o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou o pai, a mãe, a avó e a tia e, na sequência, se suicidou. Antes, teria ido à escola.
O intervalo entre as mortes é baseado na análise das manchas de sangue no corpo do sargento. A confirmação deverá constar no laudo necroscópico do Instituto de Criminalística, que será entregue à equipe da Polícia Civil que investiga o caso. O laudo necroscópico das outras vítimas também deverá ser concluído na próxima semana.
A Polícia Civil aguarda agora a análise do computador usado pelo adolescente e dos telefones celulares da família. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública disse que vai aguardar o laudo para se pronunciar.
Na semana passada, a polícia já havia informado que exames preliminares apontavam a sequência de mortes na residência. Primeiro teria morrido o pai do garoto, depois a mãe, em seguida, a avó dele. Por último, a tia-avó.
Crime
O corpo do garoto e das outras vítimas foram encontrados em duas casas da família situadas em um mesmo terreno. A informação foi dada pelo comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Benedito Roberto Meira. A polícia informou ainda que o garoto, após cometer os crimes teria ido à escola e, depois, tirado a própria vida.
Todas as cinco vítimas — o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini; a mulher dele, cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini; a mãe da PM, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos; a tia da PM, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos; e o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos — foram mortas com um tiro na cabeça, com exceção de Andreia, que teria sido atingida à queima-roupa na nuca, de acordo com boletim de ocorrência feito pela Polícia Civil. Ao ser assassinada, diz o registro sobre o crime, ela estaria de joelhos sobre a cama.
O Globo
SÃO PAULO - O sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, foi morto dez horas antes que os outros familiares, dentro de suas casas, na semana passada, na Vila Brasilândia, na Zona Norte da capital. A informação preliminar é de médicos legistas que trabalham no caso. A Polícia Civil suspeita que o filho do sargento, o adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, matou o pai, a mãe, a avó e a tia e, na sequência, se suicidou. Antes, teria ido à escola.
O intervalo entre as mortes é baseado na análise das manchas de sangue no corpo do sargento. A confirmação deverá constar no laudo necroscópico do Instituto de Criminalística, que será entregue à equipe da Polícia Civil que investiga o caso. O laudo necroscópico das outras vítimas também deverá ser concluído na próxima semana.
A Polícia Civil aguarda agora a análise do computador usado pelo adolescente e dos telefones celulares da família. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública disse que vai aguardar o laudo para se pronunciar.
Na semana passada, a polícia já havia informado que exames preliminares apontavam a sequência de mortes na residência. Primeiro teria morrido o pai do garoto, depois a mãe, em seguida, a avó dele. Por último, a tia-avó.
Crime
O corpo do garoto e das outras vítimas foram encontrados em duas casas da família situadas em um mesmo terreno. A informação foi dada pelo comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Benedito Roberto Meira. A polícia informou ainda que o garoto, após cometer os crimes teria ido à escola e, depois, tirado a própria vida.
Todas as cinco vítimas — o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini; a mulher dele, cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini; a mãe da PM, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos; a tia da PM, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos; e o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos — foram mortas com um tiro na cabeça, com exceção de Andreia, que teria sido atingida à queima-roupa na nuca, de acordo com boletim de ocorrência feito pela Polícia Civil. Ao ser assassinada, diz o registro sobre o crime, ela estaria de joelhos sobre a cama.
O Globo
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Perícia encontra sangue em elevador de prédio de jogador da Portuguesa
Exames deverão apontar se sangue é mesmo de Rafael Silva.
Depoimentos nesta segunda foram interrompidos por falta de luz em DP.
Uma nova perícia realizada na manhã desta segunda-feira (8) achou manchas de sangue no elevador do prédio onde o jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos, vivia com a adolescente Flávia Anay de Lima, de 16, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo, de acordo com Elisabete Sato, titular da 5ª Seccional. As manchas foram detectadas com luminol, produto químico que reage ao sangue.
De acordo com a delegada, é preciso esperar o resultado de exames para saber se o sangue no elevador é mesmo do jogador da Lusa, que diz ter sido ferido na nuca com uma caixa de som pela namorada durante uma discussão na noite de 31 de julho, quando ela morreu após cair do 15º andar do edifício.
Em imagens do circuito de segurança do prédio divulgadas na semana passada, Rafael aparece batendo a cabeça no elevador, demonstrando desespero, logo após a queda da adolescente. A família da adolescente rejeita a hipótese de suicídio. O jogador, tanto no depoimento à polícia como por meio de seu advogado, disse que a jovem se jogou da sacada e nega quaquer agresão.
A perícia no elevador e no apartamento do casal teve início às 10h desta segunda e durou cerca de três horas, de acordo com a delegada. No dia do ocorrido, foram encontradas manchas no apartamento e Silva disse à polícia que o sangue era dele. As cenas das câmeras do circuito de segurança do prédio foram gravadas às 2h27 de domingo (31). O jogador chegou de carro ao edifício. Em seguida, subiu de elevador. Dez minutos depois, Flávia chegou a pé e também pegou o elevador em direção ao apartamento.
Após 23 minutos, Rafael entrou no elevador e parecia desesperado. Flávia já havia caído do 15º andar. Ele sai do elevador rapidamente assim que a porta abre, anda pelo saguão e vê o corpo de Flávia caído no chão. A polícia chegou às 3h15 e constatou que Flávia estava morta.
Depoimentos
Na tarde desta segunda, estavam previstos os depoimentos da tia e da avó de Flávia, Larissa Kisy de Lima e Dirce de Lima, respectivamente, na 5ª Seccional. O avô da adolescente, João Luís de Lima, também compareceu à delegacia e foi o primeiro a ser ouvido pela delegada. Em seguida, quando Dirce de Lima prestava seu depoimento, a energia no distrito policial, localizado na Avenida Celso Garcia, foi interrompida, por volta das 16h20. Desta forma, Ademar Gomes solicitou o adiamento das oitivas, que foram remarcadas para as 14h de sexta-feira (12).
Ao deixar a delegacia, Larissa, tia de Flávia, disse não lembrar que havia afirmado à polícia na noite do ocorrido que a sobrinha ameaçava se jogar do apartamento caso Rafael a deixasse. As declarações de Larissa constam do boletim de ocorrência registrado no 10º DP, da Penha, naquela madrugada.
"Não afirmei que ela falou nada para mim. Nunca ouvi isso dela. Talvez eu tenha até falado (o que está no boletim de ocorrência), porque estava muito nervosa. Não acredito que ela teria se jogado", disse, nesta segunda-feira. No entanto, ela negou que esteja fazendo qualquer acusação contra Rafael Silva. Sobre o depoimento da próxima sexta, ela afirmou que apenas vai "responder o que a delegada perguntar".
G1
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Vídeo mostra jovens sendo atacadas por ser não identificado em lago
Rio - A morte de duas meninas está intrigando os moradores da cidade de Itajubá, na Região Sul de Minas Gerais. As jovens morreram afogadas enquanto nadavam num lago junto com um grupo de amigos, no dia 1º de maio. O caso ganhou repercussão nacional por causa de um vídeo postado na Internet que mostra as meninas sendo arrastadas para o fundo do lago por um ser estranho. Moradores dizem que uma cobra pode ter atacado o grupo.
No vídeo, que já foi visto por quase 300 mil pessoas, não é possível identificar o "elemento" que apavora as jovens. No entanto, é possível ver claramente que as duas foram puxadas por algo. Segundo a Polícia Civil de Minas, não foram encontradas lesões nos corpos, além dos sinais clássicos de asfixia. A versão, no entanto, tem sido contestada por alguns peritos
O DIA ONLINE
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Médico legista diz que morte de Joanna poderia ter sido evitada

Sérgio Cunha constatou que a menina sofria de estresse
Acabou por volta das 16h30 o depoimento da primeira testemunha da audiência do caso da menina Joanna, que ocorre nesta segunda-feira (17). O médico legista Sérgio Cunha, do Gate (Grupo de Apoio Tático Especializado), falou por cerca de duas horas e meia e revelou que, de acordo com sua perícia, a morte poderia ter sido evitada.
- Se houvesse uma busca pela causa das convulsões, atitudes poderiam ter sido tomadas e a morte poderia ter sido evitada.
Cunha contou ainda que Joanna apresentava sintomas de estresse e sua doença teria sido de causa física e psicológica. Ele frisou também que algumas marcar encontradas no corpo indicam que a menina teve mesmo pés e mãos amarradas.
- Disseram que era por causa das convulsões, mas isso não existe. Não existe amarrar pessoas como forma de tratamento para convulsão.
O próximo depoimento será de Ana Paula lima Fernandes, neuropediatra de Joanna. Ela disse que a menina não apresentava histórico de convulsões até o momento em que deixou de ser sua paciente, em 2008.
Relembre o caso
A menina Joanna, suspeita de ter sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina de maus-tratos, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca.
A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.
Cláudia Alcântara
Acabou por volta das 16h30 o depoimento da primeira testemunha da audiência do caso da menina Joanna, que ocorre nesta segunda-feira (17). O médico legista Sérgio Cunha, do Gate (Grupo de Apoio Tático Especializado), falou por cerca de duas horas e meia e revelou que, de acordo com sua perícia, a morte poderia ter sido evitada.
- Se houvesse uma busca pela causa das convulsões, atitudes poderiam ter sido tomadas e a morte poderia ter sido evitada.
Cunha contou ainda que Joanna apresentava sintomas de estresse e sua doença teria sido de causa física e psicológica. Ele frisou também que algumas marcar encontradas no corpo indicam que a menina teve mesmo pés e mãos amarradas.
- Disseram que era por causa das convulsões, mas isso não existe. Não existe amarrar pessoas como forma de tratamento para convulsão.
O próximo depoimento será de Ana Paula lima Fernandes, neuropediatra de Joanna. Ela disse que a menina não apresentava histórico de convulsões até o momento em que deixou de ser sua paciente, em 2008.
Relembre o caso
A menina Joanna, suspeita de ter sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina de maus-tratos, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca.
A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.
Cláudia Alcântara
domingo, 14 de novembro de 2010
Perito do caso Isabella conta como é a profissão: 'Não pode se emocionar'
Perícia criminal é considerada fundamental para resolução de crimes.
Para se tornar um perito é preciso prestar concurso; veja dicas
Considerada ponto-chave em todas as investigações criminais, a perícia técnica vem ganhando destaque nos últimos anos por conta dos crimes de grande repercussão e que parecem ser de difícil solução. Além disso, seriados que mostram policiais ou peritos utilizando ciência e tecnologia para desvendar casos complexos também ajudam a aumentar o interesse pela área.
Para entender melhor qual o papel desses profissionais, o G1 acompanhou o trabalho de Sérgio Vieira Ferreira, 51 anos, perito que atuou em um dos crimes mais famosos na história recente do país. Ele estava de plantão na noite da morte da menina Isabella Nardoni, em março de 2008, e foi o primeiro perito a chegar à cena do crime, o apartamento de Alexandre Nardoni, condenado pela acusação de ter jogado a filha pela janela.
A ocorrência acompanhada pelo G1 na madrugada de uma quarta-feira em outubro foi a sétima do plantão de Sérgio Ferreira – um plantão de 24 horas. Em uma rua tranquila do bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, houve uma tentativa de assalto, por volta de 21h, com vítima baleada e socorrida com vida, segundo informações iniciais. A reportagem acompanhava o perito em outra ocorrência, no centro de São Paulo, quando Sérgio foi notificado da nova perícia.
A vítima era um homem de 50 anos. De acordo com testemunhas, ele saiu de carro de casa, a algumas quadras do local do crime, para comprar ração para o cachorro. Na tentativa de assalto, a vítima, em um Honda Civic, foi baleada. O assaltante fugiu. O motorista ainda correu pela rua em busca de ajuda, foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento e morreu. A Polícia Civil informou que investiga o crime.
Ferreira disse à reportagem que um perito não pode se envolver com nenhum caso. "Somos policiais técnicos. É necessário coletar provas técnicas. Não pode se emocionar. Tem casos difíceis que, como ser humano, você tem que dar aquele breque. Mas vamos fazer o serviço e coletar o que tiver para coletar", afirmou.
O perito, no entanto, não escondeu que casos envolvendo crianças o "incomodam" mais. "Eu era o perito plantonista naquela noite [da morte de Isabella] e fui o primeiro da perícia a chegar ao local. Chegou como crime contra o patrimônio, que alguém havia invadido um apartamento e jogado a criança pela janela. Pensei no lógico. Se alguém invadiu, vai ter sinais de arrombamento. E fui percebendo que a história não batia. E os vestígios contam para a gente a história. O perito, com a experiência, aprende a ter esse tino."
Formado em biologia, Ferreira já trabalhou como professor e prestou concurso por incentivo do irmão, que é policial. "Ser perito para mim é uma profissão maravilhosa, a cada dia há casos diferentes. Não estamos aqui para condenar nem inocentar, mas para dar subsídios para que se tenha investigação honesta."
Tipos de perícia
São duas as áreas de atuação dentro da perícia criminal: o trabalho de campo, quando os peritos saem para a rua e vão ao local do crime coletar indícios para produção das provas, como faz Sérgio Ferreira; e o trabalho nos laboratórios, no qual os peritos fazem análise dos materiais coletados nos locais dos crimes.
Em São Paulo, a Polícia Técnico-Científica tem seis áreas laboratoriais para análise das provas obtidas na perícia de campo: física, química, análise instrumental, entorpecentes, balística e biologia/bioquímica.
O perito Adílson Pereira, físico que coordena os laboratórios da capital paulista, mostrou ao G1 um dos locais que despertam mais curiosidade em relação às investigações criminais: o laboratório de DNA forense. É lá que amostras de sangue ou outros materiais genéticos são analisados.
"No laboratório de DNA forense se faz análise para chegar ao perfil genético do material, que será comparado com suspeito, vítima ou parentes. Aqui é analisado todo material biológico: sangue, ossos, cabelo, material nas unhas da vítima que eventualmente tentou se defender arranhando outra pessoa. São materiais coletados no campo ou pelo médico legista, recolhido no cadáver ou no vivo que tenha ido fazer exame de corpo de delito", explica - veja no vídeo ao lado como é o laboratório e ouça mais sobre o trabalho do perito.
Pereira conta que nem sempre é fácil analisar esses materiais: "Muitas vezes analisamos material em decomposição, pode levar de alguns dias até seis meses. Às vezes o sangue ficou muitas horas exposto ao sol, isso torna mais difícil o trabalho."
O Instituto Médico Legal (IML) também faz parte da Polícia Técnica. Se, por acaso, balas são retiradas de vítimas pelos médicos legistas, esses materiais serão analisados nos laboratórios.
Concurso
Atualmente, para ser um perito criminal no Brasil só há uma porta de entrada: o concurso público. É preciso ter graduação completa em qualquer área. O concurso é geralmente formado por três etapas: a prova escrita de múltipla escolha, a prova oral e um curso de formação na Academia de Polícia, que dura quase um ano.
O perito é treinado como um policial comum, mas passa por especialização para atuar na área. O perito criminal pode e deve andar armado, destaca Adílson Pereira. "Somos policiais treinados. Temos que agir como policiais, mas estamos mais voltados para a área científica", afirmou.
Diretor do Núcleo de Perícias em Crimes contra a Pessoa da Polícia Técnica de São Paulo, José Antonio de Moraes explica ainda que durante a formação o perito estuda criminalística, organização policial, contenção de crises e abordagens, além de outros temas.
Para ele, para ser um bom perito é preciso ter vocação. "Precisa ser um indivíduo chamado vocacionado. Temos aqui formados em direito, biblioteconomia, não importa a área. Caso seja aprovado no concurso, passará por curso de formação e será treinado."
"Tem gente que entra, fica três meses, e depois não quer mais voltar. Não pode se envolver emocionalmente com o crime. Isso não é frieza, é profissionalismo. (...) A perícia é imparcial. Não importa se os vestígios ajudarem a defesa ou a acusação. O processo tem dois tipos de prova, a testemunhal e a técnica. Pessoas mentem, vestígios jamais", comenta o perito Moraes.
Enquanto que para ser perito de campo não há exigência sobre área de formação, para atuar nos laboratórios, em muitos casos, é necessário ter conhecimento específico.
"Nos laboratórios, damos preferência a quem tem formação, mas não necessariamente quem tem habilitação vai atuar dentro daquela área. Temos uma formação que habilita ao atendimento na cena do crime e, quando tem necessidade de especialista, buscamos dentro dos quadros. Um biólogo não necessariamente vai atuar no laboratório de biologia. Pode atuar também no campo", explicou o físico Adílson Pereira, que chefia os laboratórios de São Paulo.
Além de peritos criminais, as perícias estaduais têm ainda fotógrafos e desenhistas, que também são concursados. Eles fotografam os locais dos crimes e fazem desenhos para simular situações.
A organização das perícias varia de acordo com cada estado. Em alguns casos, os órgãos são subordinados diretamente à Secretaria de Segurança Pública estadual e têm independência em relação às polícias civil e militar. Em outros estados, as polícias técnicas são subordinadas às polícias civis.
Em São Paulo, há expectativa sobre a abertura de um grande concurso em 2011, com cerca de mil vagas, mas a Secretaria de Segurança Pública do estado não confirmou.
Efeito 'CSI'
Presidente da Associação Brasileira de Criminalística (ABC), o perito paraibano Humberto Pontes diz que há falta de pessoal em todas as perícias do país e avalia que a abertura de concursos é necessária.
"Estudos dão conta de que é preciso 1 perito para cada 5 mil habitantes, e isso não acontece. (...) É preciso abrir concurso", afirmou.
Em São Paulo, a Polícia Científica tem 3,2 mil funcionários – dos quais 1,1 mil são peritos. A cidade tem 11 milhões de habitantes. São, portanto, 10 mil habitantes para cada perito.
Pontes, da ABC, diz que há demanda para preenchimento dos cargos. “Tem bastante gente interessada. Tenho recebido estudantes e graduados interessados sobre onde tem concurso. Isso é efeito CSI, que tem feito uma divulgação enorme da perícia", comenta, citando o seriado de TV norte-americano.
Adílson Pereira, do laboratório da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, comenta que há, inclusive, semelhança entre a realidade da perícia e as séries de televisão que atraem os jovens para a profissão.
"A consultoria para esses seriados é muito boa. Os equipamentos são os mesmos de que dispomos. Evidentemente que nos seriados mostram os produtos ‘top de linha’. As técnicas utilizadas são parecidas. A diferença é que lá eles fecham os episódios em 40 minutos. Aqui, não recebemos o roteiro, é uma incógnita. Não dá para fechar em 40 minutos, às vezes demora seis meses para fechar um caso."
Moraes, do Núcleo de Crimes contra a Pessoa, concorda: "CSI realmente mostra o trabalho que se faz. CSI americana é um pouco diferente porque o perito é policial. Aqui o perito aparece só depois que o crime acontece."
O perito Sérgio Ferreira, que o G1 acompanhou no trabalho de campo, não concorda tanto assim: "Lá dá tudo certo, colhem a impressão digital e sabem até a cor dos olhos da pessoa. Coisas que não têm nada a ver. Mas é Hollywood. Tem que ter magia", comenta, aos risos.
Investimentos
Para tornar a perícia no Brasil mais moderna, o governo federal anunciou novos investimentos nos últimos meses. O secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Ballestreri, informou que até o final deste ano serão aplicados R$ 100 milhões para modernização dos órgãos. Kits básicos já foram entregues aos estados, conforme o Ministério da Justiça.
"Pelo país, os níveis são díspares. Algumas perícias têm boas condições e outras não têm nada. Vamos tentar criar padronização mínima para que se possa dizer que o Brasil inteiro tem condição de trabalho na perícia."
Na avaliação de Ballestreri, o crime é uma "atividade cada vez mais complexa" e a tecnologia é necessária para combatê-lo.
"Queremos com isso [investimentos] aumentar o índice de resolução de crimes. (...) No nosso país, durante décadas o modelo predominante da segurança pública foi fundamentado na força bruta.. (...) Se força bruta resolvesse alguma coisa, mas já se sabe que não se resolve nada. Temos que ingressar na era da tecnologia definitivamente."
Ballestreri diz que pesquisas de acadêmicos utilizadas pelo governo dão conta de que o índice de resolução de crimes nos estados está entre 30% e 70% dos casos. "Tem estados que superam a média. outros têm média inferior a 30%. (...) Isso passa para a população a impressão ou certeza de impunidade. Acaba sendo fator gerador de crimes."
Equipamentos
Um perito de campo, quando sai para seu trabalho, leva consigo uma maleta com objetos simples, mas que são fundamentais para o trabalho. Entre eles há pinça, lanterna e outros - confira no infográfico abaixo para o que serve cada um.
Além do material básico, há ainda itens mais complexos, mas que ficaram famosos por conta das investigações criminais de repercussão e dos seriados. São eles o luminol, também conhecido como bluestar, e as luzes forenses. O luminol serve para detectar manchas de sangue, e as luzes são, na verdade, faróis possantes com infravermelho que revelam a presença de substâncias orgânicas.
No acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, há dois anos, as luzes forenses foram usadas para localização de restos mortais, conforme explicou José Antonio de Moraes, do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa da polícia técnica paulista.
"No acidente da TAM, embora tenha ocorrido investigação por parte do núcleo de engenharia, o núcleo de crimes contra pessoa também atuou. Foram usadas as luzes forenses. O avião bateu no prédio e caiu metade do prédio. Pegou fogo, explodiu, caiu outra parte. Sobrou pó, misturado com plástico, madeira e restos mortais. Fomos procurar vestígios de material orgânico para tentar ajudar na identificação dos corpos. E conseguimos ajudar."
G1
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
'Perícia particular' inocenta Bruno e Bola no caso Eliza, diz Sanguinetti

Parecer técnico aponta 'Macarrão' e menor como únicos suspeitos por crime. Médico, que trabalhou no caso Isabella, foi contratado por defesa de 'Bola'
O médico George Sanguinetti, contratado pela defesa de um dos réus acusados de participar do desaparecimento da modelo e atriz Eliza Samudio – que já é tratada como morta apesar de o corpo não ter sido encontrado –, afirmou que realizou um parecer sobre os laudos da Polícia Técnico Científica e depoimentos dados à Polícia Civil de Minas Gerais, que demonstram que o goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, são inocentes do crime de homicídio.
Em entrevista gravada por telefone, concedida na tarde desta quinta-feira (21) ao G1, Sanguinetti ainda afirmou que o resultado do que chama de “laudo particular” vai apontar que o ex-atleta do Flamengo teria, no máximo, cometido omissão de socorro. De acordo com ele, o documento ainda não está pronto porque faltam resultados de outros exames. A previsão do médico é que isso ocorra até segunda-feira (25).
O perito, que atuou nos casos PC Farias e Isabella, falou ainda que os únicos suspeitos pelo sumiço e suposta morte de Eliza são Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e um adolescente. O menor está apreendido. Outros seis acusados também seriam inocentes “por tabela”. “Bruno e Bola são inocentes. Bruno pode ter cometido omissão de socorro pelo fato de haver depoimentos que dizem que ele viu Eliza ferida no sítio dele em Minas e não prestou socorro. Outros seis acusados [Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro] também são inocentes por tabela”, disse Sanguinetti, contratado pelo advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defende 'Bola'. A reportagem não conseguiu localizar o defensor para comentar o assunto.
“Eu derrubo a imputação da polícia de que há prova contra eles. Além de analisar os laudos oficiais, eu fui à casa de cada um deles no interior de Minas. Colhi material que foi analisado por um laboratório de genética forense em Alagoas, onde moro”, afirmou Sanguinetti, sem entrar em detalhes ou apresentar cópias do parecer que afirma ter feito.
Para a investigação, Bruno é considerado o principal suspeito pelo sumiço de Eliza. Ele seria o mentor intelectual do crime. Em 2009, ela teve um relacionamento com o goleiro, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. Ela tentava provar na Justiça que o ex-capitão do Flamengo é pai do filho dela. Eliza desapareceu em junho. A caseira do sítio do goleiro afirmou que ela esteve no local entre os dias 7 e 10 daquele mês. Bruno nega qualquer participação no crime.
A polícia afirma também que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o executor. O adolescente que foi apreendido chegou a dizer que Bola teria dado partes do corpo de Eliza para cães comerem, o que foi desmentido posteriormente pelo menor. “Contra Bola só tem o depoimento desse garoto que mudou de versão três vezes e ainda chegou a pedir desculpas ao ex-policial por ter mentido”, disse Sanguinetti. Ainda, de acordo com Sanguinetti, os únicos suspeitos pelo crime são Macarrão e o menor.
Em audiência no dia 8 deste mês, no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o adolescente disse à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues que queria pedir desculpas ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos – o Bola – por ter dito que este era responsável pela morte de Eliza. Segundo o menor, o homem chamado por Bola no inquérito policial não é o Bola que ele conhecia. O adolescente alegou que havia inventado a história de que o corpo da jovem teria sido devorado por cães.
“Eliza estava com eles [Macarrão e o adolescente] quando saiu de carro do Rio de Janeiro e foi para Minas. Durante o trajeto, ela foi golpeada e ficou com um corte na cabeça”, disse Sanguinetti, que não revelou quanto recebeu para fazer o parecer.
Acusações
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro responde na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responde por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.
O médico George Sanguinetti, contratado pela defesa de um dos réus acusados de participar do desaparecimento da modelo e atriz Eliza Samudio – que já é tratada como morta apesar de o corpo não ter sido encontrado –, afirmou que realizou um parecer sobre os laudos da Polícia Técnico Científica e depoimentos dados à Polícia Civil de Minas Gerais, que demonstram que o goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, são inocentes do crime de homicídio.
Em entrevista gravada por telefone, concedida na tarde desta quinta-feira (21) ao G1, Sanguinetti ainda afirmou que o resultado do que chama de “laudo particular” vai apontar que o ex-atleta do Flamengo teria, no máximo, cometido omissão de socorro. De acordo com ele, o documento ainda não está pronto porque faltam resultados de outros exames. A previsão do médico é que isso ocorra até segunda-feira (25).
O perito, que atuou nos casos PC Farias e Isabella, falou ainda que os únicos suspeitos pelo sumiço e suposta morte de Eliza são Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e um adolescente. O menor está apreendido. Outros seis acusados também seriam inocentes “por tabela”. “Bruno e Bola são inocentes. Bruno pode ter cometido omissão de socorro pelo fato de haver depoimentos que dizem que ele viu Eliza ferida no sítio dele em Minas e não prestou socorro. Outros seis acusados [Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro] também são inocentes por tabela”, disse Sanguinetti, contratado pelo advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defende 'Bola'. A reportagem não conseguiu localizar o defensor para comentar o assunto.
“Eu derrubo a imputação da polícia de que há prova contra eles. Além de analisar os laudos oficiais, eu fui à casa de cada um deles no interior de Minas. Colhi material que foi analisado por um laboratório de genética forense em Alagoas, onde moro”, afirmou Sanguinetti, sem entrar em detalhes ou apresentar cópias do parecer que afirma ter feito.
Para a investigação, Bruno é considerado o principal suspeito pelo sumiço de Eliza. Ele seria o mentor intelectual do crime. Em 2009, ela teve um relacionamento com o goleiro, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. Ela tentava provar na Justiça que o ex-capitão do Flamengo é pai do filho dela. Eliza desapareceu em junho. A caseira do sítio do goleiro afirmou que ela esteve no local entre os dias 7 e 10 daquele mês. Bruno nega qualquer participação no crime.
A polícia afirma também que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o executor. O adolescente que foi apreendido chegou a dizer que Bola teria dado partes do corpo de Eliza para cães comerem, o que foi desmentido posteriormente pelo menor. “Contra Bola só tem o depoimento desse garoto que mudou de versão três vezes e ainda chegou a pedir desculpas ao ex-policial por ter mentido”, disse Sanguinetti. Ainda, de acordo com Sanguinetti, os únicos suspeitos pelo crime são Macarrão e o menor.
Em audiência no dia 8 deste mês, no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o adolescente disse à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues que queria pedir desculpas ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos – o Bola – por ter dito que este era responsável pela morte de Eliza. Segundo o menor, o homem chamado por Bola no inquérito policial não é o Bola que ele conhecia. O adolescente alegou que havia inventado a história de que o corpo da jovem teria sido devorado por cães.
“Eliza estava com eles [Macarrão e o adolescente] quando saiu de carro do Rio de Janeiro e foi para Minas. Durante o trajeto, ela foi golpeada e ficou com um corte na cabeça”, disse Sanguinetti, que não revelou quanto recebeu para fazer o parecer.
Acusações
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro responde na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responde por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Perito da defesa de Bruno diz que crime teria sido omissão de socorro

Análise contratada por goleiro contesta investigação da Polícia Civil de Minas Gerais
O médico-legista alagoano George Sanguinetti, contratado pela defesa dos suspeitos de matar Eliza Samudio, minimizou a participação de acusados na suposta morte da modelo, ao afirmar, em entrevista ao R7, que eles teriam praticado o crime de omissão de socorro, segundo os depoimentos. Sanguinetti afirma que os depoimentos dizem que a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes foi levada com lesão grave na cabeça ao sítio do goleiro em vez de ter sido levada a um hospital.
Testemunhas são ouvidas nesta quinta-feira (21)
A conclusão faz parte de laudo paralelo que deve ser divulgado nesta quinta-feira (21) pelo médico-legista em Maceió. As análises foram realizadas em laboratórios da Universidade Federal de Alagoas sob a supervisão de Sanguinetti. Ele também aponta falhas da perícia.
Depoimentos dizem que coronhadas desferidas na cabeça de Eliza provocaram uma lesão onde era possível ver parte da massa encefálica da vítima. Omissão de socorro é crime previsto no artigo 135 do Código Penal. A pena é de seis meses a um ano de prisão, prazo que geralmente é substituído por prestação de serviço para a comunidade.
De acordo com Sanguinetti, a polícia usou de "artifícios" para incriminar os acusados. Ele disse ter analisado locais onde teriam acontecido pontos-chave do suposto crime, como o sítio do goleiro Bruno e a residência do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, onde a polícia aponta que Eliza morreu, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Em entrevista ao R7, Sanguinetti disse que a perícia não analisou corretamente blusas femininas encontradas na casa vizinha à de Bola. As peças, recolhidas pela polícia, não foram reconhecidas pelos vizinhos. De acordo com o perito, a investigação descartou as roupas por não terem sido achadas secreções humanas. Na opinião dele, essas peças deveriam ter sido analisadas.
– Era importante ter periciado e determinar de quem eram as roupas.
Outro item encontrado na casa de Bola foi uma corda. Sanguinetti diz que a Polícia Civil também falhou ao não estudar esse item. Segundo o especialista, o que embasa o inquérito são os depoimentos, mas a veracidade das falas não teria sido checada, segundo ele. O médico-legista dá como exemplo supostos chutes desferidos por Bola em Eliza, também relatados em depoimento. Os sapatos do suspeito não foram analisados pelo Instituto de Criminalística, segundo o alagoano.
– Não custava nada periciar.
Depoimento de menor
O inquérito policial também se baseia no depoimento de um adolescente envolvido no crime, o primo de Bruno. Segundo Sanguinetti, o Instituto Médico Legal de Minas Gerais emitiu um laudo sobre a oitiva (audição da autoridade da investigação, no jargão técnico) do garoto. Sanguinetti diz que isso vai além da função do órgão. O documento assegura que a descrição do garoto sobre um estrangulamento está de acordo com a realidade.
– Imagina se eles começam a emitir laudos para cada oitiva feita pela Polícia Civil?
Posteriormente, o jovem disse que inventou a história, pois estava sob o efeito de drogas. O garoto também desmentiu a versão de que o corpo de Eliza teria sido dado para ser comido por cães. Sanguinetti analisou o pátio onde os cachorros teriam devorado o cadáver. Segundo ele, não há indícios de que o suposto crime, descrito pelo menor de idade, tenha ocorrido no local.
A Polícia Civil de Minas Gerais disse, por meio da assessoria de imprensa, que não vai rebater as críticas de Sanguinetti. Segundo a polícia, as conclusões dos laudos anexos às provas que compõem os sete volumes do inquérito policial sobre o sumiço da Eliza já foram encaminhadas à Justiça.
A instituição ainda diz que coube ao Ministério Público avaliar e apresentar as denúncias. A assessoria de imprensa ressaltou que agora a questão passa a ser da ordem da Justiça e que não cabe mais à polícia comentar a questão.
Bruno e outros oito acusados respondem a processo por homicídio em Minas Gerais. Sanguinetti foi contratado no início de agosto pela defesa do goleiro Bruno. Ele já trabalhou em outros casos de repercussão na imprensa, como o caso da morte da menina Isabella Nardoni, em que as análises do médico-legista foram descartadas pela defesa após a troca de advogados que defenderam os condenados pelo crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
R7
O médico-legista alagoano George Sanguinetti, contratado pela defesa dos suspeitos de matar Eliza Samudio, minimizou a participação de acusados na suposta morte da modelo, ao afirmar, em entrevista ao R7, que eles teriam praticado o crime de omissão de socorro, segundo os depoimentos. Sanguinetti afirma que os depoimentos dizem que a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes foi levada com lesão grave na cabeça ao sítio do goleiro em vez de ter sido levada a um hospital.
Testemunhas são ouvidas nesta quinta-feira (21)
A conclusão faz parte de laudo paralelo que deve ser divulgado nesta quinta-feira (21) pelo médico-legista em Maceió. As análises foram realizadas em laboratórios da Universidade Federal de Alagoas sob a supervisão de Sanguinetti. Ele também aponta falhas da perícia.
Depoimentos dizem que coronhadas desferidas na cabeça de Eliza provocaram uma lesão onde era possível ver parte da massa encefálica da vítima. Omissão de socorro é crime previsto no artigo 135 do Código Penal. A pena é de seis meses a um ano de prisão, prazo que geralmente é substituído por prestação de serviço para a comunidade.
De acordo com Sanguinetti, a polícia usou de "artifícios" para incriminar os acusados. Ele disse ter analisado locais onde teriam acontecido pontos-chave do suposto crime, como o sítio do goleiro Bruno e a residência do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, onde a polícia aponta que Eliza morreu, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Em entrevista ao R7, Sanguinetti disse que a perícia não analisou corretamente blusas femininas encontradas na casa vizinha à de Bola. As peças, recolhidas pela polícia, não foram reconhecidas pelos vizinhos. De acordo com o perito, a investigação descartou as roupas por não terem sido achadas secreções humanas. Na opinião dele, essas peças deveriam ter sido analisadas.
– Era importante ter periciado e determinar de quem eram as roupas.
Outro item encontrado na casa de Bola foi uma corda. Sanguinetti diz que a Polícia Civil também falhou ao não estudar esse item. Segundo o especialista, o que embasa o inquérito são os depoimentos, mas a veracidade das falas não teria sido checada, segundo ele. O médico-legista dá como exemplo supostos chutes desferidos por Bola em Eliza, também relatados em depoimento. Os sapatos do suspeito não foram analisados pelo Instituto de Criminalística, segundo o alagoano.
– Não custava nada periciar.
Depoimento de menor
O inquérito policial também se baseia no depoimento de um adolescente envolvido no crime, o primo de Bruno. Segundo Sanguinetti, o Instituto Médico Legal de Minas Gerais emitiu um laudo sobre a oitiva (audição da autoridade da investigação, no jargão técnico) do garoto. Sanguinetti diz que isso vai além da função do órgão. O documento assegura que a descrição do garoto sobre um estrangulamento está de acordo com a realidade.
– Imagina se eles começam a emitir laudos para cada oitiva feita pela Polícia Civil?
Posteriormente, o jovem disse que inventou a história, pois estava sob o efeito de drogas. O garoto também desmentiu a versão de que o corpo de Eliza teria sido dado para ser comido por cães. Sanguinetti analisou o pátio onde os cachorros teriam devorado o cadáver. Segundo ele, não há indícios de que o suposto crime, descrito pelo menor de idade, tenha ocorrido no local.
A Polícia Civil de Minas Gerais disse, por meio da assessoria de imprensa, que não vai rebater as críticas de Sanguinetti. Segundo a polícia, as conclusões dos laudos anexos às provas que compõem os sete volumes do inquérito policial sobre o sumiço da Eliza já foram encaminhadas à Justiça.
A instituição ainda diz que coube ao Ministério Público avaliar e apresentar as denúncias. A assessoria de imprensa ressaltou que agora a questão passa a ser da ordem da Justiça e que não cabe mais à polícia comentar a questão.
Bruno e outros oito acusados respondem a processo por homicídio em Minas Gerais. Sanguinetti foi contratado no início de agosto pela defesa do goleiro Bruno. Ele já trabalhou em outros casos de repercussão na imprensa, como o caso da morte da menina Isabella Nardoni, em que as análises do médico-legista foram descartadas pela defesa após a troca de advogados que defenderam os condenados pelo crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
R7
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Sala onde menino foi baleado passou por limpeza antes de perícia chegar
Crime aconteceu em escola particular de Embu, na Grande São Paulo.
Corpo de Miguel Ricci, de 9 anos, foi enterrado nesta quinta-feira (30).
A polícia já ouviu dez funcionários e duas crianças que estudam na Escola Adventista de Embu, na Grande São Paulo, onde o menino Miguel Cestari Ricci, de 9 anos, foi baleado na quarta-feira (29). Peritos precisaram usar um reagente químico na sala de aula onde aconteceu o crime, pois o local passou por limpeza antes da chegada dos técnicos.
O enterro da criança aconteceu na tarde desta quinta-feira (30) no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista. Ainda muito abalados, os pais de Miguel preferiram ficar em silêncio durante o velório. Outros parentes dizem que têm muitas dúvidas. Uma delas: por que os responsáveis pela escola, ao encontrar o garoto baleado, decidiram levá-lo para o hospital da cidade vizinha de Taboão da Serra? “A escola foi muito negligente quanto ao socorro. Se eles tivessem chamado o resgate, meu neto poderia estar vivo”, disse o avô Antônio dos Santos.
Na sala onde Miguel passava pelo menos quatro horas por dia, a garrafinha d'água ficou sobre a carteira que ele usava. A mochila do menino, na carteira da frente. Ele foi encontrado sozinho e ferido por funcionários do colégio, caído diante da mesa da professora. A polícia tem certeza de que Miguel levou um tiro dentro da sala de aula. Depois de socorrido, o local foi limpo antes de a perícia chegar. Peritos confirmaram onde tudo aconteceu usando um reagente químico, que apontou, no chão da sala, uma mancha de sangue.
Na madrugada desta quinta-feira (30), uma nova perícia foi feita na escola e, nesta manhã, a polícia recolheu materiais. Segundo a investigação, o tiro partiu de um revólver calibre 38. O tiro foi disparado de cima para baixo, por alguém que estava muito perto de Miguel, com a arma a cinco centímetros do corpo dele. Na camiseta do menino, ficaram manchas de sangue. E, perto do furo, a marca de pólvora que confirma o disparo a queima-roupa.
A polícia vai ouvir pais, estudantes e funcionários do colégio e espera conseguir, rapidamente, respostas para perguntas que estão sem explicação. A arma do crime ainda não foi encontrada, não se sabe quem atirou nem a causa do assassinato. “As equipes estão na rua, estamos colhendo provas, não dá ainda para entrar em detalhes sobre isso”, disse o delegado Carlos Roberto Ceroni.
A Escola Adventista, que suspendeu as aulas até segunda-feira (4), disse que o atendimento ao garoto foi imediato por causa da gravidade do caso. E que apenas a investigação poderá dizer se houve negligência. O G1 procurou a assessoria de imprensa e o advogado da escola para comentar a questão da limpeza da sala, deixou recado nos celulares e aguarda retorno.
G1
sábado, 18 de setembro de 2010
Reconstituição do caso Mércia na represa de Nazaré Paulista termina

Carro idêntico ao da advogada foi usado pela polícia.
Irmão de Mércia e advogado de Mizael, acusado do crime, discutiram.
Terminou na noite desta sexta-feira (17) a reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A simulação foi concluída na cidade por volta das 21h45.
Para o advogado Ivon Ribeiro, que defende o ex-namorado e principal acusado do crime, Mizael Bispo de Souza, a reconstituição "não é algo imprescindível para a defesa". "A reconstituição foi feita em cima da fala dessa testemunha [o pescador]. Era a única pauta."
Já o delegado Antonio de Olim, responsável pelas investigações e recém-transferido do DHPP, disse que faltava apenas simular a fuga para confirmar o depoimento do vigia Evandro Bezerra (outro acusado do crime), o que estava previsto para acontecer após a saída da represa. "Nós fizemos o que aconteceu naquela noite, o que o pescador ouviu e viu. A perícia fez e fotografou igualzinho tudo o que ele relatou."
O perito Renato Pattoli disse que "o promotor conseguiu ver o que o pescador falou". "Havia um vulto atrás do carro. Eu retratei o que o pescador viu e é factível", afirmou, após a simulação. "O pescador realmente falou a verdade", afirmou o promotor Rodrigo Merli.
Um carro idêntico ao da advogada Mércia Nakashima, encontrada morta em 11 de junho na represa de Nazaré Paulista, foi usado pela polícia.
Ao volante do veículo havia uma mulher, simulando ser Mércia. Ao lado dela, um homem, representando o advogado Mizael Bispo, que nega o crime, assim como o vigia. O Fit, com placa de Nazaré Paulista, desceu até a represa com os faróis acesos, a pedido dos policiais.
A simulação contou com a participação do pescador que em depoimento à polícia declarou ter testemunhado o momento em que o carro foi jogado na represa.
Segundo a polícia, ele só concordou em retornar ao local porque foi intimado. Ele chegou sob forte escolta. Neste momento da reconstituição, os policiais voltaram a pedir para que as luzes ao redor fossem apagadas. A reconstituição chegou a ser ameaçada devido ao céu encoberto na região. Depois de uma consulta à meteorologia, decidiram prosseguir. E as nuvens abriram, com a lua crescente se destacando.
Os policiais civis fortemente armados chegaram em três veículos por volta das 18h à represa, no interior de São Paulo.
A primeira providência dos policiais foi isolar o local, que fica no pé de um morro e termina na represa. Um grande número de curiosos, moradores da região, já se encontrava no local. No entanto, ninguém pôde acompanhar os trabalhos da perícia.
Por volta das 18h45, três carros da Polícia Científica também chegaram ao ponto onde foi feita a simulação da morte de Mércia.
Dois irmãos de Mizael acompanharam os trabalhos da polícia. Márcio Nakashima, irmão de Mércia, também foi ao local.
Por volta das 19h30, o irmão da Mércia discutiu com o advogado de Mizael Samir Haddad Jr. Com a camisa rasgada, Haddad ameaçou registrar um boletim de ocorrência. Márcio disse que conversava com Haddad, mas achou que estava sendo tratado com ironia e, por isso, o agarrou pelo colarinho.
"Se ele tivesse uma arma, teria me dado um tiro. Ele tem raiva de mim porque sou bom", disse o advogado. A mãe e a avó de Mércia xingaram o advogado de "mentiroso".
Por causa da discussão, Márcio perdeu acesso ao local da reconstituição. Ele alugou uma embarcação para acompanhar o trabalho da polícia de dentro d'água.
"Eu quis vir aqui porque o assassino está solto e eu espero algo mais concreto, algo mais definitivo. Porque provas já há várias, mas ele continua solto. Eu continuo acreditando na Justiça. Sei que a justiça vai ser feita", afirmou Janete de Carvalho, mãe de Mércia.
G1
Irmão de Mércia e advogado de Mizael, acusado do crime, discutiram.
Terminou na noite desta sexta-feira (17) a reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. A simulação foi concluída na cidade por volta das 21h45.
Para o advogado Ivon Ribeiro, que defende o ex-namorado e principal acusado do crime, Mizael Bispo de Souza, a reconstituição "não é algo imprescindível para a defesa". "A reconstituição foi feita em cima da fala dessa testemunha [o pescador]. Era a única pauta."
Já o delegado Antonio de Olim, responsável pelas investigações e recém-transferido do DHPP, disse que faltava apenas simular a fuga para confirmar o depoimento do vigia Evandro Bezerra (outro acusado do crime), o que estava previsto para acontecer após a saída da represa. "Nós fizemos o que aconteceu naquela noite, o que o pescador ouviu e viu. A perícia fez e fotografou igualzinho tudo o que ele relatou."
O perito Renato Pattoli disse que "o promotor conseguiu ver o que o pescador falou". "Havia um vulto atrás do carro. Eu retratei o que o pescador viu e é factível", afirmou, após a simulação. "O pescador realmente falou a verdade", afirmou o promotor Rodrigo Merli.
Um carro idêntico ao da advogada Mércia Nakashima, encontrada morta em 11 de junho na represa de Nazaré Paulista, foi usado pela polícia.
Ao volante do veículo havia uma mulher, simulando ser Mércia. Ao lado dela, um homem, representando o advogado Mizael Bispo, que nega o crime, assim como o vigia. O Fit, com placa de Nazaré Paulista, desceu até a represa com os faróis acesos, a pedido dos policiais.
A simulação contou com a participação do pescador que em depoimento à polícia declarou ter testemunhado o momento em que o carro foi jogado na represa.
Segundo a polícia, ele só concordou em retornar ao local porque foi intimado. Ele chegou sob forte escolta. Neste momento da reconstituição, os policiais voltaram a pedir para que as luzes ao redor fossem apagadas. A reconstituição chegou a ser ameaçada devido ao céu encoberto na região. Depois de uma consulta à meteorologia, decidiram prosseguir. E as nuvens abriram, com a lua crescente se destacando.
Os policiais civis fortemente armados chegaram em três veículos por volta das 18h à represa, no interior de São Paulo.
A primeira providência dos policiais foi isolar o local, que fica no pé de um morro e termina na represa. Um grande número de curiosos, moradores da região, já se encontrava no local. No entanto, ninguém pôde acompanhar os trabalhos da perícia.
Por volta das 18h45, três carros da Polícia Científica também chegaram ao ponto onde foi feita a simulação da morte de Mércia.
Dois irmãos de Mizael acompanharam os trabalhos da polícia. Márcio Nakashima, irmão de Mércia, também foi ao local.
Por volta das 19h30, o irmão da Mércia discutiu com o advogado de Mizael Samir Haddad Jr. Com a camisa rasgada, Haddad ameaçou registrar um boletim de ocorrência. Márcio disse que conversava com Haddad, mas achou que estava sendo tratado com ironia e, por isso, o agarrou pelo colarinho.
"Se ele tivesse uma arma, teria me dado um tiro. Ele tem raiva de mim porque sou bom", disse o advogado. A mãe e a avó de Mércia xingaram o advogado de "mentiroso".
Por causa da discussão, Márcio perdeu acesso ao local da reconstituição. Ele alugou uma embarcação para acompanhar o trabalho da polícia de dentro d'água.
"Eu quis vir aqui porque o assassino está solto e eu espero algo mais concreto, algo mais definitivo. Porque provas já há várias, mas ele continua solto. Eu continuo acreditando na Justiça. Sei que a justiça vai ser feita", afirmou Janete de Carvalho, mãe de Mércia.
G1
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Polícia faz reconstituição da morte de Mércia Nakashima nesta sexta

Corpo da advogada foi encontrado no dia 11 de junho, na represa de Nazaré Paulista; ex-namorado é o principal suspeito do assassinato
SÃO PAULO - Será realizada a partir das 19h30 desta sexta-feira, 17, a reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima, na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.
O corpo de Mércia foi encontrado no dia 11 de junho deste ano. Além de peritos, a reconstituição será acompanhada pelo delegado Antônio de Olim, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Mércia foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. Para a polícia, que já finalizou a investigação, o ex-namorado de Mércia, Mizael Bispo de Souza, teria se encontrado com ela em frente ao hospital geral da cidade no início da noite.
Em seguida, eles teriam seguido no carro dela para a represa, onde Mércia foi agredida no rosto e baleada. Depois, o veículo foi jogado dentro da água.
Estadão
SÃO PAULO - Será realizada a partir das 19h30 desta sexta-feira, 17, a reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima, na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo.
O corpo de Mércia foi encontrado no dia 11 de junho deste ano. Além de peritos, a reconstituição será acompanhada pelo delegado Antônio de Olim, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Mércia foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. Para a polícia, que já finalizou a investigação, o ex-namorado de Mércia, Mizael Bispo de Souza, teria se encontrado com ela em frente ao hospital geral da cidade no início da noite.
Em seguida, eles teriam seguido no carro dela para a represa, onde Mércia foi agredida no rosto e baleada. Depois, o veículo foi jogado dentro da água.
Estadão
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Perícia de SP conclui laudo sobre assassinato de Mércia Nakashima

Dinâmica do crime aponta Mizael como executor e Evandro como partícipe.
Documento de 200 páginas será entregue hoje a Polícia Civil, MP e Justiça.
A perícia da Polícia Técnico-Científica de São Paulo concluiu na madrugada desta terça-feira (31) o laudo sobre como a advogada Mércia Nakashima foi assassinada. O documento de quase 200 páginas, sendo 20 com o relatório da dinâmica da cena do crime e o restante com o resultado de mais 13 exames e análises, será entregue a Polícia Civil, na capital paulista, e ao Ministério Público e a Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo.
O G1 apurou que a conclusão do laudo vai apontar o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza como assassino da ex-namorada Mércia. O motivo teria sido ciúmes. De acordo com o documento, o advogado foi auxiliado pelo vigia Evandro Bezerra Silva. Os dois negam o crime e estão em liberdade.
A conclusão do laudo foi feita pelo perito Renato Pattoli. Procurado, elei não quis comentar o assunto.
Relatório
O relatório do laudo também pode indicar uma prova técnica que colocaria Mizael na represa de Nazaré Paulista, no interior do Estado, onde Mércia morreu afogada. O corpo da vítima foi localizado em 11 de junho deste ano. Um dia antes, o veículo dela havia sido encontrado submerso no mesmo local. A mulher tinha desaparecido de Guarulhos em 23 de maio.
O laudo com a dinâmica da cena do crime será entregue na manhã desta terça ao delegado Antônio de Olim, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que presidiu a investigação. Depois, ele, o perito e o promotor Rodrigo Merli Antuntes vão se encontrar ainda nesta terça na sede do MP em Guarulhos. A prova que coloca Mizael na cena do crime será divulgada após a reunião. Depois, o laudo segue para o juiz Leandro Bittencourt Cano, no Fórum de Guarulhos, para ser anexado ao processo.
“O que posso dizer é que são conclusões que colocarão Mizael na represa, mas não sei ainda o que é. Posso garantir, no entanto, que é uma prova técnica contundente”, disse o promotor, por telefone, na manhã desta terça.
A reportagem não conseguiu localizar Olim para falar a respeito. O advogado de Mizael, Samir Haddad Júnior, e o advogado de Evandro, José Carlos da Silva, afirmaram ao G1 que vão esperar a divulgação oficial do laudo para se manifestar.
Apesar disso, Haddad Júnior criticou como o caso está sendo conduzido. "Critico essa postura de coisas secretas que estão guardadas embaixo do pano. Todas as provas devem estar abertas e transparentes. O que está tendo é um obscurantismo. É isso o que está tendo", disse o defensor de Mizael.
Investigação
Mizael e Evandro são réus no processo no qual são acusados de participar da morte de Mércia. Segundo a perícia, Mércia foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro em Nazaré Paulista em 23 de maio. Ela não sabia nadar. Um pescador disse à polícia ter visto o automóvel dela afundar e um homem não identificado sair do veículo. Além disso, afirmou ter escutado gritos de mulher.
Para a polícia, Mizael matou a ex por ciúmes porque não aceitava o fim do relacionamento. Evandro o teria auxiliado na fuga lhe dando carona. O vigia, que chegou a acusar o patrão e dizer que o ajudou a fugir, voltou atrás e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque foi torturado.
Ainda segundo o relatório do delegado Olim, do DHPP, Mizael e Evandro trocaram diversos telefonemas combinando o crime. A polícia chegou a essa informação a partir da quebra dos sigilos telefônicos dos dois. O rastreador do carro do ex também mostrou que ele esteve próximo ao local onde Mércia foi achada.
Liberdade provisória
Mizael e Evandro estão em liberdade provisória por conta da decisão da desembargadora Angélica de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ela decidiu, em caráter liminar, pela revogação dos decretos de prisão preventiva contra os réus. O mérito da liminar ainda será apreciado pela relatora e outros desembargadores. Além da relatora, mais dois desembargadores votarão se Mizael e Evandro continuarão soltos ou serão presos. Geralmente, os três desembargadores se reúnem sempre às quartas-feiras.
Mizael, apontado como o mentor e executor do crime, é acusado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e dificultar a defesa da vítima). Evandro também foi acusado pelo assassinato, mas com duas qualificadoras (meio cruel e dificultar a defesa da vítima), sendo citado pelo promotor como "partícipe".
Audiência
No dia 18 de outubro ocorrerá a primeira audiência do caso Mércia no Fórum de Guarulhos. Serão ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa, bem como os réus. Essa etapa é chamada de fase de instrução e antecede a de um eventual julgamento. O juiz dirá se vai pronunciar os réus, ou seja, levá-los a júri popular e marcar a data do julgamento, ou se irá optar pela impronúncia, desclassificação da ação ou absolvição sumária dos acusados.
Documento de 200 páginas será entregue hoje a Polícia Civil, MP e Justiça.
A perícia da Polícia Técnico-Científica de São Paulo concluiu na madrugada desta terça-feira (31) o laudo sobre como a advogada Mércia Nakashima foi assassinada. O documento de quase 200 páginas, sendo 20 com o relatório da dinâmica da cena do crime e o restante com o resultado de mais 13 exames e análises, será entregue a Polícia Civil, na capital paulista, e ao Ministério Público e a Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo.
O G1 apurou que a conclusão do laudo vai apontar o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza como assassino da ex-namorada Mércia. O motivo teria sido ciúmes. De acordo com o documento, o advogado foi auxiliado pelo vigia Evandro Bezerra Silva. Os dois negam o crime e estão em liberdade.
A conclusão do laudo foi feita pelo perito Renato Pattoli. Procurado, elei não quis comentar o assunto.
Relatório
O relatório do laudo também pode indicar uma prova técnica que colocaria Mizael na represa de Nazaré Paulista, no interior do Estado, onde Mércia morreu afogada. O corpo da vítima foi localizado em 11 de junho deste ano. Um dia antes, o veículo dela havia sido encontrado submerso no mesmo local. A mulher tinha desaparecido de Guarulhos em 23 de maio.
O laudo com a dinâmica da cena do crime será entregue na manhã desta terça ao delegado Antônio de Olim, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que presidiu a investigação. Depois, ele, o perito e o promotor Rodrigo Merli Antuntes vão se encontrar ainda nesta terça na sede do MP em Guarulhos. A prova que coloca Mizael na cena do crime será divulgada após a reunião. Depois, o laudo segue para o juiz Leandro Bittencourt Cano, no Fórum de Guarulhos, para ser anexado ao processo.
“O que posso dizer é que são conclusões que colocarão Mizael na represa, mas não sei ainda o que é. Posso garantir, no entanto, que é uma prova técnica contundente”, disse o promotor, por telefone, na manhã desta terça.
A reportagem não conseguiu localizar Olim para falar a respeito. O advogado de Mizael, Samir Haddad Júnior, e o advogado de Evandro, José Carlos da Silva, afirmaram ao G1 que vão esperar a divulgação oficial do laudo para se manifestar.
Apesar disso, Haddad Júnior criticou como o caso está sendo conduzido. "Critico essa postura de coisas secretas que estão guardadas embaixo do pano. Todas as provas devem estar abertas e transparentes. O que está tendo é um obscurantismo. É isso o que está tendo", disse o defensor de Mizael.
Investigação
Mizael e Evandro são réus no processo no qual são acusados de participar da morte de Mércia. Segundo a perícia, Mércia foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro do próprio carro em Nazaré Paulista em 23 de maio. Ela não sabia nadar. Um pescador disse à polícia ter visto o automóvel dela afundar e um homem não identificado sair do veículo. Além disso, afirmou ter escutado gritos de mulher.
Para a polícia, Mizael matou a ex por ciúmes porque não aceitava o fim do relacionamento. Evandro o teria auxiliado na fuga lhe dando carona. O vigia, que chegou a acusar o patrão e dizer que o ajudou a fugir, voltou atrás e falou que mentiu e confessou um crime do qual não participou porque foi torturado.
Ainda segundo o relatório do delegado Olim, do DHPP, Mizael e Evandro trocaram diversos telefonemas combinando o crime. A polícia chegou a essa informação a partir da quebra dos sigilos telefônicos dos dois. O rastreador do carro do ex também mostrou que ele esteve próximo ao local onde Mércia foi achada.
Liberdade provisória
Mizael e Evandro estão em liberdade provisória por conta da decisão da desembargadora Angélica de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ela decidiu, em caráter liminar, pela revogação dos decretos de prisão preventiva contra os réus. O mérito da liminar ainda será apreciado pela relatora e outros desembargadores. Além da relatora, mais dois desembargadores votarão se Mizael e Evandro continuarão soltos ou serão presos. Geralmente, os três desembargadores se reúnem sempre às quartas-feiras.
Mizael, apontado como o mentor e executor do crime, é acusado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e dificultar a defesa da vítima). Evandro também foi acusado pelo assassinato, mas com duas qualificadoras (meio cruel e dificultar a defesa da vítima), sendo citado pelo promotor como "partícipe".
Audiência
No dia 18 de outubro ocorrerá a primeira audiência do caso Mércia no Fórum de Guarulhos. Serão ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa, bem como os réus. Essa etapa é chamada de fase de instrução e antecede a de um eventual julgamento. O juiz dirá se vai pronunciar os réus, ou seja, levá-los a júri popular e marcar a data do julgamento, ou se irá optar pela impronúncia, desclassificação da ação ou absolvição sumária dos acusados.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Bala que atingiu menino dentro de sala de aula não partiu de fuzil da PM, diz polícia do Rio
Exame balístico confrontou a bala com 44 fuzis usados em operação em morro
O diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Sérgio Henriques, informou nesta segunda-feira (23) que a bala extraída do corpo do menino Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade, morto com um tiro no peito dentro de uma sala de aula durante confronto de policiais e traficantes nas favelas da Pedreira e da Lagartixa, em Costa Barros (zona norte), não saiu de nenhum dos 44 fuzis que foram recolhidos de policiais militares que atuavam na operação, segundo exame de balística.
- Não foi expelido de nenhum dos 44 fuzis.
A bala de fuzil extraída do corpo do menino de 11 anos é de calibre 762, 51 mm e tinha 40% de área útil, ou seja, suficiente para fazer o confronto balístico.
De acordo com Sérgio Henriques, a investigação continua sob o comando da Delegacia de Homicídios. Se a polícia apreender um fuzil no morro, disse o diretor do órgão, a arma deve ser analisada pelo instituto.
O estudante Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade, de 11 anos, morreu no dia 16 de julho após ser atingido com um tiro no peito de bala perdida quando estava dentro da sala de aula, no Ciep Rubens Gomes, em Costa Barros, zona norte carioca.
No momento em que ele assistia aula de matemática, policiais militares e traficantes das favelas Pedreira e Quitanda trocavam tiros nas proximidades. Seis suspeitos de tráfico também foram mortos.
Após a morte da criança, que estava no quinto ano do ensino fundamental, o comandante-geral da Polícia Militar, Mario Sérgio de Brito Duarte, afastou do cargo o comandante do Batalhão de Rocha Miranda, coronel Fernando Príncipe Martins.
R7
domingo, 15 de agosto de 2010
Pediatra vai para a mesma cadeia de procuradora acusada de torturadora no Riio
Médica presa após morte de criança passa a primeira noite em Bangu 7
O delegado titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, Luis Henrique Marques Pereira, informou no início da tarde deste domingo (15) que a médica Sarita Fernandes Pereira, presa na manhã de sábado (14) suspeita de envolvimento na morte de uma menina de cinco anos, passou a noite no presídio Nelson Hungria, mais conhecido como Bangu 7, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na mesma unidade está presa desde o ínício de junho a procuradora aposentada Vera Lucia Sant'Anna, acusada de torturar uma menina de três anos da qual tinha a guarda provisória.
- Ela ficará presa temporariamente lá até que a gente conclua as investigações. A defesa deve entrar com pedido de liberdade esta semana, mas acho que não vão conseguir.
A pediatra com mais de 20 anos de profissão foi presa em casa, na zona oeste do Rio, na manhã de sábado. Na delegacia ela chorou e se defendeu.
- Eu acredito na Justiça. Eu acredito na minha advogada e eu sei que isso tudo vai acabar bem.
Sarita era chefe da pediatria do hospital RioMar, na Barra da Tijuca, zona oeste. Ela é suspeita de contratar um estudante do quinto período de medicina como médico. Ele usou o registro de um profissional com o qual já havia trabalhado. O rapaz está sendo procurado pela polícia e é considerado foragido. A defesa disse que ele vai se apresentar assim que analisar o processo.
O estudante contou durante depoimento na semana passada que atendeu, medicou irregularmente e deu alta à Joanna Cardoso Marcenal Marins, de cinco anos de idade. A menina morreu na tarde de sexta-feira (13), após 26 dias em coma. Ao ser internada, apresentava convulsões, hematomas nas pernas e grandes queimaduras nas nádegas e tórax.
A médica e o estudante foram indiciados por falsidade ideológia, falsidade material, tráfico de drogas (uso de medicamentos controlados), associação para o tráfico e exercício ilegal da profissão com agravo do fato da criança ter morrido. O inquérito deve ser entregue à Justiça nos próximos dias.
Demitida e processada
A assessoria de imprensa do hospital RioMar informou através de nota que a direção demitiu a médica e estuda a possibilidade de entrar com um processo cível e um outro criminal contra ela.
Ela trabalhava há cinco anos na unidade. Há dois anos ela assumiu a coordenação do setor de pediatria do hospital. Entre as atribuições, era ela a responsável pela contratação de novos médicos.
O falso médico trabalhava no hospital de madrugada e nos fins de semana. Ele tinha sido contratado há menos de seis meses.
Disputa entre os pais
A mãe de Joanna acusa o ex-namorado e pai da menina de maus-tratos. Os dois disputavam a guarda da filha há dois anos e ela estava sob os cuidados do pai. Ele nega qualquer tipo de agressão e diz que a filha se machucou sozinha por causa de problemas neurológicos. A polícia investiga os ferimentos e principalmente a origem das queimaduras.
O enterro será neste domingo (15), às 16h, no cemitério Jardim da Saudade, em Edson Passos, Mesquita, na Baixada Fluminense.
Camila Ruback
R7
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Reconstituição do caso Mércia reforça contradições

A reconstituição ontem de parte do trajeto do policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza em 23 de maio, dia da morte da ex-namorada Mércia Nakashima, reforçou contradições constatadas no depoimento dele. Para a polícia e o Ministério Público, Mizael - acusado de matar Mércia - mentiu ao afirmar que estava com uma prostituta na hora em que a advogada foi morta.
Ele disse ter conhecido a garota de programa na Rodovia Hélio Smidt, em Guarulhos (SP). Mizael teria parado o carro para que ela entrasse no veículo. "Ele está mentindo, porque o carro continuou andando", rebateu o delegado Antonio de Olim. Ele ressaltou que o local indicado pelo GPS do carro de Mizael tem tráfego intenso. "Ali não dá para parar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ele disse ter conhecido a garota de programa na Rodovia Hélio Smidt, em Guarulhos (SP). Mizael teria parado o carro para que ela entrasse no veículo. "Ele está mentindo, porque o carro continuou andando", rebateu o delegado Antonio de Olim. Ele ressaltou que o local indicado pelo GPS do carro de Mizael tem tráfego intenso. "Ali não dá para parar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Polícia de SP faz hoje reconstituição de parte do dia em que Mércia desapareceu
A advogada Mércia Nakashima desapareceu no dia 23 de maio; polícia faz primeira parte de reconstituiçãoA Polícia Civil e a Polícia Técnico-Científica de São Paulo farão nesta quarta-feira a reconstituição de parte do dia em que a advogada Mércia Nakashima desapareceu em Guarulhos (Grande São Paulo). A jovem foi encontrada morta no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista (64 km de SP).
Segundo o delegado Antônio de Olim, a reconstituição foi um pedido do promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes e deve ficar concentrada na tarde do dia do desaparecimento (23 de maio). O delegado disse que irá filmar e fotografar a operação para fazer uma espécie de gibi com as cenas e assim facilitar as investigações.
Já o perito Renato Pattoli, do Instituto de Criminalística, afirmou que a reconstituição será baseada no depoimento de Mizael Bispo de Souza, ex-namorado de Mércia, e Evandro Bezerra Silva, mas que eles não estarão presentes. Os dois são acusados de participar da morte da advogada. Ambos tiveram o pedido de prisão preventiva revogada nos últimos dias.
De acordo com o delegado Olin, o percurso apontado por Mizael já foi refeito pela polícia, acompanhada do acusado, no início das investigações, porém não houve registro fotográfico. O delegado ainda informou que posteriormente, em data ainda não definida, haverá a reconstituição do crime, que segundo a polícia ocorreu na noite do dia 23 de maio.
CASO
Mércia Nakashima desapareceu no dia 23 de maio. Seu carro foi encontrado no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista (64 km de SP), após indicação de um homem que viu o veículo ser empurrado enquanto pescava. No dia seguinte seu corpo foi encontrado no mesmo local.
Mizael foi acusado de homicídio triplamente qualificado, mas desde o início das investigações nega qualquer envolvimento com o crime. O vigia, acusado pela polícia de ajudar Mizael, foi denunciado por homicídio duplamente qualificado. Silva chegou a falar, em depoimento à polícia, que combinou de ir buscar Mizael na represa de Nazaré Paulista no dia do desaparecimento de Mércia, mas depois mudou a versão e negou envolvimento com o crime.
Segundo o delegado Antônio de Olim, a reconstituição foi um pedido do promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes e deve ficar concentrada na tarde do dia do desaparecimento (23 de maio). O delegado disse que irá filmar e fotografar a operação para fazer uma espécie de gibi com as cenas e assim facilitar as investigações.
Já o perito Renato Pattoli, do Instituto de Criminalística, afirmou que a reconstituição será baseada no depoimento de Mizael Bispo de Souza, ex-namorado de Mércia, e Evandro Bezerra Silva, mas que eles não estarão presentes. Os dois são acusados de participar da morte da advogada. Ambos tiveram o pedido de prisão preventiva revogada nos últimos dias.
De acordo com o delegado Olin, o percurso apontado por Mizael já foi refeito pela polícia, acompanhada do acusado, no início das investigações, porém não houve registro fotográfico. O delegado ainda informou que posteriormente, em data ainda não definida, haverá a reconstituição do crime, que segundo a polícia ocorreu na noite do dia 23 de maio.
CASO
Mércia Nakashima desapareceu no dia 23 de maio. Seu carro foi encontrado no dia 10 de junho em uma represa em Nazaré Paulista (64 km de SP), após indicação de um homem que viu o veículo ser empurrado enquanto pescava. No dia seguinte seu corpo foi encontrado no mesmo local.
Mizael foi acusado de homicídio triplamente qualificado, mas desde o início das investigações nega qualquer envolvimento com o crime. O vigia, acusado pela polícia de ajudar Mizael, foi denunciado por homicídio duplamente qualificado. Silva chegou a falar, em depoimento à polícia, que combinou de ir buscar Mizael na represa de Nazaré Paulista no dia do desaparecimento de Mércia, mas depois mudou a versão e negou envolvimento com o crime.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Sanguinetti é contratado pela defesa pela defesa de Bruno para contestar provas da polícia

Perito alagoano diz que não há materialidade para provar que Eliza Samudio foi morta
O perito alagoano George Sanguinetti, conhecido por atuar em investigações como a da morte de Isabella Nardoni, confirmou ao R7 na manhã desta quarta-feira (4) que está contratado para contestar as provas da Polícia Civil no caso do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, suspeito de envolvimento na morte da ex-amante, Eliza Samudio. Apesar da contratação, Sanguinetti diz que não há provas criminais para serem contestadas.
Sanguinetti afirmou que desconhece um laudo técnico que aborde a morte de Eliza. Segundo ele, o inquérito foi fechado em cima provas indiretas e de depoimentos.
- Estou de mala pronta para ir a Belo Horizonte, mas ainda não achei razão para viajar. Não existe materialidade baseada em confissões e depoimentos. Não há prova de morte ou de vida de Eliza, então eu não tenho o que contestar.
O perito também critica a validade do depoimento do adolescente primo de Bruno, alegando que foram dadas várias declarações diferentes.
.- Como [a polícia] atesta morte e asfixia, mediante a declaração de uma pessoa de 17 anos que tem problemas emocionais e que muda o depoimento três vezes?
De acordo com Sanguinetti, a contratação está fechada com o advogado Ércio Quaresma. Ele disse que fará o que a defesa determinar. O perito explicou que, primeiramente, deverá refazer a perícia no carro em que foi encontrado sangue de Eliza e do menor.
Investigação:
As investigações sobre a morte de Eliza Samudio não foram encerradas. Segundo o delegado que preside o caso em Belo Horizonte (MG), Edson Moreira, apesar de entregar o inquérito policial ao Ministério Público, a polícia mineira continuará trabalhando no caso.
Moreira afirmou, na tarde desta sexta-feira (30) durante coletiva na sede do Departamento de Investigações, que as buscas pelo corpo de Eliza irão continuar e, junto com elas a procura de mais alguns subsídios que “venham reforçar ainda mais as provas”.
- Quanto mais, melhor.
Essas possíveis novas provas serão anexadas ao inquérito posteriormente, já nas mãos do Ministério Público, o que legalmente é permitido.
Ele reconheceu que a "materialidade do crime" (descoberta do corpo de Eliza) é importante, mas disse que existem várias provas científicas que comprovam a morte da jovem, como o sangue encontrado dentro do carro de Bruno. Ele falou também que a descrição da morte de Eliza por asfixia dada pelo adolescente de 17 anos, primo de Bruno, em seus depoimentos também está "calçada cientificamente". O delegado citou ainda o resultado de cruzamentos telefônicos dos suspeitos como prova do crime.
O perito alagoano George Sanguinetti, conhecido por atuar em investigações como a da morte de Isabella Nardoni, confirmou ao R7 na manhã desta quarta-feira (4) que está contratado para contestar as provas da Polícia Civil no caso do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, suspeito de envolvimento na morte da ex-amante, Eliza Samudio. Apesar da contratação, Sanguinetti diz que não há provas criminais para serem contestadas.
Sanguinetti afirmou que desconhece um laudo técnico que aborde a morte de Eliza. Segundo ele, o inquérito foi fechado em cima provas indiretas e de depoimentos.
- Estou de mala pronta para ir a Belo Horizonte, mas ainda não achei razão para viajar. Não existe materialidade baseada em confissões e depoimentos. Não há prova de morte ou de vida de Eliza, então eu não tenho o que contestar.
O perito também critica a validade do depoimento do adolescente primo de Bruno, alegando que foram dadas várias declarações diferentes.
.- Como [a polícia] atesta morte e asfixia, mediante a declaração de uma pessoa de 17 anos que tem problemas emocionais e que muda o depoimento três vezes?
De acordo com Sanguinetti, a contratação está fechada com o advogado Ércio Quaresma. Ele disse que fará o que a defesa determinar. O perito explicou que, primeiramente, deverá refazer a perícia no carro em que foi encontrado sangue de Eliza e do menor.
Investigação:
As investigações sobre a morte de Eliza Samudio não foram encerradas. Segundo o delegado que preside o caso em Belo Horizonte (MG), Edson Moreira, apesar de entregar o inquérito policial ao Ministério Público, a polícia mineira continuará trabalhando no caso.
Moreira afirmou, na tarde desta sexta-feira (30) durante coletiva na sede do Departamento de Investigações, que as buscas pelo corpo de Eliza irão continuar e, junto com elas a procura de mais alguns subsídios que “venham reforçar ainda mais as provas”.
- Quanto mais, melhor.
Essas possíveis novas provas serão anexadas ao inquérito posteriormente, já nas mãos do Ministério Público, o que legalmente é permitido.
Ele reconheceu que a "materialidade do crime" (descoberta do corpo de Eliza) é importante, mas disse que existem várias provas científicas que comprovam a morte da jovem, como o sangue encontrado dentro do carro de Bruno. Ele falou também que a descrição da morte de Eliza por asfixia dada pelo adolescente de 17 anos, primo de Bruno, em seus depoimentos também está "calçada cientificamente". O delegado citou ainda o resultado de cruzamentos telefônicos dos suspeitos como prova do crime.
terça-feira, 27 de julho de 2010
A importância da Perícia técnica na investigação criminal

A Polícia judiciária responsável constitucionalmente pela investigação criminal, investigação policial ou inquérito policial como queiram assim definir e que em verdade é tal instrumento a base, o alicerce, pelo qual o Ministério Público se fundamenta no sentido de oferecer a possível denúncia para levar os criminosos às barras da Justiça, sempre, desde os primórdios tempos, necessitou da ajuda da Perícia técnica que posteriormente ganhou a denominação de Polícia técnica.
A Justiça criminal que busca a verdade real, a verdade absoluta dos fatos delituosos para não cometer o injusto, vez que, entende-se como bem maior a liberdade da pessoa, por isso comungar-se que é melhor deixar um culpado solto do que um inocente preso, procura no alicerce do processo, no inquérito policial o maior número de provas possíveis, dentre as quais as provas técnicas que de quando em vez são até decisivas no seu julgamento.
O inquérito policial que tem o comando do Delegado de Polícia conta com a participação dos seus auxiliares, Escrivães e Policiais civis ou Investigadores que trabalham sob sua orientação em busca de tantas provas quanto forem possíveis e, do auxilio inequívoco e essencial da Perícia técnica aguardando sempre da mesma, laudos perfeitos que podem por fim às dúvidas e até mesmo restar concluída a investigação criminal inerente para o seu relatório final, entendendo-se assim, como sempre foi, que a Polícia técnica faz parte da família Policia civil, ambas são auxiliares da Justiça, ambas formam a força da Polícia judiciária. Uma está atrelada a outra. Uma é parte da outra. Uma é filha legítima da outra e não há como negar tal filiação.
Neste patamar de vida a Perícia técnica cresceu e se desenvolveu dentro da sua necessária atuação por conta da investigação policial e, os policiais civis sempre foram parceiros dos peritos criminais, por vezes até pari passu em alguns Estados do país relacionados aos seus proventos. A evolução da investigação policial também fez com que a técnica pericial apurasse novos métodos de auxilio a esse instrumento.
A Polícia técnica além de ser vital como instrumento de elucidação de crimes, é também um tema muito interessante, enriquecedor e fascinante. Até quem não gosta de Polícia, se interessa pelo tema, basta ver o sucesso dos filmes ou seriados pertinentes em que através daqueles peritos super equipados, principalmente em novas tecnologias científicas dos Estados Unidos resolvem os crimes mais difíceis possíveis.
Uma investigação policial sem provas materiais consistentes, corroboradas por laudos periciais ineficientes, é como um fraco alicerce sob um edifício e, a posterior denúncia oferecida pelo Promotor de Justiça é uma frágil e ineficaz denúncia, facílima de ruir e colocar tudo abaixo.
Assim, a Polícia técnica que abrange o Instituto de Criminalística, o Instituto de Identificação e o Instituto Médico Legal, amadureceu e se tornou sólida ao lado da Polícia civil, uma sempre lutando por melhoras ao lado da outra. Entretanto o que se vê em alguns Estados do país é uma luta inglória desta classe técnica cientifica pela sua desvinculação da Polícia civil, em alguns lugares já conquistado o intento, ao mesmo tempo em que insurgem outras Polícias técnicas a se mostrar arrependidas dessa suposta vitória.
Nesta perspectiva, algumas Polícias Técnicas que se desvincularam da Polícia civil progrediram profissionalmente, outras estagnaram ou regrediram, ao mesmo tempo em que não há um consenso geral se esta dissociação é ou não salutar para o inquérito policial, objeto essencial para a sobrevida dessas duas organizações que formam a Polícia Judiciária.
Dentro deste patamar da suposta independência da Polícia técnica que se deu também há alguns anos atrás no nosso Estado de Sergipe, pude perceber o quanto nós ficamos estacionados no tempo ou até mesmo regredimos. Digo isso em cátedra, pois compulsei, presidi e vivenciei incontáveis inquéritos policiais da época de mais de duas décadas atrás até agora, constatando que os laudos periciais antigos, por vezes eram melhores e mais bem elaborados ou conclusivos que os atuais apesar dos recursos serem inferiores.
Paramos no tempo e no espaço. Não houve, ao longo dos anos, boas políticas de investimento nas novas técnicas e no avanço da tecnologia científica, continuamos praticamente funcionando com os mesmos equipamentos de outrora e o material humano também foi esquecido em governos sucessivos, não houve concurso algum, o corpo de Peritos e Médicos legista foi até reduzido com a evidente saída, aposentadoria ou falecimento de alguns dos seus membros. Não fosse o nosso setor de inteligência policial que é bem equipado e funciona a contento produzindo provas tecnológicas para os Inquéritos policiais atuais estaríamos construindo muitos alicerçares frágeis para dispor à Justiça a verdade real dos crimes e dos seus autores e participes.
Diante das interrogativas dúvidas de melhoras das Polícias técnicas estaduais, vez que os seus respectivos Governos, tanto podem bem contemplar uma ou outra força partilhada ou bipartida, precisamos continuar juntos para fortalecer a nossa força, assim como, necessitamos do aperfeiçoamento técnico, tecnológico científico, de investimentos maciços e reais nesta importantíssima Instituição que em boa parte dos Estados brasileiros também estagnou e permanecem com equipamentos velhos, obsoletos e ultrapassados, em suma, verdadeiras sucatas que já deveriam fazer parte dos seus respectivos museus.
Precisamos também melhor contemplar esses valorosos profissionais, com salários dignos, contratar especialistas em todas as áreas técnico-científicos possíveis para que se fortaleçam ainda mais os procedimentos investigativos e, enfim, venham a satisfazer verdadeiramente os anseios do Mistério Público, do Judiciário e da própria sociedade que passaria a ver menos impunidade para os criminosos.
Não se faz Polícia com pechincha, muito pelo contrário, uma boa e verdadeira Polícia custa muito caro e é isso justamente que o povo exige do poder público, uma Polícia forte, principalmente com o que de melhor houver em técnica e tecnologia internacional para que lhe forneça uma segurança pública adequada e que também torne a impunidade dos criminosos como instrumento negativo do passado.
Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)
A Justiça criminal que busca a verdade real, a verdade absoluta dos fatos delituosos para não cometer o injusto, vez que, entende-se como bem maior a liberdade da pessoa, por isso comungar-se que é melhor deixar um culpado solto do que um inocente preso, procura no alicerce do processo, no inquérito policial o maior número de provas possíveis, dentre as quais as provas técnicas que de quando em vez são até decisivas no seu julgamento.
O inquérito policial que tem o comando do Delegado de Polícia conta com a participação dos seus auxiliares, Escrivães e Policiais civis ou Investigadores que trabalham sob sua orientação em busca de tantas provas quanto forem possíveis e, do auxilio inequívoco e essencial da Perícia técnica aguardando sempre da mesma, laudos perfeitos que podem por fim às dúvidas e até mesmo restar concluída a investigação criminal inerente para o seu relatório final, entendendo-se assim, como sempre foi, que a Polícia técnica faz parte da família Policia civil, ambas são auxiliares da Justiça, ambas formam a força da Polícia judiciária. Uma está atrelada a outra. Uma é parte da outra. Uma é filha legítima da outra e não há como negar tal filiação.
Neste patamar de vida a Perícia técnica cresceu e se desenvolveu dentro da sua necessária atuação por conta da investigação policial e, os policiais civis sempre foram parceiros dos peritos criminais, por vezes até pari passu em alguns Estados do país relacionados aos seus proventos. A evolução da investigação policial também fez com que a técnica pericial apurasse novos métodos de auxilio a esse instrumento.
A Polícia técnica além de ser vital como instrumento de elucidação de crimes, é também um tema muito interessante, enriquecedor e fascinante. Até quem não gosta de Polícia, se interessa pelo tema, basta ver o sucesso dos filmes ou seriados pertinentes em que através daqueles peritos super equipados, principalmente em novas tecnologias científicas dos Estados Unidos resolvem os crimes mais difíceis possíveis.
Uma investigação policial sem provas materiais consistentes, corroboradas por laudos periciais ineficientes, é como um fraco alicerce sob um edifício e, a posterior denúncia oferecida pelo Promotor de Justiça é uma frágil e ineficaz denúncia, facílima de ruir e colocar tudo abaixo.
Assim, a Polícia técnica que abrange o Instituto de Criminalística, o Instituto de Identificação e o Instituto Médico Legal, amadureceu e se tornou sólida ao lado da Polícia civil, uma sempre lutando por melhoras ao lado da outra. Entretanto o que se vê em alguns Estados do país é uma luta inglória desta classe técnica cientifica pela sua desvinculação da Polícia civil, em alguns lugares já conquistado o intento, ao mesmo tempo em que insurgem outras Polícias técnicas a se mostrar arrependidas dessa suposta vitória.
Nesta perspectiva, algumas Polícias Técnicas que se desvincularam da Polícia civil progrediram profissionalmente, outras estagnaram ou regrediram, ao mesmo tempo em que não há um consenso geral se esta dissociação é ou não salutar para o inquérito policial, objeto essencial para a sobrevida dessas duas organizações que formam a Polícia Judiciária.
Dentro deste patamar da suposta independência da Polícia técnica que se deu também há alguns anos atrás no nosso Estado de Sergipe, pude perceber o quanto nós ficamos estacionados no tempo ou até mesmo regredimos. Digo isso em cátedra, pois compulsei, presidi e vivenciei incontáveis inquéritos policiais da época de mais de duas décadas atrás até agora, constatando que os laudos periciais antigos, por vezes eram melhores e mais bem elaborados ou conclusivos que os atuais apesar dos recursos serem inferiores.
Paramos no tempo e no espaço. Não houve, ao longo dos anos, boas políticas de investimento nas novas técnicas e no avanço da tecnologia científica, continuamos praticamente funcionando com os mesmos equipamentos de outrora e o material humano também foi esquecido em governos sucessivos, não houve concurso algum, o corpo de Peritos e Médicos legista foi até reduzido com a evidente saída, aposentadoria ou falecimento de alguns dos seus membros. Não fosse o nosso setor de inteligência policial que é bem equipado e funciona a contento produzindo provas tecnológicas para os Inquéritos policiais atuais estaríamos construindo muitos alicerçares frágeis para dispor à Justiça a verdade real dos crimes e dos seus autores e participes.
Diante das interrogativas dúvidas de melhoras das Polícias técnicas estaduais, vez que os seus respectivos Governos, tanto podem bem contemplar uma ou outra força partilhada ou bipartida, precisamos continuar juntos para fortalecer a nossa força, assim como, necessitamos do aperfeiçoamento técnico, tecnológico científico, de investimentos maciços e reais nesta importantíssima Instituição que em boa parte dos Estados brasileiros também estagnou e permanecem com equipamentos velhos, obsoletos e ultrapassados, em suma, verdadeiras sucatas que já deveriam fazer parte dos seus respectivos museus.
Precisamos também melhor contemplar esses valorosos profissionais, com salários dignos, contratar especialistas em todas as áreas técnico-científicos possíveis para que se fortaleçam ainda mais os procedimentos investigativos e, enfim, venham a satisfazer verdadeiramente os anseios do Mistério Público, do Judiciário e da própria sociedade que passaria a ver menos impunidade para os criminosos.
Não se faz Polícia com pechincha, muito pelo contrário, uma boa e verdadeira Polícia custa muito caro e é isso justamente que o povo exige do poder público, uma Polícia forte, principalmente com o que de melhor houver em técnica e tecnologia internacional para que lhe forneça uma segurança pública adequada e que também torne a impunidade dos criminosos como instrumento negativo do passado.
Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe)
domingo, 13 de junho de 2010
Polícia espera laudo IML para saber dia da morte da advogada Mércia Nakashima
Policiais investigam se ela ficou em cativeiro antes de ser assassinada
O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) espera os exames do IML (Instituto Médico-Legal) no corpo da advogada Mércia Mikie Nakashima, encontrada morta na última sexta-feira (11) em uma represa no interior de São Paulo, para saber o dia em que ela morreu.
A Polícia Civil investiga se a morte ocorreu antes ou depois de 27 de maio, quando seu ex-namorado, o advogado e PM aposentado Mizael Bispo de Souza driblou delegados e investigadores e deixou o prédio do DHPP sem depor sobre o caso, que então investigava apenas o desaparecimento de Mércia.
A Polícia Civil não descarta a hipótese de Bispo ter deixado o DHPP para matar a advogada em um cativeiro ou eliminar provas do crime. Após o corpo de Mércia ter sido encontrado, policiais realizaram busca e apreensão na casa dele. Os primeiros exames do IML no corpo da advogada apontaram fratura no maxilar. Mas o laudo final só deve sair em cerca de 30 dias.
Enterro
Sob gritos de "justiça", o corpo de Mércia foi sepultado na manhã de sábado (12), no cemitério São João Batista, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A advogada estava desaparecida desde 23 de maio e seu corpo foi encontrado na represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Cerca de 500 pessoas acompanharam o enterro. A mãe dela, Janete Nakashima, pediu que a morte não fique impune.
- Espero por justiça porque minha filha já se foi. Ela não tinha inimizades, não roubaram nada. Foi alguém que realmente queria acabar com ela.
Segundo o irmão da vítima, Márcio Nakashima, a denúncia da localização do carro e do corpo da irmã partiu de um pescador.
- Ele ouviu dois gritos e ligou para o 181 (disque-denúncia), mas ouviu que a polícia já estava cuidando do caso.
R7
domingo, 31 de janeiro de 2010
O Luminol

Em meio às investigações do Instituto de Criminalística de São Paulo (IC) após a violenta morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, surge uma dúvida: como os peritos descobriram as marcas de sangue da criança no carro e no apartamento do pai e da madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá?
Para Sérgio Pohlmann, perito criminalístico especializado em química legal, do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP), o luminol, um produto químico especial capaz de fazer aparecer traços de sangue até então invisíveis a olho nu, é um dos equipamentos mais utilizados pelos investigadores para revelar cenas ocultas de um crime.
"O luminol, aplicado com borrifadores especiais, descobre os resquícios sanguíneos ao ter contato com a hemoglobina, identificando o ferro presente no sangue por meio da geração de uma intensa luz azul que pode ser vista em um local escuro ou no momento em que se apaga a luz do ambiente", explica.
Ele diz que a técnica é tão eficaz que pode encontrar os vestígios de sangue "mesmo em locais onde um criminoso tentou eliminar as pistas, usando fortes produtos de limpeza".
O processo químico que a substância provoca é chamado de quimiluminescência, fenômeno similar ao que faz vaga-lumes e bastões luminosos brilharem.
O professor Valter Stefani, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica como o processo químico funciona: dois ou três reagentes são misturados e um deles se decompõe, no caso o luminol, emitindo uma luz ao ser colocado em contato com a área onde está o sangue.
"É praticamente impossível alguém limpar o sangue de uma forma que o luminol não consiga identificá-lo", destaca. Segundo ele, "em uma pia completamente branca que seja várias vezes lavada com água e sabão, mesmo assim a substância encontrará indícios quando tiver sangue".
De acordo com o perito Sérgio Pohlmann, assim que a substância se mistura à hemoglobina, o tempo para a luz radiante se tornar visível é de cerca de 5 segundos. "A sua utilização é muito importante porque auxilia o perito na hora de levantar todos os vestígios para solucionar um crime. A partir das manchas de sangue, pode-se sugerir uma dinâmica do que teria acontecido", informa.
No caso do luminol revelar os traços aparentes, analisa o perito, "os investigadores fotografam ou filmam a cena do crime para registrar as evidências ou recolhem as amostras de sangue, se houver necessidade de fazer teste de DNA para verificar quem estaria envolvido".
Pohlmann afirma que também existem algumas restrições ao uso do luminol, como não poder colocá-lo em locais onde existem substâncias metálicas. "Como ele identifica o ferro, a superfície metálica interfere no resultado da perícia, pois pode dar uma pista positiva e falsa", avalia. Além disso, a reação química produzida por esta substância específica pode destruir outras evidências na cena do crime.
O perito acredita que, apesar do luminol chegar a uma identificação confiável, a investigação criminal também necessita de várias outras análises para obter-se um resultado final. "Em alguns casos é necessário fazer diversas perícias complementares porque o luminol não é capaz de desvendar, sozinho, um crime", completa.
Andre Marques Recacho
Perícias Criminais
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