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segunda-feira, 22 de março de 2010

Começa, no Fórum de Santana, julgamento do casal Nardoni


SÃO PAULO - Teve início às 14h17m, com o sorteio dos sete jurados, o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusado de matar a menina Isabella Nardoni, na época com 5 anos, em março de 2008. O júri acontece no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, e é presidido pelo juiz Maurício Fossen. O julgamento estava marcado para ter início às 13h, mas atrasou. Eles estão sentados lado a lado. Antes, eles estavam aguardando o júri em celas separadas.
Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado e também por fraude processual. A previsão é que o julgamento, por júri popular, dure de quatro a cinco dias.
Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella e uma das principais testemunhas de acusação, chegou às 11h20m ao Fórum de Santana , acompanhada por sua advogada, Cristina Leite. A mãe dela, Rosa Maria Cunha de Oliveira, também é testemunha de acusação.
O pedreiro Gabriel Santos Neto foi o primeiro a chegar , por volta 10h30m. Numa entrevista a um jornal de São paulo, o pedreiro havia dito que uma obra vizinha ao Edífício London foi arrombada na mesma noite em que Isabella foi jogada pela janela do sexto andar. Na polícia, ele desmentiu a versão. A presença de Gabriel era considerada importante pela defesa do casal. Havia possibilidade de que pedissem adiamento do júri se ele não fosse localizado. Até 12h40m, 16 das 22 testemunhas confirmadas pela Justiça já haviam chegado ao fórum.
Os advogados de defesa do casal Nardoni e o pai de Alexandre, Antonio Nardoni, que também é advogado, estiveram nesta manhã no edifício London. Eles entraram no quarto de onde Isabella teria caído e depois foram à sacada. Saíram com uma sacola e não deram entrevista.
Na entrada do Fórum, um dos advogados dos Nardoni, Ricardo Martins, voltou a dizer que o processo tem inúmeras falhas e que o promotor Francisco Cembranelli admitiu que não há prova crucial. Segundo ele, o casal não vai confessar algo que não fez. Cembranelli chegou ao Tribunal nesta manhã e não concedeu entrevistas.
- O que a gente espera dos jurados é que eles venham com a cabeça aberta, dispostos a ouvir a verdadeira história. Se isto acontecer, o casal será absolvido - diz o advogado Ricardo Martins.
Qualquer pedido de adiamento do julgamento deve ser apresentado pelos advogados depois de iniciada a sessão.
Curiosos começam a se aglomerar do lado de fora. Um empresário mineiro se amarrou a uma cruz para pedir justiça e afirma que ficará na frente do Fórum de Santana até a divulgação da sentença.
Os advogados vão pedir a transmissão do julgamento ao vivo pela televisão e tentar uma manobra burocrática ao apresentar petição para produção de provas que foram negadas durante o processo.
Aos jurados, os advogados levarão dúvidas. O benefício da dúvida é um princípio geral do direito (in dubio pro reo), e a defesa do casal tentará convencer o júri de que não há nenhuma prova irrefutável de que a madrasta esganou a menina e o pai a jogou da janela do sexto andar de seu apartamento na noite de 29 de março de 2008.
A promotoria vai sustentar a acusação contra o casal com base nos laudos da perícia. Um vídeo do Instituto de Criminalística (IC) e maquetes do prédio e do apartamento, segundo o promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação, servirão para explicar a sequência dos fatos aos jurados.
- Estive presente ao interrogatório de ambos. Eu disse que eu ia provar, indicar que eles eram culpados e eu desempenharia meu papel e que eles seriam processados. Eles apenas me olharam, não me responderam nada - diz o promotor Cembranelli.


Muro em frente a fórum é pichado


O muro em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, onde o casal Nardoni começa a ser julgado na tarde desta segunda-feira (22), amanheceu pichado com os dizeres “Nardoni assassino e covarde”.


Blog ao vivo


G1

Começa escolha dos jurados que irão decidir o futuro do casal Nardoni


Dos 40 selecionados para ir ao Fórum de Santana, sete serão sorteados para julgamento

Começou às 14h17 desta segunda-feira (22) a escolha dos sete jurados que irão decidir o futuro do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo. Eles serão selecionados dentro de um grupo de 40 pessoas selecionadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e que compareceram ao fórum nesta segunda.
Este foi o primeiro passo do julgamento que deve durar até cinco dias. Os Nardoni são acusados de matar a menina Isabella, na época com cinco anos, após jogá-la do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008.
Após a constituição dos jurados, começam a ser ouvidas as testemunhas de acusação e da defesa, nesta ordem. Ao todo, foram convocadas 24 pessoas para serem ouvidas.
A previsão do TJ é que, no primeiro dia, a sessão seja interrompida às 21h. É possível que nem todas as testemunhas sejam ouvidas na segunda-feira. Na terça-feira (23), o julgamento deve ser retomado por volta de 9h. Após o final dos depoimentos, os réus serão interrogados. Depois disso, serão feitos os debates da defesa e da acusação.
O juiz então consulta os jurados sobre as dúvidas e formula as perguntas que eles devem responder sobre o crime. Essas sete pessoas se reúnem então em uma sala secreta para votação. A sentença é o último passo. Pode ser que a decisão só saia na próxima sexta-feira (26).

Acusação
A acusação será feita pelo promotor Francisco Cembranelli. Ele se diz confiante na condenação dos réus.
- Tenho confiança no trabalho que foi feito. Houve a construção de um acervo probatório bastante encorpado, isso é o que será apresentado. Acredito na qualidade desse trabalho, possível de convencer o júri que tem a responsabilidade de julgar.
A principal testemunha de acusação é a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, que acredita que foi por causa do ciúme da madrasta que sua filha acabou morrendo.

Defesa
Do outro lado da sala, o advogado Roberto Podval vai tentar convencer o júri de que a “perícia trabalhou para fechar uma história que já estava pronta”. Para isso, convocou sete peritos que atuaram no caso, além de investigadores de polícia.
- A documentação foi feita para arrumar uma história que estava feita.
Contudo, o defensor ressalta que seu trabalho será difícil, uma vez que seus clientes já chegam ao julgamento condenados pela opinião pública .

Silvia Ribeiro


'Quem transmitir segurança, ganha o júri', diz professor


São Paulo - O jurista Luiz Flávio Gomes, presidente da rede de ensino LFG, que assistirá ao júri do casal Nardoni na qualidade professor criminalista, afirmou que quem mais transmitir segurança aos jurados, "leva o júri, ganha o júri". Segundo ele, muitas pessoas da opinião pública entendem que os réus foram autores do delito, só que, para ele, uma coisa é opinião pública e a outra é o que acontece dentro do Tribunal do Júri.
"Ali é decisivo esse lado emocional, sobretudo a convicção que o promotor e a defesa vão transmitir para os jurados. Eles têm de decidir com traquilidade. Eles morrem de medo de condenar um inocente. Para isso, há a necessidade que todas as provas sejam efetivamente avaliadas", disse.
Segundo Gomes, o julgamento do casal Nardoni terá dois momentos em que a emoção vai se sobrepor à razão: o do depoimento da mãe de Isabella e do casal Nardoni. "Esses dois momentos são sumamente importantes e emocionantes. É aí que os jurados começam a ter convicção absoluta."
Segundo o jurista, teoricamente o julgamento poderá ter surpresas. De acordo com ele, uma testemunha pode falar algo que ainda não foi dito até agora e o réu pode confessar.
Para Gomes, esse será um julgamento histórico pelo fato de a mídia ter feito a cobertura da morte da menina Isabella durante 30 dias ininterruptos. "É uma prova de que existe uma grande comoção nacional e é grande a expectativa que a Justiça aconteça. É fato histórico por várias peculiaridades, entre elas o grande número de provas técnicas", disse.
"Agora, nem todas as provas são contundentes. Há provas que têm algum furo. E é possível que a defesa tente explora-los. Mas, com certeza, a acusação vai bater naquilo que está seguro. Quem mais transmitir segurança aos jurados, leva o júri, ganha o júri", afirmou Gomes.


O DIA ONLINE

População poderá assistir a julgamento em esquema rotativo




Civis que querem assistir ao julgamento já formam fila em frente ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. O juiz Maurício Fossen permitiu o rodízio de grupos de 10 pessoas, afim de manter o caráter popular do julgamento.


R7

Antônio Nardoni chega ao Fórum de Santana

Foto: Reprodução TV Globo

O advogado Antônio Nardoni chegou ao Fórum de Santana por volta das 12h50 desta segunda-feira (22), onde terá início às 13h o julgamento de seu filho, Alexandre Nardoni, e de sua nora, Anna Carolina Jatobá. O casal é acusado de homicídio triplamente qualificado e fraude processual durante a morte da menina Isabella. Antônio Nardoni chegou acompanhado da filha, Cristiane. Ele foi vaiado pelas pessoas que estão na entrada do fórum.

Luciana Bonadio

Pedreiro surge e irá depor no julgamento


O pedreiro Gabriel dos Santos Neto foi a primeira testemunha a chegar ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 10h30 desta segunda-feira (22). A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, entretanto, não soube informar se ele foi encontrado pela Justiça ou se apresentou-se espontaneamente. Na época da morte de Isabella, Neto chegou a dizer que um ladrão invadiu uma obra ao lado do edifício London, onde morava o casal. Depois, negou tudo. O pedreiro não havia sido encontrado para receber a convocação do júri. A ausência dele poderia levar a defesa do casal a pedir o adiamento no julgamento.

Luciana Bonadio


Blog ao vivo

G1

Mãe de Isabella chega ao fórum

Foto: Paulo Toledo Piza

A bancária Ana Carolina Oliveira chegou por volta das 11h15 desta segunda-feira (22) ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Ela será testemunha de acusação no julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de terem matado a menina Isabella Nardoni. De óculos escuros, camisa branca e calça jeans, a mãe da criança chegou no banco do passageiro dianteiro de um carro e entrou pelo estacionamento do fórum sem falar com os jornalistas. O veículo era conduzido pela advogada dela, a assistente de acusação Cristina Christo.

Blog ao vivo


G1

Amigos da mãe de Isabella fazem vigília em frente ao fórum


Amigos e conhecidos de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, fazem vigília em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, desde a manhã desta segunda-feira (22). Eles pretendem ficar no local enquanto durar o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, acusados de matar a menina. Vestidos com camisetas com uma foto de Isabella, eles carregavam cartazes e faixas pedindo justiça.

Blog ao vivo

G1

Casal Nardoni chega ao Fórum de Santana





Eles deixaram os presídios em Tremembé por volta das 7h; julgamento começa às 13h

O casal Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, que serão julgados a partir desta segunda-feira (22) pela morte da menina Isabela Nardoni, chegou ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, às 8h20. Os dois deixaram as penitenciárias em Tremembé, a 147 km de São Paulo, às 7h desta segunda.
Com um forte esquema de segurança, Anna Carolina e Alexandre chegaram em um caminhão da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e em uma van. O casal entrou direto no forúm ao sair dos veículos.
O julgamento está marcado para começar às 13h desta segunda. Eles são acusados da morte da menina Isabella Nardoni, que caiu do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo em março de 2008. O casal nega que tenha cometido o crime e afirma que a menina foi jogada por um desconhecido que entrou no apartamento no momento em que pai e madrasta estavam na garagem do prédio.
Os policiais vão acompanhar Nardoni e Anna Carolina em todos os deslocamentos que farão durante os dias de julgamento. O cálculo do Tribunal de Justiça de São Paulo é que o julgamento pode durar até cinco dias.
O local onde o casal deve dormir ainda não foi divulgado. Como não existe celas-dormitório no Fórum de Santana, há a possibilidade de Anna Carolina e Nardoni passarem as noites no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, ou em um Distrito Policial da capital.
As testemunhas do caso também devem ser acomodadas no Fórum da Barra Funda, segundo informou o TJ. Inicialmente foi divulgado que os sete jurados que participarão do júri deveriam ficar nos quartos que existem no Fórum de Santana, mas também existe a possibilidade deles serem transferidos para a Barra Funda. O Tribunal ainda não confirmou se houve essa alteração.
Durante o julgamento, não será permitido ficar parado na calçada em frente ao Fórum. A informação foi passada pelo coronel da Polícia Militar Ricardo de Souza Ferreira, que será o responsável pela segurança na região. Segundo Ferreira, a medida busca evitar manifestações. Além disto, o terceiro andar do fórum ficará interditado ao público durante todos os dias do julgamento e 30 policiais vão trabalhar dentro e fora do prédio.

Trânsito
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego ) informou que vai reforçar o número de agentes na região do fórum. Contudo, não há previsão de interdições nem desvios na região. Desde domingo (21), estão sendo reservadas vagas para os carros de reportagem usados na transmitir imagens ao vivo.

Restrição
O TJ também informou que a entrada no Fórum de Santana será controlada para evitar tumulto, mas detalhes do esquema de segurança não serão divulgados. Os preparativos também devem começar na noite de domingo.
Na plenária onde ocorrerá o julgamento cabem apenas 77 pessoas, sendo que 20 lugares foram reservados para a imprensa. As outras cadeiras devem ser ocupadas por parentes dos réus e da vítima e convidados. Segundo o TJ, ouve pedido de juízes de outros Estados para assistirem ao julgamento e também de várias faculdades de direito.

Ingrid Tavares


R7

Quem é o homem por trás das reportagens da revista Isto É


Temos visto durante todo o Caso Isabella, a revista IstoÉ publicar matérias de Carlos Prado, com conteúdos duvidosos, sempre tendenciosos ao favorecer a defesa.

Fomos atrás de informações para entender o que há por trás disso e descobrimos alguns detalhes interessantes.
Carlos Prado faz parte da equipe de defesa, informalmente e de forma não assumida, desde os primeiros meses após o crime.
Os primeiros sinais dessa relação aparecem na época em que Sanguinetti e a perita Delma Gama visitaram o apartamento do casal.
Carlos Prado não atuou como mero expectador, ele atuou como um pseudo auxiliar. Vejam a foto dele com a perita no apartamento do casal:


Além disso temos a declaração publicada por Paulo Papandreu, médico free lancer (assim ele se intiulou no programa Superpop da Rede TV) que esteve presente e preparou a tese de acidente que será sada pela defesa.

Leiam:
"Prado, nos conhecemos vistoriando o local da tragédia, intuímos que aquele apartamento era um lar. Contatamos por telefone e correspondencias . Em mãos importante pedaço do inquérito. Conversamos com a maior parte dos, de alguma forma, atores. A mídia dedicou inusitada cobertura. Nós, atentos receptores."

Outro trecho:
"Prado, por favor, me ajude. De conhecimento desta aos por mim aludidos, verifiques, pessoalmente, reações e argumentos. Confiras o que digo. A editora executiva da Isto É, Daniela Mendes, tua igual, contou-me que aí na revista só tu dominas e tratas o Caso Isabella. Digo: Solitário! Sem interlocutor! Sem conselhereiro!..."

Fora estes detalhes, encontramos peculiaridades sobre o jornalista Prado que explicam suas matérias tendenciosas.
Em uma entrevista dada para a revista TPM, publicada em março de 2004, Prado revela um lado um tanto exótico, podemos assim dizer.
Há mais de uma década é voluntário do sistema carceráreo paulista. Na estrevista ele diz que a obsessão pela vida atrás das grades começou desde a infancia. Conta que há vários anos passa os finais de semana em presídios femininos, cuidando e convivendo com as presas, sua generosidade com as criminosas chega ao ponto dele ter cuidado da assassina de um conhecido seu, morto a tesouradas após uma tentativa de assalto. Ele conta que já passou reveillon no presídio para cuidar de presas feridas, já que os enfermeiros estavam de folga.

E alguma presa já se apaixonou por vc?
Não. Não dou abertura. Sempre brinco, gostem d mim como um anjo. Sou assexuado. Sou só os ouvidos de que as minhas "meninas dos olhos" precisam.

Já o chamaram de louco por causa do seu trabalho?
Sempre! Elas mesmas questionam: "A gente quer ir para a rua e voce vem para cá?" . Há espaço para todas as loucuras. A minha é essa.

E o custo pessoal?
Nestes 7 anos só faltei um sábado. Minha vida é a IstoÉ e os presídios. As vezes me perguntam: E a vida pessoal? Eu respondo: eu gosto de lá! Essa é a minha vida pessoal, pô!

Você acha que conhece melhor as mulheres agora?
Acho que conheço melhor a mim mesmo.

Essa matéria foi feita em 2004, um ano depois de ter lançado o livro Cela Forte Mulher, segundo Prado o livro foi escrito pelas presas junto com ele.

Um comentário nesta entrevista chamou muito a atenção, quando Prado responde sobre Suzane Richtofen:
"A mídia condenou essa menina de maneira muito rápida. Eu digo o seguinte: Essa menina pode ir para rua. Já!
Não acredito que voltará a transgredir. Ela é afetiva, introjeta culpa. Foi uma pessoa que flertou com seu lado autodestrutivo.
Só portadores de alto grau de psicose voltam a transgredir. A Suzane pode ir para a rua amanhã. E acredito que a maioria esmagadora dessas moças também possa."

Bom, vale a pena lembrar, Suzanne, a presa que Prado chama de menina e acha que a mídia condenou muito rápido, é a jovem que pediu ao namorado e ao irmão dele para matar seus próprios pais. Eles mataram o casal a pauladas, a mãe demorou a morrer, então um deles enfiou uma toalha molhada pela garganta a dentro, até que ela morresse sufocada, durante sua agonia Suzane estava presente na mesma casa. Depois de terminarem de matar, foram para um motel fazer sexo.

Entre nossas pesquisas encontramos também uma matéria onde Prado se mostra indignado porque um grupo de estudantes protestou contra a presença de Paula Thomaz numa faculdade, quando a mesma teve a pena reduzida por benefícios legais. Paula, junto com o marido, assassinou a jovem Daniela Perez com punhaladas a sangue frio, quando estava desacordada e indefesa.

O título da matéria que ele escreveu : "A cidadã Paula Thomaz merece respeito".


Blog Caso Isabella Oliveira Nardoni

Casal Nardoni deixa presídios no interior de SP para julgamento



Júri popular será realizado em SP nesta segunda.
Os dois estão presos em Tremembé.

Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella Nardoni, deixaram as penitenciárias de Tremembé, a 147 de São Paulo, onde estão presos, no início da manhã desta segunda-feira (22). Eles seguem escoltados em dois comboios diferentes com destino ao Fórum de Santana, na capital paulista, onde serão julgados pela morte da menina, ocorrida em março de 2008. A previsão é de que eles cheguem ao fórum às 8h30.
(.....)
O comboio de Anna Carolina deixou a penitenciária onde ela está presa por volta das 6h20. No momento em que os veículos passaram em frente à P2, onde está Alexandre, o comboio que leva ele saiu do local. Cada um segue em um veículo separado, e no total, ambos são escoltados por seis carros da Polícia Militar.
(.....)
A lei 11.689, de junho de 2008, fez algumas alterações no Código de Processo Penal. Agora, o interrogatório dos réus é feito após o depoimento das testemunhas. Até então, os acusados do crime eram ouvidos primeiro. Isso foi feito, segundo os juristas, para garantir a ampla defesa dos réus.

Veja mais no vídeo acima

G1

Pai de Isabella pode ter pena maior do que madrasta em júri; entenda as acusações


Está nas mãos de sete jurados, a partir desta segunda-feira (22), a condenação ou a absolvição de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, pela morte da menina, ocorrida em 2008. Se eles decidirem seguir o que pede a Promotoria, os réus podem ser condenados a penas que ultrapassam os 30 anos de prisão –a maior delas aplicada a Nardoni. Se seguirem a defesa, haverá absolvição total.
Na denúncia contra os acusados, apresentada em maio de 2008 pelo promotor do caso, Francisco Cembranelli, o Ministério Público enxerga uma gravidade maior na conduta atribuída ao pai. A denúncia é a peça em que a Promotoria pede que seja aberta a ação penal tornando os acusados réus por um crime.
O crime é considerado homicídio doloso (quando há intenção de matar) com três qualificadoras, que podem agravar a pena final. São elas: meio cruel (asfixia); recurso que impossibilitou a defesa da vítima (jogá-la inconsciente da janela); e assegurar impunidade de outro crime (o casal teria jogado a menina para ficar impune do que haviam feito no apartamento).
No caso de Nardoni, além das qualificadoras, o crime se agrava, na opinião do promotor, por ter sido cometido contra um descendente, a filha, contra um menor de 14 anos, e por ter havido omissão relevante com relação à asfixia, atribuída à madrasta: quando o denunciado devia e podia agir para evitar o resultado. Contra Jatobá não pesam a omissão e a descendência, e a pena pode ser um pouco menor.
“Considerando as peculiaridades que envolvem os crimes imputados, cuja gravidade e brutalidade acarretaram severo abalo no equilíbrio social com reflexos negativos na vida de pessoas comuns, que a tudo acompanharam incrédulas, não há como negar a imprescindibilidade da decretação da prisão para a garantia da ordem pública”, escreveu o promotor na denúncia.

Alexandre Alves Nardoni

As penas
Para o ex-juiz e advogado Luiz Flávio Gomes, a pena final deve beirar os 30 anos. “O que vai pesar realmente será o fato de o crime ter sido cometido contra um menor de 14 anos, porque isso aumenta a pena em um terço”, afirma. De qualquer modo, explica o criminalista, no Brasil, a pena máxima que pode ser cumprida por um condenado não pode ultrapassar os 30 anos.
Se, como defenderá a Promotoria durante o júri, os jurados entenderam que o casal cometeu o crime e aceitarem todos os agravantes, a pena é dosada pelo juiz Maurício Fossen, que presidirá o julgamento no 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. Ele leva em conta não somente o que pode aumentar a pena, como a crueldade do crime, mas também se os réus possuem antecedentes.

Julgamento justo?
“É inegável que a sociedade tem uma pré-disposição a condenar o casal. Os jurados são seres humanos que se comovem com a covardia de um crime como esse. Mas é preciso ter em mente que direito penal não tem a finalidade de vingança, como muitas vezes a sociedade trata”, afirma o criminalista Leonardo Pantaleão, professor do Complexo Damásio de Jesus.
Segundo o advogado, em um júri como o desse caso, esta é uma problemática maior. “Até por todo esse clamor na imprensa. Se a defesa consegue trazer a isenção, já é um grande avanço”, avalia.
É exatamente o que os advogados do casal devem tentar na segunda-feira, implantar a dúvida na cabeça dos membros do Conselho de Sentença, buscando a total absolvição de seus clientes.
Segundo Roberto Podval, representante da defesa, não há nada de concreto que incrimine o casal. “E muita gente dirá, antes um culpado solto do que um inocente preso”, finaliza Pantaleão.

Rosane D'Agostino


Do UOL Notícias
Em São Paulo

domingo, 21 de março de 2010

Pais deixam presídio após visita a Alexandre Nardoni no interior de SP


Pai de Isabella deverá ser julgado nesta segunda-feira em SP.
Família Nardoni usa camiseta com mensagem sobre inocência.

Os pais de Alexandre Nardoni deixaram a Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, no interior de São Paulo, por volta das 16h20 desse domingo (21). Eles chegaram para uma visita ao filho por volta das 9h45 da manhã.
Ficaram cerca de seis horas e meia dentro da penitenciária. Os dois entraram com sacolas com mantimentos e usavam camisetas com as inscrições: "Casal Nardoni inocente! Justiça! A verdade prevalecerá!". Na foto estampada, o pai e a madrasta de Isabella estão sorridentes ao lado da menina e dois filhos do casal.
O julgamento de Nardoni e de sua mulher, Anna Carolina Jatobá está marcado para esta segunda-feira (22) no 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
O júri popular que começa nesta segunda-feira é previsto em crimes contra a vida, como homicídio, tentativa de homicídio e auxílio ao suicídio. Nele, cidadãos comuns escolhidos por sorteio decidem se os réus são culpados ou inocentes.
Apesar de o Código de Processo Penal prever que 25 jurados devem ser sorteados para estarem presentes no dia marcado para o júri, serão 40 no caso do julgamento do casal Nardoni. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) diz que foram sorteados 15 a mais por garantia. Desses, 23 são mulheres e 17, homens. Os integrantes do júri precisam ter mais de 18 anos, nenhum antecedente criminal e morar na cidade de São Paulo.
Apenas sete jurados irão compor o conselho de sentença. O sorteio ocorre no dia do julgamento. A defesa e acusação têm o direito de, cada uma, recusar três jurados sorteados. Depois da escolha, os outros jurados presentes são dispensados. Durante os dias de julgamento – estão previstos até cinco – os integrantes do conselho ficam incomunicáveis. Eles irão dormir e fazer as refeições dentro do Fórum de Santana.
A lei 11.689, de junho de 2008, fez algumas alterações no Código de Processo Penal. Agora, o interrogatório dos réus é feito após o depoimento das testemunhas. Até então, os acusados do crime eram ouvidos primeiro. Isso foi feito, segundo os juristas, para garantir a ampla defesa dos réus. Com a mudança, o julgamento segue a seguinte ordem:
- Sorteio dos jurados: sete são sorteados, entre 40 possíveis. O promotor e o advogado de defesa podem negar, sem justificativa, três jurados cada. - Depoimento das testemunhas: primeiro são ouvidas as arroladas pela acusação, depois as da defesa.
- Leitura de peças: trechos do processo, como provas recolhidas por carta precatória.
- Interrogatórios dos réus: acusados do crime respondem a perguntas de defesa e acusação (os jurados também podem fazer questionamentos, por intermédio do juiz).
- Debates: são disponibilizadas duas horas e meia para os argumentos da acusação e o mesmo para a defesa. Depois, há duas horas de réplica e o tempo igual de tréplica.
- Voto em sala secreta: jurados vão até a sala secreta e respondem a quesitos estabelecidos pelo juiz. Depois, o magistrado formula e lê a sentença.


Veja mais:



Defesa de Nardoni usará legumes para contestar sangue encontrado no imóvel


O advogado de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, Roberto Podval, pediu à Justica para usar nabo, cenoura, banana e alho como prova em sua argumentação, durante o julgamento nesta segunda-feira. Os alimentos serão usados para questionar o sangue encontrado pelos peritos no apartamento onde a menina Isabella Nardoni foi jogada do sexto andar.
A defesa alega que o reagente Bluestar, que acusa manchas de sangue imperceptíveis, usado pelo Instituto de Criminalística, não é confiável. No tribunal, ela irá demonstrar que o composto apresenta o mesmo resultado ao agir com diversos produtos, como legumes, frutas e temperos. Se o juiz não acatar o pedido, a defesa pode forçar o adiamento, deixando o Fórum.

Transmissão em rede nacional
Podval quer que o julgamento seja transmitido em rede nacional. Ele acredita que, desta forma, pode ser amenizada a imagem negativa do casal que já está moralmente condenado pela sociedade.



Saiba como vive o casal Nardoni na prisão no interior de SP



Pai de Isabella recolhe a roupa de outras celas e as leva para a lavanderia.
Anna Jatobá lê a Bíblia todos os dias, segundo carcereiros.

Na segunda-feira (22), começa o julgamento - que para os especialistas - é o mais esperado dos últimos 100 anos. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá vão responder pela morte da menina Isabella.
A reportagem do SPTV deste sábado (20) vai mostrar como vivem - na prisão - o pai e a madrasta da criança. É na cidade de Tremembé, no Vale do Paraíba, que estão Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O presídio José Augusto César Salgado, para onde ele foi levado, ficam também outros presos envolvidos em casos de grande repercussão, como os irmãos Cravinhos, condenados pela morte do casal Richtofen, e Lindemberg Alves, que responde pela morte de Eloá Pimentel.
Alexandre divide uma cela de 12 metros quadrados com outros dois presos e passa parte do dia trabalhando. Recolhe roupas sujas e leva para a lavanderia da penitenciária.
Já Anna Carolina está na cadeia feminina de Tremembé. Segundo os carcereiros, ela tem um bom relacionamento com as outras detentas e desde que foi presa lê a Bíblia todos os dias. As estratégias que a acusação e defesa vão utilizar no júri já estão bem definidas. Essa semana, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá receberam a visita e a orientação do advogado de defesa.
"O que eu posso dizer é que eles estão como qualquer pessoa que se sente injustiçado, já pré-condenado e presa, ansiosos, em uma expectativa enorme", afirmou o advogado Roberto Podval, responsável pela defesa do casal.
"Eu estive presente no interrogatório de ambos. Eu disse que aprovo para indicar que eles eram culpados e eu desempenharia o meu papel e eles seriam processados. Eles apenas me olharam, não responderam absolutamente nada", contou o promotor Francisco Cembranelli. O julgamento na segunda-feira começa às 13h.

Veja a cronologia do caso.

G1

sábado, 20 de março de 2010

Depoimento de Gabriel, a testemunha desaparecida


Gabriel nega a alegação da defesa de que ele teria dito em entrevista que o predio ao lado havia sido arrombado:




Blog Caso Isabella Oliveira Nardoni

"Quero me tornar mãe novamente"


Dois anos depois da perda da filha, a mãe de Isabella conta como vive em depoimento a ÉPOCA

Em depoimento a Época, reproduzido abaixo na íntegra, a mãe de Isabella descreve em primeira pessoa como ela e a família viveram os dois últimos anos. Carol, como é chamada pelos amigos, diz que “esperou muito” o dia do julgamento dos acusados pelo assassinato de sua filha. Revela que intensificou a terapia para atravessar o “período difícil” do julgamento e conta como cada membro de sua família viveu a sua maneira o luto pela perda da menina. O avô de Isabella mergulhou no trabalho; a avó lutou para esquecer a imagem da menina morta no hospital. Ana Carolina diz que são os primos de Isabella que trazem hoje alegria para a casa onde ela espera, num futuro ainda sem data, criar outro filho.
Como começar a descrever os meus últimos dois anos? No dia 29 de março de 2008 a minha vida literalmente caiu do 6º andar de um prédio, houve um terremoto, um turbilhão de acontecimentos. Difícil de acreditar e de assimilar como tamanha crueldade possa ter acontecido. Mais um crime bárbaro passaria na televisão, só que desta vez o fato bateu na minha porta, era minha filha que havia sido brutalmente assassinada. Foi-lhe tirada a oportunidade de viver o que de tão bonito a vida poderia lhe mostrar: amigos, família, alfabetização, valores, princípios, amor ao próximo, entre tantas coisas que lhe seriam proporcionadas.

Hoje infelizmente entrei para a estatística das mães que perderam seus filhos, uma lista que parecia ser distante de minha realidade. Hoje a vivo diariamente e entendo o que é sentir essa dor. Uma dor profunda, infinita, um vazio eterno, insuperável. É difícil lidar com a morte, especialmente com a morte do ser que você gerou, carregou durante nove meses e não via a hora de ver o rostinho. Ela nasceu. Era minha estrela de luz, a minha Isabella, aquela que com certeza eu poderia chamar de MINHA. Minha filha, minha princesa, ou melhor... MINHA PRINCESS.
A partir deste momento tudo parou e passei a viver a outra vida, a vida de mãe. A maior dádiva que uma mulher pode ter é o prazer de se tornar mãe. Começou aí outra etapa da vida, a de cuidar, criar, ensinar a sorrir, andar, falar, ensinar a essência da vida para sempre fazer o bem. Posso me sentir vitoriosa por isso. Minha Isabella tinha qualidades inexplicáveis. Uma menina calma, doce, meiga, carinhosa, educada, que sabia falar um português corretíssimo (claro que com alguns ajustes no meio do caminho... rs), mas inteligente demais.
Seu sonho: aprender a ler. Já estava quase lá. Sabia soletrar e, com isso, eu a ajudava a completar as frases. Para escrever, eu soletrava e ela completava. Já sabia escrever seu nome inteiro... eu diria que era um exemplo de criança e quem teve a GRANDE oportunidade de conhecê-la e saber quem ela era pode confirmar o que estou falando.
Seu brinquedo preferido: jogo da memória. Esse ela dava um show de esperteza. Ganhava todas e, se algo desse errado, ela queria competir mais uma vez. Coisas de ariana.
Bem, mais isso lhe foi tirado, arrancado, jogado pela janela. O que fazer depois de perder tudo isso? Como continuar a vida?
Meus últimos dois anos não têm sido de muitas novidades. Acordo cedo para trabalhar e peço a Deus para me proteger e me dar forças. Quando vou me trocar, lembro que não tenho mais aquele rostinho preguiçoso, amassado e lindo para me dizer “Mamãe, você está linda”, ou “Mamãe, esta blusa não está combinando, você pode trocar?”. Aquela manha para pedir o ‘tetê’. Minha mãe também sente a cama vazia. Era lá que ela ia todas as manhãs continuar seu sono, pois disso ela gostava muito... dormir. Ensinar a fazer lição, dançar, ver filmes, mexer no computador, soletrar os sites (‘www’ ao invés de falar ‘ponto’ ela fala [sic] ‘conto’)...
À noite é o vazio de não ter ninguém para entrelaçar as pernas, dar banho, trocar, beijar, cheirar, apenas deitar e agradecer a Deus por mais um dia de vida e pedir para que minha filha esteja protegida, onde estiver – e agradecer também a oportunidade de ter me tornado mãe de uma menina tão iluminada e maravilhosa, um verdadeiro presente.
Os momentos sem ela e a vida sem ela são muito tristes, mas graças a Deus tenho meus sobrinhos, a Gigi, a Gabi, o João e a Marcella. Eu os amo demais e eles me dão a maior atenção do mundo.
A Gigi está a cada dia mais mocinha e isso me faz pensar que minha filha estaria bem parecida, por suas idades serem próximas. Quando ela está na minha casa, sempre me elogia, me abraça, diz que me ama. Poucos dias atrás estávamos conversando e perguntei a ela se lembrava da Isabella. Ela me respondeu com um sorriso lindo que SIM e ainda completou que sente muita falta dela. Eu falei que também sentia e ficamos lembrando os momentos e passeios que fizemos todas juntas.
O João Vitor e a Gabriela são menores. Com isso, comentam menos. O João é todo molecão e gosta de brincar de Ben 10, essas coisas de menino. A Gabi é toda meiga, bastante parecida com a Isabella. Adora usar as roupas que eram da prima.
Meus pais e irmãos sofrem cada um a sua maneira. Cada um tem o seu modo de se expressar e viver o luto. Minha mãe, porque conviveu com ela todas as manhãs, cada dia que acorda lembra e revive os momentos. Durante muito tempo ficou com a imagem dela no hospital, morta, mas conversamos muito e trouxemos as melhores imagens dela novamente para nossas lembranças. Meu pai se jogou de cabeça no trabalho. Ele sofre um pouco mais calado. Visita o cemitério todos os fins de semana.
Meus irmãos sempre lembram dela com seus filhos: o Leonardo, por ser pai da Gigi e saber que, quando a leva para passear, as duas poderiam estar juntas, eram muito companheiras. O Felipe, pai da Gabi, é mais emotivo. Como ela lembra muito (Isabella) pelo jeito de ser, ele sempre chora de saudades.
Hoje continuo com a terapia, pois é lá que descarrego um pouco do peso que sinto. Não é fácil carregar esta falta. É mais difícil ainda lidar com o que a perda faz em nossa mente e em nosso coração. Para não cair de uma vez em um buraco sem fundo, eu fui logo procurar ajuda e me apoiar nas pessoas que estavam ao meu lado: pai, mãe, irmãos, tios, primos e amigos. Foi para eles que chorei, gritei, abri meu coração. De cada um retirei um pouco de força para continuar a dura caminhada da vida.
Para o futuro não tenho planos ainda. Quero continuar trabalhando, seguindo minha vida. A única coisa que é certa é a vontade de me tornar mãe novamente. Mas estes não são planos para agora.
As pessoas ainda me reconhecem na rua, me apontam, dão sorrisos, um tchau, e isso me fortalece. Ainda recebo cartas, mensagens, presentes – claro que hoje com menos frequência, mas ainda recebo, e percebo que ainda existem pessoas com corações bons no mundo. Em uma das últimas cartas que recebi, em fevereiro de 2010, um trecho diz assim: “Você teve uma filhinha que fez o Brasil refletir e é uma santinha que no céu pede muito a Deus por você e sua família. Parabéns pela graça que Deus lhe deu”. Tem como ler isso e não se emocionar?
Agora estou em outra fase difícil, que é o julgamento. Um dia que esperei muito. É uma dor ter de enfrentar tudo novamente, relembrar cada detalhe. Intensifiquei a terapia para poder estar preparada a enfrentar tudo o que virá durante os próximos dias.
Minha força vem da fé que carrego dentro de mim, vem da minha base familiar, muita oração e conversa com Deus.
Quero terminar aqui agradecendo a todos os profissionais competentes que trabalharam desde o começo no caso, desde a delegacia, Instituto Médico-Legal, Instituto de Criminalística, entre outros órgãos;
Aos profissionais que ficaram dia e noite para poder passar a verdade única sobre tudo o que aconteceu. Ao promotor, doutor Francisco Cembranelli, por sua dedicação e competência. À doutora Cristina Christo Leite, minha advogada, pelo empenho e paciência;
A minha família, pela educação e honestidade que me deram, pelo colo, pelo abraço, o ombro, a compreensão e a paciência durante todos estes anos de vida;
Aos meus verdadeiros e grandes amigos por estarem comigo quando eu mais precisei de vocês;
E agradecer a todo o Brasil. A todo mundo que abraçou esta causa, que passou a AMAR e ter minha filha como parte da família, a minha eterna gratidão pela solidariedade.

Obrigada a todos.
Beijos, Carol


Ana Carolina de Olivera, em depoimento a Kátia Mello


Época

Casal Nardoni levará 20 testemunhas de defesa ao Tribunal do Júri


SÃO PAULO - Um dos casos que mais comoveram o país nos últimos anos está próximo de um fim. O julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos em Tremembé desde maio de 2008, começa nesta segunda-feira, em São Paulo. A previsão é que o júri dure cinco dias e 24 testemunhas serão ouvidas: 20 delas são de defesa e três de acusação. Três das 20 testemunhas servirão também à acusação, pois seus depoimentos são considerados importantes para os dois lados. Uma das 24 testemunhas, um pedreiro que trabalhava em uma obra nos fundos do edifício London, que disse na época que o local havia sido arrombado, não foi encontrado e, por isso, não recebeu a convocação.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi morta no dia 29 de março de 2008. Para a acusação, ela foi jogada pelo pai de uma altura de 20 metros, do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, para onde a família havia acabado de se mudar. A polícia concluiu que a madrasta asfixiou e que Alexandre a jogou pela janela.
Alexandre e Anna Carolina estão presos em Tremembé, no Vale do Paraíba, desde maio de 2008. ( Veja fotos do casal nos dias seguintes ao crime ). Mas neste fim de semana essa rotina vai mudar. A expectativa é que o casal seja transferido para São Paulo, para participar do julgamento que vai decidir o futuro da vida deles.
Quem vai defender o pai e a madrasta de Isabella é o advogado Roberto Podval. Com 23 anos de carreira, ele participou de 15 júris e perdeu dois. A defesa vai manter a tese de que o pai e a madrasta de Isabella são inocentes.


Mãe de Isabella intensificou terapia para enfrentar julgamento do casal Nardoni


SÃO PAULO - Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, intensificou a terapia nos últimos dias para enfrentar o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá - respectivamente, pai e madrasta da menina, morta em 29 de abril de 2009, jogada pela janela do sexto andar do edifício London, na Zona Norte de São Paulo. Num depoimento à revista Época desta semana, Ana Carolina conta que cada um de sua família vive o sofrimento da perda de Isabella à sua maneira. Ela, busca nos quatro sobrinhos traços da filha. O avô mergulhou no trabalho e vai todos os fins de semana ao cemitério. A avó materna recorda todas as manhãs a neta, que ia se refugiar na sua cama quando a mãe saia para o trabalho. Um dos tios chora ao se lembrar da menina. Outro busca nos filhos imagem da sobrinha.
"Hoje continuo com a terapia, pois é lá que descarrego um pouco do peso que sinto. Não é fácil carregar esta falta", diz Ana Carolina no relato à Época, publicado pela revista em primeira pessoa.
A mãe de Isabela diz que num futuro, ainda sem data, espera criar outro filho e conta que os dois últimos anos, além da dor, "não têm sido de muitas novidades". Diz que acorda cedo para trabalhar e, quando vai se trocar, lembra que não tem "mais aquele rostinho preguiçoso, amassado e lindo".
"Agora estou em outra fase difícil, que é o julgamento. Um dia que esperei muito. É uma dor ter de enfrentar tudo novamente, relembrar cada detalhe. Intensifiquei a terapia para poder estar preparada a enfrentar tudo o que virá durante os próximos dias. Minha força vem da fé que carrego dentro de mim, vem da minha base familiar, muita oração e conversa com Deus", diz Ana Carolina à revista.
O brinquedo preferido de Isabella, segundo a mãe, era o 'jogo da memória".
"Esse ela dava um show de esperteza. Ganhava todas e, se algo desse errado, ela queria competir mais uma vez."

Casal chega em comboios separados
Alexandre e Anna Carolina estão presos em Tremembé, no Vale do Paraíba, desde maio de 2008. Ele ajuda na rouparia do presídio. Na penitenciária feminina, Anna Carlina trabalha na cozinha.Mas neste fim de semana essa rotina vai mudar. A expectativa é que o casal seja transferido para São Paulo, para participar do julgamento que vai decidir o futuro da vida deles, em comboios separados.
Quem vai defender o pai e a madrasta de Isabella é o advogado Roberto Podval. Com 23 anos de carreira, ele participou de 15 júris e perdeu dois. A defesa vai manter a tese de que o pai e a madrasta de Isabella são inocentes.
- Eu espero que as pessoas estejam abertas pra ouvir a defesa. É possivel um acidente? É possivel - diz o advogado de defesa Roberto Podval.
A acusação cabe ao promotor Francisco Cembranelli. Em 22 anos de carreira, já esteve em 1.077 julgamentos e ganhou mais de mil.
- Eu espero que a justiça seja feita. O fato de não terem confessado é irrelevante. A maioria dos nossos crimes, não contamos com a confissão, muito menos com testemunhas presenciais - relata Francisco Cembranelli, promotor de justiça.
Uma maquete será usada para facilitar aos jurados entender o crime. O promotor vai detalhar a participação de cada um, segundo a tese da acusação. O cenário de onde Isabella foi jogada foi reproduzido exatamente como deixado após o crime. A cama com o lençol sujo, o cobertor desarrumado e as marcas de sangue no chão.
Quarenta pessoas foram convocadas para o júri, mas apenas sete vão decidir o futuro do casal. Na hora de decidir o futuro do casal Nardoni, os sete jurados vão se reunir numa sala secreta.
Se forem condenados, Alexandre e Anna Carolina Jatobá voltam direto para a cadeia. Nesse caso, o juiz Maurício Fossem é quem vai determinar o tempo de prisão: no mínimo, serão 12 anos. Agora, caso sejam considerados inocentes, o pai e a madrasta da menina vão ser soltos e podem voltar imediatamente para a casa da família e reencontrar os dois filhos.
Pelo menos 30 PMs farão a segurança do Fórum de Santana. O julgamento começa às 13h e agentes da CET vão controlar o trânsito e o estacionamento nas ruas. Com 16 anos de magistratura, o juiz Maurício Fossen é quem vai presidir o julgamento.
O Tribunal de Justiça confirmou que das 24 testemunhas, uma ainda não foi encontrada: é o pedreiro Gabriel Santos Neto que, na época da morte de Isabella chegou a dizer que a construção onde ele trabalhava nos fundos do edifício London havia sido arrombada. Se defesa ou acusação considerar que a falta de qualquer testemunha pode comprometer o julgamento, as partes têm o direito de pedir o adiamento do júri. A decisão caberá ao juiz Maurício Fossen. Até agora nenhum pedido para adiar para adiar o julgamento por falta de testemunha foi feito ao Tribunal de Justiça.
Das outras 23 testemunhas, 20 vão depor a favor dos Nardoni e três foram arroladas pela acusação. Das 20, três devem servir também à acusação, pois são consideradas importantes para os dois lados.

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