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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Colar de Âmbar
Colar de Âmbar - Como funciona?
Entrevista com Tamara Hiller sobre o Colar de Âmbar para aliviar as síntomas da primeira dentição do bebê
Perguntas feitas pela Folha de SP: Ha evidências que o colar de ãmbar funciona para aliviar as sintomas da dentição do bebe? Quais são as regras de uso? Tem especialistas que citam o risco de sufocamento, é verdade isso?
Tamara Hiller : Conheci o colar de âmbar durante o meu trabalho como parteira e educadora perinatal na Alemanha faz 15 anos. Foram as proprias mães que me comentaram dos beneficios e queriam saber onde comprar. Na Europa o uso do colar de âmbar em bebes é uma tradição muito velha, meus vovos já tinham um quando eles eram bebes. Ele não é um remedio novo e moderno, porem só agora que chega ao Brasil. A sua eficacia para aliviar as sintomas da dentição do bebe, como inchaço das gengivas, dor e febre é comprovado pelos milhares de bebes que já usaram. A substancia ativa, o acido succínico, se absorve em minusculas quantidades atraves da pele. Essa substância, e a sua influência benefica sobre o sistema imunologico humano já foi estudado e comprovado em estudos cientificas. As pedras de âmbar são leves e mornos ao toque, ficams muitos lindas na pele do bebe. Depois, como mãe virei fá tambem, minha filha usa o seu colar até hoje, e eu tenho um para mim também. Mesmo vendo ele só como joia fascinante e natural, já teria toda justificação para usar.
No meu trabalho com as novas mães, o que vejo como o principal beneficio, é uma nova atitude em relação a primeira dentição do bebe. Pois os primeros dentes marcam uma nova fase no desenvolvimento e deve correr com mais naturalidade possivel. Quando interferimos com farmaceuticos contra febre e dor, com o nosso panico materno e frequentes vistas ao pediatra, não reconhecemos e apoiamos o profundo processo fisiologico e emocional do bebe. Nos distraimos do que realmente importa, querendo só remediar as sintomas. A febre que acompanha a dentição, muitas vezes a primeira na vida do bebe, tem uma importancia muito grande para o desenvolvimento futuro de saúde e sistema imunologico do bebe e do adulto que vai crescer. Febre e dor são processos que querem ser acompanhados, acolhidos pela mãe, não sufocadas e interrompidas. A Homeopatia já sabe e ensina sobre estos processos. Alem da gente repassar nossa cultura moderna e perigosa de correr pelo uso de remedios, frente a qualquer desconforto e dor, isso pode até levar a um abuso de substancias na vida adulta.
Os proprios bebês nos dão as dicas do que precisam neste momento. Eles pedem mais colo e querem mamar mais, querem ficar recolhidos com mãe e pai. E as mães ficam espantadas, meu filho só quer mamar, ele só quer colo, ele acorda varias vezes por noite . Mas isso são processos naturais e saudaveis. A energia gasta em correr para comprar analgesicos, para correr ao pediatra, nas esperas na sala de emergencia da policlinica com um bebê com febre pode ser muito melhor gasto em deitar na cama junto a mamãe e dar de mamar. O bebê precisa ser reconfortado, e quando estamos com ele, e atendemos essa necessidade vemos como a situação se alivia. O colar de âmbar pode ajudar nestes processos suteis, de não interferir e apagar dor e febre, mas de apoiar o sistema imunologico do bebe a se curar ele mesmo, de uma maneira natural e sem efeitos colaterais. A tradição do colar nos lembra que a cura não vem dos expertas e drogas, ele deve vir de dentro do bebê, apoiado pelo nosso instinto ancestral como mães. Vejo que as mães que compram e usam o colar sabem disso. Se sentem lembradas da confiança interna de poder transitar por essa fase sem o uso de farmaceuticos, sem ter medo.
O colar deve ser usado em contato com a pele do bebê, por dentro da roupa ou pijama. As pedras se aquecem em contato com a pele e liberam quantidades minisculas de acido succinico dentro do corpo. O âmbar é uma resina fossil, do mar baltico. O bebe não consegue abrir o colar sozinho, na verdade, ele esquece que esta usando, não sente o colar, pois as pedras são leves, redondas e mornas. Para maior segurança, as pedras do colar são atadas com nós separados, caso o colar quebra, solta só uma pedra, e não todas. As pedras não apresentam risco quando foram engolidas sem querer, eles são atoxicas e pequenas demais para engasgar. O colar é curto, o que tambem diminui as chances do bebe se enganchar accidentalmente. Na Europa foi desenvolido um colar com um fecho de segurança, o qual vendemos exclusivamente no Brasil na Loja do Baby Sling , para excluir o risco de sufocamento. Quando força foi aplicada o fecho abre sozinho. Mesmo assim, se recomenda de não deixar o bebe sem supervisão de um adulto. E de não usar o colar em crianças já maiores, mais ativas, que já escalam arvores etc., e teriam mais chances de accidentes não previstos. O uso do colar em bebes entre 3 meses e dois anos é seguro.
Para saber se o âmbar do colar é verdadeiro, do mar baltico, e não uma imitação, podem se fazer as seguintes testes . Nos fizemos os testes com o colar que vendemos e damos garantia sobre a autenticidade do ãmbar.
No forum do site www.slingando.com mães e pais podem tirar dúvidas sobre o colar de ãmbar e trocar experiencias.
Pediatras e especialistas que falam do risco de sufocamento do colar, tem razão de que não pode se usar qualquer colar num bebe ou criança. O colar de ãmbar, que segue as normas europeias de segurança é feito especialmente para uso em bebes, e por isso ele é seguro. Ainda mais com o novo fecho de segurança que abre sozinho caso se enganche, não apresenta risco.
fonte: Tamara Hiller, www.slingando.com
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Sem incubadora livre, bebê é enrolado em saco de lixo em hospital do MA
Bebê prematuro foi enrolado em manta e saco de lixo para manter temperatura corporal
A foto de um recém-nascido prematuro enrolado em um saco de lixo no hospital municipal de Santa Inês (246 km de São Luís), no interior do Maranhão, causou revolta nas redes sociais.
A imagem foi compartilhada por vários meios de comunicação e políticos do Estado nesta segunda-feira (6) e gerou uma série de críticas.
Segundo o diretor do hospital municipal de Santa Inês, Tomaz Martins, o bebê que aparece na foto nasceu prematuramente e tinha um irmão gêmeo. Ele explicou que não havia incubadora no momento para colocar os dois recém-nascidos.
"A mãe foi atendida antes do parto e recebeu atendimento durante e depois do parto. Só que foram gêmeos e temos duas incubadoras; uma já estava ocupada. Então um dos bebês foi para a desocupada e o outro ficou em um berço, que foi aquecido da maneira correta", disse ao UOL. O parto aconteceu no dia 30 de junho.
Para Martins, houve um interpretação equivocada da foto. "Era um plástico que não era nada usado. A criança foi para casa assim. A pediatra enrolou com uma manta por baixo, colocou o plástico por cima e iria enrolar outra manta. Antes dela proceder o fechamento, tiraram essa foto e fizeram essa interpretação. O importante é que as crianças estão bem", assegurou. Um dos tios das crianças disse que os bebês seguem internados no hospital Juvêncio Matos, porque nasceram com sete meses de gestação e estão ainda em desenvolvimento.
Técnicas pouco ortodoxas
O diretor ainda defendeu o procedimento feito pela médica que realizou o parto. "A pediatra que fez esse procedimento é especialista, não é uma clínica geral. Ela fez tudo seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que diz que a temperatura, nesses casos, tem que ser melhorada. E, para isso, é preciso algumas vezes usar técnicas pouco ortodoxas", afirmou.
Martins disse ainda que os bebês foram transferidos por "procedimento praxe" para São Luís. "Houve o pedido da médica, mas ão houve questionamento dos médicos de São Luís sobre o que foi feito por nós", explicou.
O diretor defendeu a estrutura do hospital, que, para ele, é adequada para o porte da cidade. "Nós somos um hospital municipal muito bem estruturado. Para você ter ideia, o hospital regional mais próximo fica a 50 km daqui, no município de Monção, e só tem uma incubadora. E estamos prestes a inaugurar uma nova ala com quatro incubadoras", informou.
Fonte: UOL Notícias
A foto de um recém-nascido prematuro enrolado em um saco de lixo no hospital municipal de Santa Inês (246 km de São Luís), no interior do Maranhão, causou revolta nas redes sociais.
A imagem foi compartilhada por vários meios de comunicação e políticos do Estado nesta segunda-feira (6) e gerou uma série de críticas.
Segundo o diretor do hospital municipal de Santa Inês, Tomaz Martins, o bebê que aparece na foto nasceu prematuramente e tinha um irmão gêmeo. Ele explicou que não havia incubadora no momento para colocar os dois recém-nascidos.
"A mãe foi atendida antes do parto e recebeu atendimento durante e depois do parto. Só que foram gêmeos e temos duas incubadoras; uma já estava ocupada. Então um dos bebês foi para a desocupada e o outro ficou em um berço, que foi aquecido da maneira correta", disse ao UOL. O parto aconteceu no dia 30 de junho.
Para Martins, houve um interpretação equivocada da foto. "Era um plástico que não era nada usado. A criança foi para casa assim. A pediatra enrolou com uma manta por baixo, colocou o plástico por cima e iria enrolar outra manta. Antes dela proceder o fechamento, tiraram essa foto e fizeram essa interpretação. O importante é que as crianças estão bem", assegurou. Um dos tios das crianças disse que os bebês seguem internados no hospital Juvêncio Matos, porque nasceram com sete meses de gestação e estão ainda em desenvolvimento.
Técnicas pouco ortodoxas
O diretor ainda defendeu o procedimento feito pela médica que realizou o parto. "A pediatra que fez esse procedimento é especialista, não é uma clínica geral. Ela fez tudo seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que diz que a temperatura, nesses casos, tem que ser melhorada. E, para isso, é preciso algumas vezes usar técnicas pouco ortodoxas", afirmou.
Martins disse ainda que os bebês foram transferidos por "procedimento praxe" para São Luís. "Houve o pedido da médica, mas ão houve questionamento dos médicos de São Luís sobre o que foi feito por nós", explicou.
O diretor defendeu a estrutura do hospital, que, para ele, é adequada para o porte da cidade. "Nós somos um hospital municipal muito bem estruturado. Para você ter ideia, o hospital regional mais próximo fica a 50 km daqui, no município de Monção, e só tem uma incubadora. E estamos prestes a inaugurar uma nova ala com quatro incubadoras", informou.
Fonte: UOL Notícias
terça-feira, 5 de abril de 2016
Distúrbio do sono incurável afeta cerca de 800 crianças que tomaram vacina contra H1N1 na Europa
Cerca de 800 crianças europeias desenvolveram narcolepsia – uma doença incurável que causa crises de sono incontroláveis durante o dia – após terem recebido a vacina Pandemrix, contra o vírus da gripe H1N1 ('gripe suína'), produzida pela GlaxoSmithKline.
A jovem Emelie Olsson, de 14 anos, é uma delas. Ela tem dificuldade de se manter acordada durante o dia e perde aulas com frequência por causa do problema. Ao acordar, ela às vezes fica paralisada, com falta de ar e sem conseguir pedir ajuda. Além disso, ela tem pesadelos e alucinações.
Países como a Finlândia, a Noruega, a Irlanda e a França também registraram aumento nos casos de narcolepsia em crianças após a implementação da vacina. Por causa disso, a agência reguladora de remédios europeia decidiu restringir o uso da vacina em jovens abaixo dos 20 anos.
Já para o médico Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford (EUA), considerado um dos maiores especialistas em narcolepsia do mundo, não há dúvidas de que a vacina fez aumentar a ocorrência de narcolepsia. Mas ele concorda que ainda é preciso fazer mais pesquisas.
Mais de 30 milhões de pessoas de 47 países receberam a vacina da Glaxo entre 2009 e 2010. A companhia diz que 795 pessoas foram diagnosticadas com narcolepsia na Europa desde o início do uso da vacina.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina adquirida em 2010 para imunização contra a H1N1 no Brasil não é a Pandemrix e não houve nenhum caso de narcolepsia associada a vacina no país.
Os cientistas ainda estão pesquisando o que, na vacina, pode deflagrar a doença. Alguns sugerem que é o adjuvante, chamado de AS03. Outros, que é o próprio vírus H1N1 o responsável por causar narcolepsia em pessoas geneticamente predispostas.
Mas os especialistas concordam que é preciso cautela para não gerar pânico na população. "Ninguém quer ser o próximo Wakefield", disse Mignot à Reuters, referindo-se ao médico britânico Andrew Wakefield, que perdeu seu registro após ter associado a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola ao autismo.
Equipes independentes de pesquisadores já publicaram estudos revisados por outros especialistas na Suécia, na Finlândia e na Islândia. Todos eles mostraram que o risco de narcolepsia aumentou de sete a 13 vezes entre as crianças que tomaram a vacina, em comparação com as que não tomaram.
O médico especializado em saúde pública Goran Stiernstedt, da Suécia, questiona se valeu a pena imunizar a população - ele ajudou a coordenar a campanha no país.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia de gripe H1N1, de 2009 e 2010, causou 18.500 mortes, embora um estudo publicado no ano passado conclua que o número foi 15 vezes maior.
Stiernstedt estima que a vacinação evitou a morte de 30 a 60 pessoas por gripe. Mas pode ter deflagrado 200 casos de narcolepsia, uma doença incapacitante. Para ele, trata-se de uma "tragédia médica".
Já o diretor de imunizações do governo britânico, David Salisbury, acredita que, diante de uma pandemia, o risco de morte é bem mais grave que o risco de narcolepsia. Para ele, caso os pesquisadores tivessem dedicado mais tempo às pesquisas com a vacina, muito mais gente teria morrido.
(Com Reuters e Folha.com)
Fonte: UOL Notícias
A jovem Emelie Olsson, de 14 anos, é uma delas. Ela tem dificuldade de se manter acordada durante o dia e perde aulas com frequência por causa do problema. Ao acordar, ela às vezes fica paralisada, com falta de ar e sem conseguir pedir ajuda. Além disso, ela tem pesadelos e alucinações.
Países como a Finlândia, a Noruega, a Irlanda e a França também registraram aumento nos casos de narcolepsia em crianças após a implementação da vacina. Por causa disso, a agência reguladora de remédios europeia decidiu restringir o uso da vacina em jovens abaixo dos 20 anos.
Já para o médico Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford (EUA), considerado um dos maiores especialistas em narcolepsia do mundo, não há dúvidas de que a vacina fez aumentar a ocorrência de narcolepsia. Mas ele concorda que ainda é preciso fazer mais pesquisas.
Mais de 30 milhões de pessoas de 47 países receberam a vacina da Glaxo entre 2009 e 2010. A companhia diz que 795 pessoas foram diagnosticadas com narcolepsia na Europa desde o início do uso da vacina.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina adquirida em 2010 para imunização contra a H1N1 no Brasil não é a Pandemrix e não houve nenhum caso de narcolepsia associada a vacina no país.
Os cientistas ainda estão pesquisando o que, na vacina, pode deflagrar a doença. Alguns sugerem que é o adjuvante, chamado de AS03. Outros, que é o próprio vírus H1N1 o responsável por causar narcolepsia em pessoas geneticamente predispostas.
Mas os especialistas concordam que é preciso cautela para não gerar pânico na população. "Ninguém quer ser o próximo Wakefield", disse Mignot à Reuters, referindo-se ao médico britânico Andrew Wakefield, que perdeu seu registro após ter associado a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola ao autismo.
Equipes independentes de pesquisadores já publicaram estudos revisados por outros especialistas na Suécia, na Finlândia e na Islândia. Todos eles mostraram que o risco de narcolepsia aumentou de sete a 13 vezes entre as crianças que tomaram a vacina, em comparação com as que não tomaram.
O médico especializado em saúde pública Goran Stiernstedt, da Suécia, questiona se valeu a pena imunizar a população - ele ajudou a coordenar a campanha no país.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia de gripe H1N1, de 2009 e 2010, causou 18.500 mortes, embora um estudo publicado no ano passado conclua que o número foi 15 vezes maior.
Stiernstedt estima que a vacinação evitou a morte de 30 a 60 pessoas por gripe. Mas pode ter deflagrado 200 casos de narcolepsia, uma doença incapacitante. Para ele, trata-se de uma "tragédia médica".
Já o diretor de imunizações do governo britânico, David Salisbury, acredita que, diante de uma pandemia, o risco de morte é bem mais grave que o risco de narcolepsia. Para ele, caso os pesquisadores tivessem dedicado mais tempo às pesquisas com a vacina, muito mais gente teria morrido.
(Com Reuters e Folha.com)
Fonte: UOL Notícias
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Componente químico Pyriproxyfen é apontado como causa da microcefalia
Nem o Zika vírus e nem vacinas, para a Organização dos Médicos Argentinos o grande surto de microcefalia que se abateu sobre o Brasil é causado por um químico larvicida chamado Pyriproxyfen colocado na água ou pulverizado nas cidades afetadas pelo surto de microcefalia.
Nem o Zika vírus e nem vacinas, para a Organização dos Médicos Argentinos o grande surto de microcefalia que se abateu sobre o Brasil é causado por um químico larvicida chamado Pyriproxyfen colocado na água ou pulverizado nas cidades afetadas pelo surto de microcefalia.
Reportagem Especial
O relatório da entidade é enfático ao dizer que não é coincidência os casos de microcefalia surgirem na áreas onde o governo brasileiro fez a aplicação do Pyriproxyfen diretamente no sistema de abastecimento de água da população, mais especificamente em Pernambuco.
“O Pyroproxyfen é aplicado diretamente pelo Ministério da Saúde nos reservatório de água potável utilizados pelo povo de Pernambuco, onde a proliferação do mosquito Aedes é muito elevado ( uma situação semelhante à das ilhas do Pacífico ). (…) Malformações detectadas em milhares de crianças de mulheres grávidas que vivem em áreas onde o Estado brasileiro acrescentou Pyriproxyfen à água potável não é uma coincidência, apesar do Ministério da Saúde colocar a culpa direta sobre o Zika vírus para os danos causados (microcefalia).”, revela o relatório na página 3.
O relatório também observou que o Zika tem sido tradicionalmente considerado uma doença relativamente benigna, que nunca foi associada com defeitos congênitos, mesmo em áreas onde infectou 75% da população.
Posição da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)
O relatório argentino, que também aborda a epidemia de dengue no Brasil, concorda com as conclusões de um relatório separado sobre o surto Zika feito por médicos brasileiros e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco.
A Abrasco também aponta o Pyriproxyfen como causa provável da microcefalia. A associação condena a estratégia de controle químico para frear o crescimento dos mosquitos portadores do Zika vírus. A Abrasco alega que tal medida está contaminando o meio ambiente, bem como pessoas e não está diminuindo o número de mosquitos. Para a Abrasco esta estratégia é, de fato, impulsionada por interesses comerciais da indústria química, a qual diz que está profundamente integrada com os ministérios latino-americanos de saúde, bem como a Organização Mundial de Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde.
Abrasco nomeou a empresa britânica Oxitec que produz insetos geneticamente modificados como parte do lobby empresarial que está a distorcer os fatos sobre o Zika vírus para atender a sua própria agenda com fins lucrativos.
A Oxitec vende mosquitos transgênicos modificados para esterilidade e os comercializa como um produto de combate à doença – uma estratégia condenada pelos médicos argentinos, tida como “um fracasso total, exceto para a empresa fornecedora de mosquitos”.
Vale lembrar também que o Zika vírus é propriedade da família/Fundação Rockefeller, conforme relatado pelo Panorama Livre no dia 31 de janeiro. Além, claro, da ONU já ter declarado que países com casos de microcefalia deveriam liberar o aborto – deixando claro a todos o enorme número de entidades envolvidas no lobby do controle/diminuição populacional.
Quem fabrica o Pyriproxyfen?
Os médicos acrescentaram que o Pyriproxyfen é fabricado pela Sumitomo Chemical, empresa japonesa e um “parceiro estratégico” da Monsanto. O Pyriproxyfen é um inibidor do crescimento de larvas de mosquitos, que altera o processo de desenvolvimento da larva, a pupa (estágio intermediário entre a larva e o adulto, no desenvolvimento de certos insetos), para adulto, gerando, assim, malformações no desenvolvimento dos mosquitos e matando ou desativando seu desenvolvimento. O composto químico atua como um hormônio juvenil de inseto e tem o efeito de inibir o desenvolvimento de características de insetos adultos (por exemplo – as asas e genitais externos maduros) e o desenvolvimento reprodutivo. É um disruptivo endócrino e é teratogênico (causa defeitos de nascimento), de acordo com os médicos.
Em dezembro de 2014 a Sumitomo Chemical anunciou que, juntamente com a Monsanto, expandiria seus trabalhos de controle de pragas para a América Latina, mais especificamente para Brasil e Argentina.
Referências:
March Against Monsanto
Relatório da Organização dos Médicos Argentinos
Abrasco
Sumitomo Chemical
Fonte: PANORAMALIVRE
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Exames de bebês com microcefalia dão negativo para zika e dengue
Duas meninas nasceram com microcefalia na Santa Casa de Rio Preto.
Município ainda aguarda o resultado dos exames das placentas.
27/01/2016 15h05 - Atualizado em 27/01/2016 17h10
Exames de bebês com microcefalia dão negativo para zika e dengue
Duas meninas nasceram com microcefalia na Santa Casa de Rio Preto.
Município ainda aguarda o resultado dos exames das placentas.
Os exames realizados nos dois bebês que nasceram com microcefalia em São José do Rio Preto (SP) em dezembro do ano passado deram negativo para o zika vírus e para a dengue, segundo a Secretaria de Saúde municipal. O município ainda aguarda o resultado dos exames das placentas, que ainda não tem data para ser divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz.
Duas meninas nasceram com microcefalia na Santa Casa da cidade. Uma delas nasceu no dia 25 de dezembro com o crânio medindo 31,5 centímetros (cm). Já a outra nasceu no dia 28 de dezembro com 32 cm de crânio.
Segundo a Santa Casa, na época, as crianças nasceram com nove meses completos e por cesariana. De acordo com o Ministério da Saúde, se o bebê nascer com 32 centímetros ou menos é preciso notificar como microcefalia. Ainda de acordo com informações do hospital, as mães relataram que não tiveram dengue confirmada e nenhum sintoma que pudesse ser da doença durante a gestação.
Segundo a Secretaria de Saúde de Rio Preto, estes foram os dois primeiros casos de microcefalia neste ano na cidade e, em 2014, o município não registrou casos.
Fonte: G1
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Famílias abandonam crianças com microcefalia e paralisia cerebral
Tratamento. Uma profissional atende a uma criança na Cruz Verde: hospital é o único para paralisia cerebral grave - Marcos Alves
Em hospital de referência 70% dos pacientes não recebem visita
SÃO PAULO — Guilherme* estava de mau humor. Deitado em um berço de metal, seu corpo franzino não revelava os 14 anos de idade. Por trás da máscara de um respirador artificial, apenas seus olhos entristecidos apareciam. Uma pneumonia o impedia, naquela manhã, de circular, distribuindo irônicos apelidos a pacientes, enfermeiras e médicos. Desde os sete meses, ele mora no único hospital do Brasil de atenção exclusiva para pessoas com paralisia cerebral grave: a Associação Cruz Verde, na Zona Sul de São Paulo. Nunca foi pra casa, nunca recebeu visitas de parentes. Foi deixado pela família ainda na maternidade, assim que nasceu e recebeu o diagnóstico de que não viveria mais de quatro anos.
Guilherme é um dos 204 pacientes que moram na Cruz Verde. No prédio arejado e iluminado, de paredes claras e equipe sorridente, crianças, adolescentes e adultos que sofrem com paralisia cerebral e microcefalia graves, recebem diversos tratamentos, como fisioterapia, fonoterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Nenhum deles consegue caminhar, todos usam fraldas, a maioria não pode engolir e se alimenta por sondas, poucos falam. Cerca de 70% foram abandonados pelas famílias e irão viver no hospital até a morte.
A paralisia cerebral é uma condição na qual o paciente tem uma ou mais partes do cérebro lesionadas, causando a morte de neurônios. Pode ser provocada enquanto a criança ainda se desenvolve dentro do útero da mãe, por doenças contraídas ou pelo uso de drogas. No momento do parto, por falta de oxigênio, ou nos primeiros anos de vida, por paradas cardiorrespiratórias ou acidentes que afetem diretamente a oxigenação do cérebro.
O estado provoca graves dificuldades motoras, com atrofia e entortamento dos membros, dificuldades respiratórias, epilepsia e algum grau de atraso intelectual. Em alguma medida, todos eles compreendem o mundo ao redor e têm as interações limitadas pelos problemas de fala e de visão que resultam das lesões neurais. A paralisia cerebral pode acontecer associada à microcefalia - situação em que as crianças nascem com cérebros menores ou não o desenvolvem com o passar do tempo - em uma interação ainda pouco explicada pela ciência. O atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês.
— As mães que abandonam as crianças não têm qualquer estrutura econômica, social ou familiar para fazer frente ao desafio de cuidar delas. Além do preconceito, da rejeição, essas mães normalmente já foram abandonadas pelo pai da criança. Algumas são usuárias de drogas, não têm família e já têm muitos filhos — afirma a assistente social do hospital Jéssica Pereira da Silva.
Atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês - Marcos Alves
Ricardo* tinha 10 anos quando a casa onde morava pegou fogo. Ele era o responsável pelos cuidados de três irmãos menores enquanto a mãe trabalhava. Embora tenha sido o primeiro a sair da casa em chamas, ele acabou voltando para tentar salvar os familiares. Depois de resgatar os irmãos e de inalar uma grande quantidade de fumaça, sofreu uma parada cardiorrespiratória que lhe causou paralisia cerebral grave. Ainda no hospital, Ricardo foi abandonado pela família que salvou. Ocupa há oito anos um dos berços de uma ala da Cruz Verde. Não fala, nem anda. Mas segue o interlocutor com o olhar. Nunca recebeu visita ou foi procurado.
Aos 12 anos, Luana*, que nasceu com paralisia cerebral, pesava apenas 12 quilos quando chegou ao hospital, em extrema desnutrição, depois de ser retirada da família por maus-tratos. Ela depende de uma traqueostomia e um respirador para se manter viva. Júlia*, uma simpática menina de dois anos que distribui sorrisos quando alguém chega perto de seu leito, nasceu de uma mulher que teve sucessivas crises de epilepsia durante a gestação, e teve o cérebro lesionado. A mãe a deixou, visita raramente.
— Quando a mãe vem, ela diz: "isso eu não quero na minha casa". As pessoas não querem cuidar, mal querem olhar, há muito preconceito. Temo que o aumento de casos de microcefalia provoque um surto de abandonos — afirma a neuropediatra, especialista em paralisia cerebral, Adriana Ávila de Espíndola.
A dor da rejeição Fernanda Silva Costa, de 38 anos, conheceu dentro de casa. Ela é mãe de Artur, de 3 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. A criança não enxerga, não fala, não anda, não consegue se sentar sozinha, não engole nenhuma comida que não seja pastosa. Ela e o marido se desdobram nos cuidados com o pequeno, que incluem uma agenda médica extensa. Mas a mãe de Fernanda, avó de Artur, se recusa a chegar perto da criança.
— Ela não o pega no colo, arruma desculpas para não acompanhar no médico, parece que sente nojo dele. Isso machuca muito. Agora estamos tentando matriculá-lo em alguma escola, mas nenhuma delas aceita, dizem que não têm condições. Os pais não deixam suas crianças chegarem perto do Artur. Não querem deixá-lo entrar na sociedade — conta Fernanda, que leva o filho para tratamento na Cruz Verde.
Além do preconceito, as mães enfrentam a falta de terapias e opções médicas no sistema público de saúde para tratar suas crianças. Pacientes com paralisia cerebral precisam de estimulação contínua para uma maior qualidade de vida. Com custo de R$ 15 milhões anuais, a Cruz Verde se equilibra entre a escassez de verba pública - o SUS custeia 50% das despesas - e a necessidade de doações de mais de 50 empresas para seguir funcionando. Os administradores se assombram diante da possibilidade de que a demanda por seus cuidados aumente diante do nascimento em massa de bebês com microcefalia, resultante da infecção por zika vírus. A superintendente do hospital Marilena Pacios resume a aflição:
— O que faremos agora diante de uma parcela dessa geração nascendo quase sem cérebro? Isso é uma tragédia.
*Nomes fictícios
Fonte: O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/familias-abandonam-criancas-com-microcefalia-paralisia-cerebral-18447204#ixzz3yT3A2v6P
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Em hospital de referência 70% dos pacientes não recebem visita
SÃO PAULO — Guilherme* estava de mau humor. Deitado em um berço de metal, seu corpo franzino não revelava os 14 anos de idade. Por trás da máscara de um respirador artificial, apenas seus olhos entristecidos apareciam. Uma pneumonia o impedia, naquela manhã, de circular, distribuindo irônicos apelidos a pacientes, enfermeiras e médicos. Desde os sete meses, ele mora no único hospital do Brasil de atenção exclusiva para pessoas com paralisia cerebral grave: a Associação Cruz Verde, na Zona Sul de São Paulo. Nunca foi pra casa, nunca recebeu visitas de parentes. Foi deixado pela família ainda na maternidade, assim que nasceu e recebeu o diagnóstico de que não viveria mais de quatro anos.
Guilherme é um dos 204 pacientes que moram na Cruz Verde. No prédio arejado e iluminado, de paredes claras e equipe sorridente, crianças, adolescentes e adultos que sofrem com paralisia cerebral e microcefalia graves, recebem diversos tratamentos, como fisioterapia, fonoterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Nenhum deles consegue caminhar, todos usam fraldas, a maioria não pode engolir e se alimenta por sondas, poucos falam. Cerca de 70% foram abandonados pelas famílias e irão viver no hospital até a morte.
A paralisia cerebral é uma condição na qual o paciente tem uma ou mais partes do cérebro lesionadas, causando a morte de neurônios. Pode ser provocada enquanto a criança ainda se desenvolve dentro do útero da mãe, por doenças contraídas ou pelo uso de drogas. No momento do parto, por falta de oxigênio, ou nos primeiros anos de vida, por paradas cardiorrespiratórias ou acidentes que afetem diretamente a oxigenação do cérebro.
O estado provoca graves dificuldades motoras, com atrofia e entortamento dos membros, dificuldades respiratórias, epilepsia e algum grau de atraso intelectual. Em alguma medida, todos eles compreendem o mundo ao redor e têm as interações limitadas pelos problemas de fala e de visão que resultam das lesões neurais. A paralisia cerebral pode acontecer associada à microcefalia - situação em que as crianças nascem com cérebros menores ou não o desenvolvem com o passar do tempo - em uma interação ainda pouco explicada pela ciência. O atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês.
— As mães que abandonam as crianças não têm qualquer estrutura econômica, social ou familiar para fazer frente ao desafio de cuidar delas. Além do preconceito, da rejeição, essas mães normalmente já foram abandonadas pelo pai da criança. Algumas são usuárias de drogas, não têm família e já têm muitos filhos — afirma a assistente social do hospital Jéssica Pereira da Silva.
Atendimento de cada criança na Cruz Verde é complexo e custa R$ 4 mil por mês - Marcos Alves
Ricardo* tinha 10 anos quando a casa onde morava pegou fogo. Ele era o responsável pelos cuidados de três irmãos menores enquanto a mãe trabalhava. Embora tenha sido o primeiro a sair da casa em chamas, ele acabou voltando para tentar salvar os familiares. Depois de resgatar os irmãos e de inalar uma grande quantidade de fumaça, sofreu uma parada cardiorrespiratória que lhe causou paralisia cerebral grave. Ainda no hospital, Ricardo foi abandonado pela família que salvou. Ocupa há oito anos um dos berços de uma ala da Cruz Verde. Não fala, nem anda. Mas segue o interlocutor com o olhar. Nunca recebeu visita ou foi procurado.
Aos 12 anos, Luana*, que nasceu com paralisia cerebral, pesava apenas 12 quilos quando chegou ao hospital, em extrema desnutrição, depois de ser retirada da família por maus-tratos. Ela depende de uma traqueostomia e um respirador para se manter viva. Júlia*, uma simpática menina de dois anos que distribui sorrisos quando alguém chega perto de seu leito, nasceu de uma mulher que teve sucessivas crises de epilepsia durante a gestação, e teve o cérebro lesionado. A mãe a deixou, visita raramente.
— Quando a mãe vem, ela diz: "isso eu não quero na minha casa". As pessoas não querem cuidar, mal querem olhar, há muito preconceito. Temo que o aumento de casos de microcefalia provoque um surto de abandonos — afirma a neuropediatra, especialista em paralisia cerebral, Adriana Ávila de Espíndola.
A dor da rejeição Fernanda Silva Costa, de 38 anos, conheceu dentro de casa. Ela é mãe de Artur, de 3 anos, que nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. A criança não enxerga, não fala, não anda, não consegue se sentar sozinha, não engole nenhuma comida que não seja pastosa. Ela e o marido se desdobram nos cuidados com o pequeno, que incluem uma agenda médica extensa. Mas a mãe de Fernanda, avó de Artur, se recusa a chegar perto da criança.
— Ela não o pega no colo, arruma desculpas para não acompanhar no médico, parece que sente nojo dele. Isso machuca muito. Agora estamos tentando matriculá-lo em alguma escola, mas nenhuma delas aceita, dizem que não têm condições. Os pais não deixam suas crianças chegarem perto do Artur. Não querem deixá-lo entrar na sociedade — conta Fernanda, que leva o filho para tratamento na Cruz Verde.
Além do preconceito, as mães enfrentam a falta de terapias e opções médicas no sistema público de saúde para tratar suas crianças. Pacientes com paralisia cerebral precisam de estimulação contínua para uma maior qualidade de vida. Com custo de R$ 15 milhões anuais, a Cruz Verde se equilibra entre a escassez de verba pública - o SUS custeia 50% das despesas - e a necessidade de doações de mais de 50 empresas para seguir funcionando. Os administradores se assombram diante da possibilidade de que a demanda por seus cuidados aumente diante do nascimento em massa de bebês com microcefalia, resultante da infecção por zika vírus. A superintendente do hospital Marilena Pacios resume a aflição:
— O que faremos agora diante de uma parcela dessa geração nascendo quase sem cérebro? Isso é uma tragédia.
*Nomes fictícios
Fonte: O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/familias-abandonam-criancas-com-microcefalia-paralisia-cerebral-18447204#ixzz3yT3A2v6P
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Governo muda critério de microcefalia para crânios menores do que 32 cm
O governo federal vai mudar os critérios para a definição de casos de microcefalia. A decisão, que começou a valer nessa quinta, 3, em Pernambuco e nos próximos dias deverá ser estendida para todo o território nacional, reduz de 33 para 32 centímetros o perímetro cefálico do bebê considerado portador da má-formação. Na prática, menos pacientes serão considerados como casos "suspeitos".
"Estávamos até agora pecando pelo excesso. Adotávamos uma marca mais rígida do que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que há anos considera microcefalia apenas bebês com perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros", afirmou a secretária executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.
O Estado lidera as estatísticas de notificação de casos da microcefalia, cuja relação com o zika vírus já foi confirmada. Até a semana passada, eram 646 casos e 1.248 no país.
"Verificamos que somente uma pequena parte dos pacientes que estão entre 32 e 33 centímetros apresentava calcificações, uma espécie de cicatriz que se forma no cérebro depois dos processos infecciosos", disse Angela Rocha, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Não estamos relaxando os critérios. Agora, poderemos saber melhor o perfil dos bebês que de fato têm a má-formação relacionada com o zika", afirmou.
A mudança dos parâmetros começou a ser discutida há uma semana, em uma reunião de especialistas organizada pelo Ministério da Saúde, em Brasília.
Acompanhamento
Além da alteração do critério, Pernambuco anunciou nessa quinta, 3, que vai acompanhar as gestantes com suspeita de zika. A medida também deverá ser estendida para outros Estados para tornar mais ágil a identificação e o acompanhamento dos bebês com microcefalia.
Em Pernambuco, as mulheres que apresentarem sintomas de zika - manchas pelo corpo, coceira, febre - serão encaminhadas para um serviço de referência. Elas farão exames e, na última fase da gestação, a partir da 32.ª semana, serão submetidas a um ultrassom. Atualmente, um exame já é garantido, mas o período em que é feito fica a critério do médico.
Agora, havendo suspeitas de microcefalia, a mulher fará mais de um exame. "É na fase final da gestação que podemos avaliar com mais precisão se o bebê tem ou não a má-formação", disse Angela.
A gravidez não é considerada de risco e, mesmo que identificada a microcefalia do feto, a gestante continuará na rede básica. A mudança terá efeito sobretudo no atendimento do bebê. Uma vez diagnosticado, a ideia é deixar planejados exames e atendimentos necessários. O protocolo de Pernambuco também prevê a oferta de uma assistência psicológica para gestantes. O acompanhamento também será útil para reunir informações que poderão ser usadas por autoridades sanitárias.
Minas
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas informou nessa quinta que investiga as causas de 11 casos de microcefalia. A intenção é verificar se a má-formação do crânio tem relação com o zika vírus. Os registros foram feitos a partir do dia 11 de novembro, quando a notificação passou a ser obrigatória.
"Cabe destacar que esta investigação é um processo que envolve diagnóstico não somente do zika, mas de outros agentes que possam ser responsáveis pela má-formação. Então, a gente precisa fazer um diagnóstico laboratorial com um painel ampliado", disse Rodrigo Said, superintendente de Vigilância Epidemiológica. Ele afirmou que ainda não há confirmação de que o zika esteja circulando no Estado.
Fonte: UOL
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Surto de microcefalia vai se espalhar para outros Estados, diz ministro da Saúde
Ministério tem quase 100% de certeza de que a má-formação é causada pelo zika virus]
O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).
A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).
Governo não vai poupar recursos para conter surto de microcefalia, diz ministro
"Estamos diante de algo desconhecido" diz especialista, sobre surto de bebês com má-formação
— Por enquanto, os casos estão restritos ao Nordeste, mas o que todos os infectologistas dizem, ou pelo menos os que eu tenho conversado, é que não ficará restrito ao Nordeste. Se é um vírus que está causando a microcefalia e este vírus está espalhado por outros estados do Brasil, ele vai causar em todos os outros Estados. E mais, devido a mobilização que tem hoje no mundo, ele vai se espalhar por outros países.
Com relação ao zika, o ministério registrou um aumento no número de estados que registraram casos da doença, de 14 para 18.
Já a microcefalia tem 739 casos suspeitos em nove unidades da federação, sendo que, pela primeira vez neste ano, um Estado fora do Nordeste (Goiás) registrou suspeita da má-formação.
Proliferação do mosquito
O Ministério da Saúde elaborou levantamento de índices do mosquito Aedes aegypti, que indica 199 municípios brasileiros em situação de risco para surto de dengue, chikungunya e zika. O estudo foi realizado nos últimos dois meses, e divulgado pela pasta nesta terça-feira (24).
O levantamento identificou 665 municípios que devem ficar em alerta sobre as doenças, pois têm até 3,9% dos imóveis com focos do mosquito. Dentre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro está em situação de risco, enquanto outras seis estão em alerta (Aracaju, Recife, São Luis, Cuiabá, Belém e Porto Velho).
Por conta da proliferação do mosquito, o número de casos de dengue aumentou 176% em relação ao mesmo período do ano passado, e 7% na comparação com 2013, com mais de 1,5 milhão de casos prováveis em todo o País.
Em 2015, também foram registrados 17 mil casos suspeitos de chikungunya, sendo que 6.700 foram confirmados. O ministério avalia que os números mostram um fortalecimento do mosquito, que estaria se adaptando às condições climáticas do Brasil.
Por isso, a pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti precisa ser feito de forma a impedir que ele nasça, e em todas as épocas do ano.
Resultados de exames em fetos com malformação no Nordeste revelam infecção por zika vírus
Constrangimento de mães de bebês microcéfalos demanda auxílio terapêutico
Fonte: R7
O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).
A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).
Governo não vai poupar recursos para conter surto de microcefalia, diz ministro
"Estamos diante de algo desconhecido" diz especialista, sobre surto de bebês com má-formação
— Por enquanto, os casos estão restritos ao Nordeste, mas o que todos os infectologistas dizem, ou pelo menos os que eu tenho conversado, é que não ficará restrito ao Nordeste. Se é um vírus que está causando a microcefalia e este vírus está espalhado por outros estados do Brasil, ele vai causar em todos os outros Estados. E mais, devido a mobilização que tem hoje no mundo, ele vai se espalhar por outros países.
Com relação ao zika, o ministério registrou um aumento no número de estados que registraram casos da doença, de 14 para 18.
Já a microcefalia tem 739 casos suspeitos em nove unidades da federação, sendo que, pela primeira vez neste ano, um Estado fora do Nordeste (Goiás) registrou suspeita da má-formação.
Proliferação do mosquito
O Ministério da Saúde elaborou levantamento de índices do mosquito Aedes aegypti, que indica 199 municípios brasileiros em situação de risco para surto de dengue, chikungunya e zika. O estudo foi realizado nos últimos dois meses, e divulgado pela pasta nesta terça-feira (24).
O levantamento identificou 665 municípios que devem ficar em alerta sobre as doenças, pois têm até 3,9% dos imóveis com focos do mosquito. Dentre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro está em situação de risco, enquanto outras seis estão em alerta (Aracaju, Recife, São Luis, Cuiabá, Belém e Porto Velho).
Por conta da proliferação do mosquito, o número de casos de dengue aumentou 176% em relação ao mesmo período do ano passado, e 7% na comparação com 2013, com mais de 1,5 milhão de casos prováveis em todo o País.
Em 2015, também foram registrados 17 mil casos suspeitos de chikungunya, sendo que 6.700 foram confirmados. O ministério avalia que os números mostram um fortalecimento do mosquito, que estaria se adaptando às condições climáticas do Brasil.
Por isso, a pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti precisa ser feito de forma a impedir que ele nasça, e em todas as épocas do ano.
Resultados de exames em fetos com malformação no Nordeste revelam infecção por zika vírus
Constrangimento de mães de bebês microcéfalos demanda auxílio terapêutico
Fonte: R7
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Menina espancada pelo pai sofre paralisia e família pede ajuda para o tratamento
A mãe da pequena Manoela, de dois anos e meio, foi morta pelo marido e pai da menina no início deste ano em Anchieta
A família da menina Manoela Nascimento Pontes de Oliveira, de dois anos e dois meses, está lutando para conseguir custear o seu tratamento e as despesas dela. Manoela foi agredida pelo próprio pai, que matou a esposa e mãe da criança estrangulada. O crime foi no dia 03 de janeiro deste ano, em Anchieta, no Litoral Sul. Hoje a menina mora com a família em Piúma.
Após ser agredida pelo pai, Manoela, mais conhecida como Manu, esperou cerca de 10 horas para ser socorrida. Essa demora fez com que ela ficasse sem oxigenização no cérebro, provocando uma paralisia cerebral e cegueira na menina. Ela se alimenta através de sonda, respira por uma cânula na traqueia e ainda precisa fazer o uso de seis medicamentos.
A avó materna de Manu, a dona de casa Vera Lúcia Negrini, mudou o estilo de vida para se dedicar a neta. “Tive que largar meu serviço, fico 24 horas cuidando dela, não saio de perto. Hoje mesmo o que eu estava querendo era levar ela para um médico fora daqui para ver se tem alguma coisa para fazer por ela. Os médicos daqui falaram que o que eles puderam fazer por ela já fizeram”, disse.
O avô paterno da menina, o aposentado Manoel Francisco Negrini, gostaria que ela voltasse a ser uma criança normal. “ É muito triste, agora mesmo eu chorei... Meu sonho é ver a Manu andando ”, lamentou.
A família de Manoela precisa de um berço de UTI, pois o que o hospital cedeu é baixo, o que causa dificuldade no tratamento dela. Necessita ainda de fraldas.
Quem quiser ajudar a família de Manoela pode entrar em contato pelo número de telefone: (28) 99939-2572.
Entenda o crime
A mãe da menina, Lilyan de Freitas Nascimento de Oliveira, foi agredida e estrangulada pelo pastor João Pontes de Oliveira, 33 anos, no dia 03 de janeiro. Ele ainda ainda agrediu a filha do casal, Manoela, que precisou ser transferida de helicóptero para o Hospital Infantil de Vitória.
João ainda ligou para a sogra depois do crime, confessou o assassinato e fugiu em seguida. Ele foi preso quatro dias após o crime.
Fonte: GAZETAONLINE
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Bebê com alto grau de miopia vê os pais com nitidez pela primeira vez
RIO - Os pais da pequena Piper Verdusco, preocupados porque a filha estava demorando para começar a engatinhar, decidiram levar a questão a um médico. Alguns exames depois, souberam que a menina tem 7 graus de miopia em um olho e 5 no outro, o que seria, provavelmente, o motivo da demora. A solução foi, então, comprar óculos. Aliviada, a mãe, Jessica Sinclair, de Ohio, nos EUA, registrou o momento em que Piper enxerga claramente pela primeira vez, através de um par de óculos de armação cor de rosa. O vídeo que mostra a reação do bebê vem encantando milhares de internautas.
No vídeo de 30 segundos, Piper inicialmente reluta em deixar que seus pais coloquem os óculos em seu rosto. Em seguida, a óbvia diferença faz a criança abrir um sorriso. Mãe de dois filhos, Jessica postou o vídeo no Facebook com o subtítulo: “Peguei os óculos. Saímos para comer e colocamos nela. A reação dela derrete meu coração”.
Em seguida, o pai, também emocionado, chama a filha e responde ao questionamento de Jessica sobre se ela consegue ver:
“Acho que sim!”. Os dois gargalham.
Fonte:O Globo
sexta-feira, 27 de junho de 2014
No PA, ao saber sobre morte, família descobre corte em bebê após cesárea
Atestado diz que bebê morreu de 'sofrimento fetal agudo circular de cordão'.
Médico alega que corte não afetaria na saúde e pode ocorrer em urgências.
Uma família de Santarém, no oeste do Pará, descobriu um corte no corpo de um bebê logo após o parto feito no Hospital Municipal de Santarém (HMS), na tarde de segunda-feira (23). Os familiares contam que o médico que fez o parto cesárea disse que a criança já nasceu morta e que a causa da morte não foi o corte.
No atestado de óbito consta que a causa da morte foi “sofrimento fetal agudo circular de cordão”, que ocorre quando a criança nasce com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Segundo a avó do bebê, Raimunda Batista, a família acredita que, apesar do corte, a principal causa da morte foi a demora no atendimento. Ela explica que a mãe, Marcilene Dias da Cruz, de 22 anos, foi levada ao Hospital Municipal no sábado (21) com dores e perda de líquido, mas somente na segunda-feira foi operada.
Raimunda destaca que, ainda no sábado, Marcilene recebeu uma injeção e foi mandada de volta para casa, mas retornou ao hospital no dia seguinte com dores. “Eles abandonaram ela na sala de espera. O primeiro médico que atendeu falou que ela ia ter filho normal, mas do jeito que ela era grande, ela não ia ter normal. Ele falou que até as 7hs da manhã de segunda a gente operava ela, mas não fizeram isso. Ela foi operada quatro horas da tarde”, ressaltou. Ainda segundo ela, a cirurgia foi feita por outro médico, diferente do que atendeu a paciente pela manhã.
Após o parto, Raimunda conta que o bebê estava enrolado em um pano no necrotério e que a família só descobriu o corte ao observá-lo detalhadamente.
Ao G1, o obstetra Waldir Mesquita disse que recebeu a paciente, que estava no atendimento de pré parto desde o dia anterior, por volta das 15h15 de segunda-feira, "com diagnóstico de sofrimento fetal agudo, que é um acidente que ocorre de forma rápida. Eu a submeti à operação cesariana, que é o procedimento indicado e, ao retirar o bebê, ele estava com três circulares de cordão e essa é que foi a causa da morte”, afirma.
Em relação ao corte no corpo da criança, ele explicou que se trata de um procedimento que pode ocorrer, principalmente em situações urgentes, mas garante que não prejudica a saúde do paciente. “O que existe é o que chamamos de escoriação no bebê, que vai do dorso, pega a nádega e parte da coxa. Isso se deve ao risco das duas pinças podem fazer quando você tira o bebê. Como o caso dela era urgente, a gente foi tirar o bebê apressadamente para tentar ver se conseguia reanimá-lo. E provavelmente, repito, provavelmente, essas pinças-corte devem ter riscado o dorso do bebê, mas isso não tem nada a ver com a causa da morte”, alegou o médico.
A família chegou a ir ao Propaz para registrar Boletim de Ocorrência, mas foi orientada a levar a informação ao Ministério Público do Estado.
Por telefone, a diretora do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Stael Rejane, informou que o corpo da criança foi necropsiado na tarde desta terça (24), e que o prazo para entrega do resultado é de 10 a 30 dias.
Posicionamento do HMS
Em nota, o HMS informou que a morte do recém-nascido, de Marcilene Dias Amorim, atestada em prontuário, foi por Asfixia de Cirtcular de Cordão Umbilical no Pescoço, considerado de difícil reversão para nascimento com vida. Todos os esforços foram tomados pela equipe médica, mas a criança não resistiu.
Em relação ao corte no lado esquerdo, que vai da região torácica à coxa, o HMS disse que ele ocorreu durante a retirada do bebê, já sem os sinais vitais por instrumental médico. O fato será apurado e devidamente encaminhado aos órgãos competentes para imputação de responsabilidades.
No Hospital Municipal, Marcilene Dias foi prontamente atendida, realizando exames e foi acompanhada 24h pela equipe obstétrica.
G1
sábado, 5 de abril de 2014
O grito da vida é mais forte que o da morte
Os médicos consideravam que seu feto estava morto e queriam fazer o aborto terapêutico, mas a esperança de Maria foi maior
Ocorreu em Roma, e graças ao desejo que todos nós temos dentro do coração, especialmente as mães: viver e dar vida.
Aborto terapêutico
Maria, uma jovem mãe italiana, estava no terceiro mês de gravidez, mas, para os médicos do setor de pronto atendimento de San Giovanni Calibita Fatebenefratelli, seu filho estava morto dentro do útero. O único caminho parecia ser o aborto terapêutico. Segundo informou em 24 de março “Il Messaggero”, para eles o feto estava morto, o coração não batia na 5ª semana de gravidez, a ecografia era plana.
No entanto, o bebê nasceu em perfeito estado de saúde, no mesmo hospital.
Instinto materno e desejo de vida
Tudo isso só foi possível graças à “teimosia” da jovem mãe que, naquele dia, não quis se fiar do diagnóstico dos médicos da sala de emergências.
“Apesar dos exames e da ecografia, esse diagnóstico me pareceu apressado demais – comentou Maria – e, naquela noite, em casa, eu me informei e confirmei o que já havia intuído: que nem sempre as batidas do coração do feto são perceptíveis na quinta semana. Era melhor esperar, antes de optar pelos fármacos e pelo bisturi. Minha gravidez não foi planejada, mas eu amava o meu filho.”
A médica que a acompanha confirmou o acerto da sua decisão: “É verdade, o coração não está batendo, mas a gravidez ainda está no começo. Vamos esperar uma semana para ver se houve aborto interno ou não”.
Alguns dias depois, a ecografia acabou com todas as dúvidas: o embrião estava vivo e crescia. O diagnóstico dado no setor de pronto atendimento era incorreto.
Não à superficialidade com a vida
“Meu bebê nasceu no dia 2 de dezembro de 2013 – contou Maria. Pesava três quilos e meio. Foi parto normal. E cada vez que contemplo o meu filho, lembro do perigo pelo qual ele passou. Se eu não tivesse seguido o meu instinto, teria sido eu mesma a assassina do meu filho.”
Maria pede justiça e indenização por danos morais. “Uma ação legal não é apenas uma iniciativa justa, mas necessária. Não se pode ser superficial com a vida”, afirmou.
Aleteia
Ocorreu em Roma, e graças ao desejo que todos nós temos dentro do coração, especialmente as mães: viver e dar vida.
Aborto terapêutico
Maria, uma jovem mãe italiana, estava no terceiro mês de gravidez, mas, para os médicos do setor de pronto atendimento de San Giovanni Calibita Fatebenefratelli, seu filho estava morto dentro do útero. O único caminho parecia ser o aborto terapêutico. Segundo informou em 24 de março “Il Messaggero”, para eles o feto estava morto, o coração não batia na 5ª semana de gravidez, a ecografia era plana.
No entanto, o bebê nasceu em perfeito estado de saúde, no mesmo hospital.
Instinto materno e desejo de vida
Tudo isso só foi possível graças à “teimosia” da jovem mãe que, naquele dia, não quis se fiar do diagnóstico dos médicos da sala de emergências.
“Apesar dos exames e da ecografia, esse diagnóstico me pareceu apressado demais – comentou Maria – e, naquela noite, em casa, eu me informei e confirmei o que já havia intuído: que nem sempre as batidas do coração do feto são perceptíveis na quinta semana. Era melhor esperar, antes de optar pelos fármacos e pelo bisturi. Minha gravidez não foi planejada, mas eu amava o meu filho.”
A médica que a acompanha confirmou o acerto da sua decisão: “É verdade, o coração não está batendo, mas a gravidez ainda está no começo. Vamos esperar uma semana para ver se houve aborto interno ou não”.
Alguns dias depois, a ecografia acabou com todas as dúvidas: o embrião estava vivo e crescia. O diagnóstico dado no setor de pronto atendimento era incorreto.
Não à superficialidade com a vida
“Meu bebê nasceu no dia 2 de dezembro de 2013 – contou Maria. Pesava três quilos e meio. Foi parto normal. E cada vez que contemplo o meu filho, lembro do perigo pelo qual ele passou. Se eu não tivesse seguido o meu instinto, teria sido eu mesma a assassina do meu filho.”
Maria pede justiça e indenização por danos morais. “Uma ação legal não é apenas uma iniciativa justa, mas necessária. Não se pode ser superficial com a vida”, afirmou.
Aleteia
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Cientistas descobrem substância que pode diminuir sintomas do autismo
Especialistas franceses conseguiram reprimir o distúrbio antes do nascimento em filhotes de ratos aplicando uma injeção de diurético nas mães
Paloma Oliveto
O mal é tão desconhecido que sequer existe concordância sobre o número de pessoas afetadas mundialmente. Não se sabe das causas e nem há tratamento padrão. Nos últimos anos, contudo, as pesquisas sobre autismo avançaram, revelando, por exemplo, diversos genes que têm implicação com esse distúrbio do desenvolvimento, caracterizado principalmente pelo isolamento social. Agora, uma série de importantes descobertas foi publicada na revista Science por um grupo de pesquisadores franceses. Elas foram consideradas um passo importante em direção à compreensão do autismo e, por fim, à cura do transtorno.
Além de observar, pela primeira vez, a atividade de neurônios de embriões de ratos programados geneticamente para desenvolver o problema, os cientistas foram capazes de reverter os sintomas antes do nascimento dos animais, aplicando uma injeção nas mães. Previamente, a mesma equipe havia conseguido diminuir a severidade do autismo e da síndrome de Asperger (um tipo de autismo) em crianças usando a mesma droga. A descoberta ainda não vai beneficiar diretamente os humanos, pois muitos testes precisam ser feitos antes disso, mas os resultados animaram os cientistas, que acreditam ter encontrado o caminho certo em busca de terapias eficazes contra o transtorno autista.
Das poucas coisas que se sabe sobre esse distúrbio é que ele se desenvolve muito cedo, ainda na fase embrionária. Por motivos desconhecidos, os neurônios passam a se comportar de maneira diferente, provocando danos irreversíveis ao cérebro. Por volta dos três anos, a criança começa a exibir os sinais do autismo — é quando a maioria dos pais vai aos consultórios médicos atrás de uma resposta. Na pesquisa, os cientistas constataram a necessidade de iniciar o tratamento o mais cedo possível para evitar que esses sintomas se desenvolvam — os mais conhecidos são déficit de atenção, baixa reciprocidade social e comportamentos repetitivos. Uma dificuldade para isso é que, mesmo se comprovada em humanos a eficácia da substância usada no estudo, não existem testes de detecção do autismo durante a gestação.
Tratamento com bumetanida também é testado em crianças
Em uma coletiva de imprensa, Yehezkel Ben-Ari, pesquisador da Universidade de Aix-Marseille, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, e principal autor do estudo, explicou que, em 2012, uma investigação clínica mostrou que a substância bumetanida reduziu a gravidade de sintomas em 60 pacientes com idade entre três e 11 anos, com poucos efeitos colaterais.
Durante três meses, as crianças tomaram um diurético para diminuir os níveis intracelulares de cloreto, um importante composto orgânico encontrado no corpo. Em quantidades anormais, porém, ele está associado a deficiências nas redes de neurônios — pesquisas anteriores indicam que o problema também tem relação, por exemplo, com a epilepsia. No fim, 75% dos meninos apresentavam sintomas mais amenos, o que foi constatado por meio de três escalas comportamentais utilizadas globalmente para averiguar a taxa de severidade do autismo.
Como exemplo, os pesquisadores citaram um paciente de seis anos que apresentava baixa habilidade linguística e pouca interação social, era hiperativo e exibia um tratamento combativo. Depois de três meses de tratamento, os pais, professores e enfermeiros do hospital onde eles se tratava, além de amigos da escola, disseram que o garoto estava mais participativo. A atenção dele havia melhorado, assim como o contato visual, que é pobre em pessoas com esse distúrbio.
— Apesar de não ser um tratamento curativo, o diurético reduziu a severidade do autismo na maior parte das crianças — destacou Ben-Ari.
A substância foi patenteada pelo instituto de pesquisa francês Neurochlore, que financiou o estudo publicado na Science.
Sintomas amenizados
Em um segundo teste, os cientistas investigaram se, aplicada diretamente nos roedores depois do nascimento, a substância também poderia tratar o autismo. Esses animais, que já exibiam sinais da doença, apresentaram redução dos sintomas.
— Conseguimos comprovar que a bumetanida é eficaz e que, quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior o potencial preventivo — diz o pesquisador.
— Dada a ênfase cada vez maior à necessidade de detecção precoce do distúrbio do espectro autista e à descoberta de seus biomarcadores, a possibilidade de tratamento pré-natal com um agente como a bumetanida é uma possibilidade sedutora de prevenção ou terapia precoce — acredita Susan Connors, neurologista do Hospital Geral de Massachusetts.
Ela observa, contudo, que, para isso acontecer, será necessário primeiramente desenvolver métodos confiáveis e seguros de identificação da doença em fase embrionária.
Yehezkel Ben-Ari ressalta que ainda não está na hora de pensar em desenvolver tratamento pré-natal para o autismo, pois a doença tem diversos aspectos que ainda precisam ser investigados a fundo.
— Para tratar, é necessário entender como o cérebro se desenvolve e de que forma mutações genéticas e fatores ambientais modulam a atividade cerebral dentro do útero — pondera.
Ação dos cloretos
Se nos pacientes humanos não se pode falar em cura, no experimento realizado com ratos, a bumetanida eliminou qualquer sinal de autismo antes do nascimento dos animais. Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo, explica.
— Durante toda a fase embrionária, os neurônios contêm altos níveis de cloretos. Como resultado, o GABA, principal mensageiro químico do cérebro, excita os neurônios durante essa fase, no lugar de inibi-los. Isso é importante para a construção do órgão — explica Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo.
Mas depois, quando o cérebro já está consolidado, a concentração de cloretos dentro das células cai. Com base nas observações, os pesquisadores desenvolveram modelos de ratos com autismo para checar se o cloreto também poderia estar associado a esse tipo de transtorno. Logo após o nascimento, exames indicaram que as taxas continuavam anormalmente altas. Isso não é comum porque, no momento do parto, a mãe libera um hormônio, a oxitocina, que regula a ação do neurotransmissor GABA. Nos ratinhos testados, nem mesmo essa substância consegue acalmar a superexcitação dos neurônios. A bumetanida, contudo, é capaz de reproduzir o efeito da oxitocina.
Zero Hora
Paloma Oliveto
O mal é tão desconhecido que sequer existe concordância sobre o número de pessoas afetadas mundialmente. Não se sabe das causas e nem há tratamento padrão. Nos últimos anos, contudo, as pesquisas sobre autismo avançaram, revelando, por exemplo, diversos genes que têm implicação com esse distúrbio do desenvolvimento, caracterizado principalmente pelo isolamento social. Agora, uma série de importantes descobertas foi publicada na revista Science por um grupo de pesquisadores franceses. Elas foram consideradas um passo importante em direção à compreensão do autismo e, por fim, à cura do transtorno.
Além de observar, pela primeira vez, a atividade de neurônios de embriões de ratos programados geneticamente para desenvolver o problema, os cientistas foram capazes de reverter os sintomas antes do nascimento dos animais, aplicando uma injeção nas mães. Previamente, a mesma equipe havia conseguido diminuir a severidade do autismo e da síndrome de Asperger (um tipo de autismo) em crianças usando a mesma droga. A descoberta ainda não vai beneficiar diretamente os humanos, pois muitos testes precisam ser feitos antes disso, mas os resultados animaram os cientistas, que acreditam ter encontrado o caminho certo em busca de terapias eficazes contra o transtorno autista.
Das poucas coisas que se sabe sobre esse distúrbio é que ele se desenvolve muito cedo, ainda na fase embrionária. Por motivos desconhecidos, os neurônios passam a se comportar de maneira diferente, provocando danos irreversíveis ao cérebro. Por volta dos três anos, a criança começa a exibir os sinais do autismo — é quando a maioria dos pais vai aos consultórios médicos atrás de uma resposta. Na pesquisa, os cientistas constataram a necessidade de iniciar o tratamento o mais cedo possível para evitar que esses sintomas se desenvolvam — os mais conhecidos são déficit de atenção, baixa reciprocidade social e comportamentos repetitivos. Uma dificuldade para isso é que, mesmo se comprovada em humanos a eficácia da substância usada no estudo, não existem testes de detecção do autismo durante a gestação.
Tratamento com bumetanida também é testado em crianças
Em uma coletiva de imprensa, Yehezkel Ben-Ari, pesquisador da Universidade de Aix-Marseille, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, e principal autor do estudo, explicou que, em 2012, uma investigação clínica mostrou que a substância bumetanida reduziu a gravidade de sintomas em 60 pacientes com idade entre três e 11 anos, com poucos efeitos colaterais.
Durante três meses, as crianças tomaram um diurético para diminuir os níveis intracelulares de cloreto, um importante composto orgânico encontrado no corpo. Em quantidades anormais, porém, ele está associado a deficiências nas redes de neurônios — pesquisas anteriores indicam que o problema também tem relação, por exemplo, com a epilepsia. No fim, 75% dos meninos apresentavam sintomas mais amenos, o que foi constatado por meio de três escalas comportamentais utilizadas globalmente para averiguar a taxa de severidade do autismo.
Como exemplo, os pesquisadores citaram um paciente de seis anos que apresentava baixa habilidade linguística e pouca interação social, era hiperativo e exibia um tratamento combativo. Depois de três meses de tratamento, os pais, professores e enfermeiros do hospital onde eles se tratava, além de amigos da escola, disseram que o garoto estava mais participativo. A atenção dele havia melhorado, assim como o contato visual, que é pobre em pessoas com esse distúrbio.
— Apesar de não ser um tratamento curativo, o diurético reduziu a severidade do autismo na maior parte das crianças — destacou Ben-Ari.
A substância foi patenteada pelo instituto de pesquisa francês Neurochlore, que financiou o estudo publicado na Science.
Sintomas amenizados
Em um segundo teste, os cientistas investigaram se, aplicada diretamente nos roedores depois do nascimento, a substância também poderia tratar o autismo. Esses animais, que já exibiam sinais da doença, apresentaram redução dos sintomas.
— Conseguimos comprovar que a bumetanida é eficaz e que, quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior o potencial preventivo — diz o pesquisador.
— Dada a ênfase cada vez maior à necessidade de detecção precoce do distúrbio do espectro autista e à descoberta de seus biomarcadores, a possibilidade de tratamento pré-natal com um agente como a bumetanida é uma possibilidade sedutora de prevenção ou terapia precoce — acredita Susan Connors, neurologista do Hospital Geral de Massachusetts.
Ela observa, contudo, que, para isso acontecer, será necessário primeiramente desenvolver métodos confiáveis e seguros de identificação da doença em fase embrionária.
Yehezkel Ben-Ari ressalta que ainda não está na hora de pensar em desenvolver tratamento pré-natal para o autismo, pois a doença tem diversos aspectos que ainda precisam ser investigados a fundo.
— Para tratar, é necessário entender como o cérebro se desenvolve e de que forma mutações genéticas e fatores ambientais modulam a atividade cerebral dentro do útero — pondera.
Ação dos cloretos
Se nos pacientes humanos não se pode falar em cura, no experimento realizado com ratos, a bumetanida eliminou qualquer sinal de autismo antes do nascimento dos animais. Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo, explica.
— Durante toda a fase embrionária, os neurônios contêm altos níveis de cloretos. Como resultado, o GABA, principal mensageiro químico do cérebro, excita os neurônios durante essa fase, no lugar de inibi-los. Isso é importante para a construção do órgão — explica Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo.
Mas depois, quando o cérebro já está consolidado, a concentração de cloretos dentro das células cai. Com base nas observações, os pesquisadores desenvolveram modelos de ratos com autismo para checar se o cloreto também poderia estar associado a esse tipo de transtorno. Logo após o nascimento, exames indicaram que as taxas continuavam anormalmente altas. Isso não é comum porque, no momento do parto, a mãe libera um hormônio, a oxitocina, que regula a ação do neurotransmissor GABA. Nos ratinhos testados, nem mesmo essa substância consegue acalmar a superexcitação dos neurônios. A bumetanida, contudo, é capaz de reproduzir o efeito da oxitocina.
Zero Hora
sexta-feira, 14 de março de 2014
Todo mundo tem o direito de ser feliz
Nova campanha da Saatchi & Saatchi, para a Coordown, apoia mães de portadores da Síndrome de Down
A filial italiana da Saatchi & Saatchi aproveitou um e-mail enviado por uma futura mãe para criar a nova campanha da CoorDown, organização nacional de apoio à Síndrome de Down.
"Que tipo de vida o meu filho vai ter?", perguntou a mulher que estava com medo, pois acabara de descobrir que seu filho iria nascer com a doença genética.
O anúncio, feito especialmente para o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, traz 15 portadores da Síndrome de Down para responder a pergunta da mãe, mostrando as alegrias e os desafios que o filho possivelmente enfrentará no futuro.
O filme adota o conceito "Todo mundo tem o direito de ser feliz", a fim de promover a diversidade e integração na sociedade, especialmente na escola e no trabalho.
Este é o terceiro ano de trabalho da Saatchi com a CoorDown. As duas últimas campanhas ganharam 11 Leões em Cannes para a agência.
Com informações do Adweek.
meiomensagem
A filial italiana da Saatchi & Saatchi aproveitou um e-mail enviado por uma futura mãe para criar a nova campanha da CoorDown, organização nacional de apoio à Síndrome de Down.
"Que tipo de vida o meu filho vai ter?", perguntou a mulher que estava com medo, pois acabara de descobrir que seu filho iria nascer com a doença genética.
O anúncio, feito especialmente para o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, traz 15 portadores da Síndrome de Down para responder a pergunta da mãe, mostrando as alegrias e os desafios que o filho possivelmente enfrentará no futuro.
O filme adota o conceito "Todo mundo tem o direito de ser feliz", a fim de promover a diversidade e integração na sociedade, especialmente na escola e no trabalho.
Este é o terceiro ano de trabalho da Saatchi com a CoorDown. As duas últimas campanhas ganharam 11 Leões em Cannes para a agência.
Com informações do Adweek.
meiomensagem
sábado, 8 de março de 2014
Apesar de sentença de morte, bebê de anões nasce e sobrevive
Pais realizam sonho de ter filho, mas temem pelo futuro da criança
Após realizar sonho de gravidez, a anã Laura Whitfield recebeu a notícia dos médicos que precisa abortar porque seu bebê não teria chances de sobreviver. Porém, ela decidiu levar a diante a gestação e conseguiu ter seu bebê. As informações são do site Daily Mail desta sexta-feira (7)
Foto: Reprodução/DailyMail
R7
Após realizar sonho de gravidez, a anã Laura Whitfield recebeu a notícia dos médicos que precisa abortar porque seu bebê não teria chances de sobreviver. Porém, ela decidiu levar a diante a gestação e conseguiu ter seu bebê. As informações são do site Daily Mail desta sexta-feira (7)
Foto: Reprodução/DailyMail
R7
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Esse Produto Promete o Fim do Afogamento de Crianças
O afogamento em piscinas pode estar chegando ao fim, pelo menos para crianças. É o que promete essa faixa de cabeça chamada iSwimband.
A faixa, feita de borracha, pode ser colocada em qualquer criança, desde os bebês até os adolescentes. Os pais sincronizam o equipamento com seu smartphone via bluetooth através de um aplicativo, ajustando os limites. Eles são alertados se uma criança que não sabe nadar entra na piscina ou se uma que sabe mantém sua cabeça por um determinado tempo debaixo d’água.
Um dos três sócios que criaram a empresa sofreu na pele esse problema, quando perdeu um filho de 9 anos em uma piscina de um parque. Apesar de muita gente na piscina, que inclusive contava com a observação de salva-vidas, não puderam evitar que a criança ficasse 5 minutos debaixo d’água e morresse afogada.
Depois de 8 anos desenvolvendo o produto com a intenção de diminuir ou erradicar de vez esse problema, o produto está disponível para reserva por $124,99 dólares.
Existem milhares de idéias, mas aquelas que salvam vidas são as melhores. O que acham? Conhecem outros problemas que precisam ser erradicados.
Via Springwise
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Criança sofre com síndrome rara que inibe produção de sangue
Desde o nascimento, Isabela, de apenas 5 anos, luta para ter uma vida nornal. O problema é que a garota sofre com uma síndrome rara, que inibe a produção de sangue. Com apenas 50 dias de vida, Isabela já teve que ser submetida a primeira transfusão de sangue. Acompanhe a reportagem de Lorena Coutinho.
R7
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Cientistas conseguem desenvolver cérebro de ratos com síndrome de Down
Cientistas americanos descobriram uma forma de reverter a síndrome de Down em ratos de laboratório recém-nascidos, injetando um composto experimental que faz com que o cérebro cresça normalmente.
Embora o estudo, publicado no periódico Science Translational Medicine, não ofereça vínculo direto a um tratamento em humanos, os cientistas são esperançosos de que algum dia possa oferecer um caminho para futuras descobertas.
Não há cura para a síndrome de Down, que é provocada pela presença de um cromossomo excedente, que produz cópias extras de mais de 300 genes, causando problemas intelectuais, traços faciais característicos e às vezes outros problemas de saúde.
A equipe da Universidade Johns Hopkins usou ratos de laboratório que foram geneticamente modificados para ter cópias extras de cerca de metade dos genes encontrados no cromossomo humano 21, provocando condições similares à da síndrome de Down - entre elas, cérebro menor e dificuldade em aprender como se mover em um labirinto.
No dia em que os ratos nasceram, os cientistas injetaram neles uma pequena molécula, conhecida com o nome de agonista da via Sonic Hedgehog.
O composto, cuja segurança para uso em humanos não foi testada, foi concebido para estimular o crescimento normal do cérebro e do corpo através do gene denominado SHH.
O gene dá instruções para produzir uma proteína denominada Sonic Hedgehog, que é essencial para o desenvolvimento.
"Funciona lindamente", disse o autor do estudo, Roger Reeves, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
"A maioria das pessoas com síndrome de Down tem um cerebelo com cerca de 60% do tamanho normal", afirmou.
"Nós conseguimos normalizar completamente o crescimento do cerebelo até a idade adulta com esta injeção única", acrescentou.
A injeção também produziu benefícios inesperados no aprendizado e na memória, normalmente vinculados a uma parte diferente do cérebro conhecida como hipocampo.
Os cientistas descobriram que os ratos tratados se saíram tão bem quanto os normais em um teste no qual precisavam localizar uma plataforma no meio de uma piscina.
No entanto, ajustar o tratamento para uso em humanos seria complicado, pois alterar o crescimento do cérebro poderia ter consequências indesejáveis, como provocar câncer, por exemplo.
"A síndrome de Down é muito complexa, e ninguém pensa em uma panaceia que normalize essa condição", disse. "Será necessário adotar abordagens múltiplas", acrescentou.
UOL Notícias
Embora o estudo, publicado no periódico Science Translational Medicine, não ofereça vínculo direto a um tratamento em humanos, os cientistas são esperançosos de que algum dia possa oferecer um caminho para futuras descobertas.
Não há cura para a síndrome de Down, que é provocada pela presença de um cromossomo excedente, que produz cópias extras de mais de 300 genes, causando problemas intelectuais, traços faciais característicos e às vezes outros problemas de saúde.
A equipe da Universidade Johns Hopkins usou ratos de laboratório que foram geneticamente modificados para ter cópias extras de cerca de metade dos genes encontrados no cromossomo humano 21, provocando condições similares à da síndrome de Down - entre elas, cérebro menor e dificuldade em aprender como se mover em um labirinto.
No dia em que os ratos nasceram, os cientistas injetaram neles uma pequena molécula, conhecida com o nome de agonista da via Sonic Hedgehog.
O composto, cuja segurança para uso em humanos não foi testada, foi concebido para estimular o crescimento normal do cérebro e do corpo através do gene denominado SHH.
O gene dá instruções para produzir uma proteína denominada Sonic Hedgehog, que é essencial para o desenvolvimento.
"Funciona lindamente", disse o autor do estudo, Roger Reeves, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
"A maioria das pessoas com síndrome de Down tem um cerebelo com cerca de 60% do tamanho normal", afirmou.
"Nós conseguimos normalizar completamente o crescimento do cerebelo até a idade adulta com esta injeção única", acrescentou.
A injeção também produziu benefícios inesperados no aprendizado e na memória, normalmente vinculados a uma parte diferente do cérebro conhecida como hipocampo.
Os cientistas descobriram que os ratos tratados se saíram tão bem quanto os normais em um teste no qual precisavam localizar uma plataforma no meio de uma piscina.
No entanto, ajustar o tratamento para uso em humanos seria complicado, pois alterar o crescimento do cérebro poderia ter consequências indesejáveis, como provocar câncer, por exemplo.
"A síndrome de Down é muito complexa, e ninguém pensa em uma panaceia que normalize essa condição", disse. "Será necessário adotar abordagens múltiplas", acrescentou.
UOL Notícias
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Câmara prioriza adoção de crianças com deficiência ou doença crônica
Proposta aprovada pela CCJ segue agora para análise do Senado, se não houver recurso para votação no Plenário.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (13), em caráter conclusivo, projeto de lei que prevê prioridade para processos de adoção de criança ou adolescente com deficiência ou doença crônica (PL 659/11). A autora, deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), ressaltou que a agilidade maior não significa pular etapas ou flexibilizar procedimentos.
Pai de uma criança adotada, o deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), relator da proposta na CCJ, reconheceu a necessidade de agilizar o processo, considerado moroso pelo parlamentar. "Normalmente, essas crianças já são por si só preteridas no processo, na triagem de adoção. Mas nós sabemos que muitas famílias estão abrindo as portas do seu aconchego, do seu lar, para crianças que, embora venham trazer essa dificuldade por estarem passando por um problema de recuperação física de saúde, uma necessidade específica de saúde, são pais que estão dispostos a fazer esse sacrifício, a receber essa criança. Por que não viabilizar para que isso aconteça no menor espaço de tempo?", ressaltou.
Bulhões apresentou parecer favorável à aprovação do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que substituiu o termo “com necessidade específica de saúde”, no texto original, por “doença crônica”.
Celeridade
O psicólogo Walter Gomes, supervisor da área de adoção da Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, afirma que o bom senso já recomenda agilidade nos processos envolvendo crianças com problemas de saúde. Mas elogia a transformação desse cuidado em lei. "Quando um acolhimento como esse com uma tramitação célere tiver uma previsão legal, em que todos possam agir de acordo com um ditame legal, com certeza é sempre um avanço. Ressaltando que a Justiça, principalmente infanto-juvenil, tem que dar celeridade porque o bem-estar superior da criança tem que ser resguardado em todas as fases do processo", afirmou.
Segundo Walter Gomes, cerca de 10% das crianças e adolescentes que aguardam adoção no Brasil são portadores de algum tipo de doença. Ao mesmo tempo, em torno de 90% das famílias habilitadas para a adoção pleiteiam crianças saudáveis. Os dados revelam a dificuldade dessas crianças para serem acolhidas em um lar.
Tramitação
Se não houver recurso para votação do PL 659/11 pelo Plenário, a proposta seguirá para análise no Senado.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (13), em caráter conclusivo, projeto de lei que prevê prioridade para processos de adoção de criança ou adolescente com deficiência ou doença crônica (PL 659/11). A autora, deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), ressaltou que a agilidade maior não significa pular etapas ou flexibilizar procedimentos.
Pai de uma criança adotada, o deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), relator da proposta na CCJ, reconheceu a necessidade de agilizar o processo, considerado moroso pelo parlamentar. "Normalmente, essas crianças já são por si só preteridas no processo, na triagem de adoção. Mas nós sabemos que muitas famílias estão abrindo as portas do seu aconchego, do seu lar, para crianças que, embora venham trazer essa dificuldade por estarem passando por um problema de recuperação física de saúde, uma necessidade específica de saúde, são pais que estão dispostos a fazer esse sacrifício, a receber essa criança. Por que não viabilizar para que isso aconteça no menor espaço de tempo?", ressaltou.
Bulhões apresentou parecer favorável à aprovação do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que substituiu o termo “com necessidade específica de saúde”, no texto original, por “doença crônica”.
Celeridade
O psicólogo Walter Gomes, supervisor da área de adoção da Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, afirma que o bom senso já recomenda agilidade nos processos envolvendo crianças com problemas de saúde. Mas elogia a transformação desse cuidado em lei. "Quando um acolhimento como esse com uma tramitação célere tiver uma previsão legal, em que todos possam agir de acordo com um ditame legal, com certeza é sempre um avanço. Ressaltando que a Justiça, principalmente infanto-juvenil, tem que dar celeridade porque o bem-estar superior da criança tem que ser resguardado em todas as fases do processo", afirmou.
Segundo Walter Gomes, cerca de 10% das crianças e adolescentes que aguardam adoção no Brasil são portadores de algum tipo de doença. Ao mesmo tempo, em torno de 90% das famílias habilitadas para a adoção pleiteiam crianças saudáveis. Os dados revelam a dificuldade dessas crianças para serem acolhidas em um lar.
Tramitação
Se não houver recurso para votação do PL 659/11 pelo Plenário, a proposta seguirá para análise no Senado.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Resgate de garoto de 15 anos em pedreira no Rio Grande do Sul evidencia riscos de danos à saúde de crianças e adolescentes
Por Guilherme Zocchio, da Repórter Brasil para o Promenino
Para João Júlio**, havia mais do que uma pedra no meio do caminho. Eram centenas, no mínimo. Aos 15 anos de idade, o garoto não ia à escola para, assim como o pai, quebrar pedaços de basalto com uma marreta. Juntamente a um grupo de dez homens, ele foi resgatado do regime de trabalho análogo ao de escravo por uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ocorrida no último dia 30 de julho, em uma pedreira situada na zona rural do município de Antônio Prado, a cerca de 180 km ao norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS). João Júlio era o único com menos de 18 anos.
Garoto de 15 anos foi encontrado em condições de escravidão contemporânea numa pedreira no Rio Grande do Sul, o que mostra que além das consequências sociais do trabalho infantil, ele traz danos à saúde de crianças e adolescentes
Segundo os fiscais do MTE, as rochas retiradas do local, de propriedade da empresa Mineração Zulian, seriam utilizadas como paralelepípedos para a pavimentação de ruas e calçadas. O menino era responsável por extrair pedaços do mineral, um tipo atividade que, pelo ambiente insalubre e esforço excessivo, poderia lhe causar graves problemas de saúde.
“Quando a gente fala em saúde, costuma assustar muito mais do que quando falamos somente das consequências sociais do trabalho infantil. Por isso é sempre importante deixarmos claro quais são os riscos”, salienta a coordenadora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Caxias do Sul (RS), a enfermeira Ana Maria Mezzomo. Para ela, jovens com menos de 18 anos que ingressam no mundo do trabalho estão em situação muito mais vulnerável do que os adultos. Conforme explica a agente do Cerest, João Júlio estaria principalmente sujeito a desenvolver problemas em seu sistema ósseo, porque se encontra em fase de crescimento.
“Os esforços requeridos por um adolescente não podem ultrapassar a marca de 2,7 kg. No caso do trabalho em uma pedreira, além de ser perigoso e cansativo, com certeza há o risco de desenvolver doenças osteomusculares”, explica a especialista de saúde. De acordo com a enfermeira, a intensidade do serviço desempenhado pelo menino poderia lhe causar deformações na extremidade superior do osso do fêmur, localizado no interior da coxa, ao ponto de até provocar um defeito ortopédico que na medicina é conhecido como “coxa vara”.
A iminência de acidentes no ambiente de trabalho no caso de crianças e adolescentes é maior, conforme explica a coordenadora do Cerest. As atividades na pedreira, além disso, poderiam oferecer riscos aos sistemas respiratório e cardíaco do garoto. “O coração do menino poderia não aguentar o esforço, já que ainda está em fase de desenvolvimento”, afirma. A ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), situação a que todas as vítimas resgatadas na pedreira estavam submetidas, seria um agravante para problemas de respiração, devido à poeira provocada e aos resíduos tóxicos depreendidos da extração mineral.
Danos ao sistema psíquico do menino também seriam possíveis, por causa de traumas, estresse ou outras situações pelas quais o garoto poderia passar enquanto estivesse precocemente em um ambiente da vida adulta. “A exposição excessiva, e em horário inapropriado, ao sol também pode causar problemas de pele a crianças e adolescentes expostos a atividades em ambientes abertos”, acrescenta Ana Maria Mezzomo.
O serviço de extração de pedras está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil (Lista TIP), reconhecida em 2008 pelo Governo Federal. Entre alguns dos problemas de saúdes decorrentes desse tipo de atividade, a Lista TIP indica “queimaduras na pele”, “doenças respiratórias”, “lesões e deformidades osteomusculares” e “comprometimento do desenvolvimento psicomotor”.
Fiscalização
De acordo com o auditor fiscal do MTE, Vanius João Corte, o pai de João Júlio chegou a trabalhar, em um momento anterior, na mesma pedreira em que o menino foi resgatado. No momento do recebimento das verbas rescisórias, ele compareceu com o garoto, que, segundo a fiscalização, não aparentava problemas de saúde. O agente trabalhista diz que, neste ano, foram flagrados outros dois casos de trabalho infantil nos entornos de Caxias do Sul, maior município próximo a Antônio Prado. “É comum o emprego de crianças e adolescentes na região. E a atividade mineral é forte devido ao solo rico em basalto”, comenta.
Na pedreira, o adolescente e os outros nove resgatados de condições análogas às de escravo desempenhavam as atividades sem registro em carteira de trabalho. O empregador no local também não fornecia ao grupo de trabalhadores escravizados as ferramentas para o serviço nem alojamento adequado, instalações sanitárias ou ambiente para preparar e consumir refeições. Por não apresentarem condições mínimas de segurança, as instalações foram interditadas. Ao fim do processo de fiscalização, todos os trabalhadores retornaram a suas casas, custeados pelo empresa responsável pelo caso, a Mineração Zulian.
A reportagem não conseguiu contato com o jovem, algum parente dele ou seu empregador para comentar o caso.
** nome fictício para preservar a identidade da vítima
promenino
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