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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Crianças assassinadas em vida, lentamente, por um gesto que não aconteceu.


Há uma outra fome que também mata. É nela que o pediatra Lauro Monteiro pensou quando criou o concurso de fotografias do Observatório da Infância. Ao desafiar os fotógrafos de todo o país a captar algo tão intangível quanto a falta de afeto vivida por uma criança, ele queria denunciar a mais invisível das violências. As onze imagens selecionadas desvelam as cenas cotidianas que preferimos ignorar. São pequenos corpos que não são tocados, olhares que não encontram nenhum outro para saber que existem. Crianças assassinadas em vida, lentamente, por um gesto que não aconteceu.

É para essa brutalidade que só deixa hematomas na alma que essas fotos nos levam. Não apenas ao desamparo da infância miserável, dos meninos e meninas de rua. Mas também à solidão das crianças dentro dos lares de classe média, que choram não pelo último lançamento da indústria de brinquedos, mas por um afago que mostre a elas o contorno de seus pequenos corpos. E que um dia estancam o soluço no peito porque ninguém as escuta. Desistem. É essa a indigência que gera subnutridos de espírito, adultos partidos pelas ruas do mundo. Mutilados na infância do invisível essencial.

Lauro Monteiro criou o Observatório da Infância há pouco mais de um ano para trocar informações sobre os direitos de crianças e adolescentes. E o concurso de fotografias para estimular um olhar mais sensível e menos óbvio. Foram 90 inscrições e 266 imagens.

O resultado do concurso, porém, já aconteceu. Não há dor maior que a da invisibilidade. É no olhar do outro que nos reconhecemos, é ele o princípio do afeto. Ao desafiar fotógrafos no país inteiro a captar uma fome que não se mede em calorias, o médico conseguiu sua primeira vitória. A que dezenas de crianças recebessem, talvez pela primeira vez, o seu primeiro afago.

Educativa FM

domingo, 12 de junho de 2011

Beijo é fusão física e abertura emocional para o outro


Ele pode ser tímido, apaixonado, furtivo, rápido ou parecer infinito. Não importa como ou quando, o beijo é um gesto que está intimamente ligado aos relacionamentos amorosos da maioria das sociedades atuais.

Todo mundo sabe que beijar é prazeroso e a sensação de bem estar depois de colar os lábios em alguém não é apenas fruto da emoção do momento.

Há dois anos, uma equipe de pesquisadores americanos se reuniu para estudar os efeitos do ato e chegou à conclusão de que ele reduz significativamente o hormônio do estresse em ambos os sexos.

Além disso, o movimento que requer nada menos do que 29 músculos - 12 no lábio e 17 na língua -, também favorece a criação de laços afetivos, principalmente nos homens.

"O beijo é uma união, uma fusão com outro", explica a psicóloga Eloísa Penna, da PUC. "É a manifestação de um carinho íntimo e um momento de aproximação."

Ela destaca que o caráter de intimidade do gesto é uma das preliminares para o ato sexual e também uma abertura psicológica a outra pessoa. "É uma síntese de interpenetração física e emocional", explica.

História

O interesse sobre o beijo é tanto que já rendeu livros específicos sobre o assunto, como "The Science of Kissing: What Our Lips Are Telling Us" (A Ciência do Beijo: O Que Nossos Lábios Estão Dizendo), da cientista e escritora Sheril Kirshenbaum, que investiga o ósculo - forma em desuso para designar o gesto - através da história humana.

O volume de Kirshenbaum conta que os primeiros registros do beijo datam de 1500 a.C. e foram encontrados em textos indianos nos quais é baseada a religião hindu. Bem conhecido pelos antigos gregos e romanos, que o difundiram, o gesto foi usado com restrição na Idade Média, mas nunca deixou de ser dado ou trocado e popularizou-se ainda mais até os dias de hoje.

No século 19, o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução, também ficou intrigado pelo beijo e formulou a hipótese de que ele seria um ação inata aos humanos, presente na espécie desde os seus primórdios, embora condicionado às normas sociais de cada grupo.

A poesia e o beijo
A manifestação de carinho já foi e continua a ser objeto de inspiração para muitos escritores e poetas, que ao sonhar ou reviver na mente o beijo com a pessoa amada, criaram belas frases. Leia algumas delas e inspire-se você também:

"A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada." - Machado Assis, escritor brasileiro.

"A única linguagem verdadeira no mundo é o beijo." - Alfred Musset, dramaturgo e novelista francês.

"O amor é grande, mas cabe no breve espaço de beijar." - Carlos Drummont de Andrade, poeta brasileiro.

"Beije-me, e você verá o quão importante sou" - Sylvia Plath, poetisa americana.

"Um beijo, afinal de contas, o que é? Um juramento feito um pouco mais de perto, uma promessa..." - Edmond Rostand, poeta e escritor francês.


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