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domingo, 4 de outubro de 2015

Mulher é morta ao entrar em favela de Niterói

A empresária Regina Múrmura seguia com o marido para o bairro de São Francisco, mas rota do GPS indicou caminho errado

RIO - Uma mulher morreu baleada na noite de sábado, na comunidade do Caramujo, em Niterói. A empresária Regina Múrmura estava com o marido, Francisco Múrmura, quando aconteceu o crime. De acordo com o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, o casal seguia de carro para São Francisco, na Zona Sul da cidade, mas errou o caminho e entrou acidentalmente na comunidade, onde foi recebido a tiros.

Segundo o comandante do Batalhão de Niterói, os dois seguiam do Rio para Niterói, e teriam usado o GPS para encontrar a Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco. O problema, segundo Salema, é que o aparelho indicou a Rua Quintino Bocaiúva que fica dentro da Favela do Caramujo, na Zona Norte do município.

Ainda segundo o coronel, assim que entrou na comunidade, casal foi supreendido por bandidos, que atiraram. Em depoimento à polícia, Francisco contou que acelerou o carro e tentou fugir, mas entrou em uma rua sem saída. Segundo ele, os bandidos teriam visto que se tratava de um casal de idosos, mas mesmo assim atiraram novamente e atingiram Regina.

Depois do crime, Francisco dirigiu o carro com a mulher ferida até ao Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Em nota, a direção do hospital afirma que ela já chegou com uma parada cardiorespiratória e não resistiu aos ferimentos.

- É uma covardia. Eles atiraram mesmo sabendo que era um casal de idosos. O senhor estava muito confuso. Chegou a dizer que desceu do carro e recebeu uma coronhada - contou o coronel, que confirmou ainda o erro do endereço digitado no GPS:

- Foi uma infeliz coincidência.

Regina Stringari Múrmura era jornalista. Ela e Francisco eram casados desde 1967. Os dois são sócios da agência de viagens e turismo Regina & Franscisco Múrmura Representações. Francisco também é juiz arbitral.

De acordo com o comandante, os bandidos que atiraram são da quadrilha de Rodrigo da Silva Rodrigues, conhecido como Tineném. Eles foram responsáveis pela morte de um morador da comunidade há 15 dias, e são suspeitos pelo desaparecimento de um casal de idosos em Niterói:

- Eles atiram a todo momento em direção ao batalhão da região em represália às ações que temos feito na favela, como a repressão ao baile funk - afirma o comandante do 12º BPM (Niterói).

Tineném, de 30 anos, é apontado como o chefe do tráfico de drogas no Morro do Caramujo. Ele é considerado um dos traficantes mais violentos de Niterói. O Portal dos Procurados oferece recompensa de R$ 1 mil por informações que levem ao paradeiro do bandido.

Em nota, a Polícia Civil afirma que as investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), que instaurou inquérito para identificar a autoria do homicídio. Ainda segundo a polícia, a perícia já foi feita no veículo do casal.

"A vítima sobrevivente, que dirigia o veículo, foi ouvido na especializada. Os agentes estão em diligências para localizar possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações", diz a nota.

ATRIZ TEVE CARRO ATINGIDO NO MESMO LOCAL

Em agosto, a atriz Fabiana Karla teve o carro atingido por tiros depois de entrar com o carro por engano na mesma comunidade. Ela seguiu uma rota indicada pelo GPS. Na ocasião, a atriz seguia para uma festa de aniversário. Ela estava no carro com a mãe e o marido, e tentava seguir para o bairro de Pendotiba, mas acabou indo parar na comunidade do Caramujo. O veículo foi cercado por bandidos, que atiraram, mas Fabiana Karla e a família conseguiram escapar.

Na ocasião, o incidente gerou uma discussão sobre a segurança dos serviços de navegação, cada vez mais usados por motoristas brasileiros e estrangeiros. Na opinião de especialistas, a ferramenta é extremamente útil, mas, devido a problemas de segurança, os usuários devem estar atentos e, na medida do possível, buscar previamente informações sobre o destino desejado.

Fonte: O Globo





quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Testemunha diz que jovem se rendeu antes de ser morto na Providência


Em entrevista ao RJTV, testemunha afirmou que rapaz se entregou antes.
Ela disse ainda que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas.


Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, se rendeu antes de ser morto por policiais militares no Morro da Providência, Zona Portuária do Rio. Foi o que afirmou uma testemunha do crime em entrevista ao RJTV, que destacou o envolvimento do rapaz com o tráfico de drogas. Um vídeo flagrou policiais alterando a cena do crime.

A testemunha contou que viu Eduardo se entregando aos PMs, com as mãos para o alto. Mesmo assim, ele foi executado com tiros a queima-roupa.

"Eu estava dormindo. Acordei assustada com os tiros. Muito tiro. Fui, olhei da janela. De repente eu deparei com o menino. Ele estava armado, mas ele se rendeu", contou.

Ao ser questionada pela repórter se Eduardo atirou, ela garantiu que não, mas reiterou que ele estava armado e disse saber que ele tinha relação com o tráfico de drogas.

“Ele se rendeu. Podia levar preso. Eles podiam levar presos sim. Era dever deles levar preso, não matar”, repetiu a testemunha, ressaltando que os policiais atiraram a queima-roupa. “Ele gritou ‘ai ai’ e caiu no chão de bruços. Depois que ele levantou as mãos ele tomou o tiro”, disse.

Cena do crime alterada
Moradores da comunidade flagraram nesta terça-feira (29) três policiais militares alterando a cena do homicídio de Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, em um beco da comunidade.

Nas imagens (veja no vídeo acima), PMs mexem na cena do crime e um deles chega a colocar uma arma na mão do jovem baleado e fazer dois disparos para o lado. Antes, um outro policial faz um disparo com sua própria arma, para o alto, para simular um confronto.

O moradores que gravaram o vídeo narram a cena e dizem que ouviram o jovem ainda teria gritado de dor. "Ele gritou 'ai ai ai'', diz uma testemunha.

Os cinco policiais que teriam participado na ação foram presos administrativamente e, por volta das 18h30, estavam na 4ª DP (Praça da República) prestando depoimento.

Inicialmente, o caso foi registrado como auto de resistência. Com o vídeo nas mãos, no entanto, a Polícia Civil foi à favela para encontrar o policial que fez o registro e deu início à investigação. A morte também será investigada, pela Divisão de Homicídios.

Por volta das 18h40, equipes da DH e policiais militares voltaram ao Morro da Providência para realização de perícia.

Em nota, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que "repudia atos como esse" e determinou "rigor nas investigações com punição exemplar dos responsáveis".

O comando da Polícia Militar disse, em nota, que avalia como "gravíssima a atitude dos policiais e não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta". "A Corregedoria Interna da Polícia Militar determinou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar para analisar a permanência dos policiais na corporação. A apuração ficará a cargo da 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM)", diz o texto.

Em sua defesa, os PMs disseram que foram encontrados um rádio transmissor, uma pistola 9 mm e munições com o jovem.

Segundo moradores que flagraram a ação, os policiais estariam forjando uma reação de Eduardo, que teria sido morto por eles momentos antes.

No Instituto Médico Legal (IML), familiares disseram ao G1 apenas que têm certeza que o adolescente foi confundido com um traficante, mas não quiseram dar mais declarações.

Protesto
Moradores fizeram uma manifestação na região da Pedra Lisa, em um dos acessos que dão na parte de trás da Central do Brasil. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, os policiais da própria UPP Providência contiveram o protesto e a situação se acalmou sem feridos. O policiamento foi intensificado.

Fonte: G1

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Em Madureira, berço do samba, o desfile agora é de fuzil


Reduto da Portela e do Império Serrano convive com bandidos armados em plena luz do dia

A guerra pelo controle de bocas de fumo que se espalha pelo subúrbio carioca aumenta a ousadia dos criminosos. Antes entrincheiradas em seus redutos, as quadrilhas têm conquistado espaço em ruas que, até pouco tempo, não era possível vê-los armados até os dentes tão descaradamente.

Um desses novos territórios dos bandidos é o bairro de Madureira, tradicional terra do samba, cantada em verso e prosa, e onde a grande rivalidade se restringia às quadras da Portela e do Império Serrano. Na semana passada, moradores locais testemunharam as novas cenas do cotidiano local. Em uma das principais vias do bairro, a Avenida Edgar Romero, dezenas de criminosos patrulhavam os acessos ao Morro da Serrinha armados com fuzis e pistolas em plena luz do dia.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso na delegacia da área. Outra unidade, que tem inquéritos em andamento que revelam um pouco da maneira de agir dessas quadrilhas, já identificou um dos criminosos exibicionistas. Marco Antônio de Oliveira Silva, conhecido pelo apelido de Angolano, é um dos principais seguranças da quadrilha do Terceiro Comando Puro (TCP), que trava batalhas diárias com o vizinho Morro do Cajueiro, dominado pela facção Comando Vermelho.

Angolano aparece de camisa listrada, bermuda de marca, boné azul e uma mochila verde nas costas, empunhando um fuzil calibre 7.62. Ao contrário da maior parte dos bandidos, que estão descalços, ele veste os meiões oficiais do Flamengo. Em janeiro de 2008, após ser baleado num confronto com a polícia, o criminoso foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Dias depois, Angolano foi resgatado por vinte comparsas, que invadiram a unidade médica armados e o libertaram. Dois meses mais tarde, ele chegou a ser preso pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, mas foi solto e voltou para seu antigo posto na Serrinha.

Veja

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tiroreio em Niterói


Tiroteio em morros no Centro de Niterói leva shopping a fechar as portas momentaneamente
RIO - Um tiroteio no fim da tarde desta quarta-feira assustou quem estava no Centro de Niterói. De acordo com a Polícia Militar, houve uma troca de tiros entre traficantes dos morros do Arroz e da Chácara, próximo ao Morro do Estado. Policiais do 12º BPM (Niterói) foram para o local verificar o que aconteceu. Por precaução, o Plaza Shopping chegou a fechar a portas por alguns minutos, mas foi logo reaberto. No momento, o shopping funciona normalmente.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crianças são detidas por tráfico de drogas em Sorocaba, SP


Meninos de 11 e 12 anos estavam com porções de maconha e crack.
Eles foram levados para a delegacia e liberados na presença dos pais.


Duas crianças, de 11 e 12 anos, foram detidas por tráfico de drogas na tarde deste domingo (27), em Sorocaba (SP). Elas foram pegas com os entorpecentes pela Guarda Municipal durante a operação Comunidade Segura, no conjunto habitacional Ana Paula Eleutério, conhecido como Habiteto.

Uma equipe da Ronda Ostensiva avistou os menores em frente a uma pista de skate do bairro. Quando perceberam a chegada da viatura, as crianças tentaram fugir, mas foram impedidas pelos guardas.

Com o menino de 12 anos, foram encontrados R$ 83 em dinheiro. Questionado, ele confirmou que a quantia era proveniente do tráfico e ainda indicou onde as drogas estavam guardadas. A GCM foi até a noita onde os dois estavam quando foram avistados e encontrou 32 porções de maconha e 48 pedras de crack.

O outro menino afirmou que só estava acompanhando o colega e que não fazia parte do esquema. Mesmo assim, os dois foram levados para o plantão policial da zona norte, onde o delegado elaborou boletim de ocorrência de ato infracional. Os responsáveis foram chamados e os menores, liberados.

Agora, as crianças devem ser ouvidas na Vara da Infância e Juventude, onde o promotor responsável determinará as medidas a serem tomadas para o acompanhamento dos menores.

G1

domingo, 4 de novembro de 2012

'Temporada de caça' ilegal a aves expõe tráfico de animais no Brasil

O período de vai setembro a dezembro é a época de reprodução da arara e do papagaio-verdadeiro (amazonaaestiva), duas das principais vítimas do mercado negro de animais silvestres no Brasil. Esse é também o período em que as autoridades mais registram ocorrências do tráfico ilegal dessas aves e de outros animais.


 Os criminosos retiram as aves de seus ninhos em troncos de árvores enquanto elas ainda estão nos ovos ou não têm penas para voar. Um filhote de papagaio-verdadeiro é vendido aos traficantes, por sitiantes e trabalhadores rurais do interior do país, por cerca de R$ 30. A ave é então revendida ilegalmente pelos criminosos por R$ 150 em feiras do sudeste do país. O filhote também pode receber uma anilha falsa e ser vendido por até R$ 1.000 - como se sua origem fosse um criadouro legalizado. Além das aves, também são vítimas do comércio ilegal animais como cobras, peixes ornamentais, macacos em risco de extinção e até anfíbios - usados em pesquisas científicas por indústrias farmacêuticas. Só neste ano, a Polícia Federal apreendeu em suas operações quase 14 mil animais silvestres. A maior parte deles pássaros - cerca de 13 mil. Apesar de variar muito anualmente, o número de animais apreendidos pelo órgão vem crescendo. Em 2007, foram menos de 500 espécimes recuperados. Os policiais dizem acreditar que o número de animais apreendidos seja apenas uma pequena parte do número de espécimes contrabandeados. O Ibama - órgão responsável pela fiscalização - foi procurado pela BBC Brasil para comentar o assunto, mas decidiu não se manifestar.

  Rotas

 A maior parte dos animais silvestres apreendidos pela polícia foi capturada por criminosos nas regiões norte e nordeste do país, segundo o delegado Adalto Machado, da Delemaph (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico) da Polícia Federal de São Paulo. Mas, segundo ele, um grande número de animais também procede de Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e até do Uruguai. Depois de capturados por moradores locais, os bichos são vendidos para traficantes que os escondem às centenas em carros de passeio. Na viagem até São Paulo, os animais enfrentam a superlotação das gaiolas, o calor e às vezes até a falta de água e comida. Quando chegam ao local de revenda, os animais normalmente ficam escondidos em cômodos pequenos e sujos. Cerca de 20% deles morrem na viagem ou até dez dias após terem sido apreendidos pela polícia, segundo a veterinária Liliane Milanelo, do Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) do governo de São Paulo. "Eles chegam (em centros de recuperação) com elevado grau de estresse, algumas vezes com lesões permanentes, fraturas e olhos furados, devido à aglomeração. Chegam também desidratados, com desnutrição e alguns animais em óbito, infelizmente", disse ela. O delegado Machado afirmou que, segundo investigações da PF, uma parte dos animais silvestres que chegam a São Paulo é enviada ao exterior - principalmente para a Europa e os Estados Unidos. As principais rotas de saída do Brasil são voos para Portugal e rotas terrestres que cruzam as fronteiras com a Argentina e o Uruguai. Recuperação Filhote de papagaio é alimentado por veterinária em centro de recuperação em São Paulo Os animais vítimas de traficantes que são recuperados pela polícia são enviados para centros especiais de recuperação. Neles, são identificados, marcados e separados segundo espécies e idade. Recebem então uma avaliação clínica. Segundo a veterinária Milanelo, os que estão doentes passam por cirurgias ou tratamentos com medicamentos. Aqueles que estão desnutridos ou estressados são submetidos a um processo de reabilitação. Ele inclui treinamentos para obter comida sozinho, voar - no caso das aves - e para evitar a aproximação das pessoas. Os animais aguardam então a formação de lotes para que sejam enviados em grupo aos seus Estados de origem, onde são soltos na natureza. Contudo, segundo ativistas, o Ibama não tem capacidade para dar esse tipo de tratamento a todos os animais apreendidos. O orgão passa por um processo de descentralização, mas ainda não tem locais de reabilitação suficientes para atender a demanda. Para tentar resover o problema, credencia entidades estaduais ou privadas para receber os animais. O Cras (Centro de Recepção de Animais Silvestres) de São Paulo é uma delas. Mas, embora seja uma das mais bem aparelhadas do país, está superlotada. Com vagas para cerca de 1.500 animais, abriga hoje mais de 2.100. Cerca de 500 deles são fruto de uma única apreensão da Polícia Federal, realizada em outubro.


  BBC Brasil

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cão policial sofre ameaças de traficantes armados da zona norte do Rio


Labrador Boss leva a polícia até os esconderijos de criminosos de Manguinhos e Jacarezinho

A ocupação do Complexo de Manguinhos e da favela do Jacarezinho, na zona norte, colocou um dos cachorros do BAC (Batalhão de Ações com Cães) na mira dos traficantes armados. Os criminosos ordenavam pelos radiotransmissores que os comparsas atirassem no animal.

Boss (chefe em inglês), o labrador de pelo amarronzado, se tornou um dos principais alvos dos traficantes que tentavam resistir à chegada das forças de segurança nas comunidades. Segundo o tenente Daniel Rezende, os traficantes diziam para “mirar no marronzinho” durante as incursões no interior das favelas.

— É a primeira vez que um animal nosso recebe esse tipo de ameaça. A gente já tinha achado muita coisa antes da ocupação final por causa do Boss. Nós captamos pelos radiotransmissores que os traficantes estavam de olho nele. Eles diziam: “Mirem [as armas] no marronzinho. Tem que pegar o marronzinho!”.

O labrador Boss só tem cinco anos, mas a experiência do cão policial faz inveja a qualquer recruta. A habilidade de encontrar armas, drogas e explosivos simplesmente pelo cheiro levou os policiais militares aos principais esconderijos da facção que contralava Manguinhos e Jacarezinho.

— Boss é um dos recordistas em descobrir armas e drogas. Ele é o nosso grande parceiro nas operações. O faro dele é infalível.

No domingo (28), graças ao trabalho de Boss, os PMs apreenderam mais de 300 kg de maconha em uma casa abandonada em Manguinhos. Após as ameaças, o BAC redobrou a segurança do cão. O tenente Daniel Rezende explica que, durante as operações, os policiais formam um cinturão em torno do animal.

— Nós somos uma patrulha de nove policiais. Dois vão na frente e os outros ficam pelas laterais e atrás. Formamos um cinturão de 360 graus para deixar o cão com segurança total.

Boss trabalha em média seis horas por dia. Após um dia de trabalho, o labrador ganha um dia de folga. No quartel, o cão policial passa por avaliações de treinadores e veterinários. Uma bola de tênis garante a diversão do animal durante o descanso.

R7

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aumento de mais de 300% no número de casos de adolescentes que cometeram algum crime no ES


Nos últimos nove anos, o número de adolescentes que cometeram algum tipo de crime no Espírito Santo aumentou de 900 para quase 3 mil. Os dados também são significativos para aqueles que cumprem pena.

O menor apreendido por tráfico, por exemplo, pode ficar no máximo três anos detido. Já o mesmo crime cometido por um adulto, no caso de tráfico de drogas, a pena varia de 5 a 15 anos de prisão.

Para o titular da Delegacia do Menor em Conflito com a Lei (Deacle), delegado Wellington Lugão, isto acaba influenciando os jovens a cometerem crimes cada vez mais cedo. "Esse é um estímulo para adolescentes que já têm um desvio de conduta. Além disso, a vontade de obter lucro fácil com o tráfico e a sensação de impunidade contribuem para esse quadro".

Um exemplo é o de um adolescente que aos 16 anos foi apreendido pela terceira vez por tráfico de drogas e receptação de um veículo roubado. Ele é apenas um dos casos envolvendo menores de idade. As ocorrências vêm crescendo de maneira assustadora.

Há várias explicações para entender por que cada vez mais adolescentes estão se envolvendo com a criminalidade. A psicóloga Vânia Ferreira destaca a falta de estrutura familiar e projetos sociais. "Vivemos um momento de crise de referenciais. Há uma carência da figura do pai como autoridade em casa. Na medida em que isso acontece, temos uma crise ética, quando as pessoas acham que podem fazer tudo".

Na Delegacia do Menor em Conflito com a Lei, a equipe de reportagem da Rede Vitória encontrou uma avó e um neto cheio de planos. O adolescente de 16 anos foi criado longe dos pais, mas com o apoio da família resolveu se entregar depois de ter cometido um roubo. Ele já havia sido apreendido por assassinato, mas agora quer viver novos rumos. "Quero ser alguém na vida, trabalhar, ter família... O crime é ilusão, não vale a pena".

Folha Vitória

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

‘Faixa de Gaza’: Traficantes e usuários de crack só mudam de lugar


A rápida e pacífica entrada da polícia nas favelas de Manguinhos e do Jacarezinho, na zona norte carioca, foi considerada um sucesso pelas autoridades de segurança do Rio. Dado o passado recente de inocentes mortos em tiroteios, a inexistência de vítimas na operação de domingo não deixa de ser um fato a se comemorar. Mas desde já é possível antever um grave efeito colateral da empreitada. O primeiro é o deslocamento dos criminosos para outras favelas. E o segundo, quase como consequência, é a migração de usuários de crack para onde quer que existam ‘pedras’ à disposição.

Traficantes de Manguinhos e Jacarezinho começaram a debandada ainda na quarta-feira anterior à ocupação. A Polícia Civil estima que cerca de 100 fuzis tenham sido levados para outras favelas – a saber, Vila Kennedy, Antares e Juramento – tão logo a operação ‘secreta’ chegou aos ouvidos dos chefões do tráfico.

Um vídeo obtido por VEJA mostra dois dos integrantes da quadrilha de Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, 37 anos, conhecido como Piloto, operando à vontade em Manguinhos. Cinco homens contam o dinheiro separado em centenas de pilhas sobre a mesa de um bar, enquanto comparsas ostensivamente armados - um deles usando um cinto abarrotado de munição. Duas mulheres grávidas com seus filhos compram comida no balcão ao lado. Crianças brincam junto a um ponto de venda de cocaína. Em outro trecho, vê-se a droga estocada em grandes bacias e sendo embalada em pequenos sacos plásticos. Foi ele quem arquitetou a fuga de outro bandido que aparece no vídeo, Diogo de Souza Feitosa, o DG.

Piloto não é um traficante qualquer. Segundo a polícia, nos últimos dois anos ele se tornou o mais poderoso traficante ainda à solta no Rio de Janeiro. Como as prisões não estavam no foco das preocupações da polícia na ocupação de domingo, neste momento Piloto está estruturando, em outra favela, estruturando algo certamente semelhante ao que se vê no vídeo.

Na ‘Faixa de Gaza’, além de todas as mazelas de um local abandonado e repleto de traficantes, há uma tragédia amais: instalou-se naquela região a maior cracolândia do Rio. Segundo a secretaria municipal de Assistência Social, 104 usuários de crack foram recolhidos do Jacarezinho no domingo. Os 89 adultos – 15 eram crianças e adolescentes – foram levados para a unidade de Reinserção Social, em Paciência, mas 42 já deixaram o local e voltaram para as ruas.
“Não é enxugar gelo, mas é um processo de convencimento. Essas pessoas têm um vínculo muito forte com a rua, não têm horário para comer, para banho, para dormir. Isso tudo no primeiro momento é muito complicado e eles acabam não ficando na instituição. Muitos não ficam na primeira, não ficam na terceira, mas em uma quarta abordagem podem ficar”, afirma a secretária Fátima Nascimento.

A Prefeitura do Rio foi a primeira a determinar, através de uma resolução, a internação compulsória de crianças e adolescentes viciados em crack. A medida não inclui os adultos. O caminho encontrado pelo município para determinar a internação de compulsória foi a responsabilidade que a municipalidade tem com a infância – o que abre a possibilidade de manter em abrigos aqueles dos quais não se tem notícia de pais ou responsáveis.

Veja

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ponto de drogas em Nilópolis pode ter motivado execução de jovens em Mesquita

Antes de massacre, assassinos queriam saber das vítimas informações sobre boca de fumo e fuzis roubados

Rio - Um novo ponto de venda de drogas no bairro Cabral, em Nilópolis, teria motivado a tortura e as execuções dos seis amigos no Parque de Gericinó, em Mesquita.

Para azar das vítimas, confundidas com integrantes da boca de fumo recém-criada, traficantes da Chatuba também estavam à procura de fuzis roubados por um antigo aliado. A versão é de parentes e moradores.

“Quando eles disseram que eram do Cabral, começaram a ser torturados. Eles perguntaram quem estava de frente lá e quais armas tinham. Queriam detalhes”, contou parente de uma das vítimas.

Segundo contam, após as sessões de facadas e tiros, os garotos foram enterrados. Mas, ao perceberem o engano, os próprios traficantes desenterraram as vítimas e abandonaram em outro local para não levantar suspeitas e atrair a polícia.

De acordo com moradores e amigos dos jovens, a venda de drogas na região estaria sendo controlada por traficantes da Favela Az de Ouro, da facção Amigos dos Amigos.

Depois das mortes, o movimento nas ruas e comércios da região caiu drasticamente.
“Estão todos com medo. As pessoas evitam sair de casa”, disse uma comerciante.

Esfaqueados, baleados e arrastados

Os laudos de necropsia das seis vítimas só deverão ficar prontos amanhã, mas peritos já concluíram que todos os corpos tinham marcas de tiro na cabeça e facadas no corpo, principalmente nos pescoços.

Tinham marcas de pancadas e outras que indicam terem sido arrastados. Segundo parentes, os corpos estavam com muita terra, o que pode reforçar a suspeita de que foram enterrados e retirados para serem jogados às margens da Via Dutra.

Investimento na área social

Sem investimento social, a questão da violência não será resolvida. Essa é a análise de ONGs que atuam na área e estudam o tema. “Nas próprias UPPs faltam programas sociais, imagina na Baixada, onde a violência é histórica”, critica Tião Santos, coordenador da ONG Viva Rio.

Para Antônio Carlos Costa, do Rio de Paz, as UPPs não podem justificar fatos como o da Chatuba. “Não adianta dizer que é um efeito colateral das UPPs. O Estado deve zelar por todos”.

O DIA ONLINE

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Escola em área de tráfico no Rio tem 3ª melhor nota do País em ranking do ensino público

Escola Glauber Rocha teve o 3º maior Ideb entre os anos finais do ensino fundamental

A Escola Municipal Glauber Rocha, no bairro da Pavuna, na zona norte do Rio, é definido por seus alunos como uma "casa". Para a direção da escola, trata-se de uma "ilha no meio da violência". A unidade tirou a terceira melhor nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no ranking nacional de escolas públicas referente aos anos iniciais do ensino fundamental (do primeiro ao quinto ano) (8,5).

A escola é considerada uma "ilha" em meio ao violento complexo de favelas da Pedreira, marcado por diversos confrontos entre traficantes e policiais. Para Mamay Mendes, mãe de Wilner Mendes Motta, aluno do 9º ano, o diferencial da escola é a união.

— Quando decidi colocá-lo no colégio, vim até aqui e conversei com a direção, com os professores, e vi que era feito um trabalho diferente. Os professores são amigos dos pais e sempre nos chamam para ajudar.

Já para a diretora da escola, Ioliris Paes, desde 1996 à frente da unidade, o desempenho no Ideb é resultado de um trabalho em três pilares fundamentais.

— A parceria com a comunidade, que nos apoia e ajuda, o incentivo à leitura e a atenção individual, com o reforço escolar. Como trabalhamos em período integral, conseguimos atuar em diversas frentes e trabalhamos com a autoestima, para que eles se tornem grandes pessoas.

Mas, segundo ela, nem tudo é favorável. Ioliris diz que, quando assumiu a direção da escola, o cenário era o oposto.

— Quando me tornei diretora, a escola era vazia. Ninguém queria estudar aqui. Tudo estava destruído. As famílias não queriam ver seus filhos aqui. Só tínhamos 89 alunos. E, logo no primeiro ano, fizemos a festa da restauração. Reformamos a escola e toda a comunidade foi convidada. Foi o primeiro passo para uma grande transformação. Atualmente temos mais de 500 alunos, com todas as salas cheias.

Ela diz acreditar que a fórmula pode dar certo em outros locais e sonha com uma grande mudança na educação brasileira.

— Nós somos uma ilha no meio da violência, nos unimos e nos tornamos uma família. Com isso, conseguimos ajudar os alunos e o nosso bairro. Nasci na Pavuna e fico feliz em conseguir demonstrar para o Brasil que ainda podemos lutar pela educação de qualidade e que, com pequenos atos, podemos conseguir grandes resultados.

A aluna Sara Lorraine, de nove anos, diz que não é só de livros que vive a Glauber Rocha. Perguntada se trocaria de escola, ela foi enfática.

— Aqui eu gosto de tudo, fazemos educação física, vemos filmes e ainda fazemos passeios. Já fomos no planetário e até no Jardim Zoológico. Não trocaria de escola por nada. Aqui é minha segunda casa.

R7

terça-feira, 15 de maio de 2012

Batalhão de Choque do RJ dá folga a policiais que prenderem traficantes


Promoção dá 15 dias de folga e mais fim de semana em Ilha Grande.
Traficantes Neto e Canelão são os mais procurados da Rocinha.


O Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChq) inovou na forma de beneficiar os policiais que atuam na unidade. Segundo informações do relações públicas do batalhão, tenente Lima Ramos, se os policiais conseguirem efetuar a prisão dos traficantes Neto e Canelão, ambos da Rocinha, na Zona Sul do Rio, vão ganhar 15 dias de folga e ainda um fim de semana em Ilha Grande.

“É uma forma de estimular os policiais a procurarem elementos específicos, porque além de procurar qualquer elemento, o policial reconhece esses homens que precisam de uma prisão mais rápida. Então, o comando entendeu por bem usar o artifício do benefício”, disse o tenente Lima Ramos.

Um dos procurados é Inácio de Castro Silva, o vulgo “Canelão”, que é suspeito de ser o atual chefe do tráfico da favela da Rocinha. Já o outro é Neto, também suspeito de fazer parte do tráfico de drogas da Rocinha. Segundo a polícia, ele teria sido um dos seguranças do traficante Nem.

“Esses são os dois mais procurados da Rocinha, que estamos ajudando no patrulhamento. O programa de estímulo foi desenvolvido para a área que estamos atuando, e hoje é a Rocinha”, informou o tenente.

Operação Choque de Paz
A comunidade da Rocinha, além do Vidigal e da Chácara do Céu, foi ocupada pacificamente pelas autoridades policiais no dia 13 de novembro de 2011, na Operação Choque de Paz. Segundo o Governo do Rio, a ocupação havia sido planejada há meses pelo serviço de inteligência das forças de segurança.

G1


sábado, 3 de dezembro de 2011

Leilão de bens de traficantes tem aviões, joias e imóveis

Um Piper Azteca em mau estado, um Cessna Skylane que já viu melhores dias, um terreno de 360 metros quadrados em Apucarana, no Paraná, quatro alianças, a sucata de um Gol 1.6, ano 2002. A lista aparentemente desconexa acima tem em comum a origem: o crime. Aviões, imóveis, joias e carros que foram apreendidos das mãos de traficantes e, agora, vão integrar, no próximo dia 13, o maior leilão de bens do tráfico já realizado pelo Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça.

A arrecadação dos 40 lotes a serem leiloados, estimada em R$ 1,5 milhão, será destinada ao desenvolvimento e à execução de programas de prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes de drogas em todo o Brasil, beneficiando também o Rio de Janeiro.

Os bens — apreendidos nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Amapá — pertencem a condenados por tráfico ou envolvimento em atividades de produção ou comercialização de drogas.

“Há carros e aeronaves que já viraram sucata. Mas a expectativa do valor arrecadado ainda é significativa”, explicou, por meio de nota, a assessoria de comunicação do Ministério da Justiça.

Leilões menores já foram realizados pela Senad nos últimos anos, mas é a primeira vez que imóveis fazem parte da lista. Além dos quatro terrenos e apartamentos, 223 veículos e oito aeronaves estarão à disposição dos interessados.

De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça, a maioria dos bens de menor valor foi apreendida em regiões de fronteira. O primeiro lote inclui relógios de marca, pedras preciosas, 19 pingentes e 11 cordões de ouro, sete pulseiras, 12 anéis, quatro alianças e diversas abotoaduras com inscrições gravadas.

Nome protegido

Os nomes dos presos com os quais foram encontrados os objetos, porém, não podem ser divulgados: o Ministério da Justiça considera que parte deles já cumpriu pena e não tem débitos com a lei, não precisando, portanto, ter suas identidades reveladas.

Os imóveis disponíveis são uma casa no valor de R$ 40 mil, em Apucarana, um sítio por R$ 190 mil e um apartamento por R$ 60 mil, em São José do Pinhais e um terreno em Rio Negro, avaliado em R$ 9 mil, todos no Paraná.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha é preso

Delegado diz que material apreendido comprova ligação do acusado com vereadora

RIO - O ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha William de Oliveira foi preso na manhã desta sexta-feira por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Autos (DRFA) acusado de associação para o tráfico e venda de armas. Em entrevista ao telejornal “Bom Dia Rio”, da TV Globo, o delegado Márcio Mendonça disse que ele intermediava a venda de armas para o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem.

— Podemos afirmar que ele era conivente com o tráfico — disse o delegado, que afirmou ainda que outras pessoas envolvidas no esquema vão ser presas.

Na casa de William foram apreendidos computadores e documentos. De acordo com o delegado, foi constatada a relação dele com uma vereadora do Rio.

Nem também vai responder por essa investigação. Os agentes vão ainda nesta sexta à residência do ex-chefe do tráfico da comunidade cumprir mandados de busca e apreensão.

William, que já ficou nove meses preso acusado de associação para o tráfico, foi candidato pelo PRB ao cargo de deputado estadual nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger.

Eleições conturbadas para a presidência da associação

Por ordens de Nem, a eleição para a presidência da associação comunitária da Rocinha foi antecipada para o fim de outubro. Inicialmente, o pleito estava previsto para dezembro. O objetivo do traficante era que a eleição fosse realizada antes da ocupação da favela pelas forças de segurança para a implantação de uma UPP. Assim, Nem poderia deixar alguém de sua confiança à frente da associação, após a ocupação da comunidade. Leonardo Rodrigues Lima, o Léo, foi eleito, mas em meados de novembro o jogador de futevôlei Gilbert Leal, o Cabeção, que concorreu na chapa do Movimento Muda Rocinha junto com o ex-líder comunitário William de Oliveira, deu entrada no Ministério Público num pedido de anulação do pleito. Segundo o jogador de futevôlei, a eleição teria sido marcada por irregularidades. Cabeção negou, no entanto, que tenha havido interferência de Nem no pleito. Leonardo Lima negou que tenha recebido qualquer favorecimento por parte de Nem ou mesmo que tenha havido qualquer irregularidade na campanha.

O Globo

sábado, 26 de novembro de 2011

Namorada de Nem é transferida para presídio em Bangu

Ela foi encontrada na sexta-feira pelo Bope em uma casa na Estrada da Gávea

A namorada do traficante Nem, Danúbia de Souza Rangel, de 27 anos, foi transferida neste sábado para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela foi capturada na sexta-feira por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em uma casa na Estrada da Gávea, a partir de denúncias anônimas.

Danúbia foi encaminhada para a 15ª DP (Gávea), onde prestou esclarecimentos. Depois de ser ouvida, ela foi presa sob suspeita de associação para o tráfico de drogas. Às 9h30 deste sábado, ela passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que chefiava o tráfico de drogas na Rocinha, foi preso no último dia 10, em uma abordagem policial. O traficante estava em Bangu 1, na Zona Oeste do Rio, mas foi transferido no dia 19 para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na manhã de quinta-feira, o traficante Robson Silva Alves Porto, apontado pela polícia como braço direito do Nem, foi preso por policiais civis em uma casa em Realengo, próximo à Vila Vintém.

(Com Agência Estado)

Veja

Danúbia Rangel, mulher do traficante Nem, está presa

Conhecida como Xerifa na comunidade, ela vai dormir na 15ª DP (Gávea)

RIO - A polícia prendeu na sexta-feira na Rocinha, em flagrante, por associação ao tráfico, Danúbia de Souza Rangel, mulher de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe da venda de drogas na favela. Ela foi localizada pelo Bope após uma informação passada ao Disque-Denúncia (2253-1177). Danúbia, conhecida como a "Xerife" da Rocinha, estava na casa de uma cabeleireira na Estrada da Gávea. O delegado titular da 15 DP (Gávea), Carlos Augusto Nogueira Pinto, prendeu a mulher baseado em depoimentos e em fotos de sites de relacionamento em que Danúbia aparece com joias, perto de um helicóptero, ostentando riqueza.

Carlos Augusto afirmou que a mulher recebia presentes de Nem, comprado com dinheiro de atividades ilícitas. De acordo com o delegado, há três inquéritos na delegacia da Gávea investigando a quadrilha que atua na Rocinha. Num deles, há depoimentos formais e informais, além de fotos de sites que, segundo Carlos Augusto, mostram o enriquecimento da mulher de Nem, que não teria como comprovar renda.

Delegado se baseou em escutas telefônicas

O delegado pegou ainda provas emprestadas de um inquérito da Polinter, onde há escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a fim de respaldar um pedido para transformar a prisão de Danúbia em preventiva. No inquérito, há diálogos entre integrantes do bando de Nem que comprometeriam Danúbia.

— Estou pedindo à Justiça para converter a prisão em flagrante em preventiva. Danúbia está se locupletando com o dinheiro de pessoa ligada ao tráfico — disse Carlos Augusto.

Segundo o policial, ela passaria a noite na delegacia e, na manhã deste sábado, seria levada para a Polinter. Ao ser perguntado se a ordem para prendê-la em flagrante partira da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, Carlos Augusto negou, assegurando que a decisão fora dele. Quando foi informada da prisão, Danúbia, chorou, segundo o delegado. Ela disse que só prestaria depoimento em juízo.

Mulher não quis revelar onde está morando


Segundo o sargento Glebson Ferreira, da assessoria de comunicação do Bope, uma ligação feita para o Disque-Denúncia informou que a mulher de Nem estava na casa de uma amiga, dona de um salão de beleza. Ao ser abordada, Danúbia disse que retornou à favela por saudades da filha, mas não revelou onde estava morando.

Não havia mandado de prisão contra ela, mas a mulher não se recusou a acompanhar o Bope à delegacia. Ela pediu apenas que fosse acompanhada pela irmã. Danúbia já tinha sido indiciada num inquérito distribuído para a 29ª Vara Criminal da Capital por associação ao tráfico, tráfico e lavagem de dinheiro, mas a justiça questionou o Ministério Público. Num segundo momento, o MP corrigiu a denúncia, e Danúbia foi excluída do processo, permanecendo apenas Nem; a mãe de Danúbia, Maria das Graças, e dois cúmplices do traficante.

Segundo a juíza Maria Tereza Donatti, a mãe de Danúbia continuou no processo porque não sabia sequer dirigir, mas comprou um carro que a filha utilizava.

Braço direito de Nem participava de torturas a moradores


O gerente do tráfico do Vidigal, Robson Silva Alves Porto, conhecido como “99”, que é apontado como braço direito de Nem, foi preso em Realengo, nesta quinta-feira. Ele foi encontrado por policiais da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher Belford Roxo (Deam - Belford Roxo), com apoio da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma casa próximo à Vila Vintém, de onde pretendia fugir.

Segundo a titular da Deam-Belford Roxo, Soraia Vaz de Sant’ana, os agentes chegaram ao bandido após denúncia feita por uma mulher, afirmando que traficantes estariam na região. De acordo com a delegada, dias antes à prisão do traficante, uma equipe da especializada foi ao local e constatou que havia a possibilidade de o traficante “99” estar escondido lá.

O titular da Dcod, Pedro Medina, afirmou que o criminoso era um dos mais leais ao traficante Nem e foi responsável pela retomada do Morro do Vidigal, que pertencia à facção rival à do chefe da Rocinha. Segundo ele, "99" é acusado pela morte do ex-chefe do Vidigal, José Carlos de Oliveira, o "Cabeção", em janeiro. Ainda de acordo com o delegado, Robson é conhecido por ser violento, participando de torturas a moradores e esquartejamentos de corpos na favela.

Para o subchefe Operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, a ação mostra que a polícia não para de agir após a pacificação de uma comunidade.

"Essa prisão mostra que o trabalho da Polícia Civil não termina após a comunidade ser pacificada. Com a prisão deste traficante, outras informações foram colhidas, que nos ajudarão em investigações", afirmou, em nota, Fernando Veloso.

O Globo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PF realiza operação para desarticular quadrilha de traficantes

Policiais cumprem mandados de prisão em dezenas de endereços da Região Metropolitana

RIO - Policiais federais do Rio estão cumprindo, na manhã desta sexta-feira, mandados de prisão de traficantes e de busca e apreensão em dezenas de endereços na Região Metropolitana do estado. O objetivo é desarticular uma grande quadrilha de traficantes de drogas que atuava no Rio a partir do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, com apoio e participação de policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo). Foi do batalhão da Polícia Militar de São Gonçalo que saíram os policiais militares acusados de executar a juíza Patrícia Acioli. Ao todo, 22 policiais militares foram identificados nas investigações. Eles foram presos no mês passado por determinação judicial.

Batizada de Martelo, numa referência à atuação rigorosa da magistrada, a operação está sendo realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual e com o apoio do setor de inteligência da Secretaria de Segurança do Rio e da Corregedoria da Polícia Militar do Rio. Participam da ação 410 policiais, sendo 330 federais, por terra, ar e mar, cumprindo 46 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão.

A investigação teve início no mês de outubro de 2009, com o objetivo de apurar os envolvidos com o tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, considerado atualmente pela PF um dos maiores entrepostos de drogas do estado. Durante as investigações, diálogos comprometedores foram interceptados pelos policiais federais com autorização judicial. Os traficantes são da mesma organização criminosa que dominava o tráfico nos complexos da Penha e do Alemão, ocupados por forças federais há um ano para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Os policiais federais identificaram ainda que o grupo de traficantes atuava no estado em parceria com bandidos da facção criminosa de São Paulo praticando assaltos, tráfico de drogas e rebeliões em presídios. A quadrilha de São Gonçalo era comandada de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, pelo traficante Antônio Ilário, o Coroa ou Rabicó.

Nas investigações, os policiais federais descobriram o envolvimento de diversos policiais militares lotados na época no 7º BPM em crimes como tráfico de drogas e extorsão. Em algumas escutas, os PMs são flagrados pedindo dinheiro aos bandidos, falando sobre sequestros parentes e membros da quadrilha e até ordenando assassinatos.

Segundo relatórios da PF e do MP estadual obtidos pelo GLOBO, a identificação dos policiais flagrados nas escutas telefônicas foi possível em razão das datas, das escalas de serviço, da composição das guarnições e do teor dos diálogos travados em comparação com as informações prestadas pela Corregedoria Geral Unificada sobre a qualificação, escalas de plantão e números e placas de viaturas utilizadas. Os federais também usaram um exame minucioso de con fronto de padrão de voz.

O Globo

domingo, 13 de novembro de 2011

Traficante morava em mansão cercada por barracos

Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, é um dos cinco traficantes presos na última quarta-feira, quando tentavam escapar da Rocinha escoltados por três policiais civis e dois policiais militares

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) descobriu na manhã deste domingo, 13, a casa de Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, um dos cinco traficantes presos na última quarta-feira, quando tentavam escapar da Rocinha escoltados por três policiais civis e dois policiais militares. A mansão de três andares está repleta de equipamentos novos e caros. Fica cercada por barracos e casas humildes na cercanias da Rua 2, no alto da comunidade.

Ex-chefe do tráfico de drogas do Complexo de São Carlos, no centro do Rio, Peixe tinha piscina, equipamentos de musculação, churrasqueira, um aquário com mais de dez peixes, cozinha completa (com eletrodomésticos em inox) e equipamentos de TV e vídeo de última geração. No quarto há uma banheira de hidromassagem, ar-codicionado e muita bebida alcoólica.



Estadão

PM informa que Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu já foram ocupados


O chefe da Polícia Militar afirmou que não houve nenhum incidente e nenhum tiro disparado. Ainda não há informações de presos e de material apreendido. Segundo o chefe da PM, um balanço será feito posteriormente.

G1

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PM diz que traficante e comparsas ofereceram R$ 1 milhão de suborno


Nem, apontado como chefe do tráfico na Rocinha, foi preso no Rio.
Traficante deve ser transferido nesta quinta (10) para o presídio de Bangu.


Um dos policiais militares envolvidos na ação que resultou na prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, diz que os homens que ajudavam na fuga do criminoso chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno para que eles fossem liberados. Nem foi preso na madrugada de quinta-feira (10). Ele é apontado como o chefe do tráfico de drogas da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

“Primeiro, eles ofereceram R$ 20 mil, depois, R$ 1 milhão para liberarmos eles”, contou o soldado Heitor, um dos agentes do Batalhão de Choque que abordou o veículo usado na tentativa de fuga do traficante. Nem foi encontrado no porta-malas do carro de luxo e preso com apoio da Polícia Federal.

A prisão do traficante Nem é parte da movimentação de forças de segurança pública antes da instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha. A previsão é de que a ocupação aconteça no próximo domingo (13), mas de acordo com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, os detalhes serão mantidos sob sigilo.

Escondido no porta-malas
Segundo o soldado Heitor, além do traficante, mais três homens estavam no carro usado na fuga de Nem da Rocinha. A primeira abordagem ao grupo foi na saída da Rocinha, na Gávea, na Zona Sul do Rio. Lá, os PMs pediram para revistar o veículo. Um dos homens do grupo se apresentou como funcionário do Consulado do Congo e outro, como advogado. Eles informaram aos policiais que não aceitariam ser revistados. De acordo com soldado Heitor, os agentes informaram, então, que escoltariam o carro até a sede da Polícia Federal.

Ainda de acordo com o soldado, pouco depois da meia-noite, quando cruzavam a região da Lagoa, também na Zona Sul, os homens pararam o carro, se aproximaram dos policiais e tentaram negociar o suborno. “O [homem que se apresentou como] cônsul ofereceu propina e nós não aceitamos. Chamamos a Polícia Federal, que é um procedimento normal por ele ser cônsul”, contou o soldado. Na manhã desta quinta, a identidade do detido que teria se apresentado como diplomata ainda era investigada pela polícia.

Segundo Heitor, após a PF chegar à Lagoa, o veículo foi revistado e Nem foi achado no porta-malas. “A PF identificou o Nem de imediato. E o Nem não disse nem uma palavra, não ofereceu resistência”, disse.

Nem e os outros suspeitos foram levados para a sede da PF, na Zona Portuária. O delegado Victor Poubel, da PF do Rio, Nem ligou para a mãe e comunicou que havia sido preso. "Ele mandou um recado para os filhos não faltarem às aulas", disse o delegado. Segundo Poubel, o traficante deve ser transferido ainda nesta quinta para o presídio de Bangu, na Zona Oeste.

PF infiltrada na Rocinha
Policiais federais trabalharam infiltrados na Favela da Rocinha para ajudar na captura de Nem. Segundo Poubel, foram dez dias de trabalho, 24 horas por dia, monitorando a comunidade. A ação policial contou ainda com a ajuda de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. "Mas o trabalho da Polícia Federal não se restringe só a isso", esclarece Poubel.

Na quarta-feira (9), A PF já havia prendido outros traficantes e também policiais que escoltavam criminosos em fuga da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Entre os detidos, quatro são policiais e um é ex-policial. Um dos traficantes presos é conhecido pelo apelido de “Peixe” e o outro é o traficante “Coelho”, apontado como um dos principais comparsas de Nem.

Instalação de UPP
Cerca de 80 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) permanecem nesta quinta nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Segundo o tenente da PM Leonardo Novo, o cerco é por tempo indeterminado. Moradores e motoristas que passam pelo local são revistados.

O Ministério da Defesa vai mandar homens da Marinha e equipamentos militares para a ocupação do morro da Rocinha. Apesar do ministério não confirmar formalmente a participação na operação, o pedido de apoio logístico ao Ministério da Defesa foi feito há cerca de dez dias pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

A previsão é de que a ocupação aconteça no próximo domingo (13). A Marinha usará na operação os mesmos blindados utilizados na tomada das comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, os chamados Clanfs (carros lagartas anfíbios). Os blindados serão operados por fuzileiros navais e também ajudarão no transporte dos policiais militares durante a entrada no morro.

G1
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