Cheyenne Rae Owensby é uma criança feliz, cheia de vida que chegou ao mundo em perfeita saúde. A menininha é a razão de viver de sua mãe, que não consegue imaginar a vida sem ela. Porém, tudo muda um dia quando Cheyenne vai visitar o pai.
Os pais de Cheyenne são separados e compartilham a guarda da filha. A cada 2 semanas, ela passa o fim de semana na casa do pai. Mas em um fim de semana como outro qualquer, um incidente terrível vira a vida de mãe e filha de cabeça para baixo. Apenas 1 hora depois de deixar a filha com o pai, a mãe de Cheyenne recebe um telefonema que ela jamais esquecerá.
Na época, Cheyenne tinha acabado de completar 8 meses. E como todos os bebês da sua idade, ela chora bastante. Quando ele não consegue acalmá-la, o pai de Cheyenne a pega no colo e a sacode, na esperança de que ela pare. Só que ele a sacode tão forte que seu pequeno crânio é fraturado e a pequena Cheyenne tem uma hemorragia cerebral.
Cheyenne é rapidamente transportada por helicóptero até o hospital mais próximo. A equipe médica então informa sua mãe, Amy, que ela não está respirando.
Desesperada, Amy chega ao local e tem um novo e terrível choque: sua filhinha poderá ficar em coma o resto de sua vida. “Eu comecei a chorar, a tremer de puro pânico e não conseguia parar de vomitar”, diz ela. “Eu rezei, pedi a Deus que a salvasse ou que me levasse no seu lugar. Quando vi Cheyenne na cama do hospital, ela estava coberta de ataduras, picada por várias agulhas e suas pernas estavam escuras por causa de uma trombose. A polícia me ligou mais tarde e disse que James, o pai de Cheyenne, tinha confessado que a sacudira”.
“O homem que eu amei, meu primeiro amor, meu colega de classe, um homem que eu havia conhecido toda a vida e com quem havia dividido 10 anos da minha vida, tinha feito isso com a NOSSA filhinha. Minha vida desmoronou” explicou.
O pai de Cheyenne admite o que fez. Ele diz que simplesmente “perdeu o controle”. James acabou sendo condenado a 20 anos de prisão. Mas enquanto ele é preso, Amy luta com unhas e dentes pela vida de sua filha. Seu quadro é tão grave que os médicos não têm muita esperança. Em sua opinião, na pior das hipóteses, Cheyenne não vai sobreviver, na melhor, vai viver o resto da vida em coma.
Então um milagre acontece. Apesar de ter tido metade do cérebro removido, Cheyenne recupera a consciência. Ela consegue articular sons e se mexer, mas o lado direito do seu pequeno corpo permanece paralisado. Mesmo assim, e apesar da deficiência, esta garotinha não perde sua alegria de viver.]
Cheyenne hoje tem 3 anos e vive uma vida feliz, apesar das dificuldades que ainda tem de superar no dia a dia. Mas ninguém que a vê sorrir imagina o que ela passou.
A mãe de Chayenne escreve regularmente no Facebook para informar familiares e amigos do progresso da filha. Hoje, ela faz questão de lembrar a todos: “Cuidado com quem você deixa seus filhos!”. Compartilhe esta história com quem você conhece para evitar que esta história se repita!
Fonte: diariodaweb
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sábado, 1 de outubro de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
Tratado como cão: mãe é presa após publicar fotos de filho preso a coleira e comendo ração
Filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi encontrada pela polícia após o caso repercutir na internet
A filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi presa após publicar fotos de seu filho sendo arrastado por uma coleira no Facebook. Ela foi encontrada pela polícia, que iniciou uma busca depois do caso repercutir na internet.
Ela recebeu diversas críticas nas redes sociais pelo tratamento desumano dado ao seu filho, que aparece pelado e agachado próximo a uma tigela com ração de cachorro. As informações são do Daily Mail.
A mãe tentou abafar o caso excluindo sua conta do Facebook, mas as imagens já haviam sido salvas e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Após a prisão da mãe, que está sendo avaliada psicologicamente por especialistas, a criança foi entregue ao Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social do país, de acordo com o The Mirror.
Fundadora da ONG No Longer Victims (Vítimas Nunca Mais), entidade que visa alertar as pessoas sobre todas as formas de abuso e fornece ajuda para proteger e resgatar vítimas, a ativista Lurleen Hilliard viu as imagens na internet e denunciou a mãe por abuso infantil.
– Quando vi as imagens, fiquei furiosa. Meu sangue estava fervendo, literalmente em ponto de ebulição. Casos como esse não podem ser tolerados.
Ela entrou em contato com seus contatos nos Estados Unidos, que avisaram as autoridades filipinas sobre o caso.183763_ext_arquivo– Nós, como sociedade, temos que lutar contra o abuso de crianças. Para isso, temos que assegurar que pessoas como esta mulher, que para mim é um insulto para as mulheres, seja considerada responsável. A criança deve ser tirada dela e protegida para poder crescer com a inocência de uma criança, sem ter que conviver com abusos.
Fonte: R7
A filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi presa após publicar fotos de seu filho sendo arrastado por uma coleira no Facebook. Ela foi encontrada pela polícia, que iniciou uma busca depois do caso repercutir na internet.
Ela recebeu diversas críticas nas redes sociais pelo tratamento desumano dado ao seu filho, que aparece pelado e agachado próximo a uma tigela com ração de cachorro. As informações são do Daily Mail.
A mãe tentou abafar o caso excluindo sua conta do Facebook, mas as imagens já haviam sido salvas e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Após a prisão da mãe, que está sendo avaliada psicologicamente por especialistas, a criança foi entregue ao Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social do país, de acordo com o The Mirror.
Fundadora da ONG No Longer Victims (Vítimas Nunca Mais), entidade que visa alertar as pessoas sobre todas as formas de abuso e fornece ajuda para proteger e resgatar vítimas, a ativista Lurleen Hilliard viu as imagens na internet e denunciou a mãe por abuso infantil.
– Quando vi as imagens, fiquei furiosa. Meu sangue estava fervendo, literalmente em ponto de ebulição. Casos como esse não podem ser tolerados.
Ela entrou em contato com seus contatos nos Estados Unidos, que avisaram as autoridades filipinas sobre o caso.183763_ext_arquivo– Nós, como sociedade, temos que lutar contra o abuso de crianças. Para isso, temos que assegurar que pessoas como esta mulher, que para mim é um insulto para as mulheres, seja considerada responsável. A criança deve ser tirada dela e protegida para poder crescer com a inocência de uma criança, sem ter que conviver com abusos.
Fonte: R7
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Mãe se desespera no enterro da menina Micaella, de 4 anos, no Rio
Tremendo, Marcele chorou muito ao ver caixão; amigos pediram 'justiça'.
Pai e madrasta estão presos por suspeita do homicídio em Brás de Pina.
Sob forte comoção, foi enterrada na tarde desta quinta-feira (21) o corpo da menina Micaella Almeida Ramos, de 4 anos, encontrada morta na terça-feira (19) dentro do condomínio onde vivia, em Brás de Pina, Subúrbio do Rio. Cerca de 80 pessoas estiveram no Cemitério de Irajá, também no Subúrbio, para se despedir da criança. Muito abalada, a mãe da menina, Marcele Almeida, se desesperou ao ver a filha.
Pouco antes do enterro, familiares e amigos fizeram uma oração e bateram palmas, antes de um grande coro pedindo "justiça". O pai de Micaela e a madrasta estão presos pelo homicídio. O corpo foi achado com marcas de espancamento.
"Ela era um doce de criança, muito querida. Muito meiga. Vai fazer muita falta", disse a doméstica Verônica Machado, uma das vizinhas de Micaela, que relatou histórico de agressões de Joelma Souza Silva, a madrasta. "A gente percebia, mas tínhamos medo daquele monstro. Qualquer coisa que falávamos, já éramos agredidos verbalmente. Ela era uma pessoa muito agressiva."
De acordo com ela, o pai, Felipe Ramos da Silva, via as agressões, mas não impedia a ação da madrasta. Segundo Verônica, o próprio pai também apanhava da madrasta.
O corpo chegou ao cemitério aproximadamente às 15h20, num pequeno caixão. O velório, que a princípio não ocorreria, começou assim que mãe da menina chegou ao cemitério. Tremendo, ela foi direto à capela e chorou desesperadamente ao ver a filha no caixão, que foi aberto.
'Pauladas', diz tio
Mais cedo, o tio dela, Marcelo Arcanjo, se disse chocado e revelou que uma paulada na cabeça foi a causa da morte da criança.
De acordo com Marcelo, Micaela teria pegado um iogurte na geladeira sem a permissão da madrasta, Joelma Souza Silva, e como castigo teria levado uma paulada na cabeça. "Após a agressão, a madrasta deu um banho em Micaela e a colocou para dormir", contou o tio, indignado.
Micaela foi encontrada morta, em casa, com marcas de espancamento. O pai e a madrasta foram indiciados por homicídio e fraude processual, já que teriam alterado a cena do crime.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML), obtido com exclusividade pela GloboNews, mostra que a criança tinha feridas e escoriações no rosto, no pescoço e nas pernas. A causa da morte, no entanto, ainda depende de exames laboratoriais já solicitados.
Arcanjo também afirmou que a mãe da criança, Marcele de Almeida, não tinha condições de criá-la, mas sempre foi uma boa mãe. "Ela está sem chão com o que aconteceu. Estavam dizendo que Marcele era usuária de drogas e que não ligava para a filha, mas isso é mentira. Ela sempre passou dificuldades na vida, inclusive precisou morar na minha casa por cerca de um ano. Um pouco antes do Natal a Marceli tentou ver a filha, mas o pai não deixou, alegando que não tinha tempo para recebê-la porque estava trabalhando muito. Provavelmente ele deu essa resposta porque a criança já não estava bem", contou o tio.
Marcelo ainda revelou ao G1 que Joelma era tão agressiva que tinha passagem pela polícia e inclusive batia no marido, Felipe Ramos, pai de Micaela. "Até o Felipe apanhava da mulher. Todo mundo sabia disso, vários amigos dele me contaram. Ele era muito trabalhador, mas não tinha pulso firme com a mulher", completou.
Problemas no cemitério
Na manhã desta quinta-feira (21), a família da criança enfrentou dificuldade para conseguir marcar o enterro, no Cemitério de Irajá, também no subúrbio. Segundo Marcelo, o cemitério alegou que não tinha horário disponível. Entretanto, após muita discussão, o cemitério de Irajá autorizou o sepultamento para esta quinta.
"Não queriam liberar o enterro da Micaela hoje porque não tinha vaga. Os funcionários disseram que só havia a possibilidade de enterrá-la na sexta ou no sábado", acrescentou.
Também nesta quinta, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que o pai e a madrasta da criança foram encaminhados a presídios após terem a prisão preventiva decretada.
De acordo com a Secretaria, Joelma Souza Silva encontra-se na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza e Felipe Ramos na Cadeia Pública José Frederico Marques. Ambas no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.
'Ele não sabia das agressões'
O advogado de Felipe, Rafael Faria, afirmou que não teve acesso integral ao depoimento de Felipe, mas diz que seu cliente não sabia das agressões da madrasta à sua filha:
"Ele trabalhava o dia inteiro fazendo pequenas entregas e confiava na guarda da madrasta. Ele não sabia, não fazia ideia", afirmou o advogado.Segundo Rafael, Felipe afirma que a madrasta de Micaela foi a responsável pela morte da criança. "Ele está sofrendo muito com a morte da filha, e vamos lutar para que ele responda em liberdade", garante.
Fonte: G1
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Se alguém mostrar para você a palma da mão com um ponto preto, ligue para a delegacia!
Se você um dia encontrar uma pessoa, que lhe mostre a palma da mão pintada com um ponto preto, não pense duas vezes, por favor ligue imediatamente para a delegacia. Esta pessoa precisa da sua ajuda rapidamente.
Na verdade esta é um propaganda chamada de “Black Point”, ela começou na rede social Facebook e é um movimento de massas para reconhecer as pessoas que são vítimas de abusos ou violência doméstica.
Este simples ponto preto na palma da mão, representa um pedido de ajuda imediato. Você vai ficar indiferente ?
Esta pequena dica, pode se mostrar muito eficaz, para qualquer um que seja vítimas de violência doméstica, mostrando que as vitimas estão em perigo de forma rápida e eficaz, sem ter que tomar qualquer ação que poderia chamar a atenção de seu agressor. Já sabe o que fazer, não faça qualquer questão para pessoa que lhe mostrar este sinal, chame um delegado, policial, ou PM.
"O ponto preto na mão permite que aos profissionais saber que você é um sobrevivente de violência doméstica, e que precisa de ajuda, mas não pode mostrar para o seu agressor, que está vendo tudo o que você faz. Em apenas 24 horas, a campanha arrecadou mais de 6000 pessoas em todo o mundo e já ajudou muitas mulheres. Por favor, espalhe esta campanha e publique uma foto com a marca preta em sua mão, para mostrar seu apoio aos sobreviventes de violência doméstica “, disseram os organizadores responsáveis por esta propaganda de sensibilização para combater a violência domestica ou qualquer outro tipo de violência.
Este é o relato de uma sobrevivente da violência doméstica:
“Estou grávida, o pai do bebê é abusivo. Com palavras … e mãos. Ele estava no hospital ontem, ele estava comigo, e nunca me deixa em paz. Eu estava para fazer um exame médico e a enfermeira me pediu para deitar na cama e fechou a cortina. Então ele disse, que eu poderia levantar-me e tirou uma caneta do bolso, estendeu a mão e escreveu HELP ME. Eu não tenho que dizer qualquer palavra. “Esta campanha deu-me a força e a idéia sobre como obter ajuda. Agora estou finalmente segura, em outro lugar, graças a essa enfermeira e uma campanha de Black Point. Obrigado por tudo, eu estou a semanas de dar à luz, e finalmente estou a salvo."
Vai fingir que não sabe ?
Por favor, espalhe esta mensagem par chegar no mundo inteiro!
Fonte: www.rolloid.net
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Menina espancada pelo pai sofre paralisia e família pede ajuda para o tratamento
A mãe da pequena Manoela, de dois anos e meio, foi morta pelo marido e pai da menina no início deste ano em Anchieta
A família da menina Manoela Nascimento Pontes de Oliveira, de dois anos e dois meses, está lutando para conseguir custear o seu tratamento e as despesas dela. Manoela foi agredida pelo próprio pai, que matou a esposa e mãe da criança estrangulada. O crime foi no dia 03 de janeiro deste ano, em Anchieta, no Litoral Sul. Hoje a menina mora com a família em Piúma.
Após ser agredida pelo pai, Manoela, mais conhecida como Manu, esperou cerca de 10 horas para ser socorrida. Essa demora fez com que ela ficasse sem oxigenização no cérebro, provocando uma paralisia cerebral e cegueira na menina. Ela se alimenta através de sonda, respira por uma cânula na traqueia e ainda precisa fazer o uso de seis medicamentos.
A avó materna de Manu, a dona de casa Vera Lúcia Negrini, mudou o estilo de vida para se dedicar a neta. “Tive que largar meu serviço, fico 24 horas cuidando dela, não saio de perto. Hoje mesmo o que eu estava querendo era levar ela para um médico fora daqui para ver se tem alguma coisa para fazer por ela. Os médicos daqui falaram que o que eles puderam fazer por ela já fizeram”, disse.
O avô paterno da menina, o aposentado Manoel Francisco Negrini, gostaria que ela voltasse a ser uma criança normal. “ É muito triste, agora mesmo eu chorei... Meu sonho é ver a Manu andando ”, lamentou.
A família de Manoela precisa de um berço de UTI, pois o que o hospital cedeu é baixo, o que causa dificuldade no tratamento dela. Necessita ainda de fraldas.
Quem quiser ajudar a família de Manoela pode entrar em contato pelo número de telefone: (28) 99939-2572.
Entenda o crime
A mãe da menina, Lilyan de Freitas Nascimento de Oliveira, foi agredida e estrangulada pelo pastor João Pontes de Oliveira, 33 anos, no dia 03 de janeiro. Ele ainda ainda agrediu a filha do casal, Manoela, que precisou ser transferida de helicóptero para o Hospital Infantil de Vitória.
João ainda ligou para a sogra depois do crime, confessou o assassinato e fugiu em seguida. Ele foi preso quatro dias após o crime.
Fonte: GAZETAONLINE
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Suzane Richthofen abre mão de herança e demite advogado
Há informações de que ela estaria tentando se reaproximar do irmão
Suzane Von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002 em São Paulo, decidiu abrir mão da disputa judicial que travava com o irmão pela herança da família. Segundo documento divulgado pelo Fantástico neste domingo, Suzane, que hoje tem 30 anos, também manifesta o desejo de reencontrar o irmão, Andreas, que não vê desde o julgamento do caso em 2006.
Presa há 12 anos, ela já poderia ir para o regime semiaberto e trabalhar fora do sistema carcerário, mas optou por abrir mão da regalia por "se sentir segura" na prisão. Ainda segundo o documento, Suzane pediu o afastamento do advogado, Denivaldo Barni, que foi proibido de visitá-la. Agora, ela é defendida pela Defensoria Pública.
Procurados pelo Fantástico, o ex-advogado de Suzane e a advogada do irmão, Maria Aparecida Evangelista, não se pronunciaram. Promotores ouvidos sobre o caso não deram uma posição unânime sobre o comportamento da detenta e sobre sua aptidão em voltar ao convívio social.
Crime premeditado
Suzane foi condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. Os assassinatos foram planejados pela filha do casal e executados pelo então namorado de Suzane, Daniel Cravinhos, e pelo irmão dele, Cristian Cravinhos.
Na véspera do crime, Suzane planejou a retirada do irmão Andreas de casa para deixar os pais sozinhos. O trio seguiu para a mansão da família e, como o planejado, os irmãos subiram e golpearam o casal com pauladas. Após o assassinato, Suzane e os comparsas tentaram simular um latrocínio – roubo seguido de morte -, com a subtração de itens da casa.
Desconfiada, a polícia investigou o trio que, poucos dias depois, acabou confessando. Presa desde então, Suzane recebeu em 2011 a notícia de que seria “indigna” de receber metade da herança dos pais, avaliada em R$ 11 milhões e apontada como uma das principais motivações do crime. A ação contra Suzane foi movida pelo próprio irmão, Andreas
Terra Notícias
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Em audiência, professora diz que Bernardo controlava medicação
Professora de Bernardo, Simone concedeu depoimento à Justiça nesta segunda (Foto: Caetanno Freitas/G1)
Audiência ouve sete testemunhas nesta segunda-feira (8) em Três Passos.
Simone Muller era professora da criança assassinada em abril deste ano
O segundo dia de audiência do caso Bernardo, em Três Passos, no Rio Grande do Sul, teve início com o depoimento de Simone Muller, professora do menino de 11 anos encontrado morto em abril deste ano. Segundo a mulher, a criança era amável e prestativa, mas tinha dificuldades de prestar atenção na aula.
Durante a audiência, a professora afirmou que Bernardo nunca foi agressivo com os amigos. “Era um menino que a gente sabia que tinha problemas emocionais. Ele usava medicação, que ele próprio controlava quando estava na minha casa”, declarou a mulher.
Sobre o pai da criança, Leandro Boldrini, Simone disse que nunca conviveu com ele e Bernardo juntos, mas que sabia da sua relação por meio de terceiros. "Leandro dizia que criava Bernardo na ponta do facão", disse. O pai é um dos réus pelo crime.
O corpo do menino de 11 anos foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além do pai, são acusados pela morte a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga dela Edelvania Wirganovicz e o irmão, Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
“Meu sentimento é de alguém que recebe um quebra-cabeças e não consegue decifrar o que está acontecendo. A gente vai tentando entender e naquele momento nós não entendemos o que se passava. Hoje eu sei o que significa. Não sinto culpa, mas sinto impotência. Poderia ter feito algo a mais”, contou durante questionamento da promotoria do Ministério Público.
Com um auditório lotado, sobretudo pela imprensa, a única ré a acompanhar o segundo dia de oitivas desta fase do processo criminal é Edelvania Wirganovicz, que chegou ao local escoltada por agentes da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) por volta das 9h20. Os demais acusados não compareceram.
O depoimento de Simone é importante para a Justiça porque, além da ligação com o menino, sua casa foi o local em que o pai de Bernardo disse que o filho estava no final de semana em que sumiu. O pai informou à polícia no início de abril que o menino havia ido dormir na casa da mulher, que era mãe de um dos seus amiguinhos, Lucas. Em uma das suas declarações, o médico afirmou não ter se preocupado com o “desaparecimento” do menino durante o final de semana.
Ainda segundo a mulher, a criança vestia sempre uniforme e quase nunca usava roupas próprias. Em uma das suas recordações, Bernardo chegou brabo à escola afirmando ter visto o pai e a madrasta em uma relação sexual.
“Ele chegou muito brabo, estava muito irritado. Disse que eles [pai e madrasta] tinham feito ‘aquela coisa que faz criança’, que ele viu”, falou Simone.
Além da professora, irão depor à Justiça o casal Carlos e Juçara Petry, que tinha uma relação afetiva muito forte com o menino; a ex-babá, Elaine Marisa Wentz, que relatou uma tentativa de asfixia da madrasta, e a ex-secretária de Leandro, Andressa Wagner. Outras duas pessoas completam a relação.
Segundo secretária de escola, menino não falava da irmã
A segunda testemunha a ser ouvida pela Justiça foi a secretária do colégio de Bernardo, Rosani Teresinha Neuhaus. Ela relatou que costumava dar caronas ao menino de casa à escola, e o levava para almoçar em restaurantes.
“Ele não falava do relacionamento com o pai, com a madrasta, só dizia que ela era chata. O colégio tentou falar com o pai e a madrasta uma vez. Ligamos para falar do boletim, ninguém ia, até que um dia a Kelly [Graciele] foi até a escola. O conselho tutelar foi até a escola em uma oportunidade”, relembrou.
Rosani ainda completou que Bernardo falava pouco da irmã mais nova, fruto do relacionamento do pai com a madrasta.
“Eu perguntava sobre a irmãzinha dele, como ela estava, e ele sempre cortava o assunto. Parecia que não gostava dela, de falar da família. Ele dizia que ela era chata, a Kelly. Ele sempre pedia para ir junto para minha casa, não queria ir para a casa dele”, disse.
Sobre o vídeo em que o menino aparece com um facão, ameaçando o pai, a secretária nega ter visto a criança irritada. “Assisti aos vídeos do facão, do Bernardo pedindo socorro. Nunca presenciei ele tendo uma crise, muito irritado. Quem me relatava era a coordenadora. Não conhecia o Leandro muito bem. Dentro de casa eu não sabia o que se passava”, finalizou.
Relembre a primeira audiência
Apenas quatro testemunhas das 33 arroladas foram ouvidas no dia 26 de agosto. A sessão durou cerca de 11 horas e foi restrita à imprensa. Dois réus, os irmãos Edelvânia e Evandro, estiveram presentes. Leandro e Graciele foram dispensados.
Prestaram depoimento as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, além do médico Celestino Ambrosio Schmitt e a dentista Graciele Klein Dreher, que atendia o menino. Os depoimentos das duas autoridades policiais foram considerados os mais importantes.
A delegada Caroline Bamberg falou por cerca de cinco horas. Na saída, revelou pontos do que disse ao juiz. Afirmou que a polícia entregou recentemente à Justiça um vídeo extraído do celular de Leandro, que mostra o menino sendo dopado pelo pai, além de ameaças e maus-tratos em casa. Uma gravação de uma briga com facão entre o pai e o filho também foi citada. As imagens foram apagadas do aparelho, mas recuperadas pela perícia.
Novas provas da acusação
O material recuperado no celular de Leandro foi utilizado como nova prova da acusação. Para as testemunhas, os vídeos revelam a má conduta do pai e da madrasta com Bernardo e podem ser decisivos no processo.
O G1 teve acesso a um dos vídeos que mostra uma briga entre Bernardo, Leandro e Graciele. As imagens são de agosto de 2013, véspera do Dia dos Pais, e captaram gritos de socorro de Bernardo dentro de casa. Em alguns trechos, a madrasta diz a Bernardo frases como “vai ter o mesmo fim que tua mãe”, “vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro”, “tu não sabe do que eu sou capaz”.
Em dois outros vídeos, obtidos pelo jornal Zero Hora, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão, e ainda chorando dentro de um armário. As imagens, de junho de 2013, mostram o médico provocando o filho. “Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão”, afirma Leandro. A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo.
Depoimentos fora da Comarca de Três Passos
Depois da primeira audiência, novos depoimentos deram continuidade à fase de instrução do processo. Uma amiga da madrasta falou à Justiça em Coronel Bicaco. Em Tenente Portela, o depoimento foi de um policial rodoviário que abordou e multou Graciele no dia da morte do menino.
A depoente, proprietária de uma loja de roupas em Redentora, onde Graciele já morou, disse que foi procurada pela madrasta de Bernardo cerca de dois meses antes do crime. Segundo ela, a amiga afirmou que o menino era "doente" e que, por isso, ela queria que ele estivesse "embaixo da terra”. A testemunha também relatou que ouviu de Graciele que Leandro queria, assim como ela, "se livrar" do menino pelo comportamento agressivo dele. Segundo ela, "se Leandro tivesse um sítio com um poço, já teria feito isso há muito tempo".
Já o policial disse que abordou o carro conduzido por Graciele, por excesso de velocidade, na ERS-472, no sentido Tenente Portela-Frederico Westphalen. No veículo, uma caminhonete preta, estavam apenas a madrasta e o menino. De acordo com as investigações, a fiscalização do Comando Rodoviário da Brigada Militar ocorreu quando o menino era levado pela madrasta para Frederico Westphalen, onde o corpo dele foi encontrado em abril deste ano.
Em depoimento, o policial confirmou sua versão anterior. Ele lembrou ter visto Bernardo acordado no banco de trás do carro e disse que não chegou a conversar com o menino, apenas perguntou se ele usava cinto de segurança e o garoto acenou positivamente. O agente disse ainda que, quando Bernardo desapareceu, relatou o ocorrido a um colega de Três Passos e as informações foram repassadas aos agentes da Polícia Civil.
O processo
Em Três Passos serão ouvidas 33 testemunhas de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas.
Após o depoimento das 33, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. Ainda haverá testemunhas em Campo Novo, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo ngelo, Porto Alegre e Florianópolis (SC).
Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
G1
Audiência ouve sete testemunhas nesta segunda-feira (8) em Três Passos.
Simone Muller era professora da criança assassinada em abril deste ano
O segundo dia de audiência do caso Bernardo, em Três Passos, no Rio Grande do Sul, teve início com o depoimento de Simone Muller, professora do menino de 11 anos encontrado morto em abril deste ano. Segundo a mulher, a criança era amável e prestativa, mas tinha dificuldades de prestar atenção na aula.
Durante a audiência, a professora afirmou que Bernardo nunca foi agressivo com os amigos. “Era um menino que a gente sabia que tinha problemas emocionais. Ele usava medicação, que ele próprio controlava quando estava na minha casa”, declarou a mulher.
Sobre o pai da criança, Leandro Boldrini, Simone disse que nunca conviveu com ele e Bernardo juntos, mas que sabia da sua relação por meio de terceiros. "Leandro dizia que criava Bernardo na ponta do facão", disse. O pai é um dos réus pelo crime.
O corpo do menino de 11 anos foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além do pai, são acusados pela morte a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga dela Edelvania Wirganovicz e o irmão, Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
“Meu sentimento é de alguém que recebe um quebra-cabeças e não consegue decifrar o que está acontecendo. A gente vai tentando entender e naquele momento nós não entendemos o que se passava. Hoje eu sei o que significa. Não sinto culpa, mas sinto impotência. Poderia ter feito algo a mais”, contou durante questionamento da promotoria do Ministério Público.
Com um auditório lotado, sobretudo pela imprensa, a única ré a acompanhar o segundo dia de oitivas desta fase do processo criminal é Edelvania Wirganovicz, que chegou ao local escoltada por agentes da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) por volta das 9h20. Os demais acusados não compareceram.
O depoimento de Simone é importante para a Justiça porque, além da ligação com o menino, sua casa foi o local em que o pai de Bernardo disse que o filho estava no final de semana em que sumiu. O pai informou à polícia no início de abril que o menino havia ido dormir na casa da mulher, que era mãe de um dos seus amiguinhos, Lucas. Em uma das suas declarações, o médico afirmou não ter se preocupado com o “desaparecimento” do menino durante o final de semana.
Ainda segundo a mulher, a criança vestia sempre uniforme e quase nunca usava roupas próprias. Em uma das suas recordações, Bernardo chegou brabo à escola afirmando ter visto o pai e a madrasta em uma relação sexual.
“Ele chegou muito brabo, estava muito irritado. Disse que eles [pai e madrasta] tinham feito ‘aquela coisa que faz criança’, que ele viu”, falou Simone.
Além da professora, irão depor à Justiça o casal Carlos e Juçara Petry, que tinha uma relação afetiva muito forte com o menino; a ex-babá, Elaine Marisa Wentz, que relatou uma tentativa de asfixia da madrasta, e a ex-secretária de Leandro, Andressa Wagner. Outras duas pessoas completam a relação.
Segundo secretária de escola, menino não falava da irmã
A segunda testemunha a ser ouvida pela Justiça foi a secretária do colégio de Bernardo, Rosani Teresinha Neuhaus. Ela relatou que costumava dar caronas ao menino de casa à escola, e o levava para almoçar em restaurantes.
“Ele não falava do relacionamento com o pai, com a madrasta, só dizia que ela era chata. O colégio tentou falar com o pai e a madrasta uma vez. Ligamos para falar do boletim, ninguém ia, até que um dia a Kelly [Graciele] foi até a escola. O conselho tutelar foi até a escola em uma oportunidade”, relembrou.
Rosani ainda completou que Bernardo falava pouco da irmã mais nova, fruto do relacionamento do pai com a madrasta.
“Eu perguntava sobre a irmãzinha dele, como ela estava, e ele sempre cortava o assunto. Parecia que não gostava dela, de falar da família. Ele dizia que ela era chata, a Kelly. Ele sempre pedia para ir junto para minha casa, não queria ir para a casa dele”, disse.
Sobre o vídeo em que o menino aparece com um facão, ameaçando o pai, a secretária nega ter visto a criança irritada. “Assisti aos vídeos do facão, do Bernardo pedindo socorro. Nunca presenciei ele tendo uma crise, muito irritado. Quem me relatava era a coordenadora. Não conhecia o Leandro muito bem. Dentro de casa eu não sabia o que se passava”, finalizou.
Relembre a primeira audiência
Apenas quatro testemunhas das 33 arroladas foram ouvidas no dia 26 de agosto. A sessão durou cerca de 11 horas e foi restrita à imprensa. Dois réus, os irmãos Edelvânia e Evandro, estiveram presentes. Leandro e Graciele foram dispensados.
Prestaram depoimento as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, além do médico Celestino Ambrosio Schmitt e a dentista Graciele Klein Dreher, que atendia o menino. Os depoimentos das duas autoridades policiais foram considerados os mais importantes.
A delegada Caroline Bamberg falou por cerca de cinco horas. Na saída, revelou pontos do que disse ao juiz. Afirmou que a polícia entregou recentemente à Justiça um vídeo extraído do celular de Leandro, que mostra o menino sendo dopado pelo pai, além de ameaças e maus-tratos em casa. Uma gravação de uma briga com facão entre o pai e o filho também foi citada. As imagens foram apagadas do aparelho, mas recuperadas pela perícia.
Novas provas da acusação
O material recuperado no celular de Leandro foi utilizado como nova prova da acusação. Para as testemunhas, os vídeos revelam a má conduta do pai e da madrasta com Bernardo e podem ser decisivos no processo.
O G1 teve acesso a um dos vídeos que mostra uma briga entre Bernardo, Leandro e Graciele. As imagens são de agosto de 2013, véspera do Dia dos Pais, e captaram gritos de socorro de Bernardo dentro de casa. Em alguns trechos, a madrasta diz a Bernardo frases como “vai ter o mesmo fim que tua mãe”, “vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro”, “tu não sabe do que eu sou capaz”.
Em dois outros vídeos, obtidos pelo jornal Zero Hora, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão, e ainda chorando dentro de um armário. As imagens, de junho de 2013, mostram o médico provocando o filho. “Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão”, afirma Leandro. A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo.
Depoimentos fora da Comarca de Três Passos
Depois da primeira audiência, novos depoimentos deram continuidade à fase de instrução do processo. Uma amiga da madrasta falou à Justiça em Coronel Bicaco. Em Tenente Portela, o depoimento foi de um policial rodoviário que abordou e multou Graciele no dia da morte do menino.
A depoente, proprietária de uma loja de roupas em Redentora, onde Graciele já morou, disse que foi procurada pela madrasta de Bernardo cerca de dois meses antes do crime. Segundo ela, a amiga afirmou que o menino era "doente" e que, por isso, ela queria que ele estivesse "embaixo da terra”. A testemunha também relatou que ouviu de Graciele que Leandro queria, assim como ela, "se livrar" do menino pelo comportamento agressivo dele. Segundo ela, "se Leandro tivesse um sítio com um poço, já teria feito isso há muito tempo".
Já o policial disse que abordou o carro conduzido por Graciele, por excesso de velocidade, na ERS-472, no sentido Tenente Portela-Frederico Westphalen. No veículo, uma caminhonete preta, estavam apenas a madrasta e o menino. De acordo com as investigações, a fiscalização do Comando Rodoviário da Brigada Militar ocorreu quando o menino era levado pela madrasta para Frederico Westphalen, onde o corpo dele foi encontrado em abril deste ano.
Em depoimento, o policial confirmou sua versão anterior. Ele lembrou ter visto Bernardo acordado no banco de trás do carro e disse que não chegou a conversar com o menino, apenas perguntou se ele usava cinto de segurança e o garoto acenou positivamente. O agente disse ainda que, quando Bernardo desapareceu, relatou o ocorrido a um colega de Três Passos e as informações foram repassadas aos agentes da Polícia Civil.
O processo
Em Três Passos serão ouvidas 33 testemunhas de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas.
Após o depoimento das 33, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. Ainda haverá testemunhas em Campo Novo, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo ngelo, Porto Alegre e Florianópolis (SC).
Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.
G1
sábado, 30 de agosto de 2014
'Não consigo dormir', diz coveiro que enterrou Bernardo após ver vídeo
João Fernando trabalha no cemitério de Santa Maria há 28 anos.
Vídeo divulgado nesta semana mostra briga entre menino, pai e madrasta.
O vídeo que mostra a briga entre Bernardo, o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta Graciele tirou o sono do coveiro do Cemitério Municipal de Santa Maria, onde menino de 11 anos foi sepultado ao lado da mãe. Os gritos de socorro do garoto não saem da cabeça de João Fernando Fontana, que já trabalha há 28 anos abrindo covas no local.
"O que fizeram com ele não tem explicação. Foi uma barbaridade. Eu não consigo dormir desde que vi esse vídeo da briga. Fui eu que enterrei o Bernardo, isso me deixou muito chocado", afirma ao G1 o coveiro.
O menino de 11 anos foi encontrado morto, enterrado em uma cova na cidade de Frederico Westphalen, em abril deste ano. Quatro pessoas estão presas por participação no crime, entre elas o pai, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini. Na sexta-feira, dois novos vídeos que mostram brigas entre pai e filho foram divulgados.
Aos 64 anos, João Fernando diz que foi o caso mais cruel que já enfrentou na função. "Olha, das tantas covas que já fiz, nunca senti tanto uma morte de quem eu nem conhecia", relata. "Essas pessoas que fizeram isso têm de pagar até o fim da vida", completa.
No jazigo da família Uglione, o corpo de Bernardo sepultado ao lado da mãe, Odilaine, que morreu em 2010. Na época, a polícia concluiu que ela havia cometido suicídio. No entanto, após a divulgação do vídeo com a discussão da família, a avó materna do menino, Jussara, pede a reabertura das investigações.
Para ela e seu advogado, Marlon Taborda, as declarações de Leandro e Graciele indicam uma "confissão". "Me chamou a atenção que há uma confissão da morte da mãe do Bernardo. Em dado momento é dito para o menino 'Tu vai ter mesmo fim que a tua mãe'. Ora, Bernardo foi vítima de homicídio, logo a mãe dele também foi vítima de homicídio", aponta Taborda.
Nas imagens, a madrasta fala para o menino que a mãe dele é uma "vagabunda". Leandro também critica a ex-mulher. "Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou", afirma Leandro.
Odilaine morreu em 2010 após se suicidar, conforme conclusão da polícia. Nas imagens, a madrasta fala para o menino que a mãe dele é uma "vagabunda". Leandro também critica a ex-mulher.
"Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou", afirma Leandro. O menino responde aos dois revoltado. "Tomara que tu morra. Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!", grita Bernardo.
O advogado de Leandro, Jader Marques, disse que o vídeo é de 2013 e mostra a realidade do conflito familiar difícil, mas nada que altere a situação da falta de provas da participação do médico no homicídio do menino e suicídio da mãe de Bernardo. O escritório do advogado da madrasta, Vanderlei Pompeo de Mattos, informou que não pretende se manifestar sobre o tema.
Vídeo mostra discussão familiar
O vídeo começa com a sombra de Leandro no chão do quarto da casa onde a família morava, em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul (veja o vídeo). O pai de Bernardo liga a câmera e passa para Graciele enquanto o menino grita por socorro de um outro cômodo. É possível ver o rosto do médico neste momento das imagens. A madrasta pega o celular e o ajeita na cama do casal.
Também é possível ouvir Bernardo em outro cômodo gritando por socorro por mais de três minutos. Em seguida, o menino se aproxima para pedir o telefone emprestado para "denunciar" o pai. Leandro chama a atenção, pedindo que Bernardo cuide a irmã, que está no mesmo cômodo. Depois começa a discussão entre o menino e a madrasta, em que ocorrem as ameaças.
Veja a transcrição
Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
Leandro: Vamos se acalmar. Vai para o teu quarto.
Bernardo: Socorro! Meu pai vai me agredir. Socorro! Socorro!! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Socorro! Não! (...)
Leandro: Respeita a tua irmã, a Maria aqui…
Bernardo: Socorro, socorro! Eu vou contar... Vocês me agrediram!! Socorro, socorro, socorro. Meu pai me agrediu.
Graciele: Fecha a porta… (diz para Leandro)
Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! (...)
Eu quero denunciar, empresta o telefone, eu quero denunciar vocês! Empresta, quero denunciar!
Leandro: Aqui quem manda sou eu.
Bernardo: Eu quero denunciar, empresta!
Leandro: Ou tu entra, ou tu sai. E se entrar fala baixo.
Bernardo: Empresta o telefone agora! Empresta! Empresta o telefone. Empresta! Empresta o telefone agora! Tu falou que eu poderia denunciar, então empresta! Empresta!
Leandro: Tchê, a Maria...
Bernardo: Empresta! Empresta o telefone.
Graciele: Sim, tu quer o telefone emprestado para denunciar? (risos)
Bernardo: Sim! Empresta!
Graciele: Quer denunciar, te vira! Não empresto. Te vira!
Bernardo: Empresta!
Leandro: Cuidado a Maria aqui, rapaz! Escuta aqui ó, que bagunça é essa?
Bernardo: Socorro!!
Leandro: E fecha a porta, né?
Bernardo: As pessoas estão olhando…
Leandro: Viu?
Bernardo: As pessoas estão olhando…
Graciele: Vai lá, vai lá pedir socorro.
Bernardo: Vão vocês!
Graciele: Tu que tá pedindo! Tu que está gritando!
Leandro: Quem que começou a bagunça?
Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.
Graciele: E vou agredir mais. A próxima vez que tu abrir a boca para falar de mim, eu vou agredir mais.
Leandro: Xingando ela. Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.
Graciele: Eu vou agredir mais, eu não fiz nada em ti.
Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz de fazer.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia a viver nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: (inaudível) Queria que tu morresse
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força.
Bernardo: Quando tu morrer.
Graciele: É, vamos quem tem mais força. Vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro
Bernardo: Tu. Tu vai..
Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.
Bernardo: Tu, tu vai…
Graciele: Vamos ver quem vai primeiro.
Bernardo: Coitada da Maria, vocês vão agredir ela aqui também! Vão sim!
Graciele: Ela está comigo.
Bernardo: Vão agredir ela depois…
Graciele: Ah, então tá.
Leandro: Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou…
Bernardo: E tu traiu ela!
Leandro: Como é que ele tem isso na cabeça?
Graciele: É… Ela que andava com tudo que é homem aí, ó! Ela que era vagabunda, Bernardo!
Bernardo: Não era! Minha mãe não é vagabunda!
Graciele: Então vai perguntar para as pessoas da cidade o que tua mãe fazia! Pergunta!
Bernardo: Minha mãe não era vagabunda…
Graciele: Então pergunta para as pessoas o que tua mãe fazia com teu pai.
Leandro: Eu sei que tua mãe é o máximo para ti, mas simplesmente ela te abandonou.
Bernardo: Não, ela não me abandonou. Foi culpa tua, sim!
Graciele: Ela que pensou em matar teu pai.
Bernardo: Porque ele estava incomodando ela.
Leandro: Ela foi lá na vila com o cara, comprou uma 38 para ir ao consultório com duas balas. O que ia acontecer comigo?
Bernardo: Tinha que ter matado mesmo!
Leandro: E o que ia sobrar de ti?
Bernardo: Tinha que ter te matado!
Leandro: Mas o que eu tenho que ver, cara?
Bernardo: Tem de morrer!
Leandro: Tenho de pegar com minha vida por causa de gente à toa?
Bernardo: Sim!
Leandro: De gente que não presta?
Bernardo: Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!
Graciele: Tu vai ir antes. Doente que tu está desse jeito…
Leandro: Quanta gente…
Graciele: Igual a tua mãe. Teu fim vai ser igual o da tua mãe.
Bernardo: Não!
Graciele: Então tá…
Leandro: Eu salvo uns quatro ou cinco todo dia, tiro as pessoas de dentro do caixão.
Bernardo: Não tira!
Leandro: Elas aparecem uma semana depois caminhando lá no consultório.
Bernardo: Não!
Leandro: Eu acho que tenho uma função nesse mundo…
Bernardo: De morrer, tem que morrer!
Leandro: Deixa que eu morro a hora que Deus quiser…
Graciele: É, a hora que Deus quiser.
Leandro: Não é pela tua boca.
Bernardo: Tu vai morrer.
Leandro: Me respeita!
Bernardo: Vou rezar para tu morrer.
Graciele: Então vai, te ajoelha.
Leandro: Tu vai ficar 20 anos rezando. Quanto mais tu rezar, pior vai ser. Mais eu vou durar.
Bernardo: Tomara que tu morra. (fala inaudível)
Leandro: O que tu falou?
Bernardo: Não te interessa!
Leandro: É, é… 'Froinha', que não é capaz de falar. Se fosse macho falava melhor!
Bernardo: Ó a polícia!!
Graciele: Vai lá então… Vamo, desce lá!
Bernardo: Não…
Graciele: Desce lá.
Bernardo: Tu me agrediu!
Graciele: Vai lá, Bernardo…
Bernardo: Tenho marca aqui… Tu me agrediu. Eu tenho marca aqui.
Graciele: Vai lá, Bernardo! Ô, cagão! Ô, cagão, desce lá, cagão! Cagou nas calças? Cagou nas calças?
Bernardo: Vamos…
Graciele: Como, vamos? Cagão, vai atrás do teu pai, vai lá, macho! Vai lá, cagão.
Bernardo: Meu pai me agrediu…
Graciele: Vai dizer, então! Vai! Cagão.
Bernardo: Tu me bateu, tu me bateu, tu me bateu. Tu me agrediu!
Leandro: Faço tudo para dar certo e a polícia chega na minha casa no sábado à noite.
Graciele: É, ahã.
Bernardo: Tu me bateu também…
Graciele: É um cagão mesmo! Agora vai atrás do papai. Cagão.
Bernardo: Tu me bateu, conta que tu me bateu...
(longo trecho em silêncio)
Leandro: E esse remédio aqui?
Bernardo: Tu vai me matar…
Leandro: Quantos quilos tu tem?
Bernardo: Não sei. (inaudível)
Graciele: Dá sessenta gotas…
Bernardo: Eu vou me matar… Eu vou... Eu vou me matar.
Graciele: Dá uma faca, Leandro!
(minutos depois)
Leandro: Você sabe o que está fazendo, você sabe…
Bernardo: Meu pai mandou eu te pedir desculpas.
Leandro: Você sabe o que está fazendo…
Bernardo: Eu quero me matar…
G1
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Primeira audiência da morte de Bernardo levanta novas provas
Após primeira audiência do caso Bernardo, que durou mais de 11 horas, surgem novas provas e suspeitas contra a madastra do menino e seu pai, Leandro Boldrini. Vídeos mostram brigas do casal e ameaças ao garoto.
R7
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Vídeo mostra criança sendo agredida por babá no Rio
Menina de seis anos teria sido ameaçada, caso contasse à mãe sobre agressões
Uma babá é suspeita de agredir uma criança de seis anos em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Juliana dos Santos Tavares, mãe da vítima, descobriu as agressões na sexta-feira passada (22) e o caso foi registrado na Delegacia de Alcântara (74ª DP) como maus-tratos.
A mãe diz que desconfiava do comportamento agressivo da filha, mas só descobriu o motivo quando uma pessoa desconhecida lhe entregou vídeos que registraram as agressões. Segundo a mãe da vítima, as imagens foram feitas pela filha mais velha da babá, que cuidava dos dois filhos de Juliana havia um ano e meio e cobrava R$ 250 por mês. No mês passado, a suspeita havia dito que não queria mais ficar com a menina.
— Ela [a babá] reclamou dizendo que a menina estava fazendo muito escândalo e estava com medo de o Conselho Tutelar procurá-la de novo. Minha filha ficava suja, descabelada e reclamando de fome. Aquilo foi me magoando, porque era uma amiga. Eu pensei que ela era minha amiga.
Juliana afirma que, depois que conseguiu conversar sobre os maus-tratos, a filha ficou mais tranquila, mas evita falar sobre o assunto. A criança não teria contado à mãe sobre as agressões por medo de ameaças.
— Ela [a criança] disse que não me falou nada porque estava com medo, que ela [a babá] estava ameaçando. Fiquei muito revoltada.
Procurada pela reportagem da Rede Record, a suspeita de agredir a criança não quis se manifestar. O caso é investigado pela Delegacia do Rio do Ouro (75ª DP).
R7
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Justiça autoriza Suzane a cumprir o restante da pena em regime leve
A Justiça de São Paulo autorizou Suzane Richthofen (foto), de 30 anos, a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. Condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais, em outubro de 2002, Suzane cumpriu 12 anos de prisão em regime fechado e, agora, será autorizada a trabalhar durante o dia (que pode ser até fora da prisão) e dormir na cela à noite. Esse tipo de pena mais leve permite passar temporadas fora da prisão, como Dia das Mães e Natal, as chamadas “saidinhas”. Além dela, também foram condenados pelo crime os irmãos Cravinhos (Cristian e Daniel), que já tinham obtido a progressão de pena em fevereiro de 2013.
Gazeta do Povo
sábado, 9 de agosto de 2014
Justiça nega liberdade para pai e madrasta de Bernardo
Magistrado também manteve decisão que impede visita da filha do casal, de um ano e quatro meses
Os pedidos de liberdade de Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, suspeitos de envolvimento na morte do menino Bernardo, foram negados pelo juiz Marcos Luís Agostini, da Comarca de Três Passos, na tarde desta sexta-feira. O magistrado também manteve a decisão que nega o contato de Graciele com a filha, de um ano e quatro meses, pelo menos durante a tramitação da ação penal.
Em relação ao pedido de habeas corpus, o juiz considerou que os fundamentos que autorizaram a decretação da prisão preventiva de Leandro e Graciele permanecem presentes. O magistrado também afirmou que "não prosperam as alegações das defesas de excesso de prazo na instrução penal ou decorrente do aditamento da denúncia". Na tarde desta quinta-feira, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul havia refutado o pedido de liberdade dos réus Evandro e Edelvânia Wirganovicz.
A decisão que impede que Graciele receba visitas leva em consideração a grave acusação que pesa contra a ré. Segundo o magistrado, homicídio qualificado contra o próprio enteado, de 11 anos, é motivo suficiente para recomendar que a mulher não tenha contato com a filha.
Agostini também analisou o pedido da defesa de Leandro Boldrini para que fosse declarada a ilegalidade das interceptações dos telefones dos familiares dos réus e a solicitação de diligências acerca das escutas telefônicas, entre elas que o cartório judicial informasse os telefones interceptados, a titularidade dos mesmos e a data da efetivação da interceptação.
O magistrado refutou a nulidade alegada e indeferiu o pedido de diligências, afirmando que não houve interceptação sem autorização judicial, nem gravação fora do Sistema Guardião. Sobre os dados solicitados pela defesa, Agostini informou que eles constam no processo. O juiz também negou o pedido de restituição dos bens do réu. Segundo ele, os bens apreendidos não podem ser restituídos enquanto interessarem ao processo.
O magistrado também afirmou que o pedido de afastar a competência de juízo da Comarca de Três Passos, postulado por Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, foi refutado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Com esse argumento, o magistrado também negou a transferência do caso para a Comarca de Frederico Westphalen (onde o corpo do menino foi enterrado).
Agostini também explicou que a entrevista de Edelvânia, na penitenciária, não é meio de prova previsto em lei. Sendo assim, afirmou que, caso a ré pretenda alterar o teor das declarações prestadas na fase policial, poderá fazê-lo na oportunidade do interrogatório em juízo.
As testemunhas de defesa e acusação serão ouvidas em 26 de agosto, a partir das 9h15min, no Foro da Comarca de Três Passos.
Relembre o caso
Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 36 anos, para comprar uma TV.
De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.
Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.
Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta, uma amiga dela, identificada como Edelvânia Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.
Posteriormente, o irmão de Edelvânia – Evandro Wirganovicz – foi preso temporariamente por suspeita de facilitar a ocultação de cadáver, crime pelo qual ele acabou denunciado pelo Ministério Público.
Após pedido de aditamento do MP, a Justiça também aceitou a denúncia de Evandro por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou defesa da vítima), e decretou sua prisão preventiva.
Zero Hora
terça-feira, 13 de maio de 2014
Polícia indicia pai, madrasta e amiga da família pelo homicídio de Bernardo
Grupo fará manifestação contra violência infantil. Irmão de amiga de casal também está sendo investigado
PORTO ALEGRE - O médico Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo Uglione Boldrini, foi indiciado na tarde desta terça-feira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Junto com ele, foram indiciadas também pelos mesmos crimes a madrasta de Bernardo e esposa de Leandro, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Segundo a Polícia, o trio arquitetou e executou o plano para matar o garoto e esconder o corpo.
No inquérito remetido nesta terça-feir à Justiça, a delegada Caroline Bamberg Machado citou quatro qualificadoras para o crime de homicídio: promessa de pagamento, meio insidioso, motivo fútil e contra pessoa indefesa. De açodo com a delegada, a principal causa para o assassinato foi a desarmonia provocada pelo garoto junto à relação familiar.
O inquérito que investigou as circunstâncias da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi entregue de manhã na Justiça de Três Passos. O inquérito, protocolado no Fórum da cidade às 10h45, tem 11 volumes, cerca de 2 mil páginas e reúne provas materiais inusuais, como a bicicleta utilizada pelo garoto. As conclusões foram entregues por dois agentes da Polícia Civil.
Bernardo foi morto no dia 4 de abril em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de onde morava. O corpo só foi encontrado dez dias depois, no dia 14, em uma cova rasa no interior do município. Ele foi vítima de uma injeção letal de tranquilizantes.
Segundo a Polícia, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, premeditou a morte e teve a ajuda de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz. Em depoimento, as duas suspeitas inocentaram o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de participação no crime. Graciele confessou ter dado tranquilizantes ao garoto, mas disse que a morte foi acidental.
A Polícia sustenta, entretanto, que o pai de Bernardo foi conivente com o assassinato. Os três suspeitos, presos há um mês, devem ser indiciados por homicídio doloso.
O irmão de Edelvânia, preso no último sábado suspeito de também ter participado do crime, não deve responder por homicídio. Segundo a Polícia, Evandro Wirganovicz teria sido visto por uma testemunha dois dias antes no local onde Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen – a 80 quilômetros de onde residia com o pai, a madrasta e uma meia-irmã de um ano e meio.
Os investigadores acreditam que Evandro ajudou a abrir a cova usada para ocultar a vítima. Bernardo foi morto no dia 4 de abril, mas a Polícia só encontrou o corpo dez dias depois – no dia 14. Graciele e Edelvânia deverão ser indiciadas por homicídio qualificado.
Alguns laudos bioquímicos de amostras do corpo de Bernardo e do local onde ele foi encontrado não foram entregues à delegada Caroline Bamberg Machado pelo Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP). Mesmo assim, ela garantiu o final da investigação. O inquérito será protocolado no Ministério Público de Três Passos no início da tarde desta terça-feira. Logo depois, a delegada divulga, em entrevista coletiva, os resultados da apuração.
O Globo
PORTO ALEGRE - O médico Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo Uglione Boldrini, foi indiciado na tarde desta terça-feira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Junto com ele, foram indiciadas também pelos mesmos crimes a madrasta de Bernardo e esposa de Leandro, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Segundo a Polícia, o trio arquitetou e executou o plano para matar o garoto e esconder o corpo.
No inquérito remetido nesta terça-feir à Justiça, a delegada Caroline Bamberg Machado citou quatro qualificadoras para o crime de homicídio: promessa de pagamento, meio insidioso, motivo fútil e contra pessoa indefesa. De açodo com a delegada, a principal causa para o assassinato foi a desarmonia provocada pelo garoto junto à relação familiar.
O inquérito que investigou as circunstâncias da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi entregue de manhã na Justiça de Três Passos. O inquérito, protocolado no Fórum da cidade às 10h45, tem 11 volumes, cerca de 2 mil páginas e reúne provas materiais inusuais, como a bicicleta utilizada pelo garoto. As conclusões foram entregues por dois agentes da Polícia Civil.
Bernardo foi morto no dia 4 de abril em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de onde morava. O corpo só foi encontrado dez dias depois, no dia 14, em uma cova rasa no interior do município. Ele foi vítima de uma injeção letal de tranquilizantes.
Segundo a Polícia, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, premeditou a morte e teve a ajuda de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz. Em depoimento, as duas suspeitas inocentaram o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de participação no crime. Graciele confessou ter dado tranquilizantes ao garoto, mas disse que a morte foi acidental.
A Polícia sustenta, entretanto, que o pai de Bernardo foi conivente com o assassinato. Os três suspeitos, presos há um mês, devem ser indiciados por homicídio doloso.
O irmão de Edelvânia, preso no último sábado suspeito de também ter participado do crime, não deve responder por homicídio. Segundo a Polícia, Evandro Wirganovicz teria sido visto por uma testemunha dois dias antes no local onde Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen – a 80 quilômetros de onde residia com o pai, a madrasta e uma meia-irmã de um ano e meio.
Os investigadores acreditam que Evandro ajudou a abrir a cova usada para ocultar a vítima. Bernardo foi morto no dia 4 de abril, mas a Polícia só encontrou o corpo dez dias depois – no dia 14. Graciele e Edelvânia deverão ser indiciadas por homicídio qualificado.
Alguns laudos bioquímicos de amostras do corpo de Bernardo e do local onde ele foi encontrado não foram entregues à delegada Caroline Bamberg Machado pelo Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP). Mesmo assim, ela garantiu o final da investigação. O inquérito será protocolado no Ministério Público de Três Passos no início da tarde desta terça-feira. Logo depois, a delegada divulga, em entrevista coletiva, os resultados da apuração.
O Globo
domingo, 4 de maio de 2014
Pai dava remédios tarja preta para Bernardo, diz madrinha
Ela disse que notou comportamento estava estranho nas últimas férias
A madrinha de Bernardo, encontrado enterrado em um matagal em Frederico Westphalen (RS), no dia 14 de abril, disse em entrevista ao R7 que o pai do garoto dava remédios tarja preta para ele e que foi possível notar um comportamento estranho nas últimas férias em que o menino passou em sua casa. Clarissa da Silva Oliveira era amiga de infância da mãe de Bernardo, morta em 2010, e disse ter certeza de que a morte de Be, como o chamava, foi premeditada.
— O pai do Bernardo me disse que o levou a um médico psiquiatra que receitou remédios tarja preta, mas o menino desmentiu isso e acredito nele porque os medicamentos eram todos amostras grátis. Tenho certeza que o Leandro [pai] pegou no hospital que trabalhava e deu para o menino por conta própria. Não tinha nem receita.
Clarissa explica que nos dias em que o garoto esteve com ela, no mês de janeiro, ela não deixou que ele ingerisse a medicação. Ela o descreveu como um menino calado, apático, mas que passou a ser ‘revoltado’ nos últimos tempos.
— Eu sempre estranhei que ele aceitava com muita facilidade tudo o que o pai falava e mandava. Não era um comportamento normal para um menino da idade dele. Mas ele estava diferente. Estava respondão e parecia revoltado. Hoje eu sei que é porque ele estava sofrendo e sabe-se lá o que passou na mão do pai e madrasta.
O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e Edelvânia, amiga da madrasta, estão detidos desde o dia 14 de abril, quando o corpo da criança foi encontrado. Graciele confirmou em depoimento que fez a aplicação do medicamento Midazolam, mas que a morte do menino foi acidental. A amiga confessou que ajudou a esconder o corpo e ambas dizem que o pai não tem participação na morte. Para a polícia, Boldrini teria conhecimento do crime e quer apurar o que realmente cada um colaborou no caso.
A madrinha disse que a última vez que viu Leandro pessoalmente foi em 2011. Depois disso, a madrasta era quem levava o garoto até ela nos períodos de férias e sempre acompanhada de um parente. Clarissa conta que não conversava com eles e quando queria falar com Bernardo ligava direto no celular do menino.
— Eu falei com ele pela última vez dez dias antes dele ser morto. Ele queria saber do Miguel, meu bebê, perguntei se ele estava bem. Eu tenho certeza que a madrasta premeditou tudo. Ela foi a Frederico Westphalen dois dias antes de enterrar o corpo. Para mim, ela foi ver o local. Em fevereiro o Bernardo confirmou para o juiz que sofria maus-tratos e todos ficaram bravos por isso.
Morte da mãe
Clarissa conheceu a mãe de Bernardo ainda na infância, quando tinham cerca de dez anos. Odilaine morreu com um disparo de arma de fogo em 2010, aos 32 anos, três dias antes de assinar a separação do pai do garoto. A polícia concluiu que ela cometeu suicídio. Clarissa recebeu uma carta de despedida escrita por ela.
— Na carta, ela se despedia de todo mundo e dizia que tomou a decisão porque estava cansada da vida. Eu culpo o Leandro pela morte dela também. A Odilaine estava depressiva e ele não contou para ninguém. Ela tomava remédios receitados por ele e morreu dentro da clínica dela com uma arma de fogo. Dois meses depois ele casou com a Graciele. Se ela realmente cometeu suicídio, ele contribuiu muito para isso.
O advogado Marlon Adriano Balbon pretende protocolar na próxima terça-feira (5) um pedido na Justiça para que a Polícia Civil abra novas investigações sobre a morte de Odilaine Segundo Balbon, que representa a avó de Bernardo, Jussara Uglione, a família nunca se convenceu de que Odilaine cometeu suicídio, como concluiu o inquérito sobre o caso. Com a morte de Bernardo, os parentes querem acusar o pai do menino como um possível suspeito também do falecimento de Odilaine.
— Vou argumentar a partir das falhas no inquérito que já existe sobre a morte dela e pedir novas diligências no caso. A família acredita que ela foi assassinada e que o pai do Bernardo pode ser considerado um suspeito. Uma tomografia computadorizada foi feita em Odilaine, mas nunca anexada ao processo. Queremos rever as provas para esclarecer tudo.
Ela receberia R$ 1,5 milhão e uma pensão de R$ 10 mil por mês após a separação. Para a família, ela foi morta para não receber esse valor. O pedido será protocolado no fórum da cidade de Três Passos. A Justiça não tem um prazo determinado para dar um parecer.
R7
sábado, 26 de abril de 2014
Pais são responsáveis por metade dos casos de violações de direitos de crianças
Cerca de metade dos casos de violações de direitos de crianças e adolescente têm os próprios pais como autores, segundo dados levantados por conselhos tutelares de todo o país. Os números se referem a casos como maus-tratos, agressões, abandono e negligência.
O levantamento feito a partir do Sistema de Informações para a Infância e Juventude mostra que desde 2009 foram registrados 229 mil casos de violações de direitos, sendo que 119 mil os pais são os responsáveis. Padrastos, madrastas e responsáveis legais estão envolvidos em cerca de 10 mil casos. Os dados são baseados nos atendimentos realizados por 83% dos conselhos tutelares brasileiros.
promenino
O levantamento feito a partir do Sistema de Informações para a Infância e Juventude mostra que desde 2009 foram registrados 229 mil casos de violações de direitos, sendo que 119 mil os pais são os responsáveis. Padrastos, madrastas e responsáveis legais estão envolvidos em cerca de 10 mil casos. Os dados são baseados nos atendimentos realizados por 83% dos conselhos tutelares brasileiros.
promenino
Pai de Bernardo precisaria dividir herança com ele
Reportagem de VEJA desta semana revela que o médico acusado de participar da morte do filho estava prestes a ter de dividir com ele a herança da mulher morta
O casal Leandro e Graciele Boldrini corre o risco de perder a guarda da filha de 1 ano. Presos na cidade gaúcha de Três Passos, eles são acusados pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, filho do primeiro casamento de Leandro. A solicitação para a retirada da guarda partiu da promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira. Ela é a mesma que recebeu Bernardo quando ele procurou sozinho a Justiça pedindo para ser adotado por outra família, já que seu pai não lhe dava atenção e sua madrasta o maltratava.
A promotora também solicitou o bloqueio dos bens de Boldrini. Médico-cirurgião, ele é o herdeiro legítimo do filho morto e, por consequência, da herança deixada pela mãe dele, Odilaine Uglione, morta em 2010 num caso de aparente suicídio. Dinamárcia argumenta que, com a medida, ela pretende evitar que Boldrini use parte dos bens que seriam de Bernardo para, por exemplo, custear a própria defesa. Caso se prove sua culpa na morte do filho, ele perde o direito à herança.
O inventário de Odilaine ainda não foi concluído. Boldrini só pediu sua abertura no dia 30 de janeiro. Quando era casado com Odilaine, ele vendeu um imóvel sem formalizar sua transferência. Recentemente, o comprador passou a pressionar o médico para regularizar a situação, o que só podia ocorrer com a abertura do inventário e uma autorização da Justiça, concedida em 24 de fevereiro. A abertura do inventário implicaria a repartição dos bens de Odilaine entre Boldrini e o filho, incluindo a casa em que moravam com Graciele. O menino só poderia reivindicar a herança para si ao fazer 18 anos. Até lá, quem administraria o patrimônio seria o detentor da guarda da criança, Boldrini. O médico, no entanto, correu o risco de perder esse status no dia 31 de janeiro, quando a promotora Dinamárcia, depois de ser procurada por Bernardo, solicitou a transferência de sua guarda para a avó materna. O pedido foi negado pelo juiz Fernando Vieira dos Santos em 11 de fevereiro. Atendendo a uma solicitação de Boldrini, ele concedeu três meses para que o médico melhorasse sua relação com o filho. Bernardo foi morto um mês antes de o prazo expirar.
Laudo pericial divulgado na sexta-feira não apontou sinais de terra na traqueia nem nos pulmões do menino, o que afastou a possibilidade de ele ter sido enterrado vivo. Investigadores chegaram a cogitar a hipótese depois que a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que confessou ter participado do crime, revelou que a madrasta de Bernardo não checou sua pulsação antes de enterrá-lo. Graciele está isolada das demais presas em uma cela de 12 metros quadrados. Seu advogado, Vanderlei Pompeo de Mattos, contou que ela se alegrou ao ser informada de que a filha está com a irmã na cidade vizinha de Santo Augusto, dado que o lugar fica “pertinho” dali e que ela poderá visitar a criança “quando sair da cadeia”.
Veja
domingo, 20 de abril de 2014
Caso Bernardo: Assistente social diz que ajudou no crime em troca de R$ 96 mil prometidos por madrasta
Sigilo bancário foi solicitado para ver envolvimento do casal
RIO - Investigações nas contas bancárias dos três suspeitos na morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos, estão sendo feitas para provar que a assistente social Edelvânia Wirganovicz auxiliou a madrasta da criança, Graciele Ugliani, a matar Bernardo. Edelvânia admitiu, em depoimento, que ajudou no assassinato em troca de R$ 96 mil prometidos por Graciele para pagar uma dívida que contraiu para comprar um apartamento. As informações são do jornal “Zero Hora”.
A polícia desconfiava que o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, sabia do plano mas a hipótese perdeu força com o depoimento de Edelvânia negando a participação de Leandro.
– O Leandro não sabe, mas no futuro vai dar graças por se livrar do incômodo.
A investigação não descarta a possibilidade de Leandro ter ajudado a ocultar o crime quando soube, mesmo sem o ter planejado. O médico, no dia da morte, estava trabalhando em uma clínica particular e em um hospital da região.
A quebra de sigilo das contas do casal foi solicitada ver possíveis envolvimentos de ambos no caso.
– Se uma quantia próxima a R$ 96 mil ou uma grande quantia saiu da conta de Boldrini nos dias subsequentes ao assassinato do filho dele, pode significar que ele passou o dinheiro prometido a Edelvânia.
Dos 96 mil prometidos para Edelvânia, a assistente social só recebeu uma parte. No dia da morte de Bernardo, Edelvânia e Graciele foram até a clínica de Leandro. Os policiais acreditam que esta visita pode ter sido uma cobrança pelo dinheiro prometido.
O GLOBO
RIO - Investigações nas contas bancárias dos três suspeitos na morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos, estão sendo feitas para provar que a assistente social Edelvânia Wirganovicz auxiliou a madrasta da criança, Graciele Ugliani, a matar Bernardo. Edelvânia admitiu, em depoimento, que ajudou no assassinato em troca de R$ 96 mil prometidos por Graciele para pagar uma dívida que contraiu para comprar um apartamento. As informações são do jornal “Zero Hora”.
A polícia desconfiava que o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, sabia do plano mas a hipótese perdeu força com o depoimento de Edelvânia negando a participação de Leandro.
– O Leandro não sabe, mas no futuro vai dar graças por se livrar do incômodo.
A investigação não descarta a possibilidade de Leandro ter ajudado a ocultar o crime quando soube, mesmo sem o ter planejado. O médico, no dia da morte, estava trabalhando em uma clínica particular e em um hospital da região.
A quebra de sigilo das contas do casal foi solicitada ver possíveis envolvimentos de ambos no caso.
– Se uma quantia próxima a R$ 96 mil ou uma grande quantia saiu da conta de Boldrini nos dias subsequentes ao assassinato do filho dele, pode significar que ele passou o dinheiro prometido a Edelvânia.
Dos 96 mil prometidos para Edelvânia, a assistente social só recebeu uma parte. No dia da morte de Bernardo, Edelvânia e Graciele foram até a clínica de Leandro. Os policiais acreditam que esta visita pode ter sido uma cobrança pelo dinheiro prometido.
O GLOBO
sábado, 11 de janeiro de 2014
Uma em cada quatro crianças sofrem violência doméstica na Argentina em 2013
De acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (10), um em cada quatro casos de violência doméstica na Argentina afetou crianças e adolescentes em 2013. Os casos de maus-tratos e abusos a meninas representam 13% das 915 denúncias tramitadas pelo Escritório de Violência Doméstica (OVD) até novembro do ano passado, enquanto 12% dos casos correspondem a meninos, segundo as últimas estatísticas divulgadas pelo organismo da Corte Suprema Argentina.
Coincidentemente nesta mesma semana, o país está comovido com o caso de uma garota de três anos que foi espancada até a morte pelos próprios pais, na cidade de Mendoza. Outro caso similar foi registrado na cidade em Berazategui, na província de Buenos Aires.
promenino
Coincidentemente nesta mesma semana, o país está comovido com o caso de uma garota de três anos que foi espancada até a morte pelos próprios pais, na cidade de Mendoza. Outro caso similar foi registrado na cidade em Berazategui, na província de Buenos Aires.
promenino
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
MP denuncia padrasto e mãe do menino Joaquim por homicídio triplamente qualificado
Promotor entende que mãe foi omissa e pede à Justiça que casal fique preso até o julgamento
SÃO PAULO – O promotor de Justiça Marcus Túlio Alves Nicolino entregou nesta quinta-feira à Justiça de Ribeirão Preto, no interior paulista, denúncia por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) contra o técnico em TI Guilherme Longo e a psicóloga Natália Ponte, respectivamente, padrasto e mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. A criança desapareceu de casa, em Ribeirão Preto, no dia 5 de novembro do ano passado. O corpo dela corpo foi encontrado em um rio, na cidade de Barretos, dias depois.
Segundo o promotor, Longo foi denunciado também por ocultação de cadáver. Natália, na opinião dele, foi omissa e colaborou para o crime. No inquérito policial sobre o caso, a mãe de Joaquim não foi indiciada pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro. Além da denúncia, Nicolino pediu à Justiça também que o casal fique preso preventivamente até o julgamento do crime.
- Ela é penalmente responsável, por omissão. Permitiu que o crime ocorresse – diz o promotor.
- Endossei o pedido de prisão preventiva feito pelo delegado à Justiça em relação ao Guilherme. E acredito que a prisão de ambos é necessária para conveniência da instrução criminal e garantia da ordem pública – acrescenta.
O promotor espera que a Justiça decida sobre o pedido das prisões até esta sexta-feira. Em relação à aceitação ou não da denúncia, isso só deve ocorrer na próxima semana, em razão do recesso judiciário.
Ambos, Polícia Civil e Promotoria, creem que Longo matou o menino Joaquim, que era diabético, com uma superdosagem de insulina.
O padrasto está preso na Delegacia Seccional de Barretos desde o início das investigações. Já a mãe do menino, Natália, ficou presa durante 31 dias na Cadeia Feminina de Franca, interior de SP, e foi solta no dia 11 de dezembro, após vencer o prazo do primeiro pedido da Polícia Civil de prisão temporária por trinta dias.
O Globo
SÃO PAULO – O promotor de Justiça Marcus Túlio Alves Nicolino entregou nesta quinta-feira à Justiça de Ribeirão Preto, no interior paulista, denúncia por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) contra o técnico em TI Guilherme Longo e a psicóloga Natália Ponte, respectivamente, padrasto e mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. A criança desapareceu de casa, em Ribeirão Preto, no dia 5 de novembro do ano passado. O corpo dela corpo foi encontrado em um rio, na cidade de Barretos, dias depois.
Segundo o promotor, Longo foi denunciado também por ocultação de cadáver. Natália, na opinião dele, foi omissa e colaborou para o crime. No inquérito policial sobre o caso, a mãe de Joaquim não foi indiciada pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro. Além da denúncia, Nicolino pediu à Justiça também que o casal fique preso preventivamente até o julgamento do crime.
- Ela é penalmente responsável, por omissão. Permitiu que o crime ocorresse – diz o promotor.
- Endossei o pedido de prisão preventiva feito pelo delegado à Justiça em relação ao Guilherme. E acredito que a prisão de ambos é necessária para conveniência da instrução criminal e garantia da ordem pública – acrescenta.
O promotor espera que a Justiça decida sobre o pedido das prisões até esta sexta-feira. Em relação à aceitação ou não da denúncia, isso só deve ocorrer na próxima semana, em razão do recesso judiciário.
Ambos, Polícia Civil e Promotoria, creem que Longo matou o menino Joaquim, que era diabético, com uma superdosagem de insulina.
O padrasto está preso na Delegacia Seccional de Barretos desde o início das investigações. Já a mãe do menino, Natália, ficou presa durante 31 dias na Cadeia Feminina de Franca, interior de SP, e foi solta no dia 11 de dezembro, após vencer o prazo do primeiro pedido da Polícia Civil de prisão temporária por trinta dias.
O Globo
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Mãe e padrasto do menino Joaquim são presos em Ribeirão Preto, SP
Prisão do casal foi decretada neste domingo, após corpo ser encontrado.
Evidência de homicídio levou juiz a aceitar pedido de prisão, diz delegado.
A mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foram presos na noite deste domingo (10) em Ribeirão Preto (SP), após terem a prisão temporária decretada pela Justiça. A decisão é do juiz plantonista Cássio Ortega de Andrade. A psicóloga Natália Ponte e o técnico em tecnologia da informação Guilherme Longo deverão permanecer presos por 30 dias.
O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo pelo dono de um rancho, no Rio Pardo, em Barretos (SP). Natália e o pai do menino, Arthur Paes, estiveram nesta tarde no Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para fazer o reconhecimento. A criança havia desaparecido na última terça-feira (5), de dentro da casa da mãe em Ribeirão Preto.
Ao ser infomado sobre a localização do corpo do menino, o padrasto reagiu com frieza. "Foi reconhecido? Maravilha. A gente vai dar uma ligada para os advogados para ver o que está acontecendo", afirmou.
“Antes não tínhamos a certeza de que era um homicídio. Agora temos a declaração do médico. Somadas a isso, evidências que tínhamos anteriormente de que não houve participação de terceiros no fato, e que colocavam o padrasto e a mãe como principais suspeitos, fizeram com que o juiz se convencesse da prisão temporária”, afirma o promotor Marcus Túlio Nicolino.
Segundo o delegado seccional João Osinski Júnior, diretor do departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3), Longo é considerado o principal suspeito do crime, porém, a polícia não descarta a hipótese de participação de Natália no desaparecimento e na morte da criança.
Corpo do menino Joaquim foi encontrado no Rio Pardo (Foto: Arte/ G1)
De acordo com Osinski, o casal foi preso no fim da tarde deste domingo. Natália foi levada para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto, onde presta depoimento. Longo está preso no 3º Batalhão da Polícia Militar de Ribeirão. "Eles já estão presos e foram recolhidos, mas não podemos passar mais detalhes para não atrapalhar a investigação. Precisamos de calma agora", disse.
Um exame feito pelo IML no corpo do menino neste domingo revelou, segundo o delegado, que o pulmão de Joaquim não apresentava água, o que descarta a possibilidade da morte por afogamento. O fato evidencia o homicídio, já que a criança, de acordo com a polícia, foi jogada no Córrego Tanquinho, nas proximidades da casa da família.
No momento da chegada à DIG, no início da noite deste domingo, Natália foi recebida com ameaças por um grupo de pessoas. Populares, principalmente mulheres acompanhadas por crianças, gritavam “justiça”, e correram em direção ao carro em que ela estava. Alguns chutaram um portão do estacionamento das viaturas na delegacia. Uma pessoa chegou a bater no vidro do veículo. Apesar do tumulto, não houve conflito com a polícia.
Após reconhecer o filho no IML de Barretos, Natália alegou inocência no caso. Segundo Osinski, o técnico em informática Guilherme Longo, de 28 anos, é apontado como um dos principais suspeitos da morte de Joaquim.
Entretanto, o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino disse, neste domingo, que não descarta a possibilidade da participação de Natália no crime. “São muitas evidências que nos levam a crer que o padrasto esteja envolvido diretamente no crime, porém, não descartamos ainda a chance da mãe também ter participação. Todas as informações coletadas até o momento são compatíveis com as diligências realizadas desde o começo da investigação”, diz.
Localização
O corpo de Joaquim foi encontrado pelo dono de uma propriedade rural em Barretos, que avisou o Corpo de Bombeiros pelo 193, após avistar uma pessoa boiando sobre as águas do Pardo neste domingo, por volta das 10h.
Segundo Osinski, a criança encontrada vestia um pijama estampado idêntico ao descrito pela família no boletim de ocorrência registrado no dia do desaparecimento, na terça-feira (5).
O delegado informou que vai solicitar a realização de exames médicos específicos, como testes de insulina, que poderão ajudar nas investigações. “Vou pedir vários exames. Precisamos saber de várias coisas, se foi esganado, por que lesão morreu”, diz.
O delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, disse que será necessário esperar o laudo oficial da perícia para descobrir o motivo da morte. “Vamos aguardar os laudos para obter uma conclusão mais efetiva para dar prosseguimento ao caso”, diz. A previsão é que o laudo fique pronto em até 30 dias.
G1
Evidência de homicídio levou juiz a aceitar pedido de prisão, diz delegado.
A mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foram presos na noite deste domingo (10) em Ribeirão Preto (SP), após terem a prisão temporária decretada pela Justiça. A decisão é do juiz plantonista Cássio Ortega de Andrade. A psicóloga Natália Ponte e o técnico em tecnologia da informação Guilherme Longo deverão permanecer presos por 30 dias.
O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo pelo dono de um rancho, no Rio Pardo, em Barretos (SP). Natália e o pai do menino, Arthur Paes, estiveram nesta tarde no Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para fazer o reconhecimento. A criança havia desaparecido na última terça-feira (5), de dentro da casa da mãe em Ribeirão Preto.
Ao ser infomado sobre a localização do corpo do menino, o padrasto reagiu com frieza. "Foi reconhecido? Maravilha. A gente vai dar uma ligada para os advogados para ver o que está acontecendo", afirmou.
“Antes não tínhamos a certeza de que era um homicídio. Agora temos a declaração do médico. Somadas a isso, evidências que tínhamos anteriormente de que não houve participação de terceiros no fato, e que colocavam o padrasto e a mãe como principais suspeitos, fizeram com que o juiz se convencesse da prisão temporária”, afirma o promotor Marcus Túlio Nicolino.
Segundo o delegado seccional João Osinski Júnior, diretor do departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3), Longo é considerado o principal suspeito do crime, porém, a polícia não descarta a hipótese de participação de Natália no desaparecimento e na morte da criança.
Corpo do menino Joaquim foi encontrado no Rio Pardo (Foto: Arte/ G1)
De acordo com Osinski, o casal foi preso no fim da tarde deste domingo. Natália foi levada para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Ribeirão Preto, onde presta depoimento. Longo está preso no 3º Batalhão da Polícia Militar de Ribeirão. "Eles já estão presos e foram recolhidos, mas não podemos passar mais detalhes para não atrapalhar a investigação. Precisamos de calma agora", disse.
Um exame feito pelo IML no corpo do menino neste domingo revelou, segundo o delegado, que o pulmão de Joaquim não apresentava água, o que descarta a possibilidade da morte por afogamento. O fato evidencia o homicídio, já que a criança, de acordo com a polícia, foi jogada no Córrego Tanquinho, nas proximidades da casa da família.
No momento da chegada à DIG, no início da noite deste domingo, Natália foi recebida com ameaças por um grupo de pessoas. Populares, principalmente mulheres acompanhadas por crianças, gritavam “justiça”, e correram em direção ao carro em que ela estava. Alguns chutaram um portão do estacionamento das viaturas na delegacia. Uma pessoa chegou a bater no vidro do veículo. Apesar do tumulto, não houve conflito com a polícia.
Após reconhecer o filho no IML de Barretos, Natália alegou inocência no caso. Segundo Osinski, o técnico em informática Guilherme Longo, de 28 anos, é apontado como um dos principais suspeitos da morte de Joaquim.
Entretanto, o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino disse, neste domingo, que não descarta a possibilidade da participação de Natália no crime. “São muitas evidências que nos levam a crer que o padrasto esteja envolvido diretamente no crime, porém, não descartamos ainda a chance da mãe também ter participação. Todas as informações coletadas até o momento são compatíveis com as diligências realizadas desde o começo da investigação”, diz.
Localização
O corpo de Joaquim foi encontrado pelo dono de uma propriedade rural em Barretos, que avisou o Corpo de Bombeiros pelo 193, após avistar uma pessoa boiando sobre as águas do Pardo neste domingo, por volta das 10h.
Segundo Osinski, a criança encontrada vestia um pijama estampado idêntico ao descrito pela família no boletim de ocorrência registrado no dia do desaparecimento, na terça-feira (5).
O delegado informou que vai solicitar a realização de exames médicos específicos, como testes de insulina, que poderão ajudar nas investigações. “Vou pedir vários exames. Precisamos saber de várias coisas, se foi esganado, por que lesão morreu”, diz.
O delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Martins de Castro, disse que será necessário esperar o laudo oficial da perícia para descobrir o motivo da morte. “Vamos aguardar os laudos para obter uma conclusão mais efetiva para dar prosseguimento ao caso”, diz. A previsão é que o laudo fique pronto em até 30 dias.
G1
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