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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Famílias pedem autorização para matar filhas e evitar estupro em Aleppo

LONDRES — Moradores do leste da cidade síria de Aleppo estão pedindo permissão a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, da milícia libanesa do Hezbollah ou do Irã, de acordo com relatos que circulam. As histórias ganharam força com a reprodução nas redes sociais da carta de uma enfermeira da área cercada da cidade explicando por que havia escolhido o suicídio diante da possibilidade de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”. Outros postam mensagens desesperadas à medida que as tropas do governo se aproximam, trazendo para mais perto do mundo o drama vivido na área rebelde da cidade síria.

“Sou uma das mulheres em Aleppo que em breve serão violadas. Não há mais armas ou homens que possam ficar entre nós e os animais que estão prestes a vir, o chamado Exército do país. Eu não quero nada de você. Nem mesmo suas orações. Ainda sou capaz de falar e acho que a minhas orações são mais verdadeiras do que as suas. Tudo o que peço é que não assuma o lugar de Deus e me julgue quando eu me matar. Eu vou me matar e não me importo se você me condenar ao inferno! Estou cometendo suicídio porque não quero que meu corpo seja alguma fonte de prazer para aqueles que sequer ousavam mencionar o nome de Aleppo dias atrás. E quando você ler isso saiba que eu morri pura apesar de toda essa gente”, diz a carta. O nome não foi divulgado e a veracidade não pode ser comprovada.

A carta era endereçada a líderes religiosos e da oposição e, segundo o jornal britânico “Metro”, o post foi compartilhado pelo trabalhador humanitário Abdullateef Khaled. Ela reforça os rumores de mulheres cometendo o suicídio para evitar o estupro à medida que as forças sírias avançam e surgem denúncias de execuções.

Outros relatos que circulam nas redes sociais dizem que pais estão pedindo a permissão de autoridades religiosas para assassinar as próprias filhas antes que sejam capturadas. As forças sírias executaram mais de 80 pessoas em Aleppo na segunda-feira, incluindo mulheres e crianças ainda em suas casas.

Muhammad Al-Yaqoubi, um conhecido líder religioso que fugiu da Síria, tuitou na terça-feira que estava recebendo consultas de Aleppo, incluindo algumas inquietantes: “Pode um homem matar sua mulher ou irmã antes que ela seja estuprada pelas forças de Assad na frente dele?”

DESESPERO NAS REDES SOCIAIS


Uma trégua deveria ter permitido a saída de moradores da cidade. Mas com a retomada dos bombardeios nesta quarta-feira, a retirada foi suspensa. O desepero aumenta e, isolados por terra, moradores da área cercada enviam apelos pelas redes sociais.

Filmado pelo próprio celular, o professor de inglês Abdulkafi al-Hamdo aparece encolhido atrás de um muro. Afirmando que as forças de Assad estão chegando e que podem estar a 300 metros dali, ele resume a situação:

- Não há mais para onde ir. Este é o último lugar - diz no vídeo divulgado pelo Twitter. Espero que algo possa deter os massacres. Ninguém dormiu esta noite. Minha mulher, minha filha, todos os que conheço estão... - disse, até que o vídeo foi interrompido de repente.

Não se sabe a situação dentro de um dos últimos bolsões controlados pelos rebeldes na cidade. A última mensagem do jornalista americano Bilal Abdul Kareem na região veio na segunda-feira. Com o som de explosões ao fundo, ele disse poderia ser um de seus últimos vídeos.

- Talvez não possamos mais enviar mensagens à medida que o regime se aproxima cada vez mais.

Outros enviam mensagens de despedida, temendo a morte ou a captura. São agradecimentos a quem ajudou os sírios, pedidos para que habitantes de outros países protestem contra o que ocorre no país. Outras são reproduzidas por jornalistas que recebem mensagens de ativistas na cidade.

"Ativistas estão tuitando seus momentos finais. Eles quase certamente serão detidos/torturados/mortos após a captura. O aperto que se sente no estômago após ler as últimas mensagens de Aleppo. Que Deus nos perdoe por não ajudar essas pessoas", escreveu um jornalista no Twitter.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Trinta homens, uma adolescente e o silêncio de 200 milhões


Cerca de 30 homens estupram uma menina de 16 anos, filmam, postam na internet e uma leva de tantos outros homens fazem piada da situação na internet. Nas filmagens, a adolescente nua, sangrando em suas partes íntimas, e os estupradores comemorando o ato e ridicularizando a jovem que, desacordada, não faz ideia do que está acontecendo.

Quando lemos uma notícia destas e simplesmente passamos para a próxima notícia como se estivéssemos lendo o horóscopo, é um triste sinal de que estamos perdendo a noção do que é aceitável, do que é normal.

É claro que você repudia o comportamento destes estupradores. Mas o que de prático temos feito, eu e você, para que este tipo de atrocidade não seja tratado com tamanho descaso e indiferença? O que temos feito para que estas pessoas sintam vergonha e se sintam realmente pressionados por uma sociedade que não tolera este tipo de gente?

Se estes estupradores fizeram isto com apoio dos que estavam em volta, com apoio de quem filmou e com o apoio de quem comentou zombando da situação, é porque nós, que somos contra este tipo de comportamento, estamos em silêncio. Não estamos impondo o padrão de comportamento que consideramos aceitável. Ficamos omissos, acabamos coniventes.

Porque ninguém tomou uma atitude de defender a moça? Porque ninguém ligou para a polícia? Porque ninguém reprovou a atitude destes criminosos? Porque ninguém daquela festa impediu que isto acontecesse? Por que eles optaram pelo silêncio. Por que tinham dúvidas se realmente aquilo estava totalmente errado. Por que ficaram com medo do julgamento dos amigos de ser taxado de “careta” que não entende uma “zueira” com uma menina.

Os estupradores tiveram orgulho do que fizeram enquanto deveriam ter medo e vergonha. E se eles se orgulham é porque recebem mais elogios do que críticas. É por que seus familiares, seus amigos apoiam, ou no mínimo, não se manifestam explicitamente contra.

Quebre o silêncio. Converse sobre isto com seus amigos, irmãos, primos, na fila do banco, ou com o cobrador. Demonstre seu repúdio, demonstre o quanto isto é inaceitável. Ajude a criar um ambiente de absoluta e total intolerância com este tipo de comportamento. Rechace qualquer comentário que venha colocar alguma sombra de culpa na moça, pois, novamente: Nada justifica um estupro.

Enquanto formos indiferentes a este tipo de crime, enquanto não colocarmos nossa opinião, não impusermos o que é aceitável para um convívio em sociedade, continuaremos a ver este tipo de atrocidade e seremos parte responsável por estes atos.

Seu silêncio apoia este crime, seu silêncio cria novos estupradores a cada dia.

Veja o vídeo abaixo “Quem você vai ajudar”, e tome uma posição



Fonte: Leonardo Lopes

domingo, 6 de dezembro de 2015

Motivação da morte de avó e neta, em Caxias do Sul, levanta dúvidas

Duplo assassinato motivou protesto na tarde deste domingo

Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Com a prisão do principal suspeito de ter assassinado Simone Maria Almeida da Costa, 40 anos, e a neta dela Emili Eduarda Costa dos Santos, dois, a Polícia Civil concentra esforços para esclarecer as dúvidas que cercam o crime. O homem está recolhido num presídio desde o início da última sexta-feira, e só deve ser ouvido a partir de segunda-feira. Ele é ex-namorado da mãe de Emili, Camila Eduarda da Silva, 21.

Supostamente, a motivação das mortes tem a ver com o fim do relacionamento que o suspeito mantinha com Camila. A mulher afirma que ele não aceitava o rompimento. Simone e Emili foram foram assassinadas a facadas na madrugada de domingo, 29 de novembro, no bairro Fátima Baixo.

Confira algumas perguntas que só devem ser esclarecidas nos próximos dias pela polícia:

Quem foi assassinada primeiro?

Não está confirmado. A princípio, imagina-se que Simone tenha sido golpeada primeiro, logo após abrir a porta da cozinha para o autor do crime. Em seguida, o assassino pegou Emili, que dormia num quarto.

Qual a motivação dos crimes?

A principal hipótese é de que o homem tramou um plano para reatar o relacionamento com a mãe de Emili: sem mãe e filha, Camila só teria ele com quem buscar amparo. Essa suposição é sustentada por pessoas que conviviam com o casal durante e após o fim do relacionamento. Inicialmente, o plano funcionou. Logo após os assassinatos, Camila buscou apoio com o ex-namorado. Ela sequer imaginava que esse ex-companheiro era suspeito de ter cometido o crime. Ele esteve no velório e também postou fotos de Emili no Facebook. A jovem ficou na casa do homem até quarta-feira, dia 3 de dezembro, quando foi levada para outro local. Com o sumiço repentino, o ex-namorado ficou abalado e passou a procurá-la pela cidade, levantando mais suspeitas. A partir de um reconhecimento e outras provas, o homem teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

Por que os vizinhos dizem que não viram nada nem relataram qualquer informação à polícia?

Por medo.

O matador agiu sozinho?

A princípio, sim. Não se descarta que outras pessoas tenham se envolvido para acobertar os assassinatos.

Como o matador entrou na casa?

Presume-se que pela porta da cozinha, provavelmente aberta por Simone, que conhecia o suspeito preso. Uma suposição é de que ele telefonou para Simone antes do crime.

Existem outros suspeitos?

Não. A investigação está concentrada no ex-namorado. Apesar das evidências, isso não quer dizer que outras pessoas não possam ser investigadas.

Quais os próximos passos?

O suspeito deve ser ouvido nesta semana. Informalmente, negou envolvimento. A polícia espera resultado de perícias nos objetos colhidos na casa do suspeito para apontar se há sinais de sangue, por exemplo. Novas testemunhas serão ouvidas nos próximos dias. Não há prazo para a conclusão do inquérito.

Fonte: Zero Hora

sábado, 28 de novembro de 2015

Polícia apura denúncia de estupro dentro de alojamento da UFRJ

Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor

Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo


RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.

O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.

A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.

— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.

Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.

PROTESTO NO CAMPUS


Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".

Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor

Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.

OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO

Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.

Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.

Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.

Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Enfermeira é espancada por grupo de mulheres enquanto prestava socorro em acidente


Agressoras disseram ter imaginado que a mulher havia atropelado a vítima e ia roubá-la

Uma enfermeira de 49 anos foi espancada por três mulheres enquanto prestava socorro a uma vítima de acidente de moto na região de Ouro Verde, em Campinas, interior de São Paulo
Maria Solange Rego Cabral contou que foi a um bar com um casal de amigos e, na volta, deu carona à mulher porque o marido dela estava de moto
Ao chegar à região de Ouro Verde, o motociclista derrapou em uma bifurcação e Maria desceu do carro para prestar socorro
Nesse momento, passaram três mulheres e, segundo relataram depois, pensaram que Maria havia atropelado a vítima e ia roubar seus pertences. Eles, então, espancaram a enfermeira
Alcoolizadas, as três mulheres - uma mãe com as duas filhas - pediram para que as outras pessoas que estavam no local do acidente também agredissem Maria
Maria conta que as agressões não pararam nem mesmo quando a vítima do acidente afirmou que ele a conhecia
As agressoras só pararam quando a Polícia Militar chegou ao local e as levou para a delegacia
Maria havia acabado de realizar uma cirurgia nos seios – ela foi diagnosticada com câncer de mama

TRIBUNA TOP

Fonte: R7

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Justiça nega liberdade a empresário que deu cotovelada no rosto de mulher em São Roque



Vítima teve traumatismo craniano e chegou a ser internada na UTI; crime aconteceu em agosto

A Justiça negou o pedido de habeas corpus ao empresário que deu uma cotovelada no rosto de uma jovem em São Roque, no interior de São Paulo. Esta foi a segunda vez que o pedido foi recusado. Para o Tribunal de Justiça, o caso é extremamente grave, "marcado pela agressão covarde à ofendida, que somente não resultou em sua morte, porque recebeu pronto atendimento médico".

Anderson Lúcio de Oliveira,de 34 anos, cumpre prisão preventiva no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Aparecidinha, em Socoraba, também no interior paulista. No dia 16 de agosto, Fernanda Regina Cézar Santiago, de 30 anos, sofreu traumatismo craniano depois de ser agredida pelo empresário. Ela chegou a ficar internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A defesa do agressor informou que vai recorrer da decisão ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça). A primeira audiência do caso está marcada para o dia 11 de novembro.

R7

sábado, 26 de julho de 2014

Extremistas islâmicos ordenam mutilação genital em massa no Iraque: multiculturalismo ou barbárie?

Ali e Ferguson: um casal nota dez, que defende a civilização contra a barbárie


O movimento radical Estado Islâmico (EI) ordenou que garotas e mulheres da cidade de Mosul, norte do Iraque, e arredores sejam submetidas a mutilação genital. A informação foi confirmada pela ONU nesta quinta-feira (24).

O líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, emitiu um comunicado de Aleppo, na Síria, no último dia 11, no qual ordena a mutilação genital de todas as mulheres que estão sob sua liderança e tenham idades entre 11 e 46 anos.
O processo deverá ser realizado a exemplo do que “se fazia na cidade sagrada saudita de Medina”, continua o documento.

O EI capturou diversas cidades do Iraque recentemente e, no mês passado, proclamou a fundação de seu califado (Estado islâmico) –que, no futuro, pretende o grupo, se estenderá por um território que hoje inclui não só o Iraque mas também a Síria.

Localizada a cerca de 400 km ao norte da capital Bagdá, Mosul é a segunda maior cidade do Iraque, e é a principal atualmente sob controle dos extremistas.

O EI dizem que o intuito da mutilação genital em massa é “cuidar” da sociedade muçulmana, evitando “a expansão da libertinagem e da imoralidade” entre as mulheres iraquianas.

Pergunto: isso é multiculturalismo ou barbárie? Muitos “progressistas” abraçam um exacerbado relativismo cultural (e moral), receosos de que qualquer crítica mais objetiva seja confundida com etnocentrismo, que por sua vez remete ao nazismo, à arrogância de uma raça superior ou algo do tipo. Balela!

Reconhecer que certas culturas avançaram mais que outras não tem nada a ver com nazismo, com raça superior, até porque cultura não é raça, não é genética, não é estanque; evolui, muda, e as mais abertas são justamente as que mais conseguem absorver qualidades de outras. Povos fechados costumam ficar para trás.

Não resta muita dúvida, analisando por esta ótica, que a cultura ocidental evoluiu mais. Muitos países islâmicos sequer passaram por seu iluminismo ainda; vivem na Idade das Trevas, sem separação alguma entre estado e religião, sem liberdades individuais.

A esquerda multiculturalista enfrenta um impasse: cuspir nessa cultura ocidental que permitiu sua própria existência, mas que é associada ao domínio do “homem branco” e vista como “imperialista”; e ao mesmo tempo abraçar bandeiras “liberais” de defesa das “minorias” que são completamente ignoradas nesses países atrasados que gosta de defender. É uma postura incoerente.

Ser feminista no Ocidente é moleza. Usar como instrumento dessa luta contra o “machismo” atitudes como não se depilar é moleza, ainda que nojento (minha opinião). Agora, erguer bandeiras em prol da liberdade feminina em países islâmicos, isso é coragem! Não é à toa que poucas fazem…

Para quem quiser saber mais sobre essa nefasta prática de mutilação genital, recomendo a biografia Infiel, de Ayaan Hirsi Ali, esposa de Niall Ferguson que fugiu do islamismo africano para a liberdade holandesa, e hoje luta contra a barbárie, sem medo de ofender os multiculturalistas politicamente corretos.

Rodrigo Constantino

Veja

domingo, 25 de novembro de 2012

Promotor Henry Wagner Vasconcelos não dá chance para a defesa no caso Eliza


Minas Gerais - Iluminado pelo santo da Justiça, o promotor Henry Wagner Vasconcelos foi a peça fundamental na condenação de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, na morte de Eliza Samudio, na noite de sexta-feira. Espírita, deixou que imagem de São Miguel Arcanjo dividisse a mesa do plenário durante todo o júri com as mais de 16 mil páginas do processo sobre o crime.

A proteção do guardião irradiou sobre ele, fazendo com que sua atuação conquistasse os jurados e o transformasse no grande homem responsável pela punição dos réus. "Macarrão foi o feitor. Bruno não iria sujar suas mãos. Com todo respeito, não há escapatória para ele. Não pode pegar menos 20 anos de prisão", confia o promotor.

A fé no que ainda está por vir, vem da certeza sobre as provas do processo. Há apenas quatro meses no caso, mas com a segurança de quem conhece cada detalhe dos autos, sacou a peça que comoveu e convenceu os jurados: o álbum de fotos do bebê Bruninho, queimado pelos réus numa tentativa de apagar os vestígios do crime.

O promotor ainda deu ao júri uma apresentação clara e objetiva de peças complicadas - como os extratos contas telefônicas e a intensa comunicação entre os acusados -, facilitando o entendimento de todos e colocando em xeque a versão dos envolvidos.

As artimanhas dos advogados, que desde o início tentaram anular e tumultuar o julgamento, não foram suficientes para derrubar a atuação de Henry. Em cada um dos pesados confrontos, o promotor conseguiu dar um nó nos argumentos da defesa e contra-atacou as manobras sem perder a classe.

Porta-voz dos abalados pelas pontuações firmes do promotor, a advogada de Fernanda, Carla Silene, usou braçadeira com a palavra 'Respeito' e anunciou que vai reagir com representação na Corregedoria do Ministério Público.

Mas nada que abale a tranquilidade de Henry. Depois de mais de 12 horas diárias de trabalho, ele não conseguia dormir sem antes satisfazer a curiosidade de sua mulher sobre os detalhes do julgamento.

O Dia Online

sábado, 24 de novembro de 2012

Mãe de Eliza ajoelha, chora e se diz 'aliviada'; veja repercussão


Sônia Moura ficou emocionada com a leitura da sentença pela juíza.
Pena de Macarrão foi de 15 anos por morte; Fernanda pegou 5, por cárcere


A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, se ajoelhou, chorou e disse estar "aliviada", na noite de sexta-feira (23), no plenário do Tribunal do Júri de Contagem, em Minas Gerais. Ela deu a declaração logo após a juíza Marixa Fabiane Rodrigues confirmar a condenação de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pela morte da filha. Para a Justiça, Eliza foi morta em junho de 2010. O corpo nunca foi encontrado.

Além de Macarrão, o júri condenou Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, por participação nas ações que resultaram na morte de Eliza, ex-amante do jogador.

O amigo do goleiro foi condenado a pena de 15 anos de prisão, sendo 12 em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), e 3 em regime aberto, pelo sequestro e cárcere privado. Ele foi absolvido da acusação de ocultação do cadáver de Eliza. Ao ouvir a decisão, Macarrão chorou.

Fernanda foi culpada por dois crimes de sequestro e cárcere privado - de Eliza Samudio e de seu filho, Bruninho. Ela foi condenada à pena de 5 anos, a ser cumprida em regime aberto.

Resultado esperado
A advogada Carla Silene, defensora de Fernanda, disse na madrugada deste sábado (24) que sua cliente já esperava ser condenada no tribunal. "Dentro do contexto que se apresentou, ela já esperava esse resultado”, declarou. "Ela não volta para cadeia."

Carla adiantou que vai recorrer da decisão proferida pela juíza Marixa. "Assim como recorremos da pronúncia e ainda não transitou em julgado, vamos recorrer também deste julgamento", disse.

Segundo a defensora, a ex-namorada de Bruno saiu do Fórum de Contagem com a "cabeça erguida", apesar de "emocionalmente abalada". A advogada ressaltou que a grande vitória de sua cliente ocorreu fora do plenário. Para Carla, o maior mérito neste caso para Fernanda foi não ter sido pronunciada pelo crime de homicídio.

Goleiro 'não escapa', diz promotor
Após o júri, na madrugada de sábado, o promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos de Castro disse que "não há escapatória para ele [Bruno]". "Tenho certeza que a pena para ele tem que ser uma pena significativa”, afirmou, fazendo uma comparação com a condenação de Macarrão.

O promotor disse estar “feliz com a decisão”. “O resultado foi conforme eu esperava”, afirmou. Castro ressaltou, no entanto, que não houve vitória, já que Eliza está morta.

Questionado sobre o que vai acontecer com o goleiro Bruno, que também é reu no caso, o promotor respondeu, que se Macarrão foi condenado, "é claro que a [sentença] do Bruno tem que começar por aí”.

O atleta vai ser julgado em Contagem no dia 4 de março de 2013, junto com o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador. Os três réus tiveram seu júri adiado.

Advogado quer confissão de Bruno
Para o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representa a mãe de Eliza e foi assistente do promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, o goleiro Bruno deveria confessar sua participação no crime contra Eliza. "A melhor coisa para o Bruno é a confissão", disse ele, no sábado.

Lima ainda disse que iria comemorar a sentença, após o fim do julgamento. “Agora eu vou comer macarrão”, declarou, em tom de deboche, enquanto deixava o Fórum de Contagem.

O assistente de acusação criticou a postura dos defensores de Bruno, que teve o júri adiado e vai ser julgado apenas em 4 de março de 2013. “O advogados dele não sabem trabalhar. Quem sabe sabe. Quem não sabe bate palma para quem sabe”, disse, referindo-se à condenação de Macarrão e de Fernanda.

Julgamento
Os jurados saíram do plenário em direção à sala secreta às 21h de sexta-feira, e voltaram depois de mais de duas horas.

Durante esse período, eles responderam a quesitos preparados pela juíza, com a concordância de advogados e do promotor.

Com respostas "sim" e "não", os jurados decidiram se os réus cometeram o crime, se podem ser considerados culpados e se há agravantes ou atenuantes, como ser réu primário. Em seguida, a magistrada Marixa Fabiane redigiu a sentença.

O júri popular, que teve início com cinco réus, acabou com apenas dois acusados: Macarrão e Fernanda.

O jogador Bruno Fernandes de Souza, que era goleiro titular do Flamengo, é acusado de ter arquitetado a morte da ex-amante, em 2010, para não ter de reconhecer o filho que teve com Eliza nem pagar pensão alimentícia.

Bruno, a sua ex-mulher Dayanne Rodrigues e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, tiveram o júri desmembrado pela juíza Marixa e serão julgados em 2013.

Crime arquitetado
Em sua decisão, a juíza Marixa afirmou que o crime foi uma "execução meticulosamente arquitetada" e que os acusados agiram com "perversidade" e que a culpabilidade é "acentuada".

A juíza fixou a pena base de 20 anos contra Macarrão pelo homicídio, que foi atenuada por sua confissão. "Embora a confissão do réu seja parcial, ela encontra especial valor", afirmou a magistrada, na sentença. "A admissão do réu de que realmente levou Eliza para o encontro com a morte foi de extrema relevância para tirar do conselho de sentença qualquer dúvida. Prestigio a sua confissão em plenário para reduzir a pena aplicada para o mínimo legal."

A juíza disse que, mesmo antes do júri, tinha a convicção de que houve o crime com base na "prova indireta e que Eliza Samudio de fato havia sido brutalmente assassinada". "No entanto, alguns advogados dos corréus, no seu regular exercício da defesa, semearam de forma exitosa a dúvida na mente de milhares de pessoas que, ao longo de dois anos e cinco meses, se questionavam e se perguntavam se Eliza Samudio estava realmente morta", afirmou.

Quanto a Fernanda, a juíza entendeu que ela é primária e tem bons antecedentes, possui ocupação lícita e se dedica a trabalhos sociais, mas sua conduta é "altamente reprovável".

"Embora fugindo do conhecimento de que o destino de Eliza era a morte, prestou inestimável auxílio aos demais envolvidos, não se preocupando com o destino daquela própria moça", afirmou. "Seu sequestro foi o prelúdio de seu extermínio".

'Justiça na dosagem'
O promotor Henry Wagner de Castro afirmou, após a leitura da sentença, que a Promotoria não vai recorrer da pena "porque entende que houve justiça na dosagem". Ele projetou possível pena para o goleiro Bruno, que ainda será julgado. "Se Macarrão pegou 20 anos pelo homicídio, é claro que a [sentença] do Bruno tem que começar por aí", afirmou no plenário, ressaltando que "não há escapatória" para o goleiro.

A advogado de Macarrão, Leonardo Diniz, disse que "a defesa vai analisar oportunamente na semana que vem se vai interpor recurso". Ele diz que vai analisar a dosimetria da pena, mas afirmou que "a defesa entende que foi uma vitória".

Pedir a suspensão da juíza
O advogado do goleiro Bruno Fernandes, Lúcio Adolfo, disse, após a leitura da condenação de Macarrão, que cogita pedir a suspensão da juíza Marixa Fabiane. Ele diz que a motivação da ação é "por tudo que ela fez no processo" e por tê-lo impedido de entrar na sala secreta para acompanhar a votação dos quesitos pelos jurados.

Sobre a condenação do amigo de Bruno por sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, Adolfo disse que agora vai estudar a defesa do goleiro. "Toda vez que você está uma trajetória, e essa trajetória muda, você tem que se adaptar. A partir de agora, o que vou fazer é estudar o caso e traçar uma nova estratégia”, relatou.

O crime
Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, a vítima foi entregue para o ex-policial Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado. O bebê Bruninho foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG).

Além dos três réus que tiveram o júri desmembrado, dois acusados serão julgados separadamente – Elenílson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, teve o processo arquivado.

Investigações
A polícia encerrou o inquérito com base em laudos que atestam presença de sangue de Eliza em um carro de Bruno, nos depoimentos de dois primos que incriminam o goleiro, em sinais de antena de celular e multas de trânsito que mostram a viagem do grupo do Rio de Janeiro até Minas Gerais e em conversas de Eliza com amigos pela internet, nas quais relata o medo que sentia.

Eliza também havia prestado queixa contra o atleta quando ainda estava grávida, dizendo que ele a forçou, armado, a tomar abortivos. Ela ainda deixou um vídeo dizendo que poderia aparecer morta se não tivesse proteção.

G1

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Macarrão foi protagonista", afirma promotor ao relatar morte de Eliza Samudio


Ele pediu aos jurados que condenem os acusados e chamou Fernanda de "dissimulada"

Depois de chamar Fernanda Castro de "dissimulada", o promotor Henry Wagner Vasconcelos continuou suas alegações com a proposta de convencer os jurados de que a acusada teve participação no desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio. Segundo ele, "ela tomou a iniciativa de se implicar nos fatos".

— Ela foi envolvida por ambos [Bruno e Macarrão] e se jogou nos acontecimentos. Ela também se envolveu porque quis. Que mãe iria abandonar seu filho na mão de uma loira exuberante, uma rival amorosa? Como alguém consegue ter tantas lágrimas hipócritas como aquela mulher?

Segundo o promotor, a ré estava "no controle das ações". Ele ainda reafirmou que ela mentiu no depoimento ao júri, pois Macarrão realizou ligações para seu celular e de Jorge na noite do dia 4 para o dia 5 de junho de 2010. Também afirmou que, conforme os autos, os carros só fizeram uma parada na viagem para Minas Gerais e não duas, como alegou a acusada.

— Eles vieram juntos. Eles não foram de imediato para o sítio porque havia receio de que Dayanne estaria no sítio. Como Bruno ia chegar lá com Fernanda?

Logo, a acusação quis provar que Eliza não esteve no jogo de futebol do time 100% no dia 6 de junho de 2010, ao contrário do que contam os réus. Ele afirmou que a única mulher no local era Fernanda.

— Sérgio, quando foi ouvido pela polícia, disse o seguinte: "A moça de nome Eliza estava sentada quietinha no sofá, com o filho no colo". Sabe qual era a interação? De hierarquia, de controle, de domínio. Parecendo que obedecia às ordens de Jorge e Macarrão.

Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, contou ainda que a ex-modelo tinha um machucado na cabeça. Sobre a mudança do depoimento na Justiça, o promotor alegou que ele foi assediado, coagido por advogados. O vídeo da reconstituição do crime foi citado para provar que "não houve tortura" para que Sales confessasse um crime que não existiu.

Aos jurados, o promotor acusou os advogados que passaram pelo caso a orientar os acusados a esconder o crime. Segundo ele, Ércio Quaresma não teria deixado o corpo aparecer e disse que ensinou Bola, outro réu no processo, a atirar.

Relato da morte

Vasconcelos falou do dia 8 de junho de 2010, quando houve uma partida de futebol do time 100% e muitos foram impedidos de entrar no sítio do jogador, pois "Eliza estava lá dentro". O motorista de Bruno confirmou que ninguém pôde entrar na casa e pediu que ele deixasse ela ir embora. Bruno respondeu que "já havia feito m..." e iria resolver. Na viagem para o Rio, Sergio disse que "Eliza já era".

— O motivador desses delitos é o Bruno, envolvendo os amigos, os funcionários, as mulheres, os primos, os carros, os imóveis. Como o Bruno não poderia estar envolvido?

Por fim, a promotoria disse que Macarrão, por medo, preferiu entregar o amigo a falar sobre o executor, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pois registros telefônicos provam que eles se falaram antes do sequestro.

— Eles se encontraram às 20h52 daquela noite. Está provado nos autos. Bola diz: "Você não vai mais apanhar, você vai morrer". Bola dá uma gravata enquanto Macarrão chuta as pernas dela para viabilizar que a morte se viabilizasse com mais rapidez. Peço simplesmente justiça. Peço que condenem Macarrão e Fernanda. Apesar de termos um homicídio sem corpo, temos um homicídio repleto de provas.

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ficou no plenário todo o tempo e prestou atenção na fala do promotor. Já Fernanda saiu no início do debate e não voltou ao tribunal. A magistrada passou a palavra para a assistência de acusação.

R7

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Macarrão confessa que Bruno decidiu matar Eliza Samudio


Braço-direito de goleiro diz que jogador foi mentor do crime e o chamou de "bundão"
Luiz Henrique Romão, o Macarrão, réu no julgamento do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, apontou o goleiro Bruno como o mentor do assassinato de Eliza Samudio durante depoimento na madrugada desta quinta-feira (22). Segundo o braço-direito e amigo do jogador, Bruno teria decidido cometer o crime em uma quinta-feira e ainda pediu ajuda de Macarrão. Ainda de acordo com o réu, o atleta teria dito para que Macarrão parasse de ser "bundão" ao ter sido alertado do perigo pelo funcionário.

— Eu sou p..., deixa comigo, eu sou o Bruno.

Macarrão começou a chorar no momento em que começou a dar detalhes do diálogo entre ele e Bruno sobre a decisão de executar a jovem. De acordo com o réu, ele e Jorge Luiz Sales teriam levado Eliza até um local na Pampulha de onde ela foi retirada do carro por uma pessoa.

O depoimento de Macarrão começou na noite de quarta-feira (21) por volta das 23h, no fórum de Contagem, na Grande BH, e continuou na madrugada desta quinta-feira (22), terminando por volta de 4h. Chamando Bruno de “patrão” durante o interrogatório, o réu afirmou que as denúncias são “parcialmente” verdadeiras e contou que Eliza Samudio não foi sequestrada e levada para Minas. A jovem teria ido por vontade própria.

Macarrão afirmou também que o sangue achado na Land Rover do jogador foi provocado por uma cotovelada desferida por Jorge, menor de idade na época do crime. Segundo ele, Eliza teria irritado o jovem dentro do carro, usando um palavrão para se referir ao goleiro. Ele negou que tenha sido uma coronhada, como afirma a polícia.

— Nem eu, nem o menor, andávamos armados.

Em um momento do depoimento, Macarrão disse que Bruno teria conhecido Eliza em uma “orgia no apartamento” e teria “transado com ele apenas 15 min”. Depois, o réu ainda completou que a jovem teria tentado extorquir dinheiro do jogador.

— Meu patrão não tinha dinheiro nem para colocar gasolina no carro, tinha uma vida toda desorganizada.

Em outro momento, Macarrão disse que Eliza se ofereceu para viajar até Minas para garantir que receberia R$ 50 mil que pediu a Bruno. Ela teria dormido em um motel acompanhada do menor e de Macarrão e, depois seguido para o sítio.

Reviravolta

O terceiro dia de julgamento foi marcado pelo adiamento do júri do goleiro Bruno Fernandes, apontado como mandante do assassinato de Eliza Samudio. O julgamento dele, da ex-mulher, Dayanne de Souza e do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será realizado no dia 4 de março de 2013.

Todas as testemunhas já foram ouvidas. E no início da noite de quarta-feira (21), acusação e defesa apresentaram as provas do caso.

R7

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Defesa de Bola pede ao STF suspensão do júri do caso Eliza


Defesa alega falta de acesso a gravações de depoimentos de testemunhas.
STF confirmou que pedido foi ajuízado nesta quarta-feira (14).


A defesa de Marcos Aparecido dos Santos, de apelido Bola e réu no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, pediu liminarmente a suspensão do julgamento dos acusados do assassinato da ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes. O júri está marcado para esta segunda-feira (19), no I Tribunal do Júri de Contagem. A defesa alegou em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não teve acesso a gravações dos depoimentos das testemunhas ouvidas no curso do processo. A assessoria do STF, confirmou que o pedido foi ajuizado nesta quarta-feira (14) e agora será distribuido para análise de um dos ministros, o que pode ocorrer ainda hoje.

Ainda segundo a assessoria, este é o único pedido de suspensão referente ao julgamento. Após análise, o relator pode a qualquer momento dar uma decisão liminar concedendo ou não a suspensão. É possível também que não tome conhecimento por entender que não cabe este tipo de pedido, o qual pode ser arquivado sem decisão. O documento apresentado pela defesa de Marcos Aparecido dos Santos tem o nome de "reclamação", o que, segundo a assessoria do tribunal, é um instrumento jurídico que visa preservar decisões do STF.

O documento assinado pelo advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães menciona que a Súmula Vinculante 14 do STF está sendo descumprida porque a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues negou acesso da defesa às gravações. Outro defensor que integra a equipe de defesa de Marcos Aparecidos dos Santos explicou ao G1 as alegações. Segundo Márcio Rondon, a súmula trata sobre a proibição de acesso da defesa a provas que foram colhidas durante o andamento do processo.

Em transcrição literal, a súmula diz que “é direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Cabe ao relator, segundo o tribunal, a análise do entedimento dado pelo advogado.

A defesa de Bola pede que a suspensão do júri seja determinada até o fornecimento de cópias da integralidade das mídias. "Tivemos acesso a todas as transcrições anexadas ao processo, mas a transcrição é fria", disse Rondon referindo-se à impossibilidade de analisar o comportamento e as emoções das testemunhas. Ainda segundo ele, devido ao tempo já decorrido, é necessário ter acesso às mídias, relembrando que depoimentos foram colhidos em 2010. Apesar do pedido de suspensão do júri, a defesa alega que está pronta para ir a plenário.

Ainda segundo os advogados, é intenção da defesa ainda questionar a falta de infraestrutura do Fórum de Contagem para sediar o julgamento. Um novo pedido deve solicitar também a presença de Jorge Luiz Lisboa Rosa no júri. Ele é primo do goleiro e denunciou a morte de Eliza Samudio, dando início às investigações policiais. Nessa terça-feira (13), o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro encaminhou um pedido à Justiça para que Jorge Luiz Lisboa Rosa seja ouvido por meio de videoconferência.

O júri
Para o júri popular marcado para 19 de novembro, serão convocadas 25 pessoas que moram em Contagem, que são maiores de 18 anos e que não têm antecedentes criminais. Durante a seleção, cada advogado poderá recusar três pessoas, até que se chegue aos sete jurados que definirão o julgamento.

Quando o júri começar, serão ouvidas 30 testemunhas de acusação e de defesa, além de três autoridades policiais. Somente depois, os réus começam a ser interrogados.

G1

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vítimas que teriam sido estupradas por pagodeiros eram virgens, diz irmã de uma delas


Policial também foi preso suspeito de participação; ele teria segurado adolescente

A irmã de uma das duas vítimas que disseram ter sido estupradas por integrantes da banda de pagode New Hit, Cirlã Barbosa Peres, disse que as duas adolescentes eram virgens. Dez suspeitos foram presos no domingo (26) na cidade de Ruy Barbosa, a 320 km de Salvador, na Bahia.

— Eles acabaram com a vida da minha irmã. Elas eram apenas fãs. Aqueles meninos são uns monstros e vamos provar. Já fizemos todos os exames e vamos lutar por justiça.

As vítimas contaram à polícia que pediram para tirar uma foto com o grupo e, neste momento, o produtor teria pedido para elas entrarem no ônibus. Então, segundo elas, os integrantes teriam dito para que as jovens fossem para o banheiro e as estupraram. Elas ainda disseram que eles entraram de dois em dois no local.

Uma delas teria sido segurada por dois rapazes e estuprada por apenas um, o vocalista da banda. A outra contou que foi abusada pelos dez, mas o delegado Marcelo Cavalcanti informou que não acredita que todos os envolvidos tenham abusado da jovem, mas que alguns teriam colaborado segurando as garotas dentro do banheiro.

— As peças de roupas delas foram recolhidas e fizemos exames que irão comprovar se ocorreu ou não os estupros. Como as vítimas prestaram queixa e fizeram o reconhecimento, todos ficarão detidos até que o resultado do exame seja divulgado.

Um dos envolvidos é policial militar e também foi preso suspeito de envolvimento no caso. Ele foi transferido nesta segunda-feira (27) para um batalhão.

O delegado disse que nos próximos dias deve ouvir depoimentos de outras testemunhas. Dois integrantes da banda já admitiram ter feito sexo com as menores, mas afirmaram que elas consentiram no ato. Os demais jovens negaram qualquer relação sexual. O Conselho Tutelar foi acionado.

As adolescentes passaram por um exame de corpo de delito na Polícia Técnica de Feira de Santana. O resultado do exame ainda não foi divulgado e não há uma data definida.

Depois do exame, as jovens voltaram para a cidade de Itaberaba, onde moram. O advogado da banda, Cleber Andrare, disse que entrará com o pedido de habeas corpus na quarta-feira (29) porque na terça-feira (28) é feriado em Ruy Barbosa.

R7

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Preso que teria ouvido confissão de Bola é recapturado após fuga

Ele foi ouvido pela polícia em 2011 em acareação sobre o caso Eliza.
Secretaria ainda não explicou circunstâncias da fuga


O detento Jaílson Alves de Oliveira, que denunciou à Justiça ter ouvido a confissão de um dos réus no caso Eliza Samudio, foi recapturado na manhã desta quarta-feira (18), após fugir de uma unidade prisional em Belo Horizonte. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds) não informou as circunstâncias da fuga, mas disse que um procedimento de apuração foi aberto.

Oliveira foi ouvido pela Polícia Civil no fim do ano passado e disse que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, afirmou ter matado a ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, queimado o corpo e jogado em uma lagoa. À época, houve uma acareação, e as declarações foram negadas por Bola e pelo defensor dele.

Ainda segundo Oliveira, Bola tinha um plano para matar cinco pessoas envolvidas nas investigação e no processo judicial sobre a morte da ex-namorado do goleiro Bruno Fernandes. Os alvos seriam o delegado Edson Moreira, que presidiu o inquérito; a juíza do processo, Marixa Fabiane Rodrigues; o deputado Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais; o advogado Ércio Quaresma, que já defendeu o goleiro Bruno no processo; e José Arteiro Cavalcanti, que representa a família de Eliza.

De acordo com a Polícia Civil, Oliveira denunciou à Justiça que escutou uma conversa do ex-policial quando estavam na mesma unidade prisional, e o Departamento de Operações Especiais (Deoesp) foi designado para apurar o caso. O suposto esquema revelado envolvia também o goleiro Bruno e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, réus no caso Eliza. Eles negaram envolvimento.

De acordo com a Seds, o detento conseguiu fugir nesta terça-feira (17) do Centro de Remanejamento Prisional (Ceresp) São Cristovão, em Belo Horizonte. A unidade instaurou um procedimento interno para apurar como ocorreu a fuga. Oliveira foi encontrado em Guanhães, no Vale do Rio Doce de Minas Gerais, nesta quarta-feira (18). Ele aguarda na delegacia da cidade transferência para a Penitenciária Nelson Hungria, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Bola vai a júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver referente ao processo sobre Eliza. Já Oliveira está detido por acusação de latrocínio.

Caso Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus vão a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado. Em fevereiro de 2010, a jovem deu à luz um menino e alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe de Eliza, em Mato Grosso do Sul.

O goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão – conhecido como Macarrão –, e o primo Sérgio Rosa Sales vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sérgio responde ao processo em liberdade. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio.

G1

terça-feira, 3 de abril de 2012

Perícia conclui que namorada de jogador se suicidou, diz delegada


Exame inocenta o atacante Rafael Silva, da Portuguesa.
Laudos do IC apontam que adolescente se jogou de prédio em 2011.


O conjunto de laudos feitos por peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica de São Paulo concluíram que Flávia Anay de Lima, de 16 anos, namorada do jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos, cometeu suicídio no ano passado ao se jogar sozinha do 15º andar do prédio onde vivia com o atacante, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada ao G1 nesta terça-feira (3) pela delegada seccional Elisabete Sato, titular da 5ª Seccional Leste. A reportagem não conseguiu localizar os parentes da jovem ou o advogado da família dela para comentar o assunto. A assessoria de imprensa da Portuguesa informou que o atacante está atualmente emprestado ao Noroeste, em Bauru, no interior paulista, e que ele não quer comentar o caso.

“O conjunto dos laudos demonstram que ele fala a verdade, que a namorada se jogou. O laudo necroscópico também não demonstrou ter havido participação do rapaz. O laudo entende que ela se jogou”, disse a delegada, que investigava o caso como morte suspeita a apurar. “Agora a idéia é que relatemos o inquérito como suicídio”.

O G1 apurou que o resultado do exame de um dos laudos informa que ocorreu uma discussão entre o casal, motivada por ciúmes, dentro do apartamento no dia 31 de julho de 2011, na Vila Carrão. O atleta chegou de carro ao edifício. Em seguida, subiu de elevador. Dez minutos depois, Flávia chegou a pé e também pegou o elevador em direção ao apartamento.

Num primeiro momento, a adolescente arremessou um objeto em direção a Rafael, atingido na cabeça - oferimento provocou um sangramento. Em seguida, a garota tentou pular da janela do quarto e o namorado a impediu, puxando-a pela camisa, que rasgou em suas mãos.

Ainda pela dinâmica interpretada pelos peritos, ela saiu do cômodo, bateu a porta e correu para a sacada na varanda. A descrição da queda confere com o que o atleta também relatou em seu depoimento à polícia. Ele afirmou ter visto Flávia de lado, com uma das pernas para fora do gradil. Em seguida, ela levantou a outra perna e se lançou de costas e caiu.

Gravações das câmeras do circuito de segurança do prédio mostram Rafael dentro do elevador depois da queda da namorada. As cenas do prédio foram gravadas às 2h27 de domingo (31). Ele havia descido para ver a jovem no chão. Após 23 minutos, Rafael entrou no elevador e parecia desesperado. Flávia já havia caído do 15º andar. Ele sai do elevador rapidamente assim que a porta se abre, anda pelo saguão e vê o corpo de Flávia caído no chão. A polícia chegou às 3h15 e constatou que Flávia estava morta.

Família da jovem
O teor dos documentos do Instituto de Criminalística inocentam o atleta, eximindo-o de qualquer responsabilidade pela morte de Flávia. Na época da morte da jovem, familiares dela disseram à Polícia Civil que ela "jamais" se mataria e levantaram suspeita de que o jogador poderia ter assassinado a namorada.

A mãe da adolescente afirmou na época que, 15 dias antes de morrer, Flávia pediu socorro. “Ela falou assim para mim: ‘mãe, vem logo porque ele está me batendo’. Porque ele queria sair de casa, mas, pelo estado de alcoolismo dele, ela não queria deixar por medo de acontecer um acidente com ele”, afirmou Luara Adriana de Lima, de 38 anos.

De acordo com o advogado Ademar Gomes, que representa a família de Flávia, os parentes relataram que a adolescente aparecia sempre machucada.

Discussão
Em entrevista ao Fantástico exibida no dia 14 de agosto do ano passado, Rafael contou o que ocorreu na madrugada do dia 31 de julho. Segundo ele, houve uma discussão que começou na porta de um bar. Flávia apareceu de surpresa. “Parei lá e, depois de dez minutos, o cara lá que olha os carros na rua me chamou. Falou: ‘sua mulher está quebrando o seu carro’. E veio me agredir. Para evitar confusão, virei as costas. Peguei o carro e fui embora”, contou.

O jogador da Portuguesa disse que a discussão continuou dentro do apartamento e que ele começou a arrumar as malas para sair de casa. Segundo Rafael, ao saber da separação, Flávia jogou uma caixa de som na cabeça dele. “Ela chegou em casa toda eufórica, me agredindo e foi no que deu tudo nisso, que aconteceu essa fatalidade”, lembrou.

Rafael Silva começou nos times de base da Portuguesa e se tornou profissional há dois anos. Na carreira, ele diz que tudo ia bem. O que não acontecia na vida pessoal. “A Flávia tinha um ciúme muito possessivo, muito doentio. Ela discutia, levantava a voz”, contou. Questionado se perdeu a cabeça alguma vez, ele negou. “Jamais levantei a mão para ela.”

O atacante da Portuguesa disse que são dele as manchas de sangue achadas no elevador e no apartamento, inclusive as das mãos no azulejo do banheiro. De acordo com Rafael, o sangue é do ferimento na cabeça, provocado pela caixa de som. O material foi analisado pela perícia.

Ele disse que não se sente culpado. “Não me sinto culpado, não. Porque o que eu pude fazer por ela, eu fiz", alegou Rafael, que prestou depoimento em janeiro deste ano à polícia.

G1

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dramas e polêmicas: o histórico do conturbado império de Adriano



Após temporada de pouco futebol e um título como coadjuvante, atacante do Corinthians se envolve em novo caso de polícia no Rio

A lista de polêmicas já é longa e não para de crescer. Na madrugada deste sábado, na saída de uma boate na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, uma jovem de 20 anos foi baleada na mão esquerda dentro do carro de Adriano. A amigos, o atacante do Corinthians garantiu não ter sido o autor do disparo que atingiu Adriene Cyrilo Pinto. Ele contou que a garota estava no banco de trás do veículo e brincava com uma arma quando se feriu sozinha. A pistola, calibre 40, seria do segurança que presta serviço ao jogador. A versão da jovem, porém, é diferente: segundo ela, o tiro teria sido dado por Adriano.

O caso está sendo investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca) e encorpa o histórico de problemas do Imperador. No fim da temporada em que praticamente não jogou, Adriano, campeão brasileiro com o clube paulista, se vê novamente envolvido em uma crise.

Os dramas pessoais viraram uma marca da carreira do jogador. Desde que começou a ser regularmente convocado para Seleção Brasileira após a Copa América de 2004, Adriano chamou mais atenção pelos problemas do que pelos gols que, por alguns anos, fizeram dele um dos principais atacantes do mundo.

Confira na cronologia abaixo:

Agosto de 2004 – Um mês depois de ajudar a Seleção Brasileira a conquistar a Copa América, Adriano teve que enfrentar a morte do pai, Almir Leite Ribeiro. Segundo pessoas próximas, o jogador nunca foi mais o mesmo depois do fato.

Junho de 2005 – Formando o quadrado mágico com Kaká, Ronaldo e Ronaldinho, Adriano foi um dos destaques na conquista da Copa das Confederações, na Alemanha.

Junho/Julho de 2006 – Na Copa do Mundo da Alemanha, nem de longe lembrou o Adriano dos anos anteriores. Visivelmente fora de forma, foi um dos destaques negativos da campanha brasileira no torneio.

Setembro de 2006 – Peso de Adriano é questionado pela imprensa italiana.

Outubro de 2006 – Em má forma no Inter de Milão, é liberado pela diretoria para “esfriar” a cabeça no Rio de Janeiro. No entanto, em vez de descansar, atacante foi visto em bailes funk e andando pelas ruas da cidade na garupa de uma moto.

Outubro de 2006 – Jornal sueco divulga fotos de Adriano cercado de mulheres, cigarros e bebidas alcoólicas.

Dezembro de 2006 - Depois de quase nove meses sem marcar pelo Inter, Adriano desencantou na vitória de 2 a 1, de virada, sobre o Atalanta pelo Campeonato Italiano.

Janeiro de 2007 – Assessoria de Adriano divulga trechos de uma sinopse de um filme sobre a vida do atacante. Projeto não vai à frente.

Fevereiro de 2007 – É barrado pelo então técnico do Inter, Roberto Mancini, por ter chegado de ressaca a um treino do clube nerazzurro.

Março de 2007 – Revista italiana divulga fotos do jogador bebendo champanha durante uma festa.

Setembro de 2007 – Em péssima fase no Inter, Adriano sequer é inscrito na primeira fase da Liga dos Campeões.

Setembro de 2007 – Mãe de Adriano viaja à Itália para tentar ajudar o filho a se recuperar dos problemas.

Novembro de 2007 – Massimo Moratti, presidente do Inter de Milão, dá novas “férias” ao jogador. No Brasil, Adriano começa os entendimentos com o São Paulo.

Dezembro de 2007 – Adriano é eleito, pelo segundo ano consecutivo, como o pior jogador da Itália. No dia 19, acerta com o São Paulo.

Dezembro de 2007 – Adriano sofre acidente de carro no Rio de Janeiro durante as festas de fim de ano. Segundo imprensa italiana, jogador estaria bêbado. Empresário negou.

Fevereiro de 2008 – Emprestado ao São Paulo pelo Inter, Adriano ameaça fotógrafo e deixou treino do Tricolor Paulista sem autorização. Após ser reeprendido, atacante pediu desculpas.

Julho de 2008 – Retorna ao Inter de Milão depois do fim do empréstimo com o São Paulo. Recebe elogios de Mourinho no começo, mas depois entra em rota de colisão com o treinador português. Jogador também fica sabendo que será pai pela segunda vez.

Outubro de 2008 – Adriano é barrado por José Mourinho após chegar atrasado em um treino por, segundo a imprensa local, ter passado a noite em uma discoteca de Milão.

Dezembro de 2008 – Pouco aproveitado por Mourinho e convivendo com lesões, Adriano é liberado para vir ao Brasil antes mesmo das festas de fim de ano.

Janeiro de 2009 – Adriano perde voo e se atrasa na reapresentação.

Janeiro de 2009 – É suspenso por três jogos após dar uma soco em um zagueiro do Sampdoria.

Março de 2009 – Jornal italiano diz que Inter estaria revoltada com noitadas de Adriano e que jogador poderia se transferir para o Milan.

Abril de 2009 – Após defender a seleção brasileira nas eliminatórias, Adriano não se reapresenta ao Inter de Milão. Empresário diz que jogador está passando por graves problemas particulares.

Abril de 2009 - Anuncia que vai parar de jogar futebol por tempo indeterminado.

Maio de 2009 - O Flamengo anuncia a contratação de Adriano. O jogador estreia no dia 31 e faz um gol na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, pelo Brasileirão.

Julho de 2009 - Adriano chega 20 minutos atrasado a um treino na Gávea. Apenas mais uma das tantas falhas que cometeu naquela temporada. Era raro ver o jogador no clube em atividades marcadas para segunda-feira. Apesar disso, jogava bem e fazia gols.

Novembro de 2009 - Na reta final do Brasileiro, sofre queimadura no calcanhar do pé esquerdo. Alega que se queimou em uma lâmpada no jardim de casa.

Dezembro de 2009 - Conquista o título brasileiro com o Flamengo. Termina a temporada com 19 gols no campeonato e protagonista da conquista.

Março de 2010 - Depois de defender a Seleção Brasileira em um amistoso em Londres, o Imperador voltou da Inglaterra diretamente para a farra com companheiros de Flamengo. Quando estavam na Vila Cruzeiro, a então noiva do atacante, Joana Machado, apareceu na favela como um furacão, discutindo com Adriano e criando uma série de constrangimentos públicos. Por causa do episódio da Chatuba, o atacante foi afastado do jogo contra o Caracas, na Venezuela, pela Libertadores.

Maio de 2010 - Depois de muitas polêmicas, 47 jogos, 34 gols e um título histórico, o Imperador decide deixar o Rubro-Negro para jogar no Roma, da Itália.

Junho de 2010 - Adriano foi suspeito de entregar R$ 60 mil para o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB. Segundo o jogador, o dinheiro teria sido usado para pagar cestas básicas e não para o tráfico de drogas. Ele também teve que dar explicações sobre a compra de uma moto que estava no nome da mãe de um traficante.

Fevereiro de 2011 - Ainda no Roma, Adriano recusa fazer teste do bafômetro e tem carteira apreendida no Rio de Janeiro. O jogador, que foi flagrado bebendo cerveja, estava se recuperando de uma lesão no ombro no Brasil.

Março de 2011 - Roma anuncia rescisão de Adriano, que é liberado para voltar ao Brasil.

Março de 2011 - Adriano é apresentado como reforço do Corinthians e assina contrato até junho de 2012.

Abril de 2011 - Rompe o tendão de Aquiles durante um treino, passa por cirurgia e tem previsão de retorno em cinco meses.

Setembro de 2011 - Adriano causa a primeira “dor de cabeça” à diretoria do Corinthians. No dia 20, não comparece ao CT Joaquim Grava no horário estipulado para treinar e é multado em 10% de seus vencimentos.

Outubro de 2011 - Volta a jogar depois do previsto e estreia com a camisa do Corinthians no dia 9, na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-GO, no Pacaembu. Ainda fora de forma, joga pouco mais de 12 minutos.

Novembro de 2011 - Marca o primeiro gol com a camisa do Corinthians na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, de virada, no Pacaembu. Decide o jogo aos 43 minutos do segundo tempo.

Dezembro de 2011 - Coadjuvante, conquista o título brasileiro com o Corinthians.

Dezembro de 2011 - De férias no Rio, se envolve em nova polêmica. Uma jovem é baleada na mão esquerda dentro do carro do atacante na saída de uma boate na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

G1

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Militar do Congo é condenado a 20 anos de prisão por estupro em massa

Zawadi Luendo segura filha em frente à casa, onde foi estuprada por três homens no leste da República Democrática do Congo

Um tenente-coronel da República Democrática do Congo foi condenado nesta segunda-feira a 20 anos de prisão por ordenar o estupro em massa de civis no leste do país no dia primeiro de janeiro.

O Tribunal Militar considerou Kibibi Mutware culpado de crimes contra a humanidade por enviar seus soldados para estuprar e espancar os moradores e saquear a população da vila de Fizi, na província de Kivu do Sul.
O julgamento, na cidade de Baraka, não muito longe de Fizi, contou com o testemunho de 49 mulheres.
O correspondente da BBC Thomas Hubert afirmou que esta foi a primeira condenação no país de um oficial de comando por estupro. E acrescentou que é incomum um número tão grande de vítimas testemunhar no Congo contra estupradores.
Agências de ajuda humanitária apontam os soldados do governo como o maior grupo de responsáveis pela violência sexual na região onde ocorreram os estupros, de acordo com Hubert.
Além dos 20 anos a Mutware, os juízes da corte de Baraka também sentenciaram oito militares a penas que variam entre dez e 20 anos.
Há vários relatos de estupro nesta região do país, mas acredita-se que este tenha sido o maior caso de estupro em massa envolvendo o Exercito congolês.

Testemunhos
Acredita-se que mais de 60 mulheres foram estupradas em Fizi no dia primeiro de janeiro.
Antes de o veredicto ser divulgado, muitas destas mulheres se reuniram no centro para vítimas de estupros em Fizi.
"Eu estava fugindo da violência mas, infelizmente, encontrei quatro soldados", disse uma mulher de 29 anos, mãe de cinco filhos, à BBC.
"Eles começaram a rasgar a calça que eu estava usando. Eles tiraram meu filho dos meus braços e o deixaram no chão. Então eles tiveram relações sexuais comigo", afirmou a mulher a respeito dos eventos do dia primeiro de janeiro.
O repórter da BBC afirma que, desde janeiro, já ocorreram outros relatos de violência sexual numa área a cerca de 40 quilômetros de Fizi.
A organização de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras afirmou que planeja enviar uma clínica móvel para a região depois de receber informações de que outros 30 estupros ocorreram na semana passada.
A organização informou que já tratou mais de 70 vítimas de estupro em dois incidentes parecidos na área, entre 19 de janeiro e 4 de fevereiro.
Fontes militares e humanitárias afirmam que o incidente de janeiro em Fizi ocorreu após uma multidão ter linchado um soldado que havia atirado em um civil, supostamente por causa de uma disputa envolvendo uma mulher.
Um grupo de soldados então se vingou da população da vila de Fizi.
Kibibi Mutware é um ex-membro do grupo rebelde CNDP, que já foi acusado de diversas violações de direitos humanos. Passou a integrar o Exército após um acordo de paz, em 2009.

Fizi – onde grupos étnicos distintos vivem em tensão – foi, em abril de 2010, palco de outro confronto entre soldados e moradores.
E, no país inteiro, 16 anos de conflito se tornaram notórios por inúmeros casos de violência sexual contra mulheres e meninas. Mais de 300 pessoas – incluindo homens – foram estupradas por grupos rebeldes na região de Kivu do Norte, a poucos quilômetros de uma base da ONU, em agosto passado.


BBC Brasil

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Justiça de São Paulo nega devolução de bens para Mizael Bispo


Celulares, armas, roupas e sapatos ainda podem ser usados por peritos

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou, nesta quarta-feira (12), a devolução de vários bens de Mizael Bispo, acusado de matar a advogada Mércia Nakashima. Os objetos, como celulares, armas, roupas e sapatos estão sob a guarda do juiz da Vara do Júri de Guarulhos.
Segundo o TJ, a desembargadora Angélica de Almeida, relatora do recurso, negou o pedido porque os objetos são importantes e ainda podem ser usados pelos peritos.
De acordo com o Tribunal de Justiça, Mizael Bispo e o vigia Evandro Silva estão com prisão preventiva decretada e continuam foragidos. Os dois acusados pelo assassinato de Mércia aguardam julgamento de habeas corpus para responder ao processo em liberdade.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Criminalista apresenta defesa prévia do goleiro Bruno


Contagem (Minas Gerais) - Em um documento com mais de 100 páginas, baseado em laudos periciais e nos 20 volumes do processo que acusa o goleiro Bruno Fernandes de Souza do desaparecimento e suposta morte de Eliza Samudio, o criminalista paranaense Cláudio Dalledone Júnior apresentou, na tarde desta quinta-feira, as alegações finais da defesa do atleta.
Por correio eletrônico, a defesa foi protocolada no Fórum de Contagem (MG), pouco antes de expirar o prazo final dado pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, da Vara Criminal daquele município.
Dalledone não quis comentar o teor das alegações, mas afirmou que na próxima segunda-feira estará no presídio de Contagem para uma visita a Bruno e para colocá-lo a par do andamento da defesa. Já na terça-feira, o criminalista estará em Brasília, para fazer a sustentação oral de um pedido de um habeas-corpus impetrado em favor do atleta.
Quanto à possibilidade de outro advogado vir a participar da defesa do goleiro, Dalledone afirmou no final da tarde desta quinta que desconhecia qualquer iniciativa neste sentido. Porém, "se for da vontade de Bruno e se o profissional estiver imbuído das melhores intenções, não haverá impedimento por parte dele".



quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CNJ vê o caso do juiz para quem a mulher é a origem das desgraças


O juiz Edilson Rumbelsperg Rodrigues, 54, da cidade de Sete Lagoas (MG), emitiu em 2007 uma sentença que é considerada um primor de preconceito contra as mulheres.

Ao comentar a Lei Maria da Penha, que ampara as mulheres da violência doméstica, Rodrigues disse que se trata de um instrumento jurídico constituído por ‘regras diabólicas’. Ele fez uma conexão entre a nova lei com as “desgraças humanas” que “começaram por causa da mulher”, em uma alusão à passagem bíblica na qual Eva, em desobediência a Deus, dá a Adão a maçã envenenada pelo Satanás, instituindo o pecado.
As afirmações do juiz tiveram grande repercussão na imprensa na época, mas o TJ (Tribunal de Justiça) de Minas arquivou o caso.
Agora, dois anos depois, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) abriu um processo disciplinar para verificar se a intenção de Rodrigues foi ofender as mulheres.
O juiz poderá ser punido com base na Lei Orgânica da Magistratura. Existe a possibilidade de ele ser afastado de suas atividades. A informação é do site Consultor Jurídico.
Cercado por imagens de santos e revistas religiosas, Rodrigueis deu em 2007 uma entrevista ao jornal mineiro “O Tempo” com o argumento de que a Lei Maria da Penha é inconstitucional. Para ele, tem de haver isonomia entre homens e mulheres.
‘Será que nenhum homem é vítima de uma mulher maldosa? Será que não existem mulheres pérfidas assim como homens pérfidos? O que estou contemplando aqui é apenas a igualdade. Lá atrás, no século 18, 19, o homem era muito cruel e a mulher extremamente submissa ao homem. Ele não soube valorizar isso. Então vamos inverter agora? Porque o homem errou lá atrás vamos dar todos os poderes à mulher e humilhar, pisar na sensibilidade desse homem!”
Não se sabe se Rodrigues é casado, se tem filho ou filha.

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