Forças de segurança fizeram o maior exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas na estação de Deodoro neste sábado - Pablo Jacob / Agência O Globo
Órgão do governo federal já vetou 11 mil nomes, segundo ‘Fantástico’
RIO - O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), órgão do governo federal que faz o monitoramento dos pedidos de credenciamento para a Olimpíada, descobriu que 40 pessoas que querem vir ao Rio estão com alertas emitidos por agências de outros países. Quatro delas, segundo reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, têm ligação comprovada com o terrorismo. Todas tiveram as credenciais negadas e estão sendo acompanhadas por serviços internacionais de inteligência.
Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O centro descobriu ainda que 61 brasileiros com mandados de prisão por diferentes crimes também pediram credencial para o evento.
Segundo o “Fantástico”, a Copa do Mundo no Brasil teve 350 mil pedidos de credenciais. Na Olimpíada de Londres, foram 450 mil. Já para Olimpíada do Rio, 460 mil pessoas solicitaram a autorização. O Ciant, no entanto, recomendou ao Comitê Rio-2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pessoas, segundo Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador Nacional de Segurança dos Jogos do Rio.
— Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional. Os países que fazem parte do Ciant são Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Argentina, Bélgica e Paraguai — contou o coordenador ao “Fantástico”.
MAPA DETALHADO DA CIDADE
Andrei Rodrigues disse que o Ciant dispõe de um mapa detalhado do Rio, no qual estão marcados com pontos vermelhos, por exemplo, os hotéis que irão receber os estrangeiros da família olímpica. Os consulados ganharam pontos verdes. A cor azul destaca os locais de competição, e os pontos amarelos, os locais de treinamento das delegações.
A Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania, e a Polícia Federal também desenvolveram um aplicativo para receber denúncias e compartilhar informações durante os Jogos.
— Vamos capacitar mais de duas mil pessoas, além dos 20 mil voluntários e daqueles que trabalham na rede hoteleira, no sistema de transporte público e em concessionárias de serviços públicos — disse Andrei Rodrigues.
Na semana passada, logo após o atentado em Nice, no Sul da França, autoridades brasileiras decidiram rever o plano de segurança para a Olimpíada. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, convocou a imprensa para dizer que a população terá de trocar “um pouco de conforto por muita segurança”. Segundo ele, diante do ataque em Nice, seria uma “monumental irresponsabilidade” se o Brasil não revisse os procedimentos de segurança.
O governo estuda ampliar as barreiras para afastar ainda mais os carros dos locais de competição e aumentar o número de revistas nas pessoas. Etchegoyen afirmou que o espectador poderá ter que passar por mais inspeções ou fazer caminhadas mais longas, por causa de vias interditadas. Um representante da Abin deve embarcar hoje para França, onde pretende obter mais informações do serviço de inteligência sobre o atentado. Anteontem, forças de segurança federais e estaduais fizeram o simulado de um atentado terrorista na estação de trem de Deodoro.
O general Etchegoyen disse que o presidente interino Michel Temer exigiu pressa nos novos planos. A reunião do grupo de segurança da Olimpíada, que acontece toda terça-feira, por exemplo, foi antecipada para hoje. O oficial minimizou a informação sobre um suposto plano de atentado do Estado Islâmico, envolvendo um brasileiro, contra a delegação da França durante a Olimpíada. A notícia foi divulgada pelo jornal francês “Libération”. O ministro do GSI disse que não há dados concretos sobre isso.
Uma das medidas tomadas na sexta-feira foi a deportação sumária do professor franco-argelino Adlène Hicheur, que trabalhava como pesquisador do Instituto de Física da UFRJ. Ele foi surpreendido em sua casa e levado pela Polícia Federal até o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, onde embarcou para a França. Hicheur foi condenado em Paris a cinco anos de prisão, em 2009, por ligações com terroristas. Hicheur estava no Brasil desde 2013.
MAIS RIGOR NOS AEROPORTOS
A partir de hoje, a inspeção de passageiros e bagagens nos aeroportos do país será mais rigorosa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que procedimentos já previstos, como revista manual de bagagens de bordo na hora do embarque, serão intensificados com o objetivo de aumentar a segurança. Com as mudanças, o tempo de chegada às salas de embarque vai aumentar. As companhias aéreas já estão orientando os passageiros de voos nacionais para que passem a se apresentar para o check-in com uma antecedência de pelo menos uma hora e meia do horário da partida. A alteração no procedimento, que vale para os voos nacionais e internacionais em todos os aeroportos brasileiros, não tem prazo para acabar.
Fonte: O Globo
notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 18 de julho de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Menina de 12 anos abre biblioteca em povoado da Bahia
Maria Clara mora no povoado de Serrote, cerca de 15km de Conceição do Coité
No povoado de Serrote, cerca de 15 km de Conceição do Coité, na Bahia, uma menina de 12 vem fazendo a diferença quando o assunto é educação. A pequena Maria Clara resolveu abrir uma biblioteca para incentivar o hábito da leitura nas crianças e adolescentes do povoado.
Estudante da Escola Antonio Nunes Gordiano Filho, no distrito de Salgadália, teve uma ideia, começou uma campanha de doações de livros e montou um acervo, que mistura livros didáticos, romances e clássicos da literatura brasileira.
De acordo com o site Calila Notícias, os livros arrecadados por Maria Clara ficam sobre duas prateleiras de ferro, no local onde há alguns anos funcionava um posto telefônico, às margens da BA 411. Para o feito, ela contou com a ajuda do avô Guiofredo Pereira, presidente da associação de moradores da comunidade, e da diretora da escola onde estuda, Simone Nascimento.
Ainda segundo a publicação, tudo começou quando ela enviou mensagens em grupos do aplicativo WhatsApp, explicando a ideia. Logo surgiram os primeiros interessados em ajudá-la e assim conseguiu viabilizar a ideia. Hoje a biblioteca já fornece material para pesquisa de estudantes e faz empréstimo de livros. Apesar do tamanho e da simplicidade, não falta organização e controle. Todos livros são catalogados e os empréstimos são devidamente registrados. "A biblioteca é de toda comunidade. Esses livros não são meus, são para quem quiser levar pra casa, e ficar quanto tempo for necessário pra terminar a leitura", explicou ao Calila Notícias.
Com o sucesso do projeto, que vem sendo divulgado em rádios locais, Maria Clara chegou a Salvador na última terça (26) e conheceu a biblioteca do campus I da UNEB, no Cabula. Por lá, a coordenadora do sistema de bibliotecas da UNEB se emocionou com o exemplo da menina e se dispôs a visitar o local e ajudar na ampliação do projeto da coiteense.
Já na fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado, foi recebida pela diretora do Livro da Leitura, Mariangela Nogueira, que se entusiasmou com a história e garantiu apoio imediato, doando uma caixa de livros com cerca de 50 exemplares.
*Com informações do site Calila Notícias.
Fonte: ACORDACIDADE
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Mortes de crianças por acidentes com eletricidade aumentam mais de 50% no Brasil
32 crianças de até 5 anos morreram por causa de choques elétricos no país em 2015, segundo levantamento da Abracopel
Por Juliana Malacarne - atualizada em 30/03/2016 16h26
A curiosidade indiscriminada das crianças pode levá-las a algumas situações perigosas principalmente perto de objetos relacionados à eletricidade como fios, cabos e tomadas. Em 2015, 32 crianças brasileiras de 0 a 5 anos foram vítimas fatais de acidentes envolvendo eletricidade, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).
O número representa um aumento de mais de 50% em relação a 2014, quando 20 mortes por choque elétrico nessa faixa etária foram registradas. No geral, porém, os acidentes fatais ligados a eletricidade diminuíram. Em 2014, foram 627 e em 2015, 590, o que ressalta a necessidade de voltar a atenção para a prevenção com as crianças.
Perigo dentro de casa
Dos 32 acidentes fatais com crianças de até 5 anos, 28 aconteceram no ambiente doméstico e apenas 4 na rua, com a criança entrando em contato com fio partido ou poste energizado. Dentro de casa, os maiores perigos são tomadas sem proteção, fios desencapados e, benjamins (Ts).
Para o engenheiro eletricista Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura e do Procobre, uma das melhores maneiras de proteger os pequenos contra choques elétricos é explicar a eles sobre os riscos da eletricidade e garantir que a casa seja um ambiente seguro. “Os pais devem estar atentos para não colocar coisas atraentes para crianças, como cestas de brinquedos, perto de tomadas”, afirma. “Além disso, vale comprar aqueles protetores de plástico e instalar um DR, Dispositivo Diferencial Residual, no quadro de eletricidade”.
O DR é um dispositivo de instalação obrigatório, segundo normas da ABNT, que desliga a energia em 20 milissegundos quando é detectada uma corrente de fuga à terra, uma espécie de "vazamento" da corrente elétrica. Dessa maneira, é possível evitar que a tomada dê choques elétricos capazes de provocar paralisia ou queimaduras.
Cuidado com os fios
Os pais também devem ficar atentos aos fios, pois, além de apresentarem perigo de enforcamento, podem dar choques. “Quando o fio fica exposto, como no caso de uma extensão, ou gambiarra, ele vai se desgastando com o tempo”, explica Hilton. “É como um cano de água que vai ficando cheio de furinhos, só que, em vez de escapar água, escapa eletricidade. Por isso, é sempre importante manter os fios fora do alcance de crianças, que podem até mordê-los”.
Outra recomendação de Hilton é tirar da tomada todos os aparelhos eletrônicos em caso de tempestade, já que eles podem sofrer sobrecarga. Dependendo da descarga elétrica, os objetos podem até explodir e provocar incêndios, que também são causa de fatalidades. Em 2015, 174 incêndios domésticos relacionados a eletricidade (curto circuito, aquecimento dos fios, etc) foram registrados e fizeram 31 vítimas fatais, de acordo com dados da Abracopel.
Nos incêndios domésticos, o benjamim é um dos principais vilões. Ele permite que vários aparelhos funcionem na mesma tomada, mas pode aquecer a ponto de iniciar um incêndio quando utilizado de forma incorreta. De acordo com o engenheiro eletricista, os benjamins foram feitos para serem usados em eletrônicos, nunca em eletrodomésticos como o chuveiro, a geladeira e o fogão, que têm uma grande demanda de energia.
“Uma boa maneira de perceber se o benjamim não está sobrecarregado é colocar a mão sobre ele quando os aparelhos estiverem em funcionamento”, afirma Hilton. “Se você conseguir ficar com a mão ali por um período indeterminado, tudo bem. Agora, se estiver tão quente a ponto de você só conseguir mantê-la por alguns instantes, é sinal de sobrecarga, e os aparelhos devem ser desligados imediatamente”.
Primeiros socorros
Se mesmo depois de tomar todas as precauções, algum membro da família tomar um choque, a primeira providência é correr até o quadro geral e desligar a energia da casa. Se não for possível, interrompa o contato da vítima com a corrente elétrica usando algum material isolante como um pedaço de pau ou um chinelo de borracha.
O pediatra Renato Mikio Moriya, membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a primeira atitude deve ser ligar para um serviço de emergência, mas, enquanto ele não chega, existem alguns primeiros socorros que podem ser executados. “Se você perceber que alguma parte do corpo da vítima tem queimaduras resfrie somente com água fria abundante e panos molhados”, afirma.
Caso a pessoa esteja inconsciente, aproxime o ouvido da boca dela e observe o movimento do tórax. Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a pulsação nos punhos, pescoço ou virilha. Nos casos, em que não há pulso, se possível, faça manobras de ressuscitação cardiopulmonar, compostas por ciclos de 30 compressões cardíacas e duas respirações, até a chegada do socorro.
Fonte: Crescer
Por Juliana Malacarne - atualizada em 30/03/2016 16h26
A curiosidade indiscriminada das crianças pode levá-las a algumas situações perigosas principalmente perto de objetos relacionados à eletricidade como fios, cabos e tomadas. Em 2015, 32 crianças brasileiras de 0 a 5 anos foram vítimas fatais de acidentes envolvendo eletricidade, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).
O número representa um aumento de mais de 50% em relação a 2014, quando 20 mortes por choque elétrico nessa faixa etária foram registradas. No geral, porém, os acidentes fatais ligados a eletricidade diminuíram. Em 2014, foram 627 e em 2015, 590, o que ressalta a necessidade de voltar a atenção para a prevenção com as crianças.
Perigo dentro de casa
Dos 32 acidentes fatais com crianças de até 5 anos, 28 aconteceram no ambiente doméstico e apenas 4 na rua, com a criança entrando em contato com fio partido ou poste energizado. Dentro de casa, os maiores perigos são tomadas sem proteção, fios desencapados e, benjamins (Ts).
Para o engenheiro eletricista Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura e do Procobre, uma das melhores maneiras de proteger os pequenos contra choques elétricos é explicar a eles sobre os riscos da eletricidade e garantir que a casa seja um ambiente seguro. “Os pais devem estar atentos para não colocar coisas atraentes para crianças, como cestas de brinquedos, perto de tomadas”, afirma. “Além disso, vale comprar aqueles protetores de plástico e instalar um DR, Dispositivo Diferencial Residual, no quadro de eletricidade”.
O DR é um dispositivo de instalação obrigatório, segundo normas da ABNT, que desliga a energia em 20 milissegundos quando é detectada uma corrente de fuga à terra, uma espécie de "vazamento" da corrente elétrica. Dessa maneira, é possível evitar que a tomada dê choques elétricos capazes de provocar paralisia ou queimaduras.
Cuidado com os fios
Os pais também devem ficar atentos aos fios, pois, além de apresentarem perigo de enforcamento, podem dar choques. “Quando o fio fica exposto, como no caso de uma extensão, ou gambiarra, ele vai se desgastando com o tempo”, explica Hilton. “É como um cano de água que vai ficando cheio de furinhos, só que, em vez de escapar água, escapa eletricidade. Por isso, é sempre importante manter os fios fora do alcance de crianças, que podem até mordê-los”.
Outra recomendação de Hilton é tirar da tomada todos os aparelhos eletrônicos em caso de tempestade, já que eles podem sofrer sobrecarga. Dependendo da descarga elétrica, os objetos podem até explodir e provocar incêndios, que também são causa de fatalidades. Em 2015, 174 incêndios domésticos relacionados a eletricidade (curto circuito, aquecimento dos fios, etc) foram registrados e fizeram 31 vítimas fatais, de acordo com dados da Abracopel.
Nos incêndios domésticos, o benjamim é um dos principais vilões. Ele permite que vários aparelhos funcionem na mesma tomada, mas pode aquecer a ponto de iniciar um incêndio quando utilizado de forma incorreta. De acordo com o engenheiro eletricista, os benjamins foram feitos para serem usados em eletrônicos, nunca em eletrodomésticos como o chuveiro, a geladeira e o fogão, que têm uma grande demanda de energia.
“Uma boa maneira de perceber se o benjamim não está sobrecarregado é colocar a mão sobre ele quando os aparelhos estiverem em funcionamento”, afirma Hilton. “Se você conseguir ficar com a mão ali por um período indeterminado, tudo bem. Agora, se estiver tão quente a ponto de você só conseguir mantê-la por alguns instantes, é sinal de sobrecarga, e os aparelhos devem ser desligados imediatamente”.
Primeiros socorros
Se mesmo depois de tomar todas as precauções, algum membro da família tomar um choque, a primeira providência é correr até o quadro geral e desligar a energia da casa. Se não for possível, interrompa o contato da vítima com a corrente elétrica usando algum material isolante como um pedaço de pau ou um chinelo de borracha.
O pediatra Renato Mikio Moriya, membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a primeira atitude deve ser ligar para um serviço de emergência, mas, enquanto ele não chega, existem alguns primeiros socorros que podem ser executados. “Se você perceber que alguma parte do corpo da vítima tem queimaduras resfrie somente com água fria abundante e panos molhados”, afirma.
Caso a pessoa esteja inconsciente, aproxime o ouvido da boca dela e observe o movimento do tórax. Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a pulsação nos punhos, pescoço ou virilha. Nos casos, em que não há pulso, se possível, faça manobras de ressuscitação cardiopulmonar, compostas por ciclos de 30 compressões cardíacas e duas respirações, até a chegada do socorro.
Fonte: Crescer
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Que país é esse, minha gente?
"O Brasil, um país com enormes desigualdades econômicas e sociais e historicamente classista, adultocêntrico, machista e racista, é extremamente violento com crianças e adolescentes pobres. Trata-se de uma violência cumulativa e excludente."
Fonte: Facebook de Carmen Monari
FALEIROS - (2007)
Fonte: Facebook de Carmen Monari
FALEIROS - (2007)
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
“Parece que os ossos vão quebrar”, diz mulher com suspeita de Febre Chikungunya
Cerca de 300 pessoas aguardam o resultado do exame para saber se tem a doença na Bahia
“É um negócio estranho mesmo”, afirma Zenita Lobo de Souza, 45 anos, sobre os sintomas que vem sentindo há mais de uma semana. Ela é uma das cerca de 300 pessoas que aguardam o resultado do exame para saber se tem a Febre Chikungunya na Bahia. Segundo a mulher, ela sente dores no corpo, febre alta e dor de cabeça, todos os sintomas da doença que já atingiu 14 pessoas no município, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Zenita, que é moradora do George Américo, bairro com maior incidência da doença, afirmou que mais quatro pessoas de sua família estão com o sintoma: o marido, filho, nora e sobrinho. A mulher disse que o médico passou dipirona e paracetamol, mas mesmo com o medicamento a dor não passa, “só faz aliviar”.
— Dói tudo, até o vento quando passa na gente parece que os ossos vão quebrar. É um negócio estranho mesmo, viu?!
O sobrinho de Zenita, Dimerson dos Santos Almeida, 20, disse que está com os sintomas há dois dias e não sabe quanto tempo vai levar para melhorar.
— Passaram duas injeções, eu tomei, mas não explicaram direito não. Mandaram para casa repousar um pouco e tomar muito liquido.
De acordo com o Ministério da Saúde, equipes já se encontram em Feira de Santana e estão trabalhando em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde. Além de intensificar ações de prevenção e vigilância da doença, as equipes dão orientação para a busca ativa de casos suspeitos e a implementação de ações para reduzir, com maior rapidez, a população dos mosquitos transmissores. Também faz parte deste trabalho a orientação de profissionais de saúde quanto ao manejo clínico da doença e a eliminação de criadouros nas residências.
Doença
Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde confirmou 16 casos no País, sendo 14 em Feira de Santana e dois no Oiapoque, Amapá. As pessoas infectadas não possuem registro de viagem internacional para países onde há transmissão.
Assim como a dengue, a Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictos. Os sintomas da doença são parecidos com a da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e costumam durar de três a dez dias, e sua letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, é rara e menos frequente que nos casos de dengue.
O tratamento para combater os sintomas é feito com analgésico, hidratação adequada e repouso, segundo o Ministério da Saúde. A medida básica de prevenção da Febre Chikungunya é o combate aos mosquitos transmissores e as mesmas ações que previnem a dengue são capazes de prevenir a doença.
R7
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro é celebrado em Doodle
O 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro é o tema do Doodle do Google exposto na página inicial do buscador nesta sexta-feira (12). Médico, professor e linguista, nasceu em Itaparica, na Bahia, em 1839. Cuidadoso na correção da linguagem, foi pioneiro no Brasil em debates linguísticos na revisão ortográfica do Código Civil Brasileiro e envolveu-se em polêmicas com seu ex-aluno, Ruy Barbosa.
Doodle do Google celebra 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro (Foto: Reprodução/Google)Doodle do Google celebra 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro (Foto: Reprodução/Google)
O linguista destacou certos aspectos do português praticado no país que não eram percebidos pelos gramáticos, e tornou a língua a primeira com gramática adaptada em função da língua falada. Publicou A redação do projeto do código civil e A réplica do Dr. Ruy Barbosa (1905). Ribeiro morreu em sua terra natal, em 1920, aos 81 anos. Nesta sexta, são completados e celebrados 175 anos do seu nascimento.
techtudo
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Relato de um médico residente, cursando o último ano de Cirurgia Plástica
"Como muitos sabem, sou médico residente de último ano de Cirurgia Plástica, mas faço plantões extras como cirurgião do trauma. Segue um breve relato do cotidiano de um médico plantonista:
Baixada fluminense, garota de 16 anos, lesão craniana por arma de fogo, com perda de massa encefálica. Atendimento em sala de trauma, via aérea assegurada por intubação orotraqueal, reanimação volêmica. Parada cardiorespiratório por 3 vezes revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras. Paciente estabiliza hemodinamicamente.
Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo, assim como os demais reflexos tronco encefálicos ausentes.
O Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica, não suporta procedimento de retirada de orgãos. Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro. Todos os números possíveis, sem sucesso. Sequer uma gravação. Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos. Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos orgãos.
4h depois do primeiro contato, sim Quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solicita. A mesma pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga, pois através da central não teríamos sucesso. Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.
A paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores. Nova parada cardíaca. Reanimamos pela 4ª vez, mantemos o coração batendo, estabilidade hemodinâmica. Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de orgãos, vencemos o sistema ... acende uma centelha de esperança na equipe.
Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado. O tempo corre. Perdemos a vaga. Paciente para pela 5ª vez. Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.
Frustração generalizada da equipe.
Converso com familiares, todos inconsoláveis. A falta é de tudo: O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores nos privaram do sucesso. Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera. Uma ambulância. Uma vaga. Um sistema que não te ajuda. Dramático, não?
Realidade cotidiana.
Sistema público de saúde colapsado. Estado colapsado. Bastava uma ambulância igual às da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão. Bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa, uma refinaria no valor de 48 milhões comprada pela Petrobras, estatal, por 1bi. Um bilhão menos quarenta e oito milhões.
A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros. O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos. Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre. Falta ambulância, falta vaga em hospital.
Falta discernimento para compreender o que representa o caso Passadena na vida deles. Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo. Vide o pequeno "engano" do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro. Pena que a pesquisa estava errada, pena que aparecem fatos como este para abafar os escandalos da Petrobras. Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho. Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.
Neymar, desculpe-me, mas vou torcer p'ro Messi. Ronaldo desculpe-me, mas eu quero hospitais. Dilma, desculpe-me, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no Metrô, no hospital, no elevador, no 'Facebook'.
Chato é não tentar".
Guilherme A. Fritsch-Nunes
Baixada fluminense, garota de 16 anos, lesão craniana por arma de fogo, com perda de massa encefálica. Atendimento em sala de trauma, via aérea assegurada por intubação orotraqueal, reanimação volêmica. Parada cardiorespiratório por 3 vezes revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras. Paciente estabiliza hemodinamicamente.
Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo, assim como os demais reflexos tronco encefálicos ausentes.
O Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica, não suporta procedimento de retirada de orgãos. Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro. Todos os números possíveis, sem sucesso. Sequer uma gravação. Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos. Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos orgãos.
4h depois do primeiro contato, sim Quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solicita. A mesma pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga, pois através da central não teríamos sucesso. Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.
A paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores. Nova parada cardíaca. Reanimamos pela 4ª vez, mantemos o coração batendo, estabilidade hemodinâmica. Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de orgãos, vencemos o sistema ... acende uma centelha de esperança na equipe.
Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado. O tempo corre. Perdemos a vaga. Paciente para pela 5ª vez. Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.
Frustração generalizada da equipe.
Converso com familiares, todos inconsoláveis. A falta é de tudo: O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores nos privaram do sucesso. Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera. Uma ambulância. Uma vaga. Um sistema que não te ajuda. Dramático, não?
Realidade cotidiana.
Sistema público de saúde colapsado. Estado colapsado. Bastava uma ambulância igual às da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão. Bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa, uma refinaria no valor de 48 milhões comprada pela Petrobras, estatal, por 1bi. Um bilhão menos quarenta e oito milhões.
A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros. O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos. Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre. Falta ambulância, falta vaga em hospital.
Falta discernimento para compreender o que representa o caso Passadena na vida deles. Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo. Vide o pequeno "engano" do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro. Pena que a pesquisa estava errada, pena que aparecem fatos como este para abafar os escandalos da Petrobras. Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho. Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.
Neymar, desculpe-me, mas vou torcer p'ro Messi. Ronaldo desculpe-me, mas eu quero hospitais. Dilma, desculpe-me, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no Metrô, no hospital, no elevador, no 'Facebook'.
Chato é não tentar".
Guilherme A. Fritsch-Nunes
sábado, 19 de abril de 2014
Cientistas brasileiros criam sistema capaz de detectar dengue em 20 minutos
Cientistas brasileiros desenvolveram um sistema capaz de detectar a dengue em apenas 20 minutos e com um custo menor do que os dispositivos atuais, um "grande" avanço em um país no qual só nos meses de janeiro e fevereiro foram registrados 87 mil casos.
Apesar da grande redução dos casos de dengue no Brasil durante os dois primeiros meses do ano - 80% menos que no mesmo período de 2013, segundo o Ministério da Saúde -, a doença continua na mira das autoridades de saúde, devido a seu efeito letal em alguns pacientes. Graças ao novo sistema, milhões de pessoas em todo o país poderão saber se têm dengue ou não, já que em muitas ocasiões os sintomas da doença são confundidos com os da gripe.
- Muito bom! Parabéns aos envolvidos no projeto! A luta contra a Dengue não pode parar!
Fonte: R7.com
Portal Wagner Montes
Apesar da grande redução dos casos de dengue no Brasil durante os dois primeiros meses do ano - 80% menos que no mesmo período de 2013, segundo o Ministério da Saúde -, a doença continua na mira das autoridades de saúde, devido a seu efeito letal em alguns pacientes. Graças ao novo sistema, milhões de pessoas em todo o país poderão saber se têm dengue ou não, já que em muitas ocasiões os sintomas da doença são confundidos com os da gripe.
- Muito bom! Parabéns aos envolvidos no projeto! A luta contra a Dengue não pode parar!
Fonte: R7.com
Portal Wagner Montes
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo, diz ONU
Maceió está na quinta posição da lista da violência, seguida por Fortaleza, na sétima
Levantamento aponta 437 mil assassinatos em 2012; do total, 36% ocorreram nas Américas
RIO - O Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de "situação fora de controle". O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.
De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis - ambos são os países mais populosos da América Latina. Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).
Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.
Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.
As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.
Taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil/hab
Segundo o estudo da ONU, cerca de 750 milhões de pessoas vivem em países com as maiores taxas de homicídio do mundo, o que significa que quase metade de todos os homicídios acontece nos países onde moram apenas 11% da população mundial. Europa, Ásia e Oceania, onde estão cerca de 3 bilhões de pessoas, as taxas de homicídios são consideradas relativamente baixas.
A taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil habitantes, mas o Sul da África e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número, 30 e 26 vítimas por 100 mil habitantes, respectivamente, os números mais altos do mundo. Enquanto isso, com taxas cerca de cinco vezes menores do que a média global, Ásia Oriental, sul da Europa e Europa Ocidental registraram os níveis mais baixos de homicídio em 2012. Ainda de acordo com a pesquisa, os níveis de homicídios no norte da África, na África Oriental e em partes do sul da Ásia estão aumentando em meio à instabilidade social e política. Já a África do Sul apresenta tendência de queda das taxas de homicídio: os assassinatos caíram pela metade, de 64,5 por 100 mil habitantes em 1995 para 31 por 100 mil habitantes em 2012.
Os homicídios ligados ao crime organizado, gangues e facções representam 30% de todos os assassinatos da América, em comparação com menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Ainda que picos de homicídio estejam muitas vezes ligados a este tipo de violência, a América tem níveis de homicídio cinco a oito vezes maiores do que a Europa e a Ásia desde a década de 1950, aponta a ONU.
ONU confirma dados sobre violência divulgados por ONG mexicana
A pesquisa da ONU confirma dados sobre violência apresentados em levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC divulgado em março deste ano. Segundo a pesquisa mexicana, o Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16; e Maceió a quinta cidade mais violenta do mundo. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.
O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking. Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.
As brasileiras da lista mexicana
Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) - 72,81; João Pessoa (9ª) - 66,92; Natal (12ª) - 57,62; Salvador (13ª) - 57,51; Vitória (14ª) - 57,39; São Luís (15ª) - 57,04; Belém (16ª) - 48,23; Campina Grande (25ª) - 46; Goiânia (28ª) - 44,56; Cuiabá (29ª) - 43,95; Manaus (31ª) - 42,53; Recife (39ª) - 36,82; Macapá (40ª) - 36,59; Belo Horizonte (44ª) - 34,73 e Aracaju (46ª) - 33,36.
O Globo
Levantamento aponta 437 mil assassinatos em 2012; do total, 36% ocorreram nas Américas
RIO - O Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de "situação fora de controle". O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.
De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis - ambos são os países mais populosos da América Latina. Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).
Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.
Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.
As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.
Taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil/hab
Segundo o estudo da ONU, cerca de 750 milhões de pessoas vivem em países com as maiores taxas de homicídio do mundo, o que significa que quase metade de todos os homicídios acontece nos países onde moram apenas 11% da população mundial. Europa, Ásia e Oceania, onde estão cerca de 3 bilhões de pessoas, as taxas de homicídios são consideradas relativamente baixas.
A taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil habitantes, mas o Sul da África e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número, 30 e 26 vítimas por 100 mil habitantes, respectivamente, os números mais altos do mundo. Enquanto isso, com taxas cerca de cinco vezes menores do que a média global, Ásia Oriental, sul da Europa e Europa Ocidental registraram os níveis mais baixos de homicídio em 2012. Ainda de acordo com a pesquisa, os níveis de homicídios no norte da África, na África Oriental e em partes do sul da Ásia estão aumentando em meio à instabilidade social e política. Já a África do Sul apresenta tendência de queda das taxas de homicídio: os assassinatos caíram pela metade, de 64,5 por 100 mil habitantes em 1995 para 31 por 100 mil habitantes em 2012.
Os homicídios ligados ao crime organizado, gangues e facções representam 30% de todos os assassinatos da América, em comparação com menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Ainda que picos de homicídio estejam muitas vezes ligados a este tipo de violência, a América tem níveis de homicídio cinco a oito vezes maiores do que a Europa e a Ásia desde a década de 1950, aponta a ONU.
ONU confirma dados sobre violência divulgados por ONG mexicana
A pesquisa da ONU confirma dados sobre violência apresentados em levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC divulgado em março deste ano. Segundo a pesquisa mexicana, o Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16; e Maceió a quinta cidade mais violenta do mundo. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.
O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking. Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.
As brasileiras da lista mexicana
Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) - 72,81; João Pessoa (9ª) - 66,92; Natal (12ª) - 57,62; Salvador (13ª) - 57,51; Vitória (14ª) - 57,39; São Luís (15ª) - 57,04; Belém (16ª) - 48,23; Campina Grande (25ª) - 46; Goiânia (28ª) - 44,56; Cuiabá (29ª) - 43,95; Manaus (31ª) - 42,53; Recife (39ª) - 36,82; Macapá (40ª) - 36,59; Belo Horizonte (44ª) - 34,73 e Aracaju (46ª) - 33,36.
O Globo
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente, aponta estudo
Segundo o levantamento, jovens entre 20 e 29 anos formam o grupo que se sente mais fatigado
O ritmo acelerado da rotina tem deixado a população cada vez mais sem disposição. Foi esse o cenário mostrado em pesquisa solicitada pelo Grupo Sanofi, à Conectaí — empresa do IBOPE Inteligência.
De acordo com o levantamento, em sua rotina, 98% dos brasileiros se sentem um pouco ou muito cansados mental e fisicamente.
Os jovens entre 20 e 29 anos formam o grupo que se sente mais cansaço, o que representa 99%.
Embora a maioria (63%) das pessoas já acorde com algum nível de indisposição, é no período da tarde e da noite que elas se sentem mais esgotadas, 36% e 34%, respectivamente.
O estudo revelou também as principais causas dessa fadiga. O estresse e a correria do cotidiano ficaram no topo dos motivos elencados pelos entrevistados. A falta de condicionamento físico, problemas pessoais, alimentação desequilibrada, acomodação e preguiça sem motivo, problemas no trabalho e de saúde apareceram na sequência.
Já os 2% que se dizem dispostos destacaram o bom sono, o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, e a alimentação equilibrada como as três principais causas de seu vigor.
Outro destaque está relacionado à prática de atividades físicas, apontando o alto número de pessoas que não fazem exercícios regularmente — 74% delas.
Há também quem evite se deslocar por cansaço. Mais da metade dos entrevistados disseram que às vezes, frequentemente ou sempre deixam de se locomover por falta de disposição.
Para finalizar, foi avaliado ainda como está a qualidade de vida dos brasileiros e sua relação com o bem-estar. Apenas 43% da população avalia esse quesito como bom ou ótimo, 46% consideram-no regular e 11% ruim ou péssimo.
Zero Hora
O ritmo acelerado da rotina tem deixado a população cada vez mais sem disposição. Foi esse o cenário mostrado em pesquisa solicitada pelo Grupo Sanofi, à Conectaí — empresa do IBOPE Inteligência.
De acordo com o levantamento, em sua rotina, 98% dos brasileiros se sentem um pouco ou muito cansados mental e fisicamente.
Os jovens entre 20 e 29 anos formam o grupo que se sente mais cansaço, o que representa 99%.
Embora a maioria (63%) das pessoas já acorde com algum nível de indisposição, é no período da tarde e da noite que elas se sentem mais esgotadas, 36% e 34%, respectivamente.
O estudo revelou também as principais causas dessa fadiga. O estresse e a correria do cotidiano ficaram no topo dos motivos elencados pelos entrevistados. A falta de condicionamento físico, problemas pessoais, alimentação desequilibrada, acomodação e preguiça sem motivo, problemas no trabalho e de saúde apareceram na sequência.
Já os 2% que se dizem dispostos destacaram o bom sono, o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, e a alimentação equilibrada como as três principais causas de seu vigor.
Outro destaque está relacionado à prática de atividades físicas, apontando o alto número de pessoas que não fazem exercícios regularmente — 74% delas.
Há também quem evite se deslocar por cansaço. Mais da metade dos entrevistados disseram que às vezes, frequentemente ou sempre deixam de se locomover por falta de disposição.
Para finalizar, foi avaliado ainda como está a qualidade de vida dos brasileiros e sua relação com o bem-estar. Apenas 43% da população avalia esse quesito como bom ou ótimo, 46% consideram-no regular e 11% ruim ou péssimo.
Zero Hora
Marcadores:
Brasil,
comportamento
domingo, 10 de novembro de 2013
Carta de uma senhora de 84 anos ao "Estadão", nesse final de semana... Ruth Moreira, expressou aquilo que muitos brasileiros decentes estão sentindo...
Estou com vergonha do Brasil.Vergonha do governo, com esse impatriótico,
antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.
Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais e comprovadamente corruptos. (Renan, Z Dirceu, Collor e etc).Pensar no bem do País, hoje é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros (e ele não sabia de NADA!!).Vergonha de termos 42 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. Vergonha de ver a presidentA de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos
(onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante
seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades,
envergonhando-nos perante o mundo.Vergonha por pagarmos tantos impostos e
nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta.
Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação.
Agora pergunto: Onde estão os homens de bem deste país?Onde está a Maçonaria? a OAB? CNBB? os Militares?? LYONS? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor?
Porque os congressistas, ao inves de instituirem Pena de Morte para assassinos e estrupadores, lhes concedem gorda Bolsa Presidiario?Enquanto isso, grande parte do povo brasileiro, trabalha honestamente, pra pagar impostos absurdos e ganhar bem menos do que aqueles que mataram e estupraram. Isso, somente estimula a marginalidade! Estou com muita vergonha do Brasil!
Por que tantos estão calados?Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas?
Estou com muita vergonha do Brasil. Eu estou com vergonha dos BRASILEIROS.
RUTH MOREIRA http://../undefined/compose?to=ruthmoreira%40uol.com.br
Marcadores:
Brasil,
comportamento,
Que Brasil é esse?
segunda-feira, 22 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
!3 de abril - Dia do Hino Nacional Brasileiro
A história do Hino Nacional reflete alguns dos momentos mais importantes de nossa História. O hino surgiu no momento em que o Brasil atravessava um período difícil, pois D. Pedro I em razão de seus desmandos autoritários fazia a independência do país oscilar. Assim, ao calor das manifestações civis que comemoravam a abdicação do Rei, forçada pelo clamor dos patriotas, Manuel da Silva refez o hino que criara em 1822 para saudar a emancipação política do País. O hino então se transformou num grito de rebeldia da Pátria livre contra a tutela portuguesa.
O hino nacional foi tocado pela primeira vez em 1831, ele foi tocado por quase um século sem ter oficialmente uma letra. Foram muitas as tentativas de acrescentar um texto à música que não deram certo, pois em sua maioria não possuíam versos bons: alguns eram carregados de ressentimentos e insultavam os portugueses; outros eram cheios de bajulações ao soberano reinante.
Assim, só em 1909 a composição de Francisco Manuel da Silva ganhou a letra de Joaquim Osório Duque Estrada. No ano de 1922, Epitácio Pessoa oficializou a letra como Hino Nacional Brasileiro. Por ter sido originalmente criada para execução em orquestra, a música sofreu adaptações para ser cantada.
Segundo Luís Heitor de Azevedo Correia, o Hino Nacional Brasileiro foi cantado pela primeira vez no cais do Largo do Paço (atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), quando D. Pedro I partiu em 13 de abril de 1831. Ele foi executado em meio a foguetes e muitos vivas entusiasmados da população.
O Hino Nacional Brasileiro é considerado por muitos como um dos mais belos do mundo e causa uma forte comoção nacional quando é executado em grandes ocasiões. Os nossos grandes atletas nos enaltecem e elevam o nome do nosso país quando sobem ao pódio elevando a bandeira brasileira ao coro do nosso hino. O hino brasileiro ajuda a construir uma identidade nacional com a afirmação de nossa nacionalidade e independência.
Fonte: www.ufg.gov.br
Marcadores:
Brasil
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Para especialista, Brasil precisa focar na educação para elevar IDH
O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) da ONU divulgou, em março, o relatório com os dados do último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia a educação, renda e longevidade de vida em 187 países. O Brasil teve um avanço significativo e reconhecido mundialmente por conta do fortalecimento econômico, principalmente na última década. Porém, o País se mantém em 85º lugar, com 0,730 de IDH, próximo à Jamaica e Armênia, e cresce em ritmo mais lento do que quase todos os países dos Brics (Brasil, China, Rússia e Índia) e da América do Sul.
Se compararmos a evolução do índice ao de países da América Latina, novamente o País fica abaixo da média, de 0,741. No entanto, o relatório insere o Brasil no grupo de países com "alto desempenho" a partir da própria escala do estudo que vai de 0 a 1, e classifica como bons IDHs próximos à marca máxima.
Os avanços brasileiros no IDH, de fato, existem, segundo análise da ONU. Em 2011, a marca alcançada foi de 0,728 e, nas últimas duas décadas, há registro de crescimento de 24% no índice: o País passou de 0,59 em 1990 a 0,730 em 2012.
No entanto, não se pode negar os desafios postos pelos números, principalmente no tocante à educação. A média brasileira de 7,2 anos de escolaridade apontada pelo mesmo estudo fica longe da atual projeção de 14,2 anos, e equipara o País ao Suriname, compondo os números mais baixos entre os países da América do Sul.
Educação como carro chefe
A gerente de projetos do Todos pela Educação, Andréa Bergamaschi, explica que o IDH tenta observar a qualidade de vida e considera, entre seus eixos, a educação como carro chefe, por influenciar diretamente na melhoria da saúde e renda da população. Por isso, reforça a importância de uma leitura crítica dos dados: “Os países do topo têm os melhores índices de educação, em acesso e qualidade. É preciso avaliar o que esses países em potencial têm feito para sustentar tais números e tentar traduzí-los”, observa.
Em relação ao desempenho da educação nos últimos anos, Andréa Bergamaschi faz nova análise e aponta que se o acesso à educação teve um avanço significativo, a qualidade não o acompanhou. “Hoje o grande desafio da educação brasileira é melhorar os padrões da qualidade, desde a pré-escola até o ensino médio. Nossas crianças estão passando pelo sistema escolar sem aprender, o que prejudica o desenvolvimento escolar e do próprio ser humano”, reforça.
Evasão escolar e trabalho infantil
A média de escolaridade brasileira atual é metade do que se pretende alcançar. Parte desse problema é causado pelo alto índice de evasão escolar, concentrada, em grande parte, no ensino médio. E embora não se caracterize como o primeiro ofensor, o trabalho impacta sobre este cenário. A pesquisa "Motivos da Evasão Escolar" divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2009, mostra que 17,8% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. O levantamento aponta ainda que 40,3% dos alunos deixam livros e cadernos por completo desinteresse, seja pela carência da infraestrutura dos colégios, ou seja pela baixa consciência da necessidade do aprendizado. A busca por emprego aparece como segunda causa da interrupção do aprendizado, com 27,1%.
Em relação ao trabalho infantil, Andréa Bergamaschi afirma: "influencia diretamente a questão da educação, principalmente em regiões mais vulneráveis, em que as crianças têm que participar da composição da renda familiar”.
Por isso, também é fundamental reconhecer o papel da escola como possível agente de erradicação das situações de trabalho e também como fortalecedora dos direitos de crianças e adolescentes. A professora e participante do curso Escola no Combate ao Trabalho Infantil (ECTI), Jackelyne Cintra, acredita ser fundamental a abordagem dos direitos e deveres junto aos alunos, colocando-os em contato com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em parceria com a família. Além disso, reconhece a importância das instituições escolares não se omitirem em relação às denúncias de abuso ou explorações que violem os direitos de meninos e meninas.
“O trabalho a partir da temática é importante porque a educação deve estar alicerçada na valorização da vida, no respeito e na dignidade humana. Somos o meio para que esse aluno construa a sua autonomia, seu pensamento crítico, tendo como base a informação dos seus direitos e deveres a partir de explanação pedagógica”, finaliza.
promenino
segunda-feira, 11 de março de 2013
Brasil tem 13 milhões de pessoas com doenças raras, diz pesquisa
Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.
O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença - cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.
Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).
Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.
"Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial – entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas", diz o levantamento.
"O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes."
'Barreiras'
No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam "diversas barreiras" para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma "fragmentada", na opinião da associação.
Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) - esses protocolos são a "porta de entrada" para a assistência para doenças raras na saúde pública.
O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.
Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de "drogas órfãs", que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.
Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, "que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução".
O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de "corrida de obstáculos" para obter o tratamento adequado.
Segundo o estudo, "o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra,
atende essas pessoas – porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes".
Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.
Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.
"Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação – o que compromete ou retarda o diagnóstico – e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo."
BBC Brasil
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação
O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.
Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.
Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.
Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.
Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".
No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.
Cultura e impactos econômicosTidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".
Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.
Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais
1.Finlândia
2.Coreia do Sul
3.Hong Kong
4.Japão
5.Cingapura
6.Grã-Bretanha
7.Holanda
8.Nova Zelândia
9.Suíça
10.Canadá
11.Irlanda
12.Dinamarca
13.Austrália
14.Polônia
15.Alemanha
16.Bélgica
17.Estados Unidos
18.Hungria
19.Eslováquia
20.Rússia
21.Suécia
22.República Tcheca
23.Áustria
24.Itália
25.França
26.Noruega
27.Portugal
28.Espanha
29.Israel
30.Bulgária
31.Grécia
32.Romênia
33.Chile
34.Turquia
35.Argentina
36.Colômbia
37.Tailândia
38.México
39.Brasil
40.Indonésia
BBC Brasil
domingo, 25 de novembro de 2012
Impunidade desafia combate à violência contra mulher no Brasil
Seis anos após a promulgação da Lei Maria da Penha, o Brasil tem demonstrado esforços no combate à violência contra a mulher, e o número de denúncias vem aumentando, mas a maioria ainda esbarra em um velho obstáculo que beneficia os agressores: a impunidade.
Violência contra mulher está em todas classes', diz Maria da Penha
A legislação que foi sancionada em 2006 é considerada modelo internacionalmente e leva o nome da ativista cearense que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido, que a espancou por mais de dez anos.
O serviço Ligue 180, criado na mesma época da promulgação da lei, recebeu quase 3 milhões de ligações nos últimos seis anos, sendo 330 mil denúncias de violência, algo interpretado por especialistas como um sinal de que cada vez mais mulheres vêm utilizando este canal em busca por justiça.
Mas analistas avaliam que, na prática, o que impede o avanço do país rumo à eliminação da violência contra a mulher é o Judiciário, que ainda processa os casos com muita lentidão. Além disso, muitos juízes ainda tratam a questão com preconceito e machismo, primando por tentativas de conciliação mesmo diante das evidências de abusos, dizem pesquisadores da área.
Também há indícios de uma morosidade do governo nas esferas municipal, estadual e federal em agilizar a estruturação da rede de atendimento à mulher prevista pela lei.
MAIS VIOLÊNCIA
Enquanto isso, estatísticas recentes mostram uma tendência de aumento da violência.
Segundo um levantamento do Instituto Sangari, baseado em dados obtidos de certidões de óbito e da Organização Mundial de Saúde (OMS, ligada à ONU), o Brasil acumulou mais de 90 mil mortes de mulheres vítimas de agressão nos últimos 30 anos.
Em 1980 eram 1.353 assassinatos deste tipo por ano, e em 2010 a crifra saltou para 4.297. Além disso, o Brasil fica em 7º lugar no ranking dos países com mais mortes de mulheres vítimas de agressão.
Algo que Eleonora Menicucci, ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), órgão do governo federal, classifica como "lamentável".
"É realmente lamentável que o Brasil ainda esteja na 7ª posição neste ranking. Eu gostaria que a gente nem aparecesse, mas creio que todas as nossas políticas públicas impactam este cenário e que estamos no caminho certo", disse em entrevista à BBC Brasil.
Taxas de homicídios femininos(em 100 mil mulheres), em 2010
1.
Espírito Santo
9,4
2.
Alagoas
8,3
3.
Paraná
6,3
4.
Paraíba
6,0
5.
Mato Grosso do Sul
6,0
6.
Pará
6,0
7.
Distrito Federal
5,8
8.
Bahia
5,6
9.
Mato Grosso
5,5
10.
Pernambuco
5,4
11.
Tocantins
5,1
12.
Goiás
5,1
13.
Roraima
5,0
14.
Rondônia
4,8
15.
Amapá
4,8
16.
Acre
4,7
17.
Sergipe
4,2
18.
Rio Grande do Sul
4,1
19.
Minas Gerais
3,9
20.
Rio Grande do Norte
3,8
21.
Ceará
3,7
22.
Amazonas
3,7
23.
Santa Catarina
3,6
24.
Maranhão
3,4
25.
Rio de Janeiro
3,2
26.
São Paulo
3,1
27.
Piauí
2,6
Fonte: Instituto Sangari
IMPUNIDADE
Para Wania Pasinato, socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP, as estatísticas soam como um alerta de que a lei não está sendo aplicada como deveria e que o país falha em não reduzir mais o sofrimento e as mortes de milhares de brasileiras.
"A gente diz o tempo todo para essas mulheres denunciarem a violência, mas nada é feito. O Estado não reage à essa denúncia, ou se reage, fica apenas no papel. Essa ineficiência cria um cenário de impunidade muito perverso", diz.
Já a ministra Eleonora Menicucci argumenta que na visão do governo federal o combate à impunidade é importante e configura a segunda etapa do esforço para conter a violência.
Mas ela admite que é "ponto pacífico" que existe uma "morosidade enorme nos processos".
Na metade deste ano a SPM lançou a campanha "Compromisso e Atitude no Enfrentamento à Impunidade e à Violência contra às Mulheres", focando no Ministério Público e Conselho Nacional de Justiça.
"Temos duas frentes: mudar a mentalidade da sociedade e do Judiciário. São os juízes que vão dar velocidade aos processos e audiências", explica, acrescentando que "o Brasil é um país muito grande, as culturas e os procedimentos são muito diferentes".
Ela destaca, no entanto, que entre julho de 2010 e dezembro de 2011 em todo o país foram realizadas 26.410 prisões de agressores, 4.146 detenções preventivas e que mais de 685.905 processos de agressão contra mulheres estão tramitando em cortes brasileiras.
O Observatório Lei Maria da Penha, ligado à Universidade Federal da Bahia (UFBA), que monitora a aplicação da lei em todo o Brasil, diz que ainda há muito machismo e preconceito entre delegados e juízes, que tendem a classificar a violência contra a mulher como um assunto de foro íntimo, relegado a um segundo plano diante de outras questões.
"Há casos de mulheres que denunciam o agressor e esperam mais de seis meses por uma audiência, e o juíz ainda tende a ignorar a gravidade da denúncia e primar pela conciliação e a retirada da queixa. Sobretudo no Nordeste, vemos até o assédio de policiais contra as mulheres no momento da denúncia, quando elas estão fragilizadas", diz Márcia Tavares, uma das pesquisadoras do grupo.
Wania Pasinato acredita que o Judiciário brasileiro simplesmente não está preparado para aplicar uma legislação de proteção à mulher.
"Eles veem apenas a dimensão criminal. O posicionamento de juízes e da segurança pública precisa ser modernizado. É necessário haver mais esforço, o que não está acontecendo. Muitos magistrados desconhecem totalmente a lei".
ESTRUTURA
Um dos aspectos mais elogiados da lei Maria da Penha é o fato de que a legislação vê a violência contra a mulher não só como um problema criminal mas também social.
E para agir com mais eficiência rumo à uma transformação real da cultura de dominação machista e agressão, o texto da lei prevê a criação de uma rede de atendimento composta por diversas esferas, entre elas juizados especiais e abrigos onde as mulheres podem ficar seguras após fazer denúncias.
Mas até mesmo a SPM reconhece que essa estrutura ainda está muito aquém do necessário.
"É realmente verdade, infelizmente. A rede de proteção e as delegacias especiais são estaduais, já as casas-abrigo são municipais. Estamos propondo que os juizados sejam regionais, para melhorar essa estrutura", diz a ministra Eleonora Menicucci.
Ela explica que a SPM repassa recursos federais aos Estados a cada quatro anos, quando ocorre um acordo mediante a apresentação de projetos. No ciclo atual, apenas três Estados já renovaram suas verbas (Distrito Federal, Paraíba e Pará), recebendo um total de R$ 29,9 milhões. Os outros estão pendentes.
A pesquisadora da USP Wania Pasinato diz que os investimentos para que a rede seja de fato ampliada e que "a maioria das tentativas têm fracassado".
"Fica difícil transformar esse direito formal em um atendimento concreto sem essas estruturas previstas pela lei".
Para a socióloga, o alto número de assassinatos de mulheres no país é um alerta de que a lei, de fato, não está sendo aplicada como deveria, e que a sociedade brasileira ainda precisa avançar para aceitar o fato de que "bater em mulher" é crime.
"Passamos por muitas transformações e o papel da mulher foi alterado de forma muito radical no país. Temos uma presidente mulher, algo muito simbólico. São mudanças que a nossa cultura machista ainda não conseguiu absorver e que ameaçam os homens com a mentalidade dominadora".
Folha Online
Marcadores:
Brasil,
negligência,
violência contra a mulher
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
31 de Outubro - Dia do Saci: folclore brasileiro tem criaturas do além!
Entre todos os entes do folclore brasileiro, a MULA SEM CABEÇA é um dos mais assustadores. Vira mula sem cabeça a mulher que se engraça com um padre e, para quebrar o encantamento, é preciso furá-la com um alfinete virgem. Apesar de não ter cabeça, ela relincha tão alto que pode ser ouvida a quilômetros de distância.
R7
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Taxa de natalidade cai e população brasileira deve parar de crescer
Diante de uma taxa de natalidade de apenas 1,7% (comparável a países como França e Reino Unido), o Brasil caminha rapidamente para uma estagnação de sua população. O Ipea projeta 200 milhões de pessoas em 2020. Vinte anos mais tarde, em 2040, esse número crescerá em apenas 4 milhões, prevê o instituto ligado à Presidência da República.
Idosos respondem por quase 20% da renda do país, aponta Ipea
Segundo dados da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), viviam no país 195,2 milhões de pessoas em 2011. "O germe do declínio populacional já está instalado no país, que são as baixas taxas de fecundidade e o reduzido crescimento da população", disse Ana Amélia Camarano, demógrafa do Ipea.
Para a pesquisadora, o aumento populacional atual de apenas 0,7% ao ano e a menor natalidade --que deve chegar a 1 filho por mulher em 2030-- fazem o país migrar de uma "explosão de população" no passado para uma "implosão de população" no futuro próximo, acompanhada do envelhecimento da estrutura etária do país.
Um dos problemas da estrutura etária envelhecida é que a força de trabalho também recua, reduzindo a capacidade produtiva do país. "Há apenas 20 anos ainda falávamos em explosão populacional. O problema agora é outro. A questão é como prover saúde e condições de autonomia a uma população cada vez mais envelhecida", afirmou a demógrafa.
De acordo com Camarano, as mulheres brasileiras tinham cerca de 6 filhos, em média, nos anos 50 e 60. Naquele período, a população crescia a um ritmo anual superior a 3%. "Foi o nosso período do 'baby boom'", afirma.
A taxa de fecundidade foi rapidamente declinando (com adventos como a pílula e outros métodos contraceptivos e o aumento do nível de educação) nos últimos anos. Atualmente, diz, ela está num nível "consideravelmente abaixo" da chamada taxa de reposição da população --de 2,14 filhos por mulher.
A lógica embutida nessa taxa é a seguinte: cada mulher tem de gerar duas crianças para "repor" o pai e ela própria; o 0,14 adicional é para compensar sobretudo aqueles que morrem antes de terem filhos.
Com tal dinâmica, prevê, só as faixas etárias acima de 45 anos vão crescer a partir de 2030. De 2040 em diante, a única parcela que crescerá em números absolutos será a de 60 anos ou mais.
O Brasil caminha rapidamente, afirma, para ter um perfil populacional "bastante envelhecido" e de fecundidade muito baixa (em torno ou pouco acima de 1 filho por mulher), comparável aos países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália e Grécia, sobretudo) e do Japão.
França e Reino Unido, diz, ainda mantêm uma estrutura um mais jovem e taxa de fecundidade maior graças ao peso da imigração.
FECUNDIDADE POR RENDA
Para Ana Amélia Camarano, do Ipea, a desigualdade na taxa de fecundidade entre mulheres de faixas diferentes de renda abre caminho para uma a queda rápida até os níveis dos países europeus do mediterrâneo e do Japão. Isso num cenário que em o rendimento dos mais pobres no Brasil avança mais rápido do que dos mais ricos.
Enquanto entre as mulheres da faixa de renda com os 20% menores rendimentos familiares a taxa de natalidade era de 3,6 filhos, na faixa dos grupos familiares dos 20% mais ricos estava em 0,9 filho --abaixo da taxa japonesa.
Folha OnLine
Marcadores:
Brasil,
curiosidades
sábado, 22 de setembro de 2012
FOTO DA SEMANA
Esta é a prova maior de que, quando queremos, tudo podemos.
Um grande exemplo de dignidade e honradez.
Ex faxineiro... ele limpava banheiros no TRE do DF.
Filho de uma dona-de-casa e de um pedreiro...
Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal.
Apaixonado por línguas.
Um dia, o mineiro, na certeza da solidão,
cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE.
Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina
ter fluência em outro idioma.
A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções.
É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol.
Formou-se em Direito pela UNB, sendo a época o único negro da faculdade.
Passou nos concursos de:
- Oficial da Chancelaria, Advogado do Serviço Federal, Procurador da República,
Professor da Universidade do Rio de Janeiro.
Ah, ele toca piano e violino desde os 16 anos de idade!
Informação recebida por e-mail
Marcadores:
Brasil,
justiça,
Que Brasil é esse?
Assinar:
Postagens (Atom)
Verbratec© Desktop.





















