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terça-feira, 27 de setembro de 2016
Bola de fogo é vista cruzando o céu da Austrália
Fenômeno foi visto na noite de ontem e assustou os moradores de Queensland.
Os moradores da parte central de Queensland, na Austrália, foram surpreendidos por um clarão no céu acompanhado de um forte tremor de terra na noite da última segunda-feira. “Um impacto proveniente de um meteoro parece a melhor explicação até o momento para o estrondo e o brilho do fenômeno”, afirmou David Parkinson, professor de cosmologia da Universidade de Queensland ao site local The Gladstone Observer.
Meteoros são produzidos por fragmentos de asteroides que, ao entrarem em contato com a atmosfera da Terra, deixam um rastro brilhante no céu – popularmente conhecido como estrela cadente. A incandescência é resultado do atrito do objeto com o ar, e a onda de choque pode eventualmente resultar em leves tremores.
Uma representante do departamento de pesquisas geológicas do governo australiano, Geosciences Australia, confirmou que houve um tremor na região próxima às 20h30 no horário local, e informou que não se tratava de um terremoto.
Moradores da região relataram o ocorrido nas redes sociais, afirmando que viram a bola de fogo cruzar o céu e logo depois sentiram um tremor em suas casas. De acordo com o Observer, a polícia local recebeu diversas ligações de pessoas afirmando terem visto a mesma coisa. Em uma página do Facebook, Jacques Reimers relata que estava na praia de Boyne Island quando viu o clarão no céu. No instante seguinte, ouviu o estrondo e sentiu o impacto em seu carro. “Foi uma experiência incrível”, afirmou.
Fonte: veja.com
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Cenas do vendaval em Porto Alegre
Algumas cenas que vi ontem no retorno para casa. Além das imagens, prestem atenção no áudio também; sons produzidos pelas rajadas de vento, galhos quebrando, e de outros objetos arremessados.
Publicado por Humberto Soares em Sábado, 30 de janeiro de 2016
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domingo, 24 de janeiro de 2016
As tragédias dos índios Krenak
O índio torturado Manoel Vieira das Graças, Manoel Pankararu, nas ruínas do que sobrou do Reformatório destruído pela enchente do Rio Doce em 1979Foto: Michel Filho / Agência O Globo
Na história oficial, o Reformatório Krenak, instalado pelo governo no auge do regime militar, servia para “corrigir índios desajustados”. Para a etnia, não passou de uma “cadeia”, palco de espancamento, tortura e desaparecimentos. O Ministério Público Federal está pedindo a reparação pelas violações
RESPLENDOR (MG) - O sorriso que intensifica as rugas ao redor, no rosto de Dejanira Krenak, de 65 anos, dá lugar a um semblante consternado. Incomoda lembrar quando “não podia ser alegre, acender fogo, falar a língua, tomar um gole”. Eram algumas das proibições impostas pelo governo militar, que manteve o Reformatório Krenak na terra da etnia, de 1969 a 1972, para receber índígenas criminosos ou considerados de mau comportamento. Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) deu à Polícia Militar de Minas Gerais a tarefa de cuidar das aldeias da região, no Vale do Rio Doce, já cobiçada à época por fazendeiros e mineradores. Quem desobedecesse às regras ficava preso.
94 indígenas em reformatório
Não só os krenaks conheceram a “cadeia”, como eles se referem ao reformatório. Pelo menos 94 indígenas de 15 etnias levados de 11 estados passaram por lá, segundo dois inquéritos do Ministério Público Federal (MPF) em Minas que investigam essa passagem dos anos de chumbo. Manoel Vieira das Graças, de 68 anos, é um dos que chegaram no caminhão apinhado de gente. Pankararu, da aldeia Brejo dos Padres, em Tacaratu (PE), conta que foi levado à força para o presídio com o pai, depois de se envolver em uma briga:
— Botaram nós na cadeia. Sofremos demais aqui. Batiam, machucavam os índios.
Em meio às ruínas do antigo reformatório, onde diz ter passado muitos anos, Manoel mostrou o local do “cubículo”, uma solitária, pequena e abafada, onde indisciplinados passavam noites de castigo. Havia uma passagem de água que gotejava em quem estivesse lá, o que era visto como uma forma de tortura. De dia, os indígenas tinham que trabalhar na roça e na limpeza do posto militar.
Pankararu diz não gostar de ir ao local, porque rememora a “escravidão”. Manoel é citado na lista oficial de “confinados”. Os motivos para as prisões, mostra o documento, iam de embriaguez, vadiagem, homicídio, roubos, até pederastia. Mulheres também eram punidas. Laurita Felix, de 84 anos, conta que a mãe, Bastianinha, ficou detida por três meses porque “bebeu um tantinho de pinga”. Segundo ela, era comum os presos ficarem o primeiro dia sem comer ou beber:
— Eu fui levar almoço e água para dar a ela. Eles disseram: “Não vai dar, não, porque ela é muito teimosa” — lembra.
Os índios tinham que respeitar regras, como não falar a própria língua ou pedir autorização para deixar a aldeia. Para José Alfredo de Oliveira, o Cacique Nego, era uma humilhação:
— A gente tinha que sair só debaixo de ordem, igual a um ladrão, um assassino. Uma vez, passei para o lado de lá do rio para jogar uma sinuquinha, aí me prenderam, fiquei 17 dias preso.
Os desaparecimentos intrigam os krenak mais antigos. O alvo principal eram os que tentavam fugir. Se capturados, apanhavam até “vomitar sangue”, diz Laurita. Alguns sumiam depois. Entre os “chefes” do período, o que mais aparece nos relatos dos indígenas é o do “capitão Pinheiro”, hoje major reformado da PM mineira e responsável pelo controle da região na época, tido como “bravo” e “ruim”.
Em 1972, os indígenas no local foram removidos para a Fazenda Guarani, em Carmésia (MG), que o governo de Minas deu à Funai em troca das terras tradicionais dos krenak. Esperança de um recomeço, a nova morada virou um castigo. As péssimas condições e a falta de comida, agravadas por não haver rio próximo, estão registradas em documentos oficiais.
Os krenak se dispersaram nos anos 70. Muitos já haviam passado por uma primeira expulsão. É o caso de Euclides Krenak. Com 105 anos, ele ficou mais da metade da vida entre aldeias em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mesmo após a área ser devolvida aos krenak, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 1993, eles relutavam em voltar.
— Tive que ir atrás dele para garantir que não tinha mais polícia aqui — conta a irmã, Dejanira.
Apesar da idade, Euclides mantém ar vigilante. De tempos em tempos, olha para a janela, como se esperasse a chegada de alguém. E resume que “morreu muito índio” na terra onde quer ser enterrado.
O MPF ajuizou, há um mês, ação pedindo reparação do Estado aos krenaks, que incluem desculpa pública, ações para resgate da língua tradicional e revisão territorial. O procurador da República Edmundo Antonio Dias defende a medida:
— O reformatório era um presídio sem previsão legal, destinado a confinar indígenas em razão de condutas em geral sequer previstas pela legislação penal, sem qualquer julgamento. Os índios não podiam viver sua própria cultura, praticar seus rituais. É uma continuação do processo de desterritorialização que começou com o Brasil Colônia e que foi intensificado, no século passado, durante o período do regime militar.
A Funai, em nota, reconheceu a violência sofrida pelos indígenas na ditadura e lembrou que a Comissão Nacional da Verdade estimou ao menos 8.350 indígenas mortos “em decorrência da ação direta ou da omissão de agentes governamentais”.
Além do órgão indigenista, foram acionados judicialmente a Fundação Rural Minas, o estado de Minas e o major Manoel Pinheiro. A Rural Minas informou que não colaborou com as supostas violações. Os demais não retornaram.
Visão desoladora. Família indígena observa o Rio Doce tomado por por rejeitos: cerca evita que bois bebam a água - Michel Filho / Agência O Globo
Na terra indígena Krenak, que abriga cerca de 400 pessoas em quatro mil hectares, na margem esquerda do Rio Doce, cercas foram colocadas recentemente, parte do plano de redução de danos das empresas envolvidas no rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). A medida visa evitar que animais criados pelos indígenas, especialmente bois, bebam água do rio. Com os olhos úmidos, Irani Felix aponta incrédula para o obstáculo:
— Nunca pensei ter uma cerca impedindo a gente de chegar no rio — comenta.
O pequeno Naktã, de 5 anos, filho mais novo de Irani, reclama de não ter mais onde aprender a nadar. Apesar do chinelo do Capitão América e joguinhos no celular da mãe, que o deixam tão semelhante a qualquer garoto de fora da aldeia, a criança mostra uma relação diferente com o Rio Doce. Fala com pesar sobre o “montão de peixe” que morreu perto da casa da família. E lista córregos e riachos próximos onde ele talvez possa encontrar lambari.
Pescar e beber água é a preocupação de José Cecílio Damasceno, ou Takruko, como se apresenta logo depois de usar o nome de “branco”. O indígena fala com desespero da sujeira que tomou conta do leito do rio, chamando-o de “rio do amargor”. Além da renda obtida com o trabalho de barqueiro pela prefeitura, ele recorria ao Doce para reforçar o orçamento:
— O rio dava tudo para nós. Se eu precisava de um pacote de açúcar, pescava e vendia para os restaurantes. Agora está tudo morto.
A água mineral que vem sendo distribuída pelas empresas, segundo ele, não “mata a sede da gente”. Em todas as casas da terra indígena, há caixas azuis que armazenam a água distribuída por carros-pipa, destinada aos animais e afazeres domésticos. Na última semana, porém, as chuvas que atingiram a região têm dificultado a chegada do recurso.
— Choveu demais e, em muitas estradas, os carros-pipa não passam. Teve queda de barreira, está muito difícil — diz Douglas Krenak, líder jovem da etnia.
Barbicha, roupas esportivas, internet em casa, Douglas representa as mudanças pelas quais o povo Krenak passou ao longo do tempo. As seis aldeias que formam a terra indígena guardam pouca semelhança com o que era na década de 1960 e 1970, quando os militares passaram a comandar o local. A mata diminuiu, deu lugar a pastos, que alimentam os bois criados pelos indígenas. A comunidade se engajou num projeto de produção de leite para cooperativas, que hoje representa boa parte da renda dos moradores.
Carros, motos e antenas parabólicas são itens quase obrigatórios na porta das casas de alvenaria, bem modestas, onde os indígenas moram. O casamento com “brancos” é outra prática comum da geração jovem das aldeias. O cabelo geralmente escorrido e escuro deixou de ser regra entre a criançada que corre na frente das casas. Nem por isso, defende o procurador Edmundo Antônio Dias, perdem a condição de indígenas:
— Segundo a Convenção 169 (da OIT), povo indígena é o que se reconhece como tal, esteja ele onde estiver. Não é porque as condições mudaram, que o jovem passou a estudar, fazer faculdade, que se perdem os valores próprios deles.
O povo Krenak pede à Funai uma revisão territorial da terra indígena já demarcada. Eles reivindicam a área de Sete Salões, que fica do outro lado do rio e é parte de um parque estadual, muito visitado por turistas. Segundo a Funai, o grupo de trabalho que fará os estudos necessários à identificação e à eventual nova delimitação deverá ser retomado no primeiro semestre deste ano. Os indígenas alegam que se trata de um local sagrado, onde os antepassados viviam.
Atualmente, há no Brasil 37 terras indígenas delimitadas, 66 declaradas, oito homologadas e 434 regularizadas, fase final do procedimento, segundo a Funai. No total, são 545 áreas nas mais diferentes fases de reconhecimento.
Fonte: O Globo
Na história oficial, o Reformatório Krenak, instalado pelo governo no auge do regime militar, servia para “corrigir índios desajustados”. Para a etnia, não passou de uma “cadeia”, palco de espancamento, tortura e desaparecimentos. O Ministério Público Federal está pedindo a reparação pelas violações
RESPLENDOR (MG) - O sorriso que intensifica as rugas ao redor, no rosto de Dejanira Krenak, de 65 anos, dá lugar a um semblante consternado. Incomoda lembrar quando “não podia ser alegre, acender fogo, falar a língua, tomar um gole”. Eram algumas das proibições impostas pelo governo militar, que manteve o Reformatório Krenak na terra da etnia, de 1969 a 1972, para receber índígenas criminosos ou considerados de mau comportamento. Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) deu à Polícia Militar de Minas Gerais a tarefa de cuidar das aldeias da região, no Vale do Rio Doce, já cobiçada à época por fazendeiros e mineradores. Quem desobedecesse às regras ficava preso.
94 indígenas em reformatório
Não só os krenaks conheceram a “cadeia”, como eles se referem ao reformatório. Pelo menos 94 indígenas de 15 etnias levados de 11 estados passaram por lá, segundo dois inquéritos do Ministério Público Federal (MPF) em Minas que investigam essa passagem dos anos de chumbo. Manoel Vieira das Graças, de 68 anos, é um dos que chegaram no caminhão apinhado de gente. Pankararu, da aldeia Brejo dos Padres, em Tacaratu (PE), conta que foi levado à força para o presídio com o pai, depois de se envolver em uma briga:
— Botaram nós na cadeia. Sofremos demais aqui. Batiam, machucavam os índios.
Em meio às ruínas do antigo reformatório, onde diz ter passado muitos anos, Manoel mostrou o local do “cubículo”, uma solitária, pequena e abafada, onde indisciplinados passavam noites de castigo. Havia uma passagem de água que gotejava em quem estivesse lá, o que era visto como uma forma de tortura. De dia, os indígenas tinham que trabalhar na roça e na limpeza do posto militar.
Pankararu diz não gostar de ir ao local, porque rememora a “escravidão”. Manoel é citado na lista oficial de “confinados”. Os motivos para as prisões, mostra o documento, iam de embriaguez, vadiagem, homicídio, roubos, até pederastia. Mulheres também eram punidas. Laurita Felix, de 84 anos, conta que a mãe, Bastianinha, ficou detida por três meses porque “bebeu um tantinho de pinga”. Segundo ela, era comum os presos ficarem o primeiro dia sem comer ou beber:
— Eu fui levar almoço e água para dar a ela. Eles disseram: “Não vai dar, não, porque ela é muito teimosa” — lembra.
Os índios tinham que respeitar regras, como não falar a própria língua ou pedir autorização para deixar a aldeia. Para José Alfredo de Oliveira, o Cacique Nego, era uma humilhação:
— A gente tinha que sair só debaixo de ordem, igual a um ladrão, um assassino. Uma vez, passei para o lado de lá do rio para jogar uma sinuquinha, aí me prenderam, fiquei 17 dias preso.
Os desaparecimentos intrigam os krenak mais antigos. O alvo principal eram os que tentavam fugir. Se capturados, apanhavam até “vomitar sangue”, diz Laurita. Alguns sumiam depois. Entre os “chefes” do período, o que mais aparece nos relatos dos indígenas é o do “capitão Pinheiro”, hoje major reformado da PM mineira e responsável pelo controle da região na época, tido como “bravo” e “ruim”.
Em 1972, os indígenas no local foram removidos para a Fazenda Guarani, em Carmésia (MG), que o governo de Minas deu à Funai em troca das terras tradicionais dos krenak. Esperança de um recomeço, a nova morada virou um castigo. As péssimas condições e a falta de comida, agravadas por não haver rio próximo, estão registradas em documentos oficiais.
Os krenak se dispersaram nos anos 70. Muitos já haviam passado por uma primeira expulsão. É o caso de Euclides Krenak. Com 105 anos, ele ficou mais da metade da vida entre aldeias em Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mesmo após a área ser devolvida aos krenak, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 1993, eles relutavam em voltar.
— Tive que ir atrás dele para garantir que não tinha mais polícia aqui — conta a irmã, Dejanira.
Apesar da idade, Euclides mantém ar vigilante. De tempos em tempos, olha para a janela, como se esperasse a chegada de alguém. E resume que “morreu muito índio” na terra onde quer ser enterrado.
O MPF ajuizou, há um mês, ação pedindo reparação do Estado aos krenaks, que incluem desculpa pública, ações para resgate da língua tradicional e revisão territorial. O procurador da República Edmundo Antonio Dias defende a medida:
— O reformatório era um presídio sem previsão legal, destinado a confinar indígenas em razão de condutas em geral sequer previstas pela legislação penal, sem qualquer julgamento. Os índios não podiam viver sua própria cultura, praticar seus rituais. É uma continuação do processo de desterritorialização que começou com o Brasil Colônia e que foi intensificado, no século passado, durante o período do regime militar.
A Funai, em nota, reconheceu a violência sofrida pelos indígenas na ditadura e lembrou que a Comissão Nacional da Verdade estimou ao menos 8.350 indígenas mortos “em decorrência da ação direta ou da omissão de agentes governamentais”.
Além do órgão indigenista, foram acionados judicialmente a Fundação Rural Minas, o estado de Minas e o major Manoel Pinheiro. A Rural Minas informou que não colaborou com as supostas violações. Os demais não retornaram.
Visão desoladora. Família indígena observa o Rio Doce tomado por por rejeitos: cerca evita que bois bebam a água - Michel Filho / Agência O Globo
Na terra indígena Krenak, que abriga cerca de 400 pessoas em quatro mil hectares, na margem esquerda do Rio Doce, cercas foram colocadas recentemente, parte do plano de redução de danos das empresas envolvidas no rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). A medida visa evitar que animais criados pelos indígenas, especialmente bois, bebam água do rio. Com os olhos úmidos, Irani Felix aponta incrédula para o obstáculo:
— Nunca pensei ter uma cerca impedindo a gente de chegar no rio — comenta.
O pequeno Naktã, de 5 anos, filho mais novo de Irani, reclama de não ter mais onde aprender a nadar. Apesar do chinelo do Capitão América e joguinhos no celular da mãe, que o deixam tão semelhante a qualquer garoto de fora da aldeia, a criança mostra uma relação diferente com o Rio Doce. Fala com pesar sobre o “montão de peixe” que morreu perto da casa da família. E lista córregos e riachos próximos onde ele talvez possa encontrar lambari.
Pescar e beber água é a preocupação de José Cecílio Damasceno, ou Takruko, como se apresenta logo depois de usar o nome de “branco”. O indígena fala com desespero da sujeira que tomou conta do leito do rio, chamando-o de “rio do amargor”. Além da renda obtida com o trabalho de barqueiro pela prefeitura, ele recorria ao Doce para reforçar o orçamento:
— O rio dava tudo para nós. Se eu precisava de um pacote de açúcar, pescava e vendia para os restaurantes. Agora está tudo morto.
A água mineral que vem sendo distribuída pelas empresas, segundo ele, não “mata a sede da gente”. Em todas as casas da terra indígena, há caixas azuis que armazenam a água distribuída por carros-pipa, destinada aos animais e afazeres domésticos. Na última semana, porém, as chuvas que atingiram a região têm dificultado a chegada do recurso.
— Choveu demais e, em muitas estradas, os carros-pipa não passam. Teve queda de barreira, está muito difícil — diz Douglas Krenak, líder jovem da etnia.
Barbicha, roupas esportivas, internet em casa, Douglas representa as mudanças pelas quais o povo Krenak passou ao longo do tempo. As seis aldeias que formam a terra indígena guardam pouca semelhança com o que era na década de 1960 e 1970, quando os militares passaram a comandar o local. A mata diminuiu, deu lugar a pastos, que alimentam os bois criados pelos indígenas. A comunidade se engajou num projeto de produção de leite para cooperativas, que hoje representa boa parte da renda dos moradores.
Carros, motos e antenas parabólicas são itens quase obrigatórios na porta das casas de alvenaria, bem modestas, onde os indígenas moram. O casamento com “brancos” é outra prática comum da geração jovem das aldeias. O cabelo geralmente escorrido e escuro deixou de ser regra entre a criançada que corre na frente das casas. Nem por isso, defende o procurador Edmundo Antônio Dias, perdem a condição de indígenas:
— Segundo a Convenção 169 (da OIT), povo indígena é o que se reconhece como tal, esteja ele onde estiver. Não é porque as condições mudaram, que o jovem passou a estudar, fazer faculdade, que se perdem os valores próprios deles.
O povo Krenak pede à Funai uma revisão territorial da terra indígena já demarcada. Eles reivindicam a área de Sete Salões, que fica do outro lado do rio e é parte de um parque estadual, muito visitado por turistas. Segundo a Funai, o grupo de trabalho que fará os estudos necessários à identificação e à eventual nova delimitação deverá ser retomado no primeiro semestre deste ano. Os indígenas alegam que se trata de um local sagrado, onde os antepassados viviam.
Atualmente, há no Brasil 37 terras indígenas delimitadas, 66 declaradas, oito homologadas e 434 regularizadas, fase final do procedimento, segundo a Funai. No total, são 545 áreas nas mais diferentes fases de reconhecimento.
Fonte: O Globo
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Os rios que carregam esperança para o Doce
Cursos d’água limpos são fonte de renovação e de espécies para áreas destruídas pelo desastre Mulher fotografa córrego que deságua no Rio Gualaxo do Norte: águas transparentes perto de toda a destruição causada pela tragédia da Samarco - Marcia Foletto/27-11-2015
RIO — Num bosque que sobrevive em meio às encostas desmatadas corre um riacho. Coisa pequena, nem nome oficial tem. Mas se tornou joia na terra devastada pelo maior desastre ambiental do Brasil. Com águas transparentes, ele é um instante de natureza a menos de cinco quilômetros do arruinado distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Voluntários que ajudam pessoas afetadas gostariam que se chamasse Esperança. Pois é nos rios limpos como ele que especialistas depositam as esperanças de recuperar a Bacia do Doce.
Ela não está morta. Mas precisa de sangue novo, da água dos afluentes não afetados. Não basta deixar jorrar. É preciso proteger, desassorear e monitorar rios como o Piranga, o Gualaxo do Sul e o Santo Antônio, afluentes estratégicos para a salvação do Rio Doce devido à qualidade das águas e da biodiversidade. O trabalho já era necessário antes de 5 de novembro. Agora é vital.
O córrego da esperança, no distrito de Santa Rita Durão, deságua perto do lugar onde foi encontrado o corpo de uma das vítimas da tragédia. Como elas, também desaparece sob a lama de rejeitos. Despeja a água limpa.
O Gualaxo do Norte consegue fácil a classificação de rio mais destruído do Brasil. Seu leito é lama de rejeitos. Não há vida. A cor é o ocre da oxidação do minério de ferro. As pedras ejetadas pela barragem se misturam a metais pesados e agrotóxicos.
— Ele já tinha todo tipo de poluição por mineração e agricultura antes do desastre. E não tem mais vida — explica o consultor ambiental Fábio Vieira, autor de numerosos trabalhos sobre a Bacia do Rio Doce, inclusive do guia de peixes da região.
Vieira diz que no Gualaxo do Norte a destruição é de 100%. A tsunami revirou um rio que já acumulava metais pesados como chumbo, arsênio, manganês e mercúrio, de muitos anos de mineração de ouro.
— Ele foi o primeiro a ser atingido e será o último a ser recuperado — destaca.
O Gualaxo do Norte despeja seu fardo no Carmo, que ao se juntar ao Piranga forma o Doce. Segundo Vieira, o Rio Doce precisa de remédios diferentes ao longo dos cerca de 800 quilômetros até o mar. A zona crítica vai do local do rompimento da Barragem de Fundão, na região acima de Bento Rodrigues, até a represa de Candonga, que reteve boa parte dos rejeitos. Ao longo de cerca de 100 quilômetros, a lama serpenteia os fundos de vales. Lá, córregos como o riacho sem nome de Santa Rita Durão continuarão a despejar suas águas limpas em vão por muito tempo.
— Do Gualaxo do Norte a Candonga está o horror. Essa área é crítica para intervenção direta — frisa Vieira.
DEZ ÁREAS CRÍTICAS
Eduardo Figueiredo, do Comitê da Bacia do Rio Doce, concorda.
— Candonga é um marco divisor. Nessa região é preciso intervenção intensa, retirar a lama, recuperar leito e margens de rios — afirma Figueiredo.
Espécies de peixes que vivem na Bacia do Rio Doce - Editoria de Arte
Uma análise do comitê da Bacia do Rio Doce antes do desastre já havia mapeado dez áreas críticas para a recuperação do Doce, diz Figueiredo:
— Nos últimos três anos, o Doce teve recordes seguidos de escassez hídrica. Já havia gravíssimo assoreamento. A situação era péssima. Some a isso o desastre e veja o tamanho do desafio para a recuperação.
A receita para isso não mudou. Mudaram a urgência e o tamanho do problema.
— É necessário proteger e recuperar nascentes, conter a erosão — acrescenta.
A dinâmica do desastre ainda está em curso, observa Marcos Freitas, coordenador geral do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais:
— Teremos que ver como os rejeitos se distribuirão pelos rios. O problema precisa de intervenção agora e de planos de médio e longo prazo.
Fonte: O Globo
RIO — Num bosque que sobrevive em meio às encostas desmatadas corre um riacho. Coisa pequena, nem nome oficial tem. Mas se tornou joia na terra devastada pelo maior desastre ambiental do Brasil. Com águas transparentes, ele é um instante de natureza a menos de cinco quilômetros do arruinado distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Voluntários que ajudam pessoas afetadas gostariam que se chamasse Esperança. Pois é nos rios limpos como ele que especialistas depositam as esperanças de recuperar a Bacia do Doce.
Ela não está morta. Mas precisa de sangue novo, da água dos afluentes não afetados. Não basta deixar jorrar. É preciso proteger, desassorear e monitorar rios como o Piranga, o Gualaxo do Sul e o Santo Antônio, afluentes estratégicos para a salvação do Rio Doce devido à qualidade das águas e da biodiversidade. O trabalho já era necessário antes de 5 de novembro. Agora é vital.
O córrego da esperança, no distrito de Santa Rita Durão, deságua perto do lugar onde foi encontrado o corpo de uma das vítimas da tragédia. Como elas, também desaparece sob a lama de rejeitos. Despeja a água limpa.
O Gualaxo do Norte consegue fácil a classificação de rio mais destruído do Brasil. Seu leito é lama de rejeitos. Não há vida. A cor é o ocre da oxidação do minério de ferro. As pedras ejetadas pela barragem se misturam a metais pesados e agrotóxicos.
— Ele já tinha todo tipo de poluição por mineração e agricultura antes do desastre. E não tem mais vida — explica o consultor ambiental Fábio Vieira, autor de numerosos trabalhos sobre a Bacia do Rio Doce, inclusive do guia de peixes da região.
Vieira diz que no Gualaxo do Norte a destruição é de 100%. A tsunami revirou um rio que já acumulava metais pesados como chumbo, arsênio, manganês e mercúrio, de muitos anos de mineração de ouro.
— Ele foi o primeiro a ser atingido e será o último a ser recuperado — destaca.
O Gualaxo do Norte despeja seu fardo no Carmo, que ao se juntar ao Piranga forma o Doce. Segundo Vieira, o Rio Doce precisa de remédios diferentes ao longo dos cerca de 800 quilômetros até o mar. A zona crítica vai do local do rompimento da Barragem de Fundão, na região acima de Bento Rodrigues, até a represa de Candonga, que reteve boa parte dos rejeitos. Ao longo de cerca de 100 quilômetros, a lama serpenteia os fundos de vales. Lá, córregos como o riacho sem nome de Santa Rita Durão continuarão a despejar suas águas limpas em vão por muito tempo.
— Do Gualaxo do Norte a Candonga está o horror. Essa área é crítica para intervenção direta — frisa Vieira.
DEZ ÁREAS CRÍTICAS
Eduardo Figueiredo, do Comitê da Bacia do Rio Doce, concorda.
— Candonga é um marco divisor. Nessa região é preciso intervenção intensa, retirar a lama, recuperar leito e margens de rios — afirma Figueiredo.
Espécies de peixes que vivem na Bacia do Rio Doce - Editoria de Arte
Uma análise do comitê da Bacia do Rio Doce antes do desastre já havia mapeado dez áreas críticas para a recuperação do Doce, diz Figueiredo:
— Nos últimos três anos, o Doce teve recordes seguidos de escassez hídrica. Já havia gravíssimo assoreamento. A situação era péssima. Some a isso o desastre e veja o tamanho do desafio para a recuperação.
A receita para isso não mudou. Mudaram a urgência e o tamanho do problema.
— É necessário proteger e recuperar nascentes, conter a erosão — acrescenta.
A dinâmica do desastre ainda está em curso, observa Marcos Freitas, coordenador geral do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais:
— Teremos que ver como os rejeitos se distribuirão pelos rios. O problema precisa de intervenção agora e de planos de médio e longo prazo.
Fonte: O Globo
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domingo, 15 de novembro de 2015
domingo, 17 de agosto de 2014
Será o fim? Asteroide com mais de 1 km está vindo em direção à Terra e astrônomos não sabem como desviá-lo
A data do possível, porém improvável impacto, é 16 de março de 2880.
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
Jornal Ciência
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
Jornal Ciência
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Menina da Indonésia reencontra família 10 anos após tsunami
Criança tinha 4 anos quando foi levada por ondas do tsunami na Ásia.
Tio a viu em vila e avisou sua mãe; ela voltou para casa nesta quarta.
Uma menina da Indonésia que desapareceu durante o tsunami de 2004 voltou para sua família uma década depois, após ser dada como morta por sua mãe.
“Deus nos deu um milagre”, disse Jamaliah, mãe de Raudhatul Jannah, que tinha apenas 4 anos quando o devastador tsunami atingiu o sudeste asiático.
Jannah e seu irmão de 7 anos foram arrastados pelas ondas que atingiram sua casa no distrito de West Aceh em 26 de dezembro de 2004.
Jamaliah, de 42 anos, e seu marido sobreviveram ao fenômeno, que matou dezenas de milhares de pessoas em Aceh, no oeste da ilha de Sumatra. Ao longo dos anos, eles perderam a esperança de encontrarem algum de seus filhos ainda vivo.
Em junho deste ano, um irmão da mulher, viu uma menina em uma vila local que parecia com sua sobrinha desaparecida. Ele fez perguntas na região e descobriu que a menina havia sido encontrada após o tsunami.
Um pescador resgatou a criança e a levou para sua mãe, que criou a menina.
Após a dica de seu irmão, Jamaliah e seu marido visitaram a menina, que hoje tem 14 anos, e descobriram que era realmente sua filha desaparecida.
“Estamos muito felizes”, disse a mulher. “Sou muito grata a deus por nos reunir com nossa filha 10 anos depois. Meu coração bateu muito rápido quando a vi. Eu a abracei e ela me abraçou de volta, se sentiu tão confortável em meus braços.”
Jannah voltou para a casa de seus pais nesta quarta-feira (6). Seu irmão, Arif Pratama Rangkuti, também sobreviveu, segundo a menina, mas seu destino é desconhecido.
O tsunami matou mais de 170 mil pessoas em Aceh, e dezenas de milhares de pessoas em outros países da região.
G1
sábado, 1 de junho de 2013
Sobe para 9 número de mortos por novo tornado em Oklahoma, nos EUA
Chuvas causaram inundações na região de 1,3 milhão de habitantes.
Na semana passada, tornado já havia matado 24 pessoas na mesma área.
Subiu para nove o número de pessoas mortas pela passagem na sexta-feira (31) de tornados no Estado central de Oklahoma, nos Estados Unidos, afirmou a porta-voz do Instituto Médico Legal estadual, Amy Elliott, neste sábado (1º). Na semana passada, outro tornado atingiu a mesma região, matando 24.
Segundo Amy Elliott, entre os mortos estão duas crianças e sete adultos. Anteriormente, o número de vítimas fatais era cinco.
Os tornados despejaram 200 milímetros de chuva na região de Oklahoma City e seus subúrbios, causando inundações repentinas que submergiram partes da região metropolitana de 1,3 milhão de habitantes.
O Serviço Meteorológico Nacional afirmou que o clima severo se deslocava para os Estados vizinhos de Illinois e Missouri, onde o governador Jay Nixon declarou estado de emergência na sexta-feira.
Os tornados atingiram a região apenas 11 dias após um tornado de categoria EF5, o mais poderoso na classificação desses fenômenos naturais, devastar Moore e matar 24 pessoas.
Um mãe e seu bebê morreram na sexta-feira enquanto viajavam na rodovia Interestadual 40, a oeste de Oklahoma City, quando seu veículo foi pego pela tempestade e foram sugados para fora, disse a porta-voz da Polícia Rodoviária Oklahoma, Betsy Randolph.
A rodovia foi fechada devido à tempestade, com vários acidentes e lesões.
Mais de 40 pessoas estavam sendo tratadas por ferimentos relacionados à tempestade, incluindo cinco em estado grave, entre elas uma criança, de acordo com um hospital de Oklahoma.
Meteorologistas já haviam declarado emergência para tornado na área metropolitana de Oklahoma City e até chegaram a emitir um aviso de tornado para Moore, que teve danos limitados desde as últimas tempestades, disse um policial enviado à cidade.
Um tornado atingiu a Interestadual 40 em direção a Oklahoma City, tombando caminhões e arremessando fardos de feno, disse uma testemunha. Imagens de TV mostraram linhas de energia derrubadas e carros jogados, já que os sistemas climáticos provocaram forte chuva, isolando motoristas na inundação.
"Por razões que não são claras para mim, mais pessoas saíram às ruas, mais do que esperávamos. Todos agiram de forma diferente nesta tempestade, e como resultado criou-se uma situação extremamente perigosa", disse o prefeito de Oklahoma City, Mick Cornett.
"Eu acho que ainda estamos um pouco abalados com o que aconteceu em Moore. Nós ainda estamos enterrando filhos e vítimas, então nossas emoções ainda são fortes", acrescentou.
Brandi Vanalphen, de 30 anos, estava entre as centenas de motoristas presos no trânsito, enquanto tentava fugir do sistema de tornados no subúrbio de Norman.
"O que me assustou foi ficar presa no trânsito", disse ela. "Eu comecei a ver flashes de energia para o norte, as pessoas começaram a dirigir sobre a grama."
A governadora de Oklahoma, Mary Fallin, disse à rede de TV CNN que os motoristas enfrentaram um grande perigo ao ficarem presos em qualquer rodovia no caminho do tornado.
"O que vimos a partir dos tornados que passaram por Moore e os outros na semana passada foi que as pessoas que estavam em carros na Interestadual foram mortas", disse Fallin à CNN.
G1
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Carro de ex-jogador da seleção de vôlei é arrastado por enxurrada
Marcelo Negrão tinha ido buscar os dois filhos na sede social do São Paulo.
'Botei meus filhos pendurados nas costas', relatou o ex-jogador de vôlei.
Um dos afetados pelo temporal que atingiu São Paulo na quinta-feira (14) foi o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Marcelo Negrão. Ele foi buscar os dois filhos na sede social do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, e acabou surpreendido pela enxurrada.
O carro dele foi arrastado pela força da água. "Botei os meus dois filhos pendurados nas costas e trouxe até aqui (um lugar mais elevado). Eles pegaram um táxi e foram embora, mas está cheio de gente ali ainda", disse, ainda durante a noite.
A sede social do São Paulo foi bastante afetada pela invasão da água: equipamentos foram destruídos e móveis revirados. Segundo o vice-presidente de esportes amadores do clube, Roberto Rhormens Alves, a água que invadiu o clube veio principalmente de um córrego vizinho. Com a força da água, um muro perto do portão 10 desabou.
"Tem o rio que passa ali do lado e o rio veio para dentro da parte social, onde acabou levando todos os móveis junto com ele. Levou computadores, parte da cozinha. Então, é a pior enchente que a genta já passou aqui no São Paulo Futebol Clube", disse Alves.
Vizinho ao clube, o Colégio Visconde de Porto Seguro teve o estacionamento tomado pela água e suspendeu as aulas nesta sexta-feira.
Nas as ladeiras da Vila Madalena, a força da água arrastou carros que estavam estacionados por até 400 metros. E invadiu estabelecimentos comerciais, causando grande destruição e prejuízos.
“Nunca vi uma enchente como essa em 30 anos que estou aqui”, contou o comerciante Almir Rodrigues Novaes, de 60 anos.
Queda de árvores
Depois de uma noite de transtornos causados pelo temporal em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava, no começo da manhã desta sexta-feira (15), problemas em dezenas de semáforos e árvores caídas em vias da cidade.
Uma das árvores caiu sobre três carros estacionados na Rua Vanderlei, altura da Rua Cardoso de Almeida, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Não havia passageiros nos automóveis e ninguém ficou ferido.
Parte da rua, no entanto, ficou sem luz. Os motoristas enfrentaram dificuldades para transitar na região por causa da árvore.
Uma árvore também bloqueou a calçada da Avenida Morumbi, sem atrapalhar o trânsito. Também havia registro de quedas na Rua João Cachoeira, na Rua Frei Caneca e na Avenida Queiroz Filho.
Falta de luz
A tempestade deixou sete bairros das zonas Sul e Oeste de São Paulo parcial ou totalmente sem energia elétrica entre o fim da tarde e início da noite, de acordo com a concessionária Eletropaulo. A falta de energia afetou os bairros Santo Amaro, Brooklin, Vila Olímpia, Morumbi, Pinheiros, Butantã e Lapa.
G1
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Cidades da região serrana entram em estágio de atenção nesta sexta-feira
Previsão de chuva para este sábado, segundo o Inmet
Os municípios de Nova Friburgo e Bom Jardim, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, entraram em estágio de atenção às 17h40 desta sexta-feira (16). Mais cedo, as cidades de Petrópolis e Teresópolis também foram colocadas em estágio de atenção devido às chuvas que atingem a região. As informações são do Inea (Instituto Estadual do Ambiente).
O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de quatro e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o tempo deve permanecer instável neste sábado (17). Segundo o instituto, o Estado deve ter céu nublado com possibilidade de chuva durante o período. A temperatura mínima deve ser de 17 °C e a máxima não deve passar dos 27 °C.
R7
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Chuva com granizo maior que ovo causa destruição em Santa Catarina
'Parecia o dia do fim do mundo', relembra moradora da cidade de Timbó
Santa Catarina - Uma forte tempestade de granizo atingiu a cidade de Timbó, no Vale do Itajaí, a 35 km de Blumenau (SC), neste domingo. Segundo a Defesa Civil do estado, a chuva deixou casas destelhadas, derrubou árvores centenas de pessoas do município sem luz. "O granizo era do tamanho de um ovo, tinha até maior", revelou Cristine Berri, moradora do bairro Imigrantes, em Timbó.
"Parecia o dia do fim do mundo. No final do dia, começou a ventar e começou uma chuva de pedra, disseram que (o vento) estava a 123 km/h. Ficamos assustadas. Nunca tive tanto medo", disse.
Cristine contou ainda que muitas pessoas precisaram se abrigar numa igreja até o temporal acabar. O momento, agora, segundo ela, é de contar os prejuízos em casa. "As telhas estão quebradas. Na nossa casa foram mais de 500 telhas. E não estamos encontrando material disponível para reconstruir. Conseguimos com pessoas próximas. Alguns carros foram amassados", lamentou.
Sem água e serviços
De acordo com a Defesa Civil de Timbó, o temporal começou por volta das 20h e se intensificou minutos depois, causando deslizamento de terra, alagamento de rua e derrubando muro das casas nos 30 minutos de duração.
Ainda segundo o órgão, a cidade ficou completamente no escuro e, em determinadas regiões, ela voltou somente na madrugada. No Circo do Biriba, a lona montada ficou com muitos buracos por causa do granizo.
"A cidade ficou completamente no escuro e em determinadas regiões ela voltou somente na madrugada", informou o comunicado da Defesa Civil. "Por causa das chuvas a captação de água foi atingida e o Samae pede para que a população economize água, que o abastecimento deve se normalizar até o final do dia", completou a nota.
A Prefeitura está realizando um cadastro das pessoas que precisam de alguma ajuda. Elas devem entrar em contato com a Defesa Civil.
O Dia Online
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Após Sandy, frio faz com que milhares precisem de abrigo em NY
Dezenas de milhares de pessoas que tiveram suas casas danificadas pela passagem da supertempestade Sandy pelos EUA poderão precisar de abrigo, à medida que as temperaturas caem no país, alertaram neste domingo autoridades de Nova York.
As temperaturas caíram para 4º Celsius neste domingo, e a previsão é de que cheguem a -1ºC na segunda-feira.
Casas sem aquecimento se tornarão inabitáveis, disse o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo.
O prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, estima que entre 30 mil e 40 mil pessoas estejam nessa situação.
Segundo Cuomo, moradores que até agora se recusaram a deixar suas casas poderão não ter outra opção.
Cerca de 730 mil pessoas continuam sem eletricidade no Estado de Nova York, sendo mais de 130 mil na cidade de Nova York.
No Estado vizinho de Nova Jersey, cerca de 1 milhão de pessoas continuam sem energia e enfrentam racionamento de gasolina.
Pelo menos 106 pessoas morreram nos EUA devido à passagem da tempestade, na última segunda-feira, sendo 40 delas na cidade de Nova York.
Abrigos
A cidade de Nova York instalou abrigos em áreas sem energia e distribuiu cobertores a moradores que insistem em permanecer em suas casas.
Mas Bloomberg pediu que essas pessoas deixem suas casas se for necessário.
"Você pode morrer de frio. Você pode morrer devido a incêndios causados pelo uso de velas ou fogões para aquecer sua casa', disse o prefeito.
"Se você não sabe para onde ir, pare um policial na rua e diga, 'por favor, me diga para onde ir'. Eles irão ajudá-lo", afirmou.
"Mas nós temos de garantir que você estará seguro por alguns dias e que terá comida e água."
Maratona
Os estragos causados pela tempestade provocaram o cancelamento da tradicional Maratona de Nova York, programada para este domingo.
Mesmo assim, centenas de corredores foram às ruas da cidade em corridas de improviso, para arrecadar fundos ou ajudar no auxílio às vítimas da tempestade.
Os preparativos para as eleições presidenciais de terça-feira também foram afetados.
Em Nova Jersey, os moradores desalojados pela tempestade poderão votar por email ou fax. Segundo autoridades eleitorais, eles serão designados como "eleitores no exterior".
Bloomberg disse que está preparado para fazer todo o possível para ajudar as autoridades eleitorais nesta terça.
Uma semana após a tempestade, o governador de Nova York alertou ainda que, a partir desta segunda-feira, deve haver crescente pressão sobre o sistema de transporte público, à medida que mais pessoas voltarem ao trabalho e que as escolas forem reabertas.
BBC Brasil
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Vídeo em topo de prédio mostra em poucos segundos quatro dias de Sandy em NY
Uma câmera colocada no topo do prédio do jornal americano New York Times registrou a passagem da supertempestade Sandy por Nova York esta semana.
O vídeo capturou imagens entre domingo e quarta-feira.
O Sandy atingiu a costa leste americana com força na segunda-feira, após passar por diversos países do Caribe.
Cerca de 8 milhões de pessoas ficaram sem luz em todo o território americano.
O vídeo revela o início do temporal, alguns momentos de blecaute e a volta do céu azul após a passagem do Sandy
BBC Brasil
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Esqueletos centenários são encontrados sob árvore derrubada por Sandy
Especialistas acreditam que os ossos pertencem a pelo menos dois indivíduos que viveram no século 18. Local era antes um cemitério
A tempestade Sandy derrubou, na segunda-feira (29), um carvalho de mais de 100 anos de vida na cidade de New Haven, em Connecticut, Estados Unidos. No dia seguinte, ao explorar os destroços, a moradora de rua Katie Carbo encontrou em meio às raízes da árvore um crânio humano. Segundo as autoridades locais, a região dava lugar a um cemitério há muitos anos. As informações são do site New Haven Independent.
Ao avistar os ossos, Katie imediatamente chamou a polícia, que confirmou a descoberta. O antropólogo Gary Aronsen, da Universidade de Yale, e o investigador da polícia Alfredo Camargo - conhecido como "o investigador da morte" - foram convocados para analisar o esqueleto, o que fazem até o momento. Ao removerem a terra e as raízes em volta dos ossos, eles encontraram, junto ao crânio, costelas e coluna vertebral.
Em entrevista ao site da rede ABC, um oficial do Departamento de Polícia de New Haven, David Hartman, afirmou que o momento da descoberta foi particularmente impressionante. "Eu me vi de pé, entre os espectadores, dizendo: 'Uau, isso é incrível, um dia antes do Dia das Bruxas", disse ele.
Os ossos foram levados para análises mais profundas ao laboratório de Camargo. Com ajuda de outros especialistas, a dupla anunciou nesta quarta-feira (31) que os restos pertencem a pelo menos dois indivíduos. "Podem ser mais", afirmou Aronsen ao New Haven Independent. Por conta de um artefato de ferro descoberto junto ao esqueleto, eles acreditam que os corpos devem ter sido enterrados no século 18.
Eles pretendem ainda determinar o sexo e a idade dos indivíduos, assim como a causa da morte. Esta pesquisa, porém, será um desafio, já que o crescimento das raízes da árvore separou as partes do esqueleto. Foram encontrados, por exemplo, vários pequenos ossos faciais. "Juntá-los será um quebra-cabeça delicado", disse um dos arqueólogos envolvidos no caso a serviço do Estado.
A área ao redor da árvore, isolada pela polícia, também continua sendo estudada por especialistas. As autoridades locais ainda não decidiram o que vão fazer com os fósseis após as pesquisas.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sandy deixa cenário pós-apocalíptico em Nova York
Após a passagem do furacão Sandy, os nova-iorquinos encontraram nesta terça-feira um cenário pós-apocalíptico na cidade.
As ruas de parte sul de Manhattan estão desertas, não há eletricidade e é possível ver detritos por todos os lados – colchões, sacos de areia que voaram com a força do furacão (depois rebaixado para a categoria de ciclone pós-tropical), galhos de árvores.
A tempestade deixou pelo menos 18 mortos em Nova York e mais de 30 em todo o país. "Tragicamente, esse número deve aumentar ainda mais", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
O sistema de transporte foi interrompido em boa parte da cidade - algumas linhas de ônibus começaram a ser retomadas no início da noite.
Mais de 8 milhões de casas em todo o país ficaram sem energia elétrica e mais de 15 mil voos foram cancelados.
'Céu ameaçador'Em Nova York, a correspondente da BBC Laura Trevelyan encontrou ruas "fantasmagoricamente quietas".
"Não há luz em lugar algum, e o céu está em um tom cinza escuro, ainda ameaçador", relata.
Além da falta de eletricidade em grandes partes da cidade, há estações de metrô e túneis inundados.
Em Wall Street, homens com geradores trabalham para retirar a água que inunda as ruas.
Trevelyan falou com moradores do Lower East Side de Manhattan que relataram o terror sentido quando as águas invadiram ruas, quebrando janelas e inundando porões.
Uma mulher diz que explosões na subestação de energia local "iluminaram o céu". Na Avenida C há vários carros amontoados.
"Este lugar era uma piscina ontem à noite", diz um morador que se identificou apenas como Luiz. "Nós sobrevivemos ao (furacão) Irene, nunca pensei que Sandy fosse ser assim."
Canadá
Antes de atingir os Estados Unidos, o ciclone Sandy matou mais de 60 pessoas no Caribe. O Centro Nacional de Furacões dos EUA divulgou que a tempestade se dirigia a Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia. Há previsão de tempestadas, nevascas e enchentes.
O centro prevê agora que o Sandy siga no fim desta noite para o noroeste e atinja o Canadá na quarta-feira.
Durante uma visita a funcionários da Cruz Vermelha em Washington, o presidente Barack Obama elogiou o trabalho bastante coordenado das equipes de resgate que trabalharam durante a tragédia e fez um alerta: "A tempestade ainda não terminou."
Ele disse ainda que vai fazer o que for preciso para que os recursos cheguem, sem burocracia, a locais como Newark e New Jersey, onde houve graves cortes de energia.
"A América está com vocês", disse o presidente, se dirigindo as pessoas afetadas e as que se preparavam para a passagem do Sandy.
BBC Brasil
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Furacão Sandy transforma Nova York em 'cidade fantasma'
Nova York amanheceu como uma cidade fantasma nesta segunda-feira. Operações de prevenção contra o furacão Sandy, que deverá atingir a costa leste do país, causaram diversos transtornos.
De acordo com meteorologistas, a "Big Apple" poderá ser uma das áreas mais afetadas pela tempestade que já deixou mais de 40 mortos em sua trajetória por Cuba, Haiti e outras ilhas do Caribe. O governo americano decretou estado de emergência em oito Estados da costa leste (Nova York, Pensilvânia, Nova Jersey, Massachusets, Rhode Island, Connecticut, Delaware e Maryland). Mais de 6.800 voos foram cancelados e o sistema de transportes públicos de Nova York foi completamente interrompido. Ainda entre as medidas de precaução estão a retirada de 375 mil pessoas das áreas de risco, e sua transferência para 76 abrigos montados em escolas. O governador de Nova Jersey, Chris Christie, foi enfático em sua recomendação: "Não seja idiota, saia". Até mesmo a Bolsa de Valores de Nova York fechou suas portas. Foi a primeira vez que uma tempestade provoca o fechamento da bolsa da cidade em mais de 25 anos. O pregão, no entanto, será realizado de forma eletrônica. Muitos moradores estão estocando alimentos e mantimentos como forma de precaução. Acredita-se que o furacão poderá afetar até 50 milhões de pessoas. O presidente Barack Obama e seu rival, o republicano Mitt Romney, tiveram de cancelar diversos eventos de suas campanhas para a Presidência dos Estados Unidos. Votações antecipadas, que estavam previstas para ser realizadas em diferentes partes do país, foram canceladas
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Série de terremotos atinge China e deixa dezenas de mortos
Ao menos 64 pessoas morreram na província de Yunnan, no sudoeste do país
PEQUIM - Dois terremotos de 5.6 na escala Richter atingiram o sudoeste da China nesta sexta-feira deixando ao menos 64 mortos, segundo informações da agência oficial de notícias Xinhua. Os piores danos aconteceram nas províncias de Guizhou e Yunnan, onde cerca de 715 pessoas ficaram feridas e aproximadamente 20 mil casas foram danificadas.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o epicentro dos tremores aconteceu a nove quilômetros de profundidade na fronteira entre as duas províncias, onde fica a cidade de Luozehe, no condado de Yiliang, território de Yunnan. Autoridades locais estão trabalhando no resgate de mais de 100 mil pessoas em áreas de risco, prejudicadas pelos mais 60 “aftershocks” após os principais terremotos.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, deve visitar a região, como sempre faz em casos de desastres naturais. O presidente Hu Jintao, que participa do Fórum de Cooperação Econômica na cidade russa de Vladivostok, pediu que ajuda extra de emergência seja enviada para o local.
Construções nas que são consideradas as regiões menos desenvolvidas do país sempre são destruídas devido a falta de reforço dos prédios. Imagens divulgadas pela emissora CCTV mostram ruas danificadas, carros abandonados e fumaça negra saindo de edifícios. Li Fuchun, membro das equipes de resgate de Luozehe, disse que a operação de salvamento está sendo prejudicada por uma série de deslizamentos que bloquearam as vias.
- A parte mais difícil do resgate é o tráfego nas vias. Muitas delas foram bloqueadas e as equipes estão tendo escalar montanhas para chegar nos vilarejos mais atingidos - disse.
Autoridades alertaram que o número de mortos deve aumentar significantemente, devido ao número indefinido de desaparecidos. Os serviços de comunicação na aérea também foram prejudicados. Em 2008, cerca de 87,600 mil pessoas morreram quando um terremoto de 7.8 na escala Richter atingiu a região de Sichuan.
Casas feitas de lama e madeira
As casas da maior parte da população sudoeste da China são feitas de lama e madeira, material que as deixa mais suscetíveis a terremotos, segundo alertas divulgados pela Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
“Por outro lado, o resgate de pessoas presas nessas estruturas é mais fácil que embaixo de concreto e paredes feitas de tijolos. O número de feridos tende a ser muito maior que o número de mortos”, dizem as organizações.
O Globo
PEQUIM - Dois terremotos de 5.6 na escala Richter atingiram o sudoeste da China nesta sexta-feira deixando ao menos 64 mortos, segundo informações da agência oficial de notícias Xinhua. Os piores danos aconteceram nas províncias de Guizhou e Yunnan, onde cerca de 715 pessoas ficaram feridas e aproximadamente 20 mil casas foram danificadas.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o epicentro dos tremores aconteceu a nove quilômetros de profundidade na fronteira entre as duas províncias, onde fica a cidade de Luozehe, no condado de Yiliang, território de Yunnan. Autoridades locais estão trabalhando no resgate de mais de 100 mil pessoas em áreas de risco, prejudicadas pelos mais 60 “aftershocks” após os principais terremotos.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, deve visitar a região, como sempre faz em casos de desastres naturais. O presidente Hu Jintao, que participa do Fórum de Cooperação Econômica na cidade russa de Vladivostok, pediu que ajuda extra de emergência seja enviada para o local.
Construções nas que são consideradas as regiões menos desenvolvidas do país sempre são destruídas devido a falta de reforço dos prédios. Imagens divulgadas pela emissora CCTV mostram ruas danificadas, carros abandonados e fumaça negra saindo de edifícios. Li Fuchun, membro das equipes de resgate de Luozehe, disse que a operação de salvamento está sendo prejudicada por uma série de deslizamentos que bloquearam as vias.
- A parte mais difícil do resgate é o tráfego nas vias. Muitas delas foram bloqueadas e as equipes estão tendo escalar montanhas para chegar nos vilarejos mais atingidos - disse.
Autoridades alertaram que o número de mortos deve aumentar significantemente, devido ao número indefinido de desaparecidos. Os serviços de comunicação na aérea também foram prejudicados. Em 2008, cerca de 87,600 mil pessoas morreram quando um terremoto de 7.8 na escala Richter atingiu a região de Sichuan.
Casas feitas de lama e madeira
As casas da maior parte da população sudoeste da China são feitas de lama e madeira, material que as deixa mais suscetíveis a terremotos, segundo alertas divulgados pela Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.
“Por outro lado, o resgate de pessoas presas nessas estruturas é mais fácil que embaixo de concreto e paredes feitas de tijolos. O número de feridos tende a ser muito maior que o número de mortos”, dizem as organizações.
O Globo
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Tormenta Isaac paralisa produção de petroleiras no Golfo do México
Tempestade deve atingir Louisiana na véspera do aniversário do Katrina
TAMPA, Flórida - As petroleiras americanas que atuam no Golfo do México paralisaram suas atividades em plataformas e refinarias costeiras nesta segunda-feira, temendo que a tempestade tropical Isaac se torne um furacão e atinja a região. O receio das companhias é de que a tormenta cause mais danos do que furacão Katrina, em 2005, que deixou um prejuízo de bilhões de dólares.
A companhia Marathon Petroleum emitiu um comunicado nesta segunda-feira afirmando que estava iniciando o fechamento de sua refinaria, que produz cerca de 490 mil barris por dia no estado de Louisiana. A Phillips66, dona da refinaria Alliance - que produz 270 mil barris por dia em Belle Chase - diz que a usina seria completamente desativada até o final desta segunda-feira.
No domingo, Bobby Jindal, governador de Louisiana, disse que a Chevron Corp., uma das maiores operadoras da região, estava em processo de fechamento de sua refinaria em Pascagoula, que produz 330 mil barris por dia. No fim de semana, autoridades americanas anunciaram que ao menos 24% da extração de petróleo e 8% da produção de gás haviam sido paralisadas na costa sul.
A extração de petróleo no Golfo do México representa 23% da produção do combustível nos EUA e 7% da produção de gás, segundo dados da Administração de Informação e Energia dos EUA. Cerca de 30% da capacidade de processamento do gás natural americano e 44% do refino de petróleo cru também estão na costa sul do país.
A tormenta tropical Isaac - que chegou na Flórida no domingo, com ventos de 100 quilômetros por hora - deve atingir a categoria um de furacão, informou o Centro Nacional de Furacões. O fenômeno deve chegar a Nova Orleans um dia antes do aniversário de sete anos do Katrina, que deixou mais de 1.800 mortos na cidade e causou bilhões de dólares de prejuízo na região, em 2005.
Moradores deixam suas casas na costa sul dos EUA
Milhares de pessoas deixaram suas casas no início desta segunda-feira em Louisiana, Mississippi e Alamaba com medo da tempestade tropical Isaac.
- É difícil entender que no mesmo dia - sete anos depois do Katrina - outro furacão está vindo em nossa direção - disse o governador do Mississippi, Phil Bryant.
Os três estados declararam estado de emergência. O governador do Alamaba, Robert Bentley, ordenou que moradores da costa e regiões mais baixas começassem a abandonar suas casas às 8h (horário local).
Segundo alguns meteorologistas, a tempestade Isaac parece ter características bem parecidas com o Katrina. À CNN, Dave Hennen disse que a previsão para as duas tormentas é quase idêntica, mas autoridades tentam acalmar a população.
- Estamos só em um nível alto de alerta. Eu sei que a ansiedade é alta - disse o prefeito de Nova Orleans, Mitch Landrieu. - A tempestade ainda é incerta. Estamos tomando muita cautela para tomar as devidas precauções o mais rápido possível.
Segundo a previsão, o tempestade deve atingir a região de Louisiana entre a noite de terça-feira e quarta-feira, com ventos de pelo menos 120 quilômetros por hora.
Na Flórida, a tempestade tropical já causou alagamentos, fechamento de escolas e cancelamentos de 555 voos no aeroporto internacional de Miami. Segundo a imprensa americana, houve uma rápida queda de luz que deixou 16 mil pessoas sem eletricidade no sul do estado. Considerado o estado americano mais propício para furacões, a Flórida deve sobreviver ao Isaac sem grandes prejuízos, acreditam especialistas.
O Globo
TAMPA, Flórida - As petroleiras americanas que atuam no Golfo do México paralisaram suas atividades em plataformas e refinarias costeiras nesta segunda-feira, temendo que a tempestade tropical Isaac se torne um furacão e atinja a região. O receio das companhias é de que a tormenta cause mais danos do que furacão Katrina, em 2005, que deixou um prejuízo de bilhões de dólares.
A companhia Marathon Petroleum emitiu um comunicado nesta segunda-feira afirmando que estava iniciando o fechamento de sua refinaria, que produz cerca de 490 mil barris por dia no estado de Louisiana. A Phillips66, dona da refinaria Alliance - que produz 270 mil barris por dia em Belle Chase - diz que a usina seria completamente desativada até o final desta segunda-feira.
No domingo, Bobby Jindal, governador de Louisiana, disse que a Chevron Corp., uma das maiores operadoras da região, estava em processo de fechamento de sua refinaria em Pascagoula, que produz 330 mil barris por dia. No fim de semana, autoridades americanas anunciaram que ao menos 24% da extração de petróleo e 8% da produção de gás haviam sido paralisadas na costa sul.
A extração de petróleo no Golfo do México representa 23% da produção do combustível nos EUA e 7% da produção de gás, segundo dados da Administração de Informação e Energia dos EUA. Cerca de 30% da capacidade de processamento do gás natural americano e 44% do refino de petróleo cru também estão na costa sul do país.
A tormenta tropical Isaac - que chegou na Flórida no domingo, com ventos de 100 quilômetros por hora - deve atingir a categoria um de furacão, informou o Centro Nacional de Furacões. O fenômeno deve chegar a Nova Orleans um dia antes do aniversário de sete anos do Katrina, que deixou mais de 1.800 mortos na cidade e causou bilhões de dólares de prejuízo na região, em 2005.
Moradores deixam suas casas na costa sul dos EUA
Milhares de pessoas deixaram suas casas no início desta segunda-feira em Louisiana, Mississippi e Alamaba com medo da tempestade tropical Isaac.
- É difícil entender que no mesmo dia - sete anos depois do Katrina - outro furacão está vindo em nossa direção - disse o governador do Mississippi, Phil Bryant.
Os três estados declararam estado de emergência. O governador do Alamaba, Robert Bentley, ordenou que moradores da costa e regiões mais baixas começassem a abandonar suas casas às 8h (horário local).
Segundo alguns meteorologistas, a tempestade Isaac parece ter características bem parecidas com o Katrina. À CNN, Dave Hennen disse que a previsão para as duas tormentas é quase idêntica, mas autoridades tentam acalmar a população.
- Estamos só em um nível alto de alerta. Eu sei que a ansiedade é alta - disse o prefeito de Nova Orleans, Mitch Landrieu. - A tempestade ainda é incerta. Estamos tomando muita cautela para tomar as devidas precauções o mais rápido possível.
Segundo a previsão, o tempestade deve atingir a região de Louisiana entre a noite de terça-feira e quarta-feira, com ventos de pelo menos 120 quilômetros por hora.
Na Flórida, a tempestade tropical já causou alagamentos, fechamento de escolas e cancelamentos de 555 voos no aeroporto internacional de Miami. Segundo a imprensa americana, houve uma rápida queda de luz que deixou 16 mil pessoas sem eletricidade no sul do estado. Considerado o estado americano mais propício para furacões, a Flórida deve sobreviver ao Isaac sem grandes prejuízos, acreditam especialistas.
O Globo
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sábado, 7 de abril de 2012
Defesa Civil: Mais de 400 pessoas estão em área de apoio em Teresópolis
Rio - O secretário estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro, o coronel Sérgio Simões, afirmou, na tarde deste sábado, que não há desaparecidos pelas chuvas de Teresópolis, Região Serrana do Rio. Coronel Simões confirmou, ainda, que até o momento, cinco pessoas morreram desde a noite desta sexta-feira, quando a cidade foi surpreendida com uma forte chuva.
A Defesa Civil municipal ainda está contabilizando os desabrigados e desalojados de Teresópolis, mas adianta que, até o momento, há 414 pessoas em pontos de apoio do município. Esses moradores, de alguma maneira, se sentiram inseguros ou estão, efetivamente, sem lar.
Por volta das 16h deste sábado, voltou a chover fraco na cidade. Segundo a Defesa Civil do Estado, é esperada chuva fraca a moderada e que homens estão de prontidão e no monitoramento de possíveis estragos, já que o solo da localidade está umedecido.
A Defesa Civil fez um sobrevoo para constatar os danos de Teresópolis. A primeira impressão é que as áreas das encostas são as mais afetadas e oferecem maior risco.
Sérgio Cabral lamenta
O governador Sérgio cabral lamentou por meio de uma nota a morte das cinco pessoas por causa de deslizamentos durante um temporal em Teresópolis. O governador também determinou que as secretarias prestem total apoio à cidade.
Na madrugada deste sábado, a quinta vítima foi encontrada. Os cinco mortos, de acordo com o IML, são: Joyce Rosa de Araújo, 16 anos, encontrada na Quinta Lebrão; Jaílson da Cunha, 26, morto no bairro Pimentel; Rosângela Moraes de Oliveira, 26, em Santa Cecília; e Keila Pires, 26, e Maria Helena, 54, ambas achadas no Bom Retiro. Uma pessoa ainda estaria desaparecida no bairro do Ermitage.
Leia a íntegra da nota enviado pelo governador:
"O governador Sérgio Cabral lamenta profundamente as mortes ocorridas por causa das fortes chuvas em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Desde a noite de sexta-feira (6/4), Cabral determinou todo o apoio e ações imediatas por parte das secretarias de Estado de Defesa Civil (com reforço de homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros); do Ambiente (máquinas do Inea); de Obras, que também disponibilizou máquinas; de Saúde, mobilizada para o atendimento necessário; além da Assistência Social necessária.
Colocamos toda a estrutura do Governo à disposição do Prefeito Arley Rosa. Na manhã deste sábado (7/4), ele me pediu o apoio da Comlurb para a limpeza da cidade. O Prefeito Eduardo Paes de imediato atendeu ao pedido. Em menos de uma hora, o Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio, Carlos Roberto Osório, e a Presidente da Comlurb, Ângela Nobrega Fonti, me garantiram a subida de máquinas, equipamentos e profissionais", afirmou o governador.
O DIA ONLINE
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domingo, 11 de março de 2012
Homenagens um ano após tragédia no Japão
Japoneses colocam lâmpadas para homenagear as vítimas do terremoto seguido de tsunami em Natori
Folha OnLine
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