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sábado, 13 de março de 2010

Brasileira que forjou ataque terá que deixar Suíça até o fim do mês


A brasileira Paula Oliveira, condenada no ano passado por tentar enganar a Justiça da Suíça ao forjar um ataque neonazista contra ela própria, precisa deixar o país até o dia 31 de março.

O prazo foi dado pelas autoridades de imigração suíças, que decidiram não prolongar a validade do visto de permanência da brasileira.
O visto atual foi concedido na época em que a advogada trabalhava para uma empresa multinacional em Zurique. Hoje ela está desempregada.
Paula Oliveira poderia ter recorrido contra a decisão das autoridades suíças até o dia 5 de março, mas, de acordo com informações das autoridades de imigração de Zurique obtidas pela BBC Brasil, não o fez.
Em dezembro, Paula Oliveira foi condenada a pagar uma multa de 10,8 mil francos suíços (quase R$ 18 mil) pelos acontecimentos de fevereiro de 2009, além das custas do processo, outros 15 mil francos suíços.

Marcas no corpo
Quando o caso veio à tona, a brasileira disse que havia sido alvo de um ataque xenófobo de neonazistas.
Paula alegou que estava grávida e que tinha perdido gêmeos depois que os agressores marcaram, no corpo dela, as iniciais de um partido de extrema direita suíço.
O caso, entretanto, mudou de direção quando se descobriu que a brasileira havia mentido em seu depoimento. Paula confessou a automutilação.
Ao longo do caso, o governo brasileiro enviou ao governo suíço mensagens duras pedindo todo o rigor possível na investigação.
Na imprensa brasileira, o caso chegou a ganhar contornos nacionalistas e criou mal-estar na Suíça.
Com a decisão de não prolongar a permanência da advogada, a imprensa suíça voltou a tratar do caso com manchetes que lembraram o caso.
"Fora com ela!", "Adeus! Paula-mentira tem que deixar a Suíça definitivamente" e "Sem perdão para brasileira condenada" foram alguns dos títulos dados à notícia no país.
As autoridades suíças informaram que a advogada se mostrou disposta a deixar o país até o fim do mês.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Paula terá de pagar multa caso cometa outro crime na Suíça


A juíza Eleonora Lichti, do Tribunal de Zurique, Suíça, condenou hoje (16) a advogada brasileira Paula Oliveira (foto), 27, a pagar multa de 10,8 mil francos suíços (cerca de R$ 18 mil) e despesas judiciais (R$ 4,2 mil) caso cometa outro crime.
A polícia acusa a brasileira de ter se mutilado com um estilete em fevereiro para alegar ter sido vítima de um ataque de neonazistas.
Ela disse, na época, que, grávida, havia perdido duas gêmeas por causa da agressão. As autoridades provaram que a gravidez também era mentira.
Questionada pela polícia, Paula admitiu que tudo era uma farsa, mas o seu depoimento não teve validade jurídica porque não foi acompanhado por um advogado dela.
Ela teria simulado o ataque para receber um seguro que o governo paga às vítimas de xenofobia.
Hoje, a brasileira disse à juíza não se lembrar o que ocorreu no dia que ela teria sido atacada. Seu advogado disse que ela tem problemas psiquiátricos.
Paula estava impedida de deixar a Suíça. O seu passaporte foi confiscado.
Agora, como há uma decisão judicial, Paula poderá voltar ao Brasil.


Paula Oliveira desmente confissão em julgamento na Suíça

Começou nesta quarta-feira, em Zurique, o julgamento da advogada Paula Oliveira, acusada de ludibriar a Justiça suíça ao afirmar à polícia ter sido atacada por um grupo de neonazistas em fevereiro deste ano.

No tribunal, a ré desmentiu a confissão que fizera a policiais, na qual reconhecera ter mentido sobre o ataque. “Não consigo me lembrar de nada”, afirmou.
Mas ao responder à pergunta da juíza Eleonora Lichti, sobre o suposto ataque que diz ter sofrido, a brasileira disse: “Essa é a verdade que está guardada na minha memória”, segundo publicou o site do jornal suíço 20min.
Quando a juíza perguntou qual a razão de ter admitido a mentira, Paula afirmou que estava em estado de choque, que queria fugir do assédio da mídia e que os policiais, na ocasião do depoimento, teriam garantido que tudo acabaria mais rápido se ela fizesse uma confissão.
A brasileira chegou ao tribunal acompanhada de seu advogado, vestida de preto e com a cabeça coberta por um pano negro. Ela está sendo julgada desde as 9h30, hora local. A sessão está prevista para durar o dia inteiro.
Devido ao grande interesse da imprensa local, o julgamento foi transferido para uma sala maior do edifício do tribunal distrital de Zurique.

Multa
A promotoria não pediu pena de prisão, mas quer que a ré seja punida com uma multa em dinheiro.
Ela é acusada de ter ludibriado a Justiça e de ter se auto-mutilado com uma faca no dia 9 de fevereiro passado, fazendo cerca de 200 marcas em diversas partes do corpo, no banheiro da estação de trem de Stettbach, nos arredores de Zurique. Ela também é acusada de ter afirmado para a polícia que fora vítima de um ataque de neonazistas.
O advogado de Paula, Roger Müller, divulgou há dois meses um comunicado informando que "Paula não reconhece a acusação formulada pela Procuradoria Superior do Ministério Público do Cantão de Zurique". Ele insiste que ela é inocente.
A defesa alega que a brasileira sofre de problemas mentais. Ela chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica em Zurique, após o incidente. Mas para o veredicto, o tribunal levará em consideração somente o estado mental de Paula no momento do suposto ataque.
A defesa anunciou que vai levar à Justiça outras provas a favor da versão de Paula.
O caso Paula Oliveira criou uma tensão diplomática entre o Brasil e a Suíça porque a advogada de 27 anos, que vivia legalmente na Suíça, disse à polícia de Zurique ter sido vítima de um ataque xenófobo realizado por um grupo de neonazistas.
A brasileira disse que estava grávida e que havia perdido gêmeos quando os agressores marcaram, à faca, na barriga e nas pernas, as iniciais “SVP”, siglas de um partido de extrema direita suíço.
O caso, entretanto, mudou de direção após exames clínicos provarem que a brasileira havia mentido em seu depoimento e após exames ginecológicos atestarem que ela não estava grávida.
O incidente causou comoção não apenas no Brasil, mas também na Suíça. O SVP repetidamente pediu a expulsão da brasileira do país.

Marcio Damasceno
De Berlim para a BBC Brasil


BBC Brasil

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Promotoria da Suíça livra Paula da cadeia e pede que só seja multada


A Promotoria da Suíça apresentou nesta sexta à Justiça pedido para que a brasileira Paula Oliveira (foto), 26, seja multada pelo fato de ter tentado enganar as autoridades. O valor da multa ainda não foi divulgado. Ela foi indiciada. A informação é da Agência Estado.
Em fevereiro deste ano, com grande repercussão na imprensa brasileira, Paula disse ter sido agredida por três homens brancos carecas, provavelmente skinheads, que riscaram com estilete o seu ventre, coxas e pernas, levando-a a abortar um casal de gêmeos cuja gestação estava no terceiro mês.
A polícia descobriu que o ataque foi inventado pela brasileira. Ela não estava grávida e as marcas de estilete em seu corpo foram feitas provavelmente por ela mesma.
Uma das suspeitas levantadas pela polícia é a de que a brasileira se mutilou para obter um seguro do governo suíço. Advogada, ela trabalhava em uma empresa e sua situação no país é legal. O seu contrato com a empresa estaria para terminar.
Paula teria admitido à polícia que tudo foi uma armação, mas o seu advogado disse que tal depoimento não tem valor jurídico porque não foi feito diante de um juiz.
A brasileira foi impedida de deixar o país até que a Justiça tome uma decisão. Seu passaporte foi apreendido.
Por ter prestado falso testemunho, Paula poderia ser condenada até a três anos de prisão.
Para livrá-la da cadeia, o seu advogado argumentou que ela sofre de problemas psiquiátricos.
Depois de pagar a multa, Paula será liberada para voltar ao Brasil, onde terá de receber tratamento.
Brasileiros que moram na Suíça têm criticado-a porque o episódio reforçou alguns preconceitos dos quais eles são vítimas.

Fonte: Paulo Lopes Weblog

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Paula Oliveira internada há 81 dias em hospital psiquiátrico

Reportagem de um canal de televisão suíço indica que Paula Oliveira, brasileira que havia simulado um ataque de skinheads em fevereiro, está internada na Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique desde 10 de março.

Procuradoria aguarda resultados de exames médicos para concluir o inquérito. Enquanto isso, políticos defendem a expulsão antecipada da jovem.
Desaparecida do noticiário há vários meses, Paula Oliveira volta às notícias através de uma reportagem transmitida pela TeleZüri. Segundo o canal televisivo de Zurique, a brasileira estaria internada na Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique desde 10 de março.
O porta-voz da Procuradoria do Cantão de Zurique confirmou a informação, mas ressaltou que internação não foi feita por ordem judicial, mas sim teria partido de uma decisão de médicos e da própria família. "Sim, é verdade, mas ela pode sair do hospital quando quiser e continua em contato com as autoridades", acrescentou Rainer Angst.
Ele ainda explicou que o inquérito continua em andamento, mas faltam poucos elementos. "Estamos aguardando os resultados dos exames psicotécnicos, o que pode levar ainda algumas semanas ou meses", explicou, lembrando também que o passaporte de Paula O. continua retido pelas autoridades.
Em entrevista dada à TeleZüri, o advogado de defesa da brasileira falou sobre seu atual estado psicológico. "Minha cliente ainda está seriamente abalada por toda essa história. Seu estado é estável e ela se recupera atualmente", declarou Roger Müller. Ele também revelou que a brasileira não está sozinha. "Sua mãe está todo tempo ao seu lado. Isso faz bem para ela (Paula) e contribui, seguramente, à sua recuperação". Segundo o advogado, a mãe paga do seu bolso a estadia na Suíça.
Os repórteres ainda descobriram que o visto da mãe de Paula O. já teria estaria expirado, e que ela pede atualmente uma prolongação extraordinária, prevista também em lei.
Ao saber que Paula O. está internada em uma clínica psiquiátrica, políticos da União Democrática do Centro (UDC), partido cujas iniciais haviam sido cortadas no corpo de Paula O. por ela própria, criticaram a possibilidade da brasileira ser absolvida por questões médicas. "Se de fato ela está na Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique, a sentença será provavelmente de que ela não estava em pleno gozo das suas faculdades mentais, o que significa que não será penalizada. Então não entendo por que a Paula O. não foi expulsa há mais tempo, o que teria economizado bastante dinheiro dos contribuintes", declarou Alfred Herr, presidente da secção zuriquense da UDC e também deputado federal. Outros parlamentarem refutam uma expulsão prematura. "O desenrolar do inquérito deve corresponder às leis vigentes, afinal não vivemos em uma república de bananas", afirmou Daniel Jositsch, deputado federal do Partido Social Democrata. Paula O. procurou a polícia em 9 de fevereiro para dizer que havia sido atacada por três neonazistas na estação de trem de Stettbach, no subúrbio norte de Zurique. Em conseqüência das agressões, ela teria perdido gêmeos no terceiro mês de gestação.¶ O caso teve uma forte repercussão na imprensa dos dois países e chegou a gerar reações enérgicas do governo brasileiro. Em 13 de fevereiro, o diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, Walter Bär, afirmou que, a partir de exames de legistas e ginecologistas, brasileira não estava grávida no momento da ocorrência e que ela mesma feito os ferimentos em seu corpo. Pouco depois, a brasileira teria confessado a simulação.

Fotos: Clínica Psiquiátrica da Universidade de Zurique. (Wikipédia) e imagem da mãe de Paula O. na TeleZüri.
Alexander Khoele
Do Topo dos Alpes

Brasileira que inventou ataque neonazista na Suíça se interna

A brasileira Paula Oliveira, 27, se internou ontem (28) em um hospital psiquiátrico de Zurique, Suíça. A saúde mental dela é tida como complicada, informa o Estadão.

Em fevereiro, Paula, que mora naquele país, disse ter sido atacada e retalhada por estilete por três skinheads, o que a fez abortar gêmeas de três meses. O caso teve repercussão no Brasil, mobilizando o Itamaraty, que chegou a protestar contra o descaso das autoridades suíças em relação à agressão. Mas ficou provado que se tratou de uma farsa e que a própria brasileira tinha se ferido superficialmente com um instrumento pontiagudo.
Ainda não está claro por que a brasileira mentiu. Quando a farsa foi descoberta, chegou-se a divulgar que ela pretendia obter o dinheiro de um seguro que o governo suíço paga a mulheres grávidas vítimas de violência.
Para a polícia de Zurique, o caso já está resolvido e que agora cabe à Justiça decidir a pena a ser aplicada à brasileira.
Autoridades policiais desconfiam que Paula se internou para influenciar na decisão judicial. Ela não poderá deixar o país até que haja uma sentença. Seu passaporte foi confiscado.
Para a imprensa suíça, a Justiça deverá aplicar uma multa à brasileira e expulsá-la do país.
Brasileiros que moram na Suíça afirmam que se sentem envergonhados.


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