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terça-feira, 27 de setembro de 2016
Nasce o primeiro 'filho de três pessoas', graças a novo tratamento
Bebê de 5 meses tem material genético de pai, mãe e doadora. Entenda a técnica
RIO - Um menino de 5 meses é o primeiro bebê nascido a partir de uma técnica de fertilização que usa material genético de três pessoas. A notícia foi detalhada em uma reportagem da revista científica "New Scientist". A criança recém-nascida, identificada apenas como I.H. por questão de privacidade, tem a maior parte de seu DNA herdada de seu pai e sua mãe, mas uma pequena parcela de seu código genético vem de uma doadora.
A grande vantagem da controversa técnica é permitir que pais e mães com uma rara mutação genética tenham bebês saudáveis. Até hoje, essa forma de fertilização só foi aprovada no Reino Unido. Contudo, o primeiro bebê nascido a partir da técnica tem pais jordanianos, que receberam tratamento de uma equipe americana no México. Embriologistas ouvidos pela revista acham que esse nascimento pode acelerar a discussão e a aprovação da técnica em outros países do mundo.
"É revolucionário", disse à "New Scientist" o cientista Dusko Ilic, do King's College London.
Segundo a publicação, a mãe de I.H. carrega genes da síndrome de Leigh, uma doença letal que atinge o sistema nervoso em desenvolvimento. Os genes dessa doença ficam na mitocôndria, organela que fornece energia para a célula. A mitocôndia reúne 37 genes que são passados pelas mães a seus filhos. Estas informações genéticas ficam separadas da maior parte do DNA, localizada no núcleo da célula.
Cerca de 25% da mitocôndria da mãe do bebê têm a mutação problemática que causa a doença. Mesmo sendo saudável, ela teve dois filhos que nasceram com a síndrome de Leigh e morreram. Por isso, a mulher e seu marido buscaram a ajuda de médicos no New Hope Fertility Center (Centro de Fertilidade Nova Esperança), em Nova York.
Técnica evita que filhos herdem distúrbios mitocondriais da mãe - Divulgação/OHSU
Há poucas formas de realizar esse tratamento. O método aprovado no Reino Unido consiste em fertilizar o óvulo da mãe e da doadora com o esperma do pai. Antes que os óvulos fertilizados comecen a se dividir em embriões primários, cada núcleo é removido. Então, o núcleo do óvulo fertilizado da doadora é removido e substituído pelo núcleo do óvulo fertilizado da mãe. A partir daí, desenvolve-se um embrião com muito mais material genético dos pais do que da doadora.
Essa maneira, porém, não era apropriada para a família de jordanianos, uma vez que, por serem muçulmanos, eles se opõem à destruição de embriões. O especialista John Zhang, da clínica em Nova York, então, tomou uma rota diferente. Ele retirou o núcleo de um dós óvulos da mãe e inseriu o material no óvulo de uma doadora, cujo núcleo já tinha sido removido. O óvulo resultante, com o material nuclear de Shaban e o DNA mitocondrial da doadora, foi, então, fertilizado com o esperma do pai.
Foram criados cinco embriões, mas só um deles se desenvolveu corretamente. Este embrião foi implantado no útero de Shaban, e, nove meses depois, no último dia 6 de abril, nasceu o pequeno I.H.. Saudável. O feito será apresentado oficialmente no Congresso Científico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.
Fonte: O Globo
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Pesquisadores dinamarqueses anunciam cura para o HIV ‘em alguns meses’
Cientistas dinamarqueses estão esperando resultados de um experimento que, se der certo, pode significar a criação de uma cura distribuível e acessível para o vírus HIV, que causa a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), dentro de alguns meses. Pesquisadores estão conduzindo ensaios clínicos para testar uma "nova estratégia", no qual o vírus é despojado do DNA humano, onde se multiplica, e destruído permanentemente pelo sistema imunológico do paciente. A medida representaria um passo dramático na tentativa de encontrar uma cura para o vírus. As informações são do jornal inglês Telegraph.
A técnica envolve a libertação do vírus HIV de "reservatórios" que estes formam no DNA das células, levando-o para a superfície das mesmas. Uma vez “exposto” na superfície da célula, o vírus pode ser eliminado naturalmente pelo sistema imunológico, capaz de criar uma "vacina" contra ele. Os cientistas estão atualmente realizando testes em humanos, na esperança de provar que ele é eficaz. Em laboratório, os testes já foram bem-sucedidos.
Pesquisa em humanos
Em estudos in vitro - aqueles nos quais são usadas células humanas em laboratório - a nova técnica foi tão bem sucedida que, em janeiro, o Conselho de Pesquisa dinamarquês premiou os pesquisadores com cerca de R$ 5 milhões para darem prosseguimento na pesquisa, desta vez, em humanos.
De acordo com Dr. Søgaard, pesquisador sênior do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que lidera o estudo, os primeiros sinais são "promissores".
- Estou quase certo de que teremos sucesso. O desafio será fazer o sistema imunológico dos pacientes reconhecer o vírus, depois de exposto, e destruí-lo. Isto depende da força e da sensibilidade dos sistemas imunes individuais - afirmou
Quinze pacientes estão participando dos ensaios e, se eles forem considerados curados do HIV, o tratamento será testado em uma escala mais ampla.
A pesquisa da equipe dinamarquesa está entre o movimento mais avançado e rápido do mundo para a cura do HIV.
Comportamento seguro
Dr Søgaard ressaltou que a cura não é o mesmo que uma vacina preventiva e que a sensibilização de comportamento inseguro, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de agulhas, ainda são de suma importância na luta contra o HIV.
Com o tratamento moderno HIV, o paciente pode viver uma vida quase normal, mesmo em idade avançada, com efeitos colaterais limitados.
No entanto, se a medicação for interrompida, o vírus pode voltar a se multiplicar no organismo do indivíduo e os sintomas da Aids podem reaparecer em duas semanas.
Encontrar uma cura iria libertar o paciente da necessidade de tomar medicação contínua HIV e salvar bilhões em serviços de saúde pública.
Fonte: Extra
A técnica envolve a libertação do vírus HIV de "reservatórios" que estes formam no DNA das células, levando-o para a superfície das mesmas. Uma vez “exposto” na superfície da célula, o vírus pode ser eliminado naturalmente pelo sistema imunológico, capaz de criar uma "vacina" contra ele. Os cientistas estão atualmente realizando testes em humanos, na esperança de provar que ele é eficaz. Em laboratório, os testes já foram bem-sucedidos.
Pesquisa em humanos
Em estudos in vitro - aqueles nos quais são usadas células humanas em laboratório - a nova técnica foi tão bem sucedida que, em janeiro, o Conselho de Pesquisa dinamarquês premiou os pesquisadores com cerca de R$ 5 milhões para darem prosseguimento na pesquisa, desta vez, em humanos.
De acordo com Dr. Søgaard, pesquisador sênior do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que lidera o estudo, os primeiros sinais são "promissores".
- Estou quase certo de que teremos sucesso. O desafio será fazer o sistema imunológico dos pacientes reconhecer o vírus, depois de exposto, e destruí-lo. Isto depende da força e da sensibilidade dos sistemas imunes individuais - afirmou
Quinze pacientes estão participando dos ensaios e, se eles forem considerados curados do HIV, o tratamento será testado em uma escala mais ampla.
A pesquisa da equipe dinamarquesa está entre o movimento mais avançado e rápido do mundo para a cura do HIV.
Comportamento seguro
Dr Søgaard ressaltou que a cura não é o mesmo que uma vacina preventiva e que a sensibilização de comportamento inseguro, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de agulhas, ainda são de suma importância na luta contra o HIV.
Com o tratamento moderno HIV, o paciente pode viver uma vida quase normal, mesmo em idade avançada, com efeitos colaterais limitados.
No entanto, se a medicação for interrompida, o vírus pode voltar a se multiplicar no organismo do indivíduo e os sintomas da Aids podem reaparecer em duas semanas.
Encontrar uma cura iria libertar o paciente da necessidade de tomar medicação contínua HIV e salvar bilhões em serviços de saúde pública.
Fonte: Extra
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Ciência perto de comprovar que pessoas absorvem energia de outras
No Mundo da Ciência, é comum ouvirmos dizer que tudo é energia, o que não seria diferente em nós e para nós.
O artigo trata de uma experiência feita em algas, e com o resultado, a doutora e terapeuta Olivia Bader Lee, sugere que o mesmo pode se aplicar aos humanos.
A equipe de pesquisa da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, fez uma interessante descoberta mostrando que as plantas podem absorver fontes de energias alternativas de outras plantas.
Essa descoberta pode causar um grande impacto no futuro da bioenergia, eventualmente fornecendo a evidência de que pessoas absorvem energias de outras, da mesma maneira.
Membros da pesquisa biológica do Professor Olaf Kruse, confirmaram pela primeira vez que uma planta, Chlamydomonas Reinhardtii, não apenas realiza a fotossíntese, mas também tem uma fonte alternativa de energia, que pode absorver de outras plantas, conforme publicado no site Nature.com.
As flores precisam de água e luz para crescerem, e as pessoas não são diferentes.
Nossos corpos físicos são como esponjas, absorvendo o ambiente a nossa volta.
“É exatamente por isso que há pessoas que se sentem desconfortáveis onde há um certo grupo com mistura de energias e emoções”, disse a psicóloga e terapeuta Dr. Olivia Bader Lee.
Plantas produzem a fotossíntese a partir do dióxido de carbono, água e luz. Em uma série de experimentos, Professor Ola Kruse e sua equipe, cultivaram a alga microscopicamente pequena, Chlamydomonas Reinhardtii, e observaram quequando expostas à falta de energia, essas plantas de células únicas podem absorver energia de vegetais ao redor.
A alga ‘digere’ as enzimas de celulose, tornando-as pequenos componentes de açúcar, sendo então transportados para células e transformados em fontes de energia.
“Essa é a primeira vez que esse comportamento é confirmado em um organismo vegetal. Essas algas poderem digerir a celulose, contradiz todos os livros anteriores. Até certo ponto, o que estamos vendo é plantas se alimentando de plantas”, diz Professor Kruse.
Dr. Bader Lee diz que quando os estudos sobre energia se tornarem mais avançados nos próximos anos, nós poderemos ver toda essa ação sendo traduzida também para os seres humanos.
Bader Lee complementa: “O organismo humano é bastante similar à uma planta, que suga, absorve a energia necessária para alimentar seu estado emocional, e isso pode energizar as células ou causar o aumento de cortisol e catabolizar, alimentar as células dependendo da necessidade emocional.”
Finalizando, Dr. Bader fala da conexão do homem com a natureza, que se perdeu durante os anos mas que está se reencontrando novamente, afirmando que o ser humano pode absorver e curar através de outros seres humanos, animais e qualquer parte da natureza. É por isso que estar perto da natureza é frequentemente tonificante, curativo e energizante para tantas pessoas.
Ao contrário do que pensam muitos ‘cientistas’ da idade moderna, que clamam conhecer tudo, se existe o Mundo Espiritual, ele não é separado da Ciência, e sim separado da ciência reduzida do homem.
Por conta de inúmeros relatos de pessoas com capacidades ‘paranormais’ para o padrão moderno do mundo, pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, conduziram um estudo sobre o fato de pessoas que afirmam verem a aura de outras, conforme publicado no site MedicalXpress.
O fenômeno neuropsicológico ‘Synesthesia’, é uma condição na qual um padrão cognitivo leva a outro, misturando seus sentidos. Dessa maneira, as pessoas que possuem essa capacidade, podem ver ou até mesmo sentir o som, ouvir um cheiro, ou associar pessoas a um tipo de cor ou música.
Vemos que não se trata apenas de uma suposição, mas algo sendo descoberto pelos cientistas e afirmado por outros, o que há milênios se sabia nas culturas orientais, por exemplo.
Sendo assim, o nosso campo áurico pode tanto afetar quanto ser afetado não só por pessoas ao nosso redor, mas também por objetos, já que conforme afirma a Ciência, tudo é energia.
O BioField Global, fala detalhadamente sobre os nossos corpos mais sutis, do conhecimento dos antigos hindus, e do aprofundamento dos estudos da aura com o auxílio da moderna tecnologia.
Fonte: CONTI outra
O artigo trata de uma experiência feita em algas, e com o resultado, a doutora e terapeuta Olivia Bader Lee, sugere que o mesmo pode se aplicar aos humanos.
A equipe de pesquisa da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, fez uma interessante descoberta mostrando que as plantas podem absorver fontes de energias alternativas de outras plantas.
Essa descoberta pode causar um grande impacto no futuro da bioenergia, eventualmente fornecendo a evidência de que pessoas absorvem energias de outras, da mesma maneira.
Membros da pesquisa biológica do Professor Olaf Kruse, confirmaram pela primeira vez que uma planta, Chlamydomonas Reinhardtii, não apenas realiza a fotossíntese, mas também tem uma fonte alternativa de energia, que pode absorver de outras plantas, conforme publicado no site Nature.com.
As flores precisam de água e luz para crescerem, e as pessoas não são diferentes.
Nossos corpos físicos são como esponjas, absorvendo o ambiente a nossa volta.
“É exatamente por isso que há pessoas que se sentem desconfortáveis onde há um certo grupo com mistura de energias e emoções”, disse a psicóloga e terapeuta Dr. Olivia Bader Lee.
Plantas produzem a fotossíntese a partir do dióxido de carbono, água e luz. Em uma série de experimentos, Professor Ola Kruse e sua equipe, cultivaram a alga microscopicamente pequena, Chlamydomonas Reinhardtii, e observaram quequando expostas à falta de energia, essas plantas de células únicas podem absorver energia de vegetais ao redor.
A alga ‘digere’ as enzimas de celulose, tornando-as pequenos componentes de açúcar, sendo então transportados para células e transformados em fontes de energia.
“Essa é a primeira vez que esse comportamento é confirmado em um organismo vegetal. Essas algas poderem digerir a celulose, contradiz todos os livros anteriores. Até certo ponto, o que estamos vendo é plantas se alimentando de plantas”, diz Professor Kruse.
Dr. Bader Lee diz que quando os estudos sobre energia se tornarem mais avançados nos próximos anos, nós poderemos ver toda essa ação sendo traduzida também para os seres humanos.
Bader Lee complementa: “O organismo humano é bastante similar à uma planta, que suga, absorve a energia necessária para alimentar seu estado emocional, e isso pode energizar as células ou causar o aumento de cortisol e catabolizar, alimentar as células dependendo da necessidade emocional.”
Finalizando, Dr. Bader fala da conexão do homem com a natureza, que se perdeu durante os anos mas que está se reencontrando novamente, afirmando que o ser humano pode absorver e curar através de outros seres humanos, animais e qualquer parte da natureza. É por isso que estar perto da natureza é frequentemente tonificante, curativo e energizante para tantas pessoas.
Ao contrário do que pensam muitos ‘cientistas’ da idade moderna, que clamam conhecer tudo, se existe o Mundo Espiritual, ele não é separado da Ciência, e sim separado da ciência reduzida do homem.
Por conta de inúmeros relatos de pessoas com capacidades ‘paranormais’ para o padrão moderno do mundo, pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, conduziram um estudo sobre o fato de pessoas que afirmam verem a aura de outras, conforme publicado no site MedicalXpress.
O fenômeno neuropsicológico ‘Synesthesia’, é uma condição na qual um padrão cognitivo leva a outro, misturando seus sentidos. Dessa maneira, as pessoas que possuem essa capacidade, podem ver ou até mesmo sentir o som, ouvir um cheiro, ou associar pessoas a um tipo de cor ou música.
Vemos que não se trata apenas de uma suposição, mas algo sendo descoberto pelos cientistas e afirmado por outros, o que há milênios se sabia nas culturas orientais, por exemplo.
Sendo assim, o nosso campo áurico pode tanto afetar quanto ser afetado não só por pessoas ao nosso redor, mas também por objetos, já que conforme afirma a Ciência, tudo é energia.
O BioField Global, fala detalhadamente sobre os nossos corpos mais sutis, do conhecimento dos antigos hindus, e do aprofundamento dos estudos da aura com o auxílio da moderna tecnologia.
Fonte: CONTI outra
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
ESTAMOS CHEGANDO PERTO DE UMA CURA PARA A ESCLEROSE MÚLTIPLA?
02 . Set . 2014 / Pesquisas e novidades
Uma nova pesquisa sugere que este avanço poderia estar próximo
Mais de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo têm esclerose múltipla (EM), uma doença que interrompe o circuito entre o cérebro e o corpo. Ela geralmente atinge adultos jovens.
No momento, a doença pode ser gerenciada, mas não curada. Os tratamentos atuais para EM podem reduzir novos danos ao cérebro, mas a pessoa permanece com os danos que a doença já causou.
Inverter o dano pode significar a cura, ou algo próximo a isso. É o Santo Graal dos pesquisadores de EM e pode ser mais um passo para a descoberta.
Ensaios clínicos de Fase I de um novo medicamento apenas ter sido concluída em seres humanos, demonstrando que uma nova droga, chamada de anti-LINGI-1, é segura e não tem efeitos colaterais graves. Mais importante, o teste feito até agora sugere que pode reverter os danos nos nervos causados pela EM.
Danos aos nervos
Quando alguém tem EM, o sistema imunológico do corpo começa a atacar a mielina, uma substância que forma o corpo de isolamento em torno dos nervos do sistema nervoso central.
Quando este isolamento é danificado, de modo que são os nervos, o que torna mais difícil para eles enviarem mensagens para e a partir do cérebro e da medula espinhal.
Estudos com animais mostraram que os anticorpos anti-LINGO-1, também chamados BIIB033, podes ser capazes de inverter a desmielinização dos nervos. Funciona através do bloqueio da LINGO-1, uma proteína do sistema nervoso central que impede a mielinização.
Os ensaios de Fase I mostraram que a droga é segura para seres humanos. Isso é um grande passo em frente, mas há ainda maior espera nos ensaios de Fase II. Os pesquisadores agora têm que ver se eles podem alcançar os mesmos resultados positivos que tenho com animais em seres humanos.
"Com esses resultados, temos sido capazes de iniciar estudos de fase II para ver se a droga realmente pode reparar a mielina perdida em seres humanos e têm qualquer efeito para restaurar a função física e cognitiva e melhorar a deficiência", disse o autor do estudo, Diego Cadavid, MD, de Biogen Idec em Cambridge, Mass., que desenvolveu a droga.
Outra pesquisa promissora
Mas o anti-LINGO-1 não é o único tratamento promissor no desenvolvimento. Em uma conferência em maio, pesquisadores de EM apresentaram vários estudos que lhes dão esperança.
Dois estudos sugeriram que a IRX4204 composto pode reduzir as respostas do sistema imunológico e promover a reparação da mielina. Os pesquisadores disseram que, se esses estudos de laboratório em estágio inicial realizam-se em novas pesquisas, este tem o potencial de ambos parar respostas imunes que levam a danos no sistema nervoso e também reparar o que foi perdido.
Há também uma série de estudos com células-tronco promissoras que visam o tratamento de esclerose múltipla progressiva.
Um estudo de Harvard está investigando como uma dieta rica em sal ou bactérias intestinais podem contribuir para causar EM ou torna-la progressivamente pior.
Um projeto de reparação do sistema nervoso inovador na França está analisando o potencial do uso de células-tronco adultas da própria pessoa como “peças de reposição” para reparação do cérebro.
E a Universidade de Washington estuda o bem-estar, analisando como as mudanças na qualidade de vida influenciam a progressão da doença.
Todas estas pesquisa vem construindo sobre o investimento de milhões de dólares ao longo dos anos na busca de uma cura para a EM.
No início deste ano, a Sociedade Nacional de MS cometeu um adicional de US $ 29 milhões para apoiar uma expectativa de 83 novos projetos de pesquisa de EM. O objetivo, de acordo com a sociedade, é parar a EM, recuperando as funções que foram perdido por consequência da doença, e acabar com a doença de vez.
"A amplitude desses novos investimentos em pesquisa é muito emocionante", disse Timothy Coetzee, chefe de advocacia, os serviços da MS Sociedade Nacional e Diretor de Pesquisa. "Enquanto nós estamos dirigindo pesquisa para parar a EM, restaurar a função e acabar com a doença para sempre, ao mesmo tempo que estamos identificando as principais intervenções e soluções que podem ajudar as pessoas com EM a viverem suas vidas melhores agora mesmo."
Fonte: AME
Uma nova pesquisa sugere que este avanço poderia estar próximo
Mais de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo têm esclerose múltipla (EM), uma doença que interrompe o circuito entre o cérebro e o corpo. Ela geralmente atinge adultos jovens.
No momento, a doença pode ser gerenciada, mas não curada. Os tratamentos atuais para EM podem reduzir novos danos ao cérebro, mas a pessoa permanece com os danos que a doença já causou.
Inverter o dano pode significar a cura, ou algo próximo a isso. É o Santo Graal dos pesquisadores de EM e pode ser mais um passo para a descoberta.
Ensaios clínicos de Fase I de um novo medicamento apenas ter sido concluída em seres humanos, demonstrando que uma nova droga, chamada de anti-LINGI-1, é segura e não tem efeitos colaterais graves. Mais importante, o teste feito até agora sugere que pode reverter os danos nos nervos causados pela EM.
Danos aos nervos
Quando alguém tem EM, o sistema imunológico do corpo começa a atacar a mielina, uma substância que forma o corpo de isolamento em torno dos nervos do sistema nervoso central.
Quando este isolamento é danificado, de modo que são os nervos, o que torna mais difícil para eles enviarem mensagens para e a partir do cérebro e da medula espinhal.
Estudos com animais mostraram que os anticorpos anti-LINGO-1, também chamados BIIB033, podes ser capazes de inverter a desmielinização dos nervos. Funciona através do bloqueio da LINGO-1, uma proteína do sistema nervoso central que impede a mielinização.
Os ensaios de Fase I mostraram que a droga é segura para seres humanos. Isso é um grande passo em frente, mas há ainda maior espera nos ensaios de Fase II. Os pesquisadores agora têm que ver se eles podem alcançar os mesmos resultados positivos que tenho com animais em seres humanos.
"Com esses resultados, temos sido capazes de iniciar estudos de fase II para ver se a droga realmente pode reparar a mielina perdida em seres humanos e têm qualquer efeito para restaurar a função física e cognitiva e melhorar a deficiência", disse o autor do estudo, Diego Cadavid, MD, de Biogen Idec em Cambridge, Mass., que desenvolveu a droga.
Outra pesquisa promissora
Mas o anti-LINGO-1 não é o único tratamento promissor no desenvolvimento. Em uma conferência em maio, pesquisadores de EM apresentaram vários estudos que lhes dão esperança.
Dois estudos sugeriram que a IRX4204 composto pode reduzir as respostas do sistema imunológico e promover a reparação da mielina. Os pesquisadores disseram que, se esses estudos de laboratório em estágio inicial realizam-se em novas pesquisas, este tem o potencial de ambos parar respostas imunes que levam a danos no sistema nervoso e também reparar o que foi perdido.
Há também uma série de estudos com células-tronco promissoras que visam o tratamento de esclerose múltipla progressiva.
Um estudo de Harvard está investigando como uma dieta rica em sal ou bactérias intestinais podem contribuir para causar EM ou torna-la progressivamente pior.
Um projeto de reparação do sistema nervoso inovador na França está analisando o potencial do uso de células-tronco adultas da própria pessoa como “peças de reposição” para reparação do cérebro.
E a Universidade de Washington estuda o bem-estar, analisando como as mudanças na qualidade de vida influenciam a progressão da doença.
Todas estas pesquisa vem construindo sobre o investimento de milhões de dólares ao longo dos anos na busca de uma cura para a EM.
No início deste ano, a Sociedade Nacional de MS cometeu um adicional de US $ 29 milhões para apoiar uma expectativa de 83 novos projetos de pesquisa de EM. O objetivo, de acordo com a sociedade, é parar a EM, recuperando as funções que foram perdido por consequência da doença, e acabar com a doença de vez.
"A amplitude desses novos investimentos em pesquisa é muito emocionante", disse Timothy Coetzee, chefe de advocacia, os serviços da MS Sociedade Nacional e Diretor de Pesquisa. "Enquanto nós estamos dirigindo pesquisa para parar a EM, restaurar a função e acabar com a doença para sempre, ao mesmo tempo que estamos identificando as principais intervenções e soluções que podem ajudar as pessoas com EM a viverem suas vidas melhores agora mesmo."
Fonte: AME
terça-feira, 12 de abril de 2016
A bordo da Vostok, o russo Gagarin entra em órbita e constata que a Terra é azul
Astronauta passou 108 minutos na cápsula, tempo suficiente para dar a volta no planeta
Em 12 de abril de 1961, o astronauta major russo Yuri Gagarin, então com 27 anos, entrou para a História, ao passar 108 minutos em órbita, a uma altitude de 320 quilômetros. Em sua jornada ao redor do globo, na pequena cápsula Vostok, ele passou pelas repúblicas soviéticas, o Oceano Pacífico, o Estreito de Magalhães (na América do Sul), o Oceano Atlântico e a África, antes de fazer a reentrada na atmosfera terrestre. Nessa jornada épica, Gagarin teria pronunciado a frase “a Terra é azul”.
O voo de Gagarin marcou uma nova fase na corrida espacial. Até o russo subir aos céus, cachorros, ratos, macacos e sapos já tinham estado em órbita, mas nem os Estados Unidos nem a União Soviética - em plena Guerra Fria - tinham ousado mandar um homem ao espaço. Pela missão, Gagarin foi rapidamente recompensado: assim que a Vostok entrou em órbita, foi promovido de tenente a major.
O feito do astronauta foi comemorado e alardeado pelo governo soviético. Gagarin morreu em março de 1968, ao pilotar um jato de treinamento. O acidente só foi recentemente esclarecido - um piloto pouco experiente teria feito uma manobra arriscada e derrubado o jato de Gagarin. Até morrer, porém, o astronauta foi um grande embaixador do programa espacial e, principalmente, do governo da União Soviética.
O vôo da Vostok não foi filmado - há apenas o registro de voz de Gagarin. Ao ouvir essa gravação original, com o auxílio de um intérprete o cientista planetário britânico Christopher Riley constatou que Gagarin jamais pronunciou a tal frase em órbita. A revelação está no filme “FirstOrbit”, disponível no Youtube (www.youtube.com/firstorbit), no qual Riley recria as imagens que o astronauta viu em 1961.
O filme usa a gravação original da voz de Gagarin, com suas observações sobre o voo. Da Estação Espacial Internacional, que está em órbita da Terra, foi possível refazer exatamente o mesmo trajeto. O horário do dia em que o soviético passou pelos pontos também foi respeitado nas filmagens, bem como a angulação. Porém, na cápsula em que viajava, o russo foi capaz de passar muito mais próximo dos polos do que o laboratório espacial. A formação das nuvens há 50 anos também é difícil de ser recriada. Mas, a ideia é dar aos espectadores a sensação do voo histórico.
Fonte: O Globo
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terça-feira, 5 de abril de 2016
Distúrbio do sono incurável afeta cerca de 800 crianças que tomaram vacina contra H1N1 na Europa
Cerca de 800 crianças europeias desenvolveram narcolepsia – uma doença incurável que causa crises de sono incontroláveis durante o dia – após terem recebido a vacina Pandemrix, contra o vírus da gripe H1N1 ('gripe suína'), produzida pela GlaxoSmithKline.
A jovem Emelie Olsson, de 14 anos, é uma delas. Ela tem dificuldade de se manter acordada durante o dia e perde aulas com frequência por causa do problema. Ao acordar, ela às vezes fica paralisada, com falta de ar e sem conseguir pedir ajuda. Além disso, ela tem pesadelos e alucinações.
Países como a Finlândia, a Noruega, a Irlanda e a França também registraram aumento nos casos de narcolepsia em crianças após a implementação da vacina. Por causa disso, a agência reguladora de remédios europeia decidiu restringir o uso da vacina em jovens abaixo dos 20 anos.
Já para o médico Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford (EUA), considerado um dos maiores especialistas em narcolepsia do mundo, não há dúvidas de que a vacina fez aumentar a ocorrência de narcolepsia. Mas ele concorda que ainda é preciso fazer mais pesquisas.
Mais de 30 milhões de pessoas de 47 países receberam a vacina da Glaxo entre 2009 e 2010. A companhia diz que 795 pessoas foram diagnosticadas com narcolepsia na Europa desde o início do uso da vacina.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina adquirida em 2010 para imunização contra a H1N1 no Brasil não é a Pandemrix e não houve nenhum caso de narcolepsia associada a vacina no país.
Os cientistas ainda estão pesquisando o que, na vacina, pode deflagrar a doença. Alguns sugerem que é o adjuvante, chamado de AS03. Outros, que é o próprio vírus H1N1 o responsável por causar narcolepsia em pessoas geneticamente predispostas.
Mas os especialistas concordam que é preciso cautela para não gerar pânico na população. "Ninguém quer ser o próximo Wakefield", disse Mignot à Reuters, referindo-se ao médico britânico Andrew Wakefield, que perdeu seu registro após ter associado a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola ao autismo.
Equipes independentes de pesquisadores já publicaram estudos revisados por outros especialistas na Suécia, na Finlândia e na Islândia. Todos eles mostraram que o risco de narcolepsia aumentou de sete a 13 vezes entre as crianças que tomaram a vacina, em comparação com as que não tomaram.
O médico especializado em saúde pública Goran Stiernstedt, da Suécia, questiona se valeu a pena imunizar a população - ele ajudou a coordenar a campanha no país.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia de gripe H1N1, de 2009 e 2010, causou 18.500 mortes, embora um estudo publicado no ano passado conclua que o número foi 15 vezes maior.
Stiernstedt estima que a vacinação evitou a morte de 30 a 60 pessoas por gripe. Mas pode ter deflagrado 200 casos de narcolepsia, uma doença incapacitante. Para ele, trata-se de uma "tragédia médica".
Já o diretor de imunizações do governo britânico, David Salisbury, acredita que, diante de uma pandemia, o risco de morte é bem mais grave que o risco de narcolepsia. Para ele, caso os pesquisadores tivessem dedicado mais tempo às pesquisas com a vacina, muito mais gente teria morrido.
(Com Reuters e Folha.com)
Fonte: UOL Notícias
A jovem Emelie Olsson, de 14 anos, é uma delas. Ela tem dificuldade de se manter acordada durante o dia e perde aulas com frequência por causa do problema. Ao acordar, ela às vezes fica paralisada, com falta de ar e sem conseguir pedir ajuda. Além disso, ela tem pesadelos e alucinações.
Países como a Finlândia, a Noruega, a Irlanda e a França também registraram aumento nos casos de narcolepsia em crianças após a implementação da vacina. Por causa disso, a agência reguladora de remédios europeia decidiu restringir o uso da vacina em jovens abaixo dos 20 anos.
Já para o médico Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford (EUA), considerado um dos maiores especialistas em narcolepsia do mundo, não há dúvidas de que a vacina fez aumentar a ocorrência de narcolepsia. Mas ele concorda que ainda é preciso fazer mais pesquisas.
Mais de 30 milhões de pessoas de 47 países receberam a vacina da Glaxo entre 2009 e 2010. A companhia diz que 795 pessoas foram diagnosticadas com narcolepsia na Europa desde o início do uso da vacina.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina adquirida em 2010 para imunização contra a H1N1 no Brasil não é a Pandemrix e não houve nenhum caso de narcolepsia associada a vacina no país.
Os cientistas ainda estão pesquisando o que, na vacina, pode deflagrar a doença. Alguns sugerem que é o adjuvante, chamado de AS03. Outros, que é o próprio vírus H1N1 o responsável por causar narcolepsia em pessoas geneticamente predispostas.
Mas os especialistas concordam que é preciso cautela para não gerar pânico na população. "Ninguém quer ser o próximo Wakefield", disse Mignot à Reuters, referindo-se ao médico britânico Andrew Wakefield, que perdeu seu registro após ter associado a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola ao autismo.
Equipes independentes de pesquisadores já publicaram estudos revisados por outros especialistas na Suécia, na Finlândia e na Islândia. Todos eles mostraram que o risco de narcolepsia aumentou de sete a 13 vezes entre as crianças que tomaram a vacina, em comparação com as que não tomaram.
O médico especializado em saúde pública Goran Stiernstedt, da Suécia, questiona se valeu a pena imunizar a população - ele ajudou a coordenar a campanha no país.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia de gripe H1N1, de 2009 e 2010, causou 18.500 mortes, embora um estudo publicado no ano passado conclua que o número foi 15 vezes maior.
Stiernstedt estima que a vacinação evitou a morte de 30 a 60 pessoas por gripe. Mas pode ter deflagrado 200 casos de narcolepsia, uma doença incapacitante. Para ele, trata-se de uma "tragédia médica".
Já o diretor de imunizações do governo britânico, David Salisbury, acredita que, diante de uma pandemia, o risco de morte é bem mais grave que o risco de narcolepsia. Para ele, caso os pesquisadores tivessem dedicado mais tempo às pesquisas com a vacina, muito mais gente teria morrido.
(Com Reuters e Folha.com)
Fonte: UOL Notícias
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Governo muda critério de microcefalia para crânios menores do que 32 cm
O governo federal vai mudar os critérios para a definição de casos de microcefalia. A decisão, que começou a valer nessa quinta, 3, em Pernambuco e nos próximos dias deverá ser estendida para todo o território nacional, reduz de 33 para 32 centímetros o perímetro cefálico do bebê considerado portador da má-formação. Na prática, menos pacientes serão considerados como casos "suspeitos".
"Estávamos até agora pecando pelo excesso. Adotávamos uma marca mais rígida do que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que há anos considera microcefalia apenas bebês com perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros", afirmou a secretária executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.
O Estado lidera as estatísticas de notificação de casos da microcefalia, cuja relação com o zika vírus já foi confirmada. Até a semana passada, eram 646 casos e 1.248 no país.
"Verificamos que somente uma pequena parte dos pacientes que estão entre 32 e 33 centímetros apresentava calcificações, uma espécie de cicatriz que se forma no cérebro depois dos processos infecciosos", disse Angela Rocha, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Não estamos relaxando os critérios. Agora, poderemos saber melhor o perfil dos bebês que de fato têm a má-formação relacionada com o zika", afirmou.
A mudança dos parâmetros começou a ser discutida há uma semana, em uma reunião de especialistas organizada pelo Ministério da Saúde, em Brasília.
Acompanhamento
Além da alteração do critério, Pernambuco anunciou nessa quinta, 3, que vai acompanhar as gestantes com suspeita de zika. A medida também deverá ser estendida para outros Estados para tornar mais ágil a identificação e o acompanhamento dos bebês com microcefalia.
Em Pernambuco, as mulheres que apresentarem sintomas de zika - manchas pelo corpo, coceira, febre - serão encaminhadas para um serviço de referência. Elas farão exames e, na última fase da gestação, a partir da 32.ª semana, serão submetidas a um ultrassom. Atualmente, um exame já é garantido, mas o período em que é feito fica a critério do médico.
Agora, havendo suspeitas de microcefalia, a mulher fará mais de um exame. "É na fase final da gestação que podemos avaliar com mais precisão se o bebê tem ou não a má-formação", disse Angela.
A gravidez não é considerada de risco e, mesmo que identificada a microcefalia do feto, a gestante continuará na rede básica. A mudança terá efeito sobretudo no atendimento do bebê. Uma vez diagnosticado, a ideia é deixar planejados exames e atendimentos necessários. O protocolo de Pernambuco também prevê a oferta de uma assistência psicológica para gestantes. O acompanhamento também será útil para reunir informações que poderão ser usadas por autoridades sanitárias.
Minas
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas informou nessa quinta que investiga as causas de 11 casos de microcefalia. A intenção é verificar se a má-formação do crânio tem relação com o zika vírus. Os registros foram feitos a partir do dia 11 de novembro, quando a notificação passou a ser obrigatória.
"Cabe destacar que esta investigação é um processo que envolve diagnóstico não somente do zika, mas de outros agentes que possam ser responsáveis pela má-formação. Então, a gente precisa fazer um diagnóstico laboratorial com um painel ampliado", disse Rodrigo Said, superintendente de Vigilância Epidemiológica. Ele afirmou que ainda não há confirmação de que o zika esteja circulando no Estado.
Fonte: UOL
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas tão defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Fonte: Ciência On Line
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas tão defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Fonte: Ciência On Line
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Passividade faz cientistas investigarem se há Rivotril na água dos brasileiros
Corrupção de milhões, acordos , limitação da ideia de família, retirada de direitos da mulher, porte de armas para deputados, projeto que anistia o dinheiro legal no exterior, impostos altos sem contrapartida social, semana de terça a quinta no Congresso…
Diante de tanto escândalos e decisões que prejudicam a vida do brasileiro, cientistas de um pool de universidades nacionais e estrangeiras estão apurando uma desconfiança antiga: a existência de calmantes na água que o brasileiro toma. “Claro que a falta de conhecimento da atualidade que existe a partir da educação de qualidade do brasileiro é um fator que merece ser levado em conta”, diz Eduardo Santanna, da Universidade do Sudeste. “Mas este nível de passividade diante de tudo merece ser investigado a fundo”, garante.
Os cientistas vão apurar também por que mesmo as pessoas esclarecidas têm energia para discutir e clamar por justiça apenas nas redes sociais. “O ativista de Facebook é um personagem contemporâneo nefasto”, opina Santana. “Porque dá a sensação de que a pessoa está fazendo algo, quando de verdade não está, e gasta sua energia em algo inócuo”.
Fonte: UOL
Diante de tanto escândalos e decisões que prejudicam a vida do brasileiro, cientistas de um pool de universidades nacionais e estrangeiras estão apurando uma desconfiança antiga: a existência de calmantes na água que o brasileiro toma. “Claro que a falta de conhecimento da atualidade que existe a partir da educação de qualidade do brasileiro é um fator que merece ser levado em conta”, diz Eduardo Santanna, da Universidade do Sudeste. “Mas este nível de passividade diante de tudo merece ser investigado a fundo”, garante.
Os cientistas vão apurar também por que mesmo as pessoas esclarecidas têm energia para discutir e clamar por justiça apenas nas redes sociais. “O ativista de Facebook é um personagem contemporâneo nefasto”, opina Santana. “Porque dá a sensação de que a pessoa está fazendo algo, quando de verdade não está, e gasta sua energia em algo inócuo”.
Fonte: UOL
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A Beleza das Estrelas do Mar Em Macrofotografias
Mais uma vez, o fotógrafo e biólogo marinho Alexander Semenov nos surpreende com um fascinante projeto em que exibe a complexa e intrincada beleza das estrelas do mar. Embora, à primeira vista, os objetos das imagens a seguir pareçam almofadas feitas de luzes e néon, ao olharmos mais de perto, descobriremos o lado mais fascinante da natureza nas formas destas criaturas marinhas…
Para ver mais trabalhos de Alexander Semenov, visite a suas página web e do Facebook.
Fonte: tudoporemail
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Ratazanas gigantes farejadoras de minas terrestres estão salvando vidas em países da África
A APOPO, uma ONG belga, treina ratazanas gigantes, habilitando-as a farejar minas terrestres e infecções de tuberculose. Desde 2006, estes “ratos heróis” trabalham em campos minados de Moçambique, impedindo que mais de 13.000 minas soterradas explodissem, recuperando mais de 11 milhões de metros quadrados de terra. Eles também analisaram, com precisão de um quarto de milhão, amostras de sangue com infecções de tuberculose.
Bart Weetjens, fundador da APOPO, teve a ideia de treinar ratos farejadores há 20 anos, quando era um estudante na Universidade de Antuérpia, na Bélgica. Ele costumava criar roedores de estimação, percebendo como eram sociáveis, inteligentes e facilmente treináveis.
Weetjens queria usar sua experiência de lidar com roedores para encontrar uma resolução local para o problema das minas terrestres. Depois de uma pesquisa considerável, Weetjens escolheu utilizar a espécie Cricetomys gambianus, ratos encontrados na África. Embora ele seja considerado uma praga em muitas partes do continente, o pesquisador sabia que era a solução perfeita, por conta de sua grande inteligência e olfato extraordinário.
E ele estava certo. Fácil de treinar, foram gastos R$ 21.500 para treinar cada um deles, o que é muito mais barato do que usar seres humanos ou cães. Eles são muito mais rápidos. Humanos com detectores de metais levariam cinco dias para procurar minas em 200 metros quadrados de terra, enquanto os ratos pode fazer o mesmo serviço em 20 minutos. E eles são, pelo menos, um quilo mais leve que o peso mínimo necessário para passar por cima de minas ativadas por pressão.
A APOPO cuida bem de seus ratos, não havendo mortes ou ferimentos em nenhum deles, durante o cumprimento do dever. Protetores solares são aplicados em seus ouvidos para prevenir o câncer de pele. Ao ficar velho demais para trabalhar, se aposentam e têm permissão para viver o resto de suas vidas em ambiente natural.
De acordo com Tim Edwards, chefe de formação e investigação comportamental da APOPO, é importante que os ratos sejam confiáveis. No caso raro de um rato se revelar difícil para treinar, ele é removido do programa de treinamento, mas continua como um companheiro para os outros ratos.
Os ratos também são treinados para farejar amostras de sangue e fluído humano, detectando traços de tuberculose. As amostras chegam de várias partes do país. De acordo com a APOPO, os ratos detectaram 7.000 casos de tuberculose, que não haviam sido identificadas nos testes convencionais. A medida já combateu 24.000 infecções, e aumentou as taxas de detecção em 45%. "Se você considerar o número de pacientes que foram curados de tuberculose por conta dos ratos, o impacto é enorme", disse o microbiologista da APOPO, Georgies Mgode.
A utilidade dos ratos em testes médicos despertou o interesse da comunidade médica. Agora, os investigadores estão interessados em saber como as criaturas podem ser usadas para farejar câncer. "Há muito potencial; é apenas uma questão de tempo e encontrar os recursos para investigá-lo”, disse Edwards.
Por enquanto, Weetjens tem o prazer de ver o seu programa de rato florescer. "Em Moçambique, as pessoas lutaram, eles colocaram minas e, em seguida, eles apertaram as mãos e foram embora. Mas eles deixaram para trás todas aquelas minas, que mataram muitos agricultores. Agora os nossos ratos estão limpando o terreno e ajudando as pessoas a usá-los novamente. Para mim, eles são grandes heróis",concluiu.
Fonte: Jornal Ciência
Bart Weetjens, fundador da APOPO, teve a ideia de treinar ratos farejadores há 20 anos, quando era um estudante na Universidade de Antuérpia, na Bélgica. Ele costumava criar roedores de estimação, percebendo como eram sociáveis, inteligentes e facilmente treináveis.
Weetjens queria usar sua experiência de lidar com roedores para encontrar uma resolução local para o problema das minas terrestres. Depois de uma pesquisa considerável, Weetjens escolheu utilizar a espécie Cricetomys gambianus, ratos encontrados na África. Embora ele seja considerado uma praga em muitas partes do continente, o pesquisador sabia que era a solução perfeita, por conta de sua grande inteligência e olfato extraordinário.
E ele estava certo. Fácil de treinar, foram gastos R$ 21.500 para treinar cada um deles, o que é muito mais barato do que usar seres humanos ou cães. Eles são muito mais rápidos. Humanos com detectores de metais levariam cinco dias para procurar minas em 200 metros quadrados de terra, enquanto os ratos pode fazer o mesmo serviço em 20 minutos. E eles são, pelo menos, um quilo mais leve que o peso mínimo necessário para passar por cima de minas ativadas por pressão.
A APOPO cuida bem de seus ratos, não havendo mortes ou ferimentos em nenhum deles, durante o cumprimento do dever. Protetores solares são aplicados em seus ouvidos para prevenir o câncer de pele. Ao ficar velho demais para trabalhar, se aposentam e têm permissão para viver o resto de suas vidas em ambiente natural.
De acordo com Tim Edwards, chefe de formação e investigação comportamental da APOPO, é importante que os ratos sejam confiáveis. No caso raro de um rato se revelar difícil para treinar, ele é removido do programa de treinamento, mas continua como um companheiro para os outros ratos.
Os ratos também são treinados para farejar amostras de sangue e fluído humano, detectando traços de tuberculose. As amostras chegam de várias partes do país. De acordo com a APOPO, os ratos detectaram 7.000 casos de tuberculose, que não haviam sido identificadas nos testes convencionais. A medida já combateu 24.000 infecções, e aumentou as taxas de detecção em 45%. "Se você considerar o número de pacientes que foram curados de tuberculose por conta dos ratos, o impacto é enorme", disse o microbiologista da APOPO, Georgies Mgode.
A utilidade dos ratos em testes médicos despertou o interesse da comunidade médica. Agora, os investigadores estão interessados em saber como as criaturas podem ser usadas para farejar câncer. "Há muito potencial; é apenas uma questão de tempo e encontrar os recursos para investigá-lo”, disse Edwards.
Por enquanto, Weetjens tem o prazer de ver o seu programa de rato florescer. "Em Moçambique, as pessoas lutaram, eles colocaram minas e, em seguida, eles apertaram as mãos e foram embora. Mas eles deixaram para trás todas aquelas minas, que mataram muitos agricultores. Agora os nossos ratos estão limpando o terreno e ajudando as pessoas a usá-los novamente. Para mim, eles são grandes heróis",concluiu.
Fonte: Jornal Ciência
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sábado, 1 de agosto de 2015
O cérebro em detalhes inéditos
Reconstrução de parte do córtex cerebral de um camundongo na escala nanométrica: método já deverá guiar pesquisas sobre o funcionamento do cérebro - Kasthuri et al./Cell 2015
Novo método permite visualizar estruturas e conexões numa escala sem precedentes
por Cesar Baima
RIO - Um novo método de obtenção e construção de imagens anatômicas em três dimensões vai permitir aos cientistas estudar o cérebro em uma escala sem precedentes, e seus inventores acreditam que ele fará pela neurociência o que equipamentos poderosos como o telescópio espacial Hubble fizeram pela astronomia e a compreensão de nosso Universo. Desenvolvida por pesquisadores de diversas instituições americanas, a técnica é capaz de fornecer detalhes com dimensões de nanômetros (milionésimos de milímetros) do órgão. Assim, mais do que mostrar os neurônios e outras estruturas cerebrais em si, suas imagens exibem as próprias conexões entre as células nervosas e o ambiente em seu entorno. No futuro, eles esperam que isso possibilite, por exemplo, comparar os cérebros de pessoas saudáveis com os de vítimas de esquizofrenia ou os de crianças normais com os de autistas, trazendo revelações sobre estes e outros distúrbios.
Segundo os pesquisadores, no entanto, o novo método já deverá se provar fundamental para guiar ambiciosos projetos atuais que procuram desvendar o funcionamento do cérebro e da mente, como o europeu Projeto Cérebro Humano e a iniciativa americana BRAIN. O primeiro, lançado pela União Europeia no início de 2013, vai investir mais de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 3,7 bilhões) ao longo de dez anos numa tentativa de criar uma simulação em supercomputador de todos os aspectos do órgão, da estruturação dos neurônios a sua genética, química e sinais elétricos. Já a segunda, anunciada pelo presidente Barack Obama poucos meses depois, prevê gastar recursos da ordem de US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões) anuais em estudos sobre o cérebro, numa “disputa” entre grupos dos dois lados do Atlântico que lembra a corrida espacial entre os EUA e a antiga União Soviética na segunda metade do século XX.
— Os dados anatômicos que poderemos produzir com este método serão muito importantes para orientar estes estudos — aposta Narayanan “Bobby” Kasthuri, professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston e um dos desenvolvedores do método, apresentado em artigo publicado na edição desta semana da revista científica “Cell”. — Eles poderão identificar falhas nas suas premissas e incorporar os achados feitos com o método aos seus modelos.
1,6 MIL NEURÔNIOS EM 1,7 MIL SINAPSES
E mesmo o experimento limitado da apresentação do novo método já produziu informações que deverão forçar algumas alterações nestas premissas. Nele, os cientistas decidiram investigar uma parte microscópica da região do córtex cerebral de camundongos responsável por processar as sensações transmitidas por seus bigodes, que os ajudam a se orientar e são mais sensíveis que as pontas de nossos dedos. Só neste volume — de 0,13 milímetro cúbico e cem vezes menor do que um grão de areia, cortado em fatias de 29 nanômetros de espessura (limite da tecnologia atual) e depois unidas nas imagens em 3D com a ajuda de um software especial —, eles contaram 1,6 mil neurônios interagindo por meio de 1,7 mil sinapses, além de vários outros tipos de estruturas e células cerebrais e sanguíneas. Mais do que isso, no entanto, os cientistas verificaram que estas conexões entre neurônios não obedecem a chamada “Lei de Peter”, segundo a qual a proximidade física entre os neurônios é suficiente para presumir sua conectividade. No emaranhado do cérebro dos camundongos, os pesquisadores viram que neurônios que estão lado a lado podem muito bem não se comunicarem, enviando seus sinais para outros bem mais distantes.
— A complexidade do cérebro é muito maior do que jamais imaginamos — diz Kasthuri. — Tínhamos esta ideia clara de como deveria haver uma bela ordem na forma como os neurônios se conectam uns aos outros, mas se de fato observarmos o material não é nada disso. As conexões são tão bagunçadas que é difícil imaginar que elas obedeçam a um plano, mas verificamos e parece haver um claro padrão que não pode ser explicado pelo acaso.
E é justamente na busca deste padrão que o novo método pode se provar de enorme valia nos estudos que procuram montar o chamado conectoma, um mapa completo dos circuitos cerebrais e parte fundamental dos projetos para desvendar os segredos do funcionamento do cérebro e da mente, destaca Kasthuri:
— Uma das coisas que estão faltando nos estudos do cérebro é encontrar um tipo de padrão para o modo como suas células se conectam, e com dados anatômicos com este nível de detalhamento talvez possamos finalmente ver este padrão. E temos que lembrar que os padrões são uma maneira essencial para a ciência e os cientistas dissecarem como algo funciona.
Mas uma imagem 3D completa de um cérebro humano, com a análise de suas sinapses, nesta escala dos nanômetros ainda vai demorar pelo menos mais uma década para ser produzida, devido principalmente às limitações atuais nas capacidades de armazenamento e processamento de dados por computadores. Para se ter uma ideia do poder computacional que o novo método demanda, o mapeamento de um volume cerebral de apenas 1 milímetro cúbico produziria 2 milhões de gigabytes de dados ou mais e mesmo com o sistema automatizado de análise criado pelos pesquisadores, o trabalho levaria pelo menos dois anos. Como o cérebro humano tem, em média, um volume de 1,2 milhão de milímetros cúbicos, os dados gerados bateriam na casa dos yotabytes, ou 1 milhão de vezes o tráfego anual da internet hoje.
— É um número tão grande que não consigo nem imaginar — conta Kasthuri. — Por sorte, diversos campos de pesquisa, governos e empresas estão trabalhando com a mineração de enormes quantidades de dados e esperamos que a solução para este empecilho saia de alguns deles, além do contínuo desenvolvimento da tecnologia da informação que vimos nas últimas décadas.
Fonte: O Globo
Novo método permite visualizar estruturas e conexões numa escala sem precedentes
por Cesar Baima
RIO - Um novo método de obtenção e construção de imagens anatômicas em três dimensões vai permitir aos cientistas estudar o cérebro em uma escala sem precedentes, e seus inventores acreditam que ele fará pela neurociência o que equipamentos poderosos como o telescópio espacial Hubble fizeram pela astronomia e a compreensão de nosso Universo. Desenvolvida por pesquisadores de diversas instituições americanas, a técnica é capaz de fornecer detalhes com dimensões de nanômetros (milionésimos de milímetros) do órgão. Assim, mais do que mostrar os neurônios e outras estruturas cerebrais em si, suas imagens exibem as próprias conexões entre as células nervosas e o ambiente em seu entorno. No futuro, eles esperam que isso possibilite, por exemplo, comparar os cérebros de pessoas saudáveis com os de vítimas de esquizofrenia ou os de crianças normais com os de autistas, trazendo revelações sobre estes e outros distúrbios.
Segundo os pesquisadores, no entanto, o novo método já deverá se provar fundamental para guiar ambiciosos projetos atuais que procuram desvendar o funcionamento do cérebro e da mente, como o europeu Projeto Cérebro Humano e a iniciativa americana BRAIN. O primeiro, lançado pela União Europeia no início de 2013, vai investir mais de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 3,7 bilhões) ao longo de dez anos numa tentativa de criar uma simulação em supercomputador de todos os aspectos do órgão, da estruturação dos neurônios a sua genética, química e sinais elétricos. Já a segunda, anunciada pelo presidente Barack Obama poucos meses depois, prevê gastar recursos da ordem de US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões) anuais em estudos sobre o cérebro, numa “disputa” entre grupos dos dois lados do Atlântico que lembra a corrida espacial entre os EUA e a antiga União Soviética na segunda metade do século XX.
— Os dados anatômicos que poderemos produzir com este método serão muito importantes para orientar estes estudos — aposta Narayanan “Bobby” Kasthuri, professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston e um dos desenvolvedores do método, apresentado em artigo publicado na edição desta semana da revista científica “Cell”. — Eles poderão identificar falhas nas suas premissas e incorporar os achados feitos com o método aos seus modelos.
1,6 MIL NEURÔNIOS EM 1,7 MIL SINAPSES
E mesmo o experimento limitado da apresentação do novo método já produziu informações que deverão forçar algumas alterações nestas premissas. Nele, os cientistas decidiram investigar uma parte microscópica da região do córtex cerebral de camundongos responsável por processar as sensações transmitidas por seus bigodes, que os ajudam a se orientar e são mais sensíveis que as pontas de nossos dedos. Só neste volume — de 0,13 milímetro cúbico e cem vezes menor do que um grão de areia, cortado em fatias de 29 nanômetros de espessura (limite da tecnologia atual) e depois unidas nas imagens em 3D com a ajuda de um software especial —, eles contaram 1,6 mil neurônios interagindo por meio de 1,7 mil sinapses, além de vários outros tipos de estruturas e células cerebrais e sanguíneas. Mais do que isso, no entanto, os cientistas verificaram que estas conexões entre neurônios não obedecem a chamada “Lei de Peter”, segundo a qual a proximidade física entre os neurônios é suficiente para presumir sua conectividade. No emaranhado do cérebro dos camundongos, os pesquisadores viram que neurônios que estão lado a lado podem muito bem não se comunicarem, enviando seus sinais para outros bem mais distantes.
— A complexidade do cérebro é muito maior do que jamais imaginamos — diz Kasthuri. — Tínhamos esta ideia clara de como deveria haver uma bela ordem na forma como os neurônios se conectam uns aos outros, mas se de fato observarmos o material não é nada disso. As conexões são tão bagunçadas que é difícil imaginar que elas obedeçam a um plano, mas verificamos e parece haver um claro padrão que não pode ser explicado pelo acaso.
E é justamente na busca deste padrão que o novo método pode se provar de enorme valia nos estudos que procuram montar o chamado conectoma, um mapa completo dos circuitos cerebrais e parte fundamental dos projetos para desvendar os segredos do funcionamento do cérebro e da mente, destaca Kasthuri:
— Uma das coisas que estão faltando nos estudos do cérebro é encontrar um tipo de padrão para o modo como suas células se conectam, e com dados anatômicos com este nível de detalhamento talvez possamos finalmente ver este padrão. E temos que lembrar que os padrões são uma maneira essencial para a ciência e os cientistas dissecarem como algo funciona.
Mas uma imagem 3D completa de um cérebro humano, com a análise de suas sinapses, nesta escala dos nanômetros ainda vai demorar pelo menos mais uma década para ser produzida, devido principalmente às limitações atuais nas capacidades de armazenamento e processamento de dados por computadores. Para se ter uma ideia do poder computacional que o novo método demanda, o mapeamento de um volume cerebral de apenas 1 milímetro cúbico produziria 2 milhões de gigabytes de dados ou mais e mesmo com o sistema automatizado de análise criado pelos pesquisadores, o trabalho levaria pelo menos dois anos. Como o cérebro humano tem, em média, um volume de 1,2 milhão de milímetros cúbicos, os dados gerados bateriam na casa dos yotabytes, ou 1 milhão de vezes o tráfego anual da internet hoje.
— É um número tão grande que não consigo nem imaginar — conta Kasthuri. — Por sorte, diversos campos de pesquisa, governos e empresas estão trabalhando com a mineração de enormes quantidades de dados e esperamos que a solução para este empecilho saia de alguns deles, além do contínuo desenvolvimento da tecnologia da informação que vimos nas últimas décadas.
Fonte: O Globo
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Caverna escavada por mamíferos gigantes é descoberta na Amazônia
Pesquisadores dentro da paleotoca, labirinto cavado por animais como preguiças e tatus gigantes - Divulgação
Labirinto conhecido como paleotoca teria sido cavado por preguiça gigante extinta há mais de 10 mil anos
por Cleide Carvalho
SÃO PAULO - Uma equipe da CPRM- Serviço Geológico do Brasil achou a primeira paleotoca da região Amazônica em Ponta do Abunã, em Rondônia. Paleotocas são labirintos gigantes escavados por animais já extintos, como preguiças e tatus gigantes. No caso de Ponta do Abunã, o geólogo Amilcar Adamy, que chefiou a expedição, acredita que o túnel foi escavado por uma preguiça gigante extinta há cerca de 10 mil anos, uma vez que fósseis do mamífero já foram localizadas no vale do Rio Madeira durante a fase de garimpo. No túnel é possível identificar marcas de garra que podem ser do animal.
- A caverna havia sido visitada algumas vezes por moradores de uma comunidade próxima, mas eles imaginavam que ela era uma obra humana, não escavada por animais gigantes. É uma ocorrência única na Amazônia e é importante também por identificar o modo de vida desses animais e o clima do período Pleistoceno, caracterizado por uma megafauna na região. E está muito bem preservado - diz Adamy.
As preguiças gigantes, segundo especialistas, mediam até seis metros e pesavam em torno de uma tonelada e meia. Na época em que os túneis foram escavados não havia ali floresta. Segundo o geólogo, a região era uma extensa savana habitada por animais gigantes, como mastodontes e jacarés de grande porte, além das preguiças.
Adamy diz que, provavelmente, a região era muito mais fria e seca no local onde hoje é floresta Amazônica - caracterizada pelo clima oposto, quente e úmido. A entrada da caverna é hoje de difícil acesso justamente por estar encoberta pelas árvores.
A paleotoca da Ponta do Abunã tem estruturas circulares e semicirculares de grandes dimensões, com numerosos túneis interligados e a extensão é ainda indefinida. Os geólogos tomaram conhecimento de sua existência no Projeto Geodiversidade de Rondônia (GD-RO), realizado em 2010, que buscava identificar sítios geológicos que possam ser usados como atração turística e favorecer o desenvolvimento do estado de forma sustentável.
Adamy se interessou pela descoberta e fez contato com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que descobriram e estudam dezenas de paleotocas no Sul do país. Agora, Adamy e sua equipe foram a campo para explorar o local e verificar se, de fato, era uma toca de animal extinto, o que acabou confirmado. O próximo passo é fazer estudos complementares e realizar escavações de pequeno porte na busca de possíveis fósseis, além de identificar a extensão total da caverna. Em alguns trechos o túnel está mais estreito e foram registrados desabamentos. Por isso, é preciso desobstrui-lo para identificar a real extensão, estimada em cerca de 200 metros até agora.
Ponta do Abunã fica na divisa de Rondônia com o Acre e com a Bolívia. O local começou a ser explorado no tempo da exploração da borracha na Amazônia, no século XIX. A ocupação inicial foi feita por moradores do Acre, mas o maior fluxo de migrantes ocorreu na década de 70, com a construção da BR-364. Na década de 80 houve disputa entre Rondônia e Acre sobre a posse da área e só na década de 90 foi decidido que a área pertencia ao estado de Rondônia. O estado do Acre teve de retirar os equipamentos públicos que mantinha na região mas, mesmo assim, a relação é maior com o Acre, já que entre Porto Velho, a capital de Rondônia, e Ponta do Abunã há uma barreira natural, que é o Rio Madeira.
De acordo com pesquisadores, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior número de paleotocas identificadas. São mais de mil. Segundo dados do Projeto Paleotocas, que reúne pesquisadores da UFRS e da Unesp, as paleotocas são exclusivas da América do Sul. Em média, os túneis têm larguras de quatro metros e alturas de 2 metros. As extensões costumam alcançar 200 metros. Em Morro Grande, Santa Catarina, foram identificados 150 metros de túneis, com cerca de 1,5 metro de diâmetro distribuídos em 4 andares. O local fica num morro e tem pelo menos oito saídas.
Fonte: O Globo
Labirinto conhecido como paleotoca teria sido cavado por preguiça gigante extinta há mais de 10 mil anos
por Cleide Carvalho
SÃO PAULO - Uma equipe da CPRM- Serviço Geológico do Brasil achou a primeira paleotoca da região Amazônica em Ponta do Abunã, em Rondônia. Paleotocas são labirintos gigantes escavados por animais já extintos, como preguiças e tatus gigantes. No caso de Ponta do Abunã, o geólogo Amilcar Adamy, que chefiou a expedição, acredita que o túnel foi escavado por uma preguiça gigante extinta há cerca de 10 mil anos, uma vez que fósseis do mamífero já foram localizadas no vale do Rio Madeira durante a fase de garimpo. No túnel é possível identificar marcas de garra que podem ser do animal.
- A caverna havia sido visitada algumas vezes por moradores de uma comunidade próxima, mas eles imaginavam que ela era uma obra humana, não escavada por animais gigantes. É uma ocorrência única na Amazônia e é importante também por identificar o modo de vida desses animais e o clima do período Pleistoceno, caracterizado por uma megafauna na região. E está muito bem preservado - diz Adamy.
As preguiças gigantes, segundo especialistas, mediam até seis metros e pesavam em torno de uma tonelada e meia. Na época em que os túneis foram escavados não havia ali floresta. Segundo o geólogo, a região era uma extensa savana habitada por animais gigantes, como mastodontes e jacarés de grande porte, além das preguiças.
Adamy diz que, provavelmente, a região era muito mais fria e seca no local onde hoje é floresta Amazônica - caracterizada pelo clima oposto, quente e úmido. A entrada da caverna é hoje de difícil acesso justamente por estar encoberta pelas árvores.
A paleotoca da Ponta do Abunã tem estruturas circulares e semicirculares de grandes dimensões, com numerosos túneis interligados e a extensão é ainda indefinida. Os geólogos tomaram conhecimento de sua existência no Projeto Geodiversidade de Rondônia (GD-RO), realizado em 2010, que buscava identificar sítios geológicos que possam ser usados como atração turística e favorecer o desenvolvimento do estado de forma sustentável.
Adamy se interessou pela descoberta e fez contato com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que descobriram e estudam dezenas de paleotocas no Sul do país. Agora, Adamy e sua equipe foram a campo para explorar o local e verificar se, de fato, era uma toca de animal extinto, o que acabou confirmado. O próximo passo é fazer estudos complementares e realizar escavações de pequeno porte na busca de possíveis fósseis, além de identificar a extensão total da caverna. Em alguns trechos o túnel está mais estreito e foram registrados desabamentos. Por isso, é preciso desobstrui-lo para identificar a real extensão, estimada em cerca de 200 metros até agora.
Ponta do Abunã fica na divisa de Rondônia com o Acre e com a Bolívia. O local começou a ser explorado no tempo da exploração da borracha na Amazônia, no século XIX. A ocupação inicial foi feita por moradores do Acre, mas o maior fluxo de migrantes ocorreu na década de 70, com a construção da BR-364. Na década de 80 houve disputa entre Rondônia e Acre sobre a posse da área e só na década de 90 foi decidido que a área pertencia ao estado de Rondônia. O estado do Acre teve de retirar os equipamentos públicos que mantinha na região mas, mesmo assim, a relação é maior com o Acre, já que entre Porto Velho, a capital de Rondônia, e Ponta do Abunã há uma barreira natural, que é o Rio Madeira.
De acordo com pesquisadores, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior número de paleotocas identificadas. São mais de mil. Segundo dados do Projeto Paleotocas, que reúne pesquisadores da UFRS e da Unesp, as paleotocas são exclusivas da América do Sul. Em média, os túneis têm larguras de quatro metros e alturas de 2 metros. As extensões costumam alcançar 200 metros. Em Morro Grande, Santa Catarina, foram identificados 150 metros de túneis, com cerca de 1,5 metro de diâmetro distribuídos em 4 andares. O local fica num morro e tem pelo menos oito saídas.
Fonte: O Globo
sábado, 25 de julho de 2015
NOVO TRATAMENTO DO ALZHEIMER RESTAURA TOTALMENTE A FUNÇÃO DA MEMÓRIA: Bem-Estar e Saúde, Perfeito
Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Via: CienciaOnline
Fonte: O SEGREDO
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
Via: CienciaOnline
Fonte: O SEGREDO
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Descoberta enorme tumba no norte da Grécia do tempo de Alexandre, o Grande
Arqueológos dizem que é o maior cemitério já encontrado no país
ANFÍPOLIS, GRÉCIA - A descoberta de uma enorme tumba no Norte da Grécia, que data do tempo de Alexandre, o Grande, da Macedônia, entusiasmou os moradores do país no Mediterrâneo, distraindo-os da terrível crise que a economia local enfrenta há anos. Gregos, assim como arqueólogos do mundo todo, agora se perguntam quem estaria enterrado em um túmulo tão imponente.
A descoberta aconteceu no início de agosto. Segundo o site da BBC, uma equipe de arqueólogos gregos liderados por Katerina Peristeri desenterrou o que, dizem as autoridades, seria o maior cemitério já descoberto no país. O achado está num monte na Anfípolis antiga, uma grande cidade do reino da Macedônia, 100km a leste de Thessaloniki, segunda maior cidade da Grécia.
A estrutura remonta ao final do século IV a.C., e o muro ao redor dele é de 500 metros de circunferência, superando as dimensões do local de enterro do pai de Alexandre, Filipe II, em Vergina, a oeste de Thessaloniki.
- Estamos observando com admiração e com profunda emoção a escavação em Amphipolis. Este é um monumento enterro de dimensões únicas e impressionante maestria artística. Os mais belos segredos estão escondidos logo abaixo de nossos pés - disse o ministro da Cultura da Grécia, Konstantinos Tasoulas
Dentro da tumba, foram encontrados dois cariátides(estátuas de mulheres com túnicas) de cerca de 2,7 metros de altura, colocados ali, possivelmente, para afastar instrusos da câmara principal. O novo sítio arqueológico está sob proteção policial 24 horas por dia. A ideia é manter jornalistas e turistas afastados enquanto os cientistas realizam seu trabalho.
Só a equipe de arqueólogos pode dar pistas sobre quem está enterrado ali, mas os envolvidos ainda estão entretidos em medidas para preservar o local (uma das câmaras da tumba corre o risco de desabar). Para a população dos vilarejos ao redor do sítio, entretanto, não há dúvidas de que Alexandre, o Grande, é o dono do túmulo. Mas esta afirmação é tratada como especulação pelo governo grego, já que, até hoje, acredita-se que Alexandre estaria enterrado em algum lugar do Egito.
O Globo
sábado, 13 de setembro de 2014
Como parar o envelhecimento
Nas últimas décadas, a expectativa de vida dos humanos em todo o mundo aumentou. Novas pesquisas e um prêmio milionário tentam descobrir como envelhecemos – e como evitar que isso aconteça
Os humanos, hoje, vivem mais. Nos últimos 100 anos, praticamente dobramos nossa expectativa de vida. Isso deve continuar a acontecer pelas próximas décadas: segundo os cálculos de Cadell Last, um antropólogo evolucionário do Global Brain Insitute, um humano médio poderá alcançar os 120 anos em 2050. Os avanços no campo foram garantidos pelo aumento na facilidade de acesso a tratamentos de saúde modernos, a introdução dos antibióticos e outros confortos da vida contemporânea. Esta semana, a ciência deu novos passos para tornar o envelhecimento mais saudável (ou detê-lo).
A notícia mais promissora vem da Califórnia. Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) dizem ter encontrado um método ainda mais eficaz para aumentar a permanência de seres-vivos na terra através da manipulação genética. A ideia funciona bem em moscas-da-fruta. Os cientistas identificaram e ativaram um gene chamado de AMPK, que desacelera o processo de envelhecimento. Ao aumentar a atividade da AMPK nos estômagos das moscas, eles foram capazes de alongar a expectativa de vida dos animais, de seis para oito semanas. Um terço a mais.
O AMPK também existe nos seres-humanos, em níveis baixos. O gene é uma espécie de sensor energético, ativado quando os níveis de energia estão baixos. Sua função é dar o gatilho para o processo de autofagia, que protege a célula ao consumir partes velhas ou danificadas.David Walker e Matthew Ulgherait, os autores do estudo publicado no periódico Cell Reports, acreditam que a ativação desse gene no intestino humano poderia diminuir a velocidade do envelhecimento de todo o corpo. “Em lugar de estudar as doenças do envelhecimento – como Parkinson e Alzheimer, doenças cardiovasculares e diabetes- uma a uma, acreditamos que é possível interferir no processo de envelhecimento e adiar o estabelecimento da maioria dessas doenças”, disse Walker.
O processo ainda não foi testado em humanos. Os mais entusiasmados se apressaram em dizer que, por fim, a fonte da juventude pode estar em nossos barrigas. O radiologista Joon Yun – hoje, um diretor de fundos de investimento - também da Califórnia, não está tão certo disso. Por esse motivo, ofereceu US$1milhão aos cientistas que se mostrarem capazes de parar o envelhecimento. O valor será dividido em dois prêmios: metade irá para a equipe capaz de proteger o coração de um animal de envelhecer; a outra metade, para aqueles capazes de aumentar a expectativa de vida de um animal em 50%. Yoon criou o Prêmio Palo Alto de Longevidade, diz ele, como forma de incentivar os pesquisadores a “desvendar o código do envelhecimento”.
“A forma como inovamos na saúde costuma se preocupar com as consequências do envelhecimento, mas deixamos de lado a raiz do problema”, disse Yun ao jornal The Washington Post. Sua intenção é encontrar uma solução que prolongue a vida das pessoas e as mantenha saudáveis.
RC
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Detetive usa teste de DNA para revelar que Jack, O Estripador era um barbeiro polonês
Aaron Kosminski, um imigrande judeu, tinha 23 anos quando cometeu os crimes, diz autor de livro
RIO - Mais de 120 anos depois do assassinato de suas cinco vítimas, a identidade de Jack, o Estripador finalmente pode ter sido revelada. Se análises de DNA estiverem corretas, o serial-killer mais famoso do mundo se chamada Aaron Kosminski, de 23 anos, um imigrante polonês que trabalhava em Londres como barbeiro.
O detetive que arroga para si a descoberta é Russell Edwards, de 48 anos, que mora ao norte da capital inglesa. Edwards conta que ficou cativado com o mito por trás dos assassinatos de Jack, e ficou durante 14 anos investigando o mistério.
A chave para a elucidação dos crimes foi um xale utilizado por Catherine Eddowes, uma das vítimas de Jack, morta em agosto de 1888. A vestimenta, marcada com sangue e inclusive com registros de sêmem, foi retida pelo sargento Amos Simpson, que estava de plantão na noite da morte de Eddowes e guardou a peça para sua esposa.
Desde então, o xale passou de gerações e gerações até ir à venda em um leilão em 2007. Sem titubear, Edwards deu o maior lance e levou o xale. Com a ajuda do Jari Louhelainen, especialista em biologia molecular, Edwards usou técnicas pioneiras para analisar o DNA do xale durante três anos e meio.
Russell Edwards investiga xale usado por uma das vítimas de Jack, o Estripador - / Divulgação
Os resultados do teste foram cruzados com o bloco de notas do inspetor-chefe Donald Swanson, que liderou a investigação contra Jack à época e registrou um suspeito chamado "Kosminski", dizendo que ele era um judeu polonês de “baixa classe” e teve a vida familiar em Whitechapel. As anotações foram doadas pelos descendentes de Swanson para o Museu do Crime da Scotland Yard, em 2006.
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Dentre os registros, há a passagem dizendo que Kosminski "tinha um grande ódio de mulheres... com fortes tendências homicidas". Os testes de DNA também foram cruzados com o cadastro de sindicatos da época, indicando que Kosminski ganhava a vida como barbeiro.
Com a identidade de Jack já revelada, Edwards investigou então toda a história por trás de Kosminski, que tinha fugido da Polônia por conta da onda anti-semita da época que matava judeus na Rússia e no Leste Europeu. Em 1881, o assassino chegou a Londres, indo morar em Mile End. Mesmo sem nunca ter sido descoberto por seus crimes, Kosminski passou por uma sequência de manicômios, até morrer em 1899 depois de contrair gangrena na perna.
Toda a história de Jack e os bastidores da investigação que relevaria a identidade do vilão mais famoso do mundo virarão o livro “Identificando Jack, o Estripador”, que será lançado por Edwards nesta terça-feira.
O Globo
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Peixe 'que anda' revela como nossos ancestrais evoluíram para a terra
Animal da espécie africana Polypterus senegalus foi observado por cerca de um ano
QUEBEC, Canadá - Cerca de 400 milhões de anos atrás um grupo de peixes começou a explorar a terra e evoluiu para tetrápodes - anfíbios de hoje, répteis, aves e mamíferos. Mas como esses peixes antigos usaram seus corpos e nadadeiras em um ambiente terreste, e quais processos evolutivos estavam em prática segue sendo um mistério científico. Pesquisadores da Universidade McGill publicaram na revista “Nature” um estudo que mostrou o que pode ter acontecido com os peixes que andaram pela primeira vez na terra.
Os estudiosos voltaram-se para o Polypterus senegalus, um peixe africano que pode respirar ar, “andar” na terra e que se parece com os peixes antigos que evoluíram para tetrápodes. A equipe criou o Polypterus senegalus ainda jovem em terra por cerca de um ano, com o objetivo de revelar como esses peixes “terrestrializados” se pareciam e como se moviam de um jeito diferente.
- As condições ambientais estressantes podem revelar variações anatômicas e comportamentais enigmáticas, uma forma de plasticidade de desenvolvimento”, disse Emily Standen, uma ex-estudante de pós-doutorado da McGill que liderou o projeto, agora na Universidade de Ottawa. - Nós queríamos usar esse mecanismo para ver o que novas anatomias e novos comportamentos iriam despertar nesses peixes e ver se batia com o que sabemos dos registros de fósseis.”
Veja o Polypterus Senegalus em aquário
O peixe mostrou mudanças significativas na anatomia e no comportamento. Isto é, o animal “terrestrializado” andou de forma mais eficiente ao colocar suas nadadeiras mais perto do corpo e a cabeça mais pra cima. Assim, conseguiu que as nadadeiras não escorregassem tanto quanto os peixes que crescem na água.
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- Anatomicamente, o esqueleto do peitoral mudou para ficar mais alongado e com ligações mais fortes no peito, possivelmente para aumentar o suporte enquanto andam e reduzir o contato com o crânio para potencialmente permitir um melhor movimento de cabeça/pescoço - explicou Trina Du, uma estudante de Ph.D na McGill e colaboradora do estudo.
De acordo com Hans Larsson, cátedra no Canadá de Pesquisa em Macroevolução na McGill e professor associado no Museu Redpath, como muitas mudanças anatômicas se parecem com os registros do fóssil, pôde-se supor que as mudanças de comportamento que vemos também refletem o que pode ter acontecido quando peixes de fósseis andaram pela primeira vez com suas nadadeira na terra.
- Este é o primeiro exemplo que conhecemos de estudo que demonstrou que a plasticidade do desenvolvimento pode ter facilitado uma transição evolutiva em grande escala, primeiro por acessar novas anatomias e comportamento que podem futuramente ser fixados geneticamente pela seleção natural - acrescentou Larsson.
O Globo
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domingo, 17 de agosto de 2014
Será o fim? Asteroide com mais de 1 km está vindo em direção à Terra e astrônomos não sabem como desviá-lo
A data do possível, porém improvável impacto, é 16 de março de 2880.
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
Jornal Ciência
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
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sábado, 9 de agosto de 2014
Superlua promete iluminar céu deste domingo
Astro estará o mais perto que esteve da Terra nos últimos 20 anos
RIO - Neste domingo, a ideia é combinar programas ao ar livre. A lua vai tomar conta do céu 30% mais brilhante e 14% maior do que o normal. Popularmente conhecido como superlua, o fenômeno acontece quando o satélite natural atinge sua fase cheia próximo ao perigeu - o ponto da órbita lunar localizado mais próximo da Terra.
A cada 14 meses o evento normalmente acontece, mas no próximo dia 10 a diferença entre o perigeu e a lua cheia será mínima, de apenas 27 minutos, algo que especialistas acreditam que só vá acontecer novamente em 2034.
No ano passado, a superlua iluminou a manhã, por volta das 11h. Já neste domingo, o perigeu deve ocorrer às 17h43, e a lua cheia às 18h10, com uma distância da Terra de apenas 221,765 milhas, o mais perto que esteve nos últimos 20 anos. Para os especialistas, esse é o horário perfeito para observar o fenômeno, caso a chuva não atrapalhe.
Com o objetivo de conseguir ter a correta percepção do tamanho da lua, é aconselhado buscar um lugar com alguma construção ou árvore perto para comparação.
NÃO SERÁ O FIM DOS TEMPOS
Ao contrário do que uma antiga lenda prevê, a superlua não irá causar o fim do mundo. Alguns grupos religiosos acreditam que a atividade marca o fim dos tempos, por ser um sinal do Dia do Juízo. Por estar perto da Terra, a lua causaria o aumento da maré e a mudança da rotação do planeta.
O Globo
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