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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Músico que foi de favela em Niterói aos EUA faz campanha 'positiva' online para tratar câncer


Luiza Bandeira
Da BBC Brasil em Londres

Um músico brasileiro de 30 anos, diagnosticado com um raro tipo de câncer nos EUA, lançou uma campanha online para levantar fundos para um tratamento em que aposta em uma abordagem positiva.

Em vídeos da campanha no site Gofundme, Wagner Caldas aparece raspando o cabelo por causa quimioterapia e exibe o mesmo sorriso e energia que mostra nos palcos dos EUA, tocando cavaquinho ao lado do irmão gêmeo, Walter.
A campanha, realizada com amigos, tem o mote "Meu diagnóstico não me define", e usa a hashtag #cantcer - jogo de palavras com can't, 'não pode' em inglês, e câncer.

"O câncer pode fazer muita coisa com você, te destruir, destruir sua família, acabar com seu alto astral, com sua vida. Aí eu usei cantcer, porque não vou deixar isso acontecer comigo. Comigo, o câncer não vai poder fazer isso."

Cobaias
Superação não é algo inédito na vida de Wagner.
Nascidos na favela da Grota, em Niterói, Wagner e Walter, aprenderam a tocar música clássica em um projeto social. Com o sucesso da Orquestra de Cordas da Grota, foram convidados para estudar música na Universidade de Northern Iowa, nos Estados Unidos.

Como a avó dele não tinha dinheiro para criar o filho, deixou-o em uma institução para menores, então a Funabem.
Ali, Jonas aprendeu o ofício de marceneiro e, mais velho, começou a fabricar violinos.
Mas ele não sabia tocar, e queria que alguém testasse os violinos para saber se estavam bons. Quando os filhos Wagner e Walter tinham 11 anos, decidiu que eles seriam os cobaias.

Os dois estiveram entre os primeiros integrantes da Orquestra de Cordas da Grota, onde tocavam o instrumento.
"Hoje eu sou quem sou por causa da música. Onde eu cresci, tudo que eu vi... eu tinha uma chance muito grande de nem estar vivo hoje, igual a um monte de amigos meus que não fizeram música", diz ele.
Bolsa de estudos
Na orquestra, em que tocaram por 12 anos, os dois tocavam música clássica e brasileira e faziam sucesso ao tocar clássicos como Brasileirinho sambando ao mesmo tempo em que tocavam.
Em 2006, deram uma entrevista para uma rádio americana que gerou um convite para tocar nos EUA. Após o show, receberam uma bolsa de estudos da Universidade de Northern Iowa.

Sem falar inglês, os dois partiram para os EUA em 2007. Wagner diz que os dois se destacaram pelo jeito brasileiro e capacidade de improvisação e, assim, decidiram formar uma nova banda.
Foi aí que Wagner trocou o violino pelo cavaquinho.

Diagnóstico
"A verdade é que o meu irmão sempre foi bem melhor do que eu", conta, rindo. "Então comecei no cavaquinho. O instrumento brasileiro é diferente, é raro ter banda com cavaquinho, então isso deu um charme."
Na banda Brazilian 2wins, os dois incluíram pop e rock no repertório e foram tocar em diversos Estados americanos.
Chegaram a se apresentar para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do qual, contam, arrancaram elogios.
Mas, há cerca de um ano, Wagner começou a sentir dor no braço e nas mãos.

A princípio, pensou que fosse muscular, por causa da profissão.
Chegou a fazer uma cirurgia porque os médicos pensaram que fosse um problema no nervo. Mas, dois meses após o procedimento, não sentiu melhora.
Descobriu então um caroço no peito, perto do ombro, e foi diagnosticado com sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer.
O caso se torna mais único ainda por ter aparecido em um homem adulto e negro; este tipo de câncer é mais frequente em crianças brancas, de acordo com os médicos de Wagner.

Mas ele afirma não ter desanimado com o diagnóstico. Ele tinha um show marcado dois dias depois; contou do câncer apenas para seu irmão e fez a apresentação.
Também enfrentou assim o corte de cabelo - diz que os cabelos crespos estavam "pendurados" quando raspou a cabeça, duas semanas após o início do tratamento.
"Não tem tempo ruim", brinca.

O que desanimou Wagner foi a conta do hospital. "Foi tudo muito rápido. Cheguei para fazer o exame, descobri o câncer e, só nesse dia, a conta do hospital foi de quase US$ 40 mil (cerca de RS$ 143 mil)", diz ele.
Não sou o primeiro nem o último a ter câncer. Não adianta ficar estressado ou triste. Meu objetivo é ficar positivo para fazer minha parte, que é comer bem, ficar ativo e me cuidar."

Por isso, Wagner e seus amigos iniciaram uma campanha de arrecadação na internet. Em um mês, arrecadaram US$ 10 mil. A meta é chegar aos US$ 150 mil, para ajudar com o tratamento e outros custos.
O músico, que vive nos EUA há dez anos, decidiu não voltar ao Brasil para fazer o tratamento porque os médicos que o acompanharam desde o início eram americanos e ele está sendo atendido em um centro especializado neste tipo de câncer.

Com a quimioterapia, ele não está mais fazendo shows - seu irmão está se apresentando com o resto da banda.
Mas ele não perde a positividade.

"Do jeito que penso é que não sou o primeiro nem o último a ter câncer, está em tudo quanto é lugar. Sou só mais um, vai dar tudo certo, não adianta ficar estressado ou triste. Meu objetivo é ficar positivo para fazer minha parte, que é comer bem, ficar ativo e me cuidar."

Fonte: BBC Brasil

domingo, 24 de agosto de 2014

A relação das bebidas quentes com o câncer


Quanto mais avança o conhecimento sobre o que faz bem e o que faz mal para a saúde em relação ao hábitos alimentares, mais parece que há uma limitação no prazer de comer. E com as bebidas quentes a história não é diferente: ao consumir café, leite e chás - entre eles o chá verde e o chimarrão - deve-se ter atenção especial à temperatura das bebidas.

Isso porque, dizem pesquisas realizadas no mundo todo, as bebidas com temperaturas acima de 65ºC podem estar ligadas ao desenvolvimento de tumores na cavidade oral (lábios, língua, bochecha, céu da boca), faringe, esôfago e até mesmo estômago. Na outra ponta, a boa notícia é que o chá verde, sobretudo em temperaturas amenas, parece ser protetor contra o mesmo câncer de esôfago, particularmente em mulheres.

O médico titular Dr. André Luis de Godoy, do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, explica que os estudos epidemiológicos ainda não são conclusivos. Porém, alerta que pesquisas feitas no Irã, em regiões onde o consumo do chá preto é altíssimo e a incidência do câncer de esôfago também a ligação parece ser mais consistente. Segundo ele, o desenvolvimento do câncer pode estar ligado às inflamações agudas que as bebidas em alta temperatura podem causar na parede interna do esôfago. Se a frequência de consumo é alta, as inflamações podem se tornar crônicas, o que, teoricamente, pode levar a danos celulares e promover a formação do carcinoma epidermoide, tipo de tumor esofágico.

"Além disso, testes mostram que beber água com temperatura superior a 54ºC pode potencializar o efeito de substâncias cancerígenas em contato com as mucosas da boca, faringe e esôfago, especialmente quando associada ao álcool e ao tabaco, conhecidos fatores de risco para o câncer nestes órgãos", afirma.

Ainda segundo Dr. André, no Rio Grande do Sul, onde o consumo de chimarrão é comum, estão as mais altas incidências de câncer de esôfago do país. A incidência também é alta no nordeste da Argentina e Uruguai, onde a tradição também é frequente. Porém, ainda não é totalmente esclarecido se a alta incidência da doença está relacionada à associação das altas temperaturas na ingestão dessa bebida, à quantidade ou à frequência do hábito, e/ou a um possível efeito carcinogênico (causador do câncer) da erva mate, ainda não comprovado.

Saiba mais

1. Bebidas quentes devem ser consumidas em temperaturas de até 60ºC, limite razoavelmente seguro. Acima disso, o risco de câncer devido à inflamação das mucosas da boca, faringe, esôfago e estômago podem aumentar conforme a temperatura.
2. No caso do leite e do pingado, muitos pedem temperaturas bem quentes, acima de 65ºC, mas o indicado é conter-se com temperaturas mornas, abaixo de 60ºC.
3. A temperatura do chimarrão, consumido pela maioria das populações das regiões Sul do Brasil, Argentina e Uruguai está em torno de 70ºC.
4. Os chás verdes são consumidos no Japão e China em temperaturas de até 80ºC e os chás pretos no Irã são consumidos em temperaturas de até 90ºC.
5. O esôfago é um órgão tubular que leva o alimento desde a garganta até o estômago. No Brasil, o tumor na região é o 6º mais frequente entre os homens e 15º entre as mulheres, com maior incidência depois dos 50 anos de idade.

Núcleo de Cirurgia Abdominal


O Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo proporciona o tratamento de tumores de esôfago, estômago, pâncreas, fígado, metástases hepáticas, GIST, neuroendócrinos, dentre outros. Mantém contato permanente com as mais renomadas instituições internacionais para que haja a constante atualização da equipe em relação ao que há de mais moderno e eficiente para o manejo do câncer. Um dos grandes diferenciais da área é a realização de cirurgias de alta complexidade e a atuação integrada, com todas as especialidades envolvidas no tratamento oncológico dos tumores do aparelho digestivo e abdominais, desde a prevenção, tratamento até a reabilitação.

Dr. André Luis de Godoy - CRM/SP 93115
Médico titular do Núcleo de Cirurgia Abdominal

Dr. Wilson Luiz da Costa Jr - CRM 114602
Médico titular do Núcleo de Cirurgia Abdominal

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Descoberta a cura do câncer? 70 tumores letais desapareceram de paciente após usar medicamento revolucionário

Com cerca de 70 tumores em todo o corpo, os médicos admitiram que já quase não tinham opções de tratamento.

Porém, incrivelmente, Sr. Brooks, de 47 anos, está agora “limpo" depois de que se tornou a primeira pessoa, fora dos EUA, a receber essa nova droga que consegue destruir tumores: vedotin de brentuximab. Todos os tumores foram erradicados. As únicas manchas escuras visíveis sobre a varredura mostram o funcionamento normal dos rins e da bexiga.

O teste clínico no Hospital Christie, em Manchester, tem sido tão bem sucedido que a droga tem se tornado disponível na rotina de outros sofredores também. Agora, os pacientes com o mesmo linfoma raro de Non-Hodking podem obter a droga através do Cancer Drugs Fund.

O linfoma Non-Hodking é um câncer que envolve os linfonodos, e são tratados cerca de 1.500 novos casos por ano. Sr Brooks, um técnico de reparação de motores de Bolton, disse: "Eu não acho que eu estaria aqui hoje sem essa droga.”.

A droga Adcetris possui o nome comercial de vedotin do brentuximab e é controlada através de uma gota no braço a cada três semanas durando até um ano. Ela faz parte de uma nova onda de terapia-alvo, agindo em uma proteína na superfície das células cancerosas, onde ela adere e gera uma substância que mata a célula.Essa droga é oferecida aos pacientes que não têm outras opções de tratamento, e os resultados mostram que, em até um terço dos casos, elimina todos os sinais de câncer.

Ele ainda pode voltar, mas alguns pacientes chegaram a sobreviver por mais de três anos, o que levou a falar-se de uma possível cura. Porém, Adcetris pode ter efeitos graves ou secundários potencialmente fatais incluindo uma infecção cerebral rara.

Foi dada aprovação condicional desse medicamento na Europa em 2012.

Sr. Brooks foi diagnosticado em 2001 e, no primeiro momento, respondeu bem ao tratamento, mas em 2008 o câncer voltou. Ele teve um transplante de células-tronco, mas, mais uma vez, o câncer voltara e se espalhara com ferocidade. Dado a ele apenas algumas semanas de vida, ele se ofereceu para participar do teste clínico. “Eu sabia que eu precisava de algo muito radical para sobreviver", disse ele.

Depois de apenas 12 semanas de tratamento, os médicos encontraram o corpo dele limpo de tumores e agora acreditam que ele está em "remissão completa". Seu médico, o Dr. Adam Gibb, um investigador clínico do linfoma no hospital, disse: "Este é provavelmente o conjunto mais impressionante de exames que já vi. Ele está em remissão e estamos cada vez mais confiantes sobre esse medicamento.".

O professor John Radford, diretor de pesquisa e desenvolvimento no hospital, disse: "Histórias como esta ilustram o valor de testes clínicos. Pacientes individuais podem se beneficiar e os conhecimentos que adquirimos nos permite seguir em frente para a próxima fase no desenvolvimento dos tratamentos de amanhã. Espero que mais pacientes peçam aos seus médicos essas oportunidades de estudos clínicos.”.

Sr. Brooks passou a ter um transplante de medula óssea. Esta semana, ele foi dispensado de seu tratamento no Christie. Ele disse: “Eu não consigo agradecer o suficiente. Deram-me de volta a minha vida.".


Jornal Ciência

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Voo Contra o Câncer...

Precisa-se de aviões para a guerra contra o câncer.
Alguma companhia aérea se candidata?

Rápidos, cômodos e seguros, os aviões são usado em viagens a lazer para visitar parentes, fazer compras, reencontrar os amigos.
Mas poderiam ser utilizados por um motivo ainda mais especial: salvar vidas.

Em Barretos, interior de São Paulo, está o maior e mais avançado hospital oncológico da América Latina e o único IRCAD das Américas(Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica).

Estamos falando do Hospital de Câncer de Barretos, que atende, diariamente, via SUS, 4.000 pacientes vindos de todos os 27 estados do país.

Pessoas que viajam horas e até dias para terem acesso ao que há de mais moderno em tratamento no mundo. Sendo que, a apenas 8 km do hospital, existe um aeroporto prontinho, com uma pista maior do que a do Santos Dumont (RJ), só que sem voos comerciais.

Ou seja: não faltam passageiros, não falta infraestrutura, só falta o avião.

Ajude a espalhar esse projeto e convencer as companhias aéreas a criarem um voo para Barretos.

Segue o site abaixo. Visitem e divulguem para outros amigos.


http://www.voocontraocancer.com.br/


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Doze anos após ataques de 11 de Setembro, mais de 1.000 socorristas são diagnosticados com câncer

Vítimas trabalharam, viveram ou estudaram na área próxima ao World Trade Center

Nos últimos anos, o câncer se tornou uma realidade para mais de 1.000 homens e mulheres que sacrificaram a própria saúde durante os trabalhos que sucederam os atentados de 11 de setembro de 2001 — e esse número deve crescer.

Tina Engel, uma enfermeira oncologista de um hospital no Queens, em Nova York, trabalha no local há apenas dois meses e já identificou 12 novos casos de câncer, além de 25 pacientes que aguardam o resultado de seus diagnósticos.

Amadeo Pulley, um policial de 47 anos, foi diagnosticado com câncer de rim em maio.

— Dá um nó na garganta quando você primeiramente precisa contar para sua mulher. Mas eu disse para minha família e meus dois filhos que ficarei bem. Nós vamos superar isso.

De acordo com o jornal New York Daily News, 12 anos após os ataques terroristas que deixaram quase 3.000 mortos, um estudo do Mount Sinai Medical Center encontrou uma taxa de câncer 15% maior entre os socorristas da tragédia do que entre as pessoas não expostas às toxinas do Marco Zero, resultantes da fumaça tóxica.


Desde agosto, 1.140 pessoas e socorristas que trabalharam, viveram ou estudaram na área próxima ao ataque foram diagnosticados com câncer pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional.

Especialistas como Jim Melius, líder de um programa médico voltado para as vítimas do 11 de Setembro, acreditam que o número deve crescer.

— Há mais casos por aí, nós só sabemos das pessoas que fazem parte de nosso programa porque são financiadas pelo governo, não aqueles que foram tratados por seus médicos particulares. Por causa das substâncias cancerígenas presentes no ar na região do Marco Zero, pessoas que foram expostas estão vulneráveis.

Assim como a maioria dos socorristas que estiveram no local dos ataques, o engenheiro Marty Cervellione, de 63 anos, desenvolveu refluxo respiratório e gástrico nos primeiros anos após o ocorrido. Ele permaneceu dois meses trabalhando no local onde as Torres Gêmeas foram derrubadas, repleto de objetos queimados e fumaça tóxica.

Um sintoma mais alarmante — hemorragia interna — levou ao diagnóstico de câncer gastroesofágico em 2011. Desde então, Cervellione já passou por inúmeras sessões de quimioterapia. Em 2013, um novo câncer foi descoberto e, com ele, vieram mais cirurgias e tratamentos.

— Todos sempre imaginaram que estávamos em perigo por conta da contaminação, mas o mundo inteiro esperava por nós. Senti-me muito bem por servir, não havia vontade de sair dali.

R7

sábado, 27 de abril de 2013

Em Porto Alegre para corrida da Stock Car, Rubinho visita crianças do Instituto do Câncer Infantil


Barrichello mostrou-se solícito, tirando fotos e concedendo autógrafos aos pacientes

Rubens Barrichello recém havia entrado na Casa de Apoio do Instituto do Câncer Infantil, no Hospital de Clínicas, e ainda tentava "quebrar o gelo" em meio à timidez das crianças que se acomodavam nos sofás da sala de estar, quando a pequena Kamile, de três anos, entrou correndo.

GALERIA: confira imagens da visita de Rubinho aos pacientes do ICI-RS

— Não quero tirar foto! Não quero tirar foto! — gritava, antes de sentar e cruzar os braços, com um enorme beiço.

Rubinho sentou-se ao seu lado e confidenciou:

— Eu também não quero.

Aí os cliques das máquinas espocaram, em busca de um registro do momento. Kamile não aguentou e gritou, chorando:

— Mãããee!

Foi a primeira de muitas crianças a conquistar o piloto, em Porto Alegre para a disputa da terceira etapa da Stock Car, neste domingo, às 11h, no circuito de Tarumã. Em cerca de uma hora de visita aos pacientes, o paulista de 40 anos não recusou um pedido para tirar fotos ou conceder autógrafos.

Foi além: prometeu que serviria de garoto de recados a um menino de quatro anos que é fã da dupla sertaneja Guilherme e Santiago e, ao saber que o piloto conhecia seus ídolos, quis mandar-lhes um abraço. Rubinho comoveu-se com a menina que está no Centro de Oncologia Pediátrica e pintou-se com batom ao saber que ele vinha. Passou por cada um dos leitos e conheceu os pequenos que lutam para livrar-se do câncer.

De Letícia, a menina que se maquiou, recebeu uma mochila do Instituto. Dentro, o livro "Os Deuses que encontrei — As Lições de uma Luta de Cinco Anos contra o Câncer", escrito pelo ex-paciente Rafael Acordi (morto em 2005), e uma camiseta. Rubinho agradeceu, colocou a mochila nas costas e não a tirou até o fim da visita.

A presença em hospitais e instituições semelhantes ao ICI-RS farão parte de sua rotina em todas as etapas da Stock Car. Uma ideia que surgiu após a etapa de Curitiba, no mês passado, quando esteve no Hospital Pequeno Príncipe.

— Eu saí do Brasil com 16 anos e passei muito tempo fora. Tenho esse sentimento de necessidade de retribuir — diz Rubinho. — Cada sorriso que elas dão é uma energia positiva. Esse dia é mais legal para mim do que para as crianças — acredita o piloto.

ZHESPORTES


domingo, 21 de abril de 2013

Remédio que ajudou a curar câncer de Dilma é vetado em parecer de comissão do SUS


Publicado em 20 de abril de 2013 por Equipe Combate ao Câncer

Rituximabe, medicamento usado para tratamento de linfoma não Hodgkin, não ganhou aprovação para combater versão folicular da doença

RIO- Um remédio usado pela presidente Dilma Rousseff para o tratamento do câncer no sistema linfático que teve em 2009, o rituximabe, foi vetado em caráter preliminar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ser prescrito a pacientes da rede pública. O documento, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), esteve até esta segunda-feira em consulta pública e causou protestos de médicos e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Já na rede privada, o mesmo medicamento tem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser receitado desde 1998.
Dilma foi curada de um linfoma não Hodgkin de grandes células B. Para este tipo de linfoma — um entre os 20 tipos existentes e que acomete 30% dos pacientes com a doença — o SUS já aprovou o uso do rituximabe. Mas para o linfoma não Hodgkin folicular, responsável por outros 20% dos casos, o parecer prévio da Conitec informou que não foram encontradas evidências que justificassem o uso do remédio. Em média, o tratamento completo com o medicamento custa cerca de R$ 50 mil, de acordo com a Abrale.
A Conitec fez o parecer usando informações da Roche, farmacêutica que fabrica o remédio e pediu à comissão a licença para fornecer o remédio à rede do SUS.
Agora, terminado o prazo para consulta pública, a comissão do SUS terá que divulgar se mudou de ideia ou manterá o medicamento fora da lista fornecida pela rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, o parecer final deverá ser anunciado entre os meses de maio e junho.
— A comunidade médica internacional inteira recomenda o uso deste medicamento para o tratamento da doença. É como prescrever penicilina para tratar pneumonia. Não foi usado um critério médico, mas sim econômico para vetar o uso do rituximabe — afirma o oncologista Daniel Tabak, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer.
Diretor da Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular, Carlos Sérgio Chiattone demonstrou perplexidade com o parecer técnico da Cointec. O hematologista diz que o documento distorce estudos científicos que comprovam o efeito do remédio no tratamento do linfoma folicular, associado à quimioterapia:
— É de absoluto conhecimento da comunidade científica no mundo desenvolvido da prescrição da imunoterapia (classe de medicamento à qual pertence o rituximabe) para o linfoma não Hodgkin folicular. Até os planos privados, que costumam ser altamente restritivos com custos, aceitam o tratamento.
Chiattone diz que a Conitec conseguiu ir na contramão inclusive do que prescreve a Rede Nacional de Compreensão sobre o Câncer, dos EUA (NCCN, na sigla em inglês), entidade que usa informações das 23 principais instituições de estudo de câncer do mundo.
— É razoável que o governo diga eventualmente que não tem dinheiro para determinado remédio e prefira usar o recurso para outro fim, mas com argumentos honestos. Nestes termos que a Cointec usou, é inaceitável.
No Brasil, o linfoma não Hodgkin é diagnosticado em cerca de 10 mil pessoas por ano e 3.500 pessoas, em média morrem da doença no mesmo período.
—Toda semana, entre 10 e 15 pacientes entram em contato conosco com dificuldades em obter o remédio. Acabam entrando na Justiça para consegui-lo, o que acaba sendo mais oneroso para o governo. É uma tristeza ver um paciente ter que vencer a burocracia para ter garantido um direito constitucional — disse Merula Steagall, presidente da Abrale — que submeteu à comissão do SUS uma lista mais de 61 mil assinaturas colhidas na internet contra o parecer.

Fonte: ABRALE

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mulher descobre câncer de mama por causa de cadela, na Inglaterra


Marian Cooper não imaginava que não seria um médico, mas uma cadelinha que descobriria um tumor em seu corpo. Cooper tem 57 anos e dirige um centro de salvamento em Birmingham, na Inglaterra. O diagnóstico foi em 2011, depois que Flo, de seis anos, ficou farejando o seio direito de sua dona.
Intrigada com o comportamento persistente da cachorra, ela fez o autoexame e descobriu um nódulo. Por causa do comportamento de seu animal de estimação, Marian Cooper fez o tratamento e ficou curada do tumor cancerígeno pouco antes do Natal de 2012. Isso que é bom faro!

Extra Online

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil - ABRACC - Ass. Ajuda à Criança com Câncer


Atividade de Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil - ABRACC

15 de fevereiro de 2013.
Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil.
O Dia Internacional do Combate ao Câncer Infantil é comemorado todo dia 15 de fevereiro. A data é uma iniciativa para promover a conscientização e educação sobre a doença em toda a sociedade com o objetivo de evitar milhões de mortes ao redor do mundo. Portanto, é hora de nos unirmos mais uma vez em prol da conscientização sobre a doença, mais especificamente, sobre o câncer infanto-juvenil. O Diagnóstico Precoce do câncer infanto-juvenil No Brasil, o câncer ainda é a principal causa de mortalidade por doença na faixa de 5 a 19 anos. Porém, desde que o diagnóstico seja feito precocemente, as chances de cura podem chegar a 85%, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Portanto a forma mais efetiva de curar o câncer em crianças e adolescentes é o diagnóstico precoce da doença. Saber encaminhar casos suspeitos corretamente contribui sensivelmente para o tratamento adequado, aumentando as chances de cura dos pequenos pacientes. Mobilização Internacional Organizações Globais do câncer infantil também estão unidas para salvar a vida de milhares de crianças através de uma campanha de conscientização sobra o diagnóstico precoce do câncer infantil. A Sociedade Internacional de Oncologia (SIOP) e a Confederação de Organizações de Pais de Crianças com Câncer (ICCCPO) tem como objetivo preparar melhor a sociedade para reconhecer os sinais do câncer precocemente. A ABRACC é uma Associação que objetiva dar apoio e auxílio às crianças e adolescentes portadores de câncer, garantindo a continuação do tratamento e elevando a qualidade de vida dos pacientes carentes. Necessitando e realizando doações, de alimentação até medicamentos, a ABRACC também necessita de voluntários para que consiga, cada vez mais, continuar oferecendo, além do carinho e conforto, atendimento psicológico individual e terapia de grupo a seus pacientes e familiares.

ABRACC

domingo, 20 de janeiro de 2013

Hospital A.C.Camargo

Liderança no tratamento de câncer


Inaugurado em 23 de abril de 1953, o Hospital A.C.Camargo tem uma trajetória grandiosa no combate ao câncer. Líder em conhecimento científico sobre oncologia, é um centro de referência internacional em ensino, pesquisa e tratamento multidisciplinar.

O início desta história remete a 1934, quando o professor doutor Antônio Cândido de Camargo, da Faculdade de Medicina da USP, criou a Associação Paulista de Combate ao Câncer (APCC) com a proposta de oferecer assistência médica hospitalar contra tumores malignos, disseminar informação para a sociedade e aperfeiçoar o conhecimento dos médicos na área de Oncologia.

Para a APCC se estabelecer, no entanto, era necessário capital. Ele veio em 1943, pelas mãos do Comendador Martinelli, paciente do cirurgião Antônio Prudente - discípulo de A.C.Camargo. Martinelli doou 100 contos de réis que foram rapidamente transformados em mil contos de réis por meio de campanhas.

Em 1946, a jornalista Carmen Prudente, esposa de Antônio, criou a Rede Feminina de Combate ao Câncer e mobilizou a população de São Paulo em torno da construção do Hospital por meio da criação de um concurso para arrecadação de fundos. O vencedor foi um jovem estudante de Medicina chamado Humberto Torloni, filho de imigrantes italianos e que mais tarde ocuparia posição de destaque na Organização Mundial de Saúde.

Em 1953, o corpo clínico do então chamado Hospital do Câncer era constituído por 92 especialistas, todos escolhidos por Antônio Prudente. Eram médicos, cirurgiões, radioterapeutas, laboratoristas e 35 enfermeiras da Cruz Vermelha alemã. Todos sabiam que faziam parte do início da história de uma Instituição que já nascia com a proposta de privilegiar pesquisas científicas e levar informações sobre o câncer para a população.

Ainda em 53, criou sua residência para médicos, a segunda do país, com duração de 40 meses. Foram os seis primeiros meses de constante atividade clínica, sendo internados 778 pacientes para tratamento de tumores, principalmente, de pele, colo de útero, mama e estômago. Nesse período também foram registradas cerca de 6.500 consultas, 816 cirurgias e 4.887 aplicações de radioterapia.

Em 1973 a APCC transformou-se na Fundação Antônio Prudente, hoje entidade filantrópica reconhecida oficialmente e mantenedora do A.C.Camargo. Seu Conselho Curador elege, periodicamente, a Diretoria Executiva do hospital e supervisiona sua gestão.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Instituto do Câncer Infantil reinaugura instalações com decoração inspirada em O Mágico de Oz


Objetivo é quebrar a sobriedade do ambiente onde pacientes oncológicos permanecem longo tempo em tratamento

Um leão de braços abertos recepciona quem chega ao terceiro andar do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

No peito, o mascote da luta contra o câncer infantil exibe uma medalha com a palavra "coragem". O corredor até a porta que dá acesso à unidade de oncologia pediátrica do hospital é decorado por um caminho de tijolos amarelos, como o que a menina Dorothy percorre na história O Mágico de Oz até encontrar o caminho de volta para casa.

A nova ambientação do Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul (ICI-RS), que será inaugurada na manhã desta quinta-feira, às 10h30min, aproveita a relação com a história infantil que acompanha o instituto desde sua fundação, em 1994, para dar mais cores ao hospital, onde crianças e adolescentes passam longo tempo internados para o tratamento do câncer.

— Esta unidade não é para quem tem uma dor de barriga, por isso, tão importante como o acolhimento médico competente e uma equipe bem treinada é termos um ambiente menos frio para esses pacientes e seus familiares — comenta o presidente do ICI-RS e chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital de Clínicas, Algemir Brunetto.

O médico explica que a escolha da história do Mágico de Oz para representar o instituto tem pelo menos duas razões: a construção do caminho para a cura das crianças para que elas, assim como Dorothy, voltem para casa e o amigo que a menina encontra no caminho, um leão que deseja encontrar coragem.

Nos tijolos amarelos do corredor de entrada, estão gravados os nomes de empresas e pessoas que fizeram as primeiras doações para a fundação do instituto e outros tantos estão abertos para serem preenchidos — até hoje a entidade se mantém com doações e campanhas de arrecadação de fundos, como a Corrida Pela Vida e o Mc Dia Feliz.



Coragem de leão

O leão Coragem chama a atenção de Gustavo Oliveira, de três anos, quando ele passa no corredor até a sala de recreação do hospital — toda enfeitada com balões para a festa de reinauguração. No Dia da Criança, uma suposta gripe que nunca melhorava levou à descoberta de uma leucemia. Desde então, foram 43 dias a fio de internação e agora retornos periódicos para a continuidade do tratamento.

— Assim como o leão, nós também temos de ter coragem para batalhar, e não é fácil — desabafa a mãe de Gustavo, Magui Ferreira, 34 anos.

Para cuidar do menino, ela teve de sair da creche em que trabalhava em Torres, no Litoral Norte, e deixar os outros dois filhos sob os cuidados do pai.

É por isso que o instituto contempla uma estrutura de apoio não só médico, mas também psicológico, pedagógico e até mesmo social, além de contar com uma unidade de pesquisa clínica para o estudo de tratamentos mais eficientes.

Com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o ICI-RS tem índice de cura em torno de 80% e já tratou quase 2 mil crianças e jovens com câncer nas últimas duas décadas.

O que mudou

— Com a reforma, o número de leitos aumentou de 22 para 26

— Três leitos são dedicados a transplantes de medula óssea

— Uma sala de informática foi montada no espaço de recreação

— Sala pedagógica foi ampliada

— Toda a unidade está climatizada

Números do instituto

— 1,9 mil crianças e adolescentes atendidos desde 1994

— 71 pesquisas clínicas em andamento

— 50 pacientes ambulatoriais atendidos, em média, por dia

— 80% de cura no tratamento

ZERO HORA

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sancionada lei para SUS atender paciente com câncer em até 60 dias


O texto publicado nesta sexta-feira (23) entra em vigor em 180 dias.
Se caso for grave, prazo pode ser menor. Lei prevê acesso a medicamentos.


A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira (23) lei que estabelece um prazo de até 60 dias para que pacientes com câncer recebam o primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto foi publicado na edição desta sexta do "Diário Oficial da União".

Se o caso for grave, o prazo pode ser menor, destaca o texto. Esse intervalo de dois meses é contado a partir da confirmação do diagnóstico, e o tratamento pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. A lei também prevê acesso "gratuito e privilegiado" a analgésicos derivados do ópio (como morfina) a pacientes que sofram com dores intensas.

Os estados que possuem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para atender à demanda dentro do prazo estabelecido. A lei entra em vigor em 180 dias contados a partir desta sexta-feira (23), data da publicação.

A proposta inicial, feita em 1997 pelo ex-senador Osmar Dias, falava apenas sobre tratamento com remédios contra a dor. Na Câmara, o projeto foi ampliado para essa nova versão.

Segundo a relatora do substitutivo, a senadora Ana Amélia (PP-RS), a demora em começar um tratamento contra o câncer é o principal problema dessa terapêutica no Brasil. Na opinião dela, a aprovação do projeto trará grandes benefícios para as mulheres com câncer de mama.

Ana Amélia disse, ainda, que não se deve esperar que a aprovação da lei "resulte na extinção das mortes por câncer no Brasil", mas que o Estado fará sua parte para combater a doença.

Segundo um levantamento publicado pelo Tribunal de Contas da União em outubro de 2011, o tempo médio que o SUS leva para iniciar um tratamento de quimioterapia é de 76,3 dias após o diagnóstico. Na radioterapia, o tempo aumenta para 113,4 dias.

Dentro da recomendação médica
Para o oncologista clínico Aldo Lourenço Dettino, do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo, o período de dois meses entre o diagnóstico e o início do tratamento é adequado. Segundo ele, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de entre seis e oito semanas -- ou seja, a nova lei está de acordo.

O atraso para começar o tratamento pode dar tempo para que o câncer avance, por isso é importante começar rápido. "No mínimo, quanto antes começar, menor a ansiedade", apontou o especialista.

No entanto, ele ressaltou que o prazo de mais de um mês é necessário para que os médicos escolham o melhor tipo de tratamento para cada caso específico. A decisão entre, por exemplo, uma cirurgia ou a quimioterapia, depende de exames que demoram para ficar prontos.

"Sem ter todos os dados, você pode não julgar idealmente o risco clínico e o risco oncológico", ponderou Dettino.

bem estar

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sono tem efeito protetor contra o câncer, diz oncologista

Tempo de descanso interfere na secreção da melatonina, que possui propriedades anticarcinogêneses e antioxidantes

Uma boa noite de sono pode ser um fator de proteção contra o câncer. Segundo o oncologista e pesquisador Stephen Stefani, do Instituto do Câncer Mãe de Deus, evidências revelam que há uma ligação entre a produção de melatonina e o risco de desenvolvimento de câncer, especialmente o de mama e próstata.

— Os indivíduos com menor tempo de sono noturno experimentam uma supressão da secreção da melatonina, que possui propriedades anticarcinogêneses e antioxidantes — explica o médico.

A melatonina é um hormônio produzido principalmente pela glândula pineal, localizada no cérebro, mas também por outras partes do corpo, incluindo os olhos, a medula óssea, o trato gastrointestinal, a pele e os linfócitos. Está envolvida na facilitação do sono, no crescimento e na função imune. Essa substância pode diminuir com a idade e sofre efeitos da luminosidade. Nos humanos, o cérebro identifica a variação da luminosidade e prepara o organismo para o sono durante a noite.

— Fotorreceptores não-visuais da retina identificam os períodos de iluminação do ambiente; e, através da glândula pineal, a melatonina é secretada à noite, especialmente durante o sono — esclarece Stephen.

Com o advento de novas tecnologias, especialmente a internet, há uma tendência de uma menor quantidade de sono diário na atualidade. Com isso, as pessoas podem estar perdendo a proteção ao câncer que o sono pode proporcionar através da produção da melatonina. Assim, a quantidade diária de sono deve ser preservada.

— A necessidade diária de sono varia conforme a idade e individualmente. Bebês chegam a dormir 18 horas por dia, mas os adultos necessitam em torno de sete a oito horas diárias — recomenda o oncologista.

Dicas para um sono reparador

:: Mantenha o quarto com iluminação reduzida, sem ruídos e com uma temperatura agradável.

:: Tenha um horário regular para dormir diariamente.

:: Algumas horas antes de dormir, busque atividades relaxantes e evite as que possam ser estimulantes, como fazer exercícios, usar a internet ou assistir a alguns tipos de filmes.

:: Antes de dormir, não consuma bebidas estimulantes, como café.

Bem-estar

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Vacina anticâncer RINS E PELE


Já existe vacina anticâncer (pele e rins).
Foi desenvolvida por cientistas médicos brasileiros, uma vacina para estes dois tipos de câncer, que se mostrou eficaz,tanto no estágio inicial como em fase mais avançada.
A vacina é fabricada em laboratório utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente.
Em 30 dias está pronta, e é remetida para o médico oncologista do paciente.

Nome do médico que desenvolveu a vacina: José Alexandre Barbuto
Hospital Sírio Libanês - Grupo Genoma.

Telefone do Laboratório: 0800-7737327 - (falar com Dra. Ana Carolina ou Dra.. Karyn, para maiores detalhes)

http://www.vacinacontraocancer.com.br/

Informação recebida por e-mail

sábado, 16 de junho de 2012

Rio Grande do Sul é líder em mortes por câncer de pulmão no Brasil



Fumo está ligado a 80% dos casos

O câncer de pulmão mata pelo menos 2.843 pessoas por ano, entre homens e mulheres, no Rio Grande do Sul. O número (registrado pelo Ministério da Saúde em 2009) é 40,4% maior do que de mortes causadas por acidente de trânsito (2.025, em 2011) e 71,5% maior do que de homicídios (1.657, também no ano passado).

No mundo, as estatísticas são ainda mais alarmantes. Por dia, o equivalente a toda a população de Porto Alegre — cerca de 1 milhão e meio de pessoas — perdem a vida pelo mesmo motivo. O Rio Grande do Sul lidera o ranking brasileiro de casos, sendo o Estado com maior números de mortes — 23 por cada cada 100 mil habitantes.

O oncopneumologista Guilherme Costa, coordenador da Comissão de Câncer de Pulmão da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) afirma que uma das prováveis causas para os altos índices seja o clima frio da região sulista.

— Em baixas temperaturas, é comum que as pessoas procurem formas de se aquecer, e o fumo é uma delas — diz o especialista.

O presidente da Fundação Sul-Americana para o Desenvolvimento de Novos Medicamentos Contra o Câncer e vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Cancerologia, Gilberto Schwartsmann, concorda que a relação com o fumo é responsável pela esmagadora maioria dos casos diagnosticados, e que há um forte apelo da indústria tabagista para banir as campanhas de conscientização.

— A indústria do tabaco faz um forte lobby e subsidia uma série de ações em Brasília para neutralizar as campanhas — afirma.

Considerada rara no início do século XX, a doença se tornou um grave problema de saúde pública nos últimos 50 anos. O impacto é tanto que leva o estado brasileiro a investir, por ano, quase R$ 21 bilhões. A conclusão é da pesquisadora Márcia Pinto, da Fiocruz, que fez um estudo mapeando os custos de doença relacionadas ao tabaco. A pesquisadora explica que esse valor é financiado pela sociedade, com o pagamento de seus impostos:

— Esses custos são financiados por quem fuma e quem não fuma. Esse valor poderia ser investido, por exemplo, na ampliação do acesso das crianças a vacinas ou na compra de quimioterápicos para o SUS.

Como o estudo é pioneiro no país, não há comparativo local para saber se o valor é elevado demais. Sabe-se apenas que, em países como China e Estados Unidos, os investimentos são próximos a US$ 30 bilhões por ano.

Impacto na saúde e na economia

A expectativa da pesquisadora é de que o governo possa dar seguimento à pesquisa e invista na atualização dos dados. Outra proposta é incluir na próxima pesquisa os custos indiretos do tabagismo, relativos à perda da produtividade do fumante ou ex-fumante no mercado de trabalho.

— O fumante que se aposenta precocemente, ou sai do mercado, ou deixa de produzir riqueza para o país — explica Márcia.

A pesquisadora também concorda que a forte presença da indústria do tabaco no Rio Grande do Sul pode ter influência na adoção de medidas de controle anti-tabagismo. Porém, apesar das estatísticas negativas, é preciso considerar o fato de que, com as medidas de controle como a proibição de publicidade na televisão e no verso das carteiras de cigarro, bem como a restrição do fumo em locais fechado, fez cair o número de fumantes no Brasil.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), nos anos 80, 32% dos adultos fumavam, e em 2007, esse número caiu para 17%. A expectativa é que a cada ano baixe 0,3% o numero de fumantes.

— Isso vai fazer que tenha uma redução importante nos casos de câncer de pulmão, se as pessoas continuarem aderindo as campanhas — alerta Schwartsmann.

Doença poderia ser rara

Não há medida mais eficaz para evitar o câncer de pulmão do que não fumar, já que o consumo de derivados do tabaco está na origem de mais de 80% dos casos da doença. Ou seja: se não fosse o fumo, essa poderia ser uma enfermidade rara. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.

Manter alto consumo de frutas e verduras também é recomendado. Deve-se evitar, ainda, a exposição a certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente em indústrias.

Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão também favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

Números

:: Brasil

Estimativas de novos casos: 27.320, sendo 17.210 homens e 10.110, mulheres (2012)

Número de mortes: 21.069, sendo 13.293 homens e 7.776 mulheres (2009)

O sistema de saúde brasileiro gasta R$ 1 bilhão e 600 milhões de reais por ano no Brasil no tratamento da doença.

A cada 100 novos diagnósticos de câncer de pulmão, 85 morrem nos dois anos subsequentes ao diagnóstico, e isso tem relação com três fatores importantes:

1) De todos os tipos de câncer, o de pulmão é o que mais mata em todo o mundo.

2) Anualmente, o câncer de pulmão mata o equivalente a toda população de Porto Alegre, 15 milhões de pessoas.

3) 55% dos casos ocorrem em países em desenvolvimento.

:: Mundo


— O tabagismo causa 130 mil óbitos por ano.

— Mais de 300 pessoas morrem em consequência das doenças relacionadas ao tabagismo.

— Um fumante vive seis anos menos do que quem não fuma.

:: Comparação com causas de morte no RS

— Homicídio 1.657 (SSP/2011)

— Acidente de trânsito no Estado 2.025 (Detran/2011)

— Câncer de pulmão 3.600 (Inca/2007)

:: Estimativa de novos casos em 2012

RS

Homens: 2.780

Mulheres: 1.400

PORTO ALEGRE

Homens: 370

Mulheres: 260

Fonte: Inca - Estimativa 2012

VIDA

terça-feira, 29 de maio de 2012

Paciente com Mieloma Múltiplo não consegue comprar remédios para tratar câncer


Raimundo Bruzzi luta contra o Mieloma Múltiplo, uma doença que prejudica a imunidade. Estima-se que 30 mil brasileiros sofram com o mal, que ataca idosos, na maioria dos casos

Mieloma múltiplo é uma doença hematológica (do sangue) que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células plasmáticas. A incidência da doença ocorre a partir da sétima década da vida, sendo rara antes dos 40 anos. Atinge, preferencialmente, o sexo masculino e os pacientes de raça negra.

Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea, que pode variar de 10% a 90% – normalmente, as células plasmáticas constituem menos de 5% das células da medula óssea. Tais acúmulos de células plasmáticas são denominados plasmocitomas. O aumento das células plasmáticas pode acontecer na medula óssea (acúmulo intramedular) ou em outras localizações (acúmulo extramedular), portanto os pacientes com mieloma múltiplo podem apresentar plasmocitomas intra ou extramedulares.
Sinais e Sintomas

Anemia, fadiga e dores ósseas constituem a tríade que sugere o diagnóstico de mieloma múltiplo, embora outros achados sugiram também a doença, como fraturas patológicas, hipercalcemia, insuficiência renal e proteinúria de Bence-Jones.

Dor óssea: um sintoma característico do mieloma múltiplo é a dor que não responde a tratamento analgésico.

Fraturas ósseas: as fraturas ósseas costumam ser patológicas, o que significa que podem ocorrer por pequenos traumas. A dor óssea e as fraturas são os primeiros sintomas do mieloma múltiplo.

Hipercalcemia: é uma alteração da bioquímica do sangue caracterizada pelo aumento dos níveis de cálcio na corrente sanguínea. Se não for controlada, pode causar outros efeitos colaterais como, por exemplo, insuficiência renal.

Lesões osteolíticas: podem aparecer lesões ósseas disseminadas parecidas com a osteoporose, uma vez que as células plasmáticas ultrapassam 30% do valor normal. Essas lesões enfraquecem o osso, podendo provocar dor óssea e/ou fraturas patológicas.

Proteinúria de Bence-Jones: as células plasmáticas produzem anticorpos (imunoglobulinas) que fazem parte do sistema imunológico e que, na realidade, são proteínas. O aumento dessas proteínas pode ser detectado no sangue. As proteínas são denominadas proteínas M. Fragmentos dessas proteínas, denominadas proteínas de Bence-Jones, são evidenciados em exames de urina.
Muitos pacientes confirmam o diagnóstico de mieloma após a realização de exames de rotina de sangue e urina, nos quais são encontradas alterações mostrando níveis elevados de proteínas.

Alterações hematológicas: o aumento das células plasmáticas e do cálcio e o excesso de proteínas no sangue podem danificar os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, provocando anemia (diminuição de glóbulos vermelhos) e trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas), o que pode causar sangramentos, e também alterando o sistema imunológico, predispondo o paciente à infecções.

www.combateaocancer.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Veja histórias de pessoas que enfrentam a batalha contra o câncer


Assista ao vídeo e veja histórias emocionantes de pessoas que não perdem o otimismo mesmo diante de situações difíceis como a luta contra o câncer.

R7

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Estudo diz que é possível evitar mais de 40% dos casos de câncer


Pesquisa mostrou que diagnósticos estavam relacionados com estilo de vida

Cerca de 45% dos casos de câncer em homens e 40% dos registrados em mulheres no Reino Unido são causados pelo estilo de vida e podem ser prevenidos, diz um estudo publicado nesta terça-feira (6) na revista médica "The British Journal of Cancer".


A pesquisa, a mais extensa elaborada até hoje no Reino Unido, chegou à conclusão que mais de 100 mil dos cânceres diagnosticados a cada ano neste país são causados por quatro fatores relacionados com o estilo de vida: tabaco, má alimentação, álcool e sobrepeso.

Segundo o estudo, realizado pela associação britânica "Cancer Research UK" e que levou em conta 14 fatores ambientais e de estilo de vida, o tabaco é o elemento mais determinante para o desenvolvimento de um câncer.

O tabaco é responsável por 23% dos casos de câncer em homens e por 15,6% das ocorrências em mulheres, sendo que os tipos mais frequentes são, além do de pulmão, o de bexiga, rim, pâncreas e colo do útero.

No total, 34% dos cânceres diagnosticados no Reino Unido em 2010, o que equivale a 106.845 casos, estavam vinculados a tabaco, alimentação, problemas com álcool e excesso de peso.



Entre os homens, 6,1% dos casos de câncer tinham relação com a falta de frutas e verduras na dieta, 4,9%, com o trabalho, 4,6%, com o álcool, e 4,1%, com o sobrepeso.



Além disso, segundo o estudo, 3,7% dos cânceres diagnosticados em homens têm como causa uma excessiva exposição aos raios ultravioletas. No caso das mulheres, 6,9% dos diagnósticos de câncer estiveram vinculados ao sobrepeso, 3,7%, a infecções, e 3,6%, aos raios ultravioletas.



A falta de frutas e verduras na dieta foi determinante em 3,4% dos casos de câncer entre mulheres, enquanto o álcool foi responsável por 3,3% das ocorrências.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

ALERTA - Para quando fizer Mamografia


É bom saber!
Em um programa na televisão israelense, disse um médico que é cada vez mais comum o número de mulheres que sofrem de câncer de tireóide. E observou que, talvez, isso seja devido ao uso de raios-X em Mamografia.
Ele explicou que um manto deve ser fornecido para fazer esse tipo de estudo e que ele se destina a cobrir e proteger o pescoço.
E muitos não levam em conta sobre isso !!!
Esse manto de proteção pode ser colocado sobre a área da tireóide, no caso da Mamografia.
A pessoa que escreveu esse e-mail foi fazer esse estudo de Mamografia e, encorajada, solicitou esse manto de proteção.
Perguntou para a enfermeira porque nunca colocam essa proteção nas pacientes e ela respondeu:
- Não sei. Devem solicitá-lo!!!
ENTÃO, SOLICITEMO-LO!!!!
É UM DIREITO NOSSO QUE NÃO SABEMOS E QUE AS CLÍNICAS NÃO CUMPREM, POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE.
Então solicitemo-lo ! Por favor, encaminhe esse e-mail para que não somente você saiba desse assunto, mas possa ajudar outras mulheres também na sua prevenção.

Informação enviada por e-mail pela amiga e colaboradora Yeda Lins
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