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sexta-feira, 8 de março de 2013

AQUI FICA A HISTORIA DO DIA 8 DE MARÇO - "DIA INTERNACIONAL DA MULHER"


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.
Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

NÓS MULHERES, PRINCIPALMENTE, DEVEMOS NOS LEMBRAR SEMPRE DESSAS MULHERES!

Meninas são as que mais sofrem com violência sexual no país


 Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, voltam-se as atenções para a garantia dos direitos de nossas meninas. Segundo o Censo 2010, o país possui mais de 22 milhões de crianças e adolescente mulheres, cerca de 28% do total populacional. Infelizmente, elas continuam sendo parte da população que mais sofre violações aos seus direitos, condição que as impede de ter um desenvolvimento saudável.

A Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, avalia o cenário. “Isso ocorre em função das raízes históricas, culturais e econômicas, de dominação de gênero, de classe, que se mantêm pela reprodução da cultura do machismo e pela questão da sobrevivência e do consumo”, aponta. Além disso, entre as violências que mais atingem as meninas, continua em destaque as de caráter sexual. “Continua sendo uma grave violação de direitos humanos de crianças e adolescentes em nosso país, sobretudo no que se refere aos direitos sexuais”, explica Karina.

De acordo com a legislação, toda e qualquer criança tem direito a um desenvolvimento saudável e integral, sem violações de direitos, inclusive, livre da violência sexual. Por isso, é dever da família, do Estado e de toda a sociedade proteger as crianças e adolescentes. No entanto, a eliminação de violações tais como a exploração sexual e o trabalho infantil, continua sendo um desafio em nossa sociedade.

A violência sexual pode ocorrer de diferentes formas, mas essencialmente trata-se quando ocorre o uso de uma criança ou de um adolescente para a satisfação sexual de um adulto, ou alguém mais velho, em uma relação assimétrica de poder e dominação. Os abusadores podem ser pais, mães, padrastos ou madrastas, avós, tios e primos. Podem ser também vizinhos, babás, líderes religiosos, professores ou treinadores. Pertencem a todas as classes sociais, raças, gêneros, orientações religiosas e sexuais.

Segundo a coordenadora de programas da Childhood Brasil, Anna Flora Werneck, o abuso e a exploração sexual são crimes graves, que deixam marcas profundas nos corpos das vítimas, como lesões, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. Além disso, também prejudica o desenvolvimento psicossocial, gerando estresse, depressão e baixa autoestima. “Interferem perigosamente nos afetos e sensações, na autoimagem, nos relacionamentos, nas possibilidades de viver o prazer, o desprazer, enfim, na sexualidade, que é aspecto fundamental da saúde física e mental e da singularidade de cada indivíduo”, explica a profissional.

Ainda de acordo com a coordenadora dessa instituição, um dos principais caminhos para mudar essa situação é o fortalecimento das redes de atendimento. “É fundamental que o Sistema de Garantia de Direitos ofereça serviços de saúde, educação e assistência integrados para oferecer às vítimas de violência e sua família cuidados para diminuirmos consideravelmente esses prejuízos”, defende.

Belo Monte

Uma adolescente de 16 anos denunciou ao Conselho Tutelar de Altamira, no Pará, a existência de um prostíbulo localizado em área limítrofe de um dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte, que mantinha pessoas em regime de escravidão e cárcere privado. A jovem também estava vivendo sob as mesmas condições, mas conseguiu fugir. A Polícia Civil local foi acionada e prendeu dois funcionários da boate, mas não encontrou o proprietário.

Desde então, o caso ganhou destaque na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, criada em abril de 2012 pela Câmara de Deputados. Nesta semana, a Comissão ouviu a conselheira tutelar Lucenilda Lima, envolvida no caso, que afirmou que a exploração sexual infantil triplicou na região após o inicio das obras da usina. De acordo com a polícia rodoviária federal no Estado do Pará, os pontos vulneráveis aumentaram em 400%.

Segundo a deputada Liliam Sá (PSD-RJ), relatora da CPI, essa situação é inaceitável e continuará sendo investigada pela Câmara. “Na semana que vem vamos ouvir os gestores das grandes obras e apresentaremos requerimento convidando o Prefeito, o delegado e o engenheiro responsável. Depois de ouvir esses depoimentos vamos ao Pará em diligência, para investigar este caso”, explicou a deputada.

Meninos

Após as conclusões desse caso, a CPI passará a investigar denúncias de exploração sexual envolvendo escolas de futebol. Além da exploração do trabalho infantil ocorrer nesses locais, há ainda casos em que os meninos sofrem com promessas de emprego e o sonho de ser jogador de futebol facilita o aliciamento e o tráfico interno e internacional.

Outro motivo relacionado à exploração sexual de meninos continua sendo a homofobia. “Muitos sofrem rejeição da família por sua orientação sexual e são seduzidos por propostas de trabalho ou mesmo de transformação estética do corpo. Acabam sendo aliciados por uma rede de exploração e vivendo em regime de semi escravidão”, explicou a coordenadora de programas da Childhood.

Denuncie

Um dos principais canais que atualmente o Governo Federal disponibiliza para que as pessoas façam denúncias de casos de exploração sexual infantojuvenil é o Disque 100. Ao receber a denúncia, o canal a encaminha para a rede de proteção e responsabilização e informa o denunciante sobre os encaminhamentos dados.

Foram 130.029 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes registradas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) em 2012 e 82.117 em 2011, o que representa um crescimento de 58,3%. 37.727 destas denúncias de 2012 se referem à violência sexual.

Conheça os diversos canais do Disque Direitos Humanos:

Por telefone: discagem direta e gratuita do número 100;
Por e-mail envio de mensagem para o endereço disquedenuncia@sdh.gov.br;
Portal: o www.disque100.gov.brrecebe denúncias sobre pornografia na internet
Ligação internacional: para quem estiver fora do Brasil, o telefone é +55 61 3212.8400


Pró-Menino

quinta-feira, 8 de março de 2012

Menina cantou, mesmo sendo proibido se apresentar em público no Irã



Mesmo desafiando as leis de seu país...cantou!
Certamente não será perdoada.

O que é “felicidade” para nós, no Dia da Mulher


A cada 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as blogueiras do 7×7 se perguntam: o que vamos dizer a você, que nos visita sempre ou de vez em quando? Desde que estreamos, tivemos mais de 20 milhões de visitantes únicos no blog. É muita responsabilidade.

Mas vida é leveza também. E por isso resolvemos falar de felicidade, de uma maneira muito simples e pessoal. Os depoimentos, com foto, não são apenas das blogueiras fixas, mas de nossas convidadas. Uma delas é Liuca Yonaha, que ajuda tanto o 7×7 nos bastidores, como editora de epoca.com.br, que costumamos chamá-la de “o oitavo elemento”.

O bacana foi a surpresa de ontem. Segundo a última pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a brasileira é a mais feliz entre mulheres de 158 países. As brasileiras deram a maior nota para a expectativa de felicidade nos próximos cinco anos: 8,98 (numa variação de 0 a 10). Em segundo lugar, vieram as dinamarquesas…

Parabéns às mulheres e aos homens pelo dia de hoje.

Margarida Telles, jornalista paulistana

“Felicidade é aquela que vem de dentro, sem motivo aparente. Ela dá as caras em viagens, mas também pode aparecer no trânsito, trabalho ou enquanto lavo a louça. É a realização de que sou quem eu quero ser, mesmo que não consiga fazer tudo o que desejo. Felicidade é entender que as coisas têm o seu tempo, e viver o presente com vontade. De preferência com mais viagens que louça suja e carros parados.”

Natália Spinacé, jornalista jundiaiense

“É difícil definir uma ideia de felicidade, mas assim que comecei a pensar no assunto, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a casa dos meus avós, dona Alvina e seu Luis. É o lugar onde toda a família se reúne aos domingos, onde eu e minhas primas sentamos no chão e ficamos horas jogando conversa fora. É também onde eu sempre encontro paz, calma e, claro, comida boa. Acho que é isso: felicidade é a casa dos meus avós aos domingos.”

Ruth de Aquino, jornalista carioca

“Felicidade é curtir o Natal na praia com os dois filhos e ver que o tempo passa. Um ritual da vida toda, onde o maior presente é a companhia. Mergulhar no mar, com a espuma da onda batendo no rosto. Comer bobó de camarão. Viajar para longe e para perto. E voltar. Fazer amor com o namorado. Ler e reler. Ir ao cinema vazio. Escrever e reescrever. Ter duas festas de 90 anos em 2012: de meu pai e minha mãe.”

Raquel Carvalho, advogada mineira

“Felicidade feminina é tântrica e múltipla. Um excesso que existe, mistura e liberta. Afinal, mulher nasce poliglota. Pisa em qualquer chão. A alma, leve em tantos fragmentos. Seduz a realidade, escolhe a verdade, liberta a vontade. Penetrada em sentimentos, humana. Revelada a existência, plena. Reconhecida em amor, mulher.”

Karina Arruda, jornalista brasiliense

“Nesse dia das mulheres preciso dizer que encontrei a minha felicidade em um homem. As mais doces emoções, as mais loucas experiências, as mais sinceras risadas e as mais importantes conquistas até agora vieram da parceria com quem escolhi para dividir a vida. Sim, clichê, mas para mim a felicidade é viver um amor de verdade.”

Luciana Vicária, jornalista paulistana

“Felicidade pra mim é soltar as mãos dos meus filhos a alguns metros de uma praça arborizada perto de casa e dizer: “podem ir sozinhos agora, corram”. Fico ali parada assistindo. É como se eu tivesse dado a largada para a diversão. Eles correm pela grama em direção aos brinquedos como se tivessem com pressa de brincar. Liberdade e desejo de se divertir se misturam. Felicidade pura. Pra mim, felicidade em dobro.”

Leia mais:

Mulher 7X7



terça-feira, 8 de março de 2011

No Dia Internacional da Mulher, Mais Você recebe Maria da Penha



O Mais Você desta terça, 8 de março, fez uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher e foi atrás de um exemplo, uma mulher que se chamasse Maria, nome que personifica todas as mulheres brasileiras. E recebeu para o café da manhã, a farmacêutica Maria da Penha, que deu origem à Lei de proteção às mulheres.
Maria da Penha fora agredida pelo marido durante seis anos e correu risco de morte por duas vezes: a primeira tentativa por arma de fogo, deixando-a paraplégica, e a segunda por choque elétrico. O marido foi punido a 15 anos de prisão, recorreu, reduzindo a pena para 10 anos, e cumpriu regime fechado por apenas dois.
A farmacêutica falou sobre o ganho que todas as mulheres tiveram com a sua luta. “Quando ele saiu do fórum, eu me senti muito mal, descrente, decepcionada, porque o que temos por justiça não é isso. Então, eu disse, não existe justiça. Vou ter que levar esta historia para frente, as pessoas têm que tomar conhecimento do que aconteceu. Escrevi um livro que serviu de instrumento para o comitê dos direitos humanos e ele – o marido - não teria sido condenado se não tivesse esta pressão de fora”.
Maria da Penha acredita que parte da impunidade tem origem no comportamento daqueles que estão ali para fazerem a Lei ser cumprida. “Temos promotores machistas, que não aplica o que já existe na Lei. Antes da Lei, não havia nada que ajudasse a mulher a sair desta violência doméstica. Como punição pela agressão, bastava pagar uma cesta básica”. Mas frisou que a Lei não existe para punir o homem, mas para punir o homem agressor.
Para as mulheres que sofrem agressões e já buscaram ajuda, sem sucesso, Maria da Penha mandou um recado. “Eu digo para estas mulheres: temos direitos, a Lei vai nos proteger”. E explicou a melhor maneira de se proteger para um possível descaso da polícia. “Uma vez que a agressão ou ameaça aconteceu, precisamos ligar para o 190, o telefone da Policia. E a Policia tem que fazer o flagrante. Se não nada for feito, esta mulher deve ligar para o 180 para fazer a denuncia e avisar que chamou a policia e esta foi embora sem efetuar o flagrante. Este é o caminho”, afirma.


maisvocê

08 de Março Dia Internacional da Mulher – O mundo pertence às Mulheres


As mulheres estão galgando cada vez mais o poder, mas o que adianta se milhares delas ainda continuam sem direito a vida, a maternidade, ao convívio familiar, ao trabalho e na política.
O Brasil tem hoje uma das mulheres mais poderosas do mundo a Presidenta DilmaVana Roussef eleita em outubro de 2010, outras mulheres poderosas são: Ângela Merkel Primeira Ministra da Alemanha, Cristina Kirchner Presidenta da Argentina, Laura Chinchilla primeira presidenta da Costa Rica, Hillary Clinton Secretária de Estado dos Estados Unidos, além de outras importantes como:Marina Silva, Michelle Bachelet primeira mulher a governar o Chile, na Libéria Ellen Sirleaf que, em 2005, se tornou a primeira mulher eleita presidente de um país africano.
O Dia Internacional da Mulher é um marco na história contemporânea, que reafirma to- das as metas alcançadas pelas mulheres, mas surgem dúvidas sobre a origem do dia. Jornais e artigos de instituições de ensino superior do Brasil e de outros países da América Latina, além de órgãos da imprensa tem dado espaço para divulgação desses estudos que questionam a conhecida data.
Segundo a versão mais difundida sobre a origem do Dia Internacional da Mulher, esta data seria uma homenagem às operárias mortas num incêndio que teria ocorrido numa fábrica têxtil de Nova York, em 1857.
Mas para pesquisadores como Vito Giannotti, Naumi Vasconcelos, Dolores Farias e Eva Blay, a "verdadeira" história do 08 de março é outra e a alegada tragédia de 1857, quando 129 operárias teriam sido queimadas vivas, não passa de uma ficção.
Em 1982, as pesquisadoras francesas Liliane Kandel e Françoise Picq demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, onde estaria a origem do dia 08 de Março, pura e simplesmente não aconteceu, não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de órgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira.
A origem do Dia Internacional da Mulher insere-se em um contexto histórico e ideológico muito concreto. Buscando na história sobre o universo feminino, foi somente a partir da Revolução Francesa, em 1789, que as mulheres passaram a atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando melhoria nas condições de vida e de trabalho, maior participação política, acesso à instrução e à igualdade de direitos entre os sexos.
Em 1791 a jornalista, ativista francesa Olympe de Gouges escreveu o panfleto Declaração dos direitos da mulher e da cidadã, um modelo feminino e provocador da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Nele ela conclama as mulheres à ação – “Ó, mulheres! Mulheres, quando deixareis vós de ser cegas?”, numa crítica à desigualdade entre os sexos. Olympe foi julgada e condenada à guilhotina.
Em 1907 a ativista alemã Clara Zetkin encabeçou a realização do I Congresso de Mulheres Socialistas, ocorrido na Alemanha, o que impulsionou definitivamente a participação das mulheres nas questões políticas e contribuiu para as primeiras conquistas da mulher operária.
Em 08 de março de 1910, por proposição da própria Clara na II Conferência Internacio- nal das Mulheres, realizada na Dinamarca, foi aprovada a criação do Dia Internacional da Mulher, o que só foi oficializado pela ONU como Dia Internacional em 1975.
A situação em relação à mulher, no geral teve progresso, mas em diversas regiões do planeta encontramos ainda situações de intolerância e descrédito, como em países do Oriente Médio, da África e Sudeste Asiático onde alguns grupos étnicos praticam a mutilação genital feminina, ou seja, a retirada total ou parcial dos órgãos sexuais. Segundo a ONU a incidência de mutilação feminina caiu nos últimos anos no mundo, mas as estimativas da Organização indicam que entre 120 milhões e 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a esta prática dolorosa e perigosa que é alimentada por preconceitos sociais e religiosos.
Ainda é prevalente na Índia o costume do dote, e muitas famílias não conseguem pagar dote para casar várias filhas, por isso os indianos preferem filhos do sexo masculino.
A Anistia Internacional calcula que cerca de 5 mil mulheres são mortas anualmente na Índia em disputas familiares por dotes de noivas.
Em seu livro, “The Argumentative Indian”, o economista indiano Amartya Sen, vencedor do Nobel de Economia de 1998 calcula, baseado em várias pesquisas, que exista um déficit de mais de 100 milhões de mulheres na Índia e China, países que mais praticam esses abortos seletivos.
Em Uganda, na África, a lei reconhece ao homem o direito de bater na mulher.
Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.
O Brasil encontra-se entre os países do mundo que mais exportam mulheres para o mercado exterior da prostituição. Mulheres são levadas clandestinamente, iludidas com promessas de emprego e bons salários.
Desde 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou que 25 de Novembro o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. O dia 25 de novembro foi escolhido para destacar o brutal assassinato das irmãs Mirabal (Patria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”), opositoras da ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana, em 25 de novembro de 1960.
Colocar em dúvida ou derrubar o mito de origem da data 8 de Março não implica na desvalorização do significado histórico que este adquiriu, mas sim, significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original - a igualdade em seus direitos e deveres.
Afinal o mundo pertence as mulheres.

Professor Ruzel Costa leciona na Faculdade Faro, Colégio Objetivo, Escola de Ensino Fundamental e Médio Ênio dos Santos Pinheiro e Colégio Interação-Geo.


Cuidado com os filhos e a casa força segunda jornada de trabalho e diminui renda das mulheres


Brasília – A má distribuição de tarefas entre homens e mulheres em casa e no cuidado com os filhos é apontada como fator limitante para inserção das mulheres no mercado de trabalho, em carreiras com melhor remuneração.
“As mulheres não entram em condições de igualdade com os homens no mercado de trabalho por causa da dupla jornada que exercem e não são remuneradas por conta de cuidados com os filhos, com a casa e, com as pessoas doentes e, às vezes, até com com o trabalho comunitário”, aponta Eliana Graça, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e voluntária do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).
“A responsabilidade dupla das mulheres acaba fazendo com que ela se insira de forma mais precária no mercado de trabalho; contribuindo decisivamente para que as famílias chefiadas por elas estejam mais presentes na pobreza do que as famílias chefiadas por homens”, complementa a economista Luana Simões Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Luana pondera, no entanto, que a inserção precária no mercado de trabalho não se deve apenas ao domínio masculino e a ações descriminatórias do mercado. “Essa questão se reproduz pelos homens e pelas mulheres. É uma questão de dois lados. Não tem só vítimas, mocinhos e bandidos nessa história. Todo mundo reproduz no cotidiano”, enfatiza ao lembrar que “as meninas nascem ganhando um kit cozinha, com panelinhas, e os meninos ganhando um carrão de brinquedo, que incentiva a velocidade a não ter medo, a ter coragem”.
O sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi destaca que todo fenômeno de dominação e opressão só ocorre porque aqueles que têm um papel subalterno assumem valores do grupo dominante. “Muitas mulheres contribuem para a reprodução dessa cultura machista, ainda que sofram fortemente suas consequências”, avalia.
Venturi coordenou a pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, feita para a Fundação Perseu Abramo (ligada ao PT) para o Serviço Social do Comércio (Sesc), na qual 30% dos homens se declararam machistas (4% “muito machistas”).
A pesquisa recentemente divulgada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (aplicada em agosto de 2010) foi comparada a outro estudo semelhante de 2001. Para Venturi, no intervalo de nove anos, foram poucas as mudanças no “consenso” de que são as mulheres que devem cuidar dos filhos desde a primeira infância. De lá para cá, cresceu de 27,3% para 35,2% o número de famílias chefiadas por mulheres segundo dados do Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (Iets).
Eliana Graça, do Cfemea e do Inesc, aponta que as políticas públicas que foram criadas pelo governo federal nesse período, como o Programa Bolsa Família, mantém o preconceito de que o cuidado com os filhos é responsabilidade exclusiva das mães. Noventa e três por cento dos cartões do programa são em nome das mulheres. “Assim, o programa cristaliza o papel da mulher que nós estamos acostumados: o papel da mãe cuidadora”.

Gilberto Costa


Conheça as doenças que mais matam mulheres no Brasil e saiba como se prevenir


Tabagismo, sedentarismo e obesidade são os vilões da saúde das mulheres

A cada quatro mulheres que morrem por alguma doença no pais, uma delas é vítima de um problema cardiovascular. Dados do Datasus (banco de dados do Ministério da Saúde) mostram que essas doenças mataram 119.295 mulheres em 2008, o que representa 26,3% das mortes no período. Como comparação, o câncer de mama fez 11.813 vítimas no mesmo ano.
De acordo com o cardiologista Cesar Jardim, do HCor (Hospital do Coração), apesar de as doenças cardiovasculares causarem mais mortes, as mulheres acabam se preocupando mais com os cânceres ginecológicos (útero, ovário e mama).
- Isso faz com que elas deixem de valorizar a questão cardiológica, que deveria assustar mais, até por conta dos números.
Segundo o ginecologista Luiz Gebrim, diretor do hospital Pérola Byington, especializado na saúde da mulher, isso ocorre porque as mulheres visitam mais os especialistas em ginecologia.
- O acesso ao clínico geral e ao cardiologista é menor.
As doenças cardiovasculares, explica Jardim, eram predominantemente masculinas, cenário que mudou porque, atualmente, elas trabalham tanto ou até mais do que eles, já que muitas têm de cuidar dos filhos e da casa.
Jardim explica que o estresse é um fator importante para as doenças cardiovasculares, assim como o tabagismo, o hábito de beber frequentemente e a falta de exercícios.
Outras doenças também aumentam as chances de um problema cardiovascular, como a hipertensão e o diabetes.
A principal batalha contra esses problemas, diz o médico, são os cuidados com os fatores de risco. Por isso, é importante levar uma vida saudável e fazer os exames regularmente, como medir a pressão, calcular a taxa de glicose no sangue e o nível de colesterol.
De acordo com Gebrim, os três fatores mais importantes que podem causar uma morte prematura são o estresse, a obesidade e o sedentarismo.
- E não apenas eventos cardiovasculares, mas também o câncer de mama.
Para Gebrim, o mais importante é que as mulheres com menos de 35 anos se preocupem mais em ter uma vida saudável do que propriamente em fazer exames. E as de mais idade, além da vida saudável, precisam fazer os exames preventivos recomendados, como o papanicolau, para o cólon de útero, e os exames preventivos de mama.

Doenças que mais matam mulheres no Brasil

Tipos de doenças - Nº de mortes - % do total
.Doenças vasculares do cérebro (como derrame) - 48,563 - 10,7%
.Doenças isquêmicas do coração (como angina e infarto) - 39,744 - 8,8%
.Outras doenças cardíacas (como parada cardíaca e morte súbita) - 30,988 - 6,8%
.Diabetes - 28,04 - 6,2%
.Pneumonia - 22,508 - 5%
.Doenças hipertensivas - 22,254 - 4,9%

Fonte: Ministério da Saúde



8 de março - Dia Internacional da Mulher


Hoje 8 de MARÇO de 2011 dia internacional da MULHER. Quero desejar a todas as mulheres de Loriga um GRANDE dia para vocês e tudo de BOM com muita saúde e alegria.

PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.


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