André Motta
CONTINUAMOS COM A CAMPANHA CONTRA A ALIENAÇÃO PARENTAL. MUITO OBRIGADO PELA PRIMEIRA POSTAGEM POR TERMOS ATINGIDO MAIS DE 300 COMPARTILHAMENTOS. QUANTO MAIS PESSOAS TIVEREM ACESSO, COM CERTEZA ESTAREMOS MINIMIZANDO O SOFRIMENTO DE CRIANÇAS QUE VENHAM PASSAR POR TAL SITUAÇÃO!
Fonte: Facebook
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
sábado, 15 de janeiro de 2011
Quero meu filho de volta
Não desisti do meu filho!
Não, eu não sumi, não esqueci do meu filho, nem um dia se quer eu esqueço me dele, a saudade não deixa, os sonhos também não. Sonho com meu filho TODAS as noites, as vezes passo as madrugadas em claro a chorar de saudades.
Estive doente, continuo doente... vou morrendo lentamente em cada dia que passa e eu continuo sem meu filho.
Um dia ele vai crescer, e vai saber de toda verdade, sei que a justiça é lenta, sei que no Brasil tudo é comprado, tudo gira em troca de "favores", principalmente nos tribunais. Não deixei de acreditar em Deus, ele vê tudo, ele sabe tudo, e da justiça divina NINGUÉM escapa, por isso não deixo de acreditar e ter fé. De certeza é a maior provação que me tem feito passar, talvez de uma maneira estranha Deus queira ensinar me que não podemos confiar em ninguém além de nós mesmos. Ou talvez um teste de auto conhecimento e superação.... ou de quanto somos vulneráveis quando somos sozinhos a lutar contra um império de corrupção. Mas leis são para serem cumpridas, leis internacionais não são corrompidas, mãe será sempre mãe, o facto de não aceitarem eu ser imigrante assalariada, que trabalha muito (no mundo real as pessoas trabalham e não vivem as custas dos pais infinitamente) nunca vai ser justificação para tirarem um filho a mãe. O facto de eu não ter motorista particular, nem 3 empregadas a viver em minha casa 24hs por dia a minha disposição não fazem de mim uma má mãe.
Difamação, calúnia, mentiras, histórias fantasiosas e cruéis... vocês vivem em um mundo de fantasias. Eu imagino vossas cabeças quando a deitam na almofada, e saber disso, por enquanto me basta, pois eu sei que nunca estarão em paz.
Não me deixarei corromper, já me deixei no passado, hoje já não!! o dinheiro não me compra, e não vai comprar meu filho, não por muito mais tempo. Alguém consegue mesmo acreditar que bens materiais suprem a ausência de um amor de mãe?? Alguém consegue mesmo acreditar que existe um outro lado da História que não seja puro egoísmo? Conseguem imaginar que haja mesmo uma "justificação" VERDADEIRA para tentarem ficar com meu filho?
É tudo muito fácil, muito bonito pra quem está de fora tecer opiniões, julgar, apontar o dedo. Como costumamos dizer "nessa altura do campeonato" não há absolutamente nada que eu possa fazer a não ser esperar a justiça, não vou meter os pés pelas mãos e deitar tudo a perder. Alguns precisam aprender que o mundo não gira em torno do próprio umbigo e que tudo nesta vida há limites.
Meu filho é minha vida!!! Vou continuar lutando por ele enquanto eu viver, vou lutar da minha maneira, dentro das minhas possibilidades e conforme orientação dos meus advogados.
Não, eu não sumi, não esqueci do meu filho, nem um dia se quer eu esqueço me dele, a saudade não deixa, os sonhos também não. Sonho com meu filho TODAS as noites, as vezes passo as madrugadas em claro a chorar de saudades.
Estive doente, continuo doente... vou morrendo lentamente em cada dia que passa e eu continuo sem meu filho.
Um dia ele vai crescer, e vai saber de toda verdade, sei que a justiça é lenta, sei que no Brasil tudo é comprado, tudo gira em troca de "favores", principalmente nos tribunais. Não deixei de acreditar em Deus, ele vê tudo, ele sabe tudo, e da justiça divina NINGUÉM escapa, por isso não deixo de acreditar e ter fé. De certeza é a maior provação que me tem feito passar, talvez de uma maneira estranha Deus queira ensinar me que não podemos confiar em ninguém além de nós mesmos. Ou talvez um teste de auto conhecimento e superação.... ou de quanto somos vulneráveis quando somos sozinhos a lutar contra um império de corrupção. Mas leis são para serem cumpridas, leis internacionais não são corrompidas, mãe será sempre mãe, o facto de não aceitarem eu ser imigrante assalariada, que trabalha muito (no mundo real as pessoas trabalham e não vivem as custas dos pais infinitamente) nunca vai ser justificação para tirarem um filho a mãe. O facto de eu não ter motorista particular, nem 3 empregadas a viver em minha casa 24hs por dia a minha disposição não fazem de mim uma má mãe.
Difamação, calúnia, mentiras, histórias fantasiosas e cruéis... vocês vivem em um mundo de fantasias. Eu imagino vossas cabeças quando a deitam na almofada, e saber disso, por enquanto me basta, pois eu sei que nunca estarão em paz.
Não me deixarei corromper, já me deixei no passado, hoje já não!! o dinheiro não me compra, e não vai comprar meu filho, não por muito mais tempo. Alguém consegue mesmo acreditar que bens materiais suprem a ausência de um amor de mãe?? Alguém consegue mesmo acreditar que existe um outro lado da História que não seja puro egoísmo? Conseguem imaginar que haja mesmo uma "justificação" VERDADEIRA para tentarem ficar com meu filho?
É tudo muito fácil, muito bonito pra quem está de fora tecer opiniões, julgar, apontar o dedo. Como costumamos dizer "nessa altura do campeonato" não há absolutamente nada que eu possa fazer a não ser esperar a justiça, não vou meter os pés pelas mãos e deitar tudo a perder. Alguns precisam aprender que o mundo não gira em torno do próprio umbigo e que tudo nesta vida há limites.
Meu filho é minha vida!!! Vou continuar lutando por ele enquanto eu viver, vou lutar da minha maneira, dentro das minhas possibilidades e conforme orientação dos meus advogados.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Caso da menina Joanna coloca a alienação parental em discussão

Afinal, o que os pais podem fazer para evitar disputas como a que envolveu a história desta menina, morta por causa de maus tratos do pai? Confira entrevista com Rodrigo da Cunha Pereira, presidente nacional do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família)
O caso da menina Joanna tem mobilizado a mídia e a opinião pública. Nesta segunda (25 de outubro), a promotora Ana Lúcia Melo decretou a prisão do pai e da madrasta, acusados de maus tratos contra a garota (cujo diagnóstico de morte, no dia 13 de agosto, foi uma meningite seguida de um mês em coma). A triste história dela, como de tantas outras crianças, levanta uma discussão válida sobre alienação parental - um termo ainda desconhecido de muita gente e que acontece quando um dos pais difama o outro para o filho. É claro que essa disputa entre o pai e a mãe nem sempre termina em tragédias, mas também pode fazer mal à criança.
Em entrevista à CRESCER, Rodrigo da Cunha Pereira, advogado e presidente nacional do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família) fala sobre o tema. Confira.
CRESCER: O que a mãe (ou o pai) pode fazer quando desconfia que o ex-marido (ou ex-mulher) não está tratando bem a criança?
Rodrigo da Cunha Pereira: É possível limitar ou impedir a convivência com o outro genitor, seja o pai ou a mãe. Em situações drásticas, dá até para chegar ao caso de fixar visitas monitoradas. De qualquer maneira, para conseguir esse impedimento, é preciso entrar na Justiça e ter provas dos maus tratos (o que pode levar um tempo, principalmente quando as provas não forem tão contundentes...). Se forem casos mais graves, como um pai dirigindo bêbado com o filho ou em situações de abuso sexual, enquanto o processo está em andamento há equipes de especialistas preparados para acompanhar as famílias e impedir o contato com o genitor temporariamente.
CRESCER: Nos casos em que os pais separados têm a guarda compartilhada da criança, é mais difícil fazer essa reclamação à Justiça?
RCP: Não, o processo é o mesmo. Em se tratando de filhos, nada é definitivo.
CRESCER: Quando a mãe inventa que o pai não trata bem o filho, o que ele pode fazer? Com a aprovação da lei da alienação parental, alguma coisa mudou?
RCP: É difícil provar a alienação parental por que é algo muito sutil. Tem muita gente que nem sabia que a alienação parental existia, ou não conhecia o termo. É uma vingança de um genitor sobre o outro e os pais não têm noção do mal que fazem às crianças com essa disputa. Com a lei, acredito que o termo se populariza, o que facilita não só o entendimento dos pais mas também a aceitação da Justiça – que é, sim, cega, surda, muda e caótica...
CRESCER: Sempre existiu a ideia de que os pais eram mais alvos de alienação parental do que as mães. Isso é verdade?
RCP: A mãe ainda é a que mais fica com a guarda do filho. Assim, ela ganha um poder de manipulação maior.
CRESCER: Casos como o da menina Joanna podem prejudicar o avanço da legislação?
RCP: Histórias como a dela, assim como o dos Nardoni, têm que servir como um alerta. São tragédias visíveis e consideradas casos extremos, claro, mas mostram que essa disputa acontece mais do que imaginamos. Os pais ainda não têm ideia de como essas disputas fazem mal à sanidade mental do filho. Hoje em dia, felizmente, há menos preconceito em relação a filhos de pais separados; antes, acreditava-se que todos seriam problemáticos. Mas é preciso entender que as brigas (dos pais) são muito mais prejudiciais.
O caso da menina Joanna tem mobilizado a mídia e a opinião pública. Nesta segunda (25 de outubro), a promotora Ana Lúcia Melo decretou a prisão do pai e da madrasta, acusados de maus tratos contra a garota (cujo diagnóstico de morte, no dia 13 de agosto, foi uma meningite seguida de um mês em coma). A triste história dela, como de tantas outras crianças, levanta uma discussão válida sobre alienação parental - um termo ainda desconhecido de muita gente e que acontece quando um dos pais difama o outro para o filho. É claro que essa disputa entre o pai e a mãe nem sempre termina em tragédias, mas também pode fazer mal à criança.
Em entrevista à CRESCER, Rodrigo da Cunha Pereira, advogado e presidente nacional do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família) fala sobre o tema. Confira.
CRESCER: O que a mãe (ou o pai) pode fazer quando desconfia que o ex-marido (ou ex-mulher) não está tratando bem a criança?
Rodrigo da Cunha Pereira: É possível limitar ou impedir a convivência com o outro genitor, seja o pai ou a mãe. Em situações drásticas, dá até para chegar ao caso de fixar visitas monitoradas. De qualquer maneira, para conseguir esse impedimento, é preciso entrar na Justiça e ter provas dos maus tratos (o que pode levar um tempo, principalmente quando as provas não forem tão contundentes...). Se forem casos mais graves, como um pai dirigindo bêbado com o filho ou em situações de abuso sexual, enquanto o processo está em andamento há equipes de especialistas preparados para acompanhar as famílias e impedir o contato com o genitor temporariamente.
CRESCER: Nos casos em que os pais separados têm a guarda compartilhada da criança, é mais difícil fazer essa reclamação à Justiça?
RCP: Não, o processo é o mesmo. Em se tratando de filhos, nada é definitivo.
CRESCER: Quando a mãe inventa que o pai não trata bem o filho, o que ele pode fazer? Com a aprovação da lei da alienação parental, alguma coisa mudou?
RCP: É difícil provar a alienação parental por que é algo muito sutil. Tem muita gente que nem sabia que a alienação parental existia, ou não conhecia o termo. É uma vingança de um genitor sobre o outro e os pais não têm noção do mal que fazem às crianças com essa disputa. Com a lei, acredito que o termo se populariza, o que facilita não só o entendimento dos pais mas também a aceitação da Justiça – que é, sim, cega, surda, muda e caótica...
CRESCER: Sempre existiu a ideia de que os pais eram mais alvos de alienação parental do que as mães. Isso é verdade?
RCP: A mãe ainda é a que mais fica com a guarda do filho. Assim, ela ganha um poder de manipulação maior.
CRESCER: Casos como o da menina Joanna podem prejudicar o avanço da legislação?
RCP: Histórias como a dela, assim como o dos Nardoni, têm que servir como um alerta. São tragédias visíveis e consideradas casos extremos, claro, mas mostram que essa disputa acontece mais do que imaginamos. Os pais ainda não têm ideia de como essas disputas fazem mal à sanidade mental do filho. Hoje em dia, felizmente, há menos preconceito em relação a filhos de pais separados; antes, acreditava-se que todos seriam problemáticos. Mas é preciso entender que as brigas (dos pais) são muito mais prejudiciais.
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sábado, 16 de outubro de 2010
“Não sou monstro, não sou Nardoni. Lutei por minha filha até o fim”, diz o pai da menina Joanna

Indiciado por tortura no inquérito que apura a morte da própria filha Joanna (veja matéria no G1), o técnico judiciário carioca André Rodrigues Marins, de 40 anos, tem preferido ficar em silêncio. Ele tinha a guarda da menina, de 5 anos, durante seus últimos meses de vida. Em julho, ela apresentava vômitos e convulsões e foi levada por ele a um hospital do Recreio dos Bandeirantes. Numa delas, foi atendida por um falso médico (estudante) e acabou entrando em coma no dia 19 daquele mês. Foi quando observaram marcas no corpo de Joanna: manchas nas nádegas e alguns ferimentos no corpo. Em 13 de agosto, Joanna morreu. O laudo do Instituto Médico Legal apontou para a morte por meningite causada por herpes. E concluiu que as lesões teriam sido causadas por substância química ou ação física. André Marins aguarda o resultado do inquérito, feito pela Delegacia da Criança e do Adolescentes Vítima (DCAV). Ele acreditava que não seria indiciado por maus-tratos.
Esta semana, André nos entregou um CD com documentos que serviriam para sua defesa. Entre eles, atestados que mostram que Joanna utilizou remédios neurológicos por bastante tempo. Ouvimos a neurologista da menina, Ana Paula Lemos Fernandes, que confirmou o uso dos medicamentos, utilizados, segundo ela, de 2005 até janeiro de 2008, por causa de um distúrbio chamado terror noturno (quando, durante o sono, a criança se agita, grita e chora). Em um dos atestados, a médica diz que Joanna apresentava comportamento “acuado” e tinha “mutismo social” e “depressão”, receitando fluoxetina, para “melhorar o humor”. Respondendo a algumas perguntas por email, André disse acreditar que as convulsões que a filha apresentou nos últimos dias em sua casa – que seriam responsáveis por parte das manchas em seu corpo e pequenos arranhões no rosto - seriam resultado da falta desses remédios.
Em suas respostas, o pai de Joanna diz que a reversão da guarda foi uma medida urgente da Justiça, visto que a mãe sempre dava um jeito de afastá-lo da filha. Enumerou sete endereços que a mãe de Joanna teve em cinco anos – e afirmou que, quando ela se mudava, não lhe informava o novo destino.
Tivemos acesso ao relatório da Justiça, de maio deste ano, que determinou a inversão provisória da guarda por 90 dias – sem que a mãe pudesse ver a menina neste período. Assinado por psicólogas e encampado pela juiza Claudia Vieira, da 1a Vara de Família de Nova Iguaçu, a avaliação diz que Cristiane, a mãe de Joanna, era alienadora, “obsessiva” e chegou a dar a entender à menina que o pai havia morrido, respondendo a uma pergunta de Joanna sobre sua longa ausência. O relatório fala de várias brigas, algumas públicas, envolvendo vizinhos, que foram presenciadas por Joanna. E diz que a menina sofria “violência psicológica ocasionada pela ferocidade do litígio dos pais”.
Em 2007, André Marins foi afastado da filha por um ano, devido a uma denúncia de maus-tratos feita pela mãe. Joanna teria chegado em casa com a roupa rasgada e uma mancha roxa nas costas. De acordo com o relatório, Joanna disse às psicólogas que havia caído na casa do pai, quando tomava banho com uma das irmãs menores. E teria dito, segundo as psicólogas, que a mãe havia rasgado sua calça. Após entrevistar os genitores, padrastos e avós maternos e paternos de Joanna, a conclusão foi de que Cristiane se enquadrava em 9 de 10 quesitos na escala internacional de alienação parental (que significa a tentativa de afastar física e emocionalmente a criança do pai ou da mãe, nos casos de pais separados). O argumento para separar mãe e filha foi que a inversão seria a única maneira de restabelecer convívio de Joanna com o pai. No relatório, estão anexados dezenas de registros de ocorrência policial e mandados de busca e apreensão expedidos para possibilitar que André Marins buscasse a filha.
Em entrevista ao 7×7 na última segunda-feira, dia 11, Cristiane Marcenal, a mãe de Joanna, disse que não tem dúvidas de que a filha foi maltratada pelo pai, especialmente depois do laudo e do depoimento da psicóloga que a acompanhou nos últimos dias de vida.
Agora entrevistamos André Marins, que respondeu a algumas perguntas por email e enviou fotos recentes da filha:
Esta semana, André nos entregou um CD com documentos que serviriam para sua defesa. Entre eles, atestados que mostram que Joanna utilizou remédios neurológicos por bastante tempo. Ouvimos a neurologista da menina, Ana Paula Lemos Fernandes, que confirmou o uso dos medicamentos, utilizados, segundo ela, de 2005 até janeiro de 2008, por causa de um distúrbio chamado terror noturno (quando, durante o sono, a criança se agita, grita e chora). Em um dos atestados, a médica diz que Joanna apresentava comportamento “acuado” e tinha “mutismo social” e “depressão”, receitando fluoxetina, para “melhorar o humor”. Respondendo a algumas perguntas por email, André disse acreditar que as convulsões que a filha apresentou nos últimos dias em sua casa – que seriam responsáveis por parte das manchas em seu corpo e pequenos arranhões no rosto - seriam resultado da falta desses remédios.
Em suas respostas, o pai de Joanna diz que a reversão da guarda foi uma medida urgente da Justiça, visto que a mãe sempre dava um jeito de afastá-lo da filha. Enumerou sete endereços que a mãe de Joanna teve em cinco anos – e afirmou que, quando ela se mudava, não lhe informava o novo destino.
Tivemos acesso ao relatório da Justiça, de maio deste ano, que determinou a inversão provisória da guarda por 90 dias – sem que a mãe pudesse ver a menina neste período. Assinado por psicólogas e encampado pela juiza Claudia Vieira, da 1a Vara de Família de Nova Iguaçu, a avaliação diz que Cristiane, a mãe de Joanna, era alienadora, “obsessiva” e chegou a dar a entender à menina que o pai havia morrido, respondendo a uma pergunta de Joanna sobre sua longa ausência. O relatório fala de várias brigas, algumas públicas, envolvendo vizinhos, que foram presenciadas por Joanna. E diz que a menina sofria “violência psicológica ocasionada pela ferocidade do litígio dos pais”.
Em 2007, André Marins foi afastado da filha por um ano, devido a uma denúncia de maus-tratos feita pela mãe. Joanna teria chegado em casa com a roupa rasgada e uma mancha roxa nas costas. De acordo com o relatório, Joanna disse às psicólogas que havia caído na casa do pai, quando tomava banho com uma das irmãs menores. E teria dito, segundo as psicólogas, que a mãe havia rasgado sua calça. Após entrevistar os genitores, padrastos e avós maternos e paternos de Joanna, a conclusão foi de que Cristiane se enquadrava em 9 de 10 quesitos na escala internacional de alienação parental (que significa a tentativa de afastar física e emocionalmente a criança do pai ou da mãe, nos casos de pais separados). O argumento para separar mãe e filha foi que a inversão seria a única maneira de restabelecer convívio de Joanna com o pai. No relatório, estão anexados dezenas de registros de ocorrência policial e mandados de busca e apreensão expedidos para possibilitar que André Marins buscasse a filha.
Em entrevista ao 7×7 na última segunda-feira, dia 11, Cristiane Marcenal, a mãe de Joanna, disse que não tem dúvidas de que a filha foi maltratada pelo pai, especialmente depois do laudo e do depoimento da psicóloga que a acompanhou nos últimos dias de vida.
Agora entrevistamos André Marins, que respondeu a algumas perguntas por email e enviou fotos recentes da filha:
O que aconteceu com Joanna nos últimos dias em que esteve com você?
Ela estava feliz e se adaptando, aos poucos. Mas no começo de julho apresentou vômitos e dor de cabeça. Depois começou a ter pequenas convulsões. Se batia muito, principalmente à noite. Levei na pediatria do Riomar, que é um ótimo hospital. Numa das vezes, um psiquiatra de lá, Bruno, perguntou se ela tomava remédios de uso controlado. Eu disse que, se usava, eu não tinha sido avisado disso quando a peguei, um mês e meio antes. Ele disse que parecia um problema neurológico. Só depois vim a saber que ela um remédio, o Neuleptil, por muito tempo, porque tinha terror noturno. Mas não fui avisado pela mãe dela. As machas que ela tinha eram causadas por essas batidas do corpo, principalmente dormindo.
Por que ela estava dormindo com as mãos presas por fita crepe?
A fita crepe nas mãos era usada porque ela estava se arranhando toda enquanto dormia. E se batia, batia nas coisas em volta. Naquele dia em que a empregada a viu no chão e disse que ela estava sendo maltratada, aconteceu o seguinte: ela estava usando fralda para dormir, porque estava fazendo xixi e cocô nas calças – que depois eu vim a saber que tinha causa neurológica, a falta de controle do esfíncter. Naquela manhã, quando a diarista chegou (ela jamais foi babá na minha casa), Joanna tinha pedido para dormir mais um pouco e eu preferi que ela ficasse no tapete do quarto das minhas filhas, um tapete felpudo, ela não estava no chão gelado. A deixei no chão porque tinha medo que ela se mexesse muito, como vinha fazendo à noite, e caísse da cama. Como pensei que ela não faria mais cocô nas calças, porque tinha limpado de manhã cedo, a deixei só de short. Mas ela fez. E foi isso que a empregada viu. Comentou comigo e eu disse a ela: pode deixar que eu limpo.
Você ficou ausente por alguns períodos da vida da Joanna. Por que recentemente quis a guarda?
Eu não quis exatamente a guarda da Joanna. O que eu queria era simplesmente poder conviver regularmente com a minha filha. Mas isso foi impossível. A mãe dela fazia tudo para que eu não visse. Mudou-se de endereço sete vezes em cinco anos e, a cada vez que fazia isso, não me comunicava para onde ia. Numa dessas situações, levei um ano para localizá-la, ajudado por alguns amigos. Quase todas as vezes que ia buscá-la, não havia ninguém em casa, então eu tinha que ir à polícia, fazer registro, arrumar mandado de segurança. No fim, as psicólogas da Justiça me disseram que só mesmo com a inversão da guarda eu ia conseguir de verdade estar com a Joanna. Mas era que fosse algo provisório. Eu tenho duas filhas menores, que já dão bastante trabalho pra mim e minha mulher. E sei que Joanna viveu a maior parte de sua vida ao lado da mãe. Quando peguei minha filha, eu expliquei tudo isso a ela, eu repetia sempre: você vai ficar um pouco com o papai, mas logo logo vai ver a mamãe de novo.
Você temia ser indiciado?
Não posso ser incriminado por nada. Não fiz nenhum mal a minha filha. Não sou um monstro, não sou Nardoni. Quem me conhece sabe disso. Tenho recebido apoio de todas as pessoas que acompanharam de perto minha luta, até o fim, para poder conviver com a Joanna. Mas a mãe dela está fazendo um circo na mídia. Minha filha morreu, mas ela continua praticando a alienação parental. Está inaugurando a alienação parental post mortem.
Época
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Pediatra afirma que menina morta na semana passada com suspeita de maus-tratos nunca sofreu convulsão
Joanna em foto do celular da mãe/ Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo.RIO - O pediatra Vanderlei Porto negou, nesta segunda-feira, que Joanna Marcenal - que morreu semana passada sob a suspeita de ter sofrido maus-tratos - tivesse doença neurológica ou qualquer outro problema de saúde que pudesse causar convulsões. Antes de ser internada, a criança, de 5 anos, cuja guarda havia sido entregue ao pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, foi atendida três vezes em emergências com quadro convulsivo, conforme mostra reportagem de Ludmila Lima, com a colaboração de Vera Araújo, publicada na edição desta terça-feira do GLOBO.
- A Joanna sempre foi supersaudável e normal. Ela nunca teve convulsão e não tomava remédio anticonvulsivo - afirmou Vanderlei, pediatra de Joanna desde que ela era bebê até o momento em que foi entregue ao pai, em 26 de maio.
Em seu depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), o falso médico Alex Sandro da Cunha Souza , de 33 anos, estudante do 5º período de Medicina, que atendeu Joanna, levantou suspeitas sobre a madrasta da menina, Vanessa Maia. Segundo o estudante, no RioMar, Joanna pediu para ir ao banheiro. Alegando que a menina estava de fralda, Vanessa teria dito que não era preciso. Naquele dia, segundo peritos do Instituto-Médico Legal do Rio, a criança já tinha queimaduras nas nádegas. Um exame preliminar do IML , feito no fim do mês de julho, constatou que as queimaduras tinham sido produzidas nos últimos 40 dias, quando a menina já estava sob a guarda do pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins.
Alex Sandro disse ainda ter sugerido ao pai de Joanna a permanência da menina no Hospital RioMar, onde o falso estudante dava plantão usando o CRM de um médico de Nova Iguaçu. A criança deixou o hospital desacordada, depois de uma crise convulsiva, no dia 17 de julho.
De acordo com o titular da DCAV, Luiz Henrique Marques, Alex Sandro e a médica Sarita Pereira, coordenadora do setor de pediatria do Hospital RioMar, serão indiciados por exercício ilegal da Medicina, uso de documento falso, falsidade ideológica e tráfico de drogas, já que Joanna recebeu remédios de uso controlado.
- A Joanna sempre foi supersaudável e normal. Ela nunca teve convulsão e não tomava remédio anticonvulsivo - afirmou Vanderlei, pediatra de Joanna desde que ela era bebê até o momento em que foi entregue ao pai, em 26 de maio.
Em seu depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), o falso médico Alex Sandro da Cunha Souza , de 33 anos, estudante do 5º período de Medicina, que atendeu Joanna, levantou suspeitas sobre a madrasta da menina, Vanessa Maia. Segundo o estudante, no RioMar, Joanna pediu para ir ao banheiro. Alegando que a menina estava de fralda, Vanessa teria dito que não era preciso. Naquele dia, segundo peritos do Instituto-Médico Legal do Rio, a criança já tinha queimaduras nas nádegas. Um exame preliminar do IML , feito no fim do mês de julho, constatou que as queimaduras tinham sido produzidas nos últimos 40 dias, quando a menina já estava sob a guarda do pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins.
Alex Sandro disse ainda ter sugerido ao pai de Joanna a permanência da menina no Hospital RioMar, onde o falso estudante dava plantão usando o CRM de um médico de Nova Iguaçu. A criança deixou o hospital desacordada, depois de uma crise convulsiva, no dia 17 de julho.
De acordo com o titular da DCAV, Luiz Henrique Marques, Alex Sandro e a médica Sarita Pereira, coordenadora do setor de pediatria do Hospital RioMar, serão indiciados por exercício ilegal da Medicina, uso de documento falso, falsidade ideológica e tráfico de drogas, já que Joanna recebeu remédios de uso controlado.

Defensora: pai não aceitava relação com padrasto
Joanna passou 26 dias em coma. A vida da menina foi marcada por uma intensa briga entre os pais. As desavenças entre a mãe, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, e André foram parar na Justiça em 2007. A defensora pública Heloísa Guimarães, que acompanha o caso pelo lado da família da mãe, diz que o pai não aceitava a relação da criança com o padrasto, o pastor Ricardo Ferraz.
A decisão de entregar Joanna ao pai foi da juíza da 1ª Vara de Família de Nova Iguaçu, Claudia Nascimento Vieira. A guarda permaneceria com André até o próximo dia 26, sem direito a visitas da mãe. A medida foi referendada pelo Tribunal de Justiça. Laudos psicológicos teriam atestado que Joanna sofria da síndrome de alienação parental, supostamente em razão de a mãe tê-la afastado do pai.
O Globo
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sábado, 14 de agosto de 2010
Presa médica que teria contratado falso médico no Rio

Falso profissional é considerado foragido da Justiça.
A menina que estava em coma há mais de 20 dias morreu na sexta.
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu neste sábado (14) a médica suspeita de ter contratado o falso médico que teria liberado uma criança ainda desacordada no Rio. A menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, que estava internada em coma desde o dia 19 de julho, morreu na sexta-feira (13). A polícia também investiga se ela foi vítima de maus-tratos.
A mulher foi presa por volta de 6h deste sábado na casa dela em um condomínio em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O delegado Luiz Henrique Marques, da Dcav, informou que ela não deve prestar novo depoimento. Ela será encaminha para o presídio Bangu 8, na Zona Oeste do Rio.
O delegado disse ainda que a suspeita nega ser a coordenadora do setor de pediatria do Hospital Rio Mar. No entanto, o depoimento do falso médico e do coordenador de emergência da unidade afirmam que ela foi a responsável pela contratação do falso profissional.
Agentes da Dcav ainda estão nas ruas para cumprir um segundo mandado de prisão do falso médico, que é estudante de medicina. Ele é considerado foragido.
Ainda de acordo com o delegado, com a necrópsia da menina, o laudo definitivo do IML vai poder esclarecer as causas do coma, das convulsões, e informar desde quando a menina tinha uma mancha nas nádegas que pode estar relacionada a alguma queimadura.
Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. O pai estava com a guarda da criança desde maio deste ano. Eles trocam acusações do que teria provocado as manchas em Joanna.
A criança, que morreu na sexta-feira, sofreu uma parada cardíaca, de acordo com o médico Hilton Magno Corrêa. Ela estava internada no Hospital Amiu, em Botafogo, na Zona Sul. Antes de dar entrada na unidade, ela passou por outros dois hospitais. No Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, ela foi atendida por um falso médico.
De acordo com o delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e responsável pelas investigações, o falso médico é um estudante de medicina. A polícia informou ainda que o aluno teria aplicado um anticonvulsivo, e liberado a paciente desacordada.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância na quinta-feira (12) para apurar o atendimento prestado à menina.
Estudante diz que foi contratado por médica
O estudante de medicina que teria atendido a menina prestou depoimento a polícia na quarta-feira (11). De acordo com o delegado, o aluno admitiu que foi contratado por uma empresa terceirizada de propriedade de uma pediatra do Hospital Rio Mar para trabalhar no local.
Procurado pelo G1, o Hospital Rio Mar informou, por meio de sua assessoria, que a pediatra que seria responsável pela contratação do falso médico foi afastada da unidade. A direção do hospital estuda ainda a possibilidade de processar a médica. Ela trabalhava há 5 anos como coordenadora do hospital.
Aluno responderá por 4 crimes
Segundo o delegado, o falso médico confessou ter roubado o registro de um outro profissional, além de aplicar na criança uma dose da substância fenobarbital, indicada para crises convulsivas. De acordo com o policial, o estudante vai responder por tráfico de drogas por ter aplicado uma substância que pode causar dependência química, além dos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e falsidade de documentos públicos.
Luiz Henrique Marques disse ainda que a pediatra responsável pela contratação também vai responder pelos mesmo crimes, já que foi comprovado que ela sabia da existência do falso médico.
Pais brigaram na Justiça pela guarda da filha
Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. Em maio, o pai conseguiu a guarda da criança alegando alienação parental, porque a mãe estaria colocando a menina contra ele. A mãe ficou 90 dias proibida de vê-la. Os pais trocam acusações do que teria provocado as manchas nas nádegas da criança.
A menina que estava em coma há mais de 20 dias morreu na sexta.
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prendeu neste sábado (14) a médica suspeita de ter contratado o falso médico que teria liberado uma criança ainda desacordada no Rio. A menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, que estava internada em coma desde o dia 19 de julho, morreu na sexta-feira (13). A polícia também investiga se ela foi vítima de maus-tratos.
A mulher foi presa por volta de 6h deste sábado na casa dela em um condomínio em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O delegado Luiz Henrique Marques, da Dcav, informou que ela não deve prestar novo depoimento. Ela será encaminha para o presídio Bangu 8, na Zona Oeste do Rio.
O delegado disse ainda que a suspeita nega ser a coordenadora do setor de pediatria do Hospital Rio Mar. No entanto, o depoimento do falso médico e do coordenador de emergência da unidade afirmam que ela foi a responsável pela contratação do falso profissional.
Agentes da Dcav ainda estão nas ruas para cumprir um segundo mandado de prisão do falso médico, que é estudante de medicina. Ele é considerado foragido.
Ainda de acordo com o delegado, com a necrópsia da menina, o laudo definitivo do IML vai poder esclarecer as causas do coma, das convulsões, e informar desde quando a menina tinha uma mancha nas nádegas que pode estar relacionada a alguma queimadura.
Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. O pai estava com a guarda da criança desde maio deste ano. Eles trocam acusações do que teria provocado as manchas em Joanna.
A criança, que morreu na sexta-feira, sofreu uma parada cardíaca, de acordo com o médico Hilton Magno Corrêa. Ela estava internada no Hospital Amiu, em Botafogo, na Zona Sul. Antes de dar entrada na unidade, ela passou por outros dois hospitais. No Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, ela foi atendida por um falso médico.
De acordo com o delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e responsável pelas investigações, o falso médico é um estudante de medicina. A polícia informou ainda que o aluno teria aplicado um anticonvulsivo, e liberado a paciente desacordada.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância na quinta-feira (12) para apurar o atendimento prestado à menina.
Estudante diz que foi contratado por médica
O estudante de medicina que teria atendido a menina prestou depoimento a polícia na quarta-feira (11). De acordo com o delegado, o aluno admitiu que foi contratado por uma empresa terceirizada de propriedade de uma pediatra do Hospital Rio Mar para trabalhar no local.
Procurado pelo G1, o Hospital Rio Mar informou, por meio de sua assessoria, que a pediatra que seria responsável pela contratação do falso médico foi afastada da unidade. A direção do hospital estuda ainda a possibilidade de processar a médica. Ela trabalhava há 5 anos como coordenadora do hospital.
Aluno responderá por 4 crimes
Segundo o delegado, o falso médico confessou ter roubado o registro de um outro profissional, além de aplicar na criança uma dose da substância fenobarbital, indicada para crises convulsivas. De acordo com o policial, o estudante vai responder por tráfico de drogas por ter aplicado uma substância que pode causar dependência química, além dos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e falsidade de documentos públicos.
Luiz Henrique Marques disse ainda que a pediatra responsável pela contratação também vai responder pelos mesmo crimes, já que foi comprovado que ela sabia da existência do falso médico.
Pais brigaram na Justiça pela guarda da filha
Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. Em maio, o pai conseguiu a guarda da criança alegando alienação parental, porque a mãe estaria colocando a menina contra ele. A mãe ficou 90 dias proibida de vê-la. Os pais trocam acusações do que teria provocado as manchas nas nádegas da criança.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Ação da polícia na Holanda devolve criança à mãe brasileira

Uma ação policial realizada na sexta-feira em Hattem, no leste da Holanda, resultou na devolução à mãe brasileira de um menino que estava havia mais de seis meses em poder do pai holandês contrariando decisões da Justiça brasileira e holandesa.
Nicholas, de 1 ano e 4 meses, havia sido retido pelo pai, Michiel Plak, em 26 de dezembro do ano passado, após a mãe, a professora Érica Acosta Plak, ter anunciado que queria a separação.
Ela alega ter sido agredida e expulsa, sem o filho, da casa dos sogros. Depois do incidente, a brasileira enfrentou uma batalha na Justiça e com autoridades locais para recuperar o bebê.
Michiel Plak havia desobedecido uma ordem da Justiça holandesa para entregar o filho à mãe no dia 1º de julho e fugiu dois dias antes para a cidade de Kleve, na Alemanha.
Mas a retomada da guarda de Nicholas acabou sendo efetivada após pais e filho retornarem à Holanda para passar o fim de semana.
No dia 30 de junho, Plak havia avisado Érica, por meio de uma mensagem de celular, que não iria entregar a criança.
A partir daquele momento começou a peregrinação de Érica a várias autoridades na Alemanha para fazer cumprir a ordem judicial expedida pela Justiça holandesa de que a criança fosse entregue à mãe, que mora na Alemanha.
Resgate amigável
Apesar de saber onde o holandês estava com o filho e que ele estava fugindo da Justiça, a polícia alemã alegou que não poderia agir para cumprir a sentença porque a determinação de entrega da criança era da Justiça holandesa.
Uma assistente social do juizado de menores de Kleve, assim que recebeu a notificação de que Plak estava de volta ao apartamento onde morou com Érica entre novembro e dezembro de 2009, foi até o local fazer uma tentativa de resgate amigável, mas a família se recusou a abrir a porta.
Os vizinhos confirmaram ao juizado de menores alemão que viram o pai chegar com a criança acompanhado dos avós e que estavam havia dois dias trancados no apartamento.
O fato preocupou o juizado de menores e outras instâncias holandesas, porque tanto o pai quanto o avô da criança têm registro de já terem tentado cometer suicídio.
Na quinta-feira passada, os vizinhos avisaram Érica que a família estava saindo do apartamento. A dedução foi de que a família estava indo passar o fim de semana na Holanda.
A polícia e o Conselho Nacional de Proteção ao Menor da Holanda foram acionados, mas somente no dia seguinte foram até casa da família Plak, em Hattem, resgatar o menino.
Quando a ação se concretizou, Érica e o Consulado brasileiro na Holanda foram avisados.
Segundo informações à BBC Brasil do assessor de imprensa da policia da região Norte e Gelderland do Leste, Bert Top, “o pai não teve outra saída a não ser colaborar e entregar a criança”. Ele não quis entrar em detalhes sobre o uso ou não de violência na ação policial.
O Conselho de Proteção à Criança da Holanda deixou Nicholas aos cuidados de um tutor do juizado de menores da região de Apeldoorn, e na madrugada de sábado Érica recuperou o filho.
Agressões
Segundo Érica, Nicholas havia sido retido pelo marido e pelos pais do marido após o casal, que já não se falava mais, ter passado o Natal com os pais de Plak, na Holanda.
No dia 26 de dezembro, quando estava retornando para casa na Alemanha com Nicholas, Érica reafirmou à família que queria se divorciar de Michiel, conforme processo iniciado no Brasil. Érica já tinha a guarda provisória da criança expedida por uma corte mineira.
Érica afirma que a família ficou revoltada e que ela foi agredida verbalmente e fisicamente pelo marido e pelo sogro, que teriam lhe dado vários pontapés, mesmo com ela caída no chão. Ela conseguiu fugir para a casa de vizinhos e a família Plak chamou a polícia.
A assessora de imprensa da policia da região Norte e Gelderland Leste, Esther Nabor, disse à BBC Brasil que “houve na ocasião um conflito familiar que se agravou, e como Érica não estava com nenhum hematoma visível, ela não foi levada para fazer exame de corpo de delito”.
“Na ocasião avaliamos que o melhor para a criança seria deixá-la no local, já que estava muito frio, os ânimos estavam acirrados, e vimos que a criança estava assustada, além do que o pai também tem direito sobre a criança”, disse Nabor.
O advogado do Instituto Brasileiro de Direito de Família Sandro Antônio Campos disse que, apesar de a criança e a mãe serem brasileiros, o governo brasileiro "não pode fazer nada".
"A Justiça da Holanda é quem julgou a questão por ser o país onde a criança estava sendo retida", explicou Campos.
O Centro Internacional de Sequestro de Crianças, baseado na Holanda, registrou 125 casos em 2009. Em 60% dos casos a mãe foi a autora ativa. Somente em um deles uma criança brasileira esteve envolvida e em outro foi registrado apenas a ameaça e o receio de retenção indevida por um dos cônjuges brasileiros.
Clivia Caracciolo
BBC Brasil
Nicholas, de 1 ano e 4 meses, havia sido retido pelo pai, Michiel Plak, em 26 de dezembro do ano passado, após a mãe, a professora Érica Acosta Plak, ter anunciado que queria a separação.
Ela alega ter sido agredida e expulsa, sem o filho, da casa dos sogros. Depois do incidente, a brasileira enfrentou uma batalha na Justiça e com autoridades locais para recuperar o bebê.
Michiel Plak havia desobedecido uma ordem da Justiça holandesa para entregar o filho à mãe no dia 1º de julho e fugiu dois dias antes para a cidade de Kleve, na Alemanha.
Mas a retomada da guarda de Nicholas acabou sendo efetivada após pais e filho retornarem à Holanda para passar o fim de semana.
No dia 30 de junho, Plak havia avisado Érica, por meio de uma mensagem de celular, que não iria entregar a criança.
A partir daquele momento começou a peregrinação de Érica a várias autoridades na Alemanha para fazer cumprir a ordem judicial expedida pela Justiça holandesa de que a criança fosse entregue à mãe, que mora na Alemanha.
Resgate amigável
Apesar de saber onde o holandês estava com o filho e que ele estava fugindo da Justiça, a polícia alemã alegou que não poderia agir para cumprir a sentença porque a determinação de entrega da criança era da Justiça holandesa.
Uma assistente social do juizado de menores de Kleve, assim que recebeu a notificação de que Plak estava de volta ao apartamento onde morou com Érica entre novembro e dezembro de 2009, foi até o local fazer uma tentativa de resgate amigável, mas a família se recusou a abrir a porta.
Os vizinhos confirmaram ao juizado de menores alemão que viram o pai chegar com a criança acompanhado dos avós e que estavam havia dois dias trancados no apartamento.
O fato preocupou o juizado de menores e outras instâncias holandesas, porque tanto o pai quanto o avô da criança têm registro de já terem tentado cometer suicídio.
Na quinta-feira passada, os vizinhos avisaram Érica que a família estava saindo do apartamento. A dedução foi de que a família estava indo passar o fim de semana na Holanda.
A polícia e o Conselho Nacional de Proteção ao Menor da Holanda foram acionados, mas somente no dia seguinte foram até casa da família Plak, em Hattem, resgatar o menino.
Quando a ação se concretizou, Érica e o Consulado brasileiro na Holanda foram avisados.
Segundo informações à BBC Brasil do assessor de imprensa da policia da região Norte e Gelderland do Leste, Bert Top, “o pai não teve outra saída a não ser colaborar e entregar a criança”. Ele não quis entrar em detalhes sobre o uso ou não de violência na ação policial.
O Conselho de Proteção à Criança da Holanda deixou Nicholas aos cuidados de um tutor do juizado de menores da região de Apeldoorn, e na madrugada de sábado Érica recuperou o filho.
Agressões
Segundo Érica, Nicholas havia sido retido pelo marido e pelos pais do marido após o casal, que já não se falava mais, ter passado o Natal com os pais de Plak, na Holanda.
No dia 26 de dezembro, quando estava retornando para casa na Alemanha com Nicholas, Érica reafirmou à família que queria se divorciar de Michiel, conforme processo iniciado no Brasil. Érica já tinha a guarda provisória da criança expedida por uma corte mineira.
Érica afirma que a família ficou revoltada e que ela foi agredida verbalmente e fisicamente pelo marido e pelo sogro, que teriam lhe dado vários pontapés, mesmo com ela caída no chão. Ela conseguiu fugir para a casa de vizinhos e a família Plak chamou a polícia.
A assessora de imprensa da policia da região Norte e Gelderland Leste, Esther Nabor, disse à BBC Brasil que “houve na ocasião um conflito familiar que se agravou, e como Érica não estava com nenhum hematoma visível, ela não foi levada para fazer exame de corpo de delito”.
“Na ocasião avaliamos que o melhor para a criança seria deixá-la no local, já que estava muito frio, os ânimos estavam acirrados, e vimos que a criança estava assustada, além do que o pai também tem direito sobre a criança”, disse Nabor.
O advogado do Instituto Brasileiro de Direito de Família Sandro Antônio Campos disse que, apesar de a criança e a mãe serem brasileiros, o governo brasileiro "não pode fazer nada".
"A Justiça da Holanda é quem julgou a questão por ser o país onde a criança estava sendo retida", explicou Campos.
O Centro Internacional de Sequestro de Crianças, baseado na Holanda, registrou 125 casos em 2009. Em 60% dos casos a mãe foi a autora ativa. Somente em um deles uma criança brasileira esteve envolvida e em outro foi registrado apenas a ameaça e o receio de retenção indevida por um dos cônjuges brasileiros.
Clivia Caracciolo
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sábado, 10 de julho de 2010
Aprovado projeto de lei que define e pune alienação parental

Aprovado no dia 07, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o projeto de lei que pune a prática da alienação parental agora depende apenas da sanção presidencial. O projeto define a alienação parental - quando o pai ou a mãe que detém a guarda da criança promovem uma campanha constante de difamação do outro genitor ou quando dificultam ou impedem o acesso do outro ao filho - e estabelece punição para quem a praticar. Ela vai de acompanhamento psicológico obrigatório a suspensão ou inversão da guarda, passando pelo pagamento de uma multa estipulada pelo juiz.
"(Nos processos de alienação parental) quem sai perdendo sempre é a criança, que tem seu direito estabelecido por lei totalmente jogado na lata de lixo pelo pai ou pela mãe que se diz o guardião", diz Andréa Maciel Freitas, advogada e voluntária em causas de igualdade parental no Rio de Janeiro. A lei procura garantir que o direito da criança ao convívio com os dois genitores, pai e mãe, seja igualmente respeitado.
O avanço na legislação, segundo militantes da causa, é significativo. "A legislação brasileira fica a anos-luz de outros países", defende Augusto Caminha, diretor da Pais Por Justiça, movimento que luta contra a alienação parental. "Nossa intenção é que a síndrome seja reconhecida e combatida. E que o Judiciário seja munido de informações sobre o assunto", completa.
Augusto, pai de uma menina de 14 e de um menino de 10 anos, como muitos outros ativistas da causa, sofre as consequências da alienação em sua forma mais grave: a denúncia de abuso sexual, supostamente falsa, feita pela mãe. Nestes casos, como a legislação brasileira, para proteger a criança, imediatamente afasta o pai e instaura uma investigação. "Faz 3 anos e meio que não vejo meus filhos, por uma mera alegação. Sem prova, sem nada", declara.
"Eu não sei onde eles moram. Não sei onde eles estudam. Não sei se precisam de alguma coisa. Só sei que vão bem de saúde", conta ele, que põe em prática um complicado expediente para descobrir informações sobre o estado de saúde dos filhos: verificar onde eles se consultam, procurar o médico depois da data, se apresentar e explicar toda a situação para o doutor - tudo em troca de uma simples informação.
"Para eles, eu não existo", reconhece o pai, que aos 52 anos se descobriu "uma pessoa mais forte do que imaginava" com toda a situação. "São órfãos de um pai vivo", lamenta. Embora tenha fé em conseguir reatar o contato com os filhos judicialmente, Augusto reconhece que os laços afetivos podem ter sido modificados para sempre. "Talvez eu não consiga recuperá-los, mesmo se a Justiça devolvê-los para mim".
Consequências nocivas
Na briga pelos bens ou no desejo de vingança de homens e mulheres às voltas com uma relação destruída, as crianças são obviamente as maiores prejudicadas. As consequências da alienação parental para os filhos são extremamente nocivas, já que elas atingem em cheio o imaginário infantil. "É uma manipulação da memória emocional", explica Cássia Franco, psicóloga com especialização em casais e família.
Emocionalmente induzida a interpretações, a criança pode inclusive "acreditar" na vivência de um abuso sexual que não ocorreu. E, com muito menos que isso - como, por exemplo, comentários eventuais sobre o caráter do pai ou da mãe com quem ela não mora - podem causar danos. "A criança pode ficar deprimida, apresentar distúrbios de atenção e somatizar (ficar doente por razões de fundo psicológico)", diz ela. "Em termos práticos, pode ficar briguenta, chorona ou isolada socialmente, por exemplo".
Se o casamento acaba, os pais precisam lembrar em primeiro lugar de seus filhos. "Enquanto o laço marido e mulher se rompe, o vínculo entre pai e filho ou mãe e filho não termina. Mas você pode escolher ser um bom pai ou uma boa mãe - ou preferir ser um péssimo pai ou mãe para o resto da vida", alerta Cássia. Agora a própria lei vai cobrar esta postura.
Fonte: IG
domingo, 13 de junho de 2010
Alienação Parental: filhos reféns dos adultos

Desenhos de árvores genealógicas são talvez a representação mais ortodoxa da composição de uma família. Em cada uma das ramifi cações, está explícito que para uma criança ser gerada é preciso um casal. E que desta dupla formada por homem e mulher, histórias se repetiram entre avós, bisavós e assim por diante.
Pensar de forma objetiva nas relações que formam uma família é a maneira mais prática e racional de compreender e aceitar a importância de cada pessoa, mesmo quando alguns se afastam devido ao divórcio e à separação entre marido e mulher. O problema é que, com o rompimento, pais e mães às vezes esquecem vínculos e podem inserir a criança em jogos de poder, transformando-a em alvo de chantagens.
– Preservar a saúde mental dos filhos é fundamental. A falta de contato com os parentes, especialmente com os avós, é um empobrecimento. O filho passa a representar o ressentimento dos pais e fica prisioneiro dos adultos – explica a presidente da Sociedade Psicologia do Rio Grande do Sul, Iara Camarata Anton, psicoterapeuta individual, de casais e de família.
No cabo de guerra entre ex-marido e ex-mulher, é comum criar sentimentos negativos sobre o pai ou a mãe. Excluir o genitor da vida dos filhos, não comunicar sobre fatos relevantes, interferir nas visitas e controlar em excesso o tempo de encontro dos familiares contribuem para a chamada síndrome da alienação parental.
– Surge a culpa quando os pais fazem exigências e o filho não pode ir contra. É preciso oferecer a oportunidade da boa convivência, trabalhar o respeito em família e reconhecer a importância dos vínculos – alerta a psicóloga.
A separação, se trabalhada com naturalidade, não se torna um trauma, já que o rompimento da relação é dos adultos, e não um pré-requisito para o distanciamento das crianças.
Zero Hora
Avós buscam cada vez mais a ajuda da Justiça para garantir o convívio com os netos
A engenheira civil Cláudia De Cesare Kennedy ganhou o direito provisório de visitar o neto duas vezes por semana - Adriana FranciosiBrigas familiares muitas vezes impedem os parentes de visitarem as crianças
Anelise Zanoni anelise.zanoni@zerohora.com.br
Desavenças conjugais, brigas entre sogros, genros e noras motivos há de sobra para que seja crescente o número de avós privados pelos filhos da convivência com os netos. O ressentimento de ambas as partes, porém, vem dando lugar a ações práticas, que prometem cada vez mais o auxílio da Justiça. De autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados um projeto de lei que deve ser votado em breve para garantir o direito dos avós de visitar os netos. Caso seja aprovado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de acompanhar as fases da vida da criança e de dividir datas importantes será um procedimento tão natural quanto a visita de um dos pais em casos de divórcio e separação.
– Os avós são figuras importantes nas relações com as crianças, e o vínculo com eles é fundamental. Além disso, é importante conhecer a história da própria vida para que os relacionamentos futuros não sejam tão fugazes – alerta a advogada Sáloa Neme da Silva, especializada em família e sucessões.
Na casa da advogada Ângela Fagundes da Silva, um pátio com alguns brinquedos e uma porta fechada separam fisicamente a realização do desejo de segurar o neto no colo e de ouvir dele a palavra "avó". Vivendo em um terreno em comum, mas em casas separadas, os dois trocam olhares na clandestinidade. Às vezes pela porta, às vezes pela janela. Estão proibidos de ter contato.
Único neto, o menino de um ano e cinco meses é resultado de uma gravidez inesperada, originada em um relacionamento do filho de Ângela. Das discórdias, brotou a proibição do encontro e a privação da construção do afeto.
A avó não pôde acompanhar o nascimento da criança – ficou sabendo do fato dois meses depois – e perdeu comemorações na companhia do bebê. Não viu de perto o surgimento dos dentinhos ou os primeiros passos e as descobertas do aniversário de um ano do bebê.
Para assegurar a chance de conviver com o neto no futuro, o caso foi levado à Justiça, em uma ação de regulamentação e visita para avós paternos. Por enquanto, a família aguarda a decisão. Ângela tem em casa peças de roupas para ele, brinquedos e fotos. No aparelho de som, um CD reserva músicas temáticas para as poucas vezes em que o pequeno é levado à casa pelo pai. E, nas horas vagas, Ângela segue espiando a casa dos fundos para ver se enxerga de longe a criança.
– É uma pressão muito grande sobre meu neto. Raramente consigo vê-lo. Eu amo ele e acho triste saber que se transforma em um cheque em branco nesta briga. É usado como moeda em meio aos desentendimentos – lamenta a avó.
Os constantes conflitos devido ao sem-número de separações de famílias foram um dos motivadores do projeto de lei (PLS 692/07) da senadora Kátia Abreu. Aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, no ano passado, a proposta exigirá que os avós entrem na Justiça quando não houver acordo com os pais da criança e deverá alterar dispositivos do Código Civil e do Código de Processo Civil. Na prática, a visita dos avós é agendada com dia e horário definidos, adequando a rotina da criança e o convívio do pequeno com pai e mãe.
– Se os avós são obrigados a prestar auxílio material ao neto, o auxílio emocional deve estar incluído no convívio familiar também – justifica a senadora.
A ideia de dar um passo à frente nas relações familiares, há algum tempo, é destaque no Estado, que em alguns casos já concede direitos aos avós. As sentenças, de acordo com Jamil Bannura, professor de Direito de Família da UFRGS, levam em conta o afeto e a preservação do ambiente familiar.
– Os avós, em muitos casos, têm relações mais estreitas com os netos do que com os próprios filhos. Por isso, o tribunal gaúcho já vem tomando decisões corajosas e se transformou em referência no quesito família – explica.
Depois de passar seis meses sem ver o neto, a engenheira civil Cláudia De Cesare Kennedy se sente uma avó plena. Desde o ano passado, parte das tardes de sábados e das manhãs de quartas-feiras estão reservadas para o neto. Com horário agendado, ela tem o direito provisório de ficar algumas horas com o pequeno de dois anos. A conquista veio de um parecer, emitido pelo Ministério Público.
– Começamos a pagar a pensão dele, mas a família queria apenas que tivéssemos uma obrigação financeira, e não emocional. Queríamos ser avós completos, ver nosso netinho e participar da vida dele – explica Cláudia.
Nas poucas horas na casa da família paterna, o bebê tem um programa especial. Música, dança e brincadeiras no pátio são atividades que ajudam a fortalecer os laços afetivos entre a criança e os avós paternos. A aproximação, dia a dia, alimenta o desejo de Cláudia de ter uma relação plena em família.
– Os pais se separaram assim que ele nasceu. Mas o bebê tem o direito de ter duas famílias – afirma a avó.
Cada vez mais comuns entre casais devido à insatisfação e à falta de paciência para lidar com problemas, as separações – que, de acordo com o IBGE, em 2008, atingiram mais de 290 mil casamentos – trazem consigo consequências que, se não forem bem administradas, podem fazer da criança uma refém. Com pais separados fisicamente, avós também são afastados da criança ou se distanciam porque trabalham mais, estão mais ativos e prontos para outros relacionamentos ou novas famílias.
– O projeto é muito saudável e poderá ensinar que aqueles pais que saíram com sequelas da separação não precisam levar consigo a inconformidade e a raiva por terem terminado a relação. A maior responsabilidade dos pais é fazer os filhos felizes – diz a advogada Sáloa.
Refém dos adultos
– Preservar a saúde mental dos filhos é fundamental. A falta de contato com os parentes, especialmente com os avós, é um empobrecimento. O filho passa a representar o ressentimento dos pais e fica prisioneiro dos adultos – explica a presidente da Sociedade Psicologia do Rio Grande do Sul, Iara Camarata Anton, psicoterapeuta individual, de casais e de família.
No cabo de guerra entre ex-marido e ex-mulher, é comum criar sentimentos negativos sobre o pai ou a mãe. Excluir o genitor da vida dos filhos, não comunicar sobre fatos relevantes, interferir nas visitas e controlar em excesso o tempo de encontro dos familiares contribuem para a chamada síndrome da alienação parental.
– Surge a culpa quando os pais fazem exigências e o filho não pode ir contra. É preciso oferecer a oportunidade da boa convivência, trabalhar o respeito em família e reconhecer a importância dos vínculos – alerta a psicóloga.
A separação, se trabalhada com naturalidade, não se torna um trauma, já que o rompimento da relação é dos adultos, e não um pré-requisito para o distanciamento das crianças.
donna
Anelise Zanoni anelise.zanoni@zerohora.com.br
Desavenças conjugais, brigas entre sogros, genros e noras motivos há de sobra para que seja crescente o número de avós privados pelos filhos da convivência com os netos. O ressentimento de ambas as partes, porém, vem dando lugar a ações práticas, que prometem cada vez mais o auxílio da Justiça. De autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados um projeto de lei que deve ser votado em breve para garantir o direito dos avós de visitar os netos. Caso seja aprovado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a possibilidade de acompanhar as fases da vida da criança e de dividir datas importantes será um procedimento tão natural quanto a visita de um dos pais em casos de divórcio e separação.
– Os avós são figuras importantes nas relações com as crianças, e o vínculo com eles é fundamental. Além disso, é importante conhecer a história da própria vida para que os relacionamentos futuros não sejam tão fugazes – alerta a advogada Sáloa Neme da Silva, especializada em família e sucessões.
Na casa da advogada Ângela Fagundes da Silva, um pátio com alguns brinquedos e uma porta fechada separam fisicamente a realização do desejo de segurar o neto no colo e de ouvir dele a palavra "avó". Vivendo em um terreno em comum, mas em casas separadas, os dois trocam olhares na clandestinidade. Às vezes pela porta, às vezes pela janela. Estão proibidos de ter contato.
Único neto, o menino de um ano e cinco meses é resultado de uma gravidez inesperada, originada em um relacionamento do filho de Ângela. Das discórdias, brotou a proibição do encontro e a privação da construção do afeto.
A avó não pôde acompanhar o nascimento da criança – ficou sabendo do fato dois meses depois – e perdeu comemorações na companhia do bebê. Não viu de perto o surgimento dos dentinhos ou os primeiros passos e as descobertas do aniversário de um ano do bebê.
Para assegurar a chance de conviver com o neto no futuro, o caso foi levado à Justiça, em uma ação de regulamentação e visita para avós paternos. Por enquanto, a família aguarda a decisão. Ângela tem em casa peças de roupas para ele, brinquedos e fotos. No aparelho de som, um CD reserva músicas temáticas para as poucas vezes em que o pequeno é levado à casa pelo pai. E, nas horas vagas, Ângela segue espiando a casa dos fundos para ver se enxerga de longe a criança.
– É uma pressão muito grande sobre meu neto. Raramente consigo vê-lo. Eu amo ele e acho triste saber que se transforma em um cheque em branco nesta briga. É usado como moeda em meio aos desentendimentos – lamenta a avó.
Os constantes conflitos devido ao sem-número de separações de famílias foram um dos motivadores do projeto de lei (PLS 692/07) da senadora Kátia Abreu. Aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, no ano passado, a proposta exigirá que os avós entrem na Justiça quando não houver acordo com os pais da criança e deverá alterar dispositivos do Código Civil e do Código de Processo Civil. Na prática, a visita dos avós é agendada com dia e horário definidos, adequando a rotina da criança e o convívio do pequeno com pai e mãe.
– Se os avós são obrigados a prestar auxílio material ao neto, o auxílio emocional deve estar incluído no convívio familiar também – justifica a senadora.
A ideia de dar um passo à frente nas relações familiares, há algum tempo, é destaque no Estado, que em alguns casos já concede direitos aos avós. As sentenças, de acordo com Jamil Bannura, professor de Direito de Família da UFRGS, levam em conta o afeto e a preservação do ambiente familiar.
– Os avós, em muitos casos, têm relações mais estreitas com os netos do que com os próprios filhos. Por isso, o tribunal gaúcho já vem tomando decisões corajosas e se transformou em referência no quesito família – explica.
Depois de passar seis meses sem ver o neto, a engenheira civil Cláudia De Cesare Kennedy se sente uma avó plena. Desde o ano passado, parte das tardes de sábados e das manhãs de quartas-feiras estão reservadas para o neto. Com horário agendado, ela tem o direito provisório de ficar algumas horas com o pequeno de dois anos. A conquista veio de um parecer, emitido pelo Ministério Público.
– Começamos a pagar a pensão dele, mas a família queria apenas que tivéssemos uma obrigação financeira, e não emocional. Queríamos ser avós completos, ver nosso netinho e participar da vida dele – explica Cláudia.
Nas poucas horas na casa da família paterna, o bebê tem um programa especial. Música, dança e brincadeiras no pátio são atividades que ajudam a fortalecer os laços afetivos entre a criança e os avós paternos. A aproximação, dia a dia, alimenta o desejo de Cláudia de ter uma relação plena em família.
– Os pais se separaram assim que ele nasceu. Mas o bebê tem o direito de ter duas famílias – afirma a avó.
Cada vez mais comuns entre casais devido à insatisfação e à falta de paciência para lidar com problemas, as separações – que, de acordo com o IBGE, em 2008, atingiram mais de 290 mil casamentos – trazem consigo consequências que, se não forem bem administradas, podem fazer da criança uma refém. Com pais separados fisicamente, avós também são afastados da criança ou se distanciam porque trabalham mais, estão mais ativos e prontos para outros relacionamentos ou novas famílias.
– O projeto é muito saudável e poderá ensinar que aqueles pais que saíram com sequelas da separação não precisam levar consigo a inconformidade e a raiva por terem terminado a relação. A maior responsabilidade dos pais é fazer os filhos felizes – diz a advogada Sáloa.
Refém dos adultos
– Preservar a saúde mental dos filhos é fundamental. A falta de contato com os parentes, especialmente com os avós, é um empobrecimento. O filho passa a representar o ressentimento dos pais e fica prisioneiro dos adultos – explica a presidente da Sociedade Psicologia do Rio Grande do Sul, Iara Camarata Anton, psicoterapeuta individual, de casais e de família.
No cabo de guerra entre ex-marido e ex-mulher, é comum criar sentimentos negativos sobre o pai ou a mãe. Excluir o genitor da vida dos filhos, não comunicar sobre fatos relevantes, interferir nas visitas e controlar em excesso o tempo de encontro dos familiares contribuem para a chamada síndrome da alienação parental.
– Surge a culpa quando os pais fazem exigências e o filho não pode ir contra. É preciso oferecer a oportunidade da boa convivência, trabalhar o respeito em família e reconhecer a importância dos vínculos – alerta a psicóloga.
A separação, se trabalhada com naturalidade, não se torna um trauma, já que o rompimento da relação é dos adultos, e não um pré-requisito para o distanciamento das crianças.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
Pelo Facebook, mãe encontra filhos sequestrados em 1995, nos EUA

Agora adolescentes, filhos foram levados pelo pai até Orlando, na Flórida.
Página na internet sumiu depois que mãe entrou em contato com os filhos.
Moradora de São Bernardino, na Califórnia, Estados Unidos, uma mãe encontrou seus dois filhos pelo Facebook depois de ter sido separada deles há 15 anos. Levados pelo pai e agora adolescentes, eles moram na Flórida e puderam ser localizados com a ajuda de oficiais de Justiça de São Bernardino.
O oficial de Justiça Kurt Rowley disse à empresa de comunicação norte-americana NBC que as crianças, um menino e uma menina, tinham 2 e 3 anos quando foram levados pelo pai, Faustino Utrera, em 1995.
Depois de 15 anos, a mãe digitou os nomes dos filhos no Facebook e começou a se corresponder com eles. Chegou até a enviar uma foto antiga da família.
Segundo Rowley, os adolescentes responderam que não estavam interessados em uma nova relação e pediram para os deixar em paz porque tinham uma vida feliz. Depois disso, a página dos filhos no Facebook desapareceu.
Os oficiais investigaram o caso e descobriram que o perfil no Facebook era de Orlando, na Flórida. O pai dos adolescentes foi preso e, agora, a mãe tenta reconstruir uma nova relação com os filhos.
Página na internet sumiu depois que mãe entrou em contato com os filhos.
Moradora de São Bernardino, na Califórnia, Estados Unidos, uma mãe encontrou seus dois filhos pelo Facebook depois de ter sido separada deles há 15 anos. Levados pelo pai e agora adolescentes, eles moram na Flórida e puderam ser localizados com a ajuda de oficiais de Justiça de São Bernardino.
O oficial de Justiça Kurt Rowley disse à empresa de comunicação norte-americana NBC que as crianças, um menino e uma menina, tinham 2 e 3 anos quando foram levados pelo pai, Faustino Utrera, em 1995.
Depois de 15 anos, a mãe digitou os nomes dos filhos no Facebook e começou a se corresponder com eles. Chegou até a enviar uma foto antiga da família.
Segundo Rowley, os adolescentes responderam que não estavam interessados em uma nova relação e pediram para os deixar em paz porque tinham uma vida feliz. Depois disso, a página dos filhos no Facebook desapareceu.
Os oficiais investigaram o caso e descobriram que o perfil no Facebook era de Orlando, na Flórida. O pai dos adolescentes foi preso e, agora, a mãe tenta reconstruir uma nova relação com os filhos.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
STJ formaliza conciliação sobre guarda de menor canadense filho de brasileira

Do site do STJ
27/05/2010 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) formalizou, nesta quinta-feira, dia 27, conciliação entre os pais de um menor nascido no Canadá, filho de mãe brasileira e pai canadense, numa ação de busca e apreensão da criança, hoje com sete anos de idade. A mãe a trouxe para o Brasil, em 2004, sem o consentimento do pai. A audiência de conciliação, realizada pelo desembargador convocado Paulo Furtado, da Terceira Turma, resultou num acordo provisório, segundo o qual o menor voltará a morar no Canadá com a mãe, a partir de março de 2011, com todas as despesas pagas pelo pai. Antes disso, porém, viajará para passar as férias escolares naquele país.
Com o acordo, fica suspenso o recurso em apreciação no STJ sobre o caso. A Terceira Turma do Tribunal Superior estava responsável pela apreciação de recurso especial interposto pela mãe, cujo objetivo era mudar decisão nos autos da ação que tinha sido ajuizada pela União. O intuito da União era entregar o menor à autoridade responsável no Canadá, com base na Convenção sobre Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças (Decreto n. 3.413/2000) ? Convenção de Haia. De acordo com o desembargador, a conciliação foi firmada ?da melhor forma para a garantia do bem-estar do menor? e, assim, a Convenção de Haia será cumprida. O desembargador explicou, também, que o acordo é provisório porque a decisão pode ser revista pela Justiça canadense quando a mãe retornar àquele país, o que é provável que não aconteça, uma vez que os pais já entraram em entendimento.
Guarda do menor
A história envolvendo o caso foi iniciada quando a mãe do menino foi morar naquele país e manteve relacionamento com um canadense. Após a separação do casal, a criança passou a morar com a mãe, mas os cônjugues não regulamentaram, perante a Justiça canadense, questões referentes à guarda do menor. Até que, em 2004, a mãe, de posse de uma autorização do pai da criança para viajar apenas para os Estados Unidos, mudou o itinerário e embarcou para o Brasil, onde reside desde então.
No Brasil, a União moveu a ação de busca e apreensão da criança - que foi julgada procedente. Foi quando a mãe recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que confirmou a sentença, negando provimento ao apelo. Inconformada, a mãe interpôs recurso especial ao STJ.
27/05/2010 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) formalizou, nesta quinta-feira, dia 27, conciliação entre os pais de um menor nascido no Canadá, filho de mãe brasileira e pai canadense, numa ação de busca e apreensão da criança, hoje com sete anos de idade. A mãe a trouxe para o Brasil, em 2004, sem o consentimento do pai. A audiência de conciliação, realizada pelo desembargador convocado Paulo Furtado, da Terceira Turma, resultou num acordo provisório, segundo o qual o menor voltará a morar no Canadá com a mãe, a partir de março de 2011, com todas as despesas pagas pelo pai. Antes disso, porém, viajará para passar as férias escolares naquele país.
Com o acordo, fica suspenso o recurso em apreciação no STJ sobre o caso. A Terceira Turma do Tribunal Superior estava responsável pela apreciação de recurso especial interposto pela mãe, cujo objetivo era mudar decisão nos autos da ação que tinha sido ajuizada pela União. O intuito da União era entregar o menor à autoridade responsável no Canadá, com base na Convenção sobre Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças (Decreto n. 3.413/2000) ? Convenção de Haia. De acordo com o desembargador, a conciliação foi firmada ?da melhor forma para a garantia do bem-estar do menor? e, assim, a Convenção de Haia será cumprida. O desembargador explicou, também, que o acordo é provisório porque a decisão pode ser revista pela Justiça canadense quando a mãe retornar àquele país, o que é provável que não aconteça, uma vez que os pais já entraram em entendimento.
Guarda do menor
A história envolvendo o caso foi iniciada quando a mãe do menino foi morar naquele país e manteve relacionamento com um canadense. Após a separação do casal, a criança passou a morar com a mãe, mas os cônjugues não regulamentaram, perante a Justiça canadense, questões referentes à guarda do menor. Até que, em 2004, a mãe, de posse de uma autorização do pai da criança para viajar apenas para os Estados Unidos, mudou o itinerário e embarcou para o Brasil, onde reside desde então.
No Brasil, a União moveu a ação de busca e apreensão da criança - que foi julgada procedente. Foi quando a mãe recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que confirmou a sentença, negando provimento ao apelo. Inconformada, a mãe interpôs recurso especial ao STJ.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
ALIENAÇÃO PARENTAL
Pessoal boa noite,
Para quem já conhece meu caso, tenho um casal de filhos de 2 e 6 anos que já não vejo há 147 dias, apesar de já ter liminar de visita, a pensão e o convênio estarem em dia. Vejos muitos casos como o meu, Maxweel de MG, Benedito, Ricardo, PHL, e outros que passam pela mesma situação.
Quero deixar um recado para as "mães" que agem desta forma: NÃO IREMOS DESISTIR DE NOSSOS FILHOS. Vocês podem ter pais advogados, juízes, etc. porém, a lei é igual para todos.
Aos amigos que sempre estão no Fórum, uma dica: entrem em contato por email no alienacaoparental@bol.com.br e vamos trocar idéias. Estive no MP e na semana que vem o Promotor irá chamar minha ex-mulher para a audiência da Notícia Crime de Desobediência (art. 330 CP), precisamos nos unir e trocar idéias.
Pretendo ir até Brasília e pressionar o Governo e o Congresso para votar rapidamente o projeto de lei Lei 4053/08 que trat a de Alienação Parental.
Preciso da ajuda de vocês, vamos unir forças e recursos e pressionar, pois só assim vamos conseguir ver nossos filhos de novo.
Abri o Twitter paialienado e o Blog http://www.paialienado.zip.net/ para depoimentos e mais trocas de idéias. Só assim faremos alguma diferença neste país. Temos já a adesão de um representante do MP e aguardamos novas adesões.
Vamos lá, você só vai gastar uns minutos de seu tempo para colocar seu depoimento, abra seu coração, desabafe e não esqueça de deixar seu nome e um email de contato.
NÃO DESISTIREMOS NUNCA DE NOSSOS FILHOS. AS MÃES QUE AGEM ASSIM ESTÃO AVISADAS, SE NÃO CUMPRIREM, PENA E PROCESSO NELAS!!!!!!!!!
Abraços
PAI INCONFORMADO
alienacaoparental@bol.com.br
Para quem já conhece meu caso, tenho um casal de filhos de 2 e 6 anos que já não vejo há 147 dias, apesar de já ter liminar de visita, a pensão e o convênio estarem em dia. Vejos muitos casos como o meu, Maxweel de MG, Benedito, Ricardo, PHL, e outros que passam pela mesma situação.
Quero deixar um recado para as "mães" que agem desta forma: NÃO IREMOS DESISTIR DE NOSSOS FILHOS. Vocês podem ter pais advogados, juízes, etc. porém, a lei é igual para todos.
Aos amigos que sempre estão no Fórum, uma dica: entrem em contato por email no alienacaoparental@bol.com.br e vamos trocar idéias. Estive no MP e na semana que vem o Promotor irá chamar minha ex-mulher para a audiência da Notícia Crime de Desobediência (art. 330 CP), precisamos nos unir e trocar idéias.
Pretendo ir até Brasília e pressionar o Governo e o Congresso para votar rapidamente o projeto de lei Lei 4053/08 que trat a de Alienação Parental.
Preciso da ajuda de vocês, vamos unir forças e recursos e pressionar, pois só assim vamos conseguir ver nossos filhos de novo.
Abri o Twitter paialienado e o Blog http://www.paialienado.zip.net/ para depoimentos e mais trocas de idéias. Só assim faremos alguma diferença neste país. Temos já a adesão de um representante do MP e aguardamos novas adesões.
Vamos lá, você só vai gastar uns minutos de seu tempo para colocar seu depoimento, abra seu coração, desabafe e não esqueça de deixar seu nome e um email de contato.
NÃO DESISTIREMOS NUNCA DE NOSSOS FILHOS. AS MÃES QUE AGEM ASSIM ESTÃO AVISADAS, SE NÃO CUMPRIREM, PENA E PROCESSO NELAS!!!!!!!!!
Abraços
PAI INCONFORMADO
alienacaoparental@bol.com.br
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Informação recebida por e-mail
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domingo, 2 de maio de 2010
Manifestações em 22 países no Dia Mundial de Conscientização sobre a Alienação Parental
Video mostra manifestações de 22 países no Dia Mundial de Conscientização sobre a Alienação Parental
No dia 25 de abril de 2010, pessoas de 22 países foram às ruas com um objetivo comum. Alertar a sociedade sobre a alienação parental, uma cruel forma de abuso contra crianças e adolescentes praticadas em um contexto de violência doméstica. Em alguns locais como Estados Unidos e Canadá, houve o lançamento da campanha global contra a alienação parental, Bubbles of Love (bolhas de amor) que tem por objetivo mostrar que lutar contra esse mal é sobretudo uma demonstração de amor aos filhos.
Por ser praticada dentro de casa, esse tipo de violência tem sendo vista com uma certa complacência pela sociedade e pelas autoridades. Por isso, em vários países como Brasil, Portugal e Espanha, os protestos cobraram também mudanças na lei para punir aqueles que usam os próprios filhos como instrumento de manipulação e vingança para atingir o pai ou a mãe.
Karla Mendes
Jornalista
Fonte: http://paisporjustica.blogspot.com/2010/04/video-mostra-manifestacoes-de-22-paises.html
Blog A morte Inventada
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
A ex-princesa e sua busca pelos filhos sequestrados

A australiana Jacqueline Pascarl, 47 anos, tem uma vida que certamente daria um filme. Em 1980, aos 17 anos, a jovem bailarina se apaixonou pelo príncipe malaio Raja Datuk Bahrin Shah, quando ele fazia arquitetura em Melbourne, na Austrália. Um ano depois eles se casaram e foram morar em Terengganu, na Malásia, onde o príncipe Bahrin fazia parte do sultanato. Eles tiveram dois filhos, a menina Shahirah – conhecida como Shah e o menino Mohammed Baharuddin, conhecido como Iddin. Depois do nascimento de Iddin, o príncipe casou-se novamente, de acordo com a lei islâmica malaia. Jacqueline resolveu, então, visitar seus pais na Austrália e levou as crianças com o consentimento do marido. Jacqueline disse ao blog que nesta época sofria muito com a violência do marido que batia nela com frequência. Ela afirma que foi quando resolveu pedir o divórcio. O príncipe Bahrin aceitou e em 1986, eles se divorciaram.
Quando a filha Shah tinha nove anos e Iddin, sete anos, o príncipe veio visitar os filhos. Levou-os para um hotel e eles nunca mais voltaram. De acordo com um criminoso australiano que participou do sequestro e muitos anos depois foi preso, o príncipe planejou o rapto das crianças durante um ano.
Jacqueline já havia contado parte de sua história no livro Era uma vez uma princesa (ed. BestSeller). Agora é publicado no Brasil Depois de ser princesa em que ela relata de forma dramática como viveu 14 anos sem ver os filhos e o emocionante reencontro. Nesse tempo em que esteve longe de Shah e Iddin, Jacqueline mergulhou nas vidas das famílias que tiveram seus filhos seqüestrado e produziu o documentário Empty Arms, Broken Hearts( Braços Vazios, Corações Partidos), ganhador de vários prêmios. O sucesso do filme levou Jacqueline aos campos de guerra. Ela foi convidada a trabalhar como embaixatriz da ONG CARE na Bósnia e Kosovo, onde ela se deparou com a dor de mães que perderam seus filhos nos conflitos. Em uma das passagens mais marcantes desse último livro, Jacqueline conta como reconheceu uma delas apenas pelo grito da “dor que vem do útero”. Era uma refugiada que acabava de perder sua criança. Jacqueline também trabalhou no Quênia e na África do Sul com um projeto educacional para crianças. Depois do príncipe Bahrin, ela se casou duas vezes. Com seu último marido, Bill Crocaris, Jacqueline teve dois filhos, a menina Verity hoje com nove anos e o menino Lysander, com sete anos.
Quatorze anos depois do desaparecimento de seus filhos, ela conseguiu ter notícias de Shah pelo e-mail. A filha a localizou por conta de seus trabalhos humanitários e finalmente, ela teve a permissão para ver a mãe. Iddi também veio e a família toda se reuniu na Austrália. A princesa Shah se casou no ano passado e irá morar na França. Iddi deverá voltar para a Austrália.
A seguir trechos da entrevista com Jacqueline Pascarl:
- No livro você diz que a abdução está ligada ao poder e vingança. Como esses sentimentos estão relacionados com seu caso?
- O meu ex-marido, o príncipe Bahrin, usou a adbudção como uma vingança contra mim. Eu fui a única mulher na família real a ficar com suas crianças e a pedir divórcio. Ele achou que eu arranhei sua reputação, que fui contra as leis do Islã. Como religioso, ele se tornou um fundamentalista, mas na vida pessoal ele era um playboy. Na época do seqüestro, ele estava se refazendo politicamente e usou as crianças para estabelecer sua plataforma política.
Como foi o sequestro?
Eu permiti que o meu ex-marido viesse ver as crianças. Eu deixei a Malásia porque ele estava me batendo e ainda tinha outra esposa. Ele era muito violento e cometia abusos. Muitos anos se passaram e ele queria entrar na política. E para isso teria que refazer a sua imagem pública. Por isso veio ã Austrália. As crianças foram dormir com ele no hotel. Foi a noite em que elas foram sequestradas. Ele contratou um criminoso da Austrália e outro de Cingapura e colocou meus filhos em carros separados, deixando para trás as roupas e os brinquedos deles. Ele dirigiu toda a costa até Weipa, no norte da Austrália. As crianças viajaram sedadas numa picape.Depois, eles as colocou num barco e partiu para a Indonésia. Como a malásia não é signatária da Convenção de Haia, ele conseguiu a guarda dos meus filhos lá. E eu fui proibida de entrar no país.
Você nunca tentou entrar na Malásia para tentar ver seus filhos?
Claro que eu queria isso. Mas tive que fazer uma escolha porque o risco que eu corria de entrar lá era proporcional aos maus tratos que meus filhos poderiam sofrer. Meus filhos eram vigiados constantemente com soldados armados e sofriam ameaças. Nem pergurtar por mim eles podiam. Se minha filha assim fizesse era obrigada a ir dormir à noite no cemitério. Eles testemunharam muita violência. Até hoje meus filhos sofrem com os traumas.
Que tipos de traumas eles tiveram?
Eu preferiria não falar muito sobre isso, mas filha teve que freqüentar um psicólogo durante muitos anos. Aos poucos eles estão superando. Em setembro, do ano passado, eu estava bem ruim de um câncer no ovário. Tive três tumores e os médicos achavam que eu não passaria o Natal viva. Eles vieram e cuidaram de mim por oito semanas. Eles me diziam: você não pode morrer agora, porque seus filhos vão sofrer como nós. Eles não podem ficar sem a mãe. Mas aqui estou.
Eu li num jornal malásio que o príncipe Bahrin a convidou para o casamento de Shah na Malásia. Houve reconciliação?
Issso é uma grande bobagem. Minha filha teve duas festas de casamento. Uma na Malásia e outra aqui na Austrália. Eu e meus filhos rimos dessa história. Até hoje ele não me autoriza entrar na Malásia. O casamento da Malásia foi em um hotel dele. Foram três mil convidados, centenas de jornalistas, sendo que a milha filha não conhecia a maioria das pessoas. O casamento aqui na Austrália foi em um parque com apenas 35 convidados. Todos os amigos dela vieram. Eu acordei quatro da manhã para fazer o bolo do casamento. O único presente que ela pediu foram receitas, porque ela nunca aprendeu a cozinhar no palácio. Cada convidado trouxe um prato de comida e ela usou o vestido que ela mesma modelou – ela fez moda na escola e deverá ir morar na França.
Por que decidiu fazer um documentário sobre crianças sequestradas?
Preferi enfrentar o medo do que me sentar confinada num quarto escuro. Para mim, foi um grande aprendizado conversar com psicólogos especialistas em crianças traumatizadas pela violência, porque era uma maneira de entender o que os meus filhos estavam sofrendo. Eu queria aprender a ser delicada e sensível com essas famílias que tiveram seus filhos sequestrados. Foi tudo muito intenso. Era como se eu tivesse olhando para um espelho. Ao mesmo tempo em que eu estava numa uma missão em prol das minhas crianças, era traumático ter que lidar com outras histórias de sequestros. Chorar era um luxo para mim, porque na maioria das vezes eu não me permitia cair. Mesmo quando estava nos campos de refugiados. Eu sempre tive o sentimento que precisava continuar.
Qual foi a situação que mais a impressionou?
Quando eu estava no Timor Leste, eu vi uma mulher que tinha o horror da guerra em seus olhos. Eu decidi que iria conseguir dar a ela e suas crianças abrigo, comida e água. Depois ela partiu. Na manhã em que eu estava deixando o Timor, ela apareceu para me dar um presente. Tinha caminhado durante três horas e me entregou um pertence de sua mãe, que havia sido assassinada pelos indonésios. Era tudo o que havia sobrado da mãe e ela estava oferecendo a mim. Aprendi que os traumas de guerra trazem experiências muito particulares e mesmo assim, a dor é universal. E se eu consigo entender essa dor, sou capaz de fazer uma conexão única com aquela pessoa.
O problema das crianças sequestradas só tende a aumentar com o fluxo de pessoas que se conhecem pelo mundo. Particpei de uma capa na revista ÈPOCA sobre o caso Sean e escrevi sobre isso. Se puder, leiam a matéria sobre os filhos da globalização.
Katia Mello
Mulher 7 por 7
Quando a filha Shah tinha nove anos e Iddin, sete anos, o príncipe veio visitar os filhos. Levou-os para um hotel e eles nunca mais voltaram. De acordo com um criminoso australiano que participou do sequestro e muitos anos depois foi preso, o príncipe planejou o rapto das crianças durante um ano.
Jacqueline já havia contado parte de sua história no livro Era uma vez uma princesa (ed. BestSeller). Agora é publicado no Brasil Depois de ser princesa em que ela relata de forma dramática como viveu 14 anos sem ver os filhos e o emocionante reencontro. Nesse tempo em que esteve longe de Shah e Iddin, Jacqueline mergulhou nas vidas das famílias que tiveram seus filhos seqüestrado e produziu o documentário Empty Arms, Broken Hearts( Braços Vazios, Corações Partidos), ganhador de vários prêmios. O sucesso do filme levou Jacqueline aos campos de guerra. Ela foi convidada a trabalhar como embaixatriz da ONG CARE na Bósnia e Kosovo, onde ela se deparou com a dor de mães que perderam seus filhos nos conflitos. Em uma das passagens mais marcantes desse último livro, Jacqueline conta como reconheceu uma delas apenas pelo grito da “dor que vem do útero”. Era uma refugiada que acabava de perder sua criança. Jacqueline também trabalhou no Quênia e na África do Sul com um projeto educacional para crianças. Depois do príncipe Bahrin, ela se casou duas vezes. Com seu último marido, Bill Crocaris, Jacqueline teve dois filhos, a menina Verity hoje com nove anos e o menino Lysander, com sete anos.
Quatorze anos depois do desaparecimento de seus filhos, ela conseguiu ter notícias de Shah pelo e-mail. A filha a localizou por conta de seus trabalhos humanitários e finalmente, ela teve a permissão para ver a mãe. Iddi também veio e a família toda se reuniu na Austrália. A princesa Shah se casou no ano passado e irá morar na França. Iddi deverá voltar para a Austrália.
A seguir trechos da entrevista com Jacqueline Pascarl:
- No livro você diz que a abdução está ligada ao poder e vingança. Como esses sentimentos estão relacionados com seu caso?
- O meu ex-marido, o príncipe Bahrin, usou a adbudção como uma vingança contra mim. Eu fui a única mulher na família real a ficar com suas crianças e a pedir divórcio. Ele achou que eu arranhei sua reputação, que fui contra as leis do Islã. Como religioso, ele se tornou um fundamentalista, mas na vida pessoal ele era um playboy. Na época do seqüestro, ele estava se refazendo politicamente e usou as crianças para estabelecer sua plataforma política.
Como foi o sequestro?
Eu permiti que o meu ex-marido viesse ver as crianças. Eu deixei a Malásia porque ele estava me batendo e ainda tinha outra esposa. Ele era muito violento e cometia abusos. Muitos anos se passaram e ele queria entrar na política. E para isso teria que refazer a sua imagem pública. Por isso veio ã Austrália. As crianças foram dormir com ele no hotel. Foi a noite em que elas foram sequestradas. Ele contratou um criminoso da Austrália e outro de Cingapura e colocou meus filhos em carros separados, deixando para trás as roupas e os brinquedos deles. Ele dirigiu toda a costa até Weipa, no norte da Austrália. As crianças viajaram sedadas numa picape.Depois, eles as colocou num barco e partiu para a Indonésia. Como a malásia não é signatária da Convenção de Haia, ele conseguiu a guarda dos meus filhos lá. E eu fui proibida de entrar no país.
Você nunca tentou entrar na Malásia para tentar ver seus filhos?
Claro que eu queria isso. Mas tive que fazer uma escolha porque o risco que eu corria de entrar lá era proporcional aos maus tratos que meus filhos poderiam sofrer. Meus filhos eram vigiados constantemente com soldados armados e sofriam ameaças. Nem pergurtar por mim eles podiam. Se minha filha assim fizesse era obrigada a ir dormir à noite no cemitério. Eles testemunharam muita violência. Até hoje meus filhos sofrem com os traumas.
Que tipos de traumas eles tiveram?
Eu preferiria não falar muito sobre isso, mas filha teve que freqüentar um psicólogo durante muitos anos. Aos poucos eles estão superando. Em setembro, do ano passado, eu estava bem ruim de um câncer no ovário. Tive três tumores e os médicos achavam que eu não passaria o Natal viva. Eles vieram e cuidaram de mim por oito semanas. Eles me diziam: você não pode morrer agora, porque seus filhos vão sofrer como nós. Eles não podem ficar sem a mãe. Mas aqui estou.
Eu li num jornal malásio que o príncipe Bahrin a convidou para o casamento de Shah na Malásia. Houve reconciliação?
Issso é uma grande bobagem. Minha filha teve duas festas de casamento. Uma na Malásia e outra aqui na Austrália. Eu e meus filhos rimos dessa história. Até hoje ele não me autoriza entrar na Malásia. O casamento da Malásia foi em um hotel dele. Foram três mil convidados, centenas de jornalistas, sendo que a milha filha não conhecia a maioria das pessoas. O casamento aqui na Austrália foi em um parque com apenas 35 convidados. Todos os amigos dela vieram. Eu acordei quatro da manhã para fazer o bolo do casamento. O único presente que ela pediu foram receitas, porque ela nunca aprendeu a cozinhar no palácio. Cada convidado trouxe um prato de comida e ela usou o vestido que ela mesma modelou – ela fez moda na escola e deverá ir morar na França.
Por que decidiu fazer um documentário sobre crianças sequestradas?
Preferi enfrentar o medo do que me sentar confinada num quarto escuro. Para mim, foi um grande aprendizado conversar com psicólogos especialistas em crianças traumatizadas pela violência, porque era uma maneira de entender o que os meus filhos estavam sofrendo. Eu queria aprender a ser delicada e sensível com essas famílias que tiveram seus filhos sequestrados. Foi tudo muito intenso. Era como se eu tivesse olhando para um espelho. Ao mesmo tempo em que eu estava numa uma missão em prol das minhas crianças, era traumático ter que lidar com outras histórias de sequestros. Chorar era um luxo para mim, porque na maioria das vezes eu não me permitia cair. Mesmo quando estava nos campos de refugiados. Eu sempre tive o sentimento que precisava continuar.
Qual foi a situação que mais a impressionou?
Quando eu estava no Timor Leste, eu vi uma mulher que tinha o horror da guerra em seus olhos. Eu decidi que iria conseguir dar a ela e suas crianças abrigo, comida e água. Depois ela partiu. Na manhã em que eu estava deixando o Timor, ela apareceu para me dar um presente. Tinha caminhado durante três horas e me entregou um pertence de sua mãe, que havia sido assassinada pelos indonésios. Era tudo o que havia sobrado da mãe e ela estava oferecendo a mim. Aprendi que os traumas de guerra trazem experiências muito particulares e mesmo assim, a dor é universal. E se eu consigo entender essa dor, sou capaz de fazer uma conexão única com aquela pessoa.
O problema das crianças sequestradas só tende a aumentar com o fluxo de pessoas que se conhecem pelo mundo. Particpei de uma capa na revista ÈPOCA sobre o caso Sean e escrevi sobre isso. Se puder, leiam a matéria sobre os filhos da globalização.
Katia Mello
Mulher 7 por 7
domingo, 25 de abril de 2010
25 de abril é Dia Internacional de Conscientização à Alienação Parental

Ivoti – A falta de uma figura materna ou paterna é tão prejudicial ao processo de crescimento e educação de um filho que já está oficializada no Juizado de Menores como Síndrome da Alienação Parental (SAP). O problema ocorre quando um dos pais coloca a criança contra o outro genitor, através de mentiras, difamações, ameaças ou a própria proibição do convívio, na maioria dos casos motivados por vingança contra o ex-companheiro. A confusão causada na criança pode gerar problemas graves como depressão, ansiedade e baixa-estima.
Há 10 anos, a Associação de Pais e Mães Separados – APASE, vem combatendo em todo o Brasil esse problema. Na região, a entidade é representada pela Associação Gaúcha Criança Feliz, que existe há três anos em Ivoti e conta com mais de 20 colaboradores espalhados pelo Estado. A atuação voluntária dos agentes do Projeto Criança Feliz tem o objetivo de pesquisar e levantar dados sobre o assunto, divulgar informações sobre a síndrome e fornecer orientação jurídica e psicológica aos pais que são vítimas da alienação parental.
Através de divulgação na mídia, palestras nas escolas e trabalhos junto às assistências sociais dos municípios, o grupo orienta a população a respeito do problema. No site do projeto, http://www.criancafelizrs.com/,
Há 10 anos, a Associação de Pais e Mães Separados – APASE, vem combatendo em todo o Brasil esse problema. Na região, a entidade é representada pela Associação Gaúcha Criança Feliz, que existe há três anos em Ivoti e conta com mais de 20 colaboradores espalhados pelo Estado. A atuação voluntária dos agentes do Projeto Criança Feliz tem o objetivo de pesquisar e levantar dados sobre o assunto, divulgar informações sobre a síndrome e fornecer orientação jurídica e psicológica aos pais que são vítimas da alienação parental.
Através de divulgação na mídia, palestras nas escolas e trabalhos junto às assistências sociais dos municípios, o grupo orienta a população a respeito do problema. No site do projeto, http://www.criancafelizrs.com/,
o grupo dá atendimento total à população que se sentir vítima da situação. No próximo domingo, dia 25, acontece o Dia Internacional da Conscientização sobre Alienação Parental. Um ato público será realizado em Porto Alegre, no Brique da Redenção, a partir das 10 horas. Se você é vítima desse problema ou tem conhecimento de alguém que seja, entre em contato com o Conselho Tutelar ou com a Associação Gaúcha Criança Feliz e oriente-se. O grupo também atende pelo telefone (51) 8111-2616.
Confira a reportagem completa na edição de segunda-feira do jornal O Diário.
O Diário
Confira a reportagem completa na edição de segunda-feira do jornal O Diário.
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Dia 25 de abril: um dia para reflexões e alerta contra um mal social

Hoje, dia 25 de abril, foi escolhido para ser o Dia Internacional de Conscientização sobre a Alienação Parental, um tema que vem crescendo tanto no meio jurídico quanto na sociedade de uma forma geral, pois é crescente e seus males são destrutivos para as famílias. Países como o Brasil, Chile, Argentina, México, EUA, Espanha, Portugal , Suíça, Austrália e Canadá farão manifestações contra esse mal na data de hoje.
O assunto está encontrando terreno fértil para a sua disseminação. Pelo menos é o que sinto na minha cidade de Rondonópolis. No último mês tive informação que mais de 5 alunos do curso de Direito das 2 faculdades daqui estarão defendendo monografia sobre o tema Alienação Parental. Desses 5, já tive contato com 3, e desses 3, 2 vivem a alienação parental. Um desses acadêmicos, uma mãe, conhece as malvadezas da alienação há mais de 20 anos, danosa, destrutiva e que deixa feridas na alma de cicatrização lenta e demorada, mas só recentemente descobriu que esse mal tem nome. Agora, mais do que nunca, além de conhecer o seu nome, sabe da necessidade de lutar para combatê-la. Ela sabe que a alienação é como uma flecha envenenada que mata aos poucos… “mata” o afeto, a afinidade e o amor entre pais e filhos caso não combatida.
O outro teve contato recentíssimo com ela. Neste, as feridas tinham acabado de serem abertas, ainda sangravam, a dor estava insuportável. Estava difícil combatê-la, pois vinha de lá de dentro, vinha da alma. Foi de encontro a ele e quase o jogou ao chão. A sorte foi que encontrou uma professora no seu curso que já conhecia o tema, lhe orientou, o acalmou e no final indicou que me procurasse. E assim foi feito. Unimos as nossas forças de excelentes e invejáveis pais e consegui aprumá-lo. Entendi a sua dor. Compartilhei com ele. Conheço cada artimanha da alienação e do alienador, conheço até mesmo a frequência da sua respiração. O pior, meus caros, é que a mais nova vítima deste mal que conheci nessas últimas horas é tão pequenino, 1 ano e 15 dias de vida, que não teve tempo ainda de aprender os seus primeiros passos e nem balbuciar as suas primeiras palavras, mas já topou de frente a desumana alienação, que já está tentando arrancar-lhe a dignidade primordial de qualquer serzinho indefeso que vem ao mundo - que é o direito de conviver com as duas pessoas que o gerou - seu pai e sua mãe. Lamentável sonegar de ser tão indefeso o direito a convivência materna ou paterna. Isso é começar arrancando-lhe a dignidade humana que reza o art. 227 da Carta Magna. Essa criança ainda não anda e não fala, mais já ama, e com certeza reconhece e ama tanto o seu pai quanto a sua mãe. O seu sorriso com os primeiros dentinhos e o seus braços estendidos com suas mãos gordinhas cheio de dobrinhas demonstram isso. Nossos filhos têm o direito de amar e serem amados, sem distinção, por ambos os genitores, além de tios, avós e primos dos dois lados. Isso significa convivência familiar ampla. Isso significa ler, conhecer e respeitar o art. 21 do ECA.
Animei também este pai mostrando a confiança num Judiciário cada vez mais contemporâneo, atento às mudanças e aos anseios da coletividade, dizendo ainda que existem muitas Marias Berenice e muitas Nancys Andrighi em todas as esferas do Judiciário brasileiro, cercados por profissionais de áreas afins que se preparam cada vez mais.
Enfim, falei pra esse pai não desanimar, pois eu via ali na sua mão uma arma poderosíssima para lutar - o amor e o afeto pelo filho. Essa eu sei o quão é poderosa e capaz de prevalecer sobre os males da alienação, bastando ter paciência, serenidade e sempre agir nos momentos corretos. E ainda disse que infelizmente muitos Seans Goldman ainda virão, mas que felizmente muitos Davids estarão surgindo dia pós dia para despir a alienação parental de todos os seus ornamentos venenosos e impiedosos.
Agora, saindo um pouco da minha singela realidade vou me atrever a chegar a mais alta Corte do país. As artimanhas da alienação parental foram abordadas pelo renomado jurista e ex-ministro da Justiça Saulo Ramos em seu famoso livro “Código da Vida”. Obviamente à época que se deu o fato, há mais de 20 anos, no tempo das fitas k-7, o termo alienação parental ainda não existia. A experiência vivida pelo então advogado Saulo Ramos norteou a realização deste livro. Ele se baseou na história real de um pai que foi acusado de praticar atos libidinosos contra seus 2 filhos, um de 9 e uma de 7 anos. E o pior, a acusadora, sua ex-mulher, tinha fitas gravadas onde as próprias crianças relatavam os fatos… que prova cruel… tudo farsa… essa mãe sofria nada mais nada menos do que esquizofrenia paranóica, conforme mostraram os laudos psiquiátricos…Leitura interessante principalmente para os acadêmicos de Direito.
O juiz de São Paulo que julgou à época o processo contra esse pai, diga-se de passagem de forma brilhante e humana, ainda está vivo, e mais vivo do que nunca, ele se chama Antônio Cezar Peluzo, e há dois dias tomou posse como presidente do STF. Próximo ao final do livro, Saulo Ramos escreveu referindo a leitura da sentença do juiz: “Chamou a atenção para que os pais tudo fizessem, a fim de que as crianças se sentissem amadas e, assim, amassem seus pais, em vez de temê-los. Citou São Jerônimo em latim: amare filorum, temere servorum est (amar é próprio dos filhos, temer é dos escravos). Observou que, mesmo no caso de separação dos pais, a concepção de família não deve ser banida do conceito sentimental dos filhos. Os adultos precisam saber lidar com isso. A realidade de uma situação inevitável não justifica a destruição de um ideal para a vida em formação de jovens e adolescentes. Sem isso não podemos nos considerar civilizados”.
Finalizo, conclamando pais e mães a me ajudarem a carregar essa bandeira de luta antialienação parental e pró igualdade parental, a qual levantei há 1 ano, objetivando dias melhores para as nossas proles. Deixo como recado para reflexão e ao mesmo tempo mostrando a atenção que devemos ter com nossos filhos, as últimas palavras do último discurso da sábia e experiente Dra. Zilda Arns Neumann, médica pediátrica e fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança Internacional, pouco antes de ser vítima do terremoto no Haiti, que disse: “Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los”.
Érico Gundim de Morais é médico veterinário em Rondonópolis,MT, estudioso do tema e um defensor dos direitos de filhos de pais e mães separados
O assunto está encontrando terreno fértil para a sua disseminação. Pelo menos é o que sinto na minha cidade de Rondonópolis. No último mês tive informação que mais de 5 alunos do curso de Direito das 2 faculdades daqui estarão defendendo monografia sobre o tema Alienação Parental. Desses 5, já tive contato com 3, e desses 3, 2 vivem a alienação parental. Um desses acadêmicos, uma mãe, conhece as malvadezas da alienação há mais de 20 anos, danosa, destrutiva e que deixa feridas na alma de cicatrização lenta e demorada, mas só recentemente descobriu que esse mal tem nome. Agora, mais do que nunca, além de conhecer o seu nome, sabe da necessidade de lutar para combatê-la. Ela sabe que a alienação é como uma flecha envenenada que mata aos poucos… “mata” o afeto, a afinidade e o amor entre pais e filhos caso não combatida.
O outro teve contato recentíssimo com ela. Neste, as feridas tinham acabado de serem abertas, ainda sangravam, a dor estava insuportável. Estava difícil combatê-la, pois vinha de lá de dentro, vinha da alma. Foi de encontro a ele e quase o jogou ao chão. A sorte foi que encontrou uma professora no seu curso que já conhecia o tema, lhe orientou, o acalmou e no final indicou que me procurasse. E assim foi feito. Unimos as nossas forças de excelentes e invejáveis pais e consegui aprumá-lo. Entendi a sua dor. Compartilhei com ele. Conheço cada artimanha da alienação e do alienador, conheço até mesmo a frequência da sua respiração. O pior, meus caros, é que a mais nova vítima deste mal que conheci nessas últimas horas é tão pequenino, 1 ano e 15 dias de vida, que não teve tempo ainda de aprender os seus primeiros passos e nem balbuciar as suas primeiras palavras, mas já topou de frente a desumana alienação, que já está tentando arrancar-lhe a dignidade primordial de qualquer serzinho indefeso que vem ao mundo - que é o direito de conviver com as duas pessoas que o gerou - seu pai e sua mãe. Lamentável sonegar de ser tão indefeso o direito a convivência materna ou paterna. Isso é começar arrancando-lhe a dignidade humana que reza o art. 227 da Carta Magna. Essa criança ainda não anda e não fala, mais já ama, e com certeza reconhece e ama tanto o seu pai quanto a sua mãe. O seu sorriso com os primeiros dentinhos e o seus braços estendidos com suas mãos gordinhas cheio de dobrinhas demonstram isso. Nossos filhos têm o direito de amar e serem amados, sem distinção, por ambos os genitores, além de tios, avós e primos dos dois lados. Isso significa convivência familiar ampla. Isso significa ler, conhecer e respeitar o art. 21 do ECA.
Animei também este pai mostrando a confiança num Judiciário cada vez mais contemporâneo, atento às mudanças e aos anseios da coletividade, dizendo ainda que existem muitas Marias Berenice e muitas Nancys Andrighi em todas as esferas do Judiciário brasileiro, cercados por profissionais de áreas afins que se preparam cada vez mais.
Enfim, falei pra esse pai não desanimar, pois eu via ali na sua mão uma arma poderosíssima para lutar - o amor e o afeto pelo filho. Essa eu sei o quão é poderosa e capaz de prevalecer sobre os males da alienação, bastando ter paciência, serenidade e sempre agir nos momentos corretos. E ainda disse que infelizmente muitos Seans Goldman ainda virão, mas que felizmente muitos Davids estarão surgindo dia pós dia para despir a alienação parental de todos os seus ornamentos venenosos e impiedosos.
Agora, saindo um pouco da minha singela realidade vou me atrever a chegar a mais alta Corte do país. As artimanhas da alienação parental foram abordadas pelo renomado jurista e ex-ministro da Justiça Saulo Ramos em seu famoso livro “Código da Vida”. Obviamente à época que se deu o fato, há mais de 20 anos, no tempo das fitas k-7, o termo alienação parental ainda não existia. A experiência vivida pelo então advogado Saulo Ramos norteou a realização deste livro. Ele se baseou na história real de um pai que foi acusado de praticar atos libidinosos contra seus 2 filhos, um de 9 e uma de 7 anos. E o pior, a acusadora, sua ex-mulher, tinha fitas gravadas onde as próprias crianças relatavam os fatos… que prova cruel… tudo farsa… essa mãe sofria nada mais nada menos do que esquizofrenia paranóica, conforme mostraram os laudos psiquiátricos…Leitura interessante principalmente para os acadêmicos de Direito.
O juiz de São Paulo que julgou à época o processo contra esse pai, diga-se de passagem de forma brilhante e humana, ainda está vivo, e mais vivo do que nunca, ele se chama Antônio Cezar Peluzo, e há dois dias tomou posse como presidente do STF. Próximo ao final do livro, Saulo Ramos escreveu referindo a leitura da sentença do juiz: “Chamou a atenção para que os pais tudo fizessem, a fim de que as crianças se sentissem amadas e, assim, amassem seus pais, em vez de temê-los. Citou São Jerônimo em latim: amare filorum, temere servorum est (amar é próprio dos filhos, temer é dos escravos). Observou que, mesmo no caso de separação dos pais, a concepção de família não deve ser banida do conceito sentimental dos filhos. Os adultos precisam saber lidar com isso. A realidade de uma situação inevitável não justifica a destruição de um ideal para a vida em formação de jovens e adolescentes. Sem isso não podemos nos considerar civilizados”.
Finalizo, conclamando pais e mães a me ajudarem a carregar essa bandeira de luta antialienação parental e pró igualdade parental, a qual levantei há 1 ano, objetivando dias melhores para as nossas proles. Deixo como recado para reflexão e ao mesmo tempo mostrando a atenção que devemos ter com nossos filhos, as últimas palavras do último discurso da sábia e experiente Dra. Zilda Arns Neumann, médica pediátrica e fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança Internacional, pouco antes de ser vítima do terremoto no Haiti, que disse: “Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los”.
Érico Gundim de Morais é médico veterinário em Rondonópolis,MT, estudioso do tema e um defensor dos direitos de filhos de pais e mães separados
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Dia 25 de abril - Dia Internacional da Conscientização da Alienação Parental
Maria Valéria, que lançou um livro sobre o tema, diz que filhos de pais separados costumam passar pelo problema Foto: Helder Tavares/DP DA PressCatólica debate o fantasma da alienação parental
Hugo*, 8 anos, não quer ouvir falar o nome do pai. Nos dias de visita, ele faz cara feia, às vezes chora, e não quer sair de casa. Quando o pai consegue quebrar a resistência e levar a criança a um passeio, a genitora não esconde, na volta, a cara de desagrado. Passa o dia falando mal do ex-marido, conta que o pai é um "cafajeste", que não ajuda a comprar suas roupas e a pagar a escola - detalhes que nenhuma criança merece ouvir. Para não deixar a mãe triste, Hugo prefere evitar os contatos com o pai. E assim, ele vai sendo programado a esquecer e a odiar, como tantos outros meninos e meninas. A prática é tão comum que ganhou um dia para ser lembrada. É justamente hoje, nesse domingo, Dia Internacional de Conscientização da Alienação Parental.
Hugo*, 8 anos, não quer ouvir falar o nome do pai. Nos dias de visita, ele faz cara feia, às vezes chora, e não quer sair de casa. Quando o pai consegue quebrar a resistência e levar a criança a um passeio, a genitora não esconde, na volta, a cara de desagrado. Passa o dia falando mal do ex-marido, conta que o pai é um "cafajeste", que não ajuda a comprar suas roupas e a pagar a escola - detalhes que nenhuma criança merece ouvir. Para não deixar a mãe triste, Hugo prefere evitar os contatos com o pai. E assim, ele vai sendo programado a esquecer e a odiar, como tantos outros meninos e meninas. A prática é tão comum que ganhou um dia para ser lembrada. É justamente hoje, nesse domingo, Dia Internacional de Conscientização da Alienação Parental.
No Recife, o tema será discutido em mesa redonda no auditório do bloco B, na Universidade Católica, próximo dia 28, às 19h.
Existe um projeto de lei em tramitação no Senado e que propõe a perda da guarda e a prisão, de até dois anos, para o autor da alienação parental em crianças e adolescentes. Mas o caminho para mudanças na sociedade ainda é longo. Autora do livro Alienação Parental e sua Síndrome: aspectos psicológicos e jurídicos no exercício da guarda após a separação, a especialista em psicologia jurídica, Maria Valéria Correia, diz que uma das saídas para o problema é a mediação familiar e a guarda compartilhada.
"Não existe uma fórmula pronta. Mas um profissional capacitado pode estudar o quadro e apresentar alternativas que evitem o sofrimento das crianças. Há casos em que uma guarda compartilhada é uma boa opção", declarou. "Outro caminho (dessa vez no contexto mais geral) é investir em políticas públicas e fazer um trabalho preventivo nas escolas", declarou, acrescentando que os governos precisam estar atentos à nova realidade da família brasileira.
Segundo Valéria, mais da metade das crianças de pais separados sofre lavagem cerebral e o genitor alienante dificilmente consegue perceber o mal que faz sozinho. "Cair em si émuito difícil. Quando o genitor alienante vem perceber o problema é porque já está avançado demais. O alienante estabelece uma relação simbiótica de muita dependência e a criança desenvolve um comportamento de pura lealdade para não magoá-lo. Isso pode levar a várias doenças psicossomáticas", explicou.
Para Valéria, é importante que os profissionais que lidam com questões de família busquem sempre informações sobre a alienação parental. Ela reforça que as sequelas são grandes quando "a lavagem cerebral" não é identificada. "Conheci uma criança de 5 anos que desenvolvia sudorese e tarquicardia perto de janela. Isso porque o pai dizia para ela, como se fosse um segredo, que a mãe ou a tia podiam jogá-la pela janela, como aconteceu com Isabella Nardoni. Você imagina o que é um pai falar isso para um filho?", questionou
Dia Internacional // Ato de pai ou mãe denegrir a imagem do outro ganha data para reflexão
Aline Moura
Alinemoura.pe@dabr.com.br
Vida Urbana
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Justiça determina que ex-jogadora de vôlei entregue filho ao pai nos EUA

Justiça Federal de MG decide que menino de 4 anos seja entregue ao pai.
Advogados de Hilma Caldeira entraram com recurso no TRF.
A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei Hilma Aparecida Caldeira, 38 anos, terá de devolver o filho Kelvin Caldeira Birotte, de 4 anos, para o pai da criança, o norte-americano Kelvin Birotte. O prazo para entrega da criança às autoridades brasileiras vence na quinta-feira (29). A decisão foi tomada pelo juiz João César Otoni de Matos, da 19ª Vara Federal de Minas Gerais, no dia 14 deste mês. Ela foi processada pelo ex-marido em 2006, em ação fundamentada pela Convenção de Haia, sob a acusação de sequestro internacional de crianças. Os advogados de Hilma entraram com recurso no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. O caso segue em segredo de justiça.
Em outro caso, a Justiça Federal determinou, em junho do ano passado, que o menino Sean Goldman fosse devolvido ao pai biológico que mora nos Estados Unidos, David Goldman.
Segundo informações do consulado norte-americano, no Rio de Janeiro, Birotte desembarcou no Rio de Janeiro, nesta semana, e pretende voltar com o menino aos Estados Unidos. Um representante do consulado está acompanhando o caso na Justiça Federal, mas não divulgou o paradeiro do pai no Brasil. Birotte chegou a colocar uma foto do filho em um site de crianças desaparecidas nos Estados Unidos e divulgou um telefone para possíveis informações sobre a localização do menino.
No texto da decisão da Justiça Federal, o juiz João Otoni determinou a busca e apreensão do menino e a restituição da criança aos Estados Unidos. O magistrado disse ainda que, "considerando ainda os prejuízos relacionados ao tempo de retenção ilícita da criança (...) defiro a antecipação dos efeitos da tutela para que a criança, permitindo o acompanhamento da mãe, seja apreendida e entregue, com seu passaporte no prazo de dez dias corridos". Foram nomeados dois oficiais de Justiça para encontrar a criança. Eles poderão usar força policial para cumprir a ordem judicial.
O documento ainda cita a integração da criança ao meio atual, com a mãe e familiares brasileiros, além da falta de convivência com o pai e a diferença da língua entre os países. O menino veio ao Brasil com a mãe com menos de 1 ano de idade. O magistrado passa às autoridades da Justiça dos Estados Unidos a responsabilidade de decidir se o bem da criança será permanecer com a mãe ou com o pai. A decisão assegura ainda o direito de Hilma ter contato com o filho quando estiver nos Estados Unidos, sob pena de inversão da atual decisão judicial, de acordo com os termos da Convenção de Haia.
Advogados de Hilma Caldeira entraram com recurso no TRF.
A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei Hilma Aparecida Caldeira, 38 anos, terá de devolver o filho Kelvin Caldeira Birotte, de 4 anos, para o pai da criança, o norte-americano Kelvin Birotte. O prazo para entrega da criança às autoridades brasileiras vence na quinta-feira (29). A decisão foi tomada pelo juiz João César Otoni de Matos, da 19ª Vara Federal de Minas Gerais, no dia 14 deste mês. Ela foi processada pelo ex-marido em 2006, em ação fundamentada pela Convenção de Haia, sob a acusação de sequestro internacional de crianças. Os advogados de Hilma entraram com recurso no Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. O caso segue em segredo de justiça.
Em outro caso, a Justiça Federal determinou, em junho do ano passado, que o menino Sean Goldman fosse devolvido ao pai biológico que mora nos Estados Unidos, David Goldman.
Segundo informações do consulado norte-americano, no Rio de Janeiro, Birotte desembarcou no Rio de Janeiro, nesta semana, e pretende voltar com o menino aos Estados Unidos. Um representante do consulado está acompanhando o caso na Justiça Federal, mas não divulgou o paradeiro do pai no Brasil. Birotte chegou a colocar uma foto do filho em um site de crianças desaparecidas nos Estados Unidos e divulgou um telefone para possíveis informações sobre a localização do menino.
No texto da decisão da Justiça Federal, o juiz João Otoni determinou a busca e apreensão do menino e a restituição da criança aos Estados Unidos. O magistrado disse ainda que, "considerando ainda os prejuízos relacionados ao tempo de retenção ilícita da criança (...) defiro a antecipação dos efeitos da tutela para que a criança, permitindo o acompanhamento da mãe, seja apreendida e entregue, com seu passaporte no prazo de dez dias corridos". Foram nomeados dois oficiais de Justiça para encontrar a criança. Eles poderão usar força policial para cumprir a ordem judicial.
O documento ainda cita a integração da criança ao meio atual, com a mãe e familiares brasileiros, além da falta de convivência com o pai e a diferença da língua entre os países. O menino veio ao Brasil com a mãe com menos de 1 ano de idade. O magistrado passa às autoridades da Justiça dos Estados Unidos a responsabilidade de decidir se o bem da criança será permanecer com a mãe ou com o pai. A decisão assegura ainda o direito de Hilma ter contato com o filho quando estiver nos Estados Unidos, sob pena de inversão da atual decisão judicial, de acordo com os termos da Convenção de Haia.

Mãe abalada
Gilberto Antonio Guimarães, advogado de Hilma, disse que a ex-atleta está muito abalada com a possibilidade de se separar do filho. "Ela representou o país e muito bem, por sinal, por meio do esporte. Ela nunca teve interesse em afrontar o Brasil e não será agora que ela vai fazer isso. Hilma não vai criar dificuldades para o cumprimento da decisão judicial. Ela não está desaparecida, foragida, apenas recolhida em sua casa para absorver esse momento."
O outro advogado da ex-jogadora, Fábio Ramos Cândido, disse ao G1 que não faz mais contatos pessoais com Hilma. "Apenas falo com ela pelo telefone. Não sei onde ela está". A reportagem do G1 telefonou para Hilma, em sua residência, mas ninguém atendeu as ligações.
Guimarães citou os artigos 12 e 13 da Convenção de Haia para justificar a permanência do filho de Hilma no Brasil. "Os dois artigos versam sobre a permanência da criança na residência atual diante do alto grau de integração que ela tem em casa, com a família, com os amigos da escola e da região onde mora. Isso está mais do que provado e, mesmo que o juiz tenha citado isso em sua decisão, ainda optou pela devolução da criança ao pai. Isso está incompreensível", disse o advogado.
O traslado do menino para os Estados Unidos será custeado pelo governo brasileiro.
G1
Gilberto Antonio Guimarães, advogado de Hilma, disse que a ex-atleta está muito abalada com a possibilidade de se separar do filho. "Ela representou o país e muito bem, por sinal, por meio do esporte. Ela nunca teve interesse em afrontar o Brasil e não será agora que ela vai fazer isso. Hilma não vai criar dificuldades para o cumprimento da decisão judicial. Ela não está desaparecida, foragida, apenas recolhida em sua casa para absorver esse momento."
O outro advogado da ex-jogadora, Fábio Ramos Cândido, disse ao G1 que não faz mais contatos pessoais com Hilma. "Apenas falo com ela pelo telefone. Não sei onde ela está". A reportagem do G1 telefonou para Hilma, em sua residência, mas ninguém atendeu as ligações.
Guimarães citou os artigos 12 e 13 da Convenção de Haia para justificar a permanência do filho de Hilma no Brasil. "Os dois artigos versam sobre a permanência da criança na residência atual diante do alto grau de integração que ela tem em casa, com a família, com os amigos da escola e da região onde mora. Isso está mais do que provado e, mesmo que o juiz tenha citado isso em sua decisão, ainda optou pela devolução da criança ao pai. Isso está incompreensível", disse o advogado.
O traslado do menino para os Estados Unidos será custeado pelo governo brasileiro.
G1
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25 de abril: Dia Internacional da Conscientização sobre a Alienação Parental

Abraçe esta idéia!
A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (Portugal) conjuntamente com as suas congêneres brasileiras, ONG APASE – Associação de Pais e Mães Separados (Brasil) e Asociación de Padres de Familia Separados (Espanha) juntaram-se pela primeira vez para a realização de um comunicado internacional sobre o Dia Internacional de Conscientização sobre a Alienação Parental – 25 de Abril de 2010. Esta iniciativa pioneira conta ainda com a parceria internaciol da Parental Alienation Awareness Organization e da Parental Alienation - Parent Association, ambas dos E.U.A..
Este dia tem como objetivo chamar à atenção dos diferentes agentes políticos e judiciais, bem como os cidadãos em geral, para o fenômeno da Alienção Parental.
"25 de abril: Dia Internacional da Conscientização sobre a Alienação Parental"
A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (Portugal) conjuntamente com as suas congêneres brasileiras, ONG APASE – Associação de Pais e Mães Separados (Brasil) e Asociación de Padres de Familia Separados (Espanha) juntaram-se pela primeira vez para a realização de um comunicado internacional sobre o Dia Internacional de Conscientização sobre a Alienação Parental – 25 de Abril de 2010. Esta iniciativa pioneira conta ainda com a parceria internaciol da Parental Alienation Awareness Organization e da Parental Alienation - Parent Association, ambas dos E.U.A..
Este dia tem como objetivo chamar à atenção dos diferentes agentes políticos e judiciais, bem como os cidadãos em geral, para o fenômeno da Alienção Parental.
"25 de abril: Dia Internacional da Conscientização sobre a Alienação Parental"
Local:
São Paulo: Parque do Ibirapuera - Em frente à Banca de Revista = das 09hs às 17:00 hs.
Rio de Janeiro: Praia de Copacabana - Coordenação Rio: Andrea Freitas - andreamfreitasrj@hotmail.com
Rio de Janeiro: Praia de Copacabana - Coordenação Rio: Andrea Freitas - andreamfreitasrj@hotmail.com
Porto Alegre: Parque da Redenção:
(51) 8111.2616
Maiores informações:
Coordenação São Paulo e Brasil: Analdino Rodrigues Paulino
(11) 9629.8369
APASE
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