Uma adolescente de 14 anos, que não teve sua identidade revelada, morreu eletrocutada ao tentar usar seu celular que estava carregando na tomada, enquanto ela tomava banho. O acidente aconteceu em Moscou, na Rússia.
A menina, que vivia com sua mãe e seu irmão mais velho, conectou o cabo ao celular, mas acidentalmente deixou o aparelho cair na água.
A mãe da vítima a encontrou com o corpo começando a queimar, após notar demora para sair do chuveiro. De acordo com o site Mirror, a menina usava um cabo de extensão para ligar o telefone à energia elétrica, já que não havia tomada dentro do banheiro.
Em entrevista à imprensa local, a procuradora Yulia Ivanova afirmou: “Ainda estamos investigando e vamos chegar a uma decisão sobre as medidas a serem tomadas.”
Fonte: REDETV
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Peritos dizem que ciclovia desabou porque pista não estava amarrada
Após o desabamento, ciclovia se transformou em um precipício - Guito Moreto / O Globo
Segundo laudo, força das ondas levantou tabuleiro provocando o desabamento
RIO - Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram, na manhã desta quarta-feira, que a causa da queda de parte da Ciclovia Tim Maia, há 14 dias, foi o fato de as plataformas, que funcionam como vigas de sustentação, não estarem amarradas aos pilares. Segundo laudo preliminar da perícia do ICCE, a força das ondas, no sentido de baixo para cima, levantou o tabuleiro, provocando o desabamento do trecho. Duas pessoas que passavam a pé no local morreram. O laudo final ficará pronto na próxima sexta-feira.
Havia um estudo do impacto das ondas do mar de São Conrado sobre os pilares, mas não sobre a plataforma. Segundo a perícia, que analisou 11 volumes de documentos, o estudo avaliou o comportamento de marés até quatro metros e a uma velocidade de 65 quilômetros por hora.
— Fazer os cálculos para analisar o tipo de ancoragem para se fixar a passarela é uma etapa muita complexa. Requer muito fundamento teórico. Tem que fazer cálculos e cálculos. Não havia isso em nenhum documento — explicou um dos peritos.
Segundo o diretor do ICCE, Sérgio William Silva, os técnicos estiveram no local três vezes.
— A conclusão é de que o projeto não previu o impacto das ondas na plataforma, no sentido ascendente, de baixo para cima. Deveriam ter feito cálculo estrutural. Analisamos as memórias de cálculo e só encontramos o estudo das marés nos pilares — explicou o diretor.
O chefe do serviço de engenharia do ICCE, Liu Tsun, disse que o castelinho localizado embaixo do local da queda, construído há anos, não fez a onda dissipar:
— A onda atingiu a plataforma de maneira ascendente. O obstáculo serviu como rampa. Todos sabem que a onda faz este movimento há décadas. Poderiam ter pensado na amarração da plataforma ao pilar ou na construção de um quebra-mar. Tinha que ser prevista uma forma de bloquear a onda. Há relatos anteriores, inclusive, de que ondas quebraram janelas de imóveis em frente ao local da ciclovia.
Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de risco e pesquisador da Coppe/UFRJ, chegou a comparar, logo após a tragédia, a construção da ciclovia a uma montagem feita com o brinquedo Lego: uma obra modular, formada por pranchas (trechos de pista), colunas e apoios semelhantes. Na época, ele disse que “o que fica patente é que ela é alinhada no início, mas quando chega mais adiante começa a aparecer afastamentos, irregularidades, apoios irregulares, desalinhamento das vigas que são absolutamente injustificáveis”.
Duarte ressaltou a falta de um estudo sobre as ressacas na região e destacou ainda que, ao longo de todo o costão, o projeto é para que a onda mais forte suba o costão de pedra, passe por debaixo da ciclovia e acerte a pista de asfalto por onde trafegam os veículos. No entanto, o engenheiro explica que foi formada uma corrente de água de baixo para cima no ponto, que levantou o leito da passarela e o derrubou de cima das colunas. Segundo ele “a questão foi o sentido de ataque da onda e aquele ponto específico ter a presença daquele obstáculo. É bem peculiar”.
Fonte: O Globo
Segundo laudo, força das ondas levantou tabuleiro provocando o desabamento
RIO - Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram, na manhã desta quarta-feira, que a causa da queda de parte da Ciclovia Tim Maia, há 14 dias, foi o fato de as plataformas, que funcionam como vigas de sustentação, não estarem amarradas aos pilares. Segundo laudo preliminar da perícia do ICCE, a força das ondas, no sentido de baixo para cima, levantou o tabuleiro, provocando o desabamento do trecho. Duas pessoas que passavam a pé no local morreram. O laudo final ficará pronto na próxima sexta-feira.
Havia um estudo do impacto das ondas do mar de São Conrado sobre os pilares, mas não sobre a plataforma. Segundo a perícia, que analisou 11 volumes de documentos, o estudo avaliou o comportamento de marés até quatro metros e a uma velocidade de 65 quilômetros por hora.
— Fazer os cálculos para analisar o tipo de ancoragem para se fixar a passarela é uma etapa muita complexa. Requer muito fundamento teórico. Tem que fazer cálculos e cálculos. Não havia isso em nenhum documento — explicou um dos peritos.
Segundo o diretor do ICCE, Sérgio William Silva, os técnicos estiveram no local três vezes.
— A conclusão é de que o projeto não previu o impacto das ondas na plataforma, no sentido ascendente, de baixo para cima. Deveriam ter feito cálculo estrutural. Analisamos as memórias de cálculo e só encontramos o estudo das marés nos pilares — explicou o diretor.
O chefe do serviço de engenharia do ICCE, Liu Tsun, disse que o castelinho localizado embaixo do local da queda, construído há anos, não fez a onda dissipar:
— A onda atingiu a plataforma de maneira ascendente. O obstáculo serviu como rampa. Todos sabem que a onda faz este movimento há décadas. Poderiam ter pensado na amarração da plataforma ao pilar ou na construção de um quebra-mar. Tinha que ser prevista uma forma de bloquear a onda. Há relatos anteriores, inclusive, de que ondas quebraram janelas de imóveis em frente ao local da ciclovia.
Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de risco e pesquisador da Coppe/UFRJ, chegou a comparar, logo após a tragédia, a construção da ciclovia a uma montagem feita com o brinquedo Lego: uma obra modular, formada por pranchas (trechos de pista), colunas e apoios semelhantes. Na época, ele disse que “o que fica patente é que ela é alinhada no início, mas quando chega mais adiante começa a aparecer afastamentos, irregularidades, apoios irregulares, desalinhamento das vigas que são absolutamente injustificáveis”.
Duarte ressaltou a falta de um estudo sobre as ressacas na região e destacou ainda que, ao longo de todo o costão, o projeto é para que a onda mais forte suba o costão de pedra, passe por debaixo da ciclovia e acerte a pista de asfalto por onde trafegam os veículos. No entanto, o engenheiro explica que foi formada uma corrente de água de baixo para cima no ponto, que levantou o leito da passarela e o derrubou de cima das colunas. Segundo ele “a questão foi o sentido de ataque da onda e aquele ponto específico ter a presença daquele obstáculo. É bem peculiar”.
Fonte: O Globo
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sexta-feira, 8 de abril de 2016
Mortes de crianças por acidentes com eletricidade aumentam mais de 50% no Brasil
32 crianças de até 5 anos morreram por causa de choques elétricos no país em 2015, segundo levantamento da Abracopel
Por Juliana Malacarne - atualizada em 30/03/2016 16h26
A curiosidade indiscriminada das crianças pode levá-las a algumas situações perigosas principalmente perto de objetos relacionados à eletricidade como fios, cabos e tomadas. Em 2015, 32 crianças brasileiras de 0 a 5 anos foram vítimas fatais de acidentes envolvendo eletricidade, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).
O número representa um aumento de mais de 50% em relação a 2014, quando 20 mortes por choque elétrico nessa faixa etária foram registradas. No geral, porém, os acidentes fatais ligados a eletricidade diminuíram. Em 2014, foram 627 e em 2015, 590, o que ressalta a necessidade de voltar a atenção para a prevenção com as crianças.
Perigo dentro de casa
Dos 32 acidentes fatais com crianças de até 5 anos, 28 aconteceram no ambiente doméstico e apenas 4 na rua, com a criança entrando em contato com fio partido ou poste energizado. Dentro de casa, os maiores perigos são tomadas sem proteção, fios desencapados e, benjamins (Ts).
Para o engenheiro eletricista Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura e do Procobre, uma das melhores maneiras de proteger os pequenos contra choques elétricos é explicar a eles sobre os riscos da eletricidade e garantir que a casa seja um ambiente seguro. “Os pais devem estar atentos para não colocar coisas atraentes para crianças, como cestas de brinquedos, perto de tomadas”, afirma. “Além disso, vale comprar aqueles protetores de plástico e instalar um DR, Dispositivo Diferencial Residual, no quadro de eletricidade”.
O DR é um dispositivo de instalação obrigatório, segundo normas da ABNT, que desliga a energia em 20 milissegundos quando é detectada uma corrente de fuga à terra, uma espécie de "vazamento" da corrente elétrica. Dessa maneira, é possível evitar que a tomada dê choques elétricos capazes de provocar paralisia ou queimaduras.
Cuidado com os fios
Os pais também devem ficar atentos aos fios, pois, além de apresentarem perigo de enforcamento, podem dar choques. “Quando o fio fica exposto, como no caso de uma extensão, ou gambiarra, ele vai se desgastando com o tempo”, explica Hilton. “É como um cano de água que vai ficando cheio de furinhos, só que, em vez de escapar água, escapa eletricidade. Por isso, é sempre importante manter os fios fora do alcance de crianças, que podem até mordê-los”.
Outra recomendação de Hilton é tirar da tomada todos os aparelhos eletrônicos em caso de tempestade, já que eles podem sofrer sobrecarga. Dependendo da descarga elétrica, os objetos podem até explodir e provocar incêndios, que também são causa de fatalidades. Em 2015, 174 incêndios domésticos relacionados a eletricidade (curto circuito, aquecimento dos fios, etc) foram registrados e fizeram 31 vítimas fatais, de acordo com dados da Abracopel.
Nos incêndios domésticos, o benjamim é um dos principais vilões. Ele permite que vários aparelhos funcionem na mesma tomada, mas pode aquecer a ponto de iniciar um incêndio quando utilizado de forma incorreta. De acordo com o engenheiro eletricista, os benjamins foram feitos para serem usados em eletrônicos, nunca em eletrodomésticos como o chuveiro, a geladeira e o fogão, que têm uma grande demanda de energia.
“Uma boa maneira de perceber se o benjamim não está sobrecarregado é colocar a mão sobre ele quando os aparelhos estiverem em funcionamento”, afirma Hilton. “Se você conseguir ficar com a mão ali por um período indeterminado, tudo bem. Agora, se estiver tão quente a ponto de você só conseguir mantê-la por alguns instantes, é sinal de sobrecarga, e os aparelhos devem ser desligados imediatamente”.
Primeiros socorros
Se mesmo depois de tomar todas as precauções, algum membro da família tomar um choque, a primeira providência é correr até o quadro geral e desligar a energia da casa. Se não for possível, interrompa o contato da vítima com a corrente elétrica usando algum material isolante como um pedaço de pau ou um chinelo de borracha.
O pediatra Renato Mikio Moriya, membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a primeira atitude deve ser ligar para um serviço de emergência, mas, enquanto ele não chega, existem alguns primeiros socorros que podem ser executados. “Se você perceber que alguma parte do corpo da vítima tem queimaduras resfrie somente com água fria abundante e panos molhados”, afirma.
Caso a pessoa esteja inconsciente, aproxime o ouvido da boca dela e observe o movimento do tórax. Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a pulsação nos punhos, pescoço ou virilha. Nos casos, em que não há pulso, se possível, faça manobras de ressuscitação cardiopulmonar, compostas por ciclos de 30 compressões cardíacas e duas respirações, até a chegada do socorro.
Fonte: Crescer
Por Juliana Malacarne - atualizada em 30/03/2016 16h26
A curiosidade indiscriminada das crianças pode levá-las a algumas situações perigosas principalmente perto de objetos relacionados à eletricidade como fios, cabos e tomadas. Em 2015, 32 crianças brasileiras de 0 a 5 anos foram vítimas fatais de acidentes envolvendo eletricidade, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).
O número representa um aumento de mais de 50% em relação a 2014, quando 20 mortes por choque elétrico nessa faixa etária foram registradas. No geral, porém, os acidentes fatais ligados a eletricidade diminuíram. Em 2014, foram 627 e em 2015, 590, o que ressalta a necessidade de voltar a atenção para a prevenção com as crianças.
Perigo dentro de casa
Dos 32 acidentes fatais com crianças de até 5 anos, 28 aconteceram no ambiente doméstico e apenas 4 na rua, com a criança entrando em contato com fio partido ou poste energizado. Dentro de casa, os maiores perigos são tomadas sem proteção, fios desencapados e, benjamins (Ts).
Para o engenheiro eletricista Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura e do Procobre, uma das melhores maneiras de proteger os pequenos contra choques elétricos é explicar a eles sobre os riscos da eletricidade e garantir que a casa seja um ambiente seguro. “Os pais devem estar atentos para não colocar coisas atraentes para crianças, como cestas de brinquedos, perto de tomadas”, afirma. “Além disso, vale comprar aqueles protetores de plástico e instalar um DR, Dispositivo Diferencial Residual, no quadro de eletricidade”.
O DR é um dispositivo de instalação obrigatório, segundo normas da ABNT, que desliga a energia em 20 milissegundos quando é detectada uma corrente de fuga à terra, uma espécie de "vazamento" da corrente elétrica. Dessa maneira, é possível evitar que a tomada dê choques elétricos capazes de provocar paralisia ou queimaduras.
Cuidado com os fios
Os pais também devem ficar atentos aos fios, pois, além de apresentarem perigo de enforcamento, podem dar choques. “Quando o fio fica exposto, como no caso de uma extensão, ou gambiarra, ele vai se desgastando com o tempo”, explica Hilton. “É como um cano de água que vai ficando cheio de furinhos, só que, em vez de escapar água, escapa eletricidade. Por isso, é sempre importante manter os fios fora do alcance de crianças, que podem até mordê-los”.
Outra recomendação de Hilton é tirar da tomada todos os aparelhos eletrônicos em caso de tempestade, já que eles podem sofrer sobrecarga. Dependendo da descarga elétrica, os objetos podem até explodir e provocar incêndios, que também são causa de fatalidades. Em 2015, 174 incêndios domésticos relacionados a eletricidade (curto circuito, aquecimento dos fios, etc) foram registrados e fizeram 31 vítimas fatais, de acordo com dados da Abracopel.
Nos incêndios domésticos, o benjamim é um dos principais vilões. Ele permite que vários aparelhos funcionem na mesma tomada, mas pode aquecer a ponto de iniciar um incêndio quando utilizado de forma incorreta. De acordo com o engenheiro eletricista, os benjamins foram feitos para serem usados em eletrônicos, nunca em eletrodomésticos como o chuveiro, a geladeira e o fogão, que têm uma grande demanda de energia.
“Uma boa maneira de perceber se o benjamim não está sobrecarregado é colocar a mão sobre ele quando os aparelhos estiverem em funcionamento”, afirma Hilton. “Se você conseguir ficar com a mão ali por um período indeterminado, tudo bem. Agora, se estiver tão quente a ponto de você só conseguir mantê-la por alguns instantes, é sinal de sobrecarga, e os aparelhos devem ser desligados imediatamente”.
Primeiros socorros
Se mesmo depois de tomar todas as precauções, algum membro da família tomar um choque, a primeira providência é correr até o quadro geral e desligar a energia da casa. Se não for possível, interrompa o contato da vítima com a corrente elétrica usando algum material isolante como um pedaço de pau ou um chinelo de borracha.
O pediatra Renato Mikio Moriya, membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a primeira atitude deve ser ligar para um serviço de emergência, mas, enquanto ele não chega, existem alguns primeiros socorros que podem ser executados. “Se você perceber que alguma parte do corpo da vítima tem queimaduras resfrie somente com água fria abundante e panos molhados”, afirma.
Caso a pessoa esteja inconsciente, aproxime o ouvido da boca dela e observe o movimento do tórax. Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a pulsação nos punhos, pescoço ou virilha. Nos casos, em que não há pulso, se possível, faça manobras de ressuscitação cardiopulmonar, compostas por ciclos de 30 compressões cardíacas e duas respirações, até a chegada do socorro.
Fonte: Crescer
quinta-feira, 17 de março de 2016
Bebê de 7 meses morre acidentalmente ao ser ninado pelo pai
Uma menina de 7 meses morreu acidentalmente enquanto seu pai a balançava e cantava canções de ninar. O caso aconteceu em Taiwan, e segundo o jornal chinês “People´s Daily”, o homem, que é pai de trigêmeos, segurava a menina no colo numa cadeira de balanço quando a filha começou a espumar pela boca.
Assustados, o pai e a mãe correram para o hospital, mas o bebê foi declarado morto. A menina não tinha ferimentos aparentes, e foi diagnosticada como vítima da síndrome do bebê sacudido, quando a criança sofre lesões cerebrais porque quem está cuidando dela a balança com força.
O médico Tong Meiling do hospital da criança de Nanjing explicou que os pais podem causar danos se não tiverem cuidado ao sacudir os bebês. “Adultos frequentemente se sentem cansados depois de um dia difícil no trabalho. Então, não é irracional que eles queiram que um bebê durma. Pais sem conhecimento médico podem facilmente machucar um bebê ao sacudi-lo fortemente, e o resultado é uma hemorragia cerebral”, disse.
Fonte: Extra
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Criança que caiu de 5º andar de prédio continua internada na UTI
Criança caiu da janela de apartamento que está no quinto andar de prédio (Foto: Reprodução/TV Globo)
Menina de 5 anos caiu na Zona Leste de SP; estado de saúde é grave.
Polícia investiga circunstâncias da queda, que teria sido acidental.
A menina de 5 anos que na terça-feira (29) caiu do 5º andar de um prédio na Zona Leste de São Paulo, segue internada nesta quinta-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, a criança está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da sua unidade, em Itaquera. O estado de saúde dela é considerado grave, mas estável.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda da garota. Em princípio, a informação inicial é a de que a menina teria caído acidentalmente do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim. A criança estaria estaria sozinha no momento da queda.
A mãe da menina chegou ao local do acidente enquanto a Polícia Militar (PM) prestava socorro à criança. Ela teria dito que foi ao mercado enquanto a filha dormia.
Elas são as únicas moradoras do apartamento.
O Hospital Santa Marcelina informou que a menina deu entrada na unidade por volta das 13h40 de terça-feira em "estado gravíssimo". Às 18h30, ela foi operada. A assessoria não informou qual cirurgia foi feita.
Polícia
De acordo com a 7ª Delegacia Seccional, de Itaquera, a garota teria caído da janela de seu quarto. Nele, foi encontrado um banco, colocado em cima do colchão da menina e ao lado do parapeito da janela, e uma tesoura infantil, que teria sido usada para cortar a rede de proteção.
Uma faca de serra foi encontrada no chão da sala de estar do apartamento, onde a rede de proteção das janelas também apresentava um corte.
O caso foi registrado no 65°Distrito Policial (DP), em Artur Alvim.
Mãe
A mãe da menina disse que a queda foi acidental. “Não há possibilidade nenhuma de ninguém ter entrado no meu apartamento. Uma coisa que fique bem clara: foi uma travessura de criança”, disse a auxiliar de escritório Cristiane Arantes.
Ela prestou depoimento na quarta-feira (30) na Polícia Civil, um dia após a queda.
A garota caiu no jardim do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim, na Zona Leste, na tarde de terça. Ela teve afundamento de crânio e foi levada ao hospital em estado gravíssimo. Lá, passou por cirurgia.
A mãe contou à polícia que saiu para comprar comida e deixou a filha dormindo “Quando eu voltei minha filha já estava no jardim, caída.” Segundo a perícia, a TV do quarto de onde a menina caiu estava ligada e havia uma tesoura escolar em cima da cama, bem embaixo da janela. A tela de proteção estava cortada. A principal suspeita é que a menina tenha cortado a rede ao perceber que estava sozinha.
O delegado que cuida do caso disse que ouviu aproximadamente dez testemunhas, inclusive o ex-marido de Cristiane, pai da menina. Todos deixaram claro a relação amorosa que existe entre mãe e filha. O caso está sendo tratado como queda acidental, mas a polícia ainda vai investigar se houve negligência por parte da mãe.
Fonte: G1
Menina de 5 anos caiu na Zona Leste de SP; estado de saúde é grave.
Polícia investiga circunstâncias da queda, que teria sido acidental.
A menina de 5 anos que na terça-feira (29) caiu do 5º andar de um prédio na Zona Leste de São Paulo, segue internada nesta quinta-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, a criança está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da sua unidade, em Itaquera. O estado de saúde dela é considerado grave, mas estável.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda da garota. Em princípio, a informação inicial é a de que a menina teria caído acidentalmente do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim. A criança estaria estaria sozinha no momento da queda.
A mãe da menina chegou ao local do acidente enquanto a Polícia Militar (PM) prestava socorro à criança. Ela teria dito que foi ao mercado enquanto a filha dormia.
Elas são as únicas moradoras do apartamento.
O Hospital Santa Marcelina informou que a menina deu entrada na unidade por volta das 13h40 de terça-feira em "estado gravíssimo". Às 18h30, ela foi operada. A assessoria não informou qual cirurgia foi feita.
Polícia
De acordo com a 7ª Delegacia Seccional, de Itaquera, a garota teria caído da janela de seu quarto. Nele, foi encontrado um banco, colocado em cima do colchão da menina e ao lado do parapeito da janela, e uma tesoura infantil, que teria sido usada para cortar a rede de proteção.
Uma faca de serra foi encontrada no chão da sala de estar do apartamento, onde a rede de proteção das janelas também apresentava um corte.
O caso foi registrado no 65°Distrito Policial (DP), em Artur Alvim.
Mãe
A mãe da menina disse que a queda foi acidental. “Não há possibilidade nenhuma de ninguém ter entrado no meu apartamento. Uma coisa que fique bem clara: foi uma travessura de criança”, disse a auxiliar de escritório Cristiane Arantes.
Ela prestou depoimento na quarta-feira (30) na Polícia Civil, um dia após a queda.
A garota caiu no jardim do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim, na Zona Leste, na tarde de terça. Ela teve afundamento de crânio e foi levada ao hospital em estado gravíssimo. Lá, passou por cirurgia.
A mãe contou à polícia que saiu para comprar comida e deixou a filha dormindo “Quando eu voltei minha filha já estava no jardim, caída.” Segundo a perícia, a TV do quarto de onde a menina caiu estava ligada e havia uma tesoura escolar em cima da cama, bem embaixo da janela. A tela de proteção estava cortada. A principal suspeita é que a menina tenha cortado a rede ao perceber que estava sozinha.
O delegado que cuida do caso disse que ouviu aproximadamente dez testemunhas, inclusive o ex-marido de Cristiane, pai da menina. Todos deixaram claro a relação amorosa que existe entre mãe e filha. O caso está sendo tratado como queda acidental, mas a polícia ainda vai investigar se houve negligência por parte da mãe.
Fonte: G1
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Adolescente e bebê mortos em acidente no Rio são enterrados
Emocionada, mãe pediu volta de filha morta.
Motorista que estava ao volante na hora do acidente foi ao enterro.
O corpo de Stela Fabíola Mafliny, de 13 anos, que morreu no acidente de trânsito domingo à noite em Cavalcante, na Zona Norte do Rio, foi enterrado no começo da tarde desta terça-feira (3) no Cemitério de Inhaúma, Subúrbio do Rio. A outra vítima do acidente, a bebê Bruna Kuhlman, também foi sepultada, momentos depois. Uma salva de palmas marcou a última homenagem de amigos e parentes.
O motorista do carro acidentado, que é pai da bebê que também morreu, foi ao cemitério. Ele teve alta do hospital e foi enterrar a filha. Por volta das 14h30, ele chegou à 29ª DP (Madureira) para prestar depoimento.
Amigos levaram camisas com fotos da adolescentes para homenageá-la. Em desespero, a mãe de Stela pediu para que a filha voltasse durante a cerimônia: "Faço o que você quiser, minha princesa, mas volta, volta".
O bebê de cinco meses que também morreu no acidente também será enterrado ainda na tarde desta terça. A polícia investiga os motivos do acidente, que aconteceu na Rua Enaldo dos Santos Araújo. O carro levava oito pessoas e o motorista pode responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e por negligência, devido ao excesso de passageiros.
Durante o fim de semana, o delegado de plantão, Júlio Cesar Pyrrho de Carvalho, disse que, por enquanto, não há nenhuma evidência de que havia criminosos no local, o que chegou a ser especulado como motivo da colisão.
A Polícia Militar levantou, a partir do chassi, que o carro da batida era roubado. O roubo aconteceu na região da 28ª DP (Campinho) em 16 de outubro deste ano.
Diferentes versões
Uma testemunha disse que o motorista Bruno Moreira bateu ao tentar fugir de um assalto. Mas a mãe de uma das vítimas, que é também tia de uma das meninas que morreram, deu outra versão, contou que estava num carro atrás e testemunhou todo o acidente.
Vanessa Bastos disse que o motorista se assustou com a aproximação de motoqueiros, mas que não houve tentativa de assalto.
Festa no Parque Madureira
Na porta do Hospital Salgado Filho, no Méier, parentes estavam angustiados à espera de notícias. Eles voltavam de uma festa no Parque Madureira, em um carro com oito pessoas: três crianças, três adolescentes e dois adultos. Na Rua Enaldo dos Santos Araújo, o motorista perdeu o controle da direção e bateu num poste.
Stela Fabíola Mafliny, de 13 anos e Bruna Kuhlman, de 5 meses morreram antes de chegar ao hospital. Karla Kuhlman, de 21 anos, uma criança de 2, e um bebê de 11 meses tiveram ferimentos leves e já tiveram alta.
A criança de cinco meses que morreu no acidente – Bruna Kuhlman – é filha do motorista do veículo Bruno Moreira e de Karla Kuhlman, que também estava no carro.
Fonte: G1
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Criança morre após ficar presa em escada rolante na China
O acidente ocorreu às 11h (horário local). Menino ficou preso entre as engrenagens do corrimão, na parte de acesso à escada
Uma criança perdeu a vida hoje, depois de ficar presa sob o corrimão de uma escada rolante. O acidente ocorreu em uma estação de metrô em Chongqing, localizada no sudoeste da China.
Segundo o jornal South China Morning Post, o braço da criança ficou preso no corrimão, enquanto ela estava brincando na escada rolante. O menino foi puxado para baixo do corrimão, ficando preso no acesso à escada. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas morreu horas depois. O acidente ocorreu às 11h (horário local) e toda a equipe da estação agiu rapidamente para ajudar o menino, que ficou preso entre as engrenagens. O operador do metrô disse que a criança foi deixada sozinha, sem vigilância no saguão, e que teria ido brincar na escada.
De acordo com o jornal, no mês de agosto funcionários públicos de Chongqing realizaram uma verificação de segurança em todas as escadas rolantes, após o trágico acidente que tirou a vida de uma mulher em Jingzhou, na província de Hubei, em 26 de julho. Xiang Liujuan foi engolida pela escada rolante. Um dia depois deste acidente, um menino de um ano de idade, de Guangxi, sul da China, ficou com o braço preso em uma escada rolante após cair. Felizmente ele foi salvo.
Fotografias e um vídeo já divulgados na internet mostram a mobilização em torno do menino preso na escada rolante. No momento, a escada foi fechada para investigação. A polícia local deve divulgar um comunicado nas próximas horas, segundo a imprensa chinesa.
Fonte: Época
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Caso Gustavo: menino que caiu do 26° andar do prédio é enterrado em Jandira com a presença dos pais
Morte misteriosa ainda está sendo investigada pela polícia
O menino Gustavo, que caiu do alto do prédio em que morava com a mãe, foi velado na tarde desta quinta-feira (17) no cemitério de Jandira, em São Paulo. A morte ainda é um mistério para a polícia, já que a mãe alegou que o filho estava dormindo quando deixou a casa para buscar o namorado
A equipe de reportagem do Cidade Alerta conversou com uma vizinha de Juliana, mãe do menino Gustavo, que preferiu não mostar seu rosto, mas contou tudo o que aconteceu no dia do acidente.
— Por volta de umas 21h30 eu ouvi choro de criança. Mas como tem criança em todos os apartamentos, a gente não consegue definir exatamente de onde vem o choro. Quando eu escutei o choro, era só choro, não tinha adulto. Umas duas horas depois eu escutei o alvoroço, uma correria. Entre onze e meia, meia noite.
O advogado contou o que foi dito por Juliana em depoimento
— A dinâmica de tudo foi exatamente o que ela descreveu: seu filho acabou dormindo. Ela estava trocando mensagem com o namorado por Whatsapp e foi buscá-lo na estação de trem. Como o filho já estava dormindo, ela não quis acordar.
Fonte: R7
O menino Gustavo, que caiu do alto do prédio em que morava com a mãe, foi velado na tarde desta quinta-feira (17) no cemitério de Jandira, em São Paulo. A morte ainda é um mistério para a polícia, já que a mãe alegou que o filho estava dormindo quando deixou a casa para buscar o namorado
A equipe de reportagem do Cidade Alerta conversou com uma vizinha de Juliana, mãe do menino Gustavo, que preferiu não mostar seu rosto, mas contou tudo o que aconteceu no dia do acidente.
— Por volta de umas 21h30 eu ouvi choro de criança. Mas como tem criança em todos os apartamentos, a gente não consegue definir exatamente de onde vem o choro. Quando eu escutei o choro, era só choro, não tinha adulto. Umas duas horas depois eu escutei o alvoroço, uma correria. Entre onze e meia, meia noite.
O advogado contou o que foi dito por Juliana em depoimento
— A dinâmica de tudo foi exatamente o que ela descreveu: seu filho acabou dormindo. Ela estava trocando mensagem com o namorado por Whatsapp e foi buscá-lo na estação de trem. Como o filho já estava dormindo, ela não quis acordar.
Fonte: R7
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
Enfermeira é espancada por grupo de mulheres enquanto prestava socorro em acidente
Agressoras disseram ter imaginado que a mulher havia atropelado a vítima e ia roubá-la
Uma enfermeira de 49 anos foi espancada por três mulheres enquanto prestava socorro a uma vítima de acidente de moto na região de Ouro Verde, em Campinas, interior de São Paulo
Maria Solange Rego Cabral contou que foi a um bar com um casal de amigos e, na volta, deu carona à mulher porque o marido dela estava de moto
Ao chegar à região de Ouro Verde, o motociclista derrapou em uma bifurcação e Maria desceu do carro para prestar socorro
Nesse momento, passaram três mulheres e, segundo relataram depois, pensaram que Maria havia atropelado a vítima e ia roubar seus pertences. Eles, então, espancaram a enfermeira
Alcoolizadas, as três mulheres - uma mãe com as duas filhas - pediram para que as outras pessoas que estavam no local do acidente também agredissem Maria
Maria conta que as agressões não pararam nem mesmo quando a vítima do acidente afirmou que ele a conhecia
As agressoras só pararam quando a Polícia Militar chegou ao local e as levou para a delegacia
Maria havia acabado de realizar uma cirurgia nos seios – ela foi diagnosticada com câncer de mama
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Fonte: R7
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
Mãe sofre graves queimaduras, mas salva três filhos de incêndio em São Paulo
Marcela Reis e os filhos, Gaia, Damião e Samuel (Foto: Reprodução/ Facebook)
Na madrugada do último dia 3 de maio, Marcela Reis, moradora da Granja Viana, em São Paulo, dormia em seu quarto com a filha caçula Gaia, de 1 ano e 8 meses. Os dois mais velhos, Damião, 6, e Samuel, 10, dormiam em outro cômodo – todos no andar de cima do sobrado. Por volta das 5h15 da manhã, os vizinhos acordaram com um barulho de um forte estouro. O marido, Rodrigo Reis, músico, estava trabalhando. Sua irmã, Tatiana, que mora na casa de trás, relata o que presenciou: “Fui ver o que aconteceu e ouvi os gritos da Marcela, que saiu pela parte de baixo da casa. Provavelmente, deve ter sido atingida pelo fogo naquele momento. No desespero, nós duas tentamos entrar, mas o andar de baixo já estava dominado pelo fogo.”
De acordo com Tatiana, as duas pegaram baldes de água para apagar o foco, mas as chamas já haviam se espalhado. As crianças ainda estavam no piso superior. “Gritamos muito pela ajuda dos vizinhos. Um deles apareceu e ajudou a pegar a escada para entrar pela sacada no quarto da Marcela. Ela entrou, porque sabia onde estavam as crianças”, lembra.
Tatiana conta que a cunhada passou a caçula para ela pela sacada e voltou à casa para ir até o quarto dos garotos. “Ela passou pelo corredor, que canalizou o calor vindo do andar de baixo. Naquela hora, deve ter sofrido as maiores queimaduras e inalou muita fumaça.” Depois conseguiram tirar Samuel, Damião e Marcela, também pela sacada. Todos foram ver Gaia, a caçula, que estava na casa de Tatiana com seu marido, Benjamin. “Só então percebemos que Marcela havia sofrido muitas queimaduras.”
Uma das vizinhas é médica e examinou as crianças. Ao ver a mãe, levou-a imediatamente para o hospital. “Foi tudo muito rápido. A força, a coragem e a determinação de Marcela foram fundamentais para que todos estivessem bem. É uma situação que nunca imaginamos passar na vida. Agradeço a Deus por estarmos todos bem e rogo para que ela se recupere rapidamente e volte para nós, como deve ser”, conclui a cunhada.
A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas tudo indica que tenha iniciado na sala.
Crianças a salvo
As crianças não sofreram nada fisicamente. “Samuel queimou levemente o pé e Gaia aspirou um pouco de fuligem, mas não foi nada grave. Eles passam bem”, disse Graziela Mantoanelli, amiga da família, em entrevista à CRESCER. “Sentem falta da mãe, é claro. Eles perderam tudo o que tinham de material e quase perderam a mãe, que enfrentou as chamas sem a menor ponderação para salvá-los”, afirma Graziela. “Ficamos todos preocupados com a caçula, Gaia, que ainda mamava, mas os colos do pai e da avó têm ajudado bastante.”
O estado da mãe
Se as crianças quase não sofreram, Marcela teve sérias consequências pelo tempo de exposição ao fogo e à fumaça. Por isso, permaneceu na UTI, em isolamento, durante 48 dias. “Ela teve graves queimaduras internas por conta da inalação do calor e de fuligem. Isso prejudicou muito seus pulmões, que ficaram com uma capacidade de absorção de oxigênio muito baixa. Chegou-se a cogitar que a recuperação, se houvesse, demoraria meses”, conta a amiga. Ela explica que Marcela ainda ficará internada durante algumas semanas, devido às cirurgias precisa realizar para recuperação da pele. Segundo Graziela, ainda não há previsão de alta.
Evento para ajudar
Tanto Marcela quanto seu marido, Rodrigo, trabalham com projetos voltados para bebês e crianças. Desde 2009, ela, que trabalha no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, integra também um coral só de mães, o Materna em Canto. Já Rodrigo, além de trabalhar como acupunturista, é percussionista no Bloco Bebê, do qual a filha Gaia também participa. Graziela é produtora do grupo e, junto de alguns amigos, pensava em formas de ajudar na reconstrução da casa da família, já que eles perderam tudo. Assim surgiu a ideia de fazer um evento musical.
O encontro será neste domingo, 5 de julho, na Casa das Caldeiras, em São Paulo. Lá, haverá show do Materna em Canto e do Bloco Bebê, que tocará um repertório junino. “Todos os músicos e produtores estão doando seu trabalho. A entrada é gratuita e receberemos doações. Doa quem quiser e o quanto puder, mas estamos torcendo para que seja um sucesso também em arrecadações”, diz a produtora. O local também vai abrigar um bazar e a venda dos produtos será revertida para a família. “Essa é uma ação coletiva. São muitas mãos e muito apoio de todos os lados para auxiliar essa linda família a reconstruir a vida”, afirma Graziela.
Para quem não pode comparecer ao evento, mas quer ajudar, o grupo criou uma página de financiamento coletivo
SERVIÇO
Show junino Bloco Bebê + Materna em Canto
Ação solidária à família Reis
Domingo, 5 de julho, a partir das 15h
Casa das Caldeiras
Av. Francisco Matarazzo, 2.000, Água Branca
Entrada gratuita
Fonte: CRESCER
Na madrugada do último dia 3 de maio, Marcela Reis, moradora da Granja Viana, em São Paulo, dormia em seu quarto com a filha caçula Gaia, de 1 ano e 8 meses. Os dois mais velhos, Damião, 6, e Samuel, 10, dormiam em outro cômodo – todos no andar de cima do sobrado. Por volta das 5h15 da manhã, os vizinhos acordaram com um barulho de um forte estouro. O marido, Rodrigo Reis, músico, estava trabalhando. Sua irmã, Tatiana, que mora na casa de trás, relata o que presenciou: “Fui ver o que aconteceu e ouvi os gritos da Marcela, que saiu pela parte de baixo da casa. Provavelmente, deve ter sido atingida pelo fogo naquele momento. No desespero, nós duas tentamos entrar, mas o andar de baixo já estava dominado pelo fogo.”
De acordo com Tatiana, as duas pegaram baldes de água para apagar o foco, mas as chamas já haviam se espalhado. As crianças ainda estavam no piso superior. “Gritamos muito pela ajuda dos vizinhos. Um deles apareceu e ajudou a pegar a escada para entrar pela sacada no quarto da Marcela. Ela entrou, porque sabia onde estavam as crianças”, lembra.
Tatiana conta que a cunhada passou a caçula para ela pela sacada e voltou à casa para ir até o quarto dos garotos. “Ela passou pelo corredor, que canalizou o calor vindo do andar de baixo. Naquela hora, deve ter sofrido as maiores queimaduras e inalou muita fumaça.” Depois conseguiram tirar Samuel, Damião e Marcela, também pela sacada. Todos foram ver Gaia, a caçula, que estava na casa de Tatiana com seu marido, Benjamin. “Só então percebemos que Marcela havia sofrido muitas queimaduras.”
Uma das vizinhas é médica e examinou as crianças. Ao ver a mãe, levou-a imediatamente para o hospital. “Foi tudo muito rápido. A força, a coragem e a determinação de Marcela foram fundamentais para que todos estivessem bem. É uma situação que nunca imaginamos passar na vida. Agradeço a Deus por estarmos todos bem e rogo para que ela se recupere rapidamente e volte para nós, como deve ser”, conclui a cunhada.
A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas tudo indica que tenha iniciado na sala.
Crianças a salvo
As crianças não sofreram nada fisicamente. “Samuel queimou levemente o pé e Gaia aspirou um pouco de fuligem, mas não foi nada grave. Eles passam bem”, disse Graziela Mantoanelli, amiga da família, em entrevista à CRESCER. “Sentem falta da mãe, é claro. Eles perderam tudo o que tinham de material e quase perderam a mãe, que enfrentou as chamas sem a menor ponderação para salvá-los”, afirma Graziela. “Ficamos todos preocupados com a caçula, Gaia, que ainda mamava, mas os colos do pai e da avó têm ajudado bastante.”
O estado da mãe
Se as crianças quase não sofreram, Marcela teve sérias consequências pelo tempo de exposição ao fogo e à fumaça. Por isso, permaneceu na UTI, em isolamento, durante 48 dias. “Ela teve graves queimaduras internas por conta da inalação do calor e de fuligem. Isso prejudicou muito seus pulmões, que ficaram com uma capacidade de absorção de oxigênio muito baixa. Chegou-se a cogitar que a recuperação, se houvesse, demoraria meses”, conta a amiga. Ela explica que Marcela ainda ficará internada durante algumas semanas, devido às cirurgias precisa realizar para recuperação da pele. Segundo Graziela, ainda não há previsão de alta.
Evento para ajudar
Tanto Marcela quanto seu marido, Rodrigo, trabalham com projetos voltados para bebês e crianças. Desde 2009, ela, que trabalha no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, integra também um coral só de mães, o Materna em Canto. Já Rodrigo, além de trabalhar como acupunturista, é percussionista no Bloco Bebê, do qual a filha Gaia também participa. Graziela é produtora do grupo e, junto de alguns amigos, pensava em formas de ajudar na reconstrução da casa da família, já que eles perderam tudo. Assim surgiu a ideia de fazer um evento musical.
O encontro será neste domingo, 5 de julho, na Casa das Caldeiras, em São Paulo. Lá, haverá show do Materna em Canto e do Bloco Bebê, que tocará um repertório junino. “Todos os músicos e produtores estão doando seu trabalho. A entrada é gratuita e receberemos doações. Doa quem quiser e o quanto puder, mas estamos torcendo para que seja um sucesso também em arrecadações”, diz a produtora. O local também vai abrigar um bazar e a venda dos produtos será revertida para a família. “Essa é uma ação coletiva. São muitas mãos e muito apoio de todos os lados para auxiliar essa linda família a reconstruir a vida”, afirma Graziela.
Para quem não pode comparecer ao evento, mas quer ajudar, o grupo criou uma página de financiamento coletivo
SERVIÇO
Show junino Bloco Bebê + Materna em Canto
Ação solidária à família Reis
Domingo, 5 de julho, a partir das 15h
Casa das Caldeiras
Av. Francisco Matarazzo, 2.000, Água Branca
Entrada gratuita
Fonte: CRESCER
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Turista na Argentina passa 14 dias em coma e pede ajuda para voltar ao DF
Contador de Brasília foi atropelado por ônibus no penúltimo dia de férias.
Traslado foi estimado em R$ 150 mil; Itamaraty diz que não pode bancar.
Internado há 23 dias após ser atropelado por um ônibus durante as férias na Argentina, o contador Thiago Henrique de Freitas, de 28 anos, ainda não sabe como voltar a Brasília. Ele sofreu traumatismo craniano depois de ser atingido quando atravessava a Rua Florida, em Buenos Aires, e foi levado para o Hospital General de Agudos Dr. Cosme Argerich, onde passou duas semanas em coma induzido. Freitas está consciente, mas não pode falar por ter passado por traqueostomia.
A instituição liberou a volta para o país desde que ele consiga UTI aérea. A família diz que não tem condições de arcar com o traslado e que o Itamaraty se recusa a ajudar.
Estou me bancando aqui com ajuda de amigos e familiares, e as dependências de onde eu estou são boas. Fui ao MRE pedir ajuda, de cara ouvi que ‘o MRE não paga nada’. Estou me sentindo abandonada aqui"
Por e-mail, o Ministério das Relações Exteriores informou que não existe autorização legal para cobertura integral ou parcial de despesas como essa. O órgão também afirmou que o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires tem prestado apoio e acompanhado a evolução do estado de saúde do contador.
Mulher dele, Raquel da Conceição de Freitas Costa conta que esta foi a primeira viagem internacional do casal. Eles partiram no dia 27 de agosto, deixando a filha de 5 anos com os pais do contador, e deveriam retornar no dia 3 de setembro. O acidente aconteceu na noite anterior ao retorno. O casal chegou a contratar um seguro-viagem, mas foi informado que ele não cobre esse tipo de despesa.
“[Ele] Teve que fazer uma cirurgia na cabeça e ficou em coma induzido por 14 dias. Fomos muito bem tratados pela equipe médica daqui, que ficou muito compadecida com meu desespero e [com o fato de] eu não dominar o idioma. Foi horrível”, afirma.
Raquel conta que fez uma cotação e que o preço da viagem foi estimado em R$ 150 mil. Ela, que está de férias, conseguiu que o marido seja considerado afastado no trabalho por problema de saúde. Enquanto isso, a filha segue com os avós paternos.
A corretora de seguros espera que a divulgação do caso sensibilize as pessoas a ajudá-la. Raquel diz que pretende fazer uma “vaquinha” em breve se não conseguir o traslado.
G1
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domingo, 7 de setembro de 2014
VÍDEO: mulher é atropelada pelo próprio carro ao atravessar rua
Imagens mostram o exato momento em que vítima é atingida
Uma mulher foi atropelada pelo próprio carro em Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, por volta das 10h30 deste sábado. Uma câmera de segurança flagrou o momento do acidente, que aconteceu por volta das 10h30 perto do cruzamento da Travessa Anita Garibaldi com a Rua Duque de Caxias. Apesar do susto, a vítima, de 37 anos, teve apenas ferimentos leves.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a mulher estacionou o automóvel, um Fiat Pálio, em uma ladeira, e foi atropelada quando atravessava a rua para ir até a casa da sogra. A vítima contou também que o veículo apresentou problemas no freio dias antes do acidente.
As imagens mostram a mulher sendo atingida e empurrada pelo veículo por alguns metros até cair no asfalto. Um grupo de pessoas corre para ajudá-la. De acordo com os bombeiros, ela foi levada consciente para o Hospital Universitário Santa Terezinha e passa bem.
Zero Hora
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Imagem inédita mostra queda do avião que matou Eduardo Campos e reforça tese de falha humana

Gravação foi feita por câmera de um prédio em construção em Santos, no litoral de SP
SÃO PAULO - A gravação de uma câmera de segurança de um prédio em construção em Santos, no litoral sul paulista, registrou o momento da queda do avião onde estavam o candidato à Presidência Eduardo Campos, quatro assessores e dois tripulantes. O acidente aconteceu na quarta-feira, dia 13 de agosto, e todos os ocupantes morreram. Ao contrário do que disseram as testemunhas, a imagem não mostra fogo ou fumaça no avião.
A imagem foi obtida pela TV Tribuna, afiliada da TV Globo no litoral. E foi encontrada entre as gravações de 16 câmeras, registradas no dia da queda. Um corretor de imóveis analisou as imagens e localizou os últimos segundos do voo. É possível ver que o avião passou bem perto de dois prédios residenciais, instantes antes de cair. O material vai ser usado nas investigações do acidente.
Militares que acompanham as investigações das causas do acidente com o avião Cessna acreditam que é forte a possibilidade de ter havido falha humana, depois do procedimento de arremetida. O entendimento é que o piloto, ao desistir do pouso, pode ter tentado se manter em condições visuais com a pista e fez uma curva mais acentuada do que deveria. Segundo militares, a manobra pode ter levado o avião a perder sustentação, e, mesmo com as turbinas ao máximo, não haveria como o piloto controlar a aeronave.
Durante o procedimento, o piloto pode ter perdido sua total concentração na arremetida por instrumentos, desviando sua atenção para fora da aeronave. Com isso, pode ter sido levado à uma situação de “desorientação espacial”, o que explicaria a curva fora do previsto e a consequente perda de sustentação, resultando na forte colisão com o solo.
A avaliação tem como base as últimas informações da Aeronáutica de que o voo estava normal, da decolagem até o momento do ponto crítico, em que o piloto deveria visualizar a pista e realizar a aterrissagem. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto falou ao sistema de rádio da base área de Santos que estava arremetendo por causa da visibilidade ruim e que iria aguardar a melhora do tempo para pousar.
A FAB já refez a trajetória do avião e tem condições de projetar o grau de angulação da curva realizada pelo piloto, pelo local da queda, considerando que a aeronave já estava sobre a pista, quando o piloto decidiu abortar o pouso. Além disso, a rota do avião é captada pelos radares.
PILOTO RELATOU CANSAÇO
Cinco dias antes da tragédia com o jato, um dos pilotos que morreu, Marcos Martins, disse no Facebook que não estava tendo tempo para descansar, devido às viagens que vinha fazendo acompanhando as campanhas eleitorais.
"Cansadaço, voar voar e voar . E amanhã tem mais. Recife", postou no dia 8 de agosto, pelo Facebook.
Em outra postagem, ele conta: "Cada lugar. Parece que ainda estou na África. Fim de mundo isto é Nordeste..", referindo-se ao Centro de Arapiraca.
Na rede social, ele postou um vídeo de um passeio pela Praia de Copacabana, onde filmou um drone. Em sua página, Martins comentou: "assim fica fácil", referindo-se à simplicidade com que eram feitas as manobras com o aeromodelo por meio de controle remoto. Cinco amigos curtiram a postagem.
O piloto se formou pela Universidade Paulista (UNIP) e fazia parte de um grupo de pilotos experientes. O outro piloto que morreu foi Geraldo Cunha. Ele dividia com Martins o comando da aeronave.
A aeronave (aparelho Cessna, prefixo PRAFA) pertencia à empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda.. Com apenas 350 horas de voo, estava com a manutenção em dia. A proprietária do avião, em dificuldades financeiras, colocou o avião à venda no começo do ano, sendo adquirido, possivelmente por leasing, pela campanha de Eduardo Campos há três meses, quando passou a voar única e exclusivamente para o candidato do PSB a presidente.
O Globo
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Principal suspeita da FAB para acidente aéreo é de falha humana
Manobra do piloto após arremetida em Santos pode ter levado a perda de sustentação e queda
BRASÍLIA — Militares que acompanham as investigações das causas do acidente com o avião Cessna que caiu na última quarta-feira no litoral paulista, matando o candidato à Presidência da República do PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas, acreditam que é forte a possibilidade de ter havido falha humana, depois do procedimento de arremetida. O entendimento é que o piloto, ao desistir do pouso, pode ter tentado se manter em condições visuais com a pista e fez uma curva mais acentuada do que deveria. Segundo militares, a manobra pode ter levado o avião a perder sustentação, e, mesmo com as turbinas ao máximo, não haveria como o piloto controlar a aeronave.
‘DESORIENTAÇÃO ESPACIAL’
Durante o procedimento, o piloto pode ter perdido sua total concentração na arremetida por instrumentos, desviando sua atenção para fora da aeronave. Com isso, pode ter sido levado à uma situação de “desorientação espacial”, o que explicaria a curva fora do previsto e a consequente perda de sustentação, resultando na forte colisão com o solo.
A avaliação tem como base as últimas informações da Aeronáutica de que o voo estava normal, da decolagem até o momento do ponto crítico, em que o piloto deveria visualizar a pista e realizar a aterrissagem. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto falou ao sistema de rádio da base área de Santos que estava arremetendo por causa da visibilidade ruim e que iria aguardar a melhora do tempo para pousar.
A FAB já refez a trajetória do avião e tem condições de projetar o grau de angulação da curva realizada pelo piloto, pelo local da queda, considerando que a aeronave já estava sobre a pista, quando o piloto decidiu abortar o pouso. Além disso, a rota do avião é captada pelos radares.
O brigadeiro da reserva Jorge Kersul Filho, que chefiou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) até 2010 e comandou três grandes investigações (acidentes de Gol, TAM e Air France), disse que essa linha de investigação parece ser bem provável diante do que já foi divulgado. Mas, lembrou o brigadeiro, a equipe de investigadores terá que demonstrar essas possibilidades. Os peritos podem, também, concluir que faltam dados e informações suficientes para provar as causas do acidente e encerrar a investigação, apontando apenas as hipóteses:
— Essas linhas de raciocínio estão corretas. As investigações devem apontar para isso. Mas os peritos terão que demonstrar essas hipóteses, no final do processo. Podem também concluir que não é possível provar nada e encerrar a investigação, apontado apenas as hipóteses — explicou.
Sobre a dúvida de que o grau de inclinação da curva realizada pelo piloto teria levado à perda de sustentação da aeronave, Kersul respondeu:
— Com um grande ângulo de inclinação, o piloto fica sem condições de recuperar o avião da situação de queda. Ou seja, ele pode puxar o motor e não conseguir realinhar as asas do avião. O nome técnico do procedimento é recuperação de altitude anormal. Os pilotos fazem muitos treinamentos para isso. Acontece que a pessoa não vê o excesso de inclinação, falta horizonte, e, aí, só puxa o motor e não adianta mais nada.
Um experiente piloto da FAB explicou ao GLOBO que a tentativa de se manter em condições visuais, durante a arremetida é uma manobra arriscada, em condições meteorológicas adversas. De acordo com a carta de aproximação da base de Santos, o correto seria o piloto subir para 4 mil pés (o ponto de espera de melhora do tempo), em curva ascendente à esquerda. Nessa posição, ele poderia circular o aeroporto e, quando o tempo melhorasse, realizar o pouso novamente. A tentativa de se manter visual significa permanecer abaixo das nuvens, que já estavam baixas naquele dia, explicou essa fonte.
BRIGADEIRO: É DIFÍCIL HAVER UMA ÚNICA CAUSA
Segundo militares, em caso de perda de sustentação, o avião “ganha vida própria, e o piloto vira um mero passageiro”. Kersul destacou, no entanto, que é preciso aguardar a conclusão das investigações e lembrou que um acidente quase nunca tem uma única causa, mas acontece por uma conjunção da fatores.
Na tarde do dia 13 de agosto, dia do acidente, a Aeronáutica divulgou um Notam (um comunicado para pilotos), a fim de informar que estava suspendendo temporariamente o procedimento de descida por instrumentos na pista para verificar se o instrumento de auxílio à navegação aérea estava funcionando sem problemas. A medida é uma rotina em casos de acidente, e, durante o período de restrição, um avião do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) faz procedimentos para testar o equipamento. Depois dos trabalhos e sem encontrar falhas, o Notam foi cancelado, e o pouso com instrumentos voltou a ser liberado.
Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2003, um jato particular Mitsubishi MU-300 enfrentou problemas semelhantes ao do Cessna na pista da base aérea de Santos. O avião tinha partido do Rio e, por conta das condições meteorológicas, teve que arremeter na primeira tentativa de pouso. Na segunda, o piloto conseguiu pousar, mas não teve como parar o avião, que caiu na água. Não houve feridos.
O Globo
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Apuração de acidentes aéreos se torna sigilosa com nova lei
A presidente Dilma Rousseff sancionou na sexta-feira a Lei 12.970, que torna sigilosa a investigação de acidentes aéreos feitos pela Aeronáutica. Com a nova norma, publicada ontem no Diário Oficial da União, o acesso da polícia e do Ministério Público às gravações das caixas-pretas de dados e de voz do avião só poderá ocorrer mediante decisão judicial
As mudanças foram apresentadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Crise do Sistema de Tráfego Aéreo, instalada na Câmara dos Deputados após a colisão entre um Boeing 737-800, da companhia Gol, e um jato Legacy de companhia de táxi-aéreo norte-americana, em 2006, que matou mais de 100 pessoas. A lei fixa regras para o funcionamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), cujo órgão executivo é o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica.
De acordo com o texto, a investigação tem por objetivo único a prevenção de outros acidentes e incidentes por meio da identificação dos fatores que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para a ocorrência e da emissão de recomendações de segurança operacional. A lei estabelece ainda que a investigação do Sipaer deverá ser independente de qualquer outra, tendo precedência sobre todas as demais.
O texto assegura o acesso da comissão investigadora à aeronave acidentada, seus destroços, cargas, laudos, autópsias e outros documentos. Para preservar as informações, a autoridade responsável poderá interditar o avião e seus destroços, permitindo sua remoção apenas se for necessário para salvar vidas, preservar a segurança das pessoas ou proteger evidências.
Com informações da Agência Senado.
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Morte de Campos: a tentativa ignóbil de transformar a tragédia em piada
Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.
Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.
Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.
Há outro nome para esse tipo de ignomínia, para essa incapacidade crônica de sentir empatia com os passageiros de um avião que cai e com as pessoas que estavam em solo. Talvez essa impossibilidade de se reconhecer no outro e demonstrar algum apreço pela vida humana seja alguma forma de psicopatia grave.
O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.
Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.
É para isso que a gente desenvolveu tantas ferramentas tecnológicas com a justificativa de aproximar as pessoas e facilitar a comunicação? Para podermos mostrar como somos idiotas em tempo real? Se for assim, estávamos melhor com os tambores.
À família e amigos de Campos, de sua equipe e de prováveis vítimas entre os moradores de Santos, minha solidariedade. Aos que fazem disso uma brincadeira ou uma chance para vender mais, o meu eterno desprezo.
Leonardo Sakamoto
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
'Gigante' da luta contra Aids e comissário que não deveria estar a bordo estão entre mortos
Uma das mentes mais brilhantes da pesquisa sobre a Aids e um comissário que não deveria estar no voo estavam entre os que morreram quando o voo MH17 caiu no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira.
Veja abaixo algumas de suas histórias:
'Gigante' da pesquisa contra a Aids
O holandês Joep Lange estava entre os mais proeminentes do grupo de cerca de cem pesquisadores e ativistas que viajavam para a 20ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids em Melbourne, na Austrália.
Relatórios sugerem que a bordo do MH17 estavam cerca de cem cientistas, oficiais de comunicação e ativistas que iriam participar da conferência.
Lange era um dos ex-presidentes da sociedade, descrito como uma das mentes mais brilhantes da pesquisa sobre a doença.
Antes da confirmação de sua morte, a sociedade afirmou, em nota, que "o movimento realmente perdeu um gigante".
No Twitter, vários colegas prestaram homenagem a Lange. A médica Seema Yasmin se referiu a ele como um amigo que foi dedicado a suas cinco filhas e tuitou: "Pessoas como Joep mudam o curso de uma epidemia."
"Joep foi um grande cientista clínico, e um grande amigo do Wellcome Trust", disse Jeremy Farrar, diretor do grupo de pesquisa médica Wellcome Trust.
A mulher de Lange, Jacqueline van Tongeren, também estava a bordo.
Passageiro acidental
Um comissário de bordo da Malaysia Airlines trocou seu turno de trabalho e acabou voando no jato que caiu em território controlado pelos rebeldes na Ucrânia.
Foi uma triste coincidência, já que sua esposa, comissária de bordo como ele, também havia trocado de turno e estava, por isso, no avião da Malaysia que desapareceu a caminho de Kuala Lumpur no dia 8 de março, com 239 passageiros a bordo, de acordo com uma reportagem do jornal The Malaysian Insider.
Sanjid Singh vivia com a mulher e o filho de sete anos em Kuala Lumpur.
"Ele esteve aqui [em Penang] há mais ou menos um mês. Ele nos disse recentemente que trocou com um colega o voo de volta Amsterdã-Kuala Lumpur," seu pai Jijar Singh disse ao jornal.
Singh disse que seu filho deveria visitá-lo após seu retorno de Amsterdã.
"A mãe dele havia preparado todos os seus pratos favoritos", disse.
Piada no Facebook
Cor Pan brincou no Facebook sobre seu avião desaparecendo pouco antes de decolar.
O holandês estava saindo de férias com sua namorada, Neeljte Tol, e postou uma foto do avião no Facebook com a legenda:
"Se o meu voo para a Malásia desaparecer, era assim que ele era."
Seus amigos reagiram desejando-lhe boas férias, mas assim que veio a notícia da queda do avião as mensagens em sua página do Facebook começaram a demonstrar preocupação crescente, que no fim se tranformou em tristeza.
Segunda perda
Uma família australiana foi duplamente afetada pelas seguidas tragédias com aviões da Malaysia Airlines.
Kaylene Mann, uma australiana que perdeu seu irmão e sua cunhada - Rod y Mary Burrows - no acidente ocorrido há 4 meses, soube nesta sexta-feira que sua enteada, Maree Rizk, estava entre os mortos.
Seu irmão, Greg Burrows, disse que a família não podia acreditar nem aceitar seu destino: "(Kaylene) perdeu seu irmão e agora sua enteada... Estamos destruídos novamente".
Rizk, de Melbourne, voltava para casa após férias de quatro semanas na Europa. Estava com o marido, Albert, membro do comitê do Clube de Futebol Sunbury, da Austrália.
Phil Lithgow, presidente do clube, disse que ela trabalhava como voluntária na cafeteria e que um de seus filhos, James, jogava na equipe.
"Eram pessoas adoráveis, não há nada que se possa dizer de mau deles. Eram muito generosos no tempo em que dedicavam à comunidade", disse Lithgow.
Visita à mãe falecida
Yuli Hastini, John Paulisen e seus dois filhos estavam indo visitar o túmulo da mãe de Yuli
Hastini, de 44 anos, seu marido holandês John Paulisen, de 47 anos, e seus dois filhos, o menino Arjuna, de 5 anos, e a menina Sri, de 3 anos, visitavam sua família na cidade natal dela, Solo, em Java Central, a cada dois anos, durante o feriado muçulmano do Eid.
Seu cunhado disse à BBC Indonésia que ela trabalhava para uma empresa farmacêutica na Holanda.
Ela havia ficou arrasada por não ter conseguido ir ao funeral de sua mãe no ano passado. Por isso, a família planejou a viagem para visitar o túmulo da mãe.
Ex-jornalista da BBC
Glenn Thomas, um jornalista e coordenador de relações com a mídia da OMS, estava viajando para a conferência sobre Aids na Austrália.
Glenn, de 49 anos de idade, trabalhava em Genebra e foi um dos nove britânicos que morreram no acidente.
Ele também era um ex-jornalista da BBC. Colegas e amigos prestaram homenagens no Twitter.
Peter Horrocks, diretor do Serviço Mundial da BBC, disse em um e-mail para os funcionários que Glenn era conhecido como um "indivíduo calmo, amável e totalmente profissional".
"Ele fará falta. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos neste terrível momento".
Aeromoça persistente
A atendente de voo Nur Shazana Mohd Salleh era uma pessoa feliz e achava que este mês seria especial.
A família da aeromoça de 31 anos disse à mídia local que ela morreu fazendo o trabalho que amava.
"Ela passou por tantas entrevistas para finalmente conseguir este trabalho", o pai disse, acrescentando que ela trabalhou para a companhia pelos últimos nove anos.
Ele disse que ela era solteira e que tinha a esperança de se casar em breve, e que ela achava que este mês, de alguma forma, seria especial.
Seu tio disse que ela era a mais velha de quatro filhos e estava sempre alegre.
Professora inspiradora
Professora era 'uma inspiração' para seus colegas
A professora australiana Francesca Davison e seu marido, Liam, estavam voltando para a casa após férias na Europa.
Conhecida como Frankie, a professora de 54 anos é descrita pela diretora do colégio em que trabalhava como "uma inspiração para todos que entraram em contato com ela".
Ela ensinava literatura e humanidades em Toorak College, em Victoria, e é descrita como uma "querida amiga, generosa e amável".
BBC Brasil
terça-feira, 3 de junho de 2014
Caso JK: Comissão Municipal da Verdade vai à Justiça contra Comissão Nacional
Professor Gilberto Bercovici defende inversão do ônus da prova
e que Estado prove que Juscelino Kubitschek não foi assassinado
O presidente da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog (CMVVH), Gilberto Natalini, anunciou nesta terça-feira (3) que entrará com mandado de segurança para impedir a Comissão Nacional da Verdade (CNV) de transformar um documento preliminar sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em relatório definitivo.
Natalini quer que a CNV leve em consideração os depoimentos de pelo menos oito pessoas que testemunharam os acontecimentos que culminaram com a morte de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, num "acidente de trânsito" na Rodovia Presidente Dutra, em 22 de agosto de 1976.
A CNVVH investigou a morte de JK e concluiu que ele sofreu um atentado político. A CNV considera a morte do ex-presidente consequência natural de um acidente, com base nas perícias criminais feitas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em plena ditadura militar.
Em audiência pública promovida nesta terça-feira pela CMVVH e o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o professor Gilberto Bercovici afirmou que a CNV tem de analisar a documentação e os depoimentos tomados pela CMVVH antes de concluir o caso. "Não faz sentido a Comissão Nacional assumir laudo da ditadura militar, provavelmente forjado, e decidir encerrar a discussão sobre a morte de JK", afirmou ele.
Bercovici elabora parecer sobre o assunto. O jurista defende que a inversão do ônus da prova, prevista no Direito brasileiro, tem de valer no caso JK. "A ditadura que torturou e matou não exitaria em fraudar um inquérito policial para encobrir o assassinato de JK. Cabe ao Estado provar que não houve um assassinato".
De acordo com o professor da Faculdade de Direito da USP, a CNV poderá ser contestada na Justiça por abuso de poder. "Até para que não haja dúvidas sobre o conjunto dos trabalhos da CNV, não se pode encerrar as investigações sobre a morte de JK com a desculpa de que não há tempo suficiente para aprofundá-las", declarou Bercovici. "Isso seria um desserviço à memória e à verdade".
Natalini, da CMVVH, deixou claro que não deseja abrir uma guerra contra a CNV, mas assegurou não aceitar que um inquérito da ditadura se sobreponha a uma investigação democrática. "Em vez da perícia da polícia da ditadura, eu fico com o testemunho de um homem negro e pobre", afirmou Natalini, referindo-se ao motorista de ônibus Josias Nunes de Oliveira, acusado injustamente de ter causado o acidente que provocou as mortes de JK e de Geraldo Ribeiro.
Bercovici, por sua vez, criticou a falta de consideração com a memória de JK. "Não há provas de que foi um acidente. Não aceitamos a história oficial, e sim queremos buscar a verdade efetiva dos fatos".
Informações: Gilberto Natalini (99654-9532) e Ivo Patarra (99603-5058)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Ex-assessora de Senna relembra polêmica sobre hora da morte do piloto
Betise Assumpção afirma, em seu blog, que Bernie Ecclestone contou a Leonardo Senna que o tricampeão estava morto mas pediu segredo para não interromper GP de San Marino
RIO - Vinte anos depois, uma das maiores polêmicas a respeito da morte de Ayrton Senna - o momento exato do falecimento - volta à tona, por iniciativa da jornalista Betise Assumpção, que era assessora de imprensa do piloto na época do trágico acidente no GP de San Marino, no dia 1º de maio de 1994. Segundo ela, Senna morreu na pista do circuito de Ímola, mas o anúncio foi postergado por Bernie Ecclestone, dirigente máximo da F-1, para que a corrida não fosse interrompida, uma exigência da legislação italiana na época. A polêmica surgiu logo após a trágica corrida, mas perdurou por duas décadas, já que os dirigentes da F-1 sempre negaram essa informação.
O Globo
RIO - Vinte anos depois, uma das maiores polêmicas a respeito da morte de Ayrton Senna - o momento exato do falecimento - volta à tona, por iniciativa da jornalista Betise Assumpção, que era assessora de imprensa do piloto na época do trágico acidente no GP de San Marino, no dia 1º de maio de 1994. Segundo ela, Senna morreu na pista do circuito de Ímola, mas o anúncio foi postergado por Bernie Ecclestone, dirigente máximo da F-1, para que a corrida não fosse interrompida, uma exigência da legislação italiana na época. A polêmica surgiu logo após a trágica corrida, mas perdurou por duas décadas, já que os dirigentes da F-1 sempre negaram essa informação.
O Globo
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Casa de Gisele Bündchen é atingida por incêndio em Boston
RIO DE JANEIRO – Gisele Bündchen passou por um momento delicado na última quarta-feira (26). Um incêndio na região de Back Bay, em Boston, nos EUA, se estendeu e atingiu a casa onde a modelo vive com o marido, Tom Brady, e os filhos, Benjamin e Vivian Lake.
Ao ver o fogo, o jogador e família deixaram o local. “Nossas vidas estavam em risco e fomos salvos por esses homens”, afirmou Brady, fazendo referência a dois bombeiros que faleceram durante a operação.
Gisele e o esposo prestaram homenagem aos profissionais em seus perfis do Facebook: 'Em nome de toda a minha família, eu quero estender minhas profundas condolências e pêsames ao Corpo de Bombeiros de Boston e às famílias de nossos bombeiros bravos e abnegados, que deram suas vidas para nossa proteção e segurança de hoje. E para toda a comunidade de combate a incêndios que nos protege a cada dia. Todos vocês estarão em nossos pensamentos e orações'.
MSN
Ao ver o fogo, o jogador e família deixaram o local. “Nossas vidas estavam em risco e fomos salvos por esses homens”, afirmou Brady, fazendo referência a dois bombeiros que faleceram durante a operação.
Gisele e o esposo prestaram homenagem aos profissionais em seus perfis do Facebook: 'Em nome de toda a minha família, eu quero estender minhas profundas condolências e pêsames ao Corpo de Bombeiros de Boston e às famílias de nossos bombeiros bravos e abnegados, que deram suas vidas para nossa proteção e segurança de hoje. E para toda a comunidade de combate a incêndios que nos protege a cada dia. Todos vocês estarão em nossos pensamentos e orações'.
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