Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Crianças de até 5 anos são 40% dos fumantes passivos

Exposição à fumaça do cigarro pode causar desde asma até morte súbita, alerta sociedade

RIo - Problema de adulto, fumar também afeta a saúde das crianças. No Brasil, 40% dos fumantes passivos têm até 5 anos. A exposição à fumaça pode causar desde asma até morte súbita. O alerta é da campanha da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado amanhã.

O fumo passivo é o contato com a fumaça que sai do cigarro, que contém mais nicotina do que a tragada pelo fumante. Entre as crianças, os danos são maiores, porque elas possuem organismo mais sensível aos componentes do tabaco.
Segundo Márcio de Sousa, coordenador do Comitê Antitabaco da SBC, o bebê que inala nicotina pode sofrer de Síndrome da Morte Súbita Infantil. A substância também é transmitida pelo leite materno e pode elevar a pressão arterial e diminuir o oxigênio do sangue.

Crianças que convivem com fumantes também têm mais chances de desenvolver problemas respiratórios, alergia, conjuntivite, e perda na audição. “Não adianta fumar em local isolado, pois as partículas do cigarro grudam na roupa do fumante e podem passar para as crianças e prejudicá-las”, disse.

De acordo com Ricardo Meireles, pneumologista do Instituto Nacional do Câncer, a longo prazo, as crianças que fumam passivamente podem ter câncer de pulmão, infarto, Acidente Vascular Cerebral e enfisema pulmonar. “A fumaça tem 4mil substâncias tóxicas, e leva oito horas para ser dissipada”, cita.

Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde promoveu ação no PAM de Cavalcante e fez vários testes com monoxímetro. O equipamento verifica o grau de intoxicação pelo monóxido de carbono, uma das consequências do fumo, e de Fargestrom, que avalia o grau de dependência ao tabaco. Além disso, fumantes foram incentivados a trocar maços de cigarro por brindes.
Tratamento contra o vício

Fumantes que desejam largar o vício podem procurar o Programa de Controle ao Tabagismo, da Secretaria Municipal de Saúde. O serviço é gratuito e oferece desde atendimento psicológico até medicamentos para ajudar no tratamento antifumo.
O paciente passa por entrevista individual e é avaliado de acordo com o grau de dependência ao cigarro. Depois, é convidado a visitar, semanalmente, uma das 170 unidades de saúde da capital que possuem o programa. No local, ocorrem reuniões para ajudar a pessoa a se manter sem o cigarro e deixá-la preparada para combater situações que incitem recaídas.
Informações sobre endereço de unidades de saúde com o programa antitabagismo pelo telefone 1746.

Fonte: O Dia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Estar ao lado da família na hora de tratar a dependência é muito importante para sua recuperação


A família, em especial, é peça-chave tanto na prevenção do consumo excessivo da bebida, conforme mostra a matéria “Influência da família no uso de álcool: risco ou proteção?”, como em casos em que o problema já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento inicia-se pela família, principalmente porque o dependente não reconhece que o consumo em excesso de bebidas alcoólicas lhe traz consequências ou está desmotivado para buscar ajuda.
Um acompanhamento especializado e dirigido aos familiares é essencial para que possam compreender a dependência e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si próprios.
A família desempenha um papel importante no tratamento da dependência, já que auxilia na aderência, permanência, na superação de dificuldades decorrentes do processo e no estabelecimento de um novo estilo de vida. Por último, a família também pode ajudar a equipe multidisciplinar identificando mudanças comportamentais abruptas (por exemplo: isolamento, irritabilidade, labilidade do humor, prejuízo no desempenho do trabalho), que possam ser indicativos de complicações ou possíveis recaídas, as quais muitas vezes podem ser evitadas.
É interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao consumo de bebidas, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social.
A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticado, deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade do caso.

Fonte: National Institute on Drug Abuse (NIDA). Principles of Drug Addiction Treatment: A Research-Based Guide (2nd Edition), 2009.
Center for Substance Abuse Treatment (CSAT). Substance Abuse Treatment and Family Therapy – Treatment Improvement Protocol (TIP) – Series, No. 39. DHHS Publication No. (SMA) 05-4006. Rockville, MD: Substance Abuse and Mental Health Services Administration, 2004.
Verbratec© Desktop.