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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mulher sai de casa para ir ao supermercado e desaparece, na Zona Sul do Rio


A advogada Luciana Jansen Figueiredo, de 48 anos, está desaparecida desde a manhã da última terça-feira, após ter saído de sua casa, na Gávea, Zona Sul do Rio, para ir ao supermercado.

Segundo relato feito no Facebook por Carolina Garrido, filha de Luciana, ela teria ido a pé ao mercado e, desde então, não teria mantido contato com nenhuma pessoa próxima. A família já procurou notícias sobre Luciana no hospital Miguel Couto, sem obter sucesso.

Ao EXTRA, Marina Garrido, também filha de Luciana, conta que, aparentemente, não vê motivos para um desaparecimento voluntário da mãe.
— Ela é muito fechada, não sabemos muito bem o que se passa em sua cabeça, mas nossa relação é ótima — conta Marina, que mora com Luciana e com a irmã, Carolina.
O caso está sendo investigado pela 15ª Delegacia de Polícia Civil (Gávea).
Luciana mora com as filhas, Marina e Carolina, na Gávea, bairro da Zona Sul do Rio.
Luciana mora com as filhas, Marina e Carolina, na Gávea, bairro da Zona Sul do Rio. Foto: Reprodução/Facebook
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Luciana pode avisar à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) pelo telefone 2202-0338. Membros da família também podem ser encontrados nos números (21) 3624-1864 ou (21) 997523384.


Fonte: EXTRA

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Primo de abandonado em BRT no Rio diz que pais 'não deram sinal de vida'



Primo de abandonado em BRT no Rio diz que pais 'não deram sinal de vida'


O primo do menino de 3 anos que foi abandonado por uma mulher no terminal Alvorada do BRT na última quinta-feira (13) disse que os pais da criança, Nardyne Dias e Deonir Lima Sales, continuam desaparecidos.

“Os pais não deram sinal de vida e tudo indica que aconteceu alguma coisa. A única coisa que estava anormal eram os documentos que estavam queimados no canto do quintal. Tinha notebook, tablet e som roubado", disse Carlos Silva, primo do menino. "Eles eram supertranquilos, eu passava o dia lá. Não tinham inimigos, e a família era superunida”, contou.

Carlos disse ainda que a mulher flagrada nas imagens abandonando a criança não é a mãe e nem a avó paterna do menino.

“A mãe era magra, de pequena estatura, cabelo curto. O cabelo da mulher [nas imagens] é maior. Tenho certeza de que não é ela”, disse Carlos.

Nem a família, nem os investigadores conseguiram identificar a mulher que abandonou o menino no quiosque de uma empresa telefônica no terminal. Ela contou à vendedora que tinha acabado de encontrar a criança e que ela estava perdida, mas as câmeras mostraram que a mulher pegou o ônibus na estação de Santa Cruz com o menino, e eles desembarcaram, uma hora depois, no terminal Alvorada.

Por ordem da Justiça, a criança está temporariamente na casa de uma família acolhedora.

Celular foi rastreado

Os policiais rastrearam o celular do pai do menino e descobriram que o aparelho estava em uma favela próxima ao local onde a família morava. Os agentes foram até lá, mas não encontraram o telefone.

Parentes estiveram na Cidade da Polícia, em Bonsucesso, neste domingo (16) para prestar depoimento.

O irmão de Nardyne também afirmou que a mulher que aparece nas imagens não é a mãe da criança.

“Não é a minha irmã nas imagens. A Nardyne não tem aquele cabelo tão comprido. Quando eu soube que meu sobrinho tinha sido abandonado, eu liguei para o meu cunhado e para minha irmã, mas o telefone deles está desligado até hoje”, contou Pedro Dias, irmão de Nardyne, ao G1.

Pedro disse que desconhece a mulher que aparece nas imagens com o sobrinho no terminal do BRT. Segundo ele, Nardyne, que mora em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, tem problemas com a família do marido. "Já chegou a ter agressão física, mas isso foi ano passado", revelou, sem dar mais detalhes.

A irmã de Nardyne, Luana Linhares, disse ao G1 neste domingo, após prestar depoimento, que não daria informações sobre o caso.

Fonte: G1

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Menina da Indonésia reencontra família 10 anos após tsunami


Criança tinha 4 anos quando foi levada por ondas do tsunami na Ásia.
Tio a viu em vila e avisou sua mãe; ela voltou para casa nesta quarta.


Uma menina da Indonésia que desapareceu durante o tsunami de 2004 voltou para sua família uma década depois, após ser dada como morta por sua mãe.

“Deus nos deu um milagre”, disse Jamaliah, mãe de Raudhatul Jannah, que tinha apenas 4 anos quando o devastador tsunami atingiu o sudeste asiático.

Jannah e seu irmão de 7 anos foram arrastados pelas ondas que atingiram sua casa no distrito de West Aceh em 26 de dezembro de 2004.

Jamaliah, de 42 anos, e seu marido sobreviveram ao fenômeno, que matou dezenas de milhares de pessoas em Aceh, no oeste da ilha de Sumatra. Ao longo dos anos, eles perderam a esperança de encontrarem algum de seus filhos ainda vivo.

Em junho deste ano, um irmão da mulher, viu uma menina em uma vila local que parecia com sua sobrinha desaparecida. Ele fez perguntas na região e descobriu que a menina havia sido encontrada após o tsunami.

Um pescador resgatou a criança e a levou para sua mãe, que criou a menina.

Após a dica de seu irmão, Jamaliah e seu marido visitaram a menina, que hoje tem 14 anos, e descobriram que era realmente sua filha desaparecida.

“Estamos muito felizes”, disse a mulher. “Sou muito grata a deus por nos reunir com nossa filha 10 anos depois. Meu coração bateu muito rápido quando a vi. Eu a abracei e ela me abraçou de volta, se sentiu tão confortável em meus braços.”

Jannah voltou para a casa de seus pais nesta quarta-feira (6). Seu irmão, Arif Pratama Rangkuti, também sobreviveu, segundo a menina, mas seu destino é desconhecido.

O tsunami matou mais de 170 mil pessoas em Aceh, e dezenas de milhares de pessoas em outros países da região.

G1

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Polícia encerra buscas por corpo de Eliza em terreno apontado por primo de Bruno



Jorge Rosa Sales afirmou que cadáver estava enterrado próximo ao aeroporto de Confins

A Polícia Civil encerrou as buscas pelo corpo de Eliza Samudio no local apontado pelo primo de Bruno, Jorge Rosa Sales, na tarde desta sexta-feira (25). Segundo a PC, ele pode ser indiciado criminalmente caso seja provado que ele tinha como objetivo tumultuar as investigações.

O próprio Sales solicitou que a PC parasse de escavar o terreno. Em coletiva de impresa no local das buscas, em Vespasiano, na Grande BH, o chefe do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Wagner Pinto, anunciou o fim das buscas.

— O trabalho da polícia é checar as informações, senão, seríamos cobrados eternamente. Agora estamos encerrando as buscas.

Ainda conforme Pinto, a intenção do primo de Bruno ao dar esta informação deve ser apurada.

— Quando uma pessoa presta uma informação e essa informação causa torpeços e embaraços em uma investigação, sem dúvida ela é responsabilizada penalmente. Temos que averiguar.

Para o delegado há duas possibilidades: o jovem pode ter confundido o local ou alguém retirou o cadáver, o que seria menos provável. No terreno foi enocntrada uma bota, mas o objeto é irrelevante para as investigações, conforme o DHPP.

As buscas começaram por volta de 10h desta sexta-feira (25) depois que o condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, Jorge Rosa Sales, afirmou nesta quinta-feira (24), em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que o corpo de Eliza foi enterrado em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. Sales era menor na época do crime e chegou a cumprir medida socioeducativa pela participação no assassinato da modelo.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Por onde andará aproveitando a vida com sua nova família, Roger Abdelmassih ??????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Desaparecido, não creio...Com toda fortuna que fez tirando de suas pobres vítimas...está bem na frente de nosso nariz. Isso é certo!

Por que as pessoas que sabiam ou sabem onde se encontra não denunciam? Por medo, por $$$$$$$ ? Esse deve estar rolando até fora do país.
Quem o viu num cassino,foi à polícia, denunciou, voltou lá e nada foi feito.
E por isso as vítimas estão assustadas com o que poderá mandar fazer a elas...
Coragem gente, denunciem porque ele não é o que o atual sogro disse:"Um homem de Bem" !
A polícia só chega nos lugares por onde anda, uando já se foi e deixou rastros num certo lugar que deve ser seu esconderijo. Sabe-se lá lá dentro mesmo porque o espaço permite isso e lá mesmo deve ser o 'esconderijo'.

Devem estar rindo de todos como na foto acima.....

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mulher de publicitário suspeito de matar zelador deve ser presa no RJ por assassinato do ex-marido

Segundo a polícia, novos depoimentos possibilitaram os pedidos de prisão temporária

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a prisão temporária da advogada Ieda Cristina Martins, de 42 anos. Ela é suspeita de ter participado da morte do ex-companheiro, o empresário José Jair Faria, em 2005. O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47, atual marido de Ieda, está preso desde que confessou ter matado o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63, que trabalhava o prédio em que moravam, na zona norte de São Paulo.

O delegado responsável pelo inquérito da morte do empresário no Rio foi a São Paulo entregar os mandados de prisão de Ieda e Martins. Segundo o delegado, a prisão do publicitário, o encontro do cano de uma pistola 380, além de novos depoimentos de testemunhas, possibilitaram que a polícia tivesse elementos suficientes para pedir a prisão do casal.

O publicitário, que nunca prestou depoimento sobre o caso, deve ser ouvido nos próximos dias. Já Ieda, vai ficar presa por um tempo em São Paulo por conta das investigações da morte do zelador. Depois, ela será levada ao Rio.

A advogada foi ao 13º Distrito Policial prestar depoimento por volta das 16h desta segunda-feira (9). A polícia de São Paulo também deve pedir a prisão da advogada, mas ainda vai aguardar o resultado de um laudo. O exame pode mostrar que a bota usada por ela no dia da morte do zelador tem manchas de sangue. Isso poderia provar que ela ajudou o marido a matar a vitima.

Casal suspeito de matar zelador em SP extorquiu empresário assassinado no Rio em 2005; ouça
Zelador pode ter sido colocado ainda vivo dentro de mala, diz delegado

R7

sábado, 24 de maio de 2014

Filho de brasileiro é refém no Paraguai há mais de 50 dias

Pai pagou resgate de US$ 500 mil, mas jovem continua em poder de guerrilheiros

BUENOS AIRES - Há mais de 50 dias, o filho de um brasileiro está sequestrado no Paraguai. O jovem Arlan Fick, de 16 anos, foi levado pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), uma guerrilha que atua principalmente na região rural do país e, apesar de seu pai, Alcido Fick, ter pagado um resgate de US$ 500 mil, ele continua desaparecido e sem dar qualquer sinal de vida. Dono de terras no Paraguai, Alcido não pediu ajuda às autoridades brasileiras, mas a Embaixada acompanha de perto o caso.

O sequestro também é seguido pelo governo do presidente Horacio Cartes, que, desde que chegou ao poder, em agosto do ano passado, reforçou a militarização na região Noroeste do Paraguai, onde opera o EPP.

Arlan foi sequestrado no dia 2 de abril, no departamento de Concepción, a cerca de 400 quilômetros de Assunção. Segundo informações da imprensa local, membros do EPP invadiram terras de seu pai para roubar alimentos e, em meio a um tiroteio com o Exército, levaram o jovem. Na ação, dois guerrilheiros e um militar morreram.

- Por favor, liberem meu filho Arlan como prometeram. Somos gente trabalhadora, não temos problemas com ninguém. Estou muito doente, e minha senhora está muito fraca. Por favor senhores, já é suficiente - apelou o pai de Arlan.

Ninguém sabe, no Paraguai, a dimensão real do EPP. Mas as autoridades do país acreditam que o grupo tem hoje, no máximo, cem membros. Alguns estão presos, e uma das condições da guerrilha para soltar Arlan é, justamente, a libertação de seus integrantes. O EPP sequestrou a filha do ex-presidente Raúl Cubas (1998-1999), e a matou, mesmo após o pagamento de resgate.

O Globo

terça-feira, 13 de maio de 2014

Polícia indicia pai, madrasta e amiga da família pelo homicídio de Bernardo

Grupo fará manifestação contra violência infantil. Irmão de amiga de casal também está sendo investigado

PORTO ALEGRE - O médico Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo Uglione Boldrini, foi indiciado na tarde desta terça-feira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Junto com ele, foram indiciadas também pelos mesmos crimes a madrasta de Bernardo e esposa de Leandro, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Segundo a Polícia, o trio arquitetou e executou o plano para matar o garoto e esconder o corpo.

No inquérito remetido nesta terça-feir à Justiça, a delegada Caroline Bamberg Machado citou quatro qualificadoras para o crime de homicídio: promessa de pagamento, meio insidioso, motivo fútil e contra pessoa indefesa. De açodo com a delegada, a principal causa para o assassinato foi a desarmonia provocada pelo garoto junto à relação familiar.

O inquérito que investigou as circunstâncias da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi entregue de manhã na Justiça de Três Passos. O inquérito, protocolado no Fórum da cidade às 10h45, tem 11 volumes, cerca de 2 mil páginas e reúne provas materiais inusuais, como a bicicleta utilizada pelo garoto. As conclusões foram entregues por dois agentes da Polícia Civil.

Bernardo foi morto no dia 4 de abril em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de onde morava. O corpo só foi encontrado dez dias depois, no dia 14, em uma cova rasa no interior do município. Ele foi vítima de uma injeção letal de tranquilizantes.

Segundo a Polícia, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, premeditou a morte e teve a ajuda de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz. Em depoimento, as duas suspeitas inocentaram o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de participação no crime. Graciele confessou ter dado tranquilizantes ao garoto, mas disse que a morte foi acidental.

A Polícia sustenta, entretanto, que o pai de Bernardo foi conivente com o assassinato. Os três suspeitos, presos há um mês, devem ser indiciados por homicídio doloso.

O irmão de Edelvânia, preso no último sábado suspeito de também ter participado do crime, não deve responder por homicídio. Segundo a Polícia, Evandro Wirganovicz teria sido visto por uma testemunha dois dias antes no local onde Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen – a 80 quilômetros de onde residia com o pai, a madrasta e uma meia-irmã de um ano e meio.

Os investigadores acreditam que Evandro ajudou a abrir a cova usada para ocultar a vítima. Bernardo foi morto no dia 4 de abril, mas a Polícia só encontrou o corpo dez dias depois – no dia 14. Graciele e Edelvânia deverão ser indiciadas por homicídio qualificado.

Alguns laudos bioquímicos de amostras do corpo de Bernardo e do local onde ele foi encontrado não foram entregues à delegada Caroline Bamberg Machado pelo Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP). Mesmo assim, ela garantiu o final da investigação. O inquérito será protocolado no Ministério Público de Três Passos no início da tarde desta terça-feira. Logo depois, a delegada divulga, em entrevista coletiva, os resultados da apuração.


O Globo


sábado, 10 de maio de 2014

Rapto de meninas expõe ao mundo fraquezas do governo da Nigéria

Mãe de estudante sequestrada de Chibok chora em protesto no dia 29 de abril, em Abuja, na Nigéria (Foto: Gbemiga Olamikan/AP)

Segundo Anistia Internacional, governo sabia de ameaça e falhou em agir.
Analistas dizem que caso 'envergonhou' país internacionalmente.


Na manhã em que 276 meninas foram sequestradas de uma escola pública no norte da Nigéria, em abril, o Exército do país recebeu telefonemas e avisos com até quatro horas de antecedência do crime.

Abubakar Shekau, líder do Boku Haram, em imagem
de vídeo em que assume o sequestro das meninas

(Foto: AFP)

Os insurgentes do grupo islâmico ultraradical Boku Haram não acharam nenhuma resistência para ficar por três horas na escola e saíram depois de incendiar o local, levando as meninas em 20 caminhonetes e 30 motos.

Dias depois, o sequestro virou notícia pelo mundo e foi parar nas hashtags do Twitter - acompanhado de imagens de famosos com plaquinhas e protestos em diversos países pedindo: 'tragam de volta nossas meninas' (#bringbackourgirls).

Mas, além de virar fenômeno na web, o sequestro também escancarou a ineficiência de um governo afundado em acusações de corrupção, que tem de lidar com uma pobreza extrema da população e com um exército decadente.

"Se você quer mostrar quão desprezível um governo ou um 'homem poderoso' é, você simplesmente ataca aqueles que ele deveria proteger. Ao sequestrar e escravizar essas meninas, o Boko Haram está mexendo com o governo em seu ponto mais fraco: mostrando que ele não consegue nem proteger suas mulheres e crianças. Nem mesmo em escolas públicas", avalia Murray Last, professor emérito de antropologia da Universidade de Londres, em entrevista ao G1. Segundo ele, o governo do presidente Goodluck Jonathan está “tão distanciado da realidade do povo, que as reações ao sequestro, tanto internas quanto internacionais, forçaram-no a acordar de seu estado de negação. O presidente e sua esposa não mostraram, até recentemente, nenhuma empatia pelo desastre.”

O sequestro ocorreu no dia 14 de abril e até agora não há informações concretas sobre o paradeiro das meninas. O Reino Unido e a Grã-Bretanha já anunciaram o envio de ajuda em inteligência. França e China também ofereceram apoio, e a polícia da Nigéria divulgou que pagará uma recompensa de 50 milhões de nairas (cerca de US$ 300 mil, ou R$ 669 mil) para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro das vítimas

Esse não é o primeiro sequestro do Boko Haram, uma seita que se tornou grupo armado em 2009, mas é o rapto mais numeroso. Só neste ano, eles mataram 1.500 pessoas em sua luta para impor a lei islâmica (sharia) no país. O grupo liberou um vídeo em que mostra um de seus membros rindo ao dizer que venderá as meninas como escravas.

“Quando você fala com as pessoas na Nigéria, elas te dizem que o aumento dos níveis de desemprego e pobreza entre os jovens do norte do país tem levado a um maior recrutamento desses jovens pelo Boko Haram”, disse ao G1 o coordenador de campanhas para a África Ocidental da organização humanitária Anistia Internacional, Makmid Kamara. Segundo ele, a pressão internacional pode ajudar a pressionar o governo nigeriano a se comprometer mais com o assunto. “As pessoas afetadas pela violência não acham que há sinceridade e empenho genuíno do governo para lidar com a questão. [..] Não é questão de dinheiro. O que os nigerianos precisam é uma liderança melhor, mais comprometida. Por exemplo, muitos dos pais com que falamos nos disseram que não receberam informações sobre os esforços de resgate.”

Outra questão evidente é a falta de recursos das forças armadas. O governo argumenta que a insurgência é nova e que ainda não há certezas de como lidar com o grupo - além de afirmar que há militantes infiltrados no exército. O porta-voz militar, Olajide Laleye, reconheceu em uma entrevista para imprensa na última terça-feira (6) as falhas de investimento, ao dizer que o exército faria “uma auditoria de equipamentos para identificadas as áreas em que há falta de suprimento, quebras ou materiais obsoletos.”

Mas pelo menos no papel, não parece faltar dinheiro. Segundo a agência de notícias Reuters, em 2014, um quarto do orçamento federal (US$ 5,8 bilhões) vai para a segurança. Desse montante, a maior parte vai parar no ministério da Defesa.

"É muito vergonhoso", disse o nigeriano Toyin Falola, professor do departamento de história da Universidade do Texas Austin. "Estou muito triste e também bravo, como muita gente. Mas essa raiva e tristeza se transformam em mobilização. E falar disso traz questões à tona. Questões de má administração, de falta de capacidade de defender seus cidadãos, questões de lei e ordem."

Além do extremismo

O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009. “Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro o departamento de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Até mesquitas eles atacam - já mataram clérigos muçulmanos também. No momento o alvo dos seus ataques é qualquer um que esteja contra eles ou contra seus princípios.

Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte. "O Boku Haram é hoje a insurgência que mais mata no mundo. E ficou pior esse ano. [...] Eles são motivados pela religião, mas é uma visão distorcida, não é nem consistente com a Al-Qaeda, por exemplo. O que eles estão fazendo é muito, muito extremo, e muito, muito violento. Eles estão realmente matando civis indiscriminadamente. Mesmo na Jihad [guerra santa para os muçulmanos], há regras de guerra no Islã, e eles não cumprem essas regras. Por isso, muitos muçulmanos se opõem a eles. [...] É confuso mesmo para a maioria dos muçulmanos. Eles estão atacando até os salafistas na Nigéria, têm uma doutrina muito estranha”, disse ao G1 o pesquisador da Universidade de Cambridge e doutor em estudos africanos Adam Higazi.

Embora o Boko Haram se identifique como um grupo islâmico, autoridades islâmicas do mundo se prontificaram em condenar suas ações. Na Árabia Saudita, a autoridade máxima religiosa disse que o grupo foi “criado para denegrir a imagem do Islã” e que o Islã “é contra assassinatos, matanças e agressões". Acrescentou que "casar-se com uma garota sequestrada não é permitido”.

No Brasil, o Instituto de Cultura Árabe, em conjunto com a Federação das Associações Muçulmanas, também divulgou um documento em que diz que “o sequestro, a venda e o uso de mulheres como escravas sexuais são crimes contra a humanidade, tanto na dimensão moral da expressão como no seu sentido legal. Estão entre os piores crimes igualmente condenados pelo direito internacional e pela Sharia islâmica. Nada, no Islã ou fora dele, pode servir a explicar e muito menos a justificar tais crimes” (leia a íntegra aqui).

Salvando o mundo com hashtags

Logo após o sequestro das meninas ter sido divulgado pela imprensa internacional, as campanhas online começaram a se propagar no Twitter e Facebook. A primeira-dama americana, Michelle Obama, até posou para uma foto com uma placa pedindo que devolvam as garotas.

A mobilização tem entusiastas e críticos. Para o professor Toyin Falola, o falatório cria um alerta e também pressiona o governo. "É um momento de mudança. Você é a sexta pessoa a me entrevistar apenas hoje! Isso significa que se tornou um assunto global. [...] isso é muito bom. Primeiro porque cria um alerta, e depois talvez alguém consiga identificar alguma dessas meninas. Os recados pela rádio e redes sociais penetram em várias partes da África. Também envergonha o governo, que deve fazer algo a respeito, e descredencia a polícia e o Exército, o que também significa que eles devem fazer algo a respeito."

Outro que defende as mobilizações é o professor Omolade Adunbi, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "As redes sociais se tornaram uma ferramenta poderosa e já estão fazendo uma enorme diferença. Por exemplo, um dia após o sequestro, o presidente agiu como se nada tivesse acontecido, mas o poder das redes sociais iluminou o fato e de repente se tornou um assunto internacional, não deixando brecha ao presidente e sua equipe."

Mas há quem critique o "ativismo de sofá", especialmente aquele que é feito por quem é afetado pelo problema. O escritor nigeriano Teju Cole, por exemplo, ironizou as hashtags de protesto adotadas pelo Ocidente. O movimento original #bringbackourgirls (#tragamdevoltanossascrianças) começou na Nigéria e Teju diferenciou os dois ativismos, criticando a adoção da sigla por ocidentais. Em sua conta do Twitter, ele escreveu posts como: "Por quatro anos, os nigerianos têm tentado entender esses monstros homicidas. Seu novo interesse (obrigado) não simplifica nada, não resolve nada" e "Encantado em conhecer todos esses novos especialistas em Nigéria."

Outra nigeriana, Jumoke Balogun, editora de um portal sobre o continente, escreveu um recente artigo no jornal britânico "The Guardian" dizendo: "Você pode não saber, mas o Exército dos EUA ama suas hashtags porque elas dão legitimidade para invadir e aumentar sua presença na África."

O Globo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

DESTAQUE

Quem puder ajudar...

ola meu nome é Luciana Silva procuro Paulo Nunes de Andrade nascido em Bandeirantes PR , nascido no dia 05 de março de 1959,filho de Maria Nunes de Andrade e Olegario Alves Siqueira.
Quando o Paulo ainda era criança os pais se separaram e o pai fugiu com a criança e a mãe ate hoje não sabe nenhuma noticia do filho ,hoje o Paulo tem 55 anos quem souber alguma noticia por favor entre em contato comigo pelo email Luciana.pereira@live.com.pt .Obrigad

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Esquartejador de Higienópolis: família faz reconhecimento de cabeça encontrada na Sé

Confirmação da identidade da vítima depende de exame de DNA

A família de um homem desaparecido procurou o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) na terça-feira (1º). Eles queriam saber se o parente sumido pode ser a pessoa que foi encontrada esquartejada em Higienópolis e na Sé, regiões do centro de São Paulo. Os familiares levaram uma foto do homem de cerca de 55 anos.

Segundo informações iniciais da polícia, a imagem seria muito parecida com o retrato computadorizado feito da cabeça, que ainda não foi divulgado. Entre as características similares entre as duas imagens estão o bigode, o cabelo e a sobrancelha. Pelo menos outras oito famílias procuraram a polícia em busca de parentes desaparecidos, mas essa foi a primeira vez que as características entre o desaparecido e a pessoa esquartejada combinaram.

No entanto, só será possível saber se esse homem desaparecido é o esquartejado de Higienópolis após um exame de DNA, que deve ficar pronto até sábado.

O caso

Um mendigo vasculhava um lixo na esquina das ruas Sergipe e Sabará, por volta de 9h de domingo (23), quando encontrou as primeiras partes do corpo — pernas e braços. Os dedos das mãos teriam sido cortados para dificultar a identificação da vítima.

Esquartejador de Higienópolis: Polícia Civil foca investigação na região do Brás

Mais tarde, às 12h30, o tronco, que estava envolto em um vestido, foi encontrado, também em sacos de lixo, dentro de um carrinho de feira entre a rua Mato Grosso e a rua José Eusébio, junto ao Cemitério da Consolação. A pele foi aparentemente retirada para evitar o reconhecimento de tatuagens ou sinais. Pouco tempo depois, na rua da Consolação, também perto do cemitério, foram encontradas as coxas envoltas em saco plástico, amarrados com durex e fita crepe.

A cabeça também foi encontrada por um morador de rua na praça da Sé. Ele procurava comida na região quando encontrou o saco com a cabeça dentro.

R7

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Madeleine foi capturada por rede de pedofilia, afirma polícia portuguesa


Declaração acontece dias antes da aparição dos pais da menina na TV


O jornal português Correio da Manha publicou nesta sexta-feira (4) que uma equipe de seis detetives trabalham em um inquérito partindo da premissa de que a menina Madeleine McCann tenha sido capturada por uma rede de pedofilia na região turísitca de na Praia da Luz, no Algarve (sul de Portugal), em 2007.

O relatório citou fontes anônimas dizendo que "o trabalho da polícia é baseado em uma linha de investigação que aponta para redes de pedofilia que operam no Algarve".


De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, a teoria foi apresentada enquanto milhares de turistas que estiveram na região na época do desaparecimento da menina estão sendo contatados pela polícia. A Scotland Yard trabalha investigando os registros telefônicos de pessoas em mais de 30 países.

O anúncio foi feito dias antes do aparecimento dos pais da menina em um programa da emissora BBC, com previsão de exibição no dia 14 de outubro, em que será exibida a reconstituição do desaparecimento de Madeleine. É a primeira vez que Kate e Gerry McCann trabalham em parceria com a polícia, após serem declarados como suspeitos pelo sumiço da própria filha.

R7

domingo, 28 de abril de 2013

Bola é condenado a 22 anos de prisão por morte e ocultação do cádaver de Eliza Samudio



.Dezenove em regime fechado e três em aberto, além de 360 dias/multa
.Bola se recusou a responder ao interrogatório e afirmou ser inocente
.Promotor disse que morte da ex-modelo foi ordenada e planejada pelo goleiro Bruno em fevereiro de 2010


CONTAGEM (MG) e RIO – Após seis dias consecutivos de julgamento e de várias medidas protelatórias da defesa, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos pelo assassinato da jovem Eliza Samudio, então com 25 anos de idade, em junho de 2010. Dezenove em regime fechado e três em aberto, além de 360 dias/multa. E não poderá recorrer em liberdade. Segundo o Ministério Público (MP), o goleiro Bruno Fernandes planejou e pagou pela morte de Eliza porque não queria reconhecer a paternidade de Bruninho, fruto do seu relacionamento com a vítima. Bola teria recebido R$ 70 mil pelo crime.

O Globo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Julgamento de Bola: Defesa tenta desqualificar investigação


Ércio Quaresma, que defende ex-policial Bola, criticou investigação se baseando no jornalista que cita prova plantada e erro na perícia

Minas Gerais - O advogado Ércio Quaresma tentou desqualificar as investigações sobre o caso do desaparecimento de Eliza Samudio, amante do goleiro Bruno, ao apontar supostas falhas da acusação. Ércio defende o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar Eliza, em seu terceiro dia de julgamento no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Para desqualificar as investigações sobre o caso, Ércio relembrou outra investigação: sobre o caso do jornalista José Cleves, acusado de ter matado a própria mulher e que acabou inocentado no tribunal. Cleves escreveu um livro citando provas plantadas e erros nas perícias.

Durante uma hora de perguntas, os questionamentos da defesa giraram em torno de falhas nas investigações, que foram comandadas pelo delegado Edson Moreira. Ao rememorar o seu caso, o jornalista disse que ficou abalado: "É indescritível. Sofro até hoje".

José Cleves também foi investigado pelo então delegado e hoje vereador Edson Moreira. Moreira também será ouvido no Júri como testemunha, enão como autoridade policial, como seria anteriormente.

A previsão do tribunal é que Bola seja interrogado somente na quinta. Bola e três policiais são réus no processo questionado em plenário. Nesta terça-feira, um detento chamado pela acusação confirmou ter ouvido de Bola que "cinzas de Eliza" foram jogadas em lagoa.

Duas testemunhas de defesa já foram ouvidas na tarde desta terça-feira. Durval Ângelo recordou depoimento de Bruno e foi questionado sobre processo que investiga 2 desaparecimentos. A defesa ouviu o corregedor sobre investigações contra delegados.

Condenados

Pelas investigações, Bola foi contratado para assassinar Eliza. O goleiro Bruno Fernandes de Souza foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, sendo 17 anos em regime fechado, por todos os crimes a que era julgado no caso do assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.

Já Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro Bruno Fernandes, foi condenado a 15 anos de prisão. Já Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro, foi condenada a 5 anos de reclusão.

O DIA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Promotor recorre para aumentar a pena do goleiro Bruno


Ministério Público afirma que não houve confissão; apelação foi apresentada nesta quarta

O Ministério Público recorreu nesta quarta-feira (3) para tentar aumentar o tempo de reclusão do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses pela morte de Eliza Samudio. A apelação foi apresentada pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos após o esclarecimento sobre o cumprimento da pena em regime fechado ocorrido no dia 25 de março. Se tiver o pedido acatado pela juíza Marixa Fabiane Lopes, o MP apresenta suas razões.

No documento, o promotor questiona a atenuante de 3 anos concedida ao atleta por conta da confissão feita em relação à morte da modelo, e o agravante de seis meses pelo mando do crime.

Segundo a apelação, o goleiro Bruno, "a rigor, não tenha confessado qualquer protagonismo ou envolvimento seu, quer em nível de coautoria, quer em plano de participação, no empreendimento do referido crime".

Consequentemente, entende o MP que a sentença foi desproporcional em relação ao homicídio triplamente qualificado e também para os crimes de ocultação de cadáver e sequestro e cárcere privado, que não tiveram agravantes considerados no cálculo das penas. Para o MP, como mandante do crime, o goleiro deveria ter recebido penas mais severas.

O pedido apresentado à Justiça solicita a abertura de vistas dos autos para que os argumentos do MP sejam apresentados. À imprensa, entretanto, Henry Vasnconcelos tem afirmado que pretende pedir o aumento de pena para cerca de 28 anos.

Recurso da defesa

O advogado de Bruno, Lúcio Adolfo da Silva, aguarda julgamento do recurso para anulação do júri. O recurso foi apresentado dias após a condenação do goleiro, em 8 de março.

R7

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ao júri, Bruno admite que 'sabia e imaginava' que Eliza seria morta


.Goleiro voltou a ser ouvido, mas evitou perguntas da juíza e do MP
. Dayanne Rodrigues foi ouvida novamente a pedido da defesa
. Expectativa é de que a sentença dos réus saia nesta quinta-feira


RIO e CONTAGEM — No último dia de julgamento de Bruno Fernandes e da ex-mulher Dayanne Rodrigues no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o goleiro pediu para ser ouvido novamente pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. Os dois são acusados de envolvimento no desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio, em 2010. O advogado Lúcio Adolfo perguntou a Bruno se ele sabia que Eliza ia morrer.

- Sabia e imaginava - respondeu o goleiro. - Pelas brigas constantes, pelas agressões do Macarrão e pelo fato de ter entregado ao Macarrão o dinheiro - completou.

Bruno evitou perguntas do Ministério Público e da juíza. Ela afirmou que só iria responder ao seu advogado Lúcio Adolfo. Após cerca de 10 minutos de interrogatório, Bruno foi retirado do plenário, dizendo que não queria mais responder nem mesmo as perguntas do próprio advogado Lúcio Adolfo. Pouco antes, o promotor Henry Wagner Castro Vasconcelos, responsável pela acusação, havia interrompido o interrogatório para dizer que "nunca houve acordo" com a defesa dos réus. O advogado Lúcio Adolfo concordou. Após a saída de Bruno do plenário, o advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Ércio Quaresma, pediu a palavra.

O quarto dia de julgamento de Bruno e Dayanne começou por volta de 9h30m com um pedido do advogado de defesa Tiago Lenoir para interrogar novamente a ex-mulher do goleiro. Bruno foi retirado do plenário para que Dayanne fosse ouvida novamente. Ela respondeu apenas as perguntas da juíza. Após o interrogatório, Tiago Lenoir afirmou que acredita na absolvição de Dayanne.

- Ela vai sair daqui absolvida - disse ele.

A expectativa é de que a sentença de Bruno e Dayanne saia nesta quinta-feira. O goleiro é réu pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado e ocultação do cadáver de Eliza Samúdio, e pode pegar até 40 anos de cadeia, se for considerado culpado. Já Dayanne é acusada de sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza com o goleiro.

O Globo

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ao saber que Eliza foi morta, Bruno vai para festa de Vagner Love


Goleiro conta, durante júri, que foi para o Rio onde participou de três baladas

Ao saber da morte de Eliza Samudio pelo primo Jorge Luiz, na noite do dia 10 de junho de 2010, o goleiro Bruno Fernandes afirma ter ficado desesperado por "uma hora e meia", mas não contou a trama criminosa para a ex-mulher, Dayanne Rodrigues, que estava no sítio. Ele diz que Dayanne apenas notou que ele estava "muito preocupado".

No depoimento no Fórum de Contagem, na Grande BH, o réu contou que no dia seguinte, ele voltou para o Rio de Janeiro, onde participou de uma festa na casa do atacante do Flamengo Vagner Love. Um dia mais tarde, o goleiro participa de mais uma festa, desta vez em Angra dos Reis.

Bruno ainda confirma que a mala vermelha de Eliza foi queimada no sítio por Macarrão e Jorge. Ele hesita ao ser perguntado, mas depois confessa que viu a bagagem ser destruído. O goleiro incrimina Macarrão em cada fala. Diz que o ex-funcionário teria chamado a modelo para ir ao Rio, tramou e executou o assassinato sem dar qualquer pista.

Saiba tudo sobre o Caso Bruno

Durante o relato, a mãe de Eliza, Sônia Moura, não chorou. Ao contrário dos momentos em que assistiu às reportagens sobre o caso, ela permaneceu sem reação. Dayanne Rodrigues, que também presencia a confissão, não se manifestou.

R7

'Eliza foi enforcada e teve o corpo jogado para cães', afirma Bruno


.Segundo o goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ajudou a matar a modelo
. Julgamento do goleiro Bruno foi retomado na tarde desta quarta-feira no Fórum de Contagem
. Advogado do ex-atleta disse que ele não vai responder a nenhuma pergunta da acusação


RIO e CONTAGEM - O goleiro Bruno disse, em depoimento no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, nesta quarta-feira, que o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ajudou a matar a modelo Eliza Samudio em 2010. Segundo o réu, acusado de ser o mandante do crime, Eliza foi enforcada e em seguida, ela teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros. Bruno disse que Jorge Luiz Rosa, o primo que era menor na época, foi quem revelou a informação para ele:

- Fiquei desesperado uma hora e meia, chorei muito. "Macarrão o que você fez?", eu perguntei. Ele falou que resolveu o problema porque a menina estava "demais". Ele disse que ela estava incomodando demais, atrapalhando seus projetos, seus planos. Naquele momento senti medo.

Segundo o goleiro, Jorge contou que Macarrão deixou Eliza perto do Estádio do Mineirão, parou para conversar com uma pessoa pelo telefone. Nesse momento, uma moto apareceu. Bruno disse que o carro seguiu e ela foi entregue numa casa para um homem conhecido como Neném.

- Lá, ele perguntou se ela era usuária de drogas e cheirou a mão dela em seguida. Nessa hora, o homem pediu para o Macarrão amarrar a mão dela, e ela foi enforcada. Depois, Macarrão chutou Eliza, que depois teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros.

O GLOBO


segunda-feira, 4 de março de 2013

Exclusivo: Zucatelli conversa com a mãe de Eliza Samudio



R7

Assistente de acusação acredita que choro de Bruno no júri seja ‘cena’


José Arteiro voltou a falar na possibilidade de acordo para redução de pena.
Goleiro é acusado de planejar morte da ex-amante Eliza Samudio, em 2010


Antes de o júri ser retomado na tarde desta segunda-feira (4), o advogado José Arteiro, assistente de acusação do caso Eliza Samudio, falou sobre a postura de Bruno Fernandes no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O goleiro chorou no fim desta manhã diante dos presentes no tribunal. “Ele sempre veio como príncipe etíope e agora recebeu nova instrução dos advogados e chorou. Isso é cena. Porque durante todas as audiências e no primeiro julgamento, ele sempre estava sorrindo como se nada estivesse acontecendo com ele,” avaliou.

(A partir desta segunda, dia 4, acompanhe no G1 a cobertura completa do julgamento do caso Eliza Samudio, com equipe de jornalistas trazendo as últimas informações, em tempo real, de dentro e de fora do Fórum de Contagem, em Minas Gerais. Conheça os réus, entenda o júri popular, relembre os momentos marcantes e acesse reportagens, fotos e infográfico sobre o crime envolvendo o goleiro Bruno.)

Arteiro também afirmou que espera a confissão de Bruno e, caso isso aconteça, voltou a falar na possibilidade de um acordo para que haja redução da pena. “Se ele confessar, estou perfeitamente disposto a ajudá-lo a cumprir uma pena menor. Mas, se ele quiser insistir na tese de empurrar toda a culpa para o Macarrão, ai eu vou lutar para ele ficar mais de 40 anos naquele presídio Nelson Hungria e sem direito a frigobar e nem whisky na cela”, disse o assistente de acusação.

Bruno é acusado de planejar a morte da ex-amante Eliza Samudio, em crime ocorrido em 2010. Ele responde pela morte e ocultação de cadáver da modelo de 25 anos e pelo sequestro e cárcere privado do filho que teve com a jovem. O julgamento da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, também começou na manhã desta segunda-feira. Ela responde por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.

Júri escolhido
Cinco mulheres e dois homens vão compor o Conselho de Sentença que dará o veredicto – culpado ou inocente – no júri popular do goleiro e de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues. Ele é réu pela morte e ocultação de cadáver da ex-amante de 25 anos e pelo sequestro e cárcere privado do filho que teve com a jovem. Ela responde pelo crime de sequestro e cárcere privado da criança.

O julgamento começou às 11h45, depois que a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues negou a retirada do atestado de óbito de Eliza Samudio do processo e disse que não é possível suspender o júri em razão de um recurso sobre o assunto, que aguarda decisão.

O advogado do goleiro Bruno, Tiago Lenoir, disse na porta do Fórum de Contagem que o julgamento não poderia ser realizado. A juíza Marixa afirmou, no entanto, que o tipo de recurso apresentado pela defesa não possui "efeito suspensivo".

A juíza negou todos os pedidos da defesa, que pretendia adiar o julgamento. Segundo ela, os advogados tiveram acesso a todos os documentos da ação, que agora alegam não estarem disponíveis.

A previsão é que o julgamento dure cinco dias Bruno é acusado de planejar a morte da ex-amante Eliza Samudio, em crime ocorrido em 2010. Ele responde pela morte e ocultação de cadáver da modelo de 25 anos e pelo sequestro e cárcere privado do filho que teve com a jovem. O julgamento da ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, também começou na manhã desta segunda-feira. Ela responde por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.

O crime
O goleiro, que na época do crime era titular do Flamengo, é acusado pelo Ministério Público de planejar a morte para não precisar reconhecer o filho que teve com a modelo nem pagar pensão alimentícia.

Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, a vítima foi entregue para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado. Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial.

O bebê Bruninho, que foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.

Acusados e condenados
A Promotoria afirma que, além de Bruno, mais oito pessoas tiveram participação nos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados em júri popular realizado em novembro de 2012.

No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo de Bruno. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido (saiba quem são os réus).

Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, era adolescente à época do crime. Cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.

G1
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