segunda-feira, 15 de junho de 2009

Alagoas - Segunda é dia de combate à violência contra idosos

Instituto Melhor Idade – IMI, em parceria com o governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado Adjunta do Esporte, promove nesta segunda-feira (15), data alusiva ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, um ato público contra a violência sofrida pelos idosos em todos os segmentos da sociedade. O evento terá como palco a Praça dos Martírios, a partir das 13:00h, e contará com a participação do governador Teotonio Vilela Filho, secretários de Estado e autoridades.O IMI é uma Organização não Governamental, fundada em 9 de julho de 1998, que realiza trabalho de convivência com pessoas idosas em 12 grupos, em bairros da Capital, com a finalidade da melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, através da elevação da auto-estima com atividades voltadas para a prática regular de atividades físicas, terapia musical, cursos de reciclagem de materiais de difícil degradação, danças folclóricas, palestras educativas, oficinas dos mais variados temas, que vão sendo vivenciados e apreendidos com maior clareza e participação, arte terapia, jogos de mesa, gincanas, passeios, viagens, bailes, comemoração de datas festivas, direitos estabelecidos por Lei, cidadania, entre outros. Segundo os responsáveis pelo projeto cerca de 2.000 idosos e 55 profissionais do IMI; autoridades envolvidas com a questão e público em geral participarão do evento, que terá distribuição de panfletos informativos; apresentações dos grupos com atividade física (ginástica aeróbica, laboral, aquecimento, alongamento, relaxamento, biodança); danças folclóricas; coral de 500 vozes, barraca com comidas típicas e exposição de artesanato.O dia 15 de junho foi instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU – no ano de 2002, como o “DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA”, com a finalidade de chamar a atenção da sociedade civil, Poderes Públicos: Executivo, Legislativo e Judiciário sobre as diversas formas de violência que a pessoa idosa sofre.Segundo a assistente social, Sonály Bastos da Rocha, coordenadora técnica do instituto, os tipos de violência mais comuns no município de Maceió passam pela violência doméstica; no trânsito; nos aeroportos; nos transportes coletivos; urbana; na mídia; institucional; na área da saúde. “A violência que permeia o município é fruto da falta de políticas públicas eficazes, de prevenção, promoção, tratamento e recuperação da pessoa humana e da inversão de valores à que esta sociedade está submetida. Não há política específica para a população idosa o que faz com que as organizações não governamentais atuem onde o poder público deveria atuar”, explicou Sonály.Este ano, o IMI comemorará este dia, enfatizando que a prática desportiva é um dos pilares para se combater a violência e não há espaços públicos no âmbito municipal destinado a este tipo de prática em toda a capital, cabendo ao poder público estadual realizar o que o município deixa de fazer, de acordo com a Lei Federal 8.080/ 90.Neste sentido, o IMI pretende enfatizar a questão da violência contra a pessoa idosa, principalmente evidenciando que dentre outros fatores, a prática desportiva que, sendo ofertada em todas as faixas etárias, promove a cultura da paz, pois deve ser realizada na promoção e/ou recuperação da pessoa que passa a ter como objetivo uma vida saudável, a elevação da auto-estima em detrimento ao uso de álcool e outras drogas, diminuindo consideravelmente a violência instalada em Maceió.



gazetaweb

BAURU: Agressão física e dano financeiro lideram a violência contra idosos


Maria (nome fictício), uma mulher idosa, levou uma martelada no rosto que deformou seu maxilar. A agressão ocorreu dentro de sua própria casa, e os autores foram seu filho e seu marido. O fato aconteceu há mais de três anos em Bauru e é considerado até hoje como o mais grave. Mas de acordo com a coordenadora de projetos da Fundação Toledo (Fundato), Andréia Ferreguti, em Bauru também é grande o número de agressões patrimoniais a pessoas com mais de 60 anos.
“Atendemos os idosos através do Centro Integrado de Atenção a Vítimas de Violência (Ciavi). A maioria das denúncias é de filhos e parentes que se apoderam do cartão de banco do idoso e com ele fazem empréstimos pessoais.”
Considerados exploração financeira, os empréstimos bancários, assim que denunciados, são levados ao conhecimento do Ministério Público. “Normalmente, o promotor intima aquele que lesou o idoso. Ele tem que ressarcir o dano provocado”, observa Ferreguti.
Em alguns casos, o idoso que sofre agressão de qualquer espécie e denuncia, tem que deixar a casa do filho. Então, ele necessita de abrigamento. “Em Bauru, só a Sociedade Beneficente Cristã (Paiva) aceita os acamados. Na Vila Vicentina, só são aceitos os idosos que conseguem andar e fazer tudo sozinhos.”

Em segredo

A violência contra a pessoa idosa é real na sociedade e os números não refletem a realidade dos fatos, uma vez que agressões de todos os tipos ocorrem entre familiares e permanecem em segredo entre eles. Hoje, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, o assunto está em pauta para ser discutido por pessoas que se interessam pela evolução da sociedade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em Bauru, vivem 39 mil pessoas acima de 60 anos. No mundo, elas representam 10% da população. Porém, nas sociedades ocidentais, o idoso ainda é considerado uma “carta fora do baralho”, visto apenas como uma pessoa velha, enquanto para as orientais é sinônimo de experiência.
Maria sobreviveu à agressão e, depois de três anos, gerencia sua própria vida, além de cuidar de um de seus agressores, o marido, que sofre do mal de Alzheimer e está acamado.
O caso, acompanhado por assistentes sociais, é utilizado para ilustrar alguns dados da violência contra idosos no município, conta a titular da Secretaria do Bem-Estar Social, Darlene Tendolo.
“No mês de maio tivemos 452 atendimentos no Centro Integrado de Atenção a Vítimas de Violência. Esse número engloba violência contra criança, adolescente, mulher, portadores de deficiência e idosos, que respondem por 22,78% dos casos. Deste total, a mulher é a mais vitimada, a mais agredida, de todas as formas. Até por uma questão cultural, a violência recai sobre ela. Em março atendemos 103 idosos, sendo 34 do sexo masculino e 69 do sexo feminino.”

Trauma

Maria (nome fictício), a idosa que levou uma martelada no rosto ao ser agredida por seu marido e filho, sobreviveu por uma obra do acaso. Ficou em cativeiro por seis dias e a família escondeu o resultado das agressões.
“Ela sobreviveu porque tinha uma atividade para participar e não compareceu. A equipe do Promae foi até a casa dela e a encontrou toda ferida”, frisa a secretária municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Darlene Tendolo.
Só quem vivenciou ou presenciou em família a agressão a uma pessoa com idade acima de 60 anos sabe o trauma que uma agressão causa no idoso.
Muitas vezes ele começa a desejar a morte ao se sentir uma “peça inútil” na família. Mas a sociedade brasileira terá, cada vez mais, que tomar conhecimento dos direitos dos idosos e passar a respeitá-los. Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, é cada vez maior o número de pessoas com mais de 60 anos de idade.

• Serviço

Em Bauru, denúncias de agressão (mantidas em sigilo) podem ser feitas no Centro Integrado de Atenção a Vítimas de Violência (Ciavi), pelo telefone 3212-3000. O Centro de Referência Especializado à Assistência Social (Creas) também recebe denúncias pelo 3234-1090.

Rita de Cássia Cornéli
Jornal da Cidade de Bauru

Brasil e os Direitos Humanos


Genebra (Suíça) - O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou, nesse domingo (14), que a agenda de direitos humanos do Brasil "ainda é aberta e complicada". Na véspera do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidos (ONU), ele avaliou, entretanto, que o país teve "progressos importantes não só em âmbito interno como na cooperação internacional".
Questionado sobre as críticas feitas por algumas Organizações não governamentais (ONGs) em relação à atuação brasileira na área de direitos humanos, ele respondeu que o país não vai distribuir "certificados de bom ou mau comportamento". Para Marco Aurélio, bloqueios e sanções internacionais, em geral, têm ação de caráter restrititvo. "Eles provocam, de certa forma, um retraimento muito forte, um estímulo ao patriotismo, o que não é bom no trato dos direitos humanos".
Marco Aurélio destacou que é preciso debater o tema dos direitos humanos sob a ótica sul-americana. "Todos os nossos países padeceram de problemas graves de violação dos direitos humanos".
Ele adiantou que durante a 92ª Conferência Internacional do Trabalho, Lula vai reiterar o convite feito à Organização Internacional do Trabalho (OIT) para participar das reuniões do G20 (que reúne as principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento). Para Marco Aurélio, a ausência do organismo é "inexplicável, porque as maiores vítimas da crise atual são os trabalhadores".
A previsão para este ano, de acordo com a própria OIT, é que o total de pessoas desempregadas no mundo chegue a 50 milhões.

Por: Paula Laboissière
Fonte: Agencia Brasil

domingo, 14 de junho de 2009

Adolescente é atingida por bala perdida em Vila Velha

Estudante passou por uma cirurgia e permanece internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Mônica

Uma estudante de 15 anos foi atingida por uma bala perdida, no início da noite de sábado (13), no bairro Soteco, em Vila Velha. O tiro que feriu a adolescente foi um dos disparos feitos contra Carlos Alexandre Jesus Lopes, 20 anos, assassinado com 20 perfurações pelo corpo. O crime aconteceu na Rua Angelina Leal, onde, segundo a polícia, dois homens, em uma moto amarela, e outros quatro em um Fox branco, encontraram Carlos Alexandre na saída do Beco do Osvaldo. Ao ver o rapaz, eles efetuaram vários tiros.Carlos Alexandre ainda conseguiu correr por cerca de 150 metros. Mesmo ferido e caído próximo ao meio-fio, os assassinos continuaram disparando contra o rapaz. Os criminosos usaram três armas: uma pistola 380, um revólver 32 e uma pistola ponto 40.A estudante Hávila Rodrigues Mairink estava na casa de uma amiga, grávida de quatro meses. Elas seguiriam para uma igreja, onde fariam uma apresentação de dança. As jovens estavam no quintal e se preparavam para entrar no carro. O portão ainda estava fechado. Um dos disparos da pistola ponto 40 atravessou a madeira do portão por uma pequena fresta e atingiu a nuca da estudante. Ela foi socorrida pelo marido da amiga e levada para o Hospital Santa Mônica, em Vila Velha.Segundo informações dos pais de Hávila, a estudante passou por uma cirurgia, mas a bala não foi retirada. Ela permanece internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Os médicos informaram que ela não corre risco de morte e não ficará com sequelas. Segundo o pai da jovem, ela deve ficar em observação por até 48 horas.



Gazeta Online

Zamariola contra a última cartada: ‘Sean já foi ouvido’

O funil da defesa da família brasileira de Sean Richard Goldman encontrou um gargalo: o menino precisa ser ouvido por um juiz.

Muito mais do que o blogueiro, Ricardo Zamariola Jr., advogado de David Goldman no Brasil, tem embasamento jurídico e técnico para dizer porque essa teoria está errada. Leia aqui a apresentação que Zamariola fez sobre o assunto no tribunal do STF e tire suas próprias conclusões.

“Gostaria apenas de usar a oportunidade que tenho nesta tribuna para desfazer uma imagem equivocada a respeito desse caso... ... jamais o interesse dessa criança foi descurado pelo juízo federal da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Sobre determinação do juízo da 16ª Vara Federal, foi realizado uma extensa avaliação psicológica do caso, que ao longo de cinco meses, compreendeu entrevista com a criança, entrevista com o padrasto, entrevista com o pai, entrevista com os avós maternos, visita domiciliar e visita à escola da criança.

Quando dessa, da entrevista que concedeu as três peritas judiciais designadas pela Justiça Federal, o menor, depois da realização de diversos testes, destinado a colocar em contato com seu conteúdo mais íntimo, com aquilo que as peritas chamaram de seu conteúdo latente. O menor perguntado sobre sua opinião respondeu: “Tanto faz, é o juiz quem manda.”

Somente depois da interferência da assistente técnica do padrasto da criança, é que ela (a criança) modificou seu comportamento e passou a dizer que queria ficar no Brasil, e esta circunstância – de que ela modificou o comportamento após intervenção da assistente técnica do réu (Joao Paulo Lins e Silva) – é expressamente referida no laudo pericial.

Dizem as peritas unanimente: ‘A partir da intervenção da Dra.Vera, Sean mudou, aí sim, foi como se a família tivesse sido colocada dentro da sala, fazendo com que lembrasse da lealdade que a ela deve prestar. Da culpa, caso venha traí-la.’

Este menor, realmente, depois da intervenção da Dra. Vera, disse que sua preferência era permanecer no Brasil e disse mais de uma vez. Mas o laudo não se baseia exclusivamente na resposta “Tanto Faz” que a criança concedeu às peritas judiciais.

O laudo fez uma análise ampla do caso e diagnosticou nessa criança um mal que tem sido conhecido no seio da ciência psicológica como síndrome de alienação parental. Uma patologia que é verificada em crianças que são continuamente expostas a um processo de difamação da imagem de um de seus genitores. A respeito da síndrome de alienação parental, dizem as peritas:

‘Lavagem cerebral, programação, manipulação, qualquer termo com o qual queiram chamar este processo, é destrutivo para a criança e para o genitor alienado. Nenhum do dois será capaz de levar uma vida normal a menos que o dano seja interrompido.’

Leio mais um trecho do laudo pericial. ‘O grande problema aqui é que Sean confia no que sentiu e ouviu do padrasto e da família materna, ou seja, que seu pai lhe abandonou. Sabe que pode contar com os avós maternos mas desde que não possa experimentar contar com o pai porque isto os magoariam.’

Olhando por este ângulo, dizem as peritas, a morte da mãe, e a continuidade da permanência de Sean com a família materna, agravam a alienação parental.

Sobre as opiniões manisfestadas efetivamente pela criança, dizem as peritas, ‘Sean não tem condições psicológicas ou emocionais para dizer o que realmente deseja. Escolher ir para os Estados Unidos e ficar com seu pai significaria ser ingrato, significaria trair a sua mãe. Essa escolha também significaria trair seu padrasto, seus avós maternos, e também condenar esta familia já tão sofrida a mais uma perda.’

Concluem as peritas: ‘Se isto é pesado até para um adulto, o que dirá para uma criança de 9 anos. Sean está carregando nos ombros um peso muito maior do que pode aguentar. A defesa insiste em que a criança devia ter sido ouvida pelo juiz da causa e não por uma equipe de peritas judiciais.’

A convenção sobre os direitos da criança mencionada nessa tribuna a poucos minutos, diz mesmo que a criança tem o direito de ser ouvida em matérias que seja de seu interesse, e diz o seguinte:

‘Com tal propósito de ouvir a criança, se proporcionará a criança em particular a oportunidade em ser ouvida em todo o processo judicial ou administrativo que afete a mesma. Quer diretamente, quer por intermédio de um representante ou órgão apropriado.’

Eu pergunto, o que parece mais razoável? Levar uma criança de 9 anos, sujeita a uma pesada carga emocional como descrita no laudo pericial, a um tribunal de justiça para que essa criança seja colocada perante um juiz de direito, um membro do ministério público, um advogado do pai, um advogado do padrasto, um advogado da união? Para ser perguntado neste ambiente que causa temor reverencial até em adultos, as opiniões sobre um caso tao complexo quanto este?

Que parece mais razoável? Isto, ou designar uma equipe técnica, uma equipe composta por profissinais técnicos, por profissinais que são formados para saber buscar nos locais mais íntimos de uma criança, as suas opiniões verdadeiras?

O que parece mais razoável? Que a criança seja ouvida em juízo ou por estes profissionais técnicos no ambiente adquado como fez o juízo da 16ª Vara Federal? Este juízo, só o que fez foi respeitar a dignidade desta criança desde o início do processo.

E porque o laudo refere que a criança se encontra sob violência psicológica no BRASIL, é que o juiz determinou o imediato retorno da criança aos Estados Unidos. Não existe, quero insistir, conflito entre princípios da Constituição e a aplicação fria da Convenção de Haia, comprovou-se no autos do processo pra além de tudo que dispõe a Convenção de Haia, que o interesse desta criança retornar a companhia do pai.

Eu gostaria de concluir meu raciocínio propondo uma forma, na esfera da sentença, inclusive, uma forma um pouco diferente de olharmos pro caso. A defesa da permanência de Sean no Brasil, foca-se no período de tempo desde quando esta criança já esta no Brasil afastada do pai. Eu proponho que voltemos os nossos olhos pro futuro, para o período de tempo que essa criança ainda tem a viver.

Infelizmente, essa criança não mais poderá conviver com sua mãe, ao menos não nessa vida. Não poderá reatar os laços de carinho e afeto com sua mãe, mas ela tem um pai. Um pai que jamais desistiu dela. Um pai que luta por ela de maneira comovente há muitos anos.

Um pai contra quem sequer existe acusação de conduta desabonadora, não é uma questão de ausência de prova, é uma questão de ausência de acusação. Será que é razoavel privarmos esta criança que tem a vida pela frente, tem adolescência pela frente, do convívio com esse pai?

Se fizermos isso, no meu modo de ver, estaremos fazendo deste menino já órfão de mãe, também órfão de pai. Não me parece razoável sob nenhuma perspectiva.”



Brasil com Z

Rio - Ministério da Saúde faz campanha de doação de sangue

RIO - Cerca de 80 voluntários aderiram à campanha "Entre para a Corrente Sanguínea. Doe e Convide Alguém a Doar", promovida pelo Ministério da Saúde na Zona Sul do Rio de Janeiro neste domingo, Dia Mundial do Doador de Sangue. Uma unidade móvel do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio) faz a coleta em Copacabana.
- Cheguei aqui na praia e quando vi que estavam fazendo coleta de sangue resolvi participar. Havia tentado doar uma vez, na própria sede do Hemorio, mas como tinha que trabalhar não deu tempo. Hoje aproveitei que estava com tempo - explicou a advogada Eliane Calderone, para quem este tipo de campanha é fundamental "pois ainda falta consciência por parte da população da importância de se doar sangue".
O diretor do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio, Oscar Berro, lamentou que o Brasil tenha o número de doadores aquém do que determina a Organização Mundial de Saúde (OMS).
- Menos de 1% da população brasileira doa sangue. Estamos muito longe dos 2% preconizados pela OMS e dos países desenvolvidos no desenho social. São menos de 300 doadores por dia aqui no Rio, e o mínimo necessário seriam 350 doadores - disse.
A proposta da campanha, segundo o diretor, é que as pessoas doem sangue com regularidade.
-Muitos só se lembram de doar sangue em momentos emergenciais e se esquecem que o sangue demora entre 24 e 48 horas para ser processado, devido aos testes para não transmitir doença, e acaba não salvando a vida da pessoa para quem o sangue foi doado.
Berro lembrou que qualquer pessoa saudável entre 18 e 65 anos de idade, com mais de 50 quilos pode "e deve doar sangue".
O Hemorio distribui sangue para cerca de 160 hospitais do Estado do Rio e funciona das 8h às 17h, todos os dias, na Rua Frei Caneca 8, no Centro.



O Globo On Line

Cientistas revertem evolução e devolvem barbatanas a peixe

Os criacionistas costumam dizer que Darwin está errado porque nunca viram uma espécie se transformar em outra. Pois cientistas americanos acabam de fazer quase isso: transformaram um peixe de água doce no seu ancestral marinho, revertendo a evolução.
A pesquisa, inédita, foi apresentada no último dia 27 nos EUA a uma plateia de cientistas pelo biólogo David Kingsley, da Universidade Stanford. Foi um dos pontos altos do 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa.
O resultado culmina um esforço de 11 anos de Kingsley e seus colegas para decifrar o mais novo animal modelo da biologia, o peixinho esgana-gata (Gasterosteus aculeatus).
O que os pesquisadores fizeram foi devolver a esgana-gatas de água doce, que habitam lagos nos EUA, um par de barbatanas pélvicas em forma de espinho. Essas estruturas estão nas populações marinhas do bicho, mas foram perdidas em algumas populações de lagos nos últimos 10 mil anos. O grupo também devolveu aos peixes lacustres as placas ósseas externas que caracterizam os esgana-gatas marinhos, mas que igualmente se perderam na água doce.
Reversão
"Nós revertemos dois grandes traços morfológicos", disse Kingsley à Folha. "Ganho ou perda de um membro é um grande traço. É o tipo de coisa com base na qual os zoólogos classificam organismos em diferentes categorias."
Ambas estruturas são usadas para defesa dos esgana-gatas, que são refeição de diversos predadores no mar.
Os espinhos, na pelve e no dorso, ferem predadores de boca mole, como trutas. Em alguns dos lagos em que os peixinhos ficaram presos no fim da Era Glacial, porém, os maiores inimigos dos esgana-gatas são insetos. Eles agarram suas vítimas justamente pelos espinhos da pelve.
Onde há pressão de insetos e pouco cálcio na água, a evolução acabou por eliminar os espinhos. Quanto à armadura óssea, ela se perdeu em todos os esgana-gatas de água doce. "Isso dá mais flexibilidade e velocidade de nado", afirmou Kingsley. Restava descobrir de que forma isso aconteceu -o mecanismo molecular da perda- e, por fim, tentar emular a ação da seleção natural.

Modelo à espera
Kingsley decidiu estudar o esgana-gata em 1998. "Havia milhares de trabalhos sobre ele, mas ninguém havia feito sua genética molecular. Era um animal modelo esperando para acontecer", recorda-se.
Os cientistas começaram coletando animais de várias populações de mar e de lago, com características diferentes (presença ou não de espinhos pélvicos ou armadura), e cruzando-os. Observando os traços em milhares de filhotes e analisando o seu DNA, mapearam os genes que respondiam por eles.
O gene que controla quase toda a formação dos espinhos pélvicos, por exemplo, foi identificado: era o Pitx1. Mas Kingsley e colegas ainda precisavam saber o que acontecia no gene para fazer a diferença entre a presença da pelve no animal marinho e sua ausência no esgana-gatas de água doce.
Para isso, eles sequenciaram o Pitx1 dos dois peixes. Aí veio a surpresa: "Não havia diferença alguma na parte codificante do gene", conta Kingsley. "Isso faz sentido, porque o Pitx1 está envolvido na formação da glândula ptuitária e da mandíbula. Não dá para zoar com todas as funções de um gene desses."
O segredo estava nas sequências de DNA que não trazem a receita para a fabricação de nenhuma proteína (e que até algum tempo atrás eram consideradas mero "lixo" genético), mas que controlam a intensidade com que o gene se liga em certos tecidos e em certas fases do desenvolvimento.
Para descobrir que sequências eram essas, o grupo quebrou o DNA em pedacinhos e injetou cada pedacinho em um embrião de peixe para ver no que dava. A busca levou anos.
Finalmente, o time chegou à "região mágica" de controle. Os peixes de lago tiveram em sua evolução um trecho de DNA apagado que estava intacto nos ancestrais marinhos. O tamanho do bloco deletado variava entre sa populações, mas a região era sempre a mesma.
A prova final foi feita por um aluno de Kingsley, Frank Chan: pegar o trecho de DNA do peixe marinho e injetá-lo no lacustre. "Ficamos maravilhados em ver que isso funciona", disse o biólogo. "A região de controle do Pitx1 do peixe marinho gera um peixe que tem uma estrutura pélvica de novo." O mesmo foi feito para a sequência reguladora do gene Ectodysplasin, que controla a armadura.

Abaixo as mariposas
"Esse é o mais belo exemplo demonstrando um mecanismo molecular de evolução que eu já vi", diz o geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago, que assistiu à palestra de Kingsley.
"A seleção natural que atuou sobre esses peixes pode agora ser explicada quimicamente, não apenas como uma abstração. Nossa geração foi apresentada à evolução usando como exemplo mariposas na Inglaterra. Nossos filhos provavelmente aprenderão com o trabalho de David Kingsley."
A pesquisa traz uma implicação intrigante: grandes transições evolutivas, como a perda ou o ganho de membros, podem ocorrer sem alterações na sequência de um gene e em um só passo --como aconteceu com os esgana-gatas--, e não por pequenas mutações, como prevê o darwinismo padrão.
"O quanto isso pode ser generalizado não dá para saber", diz Nóbrega. "Mas só o fato de Kingsley mostrar que grandes transições podem ocorrer já é interessante o suficiente."



Folha Online

Estudo diz que 86% dos crimes ambientais na Amazônia não têm punição

SÃO PAULO - Nada menos que 86% dos crimes de desmatamento e de extração ilegal de madeira ou minério dentro das áreas legalmente protegidas da Amazônia Legal ficam impunes. É o que revela pesquisa inédita do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrada em reportagem de Soraya Aggege publicada na edição deste domingo do GLOBO. Os dados revelam que um criminoso ambiental tem apenas 14% de chances de sofrer punição ao fim do processo. E a pena pode ser substituída por doação de cestas básicas. ( Leia mais: Embrapa vai mapear fazendas que desmatam para criar gado no Pará )
Segundo o levantamento, um processo demora, em média, 5,5 anos, da investigação à sentença. Por causa da lentidão, principalmente nos inquéritos, que demoram até 4.206 dias, 15,5% dos processos acabam prescritos. Para que um crime ambiental seja reconhecido e as investigações iniciadas, a espera, em média, é de 74 dias. Na fase de investigação são, em média, 676 dias corridos. ( Blog Verde: Supermercados suspendem compra de carne de área desmatada da Amazônia )
- Tem havido um esforço da Polícia Federal, da Justiça, do governo, mas levará anos para que essas medidas, como a informatização dos processos judiciais, tragam resultados. A única saída imediata é garantir uma vigilância constante nas áreas de proteção - avalia um dos autores do estudo, o pesquisador Paulo Barreto.



O Globo On Line

Juiz de Fora comemora Dia Mundial do Doador de Sangue

Para comemorar o Dia Mundial do Doador de Sangue, o Hemocentro Regional de Juiz de Fora, unidade da Fundação Hemominas, organiza uma programação diferenciada para a próxima segunda-feira (15). Uma equipe da unidade vai oferecer aos doadores, durante todo dia, um lanche especial e lembranças em agradecimento ao gesto de cidadania. Às 14h, serão realizadas a apresentação do Coral de crianças da LBV e homenagens aos organizadores do projeto “Hemominas na Comunidade”.
Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as organizações parceiras comemoram o Dia Mundial do Doador – 14 de junho – com o tema “Doação 100% voluntária e não remunerada de sangue e componentes sanguíneos”, em uma referência às expectativas pelo aumento das doações espontâneas em todo o mundo. Em Jui z de Fora, o percentual de doações espontâneas chega a 80%, número resultante das parcerias e esforços de comunicação feitos para alcançar e mobilizar a sociedade.
O projeto “Hemominas na comunidade” ganhou espaço na programação por ser uma das iniciativas mais recentes para estímulo à doação espontânea, em Juiz de Fora. Pela proposta, as lideranças comunitárias de bairros são capacitadas para disseminar informações sobre doação e colaboram na aplicação de todos os demais projetos e programas do Hemocentro dentro daquela comunidade (trabalho com escolas, empresas, comércio e outras frentes características de cada local). A ação é finalizada com uma coleta de sangue na comunidade. Participam do movimento Unidades Básicas de Saúde, Conselhos Locais de Saúde, agentes do programa Saúde da Família, associações de moradores, igrejas, hospitais e outras instituições.
As lideranças que já atuaram no projeto, a partir do ano de 2007, receberão a homenagem. São pesso as e instituições dos bairros Linhares, Dom Bosco, Benfica, Santo Antônio, Marumbi, Grajaú, Ladeira e Borboleta. A intenção é reconhecer o esforço empreendido para o incentivo à doação espontânea de sangue.


Critérios para doação
Para doar sangue é preciso estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e não ter tido hepatite após os 10 anos de idade. A vacina contra a gripe impede a doação por 28 dias. Outros critérios são avaliados durante triagem clínica, antes da doação. É indispensável a apresentação de documento original e oficial de identidade, com foto e dentro do prazo de validade.



Mais informações:
Captação de doadores de Juiz de Fora - (32) 3257-3113


Portal Click - Juiz de Fora

O computador agora está DENTRO da sua mesa

Não sei sobre o computador de vocês, mas o meu fica em cima de uma mesa. Além dele, um monitor, um teclado, meu telefone e – ninguém está livre – algumas quinquilharias. E cabos por todo lado. Por isso, quando eu vi essa mesa inteligente me senti na idade da pedra. Imagine só se ver livre de tudo isso? Ou melhor, ter tudo isso DENTRO de sua mesa? Olha só esse vídeo… Nem precisa saber inglês para ficar espantado.
A mesa foi apresentada na feira anual de tecnologia Computex, realizada em 2009 entre os dias 2 e 6 desse mês. Se você coloca um documento na mesa, ela reconhece. Se você coloca o seu celular, ele abre-se para você para muito além da pequena tela. Se você põe o seu café nela, ela diz a temperatura (taí uma informação útil). Se você aproxima o seu HD externo do seu iPod, ele faz a troca de arquivos sem a necessidade de cabos (quem não odeio cabos?).
Essa humilhante invenção é da ASUS, made in Taiwan, e infelizmente ainda não está à venda. Algo parecido foi visto em março desse ano na “Casa do Futuro” da Microsoft. Aqui em casa, não chega tão cedo.


Rafael Pereira


Época
Verbratec© Desktop.