segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Após 20 anos, pai reconhece filha


O pedagogo Francisco Vieira compareceu, na manhã desta sexta-feira (18/09), ao Escritório de Prática Jurídica da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde aconteceu a Semana Nacional de Conciliação para reconhecer a paternidade de sua filha Renata Kelly, após 20 anos. Com a decisão, ele confessa que corrigiu um erro do passado: não ter assumido a paternidade da menina quando o seu antigo relacionamento chegou ao fim. "Eu já vinha conversando com ela há um tempo e ela me disse que sofria muito por não ter o nome de um pai no seu registro. Então agora eu aproveito para reconhecer a paternidade e dar uma pensão a ela", disse Francisco Vieira, ao informar que com a mãe de Renata, ele ainda teve outro filho, o qual ele mesmo registrou como pai.
Após cinco dias e mais de 2.600 audiências realizadas e 800 acordos firmados em todo o Estado, a Semana de Conciliação registrava, até a tarde desta sexta-feira, um percentual de êxito de mais de 31% enquanto a soma dos acordos homologados em todo o Ceará ultrapassava os R$ 3,2 milhões. Os números do balanço final da Semana de Conciliação – Meta 2, porém, só serão divulgados na próxima segunda-feira (21/09). “Essa semana foi bastante exitosa porque conseguimos um índice expressivo de conciliações e acreditamos que em dezembro, quando será realizada a próxima Semana de Conciliação, esse resultado só vai melhorar”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), desembargador Ernani Barreira Porto.
O caso dele é mais um dos relacionados na Semana de Conciliação promovida pelo Tribunal de Justiça do Ceará, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor). Francisco Vieira reconheceu a parternidade e ofereceu uma pensão para a filha equivalente a 15% de 1 salário mínimo, representando um valor de R$ 70 mensais. A oferta foi feita perante o juiz Sérgio Luiz Arruda Parente, titular da 4ª Vara de Família do Fórum Clóvis Beviláqua, onde coincidentemente corre o processo.
Ele disse ao magistrado que a sua vontade era pagar um pouco mais, porém não teria condições de repassar uma quantia maior tendo em vista que é pai de mais quatro filhos do seu casamento atual e o seu salário é de R$ 1 mil. Nesta situação, nem precisou da presença da outra parte interessada, sua filha, para haver a homologação da proposta. "Nós vamos anexar o ato da conciliação ao processo e a 4ª Vara vai intimar a outra parte para averiguar se ela aceita a pensão oferecida e nós daremos fim ao processo", diss o juiz Sérgio Parente.
Para os que têm dúvida sobre a paternidade, o Poder Judiciário fez parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), do governo do Estado, para garantir a realização gratuita de exames de DNA no último dia da Semana Nacional de Conciliação, data em que foram agendadas as audiências das Varas de Família. Um posto de coleta foi montado na Semana de Conciliação e contou com uma equipe formada por um farmacêutico-bioquímico, um técnico de laboratório e um auxiliar responsável pelo teste de paternidade. Os resultados dos exames ficarão prontos em 10 dias úteis, a contar da data de extração do material genético.

Balanço
Para a desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, gestora da Meta 2 no âmbito do 1º grau na Comarca de Fortaleza, esta Semana de Conciliação foi satisfatória não só pelos resultados alcançados mas também pelo fortalecimento da cultura da paz. “Registramos um considerável número de acordos e tivemos a oportunidade de mostrar que quanto mais se busca acordo na Justiça, mais se faz uma Justiça humana. A conciliação é a melhor maneira de resolver conflitos e o brasileiro, felizmente, está criando cada vez mais essa cultura”, disse a magistrada.
A desembargadora também informou que, para tentar cumprir a Meta 2 estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça, será realizado um mutirão nestes últimos meses do ano. “O êxito conseguido na Semana de Conciliação não é o ponto final da Meta 2, pelo contrário, até o fim deste ano temos o desafio de julgar os processos com data até 2005. E para conseguir isso, vamos formar uma equipe de juízes auxiliares que atuarão nas Varas onde têm mais processos, como as Cíveis e as da Fazenda Pública. Além disso, na próxima Semana de Conciliação, que acontecerá na primeira quinzena de dezembro, também trabalharemos com esses processos mais antigos, além de outros mais recentes”, explicou a desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Ceará

Fonte: Conjur

Não precisa casar. Sozinho é melhor


"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor ea individualidade, opte pelo segundo."

Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.

"Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos."

O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.

Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.

Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.

Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.
"As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica."

Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.

As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente.


Clique AQUI e veja a entrevista na íntegra
Portal Informativo "Pais Separados"

Entenda a sua receita oftalmológica


Sair do consultório do oftalmologista com um papel cheio de números e meias-luas sem a menor idéia do que está escrito ali é mais comum do que se possa imaginar.

A receita oftalmológica não pode, no entanto, ser um código que somente o médico e o profissional que vai aviá-la conhece o significado. O paciente também precisa saber sobre suas dificuldades de visão para poder acompanhar o tratamento ao longo da vida. "As pessoas não têm hábito de questionar a receita, mas é importante entender a própria dificuldade de visão e não procurar soluções alternativas como usar os óculos de terceiros", alerta a oftalmologista Karla de Almeida Alexim, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
A receita descreve o grau de correção necessário para permitir a melhor visão do paciente, tanto para identificar objetos e imagens de longe, quanto de perto. "A receita oftalmológica apresenta-se em um modelo padrão. Portanto, é possível realizar exames aqui no Brasil e apresentar os dados em outros países", explica Karla que já avaliou pacientes vindos de países como a Grécia com receitas prescritas em idioma local, sem problemas.
Os códigos (números) contidos na receita seguem uma lógica nem tão complicada de decifrar, mas é preciso ter as informações e atenção.

Nomes e números - Para verificar a situação da visão para perto e para longe são analisados o OD (olho direito) e OE (olho esquerdo). Os sinais de positivo "+" e negativo "-", indicados na coluna de nome Esférico, por exemplo, são revelados pelo exame e representam o grau da hipermetropia e da miopia, respectivamente. Assim, "+ 1" , quando aparece na receita, por exemplo, significa um grau de hipermetropia, isto é necessita correção para enxergar perto. Quando estiver indicado "-1", representa um grau de miopia, e o paciente precisa de ajuste para longe. A coluna chama-se Esférico, porque as lentes que corrigem a hipermetropia e a miopia são esféricas.

Astigmatismo - Para avaliar somente o astigmatismo, alteração da córnea que provoca vários pontos de foco das imagens, existe a coluna chamada Cilíndrico, porque as lentes que o corrigem são cilíndricas. Neste espaço, no caso de haver irregularidade refrativa, o especialista informará em números, com sinal negativo, conforme é convencionado.
A coluna da receita oftalmológica chamada Eixo determina a localização do astigmatismo.
Na receita do HOB, por exemplo, acima da tabela de indicação das condições refrativas do paciente, existe um gráfico, denominado Direção do Eixo, onde o médico ilustra o local exato do astigmatismo. No desenho, que corresponde às lentes dos óculos, é determinado o grau de correção do paciente. "A determinação do local exato do astigmatismo será útil para sua perfeita correção", observa a médica.
A coluna identificada com a sigla D.P, que significa "distância pupilar", representa o espaço entre uma pupila e outra. Esta medida servirá para que as pupilas estejam alinhadas ao centro ótico da lente dos óculos. De acordo com Karla Alexim, a exatidão desta prescrição em relação à confecção dos óculos é fundamental para a boa visão. Ela comenta que "quando não há exatidão, os óculos provocam desconforto e o paciente começa a mexer na armação para encontrar o ponto".

Presbiopia - Para prescrever os óculos para perto, que é a correção da presbiopia, ou vista cansada, é realizado um cálculo na receita. Na coluna Esférico, é feita uma soma entre o grau de longe e o grau necessário à idade do paciente, conforme uma tabela convencionada. Por exemplo, para pacientes entre 40 e 45 anos de idade, soma-se entre +1 e +1,5 grau, porque é constatado que a partir desta idade, o poder de foco dos olhos para perto diminui, o cristalino vai endurecendo e não consegue focar a imagem que está próxima com a mesma facilidade", frisa Karla.

Receitas - Os valores descritos na receita é que determinarão a lente adequada para atender a deficiência de visão do paciente. "A fabricação da lente deve atender literalmente as especificações da receita. Se o paciente apresenta alteração de grau para longe e nenhuma deficiência para perto, ele terá toda a lente com grau apenas para longe. Caso exista deficiência para perto também, a lente apresentará grau para longe na parte superior e grau para perto na parte inferior. As lentes devem ser moldadas de acordo com a deficiência apresentada", observa a oftalmologista do HOB.

Redação
eAgora.com.br

Incesto e violação na Austrália



A mãe da alegada vítima de 30 anos de abusos sexuais diz que nunca suspeitou que o marido violasse a filha e com ela tivesse tido filhos, apesar de terem vivido na mesma casa durante mais de uma década. Pelo contrário, uma vizinha suspeitou, mas não quis meter-se.
A mãe garante que nunca suspeitou do incesto e que a filha nunca lhe disse quem eram os pais dos seus filhos, todos com graves doenças congénitas, tendo mesmo três acabado por morrer, segundo o jornal australiano Herald Sun, que avançou a notícia.
"Ela costumava responder-me qualquer coisa sobre sair à noite e encontrar-se com um sujeito", recorda apenas.
A mulher do homem, detido agora, depois de 30 anos de abusos sobre a filha, desde que esta tinha apenas 11 anos, descreve o marido como abusador e com mudanças de humor, mas insiste que nunca suspeitou de quaisquer abusos, apesar de, na altura em que se iniciou a relação incestuosa, viverem na mesma casa. "Vivíamos numa casa grande, portanto eu não poderia saber".

Ninguém tem nada a ver com isso

Igualmente insólito é o depoimento de uma vizinha, que diz ter suspeitado dos abusos, mas explica que optou por não dizer nada porque "ninguém tinha nada a ver com isso".
Ao mesmo jornal, a vizinha conta que as suspeitas começaram há, pelo menos, quatro anos, quando o alegado violador se referia sempre a um dos bebés que acabou por morrer como "o seu queridinho".
"Não disse a ninguém porque ninguém tinha nada a ver com isso", insiste, acusando ainda outro vizinho, que terá aconselhado a vítima a queixar-se à polícia de "interferir num assunto privado".

Fonte: VisãoPT

Escova de dentes exige limpeza constante


Ao invés de combater as bactérias e microrganismos, instrumento pode virar "incubadora" e provocar doenças graves
Luiz Beltramin

Indispensável para a assepsia diária, a escova de dentes também precisa de limpeza constante. Caso contrário, ao invés de combater a proliferação de bactérias e o conseqüente surgimento de doenças, ela poderá servir de “incubadora” de microrganismos nocivos à saúde. Odontólogos alertam que, além de males bucais, essas bactérias podem desencadear doenças infecciosas graves para todo o organismo.
“A escova dentária pode virar um depósito de bactérias e transmitir doenças, como pneumonia e até hepatite”, acentua a odontóloga Silvia Helena de Carvalho Sales Peres, professora do departamento de odontopediatria, ortodontia e saúde coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP).
Além de variados tipos de bactérias - como as causadoras da cárie -, cerdas mal higienizadas podem ser o “casulo” ideal para a proliferação de leveduras, vírus e parasitas intestinais, que chegam até a escova seja por meio do contato com a cavidade bucal ou mesmo do meio ambiente.
A importância da assepsia nas escovas dentárias foi objeto de estudo de uma pesquisa empreendida pela Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto. O estudo recém-divulgado também atesta o risco oculto que a falta de limpeza nas cerdas pode abrigar.
“Em condições normais, o indivíduo tem cerca de 900 espécies de bactérias na boca, então não é difícil imaginar que, se vou fazer uma escovação, esses microrganismos podem ser transferidos para as cerdas da escova”, explica Paulo Nelson Filho, professor da faculdade que fez a pesquisa.
A multiplicação das bactérias nas cerdas foi fotografada pelos pesquisadores, com o auxílio de um microscópio eletrônico. Em pequenas partes de sujeira, foram observados bilhões de microrganismos, problema que, de acordo com o coordenador da pesquisa e odontólogo da FOB, pode ser facilmente evitado.
Os especialistas atentam para a importância de se lavar as mãos antes de escovar os dentes. O uso do creme dental - que elimina 25% dos microrganismos - também é apontado como fundamental. Os passos para a assepsia completa são ensinados pela professora da FOB.
“Em primeiro, lavar bem as mãos. Depois, lavar a escova na água antes da escovação, para eliminar produtos aderidos nas certas. Após a escovação, retire o excesso de água, batendo a escova na borda da pia. Não é para secar com a toalha”, ensina.
Segundo Silvia Helena, a limpeza total é completada com a borrifação de anti-séptico bucal - o mesmo utilizado para bochechos - nas cerdas da escova, que deve ser guardada em local fechado, limpo e seco. “Troque a escova a cada dois ou três meses. Isso evitará o acúmulo de sujeira e a proliferação de microrganismos”, acentua.
O fato da escova, na maioria das casas, ser guardada no banheiro, também requer maiores cuidados, pois, dependendo da proximidade com o vaso sanitário, as cerdas podem ser contaminadas até por coliformes fecais. “O melhor lugar para guardar a escova é em um protetor individual”, enfatiza a professora.
Os pesquisadores afirmam que a escova deve ser mantida em local seco, ventilado e longe do vaso sanitário. “As escovas ficam geralmente no banheiro, que, na maior parte das vezes, é o ambiente mais contaminado da casa. E ela está suscetível à contaminação por essas bactérias”, observa o professor Paulo Nelson Filho.
A possibilidade de contato entre escovas guardadas próximas também facilita a contaminação, salienta a odontóloga da FOB. “A contaminação pode ser causada pelo contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro”, detalha a professora, ao citar a dificuldade em conter o contato salivar em coletividades infantis.
“Torna-se muito difícil o controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches e pré-escolas, que atendem crianças de idade precoce. A escova pode ser trocada ou compartilhada inadvertidamente”, alerta.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

África-subsaariana


Denomina-se África-subsaariana a região que contêm os países africanos situados ao sul do deserto do Saara. Desde o século XIX, este território começou a ser conhecido com a expressão África Negra pelos ocidentais, descrevendo uma região habitada por indivíduos da raça negra que não havia sido descoberta ainda, nem colonizada pelos europeus. Este termo caiu em desuso e foi catalogado como pejorativo. Esta região do globo é tida como o berço da humanidade.
Desde o fim da era do gelo, o norte e a região sub-saariana encontraram no deserto do Saara uma fronteira natural e quase intransponível, salvo pequenos atalhos como o rio Nilo. O termo sub-saariano encontra um sinônimo em África tropical, tentado destacar sua diversidade ecológica, ainda que a parte austral tenha um clima totalmente diverso.
Os países que formam a região são: Congo, República Centro Africana, Ruanda, Burundi, África Oriental, Quênia, Tanzânia, Uganda, Djbouti, Eritréia, Etiópia, Somália, Sudão, África Ocidental, Benin, Burkina Faso, Camarão, Chade, Cote d’Ivoire, Guiné Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné Bissau, Libéria, Mauritânia, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
A África sub-saariana é considerada por muitos como a região mais pobre do planeta, nesta parte da África estão localizados os países (33 dos mais pobres que existem) com grandes problemas estruturais sofrendo os graves legados do colonialismo, do neocolonialismo, dos conflitos étnicos e da instabilidade política. A expectativa de vida não ultrapassa os 47 anos, o índice de alfabetização de adultos atinge 63%, e o nível de escolaridade chega a 44%.
O enorme crescimento populacional, durante a década de 1990, acarretou no aumento de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Mais da metade da população sub-saariana, uns 300 milhões de pessoas, sobrevive com menos de um dólar por dia. Milhões destas pessoas vivem na mais absoluta pobreza, privados de água potável, moradias dignas, alimentos, educação e acesso à educação.
A falta de água gera problemas devastadores para a região, além disso, a situação se agrava devido aos períodos de seca e pela desastrosa gestão dos recursos hídricos. Tudo isso causa fome e doenças, provocando o êxodo de muitos nativos.
A África sub-saariana é a região mais afetada pelo HIV, nos últimos anos, numa faixa de terra que vai desde a África Ocidental até o Oceano Índico. Hoje existem mais de 35 milhões de órfãos na África sub-saariana, calcula-se que, destes, aproximadamente 11 milhões são órfãos pelo fato de seus pais terem morrido em decorrência de doenças causadas pelo vírus HIV.



InfoEscola

Fiocruz: 87% das garotas vivenciam agressão no namoro


Antes de virar mulheres, elas já viveram a experiência da agressão do parceiro, que pode ser um garoto conhecido na festa do último fim de semana. No entanto, entre os casais jovens, as meninas não ocupam só papel de vítimas, mas também de autoras dos maus-tratos . Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), feita com pessoas entre 15 e 19 anos de todo o País, identificou que 87% das adolescentes já vivenciaram formas de violência no namoro ou no “ficar”. “Atestamos, porém, que as garotas estão agredindo quase que na mesma proporção do que os meninos”, afirma a autora do estudo, Kathie Njaine, que tabulou os 3.205 questionários, recolhidos nas cinco regiões do País.
Na pesquisa, relacionamentos efêmeros foram suficientes para reunir episódios agressivos. “Beliscões, empurrões, tapas, xingamentos, ofensas, humilhação pela internet foram formas de agressão citadas pelos entrevistados”, diz ela, que afirma não ter atestado diferenças regionais nos números. “No geral, a prevalência de agressão é alta e surpreendente.” Os dados estão sendo interpretados e devem virar um livro.
Os índices de agressão equiparados entre garotas e garotos podem ser explicados por outros estudos que já identificaram aumento no comportamento destrutivo por parte das garotas. As menores de 15 anos, segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), representam o único grupo etário que usa tantos entorpecentes quanto meninos de mesma idade (5% em média). Nas outras faixas, há diferença significativa entre os gêneros.
O Inquérito sobre Saúde do Paulistano – recém-divulgado pela Prefeitura – mostra que o número de mulheres que dizem beber de uma a três vezes por semana passou de 12,4% em 2003 para 19,8% em 2008, crescimento não atestado entre homens. Drogas e álcool – que há mais tempo frequentam a vida deles – são combustíveis de agressividade, afirmam os especialistas. “A igualdade delas no consumo de substâncias psicoativas aumentou o envolvimento em atos mais violentos”, afirma a médica Vilma Pinheiro Gawryszewski, que coordenou o Núcleo de Combate à Violência de São Paulo. “A droga atrapalha o autocontrole, tudo é exacerbado, incita a violência.Isso é mundial.”
Ainda que o uso de entorpecentes esteja por trás das agressões praticadas pelas garotas, isso não anula, na visão dos especialistas, a importância da iniciação precoce da violência entre os jovens casais, fenômeno antes só associado à fase adulta. No estudo da Fiocruz se identificou que muitas meninas não terminam o relacionamento por medo das ameaças.



O Estado de S. Paulo


Leia mais:
http://brasilcontraapedofilia.wordpress.com/2009/09/01/violencia-do-namorado-atinge-25-das-jovens-britanicas-diz-pesquisa/

Mulher abandona filho recém-nascido em banheiro de oficina em Belo Horizonte


BELO HORIZONTE - Um bebê foi encontrado dentro de um banheiro de uma oficina mecânica no bairro Santo André, em Belo Horizonte, neste sábado. A criança, que estava dentro de uma sacola plástica, foi achada pelo dono da oficina.
De acordo com a polícia, a mãe do bebê teria pedido para usar banheiro da oficina porque estaria com dores abdominais. Ela escondeu que estava em trabalho de parto. O Corpo de Bombeiros foi chamado e levou a mulher para o hospital. Segundo os bombeiros, ela teria alegado estar com diarreia. Depois de deixá-la no hospital, os bombeiros ouviram da central de atendimento da corporação que um bebê tinha sido encontrado na mesma oficina.
A sacola com o bebê estava amarrada na torneira de um banheiro.
A mãe e a criança, que é prematura, estão no Hospital Odilon Behrens e passam bem. Segundo a polícia, o caso foi encaminhado para o Conselho Tutelar.


O Globo

domingo, 20 de setembro de 2009

Agradecimentos aos amigos




O selo ao lado nos foi oferecido pelo "Gothic Darkness", nossa mais recente companheira ,que tem dado dicas muito importantes para incrementar nosso blog.
Obrigada amiga!








Este outro,abaixo, nos foi oferecido pela simpática Gabriela do "Cravo e Canela", blog de variedades, ultra-interessante . Vale a pena conferir!














Vejam os links para acessá-los e daqueles a quem indicamos também:


Pilórdia

A lista está aumentando!
Obrigada de coração!
Carmen e Maria Célia

Pais e Filhos: Projeto de Lei criminaliza alienação parental


No último dia 15 de julho, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4.053/2008 que trata sobre a Síndrome da Alienação Parental. A SAP (Síndrome da Alienação Parental), como é conhecida, é um termo proposto por Richard Gardner em 1985 para descrever a campanha em que a mãe ou o pai da criança a induz para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando na criança fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.
Esse fenômeno que assola grande parte das famílias brasileiras já ocorre há muito tempo, mas só agora vem gerando repercussão no âmbito legal face ao alto número de divórcios que duplicaram nos últimos 20 anos. O Projeto de Lei, que foi elaborado pelo deputado Régis Oliveira (PSC-SP), define e penaliza a alienação parental. Segundo esse Projeto de Lei, o genitor que tentar afastar o filho do ex pode perder a guarda e, se descumprir mandados judiciais, pode pegar até dois anos de prisão.
Consideram-se formar de alienação parental a realização de campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; dificultar o exercício do poder familiar; dificultar o contato da criança com o outro genitor; dificultar o exercício do direito regulamentado de visita; omitir deliberadamente informações pessoais relevantes sobre a criança ao outro genitor; apresentar falsa denuncia contra o outro genitor; mudança de domicílio para locais distantes sem justificativa visando com isso dificultar a convivência do outro genitor.
Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande contra o outro. Quando aquele não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito contra este. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. (1)Estatísticas sobre a Síndrome da Alienação Parental mostram que 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental (2) e estima-se que mais de 20 milhões de crianças já sofrem esse tipo de violência (3).
Essa Síndrome é uma forma de abuso emocional, que pode causar à criança distúrbios psicológicos, tais como: depressão crônica; transtornos de identidade e de imagem; desespero; sentimento incontrolável de culpa; sentimento de isolamento; comportamento hostil; falta de organização e dupla personalidade, para o resto de suas vidas.
De acordo com o Projeto de Lei, a Alienação Parental merece forte reprimenda estatal porquanto é forma de abuso no exercício do poder familiar e de desrespeito aos direitos da personalidade da criança em formação. Envolve claramente questão de interesse público, ante a necessidade de exigir uma paternidade e uma maternidade responsáveis, compromissadas com as imposições constitucionais, bem como com o dever de resguardar a higidez mental das crianças envolvidas.
Havendo indício da prática de alienação parental, de acordo com o Projeto de Lei proposto, o juiz poderá, em ação autônoma ou incidental, determinar a realização de perícia psicológica. O laudo pericial terá base em ampla avaliação, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, no caso os pais da criança, e exame de documentos que estejam presentes nos autos. O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental deverá apresentar, em 30 dias, avaliação preliminar indicando eventuais medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança. Se ficar caracterizado atos típicos de alienação parental, ou qualquer conduta que dificulte o convívio da criança com genitor, o juiz poderá:
I – declarar a ocorrência de alienação parental, advertir e até multar o alienador;
II – ampliar o regime de visitas em favor do genitor alienado;
III – determinar intervenção psicológica monitorada;
IV – alterar as disposições relativas à guarda;
V – declarar a suspensão ou perda do poder familiar.
Um dos passos mais importantes no combate à alienação parental deverá ser a inclusão da Síndrome na nova versão do DSM-IV, mais conhecido como o “Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais”, mantido pela Associação Americana de Psiquiatria. Esse “casamento” do Judiciário com a Psiquiatria, ajudará e muito no combate dessa triste e dolorosa fase na qual muitas crianças são envolvidas.
O Projeto de Lei é de extrema importância e relevância, já que um bom convívio familiar é de suma importância para a formação da personalidade da criança. A Alienação Parental existe e é reconhecida como um abuso afetando de maneira relevante o desenvolvimento emocional e psicológico de criancas, adolescentes e até mesmo adultos expostos em uma verdadeira batalha.

Referências
1. www.alienacaoparental.com.br
2. CLAWA, S.S.; RIVIN, B.V. Children Held Hostage: Dealing with Programmed and Brainwashed Children. Chicago, American Bar Association, 1991.
3. Dados da organização SplitnTwo [www.splitntwo.org].

Natália Cristina Marques Pimenta

Estagiária Escritório Dalmar Pimenta Advogados Associados



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