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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Jovem morta por suspeita de uso de anabolizantes será enterrada hoje
Menina de 16 anos morreu de parada cardiorrespiratória em Osasco.
Ela passou mal antes de fazer tatuagem na semana passada.
O corpo da adolescente Jenyfer Sthefane, de 16 anos, será enterrado às 9h desta segunda-feira (30) em Praia Grande, no Litoral Sul de São Paulo. A jovem morreu após uma parada cardiorrespiratória na sexta-feira (27) em um hospital de Osasco, na Grande São Paulo. A família suspeita que a morte dela tenha sido provocada pelo uso de anabolizantes.
Jenyfer abandonou a escola há três anos e passava o dia na academia em Praia Grande, onde morava com a avó. Ela adorava tatuagens, e foi para fazer mais uma que ela foi até o estúdio de um amigo em Osasco na terça-feira (24).
O boletim de ocorrência feito na polícia informa que a vítima teve parada cardiorrespiratória após tomar anestesia. O tatuador nega. “Ela estava indo muito ao banheiro e, em uma das vezes que voltou, estava pálida. Quando ia falar, caiu no chão e começou a tremer. Gritei e chamei o Samu”, disse Fernando Corrêa. “Ela se queixava de dor na barriga, estava inchada”, completou.
De acordo com o Hospital Municipal Antônio Giglio, a adolescente chegou ao local em estado grave, chegou a ser reanimada pelos médicos, mas acabou sendo levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi constatada a morte cerebral.
O laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal vai esclarecer o que levou à parada cardíaca. Ele sai em até 45 dias. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte da garota.
Anabolizantes
A mãe da jovem, a bartender Andrenes Augusta da Silva, mora nos Estados Unidos e não se encontrava com a filha há 5 anos. Ela contou que quando ligava percebia mudanças na voz da adolescente e que sabia que ela usava anabolizantes. No velório, amigos da academia também confirmaram o consumo dos produtos.
O diretor médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas diz que o uso de anabolizantes em excesso e sem o acompanhamento de um profissional pode levar a uma parada cardíaca.
“Os jovens adolescentes estão procurando a figura do corpo perfeito. E como eles não têm dinheiro ou não têm informação, acabam usando ou procurando profissionais não bons e aí então eles correm risco com o próprio corpo e a própria vida”, explicou Anthony Wong.
G1
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saúde
Colômbia proíbe sobremesa feita com Viagra

Sobremesa que tem, entre os ingredientes, maracujá e o princípio ativo do Viagra, o Sildenafil, foi apresentada na Feira anual de gastronomia em Bogotá, na Colômbia, no dia 13 de novembro. (Foto: William Fernando Martinez/AP)
Doce foi apresentado em feira gastronômica em Bogotá, na Colômbia.
Segundo órgão, é proibido usar medicamentos na preparação de pratos.
O Instituto de Vigilância de Medicamentos e Alimentos (Invima) proibiu a "sobremesa da paixão", que foi apresentada na feira de gastronomia de Bogotá, depois que análises de laboratório comprovaram a presença do Sildenafil, princípio ativo do Viagra, no doce.
De acordo com a imprensa colombiana, o organismo oficial advertiu que quem utiliza medicamentos como ingredientes na preparação de pratos, especialmente em sobremesas desse tipo, infringe as normas sanitárias vigentes, pois estão enganando a população.
Segundo órgão, é proibido usar medicamentos na preparação de pratos.
O Instituto de Vigilância de Medicamentos e Alimentos (Invima) proibiu a "sobremesa da paixão", que foi apresentada na feira de gastronomia de Bogotá, depois que análises de laboratório comprovaram a presença do Sildenafil, princípio ativo do Viagra, no doce.
De acordo com a imprensa colombiana, o organismo oficial advertiu que quem utiliza medicamentos como ingredientes na preparação de pratos, especialmente em sobremesas desse tipo, infringe as normas sanitárias vigentes, pois estão enganando a população.
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irregularidades
Enterrado o aluno que morreu afogado na piscina da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

RIO - Foi enterrado no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, neste domingo, o estudante que morreu, na madrugada de sábado, na piscina do parque aquático da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica. O aluno-residente da Faculdade de Física, Vitor Vicente de Macedo Silva, de 22 anos, afogou-se, por volta da 1h40m, na piscina de saltos ornamentais, cuja profundidade é de nove metros. Retirado da água por colegas, ele chegou a ser examinado pelo médico de plantão na universidade, mas já havia morrido. Parentes e amigos contam que o rapaz era evangélico e muito pacato.
Durante o enterro, parentes do rapaz levantaram a hipótese de que o mergulho na piscina tenha sido parte de um trote. De acordo com eles, o rapaz vinha sofrendo vários trotes por ter sido aceito recentemente no alojamento de estudantes.
A hipótese mais considerada pela polícia até o momento, no entanto, é a de que Vitor teria invadido o parque aquático junto com pelo menos dez outros estudantes residentes. A universidade abriu sindicância, e segundo o decano de Assuntos Estudantis da Rural, Professor Carlos Marçal, a falta é considerada grave e deverá resultar na perda da bolsa de estudos e moradia dos alunos, podendo chegar à expulsão.
De acordo com Marçal, o parque aquático é fechado com muro e tela de segurança. Para entrar no local, os alunos teriam aberto um buraco na tela. Depois do acidente, um grupo de cinco estudantes teria prestado socorro a Vitor, tirando o rapaz da água e chamado o médico plantonista de um posto dentro do campus, a cerca de 200 metros do local. A sindicância irá apurar quem eram os demais alunos que teriam fugido. Ainda segundo Marçal, será investigado se os alunos faziam alguma festa no alojamento e como conseguiram driblar a segurança, que faz rondas periódicas no campus. De acordo com a reitoria, é muito difícil vigiar toda a área da universidade, que equivale a mais de 3,5 mil campos de futebol e por onde circulam 2,5 mil alunos.
- Não sabemos de que plataforma o rapaz pulou, mas a piscina é muito funda. O médico foi ao local, mas ele já havia morrido. Vamos averiguar se os alunos se aproveitaram do intervalo entre uma passagem e outra dos vigias. A invasão foi uma falta grave. Estamos chocados.
Ainda de acordo com o decano, a informação inicial é de que Vitor, considerado um bom estudante e sem registros de problemas na universidade, não teria consumido bebidas alcoólicas antes do acidente. Mas a universidade espera o resultado da autópsia que confirmará a causa da morte.
De acordo com o delegado, a principal hipótese é de acidente. Mas o caso ainda vai ser investigado. Vitor cursava o terceiro ano de física. Segundo alunos, ele teria entrado na piscina à noite e não sabia nadar.
Num site de relacionamento da internet, existe uma comunidade se chama: "Eu invado a piscina da UFRRJ". A Rural divulgou uma nota dizendo que Vitor estava com outros alunos na piscina, mas que eles não teriam qualquer participação na morte do colega.
A UFRRJ tem cerca de 1.500 alunos residentes e 60 seguranças que trabalham em sistema de turnos para vigiar o campus. O caso foi registrado na 48ª DP (Seropédica)
Durante o enterro, parentes do rapaz levantaram a hipótese de que o mergulho na piscina tenha sido parte de um trote. De acordo com eles, o rapaz vinha sofrendo vários trotes por ter sido aceito recentemente no alojamento de estudantes.
A hipótese mais considerada pela polícia até o momento, no entanto, é a de que Vitor teria invadido o parque aquático junto com pelo menos dez outros estudantes residentes. A universidade abriu sindicância, e segundo o decano de Assuntos Estudantis da Rural, Professor Carlos Marçal, a falta é considerada grave e deverá resultar na perda da bolsa de estudos e moradia dos alunos, podendo chegar à expulsão.
De acordo com Marçal, o parque aquático é fechado com muro e tela de segurança. Para entrar no local, os alunos teriam aberto um buraco na tela. Depois do acidente, um grupo de cinco estudantes teria prestado socorro a Vitor, tirando o rapaz da água e chamado o médico plantonista de um posto dentro do campus, a cerca de 200 metros do local. A sindicância irá apurar quem eram os demais alunos que teriam fugido. Ainda segundo Marçal, será investigado se os alunos faziam alguma festa no alojamento e como conseguiram driblar a segurança, que faz rondas periódicas no campus. De acordo com a reitoria, é muito difícil vigiar toda a área da universidade, que equivale a mais de 3,5 mil campos de futebol e por onde circulam 2,5 mil alunos.
- Não sabemos de que plataforma o rapaz pulou, mas a piscina é muito funda. O médico foi ao local, mas ele já havia morrido. Vamos averiguar se os alunos se aproveitaram do intervalo entre uma passagem e outra dos vigias. A invasão foi uma falta grave. Estamos chocados.
Ainda de acordo com o decano, a informação inicial é de que Vitor, considerado um bom estudante e sem registros de problemas na universidade, não teria consumido bebidas alcoólicas antes do acidente. Mas a universidade espera o resultado da autópsia que confirmará a causa da morte.
De acordo com o delegado, a principal hipótese é de acidente. Mas o caso ainda vai ser investigado. Vitor cursava o terceiro ano de física. Segundo alunos, ele teria entrado na piscina à noite e não sabia nadar.
Num site de relacionamento da internet, existe uma comunidade se chama: "Eu invado a piscina da UFRRJ". A Rural divulgou uma nota dizendo que Vitor estava com outros alunos na piscina, mas que eles não teriam qualquer participação na morte do colega.
A UFRRJ tem cerca de 1.500 alunos residentes e 60 seguranças que trabalham em sistema de turnos para vigiar o campus. O caso foi registrado na 48ª DP (Seropédica)
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acidentes
domingo, 29 de novembro de 2009
Zibia Gasparetto: Momento de descobrir como se tornar mais feliz

Rio - Mais um ano está acabando. De olhos no futuro, vamos contabilizando nossas vitórias e derrotas.
Ganhando ou perdendo, o melhor é não chorar sobre o leite derramado. Lamentar as perdas, entrar na culpa, ficar se criticando, só vai piorar. Já as vitórias, ainda que pequenas, aumentam a auto confiança, nos motivam a seguir adiante.
É o momento para sentir o que vai em seu coração, descobrir como tornar-se uma pessoa mais feliz. Essa conquista é o que realmente importa.
Você vai dizer que esse poder não está em suas mãos, que depende de outras pessoas e das coisas à sua volta. Essa ilusão vem da nossa cultura, onde nos ensinaram que ser humilde é nos colocarmos em último lugar.
Que é feio acreditarmos em nossa capacidade, desejar subir na vida, conquistar um lugar de destaque. Por esse motivo é que muitos vivem fora da realidade.
Nossa alma adora brilhar, mostrar eficiência, sentir-se especial, viver cercada de beleza, de conforto, de amor, de bem estar, de alegria e de paz. Não assumimos o que somos. Com medo de não ser aceito, sufocamos os sentimentos para entrar nos papéis sociais, não respeitando a própria vocação.
Agindo assim, a vida perde o sentido, deprime, traz insatisfação. Esse caminho leva às doenças crônicas, à falta de motivação, ao vazio dentro do peito.
A pessoa afunda no desânimo mergulhando no fundo do poço ou reage, entregando-se a múltiplas atividades, na tentativa de fugir e não tomar consciência da própria dor. Se você se sente assim e não acredita que pode reverter a situação, está enganada.
É hora de acreditar, começar desde já a agir.
Em primeiro lugar, jogue fora as falsas crenças que foram colocadas em sua cabeça, não só pelos pais, que cumpriam uma herança de muitos séculos, mas pela religião, que pretendia dominar pelo temor, pregando um Deus que vigia e castiga seus filhos.
Sinta o que vai em seu coração: Nós somos espíritos eternos, criados à semelhança de Deus, portanto nossa essência é divina. Dentro de nós estão preciosos potenciais e sentimentos elevados a serem desenvolvidos.
Nosso criador não nos fez sábios, mas em sua sabedoria, deu-nos chance de sermos os artífices de nosso desenvolvimento, na conquista da própria evolução.
Ao colocar em cada ser uma vocação específica, deu-nos todas as possibilidades para sermos bem sucedidos.
O poder está em suas mãos.
Só você pode entrar em seu íntimo, descobrir sua verdade, esforçar-se para fazer a parte que lhe cabe. Descubra as riquezas do seu mundo interior e terá poder para conquistar o mundo de fora.
As vitórias serão mais numerosas do que as derrotas.
Ganhando ou perdendo, o melhor é não chorar sobre o leite derramado. Lamentar as perdas, entrar na culpa, ficar se criticando, só vai piorar. Já as vitórias, ainda que pequenas, aumentam a auto confiança, nos motivam a seguir adiante.
É o momento para sentir o que vai em seu coração, descobrir como tornar-se uma pessoa mais feliz. Essa conquista é o que realmente importa.
Você vai dizer que esse poder não está em suas mãos, que depende de outras pessoas e das coisas à sua volta. Essa ilusão vem da nossa cultura, onde nos ensinaram que ser humilde é nos colocarmos em último lugar.
Que é feio acreditarmos em nossa capacidade, desejar subir na vida, conquistar um lugar de destaque. Por esse motivo é que muitos vivem fora da realidade.
Nossa alma adora brilhar, mostrar eficiência, sentir-se especial, viver cercada de beleza, de conforto, de amor, de bem estar, de alegria e de paz. Não assumimos o que somos. Com medo de não ser aceito, sufocamos os sentimentos para entrar nos papéis sociais, não respeitando a própria vocação.
Agindo assim, a vida perde o sentido, deprime, traz insatisfação. Esse caminho leva às doenças crônicas, à falta de motivação, ao vazio dentro do peito.
A pessoa afunda no desânimo mergulhando no fundo do poço ou reage, entregando-se a múltiplas atividades, na tentativa de fugir e não tomar consciência da própria dor. Se você se sente assim e não acredita que pode reverter a situação, está enganada.
É hora de acreditar, começar desde já a agir.
Em primeiro lugar, jogue fora as falsas crenças que foram colocadas em sua cabeça, não só pelos pais, que cumpriam uma herança de muitos séculos, mas pela religião, que pretendia dominar pelo temor, pregando um Deus que vigia e castiga seus filhos.
Sinta o que vai em seu coração: Nós somos espíritos eternos, criados à semelhança de Deus, portanto nossa essência é divina. Dentro de nós estão preciosos potenciais e sentimentos elevados a serem desenvolvidos.
Nosso criador não nos fez sábios, mas em sua sabedoria, deu-nos chance de sermos os artífices de nosso desenvolvimento, na conquista da própria evolução.
Ao colocar em cada ser uma vocação específica, deu-nos todas as possibilidades para sermos bem sucedidos.
O poder está em suas mãos.
Só você pode entrar em seu íntimo, descobrir sua verdade, esforçar-se para fazer a parte que lhe cabe. Descubra as riquezas do seu mundo interior e terá poder para conquistar o mundo de fora.
As vitórias serão mais numerosas do que as derrotas.
Zibia Gasparetto
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opinião
Bebê é socorrido em hospital da Capital com suspeitas de maus-tratos

Segundo laudo médico, ele estava há vários dias sem urinar, desnutrido e com a carteira de vacinação desatualizada
Por volta das 23h deste sábado, o soldado Christian e o sargento Evandro do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) atenderam a uma ocorrência um tanto fora dos padrões. Um bebê de dois meses havia dado entrada no Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Porto Alegre com parada respiratória, necessitando de reanimação.
Após os procedimentos para trazer o bebê de volta à vida, a médica encarregada do caso averiguou sinais de maus-tratos no corpo da criança e ligou para o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), registrando a ocorrência. Segundo o laudo da médica, o bebê estava há vários dias sem urinar, desnutrido e com a carteira de vacinação desatualizada.
— Ao chegar verificamos que a criança tinha feridas na região sacra e do baixo-ventre — disse Cristian.
A mãe negou as acusações de maus-tratos e alegou que o bebê estava naquele estado pois não poderia usar fraldas de pano. A família, segundo ela, não teria condições de comprar fraldas descartáveis. Moradores do bairro Navegantes, ela e o marido, que é reciclador, têm mais três filhos: de um, quatro e cinco anos.
Autuada por flagrante de tortura, a mãe será encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier. O Conselho Tutelar foi acionado para o recolhimento dos outros três filhos do casal. A criança de dois meses segue na UTI em estado gravíssimo.
Por volta das 23h deste sábado, o soldado Christian e o sargento Evandro do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) atenderam a uma ocorrência um tanto fora dos padrões. Um bebê de dois meses havia dado entrada no Hospital da Criança Santo Antônio da Santa Casa de Porto Alegre com parada respiratória, necessitando de reanimação.
Após os procedimentos para trazer o bebê de volta à vida, a médica encarregada do caso averiguou sinais de maus-tratos no corpo da criança e ligou para o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), registrando a ocorrência. Segundo o laudo da médica, o bebê estava há vários dias sem urinar, desnutrido e com a carteira de vacinação desatualizada.
— Ao chegar verificamos que a criança tinha feridas na região sacra e do baixo-ventre — disse Cristian.
A mãe negou as acusações de maus-tratos e alegou que o bebê estava naquele estado pois não poderia usar fraldas de pano. A família, segundo ela, não teria condições de comprar fraldas descartáveis. Moradores do bairro Navegantes, ela e o marido, que é reciclador, têm mais três filhos: de um, quatro e cinco anos.
Autuada por flagrante de tortura, a mãe será encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier. O Conselho Tutelar foi acionado para o recolhimento dos outros três filhos do casal. A criança de dois meses segue na UTI em estado gravíssimo.
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maus tratos
Antes de eleição, Zelaya nega que vai pedir asilo no Brasil ou outro país
Presidente deposto disse que o pleito não é transparente já que não será observado pela Organização dos Estados Americanos nem pelas Nações Unidas
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse que "não é certo" que esteja "pedindo asilo no Brasil, nem em outro país", em entrevista por telefone da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. As eleições começaram às 7h deste domingo (11h em Brasília).
Um jornal de São Paulo informou da possibilidade que Zelaya estivesse pensando em se exilar, caso não recupere o cargo antes que o candidato vencedor das eleições deste domingo assuma o mandato.
— Essa é uma especulação, não sou um improvisado, tenho 35 anos de luta, não tenho tempo nem espaço para isso, escolhi uma posição que é defender um direito do povo, não o meu mesmo — expressou o presidente deposto.
Zelaya também se referiu às eleições em seu país, que rejeita por considerá-las "ilegais" e culpou os Estados Unidos e o regime de fato de Roberto Micheletti de terem feito um acordo para deixá-lo fora da disputa eleitoral.
— As eleições não mudam nada, continua o golpe de Estado em Honduras, estas eleições são ilegítimas e os resultados do povo são que 50% não vai participar do processo — assegurou.
Ele disse também que quando o resultado das eleições for conhecido, então "os Estados Unidos terão que vir para reconhecê-las e a retificar sua posição ambígua" sobre o golpe de Estado em Honduras. Acrescentou que não podem ser transparentes umas eleições que não serão observadas pela Organização dos Estados Americanos nem pelas Nações Unidas.
Segundo Zelaya, ele foi deixado fora do processo porque seus adversários sabem que há prefeitos, vereadores e deputados que o apoiam e "que estão sendo reprimidos pelos militares, mas o mundo está guardando silêncio sobre isso".
O presidente deposto considerou também que "a participação dos Estados Unidos" apoiando as eleições "não é crível".
— Eu sempre continuarei lutando para derrotar esta ditadura — enfatizou Zelaya, que, enquanto as votações estarão acontecendo, disse que estará "ocupado com algumas coisas", que não disse quais são.
EFE
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse que "não é certo" que esteja "pedindo asilo no Brasil, nem em outro país", em entrevista por telefone da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. As eleições começaram às 7h deste domingo (11h em Brasília).
Um jornal de São Paulo informou da possibilidade que Zelaya estivesse pensando em se exilar, caso não recupere o cargo antes que o candidato vencedor das eleições deste domingo assuma o mandato.
— Essa é uma especulação, não sou um improvisado, tenho 35 anos de luta, não tenho tempo nem espaço para isso, escolhi uma posição que é defender um direito do povo, não o meu mesmo — expressou o presidente deposto.
Zelaya também se referiu às eleições em seu país, que rejeita por considerá-las "ilegais" e culpou os Estados Unidos e o regime de fato de Roberto Micheletti de terem feito um acordo para deixá-lo fora da disputa eleitoral.
— As eleições não mudam nada, continua o golpe de Estado em Honduras, estas eleições são ilegítimas e os resultados do povo são que 50% não vai participar do processo — assegurou.
Ele disse também que quando o resultado das eleições for conhecido, então "os Estados Unidos terão que vir para reconhecê-las e a retificar sua posição ambígua" sobre o golpe de Estado em Honduras. Acrescentou que não podem ser transparentes umas eleições que não serão observadas pela Organização dos Estados Americanos nem pelas Nações Unidas.
Segundo Zelaya, ele foi deixado fora do processo porque seus adversários sabem que há prefeitos, vereadores e deputados que o apoiam e "que estão sendo reprimidos pelos militares, mas o mundo está guardando silêncio sobre isso".
O presidente deposto considerou também que "a participação dos Estados Unidos" apoiando as eleições "não é crível".
— Eu sempre continuarei lutando para derrotar esta ditadura — enfatizou Zelaya, que, enquanto as votações estarão acontecendo, disse que estará "ocupado com algumas coisas", que não disse quais são.
EFE
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variedades
Pesquisa sobre câncer e menopausa sinaliza para uma nova possibilidade de tratamento

Universidade Federal do Paraná - Milhares de mulheres com idades aproximadas dos 49 aos 51 anos sofrem hoje dos desconfortos causados pelo climatério, como é chamada a fase da menopausa, por evitarem tratamentos de reposição hormonal. O grande número de mulheres que resistem a esses tratamentos é justificado pelo temor de que possam contrair câncer de útero ou de mama.
“Doutor, eu não quero esse tratamento por causar câncer”, dizem muitas pacientes nos consultórios médicos, segundo o professor do Departamento de Tocoginecologia da UFPR Jayme Kulak Junior. Jaime pesquisa o climatério há mais de uma década e neste ano desenvolveu seus estudos de doutorado, como bolsista da Capes, no Laboratório de Pesquisa do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de YALE nos Estados Unidos, em parceria com o médico Hugh S. Taylor. Seu doutorado, que no Brasil é realizado na Universidade de São Paulo (USP), no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da USP de Ribeirão Preto, tem orientação do professor Rui Ferriani. Intitulada “Tissue Selective Estrogen Complexes (TSECs) Modulate Markers of Proliferation in Uterine and Breast Cancer Cells”, a pesquisa foi destaque no Congresso Americano de Reprodução Humana, em outubro, com repercussão entre sites internacionais de divulgação científica na área de Ginecologia e Menopausa.
Nessa pesquisa, culturas de células de câncer de mama foram tratadas com estradiol em associação com Moduladores Seletivos do Receptor do Estrogênio (SERMS). Existem dois tipos de moduladores atualmente no mercado, o Tamoxifeno e Raloxifeno e outros dois em fase de estudos, o Bazedoxifeno e o Lazofoxifeno. É justamente com a associação entre o Estrogênio e SERMS que foi objeto dos estudos de Jaime, em animais e em cultura de células. A conclusão foi que alguns destes SERMS são capazes de bloquear o efeito proliferativo do estradiol nesta linhagem celular e também em células endometriais, ou seja, podem sinalizar uma alternativa real de tratamento sem o risco da incidência de câncer. “A pesquisa indica que é possível que a combinação certa entre SERMS e estradiol possa tratar os sintomas da menopausa reduzindo o risco de câncer de mama”, explica o médico.
A hipótese aventada pelo pesquisador ainda deve ser testada em estudos clínicos, mas sinaliza que num curto prazo a nova alternativa poderá ser uma das soluções de tanto desconforto da menopausa. Mais: não bastassem os calorões, alteração de sono e humor, desconforto na vida sexual, as mulheres sofrem também consequências de médio prazo: “Aproximadamente 70% das mulheres que fiquem cinco anos na menopausa sem tratamento de reposição hormonal têm até 30% de perda de massa óssea por deficiência do estrogênio”, explica Jaime, salientando que toda essa perda é silenciosa, a mulher não sente nenhum sintoma.
Assessoria de Comunicação Social da UFPR
Planeta Universitário
“Doutor, eu não quero esse tratamento por causar câncer”, dizem muitas pacientes nos consultórios médicos, segundo o professor do Departamento de Tocoginecologia da UFPR Jayme Kulak Junior. Jaime pesquisa o climatério há mais de uma década e neste ano desenvolveu seus estudos de doutorado, como bolsista da Capes, no Laboratório de Pesquisa do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de YALE nos Estados Unidos, em parceria com o médico Hugh S. Taylor. Seu doutorado, que no Brasil é realizado na Universidade de São Paulo (USP), no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da USP de Ribeirão Preto, tem orientação do professor Rui Ferriani. Intitulada “Tissue Selective Estrogen Complexes (TSECs) Modulate Markers of Proliferation in Uterine and Breast Cancer Cells”, a pesquisa foi destaque no Congresso Americano de Reprodução Humana, em outubro, com repercussão entre sites internacionais de divulgação científica na área de Ginecologia e Menopausa.
Nessa pesquisa, culturas de células de câncer de mama foram tratadas com estradiol em associação com Moduladores Seletivos do Receptor do Estrogênio (SERMS). Existem dois tipos de moduladores atualmente no mercado, o Tamoxifeno e Raloxifeno e outros dois em fase de estudos, o Bazedoxifeno e o Lazofoxifeno. É justamente com a associação entre o Estrogênio e SERMS que foi objeto dos estudos de Jaime, em animais e em cultura de células. A conclusão foi que alguns destes SERMS são capazes de bloquear o efeito proliferativo do estradiol nesta linhagem celular e também em células endometriais, ou seja, podem sinalizar uma alternativa real de tratamento sem o risco da incidência de câncer. “A pesquisa indica que é possível que a combinação certa entre SERMS e estradiol possa tratar os sintomas da menopausa reduzindo o risco de câncer de mama”, explica o médico.
A hipótese aventada pelo pesquisador ainda deve ser testada em estudos clínicos, mas sinaliza que num curto prazo a nova alternativa poderá ser uma das soluções de tanto desconforto da menopausa. Mais: não bastassem os calorões, alteração de sono e humor, desconforto na vida sexual, as mulheres sofrem também consequências de médio prazo: “Aproximadamente 70% das mulheres que fiquem cinco anos na menopausa sem tratamento de reposição hormonal têm até 30% de perda de massa óssea por deficiência do estrogênio”, explica Jaime, salientando que toda essa perda é silenciosa, a mulher não sente nenhum sintoma.
Assessoria de Comunicação Social da UFPR
Planeta Universitário
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saúde
Testemunha de acusação no caso do assassinato da Irmã Dorothy Stang sofre atentado
Brasília - Uma das principais testemunhas de acusação contra um dos investigados pelo assassinato da Irmã Dorothy Stang sofreu um atentado no último dia 26, em Anapu, município no Pará. Apesar de ter levado diversos tiros nas pernas, na cabeça e na boca Roniery Bezerra Lopes não morreu, e está em estado grave, internado num hospital da região. A informação foi passada neste sábado à Agência Brasil pela Irmã Jane Dwyer, da mesma congregação da Irmã Dorothy.
Documentário revê assassinato de Dorothy Stang
O atentado foi cometido menos de três horas após Roniery ter recebido intimação da Justiça para ser testemunha de acusação contra Regivaldo Pereira Galvão, no caso que investiga fraudes, uso de laranjas e falsificação de documentos para esconder a grilagem do Lote 55, local onde a Irmã Dorothy foi assassinada e centro dos conflitos agrários na região.
Durante o julgamento pela morte da Irmã Dorothy, Regivaldo havia alegado não ter qualquer tipo de vínculo com o Lote 55. No entanto, em 2008 ele passou a dizer ser o dono do lote, apresentando à Polícia Federal diferentes versões sobre como teria adquirido as terras.
Um inquérito foi aberto e a PF acabou comprovando a falsificação documental, o que levou à abertura de novo processo em fevereiro de 2009 contra Regivaldo, para quem Roniery trabalhava.
Em abril deste ano, a Justiça do Pará determinou a prisão e um novo julgamento para o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e para o pistoleiro Rayfran das Neves acusados da morte de Stang. Segundo o Ministério Público, o pistoleiro executou a missionária em troca de R$ 50 mil, prometidos por Bida e pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão".
No primeiro julgamento, Bida foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado com o agravante de a vítima ser idosa. Como a pena foi superior a 20 anos, ele teve direito a um novo julgamento. Beneficiado pela mudança da versão do crime pelo pistoleiro Rayfran das Neves Sales, que disse que a arma usada para matar a religiosa não pertencia a Bida, o fazendeiro acabou absolvido.
A missionária americana Dorothy Stang foi morta no dia 12 de fevereiro de 2005 por pistoleiros, em Anapu, no oeste do Pará. Ela defendia a preservação da Floresta Amazônica e, segundo o Ministério Público, foi assassinada com seis tiros, no ombro e na cabeça, ao se dirigir a um encontro com agricultores. Ela tentava implantar um projeto de desenvolvimento sustentável para trabalhadores rurais em terras públicas. Fazendeiros da região eram contrários ao projeto porque se diziam donos da área.
Documentário revê assassinato de Dorothy Stang
O atentado foi cometido menos de três horas após Roniery ter recebido intimação da Justiça para ser testemunha de acusação contra Regivaldo Pereira Galvão, no caso que investiga fraudes, uso de laranjas e falsificação de documentos para esconder a grilagem do Lote 55, local onde a Irmã Dorothy foi assassinada e centro dos conflitos agrários na região.
Durante o julgamento pela morte da Irmã Dorothy, Regivaldo havia alegado não ter qualquer tipo de vínculo com o Lote 55. No entanto, em 2008 ele passou a dizer ser o dono do lote, apresentando à Polícia Federal diferentes versões sobre como teria adquirido as terras.
Um inquérito foi aberto e a PF acabou comprovando a falsificação documental, o que levou à abertura de novo processo em fevereiro de 2009 contra Regivaldo, para quem Roniery trabalhava.
Em abril deste ano, a Justiça do Pará determinou a prisão e um novo julgamento para o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e para o pistoleiro Rayfran das Neves acusados da morte de Stang. Segundo o Ministério Público, o pistoleiro executou a missionária em troca de R$ 50 mil, prometidos por Bida e pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão".
No primeiro julgamento, Bida foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado com o agravante de a vítima ser idosa. Como a pena foi superior a 20 anos, ele teve direito a um novo julgamento. Beneficiado pela mudança da versão do crime pelo pistoleiro Rayfran das Neves Sales, que disse que a arma usada para matar a religiosa não pertencia a Bida, o fazendeiro acabou absolvido.
A missionária americana Dorothy Stang foi morta no dia 12 de fevereiro de 2005 por pistoleiros, em Anapu, no oeste do Pará. Ela defendia a preservação da Floresta Amazônica e, segundo o Ministério Público, foi assassinada com seis tiros, no ombro e na cabeça, ao se dirigir a um encontro com agricultores. Ela tentava implantar um projeto de desenvolvimento sustentável para trabalhadores rurais em terras públicas. Fazendeiros da região eram contrários ao projeto porque se diziam donos da área.
Fonte:Agência Brasil
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violência
Como ajudar nos estudos de adulto em processo de alfabetização?

Rio - Como ajudar nos estudos de adultos em processo de alfabetização?Leia jornais e bulas de remédio junto com eles, por exemplo. Outra forma de estímulo é comentar sobre anúncios com texto que o estudante possa ler.
PERGUNTA E RESPOSTA
Convivo com uma pessoa que está se alfabetizando aos 51 anos e ela frequentemente me pede para ajudá-la nos estudos. Tenho medo de atrapalhar o método de aprendizado dela. O que posso fazer para auxiliá-la?
Joana Fostes, por e-mail
Não há por que se preocupar, ao interagir com esta pessoa que, aos 51 anos, tomou a admirável decisão de aprender a ler, escrever e calcular.
Nesta altura da vida a experiência conta muito e uma boa estratégia é ir, aos poucos, lendo junto com ela jornais, revistas, bulas de remédio, carteira de trabalho, receitas e o que mais lhe interessar.
Veja os materiais de ensino que ela usa, procurando apoiá-la, por exemplo, com jogos de palavras cruzadas que, além de divertidos, contribuem muito para o raciocínio de quem está aprendendo a ler e escrever.
Estimule também através de comentários sobre anúncios, com texto, pela TV, materiais de propaganda como outdoors nas ruas ou folhetos que são distribuídos nos super/mercados e farmácias.
Você verá que seu interesse e entusiasmo ajudarão ainda mais, o êxito dos esforços desta pessoa para ler, escrever, calcular e conquistar um dos direitos mais importantes da vida humana. Nunca é tarde para estudar.
Regina de Assis, Mestra e Doutora em Educação e consultora em Educação e Mídia
O DIA ONLINE
PERGUNTA E RESPOSTA
Convivo com uma pessoa que está se alfabetizando aos 51 anos e ela frequentemente me pede para ajudá-la nos estudos. Tenho medo de atrapalhar o método de aprendizado dela. O que posso fazer para auxiliá-la?
Joana Fostes, por e-mail
Não há por que se preocupar, ao interagir com esta pessoa que, aos 51 anos, tomou a admirável decisão de aprender a ler, escrever e calcular.
Nesta altura da vida a experiência conta muito e uma boa estratégia é ir, aos poucos, lendo junto com ela jornais, revistas, bulas de remédio, carteira de trabalho, receitas e o que mais lhe interessar.
Veja os materiais de ensino que ela usa, procurando apoiá-la, por exemplo, com jogos de palavras cruzadas que, além de divertidos, contribuem muito para o raciocínio de quem está aprendendo a ler e escrever.
Estimule também através de comentários sobre anúncios, com texto, pela TV, materiais de propaganda como outdoors nas ruas ou folhetos que são distribuídos nos super/mercados e farmácias.
Você verá que seu interesse e entusiasmo ajudarão ainda mais, o êxito dos esforços desta pessoa para ler, escrever, calcular e conquistar um dos direitos mais importantes da vida humana. Nunca é tarde para estudar.
Regina de Assis, Mestra e Doutora em Educação e consultora em Educação e Mídia
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Sob a bênção de João

Sua missão de ateu é dar uma segunda chance a quem ficou marcado pela prisão
SÃO PAULO - Vilson tem cor de marajá e dentadura de gente fina. É homem de voz mansa, que incide e reincide no discurso da inocência. Seu erro, diz, foi não saber falar "não". Aceitou feito cordeiro abrigar na sua chácara um senhor que estaria em dívida com três frequentadores do seu bar. Só foi perceber a cumplicidade no sequestro de um doleiro quando a polícia bateu na chácara e atou suas mãos com a cinta da sua calça. Na TV, Datena anunciava que a casa tinha caído para uma quadrilha de sequestradores de Sorocaba, "tudo bandido do PCC". Vilson, comerciário havia 15 anos na cidade, pegou esse mesmo tanto de pena para cumprir. Perdeu a família e os amigos, o negócio e o tino. Mas ganhou o amparo de Deus. E um emprego de João.
João tem corpo de peão e barba de corsário. É homem de sotaque goiano, que incide e reincide no discurso da segunda chance. Seu acerto, dizem, foi falar "sim" para a inclusão social. Há quatro anos ele emprega detentos e ex nas duas unidades de sua transportadora, uma em Sorocaba, outra em Uruguaiana. Seus caminhões comem asfalto do Recife ao Peru, carregando volumes que chegam a valer R$ 400 mil. João possui cacife de sequestrável e talvez por esse motivo seja discreto na mídia. Tem mãe, mulher, quatro irmãos e dois filhos. Ateu, perdeu o amparo de Deus porque quis. Mas ganhou uma legião de fiéis, que o chamam de anjo do Senhor.
Nem Vilson nem João haviam se dado conta do projeto Começar de Novo, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça na TV e no rádio. O slogan do projeto: "Errar é humano. Ajudar quem errou é mais humano ainda". A missão: sensibilizar órgãos públicos e a sociedade civil para coordenar, no Brasil todo, propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema penitenciário. "Não é uma alegoria", enfatiza o juiz Erivaldo Ribeiro, coordenador da proposta. "Trata-se de um direito do preso ser beneficiado com medidas de integração social." Erivaldo Ribeiro refere-se ao primeiro artigo da Lei 7.210, de Execução Penal. Para ser literal-literal, está escrito "harmônica" antes de integração, adjetivo ardiloso quando se trata do sistema penitenciário.
Na PII de Sorocaba ou Aparecidinha (por causa do bairro onde fica o presídio), Vilson viu os "colegas" do PCC apanharem feio assim que entraram na unidade. Ali é reduto do CRBC, Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade, rival do Primeiro Comando da Capital. Vilson só teria escapado porque alguém lhe deu crédito de ingenuidade. Mas seu naco de harmonia somente se fortaleceu depois da conversão à palavra de Jesus na Congregação Cristã no Brasil, que tem cultos no presídio, e de sua admissão a atividades da Funap, que oferece "adestramento profissional" a 144 penitenciárias do Estado. Na cela com mais 15 irmãos de fé, ele buscou sublimar a rejeição da mulher. "Ela não segurou o reggae", diz.
Na Transrebeca, João apanhou um pouco para acolher os primeiros lotes de presidiários. A ideia de usar a mão de obra deles partira do próprio João, "assim do nada", no que foi prontamente atendido pela penitenciária, localizada do outro lado da avenida, a cerca de cem passos da entrada da transportadora. Mas foi um terrorismo na cabeça anunciar a proposta. A família considerava o roubo, o sequestro, quiçá a morte, favas contadas. "O povo achava que eu tava doido." Baseado na sua experiência no assunto - qual seja, nenhuma -, ele montou uma subunidade de manutenção de caminhões dentro do regime fechado e chamou para bater ponto na empresa os do regime semiaberto. Ofereceu trabalho de mecânico, borracheiro, eletricista, pintor, funileiro, lavador, soldador, frentista e almoxarife, além de funções burocráticas no administrativo. De motorista, nem sombra. A seguradora exige, para esse cargo, um DVC limpo, uma ficha sem antecedentes criminais.
A maioria dos presos chegou (e ainda chega) com pânico de falar, pânico de perguntar, pânico de fazer. "Eles não sabem se conviver", diz o empresário, no que o pronome reflexivo faz todo o sentido diante da abissal inibição dos detentos. "Passam anos sendo obrigados a dizer ‘sim, senhor’, ‘não, senhor’ e aí travam." Afora a introspecção, havia a hierarquia cruzada. Muitos preferiam seguir o líder deles na cadeia a obedecer ao patrão. Custou um ano a João aprender a se impor como a última palavra.
Vilson aterrissou na Transrebeca com a segunda leva de detentos para trabalhar como soldador. Ninguém lhe inquiriu seu delito, ele também não fez questão de contar, muito menos de saber o crime alheio. "Se soubesse, muito preso não entrava na empresa de medo", brinca. "Não tenho por que perguntar isso, trato detentos e ex-detentos como funcionários da rua", afirma João, referindo-se aos empregados que sempre foram livres, hoje a minoria na sua folha de pagamento.
Não é segredo que, em Aparecidinha, a grande maioria responde pelos artigos 213 e 214, respectivamente de estupro e de atentado violento ao pudor. São crimes contra os costumes, e é costume não revelar que se praticou um. Para quem tem negócio, talvez assuste mais lidar com os que praticaram crimes contra a pessoa e/ou contra o patrimônio. Se João já foi roubado? "Uma vez, mas coisa pequena, ferramenta. Ele mesmo confessou e eu dispensei. Acontecia mais até com funcionário de rua do que com os presos."
Na mente de João, se existe algo que possa romper seu corpo fechado é assalto de drogado no sinaleiro. Confia que a droga seja o grande mal do mundo, o crack principalmente. Percebe que muito ex-preso bom de serviço, desses que a gente fica até encabulado de ver o tanto que se esfalfa, basta ganhar a liberdade para se perder no vício. Nota inclusive que seus funcionários alcoólatras estão pulando da bebida para a pedra. Aí muda de personalidade. Aí se foi.
Entre os detentos do semiaberto, a quem paga um salário mínimo, passado direto para o presídio e depositado numa conta poupança, está Everton, 27 anos, que teve de tudo um muito: carro do ano, casa de aluguel, três mulheres ao mesmo tempo, cinco filhos e passagem por cinco penitenciárias. Assume o consumo de drogas no passado. Não mais. "Não quero ser visto pelo crime que cometi." Até a saída definitiva, que supõe breve, cuida do jantar dos funcionários da transportadora, servido no meio da tarde depois da marmita enviada pela PII. Se abre uma lata de óleo, anota. Um saco de sal, anota. Uma farinhazinha, anota. Tem convicção de que vai levar responsabilidade por algo que possa faltar. "O sistema ensina a gente a ser assim", afirma, rodando orgulhoso a chave do cadeado da geladeira.
Do sistema fazem parte 471.296 presos, número certamente ultrapassado neste momento pelo ponteiro maior do seu relógio. Entre os achismos no sistema penitenciário, o Conselho Nacional de Justiça sabe que cerca de 17 mil presos foram libertados em 1 ano e 3 meses de mutirões carcerários. Só em Pernambuco chegaram a 1.600 alvarás de soltura nos últimos três meses. Cerca de 70% dos mais de 470 mil reincide. "É muito assustador", afirma Erivaldo Ribeiro.
Quando saiu da prisão há dois anos, Vilson ficou uns 20 dias em casa descansando a mente. "Se te desamarram de repente, dá vontade de voar." Como faz com todos os recém-saídos da prisão, o patrão disse que ele podia voltar se quisesse, agora como contratado e com o piso do sindicato. Aos que não têm onde ficar, João oferece o alojamento que construiu para os motoristas, recentemente ampliado, com 13 beliches e banheiro coletivo. Cumpre a palavra, sempre, mas percebe que a promessa de emprego agrega grande efeito no psicológico. "Como têm a certeza dessa segunda opção aqui comigo, os ex-presos ganham mais confiança neles mesmos e alguns acabam arrumando emprego em outro lugar."
Luiz ainda não conseguiu se estabelecer com essa facilidade. Companheiro de Vilson na cela dos evangélicos, acabou por virar seu enteado. Nas visitas de sua mãe, ela e Vilson começaram a se entender e, "como evangélico não namora, conversa", o papo solto rendeu um casamento quase instantâneo. Luiz, ou Lê, tem um DVC ou capivara que vai do telefone onde dá a entrevista, em Tamarana (PR), até a esquina da casa dele (e ele mora longe da esquina). Tem dado algumas palestras para pais de jovens sobre sua recuperação após uma vida entrelaçada com o sistema prisional. Nem todos aceitam que se manifeste. "Os diretores de escola, por exemplo, gostam do tema, mas aí perguntam se sou policial ou advogado." Na cidade de 11 mil habitantes, para onde migrou por causa da mulher, tem certeza de que alguns deixaram de comer na lanchonete do sogro depois que descobriram seu currículo. Não escreveu Brasil, o País da Pena de Morte à toa.
Para Luiz e sua mãe, João é o pai da humanidade. O empresário encosta na parede e olha além das carretas que povoam seu pátio. Diz que todo ser humano gosta de fazer o bem, basta ver a satisfação das pessoas em dar uma informação na rua. "A maioria é feita de bons, o problema é que um ruim representa muito." Confessa que ajuda os que vêm até ele, mas, se tiver de sair dali, não vai muito além não. Ao lado passa um moço que ele discretamente aponta como sendo da Fundação Casa, instalada também a cem passos da transportadora. Dizem que João endoidou de vez ao pegar a molecada infratora para trabalhar. Ele não sossega o facho. "Uma coisa que eu acho interessante é mexer com aqueles indigentes de São Paulo. Tem muita gente que é boa para trabalhar. Eu podia dar certo com eles. Manda um pra cá? Eu pago a passagem."
SÃO PAULO - Vilson tem cor de marajá e dentadura de gente fina. É homem de voz mansa, que incide e reincide no discurso da inocência. Seu erro, diz, foi não saber falar "não". Aceitou feito cordeiro abrigar na sua chácara um senhor que estaria em dívida com três frequentadores do seu bar. Só foi perceber a cumplicidade no sequestro de um doleiro quando a polícia bateu na chácara e atou suas mãos com a cinta da sua calça. Na TV, Datena anunciava que a casa tinha caído para uma quadrilha de sequestradores de Sorocaba, "tudo bandido do PCC". Vilson, comerciário havia 15 anos na cidade, pegou esse mesmo tanto de pena para cumprir. Perdeu a família e os amigos, o negócio e o tino. Mas ganhou o amparo de Deus. E um emprego de João.
João tem corpo de peão e barba de corsário. É homem de sotaque goiano, que incide e reincide no discurso da segunda chance. Seu acerto, dizem, foi falar "sim" para a inclusão social. Há quatro anos ele emprega detentos e ex nas duas unidades de sua transportadora, uma em Sorocaba, outra em Uruguaiana. Seus caminhões comem asfalto do Recife ao Peru, carregando volumes que chegam a valer R$ 400 mil. João possui cacife de sequestrável e talvez por esse motivo seja discreto na mídia. Tem mãe, mulher, quatro irmãos e dois filhos. Ateu, perdeu o amparo de Deus porque quis. Mas ganhou uma legião de fiéis, que o chamam de anjo do Senhor.
Nem Vilson nem João haviam se dado conta do projeto Começar de Novo, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça na TV e no rádio. O slogan do projeto: "Errar é humano. Ajudar quem errou é mais humano ainda". A missão: sensibilizar órgãos públicos e a sociedade civil para coordenar, no Brasil todo, propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema penitenciário. "Não é uma alegoria", enfatiza o juiz Erivaldo Ribeiro, coordenador da proposta. "Trata-se de um direito do preso ser beneficiado com medidas de integração social." Erivaldo Ribeiro refere-se ao primeiro artigo da Lei 7.210, de Execução Penal. Para ser literal-literal, está escrito "harmônica" antes de integração, adjetivo ardiloso quando se trata do sistema penitenciário.
Na PII de Sorocaba ou Aparecidinha (por causa do bairro onde fica o presídio), Vilson viu os "colegas" do PCC apanharem feio assim que entraram na unidade. Ali é reduto do CRBC, Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade, rival do Primeiro Comando da Capital. Vilson só teria escapado porque alguém lhe deu crédito de ingenuidade. Mas seu naco de harmonia somente se fortaleceu depois da conversão à palavra de Jesus na Congregação Cristã no Brasil, que tem cultos no presídio, e de sua admissão a atividades da Funap, que oferece "adestramento profissional" a 144 penitenciárias do Estado. Na cela com mais 15 irmãos de fé, ele buscou sublimar a rejeição da mulher. "Ela não segurou o reggae", diz.
Na Transrebeca, João apanhou um pouco para acolher os primeiros lotes de presidiários. A ideia de usar a mão de obra deles partira do próprio João, "assim do nada", no que foi prontamente atendido pela penitenciária, localizada do outro lado da avenida, a cerca de cem passos da entrada da transportadora. Mas foi um terrorismo na cabeça anunciar a proposta. A família considerava o roubo, o sequestro, quiçá a morte, favas contadas. "O povo achava que eu tava doido." Baseado na sua experiência no assunto - qual seja, nenhuma -, ele montou uma subunidade de manutenção de caminhões dentro do regime fechado e chamou para bater ponto na empresa os do regime semiaberto. Ofereceu trabalho de mecânico, borracheiro, eletricista, pintor, funileiro, lavador, soldador, frentista e almoxarife, além de funções burocráticas no administrativo. De motorista, nem sombra. A seguradora exige, para esse cargo, um DVC limpo, uma ficha sem antecedentes criminais.
A maioria dos presos chegou (e ainda chega) com pânico de falar, pânico de perguntar, pânico de fazer. "Eles não sabem se conviver", diz o empresário, no que o pronome reflexivo faz todo o sentido diante da abissal inibição dos detentos. "Passam anos sendo obrigados a dizer ‘sim, senhor’, ‘não, senhor’ e aí travam." Afora a introspecção, havia a hierarquia cruzada. Muitos preferiam seguir o líder deles na cadeia a obedecer ao patrão. Custou um ano a João aprender a se impor como a última palavra.
Vilson aterrissou na Transrebeca com a segunda leva de detentos para trabalhar como soldador. Ninguém lhe inquiriu seu delito, ele também não fez questão de contar, muito menos de saber o crime alheio. "Se soubesse, muito preso não entrava na empresa de medo", brinca. "Não tenho por que perguntar isso, trato detentos e ex-detentos como funcionários da rua", afirma João, referindo-se aos empregados que sempre foram livres, hoje a minoria na sua folha de pagamento.
Não é segredo que, em Aparecidinha, a grande maioria responde pelos artigos 213 e 214, respectivamente de estupro e de atentado violento ao pudor. São crimes contra os costumes, e é costume não revelar que se praticou um. Para quem tem negócio, talvez assuste mais lidar com os que praticaram crimes contra a pessoa e/ou contra o patrimônio. Se João já foi roubado? "Uma vez, mas coisa pequena, ferramenta. Ele mesmo confessou e eu dispensei. Acontecia mais até com funcionário de rua do que com os presos."
Na mente de João, se existe algo que possa romper seu corpo fechado é assalto de drogado no sinaleiro. Confia que a droga seja o grande mal do mundo, o crack principalmente. Percebe que muito ex-preso bom de serviço, desses que a gente fica até encabulado de ver o tanto que se esfalfa, basta ganhar a liberdade para se perder no vício. Nota inclusive que seus funcionários alcoólatras estão pulando da bebida para a pedra. Aí muda de personalidade. Aí se foi.
Entre os detentos do semiaberto, a quem paga um salário mínimo, passado direto para o presídio e depositado numa conta poupança, está Everton, 27 anos, que teve de tudo um muito: carro do ano, casa de aluguel, três mulheres ao mesmo tempo, cinco filhos e passagem por cinco penitenciárias. Assume o consumo de drogas no passado. Não mais. "Não quero ser visto pelo crime que cometi." Até a saída definitiva, que supõe breve, cuida do jantar dos funcionários da transportadora, servido no meio da tarde depois da marmita enviada pela PII. Se abre uma lata de óleo, anota. Um saco de sal, anota. Uma farinhazinha, anota. Tem convicção de que vai levar responsabilidade por algo que possa faltar. "O sistema ensina a gente a ser assim", afirma, rodando orgulhoso a chave do cadeado da geladeira.
Do sistema fazem parte 471.296 presos, número certamente ultrapassado neste momento pelo ponteiro maior do seu relógio. Entre os achismos no sistema penitenciário, o Conselho Nacional de Justiça sabe que cerca de 17 mil presos foram libertados em 1 ano e 3 meses de mutirões carcerários. Só em Pernambuco chegaram a 1.600 alvarás de soltura nos últimos três meses. Cerca de 70% dos mais de 470 mil reincide. "É muito assustador", afirma Erivaldo Ribeiro.
Quando saiu da prisão há dois anos, Vilson ficou uns 20 dias em casa descansando a mente. "Se te desamarram de repente, dá vontade de voar." Como faz com todos os recém-saídos da prisão, o patrão disse que ele podia voltar se quisesse, agora como contratado e com o piso do sindicato. Aos que não têm onde ficar, João oferece o alojamento que construiu para os motoristas, recentemente ampliado, com 13 beliches e banheiro coletivo. Cumpre a palavra, sempre, mas percebe que a promessa de emprego agrega grande efeito no psicológico. "Como têm a certeza dessa segunda opção aqui comigo, os ex-presos ganham mais confiança neles mesmos e alguns acabam arrumando emprego em outro lugar."
Luiz ainda não conseguiu se estabelecer com essa facilidade. Companheiro de Vilson na cela dos evangélicos, acabou por virar seu enteado. Nas visitas de sua mãe, ela e Vilson começaram a se entender e, "como evangélico não namora, conversa", o papo solto rendeu um casamento quase instantâneo. Luiz, ou Lê, tem um DVC ou capivara que vai do telefone onde dá a entrevista, em Tamarana (PR), até a esquina da casa dele (e ele mora longe da esquina). Tem dado algumas palestras para pais de jovens sobre sua recuperação após uma vida entrelaçada com o sistema prisional. Nem todos aceitam que se manifeste. "Os diretores de escola, por exemplo, gostam do tema, mas aí perguntam se sou policial ou advogado." Na cidade de 11 mil habitantes, para onde migrou por causa da mulher, tem certeza de que alguns deixaram de comer na lanchonete do sogro depois que descobriram seu currículo. Não escreveu Brasil, o País da Pena de Morte à toa.
Para Luiz e sua mãe, João é o pai da humanidade. O empresário encosta na parede e olha além das carretas que povoam seu pátio. Diz que todo ser humano gosta de fazer o bem, basta ver a satisfação das pessoas em dar uma informação na rua. "A maioria é feita de bons, o problema é que um ruim representa muito." Confessa que ajuda os que vêm até ele, mas, se tiver de sair dali, não vai muito além não. Ao lado passa um moço que ele discretamente aponta como sendo da Fundação Casa, instalada também a cem passos da transportadora. Dizem que João endoidou de vez ao pegar a molecada infratora para trabalhar. Ele não sossega o facho. "Uma coisa que eu acho interessante é mexer com aqueles indigentes de São Paulo. Tem muita gente que é boa para trabalhar. Eu podia dar certo com eles. Manda um pra cá? Eu pago a passagem."
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