segunda-feira, 30 de novembro de 2009

STJ julga novo pedido de liberdade do casal Nardoni


No STJ, há um novo pedido de liberdade para o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella Nardoni. Ambos são acusados pela morte da menina, que foi arremessada do apartamento do pai, na zona norte de São Paulo. A morte da criança completou um ano no dia 29 de março passado.
Anna Carolina e o pai da menina Alexandre Nardoni, acusados do crime, permanecem presos depois de várias tentativas de libertação feita pela defesa. O pai e a madrasta deverão ir a júri popular. O pedido do casal será julgado nesta terça-feira (1º/12).

Dia Mundial de Luta contra a Aids será comemorado nesta terça-feira


Em 20 anos foram notificados e diagnosticados 22.196 casos da doença no Paraná

A celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Paraná, nesta terça-feira (1º), terá como tema principal a luta contra o preconceito. Para isso, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio das 22 Regionais da Saúde, está fornecendo aos municípios diversos materiais informativos, como cartazes e folders com o tema "Viver com Aids é possível, com o preconceito não", além de preservativos e testes rápidos, para que possam realizar atividades de prevenção da doença e, principalmente, de acesso à informação.
Ainda não existe cura comprovada para a Aids e nem vacina, mas com o avanço da ciência, o tratamento com medicamentos permite aos portadores melhor qualidade de vida. "A única maneira de evitá-la é a prevenção e o diagnóstico precoce. Muitas pessoas já contraíram o vírus HIV e não sabem porque ainda não desenvolveram a doença, mas elas também transmitem o vírus", explica o secretário Gilberto Martin.
Em uma ação promovida pelo Governo do Paraná, do dia 13 de outubro a 15 de dezembro de 2008, foram realizados mais de 50 mil testes, entre rápidos e convencionais, e 527 foram positivos. Destes, apenas 48 pessoas já estavam notificadas como soropositivas. Após esta mobilização, 181 municípios do Paraná implantaram o teste rápido como diagnóstico.
Dados do Sistema de informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que os coeficientes de incidência vêm diminuindo, nos últimos cinco anos, no Paraná. Em 2004, o coeficiente era de 12,96 casos para cada 100 mil habitantes, e em 2008 este número foi de 7,72.
Mesmo com a redução nas taxas de incidência, as iniciativas de prevenção não podem ser deixadas de lado. Em 20 anos foram notificados e diagnosticados 22.196 casos da doença no Paraná. Os homens são os mais afetados, com 66,17% dos casos, porém, nos últimos cinco anos foram observados sensíveis aumentos nos casos em meninas, na faixa etária dos 13 a 19 anos. As regiões com maior incidência de casos são Paranaguá, com 24,5 casos para 100 habitantes, região de Londrina, com 16,5 casos, e região metropolitana de Curitiba, com 15,2 casos por 100 habitantes.
O número de óbitos também caiu. Em 1995 foram notificados 857 casos no Paraná, com 515 óbitos. Em 2008 foram 1.298 casos, sendo que 254 portadores morreram. "Com o acesso aos medicamentos gratuitos, o número de óbitos reduziu, mas as pessoas continuam se contaminando, por isso estamos investindo em prevenção", enfatizou o coordenador.
Para celebrar o Dia Mundial Contra a Aids, as 22 Regionais de Saúde, em parceria com os municípios, vão realizar diversas ações. Em Curitiba serão realizadas atividades no Memorial de Curitiba e, em Foz do Iguaçu, será realizado o III Seminário sobre a Feminização da Aids.
Além disso, os técnicos do Programa Estadual de Controle a DST/Aids participaram da Oficina de Instrumentalização para Lideranças Comunitárias e Religiosas em DST/HIV/Aids, realizada em Paranaguá neste domingo (29).


Médico australiano é suspeito de morte de brasileira

Neurocirurgião foi preso e liberado sob fiança; jovem morreu na mansão dele

Um médico australiano suspeito de envolvimento na morte de uma brasileira de 22 anos foi preso e liberado após pagamento de fiança nesta segunda-feira ( 30) em Sydney, na Austrália.
O consulado brasileiro em Sydney confirmou a morte da brasileira Suellen, que ainda não teve seu sobrenome divulgado e foi encontrada na mansão do médico. Segundo a polícia, ela teria morrido depois de ingerir um coquetel de cocaína e medicamentos que requerem prescrição médica, que teriam sido fornecidos pelo neurocirurgião Suresh Nair, de 41 anos.
A brasileira estaria na mansão com duas outras amigas quando morreu. O corpo da jovem foi encontrado no sábado, dia 21 de novembro, quando a polícia invadiu a casa do médico, após ter sido alertada pelo hospital onde Nair trabalhava que ele se ausentara por vários dias.
Nair não estava em casa no momento da invasão e contratou um advogado antes de se entregar à polícia. Ele foi liberado sob fiança e não pode deixar o país.
O médico foi imediatamente suspenso de seu trabalho como neurocirurgião do Hospital Nepean, em Sydney. A jovem, estudante de hotelaria em Sydney, planejava passar férias em Perth em breve.
Suellen não trabalhava e recebia dinheiro da família para se sustentar no país, segundo a mídia local. O pai da jovem está a caminho de Sydney.
Nair já havia sido suspenso de atuar como médico em 2004 e 2008 e recentemente voltara à ativa sob a supervisão de cirurgiões mais experientes. O médico deve comparecer ao tribunal no dia 15 de dezembro.


Começa em Munique o julgamento de John Demjanjuk, suposto guarda nazista


MUNIQUE - Acusado de ajudar a matar 27,9 mil civis - na maioria, judeus - em 1943, o suposto guarda de um campo de concentração nazista John Demjanjuk, considerado o último algoz do regime de Hitler vivo, começou a ser julgado nesta segunda-feira, no que será o último grande processo na Alemanha por crimes nazistas.
O homem de 89 anos foi deportado em maio dos Estados Unidos para a Alemanha , onde segue preso desde então. Ele chegou nesta segunda-feira à corte de Munique para o início do julgamento.
Demjanjuk é acusado de ter sido guarda voluntário da SS. Ele pode receber pena de 15 anos de prisão, caso seja condenado pelas atividades no campo de extermínio de Sobibor, na Polônia.
O acusado liderava a lista dos 10 suspeitos mais procurados pelo Centro Simon Wiesenthal, e um juiz de Munique expediu um mandado de prisão em março para julgá-lo por supostamente ter ajudado nos assassinatos do campo de concentração Sobibor.
Mais de 60 anos após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, a cobertura da mídia na Alemanha sobre o caso tem sido restrita, com muitos alemães, especialmente os mais jovens que não viveram a guerra, ávidos por informações sobre o passado nazista.
Demjanjuk perdeu sua cidadania americana após ter sido acusado em 1970 de ser "Ivan o Terrível", um guarda conhecidamente sádico do campo de concentração Treblinka.
Ele foi extraditado para Israel em 1986, e sentenciado a morte em 1988 após sobreviventes do Holocausto terem o identificado como o guarda de Treblinka. Mas a Suprema Corte de Israel reviu a sentença, após evidências de que outro homem era o provável "Ivan".
Ele reconquistou a cidadania em 1998, mas o Departamento de Justiça dos EUA reviu o caso em 1999, argumentando que ele trabalhou para os nazistas como guarda em três outros campos e escondeu esse fato. Sua cidadania dos EUA foi retirada novamente em 2002.
Demjanjuk, que nasceu na Ucrânia, nega ter participado do Holocausto e a família dele alega que ele está muito frágil para suportar um julgamento . Ele diz ter sido recrutado pelo Exército soviético em 1941, tornado prisioneiro de guerra alemão e trabalhado em prisões alemãs até 1944.


O Globo

Quando amor e medicina vencem medo e preconceito

Ao descobrir que Tereza tinha HIV, Antônio teve medo de ter sido o responsável por contaminá-la

Avanços da ciência dão a casais em que um tem HIV e o outro, não, o direito de sonhar
Rio - Tereza conheceu Antônio há 18 anos. Dois anos depois, estavam namorando. Cristina e André estão juntos há 6. Os dois casais quase tiveram suas histórias interrompidas com a descoberta do HIV. Tereza, que recebeu o diagnóstico de Aids na década de 90, chegou a ter certeza de que morreria em pouco tempo, e temia perder Antônio, que não tem o vírus. Cristina, abandonada pela família na emergência de um hospital público após o diagnóstico, há 5 anos, enfrentou a desconfiança do marido, que queria saber a origem da doença. Apesar da falta de explicação, André, que não tem o vírus, esteve ao lado de Cristina por todas as noites em que ela esteve internada. E agora divide com ela a felicidade de terem passado juntos a “pior fase”.
Hoje, a formação de casais sorodiscordantes — como são chamados os pares em que uma pessoa tem HIV e outra não — já não é impossível ou rara, segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A ciência tem garantido cada vez maior sobrevida aos pacientes com HIV e, junto com o amor, está vencendo a batalha e permitindo aos casais o direito de fazer planos para o futuro. “Ele é a única pessoa que sabe que tenho o vírus. É o nosso segredo. Achamos melhor não contar para nossas famílias para evitar preconceitos e mágoas. Minha mãe não entenderia”, diz Tereza, 49 anos. “Eu não teria suportado tudo sem ele.
De repente, emagreci muito, perdi cabelo, e o médico disse que era Aids. Estávamos juntos e choramos muito, muitas vezes”.

PROJETO DE VIDA
Antonio, 68, conta que seu maior medo ao saber que Tereza estava com o vírus era a possibilidade de ter sido a origem da contaminação. “Quando vi que meu resultado era negativo, fiquei aliviado porque não tinha sido eu. Em nenhum momento pensei em deixá-la. Passei a me sentir responsável por ela. Ela passou a ser meu projeto de vida e é muito bom ver que ela está bem e que conseguimos”, diz. “Por mais de uma vez eu achei que ela estava indo, mas felizmente estava errado. Agora, ela que vai ter que cuidar de mim porque estou ficando velho”, brinca.
Cristina, 40, conta que estava saindo do coma após passar mal, quando soube que estava com Aids. Além do abandono da família, enfrentou outro problema: seus pais acusavam André de ter transmitido o vírus. “Não tive a oportunidade de escolher para quem contaria. Minha mãe ficou meses sem falar comigo. Se não fosse o André, eu teria ficado largada no hospital. Foi ele quem passou as noites ao meu lado, sentado num banco. Ele insistiu para que eu procurasse tratamento”.
A história de Ana Paula, 26 , é diferente. Há 8 anos, o ex-marido morreu com Aids. Ela fez o teste, que deu positivo. Depois de muitas decepções, encontrou João. “Contei que tinha HIV e que não queria namorar. Estava cansada de ouvir os caras dizendo que não se importavam e sumirem depois. Mas João insistiu tanto que me dobrou”.

Camisinha é usada por 90% dos casais

A decisão de contar ao parceiro a descoberta ou a contaminação pelo HIV é um dos momentos mais difíceis. Segundo os médicos, ela é permeada de medos, inseguranças e dúvidas. “É uma decisão delicada. É diferente de falar que tem outra doença, como o câncer, por exemplo, porque o HIV é transmissível sexualmente. Há medo do abandono, de ser julgado. A gente tenta auxiliar a revelação porque pelo menos para o parceiro sexual é importante”, afirma a psicóloga Sandra Filgueiras, que faz parte do projeto de pesquisa de casais sorodiscordantes da Fundação Oswaldo Cruz.
O trabalho, que começou em 2000 e já conta com quase 100 casais, tem como objetivo estudar quais os fatores que aumentam ou reduzem o risco de transmissão. “Cerca de 90% dos casais usam preservativo de forma consistente, ou seja, em todas as relações sexuais”, diz o psicólogo Nilo Fernandes, responsável pelo aconselhamento do projeto. Geralmente, o paciente positivo tem mais medo de contaminar o outro. “O negativo é quem costuma insistir para abrir mão do preservativo quando sabe que a carga viral do outro está baixa e acredita que tem menos risco de se infectar. Há casos em que o casal já fez sexo antes de saber da doença e acredita que não vai pegar. Mas isso não é garantia”, diz a o acadêmico de medicina Bruno Linhares, que faz parte do projeto de casais sorodiscordantes do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

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Homem é preso suspeito de praticar pedofilia com garoto de 12 anos em SP

Executivo de 40 anos estava com menino em seu carro.
Ele ofereceu R$ 20 ao garoto, segundo a polícia.


Um executivo de 40 anos foi preso em flagrante suspeito de pedofilia com um garoto de 12 anos por volta das 23h50 do sábado (28), na rua dos Otonis, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o homem estava com o garoto dentro de seu carro, um Astra, quando policiais militares que faziam patrulha na região desconfiaram do veículo parado na rua e fizeram a abordagem. O homem estava com as calças abaixadas.
De acordo com a polícia, o homem teria oferecido R$ 20 para o garoto, que foi pego próximo ao parque do Ibirapuera, também na Zona Sul de SP. O caso foi registrado no 36º DP, no Paraíso.


COMUNISTAS COMEM CRIANCINHAS ?



Nasci na década de 60 e lembro que durante minha infância, era comum ouvir pessoas dizendo que comunistas, comiam criancinhas ! Isto obviamente assustava a todas as crianças da época e, nenhuma delas se atreveria a chegar perto de alguém que se declarasse, ou fosse tido como, “comunista” !
Hoje homem feito (que saudades da meninice! ) sei bem que aquela “campanha difamatória” tinha por base o governo militar da época o qual, obviamente, “pintava os comunas” da pior forma possível.
Entretanto, se comunistas não comem criancinhas, é fato que alguns de seus representantes atualmente têm passado a impressão de que, não apenas não comem, como não se importam com as criancinhas ! Talvez porque ainda na votem. Eu explico:
Desde o ano passado tenho acompanhado de perto dois importantíssimos projetos de lei para nossas crianças, os quais tramitam no Congresso Nacional.

1)PL 4053/2008 – Dep. Régis de Oliveira (PSC/SP) – Trata sobre Alienação Parental.- Recentemente aprovado, por unanimidade na CCJC – Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara, segue agora para o Senado Federal.
Quando tramitando pela CSSF – Comissão de Seguridade Social e Família onde, também, foi aprovado por unanimidade, recebeu um inesperado pedido de “vistas” da Dep. Jô Moraes (PC do B / MG). Naturalmente a todo e qualquer parlamentar é conferido o legítimo direito de “vistas” a qualquer matéria sobre a qual terá de votar. O que ficou estranho foi apenas o momento em que tal pedido foi realizado e ter sido esta a única parlamentar a pedir “vistas”. De qualquer forma, como já comentei, trata-se de um direito legítimo de todo parlamentar, ainda mais se considerarmos que tratava-se de matéria totalmente nova junto ao Congresso.

2)PL 5515/2009 – Dep. Dr. Talmir (PV/SP) – Trata principalmente de fazer cumprir legislação já vigente, agregando apenas alguns aperfeiçoamentos. - Este projeto na verdade é um projeto de lei que apenas corrige algumas expressões infelizes da lei da guarda compartilha, já em vigor a mais de um ano, as quais tem dado margem a equivocadas interpretações por parte de nosso judiciário, não havendo porém nenhum novo tema a ser discutido.
Naturalmente, tendo transcorrido mais de um ano desde a sanção da lei da guarda compartilhada e, sendo necessário um projeto de lei para esclarecer nossos magistrados, o Dep. Dr. Talmir “aproveitou” o processo legislativo para aprimorar o texto da lei, deixando-o condizente com projeto de lei 4053/2008, já aprovado na Câmara.
Como relatora deste projeto de lei, foi designada a Dep. Jô Moraes (PC do B / MG). Mesmo se trazer nenhuma nova discussão, visto que a matéria trata de reforçar legislação já vigente, ao longo de meses, de centenas de apelos de diversas ONGs que lutam pela igualdade parental em nosso pais, solicitando a parlamentar a entrega de seu parecer FAVORÁVEL, até o momento não foi possível a deputada manifestar sua opinião.
Opinião esta a qual, o Brasil espera seja FAVORÁVEL !
Pesquisei a trajetória politica da nobre parlamentar, tendo certeza de que, se ainda não se manifestou favoravelmente, o foi por absoluto excesso de trabalho !
Entretanto, sendo 2010 um ano eleitoral, ao menos para os Estados, para aqueles que diferente de mim, não pesquisaram as frentes de trabalho do PC do B e da parlamentar em questão, tal demora pode passar uma impressão errada no que se refere a atenção dispensada a nossas crianças !

Por Petrus Brasil

Criança é espancada pela mãe até desmaiar


Moradores do bairro Planalto Serrano, na Serra, denunciaram que uma menina de nove anos foi barbaramente agredida pela mãe, na manhã de ontem. Segundo testemunhas, a criança chegou a desmaiar.

Uma vizinha contou que a acusada - uma auxiliar de serviços gerais - espanca a filha há muito tempo. Ontem, por volta das 9 horas, a mãe iniciou mais uma sessão de agressões.
"Como a menina estava perto do portão, mesmo machucada, conseguiu sair de casa e correu para a rua e desmaiou. Os vizinhos a socorreram. Uma moça pegou a garota e falou com a mãe que ela não chegasse perto para pegar a filha. Em seguida, chamaram a polícia", contou uma moradora do bairro.
A criança foi levada para o Pronto-Atendimento de Carapina, também na Serra, onde recebeu atendimento médico. Segundo informações do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), a menina foi encaminhada ao Conselho Tutelar do município.
Moradores contaram que a garota é filha adotiva da auxiliar de serviços gerais. Ela tem outros dois filhos - uma adolescente de 14 anos e um garoto com, praticamente, a mesma idade da menina agredida.
"No entanto, só ela que é maltratada pela mãe. A mãe sai de casa, vai para a igreja e deixa a criança trancada. Não dá comida e, todos os dias, agride a menina antes de sair para o trabalho. A criança tem muitas marcas pelo corpo. Na orelha dela, ficam as marcas das unhas da mãe. É um absurdo o que ela faz", contou a vizinha.
Não é primeira vez que moradores do bairro chamam a polícia por causa das agressões à criança.
"Não suportamos mais ver o sofrimento da criança. O que a gente espera é que a justiça seja feita e que as providências sejam tomadas", desabafou a vizinha.


Gazeta Online

Pais enfrentam dilema na hora de falar de Papai Noel


Se seu filho já mandou a cartinha para o polo norte e agora aguarda com ansiedade a chegada dos presentes no dia 25, ele certamente será atraído pela foto ao lado. Então é melhor mostrar esta página a ele.

"Minha filha já desconfia", conta Adriana Bona Matos, 43, com ar preocupado, enquanto observa Ana, 7, caminhar com os olhos brilhantes em direção ao Papai Noel do shopping Eldorado, em São Paulo. "No Natal passado ela percebeu que o Papai Noel que levava os presentes tinha alguma semelhança com o pai dela. Mas, por sorte, foi só isso. Não chegou a fazer uma pergunta direta."
Falta menos de um mês para o Natal. Como muitos pais e mães nesta época do ano, Adriana se pergunta se não é hora de abrir o jogo e contar toda a verdade sobre o Papai Noel. Além da desconfiança da filha, pesa o fato de amiguinhos dela já saberem que o senhor da barba branca não existe.
Especialistas em infância afirmam que não há idade certa. "Pode ser aos quatro anos, aos seis, mais tarde... A própria criança dá sinais de quando é o momento, e os pais precisam reconhecer os sinais", explica a pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, do Núcleo de Pesquisas do Brincar da PUC-SP.
Antes de tudo, é necessário esperar a pergunta "O Papai Noel existe mesmo?". Depois, a dica é não entregar de pronto a resposta definitiva. O pai precisa antes perceber se o filho espera um "sim" ou um "não". Será justamente essa a resposta adequada naquele momento.
Quando a criança chega inconformada, criticando o coleguinha que ousou dizer que o Papai Noel não existe, aí está o sinal claro de que ela ainda quer crer no bonachão natalino.
Por outro lado, quando a mãe diz que o Papai Noel, sim, existe, e a criança retruca com perguntas que derrubam os argumentos a favor do bom velhinho, talvez não haja nada a fazer além de entregar a verdade.

Ilusão necessária
O importante é que os pais não destruam a ilusão antes do tempo. Crer que o Papai Noel tem uma casa no polo norte, fabrica brinquedos para as crianças do mundo todo e viaja pelos céus a bordo de um trenó faz parte da mesma lógica dos contos de fadas.
Assim como as tradicionais narrativas infantis, o Papai Noel ensina certas virtudes --como a bondade e a generosidade-- e comportamentos --a obediência aos pais e o bom relacionamento com os irmãos.
A imaginação, além disso, é fundamental para o amadurecimento emocional da criança. "O mundo real é complexo demais para a criança novinha. O mundo da fantasia, ao contrário, pode ser manipulado e mudado. É uma espécie de treinamento que dá à criança os recursos emocionais para que ela mais tarde seja capaz de enfrentar o mundo real", diz a médica Ivete Gattás, da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp.
Por fim, quando pais e filhos escrevem a cartinha juntos, montam a árvore de Natal e compartilham a ansiedade pela chegada do dia 25, os laços familiares são estreitados.
Mas, da mesma forma que não se deve acabar com a fantasia antes do tempo, os pais tampouco podem prolongá-la além da conta. Alguns fazem isso sem perceber. "Quando a criança deixa de crer no Papai Noel, significa que uma fase da infância ficou para trás. Nenhuma mãe gosta de ver que o filho está crescendo", diz Cláudia Tricate, psicóloga e diretora do colégio Magno, de São Paulo.
Rafaela Cunha, 28, lembra a própria infância ao explicar por que quer sua Maria Eduarda, 5, acreditando piamente na existência do bom velhinho por bastante tempo: "A vida real é tão dura, não é? Gostaria que ela continuasse vivendo essa magia o máximo possível. Me lembro da minha época de criança, e era tão gostoso".
A mãe pode ficar tranquila, ao menos por agora. Enquanto Rafaela conversa com a Folha no shopping, Maria Eduarda está no colo do Papai Noel, envergonhada, tentando descrever a boneca cigana que deseja ganhar neste Natal.

Ricardo Westin


Educadores do mundo reúnem-se em Belém


Belém será a capital internacional da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir da próxima semana. O evento, que acontece no período de 1º a 4 de dezembro, vai reunir centenas de educadores do mundo todo para debater a política de educação de adultos para a próxima década. O encontro, que ocorre de 12 em 12 anos, é promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura - Unesco.
Pela primeira vez na América Latina - as cinco edições anteriores aconteceram na Europa -, esta edição tem como sede o território brasileiro e um estado da Amazônia. Além de contar com a chancelaria do governo brasileiro, por meio do Ministério da Educação ( Mec), o evento tem o apoio do governo do Pará, via Secretaria de Estado de Educação (Seduc), principal órgão articulador para trazer a Conferência Internacional da Unesco para a capital paraense.
Embora a Conferência não seja aberta ao grande público, cerca de duas mil pessoas, de mais de 150 países do mundo inteiro, são esperadas. Belém será uma referência mundial, porque o documento oficial que será escrito na cidade. Ao final de uma semana de discussões e debates, serão traçadas as diretrizes e metas para a educação de jovens e adultos para a próxima década.
A Conferência envolverá os países-membros da Unesco, agências das Nações Unidas (ONU), agências multilaterais e bilaterais de cooperação, organizações da sociedade civil, setor privado e aprendizes de todas as regiões do mundo.
O governo brasileiro, e em especial o governo do Pará e as instituições parceiras, não mediu esforços para garantir que a Confintea seja um sucesso. Foram criadas linhas de ônibus, com trajeto especial, ligando os hotéis dos participantes ao Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, local escolhido para abrigar a Conferência. Oficiais do escritório de Paris da Unesco e representantes do Mec já estão em Belém, para conferir a estrutura destinada ao evento. Cerca de 150 alunos do curso de línguas estrangeiras da Universidade Federal do Pará (UFPA) foram treinados para trabalhar como tradutores e intérpretes durante todo a conferência, já que são seis os idiomas oficiais da Confintea.

Tetê Vasconcelos - Seduc


Agência Pará de Notícias
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