domingo, 31 de janeiro de 2010

Pitico é caminho para o crack

Ao adicionar farelos da pedra à maconha, usuários subestimam poder de cigarro mesclado de levar à dependência à droga
Subestimando a capacidade do crack de escravizar quem o experimenta, usuários estão misturando farelos da pedra à maconha. Conhecido como pelezinho, pitico ou mesclado, o cigarro tem sido montado pelos próprios consumidores longe das bocas de fumo.
Em busca de uma sensação diferente da experimentada com o uso da maconha, adolescentes estão misturando crack aos cigarros. A combinação provoca alucinações, excitação e perda de percepção, podendo levar a quadros depressivos e a problemas neurológicos, respiratórios e cardíacos.
– A sociedade tende a minimizar os danos da maconha ao usuário. Isso é um erro que pode estar criando a percepção, entre jovens, de que o pitico não é nocivo – avalia a psiquiatra Vilma Rodriguez, que acompanha dependentes químicos em tratamento no Hospital Parque Belém, na Capital.
Veio da investigação policial o primeiro indício de que são os próprios usuários que fazem a mescla de drogas. Conforme o delegado Márcio Zachello, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), o pitico é geralmente apreendido com o usuário.
– Não é uma combinação muito comum de se apreender. Mas quando isso ocorre, o usuário relata que foi ele quem montou – revela o policial.

Venda disfarçada da droga preocupa especialistas

Para o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas, a combinação das drogas está por trás de parte dos casos de dependência de crack. Conforme ele, o pitico é uma mistura intermediária:
– Parece ser uma forma de iniciação aparentemente de menor risco para o crack, o que é um engano. O pitico amplia o mercado para o crack entre os que já gostam de maconha.
Outra preocupação dos médicos é a de que o pitico seja usado como ardil para viciar em crack novos consumidores. O psiquiatra Guilherme Vollner, do Hospital Mãe de Deus, teme pelo assédio próximo a escolas.
– O traficante acaba se aproveitando da curiosidade de adolescentes. Vende o cigarro como se fosse apenas maconha. O usuário vai se tornando tolerante e usa cada vez mais.

FRANCISCO AMORIM
francisco.amorim@zerohora.com.br

Zero Hora

Adoção em Ribeirão tem fila de 95 pessoas


A proporção de janeiro na cidade é de cinco interessados para cada criança apta a adoção


A adoção em Ribeirão registrou, neste mês, uma proporção de cinco interessados para cada criança. De acordo com levantamento da Vara da Infância e da Juventude, a cidade tem 95 pretendentes a adoção e 19 crianças que podem ser adotadas.
Os números registrados em Ribeirão seguem a média nacional e da região Sudeste, que têm seis pessoas para cada criança. Hoje, existem no Brasil, 26,6 mil pessoas interessadas em adotar e 4,3 mil crianças para a adoção, no Sudeste, são 12,1 mil interessados e 2 mil crianças.
Para a psicóloga da Vara da Infância, Valéria Telourdes Nardini Mattar, a causa está nas exigências dos pais adotivos, que em sua maioria preferem bebês. "A disparidade acontece principalmente pela cultura em se adotar bebês. E a maioria das crianças que podem ser adotadas não são tão pequenas", disse.
De acordo com dados do Cadastro Nacional de Justiça (CNJ), a faixa etária em que há o maior número de crianças esperando pela adoção é aos 13 anos. O número de crianças com até um ano não chegam a 15 e as entre um e dois anos não chegam a 100.
A advogada Claudia Morroni adotou uma menina há sete anos e disse que o processo foi tranquilo. "Não demorou pois ela não era mais um bebê, quanto maior a criança, mais rápida é a adoção."
Segundo Márcia Peruchi, presidente da ONG Grupo de Apoio e Incentivo Crescendo em Família, de orientação para a adoção, a burocracia é grande. "O processo de destituição de uma criança da sua família não é simples e isso influência no tempo de espera das famílias.

Gazeta de Ribeirão

Na fila de espera nacional para a adoção, a maioria dos pretendentes são casais (21,4 mil), em seguida, estão as pessoas solteiras (2,3 mil).

Médico que operou Lanusse Martins será indiciado por homicídio doloso


Delegada Martha Vargas entendeu que houve erro médico durante a realização de lipo em jornalista. Cirurgião responderá por homicídio doloso

O cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes, responsável pelo procedimento de lipoaspiração que matou a jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27 anos, no começo desta semana, foi indiciado por homicídio doloso (quando se assume o risco de matar) pela delegada Martha Vargas, chefe da 1ª DP. Ela concluiu que houve erro médico no caso. O resultado da autópsia realizada no corpo da jovem, que foi divulgado ontem, mostra que houve a perfuração da veia renal direita de Lanusse durante a lipo. Com isso, ela teve hemorragia interna e consequentemente diversas paradas cardiorrespiratórias.
Segundo Martha Vargas, um anestesista teria alertado o médico da perda dos sinais vitais da jornalista, mas Haeckel não teria feito tudo o que deveria para salvar a vida da paciente. "Ele cometeu dois erros: o primeiro foi o de ter perfurado a cavidade abdominal de Lanusse e o segundo foi o de não abrir a paciente para amarrar a veia que estancaria a hemorragia. Ela poderia ter sobrevivido se tivesse feito isso", defendeu a delegada.
Lanusse morreu no último dia 25, na sala de cirurgia do Hospital Pacini, localizado na 715/915 Sul. Os legistas identificaram 15 incisões feitas pela cânula de lipoaspiração. Ao ter a veia renal lesionada pelo instrumento, Lanusse teria apresentado sinais como palidez, sudorese e sangue mais escuro. A equipe de profissionais só teria percebido que havia algo errado após virar a paciente de lado. "Nesse momento, ela teve uma queda abrupta de pressão e começou a ter várias paradas cardiorrespiratórias", explicou a delegada. Imediatamente foi aplicado medicamento na veia da jornalista e, durante 1h15, o cirurgião tentou reanimá-la com massagens cardíacas, mas isso fez o sangue jorrar mais rápido.
Conforme antecipou ontem o Correio, Lanusse perdeu cerca de dois litros de sangue, quase a metade do que existia no corpo dela. Segundo uma fonte do IML ouvida pela reportagem na quinta-feira, o rim direito da jornalista também foi perfurado. "Quando fizemos o exame no corpo identificamos que a cavidade do coração estava sem sangue", disse a médico-legista do Instituto de Medicina Legal (IML) Luciana Satie, que comandou a perícia e participou da divulgação do laudo ontem.

Sala fechada

Muito abalada, a família de Lanusse preferiu não falar sobre o resultado do IML. A reportagem também procurou ontem o cirurgião Haeckel Moraes no centro clínico do Sudoeste, onde ele tem um consultório, mas a sala estava fechada. No Lago Sul, na casa de uma tia do médico, uma empregada informou que ele não estaria em Brasília. Haeckel foi intimado a depor, mas alegou estar abalado emocionalmente. Na tarde de quarta-feira, ele apresentou atestado de 15 dias assinado por um psiquiatra.
Até agora, foram ouvidas sete pessoas da equipe que operou Lanusse. A 1ª DP tem 30 dias para concluir o inquérito e enviá-lo ao Ministério Público. A promotoria tem a opção de oferecer denúncia pelo homicídio doloso, conforme entende a Polícia Civil, culposo (sem intenção de matar) ou ainda decidir pelo arquivamento do processo. A pena para o homicídio doloso é de 6 a 20 anos de prisão e o culposo é de 1 a 3 anos, em caso de constatação de que houve imperícia ou negligência.

Sem processos anteriores

A constatação da Polícia Civil de que houve erro médico no caso da jornalista serviu de alerta para a população e chamou a atenção da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Segundo o presidente da entidade, Sebastião Guerra, o que aconteceu com Lanusse Martins foi uma fatalidade. Segundo ele, o médico Haeckel Moraes é de uma família tradicional de cirurgiões do Triângulo Mineiro (MG), com mais de 16 anos de experiência no ramo de cirurgia plástica.
O médico também não responde a nenhum outro processo criminal. Ele é membro da SBCP. "Ele tem a melhor formação possível. Estamos consternados com o que aconteceu porque houve um acidente grave e letal", disse Sebastião Guerra. A SBCP analisa a suspensão do exercício da profissão de Haeckel junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). "Vamos nos inteirar dos fatos e criar normas para combater erros assim", destacou.

Protocolo

A Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou ontem a elaboração de um protocolo de segurança para cirurgia plástica. O documento será elaborado em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e irá oferecer orientações de indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, atendimento pós-cirúrgico, anestesia e condições do local. Esse protocolo tem for finalidade detalhar uma série de procedimentos que deverão ser adotados desde a primeira consulta até o pós-operatório. A estimativa é que esse projeto demore ainda cerca de cinco meses para entrar em vigor.

Mara Puljiz
Correio Braziliense

O álcool emburrece


Os adolescentes andam bebendo demais

A maioria dos jovens, meninos, e, cada vez mais, as meninas, ficam bêbados em quase todas as festas de finais de semana. E a chance de colocarem suas vidas em risco, nestas ocasiões, é enorme. Pessoas extremamente inteligentes, antes da festa, podem, após alguns copos, tornarem-se completos idiotas e fazerem as maiores barbaridades.
O consumo de álcool entre os adolescentes tem crescido assustadoramente e começa cada vez mais cedo. Atualmente, no Brasil, aos redor dos 12 anos.
Diversas pesquisas sobre o assunto, das melhores universidades americanas e brasileiras, revelam que o álcool pode causar danos ao hipocampo e que o completo desenvolvimento do cérebro e, mais especificamente, do lóbulo frontal só ocorre ao final da adolescência (que pode ser até os 24 anos), e concluíram que os danos causados às células neuronais que estão sendo mortas ou lesadas a cada bebedeira vão trazer consequências graves no futuro.

Sim, o álcool pode lesar o cérebro.

Segundo as pesquisas da Universidade da Califórnia, adolescentes que haviam se embebedado pelo menos cem vezes (contando os finais de semana de festas, vemos que isso não é difícil de acontecer), dos 14 aos 16 anos, apresentaram pior desempenho em testes de memória e, ainda, um hipocampo menor do que os que não bebiam.
Isto quer dizer que o álcool pode, também, diminuir o tamanho do cérebro.
Três milhões de adolescentes contraem doenças sexualmente transmissíveis a cada ano no mundo. Nos EUA, duas pessoas jovens contraem aids a cada hora. Aqui, os consultórios ficam repletos de meninas violentadas ou arrependidas de terem praticado sexo com estranhos, ou no mínimo, infectadas com o vírus HPV ou várias DSTs, após algumas festas, como no Carnaval, ou no Planeta Atlântida. E por quê? Corpo de bêbado não tem dono...
Outra alarmante conclusão dos últimos estudos sobre o assunto também revelou que quase a metade dos adultos que começaram a beber antes dos 14 anos torna-se alcoolista. Entre os que iniciaram beber depois dos 21 anos, o percentual de dependência cai para apenas 9%. A formação completa do cérebro só acontece ao redor dos 21 anos.
Podemos pensar, então, que quem toma porres com menos de 21 anos estará lesando um cérebro em desenvolvimento, e, portanto, tenderá a ter um cérebro subdesenvolvido quando adulto.
Além disso, o álcool é a porta de entrada para as outras drogas: maconha, ecstasy, cocaína e o famoso crack. É fácil, estando alcoolizado, ser convencido por um pseudoamigo a experimentar qualquer uma destas drogas. Aí, é lesão cerebral na certa.
Algumas doenças mentais, como o transtorno bipolar, por exemplo, quando existe um histórico familiar e uma predisposição genética, podem vir a desenvolver-se com o abuso do álcool e das drogas.
Fico impressionada quando vejo alguns meninos e meninas completamente alcoolizados, voltando para casa de manhã, quando eu estou acordando. Onde estão os pais para ver isso? Ou será que, pior ainda, veem e acham que não há nenhum problema nisso? Ou será que têm receio de dizer alguns “nãos”?
Os pais têm o dever e o direito de impedir que seus filhos comecem a beber muito cedo e demais. Os jovens precisam, principalmente, de limites e orientação. Dar limite é cuidar. Dar limite é dar amor.
Proíba seu filho de beber antes da idade certa. Não ofereça bebida alcoólica para seu filho, não beba com ele, não patrocine as festas de aquecimento, nem nenhuma festa jovem regada a álcool em sua casa se seu filho ou filha é menor de 18 anos, ou você poderá ser um pai ou mãe filicida.
Ajude seu filho ou filha a ter coragem de chegar em uma festa e recusar a bebida e enfrentar a pressão. Ensine a ele ou a ela que isso não será “pagar um mico”, mas um ato de muita bravura e personalidade. Menino macho mesmo pode ser aquele que tem coragem de não beber com a turma. Menina de cara limpa é mais valorizada do que cheirando a vômito.
Temos que impedir que essa geração de jovens maravilhosos, inteligentes, se torne uma geração de adultos dependentes, sequelados, desmemoriados, lesionados ou drogados pelo álcool.
O futuro do mundo e das próximas gerações depende deles.

Carla Rojas Braga
Psicóloga e Psicoterapeuta

Segurança da criança nos dias de chuva


Em algumas regiões do país, o número de raios aumentou neste verão. Veja o que fazer para evitar acidente com o seu filho nos dias de tempestades
Qual criança não adora brincar na chuva? E tirar o seu filho da piscina gostosa só porque começou um temporal de verão? Mas é preciso que você tenha atenção com o seu filho em dias como os últimos de janeiro. Com as tempestades, podem vir os raios, e a segurança da sua família está em risco.
De acordo com dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a incidência do aumento de raios no verão deste ano é mais evidente nas regiões sul e em parte do sudeste e centro-oeste do país.
Algumas medidas simples, no entanto, são suficientes para prevenir acidentes. “É importante também orientar as crianças sobre os riscos dos raios, sem alarme, para não traumatizá-las”, diz Osmar Pinto Junior, coordenador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE).
Abaixo, veja dicas da instituição para a hora que os trovões surgirem:
- Retire as crianças da piscina, mesmo se estiverem em prédios com pára-raios;
- Se o seu filho estiver na água do mar, faça o mesmo. Mas não adianta permanecer na areia, é preciso se proteger dentro do carro ou de uma casa;
- Nas fazendas, não deixe seu filho em áreas isoladas, como campos de futebol, próximo de cercas com arame farpado ou tratores;

- Dentro de casa, os cuidados continuam:
evite tomar banho em chuveiro elétrico, falar ao telefone com o aparelho ligado na tomada e ficar encostado em geladeiras. O videogame, o computador e a televisão também precisam ser desligados durante as tempestades.

Nos EUA, cientistas do programa de acidentes com raios da Universidade de Illinois percebeu um aumento de vítimas que brincavam com videogames durante as tempestades. Por isso, todo cuidado é pouco. Para evitar surpresas desagradáveis, os especialistas recomendam que aparelhos eletrônicos sejam ligados novamente pelo menos 30 minutos depois do último trovão. Para entreter as crianças enquanto a chuva não passa, que tal um jogo de tabuleiro com toda a família?

Proposta eleva de 7 para 11 anos idade mínima de criança em moto


O Projeto de Lei, do ex-deputado Professor Victorio Galli, eleva de sete para 11 anos o limite de idade de crianças que podem ser transportadas em motocicletas, motonetas e ciclomotores.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, desrespeitar o limite de idade para o transporte de menores nesse tipo de veículo constitui infração grave, punível com multa.
Na opinião de Galli, uma criança de sete ou oito anos é muito pequena para ter o reflexo necessário em manobras bruscas que podem ser comuns no trânsito.
Ele argumenta ainda que capacetes para crianças pequenas são caros e difíceis de encontrar.
"Isso leva alguns pais a abusarem da sorte, transportando seus filhos sem o equipamento", afirma.


Comunidade angolana no Kwazulu-Natal em condições aceitáveis, cônsul geral


Baia Farta - O cônsul geral de Angola no Kwazulu-Natal, Balduíno Bwanga, disse sexta-feira ultima, no município da Baía Farta, província de Benguela, que a comunidade angolana residente naquela região da África do Sul vive em
condições socioeconómicas aceitáveis.
Balduíno Bwanga acompanhava o primeiro-ministro do Kwazulu-Natal, Zweli Mkhize, na sua visita ao município da Baía Farta.
Afirmou que a comunidade angolana, estimada em cerca de 300 famílias, possui na sua maioria emprego e as crianças tem acesso a escola.
Balduíno Bwanga revelou igualmente que existem boas relações entre a comunidade angolana e a população daquela região.
O Cônsul considerou oportuna a visita da delegação do Kwazulu-Natal à província de Benguela e em particular ao município da Baía Farta, que virá a ser fornecedora de pescado à região do Kwazulu.
A delegação sul-africana que se encontra na província desde segunda-feira última, regressa hoje, domingo, a Luanda.


Dez norte-americanos são presos suspeitos de roubar crianças no Haiti



Prisão ocorreu na fronteira com a República Dominicana.
Ela ocorreu na sexta, mas foi anunciada no dia seguinte.

Dez norte-americanos foram presos na fronteira do Haiti com a República Dominicana suspeitos de terem roubado ao menos 31 crianças haitianas como parte de uma rede de tráfico humano, anunciou neste sábado (30) o ministro haitiano de Assuntos Sociais e do Trabalho, Yves Christallin.
O Haiti foi devastado por um terremoto no último dia 12, deixando ao menos 170 mil mortos.
Cinco homens e cinco mulheres com passaporte dos Estados Unidos foram presos na sexta-feira (29) com crianças com idade entre dois meses e 12 anos, próximo com a fronteira haitiana com a República Dominicana.
Os suspeitos foram identificados como membros de um grupo chamado “New life children’s refuge” (refúgio para a nova vida das crianças),.
A Embaixada dos Estados Unidos no Haiti não confirmou a informação.


Os suspeitos estavam acompanhados por dois cidadãos haitianos, além das crianças. De acordo com Christallin, também estão envolvidos no caso dois pastores, um do Haiti e outro de Atlanda, nos Estados Unidos. “É um roubo, não uma adoção”, disse o ministro.
Christallin disse que os norte-americanos não estavam com os documentos necessários para levar as crianças legalmente do país. Eles também não possuíam cartas de autorização dos pais das crianças.
“O que é importante para nós do Haiti é que uma criança precisa ter autorização do governo para deixar o país.”
Os cidadãos americanos permanecem detidos na Direção Central da polícia judicial de Porto Príncipe, com dois cúmplices haitiano, informou o diretor-geral da polícia, Mario Andresol.


Grupo de norte-americanos presos por tentar roubar crianças do Haiti. (Foto: Ramon Espinosa/AP)

Uma investigação foi aberta para determinar em que circunstâncias os dez americanos conseguiram as crianças, que foram transferidas para um abrigo em Croix-des-Bouquets, norte de Porto Príncipe.
Várias crianças foram adotadas desde o terremoto de 12 de janeiro. As autoridades americanas pediram aos futuros pais adotivos de crianças haitianas que tenham paciência, pois são necessários procedimentos transparentes no processo de adoção para evitar erros e tráfico de crianças
As autoridades haitianas e a ONU já haviam advertido sobre os temores de que traficantes de crianças aproveitassem do caos que vive o país para agir.


G1

Dinossauros em cores

COR
Nos fósseis, foram encontradas microesferas de pigmento que serviram de base para a reconstituição colorida do Sinosauropteryx

A descoberta de que as penas dos dinossauros eram coloridas mudará para sempre a imagem que tínhamos dos grandes répteis do passado

O grifo era uma animal fabuloso, metade águia, metade leão. A fera rugia com uma enorme bocarra leonina, enquanto sacudia a juba negra e alçava voo com seu corpo de águia, estendendo suas asas imensas e exibindo garras afiadíssimas. O grifo fazia parte da mitologia dos antigos persas, há 2.500 anos. Em 2010, a realidade superou a ficção. Imagine um ser bípede, meio réptil meio ave. Suas mandíbulas ainda possuem presas, mas começam a assumir a forma de um longo bico afilado. O bicho tem o tamanho de um dálmata, só que desprovido da adorável pelagem branca pontilhada de manchas negras. Pelos são exclusividade dos mamíferos, o que não é o caso desse bicho. Apesar de tecnicamente tratar-se de um réptil, o animal não tem as escamas de uma cobra nem a couraça de um crocodilo, muito menos a carapaça de uma tartaruga. O animal (ainda) não é uma ave e, portanto, não é dotado de asas, mas possui pés de uma descomunal galinha, e é todo emplumado, da cor do gengibre. No topo do cocuruto exibe uma crista majestosa que causaria inveja ao último dos moicanos. E a cauda, comprida como a dos cangurus, é coberta por uma espessa penugem colorida, formando um padrão anelado que alterna tons de gengibre e creme – remetendo imediatamente aos apêndices peludos dos lêmures de Madagascar. Só que o bicho não é sul-americano nem africano. Ele é um dinossauro chinês. Seu nome é Sinosauropteryx prima, o “primeiro lagarto chinês emplumado”.
Antes do Sinosauropteryx, os dinossauros não tinham cor. Seus fósseis podiam ser descomunais como o crânio de um tiranossauro ou delgados e delicados como os ossos petrificados dos primos alados dos dinossauros, os pterossauros. Mas um fóssil é uma pedra. O fóssil é a representação na rocha de um organismo que um dia existiu, morreu e teve as células do seu esqueleto (mas também, em circunstâncias muito raras e especialíssimas, dos órgãos internos, do couro e das penas) substituídas por minerais. Por isso, os fósseis não têm cor. Sua tonalidade vai do branco-gesso ao negro-carvão. Qualquer coloração do espectro que adornava os animais extintos e fugia da monotonia monocromática da ausência ou do excesso de negro se perdeu ao longo do processo de fossilização. Este era um dogma da paleontologia. Este dogma vingou por 200 anos. Caiu em desuso semana passada, com a descoberta dos pigmentos cor de creme e de gengibre do Sinosauropteryx. “Eu sempre disse aos meus alunos que existia um monte de coisas que nós podíamos aprender com os dinossauros,” conta o inglês Mike Benton, um dos líderes da pesquisa e paleontólogo da Universidade de Bristol. “Duas coisas que nunca poderíamos saber eram os sons que produziam e quais as suas cores. Eu estava errado.”
Os restos do Sinosauropteryx foram descobertos em 1996, na província chinesa de Liaoning. O animal viveu no período Cretáceo, há 125 milhões de anos. Os paleontólogos do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de vertebrados, em Pequim, ficaram boquiabertos com o estado de preservação do bicho. Podiam-se ver as impressões das magníficas penas que cobriam seu corpo. Foi o primeiro dinossauro com penas preservadas. O achado deu impulso aos defensores da hipótese de que os dinossauros não se extinguiram há 65 milhões de anos. Um ramo deles, os terópodes, bípedes e carnívoros cuja maior estrela é o tiranossauro rex, sobreviveram até nossos dias como aves. A teoria surgiu nos anos 1970, quando ficou evidente que os ossos da bacia de dinos e aves eram parecidos. Desde o Sinosauropteryx, vieram à luz outros fósseis para reforçar a hipótese, como aves com dentes e dinos com asas. Em 2007, americanos extraíram DNA do fêmur de um T-rex. Parecia DNA de galinha.
O impulso final para fazer da teoria um fato foi a descoberta das cores do Sinosauropteryx. Tudo começou em 2006, com o estudo de uma lula fóssil feito por Jakob Vinther, na Universidade Yale. À luz do microscópio, Vinther identificou no saco de tinta da lula a existência de microesferas. Eram idênticas aos melanossomas, estruturas de pigmento das lulas vivas. Mas melanossomas são responsáveis pela cor de muitos animais, incluindo aves. Ao investigar uma pena fóssil de 47 milhões de anos, Vinther viu melanossomas iguais aos dos estorninhos, passarinhos de um escuro iridescente.
“Ops, olhem só pra isso”, disse Benton ao ler aquele estudo. Paleontólogo que dedicou 30 anos de carreira ao estudo dos dinossauros, Benton foi procurar melanossomas em seus melhores fósseis. “Imediatamente, nós as encontramos”. A mesma ideia ocorreu em Pequim, com o paleontólogo Fucheng Zhang. Zhang e Benton se debruçaram sobre a lâmina pétrea do Sinosauropteryx e detectaram dois tipos de melanossomas semelhantes aos que, nos tentilhões, tingem suas penas com as cores creme e gengibre. A mesma paleta foi aplicada ao Sinosauropteryx, no estudo publicado dia 26 na revista Nature. “A descoberta acaba definitivamente com o debate sobre a ancestralidade das aves,” afirma Zhang.
Benton afirma que as microesferas de pigmento estão sendo achadas em praticamente todos os fósseis. Podemos esperar para os próximos anos uma avalanche de filmes e brinquedos onde os famigerados tiranossauro e velociraptores de O parque dos dinossauros (1993) serão emplumados, com padronagens sóbrias como as de um pardal ou carnavalescas como os pavões. A exceção será Rex, o tiranossauro verde de Toy Story. Esse nunca mudará.


Cirurgia retira alicate que ficou cravado na cabeça de menino na China

O médico Li Xuejun disse que fez o possível para retirar o objeto sem abrir o crânio. De acordo com o cirurgião, se ele tivesse entrado um pouco mais fundo, o menino poderia ter morrido. A avó de Xiao Hu, que ainda está chocada com o incidente, disse que o menino gritou bastante na hora. (Foto: Barcroft Media / Getty Images)

Xiao Hu, de 2 anos, caiu acidentalmente sobre a ferramenta.
Ele escapou da morte por pouco, segundo o médico que o operou.

Imagem de raio X mostra alicate cravado no rosto do garoto Xiao Hu, na cidade chinesa de Changsha. O menino de 2 anos caiu acidentalmente sobre a ferramenta, que entrou pela parte superior de sua boca e atingiu seu cérebro. Xiao Huo, que mora na cidade de Yongshun, na província de Hunan, passou por uma cirurgia na segunda-feira (25) e está se recuperando. Bombeiros cortaram a maior parte do metal, deixando cerca de 10 cm saindo de seu rosto. O objeto entrou cerca de 5cm dentro do cérebro do garoto. (Foto: Barcroft Media / Getty Images)

G1

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