A diretoria da escola acredita que a doação de brindes pode ser uma forma de sanar a dívida existente junto a Receita Federal, através de realização de bingos e rifas
Atualmente, a escola Especial da Apae de Palmas possui dívida previdenciária junto a Receita Federal no valor de aproximadamente R$ 33 mil. Segundo a diretora da Apae, Francisca Lima Barros, esse débito é referente a parcelamentos de dívidas de INSS e FGTS de servidores. Com isso a direção da Apae pede a colaboração dos empresários e comunidade em geral que possam ajudar através de doações de brindes para a realização de bingos e rifas com o objetivo de arrecadar verba para quitar essa inadimplência. “Pedimos a ajuda de empresários e comunidade que possam fazer alguma doação de brindes para trabalharmos com bingos e rifas com o intuito de arrecadar verba e fazer o pagamento dessa dívida, porque com esse débito ficamos sem receber certidões e, sem elas não podemos receber doações, nem firmar convênios com outros órgãos. Qualquer ajuda será muito bem vinda”, afirma.
Doações Ainda segundo Francisca, a Apae de Palmas já perdeu várias doações devido a inadimplência. “Já perdemos várias doações por existir essa inadimplência na Receita Federal. Para que os órgãos federais possam fazer doações, mesmo que sejam bens inservíveis, é preciso certidão”, conta. Francisca conta ainda que as despesas da Apae são altas e com isso tem sido difícil juntar verba para quitar a dívida. "Estamos trabalhando de todas as formas para quitar essa dívida e vamos conseguir", diz otimista.
Uma etnia indígena da Amazônia brasileira quer ser pioneira na elaboração de um projeto de redução de carbono para financiar o seu desenvolvimento de forma sustentável.
Os Surui, que detêm a posse da reserva Sete de Setembro, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso, querem receber recursos para manter a floresta de pé, e aplicar o dinheiro em um plano de desenvolvimento capaz de garantir pelo menos meio século de sobrevivência da etnia. A reserva, homologada em 1983, tem uma área total de cerca de 248 mil hectares, dos quais 243 mil ainda estão preservados. A idéia é que a etnia se comprometa a evitar o desmatamento dentro desta área e, em troca, receba recursos oriundos da não-emissão de CO2 na atmosfera. Para saber quanto carbono deixará de ser emitido, técnicos do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesan) estão fazendo um estudo do estado de degradação da área e de como ela poderia ser recuperada a partir da adoção de atividades sustentáveis. O modelo deve ficar pronto até o fim de junho. A partir dele, um plano deve ser desenvolvido até setembro. A atividade econômica na reserva já deixou uma marca de degradação na terra. O primeiro contato com o homem branco, em 1969, fez a população cair de 5 mil habitantes para em torno de 250 pessoas. As doenças e os conflitos com os madeireiros ilegais levaram à escassez dos recursos. Sem fonte de renda, muitos indígenas fizeram acordos para explorar a madeira ao redor de suas aldeias. Outros arrendaram terras para a pecuária ou para o plantio do café. Uma situação que perdurou até há poucos anos. "O território está relativamente conservado, mas a tendência para o futuro é de que, sem nenhum projeto, aumente a área desmatada", explica o coordenador do estudo de campo, Gabriel Carrero. "Nosso trabalho hoje é entrar na terra indígena para procurar essas áreas de degradação e avaliar o grau de degradação." A pesquisadora do Idesan Claudia Vitel diz que a definição desta variável permitirá estimar quanto carbono poderia deixar de ser emitido até 2050 a partir de atividades sustentáveis que podem "afetar a cobertura da terra no futuro". Essa estimativa, a da quantidade de CO2 não-emitido é convertida em créditos de carbono, que são vendidos no mercado internacional. Uma tonelada de CO2 equivale a um crédito de carbono. O preço do crédito tem variado muito, está em torno de 13 euros (cerca de R$ 30). Com o estudo, o Idesan quer obter certificações internacionais para garantir a validade do projeto e atrair recursos de investidores.
Feição indígena Não será o primeiro projeto de redução de emissões de carbono por desmatamento e degradação – mais conhecidos pela sigla Redd – no Brasil, mas os Surui querem que este seja o primeiro intimamente relacionado à sobrevivência de uma etnia indígena. O projeto de Redd mais citado e reconhecido no país, na Reserva Juma, no Amazonas, representa uma forma de ajuda para ribeirinhos, mas não necessariamente indígenas. "O fato de ser indígena é um diferencial para os Surui", diz o diretor da ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT-Brasil), Vasco van Roosmalen, parceiras dos Surui em diversos projetos, inclusive no de Redd. O líder da etnia, Almir Surui, diz que os recursos serão aplicados em um plano de desenvolvimento sustentável da etnia que engloba os próximos 50 anos. O planejamento prevê, por exemplo, a produção sustentável de castanha, óleo de copaíba e café orgânico e a prestação dos chamados "serviços ambientais", como turismo. Outra parte do dinheiro seria destinada ao fortalecimento das associações da etnia, e à educação e à saúde da população. "Temos de construir um futuro de longo prazo, que garanta as gerações. Se a gente tiver responsabilidade no plano de desenvolvimento, esses produtos florestais podem ser ferramentas que fortalecem a economia verde e os Surui, economicamente", diz Almir. Roosmalen, da ACT-Brasil, explica outro ponto que chama atenção no projeto dos Surui: o mecanismo do fundo que receberá os recursos provenientes da venda dos créditos de carbono. Segundo ele, a aplicação do dinheiro será decidida por representantes dos quatro clãs dos Suruí, "talvez um ou dois", diz Vasco. É possível ainda que tenham voz no fundo lideranças de associações indígenas. As organizações parceiras dos Surui podem ter um papel no mecanismo, mas apenas consultivo. "A redução de emissão é deles (dos Surui), então a decisão (sobre a aplicação dos recursos) é deles", diz o diretor da ONG. "Também a responsabilidade se eles não conseguirem conter as emissões é deles."
Futuro Os projetos de Redd são um dos principais mecanismos para incentivar a preservação de florestas após 2012, quando, espera-se, entre em vigor um acordo do clima para substituir o atual Protocolo de Kyoto, que expira nesta data. Porém, a definição exata de como será o mecanismo de venda de carbono ainda não está clara, porque o próprio acordo ainda está indefinido. Os projetos pioneiros em andamento ou em estado de planejamento se dão em arranjos pontuais. O desmatamento responde por quase 20% das emissões globais de carbono e a maioria das emissões do Brasil.
TRANSCREVO PARTE DA SENTENÇA PROFERIDA EM 12/04/2010 QUE ME FOI ENVIADA PELO DR. BENTO(ADVOGADO DE DEFESA) COM GLÓRIA POR SEU BRILHANTE TRABALHO EM DEFENDER ASSASSINOS.
Em fecho, quanto à não subsunção das ações dos acusados ao crime de tortura, o outro representante do Ministério Público que se manifestou nestes autos (Dr. José Vicente Pinto Ferreira) já aventava – com os mesmos instrumentos presentes quando do oferecimento da presente denúncia ora posta em debate - a possibilidade de caracterização de crime de maus-tratos, dentre outras hipóteses. Basta conferir a manifestação lançada a fls.501/503, a revelar a pertinência desta decisão no enquadramento legal das ações praticadas pelos acusados no tipo legal do artigo 136 do Código Penal, especialmente ao cabo da instrução com a conclusão de ausência do elemento volitivo de raiva (fls.1.271) ou mero prazer de castigar ou sentimento vil. Configuração do crime de maus-tratos por privação dos cuidados indispensáveis Posto isso, julgo parcialmente procedente o pedido e, em conseqüência, condeno Juliano Aparecido Gunello, qualificado nos autos, à pena de sete anos de reclusão (regime inicial semiaberto), como incurso no artigo 136, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. Outrossim, condeno Kátia Marques, qualificada nos autos, à pena de sete anos de reclusão (regime inicial semiaberto), como incursa no artigo 136, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. Transitada em julgado, disponibilizadas as vagas do regime prisional semiaberto, expeçam-se mandados de prisão e após seus cumprimentos as guias de execução; comunique-se ao Tribunal Regional Eleitoral (artigo 15, inciso III, da Constituição Federal). P.R.I.C..
Ribeirão Preto, 12 de abril de 2010 SYLVIO RIBEIRO DE SOUZA NETO Juiz de Direito
PEDRINHO FOI ASSASSINADO, vítima de TORTURA e não foi apenas vítima de MAUS-TRATOS !!!
Lamentável, vergonhoso e inaceitável !
Depois não entendem porque a população solta fogos ao final de um julgamento quando ASSASSINOS de anjos inocentes são condenados. Simples...porque estamos no Brasil e raros são os casos onde a IMPUNIDADE não impera, motivo mais do que justo para se comemorar !
Pedrinho não teve direito à vida...por que os assassinos deste pequeno anjo terão o direito ao regime semi-aberto e responderão por maus tratos se o que fizeram foi ASSASSINAR o PEDRINHO ???
A vontade que tenho é de expor as fotos oficiais do Laudo do Pedrinho, que me foram enviadas pelo Dr. Bento, meses atrás, onde é notório e incontestável que Pedrinho foi ASSASSINADO, vítima de TORTURA, para que a população e não somente os doutores da Lei possam ver o estado que essa criança estava, quando chegou ao óbito. Mas sei que não posso fazê-lo e que infelizmente não tenho o respaldo e ajuda da família do Pedrinho para me expor dessa forma, o que me deixa com um sentimento total de impotência.
Projeto carioca de Pet Terapia leva esperança a quem mais precisa
“Pêlo Próximo” quer mostrar a importância e os benefícios dos animais no tratamento de doenças Criado no Rio de Janeiro, por um grupo de voluntários amantes dos animais, o Projeto Pêlo Próximo – “Solidariedade em 4 patas”, tem por objetivo chamar a atenção para a importância do trabalho da terapia canina. O grupo realiza um trabalho filantrópico de visitas à Instituições que cuidam de crianças, idosos, adultos,portadores de necessidades especiais e escolas. O trabalho do grupo, que conta hoje com um staff de 23 cães, é proporcionar uma tarde de alegria, realizando atividades com cães e pacientes, apresentação de agility, show dog, boliche, futebol, contato direto com o animal e exercícios com arco, escovação e exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade fina dos pacientes. Nas visitas às instituições infantis, o Projeto conta com o “Pet Health”. Nessa atividade, as crianças assumem a função de médicos mirins, colocam máscaras de cirurgia e são estimuladas a explorar o corpo do cão, escutam o coração, simulam a aplicação de injeção, de curativos, medicam com água e no final fazem o diagnóstico do animal.
O grupo conta atualmente com 35 voluntários, dentre eles veterinário, adestrador, fonoaudióloga,psicólogo, fisioterapeuta, acupunturista, terapeuta ocupacional e uma estagiaria de pedagogia, que tem a função de estimular através da leitura a importância do respeito aos animais e esclarecer de forma lúdica a posse responsável. - “Nossa proposta é realizar um trabalho diferente trazendo para o centro das atenções o cão, que é o nosso principal instrumento de trabalho. Em cada visita, procuramos realizar um exercício diferente, adaptando o grau de dificuldade para cada situação. Esses animais promovem verdadeiros milagres, eles mudam completamente a rotina de nossos visitados, estimulam o exercício, o raciocínio e principalmente recuperam a auto-estima dos pacientes.Esse projeto é muito gratificante para todos nós, pois saímos com a sensação de dever cumprido e com o olhar e sorriso dessas pessoas guardados em nossa mente” – afirma a organizadora e psicóloga do projeto Roberta Araújo. Para participar do Projeto, todos os cães precisam estar vacinados e vermifugados, passar por uma avaliação comportamental que será realizada pelo adestrador e coordenadores do projeto, apresentar um atestado do veterinário comprovando a boa saúde do animal e, principalmente, não podem demonstrar qualquer tipo de agressividade. Para entrar em contato com a equipe do Projeto Pêlo Próximo, basta enviar um email para peloproximo@gmail.com ou acessar o blog do projeto http://www.peloproximo.blogspot.com/
O percentual repassado ao médico varia entre 25% e 45% do total das receitas encaminhadas à farmácia, uma prática proibida pelos códigos de ética.
Você iria a um médico sabendo que ele recebe da farmácia mais 30% do que prescreve ao paciente? O Fantástico faz agora uma denúncia grave. Vamos mostrar situações que já foram muito faladas, mas que até hoje não tinham sido mostradas: o pagamento de comissões a médicos para que eles indiquem farmácias. Você deve conhecer esta situação: o paciente sai do consultório do médico com o endereço da farmácia colado na receita. Para investigar por que muitos médicos encaminham pacientes direto para uma determinada farmácia, durante dois meses, o repórter Eduardo Faustini se apresentou como doutor Carlos Renato, endocrinologista. Fez contatos com farmácias de manipulação no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Descobriu que elas oferecem comissões aos médicos - uma prática proibida pelos códigos de ética.
Fantástico: Como a gente pode trabalhar? Any: Todos os médicos aqui, a gente tem uma parceria. Repórter: Dra. Teresinha é o Dr. Carlos Renato. Nós vamos inaugurar agora em abril essas clínicas de endócrino. O que eu gostaria de saber com a senhora, é possível fazer uma parceria? Teresinha: Olha, eu vou ser sincera para você. Aqui eu dou 25% de parceria. Fantástico: OK: 25% em cima da receita? Teresinha: Em cima da receita.
Romilson: Eu falei com o senhor que seria até uns 30% ou se fosse até umas 30 fórmulas, dava para gente fazer uns 40%. Acima disso, a gente poderia sentar e conversar.
Com uma câmera escondida, o repórter se encontrou com farmacêuticos e representantes comerciais das farmácias.
Fantástico: Você está acostumada a trabalhar com médico? Mulher: Sim. Aqui é só assim. É só assim. Fantástico: Assim como? Mulher: Só parceria em Curitiba. Fantástico: Como? Mulher: É só parceria. Em Curitiba é só assim, porque se eu ficar esperando o cliente vir, que mandar o amigo. Não sobrevivo. É parceria. Tem o valor repassado.
No computador, o funcionário de outra farmácia no Rio de Janeiro revela como é calculado o repasse. Ele dá o exemplo de um médico chamado Fernando: Funcionário: Esse aqui é quantas fórmulas ele colocou na minha farmácia até o dia 25/03. Fantástico: Quantas fórmulas? Funcionário: Ele colocou um total de 3.390 fórmulas. Fantástico: Deu um total de venda? Funcionário: de R$ 92.350. Fantástico: Quanto foi o repasse dele? Funcionário: O repasse dele foi 35%. Eu vou tirar os 35%
Feitas as contas, o médico Fernando teria recebido R$ 32.323 de comissão por suas receitas ou fórmulas. O percentual repassado ao médico varia entre 25% e 45% do total das receitas encaminhadas à farmácia. Para burlar o imposto de renda, veja o que faz Teresinha, dona da farmácia A terapêutica em Salvador.
Fantástico: E o pagamento, como é feito? Teresinha: Todo final de mês. Fantástico: Sabe que não pode ter depósito. Teresinha: Não. Você vem aqui pegar. Eu te dou um cheque. Fantástico: Cheque? Teresinha: Pelo amor de Deus. Eu não dou conta de tirar o dinheiro. Não me comprometa. Não existe isso, doutor. Um dia você coloca no nome da sua mulher. Outro, no nome da mãe, da avó, da tia. Ninguém desconfia. Essa médica, esse mês, fez R$ 21,3 mil. O que ela fez? Como o volume dela é grande, dei quatro cheques para ela. Ela deposita lá no dia primeiro, no dia não sei o que. Chega no final do mês, ela recebeu tudo. Você entendeu? Ela divide. Ela não joga os R$ 20 mil de uma vez. Também joga no nome do marido dela, do irmão dela e vai deitando e rolando. Fantástico: Ela recebeu só de repasse? Teresinha: Só de comissão Fantástico: Quanto? Teresinha: R$ 21,3 mil.
Não é só em dinheiro que as farmácias retribuem a indicação dos médicos. Veja o caso da rede de farmácias Natura Ativa, no Rio de Janeiro. Funcionário: Doutor, mesmo com parceria eu já mobiliei escritório, consultório. Há pouco tempo, em Madureira, não fui nem eu, foi em Madureira, um médico ganhou uma TV de 42 polegadas para botar no consultório dele. Fantástico: Vocês que deram. Funcionário: A gente que deu. Natura Ativa que deu. Fantástico: Qual o critério que vocês usam para essa parceria? Funcionário: Movimentação. Tudo é movimentação. Dependendo da força de prescrição do médico, a gente vai fazer tudo para agradar, blindar o médico. Fantástico: Hoje vocês trabalham com quantos médicos mais ou menos na sua empresa? Funcionário: Eu tenho uma carteira hoje de 140 médicos. Fantástico: Só você? Na sua área? Funcionário: Só eu. Tem muito mais médicos. Mas não me interessa médico que manipula R$ 100, R$ 200. Não me interessa cair uma, duas receitas por mês. Mas eu tenho 140 médicos na minha carteira. Não são todos parceiros, porque tem médico que não gosta de parceria.
Na Bahia, um médico, que não aceita comissão faz uma pergunta que vai além da ética: e o compromisso com a saúde do paciente?
“Você iria a um médico que você sabe que está ganhando 30% da sua receita? Duvido que você vá, porque você vai desconfiar. Você vai pelo menos se questionar de que se ele está ganhando 30% da receita, ele tem uma tendência a prescrever mais e possivelmente de forma indevida para ganhar mais”, questiona Djalma Duarte.
Para ganhar mais, algumas farmácias e médicos cometem um crime previsto no Código Penal. Os médicos prescrevem uma combinação de remédios da lista daqueles conhecidos como receita azul, ou controlados: na maioria dos casos, anfepramona e femproporex, dois medicamentos muito comuns no tratamento para emagrecer. A associação desses remédios pode provocar alucinações e crises de convulsão e o uso prolongado leva a dependência química.
A delegada Paula Brisola, do núcleo de repressão a crimes contra a saúde, é clara: receitar ou vender essa combinação é crime. “Vai ser imputada a prática da infração criminal. Tráfico de drogas”, diz Paula Brisola. Para burlar a fiscalização da Vigilância Sanitária, a gerente de uma farmácia em Salvador diz como o médico deve prescrever esses remédios ao paciente. Gerente: O femproporex vai no nome dele e a anfepramona no nome de outra pessoa. Fantástico: Pode ser quem? Gerente: Um irmão, uma mãe, pai. Outra pessoa. Fantástico: Vai precisar de identidade dessa pessoa? Alguma coisa? Gerente: Nada, só o nome..
No encontro com Dona Teresinha, ela dá um exemplo: Teresinha: Maria precisa do femproporex, anfepramona e daquele composto grande. O femproporex e o composto no nome de Maria. Arranja um João para botar a anfepramona, porque no mesmo nome da pessoa não pode. Fantástico: Isso me resolve. Eu te pergunto, se eu mandar isso, o seu pessoal sabe o que fazer? Teresinha: Estamos preparadíssimos... Fantástico: Não vai se enrolar? Não vai dizer para o paciente "olha, isso aqui não pode tomar junto?" Teresinha: É eu e minha filha. Minha filha é a farmacêutica e eu comando. Então, o que acontece: nada se passa sem o meu conhecimento e o conhecimento dela. Aqui não existe empregado mandar. A dona da farmácia ainda facilita para o médico: “O que você podia fazer e os médicos estão fazendo. Não vou nem falar alto. Você passa um medicamento para o cliente, os dois. Eu invento o RG. Você manda as receitas para mim, eu mando o motoboy. No final de mês está faltando tantas. Você me manda e eu preencho. Pode fazer assim, um acordo entre eu e você”.
Em Joinville (SC), essa prática criminosa adotada por vários médicos e farmácias acabou em prisão. Durante uma operação da Anvisa na semana passada, os fiscais encontraram um bloco de receituário de remédios controlados em branco, carimbado e assinado por um ginecologista. “É uma infração sanitária gravíssima porque, a partir daí, qualquer pessoa que não fosse médico poderia preencher esse receituário e ali colocar qualquer tipo de substância sob controle especial”, alerta o chefe de segurança da Anvisa, Adilson Bezerra. O ginecologista confirmou que assinatura era dele e foi indiciado por tráfico de drogas. A farmacêutica e a dona da farmácia foram presas pelo mesmo crime. A farmácia está interditada e pode ter a autorização de funcionamento cassada. A dona da farmácia ainda responde por processo administrativo sanitário e vai receber uma multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.
Se você acha que já viu tudo, ouça a proposta indecente que Dona Terezinha faz ao repórter. Teresinha: Quem sabe a gente não vai trabalhar tão bonitinho tão direitinho que vamos abrir uma farmácia juntos. Fantástico: Pode ser. Eu não posso. Teresinha: Pode sim... Fantástico: No meu nome não. Teresinha: Mas no sobrenome pode. Eu tenho uma no interior com um médico. Eu e um médico. Fantástico: É mesmo? E ele receita? Teresinha: Fatura legal, legal!
O comportamento antiético e criminoso de alguns profissionais acaba prejudicando os que trabalham dentro da lei. A farmacêutica de Curitiba, Cibele Kurkievicz, que não faz acordo com médicos, diz que perde clientes: “A gente poderia estar muito melhor se não fosse esse trabalho antiético. Não pago comissão para médico. Nunca paguei e nunca vou pagar”. “Se algum médico disser que acredita que esses 30%, 45% que ele está recebendo está vindo da farmácia, ele é extremamente ingênuo, porque não é da farmácia que está vindo. É do bolso do paciente”, lembra o médico Djalma. O Conselho Federal de Farmácia diz que farmacêuticos que oferecem comissões podem ser punidos. “Nosso código de ética previne que acumpliciar-se com outras profissões poderá dar em até um ano de suspensão dos direitos profissionais ou até a cassação de direitos”, explica Jaldo Santos, do Consenho Federal de Farmácia.
“Entendemos que para o conselho que é uma falta gravíssima o médico participar de uma fraude dessas”, afirma Desiré Callegari.
“Isso é caso de polícia. Os pacientes estão sendo roubados. Roubados e o médico está ajudando a roubá-los. Isso é prostituição da medicina”, lembra Djalma.
Gerente: Tem muito médico que recebe de comissão. R$ 20 mil. Funcionário: Tem médico que incorpora isso aqui ao salário dele. Se ele não receber isso aqui dentro daquele mês, ele não consegue pagar as contas dele. Teresinha: Graças a Deus, nunca fui pega.
MACEIÓ - Após três dias de depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado Federal, o padre Luiz Marques Barbosa, de 83 anos, foi preso em Arapiraca, a 146 km de Maceió. Além dele, dois funcionários da paróquia - o motorista José Reinaldo Bezerra e a assistente social Maria Isabel dos Santos - foram presos por terem prestado falso testemunho e mentir no depoimento. O padre teve voz de prisão decretada, logo após uma equipe da Polícia Civil encontrar mais provas do delito em sua residência, como passagem de avião, bebidas alcoólicas e cremes corporais íntimos. O monsenhor manteria uma casa para os encontros . Além dele, dois outros padres de Arapiraca são acusados da prática de pedofilia, por terem abusado de coroinhas. Um deles é o padre Raimundo Gomes, que negou a prática. Os adolescentes Fabiano Silva Ferreira, Cícero Flávio Vieira Barbosa e Anderson Farias Silva, frente a frente com o acusado, confirmaram o assédio e garantiram que o sacerdote pegava nos seus órgãos genitais durante as celebrações eucarísticas. O terceiro acusado, o padre Edílson Duarte, em troca da delação premiada decidiu contar detalhes e acusou os outros dois colegas. Ele admitiu a prática da pedofilia entre religiosos. Acareado com os outros dois, reafirmou que o colega sacerdote era homossexual e que mantinha relações sexuais com crianças e adolescentes. Réu confesso, Edilson Duarte foi liberado. Caso ele ainda seja preso, poderá ter a pena reduzida por ter colaborado com as informações à CPI. Uma das primeiras perguntas feitas pelo senador Magno Malta (PR/ES), presidente da CPI, ao monsenhor Luís Raimundo Gomes foi quanto à sexualidade dele. "O senhor é homossexual?", indagou. O religioso se limitou apenas a dizer que era do 'voto de celibato'. Quando questionado novamente sobre o assunto, o sacerdote foi mais direto: "Prefiro me calar". Durante todo o interrogatório o monsenhor Raimundo Gomes negou qualquer aproximação com os adolescentes e afirmou que nunca foram seus coroinhas. Anderson Farias se levantou da cadeira onde estava e desmentiu o religioso. "O senhor inclusive me chamava para dormir na sua casa alegando que tinha medo de ficar sozinho. E, quando adormecíamos no quarto, a sua pessoa descia da cama e vinha para o colchão onde eu estava. Para evitar constrangimento e com medo da sua reação, eu fingia estar dormindo, enquanto o senhor ficava me beijando e acariciando os meus órgãos genitais", confirmou Anderson diante de uma plateia perplexa. Apesar das acusações de Anderson Farias, o monsenhor continuou negando qualquer envolvimento e foi alertado que poderia ser preso. - Eu só posso dar voz de prisão em duas situações: desacato ou mentira. Se o senhor mentir, sairá daqui preso - ameaçou Magno Malta. O alerta fez Raimundo Gomes chorar.
O escândalo Os três padres foram acusados de abusar sexualmente dos ex-coroinhas quando estes ainda eram crianças e veio à tona após a divulgação de um vídeo, gravado por uma das vítimas e divulgado num programa de rede nacional. As imagens mostram um dos ex-coroinhas, Fabiano Ferreira, de 20 anos, mantendo relações sexuais com o monsenhor Luiz Marques Barbosa. Na reportagem, o adolescente alega que era abusado desde os 9 anos. Cícero Flávio, 22 anos, é outro ex-coroinha que também denunciou os religiosos. O vídeo também afirma que a casa do monsenhor foi construída com recursos da comunidade católica de Arapiraca. O advogado dos padres, Daniel Fernandes, garante que seus clientes foram vítimas de chantagem e extorsão por parte dos ex-coroinhas. Depois do escândalo, que abalou a comunidade católica alagoana e inclusive provocou a reação do Vaticano, a CPI da Pedofilia foi a Alagoas para ouvir as vítimas e os acusados. Os três sacerdotes envolvidos no escândalo foram afastados das atividades eclesiásticas na região
Delegado diz que a atuação dos grupos é altamente especializada
O número de fraudes na internet cresceu 6.513% no país entre 2004 e 2009. Os dados são do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil. Segundo o delegado José Mariano de Araújo Filho, da Unidade de Inteligência Policial do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), de São Paulo, os números se referem às queixas feitas por administradores de redes, mas o total de fraudes pode ser bem maior. A atuação dos criminosos é altamente especializada. Os grupos nem precisam mais de gênios dos computadores para roubar senhas e aplicar golpes. Segundo a polícia, agora as quadrilhas têm membros cujos conhecimentos de informática não passam do nível básico. E elas prestam serviços até para o crime organizado tradicional: usam senhas roubadas para colocar crédito em telefones pré-pagos - serviço útil para presidiários. Para o delegado, vários fatores dificultam o combate a esses grupos, entre eles, a burocracia. - O crime é online. A legislação, offline. Se temos suspeitas e precisamos colher informações de um provedor de acesso, temos de pedir mandado à Justiça, que decide se aceita ou não. [Temos de] esperar a Justiça notificar o provedor, o provedor responder à Justiça e só aí recebemos a informação. Nesse tempo, o suspeito já sumiu.
Mãe e o padrasto foram acusados pelos maus tratos que levaram Pedrinho, de 5 anos, à morte. O casal foi julgado esta semana.
Um caso parecido com o da menina Isabella Nardoni provoca polêmica no interior de São Paulo. Em Ribeirão Preto, a vítima foi Pedro Henrique, o Pedrinho, de 5 anos. Mãe e o padrasto foram acusados pelos maus tratos que levaram o garoto a morte, e julgados esta semana. O casal foi condenado a sete anos e não ficou um dia sequer na cadeia. A Justiça decidiu – na segunda-feira passada - que Kátia Marques e Juliano Gunello foram os autores de maus tratos contra Pedro Henrique, de 5 anos. O casal pode recorrer em liberdade. Kátia é mãe do menino e Juliano, padrasto. Pedrinho morreu em 12 de junho de 2008. Um dia antes, uma vizinha conversou com o menino: “Ele estava todo empipocado, o rosto todo. Perguntei se ele já tinha falado com a mãe. Ele saiu correndo”. O corpo de Pedrinho foi exumado um dia depois da morte. O laudo aponta que o menino sofreu muito antes de morrer. Ele tinha 65 equimoses - aquelas manchas na pele - provocadas por apertões, tapas ou sacudidas violentas. Os ferimentos aconteceram em datas diferentes. Os legistas constataram ainda duas fraturas nas costelas. A data dessas lesões: entre duas e três semanas antes da morte. Foram encontradas ainda duas fraturas recentes no punho. “A fratura ocorreu no mínimo 12 horas antes da morte”, comenta o diretor do Centro Médico Legal, José Eduardo Velludo. Quando o resgate chegou ao condomínio, o casal disse que o menino poderia ter bebido um tira-manchas, tóxico. Essa informação confundiu o atendimento médico e depois foi desmentida na perícia. As semelhanças com o caso Isabella chamam a atenção. Mas, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram denunciados por assassinato, condenados em júri popular e estão presos.No caso Pedrinho, o caminho foi bem diferente. “Esse casal não foi denunciado por homicídio. Não temos elementos para afirmar que eles de fato queriam matar o Pedrinho”, explica o promotor José Roberto Marques. Kátia Marques e Juliano Gunello - apontado pela acusação como o principal agressor - foram denunciados à Justiça por tortura. Acusados desse crime não vão a júri popular. A decisão cabe a um juiz. “O que mais surpreende neste caso é realmente uma mãe permitir que se faça isso com um filho dela”, diz o promotor José Roberto Marques. Na sentença, o juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto explica por que, no entendimento dele, não houve tortura e sim maus tratos em relação a Pedrinho. O juiz cita trechos de livros, decisões de tribunais superiores e uma frase, de um de desembargador: “se a intenção era corrigir um mau comportamento, o crime é de maus tratos e não de tortura, embora o meio empregado tenha sido desumano e cruel. Se a conduta foi para fazer sofrer, por prazer ou ódio, ela pode ser considerada tortura”. O juiz afirma que raiva não era o sentimento que a mãe e o padrasto, por isso, segundo ele, não agiram como torturadores. Para o juiz houve mesmo maus-tratos, mas para corrigir e disciplinar Pedrinho. Kátia Marques e Juliano Gunello foram condenados a sete anos de cadeia, no regime semiaberto. O Ministério Público recorreu da sentença e vai insistir que Pedrinho foi torturado. “Teríamos uma pena mínima de nove anos e seis meses e o regime seria o inicial fechado”, compara o promotor José Roberto Marques. Já o advogado do casal entrou com um recurso para que a decisão seja anulada. Falamos com Juliano Gunello por telefone.
Repórter - Vocês têm a consciência tranquila? Juliano Gunello - Tranquila. A gente só esta aguardando a justiça em Deus. No final, ainda vai ser provada a nossa inocência.
Depois da morte violenta de Pedro Henrique, a mãe e o padrasto não voltaram mais ao apartamento 14, no condomínio em uma periferia de Ribeirão Preto. O apartamento ficou vazio por muito tempo. Ninguém queria comprar ou alugar o imóvel onde o menino viveu.
Adimar estava enforcado com uma tira do forro do colchão. Ele estava preso em cela isolada no Denarc de Goiânia, diz polícia.
O pedreiro Adimar da Silva, preso em Goiás pelo assassinato de seis jovens em Luziânia (GO), foi encontrado morto na cela na manhã deste domingo (18). Ele estava preso em uma cela isolada no Denarc de Goiânia. Ele estava preso desde o dia 10 de abril, quando confessou ter matado seis jovens que estavam desaparecidos desde dezembro de 2009. O pedreiro ainda indicou à polícia onde os corpos das vítimas estavam escondidos. Silva já cumpria pena de dez anos e dez meses por atentado violento ao pudor. Ele passou quatro anos em regime fechado e, em dezembro, passou para o regime semiaberto, mesmo mês em que os desaparecimentos tiveram início. Segundo Norton Luiz Ferreira, delegado chefe de comunicação da Polícia Civil de Goiás, Adimar foi encontrado enforcado com uma tira do forro do colchão da cela por volta das 12h30. De acordo com a polícia, ele teria cometido suicídio. Na manhã deste domingo ele teria conversado normalmente com os onze presos da cela ao lado, segundo a polícia. "Durante a conversa ele repetiu o depoimento que deu aos delegados e contou como matou os meninos", disse Ferreira. Segundo a polícia, os vizinhos de cela teriam ouvido um barulho de rasgo de tecidos na tarde deste sábado.
Liberdade questionada O benefício da liberdade provisória concedido ao pedreiro foi questionado após a descoberta das mortes em Luziânia. Documentos anexados ao processo que devolveu Silva às ruas revelam que a Justiça tinha laudos psicológicos que identificaram “sinais de sadismo” e “de transtornos psicopatológicos” em um exame criminológico realizado um ano e sete meses antes da sua libertação. A Justiça também foi alertada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a implementar “fiscalização sistemática” sobre Adimar no dia 14 de janeiro deste ano, quando três dos seis jovens já haviam desaparecido. No pedido, a promotora Maria José Miranda Pereira sustentou que a vigilância constante da Justiça sobre Adimar poderia “salvar a dignidade sexual de muitas crianças”. A promotora ainda utilizou um argumento direto para justificar sua preocupação sobre a conduta do pedreiro: “Não existe ex-estuprador. Considerando-se que não existe ex-estuprador e, diante da extrema gravidade dos ignóbeis crimes pelo sentenciado cometidos, requeiro seja expedido mandados para fiscalização sistemática e reiterada”, solicitou Maria José. O pedido da promotora foi escrito de próprio punho atrás de um dos “Mandados de Constatação na Residência” ordenados pela Justiça em 7 de janeiro deste ano, para que um oficial fosse até a residência de Adimar para constatar se ele cumpria as determinações judiciais “de recolher-se à sua residência diariamente, até 21h, e nos dias de folga e feriados”.
Sabe aqueles apelidos e comentários maldosos que circulam entre os alunos? Consideradas "coisas de estudante", essas maneiras de ridicularizar os colegas podem deixar marcas dolorosas e por vezes trágicas. Veja como acabar com o problema na sua escola e, assim, tirar um peso das costas da garotada
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o material da mochila e se acalmem para a aula começar. Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: "Ô, cabeção, passa o livro!" O outro responde: "Peraí, espinha". Em outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, "de leve", na nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã ouve o cumprimento: "Fala, metida!" Ao lado dela, bem quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: "Abre a boca, zumbi!" E a classe cai na risada. O ambiente parece normal para você? Então leia esta reportagem com atenção. O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto, disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O termo ainda não tem uma denominação em português, mas é usado quando crianças e adolescentes recebem apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas. Entre as conseqüências estão o isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. Pesquisa realizada em 11 escolas cariocas pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), no Rio de Janeiro, revelou que 60,2% dos casos acontecem em sala de aula. Daí a importância da sua intervenção. Mudar a cultura perversa da humilhação e da perseguição na escola está ao seu alcance. Para isso, é preciso identificar o bullying e saber como evitá-lo.
Um perigo para a escola Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva (SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia passado a vida escolar sendo vítima de apelidos humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine, no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13 pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia. Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos eram ridicularizados pelos colegas. Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que tiveram reações extremadas, são um alerta para os educadores. "Os meninos não quiseram atingir esse ou aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em que viveram momentos de profunda infelicidade e onde todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, desenvolvido pela Abrapia.