sábado, 21 de agosto de 2010

Preferências por cor, sexo e idade atrasam adoções

Dados do CNJ indicam que há seis pais para cada criança na fila por um lar, mas processo é demorado

Minas Gerais tem 3.360 pessoas querendo adotar um filho e 536 crianças e adolescentes em abrigos, desejando serem adotadas. Isso significa que para cada criança existem seis pais interessados em uma adoção. Mas esta conta não é tão simples. Preferência por cor, sexo e idade, além de uma ampla avaliação psicológica e muita burocracia acabam atrasando os processos de adoção. Para mudar a situação, o Brasil criou um amplo cadastro de pais e crianças, acessível às varas da Infância e Adolescência em todo o Brasil. A situação melhorou, mas ainda não é a ideal.
A avaliação é de pais e profissionais que entendem do assunto, como Adriana Maria de Aquino Lima, gerente de um posto de saúde da PBH, que adotou duas crianças, uma antes e outra depois do novo sistema. Quando seu primogênito Pedro, hoje com seis anos, chegou à sua casa, em 2004, Adriana já havia passado por uma peregrinação na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Fiz cadastro na capital, Nova Lima, Betim, e até Juatuba”, conta.
Segundo ela, cada cidade tinha seu cadastrado, e os documentos exigidos não eram os mesmos, as fichas eram diferentes. Ficamos na expectativa, e passamos quase dois anos na fila. “Depois que ele veio, a certidão de nascimento demorou outros tantos meses. Só com o documento na mão me senti mais tranquila”, revela.
A chegada do segundo filho foi bem menos complicada. Quando Caio, hoje com dois anos, chegou à casa da família, tinha oito meses. “Com ele foi bem mais tranquilo. Nosso cadastro já estava pronto, e ficou em aberto. Ele veio de Várzea da Palma (Norte de Minas). Entraram em contato, fomos lá, e tudo aconteceu com mais velocidade”, afirma.
Moradora de Contagem, a assistente social Rosane Pilar Diegues, mãe de Priscila, hoje com oito anos, também teve que se deslocar para Nova Lima, Contagem, BH e Betim. Em todas entrou na fila da adoção. “Participamos de reuniões para explicar como funcionava o processo, o que era preciso. Em Nova Lima, abandonamos ainda no início”, recorda.
Rosane afirma que, mesmo com os deslocamentos, o processo foi mais moroso do que esperava. Segundo ela, desde o primeiro contato com o Juizado da Infância e Adolescência até a chegada de sua filha foram 13 meses. “Demos entrada em julho, ela entrou no abrigo em novembro, e só obtivemos a guarda em agosto do ano seguinte. Mesmo sabendo que as coisas devem andar com calma, acho que foi muito tempo. Por melhores que sejam os abrigos, não é a mesma coisa que um lar”, avalia.
De acordo com o juiz titular da Vara da Infância e da Adolescência de Belo Horizonte, Marcos Padula, o cadastro facilitou a troca de informações entre as comarcas, mas a prioridade da política ainda é para privilegiar as adoções de crianças em comarcas mais próximas.
De acordo com o magistrado, juntamente com o cadastro entrou em vigor a nova Lei de Adoções, que privilegia a manutenção das crianças junto às suas famílias biológicas. “Entendo que é necessário um esforço de toda a sociedade para manter as crianças junto às suas famílias biológicas. Mas nem sempre isso é possível, e, nesses casos, é preciso que haja celeridade tanto na atuação do promotor quanto do juiz”, destaca.
O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) foi lançado em 29 de abril de 2008. O registro, gerenciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reúne informações sobre crianças e adolescentes em situação de adoção. Ou seja, casos onde foi destituído o Pátrio Poder. Só nesses casos as crianças são encaminhadas para adoção nacional e internacional.
“Uma das vantagens da possibilidade da adoção internacional é que as famílias de fora, da Itália, Espanha, França e dos países da Europa, principalmente, estão mais abertas à adoção de crianças de até 10 anos”, destaca o juiz. Segundo ele, é necessário mudar a mentalidade do brasileiro, que, via de regra, prefere adotar crianças com um mesmo perfil.
Meninas brancas com até dois anos

Dados do CNJ apontam que, na média, o brasileiro que está mais disposto à adoção de meninas (33,52%) brancas (38,26%), com idades até dois anos (60,7%). A lógica se repete em quase todos os estados do país. Além disso, os dados apontam que o Rio de Janeiro é o estado que tem a maior quantidade de pais desejosos de adotarem uma criança (mais de 7 pretendentes por criança), seguido de Minas (6,2), São Paulo (5,06) e Rio Grande do Sul (4,49).
O cadastro nacional é alimentado desde sua criação por nomes de crianças que tiveram destituídos o pátrio poder por juízes. Nos casos em que a criança está abrigada, mas legalmente ainda não foi desligada dos pais, mesmo que análises psicológicas e sociais apontem que a família não tem mais condições de manterem os meninos sob sua jurisdição, os pequenos são mantidos num cadastro regional. Ou seja, os nomes ficam disponíveis apenas na comarca onde corre o processo. Em Belo Horizonte, apenas uma vara cível cuida do assunto.
Atualmente são 28.988 pretendentes cadastrados, e 5.369 crianças e adolescentes aguardando por uma nova família. Destes, 1.430 (26,36%) são irmãos de outra criança na mesma situação. As crianças e adolescentes de raça branca são maioria (35,4%). Quase metade de todas as crianças à procura de uma família estão no Sudeste (45,84%). Apenas 0,03% dos pretendentes admitem adotar uma criança com mais de 16 anos.

Hoje em Dia - MG

Grande Caminhada pela Justiça



Prezados,

Quero compartilhar com os senhores o terrorismo que estou sofrendo na cidade de Parauapebas/PA, para que deixe a assistência de acusação do caso "Ana Karina".
É lamentável que o despreparo e ausência absoluta de conhecimento jurídico leve um "advogado" desprovido de argumentos aptos á proporcionar a defesa de seus clientes com ética e dignidade, pratique atos que são na verdade uma apelação baixa e suja.
É ridículo para OAB permitir que atos como estes continuem acontecendo, aqui em Parauapebas o representante da OAB, não toma nenhuma atitude, isso é extremamente compromometedor á minha imagem, pois, embora o "advogado" não tenha conhecimeto técnico e jurídico de que em uma ação penal pública que deverá ser julgada pelo povo, "tribunal do Júri" não existe sigilo processual, além disso, segue em anexo a decisão do juiz acerca do caso.
Acompanhei de forma imparcial e desvinculada o trabalho destas duas autoridades, e posso dizer que mudei o meu conceito acerca do Ministério Público e da Polícia Civil, ameaças de transferências destes profissionais são feitas a todo momento, pelo fato de terem se dedicado e realizado seu trabalho de forma ética e profissional, ou mesmo porque não foram capazes de entender que pobre não tem os mesmos direitos que os ricos.
As ruas da cidade estão tomadas por panfletos, com acusações falsas a meu respeito.
A liberdade de imprensa teria sido extinta da nossa Constituição?
O advogado perdeu o direito de exerçer seu ofício, munido de procuração e representar a família da vítima em fase de inquérito policial, pois não existe a figura do assistente de acusação nesta fase, sendo admitido tal figura na fase processual, o que por sinal já aconteceu, sendo aceito pelo Ministério Público o pedido de habilitação como assistênte de acusação.
A cliente deste advogado, Graziella Barros está foragida com o filho de Ana Karina nos braços, sua foto jamais foi divulgada em rede nacional, o egoísmo da maioria dos meios de comunicação não permitiram quem o caso tivesse o devido foco.
A família é pobre, mais por incrivel que pareça está moça e a criança são seres humanos como nós, seria muita prepotência desta mãe achar que poderia contar com a imprensa, com a policía, ter uma advogada?
Sim, para os acusados isso é um absurdo, afinal eles são ricos e reinam em seu coronelismo, então se ela não se limitar a entender que pobre não tem vez e que a filha dela não é igual aos demais seres humanos ricos, esta mãe terá que entender a força, na pressão, seja contra ela, contra advogada, contra quem for.
Isso jamais será capaz de me intimidar, pois conto como forte aliado chamado Deus, jogos baixos e sujos só surtem efeitos quando a vítima tem o que temer e esconder.

Quero apoio de
http://blogdowaldyr.blogspot.com/2010/08/advogado-pede-prisao-de-delegado.html
http://www.laerciodecastro.com.br/?p=1174
http://blogdowaldyr.blogspot.com/2010/08/advogado-pede-prisao-de-delegado.html

Conto com apoio de todos vocês.

Obrigada.

O delegado e o promotor estão á disposição para prestarem quisquer esclarecimentos.

Dra. Amanda M. Saldanha
Advogada.
AM&S Advogados


Informação enviada por e-mail

Leitor clica crianças carregando sacos em Nova Iguaçu e reflete sobre o trabalho infantil



RIO - Ao retornar de um trabalho, vejo algo bastante comum, pelo menos aqui em Nova Iguaçu: crianças, que deveriam estar em algum local para se divertir, investindo o tempo de sua infância em alguma atividade que seja benéfica para elas, carregando sacos numa atividade que pode caracterizar o trabalho infantil. Nas fotos, elas aparecem carregando um saco que é praticamente de seus tamanhos.



Mas como? Políticos daqui e de tantos outros municípios não estão nem aí para isso. "É normal", eles falam. É só aparecer na mídia que logo tratam de usar o talento deles para transformar o assunto em votos , votos e votos.


O Globo



EU - Repórter

Texto e fotos do leitor Álvaro Jorge Moreira Paço

Novas disciplinas podem atrapalhar aprendizado


Para Cláudio de Moura Castro, currículo escolar deve se concentrar nas matérias essenciais

A nova pilha de livros dos alunos do ensino médio brasileiro não para de crescer. Entre as últimas aquisições, estão obras sobre cultura indígena, filosofia, direitos das crianças e dos idosos e até mesmo regras de trânsito. Mas esse amontoado de conhecimento está jogando para escanteio o mais importante: as disciplinas de base, como português e matemática. E o desprestígio dessas matérias foi apontado por 68% dos brasileiros, como mostra a pesquisa Ibope/CNI Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada nesta sexta-feira.
Os estudiosos que defendem a adoção das novas disciplinas nos currículos escolares argumentam que a prática dá aos estudantes mais condições de integrar mais áreas do saber para a compreensão do mundo que os cerca. Mas a superlotação de disciplinas na grade curricular pode, sim, prejudicar a qualidade do ensino, de acordo com Cláudio de Moura Castro, especialista em educação e colunista de VEJA. “A regra básica da educação é ensinar menos para o aluno aprender mais”, afirma Castro.
Para garantir lugar às novas matérias, por exemplo, é preciso suprimir o tempo destinado ao português e à matemática. “O currículo já é duas vezes maior do que deveria ser. Ninguém consegue aprender tudo o que é ensinado hoje em sala de aula”, diz o especialista.
Para Castro, só há um caminho para a qualificação plena do ensino nacional. “O excesso do conteúdo tem de ser retirado das apostilas e o número de disciplinas lecionadas tem de diminuir”, afirma. A regra, então, é simples e uma só: para cada disciplina que entra, uma sai. Não entram na lista de trocas, no entanto, português, matemática e ciências - consideradas essenciais. “É o conteúdo que o jovem vai usar de fato quando sair do colégio”.


Em blog, advogado de Bruno chama delegado de 'Neandertal'


TJMG não confirma o recebimento do documento de defesa do goleiro. Defesas de Macarrão, Dayanne e Coxinha foram entregues à Justiça.

O advogado Ércio Quaresma se referiu em seu blog, nesta sexta-feira (20), ao delegado Edson Moreira como "Neandertal". A citação foi feita em um documento publicado que, segundo o advogado, é a defesa prévia de Bruno Fernandes, réu no processo sobre desaparecimento e morte de Eliza Samudio. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, até as 18h desta sexta-feira (20), não confirmava o recebimento do documento, que, segundo o advogado, foi protocolado nesta quinta-feira (19).
O Tribunal de Justiça confirmou que Quaresma protocolou, nesta quinta-feira (19), as defesas de Dayanne Souza, Wemerson Marques - o Coxinha, e Luiz Henrique Romão - o Macarrão. O advogado ainda defende Elenilson Vitor da Silva, Flávio Caetano, Fernanda Gomes de Castro, e o goleiro Bruno.
No documento publicado no blog, o advogado relacionou os cinco delegados que participaram do inquérito como testemunhas. E colocou, ao lado de cada nome, apelidos. Para Edson Moreira, Quaresma colocou "Neandertal"; para Wagner Pinto, "Mudinho"; para Júlio Wilke, "Galinho de briga"; para Ana Maria dos Santos, "Mega Hair"; e para Alessandra Wilke, "Paquita". Às 18h11 desta sexta-feira, o advogado postou em seu perfil no Twitter a seguinte mensagem: "CONCERNENTE AOS CARINHOSOS APELIDOS QUE DESTINEI AS INDIGITADAS PESSOAS, TALVEZ JÁ OS TRATASSEM ASSIM. QUEM SABE? (sic)" .
O presidente da Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Ronaldo Armond, explicou que, caso Quaresma tenha usado apelidos que não são comuns aos delegados, ou tenham caráter ofensivo, ele pode ser punido.
"Esse processo só é aberto por provocação de um dos interessados. O próprio juiz pode entender que é um desrespeito à dignidade da Justiça. Um cidadão também pode abrir a representação contra o advogado quanto tiver notícia ou for alvo de uma ofensa", disse Armond.
Se for aberta uma representação contra o advogado, e se for comprovada a infração de ética, Quaresma pode sofrer três tipos de punição, conforme explicou Armond. "A primeira, mais branda, é chamada de censura. Consiste em uma advertência escrita e que fica registrada na ficha funcional. A segunda, mais grave, é a suspensão do exercício profissional. Pode ser aplicada de um mês a um ano. A terceira é a exclusão da ordem. Aí, ele não consta mais nos quatros da OAB.", detalhou o presidente da comissão de ética.
O advogado Ércio Quaresma relacionou Eliza Samudio como testemunha de defesa para o goleiro Bruno Fernandes. O jogador é réu de envolvimento no desaparecimento e morte da jovem. O documento com a defesa prévia, que tem 50 páginas e uma relação de 33 testemunhas.
Entre as testemunhas estão, além de Eliza, e dos delegados, a mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima; o primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales; a dentista carioca Ingrid Oliveira, que seria a noiva de Bruno; e o promotor de Justiça de Contagem Gustavo Fantini; além de vizinhos do goleiro e pessoas ouvidas durante o inquérito.
O advogado pede à Justiça o alvará de soltura para Bruno e questiona a competência da magistrada em julgar o caso, argumentando que o crime teria ocorrido em outra cidade. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) disse, nesta sexta-feira (20), que ainda não recebeu o pedido de habeas corpus para o goleiro e não confirma o recebimento da defesa do advogado.

Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. A última prisão ocorreu em 5 de agosto. Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.
O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
O adolescente de 17 anos, envolvido no caso, vai ficar internado por tempo indeterminado, até um limite máximo de três anos, por atos infracionais equivalentes a homicídio, sequestro e cárcere privado.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.
Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno.
A jovem falou pela última vez com parentes e amigas no início de junho. O corpo de Eliza não foi encontrado. Mas os delegados consideram a jovem morta. Todos negam envolvimento no caso.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Estudo explica porque o álcool torna as pessoas "mais bonitas"


Bebidas alcoólicas podem reduzir capacidade de diferenciar rostos simétricos

Aquele velho papo de que alguém fica bonito após algumas doses de bebida alcoólica tem seu fundamento científico agora. Pesquisadores de Londres divulgaram que descobriram o motivo que leva as pessoas a acharem outras mais atraentes depois de beber.
O fato está ligado ao efeito degradante do álcool sobre a área do cérebro responsável por captar a simetria dos rostos. Os humanos consideram, por natureza, a simetria facial como algo bonito e agradável. Só que quando se bebe demais, esse "sensor" se confunde e passa a acreditar que muitas das pessoas ao redor têm rostos mais simétricos do que a realidade.
E mais: as mulheres estão mais propensas a perder sua capacidade de detectar a simetria do que homens, revelou o estudo. Esta variação de intensidade dos efeitos do álcool conforme o sexo da pessoa foi uma surpresa para os pesquisadores.
O resumo do estudo foi publicado no site Discovery News.


O perigoso flerte com as drogas na adolescência


Na fase em que a curiosidade aproxima o jovem das drogas, o diálogo franco é o melhor caminho para que ele entenda por que dizer "não"

VICENTE* Só pra contrariar
Na minha escola, é proibido fumar, mas todo mundo fuma escondido perto do portão. O pessoal acha legal só porque é proibido. Ficam lá pra pagar de rebelde, pra serem os kras que fazem coisa errada.
DESEJO DE INFRINGIR Típica da juventude, a necessidade de burlar o proibido pode levar ao consumo de drogas

"De repente, nosso grupo de amigos se junta e alguém diz 'vamos beber tequila!'. Aí, vai toda a galera. Cada um toma pelo menos um shot (dose). É normal, todo mundo bebe quando sai." A naturalidade com que Sophia*, 15 anos, se refere ao consumo de álcool não é uma exceção entre os jovens brasileiros. Segundo um levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) com estudantes de escolas públicas com idade entre 10 e 18 anos, 65,2% dos entrevistados já experimentaram bebida alcoólica. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram solventes, de acetona a lança-perfume. Os números não deixam dúvida: as drogas fazem parte do universo jovem. A relação com elas é constante e, por vezes, ocorre dentro dos muros da escola. Não adianta fingir que o assunto não existe - ou, o que é comum, se livrar dele pela via da expulsão. O tema exige ação.
Mas o que fazer? Pesquisas recentes têm demonstrado que apostar na repressão pura e simples não costuma dar bons resultados. Em vez disso, é melhor compreender a relação dos jovens com as drogas. Entender por que o contato com essas substâncias se intensifica na adolescência é a primeira providência.
De início, é preciso explicar que a atração pelos entorpecentes tem um forte componente biológico. A principal razão é que o chamado sistema inibitório, a área do cérebro responsável pela ponderação das atitudes, ainda está se desenvolvendo durante a adolescência. A dificuldade de dizer "não", por sua vez, abre caminho para o estímulo do sistema dopaminérgico, relacionado à busca de recompensa. As substâncias psicotrópicas agem justamente sobre essa estrutura, influenciando a produção de hormônios responsáveis pela sensação de prazer.
A equação, entretanto, não está completa. Além dos fatores fisiológicos, o ambiente em que os jovens se situam pode aproximá-los das drogas. Mas é um erro acreditar que os de famílias pobres ou "desestruturadas" são os mais propensos ao consumo. Pesquisas apontam que os maiores índices de contato com entorpecentes se dão com adolescentes das camadas médias da população.
O certo é que características típicas da faixa etária (e que independem de classe, gênero e etnia) podem, sim, levar ao consumo. A curiosidade é uma delas. O desejo de transgredir é outra, como mostra a fala de Vicente*, 16 anos (leia o destaque acima). "A proibição é tomada pelos adolescentes como uma posição autoritária, decidida por adultos que não entendem suas condições de vida. Daí vem o embate com as regras", diz Eduardo Ely Mendes Ribeiro, antropólogo e psicanalista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre.
Também é necessário ter um olhar atento para distinguir as diferentes relações que a garotada estabelece com as drogas. Muitas vezes, pais e professores tendem a classificar toda relação com entorpecentes como um vício, o que está longe de ser um retrato fiel. Há pelo menos três comportamentos: o uso esporádico (experimentação que acontece uma ou poucas vezes), o abuso (também ocasional, mas excessivo, como a atitude de beber "até cair") e o vício (esse, sim, marcado pelo uso constante. É o menos comum entre os adolescentes).
"Como são múltiplas as razões que levam ao vício - genética, ambiente e o próprio poder da substância -, não há como saber se alguém que experimenta uma droga nunca mais o fará, se fará isso de vez em quando ou sempre", explica Fernanda Gonçalves Moreira, especialista no tema e doutora em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Levar os alunos a refletir sobre essa perigosa incerteza, apontando que as consequências são para o resto da vida, é uma das maneiras de incentivar escolhas mais conscientes.
A reflexão, aliás, infelizmente não tem sido a palavra de ordem quando se fala de drogas na escola. Ao investigar o assunto em sua tese de doutorado, Fernanda descobriu que as principais intervenções são campanhas baseadas apenas na criminalização, com pouca ou nenhuma abertura ao debate franco. "Sondagens realizadas em diversos países indicam que medidas como palestras realizadas por agentes de segurança, por exemplo, têm eficácia muito reduzida na inibição ao consumo", observa.

Ação da escola não deve desconsiderar substâncias legais
Outro problema comum é certa miopia a determinadas substâncias. "A proibição de venda de álcool e cigarro para menores, por exemplo, costuma ser desconsiderada. E o discurso dos jovens com relação a essas drogas é mais liberal", afirma Ribeiro. Para ele, a escola também deve orientar para o risco de todas as substâncias, inclusive as legalmente aceitas, já que é cada vez mais comum encontrar adolescentes como Maitê*, 16 anos, que busca em remédios como as anfetaminas a solução rápida para os problemas (leia o destaque no quadro abaixo). "Por serem vendidas em farmácias e bares, essas drogas não apresentam um caráter proibitivo no imaginário dos jovens", completa o especialista.
MAITÊ* Pílula mágica
Eu me acho gorda, qro emagrecer... Ñ tô bem, peso 65 quilos. Tô tomando um remédio perigoso, sei q proibiram por problemas cardíacos. Ele é ótimo, perdi 10 quilos em 1 mês. Passei dias sem vontade de comer. Agora parei um pko, mas logo eu volto...
SEM ENXERGAR Vendidos legalmente, remédios controlados muitas vezes não são vistos como drogas

A escola deveria prestar mais atenção nesse tipo de postura. De acordo com a pesquisa do Cebrid, 3,7% dos adolescentes declararam usar remédios controlados. Para um efeito de comparação, apenas 2,9% declaram usar cocaína. Entretanto, nas campanhas contra as drogas, ela aparece muito mais do que anfetaminas e antidepressivos, que na maioria das vezes nem sequer são mencionados. Outro erro é colocar todas as substâncias num mesmo balaio. Em vez da abordagem generalizante, uma alternativa é estimular o debate sobre cada substância: quais são seus efeitos de curto e longo prazos? Qual o poder de vício? De que forma elas estão conectadas a problemas sociais, como a criminalidade?

Expor o assunto e investir no debate sem preconceitos
Mais do que concentrar esforços no alarmismo que inibe o diálogo e trava o conhecimento sobre os efeitos das substâncias, uma estratégia mais eficiente é promover ações que ajudem o adolescente a desenvolver o seu próprio sistema inibitório. "A instituição precisa proporcionar um ambiente em que os alunos possam se colocar e não apenas receber restrições", diz Fernanda. Uma ideia é mostrar opções de vida que também proporcionem o prazer imediato, mas não sejam danosas. Conhecê-las e valorizá-las é um caminho para recusar as drogas, como indica a fala de César*, 15 anos (leia o destaque no quadro abaixo).



CÉSAR* Não preciso disso
Tem pessoa q acha legal usar lança-perfume e depois desmaiar. Eu ñ uso droga pq eu ñ vejo o menor sentido. Tem coisa melhor pra fazer sem ficar loko. Qdo qro curtir de verdade, ando de skate, dou risada com meus amigos e jogo games no computador.
EU DIGO "NÃO" Valorizar outras opções de prazer imediato, como as amizades, é um caminho para a recusa .

Essa abertura ao diálogo, entretanto, não significa deixar de lado normas estabelecidas, como a proibição de fumar na escola. O importante é esclarecer a determinação com argumentos lógicos - no caso da nicotina, lembrando os malefícios do fumo passivo, por exemplo, que atinge mesmo quem nunca encostou num cigarro. Juntos, informação e diálogo auxiliam o combate às drogas muito mais do que as simples normas. Afinal, ajudam o jovem a desenvolver a capacidade de dizer "não" com consciência, e não apenas por medo de punição.

* Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados. Os destaques desta reportagem trazem depoimentos por um programa de troca de mensagens instantâneas pela internet de alunos do 9º ano e do Ensino Médio de escolas públicas da capital paulista e de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Ilustrações: Daniella Domingues



Nova Escola

Polícia encontra ossos humanos em escola no Paraná


A polícia do Paraná encontrou ossos humanos, chinelos femininos, e revistas pornográficas no forro de uma escola do município de Campo Mourão, noroeste do Estado. Na última sexta-feira, 13 de agosto, restos mortais haviam sido localizados em um poço do local depois que um zelador confessou ter matado duas jovens e escondido seus corpos.
Raimundo Gregório da Silva, 52 anos, é suspeito de ter assassinado Dimitria Vieira em julho de 2008, quando ela tinha 17 anos; e Iara Pacheco, de 19, desaparecida há sete meses.
A polícia desconfiava do funcionário desde que a família passou a receber mensagens de celular de Dimitria, dizendo ter fugido para a Espanha. Silva era amigo da família e afirmava receber as mesmas mensagens. Um dos recados pedia que o zelador não fosse mais investigado.
O celular da adolescente foi encontrado na casa do suspeito. Os investigadores solicitaram um exame de DNA para saber se as ossadas são das garotas.

Roberto Saraiva


eBand

Advogado pede "absolvição sumária" do goleiro Bruno em defesa prévia


Documento publicado em blog lista testemunhas e aponta diligências

O advogado que defende o goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, publicou na íntegra, em seu blog, na madrugada desta sexta-feira (20), o conteúdo da defesa prévia entregue nesta quinta-feira (19) ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Quaresma também representa outros seis suspeitos da acusação do sumiço e morte de Eliza Samudio.
Na parte inicial de seu texto, o advogado pede um alvará de soltura para o goleiro Bruno. A alegação é de que a competência para julgar o caso deve ser transferida para Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde teria acontecido o crime.
Outra alegação usada no documento, com base em diversos exemplos de leis, decisões de juízes e regras do direito, é de que a defesa não teve acesso às investigações e perícias.
"A cegueira imposta ao acusado e seus patronos é inaceitável, pois eventual solicitação de esclarecimentos sobre as perícias ou inserção de testemunha em seu rol mostra-se deficiente de plenitude", escreve o advogado.
...Ércio Quaresma pede a inclusão no processo de todos os laudos, vídeos e fitas de áudio feitos pela Polícia Civil, além do irrestrito acesso aos documentos.
Neste caso, ele destaca que o goleiro Bruno deve ser absolvido, caso a defesa não possa ter todas as informações das investigações, com base no artigo 395 do Código de Processo Penal. A defesa prévia também aponta que "testemunhas foram ouvidas por mais de dez horas ininterruptas, indiciados foram agredidos física e moralmente", além de classificar a denúncia como "inepta e inconsistente".

Testemunhas e diligências
Caso não haja uma "absolvição sumária" do goleiro Bruno, como pede Quaresma, o advogado inclui uma lista de pessoas que devem ser ouvidas como testemunhas do caso e algumas futuras ações (diligências), como a apreensão do computador com a gravação da conversa do goleiro Bruno dentro de avião.
A defesa prévia é a análise que os advogados fazem da denúncia. Nela, eles apresentam argumentações que podem ou não serem levadas em conta pelos juízes.
O advogado que representa Marcos Aparecido dos Santos, mais conhecido como Bola, outro suspeito de participar do crime, também fez a entrada da defesa prévia nesta quinta-feira .



África do Sul investiga aluguel de bebês a pedintes


A polícia sul-africana está investigando uma possível gangue que estaria alugando bebês de creches para pedintes.

A investigação ocorre após uma grande operação para combater o uso de crianças para mendicância na capital do país, Pretória.
Durante a operação, na sexta-feira, 20 crianças foram levadas para abrigos, mas 13 foram devolvidas depois aos pais.
A polícia confirmou à BBC que quer verificar se há uma relação com um caso semelhante ocorrido em maio em Johanesburgo.
Uma investigação da rádio 702 Talk, de Johanesburgo, verificou que alguns pais e pessoas que cuidavam das crianças estariam alugando bebês para pedintes por cerca de 20 rand por dia (cerca de R$ 4,80).

Simpatia
A mendicância é comum em cruzamentos movimentados das cidades sul-africanas.
Os pedintes costumam carregar bebês ou usar crianças pequenas para conseguir a simpatia dos motoristas e com isso receber mais doações.
A polícia em Pretória diz que as sete crianças levadas das ruas na sexta-feira e que ainda estão sob custódia são bebês com menos de um ano de idade.
“A prática parece estar aumentando, e estamos atualmente tentando descobrir por que isso acontece”, afirmou à BBC Kgaofelo Malatsi, da unidade de crimes sociais da polícia de Pretória.
Segundo o departamento de saúde e desenvolvimento social da província de Gauteng, onde estão Pretória e Johanesburgo, a prioridade do governo é garantir que as crianças frequentem a escola e recebam alimentação adequada.
“Deveríamos proteger nossas crianças da exploração e de adultos que as usam para ganhos financeiros mendigando pelas esquinas”, afirmou à BBC o porta-voz do departamento, Teddy Gomba.


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