segunda-feira, 11 de abril de 2011

Polícia prende condenado por pedofilia dentro de quartel


Sargento reformado estava condenado a nove anos de prisão

Policiais da Delegacia de Vigilância e Capturas prenderam no interior do 27º. Batalhão Logístico, no Bacacheri, o sargento reformado Ari Pedro Alberti, de 62 anos. Ele foi condenado pela Vara de Crimes Contra a Criança e Adolescente de Curitiba, a pena de 9 anos, 8 meses e 20 dias de prisão pela prática do crime de atentado violento ao pudor.

De acordo com o delegado Marcelo Lemos de Oliveira, após meses de investigações, apurou-se que Ari Pedro iria comparecer ao batalhão para atualizar os seus dados cadastrais, o que ocorre anualmente. Segundo as diligências o homem mudava constantemente de residência, dificultando a sua localização. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara.



Jornale

Funcionários de creche são suspeitos de dopar crianças em São Manuel



Caso foi registrado em creche de São Manuel, a 259 km de São Paulo.
Pais desconfiaram depois de crianças terem sido entregues desacordadas.

A polícia investiga se três crianças foram dopadas para dormir no interior de São Paulo. O caso foi registrado em uma creche em São Manuel, a 259 km de São Paulo. Nesta sexta-feira (8), as três crianças, com idades entre 2 e 3 anos, foram entregues aos pais desacordadas. Os pais desconfiaram e levaram as crianças para o hospital.

Elas passaram por exames e nenhuma doença foi detectada. As crianças só voltaram ao normal neste domingo (10). Segundo a médica, elas podem ter recebido alguma dose excessiva de calmante para dormir. Os 11 funcionários da creche serão ouvidos pela polícia. Ao todo, 47 crianças frequentam a entidade.



G1

Identificação com criminosos que mataram e cometeram suicídio em seguida


Identificação com criminosos que mataram e cometeram suicídio em seguida

Rio - O relato deixado pelo próprio Wellington revela que ele se identificava com massacres semelhantes ocorridos em ambiente escolar. Numa segunda carta encontrada pela polícia, ele parabeniza Casey Heynes, o australiano vítima de bullying que apareceu em vídeo da Internet revidando a agressão de um colega de escola. Em outro trecho, o assassino de Realengo chama de ‘irmãos’ outros dois criminosos: Cho Seung-Hui, universitário que matou 32 colegas de faculdade nos Estados Unidos, em 2007; e Edmar Aparecido Freitas, que feriu oito pessoas do colégio onde estudou, no interior de São Paulo. Os dois ‘ídolos’ de Wellington também cometeram suicídio depois dos crimes.

Parentes e vizinhos do atirador relataram que ele sempre apresentou comportamento incomum. Era sempre calado, introspectivo e com ideias que deixavam a família assustada. O primo L., em depoimento à Divisão de Homicídios, na semana passada, disse que Wellington falava em ‘jogar um avião no Cristo Redentor e até treinava com um jogo de computador que ensinava como pilotar um avião’.

De acordo com o coordenador e chefe do setor de Neuropsiquiatria Infanto Juvenil da Santa Casa de Misericórdia, Fábio Barbirato, nem todo paciente psiquiátrico apresenta agressividade. “Se há um traço de agressividade na personalidade e um ambiente que não o favorece, como discriminação ou bullying, por exemplo, pode contribuir para o aumento da agressividade ou um quadro obsessivo”, explicou o médico.

O especialista ressaltou que o diagnóstico precoce e o tratamento correto poderiam ter evitado a tragédia. “As pessoas acham que um diagnóstico psiquiátrico pode rotular uma criança. Esse caso serve de alerta para a sociedade”.

Manhã de 7 de abril de 2011. São 8h20 de mais um dia que parecia tranquilo na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste. Mas o psicopata que bate à porta da sala 4 do segundo andar está prestes a mudar a rotina de estudantes e professores, que festejam os 40 anos do colégio. Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, entra dizendo que vai dar palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

Transtornado, o assassino atacou alunos de duas turmas do 8º ano (1.801 e 1.802), antiga 7ª série. As cenas de terror só terminam com a chegada de três policiais militares. No momento em que remuniciava dois revólveres pela terceira vez, o assassino é surpreendido por um sargento antes de chegar ao terceiro andar da escola. O tiro de fuzil na barriga obriga Wellington a parar. No fim da subida, ele pega uma de suas armas e atira contra a própria cabeça.

Na escola, a situação é de caos. Enquanto crianças correm — algumas se arrastam, feridas —, moradores chegam para prestar socorro. PMs vasculham o prédio, pois havia a informação da presença de outro atirador. São mais cinco minutos de pânico e apreensão. Em seguida, começa o desespero e o horror das famílias.

A notícia se alastra pelo bairro. Parentes correm para a escola em busca de notícias. O motorista de uma Kombi para em solidariedade. Ele parte rumo ao Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com seis crianças na caçamba, quase todas com tiros na cabeça ou tórax.

Wellington, que arrasou com a vida de tantas famílias, era solitário. Segundo parentes, jamais teve amigos e passava os dias na Internet ou lendo livros sobre religião. Naquela mesma escola, entre 1999 e 2002, período em que lá estudou, foi alvo de ‘brincadeiras’ humilhantes de colegas, que chegaram a jogá-lo na lata de lixo do pátio.

A carta encontrada dentro da bolsa do assassino tenta explicar o inexplicável. Fala em pureza, mostra uma incrível raiva das mulheres — dez dos 12 mortos — e pede para ser enrolado num lençol branco que levou para o prédio do massacre. O menino que não falava com ninguém deixou seu recado marcado com sangue de inocentes estudantes de Realengo.



O DIA ONLINE

Veja como estão as gêmeas ex-siamesas Clara e Clarice





Conheça a rotina do médico que separou as irmãs unidas pelo abdome
As gêmeas ex-siamesas Clara e Clarice estão em Santo André, na Grande São Paulo, se recuperando da cirurgia de separação. As duas garotas de Santa Quitéria, no Ceará, nasceram unidas pelo abdome.

Elas conseguem ficar sentadas, o que antes era impossível. Agora, elas brincam com mais alegria e se movimentam mais.

Clara e Clarice adoram tomar banho e se recuperam bem da cirurgia.

As irmãs e seus pais estão na casa de uma família que têm parentes na mesma cidade das meninas.

A cirurgia foi feita pelo médico Uenis Tannuri, especialista em cirurgia infantil do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo.



R7

Gari passa mal ao fazer a limpeza de escola após massacre


Durante a limpeza que acontece na manhã desta segunda-feira (11) na escola municipal Tasso da Silveira, um gari se emocionou ao ver o cenário do massacre que aconteceu na última quinta (7), em Realengo, na Zona Oeste do Rio e passou mal.
O Ricardo ficava assobiando e cantando para tentar se distrair. Mas ficou lembrando das crianças correndo, viu sangue nas paredes. Passou mal e foi liberado”, contou Marcelo de Oliveira, que também trabalha como gari e ajuda na limpeza do local. Segundo funcionários da escola, Ricardo, trabalha na limpeza da escola e conhecia as vítimas.

“A situação lá dentro ainda é muito marcante”, descreveu Marcelo. O mutirão de garis continua no local até que todo o colégio seja limpo.

Pais voltam à escola
Equipes de funcionários da escola estão recolhendo e organizando todo o material de estudo que foi deixado para trás no dia do massacre. Simone Ferreira, de 38 anos, é mãe de Juliana, que estava estudando quando o atirador entrou na escola. “Estou chateada, triste”, disse ela, que conseguiu pegar o material da filha.

Os pais dos alunos estão recebendo atendimento psicológico na Clínica da Família, em Realengo. Segundo o colégio, nesta segunda, todos os professores também serão orientados por psicólogos na própria instituição.

Segundo a direção da escola, esta semana haverá uma reunião com os professores para formar uma comissão que ira´se reunir com as autoridades.

Ainda segundo a direção, na próxima quarta-feira (13), as escolas da rede municipal irão parar por duas horas para discutir "melhorias gerais na rede após este episódio".

As unidades remeterão um documento à Secretaria Municipal de Educação, que irá verificar o que pode ser feito.

Duas crianças seguem em estado grave
A menina de 13 anos internada no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após o ataque a escola, saiu do estado grave e se encontra em um quadro estável, de acordo com o último boletim divulgado pela assessoria da Secretaria estadual de Saúde, neste domingo (10).

Ela foi atingida no abdômen e na coluna e foi operada no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. A menina já respira espontaneamente e está lúcida. Ao todo, dez vítimas ainda estão hospitalizadas em seis unidades do estado, duas delas seguem em estado grave.

O corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, segue no Instituto Médico Legal (IML) neste domingo (10). Segundo o IML, será dado um prazo de 15 dias para algum familiar fazer a retirada, do contrário, o rapaz será enterrado como "corpo não reclamado".



G1

Homem diz que matou irmãs em Cunha porque adolescentes caçoavam dele


SÃO PAULO - Ananias dos Santos, 27 anos, preso na madrugada desta segunda-feira em Cunha, a 217 km da capital paulista, afirmou que matou as irmãs Josely Laurentina, 16 anos, e Juliana Vânia, de 15 anos, porque as duas caçoavam dele, por estar apaixonado pela mais nova. Preso na casa dos pais, enquanto dormia, Ananias disse que começou ficar com muita raiva das adolescentes porque, inicialmente, apenas Josely caçoava dele. Depois, Juliana também passou a fazer o mesmo.
Ananias diz que Josely chegou a dizer que ele não deveria "ter nada" com Juliana porque era um "caipira".

O rapaz confessou o crime e confirmou que era apaixonado por Juliana aos investigadores que efetuaram a prisão. Mário Celso Fagundes, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) de Guaratinguetá, afirmou que Ananias inicialmente disse ter usado um revólver para matar Josely e Juliana e que a arma teria sido jogada em um rio. Depois, decidiu contar onde estava a arma, desde que a polícia garantisse sua integridade física.

Fagundes afirmou que a arma, uma carabina 22, de cerca de um metro de comprimento, estava escondida sob uma pedra em Campos Novos, distante 40 km de Cunha, numa área entre uma mata e uma plantação de eucaliptos. Ananias disse que é o dono da arma, cuja numeração não está raspada. A carabina, segundo Fagundes, foi achada sem munição. A capacidade dela é para 16 tiros.


Ananias disse aos policiais que ficou vários dias escondido no mato e chegou passou pelo menos dois dias na casa de um irmão que mora em Itatiaia, no Rio de Janeiro. Depois, pegou carona com um motoqueiro e retornou para a casa dos pais, onde ficou até esta segunda-feira. A polícia não informou ao certo quando ele retornou a Cunha.

Na delegacia, os policiais mostraram fotos dos corpos de Josely e Juliana. Segundo Fagundes, Ananias chorou e pediu para não ver as fotos.

Ananias confirmou ainda que contou para a enfermeira Maria José, com quem mantinha um relacionamento, que viu os corpos porque queria que as duas irmãs fossem enterradas.

O rapaz disse que agiu sozinho. Ele teria abordado as meninas quando elas desceram do ônibus e obrigado que caminhassem até a mata. O percurso é longo, de cerca de 7 km. No caminho, as meninas reclamaram estar cansadas e disseram que as mochilas estavam pesadas. Ananias disse que mandou que as mochilas fossem jogadas num rio. Uma das mochilas foi achada na semana passada.

O delegado Homero Vilela Vieira, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Guaratinguetá, afirmou que a polícia pretende fazer

uma reconstituição da morte das adolescentes para verificar se, de fato, Ananias cometeu o crime sozinho.

Ananias foi apresentado à imprensa em Guaratinguetá, para onde foi levado após ter indicado para a polícia onde estava a arma do crime. Perguntado pelos repórteres se se arrependeu do crime, fez que sim com a cabeça.

O delegado Vieira ainda não descarta a possibilidade de outras pessoas terem ajudado Ananias, já que o local onde os corpos foram achados é de difícil acesso.

Apesar de pretender fazer a reconstituição, Vieira diz que a operação será complicada, pois a população de Cunha pode ter algum tipo de reação.

Ananias segue prestando depoimento à polícia e mantém a versão de que matou as duas meninas sozinho.



O Globo

domingo, 10 de abril de 2011

Só bullying não é capaz de explicar massacre no Rio



O psiquiatra infantil Gustavo Teixeira avalia que apenas o bullying não é capaz de explicar ataques como o ocorrido nesta semana na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio. A tragédia ocorreu na última quinta-feira, após Wellington Menezes de Oliveira, 23, entrar na escola onde cursou o ensino fundamental e dizer que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar nos alunos.


Veja mais:
Folha OnLine

Corpo encontrado em mala pode ser de estrangeiro, diz polícia


O corpo encontrado dentro de uma mala em São Paulo, na madrugada deste domingo, pode ser de um estrangeiro, segundo a polícia. Os responsáveis pela investigação acreditam que se trata de uma pessoa que residia ilegalmente no país.

No boletim de ocorrência, registrado no 13º Distrito Policial, consta que não havia sinais de violência no corpo e que ele pode ter morrido após passar por algum problema de saúde.

O homem foi encontrado por volta das 4h de hoje no bairro Lauzane Paulista, zona norte da capital. Policiais militares foram chamados por um estudante, que informou sobre a existência de corpo dentro de uma mala jogada na rua.

No local, os PMs encontraram a mala aberta. A vítima aparentava ter 45 anos e estava envolta por uma manta estampada. Uma testemunha contou para a polícia que viu um carro Santana sem placa parar e jogar a mala na calçada.

O local foi preservado para a perícia e o corpo foi levado para o IML Central, onde vai ser examinado.


Fábio Mendes



eBand

Jovem é atropelado na Barra enquanto fugia de seguranças de boate


Rio - Um homem foi atropelado na Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, altura da boate Taj Lounge, quando fugia dos seguranças da casa noturna, na madrugada deste domingo. Julio César Paula dos Santos, de 30 anos, não conseguiu frear e o empresário Renan Socostenic, de 22 anos, acabou sendo atingido e quebrou o braço.

"Vi um cara sem camisa correndo e um segurança indo atrás dele. Depois ouvi apenas um grito", afirma um taxista, que não quis se identificar e também estava passando pelo local na hora do acidente. Segundo Verônica Marques, 25 anos, namorada de Renan, os seguranças começaram a bater nele sem motivo aparente. "Eu não vi como começou a confusão, só sei que entrei na frente do Renan e os seguranças me derrubaram, eu cai no chão, me chutaram e partiram para cima dele. Estou com dores na coluna. Um deles queria jogar uma pedra enorme em cima de nós. Então ele fugiu e se acidentou. A carteira dele sumiu e meus documentos, que estavam junto, também", conta ela.

O casal, segundo a jovem, não costuma sair muito à noite e estava na área vip da Taj Lounge. O tumulto começou na saída, logo depois que eles pagaram a conta. Renan foi agredido por um dos seguranças e revidou. A dupla estava acompanhada de amigos.



O DIA ONLINE

Cientistas encontram esqueleto do que seria um homossexual de 5 mil anos atrás

Enterro seguiu normas que mesclam tradições masculinas e femininas

Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás.
A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos - retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga - indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres.

A arqueóloga Katerina Semradova disse à BBC Brasil que o enterro “atípico” indica que o indivíduo encontrado fazia parte do “terceiro sexo”, provavelmente homossexual ou transexual.

"Trabalhamos com duas hipóteses: a de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do terceiro "terceiro sexo'. Como o conjunto de objetos encontrados enterrados ao redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correta", disse Semradova.

As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira e a visitação tem sido intensa.

Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na Idade da Pedra, entre 2.500 AC e 2.900 AC.

Neste tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas.

As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeada de jóias e objetos de uso doméstico.

O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos.

"A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro", disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova.

"É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente, provavelmente homossexual ou transexual."



BBC Brasil
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