segunda-feira, 16 de maio de 2011

Social lança campanha contra a violência sexual infantil


A Prefeitura de Jaraguá do Sul, através da Secretaria da Assistência Social, está lançando uma campanha contra a violência sexual infantil no mês em que se comemora o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil, 18 de maio. Neste ano, a mobilização será feita através de veículos de comunicação. No total, são 15 outdoors, 300 camisetas, 300 cartazes e anúncios em jornais impressos da região. O investimento na campanha é de R$ 39 mil, recurso do governo federal administrado pelo Fundo Municipal da Assistência Social.

Com a frase "Tem criança e adolescente que vira brinquedo de adulto. Abuso sexual não tem graça", a campanha tem por objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade para o enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil. De acordo com a diretora de Proteção à Criança e ao Adolescente, Tatiana Uber, a campanha é permanente e acontece através da rede de atendimento às crianças e aos adolescentes (Conselho Tutelar, programas da Assistência Social, Ministério Público) com a conscientização da comunidade sobre como prevenir e como denunciar casos de abuso sexual infantil. Mais de 200 casos de abuso, exploração ou violência sexual infantil já foram registrados no município.

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O telefone para denúncias de abuso, exploração ou violência sexual infanto-juvenil é 100.

O telefone do Conselho Tutelar de Jaraguá do Sul é 0800-642-0122.


Blog Por Acaso

Escolas em regiões violentas se destacam em avaliação da prefeitura



RIO - A Secretaria municipal de Educação divulgou no início da tarde desta sexta-feira dados do Índice de Desenvolvimento da Educação do Rio (IDE-Rio), que revelam que as unidades localizadas em áreas violentas da cidades, as Escolas do Amanhã, estão apresentando uma evolução acima da média do restante da rede. Entre os 151 colégios de regiões de risco, 91 (60%) atingiram a meta estipulada pelo órgão para o ano passado. Já entre as 813 outras escolas, 422 (52%) conseguiram chegar ao objetivo. O índice reúne dados de aprovação e os resultados de provas de português e matemática.

A partir de agosto, os profissionais da escolas que cumpriram a meta devem começar a receber gratificações da prefeitura. Os 40 alunos com melhores notas na rede municipal receberão bicicletas de presente. No primeiro segmento do ensino fundamental (1o ao 5o ano), o Ciep 1o de Maio - que faz parte do projeto Escolas do Amanhã e atende a alunos de comunidades conflagradas, como Rola e Antares - foi o que apresentou melhor desempenho: nota 8,1. Em 2009, última avaliação, a unidade tinha 4,7.

- É um desempenho equivalente ao nível europeu - destacou a secretária de Educação, Claudia Costin.

No segundo segmento (6o ao 9o ano), a Escola Pedro Bruno, situada em Paquetá, teve a melhor nota: 6,1. O curioso é que a unidade vive problemas de instalações. O prédio em que está é tombado e apresenta uma série de problemas. Uma nova escola terá que ser construída para abrigar os alunos. Segundo Costin, a licitação deve ocorrer nos próximos meses.


O Globo

Mãe é muito diferente de pai


O título acima está no livro Quem Ama, Educa!, do escritor, psiquiatra e conferencista Içami Tiba. Lembrei dele depois que li sobre a bebê de sete meses que foi achada morta em um carro, em Novo Hamburgo, esquecida pelo pai no banco de trás do veículo. “Pais perdem os filhos em shoppings, praias, festas juninas. Mães não desgrudam os olhos dos pimpolhos”, era um destaque de uma página de livro.

Há 300 mil anos, a mulher é mãe
Tiba defende que são enormes as diferenças entre ser mãe e ser pai, e elas teriam “bases biopsicossocioantropológicas distintas”. O autor lembra que a mulher é mãe há mais de 300 mil anos, quando o encontro sexual era quase um estupro. Já o homem passou a conhecer a paternidade só há cerca de 12 mil anos, quando a mulher inventou a agricultura, e os seres humanos fixaram-se mais na terra. Desse modo, defende Tiba, é até natural que a mulher seja muito mais apta que o homem para cuidar das crianças. “Do jeito como os homens de hoje estão, se fosse função deles historicamente olhar os filhos, o mundo não chegaria a acabar, mas talvez diminuísse bastante, pois até hoje ainda há pais que, literalmente, perdem seus filhos. Ou se tivesse sido o homem o encarregado de olhar as crianças, como sempre foi a mulher, talvez hoje os pais não estivessem perdendo seus filhos pelo caminho…”.

Mãe sobrecarregada, pai folgado…
É claro que a antiga divisão de papéis sofreu muitas mudanças, mas ainda, segundo Tiba, ela insiste em se manter. O pai trabalha e, por isso, acredita que não precisa participar da educação das crianças, que segue sendo uma responsabilidade da mãe. Mesmo que a mãe trabalhe fora, ainda resiste em abandonar o que fez durante tanto tempo, e tem, em casa, o seu segundo emprego. Concluindo: os dois têm participação na manutenção desse cenário.
A mãe se sobrecarrega, o pai segue folgado. Uma pista para mudar isso, o escritor também dá: a mulher não precisa ser 100% mãe, poderia ser só 50% se a outra metade fosse complementada pelo pai ao assumir seu lugar na educação, já que ela também trabalha fora e traz fundamental ajuda econômica para a família. O homem tem muito a se desenvolver como pai, e a mulher que trabalha fora, também. Ela deve exercer outro tipo de papel como mãe e administrar a casa de um modo diferente. Mas como? Conto na próxima coluna.

E você, o que pensa disso?

Importante registrar que há também mães que já esqueceram os filhos no carro, que muito pai assume mais responsabilidade na educação do filho do que a mãe, mas não estamos falando do que, hoje, ainda é uma exceção. Estamos tratando de um cenário em que (ainda) se enquadra a maioria dos pais e mães. E para você, quais as principais diferenças entre os papéis de mãe e de pai hoje? O que já mudou e o que ainda precisa avançar para que melhoremos a educação de nossos filhos e a vida em família?

Fabiana Sparremberger


Meu Filho

Pets terapeutas levam alegria à clínica de idosos no Rio


Além de muita diversão, cães estimulam a prática de exercícios fisioterápicos


Os idosos da Clinica Geriatria La Vivencia, na Tijuca,Rio de Janeiro, receberam neste sábado(14) um visita especial em quatro patas. Treze cães do Projeto Pêlo Próximo, passaram uma tarde com cerca de 60 idosos da instituição com diversos tipos de patologia e receberam muito carinho dos pets terapeutas caninos. Entre lambidas e afagos, os voluntários do projeto realizaram diversas atividades com os idosos, estimulando os exercícios fisioterápicos com pés e mãos, como a massagem no cão e escovação de pelos. No final da visita, os voluntários realizaram uma sessão de musicoterapia, acompanhados dos idosos do La Vivencia.“-Tivemos uma tarde maravilhosa.Os idosos interagiram com nossos pets terapeutas e conseguimos realizar diversos exercícios de uma forma lúdica. Eles brincaram, cantaram e se exercitaram com a ajuda dos animais” – finaliza Roberta Araújo, coordenadora do Projeto Pêlo Próximo.

Criado em 2009, o Projeto Pêlo Próximo – Solidariedade em 4 Patas, visa levar alegria e descontração, além de contribuir na recuperação da saúde de idosos, pessoas portadoras de necessidades especiais e crianças que estão em tratamento contra o câncer. Extremamente dóceis, os cães terapeutas estão sempre com a vacinação e vermifugação em dia, e perfeita condições psicobiológicas. Além dos 40 cachorros e 2 calopsitas que compõem o staff de ‘terapeutas’, o projeto conta com o apoio de voluntários veterinários, psicólogos, médicos e terapeutas ocupacionais.

As visitas com os animais têm como objetivo proporcionar atividades para trabalhar e estimular o raciocínio dos pacientes. A próxima visita dos cães terapeutas, acontece no próximo sábado (21), na Casa Emilien Lacay – Cruzada do Menor em parceria com o E-solidário, e contará com a participação dos idosos e crianças da Instituição.

Para conhecer o trabalho filantrópico do Projeto Pêlo Próximo, visite nosso site: http://www.peloproximo.com.br/
Alessandra Fabro(21) 2245-6105/9835-8822



Projeto Pêlo Próximo"Solidariedade em 4 patas"

Professores perdem 34% do tempo das aulas com burocracia


Chamadas, distribuição de deveres de casa e recolha de atividades atrasam aprendizado
Um estudo realizado pelo Banco Mundial revelou que 34% do tempo de aula nas escolas do Brasil são usados para realizar tarefas burocráticas, como realizar chamadas, distribuir deveres de casa e recolher atividades. Com isso, o aproveitamento da aula para ensino efetivo não ultrapassa os 66% do tempo disponível.

Segundo o Banco Mundial, os resultados apontam para uma média muito aquém dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em que 85% do tempo é usado para o aprendizado.

Uma conta feita pelo Movimento Todos Pela Educação e divulgada pelo Instituto EcoDesenvolvimento mostrou que, considerando uma hora-aula de 50 minutos (duração corrente de uma aula no Brasil), a média de tempo de aprendizagem no país é de 33 minutos, enquanto que nos países da OCDE é de mais de 42 minutos.

A pesquisa, que foi feita em escolas das redes estaduais dos Estados de Pernambuco e Minas Gerais, e na rede municipal do Rio de Janeiro, também revelou a disparidade entre algumas instituições.

Nas escolas em que as aulas têm os maiores índices de tempo gasto com ensino efetivo, os professorem passam 40 minutos e 30 segundos de uma hora aula realizando seu ofício (cerca de 81% do período).

Já nas instituições de ensino com os menores índices de tempo usado para educação concreta, os docentes utilizam apenas 37% do tempo das aulas ensinando, o que corresponde a aproximadamente 18 minutos e 30 segundos. Existindo, inclusive, casos em que o professor fica até mesmo fora da classe durante o tempo de aula.

Como consequência, os alunos que estudam nas escolas com mais tempo de ensino em sala de aula têm o relativo a 88 dias letivos a mais do que os colegas que assistem aulas com menores aproveitamento.

O estudo, que já começou a ser feito também no México, Jamaica, Colômbia, Guatemala e Paraguai, ainda deverá ser estendido para El Salvador, Chile, Peru e Guiana.


R7

Bebê abandonado ficou uma hora em sacola antes de ser encontrado


Criança foi deixada em laje de casa em Rio Grande da Serra, na Grande SP.
Ela foi levada para hospital em Ribeirão Pires e passa bem.


O bebê recém-nascido encontrado dentro de sacolas plásticas na laje de uma casa em Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo, ficou pelo menos uma hora no local antes de ser encontrado na noite de sábado (14). A criança ainda estava com o cordão umbilical. Ela foi levada para um hospital de Ribeirão Pires, no ABC, e passa bem.

Na casa onde a criança foi deixada moram três famílias. Quem deixou o bebê no local aproveitou que o portão estava aberto e subiu 13 degraus antes de deixar a sacola em uma lateral. Quem encontrou o recém-nascido foi a enfermeira Cátia da Silva Pedroso, que visitava o namorado

“Eu estava subindo a escada normal, ouvi barulho de criança, pensei que era vizinhança, quando virei aqui vi o bebê dentro da sacola”, contou.

O bebê estava dentro de três sacolas – uma delas de um supermercado que só existe na cidade. A cunhada de Cátia, a cabeleireira Edilene Cristina Avelino, passou pela sacola uma hora antes, mas não percebeu nada. “Estava quietinho, não estava mexendo, não percebi nada”, afirmou.

Segundo a família que resgatou a criança, uma enfermeira do Hospital São Lucas, para onde ela foi levada, disse que o bebê teria nascido há cerca de três horas. A criança continua internada em observação – os médicos aguardam os resultados de exames.


G1

domingo, 15 de maio de 2011

15 de maio - Dia Internacional da Família



12 hábitos ajudam a manter a família unida


Dia 15 de maio é o Dia Internacional da Família. Crescem os estudos que comprovam como os familiares interferem na nossa saúde física e mental, independente da idade. Uma pesquisa publicada no Jornal da Associação Americana do Coração, por exemplo, comprovou que pacientes da terceira idade se recuperam muito mais rápido de derrame quando acompanhados dos parentes. Já um outro estudo recente da Universidade de Oregon, nos EUA, indicou que pais com dificuldades de relacionamento têm mais chances de ter bebês com distúrbios durante o sono.

Manter o vínculo afetivo é uma vantagem e tanto, mas nem sempre é fácil. "Há famílias que se veem muito, porém as pessoas não são tão próximas, porque tem o componente da afinidade. Construímos vínculos com as pessoas que nem sempre podem existir nas famílias", explica a psicóloga Eliana Alves, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Confira a seguir alguns ingredientes diários que podem incrementar os laços afetivos e aumentar - de fato - a união familiar.

No Dia da Família, saiba como é possível fortalecer o vínculo afetivo com pequenas atitudes
1. Respeite os limites de cada um
Esse é um dos hábitos mais difíceis, pois implica aceitar algumas diferenças. "Cada indivíduo da família tem seu ritmo, seu jeito de vivenciar as coisas da vida. Tanto os filhos como os pais desenvolvem essa percepção do 'jeito de cada um'", conta o psiquiatra Paulo Zampieri, Terapeuta de Casais e Famílias, de São Paulo. Procurar respeitar essas peculiaridades - desde que não sejam preocupantes - pode ajudar a resolver conflitos familiares de uma forma muito mais fácil

2. Priorize o bom humor
Procure encarar os conflitos familiares com mais disposição. Muitos deles surgem por motivos pequenos e são alimentados pelo cansaço e estresse do dia a dia. "Encarar conflitos já é melhor do que evitá-los e há de ser com bom humor, senão fica sempre parecendo cobrança ou bronca", aconselha o psiquiatra Paulo Zampieri.

3. Cozinhe em conjunto
A psicóloga Eliana Alves fala que é importante criar espaços que propiciem um vínculo afetivo. "Vivemos no imperativo da falta do tempo, mas é necessário se preocupar em criar momentos para conviver com nossos familiares", diz a especialista.
Para driblar essa falta de tempo, os programas conjuntos podem ser tarefas diárias como as atividades domésticas, que permitem uma troca de experiências. "Atividades lúdicas e domésticas ajudam todos os membros da família a se apropriarem dos pertences do lar, aprendendo juntos as tarefas que um dia os filhos também farão", afirma o psiquiatra Paulo Zampieri.

4. Incentive o diálogo
Essa é uma das práticas mais fundamentais. De nada adianta viver unidos sob o mesmo teto se não há conversa, se as pessoas não compartilham seus sentimentos e experiências de vida. O diálogo permite saber o que o outro está pensando e sentindo e é a melhor forma de resolver desentendimentos.
"Os familiares são os maiores parceiros que filhos, pais e avós têm naturalmente na vida", lembra o psiquiatra Paulo Zampieri, que dá uma boa dica para fortalecer os vínculos por meio do diálogo. "Peça aos avós que contem como foi a vida deles, como se uniram, o que pensavam da vida. É um jeito interessante de co-construir a história da família por meio dos protagonistas mais velhos e permite conhecer como os costumes mudaram", completa.

5. Crie momentos de lazer com todos
Os familiares servem de apoio nas horas difíceis, mas também podem ser ótimas companhias para momentos de distração e divertimento. O psiquiatra Paulo Zampieri conta que, quando os filhos são pequenos, fica mais fácil: "É só convidar que todos vão", comenta.
No entanto, quando os filhos crescem e se tornam mais independentes, essas ocasiões ficam cada vez mais incomuns. "Quando a família cultiva esses hábitos desde cedo, gera a possibilidade de conservar atividades de lazer em conjunto em etapas mais adultas", completa o especialista.

6. Procure estar disponível
Não precisa ser super-herói: é impossível estar disponível o tempo todo e a família precisa entender isso, principalmente as crianças. Entretanto, mostrar disponibilidade para conversar e dar atenção, sempre que possível, é fundamental. De acordo com o psiquiatra Paulo Zampieri, os pais devem fazer isso de forma declarada. "Conte comigo", "sou seu parceiro" ou "se precisar, estou aqui" são frases que ajudam os filhos a encontrarem um momento de poder falar.

7.Evite que a rotina agitada e estressante interfira no contato familiar
É nada agradável encontrar uma pessoa em casa com a cara fechada, sem vontade de conversar. Experimente imaginar que, no momento em que você for passar pela porta de entrada, as preocupações do trabalho ficarão do lado de fora. A família poderá ser uma excelente forma de distração!
Em alguns momentos, procure também deixar o trabalho e demais compromissos em segundo plano. "Tal postura pode indicar valorização do contato, como se a pessoa estivesse dizendo à família: 'vocês são importantes para mim'", afirma a psicóloga clínica Michelle da Silveira, de São Paulo.

8.Invista no afeto
Há várias formas de manifestá-lo, vale a sua criatividade de adaptá-las ao tempo e à rotina que você possui. Não se esqueça também do carinho físico. Um simples abraço proporciona conforto e uma ligação muito forte. "O afeto pode ser uma forma de aproximação das pessoas. A partir dele, outros sentimentos fundamentais para as relações serem estabelecidas são formados, como: respeito, compreensão, tolerância, entre outros", explica a psicóloga Michelle da Silveira

9.Não espere os finais de semana
Procure se lembrar de estreitar os vínculos sempre. Um telefonema, um email ou mesmo uma mensagem por celular podem ser demonstrações de afeto que fazem a diferença. "Com maior tempo de interação, as pessoas poderão se conhecer melhor, agregar pontos positivos da outra pessoa, descobrir afinidades e, a partir daí, estreitar os laços que podem levar à construção de vínculos mais estáveis", esclarece a psicóloga Michelle da Silveira.

10.Reconheça os próprios erros
Ninguém na família é perfeito, inclusive os pais. Segundo a psicóloga Michelle da Silveira, assumir falhas pode implicar em mudança, uma vez que a pessoa refletiu sobre a sua ação e, em uma próxima situação parecida, tentará agir de forma diferente. "Esse comportamento de flexibilidade gera confiança na pessoa com a qual se relaciona, pois ela fica com a idéia de que o erro poderá não se repetir", completa.

11.Crie momentos a sós com cada um
Estimular ocasiões exclusivas entre marido e mulher ou mãe e um dos filhos, entre outras possibilidades, facilita a comunicação. A psicóloga Michelle da Silveira explica que isso favorece o conhecimento entre as pessoas e facilita a criação de sentimentos, como intimidade e confiança.

12.Seja um exemplo
Suas pequenas atitudes no âmbito familiar podem gerar admiração pelos parentes. Quando há essa admiração, a possibilidade de existir vínculos é maior. A psicóloga Michelle da Silveira explica: "Existe nas relações a intenção comum entre as partes de agregar valores, e só é possível obter esses valores, em geral, de alguém sobre o qual se nutre admiração".


Minha Vida

Campanha contra o abuso sexual infantil



Secretaria do Desenvolvimento Social chama atenção ao problema através de ampla divulgação.

Quinze outdoors, 300 camisetas e ainda outros 300 cartazes e anúncios em jornais impressos da região.

Este é o material preparado para a campanha contra a violência sexual infantil deste ano, que já começou a ser veiculado e deve ter seu auge no dia 18 deste mês, marcado como o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual. A campanha, que custou R$ 39 mil aos cofres do governo federal, teve os recursos administrados pelo Fundo Municipal da Assistência Social – e a ideia, este ano, é enfatizar a importância das denúncias e da atenção que possíveis vítimas precisam receber com uma “mobilização visual”, como define a diretora de Proteção à Criança e ao Adolescente, Tatiana Uber.

A frase da Campanha é “tem criança e adolescente que vira brinquedo de adulto. Abuso sexual não tem graça”. O trabalho, que acontece em Jaraguá desde 1006, em duas datas especiais do ano – 18 de maio, dia nacional, e 24 de setembro, dia estadual de combate à violência sexual infantil, é o momento de mobilização dos órgãos públicos para chamar a atenção da população.

“Essas datas são mais para marcar mesmo. Porque a campanha nesse sentido, na verdade, ocorre o ano todo. Estamos sempre cuidado da prevenção e do atendimento das vítimas. A chamada de mídia, escolhida em 2011, é para tornar o problema mais visível, e não camuflá-lo”, ressalta a diretora. Nessa edição, não deve haver a distribuição de panfletos ou outros tipos de intervenção.

O programa parece estar dando resultados. Tatiana afirma que o número de denúncias está crescendo gradativamente a cada ano – o que seria causado pelo aumento da consciência da população, e não especificamente por um maior número de ocorrências. Em Jaraguá do Sul, até o final de agosto do ano passado, 211 casos de violência já haviam sido registrados – sendo que 168 deles eram de abuso sexual.


Correio do Povo

Relações entre pais e filhos mudaram nos últimos anos, diz Rosely Sayão



Os tabus nas relações entre pais e filhos mudaram últimos anos. Atualmente pais e filhos falam sobre relacionamentos e sexo. Mas “quando os pais se aventuram na intimidade do filho sempre há o risco de ficarem decepcionados, de sofrer pelo filho”, diz a colunista Rosely Sayão, da BandNews FM.

Segundo a colunista, não há como evitar esse sofrimento, pois “a sexualidade é da intimidade de cada um”. Quando os pais ouvem isso dos filhos, por todos terem suas intimidades e seus tabus, “inevitavelmente alguma coisa vai acontecer”, diz.


eBand

Irmã de jovem assassinada luta por justiça contra o crime de homofobia



SÃO PAULO - Kezia Camacho, de 20 anos, chora toda vez que se lembra da irmã, Adriele Camacho de Oliveira, morta no mês passado, aos 16 anos, numa emboscada que teria sido preparada pelos irmãos e o pai da então namorada da adolescente. Há centenas de quilômetros de Brasília, onde quarta-feira acontece a Marcha Nacional contra a Homofobia, Kezia luta em busca de justiça na cidade de Cassilândia, no interior de Mato Grosso do Sul, onde mora a família de Adriele. Inconformada com os rumos da investigação, ela tenta que a polícia faça outra reconstituição do crime, sob argumento de que há falhas da perícia.

Funcionária de uma loja de eletrodomésticos, casada, mãe de um menino de 2 anos, Kezia pouco tem informação sobre o movimento que se alastra pelo país na luta pelas garantias dos direitos dos homossexuais. Sabe "por alto" da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união entre pessoas do mesmo sexo e não tem ideia de que Brasília será palco de protesto contra crimes de intolerância.

Ela tenta colocar na cadeia o pai da namorada de Adriele, um fazendeiro que chegou a ser preso na época, mas foi solto. Para ela, as informações do laudo pericial - hematomas e perfurações a faca e estrangulamento - são suficientes para provar que Adriele não foi morta por uma só pessoa, como tentam provar os advogados da família do fazendeiro.

'Minha irmã foi morta por puro preconceito'
Até agora só o filho do fazendeiro assumiu o crime. Ele espera julgamento preso na única delegacia de Itarumã, local do assassinato, onde os 5 mil habitantes permanecem em choque desde o início de abril, quando ocorreu a morte. Há suspeita de que o rapaz tenha assumido a responsabilidade para livrar de eventual prisão o pai, de 36 anos. O filho mais novo do fazendeiro, de 13 anos, também teria envolvimento no crime.

Para a polícia, não há dúvidas de que o homicídio foi motivado por preconceito.

- A motivação é homofóbica, sem dúvida. O crime será tipificado como homicídio qualificado por motivo torpe, a homofobia, e ocultação do cadáver - disse o delegado Samer Agi.

Kezia reforça:

- Minha irmã foi morta por puro preconceito. Nada mais explica o que fizeram com ela. Eles (a família da ex-namorada) fizeram uma emboscada. Mesmo sob ameaças, não vou deixar de lutar - diz Kezia, que já recebeu recados para "parar de mexer com o perigo".

A mãe das meninas, Ednalva Camacho, está em depressão.

- Está difícil para minha mãe porque quase sempre tem alguém que para ela no meio da rua e pergunta sobre o crime. Ela, claro, não aguenta e começa a chorar. Foi uma crueldade o que fizeram - diz Kelly, 18 anos, outra irmã de Adriele.

Ednalva diz que é difícil conceber a ideia de que alguém matou a filha por causa de um preconceito que ela nunca teve.

- Era uma questão pessoal da minha filha, ninguém tinha nada a ver com isso - diz.

A mesma praça onde a mãe das meninas vende sorvete era o lugar onde Adriele e a namorada passeavam de mãos dadas. Lésbicas assumidas, nunca tentaram esconder a opção sexual. Moraram juntas três meses, mas a pressão da família da namorada tornou tudo insustentável.

Ao ligar para o celular da ex-namorada de Adriele, na última quinta-feira, O GLOBO foi atendido por um homem que se identificou como parente dela. Ele perguntou o interesse da reportagem, disse, em tom ríspido, que conversaria com os familiares e retornaria a ligação, o que não aconteceu.

Em páginas de relacionamento na internet, a ex-namorada de Adriele diz que está namorando, agora com um rapaz.

- Imagina o medo que uma menina de 16 anos tem de assumir sua sexualidade depois que a namorada foi morta? Ninguém quer morrer por amor, né? - diz uma adolescente que conviveu com o casal.


O Globo
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