quinta-feira, 19 de maio de 2011

Polícia investiga desaparecimento de modelo na Rocinha



RIO - A Divisão de Homicídios (DH) assumirá a investigação do desaparecimento de Luana Rodrigues de Sousa, de 20 anos, que saiu de casa, na Estrada das Canoas, no último dia 9, e não voltou mais. Não está descartada a possibilidade de a jovem, que fazia parte da agência de modelos Dream Model`s, ter sido morta por traficantes da Favela da Rocinha. Moradores disseram à polícia que Luana era namorada de um policial militar e que por isso foi morta por bandidos no dia 11.

Segundo a polícia, a Divisão de Homicídios só investiga o sumiço de Luana, registrado inicialmente na 15ª DP (Gávea). Já o Disque-Denúncia informa que recebeu, até o momento, uma informação sobre do desaparecimento da modelo, que saiu pela última vez de casa no dia 9 acompanha de uma amiga identificada como Andressa.

No início da noite desta quinta-feira, os pais da modelo prestaram depoimento à polícia. Miraldo de Sousa e a costureira Suili Rodrigues Rosa chegaram ao prédio da DH, na Barra da Tijuca, acompanhados de policiais, amigos e outros parentes.

Em seu primeiro depoimento, logo após o desaparecimento da filha, Suili contou que tentou por diversas vezes entrar em contato com Luana pelo celular, mas não obteve resposta. A modelo, segundo a costureira, teria sido vista pela última vez próximo à Estrada das Canoas, perto de uma concessionária de automóveis na Rocinha. Suili afirmou ainda acreditar que a filha realmente foi para a favela, onde ela teria vários amigos.

Suili contou ainda que na sexta-feira, dia 13 de maio, chegou a procurar por Luana no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ela terminou o depoimento dizendo que desconhece qualquer envolvimento da filha com o tráfico ou ainda que Luana teria algum relacionamento amoroso.

Mesmo sem ter encontrado o corpo, a família promoveu uma missa de sétimo dia na noite de quarta-feira, na Paróquia de São Conrado.


O Globo

Governo divulga mapa da violência sexual contra crianças nesta quarta-feira


Em oito anos, Disque 100 recebeu mais de 52 mil denúncias de exploração infantil

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulga a partir das 14h desta quarta-feira (18), em Brasília, um levantamento sobre as denúncias de agressão sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.

Saiba quais sinais podem indicar que uma criança sofreu abuso

A divulgação do estudo, elaborado pela UnB (Universidade de Brasília) a pedido do governo, marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, celebrado hoje.

De acordo com a secretaria, entre 2003 e 2011, o Disque 100 (serviço nacional de denúncias de casos de violência contra crianças e adolescentes) registrou mais de 52 mil casos de violência sexual contra menores – sendo que 80% das vítimas eram meninas.

Nesta terça-feira (17), durante evento sobre turismo, no Rio de Janeiro, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) defendeu o engajamento da rede hoteleira no combate à "teia" de exploração sexual de crianças e adolescentes.

- Quando grandes redes hoteleiras dizem não à exploração sexual, estão cuidando, estão prestando mais atenção na hospedagem de crianças e na situação de meninos e meninas desacompanhadas em torno de motéis e hotéis.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi criado há 11 anos, com o objetivo de mobilizar a sociedade para lutar contra a violência infantil.

*Com Agência Brasil


R7

Conselheira dos EUA para temas da infância visitará o Brasil


WASHINGTON — A conselheira especial para temas de infância dos Estados Unidos, Susan Jacobs, viajará nesta terça-feira ao Brasil para realizar reuniões com autoridades do país sobre sequestros de menores, informou o Departamento americano de Estado nesta segunda-feira.

Os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma disputa legal sobre o caso do menino Sean Goldman, entregue a seu pai, o americano David Goldman, em 2010, após um longa disputa familiar.

Sean nasceu nos Estados Unidos em 2000. Sua mãe, a brasileira Bruna Bianchi, o levou ao Brasil em 2004, onde voltou a se casar, mas faleceu em 2008 ao dar a luz a uma menina.

A morte da mãe de Sean abriu uma batalha judicial pela guarda da criança e o caso foi, inclusive, objeto de pedidos da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e de legisladores do país.

Na véspera do Natal de 2009, o pai biológico - que não vivia com Sean desde 2004 - recebeu a custódia do filho e o levou a seu país.

A família brasileira de Sean - integrada pelo padastro, os avós maternos e a irmã mais nova - trava agora uma nova batalha legal para recuperá-lo.

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AFP

Homem é preso por agredir os filhos no Vale do Ribeira (SP)




Globo Vídeos

quarta-feira, 18 de maio de 2011

“O que falta no Brasil é ética empresarial” – Entrevista com Rodrigo Nejm


Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de Maio

Quando as crianças ficam em casa, usando o computador, existe a sensação de que estão seguras dos perigos da rua. Mas, segundo o psicólogo Rodrigo Nejm, da mesma forma que os pais orientam os filhos quando saem de casa, também é preciso orientar quando eles entram na rede.

Rodrigo Nejm é diretor de prevenção da SaferNet Brasil, uma associação sem fins lucrativos fundada em Salvador, na Bahia, que hoje opera a Central Nacional de Denúncia de Crimes na Internet Contra os Direitos Humanos. A Central atua em parceria com o Ministério Público Federal de oito estados e recebe denúncias de racismo, xenofobia, homofobia, intolerância religiosa, situações de crimes contra a vida e exploração sexual de crianças a adolescentes – que representa 62% das denúncias de crimes praticados na Internet.

Depois de mais de três anos com o serviço no ar, o psicólogo diz que a orientação é a maneira mais eficiente de garantir que crianças e adolescentes não caiam em armadilhas virtuais e sejam vítimas de aliciadores.

CeC – Como os pais podem proteger os filhos?

Rodrigo Nejm – Essa proteção também vem com o diálogo. Muitas famílias acham que sexualidade é sinônimo de sexo e que esse não é assunto para crianças e adolescentes, o que é um grande erro. A criança tem de ser esclarecida sobre seu próprio corpo, sobre cada etapa do seu desenvolvimento. Uma criança que não tem orientação sobre sexualidade e entra na Internet sem o devido esclarecimento dos pais, vai lidar com propostas, sites, imagens. Ela pode se tornar uma presa fácil porque sentirá curiosidade e não saberá o tamanho do risco que está correndo. O diálogo que ela não tem em casa, terá com um estranho, que pode se passar por uma criança ou adolescente, mas que na verdade pode ser um adulto com distúrbios. Por isso, quanto mais esse debate existe, mais protegida a criança vai estar na Internet. Ela saberá que não pode falar sobre sexo com um estranho em uma sala de bate papo, por exemplo.

CeC – Como os pais podem denunciar esse tipo de situação?

Rodrigo Nejm – Qualquer internauta, de qualquer lugar do mundo, pode entrar no site da SaferNet e denunciar de forma anônima e bem rápida qualquer violação de direitos humanos. Imediatamente essa denúncia será processada e enviada para as autoridades competentes e para o Ministério Público Federal. No III Congresso Mundial de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu no Rio de Janeiro em novembro de 2008, assinamos mais um termo de cooperação com a Polícia Federal e com a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Desde então, além do Ministério Público Federal, a Polícia Federal recebe a denúncia. O sistema também passou a integrar o Disque 100. As denúncias de crimes na Internet que chegarem pelo Disque 100 farão parte da mesma base de dados de denúncias que nós temos. Em contrapartida, se recebemos alguma denúncia que envolva risco físico a crianças ou adolescentes, encaminhamos imediatamente para o Disque 100. Essa parceria evita duplicidade de denúncias.

CeC – Muitos pais não sabem o que os filhos veem na Internet. Como eles podem participar mais?

Rodrigo Nejm – Antes de tudo, um alerta. Mesmo que os pais não sejam experts em tecnologia, eles precisam saber que são pais e adultos responsáveis pelos filhos. Parece óbvio, mas muitas vezes os pais se sentem intimidados pelo fato de o filho de 10, 11 anos saber mais de Internet que ele. Isso jamais deve ser motivo de constrangimento para os pais. Sugerimos que eles aprendam junto com os filhos. Que peçam para o filho criar um e-mail, mostrar o que faz e como funciona a dinâmica da Internet. Nesse momento duas atividades importantes acontecerão: o pai vai aprender um pouco mais e também vai conhecer o que o filho faz na rede. Isso é interessante porque promove uma relação de confiança.

Os pais devem saber ainda que a Internet é um espaço público e que a criança está sujeita a todo tipo de ação. Antigamente dizia-se para a criança jamais receber um doce ou bala na porta da escola, aceitar carona ou conversar com estranhos. Essas dicas valem ainda hoje, mas existem novos cuidados com o avanço da comunicação em rede. No lugar de bala, a criança não pode aceitar um link de qualquer pessoa, não deve fazer um download de arquivo desconhecido. No lugar da carona, jamais aceitar um encontro presencial com alguém que conheceu pela Internet. Muita gente não sabe, mas isso tem acontecido com frequência.

CeC – Existem dados sobre isso?

Rodrigo Nejm – Realizamos uma pesquisa nacional em 2007 sobre atos de segurança das crianças na Internet. 27% das crianças disseram que já se encontraram com alguém que conheceram pela rede. Esse dado é muito preocupante. Pode parecer alguém legal, mas não temos como garantir que seja uma criança, muito menos que seja alguém bem intencionado. Pode ser um aliciador, um criminoso. O pai precisa se colocar à disposição para ser uma referência para a criança. Isso é muito importante. Da mesma maneira que um pai não deixa a criança sair sozinha à meia noite pela rua, ele deve saber que alguns espaços da Internet são inadequados para ela.

CeC – Como monitorar o que o filho vê?

Rodrigo Nejm – Na nossa concepção, a melhor “tecnologia” para monitorar e proteger é o diálogo, a confiança. Nenhum recurso de informática vai substituir a confiança das crianças nos pais e o diálogo aberto. Você pode instalar um software que grava tudo o que a criança faz na Internet, mas aí eu pergunto: algum pai coloca câmera escondida na quadra de futebol ou na casinha de boneca para saber cada palavra que os filhos disseram ao longo do dia? Não faz sentido você querer controlar e ferir a privacidade da criança para protegê-la. E se a criança vai à lan house ou à casa de um amigo ou de um primo que não tem o mesmo programa? O risco continua. Se o diálogo acontece e a orientação dos pais e da escola é constante, a criança carrega com ela essa proteção e vai saber identificar o risco.
Além disso, a criança descobre muito rápido como burlar esses programas. Não aconselhamos usá-los porque fere uma relação muito importante de confiança.

CeC – A exposição da criança na Internet pode levá-la a queimar etapas de seu desenvolvimento?

Rodrigo Nejm – Sim. O pior é que ela queima etapas sem saber que existem etapas, porque muitas não têm espaço de diálogo sobre isso. O tabu é muito grande com relação à sexualidade. A criança acaba por não ter orientação e, quando tem contato com essas situações, já é o contato com a prática. A Internet oferece um conteúdo que a criança pode dizer, ela mesma, que tem 18 anos para ver as imagens. Ela poderá ver, assistir e até colecionar. Isso queima etapas. Ela não ganha com isso porque não é o momento da vida dela.

CeC – Quem hospeda sites que contêm imagens relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes também pode ser responsabilizado?


Rodrigo Nejm
– Quem hospeda o site é co-responsável em uma certa medida. Foi por isso também que, durante a CPI da Pedofilia, em dezembro de 2008, a SaferNet, junto com o Ministério Público Federal de SP, assinou um termo de cooperação com as operadoras de telefonia que oferecem acesso à Internet. Elas também estão se integrando para agilizar o procedimento de retirada desse tipo de conteúdo do ar. Depois, o Ministério Público Federal pode entrar com uma ação pedindo o início de uma investigação, para identificar o dono do site ou da comunidade, endereço, os dados e as provas. Pode pedir ainda uma ação da Polícia Federal solicitando às empresas que preservem as provas e forneçam os dados.

CeC – Qual é a avaliação da SaferNet com relação aos sites que se negam a abrir o conteúdo dos usuários para investigações?

Rodrigo Nejm – Esse impasse aconteceu com o Google, empresa dona do Orkut. Durante quase três anos, a SaferNet produziu mais de duas mil páginas de relatório sobre perfis e comunidades do Orkut que tinham pornografia infantil. Eles relutaram, mas assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta em julho de 2008. O Google ficou responsável por regularizar essa questão e hoje responde em 48 horas para as autoridades em caso de denúncias. A empresa adotou uma nova postura. As companhias têm de entender que são responsáveis e têm de orientar os pais e as próprias crianças e adolescentes de que forma podem desfrutar dos serviços de uma maneira segura. Em termos de ética empresarial, a empresa tem de saber de que forma oferecer um serviço para uma criança e um adolescente.

CeC- Como as empresas devem fazer isso?

Rodrigo Nejm – O serviço tem de ser adequado à faixa etária e monitorado pelas empresas. Por exemplo, com relação a algumas salas de bate papo, nós recebemos denúncias desse tipo de serviço para crianças de até 10 anos. Nós entrávamos nessas salas para acompanhar as denúncias, às 10 horas da manhã. Ninguém pode imaginar o conteúdo explícito que tinha nessa sala e sem qualquer tipo de acompanhamento da empresa que oferecia o serviço. Havia, por exemplo, um homem que se masturbava na frente da webcam e pedia para a criança fazer o mesmo. Nesses e em outros casos, a Polícia Federal encontra muita dificuldade por causa da demora das empresas em fornecer dados para as investigações.

Isso não acontece mais também por conta do trabalho da CPI da Pedofilia. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi ajustado para aumentar e fortalecer as penas da pornografia infantil na Internet. Hoje é crime a posse de pornografia infantil, que antes não era. Antes, se uma pessoa tivesse duas mil fotos em um computador, a polícia tinha de devolver tudo e ainda “pedir desculpas” por ter incomodado.

CeC – Há um comprometimento das empresas em combater esses crimes?

Rodrigo Nejm – O que falta no Brasil é ética empresarial. A gente percebe que não há um compromisso efetivo da maior parte das empresas em promover o uso seguro. Eles querem promover o uso comercial ao máximo. Muitas empresas associam segurança na Internet com segurança física ou patrimonial e não com a segurança das pessoas, no sentido de defender seus direitos. Ficamos tristes em ver que na Europa e nos Estados Unidos as mesmas empresas oferecem uma infinidade de conteúdos, campanhas, materiais educativos, fazem trabalhos em escolas para promover o uso seguro e ético da Internet. Aí eu pergunto: o que faz com que as crianças brasileiras não tenham o mesmo direito de proteção e de segurança que as crianças européias ou americanas em relação à Internet?

CeC – Uma legislação mais rígida poderia resolver isso?

Rodrigo Nejm – A gente acredita que não é obrigando por uma lei que isso vai se resolver. O ECA é suficiente no sentido de como devemos tratar a infância e a juventude. O que falta é ética, compromisso e responsabilidade das empresas em torno da questão. Acreditamos que aos poucos isso tem melhorado no Brasil. Mas sabemos que poucas empresas têm feito um trabalho cuidadoso. Isso nos decepciona bastante.

CeC- Que país é referência nessa questão?

Rodrigo Nejm – A Inglaterra tem um grupo muito responsável e campanhas de prevenção muito interessantes. Tem campanhas de animação para TVs educativas. Existem vídeos especialmente feitos para serem trabalhados em sala de aula com crianças e adolescentes. Eles têm kits pedagógicos que algumas escolas recebem, acompanhado de um treinamento para professores, com vídeos, DVDs e jogos. Mas isso é uma política pública. Esperamos abrir essa possibilidade com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que tem se comprometido mais com o tema da Internet.

CeC- A SaferNet também faz trabalhos educativos?

Rodrigo Nejm – Tem uma área que trata de prevenção no site, um glossário sobre Internet, outro sobre direitos humanos e um glossário que chamamos de “netqueta”. São dicas de como se comportar de maneira ética e séria na Internet, sem agredir ou ferir os direitos individuais e coletivos. Nós desenvolvemos uma cartilha explicativa para pais, crianças e professores. Tem também um “contrato” de Internet segura para o pai fazer com seus filhos em casa. Esse contrato é uma folha com uma lista de atividades que a criança gosta de fazer. Junto com pai, a criança coloca ao lado de cada item os sinais verde, amarelo ou vermelho. O sinal é escolhido de acordo com o risco que aquela atividade oferece. A idéia é que o pai faça isso junto com os filhos, para mostrá-los o que se deve e o que não se deve fazer, mas nunca proibindo. Nós também fazemos oficinas com alunos e professores e identificamos que há um déficit enorme dos professores tanto da rede pública quanto particular em relação a essa dinâmica da Internet. Isso gera um prejuízo muito grande para a criança e para a sociedade.

CeC – Cada vez mais crianças se cadastram em páginas de relacionamentos e publicam fotos. Quais os riscos de fazer isso?

Rodrigo Nejm – Eu gosto de dar um exemplo quando estou em atividade com os adolescentes. Pergunto para eles se pegariam um álbum de fotografias das férias, tirariam um monte de cópias e sairiam distribuindo em pontos de ônibus, no shopping, no mural da escola para todo o mundo dar uma olhadinha. Eles caem na gargalhada e dizem que jamais fariam isso. Mas quando você coloca uma foto sua na Internet, está distribuindo essas fotos para milhões e milhões de pessoas que você nem imagina quem são. E o pior, essas pessoas podem não apenas olhar sua foto, como copiar e manipular. Quando você coloca sua foto na Internet, perde o controle sobre ela.

CeC – Recentemente surgiram notícias de jovens que colocam na rede vídeos das namoradas, às vezes menores de idade, tendo relações sexuais. Por que esses jovens procuram essa exposição?

Rodrigo Nejm – Temos um problema sério que é a questão do individualismo, da valorização da auto-imagem, da valorização do corpo perfeito. Isso está associado à sociedade de consumo. Nesse contexto cultural, a pessoa usa a Internet para se promover. Essas são situações que os meios de comunicação de massa reproduzem. É o que a gente vê com esses Big Brothers da vida, isso acontece no bairro, no condomínio. É a auto-promoção, ao mesmo tempo a auto-vigilância. A exposição da intimidade se tornou algo banal e, pior, algo desejado. Por isso, alguns jovens colocam vídeos com a ex-namorada na Internet como se ele estivesse se promovendo e a sociedade de massa tem valorizado isso.

CeC – Essa valorização do individualismo e da auto-exposição acontece cada vez mais cedo?

Rodrigo Nejm – A gente vê muito isso nos programas em que a criança aparece como um “mini adulto”. Outro exemplo são as músicas que têm temas e danças eróticas. Isso não é adequado para crianças, mas a gente tem uma cultura que banaliza e valoriza isso. Depois nos assustamos quando caem na Internet imagens envolvendo jovens e até crianças. São questões que mostram como é valorizada a questão do individualismo, do corpo e da exposição. É a valorização da competitividade desde cedo.

CeC – Você acredita que essa competição é estimulada ainda na infância?

Rodrigo Nejm – Algumas escolas oferecem para as crianças aulas de empreendedorismo no início do ensino fundamental. Essa é uma questão que eu vejo com preocupação. O adolescente que conviveu com esse ambiente pode achar o máximo colocar uma foto dele sem roupa ou da namorada na Internet. Os pais ficam horrorizados com isso, mas acham engraçado ver a criança dançando ou interpretando um adulto na televisão. Tem também novelas para crianças com adultos de vinte e poucos anos interpretando papéis de adolescentes e fazendo propaganda de produtos para adultos. Isso tudo é muito complexo, mas a criança absorve esses valores e isso resulta em questões novas.

Fonte: Instituto Alana


Diga Não À Erotização Infantil

Scotland Yard destacará 30 detetives para buscas por Madeleine


A Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) destacará 30 detetives e mais de um milhão de libras - R$ 2,6 milhões de reais - para investigar o caso de Madeleine McCann, a menina inglesa de três anos que desapareceu no Algarve português em 2007.

A abertura de uma nova investigação acontece depois de os pais de Madeleine terem enviado há uma semana uma carta ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, para solicitar uma revisão independente do caso.

O comissário da Scotland Yard Paul Stephenson, por sua vez, afirmou que a menina pode estar viva, informou nesta quarta-feira (18) o diário The Daily Telegraph. Quando Madeleine desapareceu na localidade de Praia da Luz durante férias com os pais, a Polícia portuguesa, auxiliada por agentes da Polícia do condado inglês de Leicestershire, iniciou uma investigação que acabou encerrada em 2008 por falta de provas.

Caso reaberto
Na semana passada, a Scotland Yard anunciou que iniciará uma nova busca pela menina, uma decisão que foi recebida com críticas, sob os argumentos de que os recursos policiais seriam mais necessários para outros casos.

A Scotland Yard deverá revisar todos os arquivos cedidos pela Polícia portuguesa, tarefa que será dirigida pelo inspetor chefe da unidade de homicídios, Andy Redwood.

Os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, lançaram recentemente um livro falando sobre o desaparecimento da filha.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."


R7

Trocava embriões para ter sucesso



Aquele que já foi o mais famoso geniticista brasileiro, Roger Abdelmassih, que se encontra a monte desde 2010, quando foi condenado a 278 anos de prisão por abusar sexualmente de 56 pacientes, enfrenta agora outra grave acusação: manipulação de embriões.

A revista brasileira ‘Época’ afirma que Abdelmassih manipulava embriões para torná-los mais fortes e usava embriões de estranhos em casais que o procuravam para engravidar mas cujo material genético ele não considerava bom.

Uma investigação do Ministério Público e da polícia de São Paulo revelou que Abdelmassih escolhia para fertilização assistida os embriões com mais possibilidade de sucesso, mesmo que não fossem das pessoas em tratamento, o que, na prática significava que os casais não eram os pais biológicos dos filhos que tinham. Pelo menos três casais já confirmaram por ADN não serem pais verdadeiros dos filhos que tiveram através de reprodução assistida na luxuosa clínica de Abdelmassih na capital paulista.

Paulo Bastos, que trabalhou na clínica, revelou que biólogos russos estiveram na clínica para ensinar a manipular embriões, o que explicaria o altíssimo índice de fertilizações conseguido pelo médico, muito acima da média mundial.

Correio da Manhã

18 DE MAIO – DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Em julho de 2010, o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente completa 20 anos. Nesses anos, tivemos muitas conquistas e tantas outras estamos por alcançar. Ter o dia 18 DE MAIO, instituído pela Lei Federal 9.970/00, como o "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes", é uma dessas conquistas memoráveis. Esse dia foi escolhido, porque em 18 de maio de 1973, em Vitória-ES, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o "Crime Araceli". Esse era o nome de uma menina de apenas 08 anos de idade, que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. Assim, a intenção do 18 DE MAIO é destacar a data para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta.
O abuso sexual infanto-juvenil seria o ato praticado pela pessoa que usa a criança ou o adolescente para satisfazer seu desejo sexual, ou seja, é qualquer jogo ou relação sexual, ou mesmo ação de natureza erótica, destinada a buscar o prazer sexual com crianças ou adolescentes. Também pode ser qualquer forma de exploração sexual de crianças e adolescentes (incentivo à prostituição, a escravidão sexual, turismo sexual, pornografia infantil).
A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes é uma violação dos Direitos Humanos, em especial do direito à vivência sadia da sexualidade. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais pessoas e/ou redes satisfazem seus desejos e fantasias sexuais e/ou tiram vantagens financeiras e lucram usando, para tais fins, as crianças e adolescentes.
Na exploração sexual, a criança ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de direitos e de proteção.
As violações dos direitos humanos sexuais de crianças e adolescentes não se restringem a uma relação entre vítima e autor. Essas violações ocorrem e são provocadas pela forma como a sociedade está organizada em cada localidade e globalmente.
Os abusadores, na maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e do círculo de confiança das crianças e adolescen¬tes, como por exemplo, familiares, amigos, vizinhos, colegas ou mesmo os seus responsáveis. Entretanto, podem ser também desconhecidos, que abordam a vítima pessoalmente ou pela internet, por meio dos chamados sites de relacionamento.
O abuso sexual pode ocorrer de diversas formas e em qualquer classe social, das seguintes maneiras:
* sem contato físico: por meio de "cantadas" obscenas, exibição dos órgãos sexuais com intenção erótica, pornografia infantil (fotos e poses pornográficas ou de sexo explícito com crianças e adolescentes);
* com contato físico: por meio de beijos, carícias nos órgãos sexuais, ato sexual;
* sem emprego de violência: usando-se sedução, persuação, mediante presentes e/ou mentiras;
* com emprego de violência: usando-se força física ou ameaças verbais;
* na forma de exploração sexual: pedir ou obrigar a criança ou o jovem a participar de atos sexuais em troca de dinheiro ou outra forma de pagamento (passeios, presentes, comida etc.).
O enfrentamento da violação de direitos humanos sexuais de crianças e adolescentes pressupõe que todas as pessoas, desde que nascem, são seres sexuados e este universo do seu viver se expressa e é vivenciado diferentemente na diversas fases da vida humana. Na primeira infância, a criança começa a fazer as descobertas sexuais e a perceber, por exemplo, diferenças anatômicas entre os sexos. Posteriormente, com a ocorrência da puberdade, a pessoa passa a vivenciar um momento especial da sexualidade, manifestando desejos sexuais mais acentuados. Nessas fases iniciais do desenvolvimento da sexualidade (infância e adolescência), é fundamental a atenção e a proteção a partir do adulto. Nenhuma tentativa de responsabilizar a criança e o adolescente pela violação dos seus direitos pode ser admitida pela sociedade.
Aos adultos, além da sua responsabilidade legal de proteger e defender crianças e adolescentes cabe-lhes o papel da orientação, acolhida e franqueza buscando superar tabus, preconceitos e oferecendo segurança para que possam reconhecer-se como pessoa em desenvolvimento. E, mais que tudo isso, que podem organizar-se e envolverem-se coletivamente no enfrentamento aos desrespeitos aos seus direitos, sobretudo, promoção da cidadania que impõe à sociedade a necessidade de colocar crianças e adolescentes como prioridade absoluta.
Assim, pautar o dia 18 de Maio no município de Jaguapitã é demonstrar que todos - família, escola, sociedade civil, governo, instituições de atendimento, mídia - estamos convocados e comprometidos em fazer a nossa parte no enfrentamento da violência sexual e promover as condições para o desenvolvimento digno e feliz da sexualidade de nossas crianças e adolescentes.
* Parte do texto extraído pelo site do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e reeditado pela Equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Jaguapitã.


Jaguapita

FALTAM DEFENSORES PÚBLICOS NO PAÍS.


Em 2010, cerca de 1.300.000 de cidadãos deixaram de ter seus direitos garantidos por falta de defensores. Realidade que levou entidade a lançar campanha de conscientização popular

Em meio a lacunas como a falta e autonomia, Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) celebra, em 19 de maio, o Dia Nacional da Defensoria Pública.

Com dados que permanecem alarmantes, 130 milhões de brasileiros sem atendimento pela Defensoria Pública Federal por falta de profissionais e estrutura de apoio, segundo o Ministério da Justiça, instituição aproveita a data de comemoração da classe para novamente ressaltar as dificuldades da assistência jurídica aos cidadãos de baixa renda hoje no país.

Outra estatística perturbadora é de que, segundo determina a lei, os somente 477 profissionais existentes em todo território nacional devem atender a demanda de mais de 1.500 juízes federais; nos cinco Tribunais Regionais Federais, nas Varas Trabalhistas, onde existem 3.000 Juízes do Trabalho; TRTs; isso sem contar a Justiça Eleitoral, a Justiça Militar da União e os Tribunais Superiores.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados tramita uma proposta que pode modificar tal cenário. A PEC 358/2005 prevê autonomia funcional e administrativa à Defensoria Pública da União, nos mesmo moldes que a Defensoria Pública dos Estados conquistou em 2004. A causa já foi endossada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, através de moção de apoio, e pela Pastoral Carcerária Nacional – todos atendendo a pedido da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), que briga pela aprovação da proposta na Câmara.

"De nada adianta a sociedade proclamar direitos fundamentais como sinônimo de democracia, sem que exista um instrumento eficaz capaz de permitir que a população carente possa contar com uma política pública de acesso a direitos", critica o presidente da Anadef, Luciano Borges.

Com a aprovação da igualdade de direitos, a Defensoria Pública da União deixa de depender dos repasses do Ministério da Justiça. Dessa forma, poderá atender melhor às necessidades do povo brasileiro, com ampliação de quadro e estrutura de apoio.

A Defensoria Pública da União tem competência para atuar em casos como: Direito Previdenciário, que envolve idosos e pessoas incapacitadas; Sistema Único de Saúde; Programa de Arrendamento Residencial (PAR); crimes militares voltados para a defesa dos chamados “praças”; causas envolvendo a comunidade indígena e quilombolas, pessoas portadoras de hanseníase.

Campanha de conscientização popular leva informação à população.
Associada à carência de profissionais, a Defensoria Pública convive com a total desinformação por grande parte dos brasileiros, que sequer sabem que podem ter seus direitos representados na Justiça pelo Defensor Público Federal. “Prestamos assistência jurídica gratuita aos cidadãos e eles não sabem disso. Porém, com a aposta que fizemos na campanha de conscientização popular, intitulada ‘Justiça ao alcance de todos’ e lançada esse ano, chegamos à sociedade, afinal acreditamos que a demanda popular é a arma mais poderosa que temos para alcançarmos o crescimento necessário à instituição, que hoje só está em 52 cidades do país”, comemora Luciano Borges.

A campanha, que a partir de parcerias firmadas com emissoras de TV, rádio e mídia imprensa, está presente nos principais veículos do país, chega para mostrar o papel do Defensor Público Federal. “Além da campanha, distribuímos cartilhas em todos os Estados, através dos núcleos da DPU, o que também vem reforçando a importância da classe para a população de baixa renda”, acrescenta Borges.

Atuação da Defensoria Pública Federal no país é praticamente só nas grandes capitais.
Segundo dados da ANADEF, conforme já ressaltado, a DPU está presente em apenas 52 das 214 localidades que deveriam contar com o serviço. “Hoje, o brasileiro que vive no interior quase não conta com a presença de um Defensor Público Federal. Cidades como Ilhéus, na Bahia; Osasco, em São Paulo; Campos e Macaé, no Rio de Janeiro; Maringá, no Paraná; e Sobral, no Ceará, dentre outras, ainda não possuem Defensoria da União”, esclarece Luciano Borges, presidente da Anadef.

Ainda segundo a Anadef, mesmo as localidades que já contam com a presença de Defensores Públicos Federais, o serviço prestado fica longe do ideal, pois a instituição não conta com quadro de apoio e o quantitativo de defensores é inferior ao número de Varas Federais e do Trabalho. Só no Estado de São Paulo são 79 Defensores Públicos Federais para mais de 169 Varas da Justiça Federal no Estado e mais de 100 Varas Trabalhistas apenas na Capital. No Paraná, são 21 Defensores Públicos Federais para atuação em 61 Varas da Justiça Federal, isso sem levar em conta as Varas Trabalhistas. Destaque ainda para o número total em todo o território nacional, incluindo os recém- empossados no concurso de outubro de 2010 – 477 profissionais. “Apesar do efetivo bastante reduzido e sem estrutura de apoio, em 2010, fizemos mais de 1.300.000 (um milhão e trezentos mil) atendimentos nas mais diferentes áreas de atuação pertinentes à Defensoria Pública da União”, conta Borges.

Fonte: Assessoria de Imprensa ANADEF


Visão Panorâmica

18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração contra Crianças e Adolescentes


No ano passado foram denunciados 15.345 casos de violência sexual contra
crianças e adolescentes. Segundo dados do Disque 100, da Secretaria de Direitos
Humanos (SEDH) da Presidência da República, em 2009 houve 9.638 registros de
abuso sexual, 5.415 de exploração sexual, 229 de pornografia e 63 de tráfico de
crianças.
E só nos quatro primeiros meses de 2011, já foram contabilizadas cerca
de quatro mil ocorrências de violência sexual contra meninos e meninas. Para
alertar sobre situação, o Brasil instituiu, desde 2000, pela Lei 9.970, a data
18 de maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de
Crianças e Adolescentes.

Em Caiçara do Rio dos Ventos, estão sendo programadas palestras nas escolas, e com a população em geral esclarecendo sobre a importancia de se combater esta mazela que apodrece nossa sociedade. Os eventos serão organizados pelo Conselho dos Direitos da Criança e contará com a presença de diversas autoridades.

O abuso contra crianças muitas vezes é ignorado ou faz-se de conta que nada está acontecendo. Enquanto milhares de crianças tem seus direitos violados no mais intimo de sua inocência, o nosso Congresso Nacional e o próprio STF, se preocupam em criar "Leis" que beneficiam minorias dando-lhes privilégios impar, criando uma verdadeira "ditadura homossexual" onde os direitos da maioria da população são deixados em segundo plano e a liberdade de exercer opinião e manifestar o pensamento são cerceados.

Vamos deixar de ser hipocritas e defender quem realmente não pode defender-se por sua fragilidade. "Nossas Crianças precisam de proteção, o abuso sexual contra elas precisa ser combatido em todas as instancias de nossa sociedade"

Caiçara News


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