segunda-feira, 15 de agosto de 2011

RJ: Parentes de juíza fazem manifestação

Parentes e amigos da juíza assassinada fazem uma manifestação em frente ao Fórum de São Gonçalo; eles cobram punição de culpados

Voluntários, moradores de São Gonçalo e parentes da juíza Patrícia Acioli, morta a tiros na última sexta-feira, dia 12, quando chegava em casa em Niterói, fazem nesta segunda-feira protesto em frente ao Fórum da cidade, localizada na região metropolitana do Rio. Usando mordaças pretas, togas e exemplares do Código Penal e segurando rosas vermelhas, eles cobram a rápida elucidação do crime, com a identificação e punição dos culpados.

Para o presidente da organização não governamental Rio de Paz - responsável pelo ato -, Antônio Carlos Costa, o momento é de indignação pelo ataque não apenas a “uma cidadã, mãe de três filhos”, como ao Estado Democrático de Direito.

“Se é para o Judiciário ficar amordaçado, é melhor a gente viver na China. O crime foi muito grave e é preciso que haja uma solução rápida, senão daqui a pouco o Rio de Janeiro vai virar uma Colômbia”, afirmou.

O jornalista Humberto Nascimento, primo da juíza, também cobrou do Estado uma apuração ágil. Ele disse que o governo do Rio teria dispensado a ajuda da Polícia Federal nas investigações. “A gente queria que a Polícia Federal participasse, pelo menos como observadora. Mas já que o governador assumiu essa responsabilidade, ele vai ter que dar uma resposta”, acrescentou.

Nascimento disse também não acreditar que o crime tenha sido passional, hipótese que, segundo ele, seria fantasiosa e cômoda para o estado. De acordo com Nascimento, a família suspeita que o assassinato tenha relação com casos que a juíza ainda julgaria e não com processos anteriores.

Ele comentou que pelo menos sete pessoas seriam julgadas por Patrícia Acioli na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ao longo desta semana. Entre os processos estão casos de homicídio qualificado.

eBand

Mãe usava mangueira de borracha para agredir filhos no Rio


As crianças de seis e quatro anos têm marcas e hematomas por todo o corpo. Roseli França Silva, de 25 anos, mãe dos menores, seria a responsável por tanta violência. Ela justificou que recebeu o mesmo tipo de criação.

R7

Sacos de doações de comida são roubados e vendidos em mercadovna Somália


MOGADÍSCIO - Milhares de sacos de doações de comida na foram roubados na Somália e estão sendo vendidos em mercados locais, próximos ao maior campo de refugiados da capital Mogadíscio, denunciou uma investigação da agência de notícias AP.

Pela primeira vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) admitiu que recebeu denúncias de furtos de doações na Somália há cerca de dois meses e está investigando o caso. Segundo a entidade, a "intensidade" da crise alimentar no país não permite que a ajuda humanitária seja suspensa, já que o corte poderia custar "muitas vidas".

Mesmo se distribuídas a famílias, no entanto, não é certo de que as porções de comida vão chegar a ser servidas. Segundo relatos do campo de refugiados da capital, o Badbado, controlado pelo governo somali, muitas famílias são obrigadas a devolver as doações após serem fotografadas com elas por jornalistas estrangeiros. Ali Said Nur, por exemplo, contou que recebeu dois sacos de milho em duas ocasiões diferentes e, em ambas, precisou dar a comida ao líder do acampamento.
- Você não tem escolha. Se você quer ficar aqui, você precisa entregar o que tem sem reclamar - contou Nur.

De acordo com a ONU, mais de 3.2 milhões de somalis, quase metade da população, precisa de ajuda humanitária para se alimentar. Mais de 450 mil pessoas vivem em zonas de fome, controladas pelas milícias islâmicas al-Shabad, ligadas à al-Qaeda. O país ainda sustenta o quinto maior índice de mortalidade infantil do mundo. E a situação de degradação aumentou consideravelmente nos últimos meses, com a chegada da pior seca dos últimos 60 anos ao Chifre da África.

Apesar de já ter conhecimento do roubo de doações, o PMA argumenta que monitorar as atuações no país é altamente perigoso. Desde 2008, 14 funcionários da instituição foram assassinados na Somália.

Em mercados da capital Mogadíscio, é possível encontrar sacos de comida com os símbolos do Programa Mundial de Alimentação da ONU, do Exército de ajuda americana USAID e do governo do Japão. A AP encontrou oito mercados que vendiam as doações roubadas, além de outras dezenas de pequenas lojas que faziam o mesmo.

O Globo

domingo, 14 de agosto de 2011

Portão de entrada de campo de refugiados é vitória para quem foge


Recepção do campo de Dadaab, no Quênia, está sempre cheia de histórias.
São vitoriosos que venceram a fome, sede e os perigos do trajeto.


Fatuma Madey Aden está há quatro dias sem comer. Ela e duas irmãs andaram por 25 dias carregando 12 crianças. O caminho da Somália até o portão de entrada de Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo, no leste do Quênia, é descrito como um pesadelo. As crianças desmaiaram no caminho. Algumas foram até mordidas por animais selvagens, e a sede era constante. Agora, tudo o que eles querem é passar pela porta e serem registrados para poder comer.

Com o agravamento da seca nos últimos meses no Chifre da África, a história de Fatuma tem sido a história dos pelo menos 800 refugiados que chegam todos os dias nos portões de Dadaab. Eles contam de uma Somália em guerra, corroída pela falta de chuvas, que os obrigou a fugir.

O G1 esteve em Dadaab entre os dias 1º e 3 de agosto e publica até segunda-feira (15) uma série de reportagens sobre a rotina, a estrutura e as dificuldades de se viver no acampamento.

Os portões abrem pontualmente às 8h30. Todos os dias, um homem com um autofalante anuncia aos recém-chegados a divisão das filas de acordo com o número de filhos: quem tem mais vai para a esquerda, menos para a direita. Os homens, em menor número, se alinham separadamente. Apesar da fome e do desespero de muitos ali, a fila é ordenada e não se vê tumulto ou falação.

Ao passar pela porta, os recém-chegados são cadastrados, avaliados por um médico e recebem uma cesta básica suficiente para até 21 dias – podendo ser renovada. Depois, a dificuldade é achar um teto: desde 2008, quando o campo foi declarado lotado, não há mais distribuição oficial de barracas. Cada um faz uma casa com o que encontra, de gravetos a sacos plásticos.

Conheça algumas histórias de recém-chegados a Dadaab:

Ali Mohamed Ali - 24 dias de caminhada
O homem alto e de traços fortes repete no final de todas as frases que estava faminto na Somália. Ele diz ter deixado a mulher e os seis filhos na terra natal e veio sozinho com outro filho. O motivo foi a seca, que arrasou suas plantações e matou seu rebanho. Segundo ele, os que ficaram eram muito fracos e não aguentariam a caminhada. "Mas eles podem vir a qualquer momento", diz ele, esperançoso.

Abdi Hassan - 20 dias de caminhada
Amamentando o mais novo dos cinco filhos, ela concorda em conversar com a reportagem sentada no chão. Enrolada em coloridos lenços, Abdi diz que sentiu sede, fome e muito medo dos animais selvagens no caminho. Por cerca de dez dias ela não tinha nada para comer e teve que pedir ajuda dos vizinhos.

Ao fim da entrevista com Abdi, uma multidão de crianças rodeava a repórter para observar o que provavelmente eles nunca tinham visto na vida: uma câmera fotográfica.

Hawa Ahmed - 10 dias de caminhada
Aos 50 anos, Hawa veio com um filho e com netos. Ela diz que havia conflito e guerra na cidade onde vivia. Além de brigas e fome. Não podiam viver no conflito e tiveram que fugir. O principal problema de sua caminhada foi que a comida que levavam acabou e tiveram que lutar para conseguir chegar. Metade do trajeto fizeram sem comida.

Abdi Abdullahi - três dias de caminhada, e depois uma carona
O jovem refugiado de 27 anos relembra hoje de sua caminhada. Ele tinha sete anos quando veio a Dadaab. Os pais foram mortos na Somália, e ele veio com as duas irmãs mais novas. Uma delas foi estuprada e morreu pouco depois no campo, aos 14 anos. "Foi uma jornada complicada e penosa". Ele lembra que Dadaab era muito mais pobre naquela época. "Não tinha sistema educacional, a segurança era ruim, tudo era muito pobre."

G1

Violência contra meninas “afeta gravemente” jovens do nordeste brasileiro


No Dia Internacional da Juventude, relato de uma ativista do Ceará aponta desigualdade de gênero como principal desafio dos jovens da região

“Mudar o Nosso Mundo” é o tema do Dia Internacional da Juventude deste ano. Para a ativista cearense de 26 anos, Luizete Vicente, a desigualdade de gênero e violência contra as meninas são os princiais desafios dos jovens na região nordeste do Brasil.

A educadora social trabalha no Instituto de Juventude Contemporânea, uma organização que luta pelos direitos dos jovens.

Jovens Brasileiras
Em entrevista à Radio ONU, de Fortaleza, Luizete Vicente disse que apesar dos avanços, as políticas públicas direcionadas aos jovens no Brasil ainda não são suficientes.

“Precisamos conversar sobre o estatuto da juventude, que nesse momento, está parado e a gente precisa retomar esse debate da aprovação do estatuto da juventude, como um marco para a história da juventude, que como eu, está saindo já. Mas eu saio dessa condição e tenho que dar espaço e a possiblidade para que outros jovens possam continuar nessa luta”, afirmou.

Violência
Para a ativista, um dos grandes problemas que afetam os jovens do Ceará é a violência contra a mulher. Com base em estudo realizado no estado, Luizete destacou que a desigualdade de gênero é uma barreira para as mulheres jovens.

“A desiguladade de gênero ainda é muito forte. Na pesquisa, várias meninas disseram que gostariam de ter nascido homem por conta de trabalho, que é mais fácil. O fato de ter uma liberdade pelo corpo que é totalmete diferente do homem jovem”, disse.

População Jovem
O Dia da Juventude deste ano culmina com o fim do Ano Internacional da Juventude, designado pela Organização das Nações Unidas e o 25º aniversário do primeiro Ano Internacional da Juventude.

De acordo com a ONU, os jovens no mundo representam mais de um quarto da população mundial e quase 90% moram em países em desenvolvimento.

Yara Costa

prómenino

Acidente em parque de diversões deixa uma adlescente morta e outras oito pessoas feridas



RIO - A adolescente Alessandra Aguilar, de 17 anos, morreu e outras oito pessoas ficaram feridas durante acidente na madrugada deste domingo no Glória Center Parque de Diversões, que há duas semanas funcionava na Estrada dos Bandeirantes, altura do número 28 mil, em Vargem Grande. Segundo testemunhas, Alessandra foi atingida por parte do brinquedo Tufão - carrinhos que rodam enquanto ficam suspensos no ar - quando ela estava na bilheteria para comprar ingresso. A jovem morreu no local.

Testemunhas contaram à família que o carrinho do brinquedo que se soltou e atingiu a jovem tinha capacidade para 4 pessoas. No entanto, no momento do acidente, levava seis ocupantes. De acordo com parentes da vítima, outras duas pessoas que estavam na bilheteria do parque também ficaram feridas.

A dona do parque Glória Center, Maria Glória Pinto, será indiciada por homicídio culposo, segundo a delegada da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), Adriana Belém. Em depoimento prestado na delegacia no início da manhã deste domingo, Glória apresentou um documento de um engenheiro responsável pela vistoria dos brinquedos alegando que não havia riscos de acidente.

- Ela disse que foi tudo uma fatalidade, que nunca tinha acontecido um acidente. Mas vamos investigar essas informações e aguardar o resultado da perícia para saber se bate com o depoimento - disse.

A Diretoria de Diversões Públicas do Corpo de Bombeiros confirmou que o Glória Center estava funcionando regularmente. Segundo o capitão Marcelo Rosa, foi apresentada toda a documentação necessária, inclusive anotações de responsabilidade técnica de um engenheiro credenciado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).

Carlos Augusto Aguilar, pai de Alessandra, está no IML para liberar o corpo da filha, que deve ser enterrada nesta segunda-feira, às 10h30m, no cemitério de Inhaúma. Emocionado, ele cobrou mais fiscalização em parques de diversão, ressaltando que ao chegar ao local se deparou com vários brinquedos enferrujados e sem manutenção.

- A princípio quero apenas enterrá-la. Amanhã não sei. Morreu minha princesa. Ela só estava comprando ingresso para brincar - disse.

Indignado, ele lamentou que sua filha será mais uma na estatística.


- Amanhã, o parque vai sair de lá, vai comprar outro brinquedo e matar outra criança. Se tivesse fiscalização mais rígida e menos corrupta, com certeza, iss não teria acontecido - disse.

Alessandra tinha três irmãos por parte de pai e dois por parte de mãe. Ela tinha ido passar o fim de semana com a mãe, na Taquara, e foi com o namorado ao parque.

A secretaria municipal de Saúde divulgou os nomes dos atingidos. No Hospital Lourenço Jorge estão Pamela Beatriz, de 17 anos; Luis Gomes do Nascimento, 31; Vitor Alcantara Oliveira, de 16 anos; Ana Gabriel Vendelha, de 18 anos; Daiana Mesquita, de 17 anos e Francine Santana, de 20 anos. No Hospital Miguel Couto estão Leandro da Conceição, de 26 anos e Luciana Ferreira dos Santos, de 29 anos.

Peritos estiveram neste domingo no parque, e o laudo só deve ficar pronto em até 30 dias. No momento do acidente, que ocorreu por volta das 2h30m, entre 1.500 e 2.000 pessoas estavam no local, onde ocorria uma festa agostina. Houve correria e tumulto quando parte do brinquedo se desprendeu. O local foi interditado por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca). Uma representante do parque que estava no local não quis falar sobre o acidente.

- Eu estava em um carrinho quando o brinquedo soltou e saiu voando. Momentos antes, escutei alguns estalos. Algumas pessoas começaram a gritar que estava pegando fogo - contou o motoboy Arlindo Pereira da Silva, de 40 anos.

O Globo

Hoje é Dia dos Pais


O Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambos a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta à história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho.

Já adulta Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos, pedindo também, auxílio a uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família, sendo que por motivos comerciais a data foi alterada para o 2º domingo do mês de agosto.

Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais:

Itália e Portugal - festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março.

Reino Unido - é comemorado no terceiro domingo de junho.

Argentina - é festejado no terceiro domingo de junho.

Grécia - lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Canadá - é comemorado no dia 17 de junho.

Alemanha - os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus.

Paraguai - a data é comemorada no segundo domingo de junho.

Peru - é comemorado no terceiro domingo de junho.

Austrália - é comemorado no segundo domingo de setembro.

África do Sul - a comemoração acontece no mesmo dia do Brasil.

Rússia - os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria".

O Brasil, uma nação conhecida pelo acolhimento, pelo carisma e carinho, o Dia dos Pais é um dia em que as famílias se reunem, relembram velhas tradições, e homenageiam com muita alegria seus papais.

Não importa a maneira que se homenageia o pai, o importante é manter valores como respeito, honra e amor a eles.

Os pais nunca deixam de ser heróis, amigos, exemplos de vida. Uma família com uma figura paterna atuante, sábia e temente a Deus, gera filhos saudáveis, com princípios definidos e valores que irão passar adiante.



Governador afirma ao Correio que lançará ofensiva para combater o crack


Shenzhen (China) – O governador Agnelo Queiroz (PT) encerra hoje sua missão no Oriente otimista com as chances de trazer os jogos universitários de 2017 para Brasília. Desde a quinta-feira ele está na China em campanha pela indicação da capital federal para sediar a Universíade de Verão, campeonato que reúne atletas de ponta de todo o mundo.

Agnelo e sua comitiva foram ao continente asiático com o propósito de amarrar compromissos para o futuro, que podem gerar desenvolvimento a médio e longo prazos. O governador do DF volta para casa, no entanto, consciente de que o aguardam desafios imediatos e demandas urgentes.

O enfrentamento do crack é uma dessas emergências. O consumo da droga arrasta pessoas para o crime e enche a cidade de insegurança. Em entrevista exclusiva ao Correio, concedida no caminho entre o hotel em que se hospedou na China e as instalações dos jogos universitários de Shenzhen, o governador do DF anunciou uma operação a partir da semana que vem para “varrer o crack” das ruas de Brasília. “Tolerância zero”, avisou. Agnelo disse que os focos da ação serão no Plano Piloto, em Ceilândia e em Taguatinga.

Em visita à cidade chinesa de Shenzhen, anfitriã de um evento que demandou pesados investimentos em equipamentos públicos, como a construção de uma vila olímpica, estádios e a expansão do metrô, Agnelo disse que Brasília não passará vexame na organização dos campeonatos mundiais que pretende sediar. “Até 2014, a realidade será outra”, prometeu.

Confira os principais trechos da entrevista.

O senhor parte da China confiante de que Brasília sediará a Universíade de 2017?
Saio otimista. Sei que eventos dessa dimensão são muito disputados. Esse é um deles. Pelas conversas que tivemos, vimos que os candidatos estão bem preparados, investindo muito. É a mesma dimensão que estamos dando. Para nós, trata-se de um marco referencial para o desenvolvimento do esporte universitário no Brasil, não só em Brasília. Nos tornaremos a primeira unidade da Federação a desenvolver uma política forte para esporte universitário.

A abertura da Universíade foi cheia de recursos tecnológicos e performances espetaculares. O senhor vai conseguir repetir esse padrão em Brasília?
Acho que sim. Até lá, teremos todas as condições de planejar e fazer um evento de grande magnitude. Estamos aqui para mostrar a grandeza desse campeonato, que atrai até o presidente da China. Isso refletiu a grandeza da abertura que eles fizeram. Vamos ter tempo para organizar e programar a Universíade, talvez com características diferentes que envolvam traços da nossa cultura e criatividade. Se formos escolhidos, estaremos investindo na parte mais importante do desenvolvimento humano e do conhecimento, o esporte e a universidade. Não está em jogo apenas um evento, mas a aposta em uma faixa da sociedade que é fundamental para o futuro de qualquer economia.

Em 1963, foi a última vez que os jogos universitários foram realizados na América Latina, em Porto Alegre. Em 1989, o Brasil passou um constrangimento grande porque se comprometeu a realizar o evento, mas não cumpriu. A gente corre o risco de passar por um vexame desses?
Em absoluto. O Brasil de hoje é completamente diferente. É um país que tem o respeito do mundo inteiro, ninguém duvida da nossa capacidade. Nos últimos oito anos, o presidente Lula deu uma projeção muito grande para os esportes e, por isso, o Brasil conquistou a possibilidade de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Quais obras o GDF terá de fazer?
O investimento na cidade já vai estar pronto em função da Copa do Mundo, ou seja, aeroportos, hotéis, mobilidade urbana. Tudo estará feito até 2014. Hoje, 82% da parte esportiva para realizar esses jogos estão prontos ou em andamento. O restante, vamos construir ou fazer instalações temporárias para algumas modalidades.

O DF oferece transporte precário, que não atende à necessidade sequer de quem precisa ir para o trabalho. Dá para garantir que até 2017 essa realidade será diferente?

Dá para garantir que até 2014 ficarão prontas as intervenções nas principais artérias da cidade, com vias exclusivas para ônibus, veículos leves sobre pneus, sobre trilhos, ampliação do metrô e uma mudança radical da política de gestão tarifária do transporte público, de tal maneira que até 2014 a realidade será outra e até 2017 seguramente estará aperfeiçoada, mostrando que a capital do país é símbolo de civilidade, onde as pessoas podem se deslocar com conforto em horários marcados e com absoluta segurança. Essa é uma política que vai acontecer, independentemente de evento esportivo, mas que será aproveitada agora na Copa do Mundo e posteriormente na Universíade.

Por que o governo não consegue resolver a questão do crack em Brasília?
Não se trata de um problema só de Brasília, é uma questão mundial, que carece de uma política integrada de enfrentamento. No dia 22, faremos o lançamento de uma política de combate ao uso de drogas, especialmente o crack. Haverá uma ação articulada com o Ministério da Saúde para oferecer tratamento aos dependentes, que serão abordados nas ruas por ambulatórios móveis. Vamos encaminhar essas pessoas para as unidades de tratamento e remunerar melhor esses centros. Contaremos com o apoio do Ministério da Saúde e da Justiça.

E o tráfico?
Haverá um combate implacável em três regiões do DF onde a presença da droga é mais agressiva: Plano Piloto, Ceilândia e Taguatinga. Agiremos com tolerância zero. Vamos instalar no centro da cidade nossa área de segurança com policiamento permanente e varrer o tráfico das ruas, além de intensificar as ações nas portas das escolas. Brasília vai ser um exemplo para o Brasil no enfrentamento do crack.

Um dos trunfos da eleição do senhor foram as promessas para melhorar a Saúde, uma delas de que em seis meses ocorreria uma revolução no setor. Essa revolução ainda não ocorreu?
O que fizemos na Saúde nesses últimos seis meses foi mais do que o feito nos últimos 10 anos.

Por que a população ainda não sente essa melhoria?
Porque a situação era tão dramática a ponto de eu ter de decretar estado de emergência quando assumi o governo. Hoje, já abastecemos a rede, que estava totalmente esvaziada, e aumentamos muito o número de leitos de UTI, que tinha uma carência brutal. Mas mesmo esse aumento não foi o suficiente. Conseguimos reduzir em 60% o número de ações judiciais. Significa que a população já está tendo os serviços da rede pública de Saúde sem precisar provocar a Justiça. Ainda falta, no entanto, percorrer esses últimos 40%. Estamos reformando a rede com investimento em todos os hospitais públicos, entregando pronto-socorro do hospital de Taguatinga, do de Planaltina, vamos inaugurar centros de saúde, unidades básicas que estão ficando prontas agora. Ainda vamos construir muito mais, porque a parte física ficou sem ter investimento muitos anos e, quando não há esse investimento, as instalações vão se deteriorando com a utilização. Também contratamos um pouco mais de 3 mil funcionários em seis meses e, mesmo assim, não é suficiente. Mas as mudanças estruturais que estamos fazendo só serão sentidas daqui a um ano ou um ano e meio, quando colocarmos para funcionar todas as 14 UPAs e implantarmos o programa de saúde da família com cobertura de pelo menos 60% do DF. São essas áreas que vão diminuir a procura pelo pronto-socorro. Colocar ordem na Saúde é um compromisso, o primeiro deles, do qual jamais abrirei mão. Preciso de tempo para entregar uma saúde pública de qualidade.

O senhor substituiu recentemente o secretário dessa pasta. Era uma área problemática?
Tivemos problemas políticos, mas a gestão estava indo bem.

Que tipo de problema?
Um problema mais de...

Insubordinação?
Não considero que tenha sido voluntária, nem maldosa. Acho que foi vontade de acertar, ou insegurança, ou preocupação. Isso fez com que o (ex-)secretário (Luiz Pitiman) se mobilizasse contra uma proposta do governo que estava na Câmara. E essa é uma questão de princípio. O governo tem um comando único e, no dia em que deixar de ter, pode saber que eu entrego o cargo, porque essa é uma responsabilidade que a população me deu e que é indelegável. Jamais vou transigir com isso.

O senhor tem um estilo ameno de lidar com as pessoas e com as crises. Acha que esse jeito é confundido com falta de autoridade?
O meu jeito pode confundir no início, porque estávamos acostumados com autoritarismo, prepotência, arrogância, factoides, com pessoas que podem tudo. Não é assim que administro. Temos um governo com objetivo, que sabe aonde quer chegar, tem comando. Agora, é um governo democrático, que escuta, que não tem arrogância, nem precisa humilhar ninguém para atingir suas metas.

Muito se falou que a troca do secretário de Obras criaria um problema diplomático entre o senhor e o vice-governador Tadeu Filippelli. Ficou algum mal-estar?
Em absoluto. Esse foi um erro de leitura que fizeram. Todo esse processo foi discutido com o vice-governador, que é um grande aliado. Ele que me ajudou em toda essa difícil transição. Toda essa história só fortaleceu nossos vínculos. A crise foi tratada com maturidade. A relação entre o PT e o PMDB não ficou minimamente abalada.

Está prevista mais alguma mudança para acomodar algum partido na base ou reforçar algum apoio já existente?
Houve a entrada do Ricardo Quirino (deputado federal) na Secretaria Especial para o Idoso. Outras mudanças podem vir, de acordo com as necessidades. Mas não há alguma grande reforma em curso. É evidente que, se alguma área não estiver tão boa, podemos mexer, sim, em nome da sustentabilidade. Nenhum governo se mantém sem ter estabilidade e sustentação. E nós estamos construindo uma base de apoio republicana, que é muito mais difícil.

Existe uma expectativa de que Cristiano Araújo (PTB) vá para o governo. O senhor tratou desse assunto com ele durante a viagem?
Na verdade, discutimos a possibilidade de o PTB, que é um partido da base do governo, poder ter uma participação maior, e estamos vendo a melhor possibilidade de isso acontecer. Mas isso não será artificial, tem que ser tratado com naturalidade. Não precisa ser o próprio parlamentar a ingressar no governo. Pode até vir a ser, mas não precisa. É uma negociação que ainda não foi concluída e que vai depender muito das necessidades do próprio governo.

Como o senhor avalia a oposição a seu governo?
Tem uma oposição na Câmara que é correta, justa, legítima. Posso discordar no mérito ou forma de fazer, mas isso é legítimo, faz parte da vida pública. Mas uma oposição é subterrânea, são as viúvas do crime que ainda não se acostumaram com uma nova forma de governar e continuam usando o mesmo método que adotavam quando estavam no governo, a difusão da mentira, de pagar um bocado de mercenários que usam suas penas para me atacar em blogs todos os dias. É o mesmo jogo que faziam antes. Ainda não entenderam que o DF vive um novo ambiente. Chamo essa oposição subterrânea para subir à superfície, debater, mostrar a cara, suas discordâncias, sair da lama.

O senhor tem algum fantasma do passado que pode aparecer em vídeo no futuro?
Não tem nada. Todo dia tem notinhas, tentativas de ameaça. Tenho história de vida limpa e a minha contribuição para a cidade vai ser justamente limpar essa sujeirada. Tudo o que tiver que vir à tona virá. Para isso estamos investindo tanto na Secretaria de Transparência.

Elas bebem sim, mas tiram de letra a Lei Seca


RIO - São muitas as histórias que rondam as batidas da Lei Seca. Como aquela do sujeito que se saiu com essa diante do resultado negativo no teste do bafômetro: "Não pode ser! Eu juro que pedi ao garçom cerveja sem álcool...!" Ou a outra, do cidadão que, depois de sair de um terreiro de umbanda, disse que só bebeu "uns goles porque o santo pediu". Ou ainda aquela do jovem que atribuiu o resultado ao chocolate com licor que ele havia provado. Mas histórias como essas, que viram piada pelos bares da cidade, são contadas, na maioria das vezes, por homens. E há bons motivos para isto: as mulheres, apesar de estarem bebendo mais, ainda são minoria nos flagrantes das operações policiais.

Quando se trata de álcool e sexo, as pesquisas têm resultados surpreendentes. Os médicos garantem que o organismo feminino é mais sensível aos efeitos do álcool. Elas metabolizam a bebida mais lentamente e ficam mais embriagadas do que eles, com doses iguais. E, mesmo assim, as mulheres se mostram responsáveis e evitam dirigir depois de beber.

Com vida social agitada, as brasileiras estão aumentando as doses: segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2010, a quantidade de mulheres que admitiu ter já exagerado na bebida passou de 8,2% para 10,6%. A pesquisa considerou "excesso" quatro ou mais doses de bebida para elas e a partir de cinco doses para eles. No que se refere ao trânsito, porém, só 0,2% das brasileiras confessaram ter dirigido após beber demais, contra 3% dos homens. A comparação surpreendeu até os pesquisadores do Ministério da Saúde.

Fígado feminino demora mais a metabolizar o álcool
Um exemplo que explica como as mulheres lidam com os efeitos do álcool está na história das amigas Daiane Baddini, Júlia da Matta e Lívia Lemos. Os encontros das três costumam ser acompanhados de chope. Mas só para duas delas, porque a motorista da rodada fica no refrigerante. Na última quinta-feira, num bar em Botafogo, foi a vez de Daiane:

- Não dirijo quando bebo. Fico preocupada com a noção de distância e com minha capacidade de reação. Mas não me incomodo de não beber quando vou pegar o carro. Eu me divirto mesmo assim - diz ela, que nunca foi parada pela Lei Seca.

O cuidado tomado pelas amigas tem explicação médica. A bebida afeta o sexo feminino mais rapidamente do que o masculino. O consumo de uma dose por um homem de 70kg produz uma concentração de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue (g/l), em média. Numa mulher de 60kg, a mesma dose resulta em 0,3 g/l.

Não que todas sejam fracas para beber. É que, normalmente, a mulher tem menos água no corpo (o etanol se dilui em água) e o fígado feminino demora mais a metabolizar o álcool.

- Além de ficarem embriagadas mais facilmente, elas sofrem mais de doenças relacionadas ao abuso de bebidas - diz Camila Silveira, do Instituto de Psiquiatria da USP e do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

O médico José Montal, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego explica que, além de menos água, as mulheres têm percentual de gordura maior que os homens. Como as moléculas de água são essenciais para eliminar a bebida do organismo, elas ficam mais tempo com o álcool na corrente sanguínea.

- Tenho medo de dirigir depois de beber e acontecer algum acidente. À noite, já estou com sono e é mesmo complicado - diz Júlia, que mesmo sem conhecer a química do álcool no corpo feminino, toma as suas precauções.

Uma vez, voltando de um bar, ela e uma amiga foram paradas numa blitz. Como aquele tinha sido seu dia de motorista, o exame do bafômetro deu zero, é claro.

Nas batidas de fim de semana da Lei Seca entre junho e agosto de 2010, em Botafogo, Copacabana e Barra, 20% das pessoas paradas eram mulheres. Para nenhuma delas o bafômetro deu diferente de zero, segundo estudo feito por uma equipe do Departamento de Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFRJ. Os homens se mostraram cautelosos, mas em menor medida: o aparelho acusou teor alcoólico acima do permitido para 2,7% deles. A cautela ocorre, sobretudo, quando elas saem com eles.

- A gente percebe que algumas delas estão no volante porque eles beberam além do permitido - conta o coordenador da Operação Lei Seca, major Marco Andrade.

Álcool consumido por adolescentes preocupa
É preciso reconhecer, porém, que há casos alarmantes de mulheres no volante, como o da nutricionista Gabriela Pereira, que no início do mês atropelou e matou um jovem em São Paulo. Ela alegou ter bebido apenas um drinque à base de tequila e que disse que só assumiu a direção porque o namorado havia bebido mais do que ela. Mas Gabriela é a triste exceção que confirma uma regra, altamente favorável para as mulheres.

Entre os mais de cinco milhões de motoristas no Rio, alguns parecem atrair o teste do bafômetro. Em dois anos e meio de operação, a especialista em Saúde Pública, Erica Cavalcanti Rangel, já foi parada três vezes. Em todas, seu teor alcoólico era zero. Há um ano, ela estava saindo de uma festa em Ipanema, com um vestido preto e um laçarote vermelho amarrado no braço. Foi a única vez em que tentou argumentar com o agente, mas isto não ocorreu por causa do álcool:

- Fiquei constrangida de ficar na fila do teste com aquela roupa. Uma amiga até passou, brincou comigo e acabou ficando lá do meu lado.

A maioria das brasileiras que bebe é adulta, mas a preocupação recai sobre as adolescentes. Uma pesquisa feita em 2007 pela Secretaria Nacional Antidrogas, em parceria com a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp, mostrou que a diferença da quantidade de álcool consumida entre homens e mulheres de 14 a 17 anos é menor que nas outras idades. Vinte por cento das meninas disseram beber pelo menos uma vez por mês.

- As mulheres que bebem costumam ser mais cuidadosas ao dirigir. Mas se o índice continuar aumentando, você terá uma quantidade maior de mulheres dirigindo alcoolizadas - avalia Ronaldo Laranjeira, professor da Unifesp.

Mesmo em dose pequena, álcool altera comportamento
Jovens com até 0,2 g/l tem 1,5 vezes mais de chances de sofrer acidentes graves. E, a partir de 0,2 g/l, o risco aumenta para 2,5 vezes, em todas as idades. Com 0,5 g/l, as chances são seis vezes maiores em comparação ao motorista sóbrio. A maioria dos desastres de trânsito envolvendo álcool e direção ocorre entre adultos de 21 a 45 anos, e chega a 57% na faixa de 21 a 29 anos, segundo o Cisa.

Leonardo Gama Filho, chefe do serviço mental do Hospital Municipal Lourenço Jorge, diz que o álcool faz as pessoas perder a noção do que é perigoso e também de suas limitações:

- É uma sensação de onipotência chamada de pensamento mágico: a pessoa tem uma ideia infantil em relação às situações e acha que tudo vai dar certo.

Não é difícil ser pego no teste do bafômetro. Uma dose padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50ml de destilada) contém cerca de 10g de álcool puro. E o permitido no Brasil é até 0,2g/l. E o medo de ser flagrado faz com que motoristas tentem burlar a lei pagando R$ 100 a taxistas que se oferecem para dirigir e passar pela blitz com o carro. A multa por guiar sob efeito de álcool é de R$ 957, além da perda de sete pontos na carteira e um processo que pode suspender a habilitação por um ano. Sem contar a eventual apreensão do carro.

Esta semana, o treinador Wanderley Luxemburgo perdeu a carteira e o apresentador Bruno De Luca, do programa "Vai Pra Onde?", do Multishow, escondeu-se num condomínio para escapar de uma blitz, depois de se recusar a soprar o bafômetro. Levou duas multas, uma pela recusa ao teste e outra por evasão. E ainda dizem que, com mulher no volante, o perigo é constante...

O Globo

CARTA DE UM FILHO A TODOS OS PAIS DO MUNDO


- Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter.
- Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo.
- Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.
- Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prêmio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
- Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
- Não mudes tão freqüentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
- Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
- Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de algo. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
- Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
- Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes. - Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me. Eu preciso ser compreendido e ajudado.
- Trata-me com a mesma amizade e a mesma cordialidade com que tratas teus amigos
Pelo fato de pertencermos à mesma família, não significa que não possamos ser amigos também.
- Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
Eu te amo muito, pai!

"É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais."

A Administração Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esportes deixa seu carinho a todos os Pais que contribuem na formação dos cidadãos do futuro.


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