sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Polícia identifica três pessoas que lincharam motorista de ônibus em SP

Suspeitos foram detidos, mas Justiça negou pedido de prisão.
Edmilson dos Reis Alves foi espancado após passar mal ao volante
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A Polícia Civil conseguiu identificar três pessoas que participaram do linchamento do motorista de ônibus Edmilson dos Reis Alves na noite de domingo (27), em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. O motorista foi espancado após perder o controle do veículo, bater em carros e motos e atropelar um jovem de 26 anos.

Os policiais utilizaram informações anônimas para identificar os três suspeitos. Eles foram detidos, mas acabaram liberados porque a Justiça negou os pedidos de prisão. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, eles irão responder por homicídio qualificado.

Na noite de domingo (27), Edmilson dos Reis Alves teve um mal súbito enquanto dirigia perto de uma praça onde acontecia um baile funk, atingindo vários carros e motos que estavam estacionados. Os frequentadores do baile acharam que o motorista estava embriagado e subiram no veículo para agredi-lo.

G1


Ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha é preso

Delegado diz que material apreendido comprova ligação do acusado com vereadora

RIO - O ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha William de Oliveira foi preso na manhã desta sexta-feira por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Autos (DRFA) acusado de associação para o tráfico e venda de armas. Em entrevista ao telejornal “Bom Dia Rio”, da TV Globo, o delegado Márcio Mendonça disse que ele intermediava a venda de armas para o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem.

— Podemos afirmar que ele era conivente com o tráfico — disse o delegado, que afirmou ainda que outras pessoas envolvidas no esquema vão ser presas.

Na casa de William foram apreendidos computadores e documentos. De acordo com o delegado, foi constatada a relação dele com uma vereadora do Rio.

Nem também vai responder por essa investigação. Os agentes vão ainda nesta sexta à residência do ex-chefe do tráfico da comunidade cumprir mandados de busca e apreensão.

William, que já ficou nove meses preso acusado de associação para o tráfico, foi candidato pelo PRB ao cargo de deputado estadual nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger.

Eleições conturbadas para a presidência da associação

Por ordens de Nem, a eleição para a presidência da associação comunitária da Rocinha foi antecipada para o fim de outubro. Inicialmente, o pleito estava previsto para dezembro. O objetivo do traficante era que a eleição fosse realizada antes da ocupação da favela pelas forças de segurança para a implantação de uma UPP. Assim, Nem poderia deixar alguém de sua confiança à frente da associação, após a ocupação da comunidade. Leonardo Rodrigues Lima, o Léo, foi eleito, mas em meados de novembro o jogador de futevôlei Gilbert Leal, o Cabeção, que concorreu na chapa do Movimento Muda Rocinha junto com o ex-líder comunitário William de Oliveira, deu entrada no Ministério Público num pedido de anulação do pleito. Segundo o jogador de futevôlei, a eleição teria sido marcada por irregularidades. Cabeção negou, no entanto, que tenha havido interferência de Nem no pleito. Leonardo Lima negou que tenha recebido qualquer favorecimento por parte de Nem ou mesmo que tenha havido qualquer irregularidade na campanha.

O Globo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Churrasqueira mata criança de quatro anos


A churrasqueira com mais de 50 kg caiu sobre a menina. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no hospital.


R7

Falência de laboratório espanhol liberta 72 beagles usados como cobaias

A maioria dos cães da raça beagle usados por um laboratório espanhol como cobaia ficou com a saúde abalada

Os animais eram utilizados em testes de medicamentos e cosméticos

Um grupo de 72 cães da raça beagle foram resgatados após a falência de um laboratório em Barcelona, na Espanha.

A maioria dos animais, utilizados em testes de medicamentos e cosméticos, nunca havia saído da jaula.

Os cachorros foram resgatados após a fundadora do Projeto Liberdade para os Beagles, Shannon Keith, ler mensagens no Facebook trocadas entre um funcionário do laboratório e um ativista espanhol.

- As mensagens diziam que o laboratório iria fechar e que matariam os cães se ninguém se comprometesse a cuidar deles. Eu entrei em contato para avisar que nós nos comprometemos.

O projeto é parte da ONG americana Educação da Mídia para o Resgate de Animais (ARME, na sigla em inglês).

Testes


O resgate aconteceu há cerca de uma semana em Barcelona, mas, somente nesta quarta-feira (29), 40 dos cachorros chegaram a Los Angeles, onde fica a sede do projeto responsável pelo salvamento.

Sete beagles foram adotados na Espanha. Já o destino dos outros 25 animais é desconhecido.

- O laboratório parou de se comunicar conosco desde que os cães foram libertados, e não sabemos o que eles fizeram com uma parte deles.

Os animais, que têm entre quatro e sete anos, viviam em jaulas individuais, agrupadas em quartos com dez jaulas. Eles não tinham nenhum contato físico entre si. De acordo com Shannon Keith, é possível que estivessem participando de testes para o desenvolvimento de remédios ou cosméticos para humanos.

- Veterinários que examinaram os beagles encontraram vestígios de injeções de hormônios masculinos e de outras substâncias. Alguns deles têm tumores no estômago, e a maioria tinha os dentes muito estragados. Tivemos que fazer um tratamento dentário em cada um deles.

Cães dessa raça costumam ser usados para testes na indústria farmacêutica por causa de sua natureza dócil. O Projeto Liberdade para os Beagles deu início a uma campanha pela adoção definitiva dos animais, que estão em famílias temporárias.

R7

Enfermeiro fingia ser adolescente lésbica para se aproximar de meninas na internet

Um enfermeiro britânico que fingia ser uma adolescente lésbica para se aproximar de meninas na internet foi condenado a seis anos e oito meses de prisão e vai ser monitorado pelo resto da vida.

Barry McCluskey, de 39 anos, admitiu ter tido contato com 49 meninas, com idades de 10 a 15 anos, entre 2007 e 2010.

Ele contatava as meninas na rede social Bebo e depois por MSN, dizendo se chamar Clare ou Missy, uma jovem que seria "gay ou bissexual".

Segundo a acusação, ele nunca teve contato pessoal com suas vítimas, mas manipulava as meninas para que elas se despissem ou fizessem atos sexuais para a câmera, enquanto ele gravava as imagens pelo computador.

"Àquelas que eram ou se tornavam relutantes, ele pedia que se exibissem mais, dizendo que se elas não o fizessem ele mandaria os vídeos que já tinha feito para amigos", afirmou a promotora Alison Di Rollo.

'Tendências suicidas'

Segundo as acusações feitas no tribunal, uma das vítimas ficou com tanto medo, que passou a ter tendências suicidas e seu cabelo começou a cair.

Outra menina, em idade escolar, implorou a McCluskey que não divulgasse as imagens, dizendo que sua mãe estava muito doente.

"Mais três vídeos e estou fora da sua vida", McCluskey respondeu a ela.

A polícia começou a investigar o comportamento do enfermeiro, que era casado e tem dois filhos, em fevereiro de 2010, após receber uma denúncia da mãe de uma menina de 13 anos.

Ela tinha sido forçada a realizar atos sexuais na frente de uma webcam.

Quando os policiais chegaram à casa de McCluskey, ele não estava. Ele foi encontrado em uma ponte, supostamente pensando em suicídio, dizendo ter "feito algo errado".

Acesso à rede

Mais tarde, uma investigação revelou detalhes do comportamento do enfermeiro.

McCluskey, que agora está separado da mulher, também filmava meninas enquanto elas faziam compras e mulheres no vestiário de um clube.

Mais de 10 mil imagens indecentes foram encontradas em seu computador.

"Espertamente, você manipulou seu caminho até as casas, quartos e mentes de crianças que você escolheu especificamente", disse a juíza no caso, Rita Rae.

Segundo ela, o caso ilustra a necessidade de os pais controlarem melhor o acesso dos filhos à internet.

"Elas (crianças) podem se comunicar, às vezes por câmera, com estranhos, alguns dos quais escondem sua verdadeira identidade. O risco é que crianças vulneráveis possam acabar em uma posição na qual elas são forçadas a fazer coisas dolorosas e que geram sentimentos de culpa, vergonha, degradação e humilhação."

BBC Brasil

Ela reencontrou os filhos 30 anos depois

Sasha (dois anos) e Naomi (quatro anos) desapareceram de casa, em Ilford, perto de Londres, a 31 de Julho de 1981 sem deixar rasto. Paulette Moray passou 30 anos à procura dos filhos, que tinham sido levados pelo ex-marido, Max, com quem, na altura, travava uma batalha judicial pela guarda das crianças.

Agora lançou um livro, 'The Hunt' (A Caça), onde conta todos os detalhes da sua história. Em 30 anos, Moray gastou mais de 116 mil euros em detectives privados que, sem sucesso, tentaram descobrir onde estavam os dois menores.
Em 1983, dois anos após ter desaparecido com os filhos, Max contactou o jornal 'London Evening Standard' para dizer que Sasha e Naomi estavam com ele. Mas sobre o seu paradeiro nem uma pista.

Só em 2005 é que o actual marido de Paulette Moray, George London - um antigo empreiteiro que se tornou detective - conseguiu descobrir o e-mail de Max e a partir daí chegar à sua morada: Israel.

É aí que ainda vive Naomi, hoje com 32 anos e mãe de uma criança, e onde também permanece, que voltou a casar com uma mulher chamada Sarah.

Sasha, de 34 anos, vive em Espanha e foi ele que recebeu uma cópia do livro da mãe, ficando espantado com a sua história - os dois irmãos não faziam ideia que a mãe os procurava há 30 anos.

Há poucos dias, Paulette Moray recebeu finalmente um e-mail do filho.

"Foi o primeiro contacto em 30 anos e a coisa mais emotiva que alguma vez vivi", confessou a britânica de 64 anos.

No e-mail que enviou à mãe, Sasha, explicou como tentou "digerir" toda a história:

"Eu e a Naomi estamos os dois felizes, aturdidos, tristes e intrigados com tudo isto. Mas o futuro pode ser nosso."

Sábado PT.

Pesquisadores conseguem proteger ratos contra Aids



Paris - Pesquisadores americanos, utilizando uma estratégia análoga à terapia gênica, conseguiram proteger ratos contra o vírus da Aids, com uma só injeção, segundo um trabalho publicado na quarta-feira pela revista científica britânica Nature.

Essa estratégia permitiu induzir uma produção permanente de anticorpos neutralizantes anti-HIV em ratos geneticamente modificados, com uma só injeção aplicada no músculo da pata do animal.

A técnica baseia-se no uso de um vetor, como um vírus inofensivo associado ao adenovírus ou "AAV" - que transporta os genes encarregados de programar a fabricação, directamente no músculo, de anticorpos protectores - que se distribuem em seguida por todo o
organismo.

Dado o nível de proctecção obtido por esse procedimento chamado "VIP" (por "vectored immunoprophylaxis"), a equipe de biólogos de Caltech (Instituto de Tecnologia na Califórnia), dirigido pelo Prêmio Nobel David Baltimore, espera poder aplicar o tratamento em humanos.

Essa inmunorpofilaxis "VIP" tem um efeito semelhante ao de uma vacina, mas sem fazer o sistema imunológico trabalhar, explicou Alejandro Balazs, principal autor do estudo num comunicado de imprensa de Caltech.

Esquematicamente, uma vacina compreende um antígeno, como uma bactéria morta ou um elemento reconhecido de um vírus, e depois de injetado no corpo, o sistema imunológico aprende a fabricar anticorpos para combatê-lo.

Este procedimento clássico não permitiu até o momento criar uma vacina eficaz contra o vírus da Aids.

A equipe de investigadores procjeta testar esse método em ensaios clínicos limitados, primeiro para comprovar se é possível obter uma produção suficiente de anticorpos a partir de um músculo humano.

"Como já sabemos que os anticorpos funcionam, acredito que podemos induzir à produção de anticorpos suficientes nos genes, as possibilidades de que o método VIP tenha sucesso são realmente elevadas", disse Balazs.

Angola Press

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

“Meu ex-marido era um pedófilo”

O mundo da americana Darlene Ellison (foto) caiu sete anos atrás, quando seu marido, Philip Todd Calvin, 43 anos, foi preso pelo FBI por participar de uma organização pedófila, a North American Man-Boy Love Association (Associação Americana de Amor entre Homem e Menino). Darlene era casada há mais de uma década e tinha filhos – mas nem suspeitava das atividades ilegais do companheiro.

Em vez de se calar e esconder-se do mundo, Darlene decidiu alertar outras mulheres sobre o risco de viver com o inimigo. Escreveu um livro sobre sua história e decidiu lutar contra o abuso infantil e a pedofilia.

Neste fim de semana, Darlene escreveu um artigo para o site Daily Beast sobre o caso de Jerry Sandusky, técnico assistente de futebol americano da Universidade de Pensilvânia preso este mês acusado de abusar de meninos por 15 anos.

Darlene fala que, como ela, Dorothy Sandusky, mulher do acusado, poderia não ter ideia das atitudes do marido – por mais inviável que isso pareça para quem observa de fora. O depoimento de Darlene é especialmente importante porque mostra que a pedofilia pode estar mais próxima do que imaginamos e do que gostaríamos de acreditar. Sua fala é um alerta que vale para todos.

Traduzo aqui alguns dos principais trechos:

“Eu era uma mulher de 39 anos bem educada, envolvida com caridade, mãe que, até recentemente, estava vivendo uma vida bacana em Dallas, casada com um dentista conhecido que viveu uma mentira durante toda a nossa relação.

Ele tinha sido ministro da juventude na igreja local, um voluntário vibrante na escola primária de nossos filhos, o preferido das crianças nas excursões. Meu ex-marido, Todd, revelou-se um criminoso que causou um prejuízo tremendo, físico e emocional, para meninos prestes a se tornar adolescentes. Ele estava na cúpula da NAMBLA – um dos membros da diretoria – procurado pela polícia federal. Durante nosso casamento, que acabou num confuso divórcio logo antes da chegada do FBI, acreditei quando ele me dizia que estava viajando para convenções de dentitas – quando, na verdade, estava em conferências de pedófilos. Ele manteve uma caixa postal secreta no correio local, onde recebia suas correspondências sobre pedofilia e outros materiais suspeitos. Nunca encontramos nenhuma prova de atividades ilegais na internet – o disco rígido dele havia sido apagado –, exceto pelo recibo de um filme pornô com garotos. Geralmente, como depois aprendi, esses predadores são mestres da fraude, criam uma fachada de “família ideal” para proteger sua imagem, ou talvez convencer-se a si próprios de que não são depravados, isso tudo enquanto agem em prol de seu desejo doentio de ter relações sexuais com crianças.

Sei por mim mesma que alguém pode ser casada com um homem por anos, dividir a cama com ele, e ainda assim não saber que ele gasta seus dias como um predador.

Quando as acusações na Universidade da Pensilvânia surgiram, muitas pessoas perguntaram publicamente: Dorothy sabia? Como ela podia não saber? Tenho certeza de que as pessoas pensaram o mesmo sobre mim, por que eu mesma pensei. Embora eu não me atreva a presumir o que a família de Sandusky sabia, é inteiramente plausível para mim que ele estivesse levando uma “vida secreta” bem embaixo de seus narizes; que ele sofreu para esconder seu comportamento abusivo dos mais próximos. As famílias de predadores sexuais são, geralmente, danos colaterais de seus crimes.

(…)

Encolho-me de medo ao lembrar os dias que se seguiram à minha confusão inicial depois de tomar conhecimento dos crimes recentes de meu ex-marido. Demorou um tempo para eu sair do amortecimento inicial do choque. Enquanto me esquivava dos telefones e da mídia, passei horas deitada, curvada sobre meu próprio corpo, querendo morrer. Não saí de casa por meses a não ser para ir ao escritório do meu advogado. Por meses, não consegui encarar ou falar com pessoas que não fossem da minha família ou meus melhores amigos. A vergonha e a humilhação eram pesadas demais.

Apenas depois que meu ex-marido foi preso comecei a entender os problemas conjugais que vínhamos tendo. Ao londo do tempo, começamos a nos afastar um do outro, e eu me sentia aliviada quando ele viajava; viagens que eu soube depois estarem ligadas à pedofilia. Embora os crimes deles tenham explicado, por fim, por que eu sentia o nosso casamento como um fracasso, também abalaram minha já frágil autoestima. Como mulher, senti-me rejeitada ao saber que, durante nossos mais de 10 anos de casamento, meu ex-marido tenha preferido ter contato físico com garotos. Como mãe, fiquei furiosa que ele tenha dito que amava nossos filhos, e tenha cometido crimes que revelam qualquer coisa menos amor.

(…)

O que o futuro reserva para a família Sandusky, as vítimas colaterais? As vítimas primárias, os meninos que teriam sido abusados por esse homem, vão, possivelmente, começar a se curar e trabalhar para viver o resto de suas vidas com algo próximo de paz e felicidade, e suas famílias vão seguir um processo semelhante. As outras vítimas, a sua própria família, vai lutar com a raiva resultante das mentiras e da traição. Embora meu ex-marido tenha perdido seus direitos parentais, meus filhos tiveram que lidar com as consequências emocionais das ações dele a cada momento. O trauma nunca termina; eles são forçados a revisitar o que aconteceu a cada fase de suas jovens vidas.

Quanto à família Sandusky, suspeito que eles terão meses muito dolorosos pela frente, enquanto lidam com o tornado de acusações legais, o escrutínio público e, pior de tudo, se ele for julgado culpado, a dúvida: Como não vimos isso? Independentemente de suas ações, quando as luzes se apagam à noite, Dorothy está sozinha com seus pensamentos e deve pensar: O que ele fez com aqueles jovens inocentes? e Será que ele tocou em nossos filhos e netos? Só podemos esperar que, quando a poeira baixar e aqueles que sabiam dos abusos e não denunciaram sejam punidos, e que esse sirva de alerta contra os predadores sexuais de crianças. Só podemos esperar que a luz no fim desse túnel tão escuro nos encontre mais habilitados para prevenir o abuso contra crianças.”

Época

Aumenta número de casais com guarda compartilhada dos filhos

Dados são da “Estatística do Registro Civil 2010", elaborada pelo IBGE

RIO - A maioria dos casais divorciados ainda prefere deixar a responsabilidade da guarda dos filhos para as mulheres, como é costume no Brasil e na maior parte do mundo. Entretanto, na "Estatística do Registro Civil 2010", elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quarta-feira, o número de casais que concordou em ter a guarda compartilhada de seus filhos (menores de idade) aumentou significativamente. Os casais divorciados que possuem a responsabilidade conjunta deixaram de representar 2,7% do total de divorciados com filhos em 2000 e passaram para 5,5% em 2010. Ou seja, mais do que dobrou, em dez anos, a proporção deste tipo de guarda. O IBGE divulgou ainda dados sobre óbitos, casamentos, separação e divórcios.

As taxas sobre guarda compartilhada ainda são pequenas se comparadas com a hegemonia das mulheres na responsabilidade de criação, mas representam uma mudança que se percebe de forma gradativa. Em 2000, 89,6% dos casais divorciados com filhos deixaram a guarda para as mulheres; em 2005, 89,5%; e em 2010, 87,3%.

No ano passado, a capital onde proporcionalmente mais pessoas compartilharam a guarda foi Salvador: 46,54% dos filhos de casais que se divorciaram ficaram sob responsabilidade de ambos os cônjuges (1.196 filhos). São Paulo, apesar de registrar o maior número de divorciados com filhos pequenos do Brasil, apresentou um número quase três vezes menor (434).

Cuiabá (Mato Grosso) e Goiânia (Goiás) não registraram nenhum caso de guarda compartilhada em 2010. Entre os estados, a Bahia se destacou com 17,27% ou 1.503 menores cuja guarda foi compartilhada entre os dois pais. Amazonas (2,2% ou 29 menores) e Rio de Janeiro (3,03% ou 236 pessoas) registraram os menores percentuais. No total do país, apenas 5,8% dos filhos menores (7.957) ficaram sob a guarda dos homens.

Taxa de divórcio aumenta e é maior de série histórica


O IBGE confirmou também o que qualquer pessoa pode constatar: a sociedade brasileira aceita cada vez mais o divórcio entre casais. A mudança de costumes pode ser verificada tanto na naturalidade com que é enfrentado o rompimento de uma relação, na desburocratização dos serviços que servem a este fim, ou nos dados do IBGE. Em 2010, houve 243.224 divórcios.

A taxa geral de divórcio (divórcios por mil habitantes, a partir dos 20 anos de idade) atingiu, em 2010, o seu maior valor desde 1984 (início da série histórica) : 1,8. Em 2009, era de 1,4 divórcio por mil habitantes e, há uma década, em 2000, de 1,2.

Os números coletados pelo IBGE revelam que os casamentos estão ficando mais curtos: 40,9% dos divórcios registrados em 2010 foram de casamentos que duraram no máximo 10 anos. Em 2000, foram 33,3%; em 2005, 31,8%. Porém, os divórcios concedidos em 2010 foram feitos por pessoas que ficaram casadas em média durante 16 anos.

O IBGE diferencia divórcio de separação. A separação desobriga o casal dos deveres do casamento, mas não permite a formalização de uma nova união por conta das partes - ao contrário do divórcio, que permite um novo casamento. Hoje, realizar o divórcio é mais prático do que a separação. Por este motivo, o instituto verificou uma queda na taxa de separação.

Casamentos cada vez mais tarde

Em 2010, observou-se também que os solteiros formalizaram a primeira união com mais idade. Se eles, em 2000, tinham idade média de 27 anos quando se casavam, em 2010, tinham 29. Já as mulheres, que se casavam em média aos 24 anos, passaram a se casar aos 26.

O Rio de Janeiro registrou a menor proporção de casamentos entre solteiros (76,7%), ao passo que a maior foi registrada no Piauí (92,9%). O número de casamentos com pessoas divorciadas puxou a média do estado fluminense para baixo.

Entre as pessoas divorciadas, inclusive, as maiores proporções foram no Rio e em São Paulo (4,2%, em ambos). Já as uniões formais entre mulheres divorciadas e homens solteiros foram mais frequentes em Rondônia (5,9%) e São Paulo (5,8%). Na composição inversa, as maiores percentagens foram observadas no Distrito Federal (10,0%) e no Rio de Janeiro (9,4%).

Dados revelam queda no percentual de óbitos violentos


Nos dados sobre óbitos, o Registro Civil de 2010 aponta queda no percentual de óbitos violentos no país desde 2002. Naquele ano, esse percentual era de 16,3% para homens e 4,5% para mulheres; em 2010, caiu para 14,5% no caso dos homens e 3,7% no das mulheres. Na contramão dessa redução, houve aumento, porém, no número de óbitos masculinos nas regiões Nordeste e Norte, de 2009 para 2010 (de 15,5% para 16,4%, e de 16,9% para 17,8%, respectivamente). No Nordeste, esse aumento no percentual de mortes masculinas violentas tem sido detectado desde 2001 (quando era de 13,5%).

Os dados sobre mortes também mostram que houve queda nos subregistros de óbitos no país: foram 14,6% em 2000 e 7,7% em 2010. No entanto, o subregistro no Norte e no Nordeste, apesar de também ter diminuído, ainda tem altos percentuais: 22,4% e 24,5%, respectivamente. A maior parte dos subregistros é de mortes de crianças com menos de 1 ano.

Melhora na cobertura de registros

O número de nascimentos registrados em cartório ultrapassou os 2,7 milhões em 2010, o menor valor absoluto dos últimos dez anos. Em 2000, foram registradas quase 2,9 milhões de crianças. Apesar disso, houve uma queda no percentual de subregistros no país, passando de 21,9% em 2000 para 8,2% em 2009, e chegando a 6,6% em 2010.

Outro destaque apontado pelos dados do IBGE é a redução do número de nascimentos com a mãe menor de 20 anos: esse percentual caiu de 21,7% em 2000 para 18,4% em 2010. Também houve queda de registros de nascimentos com a mãe com idade entre 20 e 24 anos (de 30,8% para 27,5%). Já o volume de nascimentos no grupo de mães com 25 a 29 anos e com 30 a 34 anos aumentou: entre 2000 e 2010, esses percentuais aumentaram respectivamente de 23,1% para 25,3%, e de 14,4% para 17,6%. Também cresceu no grupo de mães com 35 a 39 anos, indo de 6,9% para 8,3%.

O Globo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mãe suspeita de queimar próprio filho é indiciada por tentativa de homicídio e tortura


Pena para o crime é de 12 a 30 anos de prisão; criança continua internada em estado grave

A mãe suspeita de atear fogo no corpo do próprio filho de dez anos, na região da Penha, na zona leste de São Paulo, no dia 22 deste mês, foi indiciada pela Polícia Civil e vai responder por tentativa de homicídio e tortura. A informação foi confirmada pelo delegado Renato Batista de Oliveira, do 24º DP (Distrito Policial), na tarde desta terça-feira (29).

- Agora vamos terminar o inquérito e levar ao juiz.

Segundo Oliveira, o médico e as enfermeiras que atenderam o garoto no hospital Tatuapé ainda disseram que o menino contou que a mãe jogou álcool em seu corpo e depois ateou fogo. Isso teria ocorrido, de acordo com o garoto, depois que ele rasgou o sofá da casa em que estavam.

Em sequencia, o menino ligou o chuveiro para tentar apagar as chamas. O menino ainda não prestou depoimento, já que continua internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o garoto teve 27% do corpo queimado. Ele sofreu ferimentos em toda a parte da frente do corpo, rosto, tronco e membros, além das vias respiratórias.

O soldado Marcelo de Melo, que atendeu a ocorrência, afirmou que a criança disse foi queimada pela mãe porque não quis desligar a TV e ir dormir. A versão do crime foi confirmada, ainda segundo o PM, pela irmã do garoto, de três anos.
Policiais militares que foram até o local disseram ter encontrado o padrasto dentro do carro com a criança pronto para levá-la ao hospital. A mulher tinha sinais de embriaguez e foi presa.

Versão da mãe

A suspeita contou que estava no quintal da casa quando ouviu o pedido de socorro do filho, que estava no quarto. O padrasto contou que estava dormindo e também teria despertado quando o menino começou a gritar.

A mulher não soube explicar o que teria acontecido com o filho. A polícia encontrou um frasco de álcool no quarto onde ele estava.

A mãe relatou ainda que levou a criança ao banheiro e jogou água no corpo dela. A mulher contou que quis passar uma pomada nos ferimentos, mas o marido achou melhor levar o menino ao hospital.

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