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sexta-feira, 20 de julho de 2012
1º Hospital Público Veterinário conseguido por Tripoli está em funcionamento
Cães e gatos já estão sendo atendidos gratuitamente no 1º Hospital Público Veterinário do Brasil, implantado em São Paulo graças à emenda no orçamento feita pelo Vereador Roberto Tripoli (PV-SP), que também fez inúmeras gestões para que a Prefeitura concretizasse essa antiga luta do movimento de proteção animal. O equipamento localiza-se na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, no Tatuapé (fone 2227-0858).
O hospital proporciona, sem ônus para os proprietários dos animais e também para protetores que socorrem cães e gatos abandonados e maltratados, consultas, cirurgias, medicações, curativos, exames laboratoriais – incluindo hemogramas, bioquímicos e sorologias, eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom, radiografias. O equipamento conta ainda com UTI – Unidade de Terapia Intensiva.
A Prefeitura implantou o hospital a partir de convênio com a Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais – São Paulo), responsável por equipar e gerir o equipamento. A verba inicial conseguida no orçamento municipal de 2012 pelo vereador Tripoli foi de R$ 10 milhões, mas nesse primeiro ano serão aplicados R$ 7,2 milhões no hospital (somente atendimento e procedimentos, pois os equipamentos foram comprados pela Anclivepa).
Conforme despacho da Secretaria da Saúde no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, publicado em 28 de junho de 2012, o convenio foi autorizado nesse valor. A Anclivepa-SP contará com um repasse mensal de até R$ 600 mil. Segundo a entidade de médicos veterinários explica, os pagamentos por parte da Secretaria da Saúde serão feitos mediante comprovação dos atendimentos, dentro desse limite.
Milhares de animais serão salvos
Tripoli explica que essa luta foi árdua e a participação das ONGs foi fundamental. “A medicina veterinária avançou muito, mas infelizmente cães e gatos de famílias de baixa renda ainda morrem devido a doenças e ferimentos relativamente banais. Sem tratamento, esses males agravam-se provocando muito sofrimento e levando a óbito”, observa o vereador ambientalista.
O parlamentar lembra ainda: “com o hospital público, vamos mudar essa triste realidade e salvar milhares de cães e gatos. A maior cidade do país devia essa conquista aos animais”. Tripoli frisa que “o hospital também é uma conquista para a saúde pública, pois esses animais vivem em estreito contato com as famílias”.
Núcleo de Bem-Estar, outra vitória
O restante da verba conseguida pelo vereador no orçamento (R$ 2,8 milhões) será repassada para a conclusão de outra importante obra: o Núcleo de Bem-Estar que vem sendo construído em terreno do Centro de Controle de Zoonoses. Essa obra chegou a ficar paralisada, por problemas com a empresa ganhadora da licitação. Resolvida essa pendência, nova licitação será feita ainda este ano, e a obra finalmente poderá ser concluída, conforme já anunciou a Secretaria da Saúde.
O núcleo é parte de um novo conceito relativo ao atendimento de cães e gatos abandonados na cidade de São Paulo. O CCZ continuará cuidando de zoonoses, enquanto no núcleo os animais poderão ser tratados, recuperados e colocados para doação. A construção prevê inclusive espaço de jardins onde as pessoas interessadas em adotar poderão estreitar o contato com o animal escolhido.
(Texto e fotos: Regina Macedo / jornalista ambiental)
Informação recebida por e-mail
Polícia encontra 3 crianças com fome em casa cheia de insetos; mãe é suspeita de abandono
Vizinhos de família em Jacarepaguá chamaram a polícia após três dias
Uma mulher é suspeita de abandonar as três filhas menores de idade na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo vizinhos, que chamaram a polícia, ela deixou meninas de dois, 11 e 13 anos sozinhas em casa por três dias. Ocaso aconteceu no bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá.
Segundo a polícia, a mãe teria saído de casa dizendo que iria trabalhar e não voltou mais. As crianças foram encontradas com fome. Ainda de acordo com agentes, a casa estava suja e cheia de insetos.
Uma vizinha, que não quis se identificar, relatou que é a segunda vez que a mãe faz isso com as crianças.
As menores foram levadas para o Conselho Tutelar. A mãe responderá por abandono de incapaz.
R7
Apartamento de atirador de 'Batman' é armadilha de explosivos, diz polícia
Desarmar material explosivo pode levar horas, diz polícia de Aurora.
Atirador matou 12 e feriu 40 em sala de cinema no Colorado nesta sexta.
O apartamento do homem suspeito de atirar contra a plateia na estreia do novo filme "Batman" em um cinema lotado no estado americano do Colorado é uma "armadilha" de explosivos, que podem ser detonados se alguém entrar, disse a polícia local nesta sexta-feira (20).
Daniel Oates, chefe de polícia de Aurora, subúrbio de Denver onde ocorreu o crime, disse que os policiais estão tentando descobrir um meio de "desarmar" o material inflamável e explosivo dentro da casa.
"Isso pode durar horas ou dias", disse o policial.
"A cena é bem desagradável. Parece muito sofisticado, como ele armou. Pode ser uma longa espera", disse.
O ataque, ocorrido durante a madrugada em uma sala lotada de cinema de shopping, deixou 12 mortos e 40 feridos, segundo a polícia.
O atirador seria James Holmes, de 24 anos, segundo a TV americana, que cita fontes do FBI (polícia federal dos EUA).
Mas ainda não havia confirmação oficial de sua identidade.
Ele foi preso logo após o ataque, em um estacionamento atrás do cinema, e não reagiu aos policiais, segundo as autoridades.
Questionado, ele afirmou que tinha explosivos em casa.
Obama
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o tiroteio foi uma violência "sem sentido".
Obama adiou compromissos de campanha eleitoral por conta do incidente.
A Casa Branca afirmou que, até agora, não parece que o ataque tenha elo com o terrorismo.
G1
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Criança Segura divulga ranking dos estados campeões em atropelamentos de crianças
Criança pedestre é a principal vítima entre os acidentes de trânsito
O trânsito é responsável pela principal causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil. Do total de lesões que vitimam a criança no trânsito, a maior parte, 38%, corresponde aos atropelamentos. Para entender os dados mais profundamente, gerar alerta para as medidas de prevenção desta lesão e incentivar a adoção de políticas públicas que visem reduzir estes acidentes, a CRIANÇA SEGURA realizou um estudo tendo como base números de mortalidade de 2010, os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde.
Foram 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre. Outras 7.392 foram internadas devido a atropelamentos. Os pequenos são mais vulneráveis a este perigo porque estão expostos às condições de tráfego que superam sua capacidade de percepção do risco.
As idades e sexo das crianças vítimas destes acidentes também foram considerados. As mortes com crianças de 10 a 14 anos representaram 35%, com crianças de 5 a 9 anos 34%, de 1 a 4 anos, 28% e 3% no caso das crianças com menos de 1 ano. Os meninos foram vítimas quase duas vezes mais que as meninas, sendo 65% das mortes por atropelamentos com garotos e 35% envolvendo garotas.
Ranking por regiões e unidades da federação
O estado de Sergipe foi o campeão em mortes de crianças vítimas de atropelamentos, com taxa de 2,88 por cem mil habitantes menores de 15 anos, seguido de Tocantins, com 2,76, Goiás com 2,50, Santa Catarina, com 2,28 e Alagoas, com 2,20. O Amapá apresentou a menor taxa: 0,90. Acre e Roraima não apresentaram registros de mortes por atropelamentos o que pode estar relacionado à uma deficiência na notificação destas lesões.
Crianças são mais vulneráveis aos atropelamentos
Além destas dificuldades, o ambiente em que transitam as crianças apresenta um grande potencial de risco e poucas condições de segurança para os pedestres. Entre outros fatores que causam o atropelamento, está a ausência de uma campanha educativa para motoristas e pedestres, desrespeito aos limites de velocidade, falta de calçadas, sinalização ineficiente, vias e rodovias projetadas sem os devidos cuidados para pedestres e a falta da cultura do respeito às leis. No entanto, a principal causa destes atropelamentos, pode estar relacionada à falta de um adulto com as crianças quando elas estão no trânsito.
Prevenindo os atropelamentos:
Para prevenir este acidente, os responsáveis devem supervisionar sempre até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito. Isto se dá a partir dos 10 anos aproximadamente. Além disso, devem adotar algumas medidas:
- segurar sempre a criança, firme, pelo pulso, enquanto estiverem caminhando na rua;
- não permitir a brincadeira em locais que não são adequados como entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos;
- acompanhar a criança para identificar o caminho mais seguro e ensinar a completá-lo de forma segura e cuidadosa.
Além de dar o bom exemplo, os responsáveis também devem ensinar a criança:
- a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua;
- utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível;
- obedecer aos sinais de trânsito;
- não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;
- nunca correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão;
- esperar que o veículo pare totalmente ao desembarcar do ônibus e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.
Fonte: Criança Segura - 19/07/2012
promenino
Número de mortes por gripe A sobe para 38 neste ano no Rio Grande do Sul
Conforme levantamento divulgado pelo governo estadual nesta quinta, foram notificados 262 casos da doença
Número de mortes por gripe A sobe para 38 neste ano no Rio Grande do Sul
Conforme levantamento divulgado pelo governo estadual nesta quinta, foram notificados 262 casos da doença
Conforme o boletim divulgado nesta quinta-feira pelo site da Secretaria Estadual da Saúde, o Rio Grande do Sul registra 262 casos de gripe A, com 38 mortes. São cinco a mais do que o registrado nos últimos dados divulgados no dia 16 de julho, que mostravam 218 casos com 33 mortes.
Veja mais informações sobre os novos óbitos confirmados:
1 - Mulher de 85 anos, residente em Porto Alegre. Ainda está em investigação a possibilidade de ter feito a vacina. Era cardiopata. Faleceu no dia 13 de julho.
2 - Mulher de 58 anos, residente em Viamão. Não fez vacina e era pneumopata e cardiopata. Faleceu no dia 14 de julho.
3 - Mulher de 51 anos, residente em Ijuí. Não fez vacina e era hipertensa. Faleceu no dia 15 de julho.
4 - Adolescente de 15 anos, residente em Montenegro. Não fez vacina e não apresentava saúde debilitada por doença preexistente. Faleceu no dia 17 de julho.
5 - Homem de 73 anos, residente em Santa Maria. Ainda está em investigação a possibilidade de ter feito a vacina. Era diabético e pneumopata. Faleceu no dia 17 de julho.
Zero Hora
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saúde
Mãe de vítima de bullying agride alunas e professora
Colegas estariam provocando menina de 12 anos
Um suposto caso de bullying que acontecia em um colégio estadual na cidade gaúcha de Pelotas, acabou na delegacia nesta quarta-feira. A mãe da vítima, uma menina de 12 anos, indignou-se com a situação, invadiu a escola e agrediu duas alunas que estariam provocando a sua filha, e também uma professora de Educação Física.
A mãe foi ouvida nesta manhã pela 5º Coordenaria Regional de Educação (CRE). Ela relata que entrou no Colégio Dom João Braga para "tirar satisfações" com a colega de sua filha, a segurou pela roupa e colocou contra a parede. Também conta que a professora Letícia Romano tentou impedir a violência e foi atingida pelo cotovelo, pois a mãe tentava se soltar dela.
A professora registrou boletim de ocorrência na polícia, no qual afirma que a mãe da garota deu um tapa no rosto da aluna. Ao tentar interferir, acabou sendo agredida com um soco na braço direito. Um filho da mulher, que entrou junto no Colégio, teria ofendido Letícia. Ainda segundo a professora, outra aluna também tentou impedir a briga e foi agredida na mão com um "objeto".
A mãe da menina, que está na 6ª série, denuncia que a filha sofria bullying há algum tempo por ser cega de um olho e míope do outro, além de estar acima do peso. Ela estaria passando por constrangimentos e já sofrera tapas e puxões de cabelo. De acordo com o seu relato na delegacia, dois filhos dela entraram junto na escola, mas com a intenção de impedi-la.
A 5ª CRE alega que o caso nunca chegou ao seu conhecimento. Embora a mãe da menina diga que foi cinco vezes ao colégio registrar queixa sobre o bullying, a diretora Laura Machado também afirma que jamais fora avisada do fato.
O coordenador da 5ª CRE, Sírio Almeida, explica que, caso seja constatado que houve omissão da escola, serão tomadas medidas administrativas e pedagógicas para eliminar os atos de violência na instituição. A diretora será ouvida nesta tarde pela coordenadoria.
Jornale
Um suposto caso de bullying que acontecia em um colégio estadual na cidade gaúcha de Pelotas, acabou na delegacia nesta quarta-feira. A mãe da vítima, uma menina de 12 anos, indignou-se com a situação, invadiu a escola e agrediu duas alunas que estariam provocando a sua filha, e também uma professora de Educação Física.
A mãe foi ouvida nesta manhã pela 5º Coordenaria Regional de Educação (CRE). Ela relata que entrou no Colégio Dom João Braga para "tirar satisfações" com a colega de sua filha, a segurou pela roupa e colocou contra a parede. Também conta que a professora Letícia Romano tentou impedir a violência e foi atingida pelo cotovelo, pois a mãe tentava se soltar dela.
A professora registrou boletim de ocorrência na polícia, no qual afirma que a mãe da garota deu um tapa no rosto da aluna. Ao tentar interferir, acabou sendo agredida com um soco na braço direito. Um filho da mulher, que entrou junto no Colégio, teria ofendido Letícia. Ainda segundo a professora, outra aluna também tentou impedir a briga e foi agredida na mão com um "objeto".
A mãe da menina, que está na 6ª série, denuncia que a filha sofria bullying há algum tempo por ser cega de um olho e míope do outro, além de estar acima do peso. Ela estaria passando por constrangimentos e já sofrera tapas e puxões de cabelo. De acordo com o seu relato na delegacia, dois filhos dela entraram junto na escola, mas com a intenção de impedi-la.
A 5ª CRE alega que o caso nunca chegou ao seu conhecimento. Embora a mãe da menina diga que foi cinco vezes ao colégio registrar queixa sobre o bullying, a diretora Laura Machado também afirma que jamais fora avisada do fato.
O coordenador da 5ª CRE, Sírio Almeida, explica que, caso seja constatado que houve omissão da escola, serão tomadas medidas administrativas e pedagógicas para eliminar os atos de violência na instituição. A diretora será ouvida nesta tarde pela coordenadoria.
Jornale
Polícia investiga morte de 30 cães e gatos na Zoonoses de Sorocaba
A Polícia Civil vai investigar a morte de 28 cachorros e dois gatos no Centro de Zoonoses de Sorocaba (a 99 km de São Paulo). Os corpos dos animais foram encontrados embalados em sacos plásticos dentro do freezer do centro na quarta-feira (18), após denúncia de ONGs.
Um dia antes representantes das ONGs estiveram no local e viram os animais vivos, mas ao retornar ontem foram proibidas de entrar.
Eles, então, acionaram a polícia, que entrou no local e encontrou os animais mortos dentro do freezer. Durante a vistoria, nenhum dos funcionários informou o que havia ocorridos com os cães e gatos.
A polícia apreendeu cinco animais --quatro cachorros e um gato-- para passarem por perícia, que deve indicar se eles estavam doentes e precisavam ser sacrificados. Um dos laudos deve ficar pronto em 30 dias, segundo a delegada que investiga o caso, Cássia Almagro Mezzono.
A veterinária responsável pela Zoonoses afirmou à delegada que todos os animais sacrificados estavam doente e alguns tinham suspeita de cinomose, doença contagiosa e grave que ataca vias respiratórias, o aparelho digestivo e o neurológico.
Nos próximos dias a delegada deve ouvir os representantes da ONGs que fizeram a denúncia e a veterinária responsável pelo centro.
Em nota, a Secretaria da Saúde informou que os animais foram avaliados por uma médica veterinária, que constatou "quadro clássico de cinomose, com a indicação de eutanásia e, por esta razão, foram submetidos a este procedimento".
Ela ainda firmou que "a Zoonoses cumpre integralmente todas as normas federais e estaduais que regulamentam a eutanásia".
Folha OnLine
Bebê de 11 meses que morreu afogado dentro de balde é enterrado
“Eu quero o meu bebê de volta!”, disse a avó Dulcinéa Tavares.
Família afirma que foi uma fatalidade e polícia investiga o caso em Realengo
O corpo do bebê Natan Maxwell de Oliveira Tavares, 11 meses, foi sepultado às 15h15 desta quinta-feira (19), no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança morreu afogada dentro de um balde, que estava no banheiro da família, na Favela do Fumacê, em Realengo, também na Zona Oeste.
“Eu quero o meu bebê de volta!”, gritava, aos prantos, Dulcinéa Tavares, 65 anos, avó de Natan. Parentes e amigos rezaram e cantaram, diante do pequeno caixão, pouco antes de sair em direção ao túmulo. Após o enterro, familiares, que não quiseram falar com a imprensa, pediram aos jornalistas que parassem de tirar fotos.
A família afirma que foi uma fatalidade, e que o bebê morreu afogado pela distração da mãe e de dois irmãos dele. A polícia investiga o caso, que está registrado na 33ª DP (Realengo).
De acordo com a polícia, a criança foi encontrada pelo irmão mais velho e levada para o Hospital Albert Schweitzer, também em Realengo, onde chegou morto.
G1
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Trabalho infantil no Brasil caiu entre 2004 e 2009, segundo a OIT
Relatório da Organização Internacional do Trabalho aponta que a proporção de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalham caiu dois pontos
A proporção de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade que trabalham caiu dois pontos porcentuais entre 2004 e 2009 no Brasil. Enquanto 11,8% dos jovens desta faixa etária trabalhavam em 2004, a proporção chegou a 9,8% em 2009. A informação é de relatório "Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um olhar sobre as unidades da Federação", divulgado nesta quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O número de crianças trabalhando diminuiu 1,05 milhão no período analisado, passando de 5,3 milhões para 4,2 milhões.
Leia também: Trabalho infantil ainda atinge 3,4 milhões de crianças em 2010, segundo o IBGE
A maioria (65,8%) das crianças e adolescentes nesta faixa etária que trabalhava em 2009 morava em áreas urbanas, segundo a OIT. Apesar disso, a proporção de crianças e adolescentes que trabalham ainda é maior nas zonas rurais. No caso das crianças entre 5 e 9 anos de idade, 2,7% nas áreas rurais trabalham, ante 0,3% nas cidades. Já entre crianças e adolescentes entre 10 a 17 anos, as proporções eram de 27% na zona rural e 12% no ambiente urbano.
De acordo com a OIT, 66% das crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalham são do sexo masculino. A organização informa ainda que as meninas desta faixa etária não estão completamente representadas no número registrado, principalmente pela informalidade de setores como o trabalho doméstico.
Emprego na juventude
Em 2009, a taxa de desemprego entre os jovens (de 15 a 24 anos de idade) superava o dobro da taxa total de desemprego (de trabalhadores de 16 a 64 anos) - 17,8% dos jovens no País estavam desempregados ante 8,4% de taxa geral. No mesmo ano, 18,4% do total de jovens no País não estudava nem trabalhava, um contingente de 6,2 milhões de pessoas.
Leia também: Trabalho infantil no Brasil caiu entre 2004 e 2009, segundo a OIT
O número de aprendizes (entre 14 e 15 anos), segundo a OIT, vem crescendo no País, passando de 59,3 mil em 2005 para 193 mil em 2010. Apesar disso, o potencial de vagas de aprendizagem no Brasil, segundo cálculos do Observatório do Mercado de Trabalho Nacional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é subaproveitado.
A quantidade mínima de vagas que deveriam ser ocupadas por aprendizes em 2009 era de 1,2 milhão, mas o número de contratados no ano foi de 155 mil (12,7% da demanda potencial). São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que contavam com os maiores efetivos de contratos de aprendizes em 2009, cumpriram só 13,1%, 13,2% e 11,9% das cotas totais, respectivamente.
Agência Estado
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Campo Grande registra 150 casos de violência sexual contra crianças
Dados da polícia representam investigações do primeiro semestre de 2012.
Cidade tem um abrigo especializado no atendimento às vítimas.
A garota de 11 anos, magra e de cabelos lisos, passou aproximadamente 40 dias no Lar Meninas dos Olhos de Deus, que atende vítimas de violência sexual em Campo Grande. Quieta, ajudava a cuidar das crianças menores, penteando cabelos, colocando uniformes de escola e na organização dos quartos. Ela foi levada para a instituição depois que foi estuprada pelo cunhado, um dos 150 casos de abuso de crianças e adolescentes investigados no primeiro semestre deste ano na capital.
A delegada Regina Márcia Rodrigues, titular da delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) não repassou o índice do primeiro semestre do ano passado, mas diz que os dados deste ano já representam um aumento em relação a 2011. Segundo Regina, o mudança de comportamento das pessoas próximas das crianças é um dos motivos para o aumento de denúncias. Antes, muitos não acreditavam no que elas diziam ou não estavam atenta aos sinais: a vítima muda comportamento, fica mais quieta ou agressiva e perde a espontaneidade.
De acordo com a polícia, os 150 boletins de ocorrência são todos casos de violência sexual, abrangendo perturbação da tranquilidade (assédio), prostituição, aliciamento e estupro. São denúncias formalizadas em que ocorrem a instauração de inquérito policial ou termo circunstanciado de ocorrência.
Proximidade
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2011 mostra que a violência sexual é o segundo tipo de violência mais comum contra crianças de 0 a 9 anos e representa 35% dos casos de violência infantil. Em seguida estão os casos de negligência e abandono. Ainda segundo a pesquisa, no ano passado no Brasil foram registradas 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões. O estudo também mostra que, na maioria dos casos, o abusador convive na mesma casa ou próximo da criança.
proximidade foi o caso da menina de 11 anos. A garota foi estuprada pelo cunhado no início do ano e a violência só terminou depois da denúncia da prima. Em maio, a menina foi levada para o abrigo. O local, uma antiga casa com nove cômodos, na região sul de Campo Grande, abriga 11 meninas, todas com histórico de violência sexual.
No fim de junho, a menina saiu da instituição e foi para a casa da prima, a pessoa que havia denunciado o crime à polícia. A parente tornou-se responsável por ela depois que os pais da garota não se interessaram em reaver a guarda da filha.
Abrigo
De acordo com a juíza da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Katy Braun, a instituição Lar Meninas dos Olhos de Deus é a única em Campo Grande especializada em atender crianças vítimas de abuso. A magistrada explica que, após a denúncia, a Vara da Infância, por meio do Conselho Tutelar, decide se a criança ou adolescente será amparado por um abrigo ou se tem condições de continuar no convívio familiar, longe do abusador. “A criança só é retirada da família nos casos em que o agressor está próximo da casa, mas geralmente o agressor é da própria família"
O Lar Meninas dos Olhos de Deus pertence a um projeto mundial e tem 11 sedes no Brasil. Em Campo Grande a casa fundada em 2009 pelo líder religioso Silvano Sena, atende 11 meninas, entre 5 e 17 anos. Atualmente 14 colaboradores entre assistentes sociais, motoristas, psicólogos e cozinheiros trabalham no local. Desde dezembro de 2011, a prefeitura de Campo Grande custeia 60% dos gastos da instituição. O restante do dinheiro é resultado de doações de terceiros.
Reintegração
Mesmo nos casos em que o abuso não é cometido por alguém do convívio familiar, a transferência para o abrigo pode ser considerada necessária depois que é constatado que a criança convive em um ambiente desestruturado. Um exemplo é outra menina de 11 anos que está em processo de reintegração com a família de origem. Ela foi abusada sexualmente por um vizinho da família. A retirada da guarda dos pais aconteceu depois que o Conselho Tutelar recebeu denúncias de que a criança sofria maus-tratos e abandono.
A coordenadora do abrigo, Zuleica Marques, disse que o pai da menina é alcoólatra e usuário de drogas, mas aceitou o tratamento e acompanhamento técnico para poder reaver a guarda da filha. A criança recebe regularmente a visita da mãe. Essa iniciativa faz parte do processo de reintegração familiar, onde a família é avaliada por uma equipe de assistentes sociais que decidirá se a criança voltará para o convívio familiar de origem.
Segundo Zuleica, as meninas chegam ao lar sem referências de respeito e disciplina. “Aqui é uma casa de família mesmo, com valores, disciplina, deveres, conflitos entre as meninas e nós que cuidamos. Elas vão ao médico, dentista, psicólogo”.
A criança que sofreu algum tipo de violência, no primeiro momento, apresenta mais agressividade e resistência à disciplina da casa. Em abril deste ano, duas meninas de 14 anos fugiram enquanto estavam no colégio e não voltaram mais.
A garota magra e de cabelos lisos mostrava-se irritada quando chamavam atenção para alguma obrigação que tinha que cumprir. Apesar da resistência, ajudava nos afazeres e, como todas as outras, participava das brincadeiras do abrigo.
Na hora do almoço sentava-se à mesa e esperava pacientemente pelo início da oração de agradecimento, recitada pela menina de 7 anos, que abaixava o tom da voz a cada frase. Em uníssono, elas dizem: “Senhor Deus, nos Te agradecemos por mais este dia de hoje, Te agradecemos também por este alimento, que nunca deixe falei aqui nesta casa, lar de todos presentes, amém”.
G1
Cidade tem um abrigo especializado no atendimento às vítimas.
A garota de 11 anos, magra e de cabelos lisos, passou aproximadamente 40 dias no Lar Meninas dos Olhos de Deus, que atende vítimas de violência sexual em Campo Grande. Quieta, ajudava a cuidar das crianças menores, penteando cabelos, colocando uniformes de escola e na organização dos quartos. Ela foi levada para a instituição depois que foi estuprada pelo cunhado, um dos 150 casos de abuso de crianças e adolescentes investigados no primeiro semestre deste ano na capital.
A delegada Regina Márcia Rodrigues, titular da delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) não repassou o índice do primeiro semestre do ano passado, mas diz que os dados deste ano já representam um aumento em relação a 2011. Segundo Regina, o mudança de comportamento das pessoas próximas das crianças é um dos motivos para o aumento de denúncias. Antes, muitos não acreditavam no que elas diziam ou não estavam atenta aos sinais: a vítima muda comportamento, fica mais quieta ou agressiva e perde a espontaneidade.
De acordo com a polícia, os 150 boletins de ocorrência são todos casos de violência sexual, abrangendo perturbação da tranquilidade (assédio), prostituição, aliciamento e estupro. São denúncias formalizadas em que ocorrem a instauração de inquérito policial ou termo circunstanciado de ocorrência.
Proximidade
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2011 mostra que a violência sexual é o segundo tipo de violência mais comum contra crianças de 0 a 9 anos e representa 35% dos casos de violência infantil. Em seguida estão os casos de negligência e abandono. Ainda segundo a pesquisa, no ano passado no Brasil foram registradas 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões. O estudo também mostra que, na maioria dos casos, o abusador convive na mesma casa ou próximo da criança.
proximidade foi o caso da menina de 11 anos. A garota foi estuprada pelo cunhado no início do ano e a violência só terminou depois da denúncia da prima. Em maio, a menina foi levada para o abrigo. O local, uma antiga casa com nove cômodos, na região sul de Campo Grande, abriga 11 meninas, todas com histórico de violência sexual.
No fim de junho, a menina saiu da instituição e foi para a casa da prima, a pessoa que havia denunciado o crime à polícia. A parente tornou-se responsável por ela depois que os pais da garota não se interessaram em reaver a guarda da filha.
Abrigo
De acordo com a juíza da Vara da Infância, Juventude e do Idoso, Katy Braun, a instituição Lar Meninas dos Olhos de Deus é a única em Campo Grande especializada em atender crianças vítimas de abuso. A magistrada explica que, após a denúncia, a Vara da Infância, por meio do Conselho Tutelar, decide se a criança ou adolescente será amparado por um abrigo ou se tem condições de continuar no convívio familiar, longe do abusador. “A criança só é retirada da família nos casos em que o agressor está próximo da casa, mas geralmente o agressor é da própria família"
O Lar Meninas dos Olhos de Deus pertence a um projeto mundial e tem 11 sedes no Brasil. Em Campo Grande a casa fundada em 2009 pelo líder religioso Silvano Sena, atende 11 meninas, entre 5 e 17 anos. Atualmente 14 colaboradores entre assistentes sociais, motoristas, psicólogos e cozinheiros trabalham no local. Desde dezembro de 2011, a prefeitura de Campo Grande custeia 60% dos gastos da instituição. O restante do dinheiro é resultado de doações de terceiros.
Reintegração
Mesmo nos casos em que o abuso não é cometido por alguém do convívio familiar, a transferência para o abrigo pode ser considerada necessária depois que é constatado que a criança convive em um ambiente desestruturado. Um exemplo é outra menina de 11 anos que está em processo de reintegração com a família de origem. Ela foi abusada sexualmente por um vizinho da família. A retirada da guarda dos pais aconteceu depois que o Conselho Tutelar recebeu denúncias de que a criança sofria maus-tratos e abandono.
A coordenadora do abrigo, Zuleica Marques, disse que o pai da menina é alcoólatra e usuário de drogas, mas aceitou o tratamento e acompanhamento técnico para poder reaver a guarda da filha. A criança recebe regularmente a visita da mãe. Essa iniciativa faz parte do processo de reintegração familiar, onde a família é avaliada por uma equipe de assistentes sociais que decidirá se a criança voltará para o convívio familiar de origem.
Segundo Zuleica, as meninas chegam ao lar sem referências de respeito e disciplina. “Aqui é uma casa de família mesmo, com valores, disciplina, deveres, conflitos entre as meninas e nós que cuidamos. Elas vão ao médico, dentista, psicólogo”.
A criança que sofreu algum tipo de violência, no primeiro momento, apresenta mais agressividade e resistência à disciplina da casa. Em abril deste ano, duas meninas de 14 anos fugiram enquanto estavam no colégio e não voltaram mais.
A garota magra e de cabelos lisos mostrava-se irritada quando chamavam atenção para alguma obrigação que tinha que cumprir. Apesar da resistência, ajudava nos afazeres e, como todas as outras, participava das brincadeiras do abrigo.
Na hora do almoço sentava-se à mesa e esperava pacientemente pelo início da oração de agradecimento, recitada pela menina de 7 anos, que abaixava o tom da voz a cada frase. Em uníssono, elas dizem: “Senhor Deus, nos Te agradecemos por mais este dia de hoje, Te agradecemos também por este alimento, que nunca deixe falei aqui nesta casa, lar de todos presentes, amém”.
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