sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resgate de garoto de 15 anos em pedreira no Rio Grande do Sul evidencia riscos de danos à saúde de crianças e adolescentes


Por Guilherme Zocchio, da Repórter Brasil para o Promenino

Para João Júlio**, havia mais do que uma pedra no meio do caminho. Eram centenas, no mínimo. Aos 15 anos de idade, o garoto não ia à escola para, assim como o pai, quebrar pedaços de basalto com uma marreta. Juntamente a um grupo de dez homens, ele foi resgatado do regime de trabalho análogo ao de escravo por uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ocorrida no último dia 30 de julho, em uma pedreira situada na zona rural do município de Antônio Prado, a cerca de 180 km ao norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS). João Júlio era o único com menos de 18 anos.

Garoto de 15 anos foi encontrado em condições de escravidão contemporânea numa pedreira no Rio Grande do Sul, o que mostra que além das consequências sociais do trabalho infantil, ele traz danos à saúde de crianças e adolescentes

Segundo os fiscais do MTE, as rochas retiradas do local, de propriedade da empresa Mineração Zulian, seriam utilizadas como paralelepípedos para a pavimentação de ruas e calçadas. O menino era responsável por extrair pedaços do mineral, um tipo atividade que, pelo ambiente insalubre e esforço excessivo, poderia lhe causar graves problemas de saúde.

“Quando a gente fala em saúde, costuma assustar muito mais do que quando falamos somente das consequências sociais do trabalho infantil. Por isso é sempre importante deixarmos claro quais são os riscos”, salienta a coordenadora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) em Caxias do Sul (RS), a enfermeira Ana Maria Mezzomo. Para ela, jovens com menos de 18 anos que ingressam no mundo do trabalho estão em situação muito mais vulnerável do que os adultos. Conforme explica a agente do Cerest, João Júlio estaria principalmente sujeito a desenvolver problemas em seu sistema ósseo, porque se encontra em fase de crescimento.

“Os esforços requeridos por um adolescente não podem ultrapassar a marca de 2,7 kg. No caso do trabalho em uma pedreira, além de ser perigoso e cansativo, com certeza há o risco de desenvolver doenças osteomusculares”, explica a especialista de saúde. De acordo com a enfermeira, a intensidade do serviço desempenhado pelo menino poderia lhe causar deformações na extremidade superior do osso do fêmur, localizado no interior da coxa, ao ponto de até provocar um defeito ortopédico que na medicina é conhecido como “coxa vara”.

A iminência de acidentes no ambiente de trabalho no caso de crianças e adolescentes é maior, conforme explica a coordenadora do Cerest. As atividades na pedreira, além disso, poderiam oferecer riscos aos sistemas respiratório e cardíaco do garoto. “O coração do menino poderia não aguentar o esforço, já que ainda está em fase de desenvolvimento”, afirma. A ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), situação a que todas as vítimas resgatadas na pedreira estavam submetidas, seria um agravante para problemas de respiração, devido à poeira provocada e aos resíduos tóxicos depreendidos da extração mineral.

Danos ao sistema psíquico do menino também seriam possíveis, por causa de traumas, estresse ou outras situações pelas quais o garoto poderia passar enquanto estivesse precocemente em um ambiente da vida adulta. “A exposição excessiva, e em horário inapropriado, ao sol também pode causar problemas de pele a crianças e adolescentes expostos a atividades em ambientes abertos”, acrescenta Ana Maria Mezzomo.

O serviço de extração de pedras está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil (Lista TIP), reconhecida em 2008 pelo Governo Federal. Entre alguns dos problemas de saúdes decorrentes desse tipo de atividade, a Lista TIP indica “queimaduras na pele”, “doenças respiratórias”, “lesões e deformidades osteomusculares” e “comprometimento do desenvolvimento psicomotor”.

Fiscalização

De acordo com o auditor fiscal do MTE, Vanius João Corte, o pai de João Júlio chegou a trabalhar, em um momento anterior, na mesma pedreira em que o menino foi resgatado. No momento do recebimento das verbas rescisórias, ele compareceu com o garoto, que, segundo a fiscalização, não aparentava problemas de saúde. O agente trabalhista diz que, neste ano, foram flagrados outros dois casos de trabalho infantil nos entornos de Caxias do Sul, maior município próximo a Antônio Prado. “É comum o emprego de crianças e adolescentes na região. E a atividade mineral é forte devido ao solo rico em basalto”, comenta.

Na pedreira, o adolescente e os outros nove resgatados de condições análogas às de escravo desempenhavam as atividades sem registro em carteira de trabalho. O empregador no local também não fornecia ao grupo de trabalhadores escravizados as ferramentas para o serviço nem alojamento adequado, instalações sanitárias ou ambiente para preparar e consumir refeições. Por não apresentarem condições mínimas de segurança, as instalações foram interditadas. Ao fim do processo de fiscalização, todos os trabalhadores retornaram a suas casas, custeados pelo empresa responsável pelo caso, a Mineração Zulian.

A reportagem não conseguiu contato com o jovem, algum parente dele ou seu empregador para comentar o caso.

** nome fictício para preservar a identidade da vítima

promenino

A ORGANIZAÇÃO POR TRÁS DOS MÉDICOS

Dra. Carolina Batista, médica, diretora da unidade médica de Médicos Sem Fronteiras Brasil

9 de agosto de 2013 - Desde que o governo brasileiro anunciou a proposta de trazer médicos do exterior para cobrir algumas lacunas do Sistema Único de Saúde, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) vem sendo citada tanto por defensores quanto por críticos da medida. Temos sido também questionados: como conseguimos levar médicos para os rincões da África e oferecer atendimento onde não há qualquer infraestrutura? E como é possível garantir a qualidade do trabalho com equipes de várias nacionalidades?

Médicos Sem Fronteiras é uma organização internacional fundada há mais de 40 anos para levar ajuda médica a pessoas em situação de crise humanitária, como conflitos, epidemias, desastres naturais e outros contextos onde a saúde e a sobrevivência das pessoas se veem ameaçadas e não há capacidade por parte de governos ou outras organizações locais de responder às necessidades. Ao longo desses anos, desenvolvemos protocolos para o manejo de cada doença e criamos kits que contêm os insumos necessários para cada situação, que são despachados rapidamente para qualquer local do mundo. Desenvolvemos processos de gestão, incluindo o controle do estoque e a supervisão das equipes, que asseguram a qualidade dos projetos em qualquer lugar do planeta, quaisquer sejam as nacionalidades dos profissionais envolvidos.

Nossos profissionais passam por um rigoroso processo de seleção. Além do diploma, precisam ter experiência profissional comprovada, motivação humanitária, flexibilidade para trabalhar em contextos difíceis e falar inglês ou francês. Em campo, nossos médicos jamais estão sozinhos. Quando a organização decide atuar em determinado local, enviamos uma equipe internacional multidisciplinar para a região, com médicos, logísticos, farmacêuticos e outros profissionais. Essa equipe é reforçada por profissionais locais, que conhecem o contexto, as comunidades e a língua local, o que é essencial para garantir o êxito das ações.

É claro que enfrentamos desafios. Trabalhar todo o tempo com uma equipe multicultural, usando uma língua que não a sua própria, pode não ser fácil para alguns. Além disso, quando estamos em campo, não dispomos dos equipamentos de última geração e alta tecnologia aos quais teríamos acesso em alguns hospitais dos grandes centros urbanos no Brasil. Ainda assim, somos capazes de diagnosticar e tratar as condições que mais afetam as pessoas naqueles locais, usando ferramentas específicas e adaptadas às necessidades do local. O teste de diagnóstico para malária, por exemplo, uma das três doenças que mais matam na África, pode ser feito em apenas 15 minutos, e o paciente já recebe tratamento imediatamente no caso de resultado positivo. Foi assim que, em 2012, tratamos mais de 1.642.000 pessoas com malária pelo mundo. Pessoas que, de outro modo, teriam suas vidas ameaçadas por uma doença curável.

O que nos motiva a fazer esse trabalho? Como médica, trabalhando há sete anos com MSF e tendo estado em países como Líbia, Somália, Camarões, Bolívia eu acredito que a ajuda humanitária não tem fronteiras. O sofrimento de alguém que está do outro lado do mundo não é menos importante do que o de uma pessoa que está ao meu lado. E quando estou em uma comunidade, sei que nossa presença é determinada simplesmente pelas necessidades de saúde das pessoas. É com base nessa premissa, fundamentada na ética médica e nos princípios humanitários de imparcialidade, neutralidade e independência, que atuamos. É graças a essa convicção que nós, médicos e outros profissionais de Médicos Sem Fronteiras, nos disponibilizamos a ir para regiões remotas, trabalhar sob condições adversas, mas sabendo que teremos disponíveis as ferramentas necessárias para atender nossos pacientes, que receberemos apoio da organização quando precisamos, aprenderemos com colegas de outras áreas e países e voltaremos com a sensação de que, mesmo diante das dificuldades, teremos tido um impacto direto na vida das pessoas, oferecendo o melhor que estava ao nosso alcance.

Médicos Sem Fronteiras

Em depoimento, professor de educação física diz que menino suspeito de matar família era canhoto

Segundo ele, garoto tinha dificuldades para praticar esporte em função de problema de saúde

O professor de educação física de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, relatou, em depoimento nesta sexta-feira (9), no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que o aluno era canhoto. A informação é do presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Arles Gonçalves Júnior, que estava presente durante a oitiva.

A informação é importante porque reforça a tese da polícia de que o jovem era canhoto, o que justificaria a arma usada para matar a família estar na mão esquerda do garoto e o tiro ter sido disparado do lado esquerdo de sua cabeça, o que caracterizaria o suicídio. Familiares haviam contestado a versão da polícia e afirmaram achar que o menino era destro.

Assim como o Ministério Público, a comissão da Ordem também acompanha a apuração do caso, que está sendo feita pelo DHPP. A principal linha de investigação aponta o adolescente como o principal suspeito da morte dos pais — um casal de policiais militares —, da avó e da tia-avó. Os cinco corpos, incluindo o do menino, foram encontrados no começo da noite de segunda-feira (5), dentro de casa, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

De acordo com Arles Gonçalves Júnior, o professor confirmou ainda que Marcelo teria dificuldades para praticar esportes devido à fibrose cística. A doença é congênita, não tem cura e afeta o sistema respiratório.

— O professor de educação física confirmou que ele praticava esporte na escola, mas tinha um pouco de dificuldade em razão do problema do pulmão. Confirmou que ele era canhoto.


Família de policiais militares é encontrada morta e filho é suspeito. Entenda o caso

Gonçalves também acompanhou, nesta sexta-feira, o depoimento de uma familiar, que seria filha de uma das vítimas na chacina.

— Ela falou que visitava a mãe, os parentes e que não tinha nada de anormalidade, nada de estranho no dia.

“Colocação infeliz”

Na quinta-feira (8), o presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-SP esteve presente durante o depoimento do coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar, onde a mãe do menino Marcelo, a cabo Andreia Regina Pesseghini, trabalhava.

Dimas havia declarado, na quarta-feira (7), à Rádio Bandeirantes, que a policial denunciou colegas de trabalho que estariam envolvidos em roubos a caixas eletrônicos.

Na avaliação de Gonçalves, o oficial foi “infeliz na colocação” feita à imprensa.

— A moça era subordinada dele. Às vezes, a gente está emocionado e fala uma coisa que não é bem aquilo que a gente quer dizer. Não se expressa direito. Foi essa a minha impressão.

O representante da OAB destaca que não era atribuição da vítima fazer investigação disciplinar.

— Não existia ameaça contra ela [cabo Andréia], nenhuma investigação que ela participava, porque, investigação disciplinar é feita por oficial da PM. Não é feita por cabo.

Ele acrescenta:

— Não está se escondendo nada. Não é que pediram para ele [coronel Dimas] mudar de opinião. Não é nada disso.

Lisura na investigação

O presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-SP afirma que a investigação do caso está sendo conduzida de "maneira adequada" e toda informação que chega à polícia está sendo verificada.

— A investigação está sendo feita de forma correta, com lisura. Não existe direcionamento para se chegar a um resultado. Está se buscando comprovar o que realmente aconteceu.

R7

Carta publicada no Globo...


Para fazer "a revolução", não precisamos pegar em armas ou acabar com a vida de ninguém. A nossa "arma", são as redes sociais, acredite no poder que nós temos. Basta cada um fazer a sua parte e ampliar. Tá na sua mão. Na nossa mão. Seja bastante coerente.

A Carta publicada no Globo
Tudo tem um começo,... e parte de um princípio!
um dia a casa se "apruma"!



A Carta publicada ontem no Globo Por Gil Cordeiro Dias Ferreira


Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias. Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que NÃO lhe cabe desarmar cidadãos de bem.
Nesse ínterim, proponho que outras questões sejam inseridas no referendo:
· Voto facultativo? SIM!
· Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!
· Reduzir para um terço os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!
· Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!
· Reduzir os 39 Ministérios para 12? SIM!
· Cláusula de bloqueio para partidos nanicos sem voto? SIM!
· Fidelidade partidária absoluta? SIM!
· Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!
· Ampliação do Ficha-limpa? SIM!
· Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!
· Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público (elevando-se para a categoria de crime hediondo? SIM!.
Atualização dos códigos penal e processo penal? SIM!
· Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!
· Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um quinto? SIM!
· Voto em lista fechada? NÃO!
· Financiamento público das campanhas? NÃO!
· Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!
· Maioridade penal aos 16 anos para quem tirar título de eleitor? SIM!

Um BASTA! na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!!!!!!

E mais!!!!

-Reforma Política, já SIM!

- Que os Vereadores , a exemplo de outros países, recebam somente pequena ajuda de custo e que somente disponham, quando pertinente, de um assessor e uma secretária SIM!

-Reduzir drasticamente assessores, verbas e mordomias de deputados e senadores, e que nenhum servidor público (executivo, legislativo e judiciário) aufira ganhos brutos maiores que o salário do Presidente da Republica SIM!

-Limitar salário e quaisquer outros ganhos de servidores públicos (ativos e inativos) ao salário do presidente da república SIM!

-Reforma do Sistema Prisional, criando presídios agroindustriais, de segurança máxima, com jornada de trabalho de 48 horas semanais, para praticantes de crimes hediondos, latrocínio, desvios de recursos públicos, tráfico de drogas e armas. O resultado da produção (vestuário, tijolos, telhas, blocos, etc..) seria destinado a projetos sociais SIM!

-Revisão das correções defasadas dos salários dos aposentados e pensionistas SIM!

-Melhorias imediatas no transporte público, na saúde, na educação e na segurança, reativação da malha ferroviária, redução dos pedágios SIM!

-Reforma Fiscal, imediatamente SIM!

- Cadeia para os corruptos SIM!

"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."



VAMOS VER SE MUDAMOS O BRASIL? ESTÁ EM NOSSAS MÃOS.


Cinco razões para não beber água engarrafada

        Para cada litro de água engarrafada, são utilizados 200 ml de petróleo

Apesar de ser responsável por grandes debates sobre a quantidade ideal para sua ingestão, os benefícios da água para a saúde são inegáveis. Segundo a nutricionista Amélia Duarte, o líquido está presente em 50% a 75% do peso corporal de um adulto e é um dos principais transportadores de nutrientes do nosso corpo e age também como suporte para o bom funcionamento intestinal.

Mas é preciso ficar atento quando os assuntos são as fontes e o armazenamento deste recurso. Há anos, a água engarrafada está na mira de críticos e ambientalistas europeus e norte-americanos. A discussão chegou ao Brasil em 2010, mas não ganhou força, apesar deste produto ser visto por muitos cientistas como um ícone do desperdício, da desigualdade social e também um risco para a saúde.

Conheça cinco motivos para não ingerir água engarrafada:


1. Ingestão de produtos químicos

O biólogo Carlos Lehn alerta que, para cada litro de água engarrafada, é estimada a utilização de 200 ml de petróleo em sua produção, embalagem, transporte e refrigeração. Além disso, um estudo norte-americano revelou que há presença de fertilizantes, produtos farmacêuticos, desinfetantes e outras fórmulas químicas presentes no produto agem de forma negativa no corpo humano.

2. Danos socio-ambientais

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água de boa qualidade, enquanto que uma parcela da população prefere consumir água engarrafada mesmo tendo acesso a água tratada. O consumo excessivo do produto em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta de água para gerações futuras.

Lehn aponta que a produção e distribuição do volume das águas engarrafadas podem gerar mais de 60 mil toneladas de emissões de gases do efeito estufa, o equivalente ao que 13 mil carros geram em um ano.

3. Produção de lixo

Apesar de serem materiais recicláveis, as garrafas utilizadas para o acondicionamento do recurso geralmente não são recicladas, podendo produzir até 1,5 milhões de toneladas desses resíduos por ano. E, para produzir essa quantidade de plástico, são gastos cerca de 47 milhões de litros de óleo.

A cidade de Concord, em Massachusetts (EUA), foi a primeira comunidade dos Estados Unidos a abandonar a utilização das garrafas plásticas de uso único, em 2013. O motivo? Elas não estimulam a reutilização. Em 2010, só nos EUA a estimativa era o descarte de 50 bilhões de embalagens plásticas de água por ano. Menos de 10% são recicladas. "Alguns hábitos antigos, como a sacola de pano e a garrafa de vidro podem representar a solução para alguns de nossos maiores problemas, a exemplo do acúmulo de lixo nas grandes cidades", reforçou o biólogo ao site JorNow.

4. Preço abusivo

O preço da água engarrafada é quase 100 vezes mais alto do que a disponibilizada pelo sistema público. Além disso, o lucro com a venda do produto, que poderia ser investido na melhoria do abastecimento público de água, permanece privatizado.

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O consumo de água em garrafas pode impactar governos
Foto: stvcr

5. Menos atenção aos sistemas públicos

... E se temos água engarrafada para consumir, para que investir em um bom sistema de abastecimento de água público? O crescimento da indústria de água engarrafada pode incentivar a privatização da comercialização do recurso em todo o mundo - o que não seria um bom sinal para qualquer governo.

Eco D

Laudo dos EUA diz que marcas em Isabella Nardoni não são de mãos

As análises foram encomendadas pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Segundo o laudo, marcas no pescoço da menina não foram feitas nem pelo pai, nem pela madrasta


O resultado de um laudo feito nos Estados Unidos pelo Instituto de Engenharia Biomédica da George Washington University concluiu que as marcas no pescoço de Isabella Nardoni, menina morta aos 5 anos em São Paulo, em 2008, não foram feitas por mãos humanas. As análises foram encomendadas pelo criminalista Roberto Podval, que defende o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina.

Os exames feitos pela equipe do professor americano James K. Hahn afirmaram que as marcas no pescoço da menina não foram causadas pelas mãos de Anna Carolina, conforme a acusação do Ministério Público Estadual (MPE), tampouco foram resultado de esganadura feita pelo pai da criança. O laudo diz elas "não são compatíveis com a morfologia das mãos de Anna e de Alexandre", nem foram feitas por mãos humanas.

"Isso foi surpreendente", afirmou Podval. Para fazer as análises, o criminalista fez moldes das mãos dos dois acusados. O estudo da equipe do professor Hahn foi desenvolvido com base nas articulações das mãos e dos dedos. Para mostrar como chegaram a esse resultado, os peritos prepararam um relatório que será trazido por Podval para ser incluído no processo do caso.

Mesmo sabendo que a Justiça dificilmente aceita a análise de provas novas em habeas corpus, é por meio disso que o criminalista pretende tirar o casal da prisão. Normalmente, só depois do trânsito em julgado de um caso – sua decisão judicial final – é que se pode pedir a revisão criminal. Por isso, o casal Nardoni teria de esperar preso. Podval considera que a espera na cadeia depois do surgimento de uma dúvida mais do que razoável de que o casal tenha cometido o crime é algo que a Justiça deve evitar. Por este motivo o criminalista acredita ser possível a libertação.

Crime

O casal Nardoni cumpre pena desde que, em março de 2010, foi condenado pelo 2.º Tribunal do Júri de São Paulo pela morte da garota. O pai recebeu a pena de 31 anos de prisão, enquanto a madrasta, de 26 anos e 8 meses. Ambos recorreram da decisão, mas a Justiça ainda não terminou de analisar seus recursos.

Anna e Alexandre foram condenados por homicídio qualificado – meio cruel, sem dar chance de defesa para a vítima e para assegurar a impunidade de outro crime. De acordo com a acusação, a menina teria sido espancada pela madrasta, que teria tentado sufocá-la. Pensando que ela estava morta, o pai teria cortado com uma tesoura a rede de proteção da janela de um quarto do apartamento do casal, na zona norte de São Paulo. Em seguida, Alexandre teria atirado a menina pela janela. A criança caiu no jardim do prédio.

Para Podval, as marcas no pescoço de Isabella podem ter sido provocadas nessa queda, quando a menina passou por uma pequena palmeira no jardim. "O laudo diz que as marcas não foram causadas por mãos humanas, mas não diz o que as pode ter causado. Ele é inconclusivo nesse ponto. Mas acredito que elas podem ter sido causadas na queda", afirmou o criminalista.

O defensor do casal está nos Estados Unidos para retirar o resultado dos exames. Ele deve se reunir ainda nesta semana com a equipe do professor Hahn, em Washington. O retorno ao Brasil está marcado para a próxima semana. "Vamos preparar o recurso. Sempre acreditei na inocência de meus clientes."

EK


Época

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Menino suspeito de matar família sabia atirar e dirigir, diz testemunha à polícia

Testemunha disse, em depoimento, que garoto aprendeu a usar a arma com o pai

Um soldado da Polícia Militar, amigo dos policiais militares Luis Eduardo e Andreia Pesseghini, disse que o filho do casal, Marcelo Eduardo, de 13 anos, sabia atirar e dirigir, de acordo com o delegado Itagiba Vieira Franco. A testemunha prestou depoimento nesta quinta-feira (8), no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

— Ele falou que ele [Marcelo] sabia atirar porque foi ensinado pelo pai e a dirigir porque foi ensinado pela mãe.

Apesar de a testemunha não especificar com qual tipo de arma o garoto teria sido ensinado, o delegado diz acreditar que ele sabia manusear a pistola .40 usada nos assassinatos.

Familiares das vítimas dizem desconhecer e até negam o fato de o garoto ter sido ensinado a atirar e a dirigir. O soldado foi a primeira testemunha ouvida pela polícia que apresentou essa versão.

R7

Após enfrentar obstáculos, MSF utiliza, pela primeira vez, a vacina pneumocócica no Sudão do Sul

8 de agosto de 2013 - À medida que dá início à vacinação contra a pneumonia no campo de refugiados de Yida, no Sudão do Sul, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que a comunidade internacional envolvida com vacinação está negligenciando a implementação de novas vacinas para crianças afetadas por crises.

Enquanto planejava imunizar crianças contra doenças pneumocócicas no campo de Yida, MSF enfrentou diversas barreiras na tentativa de adquirir vacinas mais novas a preços acessíveis e se viu obrigada a lidar com políticas burocráticas que excluem as necessidades das populações afetadas por conflitos.

“Crianças refugiadas são extremamente vulneráveis a doenças que podem ser prevenidas por vacinas. Por que continuamos a ouvir de farmacêuticas, organizações e financiadores envolvidos com a vacinação que essas crianças não são problema deles?”, pergunta Kate Elder, especialista em vacina da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “Devíamos estar fazendo todos os esforços para que crianças refugiadas fossem beneficiadas pelas vacinas mais recentes, ao invés de as deixarmos definharem em um ponto cego da comunidade global.”

As vacinas mais novas foram primeiramente introduzidas nos países pobres com o suporte da Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (GAVI), mas a iniciativa não cobre a vacinação de refugiados e pessoas afetadas por crises, deixando de atender imensas necessidades. Além disso, os descontos negociados pela GAVI não são sistematicamente disponibilizados para organizações humanitárias que atuam em contextos de crise. Apesar dos pedidos feitos aos envolvidos, inclusive às farmacêuticas Pfizer e GlaxoSmithKline (GSK), produtoras dessas novas vacinas, e à GAVI, um preço baixo global para organizações humanitárias como MSF não foi estabelecido.

Refugiados sudaneses começaram a cruzar a fronteira rumo ao Sudão do Sul em junho de 2011, quando irrompeu o conflito entre o governo de Cartum e os rebeldes do Movimento Popular de Libertação do Sudão do Norte (SPLM-N), no estado de Kordofan do Sul, no Sudão. No auge da crise no campo de Yida, em meados no ano passado, foram reportadas altas taxas de mortalidade entre crianças admitidas no hospital de MSF com infecções do trato respiratório, como a pneumonia, uma das principais causas de morte. As condições dos campos de refugiados tornam as crianças particularmente vulneráveis ao pneumococo, bactéria que mais causa a pneumonia, assim como a superlotação e a exposição a múltiplas estirpes da bactéria podem elevar ainda mais os riscos.

“A situação em Yida no ano passado foi dolorosa, com crianças morrendo de doenças que poderiam ter sido prevenidas por vacinas”, afirma Audrey Landmann, coordenadora de projeto de MSF em Yida no período.

MSF determinou que a vacina pneumocócica conjugada (PCV) poderia resultar em uma substancial redução da mortalidade em Yida. Esta é uma das primeiras vezes que a PCV está sendo usada em um campo de refugiados; e é a primeira utilização no Sudão do Sul.

MSF vinha trabalhando desde setembro de 2012 para conseguir PCV para usar no campo de Yida, mas tem enfrentado atrasos relacionados à lenta negociação e às restrições legais para a aquisição. As companhias fabricantes das vacinas propuseram uma doação, mas MSF evita doações porque procura uma solução sustentável para o problema, para que possa agir prontamente em contextos similares. A organização eventualmente conseguiu adquirir a vacina a um preço reduzido da GSK, mas, devido aos atrasos, a vacinação planejada foi postergada e está sendo realizada agora, em meio à estação das chuvas, o que representa um desafio em termos de logística.

“Tentamos há mais de dois anos encontrar uma solução para o acesso regular e a baixos custos às vacinas recentes, para que possamos agir rapidamente quando necessário, mas ainda não encontramos solução para o caso dos refugiados”, conta o Dr. Greg Elder, Diretor-adjunto de Operações de MSF em Paris. “Precisamos que as companhias farmacêuticas e a GAVI ofereçam o menor preço global para organizações humanitárias. Nós podemos salvar vidas de crianças em meio a crises; apenas nos deixem fazê-lo”.

O Brasil está ligado à GAVI, já que prometeu contribuir com 20 milhões de dólares. O repasse seria escalonado, de 2013 a 2031.

Presente em Yida desde outubro de 2011, MSF atualmente mantém um centro de saúde primária (média de 10 mil consultas por mês), um hospital de 60 leitos, uma unidade de tratamento para desnutrição e equipes médicas móveis que trabalham por todo o acampamento. A organização também está envolvida com o suprimento de água e a construção de latrinas. De maio de 2012 a maio de 2013, MSF tratou cerca de 3 mil crianças severamente desnutridas em Yida.

MSF atua na região que hoje constitui a República do Sudão do Sul desde 1983. A organização está trabalhando em seis dos dez estados do país, respondendo a emergências, como o deslocamento de pessoas em grande escala, influxos de refugiados, crises de desnutrição e surtos de malária e calazar, além de oferecer serviços de saúde básicos e especializados.

Médicos Sem Fronteira

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aniversário Lei Maria da Penha – Delegacia da Mulher de Itabira promove blitz contra a violência doméstica

A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Itabira (DEAM), promoverá na manhã desta quarta-feira (07), no Centro da cidade, uma blitz educativa alusiva ao sétimo aniversário da Lei Maria da Penha.

O evento terá concentração das 9h30 às 10h30 na esquina da Avenida João Pinheiro com a Rua São José, ao lado da loja Magazine Luíza e terá as presenças de vereadores como Marcela Cristina Lopes da Silva (PR), além da delegada Amanda Machado Celestino.

Durante o evento serão distribuídos material de orientação a população, além de laços brancos simbolizando a paz.

Violência contra a Mulher – Itabira já resgistrou 115 casos de estupro e lesão corporal em 2013

Itabira já conta com Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher

Segundo dados do instituto Data/Senado no primeiro trimestre de 2013 foram registrados em Itabira 115 casos de estupro e lesão corporal, contra 87 registrados no mesmo período em 2012. “A polícia tem agido com eficiência nesses casos. Deitadas em casa, em cima de suas camas, às mulheres não conseguirão resolver esses problemas. Em casos de violência, elas devem procurar a Polícia Civil”, alertou a delegada.

Para denúncias, a delegacia atende pelo número 181 (disk denúncia), e através também do telefone (31)3831-0585.

Via Comercial

Polícia localiza luvas no carro da família de PMs mortos


A polícia localizou no Corsa da família Pesseghini um par de luvas que pode ter sido utilizado na morte de cinco pessoas da mesma família na Brasilândia, na zona norte de São Paulo.

Para a polícia, o adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, matou a família e depois cometeu suicídio. Nas mãos do jovem a polícia não encontrou pólvora e, por esse motivo, as luvas serão periciadas.

Segundo a polícia, o fato de não haver vestígios do armamento não é incomum, pois a pistola.40 utilizada no crime costuma não deixar vestígios. Canhoto, Marcelo tinha na mão esquerda a pistola utilizada pela mãe, a cabo da PM Andreia Regina Pesseghini, 36. Policiais afirmaram que a arma requer iniciação, pois seu manuseio não é simples.

No crime, ocorrido entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira (5), foram mortos com tiros na cabeça a cabo Andreia, o pai do menino, Luis Marcelo Pesseghini, 40, sargento da Rota, a avó materna de Marcelo, Benedita Bovo, 65, e a tia-avó dele Bernadete Silva, 55.

CARRO


De acordo com a polícia, um dos indícios de que o menino cometeu o crime é que a chave do carro da família foi localizada no bolso da roupa do adolescente.

Imagens de câmeras da região mostram o carro da família foi estacionado perto do colégio onde o menino estudava por volta da 1h15 de segunda-feira. Por volta das 6h30, ele desce do carro, coloca uma mochila nas costas e segue em direção à escola.

Na mochila do garoto foi encontrado um revólver calibre 32 sem munição e, no seu quarto, haviam várias armas de brinquedo. O menino frequentou a escola normalmente na segunda e voltou para casa de carona com o pai de um colega. Para a polícia, ele se matou na sequência.

Inicialmente, a polícia suspeitava que o crime havia sido retaliação à prisão de integrantes de uma facção criminosa. Após perícia, depoimentos e imagens de câmeras, praticamente descartou a hipótese.

A nova versão ganhou força após o melhor amigo de Marcelo afirmar à polícia que, em diversas ocasiões, ele havia lhe dito que planejava matar a família e fugir.

"Esse amigo nos disse: 'Ele sempre me chamou para fugir de casa para ser um matador de aluguel. Ele tinha o plano de matar os pais durante a noite, quando ninguém soubesse, e fugir com o carro dos pais e morar em um local abandonado'", afirmou o delegado Itagiba Franco.

Familiares contestam a versão da polícia que coloca o menino como o principal autor da chacina. Marcelo Eduardo foi descrito por professores como bom aluno e, pela polícia, como "apaixonado por armas".

Marcelo tinha diabetes e fibrose cística, doença degenerativa sem cura que pode levar a infecções, problemas digestivos e morte na idade adulta -mas nenhuma alteração psiquiátrica. Ele já havia reclamado da doença a professores e colegas.

Folha Online

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