terça-feira, 10 de setembro de 2013

Menina de oito anos morre no Iêmen em lua de mel com marido de 40

Uma criança de oito anos morreu no último sábado (07/09) no Iêmen após a lua de mel com o marido de 40 anos, informaram nesta segunda-feira (09/09) as agências dpa e AFP. Segundo os médicos, a menina morreu com ferimentos internos no útero.

A jovem, chamada Rawan, foi vendida pelo padrasto para um saudita por cerca de R$ 6 mil, segundo o jornal alemão Der Tagesspiegel. A morte aconteceu na área tribal de Hardh, na fronteira com a Arábia Saudita.

Ativistas de direitos humanos pressionam para que o saudita e a família da menina sejam responsabilizados pela morte. "Após este caso horrível, repetimos nossa exigência para uma lei que restrinja o casamento para maiores de 18 anos", afirmou um membro do Centro Iemenita de Direitos Humanos para a dpa.

Em 2010, outra garota de 13 anos já havia morrido com sangramentos internos cinco dias após o casamento (forçado), de acordo com outra organização de direitos humanos que atua na região.

Há quatro anos, uma lei tentou colocar a idade mínima de 17 anos para o casamento. No entanto, ela foi rejeitada por parlamentares conservadores, que a classificaram de "não islâmica".

Fonte: Opera Mundi


Geledés Instituto da Mulher Negra

Violência crua, um flagrante de trabalho infantil em matadouro

Crianças de 12 anos trabalham com facas afiadas no corte de bois no interior do Rio Grande do Norte. Banalização da violência afeta desenvolvimento, alertam especialistas

Texto e fotos por Daniel Santini, da Repórter Brasil, especial para o Promenino

Atenção: texto e imagens fortes a seguir


Enviado a Lagoa de Pedras (RN) - O boi branco está amarrado pela perna esquerda, com uma corda atada a uma cerca de madeira. São doze homens dentro do matadouro municipal de Lagoa de Pedras, município do interior do Rio Grande do Norte com população estimada em 7.372 pessoas e rebanho de 5.100 bovinos. Duas crianças esperam, trepadas na cerca. O boi hesita. Um dos homens levanta uma marreta e, sem pestanejar, desce ela com toda força na direção da testa do animal.

Uma fração de segundo, o boi desvia a cabeça, a pancada passa a milímetros do seu olho direito. O lugar cheira a sangue e merda. Um dos meninos sorri. Os homens gritam, o boi gira, desesperado, preso à corda. A segunda marretada é precisa. O boi branco cai, tendo espasmos, tentando coices inúteis, morre devagar. O corpo é arrastado para fora, outro boi é trazido para dentro do galpão aberto, sem paredes, sem nenhuma estrutura. Homens jogam água no chão de cimento onde ficou sangue, há mofo na mureta que limita o espaço, o ferro que segura as telhas está todo enferrujado.

Do lado de fora, onde há mais espaço para trabalhar, outros dois meninos de 12 anos com facas pontiagudas e afiadas estão debruçados sobre outro boi recém-morto. Praticamente um em cada três habitantes de Lagoa de Pedras tem menos de 15 anos. Em 2010, a mortalidade infantil do município era de 29,6 para cada mil nascidos vivos, média bem acima da nacional (19,7) e da estadual (16,7). A atividade em matadouros está entre as Piores Formas de Trabalho Infantil estabelecidas pela Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Assim como os adultos, as duas crianças trabalham de chinelos, ficando descalças em diversos momentos para andar sobre a carne, com o cuidado de se equilibrar para não fazer os órgãos internos romperem.

Apenas um dos trabalhadores usa botas de plástico. Não há nenhum outro equipamento de proteção. Os meninos hesitam ao verem a chegada da equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. A auditora fiscal do trabalho Marinalva Cardoso Dantas, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador, para ao lado dos dois. Ao seu lado, a auditora fiscal Virna Soraya Damasceno olha com dificuldade para a cena crua, vermelha. A carne, mesmo com o animal morto, ainda se mexe. São breves espasmos dos músculos, agora já descobertos, sem pele. O pai de uma das crianças, depois de cumprimentar a todos educadamente, dá um grito para um dos meninos. “Vai ficar aí parado? Não tem de ter vergonha, você está trabalhando, não na rua roubando!”.

O mais magricelo volta a se debruçar e trabalhar, e fica praticamente dentro da barriga do boi. O outro ainda titubeia por alguns momentos, antes de abaixar e ajudar o colega. Nenhum dos outros garotos que estavam esperando o outro boi ser morto se aproxima enquanto a fiscalização está presente.

A auditora Marinalva Dantas registra a situação com uma câmara fotográfica, identifica as crianças e conversa com elas. As informações servirão de base para um relatório a ser entregue ao Conselho Tutelar da cidade e para a cobrança de providências da Prefeitura em relação às condições de trabalho no matadouro municipal. A estratégia de autuar e responsabilizar o poder público é a mesma utilizada em ações em outros matadouros públicos e em feiras livres em outras das cidades da caatinga onde o emprego de crianças em tarefas pesadas insalubres é cotidiano, comum.

Em um contexto grave de pobreza e miséria, responsabilizar as famílias pura e simplesmente não basta, explica a auditora. Adultos e crianças trabalham nos abatedouros por comida. Os meninos costumam receber, em troca da limpeza do “fato” do boi, como são chamadas as entranhas do animal, miúdos e tripas de menor valor.

Também é difícil responsabilizar quem se beneficia economicamente do sistema estabelecido. Em Lagoa de Pedras, os bois costumam ser levados ao abatedouro por pequenos produtores locais e são abatidos no domingo, na véspera da feira livre local, onde a carne é vendida, muitas vezes, também por meninos. A cidade é uma das mais carentes do país. Com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0.553 (em um critério que vai de 0 a 1), Lagoa de Pedras ocupava em 2010 a 5.150ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros.

Banalização


O trabalho infantil é tido como algo normal na região. Fiscalizar a prática não é tarefa fácil e há até quem hostilize os auditores. É fácil ouvir os adultos defenderem, mesmo dentro dos matadouros, que criança tem de trabalhar “para não virar vagabundo”, “para não se envolver com droga” e “para aprender uma profissão”, só para citar alguns dos argumentos repetidos a esmo.

A psicóloga infantil Christiane Sanches, do Centro de Referência às Vítimas da Violência, do Instituto Sedes Sapientiae de São
Paulo, alerta, no entanto, que crianças vítimas de trabalho infantil estão mais sujeitas a problemas, em especial as que se deparam com realidades cruas como a do abate de animais. “Quando a criança se depara diretamente com uma situação de extrema violência, ela rompe uma fase de desenvolvimento. A fantasia é importante, é uma forma de a criança se relacionar com a realidade”, explica, ressaltando que brincar e imaginar são atividades fundamentais para a formação de adultos responsáveis, capazes de manter boas relações sociais, relações afetivas e independência.

Nos abatedouros, a banalização da morte é marcada por episódios de crueldade e o trabalho envolve ações violentas. Entre as atividades que os garotos cumprem estão arrancar toda a pele do animal recém-morto puxando aos poucos e separando o couro com breves golpes e cortar a cabeça e as patas. A noção do que é vida e morte se dilui na mesma medida que o sangue se espalha pelas mãos, pés e pernas desnudas de moleques magrelos. A auditora fiscal Marinalva Dantas conta que em uma das ações flagrou crianças “brincando” de espetar um boi ainda vivo com lâminas.

Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, a psicóloga Christiane Sanches explica que a frieza e falta de sensibilidade podem ser mecanismos de defesa de crianças que tiveram contato com eventos de extrema agressividade. “A família tem de ter a preocupação em relação a uma profissão, mas dentro de uma faixa de desenvolvimento adequada. É preciso respeitar etapas. O trabalho infantil é uma ruptura do que se espera de determinadas fases. Quanto menor a faixa etária, mais grave a situação”, alerta, destacando que o fato de a atividade ser considerada normal pela comunidade agrava a situação. “Ao fazer o corte, a criança está seguindo o modelo da família, está exercendo um papel dentro da sociedade. Se não aceitar, está excluída, o que provoca desamparo emocional. Não trabalhar vira uma vergonha”, diz.

Estômago aberto, sangue e fezes

Em um canto do abatedouro, um dos cachorros que ronda o local aproxima-se de um pedaço de carne crua sangrando. Com uma machadinha na mão, um dos adultos que trabalha quebrando os ossos da base do peito de um boi morto para ao perceber o avanço, gira o instrumento e dá um golpe com o cabo. O animal dá um ganido, late e se afasta rápido, a tempo de evitar a pancada. A dois passos, outro trabalhador carrega o intestino de um boi.

Ele faz furos com o facão para o ar sair e a pele não romper ao ser erguida, leva com cuidado o órgão até o fundo do terreno e, com um golpe seco, abre o intestino. A merda escorre em um canal aberto junto com sangue e outros dejetos. Um tanto se espalha no chão, o homem caminha descalço sobre a sujeira. O cheiro é insuportável. A menos de dois passos, os garotos trabalham no boi, terminando de separar os pedaços de carne. “A gente se corta às vezes. Eu já fiquei com o pé todo em carne viva”, conta um dos trabalhadores adultos, puxando e ajeitando um pedaço de carne com a faca. “Trabalho com isso desde que eu tinha 9 anos. Aqui todo mundo é assim. E trabalho para viver. Melhor do que roubar, né?”, conta.

Por si só, as condições de trabalho em abatedouros e empresas de processamento de carne já são consideradas problemáticas. Em 2011, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPAS), ocorreram 19.453 acidentes de trabalho e 32 mortes envolvendo o setor. Os problemas levaram o Ministério do Trabalho e Emprego a estabelecer em abril de 2013 a Norma Regulamentadora nº 36, que, entre outras medidas, determina adequação e organização de postos de trabalho.

Em Lagoa de Pedra, crianças e adultos que trabalham no matadouro ostentam cortes abertos, marcas de acidentes leves ou profundos. “Trabalhadores com lesões e feridas nas mãos devem ser afastados da função e evitar o contato direto com a carne, uma vez que isso pode facilitar tanto a contaminação da carne que está sendo manipulada como a infecção do trabalhador”, explica a bióloga e veterinária Isabel Cristina Lopes Dias, mestre em Saúde e Ambiente.

“A desproteção desses trabalhadores e o contato direto e/ou indireto com animais e/ou suas secreções são situações críticas de exposição e transmissão de microrganismos zoonóticos. As crianças estão mais vulneráveis tanto às doenças quanto aos acidentes, pois precisam realizar tarefas e manusear instrumentos desconexos de sua capacidade física e psicológica, justamente em uma fase em que são mais imaturas e ingênuas.”

promenino

"Nada nos chamou a atenção", diz gerente de restaurante que Champignon frequentou antes de morrer


Músico e a mulher jantaram com um casal de amigos na véspera da morte de Champignon

Champignon, ex-baixista do Charlie Brown Jr, foi encontrado morto nesta segunda-feira (9), em seu apartamento no bairro do Morumbi, em São Paulo. Antes do ocorrido, o músico e sua mulher, Claudia Bossle Campos, saíram com amigos para jantar em um restaurante japonês no domingo (8). Segundo a gerente do estabelecimento, os funcionários não presenciaram nenhuma briga na mesa do casal por conta do movimento no local.

— Os funcionários só registram o pedido e entregam, então não tenho como falar, mas não aconteceu nada que nos chamasse a atenção. O restaurante estava muito lotado e minha memória não gravou.

Fãs vão ao IML de São Paulo se despedir de Champignon
... A delegada Milena Suegama, responsável pelo caso, afirma que a mulher do músico disse em depoimento que os dois discutiram durante o jantar em um restaurante japonês e que, por isso, subiram em silêncio no elevador.

De acordo com o boletim de ocorrência feito sobre o caso, o músico havia tomado duas garrafas de saquê no restaurante.

Entenda o caso

A delegada revelou à reportagem do Hoje em Dia, da Record, que foram encontradas duas marcas de tiros no ambiente que o baixista usava como escritório e estúdio. Um disparo estava no chão, como se o músico tivesse testado a arma. O outro foi o tiro fatal na cabeça.

Os tiros no apartamento foram feitos com uma pistola .380. Além desta arma, o músico teria uma espingarda calibre 12 em casa.

Champignon tinha 35 anos e teve uma carreira consolidada como baixista do Charlie Brown Jr. O músico também teve passagens pelas extintas bandas Revolucionnarios e Nove Mil Anjos. A morte de Champignon acontece seis meses depois do falecimento de Chorão, seu parceiro musical por décadas. Chorão morreu em 6 de março deste ano por overdose de cocaína.

R7

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cientistas conseguem desenvolver cérebro de ratos com síndrome de Down

Cientistas americanos descobriram uma forma de reverter a síndrome de Down em ratos de laboratório recém-nascidos, injetando um composto experimental que faz com que o cérebro cresça normalmente.

Embora o estudo, publicado no periódico Science Translational Medicine, não ofereça vínculo direto a um tratamento em humanos, os cientistas são esperançosos de que algum dia possa oferecer um caminho para futuras descobertas.

Não há cura para a síndrome de Down, que é provocada pela presença de um cromossomo excedente, que produz cópias extras de mais de 300 genes, causando problemas intelectuais, traços faciais característicos e às vezes outros problemas de saúde.

A equipe da Universidade Johns Hopkins usou ratos de laboratório que foram geneticamente modificados para ter cópias extras de cerca de metade dos genes encontrados no cromossomo humano 21, provocando condições similares à da síndrome de Down - entre elas, cérebro menor e dificuldade em aprender como se mover em um labirinto.

No dia em que os ratos nasceram, os cientistas injetaram neles uma pequena molécula, conhecida com o nome de agonista da via Sonic Hedgehog.

O composto, cuja segurança para uso em humanos não foi testada, foi concebido para estimular o crescimento normal do cérebro e do corpo através do gene denominado SHH.

O gene dá instruções para produzir uma proteína denominada Sonic Hedgehog, que é essencial para o desenvolvimento.

"Funciona lindamente", disse o autor do estudo, Roger Reeves, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

"A maioria das pessoas com síndrome de Down tem um cerebelo com cerca de 60% do tamanho normal", afirmou.

"Nós conseguimos normalizar completamente o crescimento do cerebelo até a idade adulta com esta injeção única", acrescentou.

A injeção também produziu benefícios inesperados no aprendizado e na memória, normalmente vinculados a uma parte diferente do cérebro conhecida como hipocampo.

Os cientistas descobriram que os ratos tratados se saíram tão bem quanto os normais em um teste no qual precisavam localizar uma plataforma no meio de uma piscina.

No entanto, ajustar o tratamento para uso em humanos seria complicado, pois alterar o crescimento do cérebro poderia ter consequências indesejáveis, como provocar câncer, por exemplo.

"A síndrome de Down é muito complexa, e ninguém pensa em uma panaceia que normalize essa condição", disse. "Será necessário adotar abordagens múltiplas", acrescentou.

UOL Notícias

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brasil conquista cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Este foi o melhor desempenho do país na competição
Estudantes participaram de disputa na Grécia


RIO - A equipe brasileira conquistou duas medalhas de prata e três de bronze na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), disputada em Vólos, na Grécia. Este foi o melhor desempenho do país na competição, que terminou neste domingo (4).

Os medalhistas de prata foram Daniel Mitsutani (São Paulo) e Luís Fernando Valle (Guarulhos). E os bronzes ficaram com Fábio Kenji Arai (São Paulo), Allan dos Santos Costa (Bauru) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife). Os líderes foram os professores Eugênio Reis (Museu de Astronomia e Ciências Afins, MAST) e Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos, UFSCar).

Fábio, Larissa e Luís Fernando já são veteranos em torneios de conhecimento no exterior. Na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), do ano passado, na Colômbia, as duas estudantes foram prata. Já Arai levou a menção honrosa na última IOAA, sediada no Brasil, em 2012.
Antes de embarcarem para a Grécia, os estudantes tiveram dois treinamentos intensivos com professores e astrônomos na cidade de Passa Quatro (MG). O programa foi dividido em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com instrumentos e de maneira panorâmica, a olho nu. A equipe aprendeu a fazer análises de dados astronômicos e lidar com ferramentas estatísticas, como, por exemplo, média, desvio padrão, média ponderada e propagação de erros, além de trigonometria esférica.

Os jovens também contaram com um planetário móvel cedido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para que se familiarizassem com as constelações do Hemisfério Norte, por meio de projeção. Também aprenderam a montar e a manusear um telescópio equatorial do mesmo modelo que teriam que lidar na Grécia e fizeram simulados das provas, incluindo as das competições passadas e tiveram lições de ciências espaciais.
Segundo o professor João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o resultado vem da soma dos esforços dos alunos participantes e dos professores que contribuíram para oferecer treinamento e incentivo aos jovens.

- As medalhas também mostram nossa evolução em eventos de conhecimento no exterior e a necessidade de mais investimentos na educação para que o país possa se destacar cada vez mais no campo científico - disse.

Canalle também chama atenção sobre como a iniciativa motiva os estudantes a despertarem o interesse pela astronomia.
- Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. As olimpíadas científicas surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em astrofísica - explica.

O GLOBO

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Presidência da República - Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI No 8.971, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994.

Regula o direito dos companheiros a alimentos e à sucessão.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º A companheira comprovada de um homem solteiro, separado judicialmente, divorciado ou viúvo, que com ele viva há mais de cinco anos, ou dele tenha prole, poderá valer-se do disposto na Lei nº 5.478, de 25 de julho de 1968, enquanto não constituir nova união e desde que prove a necessidade.

Parágrafo único. Igual direito e nas mesmas condições é reconhecido ao companheiro de mulher solteira, separada judicialmente, divorciada ou viúva.

Art. 2º As pessoas referidas no artigo anterior participarão da sucessão do(a) companheiro(a) nas seguintes condições:

I - o(a) companheiro(a) sobrevivente terá direito enquanto não constituir nova união, ao usufruto de quarta parte dos bens do de cujos, se houver filhos ou comuns;

II - o(a) companheiro(a) sobrevivente terá direito, enquanto não constituir nova união, ao usufruto da metade dos bens do de cujos, se não houver filhos, embora sobrevivam ascendentes;

III - na falta de descendentes e de ascendentes, o(a) companheiro(a) sobrevivente terá direito à totalidade da herança.

Art. 3º Quando os bens deixados pelo(a) autor(a) da herança resultarem de atividade em que haja colaboração do(a) companheiro, terá o sobrevivente direito à metade dos bens.

Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 29 de dezembro de 1994; 173º da Independência e 106º da República.

ITAMAR FRANCO
Alexandre de Paula Dupeyrat Martins

Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.12.1994

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Confrontos violentos entre residentes dos dois distritos mais carentes do país estão sujeitando pessoas comuns ao fogo cruzado. Equipes de MSF estão oferecendo serviços médicos a pessoas nos dois lados da linha de frente dos confrontos

29 de agosto de 2013 - A Rua Síria, na cidade libanesa de Trípoli, no norte do país, é palco principal de um conflito violento entre dois bairros. De um lado da rua fica Jabal Mohsen, bairro alauíta onde vivem cerca de 60 mil pessoas amontoadas em uma área de 2,5 km2; do outro, está Bab al-Tabbaneh, endereço da maioria muçulmana sunita e um dos distritos mais pobres do país.

Muitas das lojas, de ambos os lados da rua, estão danificadas, revelando as cicatrizes de um conflito que se arrasta há décadas. Mas nos últimos dois anos, a violência entre os bairros rivais se intensificou dramaticamente, reverberando a guerra na vizinha Síria.

Quando os confrontos são retomados, resultando, frequentemente, em um alto número de vítimas, habitantes de ambos os lados ficam encurralados em uma área que é, essencialmente, uma zona de guerra. Durante o último rompante da violência, em maio de 2013, ao menos 35 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas. Desde que o conflito sírio emergiu, em março de 2011, mais de 190 pessoas foram mortas e 1.200 feridas nos confrontos entre os dois bairros.

Apesar de suas diferenças sectárias, as duas comunidades são semelhantes em termos de pobreza, superlotação e enormes necessidades relacionadas a cuidados de saúde, exacerbadas pela recente chegada de um grande número de refugiados sírios.

“Ambos os bairros compartilham dos mesmos baixos indicadores econômicos, com cerca de 80% da população vivendo com menos de US$ 4 por dia, acesso restrito a cuidados de saúde a preços razoáveis e sem seguro de saúde”, conta Sébastien Vidal, coordenador de projeto de MSF em Trípoli. “A situação foi exacerbada com o influxo massivo de refugiados sírios no último ano, um fardo para as comunidades que os receberam já em estado de vulnerabilidade.”

Jabal Mohsen: cuidados de saúde básicos e estabilização dos feridos
Jabal Mohsen é um assentamento na encosta da montanha densamente povoado, com vista para a cidade de Trípoli. Durante os confrontos, lojas e escolas fecham e muitos habitantes deixam de ir trabalhar, enquanto tanques do exército libanês bloqueiam a Rua Síria, na tentativa de estabelecer a paz por meio da separação física dos dois bairros.

Com todos os caminhos bloqueados, entrar e sair de Jabal Mohsen torna-se praticamente impossível. As pessoas da região enfrentam enormes dificuldades para acessar cuidados básicos de saúde e não têm escolha, a não ser tentar cruzar a linha de frente de batalha para buscar assistência médica.

“Não há hospitais aqui”, afirma Vidal. “Uma mulher em trabalho de parto ou um paciente com necessidade de cuidados médicos de emergência só podem chegar ao hospital mais próximo, no centro de Trípoli, cruzando o bairro que consideram hostil.”

Em novembro de 2012, MSF passou a oferecer serviços médicos na clínica de Jabal Mohsen, único estabelecimento de saúde na área. “Desde que começamos a prestar serviços médicos, o influxo de pacientes tem sido constante e nossos médicos e enfermeiros têm tido de trabalhar incansavelmente para responder às necessidades”, conta Vidal. E quando os confrontos são retomados, a equipe trabalha para garantir que o acesso dos habitantes a cuidados de saúde básicos seja mantido. “Isso, essencialmente, envolve estabilizar o paciente ferido antes de encaminhá-lo para fora dali, quando e como a situação de segurança permitir.”

Bab al-Tabbaneh: nova clínica, bastante movimentada desde sua abertura
Bab al-Tabbaneh, do outro lado da Rua Síria, abriga cerca de 80 mil libaneses, bem como um crescente número de refugiados sírios. “A região é dos distritos mais carentes do Líbano e o acesso a serviços de saúde é bastante precário”, conta Vidal. MSF inaugurou uma clínica em Bab al-Tabbaneh em abril de 2013. “No dia da abertura, a clínica já estava com muitos pacientes, a maioria mulheres e crianças que nunca tinham tido acesso a cuidados de saúde gratuitos ou a custos razoáveis”, disse Vidal.
Dentro da clínica, dois médicos e dois enfermeiros realizam consultas gratuitas e tratamento para uma média de 60 pacientes por dia. Os refugiados sírios correspondem a cerca de 20% desse total, um grupo particularmente vulnerável.
“A maioria dos pacientes é formada por crianças com infecções respiratórias ou gastrointestinais causadas pelas terríveis condições de vida”, afirma Vidal. “Muitas crianças também sofrem com a deficiência de ferro e vitaminas devido à falta de acesso a alimentos ricos em nutrientes, o que as torna ainda mais vulneráveis a infecções.” Entre abril e o final de julho de 2013, mais de 3.500 pacientes receberam atenção médica na clínica.

Respondendo a emergências médicas
Além de oferecer cuidados básicos de saúde em Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, MSF presta suporte à sala de emergência no Hospital Governamental de Trípoli, o único hospital público no norte do país. Desde maio de 2012, MSF oferece treinamento à equipe do hospital, provendo os suprimentos médicos e equipamentos necessários para lidar com as emergências médicas agudas. Quando a violência é retomada entre os habitantes de Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, geralmente, cerca de 40% dos feridos são internados no Hospital Governamental de Trípoli.

Desde que os refugiados sírios começaram a cruzar a fronteira para o Líbano, em novembro de 2011, MSF tem adaptado sua resposta e inaugurado novos projetos no país. Ainda que a comunidade libanesa tenha feito grandes esforços para integrar e ajudar os refugiados, sua capacidade de lidar com a situação, principalmente nas áreas já empobrecidas, como Trípoli ou o vale de Bekaa, está chegando a seu limite.

“É essencial garantir o apoio aos refugiados sírios, mas também às comunidades no Líbano que os estão recebendo”, ressalta o Dr. Gustavo Fernandez, coordenador do programa de MSF para o Líbano, baseado em Genebra. “MSF está comprometida a continuar levando cuidados médicos de qualidade às pessoas, independentemente de sua religião ou afiliação política.”


Na sexta-feira, 23 de agosto de 2013, dois bombardeios ocorreram próximo a duas mesquitas em Trípoli, ferindo cerca de 800 pessoas e matando 48, de acordo com estimativas oficiais. MSF tratou oito dos feridos em sua clínica em Jabal Mohsen e 10 na de Bab AL-Tabbaneh. Sete dos pacientes apresentavam ferimentos graves e foram transferidos para o hospital. Mais de 50 pessoas feridas com necessidade de cuidados intensivos foram admitidas na sala de emergência do Hospital Governamental de Trípoli.

Médicos Sem Fronteiras

Acusados de matar menino boliviano de 5 anos são mortos na cadeia em SP.

Paulo Ricardo Martins e Felipe dos Santos estavam no pátio, por volta das 14h30, quando foram envenenados por um "coquetel da morte", uma mistura que reúne cocaína, viagra, água e creolina.Agentes penitenciários informaram que os presos foram encaminhados para a enfermaria, mas não resistiram.

Comente o caso no Bate-papo UOL: http://uol.com/bpbrasil

Ataque deixa crianças sírias com queimaduras parecidas com as de napalm

Uma equipe da BBC presenciou o socorro às vítimas que sofreram um ataque em uma escola na Síria, que deixou dezenas de crianças com ferimentos semelhantes aos que são provocados por napalm.  Testemunhas disseram que a bomba foi jogada na escola em Aleppo, no norte da Síria, por um avião. Após uma pequena explosão, uma coluna de fogo e fumaça surgiu no local. Ainda não se sabe que substância foi usada no ataque. As vítimas não tinham muitos sangramentos ou cortes - apenas queimaduras horríveis, na maioria dos casos cobrindo mais de 50% do corpo, o que reduz chances de sobrevivência. As imagens filmadas pelo repórter Ian Pannell e Darren Conway são chocantes.  BBC Brasil

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mulher que fez cirurgia de estômago agora não consegue parar de emagrecer

Médicos dizem que ela pode morrer, caso perca mais peso.

Uma mulher que passou por cirurgia de estômago está perdendo tanto peso que agora teme que morra de fome. Tracey McLaughlin, de 51 anos, passou por uma cirurgia em dezembro de 2010, quando, por conta de uma artrite, tinha que se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas.

Ela fez a cirurgia depois que foi informada que sua saúde estava em risco. Em um ano, ela perdeu 63 Kg, e ficou satisfeita com seu peso. O problema foi que ela continuou a perder peso de forma rápida e contínua, e hoje ela tem pouco mais de 30 Kg.

McLaughlin, moradora de Manchester, agora está correndo risco de morrer. Ela está usando roupas para crianças de 10 e 11 anos de idade por conta do peso.

A mulher diz que a cirurgia foi a pior coisa que já fez. Segundo ela, apesar dos problemas de saúde, conseguia ter uma vida feliz. Os médicos ainda não descobriram o motivo que a faz perder tanto peso, mas acreditam que o tecido da cicatriz em seu estômago possa estar afetando as células que absorvem alimentos.

McLaughlin diz que tenta comer alimentos que engordam, como sanduíches de bacon, delivery chinês e biscoitos, mas nada resolve seu problema. Ela diz que não suporta se olhar no espelho. Agora ela terá que fazer novos exames para que os médicos possam descobrir por que ela se tornou tão magra.

Fonte: Daily Mail

techmestre


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